Autor: Dra. Juliana Soares

  • O que a falta de proteína pode causar? Conheça os sintomas e o que fazer

    O que a falta de proteína pode causar? Conheça os sintomas e o que fazer

    A fraqueza muscular não é o único problema que pode surgir com a perda de proteínas, sabia? Responsáveis por funções estruturais, metabólicas e imunológicas, elas ajudam o corpo a se manter em equilíbrio e garantem que tecidos, órgãos e sistemas funcionem como deveriam.

    Quando a ingestão diária de proteínas fica muito abaixo do ideal, o organismo precisa priorizar tarefas vitais e deixa outras em segundo plano — o que reduz a produção de hormônios, atrapalha o metabolismo e enfraquece a imunidade.

    Com o tempo, o corpo manifesta a deficiência através de alterações no cabelo, pior cicatrização, cansaço frequente e, em quadros prolongados, a perda de massa muscular. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é proteína e o que ela faz no corpo?

    A proteína é um nutriente formado por aminoácidos, que funcionam como blocos que o organismo usa para construir, manter e reparar seus próprios tecidos. Cada aminoácido tem um papel próprio, e o conjunto deles permite que o corpo execute algumas tarefas fundamentais.

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, as proteínas participam da formação dos músculos, pele, cabelos, unhas e ossos, garantindo sustentação e renovação dos tecidos. Além da função estrutural, elas participam de processos celulares fundamentais, como a produção de hormônios, a realização de reações metabólicas e a regulação do metabolismo.

    Elas também dão origem aos anticorpos, que funcionam como defesa direta contra vírus, bactérias e outros agentes que podem causar doenças. Eles reconhecem e neutralizam ameaças, fortalecendo a imunidade e ajudando o organismo a responder de forma rápida a infecções.

    Riscos da falta de proteínas para o corpo

    A falta de proteína afeta várias funções do organismo, porque o corpo depende do nutriente para manter os músculos, produzir hormônios, se defender de infecções e realizar processos metabólicos. Quando a ingestão fica muito baixa, surgem sinais em diferentes sistemas, como:

    • Perda de massa muscular e redução de força, já que o organismo passa a usar o músculo como reserva;
    • Cansaço constante, com sensação de baixa energia mesmo após descanso;
    • Queda da imunidade, aumentando a frequência de infecções virais e bacterianas;
    • Cicatrização lenta, porque o corpo produz menos colágeno e enzimas reparadoras;
    • Queda e enfraquecimento dos cabelos;
    • Unhas frágeis e quebradiças;
    • Pele mais fina, ressecada ou sem firmeza;
    • Metabolismo mais lento, com maior risco de resistência à insulina e alterações glicêmicas;
    • Dificuldade para perder peso ou manter o peso perdido;
    • Maior risco de anemia;
    • Sarcopenia, provocando fraqueza e dificuldade para tarefas diárias;
    • Maior predisposição a quedas e fraturas.

    Em casos mais graves, pode acontecer um quadro de desnutrição proteico-calórica, no qual o organismo já não consegue manter funções básicas por falta de energia e proteína.

    Nesses casos, aparecem sinais como perda extrema de peso, inchaço nas pernas e no abdômen, fraqueza intensa, alterações na pele e no cabelo, maior risco de infecções e comprometimento de órgãos. É uma condição séria, que precisa de acompanhamento médico e reposição nutricional cuidadosa.

    Perda de massa magra pode afetar o coração?

    De acordo com Juliana, não é incomum que pessoas com sarcopenia apresentem sedentarismo e uma alimentação inadequada, fatores que já aumentam o risco cardiovascular.

    A deficiência de proteínas apenas intensifica o risco, uma vez que aumenta a resistência à insulina, favorece o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e eleva a probabilidade de doenças do coração.

    A perda muscular também está associada a maior inflamação crônica no organismo, condição que facilita a formação de placas de gordura nas artérias (aterosclerose) e aumenta o risco de infarto.

    Nos quadros mais graves de desnutrição, a perda de massa magra pode comprometer a própria musculatura cardíaca, prejudicando a força e o funcionamento do coração.

    Atenção a idosos e pessoas em processo de emagrecimento rápido

    Tanto os idosos quanto pessoas que passam por emagrecimento rápido são grupos de risco para déficit proteico.

    Na terceira idade, a capacidade de produzir e utilizar proteínas diminui com o passar dos anos, reduzindo a síntese muscular mesmo quando a alimentação está adequada. Além disso, é comum menor apetite ou dificuldade de deglutição, aumentando o risco de desnutrição proteico-calórica.

    Já quem perde peso de forma acelerada tende a seguir dietas muito restritivas. Como o corpo precisa manter funções vitais, ele passa a usar o próprio músculo como fonte de energia, resultando em perda de massa muscular, fraqueza e maior risco de deficiências nutricionais.

    Quais os sintomas de perda de proteína?

    • Perda de massa muscular e redução de força;
    • Cansaço constante e falta de energia;
    • Queda e enfraquecimento dos cabelos;
    • Unhas frágeis e quebradiças;
    • Pele mais fina, ressecada ou com aparência envelhecida;
    • Cicatrização lenta;
    • Maior frequência de infecções;
    • Inchaço nas pernas ou no abdômen em casos mais graves;
    • Dificuldade para perder peso ou manter o peso perdido;
    • Perda de apetite e sensação de fraqueza geral.

    Qual a quantidade diária recomendada de proteínas?

    A quantidade diária recomendada varia conforme idade, nível de atividade e estado de saúde. Para adultos sedentários, a base geral é de 0,8 gramas por quilo de peso corporal. Para idosos ou pessoas fisicamente ativas, a recomendação aumenta para 1 a 1,6 gramas por quilo ao dia.

    Alimentos ricos em proteína

    • Carnes magras, como frango e cortes bovinos com menos gordura;
    • Peixes como salmão, atum, sardinha e tilápia;
    • Ovos;
    • Laticínios, como leite, iogurte natural e queijo branco;
    • Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha;
    • Soja e derivados, como tofu e tempeh;
    • Castanhas e oleaginosas;
    • Sementes como chia e linhaça;
    • Quinoa.

    A distribuição da proteína ao longo do dia é importante. Em vez de concentrar tudo em uma única refeição, o ideal é incluí-la em todas as refeições.

    Importante: o consumo exagerado de proteína pode sobrecarregar os rins, especialmente em quem já tem doença renal.

    Veja mais: Não é só whey: veja outras proteínas boas para colocar na dieta

    Perguntas frequentes

    A perda de proteína pode causar queda de cabelo?

    Sim. A falta de proteína reduz a produção de queratina, deixando o cabelo mais fino e quebradiço.

    O metabolismo fica mais lento quando falta proteína?

    Sim. A perda de massa magra reduz o gasto energético e dificulta o controle da glicose.

    Como garantir proteína suficiente em uma dieta vegetariana?

    Combinando feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, tofu, quinoa, castanhas e sementes ao longo do dia.

    Proteína em pó substitui alimento?

    Pode complementar, mas não deve substituir refeições completas sem orientação profissional.

    Como saber se estou comendo proteína demais?

    Sede intensa, desconforto gastrointestinal e inchaço podem ser sinais. O ideal é ajustar com orientação nutricional.

    Confira: Proteína para ganhar massa muscular: veja quanto você precisa por dia

  • Quando treinar demais vira problema: entenda o problema do overtraining 

    Quando treinar demais vira problema: entenda o problema do overtraining 

    Treinar faz bem para o corpo e para a mente. Mas existe um ponto em que o excesso de exercício deixa de trazer benefícios e passa a causar prejuízos. Quando a carga de treino ultrapassa a capacidade de recuperação do organismo por tempo prolongado, pode surgir o chamado excesso de treino, também conhecido como overtraining.

    Diferente do cansaço normal após uma sessão intensa, o overtraining envolve uma fadiga persistente, queda de desempenho e sintomas físicos e emocionais que não melhoram apenas com alguns dias de descanso. Se não for identificado e corrigido, pode levar a lesões, alterações hormonais, baixa imunidade e até complicações graves, como a rabdomiólise.

    O que é o excesso de treino (overtraining)

    O excesso de treino é uma condição caracterizada por fadiga crônica, dificuldade de recuperação e piora do desempenho, resultante de um volume ou intensidade de exercício superior à capacidade de adaptação do organismo.

    Ele faz parte de um espectro que inclui:

    • Overreaching funcional: fadiga temporária que melhora com descanso adequado;
    • Overreaching não funcional: queda de desempenho que pode levar semanas para melhorar;
    • Síndrome do overtraining: forma mais grave e prolongada, podendo levar meses para recuperação completa.

    Como o excesso de treino acontece

    O overtraining geralmente surge da combinação de fatores como:

    • Treinos muito intensos e frequentes sem recuperação suficiente;
    • Sono insuficiente ou de má qualidade;
    • Nutrição inadequada, especialmente baixa ingestão de calorias e proteínas;
    • Estresse psicológico elevado;
    • Falta de periodização adequada do treino.

    Nessas condições, o corpo entra em estado de estresse crônico, com aumento do cortisol, inflamação persistente e prejuízo na regeneração muscular e neural.

    Principais sinais e sintomas

    Os sintomas podem envolver o corpo, o desempenho esportivo e a saúde emocional.

    1. Sintomas físicos

    • Cansaço persistente, mesmo após descanso;
    • Dores musculares prolongadas;
    • Maior incidência de lesões;
    • Distúrbios do sono;
    • Queda de apetite ou alterações no peso;
    • Infecções mais frequentes.

    2. Sintomas de desempenho

    • Redução de força, resistência e velocidade;
    • Estagnação ou piora nos resultados;
    • Maior tempo de recuperação entre sessões;
    • Sensação de “corpo pesado”.

    3. Sintomas psicológicos

    • Irritabilidade;
    • Falta de motivação;
    • Ansiedade ou sintomas depressivos;
    • Dificuldade de concentração.

    Riscos à saúde do excesso de treino

    Quando prolongado, o excesso de treino pode levar a:

    • Lesões musculoesqueléticas, incluindo fraturas por estresse;
    • Alterações hormonais, afetando metabolismo e ciclo menstrual;
    • Comprometimento do sistema imunológico;
    • Alterações cardiovasculares;
    • Burnout esportivo.

    Overtraining e rabdomiólise: uma complicação grave

    A rabdomiólise é uma condição potencialmente grave associada a exercício extremo ou esforço desproporcional à capacidade do indivíduo.

    Ela ocorre quando há lesão intensa das fibras musculares, levando à liberação de substâncias como mioglobina, potássio e creatinoquinase (CK) na corrente sanguínea. Em grandes quantidades, essas substâncias podem comprometer os rins e causar complicações sistêmicas.

    Como o overtraining pode levar à rabdomiólise

    • Sessões excessivamente intensas;
    • Exercícios excêntricos em grande volume;
    • Treinos em ambiente muito quente;
    • Desidratação;
    • Falta de recuperação adequada;
    • Uso de estimulantes ou álcool;
    • Exercício intenso após infecção recente.

    Principais sinais e sintomas da rabdomiólise

    • Dor muscular intensa e desproporcional;
    • Rigidez e fraqueza muscular;
    • Inchaço;
    • Urina escura;
    • Fadiga extrema e náuseas.

    Em casos graves:

    • Alterações no ritmo cardíaco;
    • Queda da pressão arterial;
    • Insuficiência renal aguda.

    Diagnóstico

    • Dosagem de CK;
    • Avaliação da função renal;
    • Dosagem de eletrólitos;
    • Exame de urina.

    Tratamento

    • Suspensão imediata do exercício;
    • Hidratação intravenosa;
    • Monitorização cardíaca e renal;
    • Diálise em casos graves.

    Como prevenir a rabdomiólise

    • Evitar aumentos bruscos de carga;
    • Respeitar períodos de recuperação;
    • Manter boa hidratação;
    • Adaptar o treino ao nível individual;
    • Evitar treinar doente ou febril;
    • Buscar orientação profissional.

    Tratamento e recuperação do excesso de treino

    A recuperação pode exigir semanas ou meses e inclui:

    • Redução do volume e intensidade do treino;
    • Sono adequado (7 a 9 horas por noite);
    • Ajuste nutricional;
    • Recuperação ativa;
    • Acompanhamento médico quando necessário.

    Confira: Excesso de exercícios físicos faz mal ao coração? Conheça os riscos

    Perguntas frequentes sobre excesso de treino

    1. Excesso de treino acontece só com atletas profissionais?

    Não. Pode ocorrer em iniciantes ou praticantes recreativos.

    2. Descansar um fim de semana resolve?

    Em casos leves, sim. Na síndrome do overtraining, pode levar meses.

    3. Overtraining diminui a imunidade?

    Sim. Pode aumentar a frequência de infecções.

    4. Rabdomiólise é comum?

    É rara, mas pode ocorrer em exercícios extremos ou mal planejados.

    5. Treinar doente aumenta o risco?

    Sim. O organismo já está sob estresse.

    6. Dormir pouco piora o quadro?

    Sim. O sono é essencial para recuperação.

    7. Como saber se é apenas cansaço ou overtraining?

    Se a fadiga persistir por semanas e houver queda de desempenho, é importante avaliar.

    Veja mais: 13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

  • Exagerou no Carnaval? Veja o que fazer para se recuperar 

    Exagerou no Carnaval? Veja o que fazer para se recuperar 

    Dias intensos de festa, pouco sono, calor, alimentação ruim e consumo de álcool cobram seu preço. Depois do Carnaval, muitas pessoas tentam retomar a rotina como se nada tivesse acontecido, ignorando sinais de que o corpo precisa de uma pausa.

    O problema é que a exaustão não afeta apenas a disposição. Ela interfere na imunidade, na saúde cardiovascular, na concentração e até no humor. Reconhecer esses sinais e respeitar o tempo de recuperação é bem importante para evitar adoecimentos nas semanas seguintes.

    Por que o corpo sente tanto depois do Carnaval?

    Durante períodos de festa prolongada, o organismo é submetido a:

    • Privação de sono;
    • Calor excessivo;
    • Esforço físico prolongado;
    • Desidratação;
    • Consumo de álcool;
    • Alimentação desorganizada.

    Esses fatores ativam mecanismos de estresse no corpo, elevam hormônios como o cortisol e reduzem a capacidade de recuperação física e mental.

    Principais sinais de que o corpo precisa de descanso

    Cansaço que não passa

    Sentir fadiga intensa mesmo após uma noite de sono é um dos sinais mais comuns de sobrecarga física e que você ainda precisa de um pouco mais de tempo para se recuperar.

    Dores musculares e sensação de corpo pesado

    Horas em pé, caminhadas longas e dança favorecem microlesões musculares que precisam de tempo para cicatrizar.

    Dor de cabeça frequente

    Pode estar relacionada à desidratação, à privação de sono e às alterações vasculares provocadas pelo álcool.

    Dificuldade de concentração e memória

    O cérebro também sofre com noites mal dormidas, e tudo isso impacta foco, raciocínio e produtividade.

    Alterações no humor

    Irritabilidade, ansiedade e sensação de desânimo são comuns após períodos de estresse físico e social intenso.

    O impacto do pós-Carnaval na imunidade

    A privação de sono e o estresse reduzem a eficiência do sistema imunológico. Poucas noites mal dormidas já são suficientes para diminuir a resposta imunológica, aumentando a chance de contrair:

    • Gripes e resfriados;
    • Viroses respiratórias;
    • Infecções gastrointestinais.

    É por isso que não é coincidência ficar doente dias depois da folia.

    Sinais que merecem atenção

    Alguns sintomas não devem ser ignorados depois do Carnaval:

    • Febre persistente;
    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Tonturas frequentes;
    • Palpitações;
    • Fraqueza que não passa.

    Nesses casos, é importante procurar avaliação médica. É também muito importante procurar um serviço de saúde com urgência no caso de comportamento de risco durante o Carnaval, como possível exposição ao HIV.

    Como ajudar o corpo a se recuperar depois do Carnaval?

    1. Priorize o sono

    Dormir bem é a principal ferramenta de recuperação física e mental. Sempre que possível, ajuste gradualmente os horários.

    2. Reforce a hidratação

    A reposição de líquidos ajuda na recuperação muscular, na função renal e na circulação.

    3. Aposte em alimentação leve e nutritiva

    Frutas, legumes, proteínas magras e alimentos ricos em vitaminas e minerais trazem nutrientes que ajudam na recuperação do organismo.

    4. Retome a atividade física com moderação

    Movimentos leves ajudam na circulação, mas exercícios intensos devem esperar a recuperação completa.

    5. Dê uma pausa no álcool

    Reduzir ou suspender o consumo facilita a recuperação do fígado, do sono e da pressão arterial.

    Quanto tempo o corpo leva para se recuperar?

    O tempo varia conforme a intensidade da folia, o estado do organismo antes disso tudo, a qualidade do sono e o nível de hidratação.

    Para muitas pessoas, de 3 a 7 dias são necessários para recuperar totalmente energia, foco e bem-estar.

    Leia mais: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

    Perguntas frequentes sobre recuperação depois do Carnaval

    1. É normal se sentir exausto após o Carnaval?

    Sim. O corpo foi submetido a estresse físico e metabólico intenso.

    2. Dormir mais resolve tudo?

    Ajuda muito, mas hidratação e alimentação saudável também são fundamentais.

    3. Dor de cabeça persistente é normal?

    Pode acontecer, mas se durar muitos dias, merece avaliação.

    4. Por que fico mais irritado depois da folia?

    A privação de sono afeta neurotransmissores ligados ao humor.

    5. Posso voltar direto à rotina intensa de treinos?

    O ideal é uma retomada gradual.

    6. Ficar doente depois do Carnaval é comum?

    Sim, devido à queda temporária da imunidade.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Se houver sintomas intensos, persistentes ou fora do padrão.

    Confira: O que o estresse faz com sua imunidade

  • Caminhar depois do almoço: um hábito que ajuda o coração 

    Caminhar depois do almoço: um hábito que ajuda o coração 

    Levantar-se da mesa e andar por alguns minutos logo após comer é um dos hábitos mais fáceis e mais eficazes para melhorar o metabolismo e proteger o coração. Estudos mostram que caminhar depois do almoço reduz os picos de glicose no sangue, favorece a digestão e estimula o funcionamento do sistema cardiovascular.

    Mesmo uma caminhada leve e curta já ativa mecanismos capazes de controlar o açúcar no sangue e evitar o cansaço típico que vem depois de comer!

    Por que o corpo reage melhor quando se move após comer

    Durante a digestão, o corpo transforma os carboidratos em glicose, que entra rapidamente na corrente sanguínea. Se essa glicose não for usada, o pâncreas precisa liberar insulina para mantê-la sob controle, um processo que, repetido ao longo dos anos, pode sobrecarregar o metabolismo.

    Ao caminhar depois do almoço, os músculos passam a consumir parte dessa glicose como energia. Isso ajuda o sangue a manter níveis mais estáveis e evita o acúmulo de açúcar. Pesquisas mostram que uma caminhada de apenas 10 minutos feita logo após comer é suficiente para reduzir o pico de glicose significativamente.

    Além disso, esse pequeno movimento não provoca desconforto gástrico e é percebido como leve pelo corpo. Em outras palavras, o simples ato de andar devagar após uma refeição já é suficiente para equilibrar o metabolismo sem exigir esforço ou tempo excessivo.

    Caminhar depois do almoço ajuda o coração e o metabolismo

    O controle da glicose está diretamente ligado à saúde cardiovascular. Quando o açúcar no sangue sobe de forma brusca, aumenta a produção de radicais livres e inflamações nas paredes dos vasos. Com o tempo, isso favorece a hipertensão, o entupimento das artérias e o risco de infarto ou AVC.

    Caminhar depois do almoço ajuda a impedir esse processo. O movimento suave melhora o fluxo sanguíneo, estimula o coração e reduz a pressão arterial de maneira natural. Mesmo em pessoas sem diabetes, o hábito contribui para uma menor variação da glicemia ao longo do dia e melhora o desempenho das células que regulam o açúcar no sangue.

    Os resultados são semelhantes aos de caminhadas longas feitas em outro horário, mas com uma vantagem: o esforço é menor e os efeitos aparecem rapidamente. Por isso, o hábito se tornou uma das recomendações mais acessíveis para quem busca cuidar da saúde cardiovascular e prevenir o diabetes tipo 2.

    Um impulso também para a digestão e o bem-estar

    Além dos efeitos metabólicos, caminhar depois do almoço também melhora a digestão. O movimento leve pode auxiliar na sensação de conforto após as refeições. Isso reduz a sensação de inchaço, gases e desconforto, comuns após refeições grandes.

    A caminhada leve ainda melhora o humor e a disposição. O aumento da circulação e da oxigenação cerebral ajuda a combater a sonolência pós-refeição e melhora o foco mental. Assim, o simples hábito de se mover depois de comer traz benefícios físicos e mentais, favorecendo o bem-estar geral.

    Quanto tempo e qual intensidade são ideais

    Não é preciso transformar o pós-almoço em um treino. O efeito positivo já aparece com poucos minutos de caminhada leve, feita logo após terminar de comer. Esse pequeno período já faz com que o açúcar no sangue suba e caia de forma mais gradual, o que reduz a sobrecarga do coração e do pâncreas.

    A caminhada deve ser feita em ritmo confortável o suficiente para acelerar levemente a respiração, mas ainda permitir conversa. Quanto mais regular o hábito, mais duradouros os benefícios. Entre as formas simples de incluir o gesto no dia a dia estão:

    • Caminhar no quarteirão, corredor ou pátio logo após comer
    • Fazer pequenas tarefas domésticas ou de trabalho em pé
    • Substituir o café pós-refeição por uma volta leve ao ar livre

    Esses minutos de atividade física leve já bastam para ativar o metabolismo, ajudar na digestão e manter os níveis de glicose sob controle. Com o tempo, a prática se torna um reflexo natural e pode substituir momentos de sedentarismo por um movimento agradável e produtivo.

    Um hábito pequeno com grandes resultados

    O impacto de caminhar depois do almoço é maior do que parece. Estudos mostram que essa atividade física leve reduz os níveis médios de glicose nas duas horas seguintes à refeição e melhora a eficiência do metabolismo sem causar cansaço.

    Por ser uma medida de baixo esforço, ela é acessível a pessoas de todas as idades e pode ser feita em praticamente qualquer lugar. Pequenos gestos como esse acumulam benefícios quando repetidos diariamente, formando um poderoso aliado da saúde cardiovascular e do controle metabólico.

    Em uma rotina marcada por pressa e longos períodos sentados, levantar-se por alguns minutos após comer é um dos cuidados mais simples e eficazes para o corpo e a mente.

    Veja mais: 13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    Perguntas e respostas

    1. Por que caminhar depois do almoço faz bem ao corpo?

    Porque o movimento leve logo após comer ajuda os músculos a usar a glicose como energia, evitando o acúmulo de açúcar no sangue e equilibrando o metabolismo.

    2. Esse hábito também protege o coração?

    Sim. Controlar a glicose reduz inflamações nos vasos e ajuda a prevenir hipertensão, entupimento das artérias, infarto e AVC, fortalecendo o sistema cardiovascular.

    3. Uma caminhada curta já faz diferença?

    Sim. Mesmo dez minutos de caminhada leve, feitos logo após comer, já reduzem o pico de glicose e trazem benefícios perceptíveis ao metabolismo.

    4. É preciso caminhar rápido ou em ritmo intenso?

    Não. O ideal é caminhar em ritmo confortável, suficiente para acelerar levemente a respiração, mas ainda permitindo conversar sem esforço.

    5. Como incluir esse hábito no dia a dia?

    Foque em atitudes simples, como dar uma volta no quarteirão ou corredor, caminhar no pátio após comer, fazer pequenas tarefas em pé ou trocar o café pós-refeição por uma caminhada leve.

    Confira: Atividade física e produtividade: como mexer o corpo melhora o cérebro

  • Como a solidão pode aumentar o risco de doenças cardíacas (e a importância das relações sociais)

    Como a solidão pode aumentar o risco de doenças cardíacas (e a importância das relações sociais)

    A solidão, aquela impressão de não ter com quem contar, dividir sentimentos ou viver momentos importantes, não é mais só uma questão emocional ou mental. Na verdade, nos últimos anos, pesquisas começaram a observar como o corpo responde a experiência de ficar sozinho.

    Hoje já se sabe que a sensação prolongada de desconexão pode desencadear respostas biológicas relacionadas ao estresse, influenciando sono, pressão arterial, inflamação e até hábitos do dia a dia.

    Para entender como tudo isso pode impactar a saúde do coração, conversamos com a cardiologista Juliana Soares e esclarecemos as principais dúvidas. Confira!

    Solidão é considerada um fator de risco cardiovascular?

    A solidão e o isolamento social são considerados fatores de risco para doenças cardiovasculares. Não são causas diretas como pressão alta, diabetes ou tabagismo, mas podem influenciar a saúde do coração ao longo do tempo.

    Segundo Juliana, mesmo pessoas que apresentam a pressão arterial controlada e níveis de glicose adequados, por exemplo, podem apresentar aumento da chance de desenvolver problemas cardíacos caso estejam cronicamente isolados ou vivenciem solidão prolongada.

    O que explica essa relação?

    Existem duas vias que ajudam a explicar essa relação: mecanismos comportamentais e mecanismos biológicos ou fisiológicos.

    No aspecto comportamental, quando o indivíduo está mais solitário e isolado, Juliana explica que ele tende a adotar hábitos menos saudáveis, como:

    • Alimentação menos equilibrada, com maior consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em carboidratos;
    • Redução da prática de atividade física ou sedentarismo mais frequente;
    • Maior probabilidade de fumar ou aumentar o consumo de cigarro;
    • Dieta mais desorganizada, com excesso de açúcar e gorduras;
    • Menor adesão a tratamentos médicos, consultas e uso correto de medicamentos.

    Já na via biológica, a solidão ativa o sistema nervoso e o eixo hormonal, elevando níveis de cortisol e catecolaminas, como a adrenalina. Isso gera um estado inflamatório crônico de baixo grau no organismo.

    Como consequência, há aumento da atividade inflamatória geral, aceleração do processo de formação de placas nas artérias, elevação da pressão arterial, promoção de resistência à insulina e aumento da obesidade visceral, ou seja, acúmulo de gordura entre os órgãos.

    Todos os fatores contribuem para maior risco cardiovascular, podendo favorecer, ao longo do tempo, a probabilidade de problemas como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

    Solidão pode influenciar pressão arterial, sono e controle do colesterol

    A solidão costuma gerar uma situação de estresse crônico no organismo, elevando os níveis basais de cortisol e adrenalina, segundo Juliana.

    A alteração pode impactar o metabolismo das gorduras, aumentando o colesterol LDL (o chamado colesterol ruim), os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial. A solidão também está associada a maior incidência de um sono de má qualidade.

    Muitas vezes, a pessoa apresenta sensação de insegurança ou estado constante de alerta, o que dificulta alcançar fases mais profundas do sono, importantes para a saúde cardiovascular.

    Quem apresenta mais risco?

    O risco de eventos cardiovasculares, como AVC, infarto e insuficiência cardíaca, é maior entre pessoas com atividade social mais restrita ou em situação de isolamento social.

    Além disso, Juliana esclarece que pessoas socialmente isoladas que já convivem com a doença costumam apresentar pior prognóstico. Isso inclui maiores taxas de reinternação e mortalidade quando comparadas a pacientes com boa rede de apoio social.

    A cardiologista ainda ressalta que tanto adultos jovens quanto idosos podem ser afetados pelos efeitos da solidão no sistema cardiovascular.

    O isolamento social tende a ser mais frequente em idades mais avançadas, muitas vezes por perda de amigos ou cônjuges e mudanças na dinâmica familiar, como filhos que passam a ter rotinas próprias.

    Já entre adultos mais jovens, a solidão prolongada pode ser ainda mais prejudicial a longo prazo, pois a exposição aos efeitos do isolamento costuma durar mais tempo. Isso pode contribuir para o envelhecimento precoce do sistema cardiovascular.

    A importância das relações sociais para a saúde do coração

    A convivência social com pessoas com quem existe troca afetiva, apoio e confiança também causa efeitos físicos positivos no organismo.

    A interação social estimula a liberação de ocitocina, um hormônio ligado ao bem-estar, que possui propriedades anti-inflamatórias naturais e contribui para a dilatação dos vasos sanguíneos, ajudando na proteção do coração.

    Além disso, ter uma rede de apoio formada por amigos, familiares ou pessoas de confiança costuma facilitar bastante os cuidados com a saúde: fica mais fácil manter consultas em dia, seguir tratamentos corretamente, encontrar motivação para praticar atividades físicas e até cuidar melhor da alimentação.

    Por fim, saber que existe alguém para conversar, dividir preocupações ou simplesmente compartilhar momentos ajuda a reduzir o estresse do dia a dia, que também influencia a saúde do coração.

    Veja também: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Perguntas frequentes

    1. Existe diferença entre “estar sozinho” e “sentir-se sozinho”?

    Sim, o isolamento social é a falta física de contatos, enquanto a solidão é o sentimento subjetivo de desconexão. Ambos aumentam o risco cardíaco, mas o sentimento de solidão é um gatilho de estresse mais forte.

    2. Ter um animal de estimação ajuda?

    Sim! A ciência comprova que donos de cachorros, por exemplo, têm menor risco de morte por doenças cardiovasculares, pois o pet estimula a atividade física e oferece suporte emocional.

    3. Melhorar a vida social pode reverter danos?

    Sim, fortalecer laços sociais reduz os níveis de inflamação no corpo e ajuda a regular a frequência cardíaca.

    4. O que é a “Síndrome do Coração Partido” e a solidão?

    Embora seja causada por um estresse agudo (como um luto), pessoas cronicamente solitárias têm o músculo cardíaco mais vulnerável a esse tipo de falência súbita causada por emoções fortes.

    5. O que é “fome social”?

    É um termo científico usado para descrever como o cérebro reage à falta de interação social. Assim como a fome por comida nos leva a buscar energia e nutrientes, ela tende a estimular a busca por conexão com outras pessoas. Mas, quando a necessidade não é atendida, a saúde pode ser prejudicada.

    6. Como o médico pode abordar esse fator no cuidado cardiovascular?

    Durante a avaliação clínica, é importante considerar o contexto social do paciente, compreendendo a rotina, a rede de suporte, o estado emocional e o grau de satisfação com a própria vida.

    Uma abordagem multiprofissional também é fundamental, integrando suporte psicológico, assistência social e outras áreas da saúde quando necessário.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

  • Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

    Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

    Você já sentiu dor no estômago antes de uma prova importante? Ou precisou correr para o banheiro momentos antes de uma apresentação? Isso acontece com muita gente, e não é coincidência.

    Existe uma ligação direta entre o cérebro e o sistema digestivo, chamada eixo cérebro-intestino. Quando estamos sob forte emoção, o corpo ativa mecanismos de alerta, conhecidos como resposta de luta ou fuga. Essa reação envolve o sistema nervoso e hormônios do estresse e pode alterar o funcionamento do estômago e do intestino, provocando dor, queimação, enjoo ou até diarreia.

    Como o estresse afeta o estômago e o intestino

    O sistema digestivo é extremamente sensível ao estado emocional. Em situações de nervoso, medo ou ansiedade intensa, ocorrem alterações importantes:

    • Aumento do ácido gástrico: pode causar queimação, dor na boca do estômago e piora de gastrite ou refluxo;
    • Alteração dos movimentos intestinais: algumas pessoas têm aceleração do trânsito intestinal, levando à diarreia, enquanto outras podem apresentar prisão de ventre;
    • Maior sensibilidade visceral: o intestino passa a sentir mais os estímulos normais, tornando desconfortos leves mais intensos;
    • Redução do fluxo sanguíneo digestivo: o corpo prioriza músculos e coração, podendo gerar sensação de desconforto abdominal.

    Esse conjunto de mudanças explica por que o estresse pode provocar tanto dor no estômago quanto dor de barriga.

    Quais sintomas podem aparecer?

    Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns são:

    • Dor ou queimação no estômago;
    • Enjoo ou sensação de “bolo na garganta”;
    • Sensação de estufamento ou gases;
    • Diarreia ou vontade urgente de ir ao banheiro;
    • Cólicas abdominais;
    • Perda de apetite em alguns casos.

    Esses sintomas tendem a surgir em momentos de maior tensão emocional e podem melhorar quando a situação estressante passa.

    Por que algumas pessoas sentem mais do que outras?

    A intensidade dos sintomas depende de vários fatores, como:

    • Nível de ansiedade da pessoa;
    • Histórico de gastrite, refluxo ou síndrome do intestino irritável;
    • Qualidade do sono;
    • Alimentação;
    • Estresse crônico.

    Pessoas que já têm maior sensibilidade gastrointestinal costumam perceber os efeitos emocionais de forma mais intensa.

    O que pode ser feito para reduzir os sintomas?

    Embora não seja possível eliminar totalmente o impacto das emoções no corpo, é possível diminuir bastante o desconforto com algumas estratégias.

    1. Controle do estresse e da ansiedade

    • Técnicas de respiração profunda;
    • Meditação ou mindfulness;
    • Atividade física regular;
    • Psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental.

    2. Hábitos alimentares adequados

    • Evitar refeições muito pesadas em momentos de estresse;
    • Reduzir café, álcool e alimentos muito gordurosos ou picantes;
    • Comer devagar e em ambiente tranquilo;
    • Manter hidratação adequada.

    3. Rotina e sono

    • Dormir bem ajuda a regular o eixo cérebro-intestino;
    • Evitar excesso de trabalho e sobrecarga emocional contínua.

    4. Tratamento médico quando necessário

    Se os sintomas forem frequentes ou intensos, um médico pode avaliar e, se indicado, prescrever:

    • Protetores gástricos ou antiácidos;
    • Medicamentos para ansiedade;
    • Probióticos ou medicamentos para regular o intestino;
    • Investigação para gastrite, refluxo ou síndrome do intestino irritável.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante buscar avaliação médica quando:

    • A dor é intensa ou persistente;
    • Há perda de peso sem explicação;
    • Surgem vômitos frequentes;
    • Há sangue nas fezes ou no vômito;
    • Os sintomas não melhoram mesmo após controle do estresse.

    Nesses casos, é necessário descartar doenças gastrointestinais que podem não estar relacionadas apenas ao fator emocional.

    Confira: Maracujá acalma? Veja mais dicas para controlar a ansiedade

    Perguntas frequentes sobre estresse e dor de estômago

    1. Estresse pode causar gastrite?

    Pode piorar ou desencadear sintomas de gastrite, principalmente em pessoas predispostas.

    2. Ansiedade pode dar diarreia?

    Sim. A aceleração do trânsito intestinal é uma resposta comum ao nervosismo.

    3. Dor de estômago por nervoso é perigosa?

    Na maioria das vezes, não. Mas sintomas persistentes devem ser avaliados.

    4. O intestino realmente sente emoções?

    Sim. O eixo cérebro-intestino explica essa comunicação constante entre emoções e sistema digestivo.

    5. Medicamentos são sempre necessários?

    Não. Muitas vezes, controle do estresse e mudanças no estilo de vida já ajudam bastante.

    6. Crianças também podem ter dor de barriga por ansiedade?

    Sim. É comum antes de provas, apresentações ou mudanças importantes.

    7. Respiração profunda realmente ajuda?

    Sim. Técnicas de respiração ativam o sistema nervoso parassimpático, que ajuda a acalmar o corpo.

    Veja mais: Por que a ansiedade faz o coração ficar acelerado? Cardiologista explica

  • Sol, calor e multidão: por que a insolação é um risco no Carnaval 

    Sol, calor e multidão: por que a insolação é um risco no Carnaval 

    Blocos lotados, horas sob o sol, pouca sombra e hidratação irregular formam o cenário perfeito para um problema sério, e muitas vezes subestimado, do verão: a insolação. Durante o Carnaval, o risco aumenta porque o corpo é exigido além do habitual, em ambientes quentes e com pouca pausa para descanso.

    O mais preocupante é que a insolação não começa, necessariamente, de forma dramática. Ela costuma dar sinais progressivos, que podem ser confundidos com cansaço ou ressaca do calor. Reconhecer esses sinais cedo e saber como agir faz toda a diferença para evitar complicações.

    O que é insolação?

    A insolação, também chamada de golpe de calor, acontece quando o corpo perde a capacidade de regular sua própria temperatura. Em vez de manter o equilíbrio térmico, a temperatura corporal sobe rapidamente, podendo ultrapassar 40 °C.

    Isso ocorre, principalmente, por:

    • Exposição prolongada ao sol ou ao calor intenso;
    • Esforço físico excessivo em ambientes quentes;
    • Desidratação;
    • Uso de álcool.

    Quando o organismo não consegue dissipar o calor adequadamente, órgãos vitais como cérebro, coração e rins passam a sofrer.

    A insolação é considerada uma emergência médica.

    Insolação é a mesma coisa que desidratação?

    Não, elas são coisas diferentes, mas a falta de água também contribui para a insolação.

    • Desidratação é a perda excessiva de líquidos;
    • Insolação é a falha do sistema de regulação térmica do corpo.

    A desidratação aumenta muito o risco de insolação, mas uma pessoa pode evoluir para insolação mesmo antes de perceber sede intensa.

    Quais são os principais sintomas de insolação?

    Sintomas iniciais

    • Dor de cabeça;
    • Tontura;
    • Fraqueza;
    • Náusea;
    • Pulso rápido;
    • Sensação de calor intenso.

    Sintomas graves (sinais de alerta)

    • Temperatura corporal alta;
    • Pele quente, vermelha e seca;
    • Confusão mental ou desorientação;
    • Fala arrastada;
    • Desmaio;
    • Convulsões.

    Na presença de sintomas graves, é extremamente importante buscar atendimento médico imediato.

    Quem tem maior risco de insolação no Carnaval?

    • Pessoas que passam muitas horas sob o sol;
    • Quem consome álcool em excesso;
    • Pessoas desidratadas;
    • Idosos;
    • Crianças;
    • Pessoas com doenças cardiovasculares;
    • Quem usa diuréticos ou medicamentos que interferem na regulação da temperatura do organismo.

    Primeiros cuidados em caso de insolação

    O que fazer imediatamente

    • Levar a pessoa para um local fresco e sombreado;
    • Retirar excesso de roupas;
    • Oferecer água, se a pessoa estiver consciente;
    • Aplicar compressas frias em axilas, pescoço e virilha;
    • Ventilar o ambiente.

    O que não fazer

    • Não oferecer álcool;
    • Não forçar ingestão de líquidos se a pessoa estiver com confusão mental;
    • Não ignorar os sintomas.

    O objetivo inicial é reduzir a temperatura corporal com segurança.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure atendimento imediato se houver:

    • Alteração do nível de consciência;
    • Confusão ou desorientação;
    • Temperatura corporal muito alta;
    • Convulsões;
    • Falta de melhora após os primeiros cuidados.

    Em casos graves, a insolação pode levar a complicações neurológicas, cardiovasculares e renais.

    Como prevenir a insolação durante blocos e festas?

    • Hidrate-se antes, durante e depois;
    • Evite longos períodos sob sol direto;
    • Use roupas leves e claras;
    • Faça pausas regulares;
    • Modere o consumo de álcool;
    • Use chapéu ou boné;
    • Respeite os sinais do seu corpo; pare quando precisar.

    Prevenção é a melhor forma de curtir a festa com segurança.

    Veja mais: Beber água ajuda a controlar a pressão arterial? Entenda a relação entre hidratação e saúde do coração

    Perguntas frequentes sobre insolação no Carnaval

    1. Insolação pode acontecer mesmo em dias nublados?

    Sim. O calor e o esforço físico continuam sobrecarregando o corpo.

    2. Crianças têm mais risco de insolação?

    Sim, pois regulam pior a temperatura corporal.

    3. Insolação pode acontecer sem sol direto?

    Sim, especialmente em ambientes abafados e cheios.

    4. Água de coco ajuda?

    Pode ajudar na hidratação, mas não substitui água nem atendimento médico.

    5. Insolação pode causar desmaio?

    Sim, é um dos sinais de gravidade.

    6. Dá para confundir insolação com ressaca?

    Sim. Dor de cabeça, náusea e mal-estar podem enganar.

    7. Insolação pode deixar sequelas?

    Em casos graves e sem tratamento rápido, sim.

    Confira: Como identificar sinais de desidratação mesmo quando você acha que bebe água suficiente

  • Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

    Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

    A trombose, que inclui a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar, é uma condição potencialmente grave, mas relativamente incomum em pessoas jovens e saudáveis sem fatores de risco.

    Para que um coágulo (trombo) se forme dentro de um vaso sanguíneo, geralmente é necessário que haja um desequilíbrio nos mecanismos naturais que regulam a coagulação do sangue. Esse desequilíbrio é explicado por um conceito clássico da medicina chamado tríade de Virchow, que descreve os três principais pilares envolvidos na formação de trombos.

    Quando um ou mais desses fatores estão presentes, o risco de trombose aumenta. E diversas situações do dia a dia, condições médicas e hábitos de vida podem contribuir para esse cenário.

    O que é a tríade de Virchow?

    A tríade de Virchow explica por que a trombose ocorre. Ela envolve três mecanismos principais:

    • Lesão vascular: danos à parede do vaso sanguíneo, como em traumas, cirurgias ou inflamações, favorecem a ativação da coagulação.
    • Fluxo sanguíneo alterado: quando o sangue circula de forma mais lenta ou turbulenta, há um aumento de chance de formação de coágulos.
    • Hipercoagulabilidade: algumas condições tornam o sangue mais propenso a coagular do que o normal.

    Muitas situações de risco atuam justamente sobre um ou mais desses três mecanismos.

    Principais situações que aumentam o risco de trombose

    1. Imobilidade prolongada

    Ficar muito tempo sem se movimentar reduz o fluxo sanguíneo nas pernas, favorecendo a formação de trombos.

    Exemplos:

    • Longas viagens de avião ou carro;
    • Repouso prolongado após doença ou fratura;
    • Internações hospitalares com pouca mobilidade.

    2. Cirurgias e procedimentos médicos

    Cirurgias, especialmente ortopédicas (como quadril e joelho) ou de grande porte, aumentam o risco por:

    • Lesão direta dos vasos;
    • Inflamação pós-operatória;
    • Períodos de imobilidade.

    Por esse motivo, muitos pacientes recebem anticoagulantes preventivos após cirurgias de maior risco.

    3. Medicamentos e hormônios

    Alguns medicamentos aumentam a chance de trombose, principalmente:

    • Anticoncepcionais hormonais, especialmente os combinados com estrogênio;
    • Terapia de reposição hormonal;
    • Certos tratamentos oncológicos.

    O risco é maior quando associado a outros fatores, como tabagismo ou obesidade. Atualmente, com o crescimento do uso de esteroides anabolizantes, essa causa tem sido cada vez mais frequente.

    4. Fraturas e traumas

    Fraturas, principalmente de ossos longos como o fêmur, e grandes traumas podem lesar vasos sanguíneos e reduzir a mobilidade, aumentando o risco de trombose.

    5. Gravidez e pós-parto

    A gravidez é naturalmente um estado de hipercoagulabilidade, mecanismo protetor para evitar sangramentos excessivos no parto. Porém, isso também aumenta o risco de trombose, especialmente:

    • No terceiro trimestre;
    • Nas primeiras semanas após o parto.

    6. Câncer

    Alguns tipos de câncer e seus tratamentos aumentam a coagulação do sangue. Tumores podem liberar substâncias pró-coagulantes, e terapias como quimioterapia podem elevar ainda mais esse risco.

    7. Doenças crônicas inflamatórias

    Condições que mantêm o organismo em estado inflamatório crônico, como doenças autoimunes ou infecções prolongadas, podem favorecer a formação de trombos.

    8. Idade avançada

    O risco de trombose aumenta com a idade, devido a alterações naturais nos vasos sanguíneos e na coagulação, além da maior presença de doenças associadas.

    9. Histórico familiar ou causas genéticas

    Pessoas com familiares que já tiveram trombose podem ter predisposição genética. Algumas alterações hereditárias aumentam a tendência à coagulação, como:

    • Fator V de Leiden;
    • Deficiência de proteína C;
    • Deficiência de proteína S;
    • Deficiência de antitrombina.

    10. Hábitos e estilo de vida

    Alguns hábitos também elevam o risco:

    • Obesidade: aumenta inflamação e pressão sobre as veias das pernas;
    • Tabagismo: lesiona vasos e favorece a coagulação;
    • Sedentarismo: reduz o retorno venoso e favorece estase sanguínea.

    Como reduzir o risco de trombose?

    Embora nem todos os fatores sejam modificáveis, algumas medidas ajudam na prevenção:

    • Manter-se ativo e evitar longos períodos sentado;
    • Hidratar-se adequadamente;
    • Parar de fumar;
    • Manter peso saudável;
    • Usar anticoagulantes profiláticos quando indicados;
    • Movimentar as pernas em viagens longas;
    • Seguir corretamente orientações médicas no pós-operatório.

    Quando se preocupar?

    Procure atendimento imediato se surgirem sintomas sugestivos de trombose, como:

    • Inchaço repentino em uma perna;
    • Dor ou calor local;
    • Falta de ar súbita;
    • Dor no peito ao respirar.

    Esses sinais podem indicar trombose venosa profunda ou embolia pulmonar e exigem avaliação urgente.

    Veja também: Trombose do viajante: o que é, sintomas, causas e como evitar

    Perguntas frequentes sobre trombose

    1. Trombose acontece apenas em pessoas idosas?

    Não. Embora o risco aumente com a idade, jovens também podem desenvolver trombose quando há fatores de risco.

    2. Viagem longa realmente aumenta o risco?

    Sim. Permanecer muitas horas sentado favorece a estase sanguínea nas pernas.

    3. Anticoncepcional causa trombose?

    Pode aumentar o risco, especialmente quando associado a outros fatores como tabagismo e obesidade.

    4. Gravidez aumenta o risco de trombose?

    Sim. A gravidez é um estado de hipercoagulabilidade fisiológica.

    5. Trombose é sempre grave?

    Pode ser. Quando evolui para embolia pulmonar, torna-se uma emergência médica.

    6. Quem já teve trombose pode ter novamente?

    Sim. O risco de recorrência depende da causa inicial e dos fatores persistentes.

    7. Exercício físico ajuda a prevenir?

    Sim. A atividade física regular melhora a circulação e reduz a estase venosa.

    Leia também: Trombose e embolia pulmonar são a mesma coisa? Conheça as diferenças

  • Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

    Chip da beleza pode causar AVC? Conheça os principais riscos dos implantes hormonais

    Você já ouviu falar no chip da beleza? Popular nas redes sociais, ele consiste em um implante hormonal que costuma ser utilizado de forma off-label para fins estéticos — ou seja, fora das indicações descritas na bula e sem respaldo científico.

    Entre as principais promessas associadas ao uso estão a perda de peso, a redução de gordura corporal, o ganho de massa muscular, o aumento da disposição, a melhora da libido e até mesmo o controle do apetite.

    Mas você sabe como ele funciona, na prática? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender quando ele é indicado e os riscos cardiovasculares do uso para fins estéticos. Confira!

    Afinal, o que é chip da beleza?

    O chip da beleza é um implante hormonal, um pequeno dispositivo colocado sob a pele que libera hormônios de forma contínua no organismo por semanas ou meses.

    Eles podem conter hormônios bioidênticos ou sintéticos, como o estradiol, a testosterona ou o gestrinona, que é o mais comum. O hormônio, da classe dos progestágenos, apresenta efeitos semelhantes aos hormônios masculinos.

    De acordo com Juliana, o uso com finalidade estética, como emagrecimento, ganho de massa muscular ou aumento da disposição, é considerado off-label, sem respaldo científico, e pode trazer riscos importantes à saúde, especialmente ao sistema cardiovascular.

    Como ele funciona?

    O chip da beleza funciona por meio da liberação contínua de hormônios diretamente na corrente sanguínea. Após ser implantado sob a pele, o dispositivo passa a liberar pequenas doses hormonais todos os dias, por um período prolongado.

    Diferentemente de comprimidos ou injeções, não é possível interromper facilmente o efeito do implante após a colocação. Uma vez inserido, o hormônio continua agindo no organismo, o que aumenta o risco de efeitos colaterais quando não há indicação médica adequada.

    Quando o implante hormonal é indicado?

    O implante hormonal é indicado apenas em situações médicas bem específicas, sempre com avaliação clínica e critérios claros. A indicação depende do tipo de hormônio utilizado e do histórico de saúde de cada paciente.

    Entre as principais indicações reconhecidas, Juliana aponta:

    • Endometriose, pois pode bloquear o ciclo menstrual e reduzir dores pélvicas;
    • Miomatose uterina, ajudando a diminuir sangramentos e, em alguns casos, o volume dos miomas.

    Em alguns casos, os implantes hormonais também podem ser utilizados para aliviar sintomas da menopausa, como fogachos (ondas de calor), queda da libido e perda de massa óssea, sempre com doses controladas e acompanhamento médico.

    Já o uso com objetivo apenas estético, como emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhora da disposição, não tem indicação médica reconhecida.

    Por que o termo chip da beleza é enganoso?

    Do ponto de vista médico, o termo acaba sendo enganoso, porque passa a ideia de algo voltado apenas para fins estéticos, como emagrecimento, e diminui o fato de se tratar de uma terapia hormonal potente.

    Ao ser apresentado como algo simples ou associado à saúde e à beleza, Juliana aponta que ele transmite a ideia de um caminho rápido e quase milagroso para atingir o corpo ideal. No entanto, não deixa claros os riscos reais nem os possíveis efeitos colaterais, que podem ser graves.

    Por isso, muitos profissionais de saúde preferem usar o termo implante hormonal, que deixa mais evidente a complexidade do tratamento e a necessidade de acompanhamento médico.

    Riscos do uso do chip da beleza sem indicação

    O uso de hormônios como a gestrinona e a testosterona interferem diretamente no metabolismo e na circulação, podendo provocar alterações como:

    • Redução do HDL, conhecido como colesterol bom;
    • Aumento do LDL, o colesterol ruim;
    • Retenção de sódio e líquidos, com elevação da pressão arterial;
    • Aumento da viscosidade do sangue, tornando-o mais espesso;
    • Maior agregação das plaquetas, favorecendo a formação de coágulos;
    • Aumento do risco de trombose;
    • Maior risco de infarto e AVC, especialmente com uso prolongado ou em doses elevadas.

    Sem orientação e acompanhamento médico, as alterações podem evoluir de forma silenciosa e aumentar o risco de complicações cardiovasculares graves.

    Pessoas com histórico cardiovascular podem utilizar implantes hormonais?

    Pessoas com hipertensão, colesterol elevado, histórico de infarto ou AVC, fumantes ou com outros fatores de risco cardiovascular não devem utilizar implantes hormonais com finalidade estética.

    Nesses casos, Juliana explica que o risco de complicações cardiovasculares supera qualquer possível benefício estético. Para esse grupo, o uso desse tipo de implante é considerado contraindicado.

    Uso de implantes hormonais precisa de acompanhamento médico

    Os hormônios controlam várias funções do corpo, como metabolismo, coração, ciclo menstrual e humor. Quando eles são usados sem indicação ou sem acompanhamento médico, podem causar problemas sérios e até permanentes.

    O uso inadequado pode afetar o fígado, o coração e provocar alterações no metabolismo, no humor e na saúde ginecológica.

    Em mulheres, também pode causar virilização, com aumento de pelos, mudança da voz e alterações corporais que nem sempre têm reversão.

    Assim, qualquer uso de hormônios precisa ser avaliado por um médico. Quando há indicação, o tratamento deve ser acompanhado de perto, com exames e ajustes ao longo do tempo.

    Existem alternativas mais seguras para tratar sintomas hormonais?

    O tratamento de sintomas hormonais, especialmente relacionados à menopausa, deve começar por medidas não medicamentosas, como:

    • Alimentação equilibrada;
    • Prática regular de exercícios físicos, combinando atividades aeróbicas e musculação;
    • Exercícios de resistência, que têm impacto positivo no metabolismo, na massa óssea e na saúde cardiovascular.

    Em situações específicas, Juliana explica que métodos hormonais mais tradicionais, como o DIU hormonal ou a terapia de reposição hormonal convencional, podem ser indicados.

    Eles utilizam doses controladas, têm indicação médica bem definida e contam com acompanhamento de profissionais de saúde, o que torna o tratamento mais seguro.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença

    Perguntas frequentes

    1. O uso do chip pode aumentar o colesterol?

    Sim, o uso de hormônios androgênicos como a gestrinona tende a reduzir drasticamente o HDL (colesterol bom), que protege as artérias, e aumentar o LDL (colesterol ruim), acelerando a formação de placas de gordura.

    2. Como o implante afeta os batimentos cardíacos?

    O excesso de hormônios androgênicos pode causar palpitações e arritmias. Em alguns casos, o coração torna-se mais sensível à adrenalina, gerando taquicardias desconfortáveis e perigosas.

    3. O chip é aprovado pelos órgãos de saúde para fins estéticos?

    Não, a Anvisa e o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbem a prescrição de implantes hormonais para fins exclusivamente estéticos ou de performance, devido à falta de evidências de segurança e aos riscos envolvidos.

    4. É seguro retirar o chip a qualquer momento se eu sentir dor no peito?

    Se houver sintomas agudos, a prioridade é o atendimento médico de emergência. A retirada do chip deve ser feita pelo médico responsável, mas os efeitos circulantes dos hormônios ainda podem durar semanas após a remoção.

    5. Qual a diferença entre “chips” de silicone e pellets absorvíveis?

    Os de silicone não são absorvidos; eles liberam o hormônio e precisam ser retirados cirurgicamente após o prazo (geralmente 6 meses a 1 ano).

    Já os pellets são feitos de material que o corpo dissolve lentamente, não sendo necessária a retirada, mas dificultando a interrupção do tratamento caso haja um efeito colateral cardíaco.

    6. É possível remover o implante se eu passar mal do coração logo após a colocação?

    Se for o de silicone, sim. Se for o pellet absorvível, a remoção é extremamente difícil, pois ele se fragmenta e se mistura ao tecido. Nesses casos, o médico precisa tratar os sintomas cardíacos enquanto espera o corpo metabolizar o hormônio restante.

    Leia mais: ‘Dietas da moda’ x alimentação equilibrada: o que realmente funciona a longo prazo

  • Perdeu o apetite? Veja quando isso pode ser preocupante 

    Perdeu o apetite? Veja quando isso pode ser preocupante 

    A perda de apetite, também chamada de inapetência, é um sintoma muito comum e, na maioria das vezes, não representa algo grave. É frequente que a fome diminua em períodos de estresse, cansaço, ansiedade ou durante infecções leves, como uma virose intestinal. Nessas situações, o apetite costuma voltar ao normal em poucos dias.

    O problema começa quando essa falta de fome se prolonga, piora progressivamente ou vem acompanhada de outros sintomas. Nesses casos, a perda de apetite pode deixar de ser algo passageiro e se tornar um sinal de alerta para doenças que precisam de investigação.

    Quando a perda de apetite é considerada preocupante?

    A inapetência merece atenção quando apresenta uma ou mais das seguintes características:

    • Duração maior que semanas a meses;
    • Perda de peso não intencional de aproximadamente 5% a 10% do peso corporal;
    • Associação com sintomas como:
    • Náuseas ou vômitos persistentes;
    • Dor abdominal importante;
    • Alterações do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
    • Sensação de saciedade precoce (sentir-se cheio com pouca comida);
    • Mal-estar geral, cansaço intenso ou febre.

    Quando esses sinais estão presentes, a perda de apetite deixa de ser considerada normal e deve ser investigada.

    Sinais de alarme que exigem atendimento urgente

    • Sangue nas fezes ou no vômito;
    • Palidez acentuada ou fraqueza importante;
    • Tonturas frequentes ou desmaios;
    • Dor abdominal intensa e persistente;
    • Vômitos que impedem a ingestão de líquidos.

    Esses sinais podem indicar sangramentos, infecções graves ou outras condições que exigem avaliação imediata.

    Quais doenças podem causar perda de apetite prolongada?

    Diversas condições médicas podem estar associadas à inapetência persistente.

    1. Doenças do trato gastrointestinal

    • Gastrite;
    • Úlceras gástricas ou duodenais;
    • Infecções intestinais mais graves;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa.

    Essas doenças podem causar dor, náuseas e desconforto ao comer, levando à redução do apetite.

    2. Alterações hormonais e metabólicas

    • Distúrbios da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo);
    • Doença renal crônica;
    • Doença hepática, como cirrose.

    Essas condições alteram o metabolismo e podem modificar a sensação de fome.

    3. Câncer

    Alguns tipos de câncer podem causar perda de apetite e emagrecimento. Isso pode ocorrer devido ao próprio tumor, à inflamação associada ou aos efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia.

    4. Transtornos psiquiátricos

    • Ansiedade;
    • Depressão;
    • Anorexia nervosa e outros transtornos alimentares.

    Nesses casos, a perda de apetite pode estar relacionada a alterações emocionais, medo de comer ou distorção da imagem corporal.

    Como é feita a avaliação médica?

    Ao investigar a perda de apetite, o médico costuma avaliar:

    • Tempo de duração do sintoma;
    • Presença de perda de peso;
    • Sintomas associados;
    • Histórico médico e uso de medicamentos;
    • Exame físico completo;
    • Necessidade de exames laboratoriais ou de imagem.

    O objetivo é identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.

    Quando não é necessário se preocupar?

    A perda de apetite costuma ser considerada benigna quando:

    • Dura poucos dias;
    • Está associada a estresse, cansaço ou infecção leve;
    • Não há perda significativa de peso;
    • Não há sintomas graves associados.

    Nessas situações, o apetite geralmente retorna espontaneamente.

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    Perguntas frequentes sobre perda de apetite

    1. Perder a fome por alguns dias é normal?

    Sim. Situações de estresse, infecções leves ou cansaço podem reduzir temporariamente o apetite.

    2. Quando a perda de apetite indica algo grave?

    Quando é persistente, causa perda de peso importante ou vem acompanhada de sintomas como dor intensa, vômitos persistentes ou sangramento.

    3. Perda de apetite sempre leva à perda de peso?

    Nem sempre. Mas quando há emagrecimento sem explicação, a investigação médica é recomendada.

    4. Ansiedade pode tirar a fome?

    Sim. Alterações emocionais podem interferir na percepção de fome e saciedade.

    5. Depressão pode causar inapetência?

    Sim. A perda de apetite é um sintoma comum da depressão.

    6. Perda de apetite em idosos merece mais atenção?

    Sim. Em idosos, a inapetência pode levar rapidamente à perda de peso e fragilidade.

    7. Quando devo procurar um médico?

    Se a perda de apetite durar semanas, causar emagrecimento ou vier acompanhada de outros sintomas importantes.

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