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  • Dermografismo: por que sua pele fica marcada ao coçar? 

    Dermografismo: por que sua pele fica marcada ao coçar? 

    O dermografismo, também chamado de urticária dermográfica, é uma condição da pele em que pequenos estímulos, como coçar ou pressionar, provocam marcas avermelhadas e elevadas no local.

    Essas marcas podem surgir rapidamente após o contato com a pele e costumam desaparecer em poucos minutos ou horas. Apesar de chamar atenção, o dermografismo é geralmente uma condição benigna e relativamente comum.

    Em muitos casos, não está associado a doenças graves, mas pode causar desconforto, principalmente quando há coceira frequente.

    O que é o dermografismo

    O dermografismo é uma forma de urticária física, ou seja, uma reação da pele desencadeada por estímulos mecânicos.

    Quando a pele é pressionada, arranhada ou friccionada, ocorre liberação de substâncias inflamatórias, como a histamina, causando:

    • Vermelhidão;
    • Inchaço local;
    • Formação de linhas ou marcas elevadas na pele.

    Essas marcas costumam reproduzir exatamente o trajeto do estímulo, como se fosse possível desenhar na pele.

    Principais sintomas

    Os sintomas do dermografismo geralmente aparecem poucos minutos após o estímulo na pele.

    Entre os mais comuns estão:

    • Linhas ou marcas avermelhadas na pele;
    • Inchaço local (tipo vergão);
    • Coceira (prurido);
    • Sensação de ardor leve.

    As lesões costumam desaparecer espontaneamente, geralmente em menos de 30 minutos a algumas horas.

    Por que o dermografismo acontece

    A causa exata do dermografismo nem sempre é clara, mas está relacionada a uma resposta exagerada da pele a estímulos físicos.

    Quando a pele é estimulada, ocorre liberação de histamina por células chamadas mastócitos, provocando a reação característica.

    Alguns fatores podem estar associados ao surgimento ou piora do quadro, como:

    • Estresse emocional;
    • Infecções recentes;
    • Uso de certos medicamentos;
    • Pele muito sensível.

    Em muitos casos, não é possível identificar uma causa específica.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O dermografismo pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos jovens;
    • Pessoas com histórico de alergias;
    • Indivíduos com pele mais sensível;
    • Pessoas sob estresse físico ou emocional.

    Apesar disso, não é considerado uma condição hereditária na maioria dos casos.

    Dermografismo é perigoso?

    Na grande maioria das vezes, o dermografismo é uma condição benigna e não representa risco à saúde.

    Ele não está associado a doenças graves e, em muitos casos, melhora espontaneamente com o tempo.

    O principal impacto costuma ser o desconforto causado pela coceira e pela aparência das lesões.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico do dermografismo é geralmente clínico e pode ser feito durante a consulta. O médico pode realizar um teste simples, passando um objeto levemente sobre a pele para observar a reação.

    Quando as marcas aparecem rapidamente após o estímulo, o diagnóstico é confirmado. Na maioria dos casos, não são necessários exames adicionais.

    Como é feito o tratamento

    Nem todos os casos de dermografismo precisam de tratamento.

    Quando há sintomas como coceira ou desconforto, podem ser utilizadas algumas medidas:

    • Anti-histamínicos, que ajudam a reduzir a reação da pele;
    • Evitar estímulos que desencadeiam os sintomas;
    • Usar roupas mais leves e evitar tecidos irritantes;
    • Manter a pele hidratada.

    O tratamento costuma ser eficaz no controle dos sintomas.

    Como reduzir os sintomas no dia a dia

    Algumas medidas simples podem ajudar a diminuir a frequência das crises:

    • Evitar coçar a pele;
    • Reduzir atrito com roupas apertadas;
    • Manter a pele bem hidratada;
    • Controlar o estresse;
    • Evitar banhos muito quentes.

    Esses cuidados ajudam a reduzir a sensibilidade da pele e melhorar o conforto.

    Veja também:
    Alergias em crianças: como a escola deve lidar?

    Perguntas frequentes sobre dermografismo

    1. Dermografismo é uma alergia?

    Não exatamente. É uma forma de urticária física, desencadeada por estímulos mecânicos na pele.

    2. É possível “desenhar” na pele com dermografismo?

    Sim. As marcas costumam seguir o trajeto do estímulo, formando linhas ou desenhos.

    3. Dermografismo tem cura?

    Em muitos casos, melhora com o tempo. O tratamento é voltado para controle dos sintomas.

    4. Precisa de exame para diagnóstico?

    Na maioria das vezes, não. O diagnóstico é clínico.

    5. Antialérgicos ajudam?

    Sim. Anti-histamínicos são frequentemente usados para reduzir os sintomas.

    6. Pode piorar com estresse?

    Sim. O estresse pode contribuir para o aumento da sensibilidade da pele.

    7. É uma condição grave?

    Não. O dermografismo é benigno e geralmente não traz riscos à saúde.

    Leia mais:
    Alergia infantil: quando suspeitar e quais sinais você deve ficar atento

  • Emagrecimento pode afetar o ciclo menstrual? Saiba quando é preocupante

    Emagrecimento pode afetar o ciclo menstrual? Saiba quando é preocupante

    Durante um processo de emagrecimento, o organismo precisa se adaptar a um estado de menor ingestão calórica e diminuição da massa corporal, o que pode causar algumas alterações no ciclo menstrual.

    O corpo feminino é muito sensível a mudanças de peso, podendo interferir diretamente na produção e no equilíbrio dos hormônios que regulam a menstruação. Vamos entender mais, a seguir.

    Como o emagrecimento interfere no ciclo menstrual?

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, em casos de obesidade, pode acontecer a desregulação do ciclo menstrual porque o excesso de gordura corporal aumenta a produção de hormônios, especialmente os androgênios.

    O desequilíbrio hormonal pode levar a ciclos irregulares, mais espaçados e, em alguns casos, até à ausência de ovulação, algo bastante comum em quadros como a síndrome dos ovários policísticos.

    Quando há uma redução de peso, seja pela diminuição da ingestão calórica ou pela perda de gordura corporal, a produção excessiva de hormônios tende a diminuir. Aos poucos, o organismo volta a funcionar de maneira mais equilibrada, o que favorece a regularização do ciclo menstrual e da ovulação ao longo do tempo.

    E quando o emagrecimento é excessivo?

    Em caso de emagrecimento rápido e intenso, o organismo pode entrar em um estado de economia de energia, no qual passa a priorizar funções essenciais para a sobrevivência, como a respiração, a circulação e o funcionamento dos órgãos vitais.

    Nesses casos, o corpo entende que não é um momento favorável para uma possível gestação. Como consequência, pode haver redução na produção de hormônios reprodutivos, diminuição ou ausência de ovulação e alterações no ciclo menstrual, como:

    • Atraso na menstruação;
    • Ciclos irregulares;
    • Fluxo menstrual mais fraco;
    • Ausência de menstruação (amenorreia).

    Apesar de ser uma resposta natural do corpo, isso também mostra que ele está sobrecarregado e com pouca energia disponível, o que precisa de um acompanhamento adequado.

    Segundo Andreia, o ideal é manter um peso equilibrado, com uma quantidade adequada de gordura corporal para garantir uma produção hormonal adequada.

    O uso de análogos de GLP-1 causa mudanças no ciclo menstrual?

    Segundo Andreia, no caso de pessoas que estão em tratamento com análogos de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, as alterações no ciclo menstrual estão muito mais relacionadas ao peso do que diretamente ao medicamento.

    Eles atuam imitando a ação de um hormônio natural do intestino, o GLP-1, que participa do controle da fome e da saciedade. De acordo com estudos, os remédios podem promover um emagrecimento rápido e significativo, com perdas que podem ultrapassar 15% a 20% do peso corporal.

    Como a perda acelerada pode incluir não apenas gordura, mas também massa muscular, é necessário manter o acompanhamento médico, a prática de atividade física e uma alimentação adequada ao longo do tratamento.

    Alterações na absorção de anticoncepcionais orais

    Com o uso dos análogos de GLP-1, Andreia aponta que pode ocorrer interferência na absorção de diversos remédios, em especial nos contraceptivos hormonais, tanto os combinados (estrogênio + progesterona) quanto os que têm apenas progesterona.

    Isso pode acontecer por três mecanismos principais:

    • Esvaziamento gástrico mais lento, que pode alterar a absorção dos medicamentos;
    • Efeitos adversos, como náuseas, vômitos e diarreia, que também podem prejudicar a absorção;
    • Perda de peso, que pode melhorar a ovulação em mulheres que tinham infertilidade associada à obesidade.

    Por conta disso, Andreia explica que têm sido observados casos de gestações não planejadas em mulheres que utilizam essas medicações, fenômeno que ficou popularmente conhecido como “bebês de Ozempic”.

    Por isso, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e as fabricantes orientam que, ao iniciar o uso ou aumentar a dose dos medicamentos, seja utilizado um método contraceptivo adicional, como o preservativo, ou que se opte por um método que não seja via oral, como:

    • Injetáveis mensais;
    • Adesivo transdérmico;
    • Anel vaginal;
    • Implante subcutâneo, como o Implanon;
    • DIU.

    Todos os métodos utilizam vias de administração diferentes da via oral e, por isso, não são afetados da mesma forma pelos remédios.

    Quando as mudanças na menstruação são preocupantes? Todas as alterações na menstruação devem ser investigadas, segundo Andreia, especialmente mudanças no fluxo, no intervalo entre os ciclos ou na duração da menstruação.

    Nem sempre a causa está relacionada ao peso ou ao uso de medicamentos. As alterações podem ocorrer devido a condições como distúrbios da tireoide ou alterações nos níveis de prolactina, por exemplo.

    O ideal é sempre realizar uma avaliação com exames de sangue e uma investigação clínica adequada. Caso nenhuma outra causa seja identificada e a pessoa esteja em uso dessas medicações, a ginecologista explica que aí sim possível considerar uma relação com o tratamento.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Perguntas frequentes

    1. O Ozempic altera diretamente os hormônios femininos?

    Não diretamente. As mudanças ocorrem principalmente devido à perda de gordura corporal (que produz estrogênio) e à melhora da resistência à insulina, o que acaba recalculando o eixo hormonal da mulher.

    2. Perder peso ajuda a regularizar a menstruação em quem tem SOP?

    Sim, a perda de peso reduz a gordura abdominal e a resistência à insulina, fatores que costumam diminuir a ovulação em mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos.

    3. É normal sentir mais cólicas durante o tratamento para emagrecer?

    Pode acontecer devido às mudanças inflamatórias no corpo e à rápida mobilização hormonal. Se a dor for intensa ou incapacitante, é necessário procurar o médico.

    4. Quanto tempo o ciclo leva para normalizar após a perda de peso?

    Normalmente, o corpo leva de 3 a 6 meses para se adaptar ao novo peso e estabilizar a produção hormonal.

    5. Posso usar Ozempic ou Wegovy tentando engravidar?

    Não. A recomendação é interromper o uso pelo menos dois meses antes de tentar engravidar, devido à falta de estudos de segurança no feto.

    6. O que é a amenorreia hipotalâmica no emagrecimento?

    É a interrupção da menstruação porque o cérebro detecta um déficit calórico extremo, “desligando” o sistema reprodutor para poupar energia para funções vitais.

    7. Como diferenciar um atraso por emagrecimento de uma gravidez?

    Não há como diferenciar apenas pelos sintomas, pois o atraso menstrual é comum a ambos. O ideal é realizar um teste de gravidez de farmácia ou de sangue (Beta-hCG) ao notar qualquer atraso superior a uma semana.

    Confira: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • Dor de cabeça após anestesia raquidiana: por que acontece e como tratar 

    Dor de cabeça após anestesia raquidiana: por que acontece e como tratar 

    A cefaleia pós-raquianestesia é uma dor de cabeça que pode surgir após procedimentos que envolvem punção da coluna, como a raquianestesia ou a anestesia peridural.

    Embora seja uma complicação relativamente conhecida, ela pode causar bastante desconforto, principalmente por apresentar uma característica marcante: piora ao ficar em pé e melhora ao deitar.

    Na maioria dos casos, é uma condição benigna e autolimitada, mas em algumas situações pode exigir tratamento específico.

    O que é a cefaleia pós-raquianestesia

    A cefaleia pós-raquianestesia, também chamada de cefaleia pós-punção dural, ocorre após a perfuração da dura-máter, membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal.

    Durante a realização da anestesia, pode haver saída de líquido cefalorraquidiano (líquor) pelo local da punção.

    Essa perda de líquor leva à redução da pressão intracraniana, o que desencadeia a dor de cabeça característica.

    Por que a dor de cabeça acontece

    A principal causa da cefaleia é o vazamento de líquor após a punção.

    Esse vazamento provoca:

    • Diminuição da pressão do líquor;
    • Tração das estruturas intracranianas sensíveis à dor;
    • Alterações na dinâmica do sistema nervoso central.

    Esses fatores explicam a dor e sua característica de piorar na posição em pé.

    Principais sintomas

    A cefaleia pós-raquianestesia apresenta sintomas típicos.

    Entre os principais estão:

    • Dor de cabeça que piora ao ficar em pé;
    • Alívio da dor ao deitar;
    • Dor na região frontal ou na nuca;
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensibilidade à luz (fotofobia);
    • Tontura.

    Os sintomas geralmente aparecem entre 24 e 72 horas após o procedimento.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores podem aumentar a chance de desenvolver essa complicação:

    • Idade mais jovem;
    • Sexo feminino;
    • Uso de agulhas de maior calibre;
    • Histórico prévio de cefaleia pós-punção;
    • Baixo índice de massa corporal.

    Apesar disso, técnicas modernas reduziram significativamente a frequência dessa condição.

    Como é feito o tratamento

    Na maioria dos casos, o tratamento inicial é conservador.

    As principais medidas são:

    • Repouso, preferencialmente em posição deitada;
    • Hidratação adequada;
    • Uso de analgésicos;
    • Consumo de cafeína, que pode ajudar a aliviar a dor.

    Quando os sintomas são intensos ou persistentes, pode ser indicado um procedimento específico.

    1. Blood patch epidural

    • Consiste na aplicação de uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente na região da punção;
    • O sangue forma um tampão que interrompe o vazamento de líquor;
    • Geralmente proporciona alívio rápido da dor.

    Quanto tempo dura a cefaleia

    A duração varia, mas na maioria dos casos:

    • Os sintomas melhoram em poucos dias;
    • Podem desaparecer espontaneamente em até uma semana.

    Quando tratado com blood patch, o alívio costuma ser mais rápido.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica se houver:

    • Dor intensa ou incapacitante;
    • Persistência dos sintomas por vários dias;
    • Dúvidas após anestesia raquidiana.

    A avaliação médica garante o diagnóstico correto e a melhor conduta.

    Confira: Dor de cabeça tensional: como aliviar o tipo mais comum de dor de cabeça

    Perguntas frequentes sobre cefaleia pós-raquianestesia

    1. É comum ter dor de cabeça após raquianestesia?

    Pode ocorrer, mas é menos frequente com técnicas modernas.

    2. Por que a dor melhora ao deitar?

    Porque a posição reduz o efeito da perda de líquor sobre a pressão intracraniana.

    3. Café ajuda?

    Sim. A cafeína pode aliviar os sintomas em alguns casos.

    4. O que é blood patch?

    É um procedimento que utiliza sangue do próprio paciente para selar o local da punção.

    5. A dor de cabeça depois da anestesia raquidiana é perigosa?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição benigna.

    6. Sempre precisa de tratamento?

    Nem sempre. Muitos casos melhoram espontaneamente.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando a dor é intensa, persistente ou interfere nas atividades diárias.

    Veja mais: Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

  • Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca? 

    Candidíase oral (sapinho): por que aparecem placas brancas na boca? 

    A candidíase oral, conhecida popularmente como sapinho, é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, especialmente a Candida albicans. Esse microrganismo já vive naturalmente na boca, mas em determinadas situações pode se multiplicar de forma excessiva, levando ao aparecimento de lesões características.

    O sapinho é mais comum em bebês, idosos e pessoas com imunidade mais baixa, mas pode ocorrer em qualquer fase da vida. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e tratável, desde que identificada corretamente.

    O que é a candidíase oral

    A candidíase oral é uma infecção fúngica que afeta a mucosa da boca, incluindo língua, bochechas, gengivas e céu da boca. Ela ocorre quando há um desequilíbrio na microbiota oral, permitindo o crescimento excessivo da Candida.

    Esse crescimento leva ao surgimento de placas esbranquiçadas, que são a principal característica da doença.

    Principais sintomas do sapinho

    Os sintomas podem variar de leves a mais intensos, dependendo do caso.

    Entre os mais comuns estão:

    • Placas brancas na língua, gengiva ou bochechas;
    • Sensação de ardor ou queimação;
    • Dor ao engolir, em casos mais avançados;
    • Vermelhidão na mucosa oral;
    • Alteração do paladar.

    Em bebês, pode haver dificuldade para mamar e irritabilidade.

    Por que a candidíase oral acontece

    A candidíase oral surge quando há condições que favorecem o crescimento do fungo.

    Entre os principais fatores estão:

    • Uso de antibióticos, que alteram a flora normal da boca;
    • Imunidade baixa;
    • Diabetes mal controlado;
    • Uso de próteses dentárias mal higienizadas;
    • Uso de corticoides inalados sem higiene adequada;
    • Boca seca (xerostomia).

    Esses fatores criam um ambiente propício para a proliferação da Candida.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos são mais propensos a desenvolver candidíase oral:

    • Bebês, devido ao sistema imunológico imaturo;
    • Idosos, especialmente usuários de próteses;
    • Pessoas com doenças crônicas, como diabetes;
    • Pacientes com imunossupressão;
    • Pessoas em uso de certos medicamentos.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na observação das lesões características na boca.

    Em alguns casos, o profissional de saúde pode realizar exames complementares, como coleta de material para análise.

    Na maioria das situações, porém, a avaliação clínica é suficiente.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da candidíase oral costuma ser simples e eficaz.

    As principais abordagens são:

    • Antifúngicos tópicos, aplicados diretamente na boca;
    • Antifúngicos orais, em casos mais extensos;
    • Correção dos fatores de risco, como ajuste de próteses e controle de doenças.

    Além disso, manter boa higiene oral é fundamental para a recuperação.

    Como prevenir a candidíase oral

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolver sapinho:

    • Manter boa higiene bucal;
    • Higienizar próteses dentárias corretamente;
    • Enxaguar a boca após uso de corticoides inalados;
    • Controlar doenças como diabetes;
    • Evitar uso desnecessário de antibióticos.

    Veja mais: ‘Doença do beijo’: sintomas e tratamento da mononucleose infecciosa

    Perguntas frequentes sobre candidíase oral

    1. O que é sapinho?

    Sapinho é o nome popular da candidíase oral.

    2. Candidíase oral é contagiosa?

    Em geral, não é altamente contagiosa, mas pode ser transmitida em algumas situações.

    3. Dói?

    Pode causar desconforto e ardor, especialmente em casos mais intensos.

    4. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento ajuda a eliminar o fungo e aliviar os sintomas.

    5. Antibióticos podem causar?

    Sim. Eles podem alterar a flora da boca e favorecer o crescimento da Candida.

    6. Pode voltar?

    Sim. Se os fatores de risco persistirem, pode haver recorrência.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver placas persistentes, dor ou dificuldade para se alimentar.

    Veja mais: Candidíase vaginal: o que é, causas, sintomas e como tratar

  • Trabalhou com amianto? Veja sinais que merecem atenção

    Trabalhou com amianto? Veja sinais que merecem atenção

    O amianto, também conhecido como asbesto, foi amplamente utilizado por décadas na indústria devido à sua resistência ao calor e durabilidade. No entanto, com o passar do tempo, ficou evidente que a exposição às suas fibras pode causar doenças graves, como a asbestose e o mesotelioma.

    Um dos principais desafios dessas condições é que elas podem surgir muitos anos após o contato com o material, dificultando o diagnóstico precoce. Por isso, conhecer os riscos e as formas de exposição é fundamental, especialmente para quem já trabalhou em ambientes com amianto.

    O que é o amianto e onde ele é encontrado

    O amianto é um conjunto de minerais fibrosos naturais que foi amplamente utilizado em diferentes setores.

    Ele pode ser encontrado em:

    • Telhas e caixas d’água antigas;
    • Materiais de construção (cimento-amianto);
    • Isolantes térmicos e acústicos;
    • Pastilhas de freio e embreagens;
    • Tubulações e revestimentos industriais.

    Mesmo com restrições atuais, materiais antigos ainda podem representar risco.

    Como o amianto afeta o organismo

    As fibras de amianto são microscópicas e podem ser inaladas facilmente.

    Quando entram no organismo, podem:

    • Se depositar nos pulmões;
    • Provocar inflamação crônica;
    • Levar à formação de fibrose;
    • Aumentar o risco de câncer.

    O corpo tem dificuldade para eliminar essas fibras, o que favorece o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo.

    O que é a asbestose

    A asbestose é uma doença pulmonar crônica causada pela inalação de fibras de amianto. Ela leva à formação de fibrose no tecido pulmonar, dificultando a respiração.

    Principais sintomas da asbestose

    • Falta de ar progressiva;
    • Tosse seca persistente;
    • Cansaço aos esforços;
    • Insuficiência respiratória em casos avançados.

    A doença costuma surgir após anos de exposição contínua.

    O que é o mesotelioma

    O mesotelioma é um tipo raro e agressivo de câncer que afeta principalmente a pleura, membrana que envolve os pulmões.

    Ele está fortemente associado à exposição ao amianto, mesmo em níveis mais baixos.

    Principais sintomas do mesotelioma

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Acúmulo de líquido na pleura (derrame pleural);
    • Perda de peso.

    Pode levar décadas para se manifestar após a exposição.

    Diferença entre asbestose e mesotelioma

    Embora as duas doenças estejam relacionadas ao amianto, são condições diferentes:

    • Asbestose: doença pulmonar crônica causada por fibrose;
    • Mesotelioma: câncer que afeta a pleura.

    As duas podem ocorrer na mesma pessoa, mas têm evolução distinta.

    Profissões com maior risco de exposição

    Algumas atividades profissionais apresentam maior risco, especialmente no passado:

    • Trabalhadores da construção civil;
    • Operários de indústrias de cimento e telhas;
    • Mecânicos (freios e embreagens);
    • Trabalhadores de estaleiros e indústria naval;
    • Profissionais de demolição ou reforma de estruturas antigas.

    Também pode haver exposição indireta em familiares.

    Quando suspeitar de doença relacionada ao amianto

    É importante buscar avaliação médica quando houver:

    • Histórico de exposição ao amianto;
    • Sintomas respiratórios persistentes;
    • Falta de ar progressiva;
    • Alterações em exames de imagem.

    Mesmo após anos sem exposição, o acompanhamento pode ser necessário.

    Como é feito o diagnóstico

    A investigação pode incluir:

    • Radiografia ou tomografia de tórax;
    • Avaliação da função pulmonar;
    • Biópsia em casos suspeitos de mesotelioma.

    O histórico ocupacional é essencial para orientar o diagnóstico.

    Existe tratamento?

    O tratamento depende da condição:

    • Asbestose: não tem cura, mas pode ser controlada com suporte respiratório;
    • Mesotelioma: pode envolver cirurgia, quimioterapia e tratamento oncológico.

    O diagnóstico precoce pode ajudar no manejo.

    Veja mais: Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Perguntas frequentes sobre mesotelioma e asbestose

    1. O amianto ainda é usado?

    Foi proibido ou restrito em muitos países, mas materiais antigos ainda podem conter amianto.

    2. Toda exposição causa doença?

    Não necessariamente, mas o risco aumenta com o tempo e a intensidade da exposição.

    3. Quanto tempo leva para aparecer?

    Pode levar décadas após o contato.

    4. Asbestose tem cura?

    Não. É uma doença crônica, mas pode ser controlada.

    5. Mesotelioma é comum?

    Não. É um câncer raro.

    6. Quem não trabalha com amianto pode ter?

    Sim, em casos de exposição indireta, embora seja menos comum.

    7. Como evitar o risco?

    Evitar exposição e ter cuidado ao lidar com materiais antigos que possam conter amianto.

    Veja também: Câncer ocupacional: o que é e quais as profissões de risco?

  • Gravidez na adolescência: principais riscos para mãe e bebê, cuidados e como prevenir

    Gravidez na adolescência: principais riscos para mãe e bebê, cuidados e como prevenir

    O Brasil está entre os países com maiores taxas de gravidez na adolescência no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 44 bebês nascem por hora de mães adolescentes (de 10 a 19 anos), totalizando mais de 400 mil casos por ano.

    As taxas são mais elevadas nas regiões Norte e Nordeste, frequentemente associadas à vulnerabilidade social, à baixa escolaridade e à falta de acesso à educação sexual. Em muitos casos, a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e sobre como utilizar métodos contraceptivos corretamente coloca jovens meninas em situações de risco que poderiam ser evitadas.

    A realidade não afeta apenas a saúde das mães e bebês, com maiores riscos de complicações como parto prematuro, anemia e baixo peso ao nascer, mas também compromete a educação, a vida social e as oportunidades futuras das adolescentes.

    O que aumenta o risco de gravidez na adolescência?

    Diversos fatores contribuem para a gravidez e o parto na adolescência, segundo a Organização Mundial da Saúde:

    • Casamento infantil, que reduz a autonomia da adolescente sobre o próprio corpo;
    • Baixas perspectivas de educação e emprego, fazendo com que a maternidade seja vista como alternativa;
    • Dificuldade de acesso e falta de informações sobre métodos contraceptivos;
    • Falta de autonomia ou recursos financeiros para obter métodos contraceptivos;
    • Estigma ou vergonha ao buscar métodos de prevenção;
    • Leis e políticas restritivas que dificultam o acesso de adolescentes a contraceptivos;
    • Abuso sexual infantil;
    • Violência sexual fora de relações afetivas;
    • Violência física ou sexual por parceiro íntimo;
    • Desigualdade de gênero, que aumenta a vulnerabilidade das meninas.

    Segundo a OMS, milhões de meninas em todo o mundo engravidam antes dos 18 anos, muitas vezes em contextos de vulnerabilidade social, falta de acesso à informação e ausência de apoio adequado. Os fatores não atuam de forma isolada, mas costumam acontecer juntos, o que aumenta o risco de uma gravidez não planejada.

    Impactos da gestação no desenvolvimento da adolescente

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a adolescência é uma fase de desenvolvimento, tanto físico quanto psicológico.

    A adolescente já convive com diversas transformações hormonais, instabilidade emocional e formação de personalidade, e uma gravidez pode trazer impactos importantes para a saúde, rotina e para os planos de vida.

    Além das questões físicas, a adolescente ainda está em processo de construção da identidade, dos planos e da autonomia da própria vida, e a maternidade pode antecipar responsabilidades para as quais ela, muitas vezes, ainda não se sente preparada.

    A gravidez também também pode implicar o abandono de projetos, o afastamento do grupo social e a sensação de isolamento. Sentimentos de ansiedade, culpa e depressão pós-parto são mais frequentes entre mães jovens, especialmente quando há falta de suporte familiar ou do parceiro, que, em muitos casos, também é adolescente.

    Para se ter uma ideia, dados do IBGE apontam que mães adolescentes têm menor probabilidade de concluir o ensino médio e maior chance de permanecer em situação de pobreza na vida adulta — um ciclo que, sem intervenção, tende a se repetir nas gerações seguintes.

    Riscos e complicações na gravidez na adolescência

    O corpo de uma adolescente está menos preparado para suportar uma gestação, o que aumenta a incidência de complicações, como:

    • Parto prematuro (quando o bebê nasce antes do tempo);
    • Pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez);
    • Anemia;
    • Infecções;
    • Deficiências nutricionais;
    • Maior necessidade de intervenções médicas;
    • Dificuldades no trabalho de parto.

    Já para o bebê, os riscos estão ligados, principalmente, ao fato do corpo da mãe ainda está em desenvolvimento, como:

    • Nascimento prematuro (antes das 37 semanas);
    • Baixo peso ao nascer;
    • Maior necessidade de internação neonatal;
    • Dificuldades respiratórias ao nascer;
    • Maior risco de infecções;
    • Atrasos no desenvolvimento (em alguns casos).

    A mortalidade materna é proporcionalmente mais alta nessa faixa etária do que entre mulheres adultas, e os bebês nascidos de mães adolescentes apresentam maior risco de baixo peso ao nascer e de mortalidade infantil.

    Riscos emocionais e sociais

    A gravidez na adolescência também pode trazer impactos significativos no campo emocional e social, como ansiedade, medo, insegurança e sensação de sobrecarga. A maternidade exige disponibilidade emocional, estabilidade e capacidade de cuidado que ainda estão em formação nessa fase da vida.

    Quando a jovem não conta com uma rede de apoio e um ambiente de acolhimento, os riscos para a saúde mental e para o convívio social aumentam consideravelmente, como:

    • Ansiedade e insegurança: causadas pelas incertezas sobre o futuro e as novas responsabilidades;
    • Sobrecarga emocional: sensação de esgotamento ao tentar conciliar a própria juventude com os cuidados do bebê;
    • Depressão pós-parto: maior incidência em mães adolescentes devido ao estresse e isolamento;
    • Transtornos de humor: agravados pela pressão social e mudanças hormonais;
    • Evasão escolar: muitas adolescentes se afastam dos estudos por vergonha, pressão institucional ou pela dificuldade prática de conciliar a rotina escolar com a maternidade;
    • Isolamento social: o círculo de amizades tende a diminuir, enfraquecendo o senso de pertencimento e as referências típicas da idade;
    • Restrição ao ambiente doméstico: a jovem pode acabar confinada aos cuidados da casa e do filho, o que aprofunda sua vulnerabilidade.

    O acolhimento familiar e escolar é o fator principal para reduzir os riscos, assegurando que a adolescente continue tendo perspectivas de futuro e suporte emocional no dia a dia.

    Como é feito o pré-natal na adolescência?

    O pré-natal na adolescência segue os mesmos cuidados de qualquer gestação, mas precisa de uma atenção mais próxima e acolhedora. O acompanhamento deve começar o quanto antes, idealmente no primeiro trimestre, e inclui, no mínimo, seis consultas ao longo da gestação, sendo a primeira antes da 12ª semana

    Durante as consultas, são realizados exames laboratoriais, ultrassonografias, monitoramento do ganho de peso, controle da pressão arterial e avaliação do desenvolvimento fetal. Por conta da maior suscetibilidade a complicações como anemia, pré-eclâmpsia e parto prematuro, o cuidado costuma ser ainda mais rigoroso do que em gestações de mulheres adultas.

    O pré-natal também inclui a atualização da carteira de vacinação, a orientação sobre alimentação adequada e a suplementação de vitaminas, como ácido fólico e ferro, que são importantes para a saúde da mãe e do bebê.

    Cuidados além do pré-natal

    Para além do cuidado com a saúde, Andreia explica que também é importante cuidar do lado emocional e da realidade em que a adolescente vive.

    A jovem precisa se sentir acolhida e segura para falar sobre medos, dúvidas e dificuldades, e um espaço de escuta contribui para fortalecer a confiança no acompanhamento e ajudar na tomada de decisões mais conscientes ao longo da gestação.

    Muitas vezes, é nesse momento que surgem questões delicadas, como conflitos familiares, inseguranças em relação à maternidade ou até situações de vulnerabilidade que precisam de atenção.

    O acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, assistente social, nutricionista e, quando necessário, educador social, também permite identificar vulnerabilidades que vão além da saúde física, como situações de violência doméstica, ausência de suporte familiar ou dificuldade de acesso à documentação e benefícios sociais.

    Muitas vezes, pequenas intervenções, como orientação sobre direitos, encaminhamento para serviços públicos ou apoio emocional, já fazem uma grande diferença no dia a dia da jovem. Quando há acolhimento, orientação e suporte, as chances de uma gestação mais tranquila e segura aumentam, tanto para a mãe quanto para o bebê.

    Como prevenir a gravidez na adolescência?

    As principais formas de prevenção da gravidez na adolescência envolvem medidas sobre educação sexual, métodos contraceptivos e apoio familiar e social.

    Atualmente, a camisinha (feminina e masculina) é um dos métodos contraceptivos mais acessíveis e pode ser retirada gratuitamente em qualquer unidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de prevenir uma gestação, ela é o único método que protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis, HPV, gonorreia e herpes genital.

    Além da camisinha, existem outros métodos contraceptivos que podem ser utilizados para aumentar a proteção, como:

    Métodos contraceptivos de longa duração (LARC)

    Os métodos de longa duração são os mais recomendados para adolescentes pela Organização Mundial da Saúde (OMS). São eles:

    • DIU (cobre ou hormonal): oferece proteção por 5 a 10 anos e pode ser revertido a qualquer momento;
    • Implante subdérmico: consiste em um pequeno bastão inserido sob a pele do braço que libera hormônios gradualmente por 3 anos.

    Andreia aponta que métodos que não dependem do uso diário costumam ser mais seguros na prática, porque não precisam ser lembrados todos os dias.

    Métodos de curta duração

    Os métodos de curta duração são aqueles que dependem do uso frequente ou da lembrança da jovem, como tomar um comprimido todos os dias ou trocar o método em intervalos curtos.

    Por isso, podem ter uma eficácia menor na prática, especialmente quando há esquecimentos ou uso incorreto. Entre os mais comuns, é possível destacar:

    • Pílula anticoncepcional: comprimido tomado todos os dias, no mesmo horário, para evitar falhas;
    • Adesivo contraceptivo: colado na pele e trocado uma vez por semana, liberando hormônios de forma contínua;
    • Anel vaginal: colocado dentro da vagina e trocado mensalmente, permanecendo por três semanas seguidas;
    • Injeção hormonal: aplicada mensalmente ou a cada três meses, dependendo do tipo, com ação prolongada sem necessidade de uso diário

    Apesar de funcionarem bem quando usados corretamente, os métodos precisam de atenção e regularidade. Por isso, é importante escolher aquele que melhor se encaixa na rotina, sempre com orientação de um profissional de saúde.

    Educação sexual como medida de prevenção

    A educação sexual é uma das principais medidas para prevenir casos de gravidez na adolescência, além de ajudar crianças e adolescentes a conhecerem o próprio corpo, entenderem limites e desenvolverem a noção de consentimento.

    Mais do que apenas oferecer informação, Andreia explica que é fundamental criar espaços de diálogo, nos quais adolescentes se sintam à vontade para tirar dúvidas e conversar abertamente sobre o tema, sem medo ou julgamento.

    Nas escolas, o mais comum é a educação reprodutiva, que aborda como ocorre a gravidez, o uso de métodos contraceptivos e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Ela também orienta quanto às seguintes questões:

    • Uso de preservativo (masculino ou feminino), que previne tanto a gravidez quanto às infecções sexualmente transmissíveis;
    • Uso combinado de preservativo com outro método contraceptivo, aumentando a proteção;
    • Vacinação contra o HPV;
    • Acompanhamento ginecológico após o início da vida sexual.

    Apesar de muito importantes para a saúde pública, o diálogo sobre educação sexual é igualmente necessário para falar sobre relações saudáveis, respeito, limites e autocuidado.

    Com acesso a informações claras e acolhimento, os adolescentes conseguem fazer escolhas mais conscientes e seguras, desenvolvendo mais autonomia sobre o próprio corpo e a própria vida.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado gravidez na adolescência?

    É a gestação em meninas de 10 a 19 anos, classificada pela OMS como um problema de saúde pública devido aos riscos ampliados para a saúde materna e infantil.

    2. Quais os primeiros sinais de gravidez na adolescência?

    Os sinais são os mesmos de uma gestação adulta: atraso menstrual, mamas sensíveis, náuseas matinais, cansaço excessivo e variações de humor. Em adolescentes, o atraso pode ser confundido com a irregularidade hormonal comum da idade.

    3. É possível engravidar na primeira relação sexual?

    Sim, se a adolescente estiver em seu período fértil e houver penetração sem proteção, a gravidez pode ocorrer independentemente de ser a primeira vez.

    4. O que é período fértil?

    É a fase do ciclo menstrual, cerca de 14 dias após a menstruação, em que a ovulação acontece e a concepção é mais provável.

    5. O teste de farmácia é confiável para adolescentes?

    Sim, os testes de farmácia modernos têm alta precisão (cerca de 99%) se feitos após pelo menos um dia de atraso menstrual.

    6. Menor de idade pode ir ao ginecologista sozinha?

    Sim. De acordo com o Código de Ética Médica no Brasil, adolescentes têm direito ao sigilo e à privacidade, podendo ser atendidas sozinhas se demonstrarem maturidade para entender sua situação de saúde.

    7. Tomar pílula do dia seguinte evita gravidez sempre?

    Não. A pílula do dia seguinte é um método de emergência e sua eficácia diminui com o passar das horas. Ela não deve substituir os métodos contraceptivos regulares.

    8. É normal a menstruação atrasar na adolescência sem ser gravidez?

    Sim. Nos primeiros anos após a menarca (primeira menstruação), o ciclo pode ser irregular devido à imaturidade do eixo hormonal. No entanto, se houve relação sexual, o teste é indispensável.

    Leia mais: Segundo trimestre de gravidez: quando começa, sintomas e exames

  • Janela fértil: o que é e como calcular para quem quer engravidar? 

    Janela fértil: o que é e como calcular para quem quer engravidar? 

    Ao longo do ciclo menstrual, ocorre uma série de mudanças hormonais que preparam o corpo para uma possível gravidez. os hormônios atuam de forma coordenada para estimular o amadurecimento do óvulo e preparar o útero para a implantação.

    Durante esse processo, existe um período específico em que a fertilidade aumenta significativamente: a janela fértil.

    A ovulação marca o ponto central do intervalo, momento em que o ovário libera o óvulo, que permanece viável por cerca de 24 horas. Como os espermatozoides podem sobreviver no organismo por até cinco dias, o período em que a gravidez pode ocorrer é ampliado.

    Se você está planejando ter um bebê, ou mesmo deseja conhecer melhor o próprio corpo e evitar uma gravidez não planejada, entender como a janela fértil funciona pode te ajudar a tomar decisões mais conscientes ao longo do ciclo.

    O que é janela fértil?

    A janela fértil é o período do ciclo menstrual em que as chances de engravidar são maiores. Ela acontece ao redor da ovulação, que é o momento em que o ovário libera um óvulo pronto para ser fecundado.

    Mesmo que o óvulo sobreviva por apenas cerca de 24 horas, os espermatozoides podem permanecer vivos no organismo por até cinco dias, de acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza. Por isso, a janela fértil não se limita a um único dia, mas a um intervalo que inclui alguns dias antes da ovulação e, em alguns casos, o dia seguinte.

    Na prática, isso significa que relações sexuais que acontecem alguns dias antes da ovulação ainda podem resultar em gravidez, já que os espermatozoides podem permanecer no trato reprodutivo aguardando a liberação do óvulo.

    Como calcular a janela fértil?

    O cálculo da janela fértil gira em torno do dia da ovulação. Como o óvulo sobrevive por cerca de 24 horas e os espermatozoides podem permanecer vivos por até 5 dias, o período fértil não se limita a um único dia, mas inclui alguns dias antes e o próprio dia da ovulação.

    Para calcular, o primeiro passo é entender a duração do ciclo menstrual, que corresponde ao intervalo entre o primeiro dia de uma menstruação e o dia anterior da próxima. A partir dessa duração, é possível estimar o momento da ovulação, que normalmente acontece cerca de 14 dias antes da próxima menstruação. Por exemplo:

    • Ciclo de 28 dias, a ovulação tende a ocorrer por volta do 14º dia;
    • Ciclo de 30 dias, por volta do 16º;
    • Ciclo de 31 dias, por volta do 17º dia.

    A partir disso, a janela fértil é calculada voltando cerca de 5 dias a partir da data da ovulação e incluindo o próprio dia em que ela ocorre. Assim, em um ciclo de 31 dias, por exemplo, a janela fértil costuma ficar entre o 12º e o 17º dia do ciclo. Andreia lembra que a contagem sempre começa no primeiro dia da menstruação, que é considerado o dia 1.

    A ginecologista aponta que, como o ciclo pode variar de um mês para o outro, a orientação mais comum é manter relações sexuais a cada 2 ou 3 dias, o que aumenta as chances de que haja espermatozoides viáveis durante a ovulação, sem gerar ansiedade com cálculos exatos.

    Sinais do corpo durante a janela fértil

    Durante a janela fértil, o corpo costuma apresentar alguns sinais naturais que indicam que a ovulação está próxima ou acontecendo, como:

    • Aumento do muco cervical, que fica mais transparente, elástico e escorregadio, semelhante à clara de ovo;
    • Aumento da libido;
    • Leve dor ou desconforto na parte inferior do abdômen (dor do meio);
    • Aumento discreto da temperatura corporal basal após a ovulação;
    • Resultado positivo nos testes hormonais de LH;
    • Possível sensibilidade nas mamas.

    Quantos dias dura a janela fértil?

    A janela fértil costuma durar entre 5 e 6 dias ao longo do ciclo menstrual, pois os espermatozoides podem sobreviver por até 5 dias dentro do organismo e o óvulo vive cerca de 24 horas após a ovulação

    Por isso, a janela fértil inclui:

    • Os 3 a 5 dias antes da ovulação;
    • O dia da ovulação;
    • E, em alguns casos, até 1 dia depois

    Na prática, mesmo que a ovulação aconteça em um único dia, o período fértil é mais longo por causa da sobrevivência dos espermatozoides.

    Como aumentar as chances de engravidar na janela fértil?

    Para aumentar as chances de engravidar durante a janela fértil, é importante alinhar o momento das relações com o período em que o corpo está mais propício à fecundação, além de adotar alguns cuidados simples no dia a dia, como:

    • Ter relações de 2 a 3 dias antes da ovulação, e não apenas no dia exato;
    • Manter uma frequência regular, preferencialmente em dias alternados (dia sim, dia não);
    • Observar o muco cervical, que fica transparente, elástico e semelhante à clara de ovo;
    • Utilizar testes de ovulação para identificar o aumento do hormônio LH;
    • Evitar lubrificantes comuns que podem prejudicar a mobilidade dos espermatozoides;
    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes como ácido fólico e zinco;
    • Reduzir o estresse, já que ele pode interferir no equilíbrio hormonal.

    No geral, para quem está tentando engravidar, Andreia recomenda manter relações regulares por alguns meses antes de iniciar uma investigação. A chance de gravidez por ciclo, mesmo em condições ideais, gira em torno de 25%, então é normal que leve algum tempo para acontecer.

    Quem toma anticoncepcional tem uma janela fértil?

    Pessoas que tomam anticoncepcional hormonal corretamente não tem janela fértil, pois os métodos como a pílula, o adesivo, o anel vaginal e a injeção inibem a ovulação. Sem a liberação do óvulo, não existe o período fértil como ocorre em um ciclo natural.

    Além disso, os métodos também deixam o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, e alteram o revestimento do útero, reduzindo as chances de implantação.

    No entanto, vale apontar que se o anticoncepcional não for usado corretamente, seja por esquecer comprimidos, tomar fora do horário ou interromper o uso, pode acontecer a ovulação. Nesses casos, existe risco de gravidez, mas não se trata de uma “janela fértil” previsível como em ciclos naturais.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. Como calcular a janela fértil em um ciclo de 28 dias?

    Em um ciclo regular de 28 dias, a ovulação geralmente ocorre no 14º dia. A janela fértil compreende os 3 dias antes e os 3 dias depois dessa data.

    2. É possível engravidar fora da janela fértil?

    Biologicamente, não. A gravidez só ocorre se houver um óvulo disponível. No entanto, como a ovulação pode atrasar ou adiantar, é difícil ter 100% de certeza de quando a janela termina.

    3. O teste de ovulação de farmácia é confiável?

    Sim, ele é bastante preciso ao detectar o aumento do hormônio LH, que acontece cerca de 24 a 36 horas antes da ovulação.

    4. Quantas vezes devo ter relação na janela fértil para engravidar?

    O recomendado é manter relações em dias alternados (dia sim, dia não). Isso garante um bom estoque de espermatozoides sem diminuir a qualidade do sêmen.

    5. O que acontece com o corpo se o óvulo não for fecundado?

    O óvulo se desintegra, os níveis de hormônios caem e o revestimento do útero é descartado, resultando na menstruação.

    6. A amamentação impede a janela fértil?

    Nem sempre. Embora a amamentação exclusiva possa inibir a ovulação em algumas mulheres, ela não é um método contraceptivo garantido. A janela fértil pode retornar a qualquer momento.

    7. O que é a temperatura basal e como ela indica a janela fértil?

    A temperatura basal é a temperatura do corpo logo ao acordar. Após a ovulação, ela sobe cerca de 0,3°C a 0,5°C devido à progesterona. Ela não avisa quando a janela começa, mas confirma que a ovulação já ocorreu.

    8. É possível ovular duas vezes no mesmo mês?

    Sim, mas isso acontece em um intervalo de 24 horas (o que pode gerar gêmeos bivitelares). O corpo não inicia um novo processo de ovulação dias depois, pois os hormônios da segunda fase do ciclo impedem uma nova liberação de óvulos.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

  • 7 sinais de burnout que você não deve ignorar 

    7 sinais de burnout que você não deve ignorar 

    Sentir cansaço após um dia de trabalho é normal. Porém, quando o esgotamento se torna constante, acompanhado de desmotivação e dificuldade de concentração, pode ser um sinal de algo mais sério: o burnout.

    Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional, o burnout está relacionado ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi gerenciado de forma adequada. Identificar os sinais logo no início é muito importante para buscar ajuda e evitar que o quadro se agrave. Entenda melhor a seguir.

    O que é burnout?

    O burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é caracterizado por um estado de exaustão física e emocional associado ao trabalho.

    Ele envolve três dimensões principais:

    • Exaustão extrema;
    • Distanciamento mental do trabalho;
    • Redução da eficácia profissional.

    7 sintomas de burnout no trabalho

    Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são mais comuns.

    1. Cansaço extremo e constante

    A pessoa sente esgotamento mesmo após descanso.

    Pode apresentar sensação de energia sempre baixa, dificuldade para começar o dia e fadiga persistente.

    2. Falta de motivação

    Atividades que antes eram comuns passam a parecer difíceis ou sem sentido.

    Pode acontecer:

    • Desinteresse pelo trabalho;
    • Sensação de inutilidade;
    • Falta de propósito.

    3. Irritabilidade e alterações de humor

    O estresse acumulado pode afetar o comportamento.

    É comum observar:

    • Impaciência frequente;
    • Reações desproporcionais;
    • Maior sensibilidade emocional.

    4. Dificuldade de concentração

    O desempenho cognitivo pode ser afetado.

    Entre os sinais estão dificuldade para focar, esquecimentos frequentes e queda na produtividade.

    5. Sensação de distanciamento do trabalho

    A pessoa pode se sentir desconectada do que faz. Isso pode se manifestar como:

    • Indiferença em relação às tarefas;
    • Falta de envolvimento emocional;
    • Sensação de estar “no automático”.

    6. Sintomas físicos

    O burnout também pode se manifestar no corpo.

    Alguns sinais são dor de cabeça frequente, tensão muscular e alterações no sono.

    7. Queda no desempenho profissional

    O conjunto dos sintomas tem capacidade de impactar o trabalho e pode levar a:

    • Redução da produtividade;
    • Erros frequentes;
    • Dificuldade em cumprir prazos.

    Burnout é o mesmo que estresse?

    Não. O estresse pode ser temporário e relacionado a situações específicas. O burnout, por sua vez, é um estado crônico de esgotamento, geralmente ligado ao ambiente de trabalho.

    Quem tem mais risco de desenvolver burnout?

    Alguns fatores podem aumentar o risco:

    • Carga de trabalho excessiva;
    • Falta de reconhecimento;
    • Pressão constante;
    • Falta de controle sobre as tarefas;
    • Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.

    Quando procurar ajuda?

    É importante buscar apoio quando os sintomas persistem por semanas ou meses, afetam o desempenho no trabalho, impactam a qualidade de vida ou se associam a sintomas físicos ou emocionais intensos.

    Profissionais como psicólogos e psiquiatras podem ajudar no diagnóstico e tratamento.

    Como prevenir o burnout?

    Algumas estratégias podem ajudar:

    • Estabelecer limites no trabalho;
    • Fazer pausas ao longo do dia;
    • Priorizar momentos de descanso;
    • Praticar atividade física;
    • Buscar apoio quando necessário.

    Confira: Como manter a calma em situações de pressão?

    Perguntas frequentes sobre burnout

    1. Burnout é considerado uma doença?

    É reconhecido como um fenômeno ocupacional pela OMS.

    2. Burnout pode causar sintomas físicos?

    Sim, como dores e alterações no sono.

    3. É possível se recuperar do burnout?

    Sim, com acompanhamento adequado.

    4. Burnout é o mesmo que depressão?

    Não, mas podem coexistir.

    5. Apenas quem trabalha muito pode ter burnout?

    Não. Outros fatores, como pressão e ambiente, também influenciam.

    6. O trabalho remoto reduz o risco?

    Nem sempre. Pode haver sobrecarga mesmo em casa.

    7. Preciso parar de trabalhar para tratar burnout?

    Depende do caso e da orientação profissional.

    Veja mais: Síndrome de Burnout: entenda quando o cansaço ultrapassa o limite

  • Barriga saliente mesmo magra? Pode ser diástase abdominal

    Barriga saliente mesmo magra? Pode ser diástase abdominal

    A diástase do reto abdominal é uma condição relativamente comum, especialmente após a gestação, mas que também pode ocorrer em outras situações. Muitas pessoas percebem uma barriga saliente persistente e não sabem que isso pode estar relacionado ao afastamento dos músculos abdominais.

    Embora nem sempre cause sintomas importantes, a diástase pode impactar a postura, a força do corpo e até o bem-estar no dia a dia. Entender o que é, por que acontece e como tratar ajuda a lidar melhor com a condição.

    O que é a diástase do reto abdominal

    Os músculos retos abdominais ficam na parte anterior do abdome e são unidos por uma estrutura chamada linha alba.

    Na diástase:

    • Ocorre afastamento desses músculos;
    • A distância entre eles aumenta;
    • Pode surgir uma saliência no abdome, principalmente ao fazer esforço.

    Esse afastamento pode variar de leve a mais acentuado.

    Principais causas da diástase

    A diástase geralmente está relacionada ao aumento da pressão dentro do abdome.

    Entre as principais causas estão:

    • Gestação, especialmente múltipla ou com bebês maiores;
    • Ganho de peso significativo;
    • Obesidade;
    • Esforço físico excessivo ou inadequado;
    • Enfraquecimento da musculatura abdominal.

    Durante a gravidez, o crescimento do útero e alterações hormonais favorecem essa separação.

    Quais são as consequências da diástase

    Nem todas as pessoas apresentam sintomas, mas podem ocorrer:

    • Abaulamento abdominal persistente;
    • Fraqueza na musculatura;
    • Dor lombar;
    • Alterações posturais;
    • Sensação de instabilidade no tronco.

    Em casos mais acentuados, pode haver aumento do risco de hérnias abdominais.

    Como identificar a diástase

    Alguns sinais podem levantar suspeita:

    • Abaulamento no centro do abdome ao fazer esforço;
    • Sensação de separação entre os músculos;
    • Dificuldade de contrair o abdome.

    O diagnóstico é feito por avaliação clínica e, em alguns casos, exames de imagem como ultrassonografia.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende do grau de diástase e dos sintomas.

    1. Tratamento conservador

    Na maioria dos casos, é a primeira abordagem.

    Esse tipo de tratamento envolve:

    • Exercícios específicos orientados por fisioterapeuta;
    • Reeducação postural;
    • Fortalecimento do core (músculos do tronco).

    Evitar exercícios inadequados é fundamental, pois alguns podem piorar o quadro. Por isso, é preciso ter orientação para fazer exercícios de musculação para que eles estejam adequados para a condição.

    2. Tratamento cirúrgico

    Indicado em situações mais graves.

    • Aproxima os músculos abdominais;
    • Reforça a parede abdominal.

    Em alguns casos, pode ser associado à abdominoplastia.

    A diástase pode voltar ao normal?

    Em alguns casos, especialmente após o parto, pode haver melhora espontânea.

    Quando persiste:

    • Exercícios orientados costumam trazer bons resultados;
    • Casos mais avançados podem exigir avaliação cirúrgica.

    Confira: Hérnia inguinal: o que você precisa saber

    Perguntas frequentes sobre diástase do reto abdominal

    1. Diástase é comum após a gravidez?

    Sim. É bastante frequente no pós-parto.

    2. É apenas estética?

    Não. Pode causar dor, fraqueza e alterações posturais.

    3. Exercícios ajudam?

    Sim. Exercícios específicos são uma das principais formas de tratamento.

    4. Abdominal tradicional piora?

    Pode piorar, principalmente nas fases iniciais.

    5. Quando a cirurgia é indicada?

    Quando há diástase importante ou falha do tratamento conservador.

    6. Homens podem ter diástase?

    Sim. Apesar de mais comum em mulheres, também pode ocorrer em homens.

    7. Pode causar hérnia?

    Sim. Em alguns casos, está associada a maior risco de hérnias.

    Veja mais: Terceiro trimestre de gravidez: entenda quando começa, sintomas e cuidados no período

  • 8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

    8 sinais de câncer de pele que você não deve ignorar

    O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele representa uma parcela significativa dos diagnósticos oncológicos, especialmente em países com alta exposição ao sol.

    A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o câncer de pele costuma ter altas taxas de cura. Por isso, prestar atenção em mudanças na pele e reconhecer sinais de alerta é fundamental para procurar avaliação médica no momento certo.

    O que é o câncer de pele?

    O câncer de pele acontece quando células da pele começam a crescer de forma descontrolada.

    Os tipos mais comuns são:

    • Carcinoma basocelular;
    • Carcinoma espinocelular;
    • Melanoma.

    Os dois primeiros são mais frequentes e geralmente têm crescimento mais lento. Já o melanoma é menos comum, mas pode ser mais agressivo.

    8 sintomas de câncer de pele para prestar atenção

    Nem toda pinta ou mancha indica câncer, mas algumas alterações precisam de avaliação médica.

    1. Mancha ou pinta que muda de tamanho

    Mudanças progressivas em uma pinta existente podem ser um sinal de alerta.

    Fique atento se houver:

    • Crescimento progressivo;
    • Alteração na forma;
    • Mudança no relevo.

    2. Bordas irregulares

    Pintas ou manchas com contornos irregulares merecem investigação.

    Os sinais de alerta são:

    • Bordas mal definidas;
    • Formato assimétrico;
    • Contornos irregulares.

    3. Mudança de cor

    Uma pinta que apresenta mais de uma tonalidade pode ser suspeita.

    Observe se aparecem:

    • Tons de marrom diferentes;
    • Áreas pretas ou azuladas;
    • Partes avermelhadas ou esbranquiçadas.

    4. Ferida que não cicatriza

    Lesões que não cicatrizam após algumas semanas devem ser avaliadas.

    Essas feridas podem:

    • Sangrar facilmente;
    • Formar crostas repetidamente;
    • Apresentar crescimento gradual.

    5. Coceira ou dor em uma pinta

    Embora muitas pintas sejam assintomáticas, algumas alterações podem causar:

    • Coceira persistente;
    • Sensibilidade;
    • Dor localizada.

    6. Sangramento espontâneo

    Uma pinta ou lesão que sangra sem trauma merece atenção. Esse sangramento pode ocorrer com:

    • Pequeno toque;
    • Atrito da roupa;
    • Espontaneamente.

    7. Aparecimento de uma nova mancha na pele

    O surgimento de uma nova pinta ou lesão que cresce rapidamente deve ser observado. Principalmente quando ocorre:

    • Após os 30 ou 40 anos;
    • Em áreas expostas ao sol;
    • Com mudança rápida de aparência.

    8. Mancha diferente das outras

    Dermatologistas chamam isso de sinal do patinho feio. Ou seja, uma pinta que parece diferente das demais do corpo.

    Pode apresentar:

    • Tamanho diferente;
    • Cor distinta;
    • Formato incomum.

    Regra do ABCDE do melanoma

    Médicos usam um método simples para avaliar pintas suspeitas.

    A regra do ABCDE inclui:

    • Assimetria;
    • Bordas irregulares;
    • Cor variável;
    • Diâmetro maior que cerca de 6 mm;
    • Evolução ou mudança ao longo do tempo.

    Essa avaliação ajuda a identificar lesões que merecem investigação.

    Quem tem maior risco de câncer de pele?

    Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer de pele. A exposição intensa ao sol ao longo da vida, ter pele clara, histórico familiar da doença, muitas pintas no corpo e histórico de queimaduras solares.

    Quando procurar um dermatologista?

    Procure avaliação médica se notar:

    • Mudança em pintas existentes;
    • Lesões que não cicatrizam;
    • Sangramento sem causa aparente;
    • Surgimento de manchas diferentes das demais.

    O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de tratamento bem-sucedido.

    Como prevenir o câncer de pele?

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar protetor solar regularmente;
    • Evitar exposição solar intensa;
    • Utilizar chapéus e roupas de proteção;
    • Evitar câmaras de bronzeamento artificial.

    Essas práticas ajudam a proteger a pele contra danos causados pela radiação ultravioleta.

    Confira: Melanoma: o que é e como identificar o tipo mais perigoso de câncer de pele

    Perguntas frequentes sobre câncer de pele

    1. Toda pinta pode virar câncer?

    Não. A maioria das pintas é benigna, mas algumas mudanças devem ser avaliadas.

    2. Câncer de pele dói?

    Nem sempre. Muitas lesões não causam dor.

    3. Mancha que coça pode ser câncer?

    Pode ser um sinal de alerta, mas precisa de avaliação médica.

    4. Pessoas jovens podem ter câncer de pele?

    Sim, embora seja mais comum em adultos mais velhos.

    5. O melanoma é o tipo mais perigoso?

    Sim, porque pode se espalhar para outros órgãos.

    6. Protetor solar previne câncer de pele?

    Ele ajuda a reduzir o risco, especialmente quando usado regularmente.

    7. O câncer de pele tem cura?

    Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas.

    Leia também: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros