Autor: Dra. Juliana Soares

  • Olho tremendo: é normal ou preciso me preocupar?

    Olho tremendo: é normal ou preciso me preocupar?

    Quase todo mundo já sentiu, em algum momento, o famoso olho tremendo, ou tremor nas pálpebras. A pálpebra começa a contrair sozinha, de forma leve e repetitiva, e isso pode durar horas ou até alguns dias. Apesar de ser muito comum, o sintoma costuma gerar preocupação, especialmente quando demora a passar.

    Na grande maioria das vezes, os espasmos na pálpebra são benignos e estão relacionados a fatores como estresse, cansaço ou excesso de tela. Ainda assim, existem situações em que vale procurar avaliação médica.

    O que são os espasmos nos olhos?

    O tipo mais comum é chamado de mioquimia palpebral, que é uma contração involuntária leve da pálpebra.

    Ela é caracterizada por:

    • Contrações leves e repetitivas;
    • Geralmente em apenas um olho;
    • Mais comum na pálpebra inferior;
    • Sensação de tremor sem dor.

    Esses espasmos acontecem por pequenas descargas involuntárias nos nervos ou nas fibras musculares que controlam a pálpebra.

    Na maioria dos casos, não estão ligados a doenças neurológicas.

    Por que os espasmos acontecem?

    Na maior parte das vezes, o problema é funcional e temporário.

    Causas mais comuns

    • Estresse emocional;
    • Privação de sono;
    • Excesso de cafeína;
    • Fadiga ocular (uso prolongado de telas);
    • Ansiedade;
    • Irritação ocular (olho seco ou alergia).

    Esses fatores aumentam a excitabilidade neuromuscular, ou seja, facilitam a contração involuntária do músculo.

    Outras possíveis causas

    Menos frequentemente, os espasmos podem estar associados a:

    • Deficiência de magnésio (com evidência científica limitada);
    • Uso de estimulantes;
    • Alguns medicamentos;
    • Inflamação das pálpebras (blefarite);
    • Olho seco persistente.

    Em casos raros, podem estar relacionados a condições neurológicas específicas.

    Nem todo espasmo é igual

    Existem diferentes tipos de contração involuntária.

    Mioquimia palpebral (mais comum)

    • Leve;
    • Intermitente;
    • Benigna;
    • Desaparece sozinha.

    Blefaroespasmo

    O blefaroespasmo é um tipo de contração mais intensa e involuntária das pálpebras.

    Pode apresentar:

    • Contrações mais fortes;
    • Fechamento involuntário dos olhos;
    • Atinge geralmente os dois olhos;
    • Pode interferir na visão.

    Nesse caso, pode ser necessário tratamento específico.

    Espasmo hemifacial

    É uma condição diferente, que envolve vários músculos de um lado do rosto.

    Pode apresentar:

    • Contrações persistentes;
    • Envolvimento da bochecha e boca;
    • Sintomas contínuos.

    Requer avaliação neurológica.

    Qual é o limite considerado normal?

    Os espasmos costumam ser considerados benignos quando:

    • Duram dias ou poucas semanas;
    • São leves;
    • Não fecham o olho completamente;
    • Não se espalham para o restante do rosto;
    • Variam conforme estresse ou cansaço.

    Na maioria das pessoas, desaparecem espontaneamente.

    Quando é preciso procurar avaliação?

    Procure atendimento se o espasmo:

    • Dura mais de 2 a 4 semanas;
    • Está piorando;
    • Fecha o olho involuntariamente;
    • Afeta ambos os olhos de forma intensa;
    • Atinge outros músculos da face;
    • Está associado a dor, queda da pálpebra ou alteração visual;
    • Não melhora mesmo após descanso e redução do estresse.

    Esses sinais ajudam a diferenciar a mioquimia benigna de outras condições.

    Como tratar espasmos nos olhos?

    Medidas simples (primeira linha)

    Na maioria dos casos, o tratamento é comportamental:

    • Melhorar o sono;
    • Reduzir cafeína;
    • Controlar o estresse;
    • Fazer pausas no uso de telas;
    • Usar lágrimas artificiais quando indicado.

    Frequentemente, apenas essas medidas resolvem o problema.

    Tratar fatores oculares

    Quando há irritação:

    • Tratar olho seco;
    • Controlar alergias;
    • Fazer higiene palpebral em caso de blefarite.

    Reduzir a inflamação ajuda a diminuir os espasmos.

    Tratamento médico

    Indicado quando os espasmos são persistentes ou impactam a qualidade de vida.

    Pode envolver:

    • Ajuste de medicamentos que possam estar desencadeando o sintoma;
    • Avaliação neurológica, se necessário;
    • Aplicação de toxina botulínica (principal tratamento para blefaroespasmo moderado a grave).

    Medicamentos orais costumam ter papel limitado.

    Prognóstico

    A mioquimia palpebral benigna tem excelente prognóstico e costuma desaparecer sozinha.

    Mesmo quando dura algumas semanas, geralmente está relacionada a fatores temporários, como estresse ou privação de sono.

    Condições neurológicas associadas são raras.

    Veja mais: Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre espasmos nos olhos

    1. Espasmo no olho é normal?

    Sim. É extremamente comum e geralmente benigno.

    2. Estresse pode causar olho tremendo?

    Sim. É uma das causas mais frequentes.

    3. Magnésio ajuda?

    Pode ajudar em alguns casos, mas as evidências científicas são limitadas.

    4. Quanto tempo pode durar?

    Dias a semanas é comum. Mais de um mês merece avaliação médica.

    5. Quando é considerado grave?

    Quando fecha o olho, envolve outros músculos ou é persistente.

    6. Uso excessivo de tela pode causar?

    Sim. A fadiga ocular é uma causa comum.

    7. Precisa de remédio?

    Na maioria dos casos, não. Mudanças de hábitos costumam resolver.

    Confira: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Tricomoníase: entenda essa infecção que causa corrimento e coceira 

    Tricomoníase: entenda essa infecção que causa corrimento e coceira 

    Coceira, corrimento diferente, desconforto na região íntima. Muitas vezes, esses sintomas são atribuídos apenas a uma infecção comum, mas podem indicar tricomoníase, uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante frequente.

    A boa notícia é que a tricomoníase tem cura. O problema é que, por ser muitas vezes silenciosa, pode permanecer sem diagnóstico, o que facilita a transmissão. Informar-se sobre como se pega, quando suspeitar e como tratar é essencial para cuidar da própria saúde e da saúde do parceiro.

    O que é tricomoníase?

    A tricomoníase é uma infecção causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis.

    Diferentemente de outras ISTs causadas por vírus ou bactérias, ela é provocada por um micro-organismo unicelular que se instala principalmente:

    • Na vagina;
    • Na uretra (canal da urina);
    • No colo do útero.

    Nos homens, costuma afetar a uretra e, muitas vezes, não causa sintomas.

    Como se pega tricomoníase?

    A transmissão ocorre principalmente por:

    • Relação sexual vaginal sem preservativo;
    • Contato direto com secreções genitais infectadas.

    A infecção pode ser transmitida mesmo que a pessoa não apresente sintomas. A tricomoníase é considerada uma das ISTs não virais mais comuns no mundo.

    Quais são os sintomas?

    Sintomas em mulheres

    Quando aparecem, podem envolver:

    • Corrimento vaginal amarelado ou esverdeado;
    • Odor forte;
    • Coceira intensa;
    • Ardor ao urinar;
    • Dor durante a relação.

    Algumas mulheres também podem sentir irritação e vermelhidão na região íntima.

    Sintomas em homens

    Nos homens, muitas vezes não há sintomas. Quando surgem, costumam ser:

    • Ardor ao urinar;
    • Secreção uretral discreta;
    • Desconforto leve na região genital.

    A ausência de sintomas não impede a transmissão.

    Por que a tricomoníase merece atenção?

    Sem tratamento, a infecção pode:

    • Aumentar o risco de contrair ou transmitir HIV;
    • Provocar complicações na gravidez, como parto prematuro;
    • Causar inflamação persistente da região genital.

    Por isso, mesmo sendo tratável, não deve ser ignorada.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Avaliação clínica;
    • Exame da secreção vaginal;
    • Testes laboratoriais específicos, como PCR.

    Muitas vezes, o profissional de saúde também investiga outras ISTs associadas.

    Como tratar tricomoníase?

    A tricomoníase tem cura e o tratamento é feito com medicamentos antiparasitários, geralmente prescritos por médico.

    O tratamento pode ser feito em dose única ou por alguns dias, conforme orientação profissional.

    É muito importante:

    • Tratar o parceiro simultaneamente;
    • Evitar relações sexuais até o término do tratamento;
    • Não interromper o medicamento antes do prazo indicado.

    O consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento com metronidazol, pois pode causar reações desagradáveis.

    Como prevenir?

    • Uso de preservativo em todas as relações;
    • Testagem regular em caso de múltiplos parceiros;
    • Tratamento imediato ao surgimento de sintomas;
    • Comunicação aberta com parceiros.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Corrimento com odor forte;
    • Coceira intensa persistente;
    • Ardor ao urinar;
    • Sintomas após relação desprotegida;
    • Parceiro diagnosticado com IST.

    Confira: HPV: o que é, riscos e como a vacina pode proteger sua saúde

    Perguntas frequentes sobre tricomoníase

    1. Tricomoníase tem cura?

    Sim, com tratamento adequado, a infecção tem cura.

    2. Posso ter tricomoníase sem sintomas?

    Sim, especialmente homens podem não apresentar sintomas.

    3. Preciso tratar meu parceiro?

    Sim, mesmo que ele não tenha sintomas, o tratamento simultâneo é essencial.

    4. Posso pegar tricomoníase mais de uma vez?

    Sim, se houver nova exposição ao protozoário.

    5. Tricomoníase é a mesma coisa que candidíase?

    Não. São infecções diferentes, com causas distintas.

    6. Posso beber álcool durante o tratamento?

    Não é recomendado, especialmente se estiver usando metronidazol.

    7. A tricomoníase é comum?

    Sim, é uma das ISTs não virais mais frequentes no mundo.

    Veja mais: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

  • Meditação: ela pode ajudar na redução da pressão arterial?

    Meditação: ela pode ajudar na redução da pressão arterial?

    Qualidade do sono, redução do estresse e sensação maior de bem-estar não são os únicos benefícios da meditação, uma prática mental que favorece o relaxamento, melhora a atenção no momento presente e contribui para o equilíbrio entre corpo e mente.

    No dia a dia, pessoas que convivem com a hipertensão podem encontrar na meditação um apoio de autocuidado para o controle da pressão arterial, principalmente quando a prática é associada a hábitos saudáveis de vida e ao acompanhamento médico adequado.

    Quando a meditação é regular, ela favorece o equilíbrio do sistema nervoso, reduz a resposta do organismo ao estresse e promove maior relaxamento vascular — fatores que podem contribuir para níveis pressóricos mais estáveis ao longo do tempo. Mas como isso funciona? Vamos entender mais, a seguir.

    Como a meditação influencia a pressão arterial?

    A influência da meditação na pressão arterial ocorre principalmente através da modulação do sistema nervoso autónomo e da redução da resposta do corpo ao estresse. Quando a mente desacelera, o corpo também responde com mudanças fisiológicas que favorecem a saúde cardiovascular, como:

    1. Redução do estresse

    O estresse crônico estimula a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina, substâncias que preparam o organismo para situações de alerta e, como consequência, podem elevar a pressão arterial de forma persistente. A prática regular da meditação contribui para reduzir a ativação em excesso, favorecendo o relaxamento do corpo e da mente.

