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  • Fome emocional: o que é, sintomas e como controlar

    Fome emocional: o que é, sintomas e como controlar

    Em certos momentos do dia a dia, usar a comida como um estímulo ou como uma recompensa para comemorar não é necessariamente algo ruim. Mas, quando o comportamento se repete com frequência e se torna a única forma de lidar com emoções, pode indicar um quadro de fome emocional — um mecanismo comum quando o corpo precisa lidar com sentimentos difíceis.

    Normalmente, ela aparece de repente, acompanhada de um desejo específico por alimentos mais calóricos ou que proporcionam conforto imediato, como doces, massas ou frituras. E, já que não está relacionado às necessidades reais do organismo, o comportamento pode causar um impacto significativo na saúde e no bem-estar.

    Afinal, o que é fome emocional?

    A fome emocional é o impulso de comer como forma de aliviar ou lidar com emoções, como tristeza, ansiedade, frustração, tédio, solidão ou até alegria exagerada. A comida se torna uma espécie de válvula de escape, consolo ou distração que proporciona alívio imediato, mas temporário.

    A nutricionista Hágata Ramos explica que, diferente da fome física, que aparece de forma gradual e pode ser saciada com qualquer tipo de alimento, a fome emocional costuma ser repentina, específica e não traz saciedade duradoura — podendo vir acompanhada de culpa depois de comer, inclusive.

    Normalmente, o desejo de comer é direcionado a alimentos doces ou ultraprocessados, como fast food, chocolates, massas, sorvetes ou salgadinhos. “Eles promovem liberação rápida de dopamina e serotonina que são neurotransmissores ligados ao prazer e ao bem-estar, mas que logo passam, reforçando o ciclo da fome emocional”, esclarece a nutricionista.

    Gatilhos mais comuns da fome emocional

    A fome emocional surge, em muitos casos, como uma resposta automática a sensações internas ou situações do dia a dia. Alguns dos principais gatilhos incluem:

    • Estresse e sobrecarga mental;
    • Ansiedade e inquietação;
    • Cansaço físico e mental;
    • Solidão ou isolamento social;
    • Frustração e baixa autoestima;
    • Tédio ou falta de estímulos;
    • Problemas no trabalho ou em casa;
    • Falta de sono;
    • Dietas muito restritivas.

    Hágata destaca que a fome emocional também pode surgir como um comportamento condicionado, quando a pessoa passa a associar a comida a recompensa ou forma de consolo.

    Sintomas de fome emocional: como identificar?

    A fome emocional pode manifestar da seguinte forma:

    • Vontade repentina e urgente de comer;
    • Comer sem ter fome real;
    • Sentimento de culpa, vergonha ou raiva após comer;
    • Comer como uma forma de consolo após um dia ruim ou como recompensa após um esforço emocional;
    • Episódios repetitivos, principalmente em situações específicas, como estresse no trabalho, discussões, momentos de solidão ou ansiedade.

    Para identificar a fome emocional no dia a dia, Hágata explica que uma maneira simples é fazer uma pausa e se perguntar se a vontade de comer estaria presente mesmo diante de um alimento simples, como uma fruta ou algo do dia a dia.

    “Se a resposta for não, provavelmente é uma fome emocional. Além disso, observar onde a fome se manifesta. A fome física também tem sintomas físicos, enquanto a emocional vem acompanhada de pensamentos insistentes sobre comida”, aponta a nutricionista.

    Fome emocional e fome física: como diferenciar?

    Fome física Fome emocional
    Vem aos poucos Aparece do nada
    Aceita vários tipos de alimentos Desejo por comida específica
    Surge após muitas horas sem comer Pode surgir mesmo após uma refeição
    Some ao comer Persiste mesmo depois de saciar o estômago
    Não causa culpa Pode gerar culpa e arrependimento

    Como a fome emocional afeta a saúde?

    A fome emocional altera a maneira como o corpo lida com comida, emoção e bem-estar geral. Quando uma pessoa come para lidar com sentimentos como estresse, ansiedade, tristeza ou frustração, o corpo acaba recebendo mais alimentos do que realmente precisa, muitas vezes ricos em açúcar, gordura e sal, o que pode levar a:

    • Aumento de peso progressivo;
    • Acúmulo de gordura abdominal;
    • Alterações nos níveis de colesterol e glicose;
    • Maior risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

    A fome emocional também pode afetar profundamente a saúde mental, alimentando ciclos de culpa, vergonha e insatisfação com o próprio corpo. Isso enfraquece a autoestima e pode causar distúrbios alimentares, como compulsão ou transtorno de alimentação restritiva.

    A pessoa come para se sentir melhor, se sente culpada por comer, tenta compensar com dietas extremas e volta a comer por impulso, criando um ciclo que é difícil de quebrar.

    Como controlar a fome emocional no dia a dia?

    Para controlar a fome emocional no dia a dia, é importante ter atenção aos próprios sentimentos, adotar uma rotina equilibrada e pequenas estratégias práticas, como:

    • Evite longos períodos em jejum: comer em horários regulares reduz os impulsos por alimentos calóricos e exageros;
    • Planeje refeições e lanches saudáveis: tenha sempre opções equilibradas à mão, como frutas, castanhas, iogurtes naturais e ovos cozidos. Isso reduz a chance de recorrer a ultraprocessados;
    • Durma bem: noites mal dormidas bagunçam os hormônios do apetite e aumentam a vontade de comer alimentos gordurosos e açucarados no dia seguinte;
    • Crie fontes alternativas de prazer: caminhe, ligue para alguém, ouça uma música que você gosta, tome banho com calma, leia algo leve. Atividades que aliviam o estresse sem envolver comida também são ótimos substitutos, como pilates, caminhada e dança, por exemplo;
    • Evite dietas muito restritivas: quanto mais rígida for a alimentação, maior a chance de uma pessoa ter descontrole emocional, então comer com equilíbrio dá mais liberdade e reduz recaídas;
    • Registre emoções e padrões alimentares: um diário com anotações simples do que você comeu, o que sentia na hora e o que te levou a comer pode revelar gatilhos e ajudar a entender o próprio comportamento.

    A ideia não é cortar a comida da rotina, mas entender por que a vontade de comer apareceu naquele momento — especialmente quando o corpo não está com fome de verdade.

    Ainda, no processo, ter a orientação de um nutricionista pode ajudar a pessoa a compreender os sinais de fome e saciedade, equilibrar a alimentação e criar estratégias práticas para lidar com a ansiedade sem recorrer à comida, conforme explica Hágata.

    “O nutricionista pode ajustar uma rotina que inclua opções que tragam conforto e prazer com equilíbrio, promovendo uma relação mais leve e consciente com o comer”, completa a nutricionista.

    Procure apoio psicológico

    A fome emocional é um dos gatilhos mais comuns para o surgimento de transtornos alimentares, principalmente porque transforma a comida em uma resposta automática às emoções, em vez de ser um ato consciente de cuidado com o corpo.

    Quando sentimentos como tristeza, ansiedade, frustração ou até mesmo alegria intensa não são bem elaborados, o impulso de comer aparece como uma tentativa rápida de encontrar conforto. Como consequência, a alimentação deixa de ser uma necessidade do corpo e passa a ser um mecanismo de fuga emocional.

    Nesse contexto, quando aliado a uma rotina equilibrada, o apoio psicológico é um passo importante para mudar a maneira como se lida com as emoções. A terapia permite identificar os gatilhos que fazem a comida se tornar um refúgio e ensina maneiras mais saudáveis de reagir diante do que se sente.

    Ao longo do processo terapêutico, é possível, por exemplo, notar certos padrões inconscientes, muitas vezes carregados desde a infância ou formados ao longo da vida adulta, que influenciam a maneira como se lida com o estresse, a frustração ou a carência emocional.

    Com o tempo, a terapia ajuda a desenvolver ferramentas internas para lidar com as emoções de maneira mais consciente, substituindo o hábito automático de comer por alternativas que tragam conforto verdadeiro e duradouro.

    Confira também: Como montar um prato saudável em buffets? Veja algumas dicas

    Perguntas frequentes sobre fome emocional

    1. Como saber se estou com fome emocional ou fome física?

    Uma boa forma de diferenciar as duas é prestar atenção aos sinais do corpo e da mente. A fome física dá sinais corporais, como ronco no estômago, tontura, fraqueza e até dor de cabeça. Ela aparece aos poucos e pode ser saciada com qualquer alimento nutritivo.

    Já a fome emocional surge de repente, é urgente, costuma vir acompanhada de desejo por comidas específicas (geralmente doces ou fast food) e não passa mesmo depois que se come. Ela também pode vir acompanhada de culpa ou arrependimento, coisa que raramente acontece com a fome real.

    2. A fome emocional pode virar um transtorno alimentar?

    Sim, se não for observada e cuidada, a fome emocional pode evoluir para um transtorno alimentar, como compulsão alimentar periódica. Isso acontece quando a pessoa perde o controle frequentemente, come grandes quantidades mesmo sem fome e sente culpa ou vergonha depois.

    Ao longo do tempo, esse padrão pode gerar sofrimento emocional, isolamento e impactos significativos na saúde física e mental. Por isso, é importante buscar ajuda quando perceber que a relação com a comida está se tornando uma forma de fuga emocional constante.

    3. A fome emocional pode estar ligada ao cansaço?

    Sim! O cansaço físico e mental, quando é frequente, pode enfraquecer a capacidade do cérebro de tomar decisões conscientes. Quando o corpo está exausto, devido a fatores como privação do sono, por exemplo, os mecanismos de autocontrole ficam prejudicados — o que pode aumentar o desejo por comidas calóricas.

    4. Como perceber padrões de comportamento ligados à comida?

    Um ótimo método para identificar padrões é registrar as emoções e o que você come em um diário. Escreva, por exemplo:

    • “Comi brigadeiro às 16h. Estava entediada no trabalho.”
    • “Jantei pizza com os amigos e me senti leve e feliz.”

    Com o tempo, dá pra perceber gatilhos, emoções repetidas, horários mais críticos, o que facilita o autoconhecimento e a construção de estratégias para quebrar o ciclo da fome emocional. Um nutricionista ou psicólogo pode te ajudar a interpretar esse diário com mais profundidade.

    5. Por que normalmente queremos comer doce na fome emocional?

    Os doces são alimentos que ativam rapidamente os neurotransmissores do prazer. O açúcar causa picos de dopamina e serotonina no organismo, trazendo uma sensação de alívio, relaxamento e prazer. É quase automático: o cérebro associa doce a recompensa emocional, então é o primeiro que vem à mente quando você quer se sentir melhor.

    Leia também: Carboidratos nos treinos: veja a importância e como incluir na dieta

  • Insuficiência cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Insuficiência cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamento

    No Brasil, cerca de dois milhões de pessoas convivem com insuficiência cardíaca — e cerca de 240 mil novos casos surgem a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. A condição, que acontece quando o coração perde a capacidade de bombear o sangue de forma eficiente, está entre as principais causas de internações hospitalares em adultos acima de 60 anos.

    Apesar de ser progressiva, com o diagnóstico precoce e um tratamento adequado, é possível controlar os sintomas, reduzir o risco de complicações e ter uma vida com qualidade. Conversamos com um especialista para te explicar os principais detalhes sobre a insuficiência cardíaca.

    O que é insuficiência cardíaca?

    A insuficiência cardíaca, que também pode ser chamada de insuficiência cardíaca congestiva, acontece quando o músculo cardíaco não consegue bombear sangue de maneira adequada para atender à demanda dos tecidos do corpo. Quando isso acontece, há um fluxo sanguíneo insuficiente para levar oxigênio e nutrientes a órgãos e músculos.

    Para entender melhor, o coração é composto por quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos), que trabalham em conjunto para bombear sangue para todo o organismo. Quando existe alguma falha no mecanismo, o sangue pode se acumular nos pulmões, nas pernas e em outras partes do corpo, levando ao surgimento de sintomas como falta de ar, cansaço extremo e inchaço.

    De acordo com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto, a condição pode ocorrer porque o músculo cardíaco está enfraquecido, rígido ou lesionado — o que compromete a força e o enchimento do coração a cada batimento.

    Como classificar a insuficiência cardíaca?

    A insuficiência cardíaca pode ser classificada de diferentes formas, de acordo com a parte do coração afetada e a gravidade da condição:

    Insuficiência cardíaca esquerda: acontece quando o ventrículo esquerdo, que envia sangue para todo o corpo, perde força e não consegue manter o fluxo adequado, provocando acúmulo de líquido nos pulmões e falta de ar;

    Insuficiência cardíaca direita: surge quando o ventrículo direito, responsável por bombear sangue para os pulmões, passa a funcionar com menor eficiência, levando à retenção de líquidos nas pernas, tornozelos e abdômen;

    Insuficiência cardíaca sistólica: ocorre quando o coração perde a capacidade de se contrair com força suficiente, reduzindo a quantidade de sangue que é expulsa a cada batimento;

    Insuficiência cardíaca diastólica: caracteriza-se pela dificuldade do músculo cardíaco em relaxar após a contração, o que impede o enchimento adequado das câmaras e compromete o volume de sangue que será bombeado.

    “Na maioria das vezes, ela se desenvolve lentamente, ao longo de meses ou anos, especialmente em pessoas com pressão alta ou doenças cardíacas prévias. Porém, pode surgir de forma aguda, por exemplo, após um infarto ou infecção grave, quando o coração descompensa rapidamente”, explica Giovanni.

    Causas da insuficiência cardíaca

    Normalmente, a insuficiência cardíaca surge como consequência de outros problemas de saúde que danificam o músculo cardíaco ao longo do tempo, como:

    Infarto do miocárdio: quando ocorre um infarto, parte do músculo cardíaco sofre necrose (morte das células) devido à falta de oxigênio. Isso reduz a força de contração do coração e pode gerar falhas permanentes;

    Hipertensão arterial não controlada: a pressão alta força o coração a trabalhar com mais intensidade, o que provoca espessamento e rigidez das paredes cardíacas. Com o tempo, o músculo enfraquece e perde a capacidade de bombear sangue com eficiência;

    Doenças das válvulas cardíacas: as válvulas são responsáveis por regular o fluxo de sangue dentro do coração. Quando estão danificadas, o sangue pode voltar para câmaras anteriores (refluxo) ou encontrar dificuldade para avançar (estenose);

    Miocardites: são inflamações do músculo cardíaco que podem surgir após infecções virais, bacterianas ou reações autoimunes. A inflamação compromete a força de contração do coração, reduzindo sua capacidade de bombear sangue adequadamente;

    Miocardiopatias genéticas ou tóxicas: incluem alterações hereditárias que afetam diretamente a estrutura e o funcionamento do músculo cardíaco, bem como danos causados por substâncias tóxicas, como o álcool e alguns medicamentos quimioterápicos.

    Segundo Giovanni, o envelhecimento e a presença de algumas condições metabólicas, como diabetes e obesidade, também aumentam o risco de insuficiência cardíaca.

    Quais os sintomas de insuficiência cardíaca?

    Os sintomas da insuficiência cardíaca podem variar de acordo com o grau de comprometimento do coração e a velocidade de evolução da doença. No início, eles são discretos e facilmente confundidos com sinais de cansaço ou estresse, mas tendem a piorar com o tempo. Entre os mais comuns, é possível destacar:

    Falta de ar;

    Fadiga e fraqueza;

    Inchaço nas pernas, tornozelos e pés;

    Batimento cardíaco rápido ou irregular;

    Capacidade reduzida de exercício ou atividades regulares;

    Chiado no peito;

    Inchaço na região da barriga;

    Náuseas e falta de apetite;

    Dificuldade de concentração ou diminuição do estado de alerta;

    Dor no peito, se a insuficiência cardíaca for causada por um ataque cardíaco.

    “A falta de ar pode surgir nos esforços e, em casos mais avançados, até em repouso ou ao deitar. O inchaço costuma aparecer no fim do dia, com sensação de peso nas pernas e sapatos apertados. O cansaço vem da menor oxigenação muscular. Também é comum o aumento de peso repentino por acúmulo de líquido e a necessidade de urinar mais à noite”, completa Giovanni.

    Existem fatores de risco?

    Os principais fatores de risco para insuficiência cardíaca são:

    Hipertensão arterial;

    Doenças coronarianas e infarto prévio;

    Diabetes;

    Colesterol alto e obesidade;

    Sedentarismo;

    Tabagismo e consumo frequente de álcool;

    Apneia do sono, que provoca quedas de oxigênio durante o sono, sobrecarregando o coração;

    Histórico familiar de doenças cardíacas;

    Idade avançada, pois o risco aumenta após os 60 anos, pois o músculo cardíaco tende a se tornar mais rígido e menos eficiente.

    Como é feito o diagnóstico de insuficiência cardíaca

    O diagnóstico de insuficiência cardíaca é baseado na avaliação clínica detalhada e em exames complementares que verificam o funcionamento do coração. No exame físico, o especialista pode observar a presença de inchaço, ruídos pulmonares e frequência cardíaca.

    Entre os principais exames solicitados, Giovanni aponta:

    Eletrocardiograma, que avalia o ritmo e a atividade elétrica do coração;

    Ecocardiograma, que permite observar o funcionamento do músculo cardíaco e das válvulas;

    Exames de sangue, como o BNP e o NT-proBNP.

    Em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares, como raio-X de tórax, teste ergométrico, angiotomografia de coronárias e ressonância magnética cardíaca.

    Vale destacar que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves. Quanto antes a insuficiência é identificada, maiores são as chances de preservar a função cardíaca.

    Quando procurar um médico?

    Procure atendimento médico imediato se você sentir os seguintes sintomas:

    Dor no peito;

    Desmaio ou fraqueza severa;

    Batimento cardíaco rápido ou irregular com falta de ar, dor no peito ou desmaio;

    Falta de ar repentina e grave e tosse com muco espumoso branco ou rosa.

    Tratamento para insuficiência cardíaca

    O tratamento de insuficiência cardíaca envolve diversas abordagens para melhorar os sintomas, retardar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações.

    Remédios para insuficiência cardíaca

    Os remédios são prescritos para melhorar o funcionamento do coração, aliviar sintomas e aumentar a qualidade e a expectativa de vida. Eles ajudam o coração a bombear o sangue de forma mais eficiente e reduzem a sobrecarga sobre o órgão.

    De acordo com Giovanni, são combinadas medicações específicas, como:

    Betabloqueadores;

    Inibidores da ECA (como Enalapril);

    Bloqueadores dos receptores de angiotensina – BRA (como Losartana);

    ARNI (como Sacubitril-valsartana);

    Antagonistas da aldosterona (como Espironolactona);

    Inibidores de SGLT2 (como Dapagliflozina).

    Somente um médico pode indicar o uso desses medicamentos. A automedicação é perigosa e pode agravar o quadro cardíaco, por isso, antes de iniciar qualquer tratamento, consulte um especialista.

    Mudanças no estilo de vida

    Como a insuficiência cardíaca muitas vezes está relacionada a fatores como pressão alta, diabetes e sedentarismo, adotar hábitos saudáveis no dia a dia é necessário para reduzir o risco de agravamento do quadro e controlar a doença, como:

    Reduzir o consumo de sal nas refeições;

    Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e grãos integrais;

    Praticar atividade física, com orientação médica;

    Evitar o cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas;

    Controlar o peso corporal e o índice de massa corporal (IMC);

    Monitorar a pressão arterial e o nível de glicose com regularidade;

    Dormir bem e respeitar os horários de descanso;

    Tomar corretamente os medicamentos prescritos;

    Fazer acompanhamento médico periódico.

    Cirurgias e outros procedimentos

    Em alguns casos, o tratamento da insuficiência cardíaca pode incluir cirurgias ou dispositivos que ajudam o coração a funcionar melhor — e as opções são indicadas pelo cardiologista de acordo com a causa e a gravidade da doença.

    Cirurgia de revascularização do miocárdio (ponte de safena): indicada quando há artérias coronárias bloqueadas. O procedimento cria um novo caminho para o sangue fluir até o coração, melhorando o aporte de oxigênio ao músculo cardíaco;

    Reparo ou substituição de válvula cardíaca: recomendada quando uma válvula danificada está prejudicando o fluxo de sangue. Pode ser feita por cirurgia aberta ou técnica minimamente invasiva;

    Cardiodesfibrilador implantável (CDI): dispositivo colocado sob a pele que monitora os batimentos e aplica choques elétricos quando o coração entra em ritmo perigoso, prevenindo paradas cardíacas;

    Terapia de ressincronização cardíaca (TRC): é usado um aparelho que envia impulsos elétricos para sincronizar as contrações das câmaras inferiores do coração, melhorando o bombeamento do sangue;

    Dispositivo de assistência ventricular (DAV): consiste em um equipamento mecânico que ajuda o coração a bombear o sangue, usado enquanto o paciente aguarda um transplante ou como tratamento definitivo em casos graves;

    Transplante cardíaco: indicado quando o coração está muito enfraquecido e não responde mais a medicamentos ou outros tratamentos. O procedimento substitui o órgão por um coração saudável de doador.

    Os procedimentos são indicados apenas após uma avaliação criteriosa, e a escolha depende do estado clínico e das necessidades de cada paciente.

    Insuficiência cardíaca tem cura?

    A insuficiência cardíaca, na maioria das vezes, é uma condição crônica e não tem uma cura definitiva, mas é possível controlar o quadro e levar uma vida com qualidade.

    “Quando o paciente segue o tratamento e mantém acompanhamento regular com o cardiologista, é possível ter boa qualidade de vida e controle dos sintomas. Hoje, com as novas terapias e dispositivos (como ressincronizadores e desfibriladores), muitos pacientes vivem por muitos anos de forma estável”, esclarece Giovanni.

    Como prevenir a insuficiência cardíaca?

    A prevenção está diretamente relacionada à adoção de um estilo de vida saudável e ao controle das doenças que prejudicam o coração. Algumas medidas importantes incluem:

    Controlar a pressão arterial;

    Manter níveis adequados de colesterol e glicose;

    Evitar o tabagismo e reduzir o consumo de álcool;

    Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras;

    Praticar atividade física regularmente;

    Controlar o peso corporal;

    Realizar consultas médicas periódicas;

    Evitar automedicação.

    “Em quem já tem o diagnóstico, essas medidas — somadas ao uso correto dos remédios — são essenciais para evitar descompensações e hospitalizações”, finaliza Giovanni.

    Veja mais: Síndrome do coração partido: o que é, sintomas, riscos e como diferenciar do infarto

    Perguntas frequentes

    A insuficiência cardíaca é a mesma coisa que ataque cardíaco?

    Não! O ataque cardíaco, também conhecido como infarto do miocárdio, acontece quando o fluxo de sangue que chega a uma parte do músculo cardíaco é interrompido, geralmente por um coágulo que obstrui uma artéria coronária. Quando isso ocorre, as células cardíacas daquela região começam a morrer por falta de oxigênio.

    Já a insuficiência cardíaca é o resultado da incapacidade do coração de bombear sangue de maneira eficiente para o resto do corpo. Em alguns casos, um infarto pode causar danos permanentes ao músculo cardíaco e evoluir para um quadro de insuficiência, mas são eventos diferentes.

    Enquanto o infarto é um episódio agudo, a insuficiência é uma condição crônica que precisa de acompanhamento prolongado.

    Quais os primeiros sinais de insuficiência cardíaca que devem gerar preocupação?

    Os sintomas iniciais de insuficiência cardíaca costumam ser discretos e passam despercebidos por muito tempo. O sintoma mais comum é a falta de ar, principalmente ao subir escadas ou realizar pequenas atividades — além de inchaço nos pés e tornozelos, resultado da retenção de líquidos.

    Também é importante observar cansaço excessivo, ganho de peso rápido (devido à retenção de líquidos), dificuldade para dormir deitado e batimentos acelerados. Quando esses sintomas aparecem juntos e persistem, é necessário procurar um cardiologista o quanto antes.

    O estresse pode causar insuficiência cardíaca?

    O estresse, por si só, não costuma causar insuficiência cardíaca, mas é um fator que contribui para o surgimento de doenças cardíacas. Em situações de tensão prolongada, o corpo libera hormônios como a adrenalina e o cortisol, que aumentam a pressão arterial e aceleram o ritmo cardíaco.

    Quando o estresse se torna crônico, ele prejudica a saúde do coração, favorecendo hipertensão, inflamações e até o estreitamento das artérias. Além disso, pessoas estressadas tendem a adotar hábitos que fazem mal à saúde, como fumar, ingerir álcool ou exagerar em alimentos ultraprocessados — fatores que, combinados, aumentam o risco de insuficiência cardíaca.

    Pessoas com insuficiência cardíaca podem engravidar?

    A gravidez em mulheres com insuficiência cardíaca exige avaliação médica rigorosa. Durante a gestação, o corpo precisa de mais sangue e oxigênio para nutrir o bebê, o que aumenta o esforço do coração.

    Nos casos leves e bem controlados, é possível ter uma gestação segura com acompanhamento conjunto de cardiologista e obstetra especializado em gravidez de alto risco. Quando a insuficiência cardíaca é mais grave, a gestação pode representar riscos significativos para a mãe e para o bebê, por isso é importante avaliar cuidadosamente cada situação.

    O planejamento familiar, feito com orientação médica e acolhimento, ajuda o casal a tomar decisões com segurança.

    Existe alguma dieta recomendada para quem tem insuficiência cardíaca?

    Sim! A dieta de pessoas com insuficiência cardíaca deve ser rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes e carnes magras, priorizando alimentos frescos e naturais. O consumo de sal também deve ser reduzido ao mínimo possível.

    Por fim, é importante limitar alimentos ultraprocessados, enlatados, refrigerantes e doces, que favorecem a retenção de líquidos e aumento de peso. A ingestão de líquidos pode precisar ser controlada, dependendo do grau da insuficiência — sempre sob orientação médica e nutricional.

    Quem tem insuficiência cardíaca pode beber álcool?

    O consumo de álcool deve ser evitado por pessoas que têm insuficiência cardíaca, pois o álcool sobrecarrega o músculo cardíaco, interfere na ação dos medicamentos e favorece a retenção de líquidos. Além disso, ele pode provocar arritmias e aumentar a pressão arterial, o que agrava o quadro.

    Quem tem insuficiência pode trabalhar?

    Sim, é possível trabalhar tendo insuficiência cardíaca, mas isso varia conforme o estágio da doença e o tipo de atividade exercida. Quando o quadro está controlado e os sintomas são leves, o trabalho pode ser mantido, desde que haja acompanhamento médico regular e, se necessário, pequenas adaptações na rotina.

    Porém, em casos em que a limitação física é maior e o esforço causa fadiga, falta de ar ou inchaço, pode ser indicado o afastamento temporário. Se a condição evoluir e impedir definitivamente o desempenho das funções, o trabalhador pode ter direito a benefícios previdenciários, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez concedida pelo INSS.

    Veja mais: 7 erros comuns que atrapalham a saúde do coração

  • Criança engoliu um objeto? Veja o que fazer imediatamente 

    Criança engoliu um objeto? Veja o que fazer imediatamente 

    É uma cena mais comum do que parece: a criança pequena brinca, se distrai e, em segundos, coloca algo na boca, como uma moeda, uma peça de brinquedo, uma pilha. Esse tipo de acidente, chamado ingestão de corpo estranho, é frequente na pediatria, especialmente em crianças menores de 3 anos.

    Na maioria dos casos, o objeto percorre o sistema digestivo e é eliminado naturalmente. Mas há situações em que ele pode ficar preso no esôfago, estômago ou intestino, provocando entupimento, perfuração ou intoxicação, e exigindo atendimento médico imediato. Saber como agir faz toda a diferença.

    O que é a ingestão de corpo estranho

    A ingestão de corpo estranho acontece quando a criança engole acidentalmente algo que não é alimento, como moedas, botões, brinquedos, pedaços de plástico ou pilhas.

    Embora pareça simples, o risco depende do tipo e tamanho do objeto, da idade da criança e de onde ele fica preso no trato digestivo.

    Por que isso acontece?

    A curiosidade natural das crianças pequenas é o principal motivo. Nessa fase, elas exploram o mundo com todos os sentidos, incluindo o paladar. Cores, texturas e formatos diferentes despertam o interesse, e colocar coisas na boca é parte do aprendizado.

    Por isso, os acidentes costumam acontecer sem supervisão direta, durante brincadeiras, quando os adultos se distraem por poucos segundos.

    Quais são os riscos?

    Nem todos os objetos causam complicações. Muitos passam sozinhos pelo tubo digestivo e são eliminados nas fezes. Alguns tipos, porém, representam alto risco, principalmente quando ficam presos ou liberam substâncias tóxicas.

    Os principais perigos incluem:

    Obstrução: o objeto entala no esôfago, estômago ou intestino, impedindo a passagem de alimentos;

    Perfuração: pontas afiadas ou pressão excessiva podem furar as paredes do tubo digestivo;

    Queimaduras químicas: no caso das pilhas, que liberam substâncias alcalinas e podem causar lesões graves em poucos minutos;

    Ímãs: se mais de um for engolido, eles podem se grudar através das paredes do intestino, causando necrose e perfuração.

    Essas situações exigem intervenção médica imediata.

    Sinais e sintomas

    Os sintomas variam de acordo com o tipo de objeto, local onde ele ficou preso e tempo decorrido desde a ingestão.

    Quando o objeto está no esôfago:

    Dificuldade para engolir;

    Dor ou desconforto na garganta;

    Salivação excessiva (às vezes com sangue);

    Tosse ou engasgos;

    Irritabilidade;

    Dor no peito ou dificuldade para respirar.

    Quando o objeto está no estômago ou intestino:

    Dor abdominal;

    Náuseas e vômitos;

    Febre;

    Sangue nas fezes.

    Se a criança tiver tosse intensa, engasgo ou falta de ar, deve-se procurar ajuda médica de emergência imediatamente.

    O que fazer quando a criança engole um objeto

    Mesmo que a criança pareça bem, é essencial levar ao pronto-socorro o mais rápido possível. O médico poderá solicitar exames, como raio-X ou endoscopia, para localizar o objeto e avaliar se ele está causando obstrução.

    Nunca tente provocar vômito ou retirar o objeto com as mãos, pois isso pode piorar a situação.

    Se houver engasgo e dificuldade para respirar, deve-se acionar imediatamente o serviço de emergência (SAMU 192) e iniciar manobras de desobstrução das vias aéreas, se houver treinamento para isso.

    Diagnóstico e tratamento

    O médico avaliará o caso com base em:

    Histórico e sintomas da criança;

    Exame físico;

    Radiografia simples ou seriada, para acompanhar a movimentação do objeto.

    A conduta médica pode variar:

    Apenas observação, se o objeto for pequeno e não estiver causando sintomas;

    Retirada por endoscopia, caso o objeto esteja preso ou represente risco;

    Cirurgia, em situações graves, como perfuração ou obstrução intestinal.

    A retirada de emergência por meio de endoscopia é indicada quando há:

    Obstrução do esôfago;

    Pilha ou bateria presa no esôfago;

    Objeto cortante ou pontiagudo.

    Esses casos exigem atendimento imediato, pois o risco de complicações é elevado.

    Como prevenir a ingestão de corpo estranho

    Prevenir é sempre o melhor tratamento e, nesse caso, depende principalmente da atenção dos adultos. Veja medidas simples que fazem toda a diferença:

    Mantenha objetos pequenos fora do alcance das crianças;

    Evite brinquedos com peças pequenas para menores de 3 anos;

    Não ofereça alimentos duros ou redondos, como amendoim ou balas;

    Ensine, de forma lúdica, que só comida vai à boca;

    Supervisione sempre as brincadeiras e refeições.

    Esses cuidados reduzem significativamente os riscos e ajudam as crianças a explorarem o mundo com segurança.

    Leia também: Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir

    Perguntas frequentes sobre ingestão de objetos estranhos

    1. O que fazer se meu filho engolir uma moeda?

    Leve imediatamente ao pronto-socorro. Mesmo que pareça bem, é importante fazer um exame para garantir que o objeto não ficou preso no esôfago.

    2. Engolir uma pilha é perigoso?

    Sim, é uma emergência médica. As pilhas podem liberar substâncias que queimam o tecido e causam perfuração. Vá ao pronto-socorro imediatamente caso isso aconteça.

    3. É possível o objeto sair sozinho?

    Depende do tamanho e formato. Alguns passam naturalmente nas fezes, mas só o médico pode avaliar se é seguro esperar.

    4. Quando é necessário fazer endoscopia?

    Quando o objeto está preso, é cortante ou representa risco químico (como pilhas e ímãs).

    5. Como saber se o objeto ainda está no corpo da criança?

    Apenas exames de imagem, como raio-X, podem confirmar a localização.

    6. Posso tentar fazer a criança vomitar?

    Não. Isso pode causar engasgo ou lesões. Procure atendimento médico imediatamente.

    Veja também: Endoscopia: como é o exame que vê o estômago por dentro

  • Acalasia: o distúrbio que dificulta a passagem dos alimentos ao engolir

    Acalasia: o distúrbio que dificulta a passagem dos alimentos ao engolir

    Engolir um alimento parece simples, mas depende de um delicado mecanismo entre o esôfago e o estômago. Quando esse sistema falha, comer pode se tornar uma tarefa difícil. É o que acontece na acalasia, um distúrbio que impede o relaxamento adequado do esfíncter esofágico inferior, o “anel” que permite a passagem do alimento ao estômago.

    O resultado é a sensação de entalo, dor no peito, tosse e até regurgitação. Embora seja uma doença pouco conhecida, o diagnóstico e o tratamento corretos fazem toda a diferença para aliviar os sintomas e prevenir complicações.

    O que é acalasia?

    A acalasia é uma doença que afeta o esôfago, o tubo que transporta o alimento da boca até o estômago. Ela ocorre quando o músculo do esôfago e o esfíncter esofágico inferior (anel que liga o esôfago ao estômago) não funcionam corretamente, o que dificulta a passagem dos alimentos.

    Com isso, o alimento não consegue descer normalmente, e isso se reflete em uma dificuldade para engolir, sensação de entalo e até dor no peito.

    Como o esôfago funciona normalmente

    Em uma pessoa saudável, o esôfago faz movimentos de contração rítmicos (chamados de peristaltismo) que empurram o alimento até o estômago. Quando o alimento chega ao final do esôfago, o esfíncter se abre para permitir a passagem.

    Na acalasia, esses movimentos não ocorrem adequadamente, e o esfíncter não se abre completamente, o que impede a descida do alimento e causa acúmulo dentro do esôfago.

    Sintomas da acalasia

    Os sintomas aparecem gradualmente e tendem a piorar com o tempo. Os mais comuns são:

    Dificuldade para engolir alimentos e líquidos (sensação de que o alimento “para” no meio do peito);

    Regurgitação, especialmente à noite;

    Dor ou pressão no peito;

    Perda de peso sem explicação;

    Tosse e engasgos frequentes;

    Azia ou sensação de queimação (muitas vezes confundida com refluxo).

    Esses sintomas podem variar de intensidade e, em alguns casos, se parecer com os do refluxo gastroesofágico.

    Causas e fatores envolvidos

    A causa exata da acalasia ainda não é totalmente compreendida, mas sabe-se que ocorre degeneração dos nervos responsáveis pelos movimentos do esôfago. Isso faz com que o músculo perca a força de contração e o esfíncter deixe de relaxar corretamente.

    As possíveis origens da condição são:

    Alterações autoimunes, quando o corpo ataca suas próprias células nervosas;

    Causas infecciosas, como na doença de Chagas;

    Fatores genéticos, em casos mais raros.

    Diagnóstico de acalasia

    O diagnóstico é feito por um médico gastroenterologista, com base nos sintomas e em exames específicos:

    Esofagomanometria: mede a pressão e os movimentos do esôfago (é o exame mais importante para confirmar a acalasia);

    Endoscopia digestiva alta: permite visualizar o esôfago e descartar outras causas, como tumores;

    Esofagografia baritada: exame de raio X com contraste que mostra o formato do esôfago e se há retenção de alimentos.

    Esses exames ajudam a classificar a doença em três tipos de acalasia, o que orienta a escolha do tratamento ideal.

    Tratamento da acalasia

    O tratamento tem como objetivo melhorar a passagem dos alimentos e aliviar os sintomas. Embora não exista cura, há diversas opções que ajudam a tratar a doença.

    Medicamentos: podem ser usados em casos leves, ajudando o esfíncter a relaxar;

    Dilatação endoscópica: um balão é introduzido e inflado no esfíncter para alargá-lo e facilitar a passagem do alimento.

    Injeção de toxina botulínica (botox): relaxamento temporário do músculo, indicada para quem não pode realizar procedimentos mais invasivos;

    Cirurgia (miotomia de Heller): corte das fibras musculares do esfíncter para normalizar a passagem dos alimentos;

    Terapia endoscópica POEM (miotomia endoscópica peroral): técnica moderna feita por endoscopia, com recuperação mais rápida e resultados duradouros.

    A escolha do tratamento depende da gravidade do caso, da idade e das condições clínicas do paciente, sempre sob avaliação médica.

    Cuidados e acompanhamento

    Após o tratamento, é fundamental:

    Fazer acompanhamento regular com o gastroenterologista;

    Evitar deitar logo após comer;

    Mastigar bem e comer devagar;

    Manter o peso adequado e uma alimentação equilibrada.

    Mesmo com o tratamento, algumas pessoas podem ter sintomas residuais leves e devem fazer controle periódico para evitar complicações, como inflamações ou acúmulo de alimentos no esôfago.

    Quando procurar o médico

    Procure atendimento médico se houver:

    Dificuldade frequente para engolir;

    Perda de peso inexplicada;

    Regurgitação frequente;

    Dor ou pressão no peito.

    O diagnóstico precoce evita desconfortos e melhora muito a qualidade de vida.

    Leia também: Refluxo gastroesofágico: conheça as causas, sintomas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre acalasia

    1. A acalasia tem cura?

    Não existe cura definitiva, mas há tratamentos eficazes que controlam os sintomas e devolvem conforto ao paciente.

    2. A acalasia é causada por refluxo?

    Não. Embora os sintomas sejam parecidos, a acalasia é causada por problemas nos nervos e músculos do esôfago, não pelo ácido do estômago.

    3. Como diferenciar acalasia de refluxo?

    Na acalasia, o problema está em empurrar o alimento para o estômago, enquanto no refluxo o problema é o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.

    4. O que acontece se a acalasia não for tratada?

    Podem ocorrer dilatação do esôfago, perda de peso, infecções e, em casos raros, aumento do risco de câncer de esôfago.

    5. A cirurgia de acalasia é segura?

    Sim. Os procedimentos modernos, como a miotomia endoscópica (POEM), têm altas taxas de sucesso e recuperação rápida.

    Veja mais: Endoscopia: como é o exame que vê o estômago por dentro

  • Psoríase: entenda a doença de pele que vai muito além da aparência

    Psoríase: entenda a doença de pele que vai muito além da aparência

    A psoríase é uma das doenças de pele mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das mais mal compreendidas. Apesar das manchas vermelhas e da descamação visível, o problema vai muito além da aparência, pois trata-se de uma condição inflamatória crônica ligada ao sistema imunológico, que pode afetar o corpo inteiro e causar impacto na qualidade de vida.

    Ainda hoje, muitas pessoas enfrentam preconceito e desinformação, e tudo isso atrasa o diagnóstico e dificulta o tratamento.

    Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença grave e não contagiosa, a psoríase pode ser controlada com acompanhamento médico, novos medicamentos e mudanças no estilo de vida.

    O que é a psoríase?

    A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, causada por alterações no sistema imunológico, com influência genética. Ela pode variar de casos leves a graves e afetar não apenas a pele, mas também as articulações e outros órgãos. Embora não tenha cura, é uma condição que pode ser controlada com tratamento e hábitos saudáveis.

    É importante reforçar: a psoríase não é contagiosa. O contato direto com a pele de uma pessoa com psoríase não transmite a doença.

    Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a psoríase como uma doença crônica grave e não transmissível, chamando atenção para os impactos emocionais, diagnósticos incorretos e o preconceito que muitos pacientes enfrentam.

    Quem pode ter psoríase?

    A psoríase pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas costuma aparecer mais cedo nas mulheres e em quem tem histórico familiar da doença. Os primeiros sinais costumam surgir em duas faixas etárias: entre 20 e 39 anos e novamente entre 50 e 69 anos.

    Por que a psoríase acontece?

    A psoríase surge por uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

    Fatores genéticos

    Pessoas com parentes de primeiro grau com psoríase têm maior risco de desenvolver a doença. A herança genética pode explicar até 90% da predisposição em alguns casos.

    Alterações imunológicas

    O sistema de defesa do corpo ataca, por engano, as próprias células da pele. Isso libera substâncias inflamatórias que aceleram a renovação celular, e isso faz com que a pele descame e forme placas avermelhadas.

    Gatilhos da psoríase

    Estresse;

    Infecções;

    Tabagismo e consumo de álcool;

    Alguns medicamentos (como betabloqueadores, lítio e antimaláricos);

    Obesidade;

    Clima frio e seco (que resseca a pele).

    Sintomas mais comuns

    Os sintomas da psoríase variam conforme o tipo e a gravidade. Os mais comuns são:

    Manchas vermelhas com descamação branca ou prateada;

    Pele ressecada e rachada (às vezes com sangramento);

    Coceira, dor ou sensação de queimação;

    Unhas grossas, deformadas ou descoladas;

    Dor, rigidez ou inchaço nas articulações.

    Tipos de psoríase e como se manifestam

    Psoríase em placas (vulgar)

    É a forma mais comum (90% dos casos). Aparecem placas vermelhas com escamas esbranquiçadas ou prateadas, principalmente nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo e região lombar.

    Psoríase do couro cabeludo

    Provoca descamação intensa e coceira, semelhante à caspa, mas mais espessa e inflamada.

    Psoríase ungueal

    Afeta as unhas, deixando-as grossas, amareladas e deformadas, podendo até se soltar.

    Psoríase gutata

    Mais comum em crianças e jovens, geralmente após infecções bacterianas, com pequenas manchas em forma de gota espalhadas pelo corpo.

    Psoríase invertida (ou flexural)

    Surge em áreas de dobras (axilas, virilhas, sob as mamas), com lesões mais vermelhas e úmidas, sem escamas grossas.

    Psoríase pustulosa

    Forma grave, com lesões vermelhas cobertas por pequenas bolhas de pus. Pode ser localizada (mãos e pés) ou generalizada, com febre e mal-estar.

    Psoríase eritrodérmica

    A mais rara e grave, afeta quase todo o corpo com manchas vermelhas e quentes, coceira e febre. Pode exigir internação hospitalar.

    Psoríase artropática

    Envolve inflamação nas articulações, com dor, rigidez, inchaço e até deformidades.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, com base na aparência e na distribuição das lesões. Em alguns casos, o dermatologista pode solicitar uma biópsia de pele para confirmar o diagnóstico.

    Para avaliar a gravidade, utiliza-se o índice PASI, que mede a vermelhidão, a espessura das placas e a área afetada.

    Até 10 pontos: psoríase leve

    Acima de 10: psoríase moderada a grave

    Tratamentos disponíveis

    O tratamento é individualizado e definido pelo dermatologista conforme o tipo e a gravidade da doença.

    Casos leves

    Cremes e pomadas com corticoides ou derivados da vitamina D;

    Hidratação da pele;

    Exposição solar moderada e orientada.

    Casos moderados

    Fototerapia (luz ultravioleta controlada);

    Casos graves ou resistentes

    Medicamentos orais ou injetáveis;

    Terapias biológicas (injeções sob supervisão médica);

    Novas terapias orais que modulam a inflamação.

    Além do tratamento médico, hábitos saudáveis são bem importantes, como:

    Alimentação equilibrada;

    Controle do peso;

    Atividade física regular;

    Manejo do estresse;

    Apoio psicológico, quando necessário.

    Convivendo com a psoríase

    O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a reduzir os sintomas e prevenir complicações. Com os avanços da medicina, é possível que muitas pessoas vivam com a pele praticamente sem lesões, mesmo nos casos graves.

    É fundamental não interromper o tratamento por conta própria, pois isso pode agravar a doença. Além disso, o cuidado com o estilo de vida, como dormir bem, praticar exercícios e controlar o estresse ajuda no controle da doença.

    Confira: Alergia a níquel de bijuterias: por que acontece, como tratar e se tem cura

    Perguntas frequentes sobre psoríase

    1. Psoríase é contagiosa?

    Não. O contato com a pele de uma pessoa com psoríase não transmite a doença.

    2. A psoríase tem cura?

    Não existe cura definitiva, mas a doença pode ser controlada com tratamento médico e hábitos saudáveis.

    3. O que piora a psoríase?

    Estresse, frio, consumo de álcool, tabagismo, obesidade e certos medicamentos podem agravar as crises.

    4. Qual médico trata a psoríase?

    O dermatologista é o profissional indicado para diagnóstico e tratamento. Em casos com comprometimento das articulações, o reumatologista também pode acompanhar.

    5. Psoríase pode causar dor nas articulações?

    Sim. A psoríase artropática (artrite psoriásica) pode afetar as articulações e causar dor e rigidez.

    6. A exposição ao sol ajuda?

    Sim, em quantidades moderadas e com orientação médica, o sol pode ajudar a controlar a inflamação.

    7. Alimentação influencia na psoríase?

    Sim. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e grãos integrais, e o controle do peso podem ajudar a reduzir as crises.

    Veja também: Dermatite atópica: o que é, sintomas e cuidados

  • Suplemento alimentar: o que é, para que serve e quando tomar

    Suplemento alimentar: o que é, para que serve e quando tomar

    Indicados para complementar a alimentação e equilibrar o consumo de nutrientes, os suplementos alimentares fornecem vitaminas, minerais, proteínas e outras substâncias que nem sempre são ingeridas em quantidade suficiente na rotina.

    Com o uso correto e indicado por um profissional da saúde, eles podem melhorar a disposição, fortalecer a imunidade, apoiar o desempenho físico e até corrigir deficiências nutricionais.

    No entanto, são necessários alguns cuidados antes de começar qualquer suplementação — o que inclui entender quando ela realmente é necessária e como utilizá-la da forma mais segura.

    Afinal, o que é um suplemento alimentar?

    Um suplemento alimentar é um produto formulado para complementar a dieta e fornecer nutrientes que, por algum motivo, não estão sendo ingeridos em quantidade suficiente. Ele pode conter vitaminas, minerais, proteínas, fibras, aminoácidos, enzimas ou outras substâncias com valor nutricional.

    Os suplementos podem ser encontrados em várias formas, como cápsulas, comprimidos, pó, líquidos ou gomas — e são utilizados tanto por pessoas com carências nutricionais quanto por quem busca melhorar o desempenho físico, fortalecer a imunidade ou manter o equilíbrio do organismo.

    Apesar de úteis, os suplementos não substituem uma alimentação equilibrada, eles apenas complementam a dieta quando há uma necessidade comprovada. Somente um especialista pode indicar o uso, o tipo adequado e a dose segura.

    Para que serve?

    A principal função do suplemento alimentar é complementar a nutrição e ajudar o corpo a atingir suas necessidades diárias de nutrientes. Assim, ele pode ser utilizado para:

    Corrigir deficiências de vitaminas e minerais;

    Melhorar a recuperação muscular após exercícios;

    Apoiar o sistema imunológico;

    Aumentar a disposição e o foco;

    Ajudar na manutenção do peso corporal, quando associado a uma dieta balanceada.

    Em casos específicos, como gestação, lactação, envelhecimento ou dietas restritivas (como vegetarianismo ou veganismo), o uso de suplementos pode ser necessário para evitar carências nutricionais.

    Tipos de suplemento alimentar

    Os suplementos alimentares são divididos em categorias com base em sua composição e finalidade, sendo os principais:

    Suplementos vitamínicos e minerais: fornecem micronutrientes essenciais, como ferro, cálcio, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, C, D e E. São indicados para quem tem deficiências comprovadas ou dificuldade em manter uma dieta variada;

    Suplementos proteicos: são os mais conhecidos entre quem pratica atividades físicas. O whey protein, por exemplo, é uma fonte concentrada de proteína que ajuda na reconstrução e no crescimento muscular. Há também versões vegetais, como proteína de ervilha e arroz;

    Suplementos energéticos e de performance: contêm substâncias que aumentam a energia e melhoram o rendimento físico, como creatina, cafeína, BCAA e maltodextrina. Devem ser usados com cautela, já que o excesso pode causar efeitos indesejados, como taquicardia e insônia;

    Suplementos naturais e fitoterápicos: feitos com ingredientes de origem vegetal, como cúrcuma, gengibre, ginseng e maca peruana. Podem ajudar na imunidade, na disposição e no controle hormonal. Mesmo sendo naturais, também exigem acompanhamento profissional;

    Suplementos de fibras e probióticos: ajudam na digestão, no controle do colesterol e na saúde intestinal. Fibras solúveis, como a aveia e o psyllium, e probióticos com lactobacilos são exemplos bastante usados.

    Qual a diferença entre suplemento e medicamento?

    A diferença entre o suplemento e o medicamento está na forma como cada um age no organismo.

    O suplemento alimentar é usado para complementar a dieta e prevenir deficiências nutricionais. Ele atua de forma mais leve, sem objetivo de curar doenças;

    O medicamento, por outro lado, tem função terapêutica, sendo indicado para tratar, curar ou controlar doenças e condições de saúde, com composição e dosagem controladas.

    Outra diferença é que os medicamentos passam por testes clínicos rigorosos antes da comercialização, enquanto os suplementos seguem normas específicas da Anvisa, mas sem exigência de comprovação de eficácia terapêutica.

    Quando o suplemento alimentar é indicado?

    De acordo com a nutricionista Serena Del Favero, o uso de suplementos é indicado quando a alimentação sozinha não consegue suprir todas as necessidades nutricionais do corpo. Isso pode acontecer em várias situações, como:

    Deficiências nutricionais comprovadas por exames, como falta de vitamina B12, vitamina D ou ferro;

    Dietas restritivas, como vegetarianas ou veganas, que podem levar à carência de ferro e B12;

    Condições de saúde que comprometem a absorção de nutrientes, como a doença de Crohn e outros distúrbios intestinais;

    Gestação e amamentação, períodos em que o corpo exige mais nutrientes, como ácido fólico, ferro e cálcio;

    Atividade física intensa, quando há necessidade de repor proteínas, carboidratos e eletrólitos perdidos no treino;

    Idade avançada, fase em que o organismo absorve menos cálcio e vitamina D, aumentando o risco de osteoporose.

    “Nesses contextos, a suplementação ajuda a prevenir ou corrigir carências, sempre como complemento a uma alimentação equilibrada e sob orientação profissional”, explica a especialista.

    ⁠Como o nutricionista avalia a real necessidade de um suplemento?

    Na prática clínica, Serena explica que o nutricionista avalia a necessidade de suplementação de forma criteriosa, considerando sinais e sintomas clínicos, resultados de exames laboratoriais, hábitos alimentares e o contexto individual de cada paciente.

    “A prioridade é sempre ajustar a dieta para suprir as necessidades nutricionais, utilizando suplementos apenas como recurso complementar quando a alimentação, sozinha, não é suficiente”, esclarece.

    Crianças e idosos podem usar suplementos?

    Crianças e idosos podem usar suplementos, mas somente com indicação médica ou nutricional. Em crianças, a suplementação é indicada apenas quando há deficiências comprovadas por exames ou condições específicas que dificultam a absorção de nutrientes.

    Em muitos casos, uma alimentação variada e colorida já é suficiente para suprir o que o organismo precisa durante o crescimento.

    Nos idosos, o uso de suplementos é mais frequente, pois com o passar do tempo o corpo absorve menos nutrientes, especialmente cálcio, vitamina D, B12 e ferro. O apetite também tende a diminuir e certas doenças crônicas podem interferir na digestão e no aproveitamento dos alimentos.

    Mas, lembre-se: tanto em crianças quanto em idosos, o uso deve ser individualizado e sempre acompanhado por um profissional de saúde!

    Existe risco em usar suplemento sem orientação?

    O uso de suplementos sem orientação de um profissional de saúde, como médico ou nutricionista, pode ser arriscado. O uso excessivo de vitaminas e minerais, por exemplo, pode sobrecarregar o fígado e os rins, causar intoxicação e provocar desequilíbrios no organismo.

    “A ideia de que ‘quanto mais, melhor’ não se aplica à nutrição, pois o corpo precisa de um equilíbrio. Um consumo exagerado pode levar a quadros de toxicidade, que são tão prejudiciais quanto às deficiências”, diz a nutricionista.

    Além disso, certos suplementos podem interagir com medicamentos, reduzir o efeito de tratamentos em andamento ou até mascarar sintomas de doenças, dificultando o diagnóstico correto.

    Para completar, Serena aponta que muitos produtos no mercado não são regulamentados, o que aumenta o risco de contaminação com substâncias não declaradas. Por isso, a supervisão de um especialista é crucial para garantir a segurança e a eficácia da suplementação.

    Suplementos alimentares funcionam para emagrecer?

    Nenhum suplemento é responsável, por si só, pela perda de peso. Contudo, alguns podem ajudar como apoio dentro de um plano alimentar equilibrado, como termogênicos (como cafeína e chá-verde), fibras solúveis e proteínas em pó — normalmente indicados para essa finalidade.

    Os termogênicos aumentam levemente o gasto calórico, as fibras ajudam a prolongar a saciedade e as proteínas mantêm a massa magra durante o emagrecimento. No entanto, o efeito só aparece quando há déficit calórico, ou seja, quando a pessoa consome menos calorias do que gasta.

    Usar suplementos sem reeducação alimentar e acompanhamento profissional não traz resultados duradouros e pode ser perigoso para a saúde. Um emagrecimento saudável depende de alimentação equilibrada, atividade física regular e sono de qualidade.

    Suplementos não substituem uma alimentação saudável

    O mais importante é entender que o suplemento alimentar deve ser utilizado como um complemento, não um substituto. A alimentação continua sendo a principal fonte de energia, vitaminas e minerais que o corpo precisa para funcionar bem. Nenhum produto industrializado consegue reproduzir a complexidade e a combinação natural de nutrientes presentes em frutas, verduras, legumes, grãos e proteínas.

    O suplemento apenas é considerado quando a dieta não dá conta sozinha — por exemplo, em pessoas com deficiências nutricionais, restrições alimentares ou necessidades específicas, como atletas e gestantes. Mesmo nesses casos, ele deve ser usado com orientação profissional e sempre aliado a uma rotina alimentar equilibrada.

    Por isso, antes do uso de qualquer suplemento, marque uma consulta com um nutricionista ou médico para avaliar o real estado nutricional e identificar se há necessidade de suplementação.

    Veja também: O que acontece no corpo quando falta vitamina A

    Perguntas frequentes sobre suplemento alimentar

    1. Todo mundo precisa tomar suplemento alimentar?

    Não! A maioria das pessoas consegue suprir suas necessidades nutricionais apenas com uma alimentação equilibrada. O uso de suplemento é indicado apenas quando há carência de vitaminas, minerais ou proteínas comprovada por exames, ou quando a rotina alimentar e o estilo de vida dificultam o consumo adequado de nutrientes.

    2. Como saber se estou precisando de suplemento alimentar?

    O primeiro passo é realizar exames de sangue e passar por avaliação profissional. Só assim é possível identificar o que realmente está em falta no organismo e evitar o uso desnecessário de produtos.

    3. Quem faz academia precisa tomar whey protein obrigatoriamente?

    Não! O whey protein é uma forma prática de ingerir proteína, mas não é obrigatório para quem treina. Se a alimentação já oferece proteína suficiente (por exemplo, através de carnes, ovos, leguminosas e laticínios), o suplemento pode ser dispensável.

    Ele se torna útil apenas quando a rotina não permite refeições completas ou quando a necessidade proteica é alta, como em atletas ou pessoas em fase de ganho de massa muscular.

    4. Suplementos naturais são mais seguros?

    O fato de um suplemento ser natural não significa que ele esteja livre de riscos. Na verdade, os produtos fitoterápicos, como maca peruana, ginseng e cúrcuma, também podem causar reações adversas, principalmente se forem usados em excesso ou sem controle de qualidade.

    Além disso, suplementos vendidos pela internet podem conter substâncias não declaradas no rótulo. Por isso, sempre procure marcas confiáveis e consulte um profissional antes de iniciar o uso.

    5. Como saber se um suplemento é seguro e autorizado pela Anvisa?

    Todo suplemento regularizado no Brasil precisa ter o número de registro ou notificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no rótulo. Ele também deve conter informações claras sobre composição, fabricante e dosagem recomendada.

    Produtos vendidos sem procedência, com promessas milagrosas de emagrecimento ou ganho de massa rápida, são grandes sinais de alerta. Por isso, sempre compre de marcas conhecidas e lojas confiáveis.

    6. Como ter uma alimentação saudável para obter todas as vitaminas e minerais sem precisar de suplemento?

    Na rotina alimentar, é importante variar os alimentos e priorizar o que vem da natureza. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, a base da alimentação deve ser composta por comidas de verdade, ou seja, alimentos in natura ou minimamente processados — como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos, ovos, carnes, leite e feijões.

    Também é recomendado evitar ultraprocessados, refrigerantes e fast food, que possuem alto teor de sódio e gordura e quase nenhum valor nutricional. Comer bem todos os dias, beber água e ter horários regulares para as refeições é o meio mais eficaz para obter todos os nutrientes sem depender de suplementação.

    Se você possui dificuldade em manter uma alimentação equilibrada no dia a dia, vale buscar a ajuda de um nutricionista. O profissional pode montar um plano alimentar personalizado, levando em conta a sua rotina, preferências e necessidades individuais.

    Leia mais: Vitamina B12: o que é, para que serve e como identificar carência ou excesso

  • Cálcio: saiba o que esse mineral faz no seu corpo 

    Cálcio: saiba o que esse mineral faz no seu corpo 

    Quando se fala em cálcio, a maioria das pessoas pensa logo nos ossos, e com razão. Esse mineral é o principal componente estrutural do esqueleto humano. Mas o papel do cálcio vai além disso, pois ele é importante para contração muscular, transmissão de impulsos nervosos e coagulação do sangue.

    Dada a importância dele e o fato de não ser produzido naturalmente pelo organismo, o cálcio precisa ser obtido todos os dias pela alimentação, mas o equilíbrio é muito importante. Faltas ou excessos podem trazer consequências importantes para a saúde dos ossos e saúde metabólica.

    Por que o cálcio é essencial para o corpo

    O cálcio é responsável por fortalecer ossos e dentes, mas também está envolvido em diversas funções vitais. Veja abaixo algumas delas:

    Contração muscular: o cálcio permite que músculos, incluindo o coração, contraiam e relaxem de forma coordenada;

    Transmissão nervosa: atua como mensageiro nas sinapses entre os neurônios;

    Coagulação do sangue: ajuda a estancar sangramentos por ter ação na ativação das plaquetas;

    Equilíbrio hormonal: importante para a liberação de hormônios e enzimas envolvidos em várias reações metabólicas;

    Saúde cardiovascular: ajuda a manter a pressão arterial dentro dos níveis normais.

    Fontes de cálcio na alimentação

    O cálcio pode ser encontrado em diversos alimentos, tanto de origem animal quanto vegetal. As principais fontes são:

    Laticínios: leite, queijos e iogurtes são os mais conhecidos;

    Vegetais verde-escuros: brócolis, couve e espinafre;

    Peixes: sardinha e salmão enlatado;

    Leguminosas: feijão, grão-de-bico e soja;

    Oleaginosas e sementes: amêndoas, chia e gergelim;

    A absorção do cálcio pode ser influenciada por outros nutrientes. A vitamina D, por exemplo, é essencial para que o corpo consiga absorver o mineral de forma eficiente.

    Fatores que afetam os níveis de cálcio

    Alguns hábitos e condições podem interferir na absorção ou aumentar a perda de cálcio pelo corpo. Veja alguns:

    Consumo muito alto de de cafeína e álcool;

    Dietas muito ricas em sal;

    Baixa ingestão de vitamina D;

    Sedentarismo;

    Alterações hormonais, especialmente em mulheres após a menopausa.

    O equilíbrio entre cálcio, fósforo e magnésio também é importante. Um excesso de um desses minerais pode atrapalhar a absorção dos outros.

    Deficiência de cálcio: o que pode acontecer

    A carência de cálcio, chamada de hipocalcemia, pode causar sintomas leves no início, mas, a longo prazo, traz sérias consequências.

    Sinais e sintomas possíveis:

    Câimbras e fraqueza muscular;

    Dormência ou formigamento nas mãos e pés;

    Irritabilidade e insônia;

    Enfraquecimento dos ossos, que pode causar osteopenia ou osteoporose.

    A deficiência é mais comum em idosos, mulheres na pós-menopausa, pessoas com intolerância à lactose ou que fazem dietas restritivas.

    Cálcio, hormônios e metabolismo ósseo

    O cálcio no sangue é regulado por três hormônios principais:

    Paratormônio (PTH): aumenta os níveis de cálcio no sangue ao retirá-lo dos ossos quando há deficiência;

    Calcitonina: faz o oposto, ajudando a armazenar cálcio nos ossos;

    Vitamina D: melhora a absorção intestinal do cálcio.

    Esse equilíbrio faz com que o organismo sempre tenha cálcio disponível para funções importantes sem comprometer a densidade óssea.

    Veja mais: Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes

    Perguntas frequentes sobre cálcio

    1. Quanto cálcio devo consumir por dia?

    Adultos precisam de cerca de 1.000 mg por dia, enquanto mulheres acima de 50 anos e idosos devem ingerir até 1.200 mg diários.

    2. Posso ter cálcio alto no sangue?

    Sim. O excesso, chamado de hipercalcemia, pode acontecer por doenças hormonais ou uso de suplementos em excesso, e deve ser avaliado por um médico.

    3. É verdade que só leite tem cálcio?

    Não. Vegetais verde-escuros, determinados peixes e sementes também são excelentes fontes.

    4. Cálcio e vitamina D têm relação?

    Sim. A vitamina D é importante para que o intestino consiga absorver o cálcio da alimentação.

    5. O que acontece se eu não consumir cálcio suficiente?

    A falta de cálcio por períodos longos pode causar perda de massa óssea e aumentar o risco de osteoporose e fraturas.

    6. Crianças e adolescentes precisam de mais cálcio?

    Sim, é uma fase de crescimento ósseo intenso, e a ingestão adequada ajuda a garantir ossos fortes na vida adulta.

    7. Como manter o cálcio equilibrado naturalmente?

    Com alimentação variada, exposição moderada ao sol (para ativar a vitamina D), exercícios com impacto e consumo adequado de proteínas e minerais.

    Leia também: Café da manhã sem lactose: saiba o que comer numa dieta saudável

  • Zinco: conheça a importância desse mineral para a saúde 

    Zinco: conheça a importância desse mineral para a saúde 

    Em meio a outras vitaminas e minerais tão conhecidos, como vitamina C, D e ferro, o zinco nem sempre está no centro das atenções, mas a importância dele não é menor por isso. Presente em cada célula do corpo humano, o zinco age como co-fator de centenas de enzimas e ajuda em funções como imunidade, crescimento, cicatrização e saúde reprodutiva.

    Com a alimentação moderna, às vezes pobre em alimentos de origem animal ou rica em processados, garantir zinco suficiente muitas vezes é difícil, e a deficiência, embora menos visível do que a de ferro ou vitamina D, pode ter impactos silenciosos e graves.

    O que é o zinco e por que ele é essencial

    O zinco é um micronutriente do tipo mineral que o corpo não produz, ou seja, é preciso obtê-lo por meio da alimentação. Ele está envolvido em mais de 300 reações enzimáticas, segundo estudos.

    As principais funções são:

    Síntese de proteínas e DNA, importante para crescimento, divisão e reparo celular;

    Função imunológica: o zinco é vital para a maturação de linfócitos, defesa contra infecções e funcionamento geral do sistema imunológico;

    Saúde da pele, cicatrização e integridade dos tecidos;

    Crescimento, desenvolvimento durante infância, adolescência e gestação;

    Sentidos do paladar e olfato. A deficiência de zinco pode reduzir essa capacidade sensorial.

    Principais benefícios do zinco para a saúde

    1. Fortalecer o sistema imunológico

    Pessoas com níveis adequados de zinco apresentam maior resistência a infecções e melhor recuperação de doenças.

    2. Cicatrização de feridas e saúde da pele

    O zinco ajuda na regeneração dos tecidos, por isso é importante em casos de feridas que demoram a fechar, úlceras ou problemas de pele.

    3. Crescimento e desenvolvimento

    Durante a infância, adolescência e gestação, o zinco faz parte de processos de multiplicação e maturação celular, importantes para ossos, tecidos, órgãos e sistemas.

    4. Função sensorial e metabólica

    Ele ajuda no funcionamento do paladar e do olfato, e também age na regulação de hormônios, crescimento ósseo e metabolismo de carboidratos.

    Fontes alimentares de zinco e absorção

    Para garantir zinco suficiente, inclua em sua alimentação:

    Carnes vermelhas, aves e peixes, pois têm boa biodisponibilidade;

    Mariscos e frutos do mar (ostras são especialmente ricas em zinco);

    Leguminosas, nozes, sementes e grãos integrais, fontes vegetais de zinco porém com absorção menor devido a fitatos que bloqueiam o mineral.

    Uma dica é combinar alimentos vegetais fonte de zinco com fontes de proteína animal ou técnicas de preparo que reduzam fitatos, como deixar grãos de molho por algumas horas antes de cozinhar.

    Sinais e riscos de deficiência de zinco

    Quando a ingestão ou absorção de zinco não é suficiente, podem aparecer sinais como:

    Sistema imunológico enfraquecido, o que reflete em infecções frequentes;

    Cicatrização lenta, lesões de pele persistentes;

    Perda de paladar ou olfato;

    Retardo de crescimento ou maturação em crianças ou adolescentes;

    Em gestantes, maior risco de complicações fetais.

    Se você tiver uma dieta restrita, consumo muito baixo de alimentos de origem animal, ou condições que dificultem absorção intestinal, o risco de deficiência é maior.

    Quanto zinco precisamos?

    As recomendações variam conforme idade, sexo, gestação ou período de amamentação. De forma geral:

    Adultos homens: cerca de 11 mg por dia;

    Adultos mulheres: cerca de 8 mg por dia, podendo variar de acordo com a orientação médica ou nutricional.

    Vale lembrar que o excesso de zinco também pode trazer problemas, como interferência na absorção de cobre.

    Confira: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre zinco

    1. O zinco ajuda no resfriado ou gripe?

    Sim. Ter níveis adequados de zinco no corpo ajuda o organismo a lutar melhor contra infecções. Por isso, pode reduzir a duração e a gravidade de infecções respiratórias, embora não seja cura.

    2. Posso suplementar zinco por conta própria?

    Não. É melhor consultar médico ou nutricionista, já que doses elevadas podem interferir em outros minerais e órgãos.

    3. Vegetarianos precisam de atenção extra para zinco?

    Sim, porque as fontes vegetais têm absorção menor. Uma boa estratégia pode ser definida por um nutricionista, como a ingestão de leguminosas, sementes, grãos germinados e, se necessário, suplementação.

    4. Posso ter zinco demais no corpo?

    Sim, a ingestão excessiva pode causar deficiências de cobre, náuseas, imunossupressão e outros efeitos nada agradáveis.

    5. Durante a gravidez, o zinco é importante?

    Muito. Gestantes têm maior demanda, e o zinco é importante no crescimento fetal, formação de tecidos e sistema imunológico.

    6. Uma dieta equilibrada cobre o zinco necessário?

    Na maioria dos casos, sim, se incluir boas fontes animais ou combinação de vegetais bem preparados. Suplemento só se houver necessidade comprovada e prescrito por um médico ou nutricionista.

    Veja mais: Ferro: saiba mais sobre o papel do ferro no organismo

  • Vitamina B9 (ácido fólico): importância na gestação e produção de células sanguíneas 

    Vitamina B9 (ácido fólico): importância na gestação e produção de células sanguíneas 

    Quando se fala de nutrição na gravidez, um nome aparece com frequência: ácido fólico. Esse nutriente, também chamado de vitamina B9, entrou em destaque pela sua capacidade de prevenir defeitos graves no feto e melhorar a saúde da mãe.

    Mesmo assim, muitas mulheres desconhecem que a função do ácido fólico vai muito além da gestação, pois ela também é essencial para a formação das células sanguíneas.

    Em meio à rotina corrida, às dietas restritivas ou aos alimentos ultraprocessados, garantir a ingestão adequada de vitamina B9 é um cuidado simples, mas com impacto muito grande para a saúde. Com conhecimento e atenção, é possível usar essa vitamina para fortalecer o organismo, proteger o bebê em desenvolvimento e evitar quadros como anemia megaloblástica.

    O que é a vitamina B9 (ácido fólico)?

    A vitamina B9, chamada folato em sua forma natural nos alimentos e ácido fólico na forma sintética de suplemento, é uma vitamina hidrossolúvel, ou seja, aquele tipo de vitamina que se dissolve em água e não é armazenada em grandes quantidades no corpo, por isso precisa de ingestão regular.

    Sua principal tarefa no organismo é participar de reações de multiplicação celular, produção de DNA e síntese de glóbulos vermelhos, o que a torna essencial tanto em fases de crescimento (como gravidez) quanto no funcionamento do sangue.

    Funções principais da vitamina B9

    1. Produção de células sanguíneas

    O ácido fólico age com outras vitaminas do complexo B para formar glóbulos vermelhos saudáveis. A falta de folato pode levar à anemia megaloblástica, em que as células ficam grandes, imaturas e não funcionam bem.

    2. Formação e divisão celular

    Como participa da síntese de DNA e RNA, o folato é muito importante em situações de renovação celular intensa, como o crescimento fetal, o revestimento intestinal, a medula óssea e outros tecidos.

    3. Saúde na gestação

    Na gravidez, o ácido fólico é um dos micronutrientes mais estudados e recomendados. Suplementações pré-concepcionais e no início da gestação reduzem de forma significativa o risco de defeitos do tubo neural no bebê, como espinha bífida e anencefalia.

    Além disso, pode ajudar a formação da placenta, melhorar a divisão celular fetal e reduzir risco de parto prematuro ou má formação.

    Deficiência de vitamina B9: o que causa?

    Quando a ingestão ou absorção do folato é insuficiente, os efeitos podem ser:

    Cansaço, fraqueza e palidez (devido à anemia);

    Alterações no crescimento ou no desenvolvimento fetal se a deficiência ocorrer na gravidez;

    Potencial aumento dos níveis de homocisteína, que é um marcador associado ao risco cardiovascular.

    Fatores de risco para deficiência são dietas pobres em folato (por exemplo, falta de verduras folhosas), alcoolismo, doenças que comprometem absorção intestinal, uso de medicamentos que interferem no folato e gravidez com alta demanda.

    Quanto e como tomar (gestantes e adultos saudáveis)

    Mulheres em idade fértil são geralmente orientadas a tomar 0,4 mg (400 µg) de ácido fólico por dia antes da concepção e nos primeiros meses de gravidez para prevenir defeitos do tubo neural.

    Durante a gravidez, as necessidades de ácido fólico aumentam, e as recomendações variam conforme o país. Em adultos saudáveis, assegurar ingestão suficiente por meio de alimentos ricos em folato é forma básica de manutenção.

    As fontes alimentares são folhas verdes escuras (espinafre, couve), leguminosas (feijão, lentilha), frutas cítricas, fígado e alimentos fortificados.

    Importância prática na gestação

    Suplementar antes da gravidez: o tubo neural do feto se fecha geralmente nas primeiras semanas de gestação, momento em que muitas mulheres ainda nem sabem que estão grávidas. Por isso a recomendação de usar ácido fólico antes de engravidar;

    Acompanhamento nutricional: a gestação com bom aporte de folato ajuda a mãe e o bebê a terem melhor resultado, menos complicações e bom desenvolvimento;

    Complemento ao ferro: enquanto o ácido fólico previne anemia por falha de divisão celular, o ferro trata deficiência na hemoglobina. Os dois podem atuar em conjunto na gestação.

    Saiba mais: 7 cuidados que você deve ter antes de engravidar

    Perguntas frequentes sobre ácido fólico

    1. Por que tomar ácido fólico antes de engravidar?

    Porque muitos defeitos fetais (como no tubo neural) acontecem nos primeiros dias de gestação, antes mesmo de a gravidez ser descoberta, e o folato reduz esse risco.

    2. Adultos não grávidos também precisam de vitamina B9?

    Sim. A vitamina B9 está envolvida em divisão celular e produção de sangue, por isso manter níveis adequados previne anemia e ajuda na saúde como um todo.

    3. A suplementação substitui uma alimentação saudável?

    Não. Suplementos ajudam, mas uma dieta rica em folatos naturais é essencial para cobrir necessidades e favorecer outros nutrientes.

    4. É possível ter folato em excesso?

    Níveis muito altos podem mascarar deficiência de vitamina B12 e outros problemas, por isso a suplementação deve seguir orientação médica ou nutricional.

    5. Quem tem uma dieta com pouca verdura está em risco de deficiência?

    Sim. Verduras folhosas e leguminosas são as fontes mais comuns de folato. Sem uma ingestão adequada, o risco de deficiência aumenta.

    6. O ácido fólico previne anemia sempre?

    Ele previne o tipo de anemia causado por falha de divisão celular (anemia megaloblástica). Mas anemia por ferro ou outros minerais têm causas diferentes e exigem tratamento específico.

    7. Qual a dose recomendada durante a gravidez no Brasil?

    Depende do sistema de saúde e das diretrizes locais, mas costuma ser de 400 µg/dia no período pré-concepção e nos primeiros meses, com variações conforme acompanhamento médico.

    Veja mais: Gravidez ectópica: saiba o que é e os sinais da gestação fora do útero

  • Por que não pode tomar AAS com dengue? 

    Por que não pode tomar AAS com dengue? 

    Com a chegada das épocas de maior transmissão da dengue, uma das dúvidas mais comuns nos consultórios e farmácias se pode tomar AAS com dengue. A resposta é não, e o motivo é mais sério do que parece.

    Embora o AAS (ácido acetilsalicílico) seja usado para dor, febre e até para proteger o coração, ele aumenta o risco de sangramentos, o que pode ser extremamente perigoso durante a infecção pelo vírus da dengue.

    A dengue é uma doença que afeta diretamente os vasos sanguíneos e as plaquetas, células que ajudam a estancar sangramentos. Por isso, qualquer substância que interfira na coagulação do sangue pode transformar um quadro leve em uma situação de risco.

    O que o AAS faz no organismo

    O AAS é antitérmico, analgésico e anti-inflamatório, mas também age como antiplaquetário. Com isso, ele inibe a agregação das plaquetas, ou seja, faz com que o sangue demore mais para coagular.

    Essa ação é muito boa para quem precisa prevenir infarto ou AVC, mas é perigosa quando há uma infecção como a dengue, pois provoca fragilidade nos vasos sanguíneos e redução das plaquetas.

    O que acontece se tomar AAS com dengue

    Durante a dengue, o vírus pode causar queda no número de plaquetas e aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, o que já predispõe a sangramentos. Quando a pessoa toma AAS, o risco aumenta ainda mais, porque:

    • As plaquetas perdem a capacidade de “grudar” umas nas outras;
    • Pequenos vasos podem se romper com facilidade;
    • Há maior chance de hemorragias internas, como no trato gastrointestinal ou em órgãos vitais, e isso é muito perigoso.

    Esses sangramentos podem se manifestar como manchas roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival ou nas fezes, que são sinais de alerta que precisam de atendimento médico imediato.

    Outros remédios que também devem ser evitados

    Além do AAS, outros remédios com efeito semelhante sobre as plaquetas ou a coagulação também são contraindicados, como:

    • Anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco);
    • Medicamentos combinados que contenham AAS;
    • Anticoagulantes (como varfarina ou rivaroxabana).

    Esses medicamentos podem agravar a dengue e dificultar o controle de sangramentos.

    Veja mais: Dengue no Brasil: por que a doença volta todo ano

    O que é seguro usar na dengue

    Para aliviar os sintomas, a recomendação médica é simples:

    • Paracetamol ou dipirona são considerados seguros para controlar febre e dor;
    • Muita hidratação é essencial, tanto por via oral, como água, soro e sucos, como, em alguns casos, com soro na veia;
    • Repouso, pois ele ajuda o corpo a se recuperar.

    Qualquer outro medicamento deve ser prescrito e acompanhado por um profissional de saúde, especialmente se o paciente já usa remédios contínuos.

    Quando o AAS pode voltar a ser usado

    Quem toma AAS diariamente por prescrição (por exemplo, após infarto ou AVC) deve consultar o médico assim que houver suspeita de dengue. O profissional avaliará o risco de interromper o uso temporariamente e o melhor momento para retomar o tratamento, sempre com segurança e acompanhamento.

    Confira: Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue

    Perguntas frequentes sobre tomar AAS com dengue

    1. Por que tomar AAS com dengue é perigoso?

    Porque ele inibe a ação das plaquetas e aumenta o risco de sangramentos, que já é alto na doença.

    2. Posso tomar AAS se ainda não tiver certeza de que é dengue?

    Não. Em caso de febre alta e suspeita de dengue, evite AAS e anti-inflamatórios até que o médico confirme ou descarte o diagnóstico.

    3. Quais remédios posso tomar para aliviar a febre?

    Paracetamol ou dipirona são as opções mais seguras, desde que usados nas doses recomendadas.

    4. E se eu já uso AAS por causa do coração?

    Procure o médico imediatamente. Em alguns casos, o uso pode ser suspenso temporariamente durante a infecção.

    5. Como saber se estou tendo sangramento pela dengue?

    Manchas roxas, sangramento nasal, gengival, vômitos com sangue ou fezes escuras são sinais de alerta para procurar atendimento médico imediatamente.

    Veja também: Veja por que você pode pegar dengue até quatro vezes