Autor: Dra. Juliana Soares

  • Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Você já ouviu alguém dizer que tem o metabolismo lento ou que gasta poucas calorias por dia? A verdade é que o metabolismo pode, sim, variar de pessoa para pessoa — e existe um exame capaz de medir isso de forma precisa: a calorimetria indireta.

    Muito utilizada em consultórios de nutrição, endocrinologia e medicina esportiva, a calorimetria indireta é considerada o método mais confiável para avaliar o gasto energético em repouso. Mas afinal, como ela funciona e para quem é indicada?

    O que é calorimetria indireta?

    A calorimetria indireta é um exame que mede a quantidade de oxigênio que o corpo consome e a quantidade de gás carbônico que elimina.

    Com base nesses dados, é possível calcular a taxa metabólica basal (TMB), ou seja, a quantidade de calorias que o corpo gasta apenas para manter funções vitais, como:

    • Batimentos cardíacos;
    • Respiração;
    • Funcionamento dos órgãos;
    • Regulação da temperatura corporal.

    Esse gasto acontece mesmo quando a pessoa está em repouso absoluto.

    Por que o exame é chamado de “indireto”?

    Ele é chamado de indireto porque não mede o calor produzido diretamente pelo corpo. Em vez disso, estima o gasto energético a partir da troca de gases respiratórios.

    Quanto maior o consumo de oxigênio, maior o gasto energético. Essa relação permite calcular, com boa precisão, quantas calorias o organismo utiliza em repouso.

    Para que serve a calorimetria indireta?

    Ajustar planos alimentares

    O exame ajuda a calcular com mais precisão quantas calorias uma pessoa realmente precisa consumir, seja para emagrecer, ganhar massa muscular ou manter o peso.

    Avaliar metabolismo em pessoas com dificuldade para emagrecer ou ganhar peso

    Em alguns casos, o metabolismo pode estar abaixo ou acima do esperado para idade, peso e composição corporal. A calorimetria ajuda a esclarecer essa dúvida.

    Acompanhar atletas

    Permite ajustar estratégias nutricionais conforme o gasto energético real, otimizando desempenho e recuperação.

    Avaliar pacientes hospitalizados

    Em ambiente hospitalar, é utilizada para ajustar o suporte nutricional em pacientes críticos, evitando tanto déficit quanto excesso de calorias.

    Como é feito o exame?

    O procedimento é simples e não invasivo.

    Geralmente envolve:

    • Permanecer em repouso por cerca de 20 a 30 minutos;
    • Uso de máscara ou bocal conectado a um aparelho;
    • Ambiente silencioso e com temperatura controlada.

    Para maior precisão, costuma-se recomendar:

    • Jejum de algumas horas;
    • Evitar exercícios físicos antes do exame;
    • Não consumir cafeína no dia da avaliação.

    Quem pode se beneficiar?

    • Pessoas em processo de emagrecimento;
    • Atletas;
    • Pessoas com obesidade;
    • Pacientes com doenças metabólicas;
    • Indivíduos com suspeita de metabolismo alterado.

    A calorimetria substitui cálculos tradicionais?

    Não necessariamente, mas é mais precisa.

    Muitas dietas são elaboradas com base em fórmulas estimadas, que utilizam idade, peso, altura e sexo. Essas equações funcionam bem para a maioria das pessoas, mas podem não refletir o metabolismo real em todos os casos.

    A calorimetria indireta reduz essa margem de erro e permite um plano mais individualizado.

    O metabolismo pode mudar ao longo da vida?

    Sim. O gasto energético é influenciado por vários fatores, como:

    • Idade;
    • Massa muscular;
    • Sexo;
    • Hormônios;
    • Nível de atividade física;
    • Doenças associadas.

    Por isso, em alguns casos, repetir o exame pode ser útil, especialmente quando há mudanças importantes no peso, na composição corporal ou no estado de saúde.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes sobre calorimetria indireta

    1. O exame dói?

    Não. É simples, não invasivo e não causa dor.

    2. Quanto tempo dura?

    Em média, de 20 a 30 minutos.

    3. Precisa estar em jejum?

    Geralmente sim, conforme orientação do profissional responsável.

    4. Ele mede quantas calorias gasto no dia todo?

    Ele mede o gasto em repouso. O gasto energético total depende também do nível de atividade física.

    5. É indicado para qualquer pessoa?

    Pode ser útil, mas deve ter indicação profissional, especialmente quando há objetivos específicos de saúde ou desempenho.

    6. Pessoas com tireoide alterada podem fazer?

    Sim. O exame pode ajudar na avaliação metabólica nesses casos.

    7. O metabolismo lento é comum?

    Na maioria das pessoas, o metabolismo está dentro do esperado. Porém, hábitos, composição corporal e condições hormonais influenciam bastante o gasto energético.

    Leia mais: Por que as dietas restritivas não funcionam (e os riscos para a saúde)

  • Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Manteiga, queijo amarelo, carnes gordurosas, embutidos. As gorduras saturadas fazem parte da alimentação de muitas pessoas e também estão no centro de debates sobre saúde do coração. Afinal, existe um limite seguro para consumir esse tipo de gordura?

    A resposta não é cortar totalmente, mas sim controlar a quantidade. Diversos estudos apontam que o excesso de gorduras saturadas está associado ao aumento do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e ao maior risco de doenças cardiovasculares.

    Entender qual é o limite recomendado ajuda a fazer escolhas mais equilibradas no dia a dia.

    O que são gorduras saturadas?

    As gorduras saturadas são um tipo de gordura presente principalmente em:

    • Carnes vermelhas gordurosas;
    • Pele de frango;
    • Embutidos (salsicha, linguiça, bacon);
    • Manteiga;
    • Queijos amarelos;
    • Leite integral;
    • Óleo de coco e óleo de palma.

    Elas costumam ser sólidas em temperatura ambiente.

    Por que o consumo excessivo preocupa?

    Diversos estudos associam o consumo elevado de gorduras saturadas ao aumento do colesterol LDL.

    O LDL elevado favorece o acúmulo de placas nas artérias (aterosclerose), aumentando o risco de:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Doença arterial periférica.

    A relação entre gordura saturada e risco cardiovascular é reforçada por diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    Qual é o limite seguro segundo os consensos?

    Organização Mundial da Saúde (OMS)

    Recomenda que as gorduras saturadas representem menos de 10% do total de calorias diárias.

    American Heart Association (AHA)

    Para pessoas com colesterol elevado ou maior risco cardiovascular, o ideal é limitar para até 6% das calorias diárias.

    Diretrizes Brasileiras de Dislipidemia (SBC)

    Reforçam a recomendação de manter consumo reduzido, especialmente em pacientes com risco cardiovascular aumentado.

    Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, 10% equivalem a cerca de 20 gramas de gordura saturada.

    Todas as gorduras saturadas são iguais?

    O impacto pode variar conforme a fonte alimentar e o padrão geral da dieta.

    Por exemplo:

    • Laticínios fermentados parecem ter impacto diferente de carnes processadas;
    • O padrão alimentar como um todo (quantidade de fibras, frutas, vegetais e gorduras boas) também influencia o risco.

    Ainda assim, a recomendação é manter moderação.

    O que acontece quando reduzimos gorduras saturadas?

    Estudos mostram que substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas (como as presentes em azeite, abacate, castanhas e peixes) pode:

    • Reduzir o LDL;
    • Melhorar o perfil lipídico;
    • Diminuir o risco cardiovascular.

    A troca é mais eficaz do que simplesmente reduzir calorias totais.

    Como reduzir na prática?

    Prestar atenção à composição dos alimentos consumidos aumenta bastante a chance de diminuir a ingestão de gordura saturada. Veja algumas estratégias:

    • Prefira cortes magros de carne;
    • Retire a gordura visível;
    • Substitua manteiga por azeite;
    • Reduza o consumo de embutidos;
    • Prefira leite e derivados com menor teor de gordura;
    • Aumente o consumo de fibras.

    Pequenas mudanças no dia a dia fazem diferença a longo prazo.

    Preciso cortar totalmente?

    Não. O foco é equilíbrio.

    Dietas extremamente restritivas não são necessárias para a maioria das pessoas. O mais importante é manter o consumo dentro dos limites recomendados e priorizar um padrão alimentar saudável como um todo.

    Quem tem risco cardiovascular aumentado deve conversar com médico ou nutricionista para ajustar melhor a quantidade permitida de gordura saturada por dia.

    Confira: Colesterol alto tem solução! Veja como é o tratamento

    Perguntas frequentes sobre gorduras saturadas

    1. Gordura saturada aumenta colesterol?

    Sim, especialmente o colesterol LDL (“ruim”).

    2. Óleo de coco é saudável?

    Apesar de natural, é rico em gordura saturada e deve ser consumido com moderação.

    3. Posso comer carne vermelha?

    Sim, mas com moderação e preferindo cortes magros.

    4. Margarina é melhor que manteiga?

    Depende da composição. Muitas versões atuais têm menos gordura saturada, mas é importante ler o rótulo.

    5. Crianças precisam evitar gordura saturada?

    Devem consumir dentro das recomendações adequadas à idade, sem excessos.

    6. Quem tem colesterol alto deve reduzir mais?

    Sim, geralmente a recomendação é mais restritiva, especialmente se houver outros fatores de risco.

    7. Dieta low carb libera gordura saturada?

    Mesmo em dietas com menos carboidrato, é preciso atenção à quantidade de gordura saturada e evitar ultrapassar o limite diário recomendado.

    Leia também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

    Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

    Corrimento diferente, dor ao urinar, desconforto na região íntima. Muitas pessoas sentem esses sintomas e acham que pode ser algo passageiro. Em alguns casos, pode se tratar de gonorreia, uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum e que precisa de tratamento adequado.

    A boa notícia é que a gonorreia tem cura. O problema é que, quando não tratada, pode causar complicações importantes, especialmente em mulheres. Entender como ocorre a transmissão, quando suspeitar e como funciona o tratamento ajuda a proteger sua saúde e evitar a disseminação da infecção.

    O que é gonorreia?

    A gonorreia é uma infecção causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que afeta principalmente:

    • Uretra (canal da urina);
    • Colo do útero;
    • Reto;
    • Garganta;
    • Olhos (em casos mais raros).

    Ela é transmitida por meio de relações sexuais sem preservativo, seja vaginal, anal ou oral.

    Como ocorre a transmissão?

    A transmissão acontece pelo contato direto com secreções infectadas durante a relação sexual.

    É importante saber que:

    • Pode ocorrer mesmo sem ejaculação;
    • Pode ser transmitida em sexo oral;
    • A pessoa pode estar infectada e não apresentar sintomas.

    Gestantes com gonorreia também podem transmitir a infecção ao bebê durante o parto.

    Quando desconfiar de gonorreia?

    Sintomas em homens

    • Corrimento amarelado ou esverdeado pela uretra;
    • Dor ou ardor ao urinar;
    • Dor nos testículos.

    Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 7 dias após o contato.

    Sintomas em mulheres

    Nas mulheres, a gonorreia pode ser mais silenciosa.

    Quando aparecem, podem ser:

    • Corrimento vaginal diferente;
    • Dor ao urinar;
    • Sangramento fora do período menstrual;
    • Dor durante a relação.

    Infecção em outras regiões

    Se atingir o reto:

    • Dor anal;
    • Secreção;
    • Coceira.

    Se atingir a garganta:

    • Dor ao engolir (muitas vezes leve ou até sem sintomas).

    Por que a gonorreia preocupa?

    Se não tratada, pode causar complicações como:

    • Doença inflamatória pélvica (em mulheres);
    • Infertilidade;
    • Dor pélvica crônica;
    • Infecção disseminada (atingindo articulações e sangue).

    Além disso, a gonorreia aumenta o risco de transmissão do HIV.

    Outro ponto de atenção é o aumento de casos resistentes a antibióticos em vários países, o que torna ainda mais importante o tratamento correto com acompanhamento médico.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Exame de secreção;
    • Teste molecular (PCR);
    • Exame de urina.

    Muitas vezes, os médicos também investigam outras ISTs simultaneamente.

    Como é o tratamento?

    A gonorreia tem cura e o tratamento é feito com antibióticos específicos, conforme protocolos do Ministério da Saúde.

    É muito importante:

    • Completar o tratamento corretamente;
    • Evitar relações sexuais até liberação médica;
    • Informar parceiros recentes;
    • Realizar novo teste se indicado.

    Não se deve tomar antibióticos por conta própria.

    Como prevenir?

    • Uso de preservativo em todas as relações;
    • Testagem regular, especialmente se houver múltiplos parceiros;
    • Comunicação aberta com parceiros;
    • Tratamento imediato ao identificar sintomas.

    Quando procurar atendimento?

    Procure avaliação médica se houver:

    • Corrimento anormal;
    • Dor ao urinar;
    • Dor pélvica;
    • Contato com parceiro diagnosticado;
    • Sintomas após relação desprotegida.

    Confira: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

    Perguntas frequentes sobre gonorreia

    1. Gonorreia tem cura?

    Sim, com o antibiótico correto, a infecção tem cura.

    2. Posso ter gonorreia sem sintomas?

    Sim, especialmente mulheres podem não apresentar sintomas.

    3. Preservativo protege totalmente?

    Reduz muito o risco, mas deve ser usado corretamente em todas as relações.

    4. Posso pegar gonorreia no sexo oral?

    Sim, a transmissão pode ocorrer durante sexo oral sem proteção.

    5. A gonorreia pode voltar?

    Sim, se houver nova exposição à bactéria. Não há imunidade permanente.

    6. Preciso avisar meu parceiro?

    Sim, é fundamental para que ele também seja testado e tratado.

    7. Existe vacina contra gonorreia?

    Atualmente, não há vacina específica disponível.

    Veja mais: HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje

  • Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Ansiedade também dói: 12 sinais que aparecem no corpo

    Coração acelerado, aperto no peito, falta de ar. Muitas pessoas acreditam que a ansiedade é apenas uma sensação emocional, mas ela também se manifesta no corpo — e às vezes de forma intensa.

    Isso acontece porque a ansiedade ativa o chamado modo de alerta do organismo, liberando hormônios como adrenalina e cortisol. Essa reação é natural diante de ameaças reais. O problema surge quando o corpo permanece em estado de alerta constante, mesmo sem perigo imediato.

    Por que a ansiedade causa sintomas físicos?

    Quando o cérebro interpreta uma situação como ameaça, ele ativa o sistema nervoso simpático, responsável pela resposta de “luta ou fuga”.

    Isso provoca:

    • Aceleração dos batimentos cardíacos;
    • Aumento da respiração;
    • Tensão muscular;
    • Alterações na digestão.

    Em crises de ansiedade ou no transtorno de ansiedade generalizada, esses mecanismos são ativados com frequência, gerando sintomas físicos recorrentes.

    12 sintomas físicos da ansiedade

    1. Palpitações

    Sensação de coração acelerado ou batendo forte no peito.

    2. Falta de ar

    Respiração curta ou sensação de que o ar não é suficiente.

    3. Aperto ou dor no peito

    Pode ser confundido com problema cardíaco, mas geralmente está relacionado à tensão muscular e à hiperventilação.

    4. Tontura

    Sensação de instabilidade ou quase desmaio.

    5. Tremores

    Podem afetar mãos, pernas ou o corpo todo.

    6. Suor excessivo

    Especialmente nas mãos e axilas.

    7. Tensão muscular

    Dor no pescoço, ombros e mandíbula é comum.

    8. Dor de cabeça

    Principalmente do tipo tensional.

    9. Problemas digestivos

    Náusea, dor abdominal, diarreia ou sensação de “nó” no estômago.

    10. Formigamento

    Sensação de dormência ou agulhadas nas mãos e pés.

    11. Boca seca

    Resultado da ativação do sistema nervoso.

    12. Fadiga

    Mesmo após descanso, o corpo pode se sentir exausto.

    Como diferenciar ansiedade de algo mais grave?

    Alguns sintomas da ansiedade podem se parecer com problemas cardíacos ou respiratórios.

    Procure avaliação médica se houver:

    • Dor no peito persistente;
    • Desmaio;
    • Falta de ar intensa;
    • Histórico de doença cardíaca.

    Descartar causas físicas é parte importante do diagnóstico.

    Quando os sintomas indicam transtorno de ansiedade?

    A ansiedade se torna um transtorno quando:

    • Os sintomas são frequentes;
    • Interferem na rotina;
    • Causam sofrimento intenso;
    • Persistem por semanas ou meses.

    Nesses casos, é importante procurar ajuda profissional.

    Como reduzir os sintomas físicos da ansiedade?

    Respiração lenta e profunda

    A respiração mais lenta e profunda ajuda a regular o sistema nervoso e pode aliviar sintomas como palpitações e falta de ar.

    Atividade física regular

    É uma estratégia importante, pois ajuda a reduzir hormônios do estresse e melhora o humor.

    Sono adequado

    A privação de sono piora os sintomas, portanto dormir bem é fundamental.

    Psicoterapia

    Terapias como a cognitivo-comportamental são eficazes no tratamento da ansiedade.

    Medicamentos, quando indicados

    Devem ser prescritos por médico, conforme avaliação individual.

    Veja também: Ansiedade ou infarto? Saiba como diferenciar os sinais e quando procurar um médico

    Perguntas frequentes sobre sintomas físicos da ansiedade

    1. Ansiedade pode causar dor no peito?

    Sim, pode. Ainda assim, é importante descartar causas cardíacas, especialmente se for um sintoma novo ou intenso.

    2. Falta de ar pode ser só ansiedade?

    Pode, especialmente em crises, mas deve ser avaliada se for intensa ou persistente.