    Com o tempo, o corpo e a mente passam a reagir de forma mais tranquila às situações estressantes do dia a dia, o que ajuda a evitar aumentos frequentes da pressão e traz uma sensação maior de controle emocional.

    2. Relaxamento dos vasos sanguíneos

    Durante a meditação, o corpo costuma entrar em um estado de relaxamento mais profundo, o que também favorece o relaxamento dos vasos sanguíneos. Isso pode facilitar a circulação do sangue e ajudar a manter a pressão arterial mais equilibrada.

    Mesmo sem substituir os tratamentos médicos, a meditação contribui para um maior equilíbrio do organismo, o que faz bem para a saúde do coração.

    3. Melhora da respiração

    Diversas técnicas de meditação são feitas a partir de uma respiração lenta e consciente, o que ajuda a desacelerar o coração, melhora a oxigenação do corpo e traz uma sensação maior de calma.

    Além disso, a respiração controlada influencia o sistema nervoso, ajudando o organismo a reagir melhor ao estresse e contribuindo para o controle da pressão arterial ao longo do tempo.

    4. Equilíbrio do sistema nervoso

    A meditação estimula mais a atuação do sistema nervoso ligado ao descanso e à recuperação do corpo. Isso ajuda a reduzir a tensão física, diminui a sobrecarga no coração e faz o organismo reagir de forma mais equilibrada ao estresse do dia a dia.

    Como resultado, a prática pode ajudar a manter a pressão arterial mais estável e trazer uma sensação maior de calma diante das demandas da rotina.

    Importante: a meditação não substitui o uso de remédios prescritos, não dispensa o acompanhamento médico e funciona melhor quando acompanhada de uma alimentação saudável, atividades físicas e um sono de qualidade.

    Quais as melhores técnicas de meditação?

    As técnicas de meditação que mais ajudam no controle da pressão arterial são aquelas que promovem um relaxamento mais profundo, reduzindo o estresse e ajudando o corpo a desacelerar. Algumas das práticas mais indicadas incluem, segundo estudos:

    1. Mindfulness

    A meditação mindfulness, também chamada de atenção plena, consiste em treinar a mente para ficar presente no momento atual, sem julgamento. Mas como fazer? Veja um passo a passo simples:

    • Escolha um lugar tranquilo e sente-se confortavelmente;
    • Mantenha a coluna ereta, mas sem rigidez;
    • Feche os olhos ou deixe o olhar relaxado;
    • Concentre-se na respiração natural, sem forçar;
    • Observe pensamentos, sensações ou emoções que surgirem;
    • Quando a mente se distrair (o que é normal), volte gentilmente à respiração;
    • Comece com 5 minutos e aumente gradualmente até 15 ou 20 minutos.

    2. Respiração diafragmática

    A respiração diafragmática é uma técnica que utiliza o diafragma para respirar de forma mais profunda e eficiente. Para incluí-la no dia a dia, é simples:

    • Sente-se ou deite-se confortavelmente;
    • Coloque uma mão no peito e outra na barriga;
    • Inspire lentamente pelo nariz, deixando o abdômen expandir;
    • Evite levantar o peito durante a inspiração;
    • Expire devagar pela boca ou pelo nariz;
    • Mantenha um ritmo lento e confortável por alguns minutos.

    3. Meditação transcendental

    A meditação transcendental envolve a repetição silenciosa de um mantra, que pode ser uma palavra, som ou frase curta da sua escolha. Veja como fazer:

    • Sente-se confortavelmente, com olhos fechados;
    • Escolha um mantra simples e neutro;
    • Repita mentalmente de forma suave, sem esforço;
    • Deixe pensamentos passarem naturalmente;
    • Se perder o foco, volte ao mantra com tranquilidade;
    • Pratique cerca de 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

    4. Visualização guiada

    A visualização guiada é uma técnica de meditação que utiliza a imaginação para criar cenários tranquilos e positivos. Para fazer em casa:

    • Sente-se ou deite-se em um ambiente silencioso e confortável;
    • Feche os olhos e comece com algumas respirações lentas e profundas;
    • Imagine um local que te acalma, como uma praia, floresta, campo ou montanha;
    • Tente visualizar cores, sons, cheiros, temperatura e texturas;
    • Mantenha a atenção na cena por alguns minutos, explorando os detalhes;
    • Se pensamentos surgirem, volte gentilmente à imagem escolhida.

    Benefícios da meditação para o coração

    Além dos benefícios no controle da pressão arterial, a meditação regular pode provocar mudanças fisiológicas que favorecem a saúde cardiovascular:

    • Redução da frequência cardíaca: ao acalmar o sistema nervoso, o coração trabalha de forma mais eficiente e com menor sobrecarga;
    • Diminuição da rigidez arterial: favorece a elasticidade dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação;
    • Controle do estresse oxidativo: ajuda a reduzir a produção de substâncias inflamatórias e radicais livres;
    • Melhora da variabilidade da frequência cardíaca: indica uma maior capacidade do organismo de se adaptar ao estresse.

    Quanto tempo de meditação praticar por dia?

    A regularidade costuma ser mais importante do que a duração de uma única sessão. No geral, 15 a 20 minutos por sessão, uma ou duas vezes ao dia, costuma ser suficiente.

    Se você está começando, sessões de 5 a 10 minutos já podem ajudar. O mais importante é criar o hábito sem transformar a prática em uma fonte de ansiedade. Em média, os efeitos na pressão arterial começam a ser percebidos após cerca de quatro a oito semanas de prática regular.

    Outras dicas naturais para baixar a pressão alta

    Além da meditação, alguns hábitos simples contribuem para a saúde cardiovascular:

    • Reduzir o consumo de sal, usando ervas naturais e temperos como alho e cebola;
    • Aumentar o consumo de alimentos ricos em potássio (banana, abacate, folhas verdes);
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhadas;
    • Consumir alimentos com magnésio (castanhas, sementes, chocolate amargo);
    • Considerar chás que auxiliam no controle, como hibisco ou alho, sob orientação profissional.

    Leia também: Dicas para equilibrar a vida pessoal e o trabalho

    Perguntas frequentes

    1. Posso parar de tomar remédio se a minha pressão baixar com a meditação?

    Nunca. A meditação é uma terapia complementar. Qualquer alteração na dosagem ou interrupção do medicamento deve ser feita exclusivamente pelo seu cardiologista.

    2. Qual o melhor horário para meditar para o coração?

    Não existe um horário obrigatório, mas muitos especialistas recomendam logo ao acordar ou antes de dormir.

    3. Crianças e idosos hipertensos podem meditar?

    Sim, a meditação é segura para todas as idades e não possui efeitos colaterais.

    4. É normal sentir tontura ao meditar?

    Algumas pessoas sentem um relaxamento profundo que pode causar uma leve tontura ao levantar. Ao terminar, abra os olhos devagar e aguarde um minuto antes de ficar de pé.

    5. Posso meditar ouvindo música clássica?

    Sim, sons suaves podem ajudar a abafar distrações externas e facilitar o relaxamento.

    6. Existe alguma roupa ideal para meditar e baixar a pressão?

    O ideal são roupas largas e confortáveis que não apertem a região abdominal ou o pescoço, facilitando a respiração e a circulação.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Você já ouviu alguém dizer que tem o metabolismo lento ou que gasta poucas calorias por dia? A verdade é que o metabolismo pode, sim, variar de pessoa para pessoa — e existe um exame capaz de medir isso de forma precisa: a calorimetria indireta.

    Muito utilizada em consultórios de nutrição, endocrinologia e medicina esportiva, a calorimetria indireta é considerada o método mais confiável para avaliar o gasto energético em repouso. Mas afinal, como ela funciona e para quem é indicada?

    O que é calorimetria indireta?

    A calorimetria indireta é um exame que mede a quantidade de oxigênio que o corpo consome e a quantidade de gás carbônico que elimina.

    Com base nesses dados, é possível calcular a taxa metabólica basal (TMB), ou seja, a quantidade de calorias que o corpo gasta apenas para manter funções vitais, como:

    • Batimentos cardíacos;
    • Respiração;
    • Funcionamento dos órgãos;
    • Regulação da temperatura corporal.

    Esse gasto acontece mesmo quando a pessoa está em repouso absoluto.

    Por que o exame é chamado de “indireto”?

    Ele é chamado de indireto porque não mede o calor produzido diretamente pelo corpo. Em vez disso, estima o gasto energético a partir da troca de gases respiratórios.

    Quanto maior o consumo de oxigênio, maior o gasto energético. Essa relação permite calcular, com boa precisão, quantas calorias o organismo utiliza em repouso.

    Para que serve a calorimetria indireta?

    Ajustar planos alimentares

    O exame ajuda a calcular com mais precisão quantas calorias uma pessoa realmente precisa consumir, seja para emagrecer, ganhar massa muscular ou manter o peso.

    Avaliar metabolismo em pessoas com dificuldade para emagrecer ou ganhar peso

    Em alguns casos, o metabolismo pode estar abaixo ou acima do esperado para idade, peso e composição corporal. A calorimetria ajuda a esclarecer essa dúvida.

    Acompanhar atletas

    Permite ajustar estratégias nutricionais conforme o gasto energético real, otimizando desempenho e recuperação.

    Avaliar pacientes hospitalizados

    Em ambiente hospitalar, é utilizada para ajustar o suporte nutricional em pacientes críticos, evitando tanto déficit quanto excesso de calorias.

    Como é feito o exame?

    O procedimento é simples e não invasivo.

    Geralmente envolve:

    • Permanecer em repouso por cerca de 20 a 30 minutos;
    • Uso de máscara ou bocal conectado a um aparelho;
    • Ambiente silencioso e com temperatura controlada.

    Para maior precisão, costuma-se recomendar:

    • Jejum de algumas horas;
    • Evitar exercícios físicos antes do exame;
    • Não consumir cafeína no dia da avaliação.

    Quem pode se beneficiar?

    • Pessoas em processo de emagrecimento;
    • Atletas;
    • Pessoas com obesidade;
    • Pacientes com doenças metabólicas;
    • Indivíduos com suspeita de metabolismo alterado.

    A calorimetria substitui cálculos tradicionais?

    Não necessariamente, mas é mais precisa.

    Muitas dietas são elaboradas com base em fórmulas estimadas, que utilizam idade, peso, altura e sexo. Essas equações funcionam bem para a maioria das pessoas, mas podem não refletir o metabolismo real em todos os casos.

    A calorimetria indireta reduz essa margem de erro e permite um plano mais individualizado.

    O metabolismo pode mudar ao longo da vida?

    Sim. O gasto energético é influenciado por vários fatores, como:

    • Idade;
    • Massa muscular;
    • Sexo;
    • Hormônios;
    • Nível de atividade física;
    • Doenças associadas.

    Por isso, em alguns casos, repetir o exame pode ser útil, especialmente quando há mudanças importantes no peso, na composição corporal ou no estado de saúde.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes sobre calorimetria indireta

    1. O exame dói?

    Não. É simples, não invasivo e não causa dor.

    2. Quanto tempo dura?

    Em média, de 20 a 30 minutos.

    3. Precisa estar em jejum?

    Geralmente sim, conforme orientação do profissional responsável.

    4. Ele mede quantas calorias gasto no dia todo?

    Ele mede o gasto em repouso. O gasto energético total depende também do nível de atividade física.

    5. É indicado para qualquer pessoa?

    Pode ser útil, mas deve ter indicação profissional, especialmente quando há objetivos específicos de saúde ou desempenho.

    6. Pessoas com tireoide alterada podem fazer?

    Sim. O exame pode ajudar na avaliação metabólica nesses casos.

    7. O metabolismo lento é comum?

    Na maioria das pessoas, o metabolismo está dentro do esperado. Porém, hábitos, composição corporal e condições hormonais influenciam bastante o gasto energético.

    Leia mais: Por que as dietas restritivas não funcionam (e os riscos para a saúde)

  • Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Manteiga, queijo amarelo, carnes gordurosas, embutidos. As gorduras saturadas fazem parte da alimentação de muitas pessoas e também estão no centro de debates sobre saúde do coração. Afinal, existe um limite seguro para consumir esse tipo de gordura?

    A resposta não é cortar totalmente, mas sim controlar a quantidade. Diversos estudos apontam que o excesso de gorduras saturadas está associado ao aumento do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e ao maior risco de doenças cardiovasculares.

    Entender qual é o limite recomendado ajuda a fazer escolhas mais equilibradas no dia a dia.

    O que são gorduras saturadas?

    As gorduras saturadas são um tipo de gordura presente principalmente em:

    • Carnes vermelhas gordurosas;
    • Pele de frango;
    • Embutidos (salsicha, linguiça, bacon);
    • Manteiga;
    • Queijos amarelos;
    • Leite integral;
    • Óleo de coco e óleo de palma.

    Elas costumam ser sólidas em temperatura ambiente.

    Por que o consumo excessivo preocupa?

    Diversos estudos associam o consumo elevado de gorduras saturadas ao aumento do colesterol LDL.

    O LDL elevado favorece o acúmulo de placas nas artérias (aterosclerose), aumentando o risco de:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Doença arterial periférica.

    A relação entre gordura saturada e risco cardiovascular é reforçada por diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    Qual é o limite seguro segundo os consensos?

    Organização Mundial da Saúde (OMS)

    Recomenda que as gorduras saturadas representem menos de 10% do total de calorias diárias.

    American Heart Association (AHA)

    Para pessoas com colesterol elevado ou maior risco cardiovascular, o ideal é limitar para até 6% das calorias diárias.

    Diretrizes Brasileiras de Dislipidemia (SBC)

    Reforçam a recomendação de manter consumo reduzido, especialmente em pacientes com risco cardiovascular aumentado.

    Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, 10% equivalem a cerca de 20 gramas de gordura saturada.

    Todas as gorduras saturadas são iguais?

    O impacto pode variar conforme a fonte alimentar e o padrão geral da dieta.

    Por exemplo:

    • Laticínios fermentados parecem ter impacto diferente de carnes processadas;
    • O padrão alimentar como um todo (quantidade de fibras, frutas, vegetais e gorduras boas) também influencia o risco.

    Ainda assim, a recomendação é manter moderação.

    O que acontece quando reduzimos gorduras saturadas?

    Estudos mostram que substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas (como as presentes em azeite, abacate, castanhas e peixes) pode:

    • Reduzir o LDL;
    • Melhorar o perfil lipídico;
    • Diminuir o risco cardiovascular.

    A troca é mais eficaz do que simplesmente reduzir calorias totais.

    Como reduzir na prática?

    Prestar atenção à composição dos alimentos consumidos aumenta bastante a chance de diminuir a ingestão de gordura saturada. Veja algumas estratégias:

    • Prefira cortes magros de carne;
    • Retire a gordura visível;
    • Substitua manteiga por azeite;
    • Reduza o consumo de embutidos;
    • Prefira leite e derivados com menor teor de gordura;
    • Aumente o consumo de fibras.

    Pequenas mudanças no dia a dia fazem diferença a longo prazo.

    Preciso cortar totalmente?

    Não. O foco é equilíbrio.

    Dietas extremamente restritivas não são necessárias para a maioria das pessoas. O mais importante é manter o consumo dentro dos limites recomendados e priorizar um padrão alimentar saudável como um todo.

    Quem tem risco cardiovascular aumentado deve conversar com médico ou nutricionista para ajustar melhor a quantidade permitida de gordura saturada por dia.

    Confira: Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento

    Perguntas frequentes sobre gorduras saturadas

    1. Gordura saturada aumenta colesterol?

    Sim, especialmente o colesterol LDL (“ruim”).

    2. Óleo de coco é saudável?

    Apesar de natural, é rico em gordura saturada e deve ser consumido com moderação.

    3. Posso comer carne vermelha?

    Sim, mas com moderação e preferindo cortes magros.

    4. Margarina é melhor que manteiga?

    Depende da composição. Muitas versões atuais têm menos gordura saturada, mas é importante ler o rótulo.

    5. Crianças precisam evitar gordura saturada?

    Devem consumir dentro das recomendações adequadas à idade, sem excessos.

    6. Quem tem colesterol alto deve reduzir mais?

    Sim, geralmente a recomendação é mais restritiva, especialmente se houver outros fatores de risco.

    7. Dieta low carb libera gordura saturada?

    Mesmo em dietas com menos carboidrato, é preciso atenção à quantidade de gordura saturada e evitar ultrapassar o limite diário recomendado.

    Leia também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

    Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

    Corrimento diferente, dor ao urinar, desconforto na região íntima. Muitas pessoas sentem esses sintomas e acham que pode ser algo passageiro. Em alguns casos, pode se tratar de gonorreia, uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum e que precisa de tratamento adequado.

    A boa notícia é que a gonorreia tem cura. O problema é que, quando não tratada, pode causar complicações importantes, especialmente em mulheres. Entender como ocorre a transmissão, quando suspeitar e como funciona o tratamento ajuda a proteger sua saúde e evitar a disseminação da infecção.

    O que é gonorreia?

    A gonorreia é uma infecção causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que afeta principalmente:

    • Uretra (canal da urina);
    • Colo do útero;
    • Reto;
    • Garganta;
    • Olhos (em casos mais raros).

    Ela é transmitida por meio de relações sexuais sem preservativo, seja vaginal, anal ou oral.

    Como ocorre a transmissão?

    A transmissão acontece pelo contato direto com secreções infectadas durante a relação sexual.

    É importante saber que:

    • Pode ocorrer mesmo sem ejaculação;
    • Pode ser transmitida em sexo oral;
    • A pessoa pode estar infectada e não apresentar sintomas.

    Gestantes com gonorreia também podem transmitir a infecção ao bebê durante o parto.

    Quando desconfiar de gonorreia?

    Sintomas em homens

    • Corrimento amarelado ou esverdeado pela uretra;
    • Dor ou ardor ao urinar;
    • Dor nos testículos.

    Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 7 dias após o contato.

    Sintomas em mulheres

    Nas mulheres, a gonorreia pode ser mais silenciosa.

    Quando aparecem, podem ser:

    • Corrimento vaginal diferente;
    • Dor ao urinar;
    • Sangramento fora do período menstrual;
    • Dor durante a relação.

    Infecção em outras regiões

    Se atingir o reto:

    • Dor anal;
    • Secreção;
    • Coceira.

    Se atingir a garganta:

    • Dor ao engolir (muitas vezes leve ou até sem sintomas).

    Por que a gonorreia preocupa?

    Se não tratada, pode causar complicações como:

    • Doença inflamatória pélvica (em mulheres);
    • Infertilidade;
    • Dor pélvica crônica;
    • Infecção disseminada (atingindo articulações e sangue).

    Além disso, a gonorreia aumenta o risco de transmissão do HIV.

    Outro ponto de atenção é o aumento de casos resistentes a antibióticos em vários países, o que torna ainda mais importante o tratamento correto com acompanhamento médico.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Exame de secreção;
    • Teste molecular (PCR);
    • Exame de urina.

    Muitas vezes, os médicos também investigam outras ISTs simultaneamente.

    Como é o tratamento?

    A gonorreia tem cura e o tratamento é feito com antibióticos específicos, conforme protocolos do Ministério da Saúde.

    É muito importante:

    • Completar o tratamento corretamente;
    • Evitar relações sexuais até liberação médica;
    • Informar parceiros recentes;
    • Realizar novo teste se indicado.

    Não se deve tomar antibióticos por conta própria.

    Como prevenir?

    • Uso de preservativo em todas as relações;
    • Testagem regular, especialmente se houver múltiplos parceiros;
    • Comunicação aberta com parceiros;
    • Tratamento imediato ao identificar sintomas.

    Quando procurar atendimento?

    Procure avaliação médica se houver:

    • Corrimento anormal;
    • Dor ao urinar;
    • Dor pélvica;
    • Contato com parceiro diagnosticado;
    • Sintomas após relação desprotegida.

    Confira: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

    Perguntas frequentes sobre gonorreia

    1. Gonorreia tem cura?

    Sim, com o antibiótico correto, a infecção tem cura.

    2. Posso ter gonorreia sem sintomas?

    Sim, especialmente mulheres podem não apresentar sintomas.

    3. Preservativo protege totalmente?

    Reduz muito o risco, mas deve ser usado corretamente em todas as relações.

    4. Posso pegar gonorreia no sexo oral?

    Sim, a transmissão pode ocorrer durante sexo oral sem proteção.

    5. A gonorreia pode voltar?

    Sim, se houver nova exposição à bactéria. Não há imunidade permanente.

    6. Preciso avisar meu parceiro?

    Sim, é fundamental para que ele também seja testado e tratado.

    7. Existe vacina contra gonorreia?

    Atualmente, não há vacina específica disponível.

    Veja mais: HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje

  • Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Coração acelerado, aperto no peito, falta de ar. Muitas pessoas acreditam que a ansiedade é apenas uma sensação emocional, mas ela também se manifesta no corpo — e às vezes de forma intensa.

    Isso acontece porque a ansiedade ativa o chamado modo de alerta do organismo, liberando hormônios como adrenalina e cortisol. Essa reação é natural diante de ameaças reais. O problema surge quando o corpo permanece em estado de alerta constante, mesmo sem perigo imediato.

    Por que a ansiedade causa sintomas físicos?

    Quando o cérebro interpreta uma situação como ameaça, ele ativa o sistema nervoso simpático, responsável pela resposta de “luta ou fuga”.

    Isso provoca:

    • Aceleração dos batimentos cardíacos;
    • Aumento da respiração;
    • Tensão muscular;
    • Alterações na digestão.

    Em crises de ansiedade ou no transtorno de ansiedade generalizada, esses mecanismos são ativados com frequência, gerando sintomas físicos recorrentes.

    12 sintomas físicos da ansiedade

    1. Palpitações

    Sensação de coração acelerado ou batendo forte no peito.

    2. Falta de ar

    Respiração curta ou sensação de que o ar não é suficiente.

    3. Aperto ou dor no peito

    Pode ser confundido com problema cardíaco, mas geralmente está relacionado à tensão muscular e à hiperventilação.

    4. Tontura

    Sensação de instabilidade ou quase desmaio.

    5. Tremores

    Podem afetar mãos, pernas ou o corpo todo.

    6. Suor excessivo

    Especialmente nas mãos e axilas.

    7. Tensão muscular

    Dor no pescoço, ombros e mandíbula é comum.

    8. Dor de cabeça

    Principalmente do tipo tensional.

    9. Problemas digestivos

    Náusea, dor abdominal, diarreia ou sensação de “nó” no estômago.

    10. Formigamento

    Sensação de dormência ou agulhadas nas mãos e pés.

    11. Boca seca

    Resultado da ativação do sistema nervoso.

    12. Fadiga

    Mesmo após descanso, o corpo pode se sentir exausto.

    Como diferenciar ansiedade de algo mais grave?

    Alguns sintomas da ansiedade podem se parecer com problemas cardíacos ou respiratórios.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Dor no peito persistente;
    • Desmaio;
    • Falta de ar intensa;
    • Histórico de doença cardíaca.

    Descartar causas físicas é parte importante do diagnóstico.

    Quando os sintomas indicam transtorno de ansiedade?

    A ansiedade se torna um transtorno quando:

    • Os sintomas são frequentes;
    • Interferem na rotina;
    • Causam sofrimento intenso;
    • Persistem por semanas ou meses.

    Nesses casos, é importante procurar ajuda profissional.

    Como reduzir os sintomas físicos da ansiedade?

    Respiração lenta e profunda

    A respiração mais lenta e profunda ajuda a regular o sistema nervoso e pode aliviar sintomas como palpitações e falta de ar.

    Atividade física regular

    É uma estratégia importante, pois ajuda a reduzir hormônios do estresse e melhora o humor.

    Sono adequado

    A privação de sono piora os sintomas, portanto dormir bem é fundamental.

    Psicoterapia

    Terapias como a cognitivo-comportamental são eficazes no tratamento da ansiedade.

    Medicamentos, quando indicados

    Devem ser prescritos por médico, conforme avaliação individual.

    Veja também: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre sintomas físicos da ansiedade

    1. Ansiedade pode causar dor no peito?

    Sim, pode. Ainda assim, é importante descartar causas cardíacas, especialmente se for um sintoma novo ou intenso.

    2. Falta de ar pode ser só ansiedade?

    Pode, especialmente em crises, mas deve ser avaliada se for intensa ou persistente.

    3. Ansiedade pode causar dor no estômago?

    Sim. O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse e pode reagir com dor, náusea ou diarreia.

    4. Sintomas físicos podem aparecer sem pensamento ansioso?

    Sim. O corpo pode reagir antes mesmo de a mente identificar claramente a preocupação.

    5. Exercício ajuda a diminuir os sintomas?

    Sim, a prática regular de atividade física é uma estratégia eficaz.

    6. Ansiedade causa cansaço?

    Sim. O estado constante de alerta é desgastante para o organismo.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Se os sintomas forem frequentes, intensos ou interferirem na vida diária, é importante buscar avaliação profissional.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

  • Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

    Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

    Coceira, ardor, pequenas bolhas dolorosas na região íntima. Muitas pessoas sentem esses sintomas e não sabem exatamente do que se trata, ou evitam procurar ajuda médica por vergonha. O problema é que pode ser herpes genital, uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum e ainda cercada de desinformação.

    Apesar de não ter cura definitiva, ela tem tratamento e controle eficaz. Saber reconhecer os sinais, entender como ocorre a transmissão e buscar acompanhamento médico são passos importantes para reduzir crises e evitar a disseminação do vírus.

    O que é herpes genital?

    A herpes genital é causada pelo vírus herpes simples (HSV), geralmente do tipo 2 (HSV-2), embora o tipo 1 (HSV-1), mais conhecido por causar herpes labial, também possa infectar a região genital.

    Após a infecção, o vírus permanece no organismo em estado latente. Isso significa que ele pode ficar “adormecido” e reativar em determinados momentos, provocando novas lesões.

    Como acontece a transmissão?

    A transmissão ocorre principalmente por:

    • Relação sexual vaginal, anal ou oral sem preservativo;
    • Contato direto com lesões ativas;
    • Contato pele a pele na região genital.

    É importante lembrar que a transmissão pode acontecer mesmo sem lesões visíveis, durante períodos de eliminação viral assintomática.

    Como desconfiar de herpes genital?

    Sintomas mais comuns

    • Pequenas bolhas dolorosas na região genital ou anal;
    • Feridas que evoluem a partir dessas bolhas;
    • Ardor ou dor ao urinar;
    • Coceira ou formigamento local.

    Sintomas gerais na primeira crise

    A primeira manifestação costuma ser mais intensa e pode incluir:

    • Febre;
    • Mal-estar;
    • Dores musculares;
    • Ínguas na virilha.

    Com o tempo, as crises tendem a ser mais leves e de menor duração.

    Toda lesão genital é herpes?

    Não. Outras condições podem causar sintomas semelhantes, como:

    • Sífilis;
    • Candidíase;
    • Dermatites;
    • Irritações por atrito.

    Por isso, o diagnóstico deve ser feito por profissional de saúde, que pode solicitar exames laboratoriais quando necessário.

    Como é feito o tratamento?

    Embora não exista cura definitiva para o herpes genital, o tratamento ajuda a:

    • Reduzir a duração dos sintomas;
    • Diminuir a intensidade das crises;
    • Reduzir o risco de transmissão.

    Os medicamentos antivirais mais utilizados são:

    • Aciclovir;
    • Valaciclovir;
    • Famciclovir.

    Eles podem ser usados:

    • Durante as crises;
    • De forma contínua (terapia supressiva), em casos de recorrência frequente.

    Esses medicamentos devem sempre ser prescritos por um médico.

    É possível prevenir novas crises?

    Alguns fatores podem desencadear reativações:

    • Estresse;
    • Queda da imunidade;
    • Privação de sono;
    • Infecções associadas.

    Manter hábitos saudáveis, usar preservativo e seguir a orientação médica ajudam a reduzir a frequência das crises.

    Herpes genital é perigosa?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não causa complicações graves. No entanto, merece atenção especial em:

    • Gestantes (pelo risco de transmissão ao bebê);
    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Pessoas com HIV.

    Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Primeira crise com sintomas intensos;
    • Lesões dolorosas persistentes;
    • Febre associada;
    • Suspeita de IST;
    • Recorrências frequentes.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

    Perguntas frequentes sobre herpes genital

    1. Herpes genital tem cura?

    Não há cura definitiva, mas existe controle eficaz com tratamento adequado.

    2. Posso ter herpes e nunca ter sintomas?

    Sim, muitas pessoas são assintomáticas e podem não saber que estão infectadas.

    3. Preservativo protege 100%?

    O preservativo reduz bastante o risco, mas não elimina totalmente, pois o vírus pode estar presente em áreas não cobertas.

    4. Posso ter filhos se tenho herpes genital?

    Sim, com acompanhamento médico adequado, especialmente durante a gestação.

    5. A herpes genital é comum?

    Sim, é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais prevalentes no mundo.

    6. Posso transmitir mesmo sem feridas?

    Sim, embora o risco seja maior durante as crises, a transmissão pode ocorrer sem lesões visíveis.

    7. Estresse pode desencadear crises?

    Sim, o estresse é um dos fatores mais frequentemente associados à reativação do vírus.

    Veja também: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

  • 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, está entre os tipos mais comuns no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele figura entre os três mais incidentes tanto em homens quanto em mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. A boa notícia é que, diferente de outros tumores, ele pode ser amplamente prevenido.

    Grande parte dos casos está relacionada a fatores modificáveis, como alimentação, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. Além disso, o rastreamento permite identificar lesões precursoras antes que se transformem em câncer. Ou seja: informação e prevenção salvam vidas.

    O que é o câncer colorretal?

    O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto. Na maioria das vezes, começa como pequenos pólipos, que são lesões benignas que podem crescer lentamente ao longo dos anos e, se não removidas, evoluir para câncer.

    É justamente essa evolução lenta que permite a prevenção por meio de exames de rastreamento.

    10 formas de prevenir o câncer colorretal

    1. Realizar exames de rastreamento na idade recomendada

    O rastreamento é a principal estratégia preventiva. Diretrizes internacionais recomendam iniciar exames aos 45 ou 50 anos (dependendo do país), mesmo sem sintomas.

    Os principais exames são:

    • Pesquisa de sangue oculto nas fezes;
    • Colonoscopia.

    Pessoas com histórico familiar devem iniciar antes, conforme orientação médica.

    2. Manter alimentação rica em fibras

    Fibras presentes em frutas, verduras, legumes, feijão e cereais integrais ajudam no funcionamento intestinal e estão associadas a menor risco de câncer colorretal.

    3. Reduzir o consumo de carnes processadas

    Carnes processadas (como salsicha, bacon, presunto e embutidos) são classificadas pela Organização Mundial da Saúde como carcinogênicas para o intestino. O ideal é evitar.

    Carnes vermelhas também devem ser consumidas com moderação.

    4. Praticar atividade física regularmente

    O sedentarismo está associado a maior risco de câncer colorretal. A atividade física regular ajuda no controle do peso, da inflamação e do metabolismo.

    A recomendação geral é pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada.

    5. Manter peso saudável

    A obesidade aumenta o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal, especialmente em homens.

    6. Evitar o tabagismo

    Fumar não está relacionado apenas ao câncer de pulmão. O tabagismo também aumenta o risco de câncer colorretal e de pólipos intestinais.

    7. Reduzir o consumo de álcool

    O consumo frequente e excessivo de álcool está associado a maior risco de câncer de intestino.

    8. Controlar doenças inflamatórias intestinais

    Pessoas com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn devem manter acompanhamento rigoroso, pois o risco é maior.

    9. Conhecer o histórico familiar

    Ter parentes de primeiro grau com câncer colorretal aumenta o risco. Nesses casos, o rastreamento deve começar mais cedo.

    10. Não ignorar sinais e sintomas

    Embora o objetivo seja prevenir, é fundamental procurar avaliação médica se houver:

    • Sangue nas fezes;
    • Alteração persistente do hábito intestinal;
    • Dor abdominal contínua;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia.

    Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura.

    O câncer colorretal pode ser totalmente evitado?

    Nem todos os casos são preveníveis, especialmente os relacionados à predisposição genética. No entanto, estudos mostram que grande parte poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e adesão ao rastreamento adequado.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes sobre prevenção do câncer colorretal

    1. Câncer colorretal dá sintomas no início?

    Geralmente não. Por isso o rastreamento é tão importante.

    2. Colonoscopia dói?

    O exame é feito com sedação, o que reduz significativamente o desconforto.

    3. Sangue nas fezes sempre é câncer?

    Não, mas deve sempre ser investigado por um profissional de saúde.

    4. Jovens podem ter câncer colorretal?

    Sim, embora seja mais comum após os 50 anos, casos em pessoas mais jovens têm aumentado.

    5. Comer carne causa câncer?

    O consumo excessivo, especialmente de carnes processadas, está associado a maior risco.

    6. Exercício realmente protege?

    Sim, a prática regular de atividade física está associada a menor incidência de câncer colorretal.

    7. Quem tem histórico familiar deve fazer exame antes dos 50?

    Sim. O início do rastreamento deve ser antecipado conforme orientação médica.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Dor de garganta, tosse, febre ou nariz escorrendo costumam gerar uma dúvida comum: “será que preciso de antibiótico?”. Muitas pessoas ainda associam infecção automaticamente a esse tipo de medicamento, mas, na maioria das vezes, ele não é necessário.

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir