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  • Soluço que não passa: o que pode ser e como se livrar dele? 

    Soluço que não passa: o que pode ser e como se livrar dele? 

    Quase todo mundo já passou por isso: de repente, começa uma sequência de “hic, hic” que parece não ter hora para acabar. O soluço costuma surgir do nada, incomoda por alguns minutos e depois desaparece sozinho. Por ser tão comum, muitas vezes é tratado como algo sem importância.

    Na maioria das situações, realmente não há motivo para preocupação. Mas quando o soluço dura dias, interfere no sono ou na alimentação, pode ser sinal de que algo mais precisa ser investigado. Entender por que ele acontece ajuda a saber quando relaxar e quando procurar ajuda.

    O que é o soluço?

    O soluço é causado por uma contração involuntária e repetitiva do diafragma, o principal músculo da respiração.

    Quando o diafragma se contrai de forma brusca:

    • O ar entra rapidamente nos pulmões;
    • A glote (estrutura das cordas vocais) se fecha de forma súbita;
    • Surge o som característico “hic”.

    Esse mecanismo envolve um arco reflexo, um circuito automático do corpo que inclui:

    • Nervo frênico (estimula o diafragma);
    • Nervo vago (ligado ao sistema digestivo e respiratório);
    • Tronco cerebral (região do cérebro que controla a respiração).

    Na maioria dos episódios comuns, o lado esquerdo do diafragma costuma estar envolvido.

    Tipos de soluço

    O soluço pode ser classificado de acordo com a duração:

    • Agudo: dura minutos ou algumas horas (mais comum);
    • Persistente: dura mais de 48 horas e até um mês;
    • Intratável: dura mais de um mês.

    Quanto mais prolongado, maior o impacto na qualidade de vida. Pode afetar:

    • Alimentação;
    • Sono;
    • Fala;
    • Peso corporal;
    • Hidratação.

    Principais causas do soluço

    Episódios comuns (benignos)

    A maioria dos soluços breves acontece por estímulos simples, principalmente ligados ao estômago:

    • Comer em excesso;
    • Beber refrigerantes;
    • Engolir ar (mascar chiclete ou fumar);
    • Mudanças bruscas na temperatura de alimentos ou bebidas;
    • Consumo de álcool;
    • Estresse ou excitação emocional.

    Esses episódios geralmente duram menos de uma hora.

    Causas digestivas

    O soluço persistente pode estar relacionado à irritação do nervo vago ou do diafragma. Entre as causas mais comuns estão:

    • Refluxo gastroesofágico;
    • Gastrite;
    • Úlcera;
    • Distensão do estômago;
    • Doenças do esôfago.

    Outras condições abdominais também podem provocar soluço, como pancreatite, doenças da vesícula, hepatite e abscessos abdominais.

    Causas neurológicas

    Alterações no sistema nervoso central podem interferir no reflexo do soluço. Exemplos incluem:

    • AVC, especialmente no tronco cerebral;
    • Esclerose múltipla;
    • Tumores;
    • Infecções neurológicas;
    • Malformações vasculares.

    Nesses casos, o soluço pode ser persistente e servir como sinal clínico importante.

    Causas torácicas e cardíacas

    Problemas no tórax também podem irritar o nervo frênico:

    • Pneumonia;
    • Pleurite;
    • Bronquite;
    • Tumores no mediastino;
    • Trauma torácico;
    • Infarto ou pericardite;
    • Cirurgias torácicas ou abdominais recentes.

    Medicamentos e causas metabólicas

    Alguns medicamentos podem desencadear soluço, como:

    • Corticosteroides;
    • Sedativos;
    • Opioides;
    • Quimioterápicos.

    Alterações metabólicas também podem estar envolvidas:

    • Insuficiência renal;
    • Distúrbios de eletrólitos;
    • Consumo excessivo de álcool.

    Quando investigar?

    Na maioria das vezes, o soluço não precisa de exames.

    Mas é importante procurar avaliação médica quando:

    • Dura mais de 48 horas;
    • Interfere no sono ou na alimentação;
    • Está associado a sintomas neurológicos;
    • Surge após cirurgia;
    • É recorrente ou sem causa aparente.

    A investigação pode envolver história clínica detalhada, exame físico, exames laboratoriais e, quando necessário, exames de imagem.

    Como parar o soluço?

    Medidas simples

    Algumas manobras ajudam a interromper o reflexo do soluço:

    • Prender a respiração por alguns segundos;
    • Fazer a manobra de Valsalva;
    • Beber água gelada;
    • Gargarejar;
    • Engolir açúcar seco;
    • Puxar a língua suavemente;
    • Levar os joelhos ao peito;
    • Estimular o nervo vago, como chupar limão.

    Essas técnicas funcionam porque aumentam o dióxido de carbono no sangue ou estimulam reflexos que “reiniciam” o circuito do soluço.

    Tratamento médico

    Tratar a causa

    Sempre que possível, deve-se tratar o fator desencadeante:

    • Suspender medicamentos causadores;
    • Tratar refluxo;
    • Corrigir alterações metabólicas;
    • Tratar doenças de base.

    Medicamentos para soluço persistente

    Quando o soluço é prolongado ou incapacitante, podem ser utilizados medicamentos que atuam no sistema nervoso, sempre prescritos por um médico.

    Casos raros e refratários

    Em situações mais complexas, podem ser consideradas abordagens como acupuntura, bloqueio do nervo frênico ou técnicas específicas em cuidados paliativos. Esses casos são raros.

    Prognóstico

    O soluço comum tem excelente prognóstico e desaparece sozinho.

    Soluços persistentes também costumam melhorar quando a causa é identificada e tratada. No entanto, quando duram dias ou semanas, devem ser investigados, pois podem ser o primeiro sinal de uma condição clínica relevante.

    Confira: Dor abdominal do lado esquerdo? Veja se pode ser diverticulite

    Perguntas frequentes sobre soluço

    1. Soluço é perigoso?

    Na maioria das vezes, não. Torna-se preocupante quando é persistente.

    2. Comer rápido causa soluço?

    Sim. Comer em excesso e engolir ar são causas comuns.

    3. Soluço pode indicar doença grave?

    Pode, especialmente quando dura dias ou semanas.

    4. Água gelada funciona?

    Pode ajudar porque estimula reflexos que interrompem o soluço.

    5. Existe remédio específico?

    Há medicamentos usados em casos persistentes, mas geralmente não são necessários.

    6. Refluxo pode causar soluço?

    Sim. É uma das causas mais comuns de soluço prolongado.

    7. Quando devo procurar médico?

    Se durar mais de 48 horas ou interferir na alimentação e no sono.

    Veja também: Dor abdominal: quais podem ser as causas desse sintoma tão frequente?

  • Por que a DASH não é uma “dieta de internet”? Saiba como ela funciona e os benefícios

    Por que a DASH não é uma “dieta de internet”? Saiba como ela funciona e os benefícios

    Você já ouviu falar na dieta DASH? O nome até pode soar como uma daquelas dietas de emagrecimento populares da internet, mas ela surgiu com outro propósito: ajudar no controle ou prevenção da pressão arterial sem depender apenas de medicamentos.

    A dieta, que é uma sigla para Dietary Approaches to Stop Hypertension, foi criada por pesquisadores norte-americanos na década de 90, com base em estudos que investigavam como a alimentação poderia influenciar diretamente a pressão arterial.

    Os pesquisadores observaram que padrões alimentares ricos em frutas, vegetais, grãos integrais e laticínios com baixo teor de gordura estavam associados a níveis mais baixos de pressão, mesmo sem redução significativa do peso corporal.

    Por que a dieta DASH é recomendada por médicos?

    A dieta DASH foi criada com base em pesquisas científicas sérias, financiadas pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos.

    Diferente de muitas tendências que surgem e desaparecem nas redes sociais, a ideia inicial envolvia entender se mudanças na alimentação poderiam reduzir a pressão arterial com eficácia semelhante à de alguns medicamentos.

    Os resultados foram tão positivos que a dieta acabou se tornando um dos protocolos mais indicados para o controle da pressão alta. Para se ter uma ideia, ela ajuda a reduzir tanto a pressão sistólica quanto a diastólica de forma consistente, o que diminui os riscos cardiovasculares ao longo do tempo.

    Para completar, a dieta não exclui carboidratos, proteínas ou laticínios de forma extrema. Existe uma organização das quantidades para garantir uma ingestão adequada de fibras, vitaminas, minerais e proteínas, o que evita possíveis carências nutricionais e torna a alimentação mais fácil de ser mantida por muitos anos.

    Dieta DASH vs. dietas de internet: quais as diferenças?

    A principal diferença entre a dieta DASH e muitas dietas famosas da internet está na proposta. A dieta DASH foi criada com foco na proteção da saúde do coração e no controle da pressão arterial, enquanto várias dietas populares costumam surgir com objetivo principal de emagrecimento rápido ou melhora estética.

    Normalmente, elas prometem resultados em pouco tempo, mas nem sempre levam em conta a saúde a longo prazo. Em alguns casos, envolvem até cortes radicais de grupos alimentares, como carboidratos, gorduras ou laticínios, o que pode dificultar a manutenção da alimentação e até favorecer carências nutricionais.

    Por outro lado, a dieta DASH tem respaldo científico sólido e costuma ser recomendada por médicos e entidades de saúde justamente por priorizar equilíbrio nutricional e segurança.

    Afinal, como funciona a dieta DASH?

    A dieta DASH funciona como um padrão de se alimentar para proteger o coração e controlar a pressão arterial. A ideia não é ser uma dieta restritiva, mas melhorar a qualidade da alimentação no dia a dia, reduzindo o excesso de sal, gordura saturada e açúcar, enquanto aumenta a ingestão de nutrientes protetores.

    No geral, ela consiste em:

    Priorizar alimentos in natura

    A base da alimentação na dieta DASH valoriza alimentos naturais ou minimamente processados. O cardápio costuma conter:

    • Frutas frescas diariamente;
    • Verduras e legumes variados;
    • Grãos integrais como arroz integral, aveia e quinoa;
    • Feijão, lentilha, grão-de-bico e outras leguminosas;
    • Carnes magras, frango, peixe e ovos;
    • Laticínios com menor teor de gordura;
    • Oleaginosas como castanhas e nozes.

    Reduzir o sal da alimentação

    O excesso de sódio favorece o aumento da pressão arterial. Por isso, a dieta DASH recomenda diminuir o consumo de alimentos ricos em sódio e ultraprocessados, como:

    • Embutidos, como presunto, salsicha, linguiça e salame;
    • Enlatados, como milho, ervilha e sopas prontas;
    • Macarrão instantâneo e temperos prontos em sachê ou cubo;
    • Salgadinhos de pacote e snacks industrializados;
    • Molhos prontos, como shoyu, ketchup e mostarda;
    • Queijos muito salgados ou processados;
    • Comidas congeladas prontas, como lasanha e pizza;
    • Fast food em geral.

    Quais os benefícios da dieta DASH?

    Como a dieta envolve uma alimentação mais saudável, ela pode trazer uma série de benefícios, como:

    • Controle da pressão arterial e redução do risco de hipertensão;
    • Melhora da saúde do coração e dos vasos sanguíneos;
    • Redução do colesterol ruim (LDL);
    • Alimentação mais equilibrada e rica em nutrientes;
    • Menor risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2;
    • Mais saciedade ao longo do dia, devido ao maior consumo de fibras;
    • Estilo alimentar mais fácil de manter a longo prazo.

    Dieta DASH ajuda na perda de peso?

    A dieta DASH pode ajudar na perda de peso, mas o foco principal é a saúde do coração. Em situações de hábitos alimentares inadequados, a perda de peso pode ocorrer naturalmente devido ao alto teor de fibras e à qualidade dos alimentos. Para casos de obesidade, a restrição calórica deve ser orientada por um profissional.

    Como aplicar a dieta DASH no dia a dia (sem gastar muito)

    Veja algumas dicas para adotar a dieta de forma econômica:

    • Priorizar frutas e verduras da estação;
    • Comprar grãos (feijão, lentilha) em maior quantidade;
    • Trocar ultraprocessados por comida caseira simples;
    • Preferir cortes de carnes mais acessíveis, ovos ou frango;
    • Usar temperos naturais (alho, cebola, limão) para reduzir o sal;
    • Planejar a alimentação da semana para evitar desperdício;
    • Levar marmita para evitar gastos externos e garantir qualidade.

    Leia mais: Vai começar dieta em 2026? Veja quais são as mais saudáveis

    Perguntas frequentes

    1. A dieta DASH serve apenas para quem tem hipertensão?

    Não. Ela também é indicada para quem quer perder peso com saúde, prevenir diabetes e controlar o colesterol.

    2. Existe alguma contraindicação à dieta DASH?

    A principal ressalva é para pessoas com doença renal crônica avançada, devido ao alto teor de potássio e fósforo. A consulta médica é obrigatória nesses casos.

    3. Como economizar na compra de frutas e vegetais?

    Aproveite a sazonalidade e frequente feiras livres, especialmente no final do dia (a famosa “hora da xepa”).

    4. O álcool é permitido?

    A recomendação é de moderação extrema: no máximo uma dose por dia para mulheres e duas para homens.

    5. A dieta DASH é considerada “low carb”?

    Não. Ela inclui uma quantidade moderada de carboidratos complexos (integrais), focando na qualidade e não na exclusão.

    6. Qual a diferença entre a DASH e a dieta cetogênica?

    A cetogênica é riquíssima em gorduras, enquanto a DASH limita gorduras saturadas e foca no equilíbrio mineral para proteger as artérias.

    7. Posso fazer a DASH sendo vegetariano ou vegano?

    Sim. Basta substituir as proteínas animais por leguminosas e os laticínios por versões vegetais enriquecidas com cálcio.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

  • Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Flexível demais? Entenda a hipermobilidade articular

    Algumas pessoas conseguem dobrar os dedos para trás com facilidade, esticar os joelhos além do alinhamento normal ou encostar as mãos no chão sem dobrar as pernas. Para muitos, isso é apenas um sinal de flexibilidade. Para outros, pode ser fonte de dor, instabilidade e lesões repetidas.

    A hipermobilidade articular é relativamente comum, e estudos apontam que pode atingir cerca de 10% a 20% da população, especialmente mulheres e crianças. Na maioria das vezes, não é uma doença. Mas quando causa sintomas e impacto na qualidade de vida, merece avaliação e acompanhamento.

    O que é hipermobilidade articular

    Hipermobilidade articular significa que as articulações se movimentam além do limite considerado típico para a maioria das pessoas.

    Isso acontece porque os ligamentos, que são as estruturas que estabilizam as articulações, são mais elásticos. Essa característica está relacionada ao tecido conjuntivo, especialmente ao colágeno, proteína responsável por dar resistência e firmeza às estruturas.

    Nem sempre isso representa um problema. Muitas pessoas hipermóveis:

    • Não têm dor;
    • Não apresentam lesões;
    • Podem se beneficiar da flexibilidade em atividades como dança e ginástica.

    Por que a hipermobilidade articular acontece?

    A principal causa é genética. Algumas pessoas nascem com maior elasticidade dos ligamentos, condição chamada de frouxidão ligamentar.

    Fatores associados incluem:

    • Histórico familiar de hipermobilidade;
    • Sexo feminino;
    • Idade jovem (crianças tendem a ser mais flexíveis);
    • Tônus muscular reduzido (menos força de sustentação);
    • Alterações do tecido conjuntivo, como na síndrome de Ehlers-Danlos.

    Com o passar dos anos, a flexibilidade costuma diminuir naturalmente.

    Quando a hipermobilidade causa sintomas?

    Muitas pessoas são hipermóveis e não apresentam qualquer incômodo.

    Quando surgem sintomas, pode-se usar o termo síndrome de hipermobilidade articular, indicando que a flexibilidade aumentada está associada a queixas clínicas.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Dor articular recorrente;
    • Sensação de articulação “saindo do lugar”;
    • Entorses frequentes;
    • Luxações;
    • Fadiga muscular;
    • Tendinites;
    • Dores musculoesqueléticas crônicas.

    Alguns estudos também descrevem associação com:

    • Ansiedade;
    • Alterações do sistema nervoso autônomo.

    Nem toda pessoa com hipermobilidade terá essas manifestações.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é clínico, ou seja, feito com base na avaliação médica ou fisioterapêutica.

    O método mais utilizado é o escore de Beighton, uma escala que avalia movimentos específicos das articulações, como:

    • Dobrar o polegar em direção ao antebraço;
    • Estender cotovelos ou joelhos além do alinhamento normal;
    • Encostar as mãos no chão com joelhos estendidos.

    Quanto maior a pontuação, maior a probabilidade de hipermobilidade.

    Além disso, o profissional considera:

    • História de dor;
    • Frequência de lesões;
    • Impacto nas atividades diárias;
    • Presença de doenças associadas.

    Tratamento e cuidados

    Não existe tratamento para diminuir a elasticidade dos ligamentos. O foco é fortalecer as estruturas ao redor da articulação e reduzir sintomas.

    As principais medidas são:

    • Fortalecimento muscular, principalmente dos músculos estabilizadores;
    • Fisioterapia para melhorar controle motor e propriocepção;
    • Educação postural;
    • Adaptação de atividades físicas;
    • Uso de órteses em casos específicos;
    • Analgésicos quando há dor, sob orientação médica.

    Exercícios orientados são fundamentais. Alongamentos excessivos podem não ser indicados para quem já tem mobilidade aumentada.

    Prognóstico

    Na maioria dos casos, a hipermobilidade tem bom prognóstico.

    Muitas pessoas apresentam melhora importante dos sintomas com:

    • Fortalecimento adequado;
    • Acompanhamento fisioterapêutico;
    • Ajustes na rotina de exercícios.

    O reconhecimento precoce ajuda a evitar lesões repetidas e complicações a longo prazo.

    Quando procurar avaliação?

    Procure orientação profissional se houver:

    • Dor persistente;
    • Lesões recorrentes;
    • Sensação frequente de instabilidade;
    • Limitação nas atividades do dia a dia;
    • Suspeita de síndrome genética associada.

    A avaliação individualizada é importante para definir a melhor abordagem.

    Veja mais: Dor e rigidez nas articulações? Pode ser artrite reumatoide

    Perguntas frequentes sobre hipermobilidade articular

    1. Hipermobilidade é doença?

    Não necessariamente. Pode ser apenas uma característica do corpo. Torna-se síndrome quando causa sintomas.

    2. Hipermobilidade causa dor?

    Pode causar, especialmente quando há instabilidade e sobrecarga.

    3. Crianças são mais hipermóveis?

    Sim. A flexibilidade tende a ser maior na infância e diminuir com a idade.

    4. Exercício ajuda ou piora?

    Exercício orientado ajuda muito, principalmente fortalecimento e controle muscular.

    5. Existe cura?

    Não há cura, mas os sintomas podem ser controlados.

    6. Aumenta o risco de lesão?

    Sim. Entorses e luxações podem ser mais frequentes.

    7. Quando suspeitar de síndrome de hipermobilidade?

    Quando a flexibilidade aumentada vem acompanhada de dor, fadiga, instabilidade ou impacto funcional.

    Confira: Rash no rosto e dor nas articulações: pode ser lúpus? Entenda mais

  • Hipertensão: qual a frequência ideal para medir a pressão?

    Hipertensão: qual a frequência ideal para medir a pressão?

    Conhecida como pressão alta, a hipertensão é uma condição que afeta aproximadamente 30% da população adulta brasileira, o que representa cerca de 30 a 35 milhões de pessoas no Brasil. Ela ocorre quando os níveis de pressão do sangue permanecem elevados de forma persistente e, na maioria dos casos, não manifesta sintomas evidentes.

    Por isso, tanto para o diagnóstico quanto para o controle da pressão, vale manter o hábito de medir regularmente em casa, usando aparelhos digitais validados — de preferência os de braço, que costumam ser mais precisos.

    Além de ser simples e prático, acompanhar a pressão no dia a dia ajuda a perceber variações ao longo do tempo e contribui para decisões mais seguras no tratamento, sempre com orientação médica.

    Quem tem pressão alta deve medir a pressão com frequência?

    A frequência das medições da pressão arterial em pessoas com hipertensão depende da fase do tratamento, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    Para pessoas que acabaram de receber o diagnóstico ou estão em fase de ajuste da medicação, o recomendado é monitorar a pressão arterial em casa:

    • Três vezes pela manhã, após esvaziar a bexiga, antes do café da manhã e antes da tomada dos medicamentos;
    • Três vezes à noite, antes do jantar ou antes de dormir, durante cinco dias consecutivos;
    • Outra opção é medir duas vezes pela manhã e duas vezes à noite durante sete dias.

    O objetivo da medição noturna é avaliar a pressão em um estado mais basal, longe da influência imediata da alimentação e da medicação.

    Quando o paciente já está em fase estável, com a pressão controlada, a recomendação costuma ser medir uma ou duas vezes por semana, ou conforme orientação médica. Juliana recomenda evitar medir várias vezes ao dia sem indicação, pois isso pode causar ansiedade e até elevar a pressão, sem trazer nenhum benefício.

    Como medir a pressão arterial em casa?

    A técnica correta faz toda a diferença, já que pequenos erros podem alterar os números e levar a interpretações equivocadas. Juliana orienta que a medição deve ser feita em um ambiente silencioso, com temperatura confortável e sem interrupções.

    Também é necessário evitar café, cigarro, bebidas alcoólicas e exercícios físicos nos 30 minutos anteriores, pois eles estimulam o sistema cardiovascular e podem elevar temporariamente a pressão.

    A posição corporal precisa seguir alguns cuidados simples:

    • A pessoa deve permanecer sentada, com as costas apoiadas;
    • Os pés devem ficar totalmente apoiados no chão;
    • As pernas não devem permanecer cruzadas;
    • O braço precisa estar apoiado na altura do coração, com a palma voltada para cima;
    • Um período de repouso de cerca de cinco minutos antes da medição ajuda a estabilizar a circulação.

    O uso preferencial do braço não dominante também costuma ser recomendado, pois tende a apresentar menor variação durante movimentos cotidianos.

    Qual o melhor aparelho para medir a pressão arterial em casa?

    O melhor aparelho para medir a pressão arterial em casa costuma ser o monitor digital de braço, pois ele tende a oferecer medições mais precisas e confiáveis quando comparado aos aparelhos de pulso ou de dedo. Segundo Juliana, eles costumam ser mais precisos do que os de pulso, que normalmente não são recomendados, salvo algumas situações específicas.

    Mesmo assim, é importante que o aparelho seja validado e que, pelo menos uma vez por ano, seja comparado com um equipamento calibrado, como no consultório médico, para garantir que as medições estejam corretas.

    O que fazer quando a pressão aparece alta?

    Primeiro de tudo, é importante manter a calma. Se a pressão estiver mais alta, mas sem sintomas como dor no peito, alteração visual, dor de cabeça intensa ou tontura, Juliana recomenda aguardar entre 15 e 30 minutos em repouso e repetir a medição. Muitas vezes, a elevação ocorre por estresse momentâneo e tende a normalizar.

    Se a pressão permanecer elevada, o ideal é entrar em contato com o médico. Você não deve tomar doses extras de medicamento por conta própria!

    Se os valores estiverem muito elevados (acima de 180 por 110 mmHg) ou se houver sintomas como dor no peito, confusão mental ou falta de ar, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    É normal haver pequenas variações entre as medições?

    Pequenas variações são normais, e a pressão arterial oscila conforme o ciclo cardíaco, a respiração, os movimentos e até o estado emocional.

    Por isso, o recomendado é fazer duas ou três medições com intervalo de cerca de um minuto, descartar a primeira e considerar a média das duas últimas como o valor mais representativo.

    Lembre-se de registrar as medições

    As medições feitas em casa ajudam o médico a ver se a medicação está funcionando bem, perceber variações durante o dia e ajustar o tratamento para diminuir os riscos da hipertensão. Uma dica é manter um caderninho com o registro da data, do horário e dos valores da pressão.

    O acompanhamento facilita a identificação de mudanças ao longo dos dias e torna a consulta médica mais completa, já que o profissional consegue avaliar melhor como a pressão se comporta fora do consultório.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. O que é considerado pressão alta (hipertensão)?

    De forma geral, valores a partir de 140/90 mmHg (o famoso 14 por 9) são considerados hipertensão. No entanto, para médicos, valores entre 120/80 e 139/89 já são sinais de alerta (pré-hipertensão).

    2. Qual o melhor horário para medir a pressão?

    O ideal é medir pela manhã (antes do café e da medicação) e à noite (antes de jantar ou dormir). Tente medir sempre nos mesmos horários para ter um comparativo real.

    3. Por que minha pressão dá diferente em cada braço?

    Uma pequena diferença (até 10 mmHg) é normal. O médico costuma considerar o braço que apresenta o valor mais alto como referência. Diferenças muito grandes devem ser relatadas ao profissional.

    4. A braçadeira pode ficar em cima da roupa?

    Não. Para uma leitura precisa, a braçadeira deve ser colocada diretamente sobre a pele nua. Roupas, mesmo as finas, podem interferir nos sensores do aparelho e comprimir o braço de forma desigual.

    5. O que é a “hipertensão do jaleco branco”?

    É quando a pressão sobe apenas no consultório médico devido ao nervosismo. Por isso, a medição em casa é tão importante: ela mostra como sua pressão se comporta na “vida real”, em ambiente relaxado.

    6. Água com açúcar ou sal ajuda a baixar ou subir a pressão em emergências?

    Não, isso é um mito. A água com açúcar não baixa a pressão, e a água com sal pode elevar ainda mais uma pressão que já está alta. Em caso de crise, o melhor é o repouso e a medicação prescrita.

    7. Quando a pressão alta é considerada uma emergência médica?

    Quando os valores ultrapassam 180/120 mmHg (crise hipertensiva) ou quando valores altos vêm acompanhados de dor no peito, dor de cabeça súbita e muito forte, fraqueza em um lado do corpo ou dificuldade para falar.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Você desmaia ao ver ou tirar sangue? Entenda o motivo 

    Você desmaia ao ver ou tirar sangue? Entenda o motivo 

    Para algumas pessoas, basta ver uma agulha ou algumas gotas de sangue para começar a sentir tontura, suor frio e escurecimento da visão. Em poucos segundos, pode acontecer o desmaio. Apesar de parecer algo puramente emocional, existe uma explicação fisiológica bem definida para esse fenômeno.

    Na maioria dos casos, esse tipo de desmaio é causado pela chamada síncope vasovagal, uma resposta exagerada e geralmente benigna do sistema nervoso. Entender como isso acontece ajuda a reduzir o medo e a prevenir novos episódios.

    O que é síncope vasovagal?

    Síncope é o termo médico para desmaio, ou seja, perda breve e transitória da consciência.

    A síncope vasovagal é o tipo mais comum.

    Ela acontece quando há:

    • Queda temporária da pressão arterial;
    • Redução da frequência cardíaca (batimentos mais lentos);
    • Diminuição momentânea do fluxo de sangue para o cérebro.

    Essa redução do fluxo cerebral leva à perda rápida e passageira da consciência.

    Por que ver sangue pode causar desmaio?

    Ao ver sangue ou antecipar um procedimento, o corpo pode reagir de forma automática através do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções involuntárias como batimentos cardíacos e pressão arterial.

    O que costuma acontecer:

    Primeiro, ocorre ativação do estresse:

    • Ansiedade;
    • Aceleração do coração;

    Em seguida, vem uma resposta oposta exagerada:

    • Queda da frequência cardíaca;
    • Dilatação dos vasos sanguíneos;
    • Queda da pressão arterial.

    Essa combinação reduz temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro, levando ao desmaio.

    Quem tem mais risco?

    Alguns fatores aumentam a chance de desmaiar ao ver ou tirar sangue:

    • Histórico prévio de síncope vasovagal;
    • Ansiedade ou medo intenso de procedimentos médicos;
    • Desidratação;
    • Jejum prolongado;
    • Permanecer em pé por muito tempo;
    • Ambiente quente;
    • Dor.

    Adolescentes e adultos jovens apresentam esse fenômeno com maior frequência.

    Quais são os sinais de que o desmaio pode acontecer?

    Muitas pessoas apresentam sintomas antes de perder a consciência. Esses sinais iniciais são chamados de pródromos.

    Podem incluir:

    • Tontura;
    • Sensação de calor;
    • Suor frio;
    • Visão escurecendo ou embaçada;
    • Náusea;
    • Palidez;
    • Zumbido no ouvido;
    • Sensação de fraqueza.

    Reconhecer esses sinais é fundamental para evitar quedas e traumas.

    O que fazer quando sentir que vai desmaiar?

    Algumas medidas simples podem interromper o episódio:

    • Sentar ou deitar imediatamente;
    • Elevar as pernas, se possível;
    • Contrair os músculos das pernas e braços (manobras de contração muscular);
    • Respirar lentamente;
    • Avisar o profissional de saúde.

    Deitar é a medida mais eficaz, pois melhora rapidamente o fluxo de sangue para o cérebro.

    Como prevenir desmaio durante coleta de sangue?

    Se você já teve episódios, algumas estratégias ajudam bastante:

    • Avisar a equipe antes do procedimento;
    • Fazer a coleta deitado;
    • Não permanecer em jejum prolongado (quando permitido);
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar olhar para o procedimento;
    • Fazer contração muscular durante a coleta;
    • Controlar a respiração.

    Para quem tem medo intenso de sangue (fobia), técnicas de exposição gradual com acompanhamento profissional podem ajudar.

    Isso é perigoso?

    Na maioria dos casos, a síncope vasovagal é benigna.

    O maior risco está relacionado a:

    • Quedas;
    • Traumas durante o desmaio.

    Episódios isolados e com gatilho claro, como ver sangue, geralmente não indicam doença grave.

    Quando procurar avaliação médica?

    É importante investigar quando:

    • Os desmaios são frequentes;
    • Ocorrem sem gatilho claro;
    • Acontecem durante exercício físico;
    • Há histórico de doença cardíaca;
    • Há palpitações importantes antes do desmaio;
    • O desmaio ocorre com trauma significativo;
    • Existe recuperação lenta ou confusão prolongada.

    Nesses casos, pode haver outra causa além da síncope vasovagal.

    Tratamento

    Na maioria das situações, o tratamento envolve:

    • Educação sobre o fenômeno;
    • Reconhecimento precoce dos sinais;
    • Estratégias preventivas;
    • Controle da ansiedade.

    Em casos selecionados, podem ser indicadas:

    • Terapia comportamental;
    • Treinamento de manobras físicas específicas;
    • Avaliação especializada.

    Medicação raramente é necessária.

    Confira: Desmaio não é sempre grave: entenda a síncope vasovagal

    Perguntas frequentes

    1. Desmaiar ao ver sangue é psicológico?

    Não apenas. Existe um mecanismo fisiológico real envolvendo queda de pressão e redução dos batimentos.

    2. Isso significa problema no coração?

    Na maioria das vezes, não. Especialmente quando há gatilho claro.

    3. Olhar para outro lado ajuda?

    Sim. Evitar o estímulo visual ajuda muitas pessoas.

    4. Comer antes do exame ajuda?

    Frequentemente ajuda, desde que o exame não exija jejum.

    5. Crianças também podem ter?

    Sim. É bastante comum em adolescentes.

    6. Posso prevenir com treino?

    Sim. Técnicas de contração muscular e controle da respiração ajudam bastante.

    7. Sempre preciso investigar?

    Não. Episódio isolado com gatilho claro geralmente não exige investigação extensa.

    Leia mais: Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece?

  • Olho tremendo: é normal ou preciso me preocupar?

    Olho tremendo: é normal ou preciso me preocupar?

    Quase todo mundo já sentiu, em algum momento, o famoso olho tremendo, ou tremor nas pálpebras. A pálpebra começa a contrair sozinha, de forma leve e repetitiva, e isso pode durar horas ou até alguns dias. Apesar de ser muito comum, o sintoma costuma gerar preocupação, especialmente quando demora a passar.

    Na grande maioria das vezes, os espasmos na pálpebra são benignos e estão relacionados a fatores como estresse, cansaço ou excesso de tela. Ainda assim, existem situações em que vale procurar avaliação médica.

    O que são os espasmos nos olhos?

    O tipo mais comum é chamado de mioquimia palpebral, que é uma contração involuntária leve da pálpebra.

    Ela é caracterizada por:

    • Contrações leves e repetitivas;
    • Geralmente em apenas um olho;
    • Mais comum na pálpebra inferior;
    • Sensação de tremor sem dor.

    Esses espasmos acontecem por pequenas descargas involuntárias nos nervos ou nas fibras musculares que controlam a pálpebra.

    Na maioria dos casos, não estão ligados a doenças neurológicas.

    Por que os espasmos acontecem?

    Na maior parte das vezes, o problema é funcional e temporário.

    Causas mais comuns

    • Estresse emocional;
    • Privação de sono;
    • Excesso de cafeína;
    • Fadiga ocular (uso prolongado de telas);
    • Ansiedade;
    • Irritação ocular (olho seco ou alergia).

    Esses fatores aumentam a excitabilidade neuromuscular, ou seja, facilitam a contração involuntária do músculo.

    Outras possíveis causas

    Menos frequentemente, os espasmos podem estar associados a:

    • Deficiência de magnésio (com evidência científica limitada);
    • Uso de estimulantes;
    • Alguns medicamentos;
    • Inflamação das pálpebras (blefarite);
    • Olho seco persistente.

    Em casos raros, podem estar relacionados a condições neurológicas específicas.

    Nem todo espasmo é igual

    Existem diferentes tipos de contração involuntária.

    Mioquimia palpebral (mais comum)

    • Leve;
    • Intermitente;
    • Benigna;
    • Desaparece sozinha.

    Blefaroespasmo

    O blefaroespasmo é um tipo de contração mais intensa e involuntária das pálpebras.

    Pode apresentar:

    • Contrações mais fortes;
    • Fechamento involuntário dos olhos;
    • Atinge geralmente os dois olhos;
    • Pode interferir na visão.

    Nesse caso, pode ser necessário tratamento específico.

    Espasmo hemifacial

    É uma condição diferente, que envolve vários músculos de um lado do rosto.

    Pode apresentar:

    • Contrações persistentes;
    • Envolvimento da bochecha e boca;
    • Sintomas contínuos.

    Requer avaliação neurológica.

    Qual é o limite considerado normal?

    Os espasmos costumam ser considerados benignos quando:

    • Duram dias ou poucas semanas;
    • São leves;
    • Não fecham o olho completamente;
    • Não se espalham para o restante do rosto;
    • Variam conforme estresse ou cansaço.

    Na maioria das pessoas, desaparecem espontaneamente.

    Quando é preciso procurar avaliação?

    Procure atendimento se o espasmo:

    • Dura mais de 2 a 4 semanas;
    • Está piorando;
    • Fecha o olho involuntariamente;
    • Afeta ambos os olhos de forma intensa;
    • Atinge outros músculos da face;
    • Está associado a dor, queda da pálpebra ou alteração visual;
    • Não melhora mesmo após descanso e redução do estresse.

    Esses sinais ajudam a diferenciar a mioquimia benigna de outras condições.

    Como tratar espasmos nos olhos?

    Medidas simples (primeira linha)

    Na maioria dos casos, o tratamento é comportamental:

    • Melhorar o sono;
    • Reduzir cafeína;
    • Controlar o estresse;
    • Fazer pausas no uso de telas;
    • Usar lágrimas artificiais quando indicado.

    Frequentemente, apenas essas medidas resolvem o problema.

    Tratar fatores oculares

    Quando há irritação:

    • Tratar olho seco;
    • Controlar alergias;
    • Fazer higiene palpebral em caso de blefarite.

    Reduzir a inflamação ajuda a diminuir os espasmos.

    Tratamento médico

    Indicado quando os espasmos são persistentes ou impactam a qualidade de vida.

    Pode envolver:

    • Ajuste de medicamentos que possam estar desencadeando o sintoma;
    • Avaliação neurológica, se necessário;
    • Aplicação de toxina botulínica (principal tratamento para blefaroespasmo moderado a grave).

    Medicamentos orais costumam ter papel limitado.

    Prognóstico

    A mioquimia palpebral benigna tem excelente prognóstico e costuma desaparecer sozinha.

    Mesmo quando dura algumas semanas, geralmente está relacionada a fatores temporários, como estresse ou privação de sono.

    Condições neurológicas associadas são raras.

    Veja mais: Terapia ou atividade física: o que ajuda mais no estresse?

    Perguntas frequentes sobre espasmos nos olhos

    1. Espasmo no olho é normal?

    Sim. É extremamente comum e geralmente benigno.

    2. Estresse pode causar olho tremendo?

    Sim. É uma das causas mais frequentes.

    3. Magnésio ajuda?

    Pode ajudar em alguns casos, mas as evidências científicas são limitadas.

    4. Quanto tempo pode durar?

    Dias a semanas é comum. Mais de um mês merece avaliação médica.

    5. Quando é considerado grave?

    Quando fecha o olho, envolve outros músculos ou é persistente.

    6. Uso excessivo de tela pode causar?

    Sim. A fadiga ocular é uma causa comum.

    7. Precisa de remédio?

    Na maioria dos casos, não. Mudanças de hábitos costumam resolver.

    Confira: Dor de estômago ou dor de barriga por estresse: por que acontece?

  • Cicatriz da cesárea: 4 cuidados essenciais pós-parto (e sinais de alerta)

    Cicatriz da cesárea: 4 cuidados essenciais pós-parto (e sinais de alerta)

    Depois de um parto cesárea, existe uma série de cuidados necessários para evitar problemas, em especial com a cicatriz. A cicatrização adequada ajuda a prevenir infecções, dor persistente, abertura dos pontos e até complicações internas, como a abertura dos pontos antes do tempo e a formação de abscessos.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender quais cuidados realmente fazem diferença no pós-operatório e quais sinais exigem atenção médica imediata. Confira!

    Como são feitos os pontos da cesariana?

    Na cesariana, o fechamento do corte é feito com cuidado e por etapas. Como a cirurgia atravessa várias camadas do abdômen, o médico primeiro sutura as partes internas, como o útero e a musculatura, e só depois fecha a pele.

    Na maioria das vezes, Andreia explica que o fechamento da pele é feito com pontos intradérmicos, que ficam “por dentro” da pele e não aparecem externamente. O fio utilizado costuma ser bem fino, quase invisível, e absorvível — isto é, o próprio corpo o reabsorve com o tempo, sem necessidade de retirar os pontos depois.

    Em alguns casos, o médico pode optar por pontos externos ou pelo uso de cola cirúrgica. A cola forma uma espécie de película protetora sobre o corte e vai se soltando sozinha ao longo dos dias. A escolha da técnica depende da avaliação do profissional e das características da pele de cada mulher.

    Quais os cuidados com a cicatriz da cesárea nas primeiras semanas?

    Nas primeiras semanas após a cesárea, a cicatriz fica avermelhada, elevada, endurecida e com sensibilidade, localizando-se na linha do biquíni (cerca de 10 cm). Em alguns casos, a cicatriz da cesárea pode ser vertical (feita da região pubiana em direção ao umbigo), embora seja menos comum atualmente.

    Nesse período, é importante manter alguns cuidados simples, como:

    1. Realize a higiene adequada todos os dias

    Segundo Andreia, a região deve ser lavada durante o banho, com água corrente e sabonete neutro. Não é necessário utilizar produtos específicos, antissépticos ou soluções especiais, salvo recomendação médica.

    A especialista também ressalta que não se deve aplicar corticoides, anti-inflamatórios tópicos ou outras substâncias sem orientação profissional.

    Após a lavagem, é importante secar bem a área com uma toalha limpa, dando leves toques, sem esfregar. A fricção excessiva pode sensibilizar a pele, que ainda está em processo de recuperação.

    2. Mantenha a cicatriz seca

    A umidade é um dos principais fatores que favorecem a proliferação de bactérias. Por isso, depois do banho, a região precisa estar completamente seca antes de vestir a roupa.

    O uso de roupas leves, preferencialmente de algodão, ajuda a evitar abafamento, suor excessivo e atrito sobre a cicatriz. As peças muito apertadas podem causar desconforto e aumentar a sensibilidade local.

    3. Evite atividades físicas intensas

    Durante a cesariana, Andreia explica que várias camadas são suturadas, incluindo a aponeurose, que é uma camada fibrosa resistente que recobre o músculo. A região pode ficar sensível a esforços intensos no período inicial.

    Por isso, vale evitar esforços intensos, exercícios abdominais, levantamento de peso ou movimentos bruscos que podem gerar tensão excessiva na região, o que aumenta o risco de dor, abertura de pontos ou alargamento da cicatriz.

    4. Usar o protetor solar na cicatriz

    A exposição ao sol pode escurecer a cicatriz, pois se trata de uma pele em processo de regeneração. Andreia recomenda o uso de protetor solar sobre a região e, sempre que possível, mantê-la coberta pela roupa, especialmente na praia ou na piscina.

    Com o tempo, a cicatriz tende a clarear. Com seis meses a um ano já está bastante clara, mas a cicatrização completa pode levar mais de um ano.

    Avaliação médica nas primeiras semanas

    Com 15 dias, Andreia aponta que já existe uma cicatrização inicial adequada, e é possível avaliar se houve soltura de pontos, abertura de algum trecho ou saída de secreção. Ainda assim, a cicatriz está em fase inicial de evolução.

    O que é normal na cicatriz da cesárea?

    Após a cesárea, a cicatriz passa por um processo natural de cicatrização que pode durar meses. Durante o período, é normal que a cicatriz da cesárea fique avermelhada, inchada, endurecida e com coceira nas primeiras semanas, evoluindo para uma cor mais clara com o tempo, muitas vezes ficando dormente ou com formigamento.

    Também pode haver uma leve sensação de repuxamento na região, principalmente ao se levantar, caminhar ou fazer movimentos mais amplos com o tronco. Isso acontece porque os tecidos internos ainda estão em fase de reorganização e cicatrização, algo esperado depois de uma cirurgia abdominal como a cesárea.

    Possíveis alterações no processo de cicatrização da pele

    Durante a cicatrização da cesárea, algumas alterações podem ocorrer e, na maioria das vezes, fazem parte da resposta natural do organismo.

    Uma das alterações mais comuns é a cicatriz hipertrófica, segundo Andreia, que fica mais elevada e endurecida, porém limitada à área do corte. Ela pode estar relacionada à tensão da pele, à resposta inflamatória individual ou à forma como o tecido cicatrizou.

    Em muitos casos, há uma melhora progressiva com o tempo, embora algumas situações precisem de acompanhamento.

    Também pode ocorrer a cicatriz quelóide, que ultrapassa os limites da incisão original e apresenta crescimento mais exuberante do tecido cicatricial. Andreia explica que a alteração está relacionada principalmente à predisposição genética e é mais frequente em pessoas com pele mais escura.

    Nesses casos, pode ser necessário tratamento específico, como infiltrações com corticoide ou outras abordagens indicadas pelo médico.

    Sinais de alerta para ficar atenta

    É importante procurar atendimento médico caso surjam sinais que indiquem possível infecção, como:

    • Saída de pus;
    • Vermelhidão intensa;
    • Aumento da dor;
    • Sensação de calor na região;
    • Febre.

    Também pode ocorrer a formação de seroma, segundo Andreia, que é o acúmulo de líquido claro sob a pele. Nem sempre ele indica uma infecção, mas precisa ser avaliado por um profissional para evitar complicações.

    De forma geral, a cicatriz deve permanecer plana, sem inchaço, calor excessivo ou secreção. Diante de qualquer alteração significativa, é fundamental procurar um serviço de saúde para fazer uma avaliação.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo demora para a cicatriz da cesárea fechar por fora?

    A camada externa da pele costuma fechar entre 7 a 10 dias. No entanto, a cicatrização completa dos tecidos internos (músculos e útero) leva de 6 a 12 meses.

    2. Quando pode voltar a dirigir depois da cesárea?

    Normalmente após 15 a 21 dias. O ponto principal é não sentir dor ao pisar no freio bruscamente e ter mobilidade para girar o tronco. Por isso, consulte o seu médico antes.

    3. Os pontos da cesárea caem sozinhos?

    Depende da técnica. Atualmente, muitos cirurgiões usam fios absorvíveis que o corpo absorve em algumas semanas. Se forem pontos externos tradicionais ou grampos, eles devem ser retirados pelo médico entre 8 e 12 dias.

    4. Qual a melhor posição para dormir após a cesárea?

    De barriga para cima ou de lado, com um travesseiro entre os joelhos e outro apoiando a barriga. Dormir de bruços não é recomendado nas primeiras semanas.

    5. Quando pode ter relações sexuais novamente?

    A recomendação padrão é aguardar o fim do puerpério (quarentena), cerca de 40 dias, para garantir que o colo do útero esteja fechado e a cicatrização interna avançada.

    6. Quantas camadas de tecido são cortadas na cesárea?

    São cortadas 7 camadas: pele, tela subcutânea (gordura), fáscia (capa do músculo), músculo (que é afastado), peritônio parietal, peritônio visceral e, por fim, o útero.

    7. Posso passar hidratante ou óleo diretamente na cicatriz recém-fechada?

    Apenas após a liberação médica, normalmente após 15 ou 20 dias. Antes disso, o excesso de umidade de cremes pode amolecer os tecidos e favorecer a abertura dos pontos ou a proliferação de fungos.

    8. Quanto tempo depois da cesárea posso engravidar novamente com segurança?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um intervalo de 18 a 24 meses. O tempo é necessário para que a cicatriz no útero recupere sua elasticidade total, reduzindo o risco de ruptura uterina em uma futura gestação.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • Tricomoníase: entenda essa infecção que causa corrimento e coceira 

    Tricomoníase: entenda essa infecção que causa corrimento e coceira 

    Coceira, corrimento diferente, desconforto na região íntima. Muitas vezes, esses sintomas são atribuídos apenas a uma infecção comum, mas podem indicar tricomoníase, uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante frequente.

    A boa notícia é que a tricomoníase tem cura. O problema é que, por ser muitas vezes silenciosa, pode permanecer sem diagnóstico, o que facilita a transmissão. Informar-se sobre como se pega, quando suspeitar e como tratar é essencial para cuidar da própria saúde e da saúde do parceiro.

    O que é tricomoníase?

    A tricomoníase é uma infecção causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis.

    Diferentemente de outras ISTs causadas por vírus ou bactérias, ela é provocada por um micro-organismo unicelular que se instala principalmente:

    • Na vagina;
    • Na uretra (canal da urina);
    • No colo do útero.

    Nos homens, costuma afetar a uretra e, muitas vezes, não causa sintomas.

    Como se pega tricomoníase?

    A transmissão ocorre principalmente por:

    • Relação sexual vaginal sem preservativo;
    • Contato direto com secreções genitais infectadas.

    A infecção pode ser transmitida mesmo que a pessoa não apresente sintomas. A tricomoníase é considerada uma das ISTs não virais mais comuns no mundo.

    Quais são os sintomas?

    Sintomas em mulheres

    Quando aparecem, podem envolver:

    • Corrimento vaginal amarelado ou esverdeado;
    • Odor forte;
    • Coceira intensa;
    • Ardor ao urinar;
    • Dor durante a relação.

    Algumas mulheres também podem sentir irritação e vermelhidão na região íntima.

    Sintomas em homens

    Nos homens, muitas vezes não há sintomas. Quando surgem, costumam ser:

    • Ardor ao urinar;
    • Secreção uretral discreta;
    • Desconforto leve na região genital.

    A ausência de sintomas não impede a transmissão.

    Por que a tricomoníase merece atenção?

    Sem tratamento, a infecção pode:

    • Aumentar o risco de contrair ou transmitir HIV;
    • Provocar complicações na gravidez, como parto prematuro;
    • Causar inflamação persistente da região genital.

    Por isso, mesmo sendo tratável, não deve ser ignorada.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico pode ser feito por:

    • Avaliação clínica;
    • Exame da secreção vaginal;
    • Testes laboratoriais específicos, como PCR.

    Muitas vezes, o profissional de saúde também investiga outras ISTs associadas.

    Como tratar tricomoníase?

    A tricomoníase tem cura e o tratamento é feito com medicamentos antiparasitários, geralmente prescritos por médico.

    O tratamento pode ser feito em dose única ou por alguns dias, conforme orientação profissional.

    É muito importante:

    • Tratar o parceiro simultaneamente;
    • Evitar relações sexuais até o término do tratamento;
    • Não interromper o medicamento antes do prazo indicado.

    O consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento com metronidazol, pois pode causar reações desagradáveis.

    Como prevenir?

    • Uso de preservativo em todas as relações;
    • Testagem regular em caso de múltiplos parceiros;
    • Tratamento imediato ao surgimento de sintomas;
    • Comunicação aberta com parceiros.

    Quando procurar atendimento médico?

    Procure avaliação se houver:

    • Corrimento com odor forte;
    • Coceira intensa persistente;
    • Ardor ao urinar;
    • Sintomas após relação desprotegida;
    • Parceiro diagnosticado com IST.

    Confira: HPV: o que é, riscos e como a vacina pode proteger sua saúde

    Perguntas frequentes sobre tricomoníase

    1. Tricomoníase tem cura?

    Sim, com tratamento adequado, a infecção tem cura.

    2. Posso ter tricomoníase sem sintomas?

    Sim, especialmente homens podem não apresentar sintomas.

    3. Preciso tratar meu parceiro?

    Sim, mesmo que ele não tenha sintomas, o tratamento simultâneo é essencial.

    4. Posso pegar tricomoníase mais de uma vez?

    Sim, se houver nova exposição ao protozoário.

    5. Tricomoníase é a mesma coisa que candidíase?

    Não. São infecções diferentes, com causas distintas.

    6. Posso beber álcool durante o tratamento?

    Não é recomendado, especialmente se estiver usando metronidazol.

    7. A tricomoníase é comum?

    Sim, é uma das ISTs não virais mais frequentes no mundo.

    Veja mais: Sífilis: veja como prevenir e tratar essa infecção antiga que voltou a crescer

  • Meditação: ela pode ajudar na redução da pressão arterial?

    Meditação: ela pode ajudar na redução da pressão arterial?

    Qualidade do sono, redução do estresse e sensação maior de bem-estar não são os únicos benefícios da meditação, uma prática mental que favorece o relaxamento, melhora a atenção no momento presente e contribui para o equilíbrio entre corpo e mente.

    No dia a dia, pessoas que convivem com a hipertensão podem encontrar na meditação um apoio de autocuidado para o controle da pressão arterial, principalmente quando a prática é associada a hábitos saudáveis de vida e ao acompanhamento médico adequado.

    Quando a meditação é regular, ela favorece o equilíbrio do sistema nervoso, reduz a resposta do organismo ao estresse e promove maior relaxamento vascular — fatores que podem contribuir para níveis pressóricos mais estáveis ao longo do tempo. Mas como isso funciona? Vamos entender mais, a seguir.

    Como a meditação influencia a pressão arterial?

    A influência da meditação na pressão arterial ocorre principalmente através da modulação do sistema nervoso autónomo e da redução da resposta do corpo ao estresse. Quando a mente desacelera, o corpo também responde com mudanças fisiológicas que favorecem a saúde cardiovascular, como:

    1. Redução do estresse

    O estresse crônico estimula a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina, substâncias que preparam o organismo para situações de alerta e, como consequência, podem elevar a pressão arterial de forma persistente. A prática regular da meditação contribui para reduzir a ativação em excesso, favorecendo o relaxamento do corpo e da mente.

    Com o tempo, o corpo e a mente passam a reagir de forma mais tranquila às situações estressantes do dia a dia, o que ajuda a evitar aumentos frequentes da pressão e traz uma sensação maior de controle emocional.

    2. Relaxamento dos vasos sanguíneos

    Durante a meditação, o corpo costuma entrar em um estado de relaxamento mais profundo, o que também favorece o relaxamento dos vasos sanguíneos. Isso pode facilitar a circulação do sangue e ajudar a manter a pressão arterial mais equilibrada.

    Mesmo sem substituir os tratamentos médicos, a meditação contribui para um maior equilíbrio do organismo, o que faz bem para a saúde do coração.

    3. Melhora da respiração

    Diversas técnicas de meditação são feitas a partir de uma respiração lenta e consciente, o que ajuda a desacelerar o coração, melhora a oxigenação do corpo e traz uma sensação maior de calma.

    Além disso, a respiração controlada influencia o sistema nervoso, ajudando o organismo a reagir melhor ao estresse e contribuindo para o controle da pressão arterial ao longo do tempo.

    4. Equilíbrio do sistema nervoso

    A meditação estimula mais a atuação do sistema nervoso ligado ao descanso e à recuperação do corpo. Isso ajuda a reduzir a tensão física, diminui a sobrecarga no coração e faz o organismo reagir de forma mais equilibrada ao estresse do dia a dia.

    Como resultado, a prática pode ajudar a manter a pressão arterial mais estável e trazer uma sensação maior de calma diante das demandas da rotina.

    Importante: a meditação não substitui o uso de remédios prescritos, não dispensa o acompanhamento médico e funciona melhor quando acompanhada de uma alimentação saudável, atividades físicas e um sono de qualidade.

    Quais as melhores técnicas de meditação?

    As técnicas de meditação que mais ajudam no controle da pressão arterial são aquelas que promovem um relaxamento mais profundo, reduzindo o estresse e ajudando o corpo a desacelerar. Algumas das práticas mais indicadas incluem, segundo estudos:

    1. Mindfulness

    A meditação mindfulness, também chamada de atenção plena, consiste em treinar a mente para ficar presente no momento atual, sem julgamento. Mas como fazer? Veja um passo a passo simples:

    • Escolha um lugar tranquilo e sente-se confortavelmente;
    • Mantenha a coluna ereta, mas sem rigidez;
    • Feche os olhos ou deixe o olhar relaxado;
    • Concentre-se na respiração natural, sem forçar;
    • Observe pensamentos, sensações ou emoções que surgirem;
    • Quando a mente se distrair (o que é normal), volte gentilmente à respiração;
    • Comece com 5 minutos e aumente gradualmente até 15 ou 20 minutos.

    2. Respiração diafragmática

    A respiração diafragmática é uma técnica que utiliza o diafragma para respirar de forma mais profunda e eficiente. Para incluí-la no dia a dia, é simples:

    • Sente-se ou deite-se confortavelmente;
    • Coloque uma mão no peito e outra na barriga;
    • Inspire lentamente pelo nariz, deixando o abdômen expandir;
    • Evite levantar o peito durante a inspiração;
    • Expire devagar pela boca ou pelo nariz;
    • Mantenha um ritmo lento e confortável por alguns minutos.

    3. Meditação transcendental

    A meditação transcendental envolve a repetição silenciosa de um mantra, que pode ser uma palavra, som ou frase curta da sua escolha. Veja como fazer:

    • Sente-se confortavelmente, com olhos fechados;
    • Escolha um mantra simples e neutro;
    • Repita mentalmente de forma suave, sem esforço;
    • Deixe pensamentos passarem naturalmente;
    • Se perder o foco, volte ao mantra com tranquilidade;
    • Pratique cerca de 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

    4. Visualização guiada

    A visualização guiada é uma técnica de meditação que utiliza a imaginação para criar cenários tranquilos e positivos. Para fazer em casa:

    • Sente-se ou deite-se em um ambiente silencioso e confortável;
    • Feche os olhos e comece com algumas respirações lentas e profundas;
    • Imagine um local que te acalma, como uma praia, floresta, campo ou montanha;
    • Tente visualizar cores, sons, cheiros, temperatura e texturas;
    • Mantenha a atenção na cena por alguns minutos, explorando os detalhes;
    • Se pensamentos surgirem, volte gentilmente à imagem escolhida.

    Benefícios da meditação para o coração

    Além dos benefícios no controle da pressão arterial, a meditação regular pode provocar mudanças fisiológicas que favorecem a saúde cardiovascular:

    • Redução da frequência cardíaca: ao acalmar o sistema nervoso, o coração trabalha de forma mais eficiente e com menor sobrecarga;
    • Diminuição da rigidez arterial: favorece a elasticidade dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação;
    • Controle do estresse oxidativo: ajuda a reduzir a produção de substâncias inflamatórias e radicais livres;
    • Melhora da variabilidade da frequência cardíaca: indica uma maior capacidade do organismo de se adaptar ao estresse.

    Quanto tempo de meditação praticar por dia?

    A regularidade costuma ser mais importante do que a duração de uma única sessão. No geral, 15 a 20 minutos por sessão, uma ou duas vezes ao dia, costuma ser suficiente.

    Se você está começando, sessões de 5 a 10 minutos já podem ajudar. O mais importante é criar o hábito sem transformar a prática em uma fonte de ansiedade. Em média, os efeitos na pressão arterial começam a ser percebidos após cerca de quatro a oito semanas de prática regular.

    Outras dicas naturais para baixar a pressão alta

    Além da meditação, alguns hábitos simples contribuem para a saúde cardiovascular:

    • Reduzir o consumo de sal, usando ervas naturais e temperos como alho e cebola;
    • Aumentar o consumo de alimentos ricos em potássio (banana, abacate, folhas verdes);
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhadas;
    • Consumir alimentos com magnésio (castanhas, sementes, chocolate amargo);
    • Considerar chás que auxiliam no controle, como hibisco ou alho, sob orientação profissional.

    Leia também: Dicas para equilibrar a vida pessoal e o trabalho

    Perguntas frequentes

    1. Posso parar de tomar remédio se a minha pressão baixar com a meditação?

    Nunca. A meditação é uma terapia complementar. Qualquer alteração na dosagem ou interrupção do medicamento deve ser feita exclusivamente pelo seu cardiologista.

    2. Qual o melhor horário para meditar para o coração?

    Não existe um horário obrigatório, mas muitos especialistas recomendam logo ao acordar ou antes de dormir.

    3. Crianças e idosos hipertensos podem meditar?

    Sim, a meditação é segura para todas as idades e não possui efeitos colaterais.

    4. É normal sentir tontura ao meditar?

    Algumas pessoas sentem um relaxamento profundo que pode causar uma leve tontura ao levantar. Ao terminar, abra os olhos devagar e aguarde um minuto antes de ficar de pé.

    5. Posso meditar ouvindo música clássica?

    Sim, sons suaves podem ajudar a abafar distrações externas e facilitar o relaxamento.

    6. Existe alguma roupa ideal para meditar e baixar a pressão?

    O ideal são roupas largas e confortáveis que não apertem a região abdominal ou o pescoço, facilitando a respiração e a circulação.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Calorimetria indireta: o exame que mostra quantas calorias você realmente gasta por dia

    Você já ouviu alguém dizer que tem o metabolismo lento ou que gasta poucas calorias por dia? A verdade é que o metabolismo pode, sim, variar de pessoa para pessoa — e existe um exame capaz de medir isso de forma precisa: a calorimetria indireta.

    Muito utilizada em consultórios de nutrição, endocrinologia e medicina esportiva, a calorimetria indireta é considerada o método mais confiável para avaliar o gasto energético em repouso. Mas afinal, como ela funciona e para quem é indicada?

    O que é calorimetria indireta?

    A calorimetria indireta é um exame que mede a quantidade de oxigênio que o corpo consome e a quantidade de gás carbônico que elimina.

    Com base nesses dados, é possível calcular a taxa metabólica basal (TMB), ou seja, a quantidade de calorias que o corpo gasta apenas para manter funções vitais, como:

    • Batimentos cardíacos;
    • Respiração;
    • Funcionamento dos órgãos;
    • Regulação da temperatura corporal.

    Esse gasto acontece mesmo quando a pessoa está em repouso absoluto.

    Por que o exame é chamado de “indireto”?

    Ele é chamado de indireto porque não mede o calor produzido diretamente pelo corpo. Em vez disso, estima o gasto energético a partir da troca de gases respiratórios.

    Quanto maior o consumo de oxigênio, maior o gasto energético. Essa relação permite calcular, com boa precisão, quantas calorias o organismo utiliza em repouso.

    Para que serve a calorimetria indireta?

    Ajustar planos alimentares

    O exame ajuda a calcular com mais precisão quantas calorias uma pessoa realmente precisa consumir, seja para emagrecer, ganhar massa muscular ou manter o peso.

    Avaliar metabolismo em pessoas com dificuldade para emagrecer ou ganhar peso

    Em alguns casos, o metabolismo pode estar abaixo ou acima do esperado para idade, peso e composição corporal. A calorimetria ajuda a esclarecer essa dúvida.

    Acompanhar atletas

    Permite ajustar estratégias nutricionais conforme o gasto energético real, otimizando desempenho e recuperação.

    Avaliar pacientes hospitalizados

    Em ambiente hospitalar, é utilizada para ajustar o suporte nutricional em pacientes críticos, evitando tanto déficit quanto excesso de calorias.

    Como é feito o exame?

    O procedimento é simples e não invasivo.

    Geralmente envolve:

    • Permanecer em repouso por cerca de 20 a 30 minutos;
    • Uso de máscara ou bocal conectado a um aparelho;
    • Ambiente silencioso e com temperatura controlada.

    Para maior precisão, costuma-se recomendar:

    • Jejum de algumas horas;
    • Evitar exercícios físicos antes do exame;
    • Não consumir cafeína no dia da avaliação.

    Quem pode se beneficiar?

    • Pessoas em processo de emagrecimento;
    • Atletas;
    • Pessoas com obesidade;
    • Pacientes com doenças metabólicas;
    • Indivíduos com suspeita de metabolismo alterado.

    A calorimetria substitui cálculos tradicionais?

    Não necessariamente, mas é mais precisa.

    Muitas dietas são elaboradas com base em fórmulas estimadas, que utilizam idade, peso, altura e sexo. Essas equações funcionam bem para a maioria das pessoas, mas podem não refletir o metabolismo real em todos os casos.

    A calorimetria indireta reduz essa margem de erro e permite um plano mais individualizado.

    O metabolismo pode mudar ao longo da vida?

    Sim. O gasto energético é influenciado por vários fatores, como:

    • Idade;
    • Massa muscular;
    • Sexo;
    • Hormônios;
    • Nível de atividade física;
    • Doenças associadas.

    Por isso, em alguns casos, repetir o exame pode ser útil, especialmente quando há mudanças importantes no peso, na composição corporal ou no estado de saúde.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes sobre calorimetria indireta

    1. O exame dói?

    Não. É simples, não invasivo e não causa dor.

    2. Quanto tempo dura?

    Em média, de 20 a 30 minutos.

    3. Precisa estar em jejum?

    Geralmente sim, conforme orientação do profissional responsável.

    4. Ele mede quantas calorias gasto no dia todo?

    Ele mede o gasto em repouso. O gasto energético total depende também do nível de atividade física.

    5. É indicado para qualquer pessoa?

    Pode ser útil, mas deve ter indicação profissional, especialmente quando há objetivos específicos de saúde ou desempenho.

    6. Pessoas com tireoide alterada podem fazer?

    Sim. O exame pode ajudar na avaliação metabólica nesses casos.

    7. O metabolismo lento é comum?

    Na maioria das pessoas, o metabolismo está dentro do esperado. Porém, hábitos, composição corporal e condições hormonais influenciam bastante o gasto energético.

    Leia mais: Por que as dietas restritivas não funcionam (e os riscos para a saúde)