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  • Zinco: conheça a importância desse mineral para a saúde 

    Zinco: conheça a importância desse mineral para a saúde 

    Em meio a outras vitaminas e minerais tão conhecidos, como vitamina C, D e ferro, o zinco nem sempre está no centro das atenções, mas a importância dele não é menor por isso. Presente em cada célula do corpo humano, o zinco age como co-fator de centenas de enzimas e ajuda em funções como imunidade, crescimento, cicatrização e saúde reprodutiva.

    Com a alimentação moderna, às vezes pobre em alimentos de origem animal ou rica em processados, garantir zinco suficiente muitas vezes é difícil, e a deficiência, embora menos visível do que a de ferro ou vitamina D, pode ter impactos silenciosos e graves.

    O que é o zinco e por que ele é essencial

    O zinco é um micronutriente do tipo mineral que o corpo não produz, ou seja, é preciso obtê-lo por meio da alimentação. Ele está envolvido em mais de 300 reações enzimáticas, segundo estudos.

    As principais funções são:

    Síntese de proteínas e DNA, importante para crescimento, divisão e reparo celular;

    Função imunológica: o zinco é vital para a maturação de linfócitos, defesa contra infecções e funcionamento geral do sistema imunológico;

    Saúde da pele, cicatrização e integridade dos tecidos;

    Crescimento, desenvolvimento durante infância, adolescência e gestação;

    Sentidos do paladar e olfato. A deficiência de zinco pode reduzir essa capacidade sensorial.

    Principais benefícios do zinco para a saúde

    1. Fortalecer o sistema imunológico

    Pessoas com níveis adequados de zinco apresentam maior resistência a infecções e melhor recuperação de doenças.

    2. Cicatrização de feridas e saúde da pele

    O zinco ajuda na regeneração dos tecidos, por isso é importante em casos de feridas que demoram a fechar, úlceras ou problemas de pele.

    3. Crescimento e desenvolvimento

    Durante a infância, adolescência e gestação, o zinco faz parte de processos de multiplicação e maturação celular, importantes para ossos, tecidos, órgãos e sistemas.

    4. Função sensorial e metabólica

    Ele ajuda no funcionamento do paladar e do olfato, e também age na regulação de hormônios, crescimento ósseo e metabolismo de carboidratos.

    Fontes alimentares de zinco e absorção

    Para garantir zinco suficiente, inclua em sua alimentação:

    Carnes vermelhas, aves e peixes, pois têm boa biodisponibilidade;

    Mariscos e frutos do mar (ostras são especialmente ricas em zinco);

    Leguminosas, nozes, sementes e grãos integrais, fontes vegetais de zinco porém com absorção menor devido a fitatos que bloqueiam o mineral.

    Uma dica é combinar alimentos vegetais fonte de zinco com fontes de proteína animal ou técnicas de preparo que reduzam fitatos, como deixar grãos de molho por algumas horas antes de cozinhar.

    Sinais e riscos de deficiência de zinco

    Quando a ingestão ou absorção de zinco não é suficiente, podem aparecer sinais como:

    Sistema imunológico enfraquecido, o que reflete em infecções frequentes;

    Cicatrização lenta, lesões de pele persistentes;

    Perda de paladar ou olfato;

    Retardo de crescimento ou maturação em crianças ou adolescentes;

    Em gestantes, maior risco de complicações fetais.

    Se você tiver uma dieta restrita, consumo muito baixo de alimentos de origem animal, ou condições que dificultem absorção intestinal, o risco de deficiência é maior.

    Quanto zinco precisamos?

    As recomendações variam conforme idade, sexo, gestação ou período de amamentação. De forma geral:

    Adultos homens: cerca de 11 mg por dia;

    Adultos mulheres: cerca de 8 mg por dia, podendo variar de acordo com a orientação médica ou nutricional.

    Vale lembrar que o excesso de zinco também pode trazer problemas, como interferência na absorção de cobre.

    Confira: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre zinco

    1. O zinco ajuda no resfriado ou gripe?

    Sim. Ter níveis adequados de zinco no corpo ajuda o organismo a lutar melhor contra infecções. Por isso, pode reduzir a duração e a gravidade de infecções respiratórias, embora não seja cura.

    2. Posso suplementar zinco por conta própria?

    Não. É melhor consultar médico ou nutricionista, já que doses elevadas podem interferir em outros minerais e órgãos.

    3. Vegetarianos precisam de atenção extra para zinco?

    Sim, porque as fontes vegetais têm absorção menor. Uma boa estratégia pode ser definida por um nutricionista, como a ingestão de leguminosas, sementes, grãos germinados e, se necessário, suplementação.

    4. Posso ter zinco demais no corpo?

    Sim, a ingestão excessiva pode causar deficiências de cobre, náuseas, imunossupressão e outros efeitos nada agradáveis.

    5. Durante a gravidez, o zinco é importante?

    Muito. Gestantes têm maior demanda, e o zinco é importante no crescimento fetal, formação de tecidos e sistema imunológico.

    6. Uma dieta equilibrada cobre o zinco necessário?

    Na maioria dos casos, sim, se incluir boas fontes animais ou combinação de vegetais bem preparados. Suplemento só se houver necessidade comprovada e prescrito por um médico ou nutricionista.

    Veja mais: Ferro: saiba mais sobre o papel do ferro no organismo

  • Vitamina B9 (ácido fólico): importância na gestação e produção de células sanguíneas 

    Vitamina B9 (ácido fólico): importância na gestação e produção de células sanguíneas 

    Quando se fala de nutrição na gravidez, um nome aparece com frequência: ácido fólico. Esse nutriente, também chamado de vitamina B9, entrou em destaque pela sua capacidade de prevenir defeitos graves no feto e melhorar a saúde da mãe.

    Mesmo assim, muitas mulheres desconhecem que a função do ácido fólico vai muito além da gestação, pois ela também é essencial para a formação das células sanguíneas.

    Em meio à rotina corrida, às dietas restritivas ou aos alimentos ultraprocessados, garantir a ingestão adequada de vitamina B9 é um cuidado simples, mas com impacto muito grande para a saúde. Com conhecimento e atenção, é possível usar essa vitamina para fortalecer o organismo, proteger o bebê em desenvolvimento e evitar quadros como anemia megaloblástica.

    O que é a vitamina B9 (ácido fólico)?

    A vitamina B9, chamada folato em sua forma natural nos alimentos e ácido fólico na forma sintética de suplemento, é uma vitamina hidrossolúvel, ou seja, aquele tipo de vitamina que se dissolve em água e não é armazenada em grandes quantidades no corpo, por isso precisa de ingestão regular.

    Sua principal tarefa no organismo é participar de reações de multiplicação celular, produção de DNA e síntese de glóbulos vermelhos, o que a torna essencial tanto em fases de crescimento (como gravidez) quanto no funcionamento do sangue.

    Funções principais da vitamina B9

    1. Produção de células sanguíneas

    O ácido fólico age com outras vitaminas do complexo B para formar glóbulos vermelhos saudáveis. A falta de folato pode levar à anemia megaloblástica, em que as células ficam grandes, imaturas e não funcionam bem.

    2. Formação e divisão celular

    Como participa da síntese de DNA e RNA, o folato é muito importante em situações de renovação celular intensa, como o crescimento fetal, o revestimento intestinal, a medula óssea e outros tecidos.

    3. Saúde na gestação

    Na gravidez, o ácido fólico é um dos micronutrientes mais estudados e recomendados. Suplementações pré-concepcionais e no início da gestação reduzem de forma significativa o risco de defeitos do tubo neural no bebê, como espinha bífida e anencefalia.

    Além disso, pode ajudar a formação da placenta, melhorar a divisão celular fetal e reduzir risco de parto prematuro ou má formação.

    Deficiência de vitamina B9: o que causa?

    Quando a ingestão ou absorção do folato é insuficiente, os efeitos podem ser:

    Cansaço, fraqueza e palidez (devido à anemia);

    Alterações no crescimento ou no desenvolvimento fetal se a deficiência ocorrer na gravidez;

    Potencial aumento dos níveis de homocisteína, que é um marcador associado ao risco cardiovascular.

    Fatores de risco para deficiência são dietas pobres em folato (por exemplo, falta de verduras folhosas), alcoolismo, doenças que comprometem absorção intestinal, uso de medicamentos que interferem no folato e gravidez com alta demanda.

    Quanto e como tomar (gestantes e adultos saudáveis)

    Mulheres em idade fértil são geralmente orientadas a tomar 0,4 mg (400 µg) de ácido fólico por dia antes da concepção e nos primeiros meses de gravidez para prevenir defeitos do tubo neural.

    Durante a gravidez, as necessidades de ácido fólico aumentam, e as recomendações variam conforme o país. Em adultos saudáveis, assegurar ingestão suficiente por meio de alimentos ricos em folato é forma básica de manutenção.

    As fontes alimentares são folhas verdes escuras (espinafre, couve), leguminosas (feijão, lentilha), frutas cítricas, fígado e alimentos fortificados.

    Importância prática na gestação

    Suplementar antes da gravidez: o tubo neural do feto se fecha geralmente nas primeiras semanas de gestação, momento em que muitas mulheres ainda nem sabem que estão grávidas. Por isso a recomendação de usar ácido fólico antes de engravidar;

    Acompanhamento nutricional: a gestação com bom aporte de folato ajuda a mãe e o bebê a terem melhor resultado, menos complicações e bom desenvolvimento;

    Complemento ao ferro: enquanto o ácido fólico previne anemia por falha de divisão celular, o ferro trata deficiência na hemoglobina. Os dois podem atuar em conjunto na gestação.

    Saiba mais: 7 cuidados que você deve ter antes de engravidar

    Perguntas frequentes sobre ácido fólico

    1. Por que tomar ácido fólico antes de engravidar?

    Porque muitos defeitos fetais (como no tubo neural) acontecem nos primeiros dias de gestação, antes mesmo de a gravidez ser descoberta, e o folato reduz esse risco.

    2. Adultos não grávidos também precisam de vitamina B9?

    Sim. A vitamina B9 está envolvida em divisão celular e produção de sangue, por isso manter níveis adequados previne anemia e ajuda na saúde como um todo.

    3. A suplementação substitui uma alimentação saudável?

    Não. Suplementos ajudam, mas uma dieta rica em folatos naturais é essencial para cobrir necessidades e favorecer outros nutrientes.

    4. É possível ter folato em excesso?

    Níveis muito altos podem mascarar deficiência de vitamina B12 e outros problemas, por isso a suplementação deve seguir orientação médica ou nutricional.

    5. Quem tem uma dieta com pouca verdura está em risco de deficiência?

    Sim. Verduras folhosas e leguminosas são as fontes mais comuns de folato. Sem uma ingestão adequada, o risco de deficiência aumenta.

    6. O ácido fólico previne anemia sempre?

    Ele previne o tipo de anemia causado por falha de divisão celular (anemia megaloblástica). Mas anemia por ferro ou outros minerais têm causas diferentes e exigem tratamento específico.

    7. Qual a dose recomendada durante a gravidez no Brasil?

    Depende do sistema de saúde e das diretrizes locais, mas costuma ser de 400 µg/dia no período pré-concepção e nos primeiros meses, com variações conforme acompanhamento médico.

    Veja mais: Gravidez ectópica: saiba o que é e os sinais da gestação fora do útero

  • Por que não pode tomar AAS com dengue? 

    Por que não pode tomar AAS com dengue? 

    Com a chegada das épocas de maior transmissão da dengue, uma das dúvidas mais comuns nos consultórios e farmácias se pode tomar AAS com dengue. A resposta é não, e o motivo é mais sério do que parece.

    Embora o AAS (ácido acetilsalicílico) seja usado para dor, febre e até para proteger o coração, ele aumenta o risco de sangramentos, o que pode ser extremamente perigoso durante a infecção pelo vírus da dengue.

    A dengue é uma doença que afeta diretamente os vasos sanguíneos e as plaquetas, células que ajudam a estancar sangramentos. Por isso, qualquer substância que interfira na coagulação do sangue pode transformar um quadro leve em uma situação de risco.

    O que o AAS faz no organismo

    O AAS é antitérmico, analgésico e anti-inflamatório, mas também age como antiplaquetário. Com isso, ele inibe a agregação das plaquetas, ou seja, faz com que o sangue demore mais para coagular.

    Essa ação é muito boa para quem precisa prevenir infarto ou AVC, mas é perigosa quando há uma infecção como a dengue, pois provoca fragilidade nos vasos sanguíneos e redução das plaquetas.

    O que acontece se tomar AAS com dengue

    Durante a dengue, o vírus pode causar queda no número de plaquetas e aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, o que já predispõe a sangramentos. Quando a pessoa toma AAS, o risco aumenta ainda mais, porque:

    • As plaquetas perdem a capacidade de “grudar” umas nas outras;
    • Pequenos vasos podem se romper com facilidade;
    • Há maior chance de hemorragias internas, como no trato gastrointestinal ou em órgãos vitais, e isso é muito perigoso.

    Esses sangramentos podem se manifestar como manchas roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival ou nas fezes, que são sinais de alerta que precisam de atendimento médico imediato.

    Outros remédios que também devem ser evitados

    Além do AAS, outros remédios com efeito semelhante sobre as plaquetas ou a coagulação também são contraindicados, como:

    • Anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco);
    • Medicamentos combinados que contenham AAS;
    • Anticoagulantes (como varfarina ou rivaroxabana).

    Esses medicamentos podem agravar a dengue e dificultar o controle de sangramentos.

    Veja mais: Dengue no Brasil: por que a doença volta todo ano

    O que é seguro usar na dengue

    Para aliviar os sintomas, a recomendação médica é simples:

    • Paracetamol ou dipirona são considerados seguros para controlar febre e dor;
    • Muita hidratação é essencial, tanto por via oral, como água, soro e sucos, como, em alguns casos, com soro na veia;
    • Repouso, pois ele ajuda o corpo a se recuperar.

    Qualquer outro medicamento deve ser prescrito e acompanhado por um profissional de saúde, especialmente se o paciente já usa remédios contínuos.

    Quando o AAS pode voltar a ser usado

    Quem toma AAS diariamente por prescrição (por exemplo, após infarto ou AVC) deve consultar o médico assim que houver suspeita de dengue. O profissional avaliará o risco de interromper o uso temporariamente e o melhor momento para retomar o tratamento, sempre com segurança e acompanhamento.

    Confira: Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue

    Perguntas frequentes sobre tomar AAS com dengue

    1. Por que tomar AAS com dengue é perigoso?

    Porque ele inibe a ação das plaquetas e aumenta o risco de sangramentos, que já é alto na doença.

    2. Posso tomar AAS se ainda não tiver certeza de que é dengue?

    Não. Em caso de febre alta e suspeita de dengue, evite AAS e anti-inflamatórios até que o médico confirme ou descarte o diagnóstico.

    3. Quais remédios posso tomar para aliviar a febre?

    Paracetamol ou dipirona são as opções mais seguras, desde que usados nas doses recomendadas.

    4. E se eu já uso AAS por causa do coração?

    Procure o médico imediatamente. Em alguns casos, o uso pode ser suspenso temporariamente durante a infecção.

    5. Como saber se estou tendo sangramento pela dengue?

    Manchas roxas, sangramento nasal, gengival, vômitos com sangue ou fezes escuras são sinais de alerta para procurar atendimento médico imediatamente.

    Veja também: Veja por que você pode pegar dengue até quatro vezes

  • Cobre: para que serve e qual a importância para a saúde 

    Cobre: para que serve e qual a importância para a saúde 

    Você talvez nunca tenha parado para pensar no cobre, mas ele está presente em quase tudo o que mantém o corpo funcionando bem. Esse mineral essencial participa da formação do sangue, da estrutura dos ossos, da produção de energia e até do bom funcionamento do cérebro.

    Com a alimentação moderna cada vez mais baseada em alimentos processados e pobre em minerais traço, garantir cobre suficiente é um cuidado importante no dia a dia. A seguir, entenda por que o cobre é fundamental, como o corpo o utiliza, quais sinais indicam deficiência e onde encontrá-lo nos alimentos.

    O que é o cobre e por que é essencial

    O cobre é um mineral que o corpo não produz — portanto, precisa ser obtido pela alimentação. Embora seja necessário em pequenas quantidades, é vital para diversas funções do organismo:

    • Atua como cofator de enzimas envolvidas na produção de energia, no metabolismo do ferro e na síntese de neurotransmissores;
    • Ajuda na absorção de ferro, na formação da hemoglobina (células vermelhas do sangue) e no transporte de oxigênio;
    • É importante para a formação de tecidos conjuntivos (ossos e cartilagens), na proteção antioxidante e no funcionamento do sistema nervoso.

    Principais benefícios do cobre para a saúde

    1. Formação de sangue e metabolismo do ferro

    O cobre é essencial para o metabolismo do ferro. Quando há deficiência, a absorção de ferro é prejudicada e a produção de células vermelhas do sangue diminui, podendo causar anemia e fadiga.

    2. Sistema imunológico e defesa antioxidante

    O cobre participa da maturação dos glóbulos brancos e da formação de enzimas antioxidantes, que protegem as células contra os radicais livres e fortalecem o sistema imunológico.

    3. Ossos, articulações e tecido conjuntivo

    Esse mineral é necessário para a integridade dos ossos e das articulações. Bons níveis de cobre contribuem para um sistema esquelético mais resistente e saudável.

    4. Saúde cerebral e nervosa

    O cobre auxilia no desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso e participa da síntese de neurotransmissores ligados à memória, ao aprendizado e ao equilíbrio emocional.

    Fontes alimentares de cobre e absorção

    Uma alimentação equilibrada é suficiente para suprir as necessidades de cobre. As principais fontes são:

    • Fígado, ostras e outros frutos do mar;
    • Nozes e castanhas;
    • Sementes (girassol, abóbora);
    • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
    • Grãos integrais;
    • Chocolate amargo.

    A absorção do cobre pode ser reduzida quando há excesso de outros minerais, como o zinco, ou em dietas muito restritivas.

    Deficiência de cobre: sinais e fatores de risco

    Quando o consumo ou a absorção de cobre é insuficiente, podem surgir sintomas como:

    • Palidez, fadiga e anemia;
    • Neutropenia (redução de glóbulos brancos);
    • Problemas ósseos e articulares;
    • Crescimento comprometido em crianças;
    • Alterações neurológicas e imunológicas em casos graves.

    Os fatores de risco incluem dietas muito restritivas, absorção intestinal prejudicada, excesso de zinco e doenças que afetam a nutrição.

    Quanto cobre precisamos e quando suplementar

    Em adultos saudáveis, a ingestão diária recomendada é de aproximadamente 0,9 mg (900 µg). Gestantes e lactantes têm necessidades maiores.

    A suplementação deve ser feita somente com indicação médica. O excesso de cobre pode causar intoxicação, náuseas, danos hepáticos e até desequilíbrios neurológicos. Se houver suspeita de deficiência, é importante buscar orientação de um médico ou nutricionista antes de usar suplementos.

    Veja mais: Anemia carencial: o que acontece quando faltam nutrientes no sangue

    Perguntas frequentes sobre cobre

    1. O que acontece se eu tiver deficiência de cobre?

    A falta de cobre pode causar anemia, baixa imunidade, problemas ósseos e, em casos graves, alterações neurológicas.

    2. Posso tomar suplemento de cobre “só para garantir”?

    Não. A maioria das pessoas obtém o cobre necessário pela alimentação. A suplementação só é indicada em casos de deficiência comprovada ou risco específico, pois o excesso pode ser tóxico.

    3. Vegetarianos ou veganos têm mais risco de deficiência?

    Sim, pois as fontes vegetais de cobre podem ter absorção menor. A solução é garantir variedade na dieta e, se necessário, buscar acompanhamento nutricional.

    4. Como o cobre ajuda no cérebro?

    Ele participa da formação de neurotransmissores, protege as células cerebrais contra a oxidação e mantém o bom funcionamento do sistema nervoso.

    5. O que interfere na absorção de cobre?

    O excesso de zinco, dietas muito restritivas, distúrbios intestinais e algumas doenças podem reduzir a absorção do mineral.

    6. Cobre ajuda na cicatrização?

    Sim. O cobre faz parte de enzimas que participam da formação de colágeno e da regeneração dos tecidos, favorecendo a cicatrização.

    7. Quando devo me preocupar com excesso de cobre?

    O excesso ocorre principalmente por suplementação inadequada ou por doenças genéticas, como a doença de Wilson, que impede o corpo de eliminar o cobre. Nesses casos, há risco de danos hepáticos e neurológicos. Sempre consulte um profissional de saúde.

    Veja mais: Ferro: saiba mais sobre o papel do ferro no organismo

  • Drogas Z: o que são, como funcionam e quando são seguras

    Drogas Z: o que são, como funcionam e quando são seguras

    Nos últimos anos, o nome zolpidem se tornou comum nas conversas sobre insônia. Esses medicamentos, conhecidos como “drogas Z”, foram apresentados como uma solução moderna e menos arriscada do que os calmantes tradicionais usados por gerações anteriores — os famosos benzodiazepínicos, como clonazepam, alprazolam e bromazepam.

    Mas será que as drogas Z cumprem essa promessa? Segundo o psiquiatra Luiz Dieckmann e a neurologista Paula Dieckmann, o segredo não está em demonizar ou glorificar os medicamentos, e sim em entender quando, como e por quanto tempo eles devem ser usados.

    O que são as drogas Z e para que servem

    As chamadas “drogas Z” são uma classe de medicamentos hipnóticos, usados para tratar a insônia e ajudar o corpo a adormecer. Os principais representantes são:

    • Zolpidem (de liberação imediata ou prolongada);
    • Zopiclona;
    • Eszopiclona.

    Elas foram desenvolvidas para promover o sono com menos efeitos colaterais do que os benzodiazepínicos. Atuam em áreas do cérebro ligadas ao relaxamento e ao sono, estimulando principalmente os receptores do adormecimento — e não aqueles ligados ao relaxamento muscular ou efeito anticonvulsivante.

    Assim, tendem a causar menos sonolência diurna, fraqueza muscular e menor risco de dependência em comparação com alguns benzodiazepínicos. Ainda assim, são medicamentos controlados, indicados apenas por tempo limitado e sob acompanhamento médico, pois também podem causar tolerância e dependência se usados de forma prolongada.

    Por que elas surgiram e o que mudou em relação aos benzodiazepínicos

    Durante décadas, fármacos como alprazolam (Frontal), bromazepam (Lexotan) e clonazepam (Rivotril) foram amplamente usados para ansiedade e insônia.

    “Essas drogas causam tolerância e dependência, o que significa que o corpo vai se acostumando e exigindo doses cada vez maiores”, explica a neurologista Paula Dieckmann.

    Foi nesse contexto que surgiram as drogas Z, com a promessa de menor risco de dependência e ação mais direcionada ao sono. No entanto, o psiquiatra Luiz Dieckmann faz um alerta:

    “Não existe remédio ruim, existe medicamento mal utilizado. Assim como os benzodiazepínicos não são vilões, as drogas Z também não são. Quando bem indicadas, na dose certa e pelo tempo adequado, podem ser aliadas valiosas no tratamento desses pacientes”.

    Riscos e cuidados no uso das drogas Z

    Apesar dos benefícios, o uso prolongado ou inadequado pode trazer riscos. Entre os efeitos colaterais descritos em estudos estão:

    • Sonolência excessiva no dia seguinte;
    • Tontura e confusão mental;
    • Alterações de memória;
    • Comportamentos automáticos (andar ou comer dormindo);
    • Dependência e tolerância com o uso prolongado.

    Esses medicamentos devem ser prescritos com cautela, especialmente em idosos, devido ao risco aumentado de quedas e prejuízos cognitivos. Jamais use sem orientação médica.

    Tratamentos alternativos e complementares

    Além dos medicamentos, há estratégias que melhoram o sono de forma natural e duradoura:

    • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para insônia — considerada o tratamento mais eficaz a longo prazo;
    • Atividade física regular;
    • Redução de cafeína, nicotina e álcool;
    • Rotina de sono consistente, com horários regulares para dormir e acordar.

    Essas medidas reduzem a necessidade de medicamentos e promovem um sono mais natural e restaurador.

    Leia mais: Tem insônia? Veja o que fazer para voltar a dormir bem

    Veja mais aqui:

     

    Perguntas frequentes sobre drogas Z

    1. O que são as drogas Z?

    São medicamentos hipnóticos usados para tratar insônia. Os principais são zolpidem, zopiclona e eszopiclona.

    2. Elas causam dependência?

    Sim. Embora o risco seja menor que o dos benzodiazepínicos, podem causar dependência se usadas por períodos longos ou sem supervisão médica.

    3. Posso tomar zolpidem todos os dias?

    Não sem orientação médica. O uso contínuo aumenta o risco de tolerância (necessidade de doses maiores) e dependência.

    4. Drogas Z são mais seguras que calmantes como Rivotril?

    Depende do caso. Elas têm menor potencial de dependência, mas podem causar sonolência diurna e outros efeitos. Ambas requerem acompanhamento profissional.

    5. O que é melhor para tratar insônia: remédio ou terapia?

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é o tratamento de primeira escolha para insônia crônica. Os medicamentos devem ser usados por tempo limitado e apenas quando indicados.

    6. Por que algumas pessoas fazem coisas dormindo ao usar zolpidem?

    Esse é um efeito colateral chamado automatismo do sono, quando a pessoa realiza ações (como andar ou comer) sem consciência. O uso precisa ser reavaliado imediatamente.

    7. É perigoso misturar drogas Z com álcool ou outros remédios?

    Sim. A combinação aumenta a sedação e pode causar confusão mental, quedas ou até parada respiratória.

    Veja também: Higiene do sono: guia prático para dormir melhor e cuidar da saúde

  • ‘Bebês Ozempic’: como os análogos do GLP-1 impactam a fertilidade?

    ‘Bebês Ozempic’: como os análogos do GLP-1 impactam a fertilidade?

    Inicialmente criados para o tratamento de diabetes tipo 2, os remédios análogos do GLP-1, como o Ozempic, também se tornaram populares para a perda de peso. Eles funcionam imitando a ação de um hormônio produzido no intestino, responsável por controlar a glicose no sangue e aumentar a sensação de saciedade.

    Mas, nos últimos anos, com o crescimento acelerado do uso dos medicamentos, começaram a surgir relatos curiosos sobre outros possíveis efeitos: mulheres que antes enfrentavam dificuldades para engravidar acabaram gestando após o início do tratamento. Nas redes sociais, o fenômeno ganhou um apelido que rapidamente viralizou — os chamados “bebês Ozempic”.

    Mas, afinal, existe relação entre os agonistas de GLP-1 e a fertilidade? Para esclarecer as principais dúvidas (e trazer orientações), conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza.

    O que são os agonistas do GLP-1 e como eles funcionam?

    O GLP-1 (glucagon-like peptide-1) é um hormônio produzido pelo intestino logo após as refeições. Ele ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue ao estimular a liberação de insulina, reduzir a secreção de glucagon e retardar o esvaziamento gástrico. Também aumenta a sensação de saciedade, favorecendo a redução natural da ingestão de calorias.

    Como o GLP-1 é rapidamente degradado pelo organismo, surgiram os agonistas do GLP-1 (GLP-1 RAs), medicamentos que imitam sua ação, mas permanecem ativos por mais tempo, trazendo efeitos prolongados no controle metabólico e no auxílio ao emagrecimento.

    Um dos mais conhecidos é a semaglutida (Ozempic). Além do efeito metabólico, ela atravessa a barreira hematoencefálica e age em áreas do cérebro relacionadas ao craving (compulsão por comida), reduzindo o apetite e o comportamento compulsivo.

    Como resultado, a pessoa tende a comer menos, perder peso e melhorar condições associadas, como resistência à insulina e síndrome metabólica — fatores que impactam diretamente a saúde reprodutiva e a fertilidade feminina.

    Como a obesidade e o metabolismo influenciam a fertilidade feminina?

    A obesidade é um dos principais fatores que afetam a fertilidade. O excesso de gordura corporal contribui para o desequilíbrio hormonal, pois o tecido adiposo também produz hormônios. Isso pode levar a ciclos irregulares, ausência de ovulação e dificuldade para engravidar.

    Outro ponto é a resistência à insulina, comum em mulheres com sobrepeso/obesidade. Quando o corpo não responde bem à insulina, ele produz mais hormônio, o que aumenta a produção de androgênios (hormônios masculinos). Esse desequilíbrio atrapalha o amadurecimento e a liberação do óvulo.

    Exemplo frequente é a síndrome dos ovários policísticos (SOP), que afeta cerca de 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva: ciclos irregulares, anovulação e impacto na fertilidade.

    Nesse cenário, os análogos de GLP-1 podem auxiliar ao:

    • Reduzir o peso corporal;
    • Melhorar a sensibilidade à insulina;
    • Reequilibrar os hormônios sexuais;
    • Favorecer o retorno da ovulação.

    Segundo Andreia, mulheres com SOP que emagrecem (especialmente com obesidade) muitas vezes restabelecem o equilíbrio hormonal apenas com a perda de peso, voltando a menstruar regularmente após meses de amenorreia. Por isso, a perda de peso é parte fundamental do tratamento, e o uso de GLP-1 pode ser uma abordagem útil — sempre com orientação profissional.

    Os agonistas do GLP-1 podem interferir no anticoncepcional?

    Até o momento, não há evidências robustas de redução da eficácia da pílula anticoncepcional em usuárias de agonistas do GLP-1.

    No entanto, esses fármacos alteram a motilidade gastrointestinal e podem retardar a absorção de medicamentos orais, inclusive contraceptivos. Na prática, as pílulas costumam ter dose suficiente para manter a eficácia, mesmo com absorção mais lenta.

    Ainda assim, recomenda-se considerar métodos que não dependam da via oral (DIU, implantes, adesivos, anéis, injetáveis) durante o uso de GLP-1, sobretudo em quem não deseja engravidar.

    Existe risco para o bebê ao engravidar durante o uso de GLP-1?

    Faltam dados de segurança na gestação; portanto, não se recomenda o uso de agonistas do GLP-1 durante a gravidez.

    Se a mulher descobrir que está grávida enquanto usa Ozempic ou similares, deve interromper imediatamente e procurar orientação médica. O mesmo cuidado vale para a lactação, pois não se sabe se o medicamento é excretado no leite materno.

    Em gestação planejada, recomenda-se suspender com antecedência:

    • Versões diárias: alguns dias podem bastar;
    • Versões semanais (ex.: semaglutida): cerca de duas semanas para eliminação;
    • Ainda assim, prefere-se suspender 1 a 2 meses antes de tentar engravidar.

    Engravidei tomando Ozempic. E agora?

    Interrompa o uso imediatamente e procure seu médico. Não há estudos controlados em gestantes, e os efeitos sobre o desenvolvimento fetal são incertos.

    Para gestantes com diabetes tipo 2, uma alternativa é a metformina, medicamento amplamente estudado e considerado seguro na gestação. Ela não promove perda de peso, mas auxilia no controle da resistência insulínica.

    Veja também: Wegovy e Ozempic: como funcionam para perda de peso

    Perguntas frequentes

    Tomar Ozempic pode atrapalhar quem já está tentando engravidar?

    De forma direta, não. Porém, o medicamento não deve ser usado na gravidez pela falta de dados de segurança. Se estiver em fase ativa de tentativas, suspenda o uso 1–2 meses antes de buscar a concepção.

    Os agonistas do GLP-1 são indicados como tratamento para infertilidade?

    Não. Eles não são indutores de fertilidade. Foram desenvolvidos para diabetes tipo 2 e aprovados para obesidade. O benefício na fertilidade é indireto: melhora metabólica, menor resistência insulínica e perda de peso tendem a favorecer a ovulação.

    Existe diferença entre o efeito do Ozempic e de outros agonistas do GLP-1 na fertilidade?

    Os efeitos de classe são semelhantes (controle glicêmico, menor apetite, perda de peso). A semaglutida (Ozempic/Wegovy) costuma ser mais potente para emagrecimento do que a liraglutida, o que pode trazer impacto indireto maior na ovulação devido à maior redução ponderal.

    Quero engravidar, mas tenho diabetes tipo 2. O que fazer?

    Converse com seu ginecologista/endócrino. Em geral, substitui-se GLP-1 por fármacos com segurança estabelecida na gestação, como metformina ou, em alguns casos, insulina, antes de tentar engravidar.

    Resistência à insulina sem SOP também afeta a fertilidade?

    Sim. Mesmo sem SOP, a hiperinsulinemia pode elevar andrógenos ovarianos e prejudicar a ovulação. O manejo do peso, da resistência insulínica e do estilo de vida ajuda a restabelecer ciclos ovulatórios.

    Leia também: Ozempic na gravidez: por que não é seguro usar

  • Como o cérebro decide o que lembrar e o que esquecer 

    Como o cérebro decide o que lembrar e o que esquecer 

    Você já se perguntou por que algumas lembranças parecem eternas, enquanto outras somem em minutos? Há uma explicação científica para isso e, ao contrário do que muitos imaginam, esquecer faz parte de um cérebro saudável.

    De acordo com o psiquiatra Luiz Dieckmann, o esquecimento não é uma falha, e sim um processo ativo que ajuda a manter o equilíbrio mental.

    “Durante o sono, principalmente na fase mais profunda, nós literalmente limpamos a nossa casinha”, explica o médico. Essa “faxina cerebral” é feita pelo sistema glinfático, uma descoberta recente da neurociência que ajudou os cientistas a entender melhor como o sono protege a memória.

    Lembrar e esquecer são duas faces da mesma moeda

    A memória humana não é uma biblioteca infinita, mas sim seletiva. O cérebro precisa decidir o que vale a pena guardar e o que deve ser apagado para evitar sobrecarga.

    Essa filtragem ocorre principalmente no hipocampo, estrutura responsável pela formação e consolidação das memórias. Ele atua como um curador interno, escolhendo quais experiências serão enviadas ao córtex cerebral, onde ficam armazenadas as lembranças de longo prazo.

    Segundo Dieckmann, as memórias com forte carga emocional têm prioridade. “Você precisa lembrar do seu primeiro beijo, mas não necessariamente do que almoçou na terça-feira passada”, comenta o psiquiatra.

    Durante o sono, o cérebro faz uma verdadeira faxina

    O esquecimento saudável acontece principalmente durante o sono profundo. É nesse momento que o sistema glinfático entra em ação — uma rede descoberta há pouco mais de 10 anos que funciona como o sistema linfático do cérebro.

    Enquanto dormimos, o sistema glinfático remove toxinas e resíduos metabólicos, além de “descartar” informações desnecessárias acumuladas durante o dia. Por isso, dormir bem não apenas melhora a memória, como também previne esquecimentos e protege o cérebro a longo prazo.

    Repetição e emoção: os segredos da lembrança duradoura

    O cérebro interpreta a repetição como um sinal de importância. É por isso que você lembra da letra de uma música antiga ou da senha do Wi-Fi que digita todos os dias. Segundo Dieckmann, informações repetidas ganham prioridade, pois o cérebro entende que aquilo merece ser reforçado.

    A emoção também é um fator determinante. Situações que envolvem alegria, medo ou surpresa fixam a lembrança com mais força no hipocampo. Isso explica por que recordamos eventos marcantes, mas esquecemos rotinas comuns.

    Confira: Síndrome de Burnout: entenda quando o cansaço ultrapassa o limite

    Esquecer também é importante para a saúde mental

    Esquecer é tão importante quanto lembrar. O esquecimento ativo permite ao cérebro se adaptar a novas informações, evita o acúmulo de dados irrelevantes e reduz o estresse cognitivo.

    Ou seja: quando você esquece onde deixou as chaves, o cérebro não está “falhando”, mas priorizando o que considera mais útil para a sobrevivência, o aprendizado e o equilíbrio emocional.

    A memória é dinâmica: o hipocampo seleciona, o sistema glinfático limpa, o sono consolida e a emoção dá peso às recordações. Em resumo, esquecer é sinal de que o cérebro está funcionando bem — e que você está dormindo bem também.

    Veja mais aqui:

     

    Perguntas frequentes sobre memória

    1. O que é o sistema glinfático?

    É o sistema de drenagem do cérebro responsável por remover toxinas e resíduos durante o sono, ajudando na limpeza e manutenção da função cerebral.

    2. O hipocampo é o centro da memória?

    Ele é uma das principais estruturas envolvidas na formação e consolidação das memórias, mas o armazenamento de longo prazo ocorre no córtex cerebral.

    3. Dormir pouco atrapalha a memória?

    Sim. A privação de sono reduz a atividade do sistema glinfático e prejudica a consolidação da memória, aumentando o risco de esquecimentos.

    4. Repetir algo muitas vezes ajuda a decorar?

    Sim. A repetição indica ao cérebro que a informação é importante, fortalecendo as conexões neurais responsáveis pela memória de longo prazo.

    5. É normal esquecer coisas simples no dia a dia?

    Sim, especialmente quando estamos cansados, estressados ou distraídos. Esquecer pequenas coisas faz parte do funcionamento normal da memória.

    6. Quando o esquecimento deixa de ser normal?

    Quando se torna frequente, interfere na rotina e vem acompanhado de confusão mental. Nesses casos, é importante buscar avaliação médica.

    Leia mais: Vitamina mágica para memória? O que dizem os especialistas

  • Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir 

    Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir 

    A meningite bacteriana é uma das infecções mais temidas na medicina, e com toda a razão. Ela afeta as meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode agravar de forma muito rápida, levando a sequelas neurológicas ou até à morte em poucas horas se não for tratada a tempo.

    Apesar da gravidade, a boa notícia é que grande parte dos casos pode ser prevenida por meio da vacinação. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas gratuitas contra os principais tipos de bactérias que causam a doença, incluindo a meningite meningocócica e a meningite pneumocócica, duas das formas mais agressivas.

    O que é meningite bacteriana

    A meningite bacteriana é uma infecção causada por bactérias que invadem o líquido que circula entre as meninges, as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Essa invasão desencadeia uma inflamação intensa, que pode comprometer o funcionamento do sistema nervoso central.

    Ela é considerada uma emergência médica, já que pode progredir rapidamente e causar complicações como convulsões, surdez, sequelas neurológicas e até óbito.

    As principais bactérias responsáveis são:

    • Neisseria meningitidis (meningococo);
    • Streptococcus pneumoniae (pneumococo);
    • Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

    Entre elas, a meningite meningocócica é a mais comum e a que preocupa mais os especialistas devido ao potencial de surtos e à evolução rápida.

    O Haemophilus influenzae tipo b (Hib) era uma causa importante, mas os casos foram drasticamente reduzidos após a vacinação em massa no país

    Meningite meningocócica causada por Neisseria meningitidis

    A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis e pode se espalhar por gotículas de saliva e secreções respiratórias, como, por exemplo, ao tossir, espirrar ou compartilhar copos e talheres.

    Existem diferentes tipos da bactéria, sendo os principais os identificados pelas letras A, B, C, W e Y. Cada um deles pode circular de forma diferente em cada região do mundo, e a vacinação é direcionada para os mais frequentes:

    • Meningococo C: foi o tipo mais comum no Brasil nas últimas décadas;
    • Meningococo B: vem crescendo em alguns estados, especialmente em crianças pequenas;
    • Meningococos W e Y: têm aumentado entre adolescentes e adultos jovens;
    • Meningococo A: mais frequente na África e em surtos internacionais.

    A forma meningocócica é extremamente grave e pode causar, além da meningite, uma infecção generalizada chamada meningococcemia, que compromete a circulação sanguínea e pode levar à falência múltipla de órgãos.

    Meningite pneumocócica causada por Streptococcus pneumoniae

    Outro tipo importante é a meningite pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, também chamada de pneumococo. Ela pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade baixa, como aquelas portadoras de doenças crônicas ou imunossuprimidas.

    O pneumococo é uma bactéria versátil, pois além da meningite também pode causar pneumonia, sinusite e otite média, e em alguns casos leva a quadros graves de infecção generalizada, também conhecida como sepse.

    Os sintomas são semelhantes aos da meningite meningocócica, ou seja, febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca e sonolência, mas a evolução pode ser ainda mais rápida e deixar sequelas como perda auditiva, convulsões e déficits neurológicos.

    Sintomas da meningite bacteriana

    Os sintomas costumam aparecer de forma súbita, nas primeiras 24 a 48 horas da infecção. Os mais comuns são:

    • Febre alta;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Rigidez no pescoço (dificuldade de encostar o queixo no peito);
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensibilidade à luz;
    • Sonolência ou confusão mental;
    • Manchas roxas pelo corpo (em casos de meningococcemia).

    Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser diferentes, como choro inconsolável, irritabilidade, recusa alimentar, moleira abaulada e sonolência excessiva.

    Qualquer suspeita de meningite deve ser tratada como urgência. O diagnóstico é feito por punção lombar (coleta do líquor) e exames laboratoriais, e o tratamento deve começar o mais rápido possível com antibióticos.

    Transmissão da meningite bacteriana

    A meningite bacteriana se transmite de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias, especialmente em locais fechados ou com aglomeração, como escolas, creches, universidades e alojamentos.

    O período de incubação varia de 2 a 10 dias, e a pessoa pode transmitir a bactéria mesmo antes de apresentar sintomas. Por isso, familiares e pessoas que tiveram contato próximo com o doente podem precisar receber antibióticos preventivos.

    Tipos de vacinas que protegem contra meningite

    O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece vacinas específicas contra as principais bactérias causadoras da meningite:

    • Meningocócica C (conjugada): protege contra o meningococo tipo C. Disponível no SUS;
    • Meningocócica ACWY (conjugada): protege contra os tipos A, C, W e Y. Disponível no SUS;
    • Meningocócica B: disponível na rede privada, indicada a partir dos 2 meses de idade;
    • Pneumocócicas 10, 13 e 20-valentes: protegem contra o Streptococcus pneumoniae. A vacina pneumocócica 10-valente está disponível no SUS. As vacinas 13 e 20-valentes, que protegem contra mais sorotipos, estão disponíveis na rede privada e em Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), em casos específicos;
    • Haemophilus influenzae tipo b (Hib): incluída na pentavalente infantil. Disponível no SUS.

    Essas vacinas são seguras e reduzem drasticamente os casos e as complicações da meningite bacteriana.

    Complicações e sequelas

    Mesmo com tratamento, cerca de 10% dos casos de meningite bacteriana podem evoluir para óbito, e até 20% dos sobreviventes podem ter sequelas, como:

    • Perda auditiva;
    • Dificuldades de aprendizagem;
    • Convulsões;
    • Problemas motores;
    • Déficits cognitivos.

    Por isso, o diagnóstico e o início precoce do tratamento são extremamente importantes para aumentar as chances de recuperação completa.

    Veja também: Coqueluche: a ‘tosse comprida’ que pode ser perigosa para bebês

    Perguntas frequentes sobre meningite bacteriana

    1. Meningite bacteriana é contagiosa?

    Sim. Ela pode ser transmitida por gotículas de saliva e secreções respiratórias.

    2. Qual é o tipo mais grave de meningite?

    A meningite meningocócica, causada pela Neisseria meningitidis, é uma das mais graves e pode evoluir rapidamente.

    3. Quais vacinas protegem contra meningite?

    As principais são as vacinas meningocócicas C e ACWY, além das que protegem contra Haemophilus influenzae tipo b e pneumococos, como as vacinas pneumocócicas 10, 13 e 20-valentes.

    4. Qual a diferença entre meningite bacteriana e viral?

    A bacteriana é mais grave e requer antibióticos. A viral costuma ser mais leve e se resolve sozinha, mas com suporte e acompanhamento médico.

    5. Crianças e adolescentes precisam de reforço da vacina?

    Sim. O reforço da vacina meningocócica ACWY é essencial na adolescência, quando o risco de transmissão aumenta.

    6. Como saber se é meningite?

    Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço e manchas roxas na pele são sinais de alerta. Procure atendimento imediato.

    Leia também: Calendário de vacinas para adultos: quais doses você não pode esquecer

  • Melatonina causa insuficiência cardíaca? Saiba por que ainda é cedo para afirmar 

    Melatonina causa insuficiência cardíaca? Saiba por que ainda é cedo para afirmar 

    A melatonina se tornou uma das substâncias mais populares entre quem busca uma noite de sono melhor. Vendida como suplemento em diversos países, inclusive no Brasil, é vista como uma alternativa natural para lidar com a insônia e o jet lag. Um novo estudo, porém, associou o uso prolongado de melatonina a um risco maior de insuficiência cardíaca, o que gerou preocupação e manchetes em todo o mundo.

    Apesar do impacto dos resultados, ainda não é possível afirmar que a melatonina cause problemas cardíacos. O estudo é observacional, ou seja, mostra uma correlação, mas não prova causa e efeito. Além disso, pessoas que usam melatonina com frequência geralmente apresentam insônia mais grave — e a própria insônia, quando persistente, já é conhecida por aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

    O que o estudo realmente descobriu

    Pesquisadores acompanharam mais de 130 mil adultos com histórico de insônia. Parte deles fazia uso regular de melatonina por pelo menos um ano. Após cerca de cinco anos de acompanhamento, os resultados mostraram que os usuários frequentes apresentaram maior incidência de insuficiência cardíaca e hospitalizações relacionadas ao coração.

    No entanto, os autores do estudo destacaram que essa relação não comprova que a melatonina seja a causa direta. Outros fatores, como o grau da insônia, a presença de doenças pré-existentes, uso de medicamentos ou hábitos de vida, podem ter influenciado os resultados.

    Por que a insônia merece atenção

    A insônia é um distúrbio do sono que afeta todo o corpo. Dormir mal de forma crônica está associado a aumento da pressão arterial, alterações hormonais, ganho de peso, diabetes, depressão e maior risco de infarto e insuficiência cardíaca.

    Quando uma pessoa tem insônia grave e não tratada, o coração trabalha sob estresse constante, o que ajuda a explicar por que dormir pouco ou dormir mal pode causar tantos problemas de saúde.

    Por isso, mesmo que a melatonina não seja isenta de riscos, o foco principal deve continuar sendo o tratamento adequado da insônia, com orientação médica e acompanhamento de um especialista em sono.

    O que fazer na prática

    • Não interrompa o uso por conta própria: se você toma melatonina regularmente e ela foi prescrita por um médico, converse com ele antes de parar.
    • Evite o uso prolongado sem orientação: mesmo suplementos naturais podem ter efeitos adversos e interações medicamentosas.
    • Avalie sua rotina de sono: manter horários regulares, evitar telas antes de dormir e cuidar da alimentação ajudam mais do que muitos imaginam.
    • Procure ajuda especializada: um médico pode indicar terapias comportamentais, ajustes no estilo de vida e, se necessário, outros medicamentos para tratar a insônia.

    Veja mais: Insônia na menopausa: 4 medidas para melhorar o sono

    Quando a melatonina pode ser útil

    A melatonina pode ser útil em situações específicas, como:

    • Distúrbios do ritmo circadiano, como jet lag ou trabalho noturno;
    • Idosos com produção natural reduzida do hormônio;
    • Pessoas com autismo ou TDAH, sob supervisão médica.

    O uso contínuo deve ser avaliado individualmente, considerando histórico clínico, dose e tempo de uso.

    Portanto, o novo estudo não prova que a melatonina cause insuficiência cardíaca, mas reforça a importância de usar o suplemento com cautela e orientação médica. Mais do que culpar a melatonina, o recado é claro: tratar a insônia é também cuidar do coração.

    Confira: Insônia: por que dormir mal afeta corpo e mente

    Perguntas frequentes sobre melatonina e insuficiência cardíaca

    1. O estudo prova que a melatonina causa insuficiência cardíaca?

    Não. O estudo é observacional e mostra apenas uma associação, sem comprovar relação de causa e efeito.

    2. Então, posso continuar tomando melatonina?

    Sim, se for sob orientação médica. O risco maior está no uso prolongado, em altas doses e sem acompanhamento.

    3. E se eu usar melatonina só de vez em quando?

    O uso ocasional e em doses baixas é considerado seguro para a maioria das pessoas.

    4. A insônia é perigosa para o coração?

    Sim. Dormir mal de forma crônica pode aumentar o risco de hipertensão, infarto e insuficiência cardíaca.

    5. O que devo fazer se tenho insônia?

    Procure um médico para investigar a causa. Pode ser necessário ajustar hábitos, tratar ansiedade ou iniciar terapia do sono.

    Leia também: Tem insônia? Veja o que fazer para voltar a dormir bem

  • Tirzepatida é aprovada para apneia do sono: o que isso significa 

    Tirzepatida é aprovada para apneia do sono: o que isso significa 

    A tirzepatida, medicamento originalmente desenvolvido para o tratamento do diabetes tipo 2 e do controle da obesidade, recebeu também aprovação para tratar a apneia obstrutiva do sono em adultos com obesidade. A decisão, validada por agências internacionais e reconhecida pela Anvisa, representa um avanço no manejo de um dos distúrbios do sono mais comuns e potencialmente perigosos.

    Até pouco tempo, o tratamento da apneia se baseava principalmente em aparelhos como o CPAP, usados para manter as vias respiratórias abertas durante o sono. Agora, com a nova indicação da tirzepatida, a medicina ganha uma abordagem medicamentosa capaz de atuar na raiz do problema em muitos pacientes — o excesso de peso.

    O que é a tirzepatida?

    A tirzepatida é um medicamento injetável que atua como agonista duplo: dos receptores de GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e de GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose). Em termos simples, ela ajuda a controlar o açúcar no sangue, reduzir o apetite e promover perda de peso.

    O que é apneia obstrutiva do sono (AOS)?

    A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio caracterizado por pausas repetidas ou reduções do fluxo de oxigênio durante o sono, causadas por uma obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores.

    Essas interrupções provocam quedas na oxigenação do sangue, despertares frequentes, sono fragmentado, sonolência diurna e aumento do risco de pressão alta, doenças cardiovasculares, derrame e outras complicações. Um dos principais fatores de risco é a obesidade, já que o acúmulo de gordura na região do pescoço e das vias aéreas pode agravar a obstrução.

    Por que a tirzepatida agora é utilizada para apneia obstrutiva do sono?

    Pesquisas recentes demonstraram que a tirzepatida reduz significativamente os episódios de apneia durante o sono em pessoas com obesidade e apneia moderada a grave. Nos estudos clínicos, os participantes que usaram o medicamento tiveram menos pausas respiratórias por hora do que aqueles que receberam placebo.

    Além disso, os pacientes tratados apresentaram melhora na perda de peso, melhor oxigenação durante o sono, redução da pressão arterial e melhora da qualidade de vida, com relatos de noites mais tranquilas e menos cansaço durante o dia.

    Aprovações regulatórias

    Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou a tirzepatida em 20 de dezembro de 2024 para o tratamento de adultos com apneia obstrutiva do sono moderada a grave associada à obesidade, em conjunto com dieta de baixa caloria e aumento da atividade física.

    No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também aprovou a nova indicação do Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento da apneia do sono em adultos com obesidade.

    Até então, o tratamento era baseado principalmente em medidas mecânicas, como o uso do CPAP, ou cirúrgicas. A introdução de uma terapia medicamentosa representa um avanço importante na abordagem integrada da doença.

    Veja mais: Wegovy e Ozempic: como funcionam para perda de peso

    Benefícios e cuidados

    Quem pode se beneficiar

    • Adultos com apneia obstrutiva do sono moderada a grave e obesidade (IMC elevado) ou sobrepeso com comorbidades;
    • Pessoas com dificuldade em usar ou tolerar o CPAP, ou que desejam uma estratégia combinada de perda de peso e melhora respiratória.

    Quem deve ter cuidado

    • A eficácia depende de adesão à dieta e atividade física, que fazem parte da recomendação oficial;
    • Podem ocorrer efeitos adversos gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia ou constipação;
    • Pessoas sem obesidade ou cuja apneia tenha causas anatômicas podem não ter o mesmo benefício;
    • É necessária avaliação médica especializada em sono, obesidade e endocrinologia.

    O que muda no tratamento da apneia obstrutiva do sono com essa nova opção

    • Surge a primeira alternativa medicamentosa aprovada para apneia associada à obesidade, além dos aparelhos tradicionais como o CPAP;
    • Permite uma abordagem mais abrangente, tratando simultaneamente obesidade e apneia, com impacto positivo na saúde cardiovascular e metabólica;
    • Reflete a importância do acompanhamento multidisciplinar — com especialistas em pneumologia, sono, endocrinologia e nutrição;
    • Não substitui totalmente o CPAP, mas pode atuar de forma complementar ou alternativa em casos selecionados.

    Confira: Ozempic protege o coração? Veja como a semaglutida age

    Perguntas frequentes sobre tirzepatida e apneia obstrutiva do sono

    1. Tirzepatida já está disponível para apneia no Brasil?

    Sim. A Anvisa aprovou a indicação de Mounjaro (tirzepatida) para apneia obstrutiva do sono em adultos com obesidade.

    2. Significa que posso parar de usar CPAP se começar tirzepatida?

    Não necessariamente. O CPAP continua sendo o tratamento padrão para muitos casos. A tirzepatida pode ser usada de forma complementar ou alternativa, com supervisão médica.

    3. Como a tirzepatida melhora a apneia do sono?

    Principalmente por induzir perda de peso e reduzir o acúmulo de gordura corporal, que é um dos principais fatores da apneia obstrutiva do sono.

    4. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

    Os mais frequentes são náuseas, vômitos, diarreia e constipação. É essencial usar o medicamento com prescrição e acompanhamento médico.

    5. Todos os pacientes com apneia obstrutiva do sono podem usar tirzepatida?

    Não. A indicação é para adultos com obesidade e apneia moderada a grave. Pacientes com apneia leve, sem obesidade ou com causas anatômicas específicas devem discutir o caso com um especialista.

    6. A tirzepatida cura a apneia obstrutiva do sono?

    Não cura de forma definitiva, mas pode reduzir significativamente os eventos de apneia-hipopneia. A condição ainda precisa de acompanhamento e controle dos fatores de risco.

    7. Preciso perder peso para que o medicamento funcione?

    Sim. A perda de peso faz parte do mecanismo de ação da tirzepatida e foi uma das condições de aprovação. O tratamento deve ser associado a dieta balanceada e atividade física regular.

    Veja mais: Ozempic e similares podem reduzir risco de câncer ligado à obesidade?