Blog

  • Pode trocar água comum por água com gás?

    Pode trocar água comum por água com gás?

    Há quem prefira água com gás pela sensação refrescante e pelas bolhinhas que dão a impressão de estar bebendo algo mais interessante do que água comum. Mas uma dúvida frequente é: será que ela hidrata da mesma forma?

    A resposta curta é sim, a água com gás hidrata tanto quanto água sem gás. A diferença está na presença do dióxido de carbono, que não altera a capacidade de hidratação do líquido. Entenda por quê.

    Água com gás hidrata igual?

    Sim, qualquer água potável contribui para a hidratação do corpo.

    A água com gás é composta basicamente por:

    • Água;
    • Dióxido de carbono (CO₂) dissolvido.

    Ela não perde a capacidade de hidratar por conter gás. O que realmente importa para a hidratação é a quantidade de líquido ingerida ao longo do dia.

    Como a água com gás é feita?

    Existem dois tipos principais:

    Água naturalmente gaseificada

    É proveniente de fontes minerais que já contêm gás carbônico naturalmente dissolvido.

    Água gaseificada artificialmente

    É produzida pela adição de dióxido de carbono sob pressão à água filtrada ou mineral.

    O processo funciona assim:

    • A água é resfriada;
    • O gás carbônico é injetado sob alta pressão;
    • O CO₂ se dissolve no líquido, formando ácido carbônico, que é o responsável pelas bolhas.

    Esse ácido carbônico é fraco e não altera de forma significativa a hidratação.

    A água com gás é mais ácida?

    Sim, levemente.

    A presença do dióxido de carbono forma ácido carbônico, tornando o pH um pouco mais baixo do que o da água comum. No entanto:

    • Essa acidez é leve;
    • Não altera o pH do sangue;
    • Não “acidifica o organismo”, como alguns mitos sugerem.

    O corpo regula o pH sanguíneo de forma muito rigorosa, independentemente do consumo de água gaseificada.

    Água com gás faz mal para os ossos?

    Não há evidências científicas de que água com gás prejudique os ossos.

    A confusão costuma vir de estudos antigos sobre refrigerantes à base de cola, que contêm fósforo e outros componentes. A água com gás pura não tem esses aditivos.

    Água com gás pode causar inchaço?

    Em algumas pessoas, pode causar:

    • Sensação de estufamento;
    • Aumento de gases;
    • Desconforto abdominal leve.

    Isso ocorre pela presença do gás, não por perda de hidratação.

    Pessoas com refluxo gastroesofágico podem sentir piora dos sintomas ao consumir água com gás.

    Água com gás substitui refrigerante?

    Sim, e pode ser uma estratégia interessante.

    Quando não contém açúcar, adoçantes ou aromatizantes artificiais, a água com gás é uma alternativa mais saudável ao refrigerante.

    Adicionar limão ou folhas de hortelã pode ajudar quem tem dificuldade em beber água pura.

    Existe alguma diferença na absorção?

    Não. A absorção da água ocorre no intestino, e o dióxido de carbono é eliminado naturalmente pelo organismo, principalmente pela respiração.

    Do ponto de vista da hidratação, a água com gás é equivalente à água sem gás.

    Veja mais: Descubra quanto de água você deve tomar por dia

    Perguntas frequentes sobre água com gás

    1. Água com gás hidrata menos?

    Não. Hidrata da mesma forma que a água comum.

    2. Água com gás prejudica os rins?

    Não há evidência científica de que prejudique rins saudáveis.

    3. Pode substituir totalmente a água comum?

    Sim, desde que seja água pura, sem açúcar ou aditivos.

    4. Água com gás faz mal para quem tem gastrite?

    Pode causar desconforto em algumas pessoas sensíveis.

    5. Ajuda na digestão?

    Algumas pessoas relatam sensação de melhora digestiva, mas não é um tratamento médico.

    6. Crianças podem beber?

    Podem, mas é importante observar tolerância individual.

    7. Água com gás causa celulite?

    Não há qualquer relação científica entre água gaseificada e celulite.

    Confira: Como identificar sinais de desidratação mesmo quando você acha que bebe água suficiente

  • Creatina: quem pode usar e quais cuidados são necessários

    Creatina: quem pode usar e quais cuidados são necessários

    Nos últimos anos, a creatina se tornou um dos suplementos mais populares entre pessoas que praticam atividade física. Muito associada ao ganho de força e ao desempenho nos treinos, ela é frequentemente utilizada por atletas e por quem busca melhorar a recuperação muscular.

    Apesar da popularidade, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que exatamente é a creatina, como ela atua no organismo e se o suplemento pode ser usado por qualquer pessoa.

    No vídeo abaixo, você vai entender por que essa substância funciona como uma reserva de energia para os músculos e por que a avaliação médica é importante antes de iniciar a suplementação.

    O que é creatina

    A creatina é uma substância naturalmente produzida pelo organismo a partir de aminoácidos. Ela também pode ser obtida por meio da alimentação, principalmente em alimentos de origem animal.

    Entre as principais fontes alimentares de creatina estão:

    • Carnes vermelhas;
    • Peixes;
    • Frango.

    No corpo humano, a maior parte da creatina fica armazenada nos músculos, onde tem um papel importante na produção de energia.

    Quem deve ter cuidado ao usar creatina

    Apesar de ser considerada segura quando utilizada corretamente, a creatina não deve ser usada indiscriminadamente.

    Pessoas com algumas condições de saúde precisam de avaliação médica antes de iniciar o suplemento.

    Isso inclui indivíduos que têm:

    • Doenças renais;
    • Problemas no fígado;
    • Condições médicas que exigem acompanhamento clínico.

    Além disso, a orientação profissional ajuda a definir a dose adequada e a necessidade real da suplementação.

    Veja mais: Alimentação pré e pós-treino: guia completo para potencializar a musculação

    Perguntas frequentes sobre creatina

    1. O que é creatina?

    A creatina é uma substância produzida naturalmente pelo organismo e armazenada principalmente nos músculos, onde ajuda na produção de energia durante o esforço físico.

    2. Creatina ajuda no desempenho muscular?

    Sim. Ela contribui para a produção rápida de energia durante exercícios intensos e pode melhorar o desempenho em atividades de força.

    3. Creatina ajuda na recuperação muscular?

    Pode ajudar. A substância contribui para a disponibilidade de energia nas células musculares, o que pode favorecer a recuperação após o exercício.

    4. Pessoas idosas podem usar creatina?

    Em alguns casos, sim. Estudos sugerem que a creatina associada ao exercício pode ajudar na preservação da massa muscular ao longo do envelhecimento, mas o uso deve ser orientado por profissional de saúde.

    5. Quem não deve usar creatina sem orientação médica?

    Pessoas com doenças renais, problemas hepáticos ou outras condições médicas devem buscar avaliação antes de iniciar o suplemento.

    6. Creatina pode ser obtida na alimentação?

    Sim. Ela está presente principalmente em carnes e peixes, embora em quantidades menores do que as utilizadas em suplementos.

    7. Creatina é considerada um suplemento seguro?

    Em geral, sim, quando utilizada corretamente e sob orientação profissional.

    Veja também: Creatina: benefícios e cuidados importantes

  • Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

    Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

    Os medicamentos para reduzir o colesterol estão entre os tratamentos mais estudados e prescritos para cuidar da saúde cardiovascular. Ainda assim, muitas dúvidas e mitos cercam esse tipo de remédio, principalmente quando o assunto são possíveis efeitos colaterais ou a necessidade de tomar o medicamento por períodos mais longos.

    A verdade é que o colesterol alto geralmente não provoca sintomas, mas pode aumentar o risco de problemas graves, como infarto e AVC. Por isso, entender quando o tratamento é necessário e como esses medicamentos funcionam é muito importante para proteger a saúde do coração.

    Antes de continuar a leitura, veja neste vídeo uma explicação clara sobre alguns dos mitos mais comuns relacionados às medicações usadas para controlar o colesterol.

    Para que servem os medicamentos para colesterol

    Os medicamentos para colesterol têm como principal objetivo reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

    Eles ajudam a diminuir principalmente o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, que pode se acumular nas paredes das artérias e formar placas de gordura.

    Com o tempo, essas placas podem estreitar ou bloquear os vasos sanguíneos, aumentando o risco de:

    • Infarto;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial coronariana;
    • Outras complicações cardiovasculares.

    Entre os medicamentos mais utilizados estão as estatinas, consideradas atualmente um dos tratamentos mais eficazes na prevenção de eventos cardiovasculares.

    Mito: todo mundo que toma remédio para colesterol terá efeitos colaterais

    Esse é um dos mitos mais comuns.

    Embora algumas pessoas possam apresentar efeitos colaterais, a grande maioria utiliza essas medicações sem problemas.

    Os efeitos adversos mais relatados são:

    • Dor muscular;
    • Cansaço;
    • Sensação de fraqueza.

    Mesmo assim, esses sintomas ocorrem em uma pequena parcela dos pacientes — cerca de 3% a 5%, de acordo com estudos clínicos.

    Na maioria das situações, os benefícios da medicação em reduzir o risco de infarto e AVC são muito maiores do que os possíveis efeitos colaterais.

    Mito: se o colesterol melhorou, posso parar o remédio

    Outro equívoco bastante comum é acreditar que, após a melhora dos níveis de colesterol, o medicamento pode ser interrompido.

    Na maior parte dos casos, isso não é recomendado.

    Isso acontece porque essas medicações controlam o colesterol, mas não curam a tendência do organismo de produzi-lo em excesso.

    Quando o tratamento é interrompido sem orientação médica, os níveis de colesterol tendem a subir novamente.

    Por esse motivo, qualquer mudança na medicação deve sempre ser discutida com o médico.

    Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Perguntas frequentes sobre remédios para colesterol

    1. Todo remédio para colesterol causa dor muscular?

    Não. Embora a dor muscular seja um efeito colateral possível, ela ocorre em apenas uma pequena parcela dos pacientes.

    2. Posso parar o remédio se o colesterol normalizar?

    Na maioria dos casos, não. O medicamento controla o colesterol, mas não elimina a tendência do corpo de produzi-lo em níveis elevados.

    3. Estatinas são seguras?

    Sim. As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados da medicina e demonstraram grande segurança e eficácia na prevenção de infarto e AVC.

    4. Alimentação saudável pode substituir o medicamento?

    Em alguns casos de baixo risco cardiovascular, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Porém, muitas pessoas precisam da medicação associada a essas mudanças.

    5. Quem tem colesterol alto sempre precisa tomar remédio?

    Não necessariamente. A decisão depende do nível de colesterol, da idade e do risco cardiovascular de cada pessoa. O médico deve acompanhar cada caso e orientar da melhor maneira.

    6. O colesterol alto dá sintomas?

    Na maioria das vezes, não. Por isso, exames de sangue são essenciais para o diagnóstico.

    7. O tratamento do colesterol é para sempre?

    Em muitos casos, sim, especialmente quando a pessoa possui alto risco cardiovascular.

    Veja também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Canetas emagrecedoras: cuidados e efeitos colaterais que você precisa conhecer 

    Canetas emagrecedoras: cuidados e efeitos colaterais que você precisa conhecer 

    Nos últimos anos, medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras ganharam enorme destaque no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Fármacos dessa classe, como os análogos do GLP-1, demonstraram grande eficácia na perda de peso e no controle da glicose no sangue, o que ampliou o interesse tanto de médicos e pacientes.

    Apesar dos benefícios, esses medicamentos não são uma solução mágica para emagrecer. Eles agem em mecanismos específicos do organismo e podem causar efeitos colaterais em algumas pessoas. Por isso, especialistas reforçam que o uso deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde e combinado com mudanças no estilo de vida.

    Assista: quais cuidados devem ser tomados com as canetas emagrecedoras

    Veja neste vídeo uma explicação direta sobre os cuidados necessários ao utilizar medicamentos dessa classe.

    O que são as chamadas “canetas emagrecedoras”

    As chamadas canetas emagrecedoras são um nome popular para medicamentos injetáveis usados originalmente no tratamento do diabetes tipo 2, mas que também demonstraram grande eficácia na perda de peso.

    Elas pertencem a uma classe de medicamentos chamada análogos do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), um hormônio que participa da regulação do apetite e do metabolismo da glicose.

    Entre seus principais efeitos estão:

    • Redução do apetite;
    • Aumento da sensação de saciedade;
    • Melhor controle da glicose no sangue;
    • Retardo do esvaziamento do estômago;
    • Auxílio na perda de peso.

    Além disso, estudos clínicos mostraram que alguns medicamentos dessa classe também podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares em pessoas com diabetes e obesidade.

    Como esses medicamentos ajudam na perda de peso

    Um dos principais mecanismos dos análogos de GLP-1 é retardar o esvaziamento do estômago, fazendo com que a digestão seja mais lenta e a sensação de saciedade dure mais tempo.

    Isso leva a:

    • Menor ingestão de alimentos;
    • Redução da fome entre as refeições;
    • Maior facilidade para seguir uma dieta equilibrada.

    Esse conjunto de efeitos explica por que muitas pessoas conseguem perder peso com o tratamento.

    Quem deve ter cuidado ao usar esses medicamentos

    Nem todas as pessoas podem utilizar medicamentos dessa classe. Existem contraindicações e situações que exigem avaliação médica cuidadosa.

    Por esse motivo, especialistas reforçam que o uso dessas medicações nunca deve ser feito por conta própria.

    Veja também: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

    Perguntas frequentes sobre canetas emagrecedoras

    As canetas emagrecedoras funcionam mesmo?

    Sim. Diversos estudos clínicos demonstraram que medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 podem promover perda de peso significativa quando associados a mudanças no estilo de vida.

    Esses medicamentos servem apenas para emagrecer?

    Não. Eles foram inicialmente desenvolvidos para tratar o diabetes tipo 2, ajudando a controlar os níveis de glicose no sangue.

    Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

    Os mais frequentes são náuseas, vômitos, sensação de estômago cheio e desconforto digestivo, especialmente no início do tratamento.

    É possível perder o apetite completamente?

    Em alguns casos, a redução do apetite pode ser muito intensa. Por isso, é importante ter orientação médica e nutricional para manter uma alimentação adequada.

    O peso pode voltar depois de parar o medicamento?

    Sim. Se não houver mudanças sustentáveis na alimentação e no estilo de vida, existe risco de recuperação do peso.

    Posso usar canetas emagrecedoras por conta própria?

    Não. Esses medicamentos precisam de prescrição e acompanhamento médico para garantir segurança.

    Atividade física é necessária durante o tratamento?

    Sim. A prática regular de exercícios ajuda a potencializar a perda de peso e contribui para manter os resultados a longo prazo.

    Veja mais: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

  • Você sabia que excesso de vitamina D pode ser perigoso? Entenda os riscos 

    Você sabia que excesso de vitamina D pode ser perigoso? Entenda os riscos 

    A vitamina D ganhou enorme popularidade nos últimos anos. Conhecida por ajudar na saúde dos ossos, na imunidade e em diversas funções do organismo, ela passou a ser consumida por muitas pessoas em forma de suplemento, muitas vezes sem avaliação médica.

    O problema é que, apesar de muito importante para a saúde, a vitamina D também pode trazer riscos quando utilizada em excesso. Diferentemente de algumas vitaminas que o corpo elimina facilmente, ela pode se acumular no organismo e provocar efeitos indesejados.

    Veja abaixo os riscos do excesso de vitamina D e como saber se você precisa ou não suplementar a vitamina.

    Quando a suplementação de vitamina D é necessária

    Nem todas as pessoas precisam tomar vitamina D em cápsulas ou gotas. A indicação depende de diversos fatores.

    Entre as situações em que a suplementação pode ser indicada estão:

    • Deficiência comprovada em exames de sangue;
    • Baixa exposição solar;
    • Idosos;
    • Pessoas com osteoporose;
    • Doenças que prejudicam a absorção de nutrientes;
    • Uso de alguns medicamentos específicos.

    A dose ideal varia bastante entre indivíduos e deve ser definida por um profissional de saúde.

    Como saber se seus níveis de vitamina D estão adequados

    A forma mais segura de avaliar os níveis de vitamina D é por meio de um exame de sangue chamado Vitamina D 25-hidroxi. Esse exame permite identificar se os níveis estão adequados, se existe deficiência e se há excesso da vitamina.

    Com base nesse resultado, o médico pode indicar ajustes na alimentação, exposição ao sol ou suplementação.

    Leia também: Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes

    Perguntas frequentes sobre vitamina D (FAQ)

    1. Tomar vitamina D todos os dias faz mal?

    Não necessariamente. Muitas pessoas precisam suplementar vitamina D diariamente. O problema ocorre quando a dose é muito alta ou quando o suplemento é usado sem acompanhamento médico.

    2. Quais são os sintomas de excesso de vitamina D?

    Os sintomas podem incluir náuseas, vômitos, fraqueza, perda de apetite, sede excessiva, aumento da urina e alterações nos rins.

    3. A vitamina D pode causar problemas nos rins?

    Sim. Quando o excesso de vitamina D provoca aumento do cálcio no sangue, pode haver formação de cálculos renais e sobrecarga do funcionamento dos rins.

    4. Posso tomar vitamina D por conta própria?

    Não é o ideal. O recomendado é fazer um exame de sangue antes e receber orientação médica sobre a dose adequada.

    5. Quanto tempo leva para normalizar o excesso de vitamina D?

    Depende do grau de excesso. Como a vitamina D é armazenada no organismo, pode levar semanas ou até meses para os níveis voltarem ao normal.

    6. Tomar sol já fornece vitamina D suficiente?

    A exposição solar ajuda na produção da vitamina D, mas a quantidade produzida depende de fatores como horário, duração da exposição, cor da pele e uso de protetor solar.

    7. Quem tem deficiência de vitamina D precisa suplementar sempre?

    Nem sempre. Em alguns casos, a suplementação é temporária até que os níveis se normalizem.

    Veja também: Vitaminas: por que você não deve suplementar sem acompanhamento médico?

  • 9 alimentos ricos em potássio (além da banana)

    9 alimentos ricos em potássio (além da banana)

    O potássio é um mineral que participa de vários processos importantes do funcionamento do corpo no dia a dia. Sendo um eletrólito, ele ajuda a manter o equilíbrio dos líquidos no organismo e permite a comunicação correta entre as células, principalmente as dos músculos e dos nervos.

    O potássio também é importante para o funcionamento dos músculos, inclusive do coração, ajudando a manter os batimentos cardíacos regulares. Para completar, ele trabalha junto com o sódio para ajudar no controle da pressão arterial, equilibrando os efeitos do excesso de sal no corpo.

    Mas afinal, onde encontrar o potássio? Ele é encontrado principalmente em alimentos de origem vegetal, a banana sendo uma das fontes mais conhecidas, mas vários outros alimentos também são ricos no mineral. Nós listamos alguns deles para você, a seguir!

    1. Batata-doce

    A batata-doce é uma das fontes vegetais mais completas de potássio presentes na alimentação. O mineral está ainda mais concentrado na casca, por isso, sempre que possível, o ideal é consumi-la bem higienizada e com a casca.

    Além disso, a batata-doce possui carboidratos de absorção mais lenta, que liberam energia aos poucos no organismo. Isso ajuda a evitar picos de açúcar no sangue e mantém a sensação de saciedade por mais tempo, sendo uma ótima opção para as refeições do dia a dia.

    2. Abóbora

    A abóbora, seja a cabotiá ou a moranga, é um alimento leve, nutritivo e rico em potássio. Ela tem poucas calorias e ajuda a aumentar a saciedade sem causar desconforto.

    Ela também é rica em betacaroteno, precursor da vitamina A, nutriente importante para a saúde dos olhos (especialmente a visão noturna), fortalecimento do sistema imunológico, renovação celular e manutenção da pele e mucosas.

    3. Espinafre

    O espinafre é um vegetal extremamente nutritivo, especialmente quando consumido cozido, já que o volume das folhas diminui e os nutrientes ficam mais concentrados.

    Ele é uma ótima fonte de potássio e também fornece ferro e magnésio, minerais importantes para a saúde muscular, para a produção de energia e para o transporte adequado de oxigênio pelo organismo.

    4. Beterraba

    Além do potássio, a beterraba também se destaca pela presença de nitratos naturais, compostos que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos e melhorar a circulação. Quando combinados com o potássio, eles contribuem no dia a dia para o controle da pressão arterial.

    Para completar, a beterraba pode aumentar a disposição e melhorar a circulação do sangue, ajudando o corpo a funcionar melhor no dia a dia.

    5. Abacate

    Metade de um abacate pode fornecer uma quantidade significativa da necessidade diária de potássio, além de oferecer gorduras monoinsaturadas que ajudam a reduzir o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. O alimento também prolonga a sensação de saciedade, auxiliando no controle do apetite e na manutenção da energia ao longo do dia.

    6. Água de coco

    A água de coco é frequentemente chamada de “soro natural” devido à sua capacidade de repor eletrólitos, especialmente o potássio, de forma rápida e eficiente.

    Ela é uma ótima opção para a hidratação após atividades físicas ou em dias quentes, ajudando a recuperar os minerais perdidos pelo suor. Além de refrescante e saborosa, é uma alternativa natural às bebidas esportivas industrializadas.

    7. Mamão

    O mamão é uma fruta leve e excelente para o café da manhã ou para os lanches. Além do potássio, ele possui a enzima papaína, que ajuda na digestão dos alimentos. O consumo regular pode contribuir para o bom funcionamento do intestino e para uma digestão mais confortável, especialmente em pessoas com sensibilidade no estômago.

    8. Feijão

    O feijão, além de ser uma uma opção nutritiva e econômica, fornece potássio, fibras e proteínas vegetais importantes para a saúde do coração e para o equilíbrio da glicose no sangue. O feijão branco, em especial, apresenta uma alta concentração de potássio, mas todas as variedades oferecem benefícios quando consumidas regularmente.

    9. Lentilha

    A lentilha é uma excelente fonte de proteína vegetal e também oferece boas quantidades de potássio. Ela é rica em fibras solúveis, que ajudam no controle do açúcar no sangue e contribuem para a saúde intestinal.

    Além de nutritiva, a lentilha é muito versátil e pode ser usada em diversas preparações simples, tornando a alimentação mais variada.

    Qual a quantidade diária recomendada de potássio?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos consumam pelo menos 3.510 mg de potássio por dia (equivalente a 90 mmol/dia) para ajudar na redução da pressão arterial e do risco de doenças cardiovasculares.

    Para crianças, a quantidade deve ser menor e ajustada de acordo com a idade e as necessidades energéticas.

    Como saber se não estou consumindo potássio o suficiente?

    No início, os sintomas da falta de potássio podem ser leves, mas o corpo costuma dar alguns sinais de alerta, como:

    • Cansaço frequente ou falta de energia;
    • Fraqueza muscular;
    • Cãibras, principalmente nas pernas;
    • Sensação de formigamento ou dormência;
    • Prisão de ventre;
    • Batimentos cardíacos irregulares em alguns casos;
    • Pressão arterial mais elevada.

    Vale lembrar que apenas os sintomas não confirmam deficiência de potássio e a forma mais segura de saber se o consumo está adequado é por meio de avaliação médica e, quando necessário, exame de sangue que mede os níveis de potássio no organismo.

    Se você apresentar fraqueza intensa, palpitações ou cãibras frequentes, o ideal é procurar orientação médica, pois tanto a falta quanto o excesso de potássio podem afetar o funcionamento do coração.

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Qual a dose diária recomendada de potássio?

    Para um adulto saudável, a recomendação geral gira em torno de 3.500 mg a 4.700 mg por dia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

    2. Qual a relação entre potássio e coração acelerado?

    O potássio regula os batimentos. Se os níveis estão baixos (hipocalemia) ou altos (hipercalemia), a condução elétrica do coração sofre interferência, causando palpitações ou arritmias.

    3. O que causa a falta de potássio (hipocalemia)?

    As causas mais comuns são o uso de diuréticos, vômitos ou diarreia persistentes, suor excessivo e consumo exagerado de sal ou açúcar (que aumentam a excreção renal).

    4. O excesso de potássio também é perigoso?

    Sim, pois níveis muito altos podem paralisar o músculo cardíaco. Por isso, nunca tome suplementos de potássio (como o cloreto de potássio) sem prescrição médica.

    5. O álcool interfere nos níveis de potássio?

    O álcool é um diurético potente e agride as células. O consumo em excesso é uma das causas comuns de queda brusca de potássio, o que explica as palpitações e o mal-estar da ressaca.

    6. Qual a diferença entre o potássio do alimento e o do suplemento?

    O potássio presente no alimento vem acompanhado de fibras e outros nutrientes, sendo absorvido lentamente. Já o potássio do suplemento entra rápido no sangue, o que pode ser perigoso se não houver monitoramento médico.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

  • 9 sintomas mais comuns de gastrite (e quando procurar um médico)

    9 sintomas mais comuns de gastrite (e quando procurar um médico)

    A gastrite é uma inflamação, infecção ou desgaste da mucosa interna que protege o estômago contra o próprio ácido digestivo, o que torna a parede do estômago mais sensível e vulnerável a lesões.

    Ela pode aparecer de forma repentina, sendo chamada de gastrite aguda, ou se desenvolver lentamente e permanecer por meses ou anos, caracterizando a gastrite crônica.

    A condição pode surgir por diferentes causas, desde a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, considerada uma das mais comuns, até o uso frequente de medicamentos anti-inflamatórios ou hábitos alimentares que irritam o estômago.

    Identificar a gastrite logo no início permite tratar a causa corretamente, aliviar os sintomas mais rapidamente e evitar complicações, como feridas no estômago (úlceras) e inflamações mais graves. Pensando nisso, listamos os sintomas mais comuns da condição e quando você deve procurar um médico. Confira!

    1. Dor ou queimação abdominal

    A dor ou a queimação acontece porque o ácido do estômago entra em contato direto com a parede inflamada, provocando uma sensação de ardor que pode piorar ou melhorar logo após a alimentação, dependendo da pessoa e do tipo de gastrite.

    É o sinal mais comum da gastrite e costuma aparecer na parte superior do abdôrem, conhecida como a “boca do estômago”. Em alguns casos, o desconforto aparece quando o estômago está vazio, enquanto em outros pode surgir após refeições mais pesadas, ácidas ou gordurosas.

    2. Náuseas e os vômitos

    A inflamação da mucosa altera o processo normal da digestão e o funcionamento do estômago, tornando a digestão mais lenta e desconfortável. Como consequência, pode surgir uma sensação frequente de enjoo, especialmente após as refeições ou em períodos prolongados de jejum.

    Em crises mais intensas, podem ocorrer episódios de vômito, já que o organismo tenta eliminar o conteúdo que está causando irritação.

    3. Sensação de estufamento

    Mesmo após uma refeição pequena, pode surgir a sensação de ter comido em excesso. Isso acontece porque a gastrite deixa a digestão mais lenta, fazendo com que os alimentos permaneçam por mais tempo no estômago, o que provoca pressão, desconforto e inchaço abdominal.

    4. Arrotos frequentes (eructação)

    Com a digestão prejudicada, pode ocorrer uma produção maior de gases ou a ingestão de ar devido ao desconforto abdominal. Isso leva a arrotos frequentes, muitas vezes acompanhados de um gosto ácido ou amargo na boca.

    5. Perda de apetite

    A associação entre a alimentação e o desconforto faz com que o cérebro reduza naturalmente a vontade de comer. Além disso, a sensação constante de estômago cheio diminui o interesse pelas refeições, podendo causar perda de peso sem intenção.

    6. Indigestão

    A indigestão, ou dispepsia, é a sensação de que a comida não foi bem digerida. Nessa situação, surge um desconforto persistente durante ou logo após as refeições, que pode incluir peso no estômago, queimação leve, estufamento e sensação de digestão lenta.

    Muitas pessoas descrevem a impressão de que o alimento “fica parado” no estômago por mais tempo do que o normal.

    7. Azia ou a sensação de queimação no peito

    A azia pode surgir quando o conteúdo ácido do estômago irrita a região superior do sistema digestivo. A sensação é de queimação que pode subir do estômago em direção ao peito ou à garganta, especialmente após refeições volumosas ou ao deitar logo depois de comer.

    8. Mau gosto na boca ou o gosto ácido frequente

    A acidez aumentada e a digestão prejudicada podem causar um gosto amargo ou ácido na boca, principalmente após arrotos ou ao acordar. O sintoma pode vir acompanhado de azia ou leve refluxo.

    9. Alterações nas fezes (em casos erosivos)

    Quando a gastrite provoca pequenos sangramentos na mucosa do estômago, o sangue digerido pode deixar as fezes muito escuras, pastosas e com odor forte, condição conhecida como melena. É um sintoma mais grave que precisa de atendimento médico.

    Quando procurar um médico?

    Se você apresentar desconforto abdominal, queimação ou náuseas por mais de uma semana, é importante marcar uma consulta médica. O uso de remédios para diminuir os sintomas pode mascarar uma infecção por H. pylori, por exemplo, que precisa de antibióticos para ser tratada.

    Também é necessário ficar atento a alguns sinais de alerta, que podem indicar que a gastrite está se tornando mais grave, como:

    • Perda de peso sem explicação;
    • Dificuldade para engolir;
    • Anemia sem causa conhecida;
    • Vômitos frequentes ou persistentes.

    Se surgirem sintomas como vômito com sangue, fezes muito escuras (pretas) ou desmaio, procure atendimento médico imediatamente.

    Como confirmar se é gastrite?

    O diagnóstico da gastrite é feito a partir de uma análise dos sintomas e do histórico de saúde, incluindo hábitos alimentares, uso de medicamentos, consumo de álcool e presença de estresse.

    Como a infecção pela bactéria Helicobacter pylori é uma das causas mais comuns da gastrite, podem ser solicitados exames para investigar a presença da bactéria, como:

    • Exame de sangue;
    • Exame de fezes;
    • Teste respiratório (teste do sopro).

    Quando é preciso uma confirmação mais precisa, o médico pode indicar uma endoscopia digestiva alta, exame que permite visualizar diretamente o interior do estômago por meio de uma pequena câmera introduzida pela boca.

    Durante o procedimento, também pode ser realizada uma biópsia, que consiste na coleta de uma pequena amostra do tecido para análise, ajudando a confirmar a inflamação e identificar a causa do problema.

    Em quadros leves, o diagnóstico pode ser feito inicialmente com base nos sintomas e na avaliação clínica. Mas, quando os sintomas persistem, pioram ou surgem sinais de alerta, os exames contribuem para confirmar a gastrite e orientar o tratamento adequado.

    Leia também: Dor abdominal: quais podem ser as causas desse sintoma tão frequente?

    Perguntas frequentes

    1. O que causa a gastrite?

    As causas mais comuns são a infecção pela bactéria H. pylori, o uso frequente de anti-inflamatórios (como ibuprofeno), o consumo excessivo de álcool e o estresse severo (gastrite de estresse).

    2. O que é a bactéria H. pylori?

    É uma bactéria que sobrevive no ambiente ácido do estômago e causa inflamação crônica, sendo a principal responsável por úlceras e gastrites persistentes.

    3. Quem tem gastrite pode tomar café?

    O ideal é evitar, especialmente com o estômago vazio. A cafeína estimula a produção de ácido gástrico, o que irrita a parede do estômago.

    4. Gastrite tem cura?

    Sim, especialmente a aguda. A crônica pode ser controlada com dieta e medicação, e se a causa for a H. pylori, a erradicação da bactéria costuma resolver o problema.

    5. Qual a diferença entre gastrite e úlcera?

    A gastrite é uma inflamação na superfície da mucosa. A úlcera é uma ferida mais profunda, como um “buraco” na parede do estômago ou duodeno.

    6. Como saber se é gastrite ou refluxo?

    A gastrite costuma causar dor e desconforto na região do estômago, enquanto o refluxo provoca queimação que sobe para o peito ou garganta. Apenas a avaliação médica pode diferenciar com segurança.

    7. Ficar muito tempo em jejum piora a gastrite?

    Pode piorar. O estômago continua produzindo ácido mesmo sem alimento, o que pode aumentar a irritação da mucosa inflamada.

    8. A gastrite é contagiosa?

    A gastrite em si não é contagiosa, mas a bactéria H. pylori, uma das causas da doença, pode ser transmitida por contato com saliva ou alimentos contaminados.

    Confira: Gastrite nervosa: o que é, sintomas e como aliviar

  • Pilates: para que serve, benefícios, como começar e se emagrece

    Pilates: para que serve, benefícios, como começar e se emagrece

    Criado por Joseph Pilates na década de 1920, o pilates é um método de exercício físico que ficou popular entre pessoas que buscam algo diferente de outras práticas esportivas. Ele é focado em fortalecer o corpo de forma equilibrada, melhorar a postura, aumentar a flexibilidade e desenvolver o controle da respiração e da mente durante o movimento.

    Diferente de um treino comum de academia, o pilates não foca apenas na força ou no gasto calórico. A ideia central é movimentar o corpo com consciência, trabalhando músculos profundos que sustentam a coluna e as articulações.

    Como o pilates funciona?

    O pilates funciona por meio da realização de movimentos lentos e controlados, feitos com atenção à respiração, à postura do corpo e ao fortalecimento dos músculos mais profundos. De forma geral, ele valoriza a forma correta de se movimentar, e não a quantidade de repetições (como é comum na musculação, por exemplo).

    Durante a prática, cada exercício é executado lentamente, com foco na consciência corporal. A pessoa aprende a estabilizar o corpo antes de se mover, ativando principalmente o chamado centro de força, conhecido como core, que inclui:

    • Abdômen profundo;
    • Lombar;
    • Assoalho pélvico;
    • Músculos do quadril.

    Para que serve o pilates?

    O pilates serve para fortalecer o corpo, melhorar a postura e aumentar a consciência corporal. O método foi desenvolvido com a proposta de integrar o movimento físico ao controle da respiração e da mente, promovendo estabilidade, mobilidade e prevenção de lesões.

    “O foco central é o fortalecimento do ‘core’ (centro de força), melhora da flexibilidade, equilíbrio e controle neuromuscular, promovendo uma conexão entre mente e corpo”, explica o educador físico Álvaro Menezes.

    Na prática, o pilates ajuda o corpo a funcionar melhor no dia a dia: movimentos simples, como sentar, caminhar, carregar peso ou permanecer muitas horas diante do computador, ficam mais confortáveis quando os músculos profundos estão fortalecidos.

    Além de fortalecer os músculos, o pilates também ajuda a acalmar a mente. “Por focar bastante no controle da respiração e concentração das técnicas de movimento, o método ajuda a diminuir os níveis de cortisol e melhora o bem-estar mental”, complementa Álvaro.

    Quais os tipos de pilates?

    Existem diferentes formas de praticar o pilates, e a escolha depende dos objetivos pessoais, do condicionamento físico e da orientação profissional. São eles:

    1. Pilates de solo (Mat Pilates)

    O pilates de solo é a forma mais tradicional e acessível da prática, realizada no chão com o uso de um colchonete. Em algumas aulas, também podem ser utilizados acessórios como bolas, faixas elásticas e círculos de resistência, que ajudam a intensificar ou adaptar os exercícios.

    O peso do próprio corpo funciona como a principal carga, o que exige maior controle muscular, equilíbrio e estabilidade. Por não depender de aparelhos, é uma modalidade bastante versátil e pode ser praticada tanto em estúdios quanto em casa, sempre com orientação adequada.

    2. Pilates com aparelhos

    O pilates com aparelhos é realizado em estúdios especializados e utiliza equipamentos como Reformer, Cadillac, Chair e Barrel. As molas presentes nos aparelhos criam uma resistência progressiva e controlada, permitindo ajustar o nível de dificuldade de acordo com as necessidades e limitações de cada pessoa.

    A resistência guiada ajuda na execução correta dos movimentos, tornando a prática segura e eficiente. Por isso, a modalidade costuma ser muito indicada para iniciantes, pessoas sedentárias e também para processos de reabilitação física.

    3. Pilates clínico

    O pilates clínico é voltado para pessoas que convivem com dores crônicas, limitações físicas ou que estão em fase de recuperação após lesões ou cirurgias. Nessa abordagem, o trabalho é mais individualizado e adaptado às condições específicas de cada aluno.

    As sessões normalmente são supervisionadas por fisioterapeutas, que utilizam os exercícios como parte do tratamento terapêutico, com foco na redução da dor, na recuperação dos movimentos e na melhora da funcionalidade do corpo no dia a dia.

    Benefícios do pilates

    Os principais benefícios do pilates incluem:

    • Melhora da postura, ajudando o corpo a se alinhar de forma mais natural no dia a dia;
    • Fortalecimento dos músculos profundos, especialmente da região do abdômen e da lombar;
    • Redução de dores nas costas, no pescoço e nos ombros;
    • Aumento da flexibilidade e da mobilidade das articulações;
    • Melhora do equilíbrio e da coordenação motora;
    • Fortalecimento do assoalho pélvico, importante para a estabilidade corporal;
    • Maior consciência corporal, facilitando movimentos mais seguros e eficientes;
    • Melhora da respiração e da capacidade pulmonar;
    • Diminuição do estresse e da tensão muscular acumulada;
    • Prevenção de lesões, já que o corpo passa a se mover com mais controle.

    “Nas primeiras semanas, observa-se melhora na consciência corporal, redução de dores inespecíficas (especialmente lombares) e maior disposição diária”, aponta Álvaro.

    Pilates emagrece?

    O pilates pode ajudar no processo de emagrecimento, quando aliado a uma dieta balanceada e exercícios aeróbicos, mas não é uma atividade criada especificamente para a perda de peso. O principal objetivo do método é fortalecer os músculos, melhorar a postura e aumentar o controle corporal.

    Quem faz musculação pode fazer pilates?

    O pilates é um ótimo complemento para quem já pratica outras atividades físicas, como musculação. Ele fortalece a musculatura profunda, especialmente o core, garantindo mais estabilidade, postura alinhada e precisão nos movimentos.

    De acordo com Álvaro, enquanto a musculação e os esportes trabalham o core de forma indireta, o pilates foca especificamente nos músculos estabilizadores, que dão suporte aos grandes grupos musculares.

    Além do fortalecimento, a prática contribui para melhorar a amplitude das articulações, garante a execução técnica correta dos exercícios e equilibra as cadeias musculares e o alinhamento do corpo.

    Como começar a fazer pilates?

    Se você escolheu se aventurar no pilates pela primeira vez, veja algumas dicas de como começar com segurança:

    • Procurar um profissional qualificado ou um estúdio especializado: um instrutor capacitado orienta a execução correta dos exercícios, corrige postura e adapta os movimentos conforme as necessidades individuais;
    • Realizar uma avaliação inicial: a avaliação ajuda a identificar dores, limitações físicas, histórico de lesões e objetivos pessoais, permitindo que a prática seja personalizada desde o começo;
    • Começar com exercícios básicos: no início, o foco deve estar no aprendizado da técnica, da respiração e da ativação do abdômen profundo. A evolução acontece de forma gradual;
    • Prestar atenção na respiração: a respiração faz parte do método e ajuda tanto na execução dos movimentos quanto no relaxamento do corpo durante a aula;
    • Focar na qualidade do movimento: no pilates, é mais importante realizar poucos movimentos bem feitos do que muitas repetições sem controle;
    • Usar roupas confortáveis: roupas leves e ajustadas facilitam a mobilidade e permitem que o instrutor observe melhor o alinhamento corporal;
    • Respeitar os limites do próprio corpo: desconforto leve pode acontecer no início, mas dor intensa não é normal. O ritmo deve ser progressivo e seguro;
    • Manter regularidade nas aulas: a prática constante, pelo menos duas vezes por semana, contribui para que os benefícios apareçam de forma mais consistente.

    Nas primeiras sessões, você aprenderá os princípios fundamentais: respiração, centralização (o conhecido powerhouse), concentração e controle. Pode parecer lento no início, mas é essa base que vai evitar que você se machuque quando os exercícios ficarem complexos.

    Frequência ideal no dia a dia

    De acordo com estudos, a prática de 2 a 3 vezes por semana é o ideal para mudanças significativas na composição corporal e funcionalidade.

    A regularidade permite que os músculos profundos sejam estimulados de forma contínua, favorecendo a melhora da postura, do equilíbrio e da estabilidade corporal. Com o passar das semanas, o corpo passa a responder melhor aos exercícios, tornando os movimentos mais naturais e eficientes também fora das aulas.

    Quando o pilates não é indicado?

    Existem alguns quadros clínicos em que a prática precisa de atenção especial, pois o esforço físico pode agravar os sintomas.

    Segundo Álvaro, situações como a gravidez, idosos com osteoporose severa ou pessoas com hérnia de disco acompanhada de dor aguda, dormência nas pernas ou formigamento em algum membro precisam de avaliação profissional prévia e adaptação dos exercícios.

    Nesses casos, o pilates pode até ser indicado, mas deve ser realizado com acompanhamento adequado e com movimentos ajustados às condições individuais.

    Veja mais: Pular corda em casa emagrece? Saiba como começar a praticar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre Pilates e Yoga?

    Embora ambos foquem na conexão mente-corpo e respiração, o yoga é mais espiritual e foca em posturas mantidas (isometria). O pilates é mais físico/anatômico, focado em movimento fluido, força funcional e reabilitação mecânica.

    2. Precisa ter flexibilidade para começar?

    Não! A flexibilidade é um resultado do Pilates, não um pré-requisito. As aulas são adaptadas para o seu nível atual de mobilidade.

    3. Tenho hérnia de disco, posso fazer pilates?

    Sim! O Pilates é um dos métodos mais indicados para reabilitação de coluna, pois fortalece o core e cria espaço entre as vértebras (descompressão).

    4. Idosos podem fazer pilates?

    O pilates é excelente para a terceira idade, pois foca em equilíbrio, densidade óssea e autonomia de movimento, com baixíssimo impacto nas articulações.

    5. Qual a idade mínima para começar?

    Crianças a partir de 7 a 10 anos já podem praticar, focando na correção postural escolar e no desenvolvimento motor.

    6. As molas dos aparelhos de pilates servem para quê?

    Elas têm dupla função: resistência (para ganhar força e tônus muscular) e assistência (para ajudar quem tem dificuldade em realizar um movimento ou está em reabilitação).

    Confira: Sem tempo para treinar? Veja como criar uma rotina de exercícios

  • Como o uso de roupas muito apertadas pode prejudicar a circulação no corpo

    Como o uso de roupas muito apertadas pode prejudicar a circulação no corpo

    Seja por estética, tendência ou até sensação de conforto, é fato que muitas pessoas gostam de manter roupas apertadas no guarda-roupa, como calças justas, cintas modeladoras, leggings compressivas e até sapatos muito fechados. Mas, apesar de parte da rotina, o uso frequente pode afetar o funcionamento natural do corpo, especialmente a circulação.

    A circulação depende de um mecanismo equilibrado entre vasos, músculos e movimento. Quando há compressão excessiva ou contínua em determinadas regiões, o retorno do sangue ao coração pode ser dificultado. Vamos entender mais, a seguir!

    Como a roupa apertada afeta o corpo?

    O cirurgião vascular, Marcelo Dalio, explica que sangue chega aos pés pelas artérias, impulsionado pelo coração. Para retornar ao músculo cardíaco, depende principalmente da contração muscular e do movimento do corpo, especialmente das pernas.

    O pé funciona como uma espécie de bomba: ao caminhar e apoiar o pé no chão, ocorre compressão dos vasos, o que ajuda o sangue a subir em direção ao coração.

    Quando a pessoa utiliza roupas muito apertadas, como calças justas, cintas ou espartilhos, pode haver compressão excessiva dos vasos sanguíneos, prejudicando o retorno venoso. Como consequência, podem surgir sensação de peso nas pernas, inchaço e desconforto.

    Em situações prolongadas, especialmente em pessoas predispostas, o hábito pode até contribuir para o aumento do risco de trombose, que é a formação de um coágulo sanguíneo dentro de um vaso, normalmente em uma veia, que pode dificultar ou até bloquear a passagem do sangue.

    Impacto no sistema linfático

    O sistema linfático é responsável por drenar o excesso de líquidos e resíduos do organismo. Quando roupas muito apertadas comprimem a região de forma constante, a drenagem pode ficar prejudicada, favorecendo o aparecimento do inchaço, especialmente nas pernas, tornozelos e pés.

    Além da questão estética, o inchaço costuma trazer desconforto, sensação de pernas pesadas e até cansaço ao longo do dia, o que pode afetar a disposição e o bem-estar nas atividades do dia a dia.

    E qual a diferença das roupas apertadas para a meia elástica?

    A meia elástica funciona de maneira diferente das roupas comuns apertadas. Segundo Marcelo, ela é desenvolvida com compressão graduada, ou seja, exerce maior pressão no tornozelo e vai diminuindo progressivamente em direção à panturrilha e à coxa.

    A distribuição da compressão favorece o retorno venoso, ajudando o sangue a subir das pernas em direção ao coração e reduzindo o risco de inchaço, sensação de peso e desconforto.

    Além disso, as meias elásticas são produzidas com indicação médica específica, respeitando níveis de compressão adequados para cada necessidade. Por isso, são frequentemente recomendadas para pessoas com varizes, insuficiência venosa, longos períodos em pé ou sentadas, viagens prolongadas ou situações em que há maior risco de problemas circulatórios.

    Já roupas comuns muito apertadas costumam comprimir regiões de forma irregular, muitas vezes com maior pressão na cintura, quadril ou coxa, sem seguir um padrão fisiológico. Em vez de ajudar, a compressão pode dificultar o retorno venoso, favorecer inchaço nas pernas e gerar desconforto ao longo do dia.

    Principais problemas causados pela má circulação

    A compressão contínua causada por calças muito justas, cintas modeladoras ou elásticos apertados pode dificultar o funcionamento do sistema circulatório. Quando o sangue e a linfa não circulam adequadamente, alguns sinais e desconfortos podem surgir:

    • Trombose: em pessoas predispostas, a compressão prolongada pode favorecer a lentificação do fluxo sanguíneo, aumentando o risco de formação de coágulos nas veias, especialmente nas pernas;
    • Aparecimento ou piora de varizes: as veias das pernas possuem válvulas que ajudam o sangue a subir em direção ao coração. A compressão excessiva aumenta a pressão nessas veias e, com o tempo, pode favorecer a dilatação, levando ao surgimento ou agravamento de varizes e de vasinhos;
    • Edema e retenção de líquidos: a compressão também pode prejudicar o sistema linfático, responsável por drenar líquidos entre as células. Isso pode resultar em inchaço, principalmente nos tornozelos e pés ao final do dia;
    • Sensação de pernas pesadas e cansaço: a circulação mais lenta pode reduzir a oxigenação dos músculos, gerando sensação de peso, fadiga e desconforto nas pernas, mesmo sem esforço físico intenso;
    • Formigamento ou dormência: a pressão excessiva pode atingir não apenas vasos sanguíneos, mas também nervos periféricos, causando formigamento, dormência ou sensação de agulhadas, especialmente nas coxas;
    • Possível agravamento da celulite: embora tenha causas variadas, a circulação prejudicada pode dificultar a eliminação de líquidos e toxinas, favorecendo o aspecto irregular da pele;
    • Meralgia parestésica: é uma condição causada pela compressão do nervo cutâneo femoral lateral, comum em quem usa roupas muito apertadas na região da cintura ou do quadril, podendo provocar dor, queimação ou dormência na parte externa da coxa.

    Quais os sinais de que roupa está prejudicando a circulação?

    Os principais sinais de alerta de que a roupa apertada está prejudicando a circulação são:

    • Inchaço nos pés, tornozelos ou pernas;
    • Sensação de peso nas pernas;
    • Dor ou desconforto ao final do dia;
    • Marcas profundas da roupa na pele;
    • Formigamento ou dormência nas coxas ou pernas.

    Se os sintomas forem frequentes, vale reavaliar o uso de peças muito apertadas e, se necessário, buscar orientação médica.

    Como escolher roupas que não prejudicam a saúde?

    Primeiro de tudo, antes de adicionar novas peças ao guarda-roupa, é importante considerar que a roupa não deve limitar movimentos nem causar compressão excessiva, principalmente quando o uso é prolongado. Veja algumas dicas:

    • Escolha o tamanho adequado, sem apertar excessivamente;
    • Prefira peças que permitam movimento confortável;
    • Evite compressão contínua na cintura, coxas e pernas;
    • Dê preferência a tecidos leves e respiráveis;
    • Não use cintas ou roupas muito justas por longos períodos;
    • Observe sinais como inchaço, dor ou formigamento após o uso;
    • Utilize meias de compressão apenas com orientação profissional.

    Vale ressaltar que o uso de roupas mais justas não é proibido e, na maioria dos casos, pode fazer parte do dia a dia sem causar problemas. A questão principal está na frequência e no tempo de uso.

    Por isso, o ideal é usar roupas mais ajustadas de forma ocasional, alternando com peças mais confortáveis e que permitam melhor mobilidade e ventilação. Também fique de olho nos sinais do corpo, que ajudam a identificar quando é hora de priorizar o conforto.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Como saber se a minha roupa está apertada demais?

    Se ao tirar a roupa você notar marcas profundas na pele, vermelhidão, sentir formigamento ou se houver inchaço nos pés e tornozelos ao final do dia, a peça está prejudicando a sua circulação.

    2. Por que sinto formigamento nas pernas ao usar certas roupas?

    O formigamento ocorre devido à compressão dos nervos periféricos e da microcirculação. O fluxo sanguíneo reduzido impede que os nervos recebam oxigênio e nutrientes adequadamente, causando a sensação de dormência.

    3. Além das roupas, o que mais prejudica a circulação?

    Os principais fatores que afetam a circulação são o sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de sal, obesidade, ficar em pé ou sentado por muitas horas seguidas e o envelhecimento natural das veias.

    4. O uso de sutiã muito apertado prejudica a circulação?

    Sim, sutiãs com aros ou alças muito estreitas e apertadas podem comprimir os linfonodos da região das axilas e tórax, além de causar dores nos ombros e má postura.

    5. O que fazer para aliviar a má circulação após usar roupa justa?

    Após tirar a roupa, deite-se com as pernas elevadas acima do nível do coração por 15 a 20 minutos. Isso facilita o retorno venoso por gravidade e ajuda a reduzir o inchaço acumulado.

    6. Existe relação entre roupas justas e pressão alta?

    Não diretamente, mas a compressão abdominal excessiva (como em cintas muito apertadas) pode causar desconforto e estresse ao sistema cardiovascular, o que pode gerar picos temporários de pressão em pessoas sensíveis.

    7. Quais são os melhores exercícios para quem sofre de má circulação?

    Atividades como caminhada, natação, ciclismo e hidroginástica são ótimos, pois estimulam o fluxo sanguíneo sem causar impacto excessivo ou compressão mecânica nas articulações e vasos.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

    Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

    Uma das principais formas de avaliar o risco de doenças cardiovasculares, o exame de cálcio coronariano, ou score de cálcio coronário, é um método não invasivo que permite identificar e quantificar a presença de depósitos de cálcio nas artérias coronárias, responsáveis por levar o sangue ao músculo do coração.

    Realizado por meio de uma tomografia computadorizada do tórax sem contraste, ele é capaz de detectar sinais precoces de aterosclerose, mesmo em pessoas que ainda não apresentam sintomas. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, o exame é indicado especialmente para pessoas com risco cardiovascular intermediário.

    Afinal, como funciona o exame de cálcio coronariano?

    O exame de cálcio coronariano funciona por meio de uma tomografia computadorizada, sem contraste, capaz de identificar e medir depósitos de cálcio presentes nas artérias coronárias, responsáveis por levar sangue ao músculo do coração.

    Durante o exame, o paciente permanece deitado em uma maca que se desloca lentamente para dentro do aparelho de tomografia. Os sensores são posicionados no tórax para registrar os batimentos cardíacos, permitindo que as imagens sejam captadas de forma sincronizada com o ritmo do coração.

    A sincronização é importante porque reduz movimentos e garante maior nitidez das imagens das artérias coronárias. Assim, o equipamento realiza múltiplas imagens do coração em poucos segundos, enquanto o paciente prende a respiração por um breve período.

    Como o cálcio apresenta alta densidade, ele aparece de forma bem definida nas imagens, possibilitando a identificação das áreas onde existem placas calcificadas nas paredes das artérias.

    Após a aquisição das imagens, um software específico analisa automaticamente os pontos de calcificação e calcula uma pontuação chamada score de cálcio coronário. Ele representa a quantidade total de cálcio encontrada nas artérias e permite estimar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Como quantificar o score de cálcio coronariano?

    O score de cálcio coronariano é quantificado por meio de uma medida padronizada chamada escore de Agatston, que calcula a quantidade total de cálcio presente nas artérias coronárias a partir das imagens da tomografia.

    Após a realização do exame, um software específico analisa as imagens e identifica automaticamente as áreas onde há depósito de cálcio nas artérias coronárias. Como o cálcio é um material mais denso, ele aparece de forma mais evidente nas imagens, permitindo a medição com precisão.

    O sistema calcula tanto o tamanho quanto a densidade de cada área calcificada encontrada nas artérias. Cada depósito recebe uma pontuação individual, e, ao final, todos os valores são somados, gerando o número do score de cálcio coronário.

    O valor representa a quantidade total de cálcio presente nas artérias do coração e serve como um indicador indireto da presença e da extensão da aterosclerose.

    Classificação do score de cálcio

    O resultado costuma ser interpretado assim:

    • Zero: nenhuma placa calcificada detectável. Risco de eventos cardiovasculares muito baixo;
    • 1 à 10: quantidade mínima de cálcio. Risco baixo;
    • 11 à 100: doença aterosclerótica leve. Risco moderado;
    • 101 à 400: doença aterosclerótica moderada. Risco aumentado;
    • Acima de 400: doença aterosclerótica severa/extensa. Alto risco de eventos cardiovasculares (alto risco de infarto).

    É importante destacar que o score não mede diretamente o grau de entupimento das artérias, mas sim a carga de placas ateroscleróticas calcificadas.

    Por que o exame é tão útil para prevenir infarto?

    De acordo com Juliana Soares, idealmente, as artérias do coração não devem conter cálcio. Quando presente, ele funciona como um marcador da presença de aterosclerose, condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura na parede dos vasos sanguíneos.

    A identificação do cálcio nas artérias coronárias indica que já existe um processo de doença arterial em andamento, mesmo que o paciente ainda não apresente sintomas. Dessa forma, o exame permite detectar precocemente alterações que poderiam passar despercebidas em avaliações clínicas de rotina.

    Para completar, a quantidade de cálcio encontrada está diretamente relacionada ao risco de eventos cardiovasculares futuros, como o infarto do miocárdio. Quanto maior o score de cálcio, maior tende a ser a probabilidade de complicações ao longo dos anos, o que possibilita uma estratificação mais precisa do risco individual.

    Quando o exame de cálcio coronariano é indicado?

    A realização do score de cálcio coronário é particularmente útil em pacientes classificados como de risco cardiovascular intermediário. São pessoas que apresentam algum fator de risco, mas não possuem sintomas nem diagnóstico prévio de doença cardiovascular, conforme explica Juliana.

    A cardiologista explica que, nesses casos, pode surgir a dúvida durante a consulta de iniciar ou não um tratamento preventivo, como o uso de medicamentos para controlar o colesterol, por exemplo.

    O exame contribui para esclarecer a decisão, pois se o resultado mostrar a presença elevada de cálcio nas artérias do coração, indica maior risco cardiovascular e pode justificar o início precoce do tratamento.

    O exame normalmente não é necessário para pessoas com risco muito baixo, como indivíduos jovens, sem sintomas e sem fatores de risco. Também não costuma ser indicado para quem já teve infarto ou já apresenta doença cardiovascular conhecida, pois, nesses casos, o tratamento preventivo já deve ser realizado independentemente do resultado.

    Como o resultado muda o plano de tratamento ou prevenção?

    Quando o score de cálcio é zero, o risco de infarto nos próximos dez anos é muito baixo. Nessa situação, Juliana aponta que muitas vezes o médico pode optar por adiar o início de medicamentos, priorizando inicialmente as mudanças no estilo de vida, que continuam sendo fundamentais para a saúde cardiovascular.

    Por outro lado, o tratamento preventivo é importante quando o score de cálcio é elevado, especialmente acima de 100. Nesses casos, recomenda-se iniciar medidas mais intensivas, incluindo o uso de medicações e metas mais rigorosas para o controle do colesterol, com o objetivo de reduzir o risco de eventos cardiovasculares futuros.

    Exame de cálcio coronariano substitui outros exames, como o teste ergométrico?

    Os exames avaliam aspectos diferentes do coração e, por isso, não se substituem, mas se complementam.

    O score de cálcio coronário avalia a presença de placas nas artérias do coração, identificando depósitos de cálcio que indicam aterosclerose. Já o teste ergométrico é considerado uma prova funcional, que avalia o funcionamento do coração durante o esforço físico.

    Segundo Juliana, durante o teste ergométrico, são analisados o comportamento da pressão arterial, a presença de arritmias induzidas pelo esforço e possíveis alterações que possam sugerir isquemia, que ocorre quando o músculo do coração recebe menos sangue do que o necessário durante a atividade física.

    Assim, um indivíduo pode apresentar um score de cálcio elevado, indicando a presença de placas nas artérias, e ainda ter um teste ergométrico normal. Isso acontece porque, apesar da existência das placas, o fluxo de sangue pode ainda estar adequado naquele momento.

    Com que frequência o exame de cálcio coronariano deve ser feito?

    O exame de cálcio coronariano não precisa ser repetido com frequência. Quando o resultado é zero e não há cálcio nas artérias, o tempo para repetir o exame varia conforme o perfil de cada pessoa, mas, de modo geral, ele pode ser refeito após três a cinco anos.

    Já quando o score de cálcio está alterado ou positivo, Juliana explica que normalmente não há necessidade de repetir o exame. Ao identificar a presença de cálcio nas artérias, o médico já inicia o tratamento preventivo, e acompanhar a quantidade de cálcio ao longo do tempo não serve para avaliar se o tratamento está funcionando.

    Além disso, com o passar dos anos e com o uso de estatinas, pode ocorrer até um pequeno aumento do escore de cálcio, o que faz parte do processo de estabilização das placas e não significa piora da doença.

    Veja também: Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Perguntas frequentes

    1. O que é aterosclerose?

    A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica onde placas de gordura, cálcio e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias, podendo causar estreitamento ou obstrução do fluxo sanguíneo.

    2. Existe algum sintoma que indique que meu escore de cálcio está alto?

    Não, pois o acúmulo de cálcio nas artérias é um processo silencioso. Você pode se sentir perfeitamente bem, correr maratonas e ter um escore acima de 400. Por isso, o exame é chamado de ferramenta de estratificação de risco para pessoas assintomáticas.

    3. O exame de score de cálcio usa contraste iodado?

    O exame não utiliza contraste, e isso o torna seguro para pacientes com alergia ao iodo ou com problemas renais leves a moderados, que teriam restrições a outros exames de imagem cardíaca.

    4. O score de cálcio pode ser feito durante a gravidez?

    Como qualquer exame que utilize radiação (raios-X), ele é contraindicado para gestantes, a menos que haja uma necessidade médica extrema e específica avaliada pelo cardiologista e obstetra.

    5. Por que o cálcio vai parar no coração?

    O cálcio é depositado pelo próprio organismo nas placas de gordura como uma tentativa de cicatrizar e estabilizar um processo inflamatório na parede do vaso sanguíneo. Portanto, onde há cálcio, houve ou ainda há a presença de uma placa de gordura.

    6. O exame utiliza muita radiação?

    A dose de radiação no exame de score de cálcio é considerada baixa, não sendo alto o suficiente para ser motivo de grande preocupação na maioria dos pacientes.

    7. O exame de cálcio coronariano é seguro?

    O exame de cálcio coronariano é considerado um procedimento muito seguro, rápido (menos de 30 segundos) e não invasivo. Ele não requer injeções, cateteres ou preparo especial (jejum raramente é necessário).

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração