Categoria: Prevenção

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  • Você esquece nomes, datas e objetos com frequência? Saiba se é normal e o que fazer

    Você esquece nomes, datas e objetos com frequência? Saiba se é normal e o que fazer

    Esquecer o nome de alguém que você acabou de conhecer, entrar em um cômodo sem lembrar o que foi fazer ou passar vários minutos procurando as chaves pela casa são situações comuns na rotina.

    Normalmente, os lapsos de memória estão ligados ao estilo de vida, como o estresse, as noites mal dormidas ou simplesmente a falta de atenção por fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

    No entanto, quando as falhas de memória começam a se tornar frequentes, intensas ou passam a atrapalhar atividades simples da rotina, a neurologista Paula Dieckmann orienta procurar uma avaliação médica.

    Em casos mais raros, os esquecimentos podem estar relacionados a fatores emocionais, excesso de sobrecarga mental e até algumas condições de saúde que precisam de investigação. Vamos entender mais, a seguir.

    Esquecer nomes e objetos é normal?

    A resposta é sim, esquecer nomes e objetos de vez em quando é considerado normal, principalmente em períodos de estresse, ansiedade, excesso de tarefas, noites mal dormidas ou falta de atenção. Muitas vezes, o cérebro está sobrecarregado e acaba não registrando algumas informações direito.

    De acordo com Paula, quando você coloca o celular na mesa enquanto pensa em várias coisas ao mesmo tempo, por exemplo, o cérebro pode nem registrar direito aquele momento — e o que não foi registrado com atenção fica muito mais difícil de lembrar depois.

    Outra questão é que os nomes próprios são particularmente mais difíceis para o cérebro, porque não possuem uma associação direta com significado, então é comum esquecê-los. Na maior parte das vezes, a neurologista explica que isso faz parte do funcionamento normal da memória.

    O que pode causar o esquecimento frequente?

    O esquecimento frequente pode ter várias causas, e nem sempre está relacionado a um problema grave de memória. Normalmente, ele é resultado de:

    • Estresse e ansiedade;
    • Noites mal dormidas;
    • Sobrecarga mental e excesso de tarefas;
    • Falta de atenção no dia a dia;
    • Depressão;
    • Uso excessivo de álcool;
    • Uso de alguns medicamentos;
    • Deficiência de vitamina B12;
    • Alterações hormonais;
    • Envelhecimento natural.

    Quando o esquecimento pode ser sinal de algo grave?

    O esquecimento pode ser um sinal de alerta quando começa a acontecer com muita frequência, piora ao longo do tempo ou passa a atrapalhar atividades simples da rotina. Assim, fique atento se os lapsos de memória vierem acompanhados de:

    • Desorientação temporal ou espacial, como esquecer em que dia da semana está, em que ano vivemos ou se perder em trajetos conhecidos;
    • Dificuldade para realizar tarefas do dia a dia, como usar eletrodomésticos, cozinhar receitas familiares ou organizar contas;
    • Alterações na linguagem, como esquecer palavras simples com frequência ou trocar nomes por termos sem sentido;
    • Mudanças de comportamento e humor, incluindo apatia, agressividade, confusão ou paranoia sem motivo aparente;
    • Repetição excessiva de perguntas ou histórias em um curto período de tempo sem perceber.

    Se você ou um familiar notar que os sinais estão se tornando frequentes e prejudicando a qualidade de vida, é recomendável agendar uma consulta com um neurologista ou geriatra.

    Como melhorar a memória e a concentração?

    No dia a dia, some algumas mudanças na rotina podem ajudar o cérebro a funcionar melhor e reduzir os lapsos de memória do dia a dia, como:

    • Dormir entre 7 e 9 horas por noite para ajudar o cérebro a consolidar as memórias;
    • Evitar telas antes de dormir, já que a luz do celular e da TV pode atrapalhar o sono;
    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em ômega-3, frutas, verduras e vegetais escuros;
    • Beber água ao longo do dia, porque até a desidratação leve pode afetar a concentração;
    • Praticar atividade física regularmente para melhorar a oxigenação cerebral;
    • Controlar o estresse e a ansiedade, que podem prejudicar a atenção e a memória;
    • Fazer exercícios mentais, como leitura, palavras cruzadas, aprender um idioma ou tocar um instrumento;
    • Sair do “piloto automático” e estimular o cérebro com novas atividades e hábitos;
    • Evitar fazer muitas tarefas ao mesmo tempo, já que o excesso de estímulos reduz o foco;
    • Usar agendas, listas e lembretes para organizar a rotina e diminuir a sobrecarga mental.

    Além dos hábitos de vida, alguns medicamentos também podem prejudicar a memória, como calmantes, antialérgicos e certos remédios para pressão arterial. O consumo frequente de álcool também pode afetar a capacidade de lembrar informações.

    Por isso, ao perceber falhas de memória frequentes, é importante conversar com um médico para revisar os medicamentos e suplementos em uso, já que ajustes simples podem ajudar a melhorar a clareza mental.

    Veja também: 7 sinais de que seu cansaço não é apenas falta de sono

    Perguntas frequentes

    1. É normal esquecer o que ia fazer ao entrar em um cômodo?

    Sim, e isso é conhecido como “efeito porta”. O cérebro entende a mudança de ambiente como um novo contexto e apaga informações irrelevantes do ambiente anterior para focar no novo.

    2. Qual a diferença entre esquecimento comum e Alzheimer?

    No esquecimento comum, você esquece um nome, mas lembra depois. No Alzheimer, a pessoa esquece a função de objetos (para que serve uma chave) ou não reconhece pessoas muito próximas.

    3. O uso excessivo de celular prejudica a concentração?

    Sim, o excesso de estímulos e o hábito de “rolar a tela” (scroll) treinam o cérebro para manter uma atenção superficial e fragmentada, o que prejudica o foco profundo.

    4. O que é névoa mental (brain fog)?

    É uma sensação de confusão e falta de clareza mental, comum em casos de estresse crônico, alterações hormonais (como na menopausa) ou após infecções virais.

    5. Café ajuda a estudar e lembrar melhor?

    A cafeína melhora o alerta e a atenção imediata, mas o excesso pode causar ansiedade e insônia, o que acaba prejudicando a memória a longo prazo.

    6. Quando devo levar um idoso ao médico por esquecimento?

    Quando ele começar a repetir a mesma história várias vezes, perder-se em locais conhecidos ou apresentar mudanças bruscas de personalidade.

    7. Qual exame detecta problemas de memória?

    O diagnóstico começa com testes neuropsicológicos (perguntas e tarefas) e pode incluir exames de sangue (para ver vitaminas e tireoide) e ressonância magnética do crânio.

    Leia mais: Vitamina mágica para memória? O que dizem os especialistas

  • Como o excesso de sal afeta o coração, os rins e a pressão arterial

    Como o excesso de sal afeta o coração, os rins e a pressão arterial

    Você já deve ter ouvido que o sal em excesso faz mal, mas você sabe o que realmente acontece dentro do corpo quando você exagera no consumo?

    O sódio, mineral presente no sal de cozinha, é especialmente necessário para regular o ritmo cardíaco e a transmissão de impulsos nervosos, só que quando ele aparece em excesso no organismo, o corpo retém mais água para tentar equilibrar a concentração do mineral no sangue.

    Como consequência, aumenta o volume de sangue circulando nas artérias, o que pode elevar a pressão arterial e sobrecarregar o coração ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, o consumo excessivo de sal (cloreto de sódio) é um dos maiores fatores de risco para doenças crônicas e mortalidade precoce no Brasil e no mundo.

    O papel do sal no organismo

    O sal de cozinha, chamado de cloreto de sódio, é a principal fonte de sódio na alimentação, representando cerca de 74% do consumo, principalmente quando adicionado ao preparo de alimentos. Em pequenas quantidades, ele participa de várias funções essenciais para a manutenção da vida, como:

    • Regular o equilíbrio de líquidos no organismo, ajudando a manter a quantidade adequada de água dentro e fora das células;
    • Ajudar no controle da pressão arterial e na manutenção do volume de sangue circulando pelo corpo;
    • Participar da transmissão dos impulsos nervosos, permitindo a comunicação entre o cérebro, os nervos e os músculos;
    • Auxiliar na contração dos músculos, incluindo o músculo cardíaco, fundamental para os batimentos do coração;
    • Contribuir para o funcionamento adequado das células e para diversos processos metabólicos essenciais ao organismo.

    Vale apontar que o problema não é a presença do sal, mas a concentração. O corpo humano precisa de quantidades muito pequenas para realizar as funções, o equivalente a cerca de 1,5g a 2g de sódio por dia. Qualquer valor muito acima disso pode favorecer a retenção de líquidos e aumentar o risco de pressão alta ao longo do tempo.

    Quais os riscos do excesso de sal para a saúde?

    O excesso de sal afeta diretamente o revestimento interno das artérias, segundo a cardiologista Juliana Soares. O organismo produz uma substância chamada óxido nítrico, responsável por promover o relaxamento dos vasos sanguíneos e permitir que o sangue circule de forma adequada.

    Quando há sódio em excesso no organismo, a ação do óxido nítrico pode ser prejudicada e, consequentemente, os vasos sanguíneos ficam mais contraídos e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue. Com o passar do tempo, a sobrecarga pode deixar o músculo cardíaco mais espesso e aumentar o risco de problemas, como:

    • Hipertensão arterial;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Infarto;
    • AVC (acidente vascular cerebral);
    • Doença renal crônica;
    • Retenção de líquidos e inchaço;
    • Maior rigidez das artérias e piora da circulação sanguínea.

    De acordo com estudos, dietas com altíssimo teor de sal (sódio) também danificam a mucosa do estômago, agindo como um irritante crônico que aumenta significativamente o risco de inflamações (gastrite), úlceras e o desenvolvimento de tumores, especialmente o adenocarcinoma gástrico.

    Sinais de que você está consumindo sódio demais

    O excesso de sódio nem sempre provoca sintomas claros no início, mas o corpo pode enviar pequenos alertas quando os níveis de sal estão altos demais na dieta. Alguns deles incluem:

    • Se você sente que não consegue saciar a sede, mesmo bebendo água regularmente;
    • Dores de cabeça frequentes e latejantes, devido a dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro;
    • Alterações no paladar, em que você precisa de mais sal para conseguir sentir o sabor dos alimentos;
    • Alterações na urina, como ir ao banheiro frequentemente ou urina mais escura e concentrada;
    • Aumento da pressão arterial, que pode causar tonturas e palpitações em algumas pessoas.

    Algumas pessoas também podem perceber sensação de retenção de líquido, ganho rápido de peso relacionado ao inchaço e desconforto após refeições muito salgadas.

    Como reduzir o sal sem perder o sabor?

    1. Aposte nas ervas aromáticas e nas especiarias

    As ervas aromáticas são ótimas substitutas do sal, porque adicionam mais sabor e aroma aos pratos. Veja algumas dicas:

    • Para carnes vermelhas: alecrim, tomilho, alho e cominho;
    • Para aves e peixes: limão, coentro, sálvia e salsinha;
    • Para massas e molhos: manjericão fresco e orégano.

    Além de deixarem os preparos mais saborosos, os temperos naturais ajudam o paladar a se adaptar gradualmente a menos sal.

    2. Use ingredientes ácidos

    Os sabores ácidos ajudam a realçar o gosto dos alimentos de forma semelhante ao sal. O limão e os vinagres, como o de maçã e o balsâmico, podem ser usados na finalização das saladas, das carnes, das sopas e dos legumes.

    3. Use bastante alho e cebola

    O alho e a cebola deixam os preparos naturalmente mais saborosos. Quando são bem refogados, eles liberam aromas e sabores marcantes que diminuem a necessidade de exagerar no sal. Outros ingredientes naturais, como o alho-poró e a cebolinha, também podem ajudar a enriquecer os pratos.

    4. Prepare um sal de ervas caseiro

    O sal de ervas é uma alternativa prática para reduzir o consumo de sódio no dia a dia. A mistura pode ser feita com parte de sal e parte de ervas secas, como o orégano, o alecrim e o manjericão. Com mais aroma e volume, o tempero ajuda a usar menos sal sem comprometer o sabor das refeições.

    5. Tome cuidado com os molhos prontos

    Os molhos industrializados, como o shoyu, o ketchup, os temperos prontos e os molhos para salada, costumam concentrar grandes quantidades de sódio. Sempre que possível, prefira os molhos caseiros preparados com o azeite, o limão, as ervas naturais e as especiarias.

    6. Tire o saleiro da mesa

    Muitas pessoas têm o hábito de adicionar mais sal à comida antes mesmo de provar o prato. Retirar o saleiro da mesa ajuda a diminuir o comportamento e incentiva uma percepção mais natural do sabor dos alimentos.

    7. Leia os rótulos dos alimentos

    A maior parte do sódio consumido no dia a dia provém dos alimentos industrializados, inclusive aqueles considerados saudáveis, como sopas instantâneas, cereais matinais, pães de forma, bebidas esportivas e refrigerantes.

    A forma mais fácil de saber se um alimento tem muito sódio é olhar a tabela nutricional da embalagem. Pelas regras da Anvisa, alimentos com grande quantidade de sódio precisam exibir uma lupa de alerta na embalagem, indicando que aquele produto tem alto teor do mineral.

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre sal e sódio?

    O sal de cozinha (cloreto de sódio) é composto por cerca de 40% de sódio e 60% de cloro. O sódio é o mineral que causa a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial quando em excesso.

    2. O sal rosa do Himalaia é mais saudável?

    Embora contenha mais minerais, a quantidade de sódio é quase a mesma do sal comum. Ele deve ser consumido com a mesma moderação que o sal branco.

    3. O sal marinho é melhor que o refinado?

    O sal marinho não passa pelo processo de refinamento e preserva alguns minerais, mas o seu teor de sódio é equivalente ao do sal refinado.

    4. Como saber se um alimento industrializado tem muito sal?

    Verifique o rótulo: se o alimento possuir mais de 400 mg de sódio por cada 100g de produto, ele é considerado rico em sal.

    5. O sal causa pedra nos rins?

    Sim. O excesso de sódio aumenta a excreção de cálcio na urina, o que favorece a formação de cristais e cálculos renais.

    6. Posso substituir o sal pelo sal de potássio (sal light)?

    Sim, mas com cautela. Ele ajuda a reduzir o sódio, mas pessoas com problemas renais devem evitar o sal de potássio sem orientação médica.

    7. Quais alimentos “escondem” mais sódio?

    Refrigerantes (inclusive os diet), pães de forma, temperos prontos (caldos em cubo), embutidos (presunto, salame) e conservas.

    8. Por que sentimos sede após comer algo salgado?

    É uma resposta do cérebro para tentar diluir a alta concentração de sódio no sangue, buscando restaurar o equilíbrio hídrico.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • É possível prevenir o Alzheimer? Saiba como reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida

    É possível prevenir o Alzheimer? Saiba como reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida

    O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que afeta principalmente a memória, o raciocínio e o comportamento.

    A doença acontece pela perda gradual de células do cérebro, comprometendo as funções cognitivas ao longo do tempo, o que provoca sinais como esquecimentos frequentes, dificuldade para lembrar informações recentes e confusão com datas ou compromissos.

    O envelhecimento é um dos principais fatores de risco do Alzheimer, mas o surgimento da doença não faz parte do envelhecimento natural.

    Na verdade, a estimativa é que 45% dos casos de demência no mundo poderiam ser evitados ou atrasados através da mudança de hábitos cotidianos, de acordo com um relatório da Comissão Lancet sobre Prevenção, Intervenção e Cuidado da Demência.

    Afinal, é possível prevenir o Alzheimer?

    Segundo a neurologista Paula Dieckmann, não existe uma forma garantida de impedir o surgimento do Alzheimer, mas existem vários hábitos que podem reduzir o risco e proteger o cérebro ao longo da vida.

    O cérebro possui algo chamado reserva cognitiva, que funciona como uma espécie de proteção construída ao longo dos anos por meio de estímulos mentais, aprendizado e hábitos saudáveis.

    Assim, mesmo que a doença comece a afetar o cérebro, pessoas com uma reserva cognitiva maior conseguem manter a autonomia e as funções do dia a dia por mais tempo.

    Como reduzir o risco de Alzheimer?

    1. Estimular a mente (reserva cognitiva)

    Quanto mais o cérebro é estimulado ao longo da vida, mais conexões entre os neurônios ele consegue criar. Por isso, os hábitos que desafiam a mente ajudam a fortalecer a reserva cognitiva, como:

    • O aprendizado de um novo idioma, instrumento musical ou atividade diferente da rotina;
    • A leitura frequente e os jogos de estratégia, como xadrez e palavras-cruzadas;
    • As mudanças em pequenos hábitos do dia a dia, como fazer caminhos diferentes ou sair do piloto automático;
    • A manutenção da vida social ativa e das conversas estimulantes;
    • Os estudos, cursos e atividades que exigem raciocínio e concentração contínuos.

    Quanto maior for a reserva cognitiva, maior tende a ser a capacidade do cérebro de lidar com o envelhecimento e compensar possíveis perdas cognitivas ao longo da vida.

    2. Cuidar da saúde cardiovascular

    A saúde do cérebro está diretamente ligada à saúde cardiovascular, uma vez que que o cérebro depende de um bom fluxo sanguíneo para funcionar corretamente. O controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol contribui para reduzir os danos aos vasos sanguíneos e proteger as funções cognitivas ao longo dos anos.

    O tabagismo também precisa de atenção, porque o cigarro aumenta os processos inflamatórios no organismo e pode acelerar o declínio cognitivo e os problemas vasculares que afetam o cérebro.

    3. Alimentação saudável

    As dietas ricas em peixes, azeite de oliva, castanhas, frutas vermelhas e vegetais de folhas escuras fornecem nutrientes e antioxidantes que ajudam no funcionamento cerebral. Por outro lado, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, gorduras trans, açúcares refinados e carne vermelha pode favorecer os processos inflamatórios e prejudicar a saúde cognitiva ao longo do tempo.

    4. Prática de exercícios físicos

    A prática regular de exercícios físicos ajuda a melhorar a circulação sanguínea, a oxigenação cerebral e o funcionamento dos neurônios.

    Os exercícios aeróbicos, como as caminhadas, a natação e o ciclismo, costumam trazer benefícios importantes para a memória e para a concentração. Já os treinos de força também ajudam a reduzir os processos inflamatórios do organismo e contribuem para um envelhecimento mais saudável.

    5. Priorizar o sono e a saúde mental

    O sono de qualidade é necessário para a memória e para a saúde do cérebro, já que é durante o descanso profundo que o organismo realiza processos importantes de consolidação das memórias e de eliminação de toxinas cerebrais.

    Além disso, os cuidados com a saúde mental, a redução do estresse e a manutenção das relações sociais também ajudam a proteger as funções cognitivas ao longo da vida.

    Por fim, vale atenção à saúde auditiva, porque a perda de audição sem tratamento pode aumentar o isolamento social e acelerar o declínio cognitivo.

    Fatores de risco que você pode (e não pode) controlar

    O desenvolvimento do Alzheimer é influenciado por diferentes fatores. Alguns não podem ser modificados, como a idade e a genética, enquanto outros estão relacionados ao estilo de vida e podem ser controlados ao longo dos anos.

    Entre os fatores que você não consegue controlar, é possível destacar:

    • Idade, principalmente após os 65 anos, já que o risco da doença aumenta com o envelhecimento;
    • Genética e algumas mutações associadas ao Alzheimer, que podem aumentar a predisposição para a condição;
    • Histórico familiar da doença em parentes de primeiro grau, como pais e irmãos;
    • Sexo feminino, que apresenta maior risco estatístico para o desenvolvimento da doença.

    Já entre os fatores que você consegue controlar, estão:

    • Baixa escolaridade e a falta de estímulo intelectual ao longo da vida, que podem reduzir a reserva cognitiva do cérebro;
    • Hipertensão, o colesterol alto e a obesidade, especialmente na meia-idade, que prejudicam a circulação sanguínea cerebral;
    • Sedentarismo e a falta de atividade física regular, que favorecem processos inflamatórios no organismo;
    • Tabagismo e o consumo excessivo de álcool, que aceleram o envelhecimento celular e afetam os neurônios;
    • Diabetes tipo 2, que pode prejudicar a forma como o cérebro utiliza a glicose para funcionar adequadamente;
    • Perda auditiva sem tratamento, que reduz os estímulos recebidos pelo cérebro ao longo do tempo;
    • Isolamento social e a depressão, que aumentam o estresse crônico e podem impactar a memória e as funções cognitivas

    Sinais de alerta para procurar um médico

    No dia a dia, é comum ter pequenos lapsos de memória, como esquecer onde deixou as chaves ou não lembrar o nome de alguém que você acabou de conhecer. Mas, quando as falhas de memória começam a interferir na rotina e na autonomia, é momento de procurar avaliação médica. Fique atento aos seguintes sinais de alerta:

    • Perda de memória frequente que começa a atrapalhar o dia a dia;
    • Dificuldade para planejar atividades ou resolver problemas simples;
    • Confusão com datas, horários, lugares ou trajetos conhecidos;
    • Dificuldade para realizar tarefas habituais da rotina;
    • Problemas para encontrar palavras ou manter conversas;
    • Mudanças de humor, comportamento ou personalidade;
    • Afastamento social e perda de interesse por atividades que antes eram comuns.

    Os sinais não significam necessariamente que a pessoa tenha Alzheimer, mas indicam a necessidade de uma avaliação médica, principalmente quando os sintomas passam a se repetir com frequência e comprometem a autonomia no dia a dia.

    Perguntas frequentes

    1. O Alzheimer é hereditário?

    Na maioria dos casos, não. Apenas cerca de 1% a 5% dos casos são puramente genéticos (Alzheimer familiar precoce). Ter um parente com a doença aumenta o risco, mas o estilo de vida é o fator determinante para a maioria das pessoas.

    2. A partir de qual idade devo me preocupar com a prevenção?

    O ideal é focar em hábitos saudáveis desde a juventude, mas a janela para o controle de fatores de risco (como pressão alta e diabetes) é a meia-idade, entre os 40 e 50 anos.

    3. O óleo de coco pode prevenir ou curar o Alzheimer?

    Não há evidências científicas sólidas que comprovem que o óleo de coco previna ou trate o Alzheimer. A melhor estratégia alimentar continua sendo a Dieta Mediterrânea.

    4. Existe alguma vitamina específica para prevenir a perda de memória?

    As vitaminas do complexo B (especialmente B12) e a vitamina D são essenciais para o cérebro. No entanto, a suplementação só deve ser feita sob orientação médica se houver deficiência.

    5. Qual a diferença entre demência e Alzheimer?

    A demência é um termo geral para o declínio das funções cognitivas. O Alzheimer é o tipo mais comum de demência, correspondendo a cerca de 60% a 80% dos casos.

    6. A depressão pode ser um sintoma precoce?

    Sim. Em muitos casos, mudanças de humor e depressão aparecem anos antes dos problemas de memória, sendo um sinal de alerta importante.

    7. Existem medicamentos para prevenir o Alzheimer?

    Até o momento, não existe um remédio aprovado para prevenir a doença em pessoas saudáveis. A prevenção é baseada exclusivamente em hábitos de vida e controle de doenças crônicas.

  • Dipirona: quando usar e por que é proibida em alguns países 

    Dipirona: quando usar e por que é proibida em alguns países 

    A dipirona é um remédio muito popular no Brasil para aliviar dor e febre. Presente em casas, farmácias e hospitais, ela costuma ser a primeira escolha em muitos casos simples, como dor de cabeça, febre ou mal-estar.

    Ainda assim, por ser tão comum, muitas pessoas acabam utilizando o remédio sem orientação adequada, o que pode trazer riscos, especialmente em situações específicas.

    Apesar de ser considerada segura quando usada corretamente, a dipirona não é isenta de efeitos adversos. Inclusive, em alguns países, o medicamento foi restringido ou proibido devido a um efeito raro, mas potencialmente grave.

    Por isso, entender como ela funciona, quando usar e quais cuidados tomar é bem importante para um uso ainda mais seguro.

    O que é a dipirona?

    A dipirona, também chamada de metamizol, é um medicamento com ação analgésica e antitérmica. Isso significa que ela é usada principalmente para aliviar dor e reduzir febre.

    Ela pertence a um grupo de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e também têm efeito sobre substâncias envolvidas na dor e na febre. Diferentemente dos anti-inflamatórios clássicos, a dipirona não tem uma ação anti-inflamatória tão forte, sendo mais indicada para controle de sintomas.

    Para que serve a dipirona?

    A dipirona é indicada para o alívio de dores leves a moderadas e para controle da febre. Ela é muito usada em casa e em hospitais.

    As situações que mais levam as pessoas a usarem dipirona são:

    • Dor de cabeça;
    • Dor de dente;
    • Dor muscular;
    • Cólicas;
    • Febre;
    • Dor pós-procedimentos simples.

    Em ambiente hospitalar, também pode ser usada para dores mais intensas, muitas vezes em combinação com outros medicamentos.

    Como a dipirona funciona no corpo?

    A dipirona age diminuindo a produção de substâncias relacionadas à dor e à febre, especialmente as prostaglandinas. Ela também parece ter efeito direto no sistema nervoso central, o que ajuda a modular a percepção da dor.

    É por isso que o medicamento pode ser eficaz tanto para aliviar dor quanto para reduzir a febre, especialmente em casos de infecção ou inflamação leves.

    Quando a dipirona pode ser uma boa opção?

    A dipirona costuma ser uma boa escolha para:

    • Quadros de febre;
    • Dores leves a moderadas;
    • Situações em que anti-inflamatórios não são indicados;
    • Pacientes que não toleram bem outros analgésicos.

    Ela é muito usada como alternativa ao paracetamol e ao ibuprofeno, dependendo do perfil do paciente e da causa do sintoma.

    Quais são os principais efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas usa dipirona sem apresentar nenhum problema. Ainda assim, como qualquer medicamento, ela pode causar efeitos adversos.

    Os mais comuns são:

    • Queda da pressão arterial (especialmente em uso intravenoso);
    • Reações alérgicas;
    • Náuseas ou desconforto;
    • Tontura.

    Existe também um efeito raro, mas importante, chamado agranulocitose, que é uma redução grave das células de defesa do organismo. Esse risco, porém, é considerado muito baixo.

    Por que a dipirona é proibida em alguns países?

    A dipirona é proibida ou restrita em alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido e partes da Europa, principalmente por causa do risco da agranulocitose, um efeito colateral raro.

    A agranulocitose é uma condição em que há queda acentuada dos glóbulos brancos, células responsáveis pela defesa do organismo. Quando isso acontece, o corpo fica mais vulnerável a infecções graves, que podem evoluir rapidamente se não forem tratadas.

    Apesar de rara, essa condição é potencialmente grave e exige atenção. Os sinais de alerta podem são:

    • Febre persistente;
    • Dor de garganta;
    • Infecções frequentes ou incomuns.

    O ponto importante é que esse risco é considerado muito raro, mas ainda assim foi suficiente para levar alguns países a adotarem uma postura mais restritiva, especialmente onde existem alternativas amplamente disponíveis.

    Por outro lado, em países como o Brasil, a dipirona continua liberada e é muito utilizada. Quando usada corretamente, a dipirona apresenta um perfil de segurança muito aceitável.

    Não existe um consenso global absoluto sobre o medicamento. O que há são diferentes avaliações de risco e benefício, levando em conta fatores como frequência do efeito adverso, disponibilidade de alternativas e perfil da população.

    Isso reforça um ponto importante: mesmo medicamentos comuns devem ser usados com consciência e, sempre que possível, com orientação de um profissional de saúde.

    Quem deve ter mais cuidado ao usar dipirona?

    Algumas pessoas precisam de atenção especial ao usar o medicamento:

    • Pessoas com histórico de alergia à dipirona;
    • Pacientes com problemas hematológicos;
    • Pessoas com pressão baixa;
    • Gestantes (uso deve ser avaliado);
    • Pessoas em uso de outros medicamentos que afetam o sistema imunológico.

    Nesses casos, o uso deve sempre ser orientado por um profissional de saúde.

    Posso usar dipirona com frequência?

    O uso ocasional costuma ser seguro para a maioria das pessoas. O uso frequente, no entanto, pode indicar um problema de saúde que precisa ser investigado.

    Se a pessoa precisa tomar dipirona com frequência para dor ou febre, o ideal é procurar avaliação médica para entender a causa do sintoma, em vez de apenas tratar repetidamente o desconforto.

    Dipirona ou ibuprofeno: qual escolher?

    A escolha depende da situação. A dipirona é mais focada em dor e febre, enquanto o ibuprofeno também tem ação anti-inflamatória mais forte.

    Em geral:

    • Dipirona pode ser preferida para febre e dores gerais;
    • Ibuprofeno pode ser mais indicado em quadros inflamatórios.

    Mas essa decisão deve considerar a orientação de um profissional de saúde.

    Confira: Febre não é inimiga: saiba quando tratar e quando observar

    Perguntas frequentes sobre dipirona

    1. Dipirona serve para febre?

    Sim. Ela é amplamente utilizada como antitérmico.

    2. Dipirona serve para dor?

    Sim, especialmente dores leves a moderadas.

    3. Dipirona é anti-inflamatório?

    Não é considerada um anti-inflamatório clássico.

    4. Pode tomar dipirona todos os dias?

    Não é recomendado sem orientação médica.

    5. Dipirona faz mal?

    Quando usada corretamente, é segura, mas pode causar efeitos adversos.

    6. O que é agranulocitose?

    É uma queda grave das células de defesa do organismo, efeito raro associado à dipirona.

    7. Dipirona é proibida no Brasil?

    Não. O medicamento é autorizado e muito usado no país.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • Magnésio é tudo igual? Diferenças que você precisa saber antes de começar a tomar

    Magnésio é tudo igual? Diferenças que você precisa saber antes de começar a tomar

    Sabia que o magnésio é um dos minerais mais importantes para o corpo humano? Ele participa de mais de 300 reações bioquímicas, que vão desde a produção de energia e o relaxamento muscular até o bom funcionamento do cérebro e do coração.

    No entanto, ao procurar por suplementação, é comum ter dúvidas sobre qual tipo comprar. Com nomes como dimalato, quelato, treonato e cloreto, muitas pessoas acreditam que o efeito é sempre o mesmo, mas cada forma de magnésio tem uma absorção diferente e age de maneira específica no organismo. A seguir, te explicamos tudo que você precisa saber.

    O que é o magnésio e para que serve?

    O magnésio é um mineral essencial e eletrólito que atua em mais de 300 reações bioquímicas no corpo humano, incluindo:

    • Saúde muscular: ajuda na contração e, principalmente, no relaxamento dos músculos, sendo um aliado importante na prevenção de cãibras e espasmos;
    • Fortalecimento dos ossos: atua junto com o cálcio e a vitamina D para manter a densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose;
    • Funcionamento do sistema nervoso: auxilia na regulação de neurotransmissores, o que impacta diretamente no controle do estresse, da ansiedade e na melhora da qualidade do sono;
    • Produção de energia: é fundamental no processo de conversão dos alimentos em energia (ATP), combatendo a fadiga e o cansaço excessivo;
    • Saúde cardiovascular: ajuda a manter o ritmo cardíaco estável e auxilia no relaxamento dos vasos sanguíneos, contribuindo para o controle da pressão arterial;
    • Regulação da glicemia: participa do metabolismo da glicose e da sensibilidade à insulina, sendo importante para prevenir e controlar o diabetes tipo 2.

    Ele pode ser encontrado naturalmente em alimentos, mas também é usado na forma de suplementos para garantir que os níveis ideais sejam mantidos, especialmente em pessoas com dietas pobres em nutrientes ou com dificuldades de absorção.

    Quando a suplementação de magnésio é indicada?

    A suplementação de magnésio é indicada principalmente quando há uma deficiência comprovada por exames de sangue ou quando o estilo de vida e certas condições de saúde aumentam a demanda do corpo por esse mineral, como:

    • Deficiência de magnésio confirmada em exames;
    • Alimentação pobre em magnésio (dieta muito restrita ou ultraprocessada);
    • Cãibras musculares frequentes;
    • Fadiga e fraqueza sem causa clara;
    • Estresse elevado e ansiedade;
    • Dificuldade para dormir (insônia leve);
    • Enxaquecas recorrentes;
    • Síndrome pré-menstrual (TPM) intensa;
    • Constipação intestinal;
    • Uso de medicamentos que reduzem magnésio (como diuréticos ou alguns antiácidos);
    • Diabetes tipo 2 ou resistência à insulina;
    • Consumo frequente de álcool;
    • Prática intensa de atividade física.

    A indicação deve ser feita sempre por um profissional de saúde, pois o excesso de magnésio pode causar efeitos colaterais como diarreia, cólica, queda de pressão, diminuição dos batimentos cardíacos e fraqueza muscular, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    Magnésio é tudo igual?

    A resposta é não. Apesar de todos os suplementos conterem o mesmo mineral, o magnésio não é encontrado de forma isolada na natureza ou nas cápsulas. Ele precisa estar ligado a outra substância para que o corpo consiga absorvê-lo. Dependendo do tipo, o magnésio pode agir mais no cérebro, nos músculos ou no intestino.

    Na prática, o que muda é a forma como o corpo absorve o nutriente: alguns tipos são melhor aproveitados e agem de forma mais direcionada, enquanto outros são menos absorvidos e acabam tendo efeito mais laxante, sendo mais usados em casos de prisão de ventre.

    Quais os principais tipos de magnésio?

    Segundo Juliana, existem três tipos principais de magnésio, sendo eles:

    1. Magnésio dimalato

    O magnésio dimalato é um suplemento que combina magnésio com ácido málico, sendo uma das formas mais recomendadas para quem sofre de dores crônicas, fibromialgia ou cansaço muscular. O ácido málico ajuda na produção de energia celular, sendo bastante útil para aumentar a disposição e reduzir a fadiga ao longo do dia.

    2. Magnésio treonato

    O magnésio treonato é uma forma altamente absorvível de magnésio capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, sendo ideal para melhorar a memória e a concentração, segundo Juliana. É usado especialmente para reduzir ansiedade e estresse, além de auxiliar na qualidade do sono por estimular a produção de melatonina.

    3. Magnésio quelato (bisglicinato)

    O magnésio quelado é uma forma de suplemento com altíssima absorção, ligado a duas moléculas de glicina (aminoácido). Por ser ele melhor absorvido pelo intestino, ele é ideal para relaxamento neuromuscular, melhora do sono, redução de ansiedade e saúde óssea.

    Outros tipos de magnésio

    4. Cloreto de magnésio

    O cloreto de magnésio é a forma mais clássica e acessível, normalmente vendida em pó ou cápsulas. Ele combina o magnésio com o cloro, um elemento que favorece a produção de ácido clorídrico no estômago. Assim, ele costuma ser usado por pessoas com dificuldades digestivas ou baixa acidez gástrica, ajudando na quebra dos alimentos e na absorção de outros nutrientes.

    5. Citrato de magnésio

    O citrato de magnésio combina o mineral com o ácido cítrico, usado especialmente para melhorar a absorção no organismo e auxiliar o funcionamento do intestino, ajudando em casos de prisão de ventre. Por ter uma boa biodisponibilidade, ele é bem aproveitado pelo corpo e também pode ajudar na função muscular, no relaxamento e na prevenção de cãibras.

    6. Sulfato de magnésio (Sal de Epsom)

    O Sal de Epsom é um mineral natural usado para relaxamento muscular, alívio de dores, melhora da qualidade do sono e esfoliação da pele. Rico em magnésio, é absorvido em banhos quentes ou escalda-pés, ajudando a combater inflamações, estresse e dores articulares (artrite/artrose).

    Como escolher o melhor magnésio para você?

    Para escolher o melhor magnésio, o médico precisa identificar qual é a principal necessidade, já que a substância ligada ao mineral direciona a ação para diferentes partes do corpo. Ao analisar as opções, vale considerar os seguintes pontos principais:

    • Identifique se você precisa de ajuda para o sono, energia, digestão ou cognição;
    • Verifique o quanto o corpo consegue absorver daquela forma específica;
    • Avalie se você tem tendência a ter o intestino solto antes de tomar cloretos ou citratos;
    • Confira no rótulo a quantidade real de magnésio puro por dose, e não apenas o peso total da cápsula;
    • Defina se prefere tomar pela manhã (para energia) ou à noite (para relaxamento e sono).

    Se o foco for combater o cansaço e as dores musculares, as formas ligadas ao ácido málico são boas opções, porque ajudam na produção de energia. Já para quem busca melhorar o foco e a memória, existem tipos que chegam com mais facilidade ao cérebro.

    Por outro lado, se a intenção for regular o intestino, as formas que puxam água para as fezes são as mais indicadas.

    Também é importante considerar a sensibilidade do sistema digestivo, pois as formas mais simples podem causar desconforto ou efeito laxante em algumas pessoas, enquanto as versões queladas costumam ser mais suaves e melhor toleradas.

    Como tomar o magnésio?

    A forma correta de tomar magnésio depende do objetivo, mas normalmente é recomendado tomar as cápsulas junto com as refeições, para melhorar a absorção e evitar desconforto no estômago.

    Se a ideia for aumentar a disposição e ajudar na performance muscular, o ideal é tomar pela manhã. Já para quem busca relaxamento, melhora do sono e recuperação do corpo, o mais indicado é tomar à noite, cerca de uma a duas horas antes de dormir.

    Também é importante seguir a dose orientada por um profissional e evitar tomar em jejum ou em altas quantidades, já que isso pode causar efeito laxante.

    Quem deve evitar o uso de magnésio?

    O uso do magnésio costuma ser seguro, mas algumas pessoas precisam evitar ou usar com cautela, sempre com orientação profissional:

    • Pessoas com doença renal, principalmente insuficiência renal;
    • Quem faz diálise;
    • Pessoas com níveis altos de magnésio no sangue;
    • Uso de alguns medicamentos, como certos antibióticos, diuréticos ou remédios para o coração;
    • Problemas intestinais sensíveis, como diarreia frequente;
    • Gestantes e lactantes, sem orientação médica.

    O uso de qualquer suplementação só deve ser feito sob orientação e acompanhamento médico. Não se automedique!

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar magnésio em jejum?

    Não é recomendado, pois pode causar náuseas ou desconforto abdominal em pessoas sensíveis. O ideal é ingerir junto com uma refeição.

    2. Magnésio engorda ou emagrece?

    Não. Ele não possui calorias e não interfere diretamente no ganho ou perda de peso, embora ajude no metabolismo da glicose.

    3. Quanto tempo demora para o magnésio fazer efeito?

    Para benefícios musculares e de sono, os efeitos podem surgir em poucos dias. Para correção de deficiências crônicas, o uso contínuo por 4 a 12 semanas costuma ser necessário.

    4. Posso tomar magnésio todos os dias?

    Sim, desde que a dose esteja dentro do limite diário recomendado por um profissional de saúde.

    5. Quais são os efeitos colaterais do excesso?

    Diarreia, náuseas, queda excessiva da pressão arterial e, em casos graves, arritmias cardíacas.

    7. Magnésio corta o efeito de algum remédio?

    Pode reduzir a absorção de antibióticos (tetraciclinas) e remédios para osteoporose (bifosfonatos). Deve haver um intervalo de pelo menos 2 horas entre eles.

    8. Posso tomar magnésio com café?

    Não é o ideal. A cafeína tem um efeito diurético que pode acelerar a eliminação de minerais, e os taninos do café podem atrapalhar a absorção do magnésio. O ideal é dar um intervalo de pelo menos 30 minutos.

    9. Crianças podem tomar suplemento de magnésio?

    Apenas sob orientação do pediatra. Geralmente, as crianças conseguem atingir as metas diárias através da alimentação (banana, aveia, feijão), sendo a suplementação reservada para casos específicos de carência.

    Confira: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão

  • Ibuprofeno: quando usar e quando evitar

    Ibuprofeno: quando usar e quando evitar

    O ibuprofeno é um dos medicamentos mais comuns no dia a dia. Ele aparece em situações simples, como dor de cabeça ou febre, mas também é usado em quadros inflamatórios, dores musculares e até em algumas condições mais específicas. Justamente por ser tão acessível, muitas pessoas acabam usando o remédio sem orientação, o que pode trazer riscos quando o uso não é adequado. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    Apesar de ser considerado seguro quando usado corretamente, o ibuprofeno não é um medicamento inofensivo. Ele pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que atuam reduzindo dor, febre e inflamação, mas também podem causar efeitos colaterais, principalmente quando usados em doses elevadas, por longos períodos ou em pessoas com certas condições de saúde. Ter cautela, então, é necessário. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

    O que é o ibuprofeno?

    O ibuprofeno é um medicamento da classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Isso significa que ele tem três ações principais dentro do nosso corpo:

    • Analgésica (reduz dor);
    • Antitérmica (reduz febre);
    • Anti-inflamatória (reduz inflamação).

    Ele age bloqueando substâncias chamadas prostaglandinas, que estão envolvidas no processo de inflamação, dor e febre. Ao reduzir essas substâncias, o ibuprofeno ajuda a aliviar sintomas comuns de várias condições. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

    Para que serve o ibuprofeno?

    O ibuprofeno é indicado para o alívio de dores leves a moderadas, febre e inflamações. Ele pode ser usado em diferentes situações do dia a dia, desde quadros simples até condições inflamatórias mais específicas. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

    Os usos mais comuns são:

    • Dor de cabeça;
    • Dor muscular;
    • Dor nas costas;
    • Dor de dente;
    • Cólicas menstruais;
    • Febre;
    • Inflamações articulares.

    Em alguns casos, também pode ser indicado por médicos para condições inflamatórias crônicas, como artrite, sempre com acompanhamento adequado. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

    Como o ibuprofeno age no corpo?

    O ibuprofeno atua inibindo enzimas chamadas COX-1 e COX-2, responsáveis pela produção de prostaglandinas. Essas substâncias estão ligadas à dor, inflamação e febre. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

    Ao reduzir a produção dessas moléculas, o remédio:

    • Diminui a inflamação;
    • Reduz a dor;
    • Ajuda a baixar a febre.

    Esse mecanismo explica por que o ibuprofeno é mais eficaz em dores com componente inflamatório, como dores musculares ou articulares, quando comparado a medicamentos que atuam apenas como analgésicos. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

    Quando o ibuprofeno pode ser uma boa escolha?

    O ibuprofeno costuma ser útil quando existe dor associada à inflamação. Por exemplo, dores musculares após esforço, inflamações dentárias ou dores articulares podem responder bem ao medicamento. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

    Também pode ser indicado para febre, principalmente quando ela está associada a processos inflamatórios ou infecciosos. Isso não significa, no entanto, que ele seja sempre a melhor opção. Em alguns casos, outros medicamentos podem ser mais indicados, dependendo do perfil do paciente e da causa do sintoma. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

    Por isso, o uso deve considerar não apenas o sintoma, mas também o histórico de saúde da pessoa. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

    Quais cuidados são importantes?

    O principal cuidado com o ibuprofeno envolve o uso consciente. Como ele é facilmente encontrado nas farmácias, muitas pessoas aumentam a dose por conta própria ou usam por vários dias sem uma avaliação médica. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

    Um outro ponto de atenção é que, como esta medicação é um anti-inflamatório, o uso inadequado pode ser prejudicial aos rins, por isso, não deve ser utilizado indiscriminadamente. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

    Alguns cuidados importantes para evitar problemas são:

    • Evitar uso prolongado sem orientação médica;
    • Não ultrapassar a dose recomendada;
    • Não combinar com outros anti-inflamatórios sem orientação médica;
    • Evitar uso com álcool;
    • Informar ao médico outros medicamentos em uso.

    O uso inadequado pode aumentar o risco de efeitos adversos, especialmente no estômago, rins e sistema cardiovascular. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

    Quais são os possíveis efeitos colaterais?

    Quando usado corretamente, o ibuprofeno costuma ser bem tolerado. No entanto, ele pode causar efeitos colaterais, principalmente em uso prolongado ou em pessoas mais sensíveis. :contentReference[oaicite:13]{index=13}

    Os principais efeitos são:

    • Dor ou desconforto no estômago;
    • Azia;
    • Náuseas;
    • Irritação gástrica;
    • Aumento do risco de gastrite ou úlcera;
    • Alterações na função renal;
    • Aumento do risco cardiovascular em uso prolongado.

    Quem deve ter mais cuidado?

    Alguns grupos precisam de atenção especial ao usar ibuprofeno, como:

    • Pessoas com problemas gástricos, como gastrite ou úlcera;
    • Pessoas com doença nos rins;
    • Pacientes com histórico de doenças cardiovasculares;
    • Idosos;
    • Pessoas que usam anticoagulantes ou outros anti-inflamatórios.

    Posso tomar ibuprofeno com frequência?

    De um modo geral, nenhum tipo de medicação pode ser utilizada frequentemente sem orientação médica. Para uso pontual, como uma dor ocasional ou febre, ele pode ser utilizado conforme orientação da bula ou recomendação médica. :contentReference[oaicite:14]{index=14}

    Mas o uso frequente ou contínuo não deve ser feito sem avaliação. Se a pessoa precisa tomar ibuprofeno repetidamente, isso pode indicar que há uma causa de base que precisa ser investigada, e não apenas tratada com alívio de sintomas. :contentReference[oaicite:15]{index=15}

    Ibuprofeno ou paracetamol: qual escolher?

    Essa é uma dúvida comum. Ambos podem ser usados para dor e febre, mas têm diferenças importantes. :contentReference[oaicite:16]{index=16}

    O paracetamol não tem ação anti-inflamatória significativa, enquanto o ibuprofeno tem. Por outro lado, o paracetamol costuma ter menor impacto gastrointestinal. :contentReference[oaicite:17]{index=17}

    A escolha depende do tipo de dor, do histórico da pessoa e, principalmente, da orientação médica. Não existe um remédio melhor para tudo, e sim o mais adequado para cada situação. :contentReference[oaicite:18]{index=18}

    Confira: Úlcera no estômago: quando é grave e como é tratada

    Perguntas frequentes sobre ibuprofeno

    1. Ibuprofeno serve para febre?

    Sim. Ele tem ação antitérmica e pode ajudar a reduzir a febre.

    2. Ibuprofeno serve para dor de cabeça?

    Sim, especialmente quando há componente inflamatório.

    3. Pode tomar ibuprofeno todos os dias?

    Não é recomendado sem orientação médica.

    4. Ibuprofeno faz mal ao estômago?

    Pode causar irritação gástrica, especialmente em uso frequente.

    5. Posso tomar com álcool?

    Não é indicado, pois aumenta o risco de efeitos adversos.

    6. É seguro para crianças?

    Sim, em doses adequadas ao peso e com orientação do pediatra.

    7. Ibuprofeno pode aumentar risco de infarto?

    Em uso prolongado e em altas doses, pode aumentar o risco cardiovascular.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

  • Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento 

    Remédio para o colesterol: conheça 8 mitos e verdades sobre o medicamento 

    O uso de remédios para baixar o colesterol, especialmente as estatinas, costuma ser indicado quando mudanças na alimentação e no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol no sangue. Só que, devido aos possíveis efeitos colaterais, não é incomum ter dúvidas se os medicamentos são de fato seguros para a saúde.

    A seguir, vamos entender os principais mitos e verdade sobre os remédios para colesterol, como eles funcionam, quando são realmente necessários e quais cuidados ajudam a tornar o tratamento mais seguro.

    Como os remédios atuam no controle do colesterol?

    O colesterol presente no organismo tem duas origens principais, sendo a maior parte produzida naturalmente pelo próprio corpo, principalmente pelo fígado. Já outra parte do colesterol vem da alimentação, especialmente de alimentos de origem animal e produtos ricos em gordura saturada e gordura trans.

    As estatinas, que estão entre os remédios mais utilizados, agem diretamente no fígado, bloqueando parcialmente uma enzima responsável pela produção de colesterol. Com menos colesterol sendo produzido, o fígado passa a retirar mais gordura da circulação sanguínea, reduzindo os níveis de LDL no sangue.

    Além das estatinas, existem outros tipos de medicamentos que atuam de formas diferentes:

    • Ezetimiba: atua no intestino, reduzindo a absorção do colesterol presente nos alimentos e também parte do colesterol produzido pelo organismo que chega ao intestino. Em muitos casos, pode ser usada junto com as estatinas para potencializar a redução do colesterol LDL;
    • Fibratos: são medicamentos mais indicados para reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue e podem ajudar a aumentar levemente o HDL, conhecido como colesterol bom. Costumam ser utilizados principalmente em pessoas com triglicerídeos muito elevado;
    • Inibidores da PCSK9: são remédios mais modernos e potentes, normalmente aplicados por meio de injeções. Eles aumentam de forma significativa a capacidade do fígado de retirar o colesterol LDL da circulação sanguínea, sendo indicados principalmente para pessoas com colesterol muito alto ou com alto risco cardiovascular.

    Vale destacar que o uso de remédios para o colesterol deve ser feito exclusivamente sob orientação médica, pois apenas o profissional pode avaliar o risco cardiovascular do paciente, definir a dosagem correta e monitorar possíveis efeitos colaterais por meio de exames periódicos

    Mitos e verdades sobre os remédios para colesterol

    1. As estatinas podem causar dores musculares?

    Verdade.

    A dor muscular, conhecida como miopatia, é um efeito colateral causado pelas estatinas em cerca de 5% dos pacientes, de acordo com a cardiologista Juliana Soares. Os sintomas podem incluir dor, sensação de peso, cansaço muscular, fraqueza ou desconforto, principalmente nas pernas, braços e costas. Normalmente, a dor é leve e desaparece com o ajuste da dose ou a troca do tipo de estatina pelo médico.

    2. Se o exame de colesterol normalizar, pode parar de tomar?

    Mito.

    Quando os níveis altos de colesterol está associada a fatores genéticos, ele pode voltar a subir após a interrupção do remédio, já que o organismo continua produzindo mais gordura do que deveria

    Por isso, a suspensão do tratamento deve sempre ser avaliada pelo médico, que irá analisar se os hábitos de vida atuais são suficientes para manter os níveis controlados sem o uso de medicamentos.

    3. O uso de estatinas aumenta o risco de diabetes?

    Verdade, mas com ressalvas.

    Segundo estudos, existe um risco ligeiramente maior de aumento nos níveis de açúcar no sangue em pessoas que já possuem predisposição ao diabetes. No entanto, para quem tem colesterol alto, o benefício de prevenir um infarto é muito superior ao risco, que pode ser controlado com uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas.

    4. Remédio para colesterol causa perda de memória?

    Mito.

    Apesar de existirem relatos isolados de pessoas que perceberam episódios de confusão mental ou dificuldade de memória durante o uso de estatinas, os estudos científicos mais recentes não demonstram uma relação forte entre os medicamentos e a perda de memória permanente.

    Na verdade, alguns estudos sugerem que o controle adequado do colesterol pode até ajudar a proteger a saúde cardiovascular e cerebral ao longo do tempo, reduzindo o risco de AVC e outros problemas que afetam o funcionamento do cérebro.

    5. O medicamento sobrecarrega o fígado?

    Mito, na maioria dos casos.

    As estatinas atuam diretamente no fígado, bloqueando parcialmente uma enzima responsável pela produção de colesterol, e a toxicidade hepática grave é muito rara. É comum que o médico solicite exames de sangue (como TGO e TGP) no início do tratamento apenas para monitorar a adaptação do órgão, o que garante a total segurança do processo.

    6. O remédio para colesterol é de uso contínuo?

    Depende.

    Segundo Juliana, em uma parte considerável dos casos, principalmente entre pessoas jovens e com baixo risco cardiovascular, o controle da alimentação e das mudanças no estilo de vida pode ser suficiente para reduzir os níveis de colesterol.

    Porém, pessoas com diabetes, alto risco cardiovascular, placas de gordura nas artérias ou histórico de infarto geralmente precisam manter o uso da medicação para colesterol junto com as mudanças no padrão alimentar e nos hábitos de vida.

    7. Pessoas magras também podem precisar de remédio para colesterol?

    Verdade.

    O colesterol alto não depende apenas do peso corporal. A presença de fatores genéticos, hormonais e metabólicos também influenciam bastante nos níveis de colesterol, então pessoas magras e com hábitos saudáveis também podem apresentar colesterol elevado.

    8. Quem toma remédio para colesterol pode comer qualquer coisa?

    Mito.

    O medicamento ajuda a controlar a produção interna de colesterol, mas uma dieta rica em gorduras saturadas e trans continua sobrecarregando o sistema cardiovascular e aumentando a inflamação. O remédio funciona como um aliado da dieta, mas não substitui também uma alimentação equilibrada.

    Cuidados durante o tratamento com remédios para colesterol

    O uso de remédios para controlar o colesterol precisa de regularidade e acompanhamento médico para que o tratamento seja seguro. Veja alguns cuidados importantes no dia a dia:

    • Respeitar o horário de tomada orientado pelo médico pois a produção de colesterol pelo fígado costuma ser maior durante a noite;
    • Manter a rotina de exames de sangue para monitorar os níveis de gordura e o funcionamento do fígado;
    • Observar o surgimento de dores musculares intensas ou fraqueza e informar ao profissional de saúde;
    • Consultar o médico antes de iniciar outros medicamentos ou suplementos para evitar interações que prejudiquem o tratamento;
    • Evitar a interrupção do uso por conta própria para não causar o aumento súbito dos níveis de colesterol no sangue.

    Vale lembrar que o remédio funciona como parte do tratamento: manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente ajuda a melhorar os resultados da medicação e, em alguns casos, pode até permitir que o médico reduza a dose no futuro.

    Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor horário para tomar o remédio de colesterol?

    Depende do medicamento. Estatinas de ação curta, como a sinvastatina, devem ser tomadas à noite. Já as de ação longa, como atorvastatina e rosuvastatina, podem ser tomadas em qualquer horário.

    2. Posso beber álcool enquanto tomo estatinas?

    O consumo moderado normalmente não é proibido, mas como tanto o álcool quanto o remédio são processados pelo fígado, o excesso aumenta o risco de inflamação hepática.

    3. O remédio para colesterol emagrece?

    Não. Os medicamentos atuam no metabolismo das gorduras no sangue e não na queima de gordura corporal ou na redução de apetite.

    4. Quanto tempo o remédio demora para fazer efeito?

    Os níveis de colesterol no sangue começam a cair significativamente após 2 a 4 semanas de uso contínuo.

    5. O que acontece se eu esquecer de tomar um dia?

    Tome assim que lembrar, a menos que esteja perto do horário da próxima dose. Nunca tome duas doses de uma vez para compensar o esquecimento.

    6. Grávidas podem tomar remédio para colesterol?

    Não. As estatinas são contraindicadas na gravidez e durante a amamentação, pois o colesterol é essencial para o desenvolvimento do bebê.

    7. Idosos podem tomar remédio para o colesterol?

    Sim, o uso é muito comum em idosos para prevenir infartos e AVCs, sempre com ajuste de dose conforme a função renal e hepática.

    8. Posso tomar o remédio em jejum?

    Sim, a maioria dos medicamentos para o colesterol pode ser tomada com ou sem alimentos, sem que isso prejudique a absorção.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Quer fortalecer a imunidade? Veja o que colocar no prato 

    Quer fortalecer a imunidade? Veja o que colocar no prato 

    Manter uma alimentação equilibrada é uma das formas de ajudar o organismo a se proteger contra infecções. Assim como o sono de qualidade e a prática de exercícios físicos, o que você come influencia diretamente na forma como o corpo reage a vírus, bactérias e outros micro-organismos.

    O sistema imunológico funciona como um mecanismo de defesa complexo, responsável por identificar e combater agentes externos. Para que ele atue corretamente, é importante ter uma rotina alimentar rica em vitaminas, minerais, proteínas e antioxidantes.

    Segundo a nutróloga Flávia Pfeilsticker, a alimentação saudável contribui para a prevenção de infecções ao fortalecer as barreiras de defesa do organismo, pois um corpo bem nutrido carrega células de defesa que são mais eficientes, bem como tem uma capacidade de cicatrização melhor e há um risco menor de processos inflamatórios que prejudicam a imunidade.

    Quais nutrientes são importantes para a imunidade?

    O bom funcionamento do sistema imunológico depende de diferentes nutrientes. Entre os principais estão:

    • Vitaminas A, C, D e E;
    • Minerais como zinco e selênio;
    • Proteínas, essenciais para a produção de anticorpos;
    • Ferro, que participa do transporte de oxigênio e do funcionamento das células de defesa;
    • Ômega-3, com ação anti-inflamatória e papel na regulação da resposta imunológica.

    Alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade

    Alguns alimentos podem contribuir para o funcionamento adequado do sistema imunológico quando fazem parte de uma alimentação equilibrada. Veja os principais:

    Limão

    Fonte de vitamina C e flavonoides, que têm ação antioxidante e ajudam a diminuir inflamações. O limão é uma fruta versátil, pois pode ser usado em chás, como tempero de salada, marinadas de carnes ou peixes ou até mesmo para saborizar a água sem acrescentar calorias de forma significativa.

    Laranja

    Por ser uma fruta rica em vitamina C, ajuda na produção de células de defesa e pode ser importante para se recuperar mais rápido em caso de resfriado, por exemplo.

    Consuma a fruta ao natural, pois é a forma que oferece mais nutrientes. Para entender melhor, uma laranja de tamanho médio fornece cerca de 70 mg de vitamina C, uma quantidade próxima da recomendação diária para adultos.

    Cenoura

    Rica em betacaroteno, que é convertido em vitamina A no organismo. Esse nutriente ajuda a manter saudáveis as mucosas do corpo, como nariz, garganta e pulmões, que atuam como barreiras contra microrganismos.

    Também contribui para a saúde da pele e dos olhos. Pode ser consumida crua ou cozida.

    Abóbora

    Também fonte de betacaroteno, fibras, zinco, ferro e vitaminas do complexo B. Esses nutrientes ajudam a modular a resposta inflamatória e fortalecer as células de defesa do organismo.

    É um alimento versátil, podendo ser usado em sopas, purês, refogados e até sobremesas.

    Ovos

    Fáceis de encontrar, os ovos são fontes completas de proteína e oferecem vitaminas A, D, E e B12, além de selênio e zinco.

    Mas não tenha receio da gema, pois é ali que a maior parte dos nutrientes está presente. Por isso, o consumo do ovo inteiro é recomendado.

    Oleaginosas e sementes

    Nozes, castanhas, amêndoas, linhaça, chia e sementes de abóbora são ricas em selênio, vitamina E e gorduras boas, nutrientes importantes para reduzir inflamações crônicas.

    Uma castanha-do-pará por dia, por exemplo, já é suficiente para atingir a quantidade diária recomendada de selênio.

    Verduras de folhas escuras

    Couve, espinafre, rúcula e brócolis são ricos em ferro, cálcio, vitaminas A e C e antioxidantes, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a saúde geral.

    Carnes magras

    Frango e cortes magros de carne bovina são boas fontes de proteínas, além de ferro e zinco, nutrientes importantes para a produção de anticorpos e para a multiplicação das células de defesa.

    Prefira preparações com pouco óleo, como grelhados, assados ou cozidos.

    Leguminosas

    Lentilha, feijão, grão-de-bico e ervilha fornecem proteínas vegetais, fibras, ferro e zinco.

    A combinação de arroz com feijão é considerada completa do ponto de vista nutricional e pode contribuir para a imunidade.

    Peixes ricos em ômega-3

    Salmão, sardinha, atum e cavala são fontes de ácidos graxos ômega-3, que têm ação anti-inflamatória e ajudam na regulação da imunidade.

    O consumo regular, pelo menos duas vezes por semana, também está associado à redução de riscos cardiovasculares e melhora da função cognitiva.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • Qual a diferença entre semaglutida e tirzepatida? Endocrinologista explica

    Qual a diferença entre semaglutida e tirzepatida? Endocrinologista explica

    A semaglutida e a tirzepatida, princípios ativos de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, atuam no organismo imitando a ação de hormônios naturais liberados pelo intestino após a alimentação, que participam do controle da fome e dos níveis de glicose no sangue.

    Com isso, eles ajudam a reduzir o apetite, aumentar a sensação de saciedade e melhorar o controle glicêmico ao longo do dia.

    Mas afinal, qual a diferença entre eles? A semaglutida e a tirzepatida pertencem a uma nova geração de tratamentos metabólicos, mas se diferenciam principalmente pela quantidade de receptores que conseguem ativar no corpo. Vamos entender mais, a seguir.

    Qual a diferença entre semaglutida e tirzepatida?

    A principal diferença entre a semaglutida e a tirzepatida está na forma como cada uma atua nos hormônios que regulam o metabolismo.

    A semaglutida é um análogo do GLP-1, de modo que atua imitando a ação de um único hormônio ligado ao controle da fome e da glicose.

    Já a tirzepatida, segundo a endocrinologista Daniella Romanholi, é considerada uma medicação de ação dupla, pois atua tanto no GLP-1 quanto no GIP, outro hormônio intestinal que também participa da regulação do metabolismo.

    Na prática, isso significa que a tirzepatida pode ter um efeito mais amplo sobre o controle do apetite e da glicemia. De acordo com estudos, o tratamento com a tirzepatida pode apresentar uma maior redução de peso em comparação com a semaglutida, mas a resposta pode variar de acordo com cada organismo.

    Como cada uma atua no organismo?

    Semaglutida

    A semaglutida atua estimulando receptores de GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo intestino após a alimentação. Segundo Daniella, o GLP-1 envia sinais de saciedade ao cérebro, o que contribui para a redução da fome ao longo do dia.

    Ela também diminui o ritmo de esvaziamento do estômago, fazendo com que o alimento permaneça por mais tempo no trato digestivo, o que prolonga a sensação de saciedade.

    Por fim, o princípio ativo estimula a liberação de insulina de forma dependente da glicose, então a ação ocorre principalmente quando os níveis de açúcar estão mais elevados. Ao mesmo tempo, há uma redução na liberação de glucagon, hormônio que aumenta a glicemia. Como resultado, ocorre um controle mais estável dos níveis de açúcar ao longo do dia, com menor risco de picos glicêmicos.

    Tirzepatida

    A tirzepatida, por outro lado, age no organismo imitando a ação de dois hormônios naturais liberados pelo intestino após a alimentação: o GLP-1 e o GIP. Ambos fazem parte do grupo das incretinas, substâncias que auxiliam na regulação da glicose no sangue e no apetite.

    O GIP, assim como o GLP-1, também estimula a produção de insulina após a alimentação e pode potencializar o efeito do hormônio no controle da glicemia. Além disso, ele está relacionado ao metabolismo energético, podendo influenciar a forma como o organismo utiliza e armazena os nutrientes.

    Na realidade, isso pode resultar em uma redução mais significativa do apetite, melhor controle da glicose e, em muitos casos, maior perda de peso, sempre dependendo da resposta individual de cada pessoa.

    Quais são os efeitos colaterais?

    A semaglutida e a tirzepatida apresentam efeitos colaterais semelhantes, principalmente porque atuam nos mesmos sistemas do organismo. Os mais comuns incluem:

    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Diarreia;
    • Constipação;
    • Sensação de estômago cheio;
    • Redução do apetite.

    Na maioria das situações, os sintomas são leves a moderados e tendem a melhorar com o tempo, conforme o corpo se acostuma com os medicamentos. Segundo Daniella, um fator interessante é que a tirzepatida costuma causar menos náusea do que a semaglutida, porque o GIP ajuda a equilibrar esse efeito.

    Se a pessoa apresentar sinais como dor abdominal intensa e persistente, vômitos frequentes, dificuldade de respirar ou sintomas de desidratação, é importante procurar avaliação médica o quanto antes para investigar a causa e evitar complicações.

    Quem pode usar cada um?

    A semaglutida e a tirzepatida são indicadas para adultos com diabetes tipo 2 e para pessoas com obesidade ou sobrepeso, especialmente quando há outras condições associadas, como hipertensão, colesterol elevado ou resistência à insulina.

    No caso do controle do peso, Daniella explica que a indicação costuma ser feita para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30 kg/m², ou a partir de 27 kg/m² quando existem doenças associadas.

    A avaliação considera não apenas o peso, mas também o histórico de saúde, os hábitos de vida e as tentativas anteriores de emagrecimento.

    Como escolher entre semaglutida e tirzepatida?

    A escolha entre a semaglutida e a tirzepatida depende de uma série de fatores, que precisam ser avaliados por um profissional da saúde. No caso de pessoas com diabetes tipo 2, ambas podem ser utilizadas para melhorar o controle glicêmico.

    Em alguns casos, a tirzepatida pode ser considerada quando há necessidade de um controle mais intensivo da glicose ou quando a resposta à semaglutida não foi suficiente, sempre com avaliação individual.

    Por isso, o uso deve ser sempre orientado por um médico, que pode avaliar os benefícios e os possíveis riscos para cada pessoa, definir a melhor opção e acompanhar a evolução ao longo do tratamento. Nunca se automedique!

    Veja também: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome

    Perguntas frequentes

    1. Qual delas emagrece mais rápido?

    Estudos clínicos mostram que a tirzepatida tende a promover uma perda de peso maior e mais rápida em comparação à semaglutida, devido à sua ação em dois receptores hormonais diferentes. Contudo, isso pode variar dependendo da resposta do organismo.

    2. A tirzepatida é mais segura que a semaglutida?

    Ambas possuem perfis de segurança semelhantes e foram aprovadas por órgãos rigorosos (como ANVISA e FDA). A segurança depende da avaliação médica das contraindicações de cada paciente.

    3. Posso trocar Ozempic por Mounjaro?

    Sim, a troca é possível, mas deve ser feita exclusivamente sob orientação médica para ajustar as doses equivalentes e monitorar a adaptação do organismo.

    4. Qual o nome comercial da tirzepatida?

    O nome comercial mais conhecido da tirzepatida é o Mounjaro (fabricado pela Eli Lilly).

    5. Qual o nome comercial da semaglutida?

    Os nomes comerciais mais comuns são Ozempic (para diabetes), Wegovy (específico para obesidade) e Rybelsus (oral).

    6. Elas interferem na absorção de outros remédios?

    Sim. Como ambas retardam o esvaziamento do estômago, tanto a semaglutida quanto a tirzepatida pode atrasar a absorção de medicamentos orais, como anticoncepcionais. Consulte o médico sobre isso.

    7. Posso usar semaglutida e tirzepatida ao mesmo tempo?

    Não. Elas agem em caminhos semelhantes e a combinação aumenta o risco de efeitos colaterais graves sem nenhum benefício clínico comprovado.

    8. É necessário fazer dieta enquanto usa Ozempic ou Mounjaro?

    Sim! Eles são apenas ferramentas que facilitam a adesão à dieta. Sem um déficit calórico e uma alimentação equilibrada, além da prática de atividades físicas, a perda de peso será menor e o risco de recuperar o peso após parar o tratamento é muito alto.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

  • Pode usar análogos de GLP-1 para sempre? Saiba quanto tempo dura o tratamento com Ozempic ou Mounjaro

    Pode usar análogos de GLP-1 para sempre? Saiba quanto tempo dura o tratamento com Ozempic ou Mounjaro

    O tratamento com os análogos de GLP-1, como semaglutida ou tirzepatida, atua diretamente nos mecanismos que regulam o apetite, a saciedade e o metabolismo, te ajudando a reduzir a ingestão alimentar de forma mais natural e sustentável.

    Por isso, eles são indicados especialmente em casos de obesidade ou sobrepeso associado a outras condições de saúde, como hipertensão e diabetes tipo 2.

    Em algumas semanas, já é possível notar os primeiros resultados na perda de peso, o que pode levantar uma dúvida comum: afinal, por quanto tempo é necessário manter a aplicação das injeções? Segundo a endocrinologista Daniella Romanholi, a resposta depende de cada caso e deve ser individualizada, sempre com o acompanhamento de um médico.

    Quanto tempo dura o tratamento com Ozempic ou Mounjaro?

    A duração do tratamento com semaglutida ou tirzepatida pode variar de acordo com o perfil de cada pessoa. O tempo de uso depende especialmente de três fatores: a causa do ganho de peso, a resposta ao tratamento e a presença de outras condições de saúde.

    De acordo com Daniella, em situações em que o ganho de peso está ligado a um fator pontual, como uma gestação, um período de estresse intenso ou mudanças na rotina, o uso pode ser indicado temporariamente para a pessoa retornar ao peso anterior.

    Após a perda de peso e a retomada de hábitos saudáveis, alguns pacientes conseguem suspender a medicação com acompanhamento médico.

    Por outro lado, em casos de obesidade de longa data, em que existe uma tendência biológica ao ganho de peso, o tratamento pode ser mais prolongado. A obesidade é considerada uma doença crônica e, assim como outras condições, pode precisar de um cuidado contínuo para manter os resultados ao longo do tempo.

    Então, é possível usar para sempre?

    Em alguns casos, sim. Quando a obesidade é crônica e existe risco de reganho de peso, o uso pode ser prolongado ou até contínuo, de forma semelhante ao tratamento de outras doenças, como hipertensão ou diabetes.

    O que acontece ao interromper o uso?

    Quando o uso de medicamentos como Ozempic ou Mounjaro é interrompido, Daniella explica que um dos principais efeitos é o retorno gradual do apetite. Os remédios agem enquanto estão presentes no organismo, ajudando a aumentar a saciedade e reduzir a fome. Sem eles o corpo volta a funcionar como antes do tratamento, o que pode levar a:

    • Aumento da fome ao longo do dia;
    • Redução da sensação de saciedade nas refeições;
    • Maior dificuldade em controlar as porções;
    • Tendência ao reganho de peso.

    Em muitas pessoas, acontece a recuperação parcial ou total do peso perdido, especialmente quando ela não consegue manter uma rotina de hábitos saudáveis durante o tratamento.

    Também vale apontar que, durante o emagrecimento, pode ocorrer a perda de massa muscular, principalmente quando não há o consumo adequado de proteínas nem a prática de exercícios de força. Segundo Daniella, como a massa muscular influencia diretamente o gasto calórico em repouso, a redução pode facilitar ainda mais o ganho de peso com a interrupção do medicamento.

    Com isso, pode surgir o conhecido efeito sanfona, em que a pessoa perde e ganha peso repetidamente ao longo do tempo.

    Em cada ciclo, o corpo tende a perder a massa muscular durante o emagrecimento e recuperar principalmente gordura quando o peso volta a subir. Daniella aponta que o processo pode desacelerar o metabolismo progressivamente, tornando cada nova tentativa de emagrecimento mais difícil.

    É possível evitar o reganho do peso?

    A resposta é sim, desde que a interrupção do remédio seja feita com acompanhamento médico e de maneira gradual. Algumas medidas incluem:

    • Redução gradual da medicação: o médico pode diminuir a dose ou espaçar as aplicações aos poucos, o que ajuda o corpo a se adaptar sem provocar picos de fome;
    • Cuidado com o metabolismo: durante o emagrecimento, a pessoa pode perder massa muscular. Por isso, a prática de exercícios de força e o consumo adequado de proteínas são importantes para manter o metabolismo mais ativo;
    • Manutenção dos hábitos: o período de uso do medicamento deve servir para ajustar a rotina alimentar. Quando o tratamento termina, os hábitos precisam já fazer parte do dia a dia;
    • Apoio emocional: em muitos casos, o acompanhamento psicológico ajuda a lidar com a relação com a comida, evitando que a alimentação volte a ser uma forma de compensar emoções.

    Como os remédios imitam hormônios naturais do corpo, parar de usar de forma abrupta pode aumentar a fome e diminuir o gasto de energia, facilitando o ganho de peso.

    Existem riscos no uso prolongado de Ozempic ou Mounjaro?

    Os análogos de GLP-1 são considerados seguros quando bem indicados e acompanhados, mas o uso contínuo precisa de monitoramento. Os efeitos mais comuns são gastrointestinais, principalmente no início ou após aumento de dose:

    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Diarreia ou constipação;
    • Sensação de estômago cheio.

    Os estudos de longo prazo ainda são limitados, e o uso indevido sem supervisão médica pode aumentar riscos cardiovasculares e metabólicos, como desidratação, alterações na função renal e desequilíbrios eletrolíticos, especialmente em casos de vômitos e diarreia frequentes.

    A perda de peso rápida e sem acompanhamento também pode causar a perda de massa muscular, o que afeta diretamente o metabolismo e pode dificultar a manutenção do peso ao longo do tempo. Em alguns casos, também pode acontecer a formação de pedras na vesícula, principalmente quando o emagrecimento ocorre de forma muito acelerada.

    Também é importante lembrar que nem todas as pessoas podem usar os medicamentos. As pessoas com histórico de pancreatite, com doenças específicas da tireoide ou com problemas gastrointestinais precisam de uma avaliação médica antes de iniciar o uso.

    Quando o médico pode recomendar a interrupção?

    O médico pode recomendar a interrupção do Ozempic ou do Mounjaro em algumas situações específicas, como:

    • O objetivo do tratamento foi alcançado e a pessoa consegue manter uma rotina saudável com alimentação equilibrada e atividade física regular;
    • O ganho de peso teve uma causa pontual, como uma gestação, um período de estresse ou uma mudança de rotina;
    • Há efeitos colaterais persistentes, como náuseas intensas, vômitos frequentes ou dor abdominal importante;
    • Surgem sinais de complicações, como suspeita de pancreatite, problemas na vesícula ou alterações nos exames;
    • O medicamento não está trazendo o resultado esperado mesmo com o uso correto;
    • Existe alguma contraindicação, como histórico de pancreatite ou doenças específicas da tireoide.

    Vale ressaltar que você nunca deve iniciar ou interromper o uso de análogos de GLP-1 sem orientação médica. Apenas um profissional pode determinar a dosagem segura, avaliar contraindicações e realizar o desmame correto para evitar riscos para a saúde.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo leva para o Ozempic começar a fazer efeito?

    Os níveis de açúcar no sangue começam a baixar nos primeiros dias, mas a perda de peso significativa costuma ser percebida após as primeiras 4 semanas, conforme a dose é ajustada.

    2. O uso prolongado de GLP-1 vicia o organismo?

    Não causa dependência química (vício), mas como a obesidade é crônica, o corpo pode precisar do estímulo contínuo para manter o peso, assim como na hipertensão.

    3. Posso usar Ozempic apenas para perder 2 ou 3 quilos?

    Não, o medicamento é indicado para casos de obesidade ou sobrepeso com complicações de saúde, não para fins puramente estéticos e de curto prazo.

    4. É normal parar de perder peso depois de alguns meses de uso?

    Sim, pode ocorrer o chamado “platô”. Nesses casos, o médico avalia se é necessário ajustar a dose ou mudar a estratégia alimentar e de exercícios.

    5. O que acontece se eu esquecer de aplicar na data certa?

    Se o atraso for de até 5 dias, aplique assim que lembrar. Se passar disso, pule a dose e retome no dia habitual da semana seguinte.

    6. É seguro usar análogos de GLP-1 durante a gravidez?

    Não, o uso deve ser interrompido pelo menos 2 meses antes de tentar engravidar, pois pode afetar o desenvolvimento do feto.

    7. É necessário fazer exames de sangue periódicos durante o uso prolongado?

    Sim, o médico normalmente solicita exames de função renal, hepática, amilase e lipase (pâncreas), além de monitorar os níveis de glicose e vitaminas.

    Veja também: Está usando Mounjaro? Saiba por que é importante comer bem mesmo com menos fome