    3. Ansiedade pode causar dor no estômago?

    Sim. O sistema digestivo é bastante sensível ao estresse e pode reagir com dor, náusea ou diarreia.

    4. Sintomas físicos podem aparecer sem pensamento ansioso?

    Sim. O corpo pode reagir antes mesmo de a mente identificar claramente a preocupação.

    5. Exercício ajuda a diminuir os sintomas?

    Sim, a prática regular de atividade física é uma estratégia eficaz.

    6. Ansiedade causa cansaço?

    Sim. O estado constante de alerta é desgastante para o organismo.

    7. Quando devo procurar ajuda?

    Se os sintomas forem frequentes, intensos ou interferirem na vida diária, é importante buscar avaliação profissional.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

  • Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

    Herpes genital é comum, mas tem controle; veja o que fazer

    Coceira, ardor, pequenas bolhas dolorosas na região íntima. Muitas pessoas sentem esses sintomas e não sabem exatamente do que se trata, ou evitam procurar ajuda médica por vergonha. O problema é que pode ser herpes genital, uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum e ainda cercada de desinformação.

    Apesar de não ter cura definitiva, ela tem tratamento e controle eficaz. Saber reconhecer os sinais, entender como ocorre a transmissão e buscar acompanhamento médico são passos importantes para reduzir crises e evitar a disseminação do vírus.

    O que é herpes genital?

    A herpes genital é causada pelo vírus herpes simples (HSV), geralmente do tipo 2 (HSV-2), embora o tipo 1 (HSV-1), mais conhecido por causar herpes labial, também possa infectar a região genital.

    Após a infecção, o vírus permanece no organismo em estado latente. Isso significa que ele pode ficar “adormecido” e reativar em determinados momentos, provocando novas lesões.

    Como acontece a transmissão?

    A transmissão ocorre principalmente por:

    • Relação sexual vaginal, anal ou oral sem preservativo;
    • Contato direto com lesões ativas;
    • Contato pele a pele na região genital.

    É importante lembrar que a transmissão pode acontecer mesmo sem lesões visíveis, durante períodos de eliminação viral assintomática.

    Como desconfiar de herpes genital?

    Sintomas mais comuns

    • Pequenas bolhas dolorosas na região genital ou anal;
    • Feridas que evoluem a partir dessas bolhas;
    • Ardor ou dor ao urinar;
    • Coceira ou formigamento local.

    Sintomas gerais na primeira crise

    A primeira manifestação costuma ser mais intensa e pode incluir:

    • Febre;
    • Mal-estar;
    • Dores musculares;
    • Ínguas na virilha.

    Com o tempo, as crises tendem a ser mais leves e de menor duração.

    Toda lesão genital é herpes?

    Não. Outras condições podem causar sintomas semelhantes, como:

    • Sífilis;
    • Candidíase;
    • Dermatites;
    • Irritações por atrito.

    Por isso, o diagnóstico deve ser feito por profissional de saúde, que pode solicitar exames laboratoriais quando necessário.

    Como é feito o tratamento?

    Embora não exista cura definitiva para o herpes genital, o tratamento ajuda a:

    • Reduzir a duração dos sintomas;
    • Diminuir a intensidade das crises;
    • Reduzir o risco de transmissão.

    Os medicamentos antivirais mais utilizados são:

    • Aciclovir;
    • Valaciclovir;
    • Famciclovir.

    Eles podem ser usados:

    • Durante as crises;
    • De forma contínua (terapia supressiva), em casos de recorrência frequente.

    Esses medicamentos devem sempre ser prescritos por um médico.

    É possível prevenir novas crises?

    Alguns fatores podem desencadear reativações:

    • Estresse;
    • Queda da imunidade;
    • Privação de sono;
    • Infecções associadas.

    Manter hábitos saudáveis, usar preservativo e seguir a orientação médica ajudam a reduzir a frequência das crises.

    Herpes genital é perigosa?

    Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não causa complicações graves. No entanto, merece atenção especial em:

    • Gestantes (pelo risco de transmissão ao bebê);
    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Pessoas com HIV.

    Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Primeira crise com sintomas intensos;
    • Lesões dolorosas persistentes;
    • Febre associada;
    • Suspeita de IST;
    • Recorrências frequentes.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

    Perguntas frequentes sobre herpes genital

    1. Herpes genital tem cura?

    Não há cura definitiva, mas existe controle eficaz com tratamento adequado.

    2. Posso ter herpes e nunca ter sintomas?

    Sim, muitas pessoas são assintomáticas e podem não saber que estão infectadas.

    3. Preservativo protege 100%?

    O preservativo reduz bastante o risco, mas não elimina totalmente, pois o vírus pode estar presente em áreas não cobertas.

    4. Posso ter filhos se tenho herpes genital?

    Sim, com acompanhamento médico adequado, especialmente durante a gestação.

    5. A herpes genital é comum?

    Sim, é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais prevalentes no mundo.

    6. Posso transmitir mesmo sem feridas?

    Sim, embora o risco seja maior durante as crises, a transmissão pode ocorrer sem lesões visíveis.

    7. Estresse pode desencadear crises?

    Sim, o estresse é um dos fatores mais frequentemente associados à reativação do vírus.

    Veja também: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

  • 10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    10 atitudes que ajudam a prevenir o câncer de intestino

    O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, está entre os tipos mais comuns no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele figura entre os três mais incidentes tanto em homens quanto em mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. A boa notícia é que, diferente de outros tumores, ele pode ser amplamente prevenido.

    Grande parte dos casos está relacionada a fatores modificáveis, como alimentação, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. Além disso, o rastreamento permite identificar lesões precursoras antes que se transformem em câncer. Ou seja: informação e prevenção salvam vidas.

    O que é o câncer colorretal?

    O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto. Na maioria das vezes, começa como pequenos pólipos, que são lesões benignas que podem crescer lentamente ao longo dos anos e, se não removidas, evoluir para câncer.

    É justamente essa evolução lenta que permite a prevenção por meio de exames de rastreamento.

    10 formas de prevenir o câncer colorretal

    1. Realizar exames de rastreamento na idade recomendada

    O rastreamento é a principal estratégia preventiva. Diretrizes internacionais recomendam iniciar exames aos 45 ou 50 anos (dependendo do país), mesmo sem sintomas.

    Os principais exames são:

    • Pesquisa de sangue oculto nas fezes;
    • Colonoscopia.

    Pessoas com histórico familiar devem iniciar antes, conforme orientação médica.

    2. Manter alimentação rica em fibras

    Fibras presentes em frutas, verduras, legumes, feijão e cereais integrais ajudam no funcionamento intestinal e estão associadas a menor risco de câncer colorretal.

    3. Reduzir o consumo de carnes processadas

    Carnes processadas (como salsicha, bacon, presunto e embutidos) são classificadas pela Organização Mundial da Saúde como carcinogênicas para o intestino. O ideal é evitar.

    Carnes vermelhas também devem ser consumidas com moderação.

    4. Praticar atividade física regularmente

    O sedentarismo está associado a maior risco de câncer colorretal. A atividade física regular ajuda no controle do peso, da inflamação e do metabolismo.

    A recomendação geral é pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada.

    5. Manter peso saudável

    A obesidade aumenta o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal, especialmente em homens.

    6. Evitar o tabagismo

    Fumar não está relacionado apenas ao câncer de pulmão. O tabagismo também aumenta o risco de câncer colorretal e de pólipos intestinais.

    7. Reduzir o consumo de álcool

    O consumo frequente e excessivo de álcool está associado a maior risco de câncer de intestino.

    8. Controlar doenças inflamatórias intestinais

    Pessoas com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn devem manter acompanhamento rigoroso, pois o risco é maior.

    9. Conhecer o histórico familiar

    Ter parentes de primeiro grau com câncer colorretal aumenta o risco. Nesses casos, o rastreamento deve começar mais cedo.

    10. Não ignorar sinais e sintomas

    Embora o objetivo seja prevenir, é fundamental procurar avaliação médica se houver:

    • Sangue nas fezes;
    • Alteração persistente do hábito intestinal;
    • Dor abdominal contínua;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia.

    Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura.

    O câncer colorretal pode ser totalmente evitado?

    Nem todos os casos são preveníveis, especialmente os relacionados à predisposição genética. No entanto, estudos mostram que grande parte poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e adesão ao rastreamento adequado.

    Leia também: Câncer de mama: o que é, sintomas, causa e como identificar

    Perguntas frequentes sobre prevenção do câncer colorretal

    1. Câncer colorretal dá sintomas no início?

    Geralmente não. Por isso o rastreamento é tão importante.

    2. Colonoscopia dói?

    O exame é feito com sedação, o que reduz significativamente o desconforto.

    3. Sangue nas fezes sempre é câncer?

    Não, mas deve sempre ser investigado por um profissional de saúde.

    4. Jovens podem ter câncer colorretal?

    Sim, embora seja mais comum após os 50 anos, casos em pessoas mais jovens têm aumentado.

    5. Comer carne causa câncer?

    O consumo excessivo, especialmente de carnes processadas, está associado a maior risco.

    6. Exercício realmente protege?

    Sim, a prática regular de atividade física está associada a menor incidência de câncer colorretal.

    7. Quem tem histórico familiar deve fazer exame antes dos 50?

    Sim. O início do rastreamento deve ser antecipado conforme orientação médica.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Dor de garganta, tosse, febre ou nariz escorrendo costumam gerar uma dúvida comum: “será que preciso de antibiótico?”. Muitas pessoas ainda associam infecção automaticamente a esse tipo de medicamento, mas, na maioria das vezes, ele não é necessário.

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

  • Seu corpo ama rotina: por que dormir sempre no mesmo horário faz diferença

    Seu corpo ama rotina: por que dormir sempre no mesmo horário faz diferença

    Dormir tarde em alguns dias, acordar cedo em outros, compensar o cansaço no fim de semana. Para muita gente, essa é a rotina. O problema é que o corpo não funciona bem no improviso. Ele gosta de previsibilidade, especialmente quando o assunto é sono.

    Manter horários fixos para acordar e dormir pode parecer apenas um detalhe, mas é uma estratégia importante para melhorar a saúde do corpo e da mente. A regularidade do sono pode influenciar desde o humor até o risco de doenças cardiovasculares.

    O que acontece quando você dorme em horários irregulares?

    Nosso organismo funciona com base no chamado ritmo circadiano, um ciclo biológico de aproximadamente 24 horas que regula sono, temperatura corporal, hormônios, apetite e metabolismo.

    Quando você varia muito o horário de dormir e acordar, o corpo entra em um estado semelhante a um “mini jet lag social”. Isso pode causar:

    • Dificuldade para pegar no sono;
    • Sonolência excessiva durante o dia;
    • Irritabilidade;
    • Falta de concentração;
    • Alterações no apetite.

    Com o tempo, a irregularidade pode afetar a saúde metabólica e cardiovascular.

    Por que manter horários fixos melhora o sono?

    Regula o relógio biológico

    Dormir e acordar nos mesmos horários ajuda o cérebro a entender quando deve liberar hormônios importantes, como a melatonina (que induz o sono) e o cortisol (que ajuda no despertar).

    Melhora a qualidade do sono profundo

    A regularidade favorece ciclos de sono mais organizados, com melhor aproveitamento das fases restauradoras.

    Facilita o despertar

    Quando o horário é previsível, o corpo acorda com menos esforço e com menor sensação de “ressaca” do sono.

    Benefícios do sono regular além do descanso

    Proteção cardiovascular

    Estudos associam sono irregular a maior risco de hipertensão, inflamação e eventos cardiovasculares.

    Controle do peso

    A privação e a irregularidade do sono podem interferir nos hormônios da fome, como leptina e grelina, aumentando o apetite.

    Saúde mental mais estável

    A regularidade do sono ajuda a reduzir sintomas de ansiedade, oscilações de humor e irritabilidade.

    Imunidade fortalecida

    Dormir bem e de forma consistente melhora a resposta do sistema imunológico.

    Dormir bem no fim de semana compensa?

    Não totalmente. O chamado “jet lag social”, que é dormir muito tarde e acordar tarde aos fins de semana, pode bagunçar o ritmo biológico e dificultar o retorno à rotina na segunda-feira.

    De forma geral, a diferença ideal entre dias úteis e fins de semana não deveria ultrapassar 1 hora.

    Como criar uma rotina de horários fixos?

    Escolha um horário realista

    Não adianta definir um horário impossível de manter. O ideal é que ele seja compatível com sua rotina de trabalho e compromissos.

    Ajuste aos poucos

    Antecipe ou atrase o horário de dormir em blocos de 15 a 30 minutos por dia até alcançar o horário desejado.

    Evite telas antes de dormir

    A luz azul emitida por celulares, tablets e computadores interfere na produção de melatonina e pode atrasar o início do sono.

    Priorize a luz natural pela manhã

    A exposição à luz solar nas primeiras horas do dia ajuda a regular o relógio biológico e sinaliza ao corpo que é hora de ficar alerta.

    Mantenha o horário mesmo após noites ruins

    Dormir muito tarde no dia seguinte para compensar pode piorar o ciclo. Tente manter o horário habitual de despertar.

    Quando procurar ajuda?

    É importante buscar avaliação médica se houver:

    • Insônia persistente;
    • Roncos intensos;
    • Sonolência excessiva durante o dia;
    • Despertares frequentes;
    • Alterações importantes de humor.

    Um profissional de saúde pode avaliar a presença de distúrbios do sono e orientar o tratamento adequado.

    Leia mais: Higiene do sono: guia prático para dormir melhor e cuidar da saúde

    Perguntas frequentes sobre horários fixos de sono

    1. Preciso dormir exatamente 8 horas?

    Não. A maioria dos adultos precisa de 7 a 9 horas por noite, mas a necessidade pode variar.

    2. Posso variar o horário de vez em quando?

    Sim, mas grandes variações frequentes prejudicam o ritmo biológico.

    3. Dormir tarde faz mal?

    O problema maior costuma ser a irregularidade, não apenas o horário em si.

    4. Cochilos atrapalham?

    Se forem longos ou feitos no fim do dia, podem dificultar o sono noturno.

    5. Insônia pode ser causada por rotina irregular?

    Sim, a irregularidade é um fator comum associado à dificuldade para dormir.

    6. Exercício ajuda a regular o sono?

    Sim, principalmente quando praticado em horários regulares e não muito próximo da hora de dormir.

    7. Trabalhar em turnos prejudica o sono?

    Pode prejudicar, pois altera o ritmo circadiano e dificulta a manutenção de horários consistentes.

    Leia mais: Dormir pouco engorda? Entenda a relação entre sono, fome e metabolismo

  • Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar 

    Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar 

    Poucos sintomas assustam tanto quanto a febre, especialmente quando aparece em crianças. Ver o termômetro marcar 38 °C ou 39 °C pode gerar ansiedade imediata e a sensação de que algo grave está acontecendo. Mas será que toda febre é perigosa? E será que ela precisa ser tratada sempre?

    A febre, na verdade, é um mecanismo natural de defesa do organismo. Na maioria das vezes, ela faz parte da resposta do corpo contra infecções comuns e melhora sozinha. Entender quando apenas observar e quando agir ajuda a evitar tanto o medo excessivo quanto o uso desnecessário de medicamentos.

    O que é febre?

    A febre é o aumento da temperatura corporal acima do que é considerado normal, geralmente acima de 37,8 °C a 38 °C, dependendo do método de medição.

    Ela acontece quando o cérebro ajusta o “termostato interno” em resposta a alguma agressão ao organismo, como:

    • Infecções virais;
    • Infecções bacterianas;
    • Processos inflamatórios;
    • Reações a medicamentos;
    • Algumas doenças autoimunes (quando o sistema imune ataca o próprio corpo).

    É importante dizer que a febre não é uma doença. É um sinal de que algo está acontecendo no organismo.

    Por que a febre acontece?

    A febre faz parte da resposta do sistema imunológico. Durante uma infecção, o corpo libera substâncias inflamatórias (chamadas citocinas) que atuam no cérebro e elevam a temperatura corporal.

    Esse aumento pode trazer benefícios, como:

    • Dificultar a multiplicação de microrganismos;
    • Melhorar a ação das células de defesa;
    • Indicar que o sistema imunológico está ativo.

    Ou seja, em muitos casos, a febre é uma resposta útil do organismo.

    É preciso ter medo da febre?

    Na maior parte das situações, não.

    Existe até um termo chamado “febrefobia”, que descreve o medo excessivo da febre. Muitas pessoas acreditam que qualquer febre pode causar dano grave, mas isso não é verdade.

    A intensidade da febre nem sempre reflete a gravidade da doença. Por exemplo:

    • Infecções virais simples podem causar febre alta;
    • Doenças mais graves podem ocorrer com febre baixa ou até sem febre.

    O mais importante é observar o estado geral da pessoa, ou seja, comportamento, hidratação, respiração e nível de consciência, e não apenas o número no termômetro.

    É preciso medicar a febre sempre?

    Não. Nem toda febre precisa ser tratada com antitérmico (medicamento para baixar a temperatura).

    O objetivo do tratamento não é normalizar o número no termômetro, mas sim melhorar o conforto.

    Pode-se considerar medicar quando há:

    • Desconforto importante;
    • Dor associada;
    • Irritabilidade ou mal-estar;
    • Dificuldade para dormir ou se alimentar;
    • Doenças crônicas que exigem controle mais rigoroso.

    Se a pessoa está ativa, hidratada e relativamente bem, muitas vezes é possível apenas observar.

    O que fazer quando há febre?

    Algumas medidas simples ajudam:

    • Manter boa hidratação;
    • Usar roupas leves;
    • Evitar excesso de agasalho;
    • Garantir repouso;
    • Monitorar a temperatura.

    Antitérmicos podem ser usados quando necessário, sempre respeitando dose e intervalo corretos e com orientação médica.

    Quando a febre é sinal de alerta?

    Embora geralmente benigna, a febre exige avaliação médica em algumas situações.

    Sinais de alerta:

    • Bebês menores de 3 meses com febre;
    • Febre persistente por vários dias;
    • Dificuldade para respirar;
    • Sonolência excessiva ou alteração importante do comportamento;
    • Rigidez de nuca;
    • Convulsão;
    • Dor intensa localizada;
    • Manchas pelo corpo que não desaparecem à pressão;
    • Sinais de desidratação (boca seca, pouca urina);
    • Piora do estado geral.

    Nesses casos, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    Febre alta faz mal ao cérebro?

    Esse é um dos medos mais comuns.

    Febre causada por infecções comuns raramente provoca dano cerebral. Complicações neurológicas geralmente estão relacionadas à doença de base, e não apenas ao valor da temperatura.

    Convulsões febris (crises associadas à febre em algumas crianças) podem ocorrer, mas na maioria dos casos são benignas e não deixam sequelas.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Perguntas frequentes sobre febre

    1. Febre sempre significa infecção?

    Não. Embora seja a causa mais comum, também pode ocorrer em inflamações, doenças autoimunes e reações a medicamentos.

    2. Posso alternar antitérmicos?

    Apenas com orientação profissional, pois o uso inadequado aumenta o risco de erro de dose.

    3. Banho frio ajuda?

    Não é recomendado. Pode causar tremores e aumentar ainda mais a temperatura. Banho morno pode aliviar o desconforto.

    4. Devo acordar a criança para dar antitérmico?

    Nem sempre. Se a criança está dormindo confortavelmente, geralmente não é necessário acordá-la apenas para medicar.

    5. Febre muito alta sempre é grave?

    Não necessariamente. O mais importante é o estado geral da pessoa.

    6. É melhor tratar a causa ou só a febre?

    O ideal é identificar e tratar a causa quando necessário. O antitérmico é usado principalmente para aliviar o desconforto.

    7. Toda febre precisa de antibiótico?

    Não. A maioria das febres é causada por vírus e não precisa de antibiótico.

    Veja também: Vacina do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na gravidez: como funciona e quando tomar

  • 7 dicas para prevenir o diabetes com alimentação 

    7 dicas para prevenir o diabetes com alimentação 

    O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, que acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou quando a insulina produzida não funciona corretamente.

    O hormônio é responsável por permitir a entrada do açúcar nas células para gerar energia. Quando ocorre falha no processo, a glicose se acumula no sangue.

    Existem principalmente dois tipos mais comuns: a diabetes tipo 1, de origem autoimune, e a diabetes tipo 2, muito associada ao estilo de vida, especialmente à alimentação e ao sedentarismo. A forma tipo 2 representa a maioria dos casos e pode ser prevenida ou controlada com hábitos saudáveis de vida.

    Por que a alimentação influencia diretamente no risco de diabetes?

    Os alimentos consumidos diariamente afetam os níveis de glicose no sangue, o funcionamento da insulina e o metabolismo como um todo.

    Uma dieta rica em açúcares, farinhas refinadas e produtos ultraprocessados pode provocar picos frequentes de glicemia, sobrecarregando o organismo e favorecendo o desenvolvimento da resistência à insulina, condição que aumenta o risco de diabetes tipo 2.

    O excesso calórico associado a escolhas alimentares pouco nutritivas também contribui para o ganho de peso, especialmente o acúmulo de gordura abdominal. A gordura visceral está ligada a alterações hormonais e inflamatórias que dificultam a ação da insulina, tornando mais provável o aumento persistente da glicose no sangue.

    Por outro lado, escolhas mais saudáveis no dia a dia contribuem para o melhor equilíbrio da glicose no sangue e para o funcionamento adequado da insulina.

    Como prevenir o diabetes a partir da alimentação?

    1. Consuma frutas, legumes e verduras preferencialmente crus

    Uma das principais orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira é adicionar alimentos in natura na rotina. O consumo regular de frutas, legumes e verduras contribui para o fornecimento de fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes importantes para o equilíbrio metabólico.

    A ingestão preferencial na forma crua preserva parte dos nutrientes e favorece maior saciedade, além de ajudar no controle da glicemia. O ideal é que o prato esteja o mais colorido possível, o que indica uma maior diversidade nutricional.

    2. Fique atento aos carboidratos de alto índice glicêmico

    O índice glicêmico é uma medida que indica a velocidade com que um alimento rico em carboidratos eleva a glicose no sangue após o consumo. Em termos simples, ele mostra se um alimento libera açúcar rapidamente ou de forma mais lenta na circulação.

    Alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, arroz refinado, doces e bebidas açucaradas, costumam provocar elevação rápida da glicose, o que pode exigir maior liberação de insulina pelo organismo.

    A preferência por versões integrais e pela combinação com fibras, proteínas ou gorduras saudáveis ajuda a reduzir a velocidade da absorção do açúcar e favorece maior equilíbrio glicêmico.

    3. Aumente o consumo de fibras

    As fibras alimentares são um tipo de carboidrato presente principalmente em alimentos de origem vegetal que o organismo não consegue digerir totalmente.

    Elas contribuem para o controle da glicose, pois ajudam a retardar a absorção dos carboidratos e favorecem o funcionamento intestinal. Alguns exemplos de alimentos ricos em fibras incluem:

    • Feijões (preto, carioca, branco, fradinho);
    • Lentilha;
    • Grão-de-bico;
    • Aveia (em flocos ou farelo);
    • Quinoa;
    • Chia;
    • Linhaça (dê preferência à triturada para melhor absorção);
    • Frutas com casca;
    • Brócolis e couve-flor;
    • Couve, espinafre e acelga;
    • Cenoura e beterraba (preferencialmente cruas).

    A ingestão adequada também contribui para o controle do colesterol e para a manutenção do peso.

    4. Inclua proteínas e gorduras boas na refeição

    A presença de proteínas magras e de gorduras saudáveis nas refeições ajuda a aumentar a saciedade, reduz a fome ao longo do dia e contribui para evitar oscilações nos níveis de glicose no sangue.

    Os nutrientes desaceleram a digestão dos carboidratos, favorecendo uma liberação mais gradual da glicose na corrente sanguínea e ajudando no equilíbrio metabólico.

    Alguns exemplos incluem carnes magras, ovos, laticínios com menor teor de gordura, azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha e atum.

    5. Controle as porções e horário das refeições

    A quantidade dos alimentos ingeridos e a regularidade das refeições influenciam bastante o controle da glicose. As pessoas que exageram nas refeições ou passam longos períodos sem comer podem apresentar variações importantes nos níveis de açúcar no sangue, com picos ou quedas bruscas da glicemia.

    O ideal é manter os horários das refeições mais organizados e ter atenção às porções. As refeições distribuídas ao longo do dia, com combinações equilibradas de carboidratos, proteínas, fibras e gorduras boas, costumam ajudar na estabilidade da glicose e no controle da saciedade.

    6. Evite o consumo de bebidas alcoólicas

    O consumo frequente das bebidas alcoólicas pode interferir no metabolismo da glicose e favorecer o ganho de peso. Muitas bebidas apresentam alto teor calórico e açúcar adicionado, fator que pode contribuir para o aumento da glicemia e para maior risco metabólico.

    Além disso, o álcool pode alterar a percepção da fome e da saciedade, levando a escolhas alimentares menos equilibradas. A moderação ou a redução do consumo tende a trazer benefícios para a saúde metabólica e para o equilíbrio geral do organismo.

    7. Reduza e evite o consumo de ultraprocessados

    Os alimentos ultraprocessados costumam conter excesso de açúcar, gorduras saturadas, sódio e diversos aditivos químicos, como corantes, conservantes e aromatizantes artificiais. O consumo frequente está associado ao ganho de peso, à resistência à insulina e ao aumento do risco de doenças metabólicas, incluindo a diabetes tipo 2.

    8. Beba bastante água

    A ingestão adequada de água ajuda no funcionamento geral do organismo, incluindo o metabolismo da glicose. A hidratação adequada auxilia no transporte de nutrientes, no funcionamento dos rins e na regulação de diversas funções corporais.

    Além disso, beber água ao longo do dia pode ajudar na sensação de saciedade e evitar a confusão entre sede e fome, situação relativamente comum. Uma dica é manter uma garrafinha de água sempre por perto, e usar lembretes no celular ou smartwatch para lembrar.

    Não esqueça das atividades físicas!

    Ao lado da alimentação, a prática de atividades físicas também é necessária para prevenir o diabetes tipo 2. Os exercícios ajudam o organismo a usar melhor a glicose como fonte de energia, melhoram a ação da insulina e contribuem para o controle do peso corporal, fatores importantes para reduzir o risco da doença.

    De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação para adultos é realizar:

    • Entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada rápida, bicicleta ou dança;
    • Ou entre 75 e 150 minutos semanais de atividade intensa, como corrida ou treinos mais vigorosos. A combinação de diferentes intensidades também é válida.

    A OMS também orienta a inclusão de exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana, envolvendo grandes grupos musculares, como pernas, braços, costas e abdômen.

    Você não precisa começar com atividades muito intensas. Atividades como caminhada, bicicleta, dança, musculação ou qualquer exercício que proporcione movimento já traz vários benefícios quando feitos com regularidade.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante procurar um médico quando aparecem sinais que podem indicar alterações nos níveis de açúcar no sangue, como:

    • Sede excessiva ao longo do dia;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Fome constante, mesmo após as refeições;
    • Cansaço frequente ou sem motivo claro;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Visão embaçada;
    • Dificuldade para cicatrizar feridas.

    Mesmo sem sintomas, os exames de rotina são importantes para acompanhar a glicose e avaliar a saúde metabólica. O acompanhamento médico pode te orientar quanto à alimentação, estilo de vida, atividades físicas e cuidados necessários para prevenir condições de saúde.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

    A principal diferença está na forma como o organismo lida com a insulina.

    Na diabetes tipo 1, o organismo praticamente não produz insulina. A condição costuma ter origem autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico ataca as células responsáveis pela produção do hormônio.

    Na diabetes tipo 2, a mais comum, o organismo ainda produz insulina, mas ela não funciona adequadamente ou é produzida em quantidade insuficiente. A condição está muito ligada aos hábitos de vida, principalmente à alimentação, ao excesso de peso e ao sedentarismo.

    2. O que é a pré-diabetes?

    A pré-diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue estão mais altos que o normal, mas ainda não são suficientes para caracterizar a diabetes. Ela funciona como um sinal de alerta de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar a glicose.

    3. Quem deve fazer o exame de rastreamento?

    Pessoas acima de 45 anos ou adultos de qualquer idade que estejam acima do peso e tenham um fator de risco adicional (como pressão alta ou histórico familiar).

    4. Quem tem diabetes pode comer frutas?

    Sim! Frutas são saudáveis, mas contêm frutose (açúcar natural). A dica é preferir frutas com casca e bagaço (fibras) e evitar sucos coados, que elevam a glicemia muito rápido.

    5. Produtos “diet” são liberados à vontade?

    É preciso ter cuidado, pois muitos produtos “diet” retiram o açúcar, mas aumentam a quantidade de gordura para manter o sabor e a textura, sendo muito calóricos. Além disso, alguns adoçantes em excesso podem causar desconforto intestinal.

    6. Como ocorre o diagnóstico da diabetes?

    O diagnóstico geralmente acontece por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de glicose em jejum, a hemoglobina glicada ou o teste de tolerância à glicose.

    7. Quais complicações podem surgir sem controle da diabetes?

    Sem controle adequado, a doença pode afetar os olhos, os rins, o coração, os nervos e a circulação. O acompanhamento médico e os hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência