Categoria: Prevenção

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  • Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

    Por que cuidar do coração antes de uma cirurgia

    Independentemente do tipo de cirurgia, o coração é um dos órgãos mais exigidos do corpo. Mesmo em procedimentos que não envolvem diretamente a região cardíaca, como uma operação no joelho ou na vesícula, o estresse físico e emocional do processo cirúrgico impacta a pressão arterial, a frequência dos batimentos e a oxigenação do sangue.

    É por isso que a atenção ao coração antes, durante e depois de qualquer procedimento é importante para garantir a segurança do paciente.

    Conversamos com a cardiologista Edilza Câmara Nóbrega, formada pelo InCor-HCFMUSP, para esclarecer as principais orientações sobre como o coração deve ser cuidado em cada fase do processo cirúrgico.

    O que acontece com o corpo durante uma cirurgia?

    Uma cirurgia, mesmo quando não envolve diretamente o coração, é um evento de estresse considerável para o organismo e provoca diversas alterações. “O estresse físico e emocional, a anestesia, a perda de sangue e a inflamação que ocorrem durante o procedimento sobrecarregam o sistema cardiovascular”, aponta Edilza.

    Primeiro, a anestesia (seja geral ou regional) interfere no sistema nervoso central, podendo afetar a respiração, a pressão arterial e os batimentos cardíacos. Por isso, o paciente é monitorado o tempo todo.

    Além disso, o estresse do procedimento estimula a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que deixam o organismo em ritmo acelerado. O sistema respiratório também é afetado, já que a anestesia pode reduzir a capacidade de respirar sozinho e por isso, muitas vezes, é necessário oxigênio extra por máscara ou intubação.

    Por que a avaliação cardiológica pré-operatória é tão importante?

    Antes da cirurgia, é importante fazer uma avaliação cardiológica para ver como está a saúde do coração e identificar possíveis riscos. Na consulta, o médico conversa sobre o histórico do paciente, analisa os fatores de risco e pode pedir exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e alguns testes de sangue.

    Em geral, Edilza aponta que a consulta é altamente recomendada para:

    • Pessoas que já tiveram infarto, têm insuficiência cardíaca, arritmias ou algum outro problema no coração;
    • Pacientes que têm pressão alta, diabetes, obesidade, colesterol alto ou fumam;
    • Adultos e idosos, geralmente acima de 50 ou 60 anos;
    • Quem sente dor no peito, falta de ar, palpitações ou inchaço nas pernas;
    • Aqueles que farão cirurgias de médio ou grande porte, onde pode acontecer perda de sangue ou estresse considerável.

    Se for identificado risco elevado, a cirurgia pode até ser adiada. O objetivo não é impedir o tratamento, mas sim garantir que o coração esteja estável para suportar o procedimento. Às vezes, é necessário ajustar medicações ou até realizar um procedimento cardíaco prévio.

    Cuidados com o coração durante a cirurgia

    Durante todo o procedimento cirúrgico, diversos cuidados são feitos para proteger o coração, que é monitorado. Isso é importante para detectar qualquer alteração precoce e agir rapidamente. Entre os cuidados mais importantes estão:

    • Controle da pressão arterial, para evitar picos ou quedas bruscas;
    • Monitoramento dos batimentos, para identificar arritmias;
    • Controle da dor e do estresse, para reduzir a sobrecarga cardíaca;
    • Reposição de líquidos e sangue, para equilibrar o volume circulante.

    Quais os riscos cardíacos no pós-operatório?

    O período pós-operatório é uma das fases mais críticas para o coração. Mesmo depois de uma cirurgia bem-sucedida, o corpo ainda é afetado por inflamação, dor e os efeitos da anestesia, o que pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.

    As complicações cardíacas mais comuns nesse momento incluem, segundo Edilza:

    • Infarto;
    • Arritmias;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Tromboembolismo, que são coágulos que podem atingir o coração ou o pulmão.

    Cuidados com o coração no pós-operatório

    Além do acompanhamento médico, os hábitos de vida da pessoa são muito importantes para garantir uma recuperação segura e reduzir o risco de complicações. Alguns deles incluem:

    • Seguir as orientações médicas à risca: nunca interromper medicações sem falar com o médico;
    • Controlar a pressão arterial: medir regularmente, inclusive em casa se possível;
    • Manter uma alimentação equilibrada: frutas, verduras, legumes, proteínas magras e pouco sal;
    • Evitar cigarro e álcool;
    • Praticar atividade física leve, com liberação médica;
    • Reduzir o estresse e cuidar da mente;
    • Dormir bem e manter rotina de descanso.

    Importância da saúde mental e emocional após a cirurgia

    A recuperação após um procedimento também envolve questões emocionais. O medo da cirurgia, a ansiedade e até a sensação de solidão aumentam o estresse e dificultam a estabilização do organismo.

    “Pacientes podem ajudar seus corações ao manter a calma, conversar com a família, amigos ou psicólogo, focar nos pequenos progressos, praticar atividades relaxantes como ouvir música, ler ou técnicas de respiração. O suporte emocional é tão importante quanto o cuidado físico para uma recuperação completa”, finaliza a cardiologista Edilza Câmara Nóbrega.

    Confira: Veja como cuidar do coração durante o tratamento do câncer

    Perguntas frequentes sobre como cuidar do coração para uma cirurgia

    1. A cirurgia pode causar problemas no coração saudável?

    Pode, mas o risco é menor. Em pessoas saudáveis, o coração geralmente consegue lidar com o estresse do procedimento. Mas complicações como arritmias e picos de pressão podem ocorrer.

    2. Como a pressão alta influencia na cirurgia?

    A pressão alta aumenta o risco de complicações como infarto e AVC. Se não estiver controlada, podem ocorrer picos perigosos durante a operação.

    3. Quem já teve infarto pode operar?

    Pode sim, mas com cuidados redobrados. O cardiologista precisa avaliar como está o coração após o infarto e pode solicitar exames extras antes de liberar o procedimento.

    4. Quais hábitos ajudam o coração a se recuperar melhor no pós-operatório?

    Seguir corretamente os remédios, manter a pressão controlada, ter alimentação saudável, evitar cigarro e álcool, praticar exercícios leves, dormir bem e cuidar da saúde emocional.

    5. Quando procurar o cardiologista antes da cirurgia?

    O ideal é assim que a cirurgia for marcada. Isso dá tempo para exames, ajustes de medicação ou tratamento de eventuais problemas.

    6. É seguro voltar a treinar após a cirurgia?

    Sim, desde que liberado pelo médico. O retorno deve ser gradual, começando com caminhadas leves.

    Leia também: Batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca? Descubra

  • O que acontece com o corpo ao segurar o xixi por muito tempo?

    O que acontece com o corpo ao segurar o xixi por muito tempo?

    Você costuma ir ao banheiro sempre que tem vontade? No dia a dia, é comum adiar o momento do xixi por causa de uma reunião, de uma aula, de uma viagem, do trânsito ou até mesmo porque o banheiro disponível não parece limpo.

    A bexiga é um órgão muscular e elástico, capaz de armazenar a urina até o momento adequado para o esvaziamento. À medida que ela se enche, os receptores presentes na parede do órgão enviam sinais ao cérebro informando que é hora de ir ao banheiro.

    Se você tende a ignorar a vontade de urinar com frequência, a bexiga continua se distendendo para acomodar um volume maior de urina, o que pode prejudicar o funcionamento do órgão e favorecer o desenvolvimento de alguns problemas de saúde, como uma infecção de urina.

    O que acontece no corpo quando você segura a urina?

    Quando os rins filtram o sangue, eles produzem a urina, que desce pelos ureteres até chegar à bexiga. A bexiga funciona como um reservatório elástico: ela vai se expandindo aos poucos conforme recebe mais líquido.

    Quando já há cerca de 150 a 200 mililitros de urina armazenados, terminações nervosas presentes na parede do órgão enviam um sinal ao cérebro avisando que está na hora de ir ao banheiro.

    Mesmo com o aviso, o organismo consegue adiar a micção por algum tempo, pois o esfíncter urinário, um músculo que fecha a saída da bexiga, permanece contraído, impedindo que a urina seja eliminada até que a pessoa decida urinar.

    Quando a vontade de fazer xixi é ignorada, a bexiga continua enchendo e fica cada vez mais esticada. Para manter a urina armazenada, os músculos da bexiga e do assoalho pélvico precisam fazer mais esforço. Se isso acontece com frequência, a bexiga pode perder parte da capacidade de se contrair corretamente, dificultando o esvaziamento completo.

    Ao mesmo tempo que ocorre o desgaste muscular, o acúmulo de urina por muito tempo favorece a multiplicação de bactérias que podem entrar no trato urinário. Normalmente, o ato de urinar ajuda a eliminar as toxinas, ureia e bactérias que foram filtradas antes que elas se instalem.

    Quando a micção é adiada com frequência, o mecanismo natural de proteção deixa de funcionar, aumentando o risco de infecções urinárias.

    Em situações mais extremas, quando a bexiga fica excessivamente cheia, a pressão interna pode aumentar a ponto de dificultar o funcionamento normal do sistema urinário. Em casos raros, a urina pode até refluir em direção aos ureteres e aos rins, um quadro conhecido como refluxo vesicoureteral.

    Se isso acontecer repetidamente, pode causar lesões nas estruturas renais e comprometer a saúde dos rins ao longo do tempo.

    Principais riscos de prender o xixi por muito tempo

    O hábito de segurar o xixi por muito tempo pode causar problemas como:

    1. Infecção urinária

    Quando você ignora a vontade de ir ao banheiro, a urina permanece parada na bexiga por mais tempo, favorecendo a multiplicação de bactérias, principalmente a Escherichia coli (E. coli), que costuma viver naturalmente no intestino.

    Além disso, ao urinar, o próprio fluxo da urina ajuda a eliminar microrganismos presentes na uretra. Ao adiar o xixi repetidamente, a limpeza natural acontece com menos frequência, facilitando a chegada das bactérias à bexiga.

    Em alguns casos, a infecção pode até atingir os rins, provocando uma condição mais grave chamada pielonefrite.

    2. Incontinência urinária

    A bexiga é um órgão muscular que precisa se expandir para armazenar a urina e se contrair para esvaziá-la completamente. Quando ela permanece cheia por longos períodos de forma repetida, pode perder parte da elasticidade e da força de contração.

    Com o tempo, pode contribuir para alterações no funcionamento da bexiga e favorecer episódios de incontinência urinária, caracterizados pela perda involuntária de urina durante esforços, como tossir, espirrar, rir ou praticar atividade física.

    3. Formação de pedras no trato urinário

    O hábito de prender o xixi não é a principal causa das pedras nos rins, mas manter a urina parada por muito tempo pode favorecer a formação de cálculos na bexiga, especialmente em pessoas que já apresentam outros fatores de risco.

    A urina contém minerais e outras substâncias que, quando ficam acumulados por longos períodos, podem se cristalizar e formar pequenas pedras. Além de causar dor, elas podem dificultar a passagem da urina e aumentar o risco de infecções.

    4. Retenção urinária

    A retenção urinária é uma condição em que a pessoa não consegue esvaziar completamente a bexiga durante a micção, de modo que uma parte da urina permanece acumulada no órgão, aumentando o risco de infecções, formação de cálculos e outros problemas urinários.

    A retenção urinária é mais comum em pessoas com doenças da próstata, alterações neurológicas ou outros problemas que afetam o funcionamento da bexiga, mas o hábito de adiar constantemente a ida ao banheiro também pode contribuir para o problema ao longo do tempo.

    Sintomas de que a prática já está causando problemas

    Se o hábito de adiar a ida ao banheiro for frequente, alguns sinais podem indicar que o trato urinário já está sendo prejudicado, como:

    • Ardência ou dor ao urinar;
    • Vontade urgente e frequente de fazer xixi, mesmo eliminando pouca urina;
    • Sensação de que a bexiga não esvaziou completamente;
    • Dor ou pressão na parte inferior do abdômen;
    • Urina com cheiro forte, aspecto turvo ou presença de sangue;
    • Dificuldade para iniciar ou manter o fluxo da urina;
    • Perda involuntária de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço;
    • Febre, calafrios, dor na região lombar, náuseas ou vômitos, que podem indicar que a infecção atingiu os rins e exigem atendimento médico imediato.

    Quanto tempo é seguro ficar sem urinar?

    O ideal é não passar de 3 a 4 horas sem urinar, sendo recomendado ir ao banheiro cerca de cinco a seis vezes ao dia. A frequência pode variar de uma pessoa para outra, já que quem bebe bastante água, por exemplo, naturalmente vai sentir vontade de fazer xixi mais vezes.

    O mais importante é não ignorar repetidamente o sinal que o corpo envia e lembrar sempre de beber água ao longo do dia. Uma boa hidratação ajuda os rins a funcionarem corretamente, mantém a urina menos concentrada e facilita a eliminação de bactérias e outras substâncias que o organismo precisa eliminar.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

    Perguntas frequentes

    1. Prender a urina pode estourar a bexiga?

    É extremamente raro. Em situações normais, o esfíncter relaxa sozinho e a pessoa urina na roupa antes do órgão romper.

    2. Por que sentimos dor nas costas ao segurar o xixi?

    Porque o acúmulo excessivo gera uma pressão retrógrada, empurrando o líquido de volta para os ureteres e sobrecarregando os rins.

    3. É normal o xixi arder após segurar por muito tempo?

    Não é normal. A ardência indica que a uretra ficou irritada pela acidez da urina concentrada ou que já existe uma infecção bacteriana em curso.

    4. Por que conseguimos segurar o xixi a noite toda sem acordar?

    Durante o sono, o cérebro libera o hormônio antidiurético (ADH), que reduz o ritmo de funcionamento dos rins e diminui a produção de urina.

    5. Qual médico trata os problemas causados por segurar o xixi?

    O urologista é o especialista responsável pelo sistema urinário de homens e mulheres. Mulheres também podem consultar um ginecologista.

    6. Homens e mulheres sofrem os mesmos riscos ao prender a urina?

    Os riscos de danos à musculatura são os mesmos, mas as mulheres têm um risco muito maior de desenvolver infecção urinária, pois a uretra feminina é bem mais curta, facilitando a entrada de bactérias.

    7. Tomar banho de assento ajuda a aliviar o desconforto de ter segurado o xixi?

    Se houver apenas uma leve irritação na uretra por urina muito concentrada, um banho de assento com água morna pode relaxar a musculatura pélvica. Porém, o método não cura infecções ou inflamações instaladas.

    8. O que é a síndrome da bexiga tímida?

    É uma condição psicológica em que a pessoa sente uma ansiedade tão grande que não consegue relaxar o esfíncter para urinar na presença de outros ou em banheiros públicos, sendo forçada a prender o xixi por horas.

    Veja também: A cor do seu xixi pode revelar muito sobre sua saúde

  • Dormir com a TV ligada faz mal? Veja como a luz afeta o descanso sem você notar

    Dormir com a TV ligada faz mal? Veja como a luz afeta o descanso sem você notar

    Depois de um dia cansativo, você é o tipo de pessoa que gosta de dormir assistindo à televisão, deixando uma luminária acesa ou até mesmo usando o celular na cama até pegar no sono?

    Apesar de ser um hábito comum para relaxar ou distrair a mente, mesmo quando você consegue adormecer rapidamente, a iluminação do ambiente pode prejudicar a qualidade do descanso sem que você perceba.

    Para descansar de verdade, o organismo precisa da escuridão, pois é justamente na ausência de luz que o cérebro entende que chegou o momento de reduzir o estado de alerta e iniciar os processos que favorecem um sono profundo e restaurador.

    Quando há iluminação vinda da televisão, do celular, do tablet, do computador ou até de uma luminária, o cérebro interpreta que ainda existe atividade ao redor e continua funcionando como se ainda fosse dia.

    Com menos melatonina circulando, hormônio responsável por regular o ciclo do sono, fica mais difícil atingir as fases mais profundas do descanso, que são importantes para a recuperação do corpo e da mente. No dia seguinte, você pode acordar mais cansado, com dificuldade para se concentrar, irritação e falta de disposição.

    Por que a luz atrapalha tanto o sono?

    Quando você dorme com a televisão ligada, o cérebro continua recebendo estímulos de luz e som durante toda a noite, mesmo com os olhos fechados, e isso atrapalha processos importantes que acontecem enquanto o corpo descansa.

    A luz da TV é percebida por células presentes na retina, que enviam uma mensagem para a região do cérebro responsável por controlar o relógio biológico. Ao receber o sinal, o organismo entende que ainda existe claridade no ambiente e diminui a produção de melatonina, hormônio que prepara o corpo para dormir profundamente e recuperar as energias.

    Com menos melatonina, o sono fica mais leve e pode ser interrompido várias vezes sem que a pessoa perceba. Além da luz, as mudanças de brilho e de volume da televisão mantêm o cérebro em um estado de alerta, dificultando que o organismo permaneça por tempo suficiente nas fases mais profundas do sono, que são as mais importantes para descansar de verdade.

    Quando o hábito se repete com frequência, fica mais comum acordar cansado, com dificuldade de concentração, irritação e pouca disposição, além de aumentar o risco de problemas como alterações no metabolismo, ganho de peso e doenças cardiovasculares ao longo dos anos.

    Por que o breu é o cenário ideal para o sono?

    O breu total é considerado o melhor cenário para dormir porque permite que o cérebro entenda naturalmente que chegou a hora de descansar.

    Na ausência de luz, a produção de melatonina acontece de forma mais eficiente, facilitando o início do sono e ajudando o organismo a permanecer por mais tempo nas fases mais profundas, que são responsáveis pela recuperação do corpo e da mente.

    Além de favorecer um descanso mais reparador, um quarto escuro reduz a chance de você acordar ao longo da noite, mesmo que por poucos segundos, o que pode prejudicar a qualidade do sono.

    Os impactos invisíveis na sua saúde física e mental

    A falta de um sono de qualidade, causada pela exposição à luz durante a noite, pode trazer consequências que vão muito além de acordar cansado no dia seguinte, como:

    • Ganho de peso e alterações no metabolismo: dormir mal aumenta a fome, reduz a sensação de saciedade e favorece o consumo de alimentos mais calóricos. Com o tempo, também pode elevar o risco de diabetes tipo 2;
    • Maior risco de doenças cardiovasculares: um sono de má qualidade impede que o coração e os vasos sanguíneos descansem como deveriam, aumentando as chances de hipertensão, arritmias, infarto e AVC;
    • Imunidade mais baixa: as fases profundas do sono são fundamentais para fortalecer o sistema imunológico. Quando o descanso é insuficiente, o organismo fica mais vulnerável a infecções e demora mais para se recuperar de doenças;
    • Irritabilidade e mudanças de humor: dormir pouco dificulta o controle das emoções, aumentando a irritação, a impaciência e a dificuldade para lidar com situações estressantes;
    • Queda da memória e da concentração: a fragmentação do sono prejudica o aprendizado, a memória, a atenção e o raciocínio, reduzindo o desempenho no trabalho, nos estudos e nas tarefas do dia a dia;
    • Maior risco de ansiedade e depressão: a privação frequente de sono altera o equilíbrio de hormônios e neurotransmissores ligados ao bem-estar, favorecendo o surgimento ou a piora de transtornos como ansiedade e depressão.

    Dicas para desacostumar da TV e dormir melhor

    Se dormir com a televisão ligada já virou um hábito, não é preciso fazer uma mudança radical de um dia para o outro. O cérebro também cria associações com a rotina da hora de dormir, por isso vale a pena substituir a TV por hábitos mais relaxantes aos poucos. Algumas dicas incluem:

    • Programe a televisão para desligar automaticamente depois de alguns minutos;
    • Troque a TV por um livro, uma música calma ou um podcast com timer;
    • Evite usar o celular nos 30 a 60 minutos antes de deitar;
    • Diminua a intensidade das luzes da casa conforme a hora de dormir se aproxima;
    • Mantenha horários parecidos para dormir e acordar todos os dias;
    • Deixe o quarto silencioso, confortável e com a menor quantidade possível de luz.

    Com o passar dos dias, o cérebro passa a associar o escuro ao momento de descansar, tornando o sono mais natural e reparador.

    E quem tem medo de dormir no escuro?

    O medo do escuro é comum na infância, mas também pode continuar na vida adulta, principalmente após experiências traumáticas ou em pessoas com ansiedade.

    A melhor medida é reduzir a iluminação aos poucos, trocando uma luz forte por uma luz de presença bem fraca e posicionada longe da cama. Com o tempo, a intensidade da luz pode ser diminuída até que o quarto fique totalmente escuro.

    Quando o medo é muito intenso, provoca sofrimento ou impede a pessoa de dormir normalmente, vale procurar ajuda de um psicólogo. O tratamento pode ajudar a identificar a origem do problema e tornar o momento de dormir mais tranquilo, sem que seja necessário manter o quarto iluminado durante toda a noite.

    Quando procurar um especialista?

    Se, mesmo dormindo entre sete e nove horas por noite, o cansaço persistir, houver dificuldade frequente para adormecer, muitos despertares durante a madrugada, roncos intensos ou sonolência excessiva durante o dia, vale procurar um médico especialista em medicina do sono.

    Em muitos casos, o problema não está apenas na quantidade de horas dormidas, mas também na qualidade do descanso, que pode estar sendo prejudicada por fatores aparentemente simples, como a luz presente no quarto durante toda a noite.

    Leia mais: Falta de sono pode te deixar mais doente

    Perguntas frequentes

    1. A luz vermelha prejudica o sono da mesma forma que a azul?

    Não. A luz vermelha tem um comprimento de onda que estimula muito menos os foforreceptores da retina, sendo a menos prejudicial para a produção de melatonina.

    2. Usar máscara de dormir substitui um quarto totalmente escuro?

    Sim. A máscara de dormir bloqueia mecanicamente a entrada de luz nos olhos, sendo uma excelente alternativa para quem não consegue deixar o quarto totalmente escuro.

    3. O que é “ruído branco” e ele ajuda a dormir?

    O ruído branco é um som contínuo e uniforme (como o de um ventilador ou chuva) que ajuda a abafar barulhos externos repentinos. Ele pode ajudar a dormir, desde que não haja luz associada.

    4. Qual é a melhor cor de luz para usar no quarto se eu precisar de claridade?

    As luzes de tonalidade quente, como a amarela, a laranja ou a vermelha, são as mais recomendadas por imitarem o pôr do sol e agredirem menos o ritmo circadiano.

    5. Deixar a luz do corredor acesa faz mal?

    Se a claridade atingir diretamente o seu rosto na cama, sim. Se for estritamente necessária por segurança, garanta que seja uma luz fraca, amarelada e que não incida nos olhos.

    6. Cochilos durante o dia também precisam ser feitos no breu total?

    Não necessariamente. Os cochilos curtos diurnos (de 20 a 30 minutos) servem apenas para um descanso rápido. Dormir no breu total durante o dia pode confundir o relógio biológico e atrapalhar o sono principal da noite.

    Veja também: 7 sinais de que seu cansaço não é apenas falta de sono

  • Exame preventivo ginecológico: o que é e quando fazer

    Exame preventivo ginecológico: o que é e quando fazer

    Você provavelmente já ouviu falar do exame preventivo ginecológico. A questão é que muita gente associa esse cuidado apenas ao papanicolau, sendo que a prevenção vai muito além disso. Esse conjunto de exames ajuda a detectar alterações ginecológicas e é uma oportunidade de cuidar da saúde da mulher de forma integral.

    A ginecologista e obstetra Andreia Sapienza explica que o ginecologista é reconhecido como médico generalista que cuida da saúde da mulher.

    “É claro que temos um foco na saúde feminina geniturinária, principalmente passando por três funções, a menstrual, a obstétrica e a sexual, mas na prevenção nós olhamos de forma mais abrangente e holística”, conta a especialista.

    O que é o exame preventivo ginecológico

    O exame preventivo é uma consulta voltada para avaliar diferentes aspectos da saúde feminina em cada fase da vida. Ele envolve desde a coleta do papanicolau, exame que identifica lesões causadas pelo HPV que podem evoluir para câncer de colo do útero, até exames de imagem e laboratoriais, de acordo com a idade e os fatores de risco de cada mulher.

    “O papanicolau é um exame para prevenção de uma doença, mas o preventivo é quando falamos de tudo da parte ginecológica, ou seja, vamos pensar em câncer de mama, câncer de útero, câncer de colo de útero e outros menos frequentes, como câncer de vagina e câncer de vulva”, explica a médica.

    O preventivo ginecológico também vai olhar outras doenças, como risco cardiovascular e risco de osteoporose. “Isso pensando na mulher que já tem uma certa idade de climatério”, explica a ginecologista.

    Quando começar a fazer o exame preventivo

    A recomendação é que toda mulher inicie o acompanhamento ginecológico após o início da vida sexual. Os exames solicitados, no entanto, variam de acordo com a idade e histórico familiar.

    “Nas mulheres mais jovens, o principal foco de atenção é naquelas doenças com maior prevalência na idade, como câncer de colo do útero. Já entre as mulheres que estão próximas do climatério, a prevenção se volta também para outras doenças, cuja incidência começa a aumentar nesse período da vida”.

    Ou seja, cada fase da vida tem seus focos de atenção e o acompanhamento deve ser adaptado.

    “Mulheres que começam a fazer o acompanhamento cedo costumam se manter nele ao longo das fases da vida: início da vida sexual, fase reprodutiva, filhos, climatério e menopausa. Em cada etapa, a forma de olhar muda, mas o acompanhamento é contínuo”, explica Andreia.

    Principais exames do preventivo

    • Papanicolau e HPV: para rastreamento de câncer de colo de útero;
    • Colposcopia e vulvoscopia: quando há alterações ou HPV positivo, permitem analisar lesões invisíveis a olho nu;
    • Ultrassom transvaginal: avalia útero, endométrio, miomas, ovários, cistos e pólipos;
    • Exames de mama: ultrassonografia em mulheres jovens e mamografia somada ao ultrassom a partir dos 40 anos;
    • Ressonância de mamas: em casos de prótese ou necessidade de avaliação detalhada;
    • Exames de sangue: hemograma, vitaminas, colesterol e glicemia;
    • Exames complementares no climatério: densitometria óssea (a partir de 50 anos), endoscopia e colonoscopia (a partir de 45 anos).

    Para mulheres com prótese de silicone, às vezes o ultrassom ou a mamografia são complementados com a ressonância magnética. “Usamos para ver principalmente detalhes na parte posterior da prótese ou mesmo da integridade da prótese”, explica a médica.

    Diferença entre SUS e saúde privada

    Os protocolos de rastreamento podem mudar dependendo se a mulher faz acompanhamento pelo sistema público ou privado.

    No setor privado, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos. Já no SUS, a oferta é diferente.

    “Como o SUS tem a preocupação em ser o melhor equilíbrio entre universal e integral, ele acaba oferecendo a mamografia a cada dois anos a partir dos 50 anos. Como não tem recurso para oferecer para todo mundo todo ano, essa é uma forma de garantir que esse exame seja oferecido para mais pessoas”, explica a médica.

    Como se preparar para o exame preventivo

    Não existe um grande mistério na preparação para o exame.

    “Orientamos que a mulher não tenha relação sexual 72 horas antes da coleta e não esteja menstruada, pois essas situações alteram o resultado”, diz a médica. “Isso não quer dizer que exista uma alteração real, mas pode mascarar o resultado normal e atrapalhar a investigação”.

    No climatério, pode haver atrofia genital intensa. “Se não houver contraindicação, às vezes é prudente preparar a vagina com estrogênio antes do papanicolau para evitar alterações nos resultados”, explica a especialista.

    Veja também: Coletor menstrual: como usar, benefícios e cuidados com a higiene

    Perguntas frequentes sobre o exame preventivo ginecológico

    1. A partir de que idade devo ir ao ginecologista?

    A ginecologista recomenda que a menina tenha pelo menos uma consulta inicial quando menstrua, para receber orientações. O outro momento é quando tem ou está prestes a ter a primeira relação sexual, para receber orientações sobre contracepção e começar os exames preventivos.

    2. Preciso ir ao ginecologista todo ano?

    Sim, o ideal é passar em consulta anualmente, pois o ginecologista consegue olhar a saúde da mulher de forma integral e solicitar os exames necessários para cada fase.

    3. O exame preventivo ginecológico inclui só o papanicolau?

    Não. Ele envolve também avaliação das mamas, útero, ovários e outros exames, dependendo da idade da mulher.

    4. Mulheres que nunca tiveram relação sexual precisam fazer?

    Não precisam fazer o papanicolau, mas devem ir ao ginecologista. A consulta é necessária de qualquer forma, porque não se previne só câncer de colo uterino, mas também câncer de mama, de útero, de ovários, além de avaliar vulva e vagina, incontinência urinária e outras condições.

    5. Quem tem prótese mamária precisa de exames diferentes?

    Sim. Às vezes, a ressonância é indicada para avaliar detalhes da prótese e integridade.

    6. O SUS oferece todos os exames do preventivo?

    O SUS segue protocolos próprios, que incluem papanicolau e mamografia a cada dois anos a partir dos 50, além de outros exames conforme a necessidade.

    Veja também: Está tentando engravidar e não consegue? Veja as causas em que o homem é responsável pela infertilidade

  • Absorventes internos aumentam o risco de infecções? Veja os cuidados que você deve ter para evitar problemas

    Absorventes internos aumentam o risco de infecções? Veja os cuidados que você deve ter para evitar problemas

    Os absorventes internos, também chamados de tampões ou OB, são produtos de higiene menstrual colocados dentro da vagina para absorver o fluxo menstrual antes que ele saia do corpo. Quando usados corretamente, costumam ser seguros, confortáveis e práticos, mas demandam alguns cuidados básicos para evitar problemas de saúde.

    Quando o absorvente é deixado por muito tempo ou colocado sem a higiene adequada, o ambiente vaginal pode se tornar mais favorável à proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecções e irritações.

    Em situações mais raras, o uso inadequado também pode favorecer o desenvolvimento da síndrome do choque tóxico (SCT), uma infecção grave causada por toxinas produzidas por determinadas bactérias.

    Afinal, o absorvente interno faz mal?

    O absorvente interno não faz mal para a saúde e é uma opção prática para quem deseja ir à praia, entrar na piscina, praticar esportes ou realizar outras atividades durante a menstruação sem se preocupar com vazamentos.

    Eles são feitos de algodão, rayon (seda artificial) ou uma mistura de ambos, materiais que são purificados e não causam danos ao tecido vaginal. Além disso, o absorvente interno absorve o sangue menstrual dentro do canal vaginal, sem impedir a saída do fluxo ou fazer com que ele fique preso no organismo.

    O que pode fazer mal, na verdade, é o uso incorreto do absorvente. Como o canal vaginal é um ambiente naturalmente úmido, quente e cheio de bactérias saudáveis, qualquer descuido pode desequilibrar a flora natural e favorecer a proliferação de microrganismos nocivos, aumentando o risco de irritações, infecções e, em casos raros, da síndrome do choque tóxico (SCT).

    Riscos do uso incorreto do absorvente interno

    Os principais riscos do uso incorreto do absorvente interno estão relacionados ao tempo excessivo de uso e à falta de higiene durante a colocação e a retirada, sendo eles:

    1. Vaginose bacteriana

    A vagina possui uma microbiota composta principalmente por bactérias do gênero Lactobacillus, que ajudam a manter o pH ácido e protegem a região contra a proliferação de microrganismos nocivos.

    Quando o absorvente interno permanece por muitas horas, principalmente por mais de oito horas, ou é utilizado em dias de fluxo muito leve, o sangue retido e a menor circulação de ar podem favorecer um desequilíbrio dessa flora natural. Como consequência, bactérias como a Gardnerella vaginalis podem se multiplicar, aumentando o risco de vaginose bacteriana.

    Os principais sintomas são corrimento fino, esbranquiçado ou acinzentado, acompanhado de odor forte, semelhante ao de peixe.

    2. Candidíase

    A Candida albicans naturalmente já faz parte da flora vaginal e do trato gastrointestinal de grande parte das mulheres. O fungo reside lá em pequenas quantidades e de forma inofensiva, mas quando há excesso de calor, umidade e alterações na flora vaginal, ele pode se multiplicar além do normal.

    O uso prolongado do absorvente interno, principalmente em dias quentes ou durante atividades físicas, pode contribuir para um ambiente mais favorável ao crescimento do fungo. Os sintomas costumam incluir coceira intensa, vermelhidão na região íntima e corrimento branco e espesso, semelhante ao leite coalhado.

    3. Irritação, ressecamento e pequenas lesões

    Usar um absorvente interno com capacidade de absorção maior do que a necessária para o fluxo menstrual pode deixar a vagina mais ressecada, já que o produto absorve também parte da lubrificação natural da mucosa.

    Quando o absorvente é retirado ainda seco, o atrito pode provocar irritação e pequenas lesões na parede vaginal, causando dor, desconforto e aumentando a vulnerabilidade da região a infecções.

    4. Síndrome do choque tóxico

    A síndrome do choque tóxico (SCT) é uma complicação rara, mas grave, associada principalmente ao uso prolongado do absorvente interno. O risco aumenta quando o produto permanece por mais de oito horas ou quando são utilizados modelos de alta absorção sem necessidade.

    O quadro acontece quando determinadas bactérias, como o Staphylococcus aureus, produzem toxinas que entram na corrente sanguínea e desencadeiam uma resposta inflamatória intensa em todo o organismo.

    Os sintomas incluem febre alta de início súbito, queda da pressão arterial, tontura, vômitos, diarreia, manchas avermelhadas na pele e confusão mental, precisando de atendimento médico imediato.

    Como usar o absorvente interno no dia a dia?

    Para usar o absorvente interno com liberdade e segurança, basta adotar alguns cuidados simples no dia a dia:

    • Higiene rigorosa: sempre lave as mãos com água e sabão antes e depois de colocar ou retirar o absorvente interno. O hábito recebe o risco de levar bactérias para o canal vaginal e ajuda a prevenir infecções;
    • Respeite o tempo de troca: o ideal é trocar o absorvente interno a cada 4 a 6 horas, de acordo com a intensidade do fluxo menstrual. Em nenhuma situação ele deve permanecer no corpo por mais de 8 horas, pois o uso prolongado aumenta o risco de infecções e da síndrome do choque tóxico;
    • Escolha o tamanho correto: use um absorvente com capacidade de absorção compatível com o fluxo do dia. Nos dias de fluxo leve, prefira os modelos mini ou médio, já que absorventes muito grandes podem retirar parte da lubrificação natural da vagina, causando ressecamento, desconforto e pequenas lesões durante a retirada;
    • Alterne o uso à noite: se houver possibilidade de dormir por mais de 8 horas seguidas, o mais indicado é utilizar um absorvente externo ou uma calcinha absorvente. Dessa forma, você evita ultrapassar o tempo máximo recomendado para o uso do absorvente interno e reduz o risco de complicações.

    Quem não deve usar ou deve evitar?

    Apesar de muito seguro, o uso do absorvente interno deve ser evitado ou feito com orientação médica nas seguintes situações:

    • Mulheres no pós-parto imediato, pois o útero e o colo do útero ainda estão em cicatrização e o risco de infecções é maior;
    • Mulheres que passaram por cirurgias ginecológicas recentes, como cauterização, biópsia do colo do útero ou cirurgia vaginal, até a liberação médica;
    • Mulheres com infecção vaginal em andamento, como candidíase ou vaginose bacteriana, já que o absorvente pode aumentar o desconforto e dificultar a recuperação;
    • Pessoas com alergia aos componentes do absorvente interno, como algodão, rayon ou fragrâncias presentes em algumas versões;
    • Mulheres com dor durante a penetração, causada por condições como vaginismo ou vulvodínia, pois a colocação e a retirada podem ser dolorosas;
    • Mulheres com prolapso uterino avançado, quando a alteração anatômica dificulta o posicionamento correto do absorvente interno.

    Quando ir ao médico?

    Se você apresentar os seguintes sintomas, é importante procurar atendimento médico:

    • Corrimento com odor forte, mudança na cor ou aumento da quantidade, principalmente se vier acompanhado de coceira ou ardor;
    • Coceira intensa, vermelhidão, inchaço ou irritação na região íntima que não melhora em poucos dias;
    • Dor intensa na vagina, na pelve ou durante a retirada do absorvente interno;
    • Dificuldade para retirar o absorvente ou suspeita de que ele tenha ficado retido na vagina;
    • Sangramento diferente do menstrual ou persistente após a retirada do absorvente;
    • Sintomas que continuam ou pioram mesmo após interromper o uso do absorvente interno.

    Se você apresentar febre alta, tontura, queda da pressão, vômitos ou manchas avermelhadas na pele, retire o absorvente e vá ao pronto-socorro imediatamente.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Perguntas frequentes

    1. O absorvente interno pode se perder dentro do corpo?

    Não, a vagina é um canal fechado que termina no colo do útero, cuja abertura é minúscula (passa apenas o sangue e espermatozoides). O absorvente não tem para onde ir ou “subir” para o restante do corpo.

    2. Posso urinar ou evacuar usando o absorvente interno?

    Sim. A uretra (por onde sai a urina), o canal vaginal (onde fica o absorvente) e o ânus são três aberturas completamente diferentes. Você não precisa tirar o produto para ir ao banheiro, apenas afaste a cordinha para o lado para não a sujar.

    3. Posso nadar na piscina ou no mar com ele?

    Sim. O absorvente interno barra a saída do sangue e impede que a água externa entre no canal vaginal em grande quantidade. O ideal é colocar um novo antes de entrar na água e trocá-lo assim que sair do banho de mar ou piscina, pois a cordinha externa fica úmida.

    4. O que acontece se a cordinha arrebentar?

    É extremamente raro a cordinha arrebentar, pois ela é costurada por dentro de todo o miolo do algodão. Caso aconteça, lave bem as mãos, fique de cócoras e faça uma leve força como se fosse evacuar; use o dedo indicador e o polegar em pinça para tentar puxar a base do absorvente. Se não conseguir, vá ao ginecologista.

    5. O absorvente interno pode causar cólica?

    Não. O absorvente fica posicionado no canal vaginal, enquanto a cólica menstrual é causada por contrações do útero. No entanto, se ele for do tamanho errado ou estiver mal posicionado, pode causar um desconforto que se confunde com cólica.

    6. Quantos absorventes internos posso usar por dia?

    Considerando trocas a cada 4 a 6 horas, o normal é utilizar entre 4 a 6 absorventes por dia.

    7. O absorvente interno causa câncer?

    Não. Os materiais utilizados hoje passam por rigorosos testes de segurança e purificação da ANVISA e órgãos internacionais, não contendo substâncias em níveis capazes de causar câncer.

    8. O que fazer se eu esquecer o absorvente interno lá dentro?

    Se perceber o esquecimento, normalmente pelo odor forte que surge após alguns dias, retire-o imediatamente. Lave a região e fique atenta a sinais como febre ou corrimento. Se notar qualquer sintoma estranho ou não conseguir retirá-lo sozinha, consulte um médico imediatamente.

    Confira: Suspender a menstruação é seguro? Saiba quando tomar essa decisão

  • O que acontece se você tomar um remédio vencido? 

    O que acontece se você tomar um remédio vencido? 

    Ninguém discorda que manter um pequeno estoque de medicamentos pode ser útil no dia a dia. Muitas famílias mantêm uma verdadeira farmácia caseira em casa, com analgésicos, antialérgicos, pomadas e diversos outros remédios guardados para situações de emergência. Só que, com o passar do tempo, um detalhe pode passar despercebido: a data de validade.

    Numa situação de crise, você pode até não ter em consideração, mas a validade presente na embalagem indica o período em que o fabricante garante a eficácia, a estabilidade e a segurança do medicamento quando armazenado corretamente.

    Depois do vencimento, não é possível saber qual seria o efeito no organismo, em especial se você convive com alguma condição crônica ou utiliza outro remédio de forma contínua.

    Prazo de validade dos medicamentos

    Por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), todo medicamento, seja ele de venda livre ou controlado, deve trazer de forma clara na embalagem o lote, a data de fabricação e o prazo de validade.

    A data-limite é definida pela indústria farmacêutica após testes de estabilidade química. Ela representa o fim da vida útil do produto: a partir dali, o laboratório já não garante mais que o remédio terá a mesma potência, eficácia e segurança para o paciente.

    De maneira geral, a data de validade de um remédio é definida pelo tempo que o princípio ativo leva para perder cerca de 10% de sua potência original quando armazenado nas condições recomendadas pelo fabricante.

    O que acontece se tomar remédio vencido?

    Os efeitos do uso de um medicamento vencido podem variar conforme o tipo de remédio, o tempo de vencimento e as condições de armazenamento, mas incluem especialmente:

    1. Perda de eficácia

    Com o passar do tempo, os princípios ativos podem se degradar, reduzindo a capacidade do medicamento de agir como deveria.

    A gravidade da perda pode variar conforme o tipo de medicamento. Se você tomar um analgésico vencido para dor de cabeça, o máximo que pode acontecer é a dor não passar. Mas se for um remédio para o coração, pressão alta, convulsão ou um antibiótico, a falha no efeito pode agravar rapidamente o quadro ou causar uma resistência bacteriana.

    2. Reações adversas

    Em alguns casos, a degradação dos componentes químicos do medicamento pode resultar na formação de substâncias diferentes das originalmente presentes na fórmula.

    Quando isso acontece, órgãos responsáveis pelo metabolismo e eliminação de medicamentos, como fígado e rins, podem ser sobrecarregados ao processar compostos alterados, o que favorece o surgimento de reações indesejadas e complicações para a saúde, como náuseas, vômitos e lesões gástricas.

    Em situações raras, pessoas alérgicas a determinado ingrediente da fórmula podem ter um choque anafilático.

    3. Risco de contaminação

    Os remédios contêm conservantes para evitar a proliferação de microorganismos. Com o vencimento, sobretudo quando ele é armazenado de forma inadequada, os conservantes perdem o efeito e podem contribuir para o crescimento de fungos e bactérias.

    O risco tende a ser maior em medicamentos líquidos, como xaropes, colírios e pomadas, que podem se tornar ambientes favoráveis para o crescimento de microrganismos.

    Quais remédios são mais perigosos após o vencimento?

    Nenhum medicamento deve ser usado depois da data de validade, mas alguns merecem ainda mais atenção porque podem perder o efeito mais rapidamente ou apresentar maior risco de problemas, como:

    • Antibióticos, como a amoxicilina: podem perder a capacidade de combater infecções adequadamente, permitindo a progressão da doença e favorecendo o desenvolvimento de resistência bacteriana. No caso da tetraciclina, a degradação da substância após o vencimento pode gerar compostos potencialmente tóxicos para os rins;
    • Insulina e hormônios da tireoide: são substâncias altamente sensíveis a alterações químicas. Pequenas perdas de eficácia podem comprometer o controle da glicemia ou do metabolismo, aumentando o risco de descompensações clínicas;
    • Medicamentos para o coração e anticoagulantes: precisam de dosagens muito precisas para funcionar corretamente. Qualquer redução na potência pode diminuir a proteção contra eventos cardiovasculares, como tromboses, AVC e infarto;
    • Anticonvulsivantes: dependem de concentrações estáveis no organismo para prevenir crises convulsivas. A perda de eficácia pode favorecer o reaparecimento de convulsões, mesmo em pacientes com a doença controlada há longos períodos;
    • Medicamentos líquidos, como xaropes, suspensões e colírios: apresentam maior risco de deterioração e contaminação por fungos e bactérias após o vencimento. O problema é especialmente preocupante nos colírios, cujo uso pode provocar infecções oculares graves e danos à visão;
    • Medicamentos de emergência, como epinefrina/adrenalina: precisam agir rapidamente em situações potencialmente fatais, como crises cardíacas e reações alérgicas graves. Se eles perderem a eficácia, podem não produzir a resposta esperada, aumentando o risco de complicações graves.

    Como saber se o remédio está fora da validade?

    A forma mais segura de verificar se um remédio ainda pode ser utilizado é consultar a data de validade impressa na caixa externa, no relevo da cartela (blister) ou no fundo do frasco. Mas se a data estiver apagada ou você suspeita que o medicamento estragou antes da hora por erro de armazenamento, é possível notar alguns sinais de degradação:

    Em comprimidos e cápsulas

    • Comprimidos que racham, quebram ou se esfarelam facilmente ao toque;
    • Presença de manchas pretas, cinzas, amareladas ou de qualquer cor incomum;
    • Cápsulas gelatinosas grudadas umas nas outras;
    • Cápsulas com aparência murcha, mole ou deformada.

    Em líquidos (xaropes, gotas e suspensões)

    • Líquido que deveria ser transparente, mas apresenta aspect opaco ou turvo;
    • Separação de fases que não desaparece mesmo após agitação adequada;
    • Presença de partículas, cristais, fios ou grumos flutuando no produto;
    • Alteração significativa do odor, com cheiro azedo, rançoso ou incomum.

    Em pomadas e cremes

    • Saída de líquido transparente ou oleoso antes do produto ao apertar a embalagem;
    • Consistência diferente da original, ficando muito líquida, empelotada ou ressecada;
    • Mudanças na cor, na textura ou no cheiro da formulação.

    Como descartar remédio vencido de forma correta e segura?

    Se o medicamento vencer, você não deve descartá-lo no lixo comum, no vaso sanitário ou na pia. Quando eliminados de forma inadequada, os componentes químicos podem contaminar o solo, os lençois freáticos e a água que chega às torneiras, além de expor catadores e animais ao risco de intoxicação.

    A forma mais segura de descarte é levar os medicamentos a farmácias, drogarias, unidades de saúde ou pontos de coleta específicos que participam de programas de logística reversa. Veja algumas dicas:

    • Manter os medicamentos nas embalagens originais, sempre que possível;
    • Separar comprimidos, cápsulas, pomadas, xaropes, colírios e outros produtos conforme as orientações do local de coleta;
    • Remover ou inutilizar informações pessoais presentes em receitas, etiquetas ou embalagens;
    • Descartar também medicamentos sem identificação, com embalagem danificada ou que apresentem alterações na cor, cheiro ou textura.

    Além dos medicamentos, materiais utilizados em tratamentos, como seringas, agulhas e lancetas, precisam de um descarte específico e não devem ser misturados ao lixo doméstico. A orientação é buscar informações em unidades de saúde ou farmácias habilitadas.

    Como armazenar medicamentos para durarem mais?

    Para conservar os medicamentos corretamente, algumas medidas são recomendadas:

    • Guardar os medicamentos em locais secos, frescos e protegidos da luz direta;
    • Manter os produtos nas embalagens originais, que contêm informações importantes sobre validade, lote e modo de uso;
    • Fechar bem frascos, bisnagas e embalagens após cada utilização;
    • Evitar armazenar medicamentos no banheiro, onde a umidade costuma ser elevada;
    • Não guardar remédios próximos ao fogão, forno, micro-ondas ou outras fontes de calor;
    • Respeitar as orientações de armazenamento descritas na bula e na embalagem;
    • Manter os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação;
    • Verificar regularmente as datas de validade e as condições físicas dos produtos.

    Também é importante lembrar que alguns remédios precisam de refrigeração, como determinadas insulinas, hormônios, vacinas e antibióticos reconstituídos. Eles devem ser armazenados na temperatura indicada pelo fabricante, normalmente entre 2°C e 8°C, sem serem congelados.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Pode tomar remédio vencido há poucos dias ou semanas?

    Não é recomendado. A degradação não acontece abruptamente no dia seguinte ao vencimento, mas após a data de expiração o fabricante deixa de garantir que o remédio é seguro e eficaz.

    2. Qual o perigo de usar colírio vencido?

    O maior risco é a cegueira ou infecções oculares graves, pois os colírios perdem a ação dos conservantes rapidamente após o vencimento. Usar um produto contaminado por bactérias ou fungos diretamente nos olhos pode causar úlceras de córnea severas.

    3. Qual a diferença entre a validade fechada e após aberto?

    A validade da caixa vale apenas para o produto lacrado. Uma vez aberto, o remédio entra em contato com o ar e a umidade, reduzindo drasticamente seu tempo de vida útil, especialmente colírios, xaropes e sprays nasais, que costumam durar apenas entre 15 a 90 dias após abertos.

    4. O que acontece se eu guardar remédio no banheiro?

    O medicamento vai estragar antes da data de validade. O banheiro é o pior lugar da casa para manter os remédios, pois o calor e a umidade constantes dos banhos destroem a barreira protetora de cápsulas e comprimidos.

    5. Pode guardar remédio na geladeira para durar mais?

    Apenas se a bula exigir expressamente. A geladeira possui muita umidade, o que acelera a degradação de comprimidos, cápsulas e cartelas de alumínio.

    6. Farmácia pode vender remédio perto do vencimento?

    Sim, desde que avise o consumidor. É legal vender produtos próximos à data de expiração (muitas vezes com grandes descontos), mas o estabelecimento tem a obrigação de informar o cliente de forma clara.

    7. Posso doar remédios que vão vencer daqui a um mês?

    Sim! Muitas instituições e postos de saúde aceitam doações de medicamentos dentro do prazo de validade, normalmente com pelo menos 30 a 60 dias restantes. O importante é que a cartela esteja intacta e com o nome visível para que outra pessoa possa usar a tempo.

    Leia também: Riscos do HPV e como a vacina protege contra câncer

  • Falta de vitamina D: sintomas na pele, no cabelo e no humor que você deve notar

    Falta de vitamina D: sintomas na pele, no cabelo e no humor que você deve notar

    Conhecida como vitamina do sol, a vitamina D é um hormônio que o corpo produz naturalmente ao absorver a radiação UVB dos raios solares, responsável por ajudar na absorção do cálcio e do fósforo, fortalecer os ossos e os dentes e manter os músculos, o sistema imunológico e diversos outros órgãos funcionando corretamente. No entanto, como grande parte da rotina atualmente acontece em ambientes fechados, como escritórios, transportes e dentro de casa, a deficiência de vitamina D tornou-se uma das mais comuns no mundo e afeta mais de um bilhão de pessoas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.

    A deficiência acontece quando os níveis de vitamina D no organismo ficam abaixo de 30 ng/ml, sendo identificada por meio do exame de sangue de 25-hidroxivitamina D (25-OH). Mas, antes mesmo da confirmação nos exames, alguns sinais no dia a dia podem servir de alerta e indicar que é hora de procurar um médico.

    Quais os sintomas da falta de vitamina D?

    Sintomas na pele

    A vitamina D tem ação anti-inflamatória e participa da renovação das células da pele. Quando os níveis estão baixos, a barreira de proteção da pele fica mais frágil e podem surgir alguns sinais, como:

    • Pele muito seca: a deficiência reduz a capacidade da pele de reter água, favorecendo o ressecamento, a descamação, a coceira e o aspecto opaco;
    • Piora de doenças de pele: problemas como psoríase, dermatite atópica e acne podem se tornar mais intensos ou apresentar crises com maior frequência;
    • Cicatrização mais lenta: cortes, feridas e queimaduras tendem a demorar mais para cicatrizar, já que a vitamina D participa da regeneração dos tecidos.

    Sintomas no cabelo

    Os folículos capilares possuem receptores para a vitamina D, que participa do ciclo normal de crescimento dos fios. Quando há deficiência, podem surgir alterações como:

    • Queda de cabelo: é comum perceber uma perda de fios maior do que o habitual ao lavar ou escovar o cabelo.
    • Fios finos e quebradiços: o cabelo perde força, fica mais frágil e quebra com mais facilidade;
    • Piora da alopecia areata: estudos mostram que níveis baixos de vitamina D podem estar associados ao agravamento dessa doença autoimune, que provoca a queda de cabelo em áreas arredondadas.

    Sintomas no humor

    A vitamina D também atua no sistema nervoso e participa do funcionamento de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina. A deficiência pode provocar:

    • Cansaço excessivo: sensação constante de fadiga e falta de disposição, mesmo depois de uma boa noite de sono;
    • Alterações de humor: irritabilidade, desânimo e dificuldade de concentração nas atividades do dia a dia;
    • Maior risco de ansiedade e depressão: a deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de sintomas depressivos, ansiedade e transtorno afetivo sazonal, embora nem sempre seja a causa dos quadros.

    Sintomas no corpo

    Como a principal função da vitamina D é ajudar na absorção do cálcio, a falta do nutriente afeta diretamente o sistema musculoesquelético:

    • Dores nos ossos e nas articulações: principalmente na região lombar, nas pernas e nas costelas;
    • Fraqueza muscular: sensação de pernas pesadas, perda de força e dificuldade para realizar atividades simples, como subir escadas ou levantar de uma cadeira;
    • Maior facilidade para infecções: a deficiência pode prejudicar o funcionamento do sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a gripes, resfriados e outras infecções respiratórias.

    O que fazer para aumentar a vitamina D?

    A principal forma de aumentar os níveis de vitamina D é por meio da exposição regular ao sol, já que a pele produz naturalmente o hormônio quando entra em contato com a radiação UVB.

    O recomendado é tomar sol por cerca de 15 a 20 minutos, de duas a três vezes por semana, com braços e pernas expostos e sem protetor solar durante o curto período, sempre respeitando a orientação médica e evitando os horários de maior intensidade da radiação.

    A alimentação também contribui para manter níveis adequados de vitamina D, mas responde por apenas cerca de 10% da quantidade que o organismo precisa. Os alimentos mais ricos no nutriente incluem peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, além de gema de ovo, fígado, cogumelos e alimentos fortificados, como alguns tipo de leite e cereais.

    Quando a suplementação é necessária?

    A suplementação de vitamina D é recomendada quando os exames de sangue comprovam que os níveis estão abaixo do ideal e quando o paciente apresenta fatores de risco que dificultam a produção natural do nutriente por meio da exposição ao sol.

    Mesmo sem sintomas, algumas pessoas podem ter maior dificuldade para sintetizar a vitamina D, como:

    • Idosos;
    • Pessoas obesidade;
    • Gestantes;
    • Quem passa a maior parte do tempo em ambientes fechados;
    • Pacientes com doenças que prejudicam a absorção de gorduras, como doença celíaca, doença de Crohn e algumas doenças hepáticas e renais.

    Em todos os casos, a suplementação deve ser indicada por um médico, que pode definir a dose e o tempo de tratamento de acordo com os resultados dos exames e as necessidades de cada paciente.

    A automedicação não é recomendada, pois o excesso de vitamina D pode causar intoxicação, aumentar os níveis de cálcio no sangue e aumentar o risco de complicações, como cálculos renais e alterações cardiovasculares.

    Confira: Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o exame que detecta a falta de vitamina D?

    É o exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D ou 25(OH)D.

    2. Qual o valor ideal de vitamina D no sangue?

    Para a população geral saudável, valores acima de 20 ng/mL são adequados. Para idosos, gestantes e pessoas com doenças ósseas, o ideal é estar acima de 30 ng/mL

    3. Quem tem pele negra precisa de mais tempo ao sol?

    Sim. Como a alta concentração de melanina funciona como um filtro natural, a pele negra absorve menos os raios ultravioleta, precisando de um tempo de exposição um pouco maior.

    4. Tomar sol pela janela de vidro ajuda a produzir vitamina D?

    Não. O vidro dos carros e das janelas bloqueia os raios UVB, que são justamente os raios necessários para o corpo sintetizar o nutriente.

    5. Quanto tempo demora para normalizar a vitamina D com suplemento?

    Normalmente, leva entre 6 a 12 semanas de suplementação correta para que os níveis no sangue voltem ao patamar ideal, dependendo da dose prescrita.

    6. Qual a diferença entre vitamina D2 e D3?

    A vitamina D2 (ergocalciferol) é de origem vegetal, enquanto a vitamina D3 (colecalciferol) é de origem animal e produzida pela pele humana, sendo a forma mais eficiente e utilizada nos suplementos.

    7. Qual o melhor horário para tomar o suplemento de vitamina D?

    O ideal é tomar o suplemento junto ou logo após as principais refeições, como almoço ou jantar.

    Leia mais: Vitamina B6: saiba mais sobre a importância dela no cérebro e metabolismo das proteínas

  • O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?

    O que você NÃO pode fazer quando está usando lentes de contato?

    Para quem não gosta de usar óculos o tempo inteiro, as lentes de contato são uma alternativa extremamente prática e confortável para corrigir a visão no dia a dia. Só que, apesar de toda a facilidade, elas precisam de cuidados de higiene para prevenir problemas como irritações, alergias e infecções.

    Como as lentes ficam em contato direto com a superfície dos olhos durante várias horas, qualquer descuido facilita a entrada de bactérias, fungos e outros microrganismos. Em alguns casos, uma infecção pode evoluir rapidamente e causar lesões na córnea, precisando de um tratamento imediato para evitar complicações.

    O que não fazer ao usar lentes de contato?

    1. Dormir com as lentes (quando elas não são indicadas para uso noturno)

    Durante o sono, a quantidade de oxigênio que chega à córnea diminui naturalmente porque os olhos permanecem fechados. A presença da lente reduz ainda mais a oxigenação, aumentando o risco de ressecamento e favorecendo a proliferação de microrganismos.

    Mesmo as lentes aprovadas para uso noturno precisam do acompanhamento do oftalmologista, pois dormir com elas pode elevar a chance de infecções e inflamações na córnea.

    2. Tomar banho ou nadar (mar, piscina ou cachoeira)

    A água de chuveiros, piscinas, rios, cachoeiras e do mar pode conter bactérias, fungos e outros microrganismos, incluindo a Acanthamoeba, um protozoário capaz de causar uma infecção grave na córnea. As lentes também podem absorver parte da água e reter os microrganismos em contato direto com os olhos, aumentando o risco de complicações.

    3. Lavar as lentes ou o estojo com água da torneira

    A água da torneira, mesmo tratada para o consumo, não é estéril e pode conter microrganismos que contaminam as lentes e o estojo. Por isso, tanto a limpeza das lentes quanto a higienização do estojo devem ser feitas apenas com soluções específicas recomendadas para lentes de contato.

    4. Usar soro fisiológico ou saliva para higienizar as lentes

    O soro fisiológico não possui ação desinfetante e, sozinho, não elimina bactérias, fungos ou outros microrganismos presentes na superfície das lentes. Já a saliva contém diversas bactérias da boca que podem causar infecções oculares.

    A limpeza deve ser feita exclusivamente com soluções próprias para lentes de contato, desenvolvidas para limpar, desinfetar e conservar o material com segurança.

    5. Não lavar as mãos antes de manusear as lentes

    As mãos carregam naturalmente bactérias, vírus, fungos, gordura e resíduos do dia a dia. Ao colocar ou retirar as lentes sem lavar bem as mãos, você aumenta muito a chance de contaminação dos olhos. O ideal é usar água e sabonete, enxaguar completamente e secar as mãos com uma toalha limpa que não solte fiapos antes de tocar nas lentes.

    6. Compartilhar lentes de contato

    As lentes são de uso totalmente individual, então você não deve emprestar ou experimentar as lentes de outra pessoa, pois isso pode facilitar a transmissão de bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos que podem causar infecções oculares. Além disso, cada lente é adaptada ao grau, ao formato da córnea e às necessidades específicas de cada usuário.

    7. Usar as lentes além do prazo de descarte

    Todas as lentes de contato possuem um tempo de uso definido pelo fabricante, seja diário, quinzenal ou mensal. Se você ultrapassar o período recomendado, o material começa a se desgastar e a acumular proteínas, gordura, resíduos e microrganismos que não são totalmente removidos durante a limpeza.

    Como consequência, aumenta o risco de irritações, allergies, ressecamento, diminuição da oxigenação da córnea e infecções oculares.

    8. Colocar as lentes depois de se maquiar

    O ideal é colocar as lentes antes de iniciar a maquiagem e retirá-las antes de remover os produtos do rosto. Quando a maquiagem é aplicada primeiro, partículas de sombra, delineador, lápis ou máscara de cílios podem ficar presas entre a lente e a superfície do olho, causando irritação, sensação de corpo estranho e até pequenas lesões na córnea.

    Também é importante evitar aplicar maquiagem na linha interna dos olhos para reduzir o risco de contaminação das lentes.

    Quais sinais indicam que algo está errado?

    Se qualquer um dos sintomas aparecer, a orientação é retirar imediatamente as lentes e procurar um oftalmologista:

    • Dor nos olhos;
    • Vermelhidão intensa;
    • Sensação de areia ou corpo estranho;
    • Ardência persistente;
    • Lacrimejamento excessivo;
    • Sensabilidade à luz;
    • Visão embaçada;
    • Secreção ocular.

    Também é importante não se automedicar com colírios que já estejam em casa, pois o uso inadequado de medicamentos, especialmente aqueles que contêm corticoides, pode mascarar os sintomas ou agravar infecções causadas por fungos ou amebas.

    O diagnóstico realizado pelo oftalmologista, por meio do exame de biomicroscopia, permite identificar a causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que normalmente inclui colírios específicos e a suspensão do uso das lentes até a recuperação completa dos olhos.

    Como cuidar das lentes do jeito certo?

    Uma rotina simples de higiene ajuda a evitar infecções, aumenta a durabilidade das lentes e garante mais conforto durante o uso. Veja a alguns cuidados para adotar no dia a dia:

    • Lavar e secar bem as mãos: use água e sabonete líquido neutro antes de tocar nas lentes e seque as mãos com papel-toalha ou uma toalha que não solte fiapos;
    • Friccionar e enxaguar as lentes: coloque a lente na palma da mão com algumas gotas de solução multiuso e esfregue delicadamente com a ponta do indicador por 20 segundos antes do enxágue final;
    • Trocar o líquido do estojo diariamente: jogue fora toda a solução antiga após colocar as lentes, lave o estojo com o produto de limpeza e deixe-o secar de cabeça para baixo;
    • Substituir o estojo a cada três meses: troque o recipiente de armazenamento regularmente para evitar o acúmulo invisível de bactérias e fungos na superfície do plástico;
    • Limitar o tempo de uso diário: use as lentes por no máximo 10 a 12 horas seguidas, retirando o acessório ao chegar em casa para garantir a oxigenação correta da córnea.

    Além dos cuidados, mantenha consultas periódicas com o oftalmologista. Mesmo quando não há sintomas, o acompanhamento permite avaliar a adaptação das lentes, verificar a saúde da córnea e identificar precocemente qualquer alteração que possa comprometer a visão.

    Perguntas frequentes

    1. Posso usar colírio comum com a lente de contato?

    Não, os colírios comuns ou de venda livre podem conter conservantes que danificam o material da lente e causam irritação. Use apenas lágrimas artificiais e lubrificantes específicos para quem usa lentes.

    2. O que acontece se eu colocar a lente do avesso?

    A lente do avesso causa desconforto, sensação de olho arranhando, visão levemente embaçada e sai do lugar com facilidade ao piscar. Se notar os sinais, retire, limpe e inverta a posição.

    3. Grávidas podem usar lentes de contato normalmente?

    As alterações hormonais da gravidez podem diminuir a produção de lágrimas e modificar a curvatura da córnea, tornando o uso desconfortável. O uso não é proibido, mas deve ser avaliado pelo oftalmologista.

    4. Posso chorar usando lentes de contato?

    Sim. As lágrimas naturais não danificam as lentes, mas o excesso de líquido e o ato de esfregar os olhos durante o choro podem fazer com que a lente saia do lugar ou caia.

    5. Quanto tempo dura um estojo de lente de contato?

    O estojo deve ser trocado por um novo a cada 3 meses, pois o plástico acumula um biofilme microscópico de bactérias que não sai com a lavagem comum.

    6. Crianças podem usar lentes de contato?

    Sim, não há idade mínima biológica. A decisão depende da maturidade da criança para cumprir as regras rígidas de higiene e da orientação do oftalmologista.

    7. O que fazer se a lente rasgar um pedacinho?

    Descarte a lente imediatamente. Usar uma lente rasgada ou danificada, mesmo que o pedaço seja pequeno, causa arranhões e lesões severas na superfície da córnea.

    8. Posso usar lentes de contato gripado ou resfriado?

    O recomendado é evitar e priorizar os óculos, pois as secreções respiratórias aumentam a carga de bactérias nas mãos e o risco de contaminação ocular involuntária é maior.

  • Pode tomar antibiótico com leite, café ou suco? Veja erros que podem comprometer o tratamento

    Pode tomar antibiótico com leite, café ou suco? Veja erros que podem comprometer o tratamento

    Receber uma prescrição de antibiótico costuma gerar muitas dúvidas. Uma das mais comuns é se o medicamento pode ser tomado com leite, café, suco ou outras bebidas. A resposta depende do antibiótico utilizado.

    Muitos podem ser administrados sem grandes restrições, mas alguns medicamentos têm sua absorção reduzida por determinados alimentos e bebidas, o que pode comprometer a eficácia do tratamento. É por isso que saber como tomar o antibiótico corretamente é tão importante quanto utilizá-lo pelo tempo prescrito.

    A água continua sendo a melhor opção

    De maneira geral, a forma mais segura de tomar um antibiótico é com um copo cheio de água.

    A água:

    • Não interfere na absorção da maioria dos medicamentos;
    • Facilita a passagem do comprimido pelo esôfago;
    • Reduz o risco de irritação da mucosa;
    • Ajuda o comprimido a chegar rapidamente ao estômago.

    Sempre que a bula ou o médico não orientarem de forma diferente, essa costuma ser a melhor escolha.

    Pode tomar antibiótico com leite?

    Depende do antibiótico. Alguns medicamentos, principalmente do grupo das tetraciclinas, como a doxiciclina e a tetraciclina, e algumas fluoroquinolonas, como a ciprofloxacina e a levofloxacina, podem se ligar ao cálcio presente no leite e em outros derivados.

    Quando isso acontece:

    • Parte do medicamento deixa de ser absorvida;
    • A quantidade que chega à corrente sanguínea diminui;
    • O tratamento pode perder eficácia.

    Por esse motivo, esses antibióticos devem ser administrados com um intervalo em relação ao consumo de leite e derivados, conforme orientação da bula ou do profissional de saúde.

    Por outro lado, muitos outros antibióticos, como amoxicilina, amoxicilina com clavulanato, cefalexina e diversos outros, não sofrem interferência clinicamente relevante do leite.

    E com suco?

    Na maioria das vezes, não há problema em tomar antibióticos com sucos comuns. No entanto, algumas bebidas merecem atenção.

    O suco de grapefruit, também chamado de toranja, pode alterar o metabolismo de diversos medicamentos ao interferir em enzimas presentes no fígado e no intestino.

    Embora essa interação seja mais conhecida com outras classes de medicamentos, ela também pode ocorrer com alguns antibióticos específicos.

    Como regra prática, em caso de dúvida, prefira sempre utilizar água.

    Café interfere?

    O café não costuma reduzir a absorção da maioria dos antibióticos. Entretanto, alguns antibióticos da classe das quinolonas podem diminuir a eliminação da cafeína pelo organismo.

    Nesses casos, a pessoa pode apresentar:

    • Agitação;
    • Tremores;
    • Palpitações;
    • Insônia.

    Quem utiliza esses antibióticos pode precisar reduzir temporariamente o consumo de café, energéticos e outras bebidas que contenham cafeína.

    Pode tomar antibiótico com refrigerante?

    Não é a melhor opção. Mesmo que a maioria dos refrigerantes não altere diretamente a absorção do medicamento, eles podem:

    • Irritar o estômago em algumas pessoas;
    • Favorecer desconforto gastrointestinal;
    • Não oferecer nenhuma vantagem em relação à água.

    Por isso, recomenda-se evitá-los no momento da administração do antibiótico.

    E bebidas alcoólicas?

    Essa é uma das dúvidas mais frequentes. A relação entre antibióticos e álcool depende do medicamento utilizado.

    Alguns antibióticos apresentam interação importante

    Medicamentos como metronidazol e tinidazol podem provocar uma reação semelhante ao efeito do dissulfiram quando associados ao consumo de álcool.

    Podem surgir sintomas como:

    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Rubor no rosto;
    • Dor de cabeça;
    • Queda da pressão arterial;
    • Palpitações.

    Nesses casos, o álcool deve ser evitado durante todo o tratamento e também por um período após o término, conforme orientação da bula.

    E os demais antibióticos?

    Para a maioria dos antibióticos, pequenas quantidades de álcool não causam uma interação direta importante. Ainda assim, o consumo de bebidas alcoólicas pode:

    • Aumentar efeitos colaterais, como náuseas e tontura;
    • Favorecer a desidratação;
    • Prejudicar o descanso necessário durante uma infecção;
    • Reduzir a adesão ao tratamento.

    Por isso, durante um processo infeccioso, costuma ser recomendado evitar bebidas alcoólicas.

    É melhor tomar antes ou depois das refeições?

    Isso varia conforme o medicamento. Alguns antibióticos apresentam melhor absorção quando administrados em jejum. Outros podem ser tomados junto com alimentos para reduzir a irritação no estômago.

    Por isso, a recomendação da bula e do médico deve ser seguida para cada antibiótico específico.

    Posso partir ou triturar o comprimido?

    Nem sempre. Alguns comprimidos têm:

    • Revestimento especial;
    • Liberação prolongada;
    • Formulações que não devem ser trituradas.

    Caso exista dificuldade para engolir o medicamento, converse com o médico ou o farmacêutico sobre apresentações líquidas ou outras alternativas.

    O que acontece se eu esquecer uma dose?

    A orientação depende do intervalo entre as doses e do tempo decorrido.

    Em geral:

    • Tome a dose esquecida assim que lembrar;
    • Se estiver muito próximo do horário da próxima dose, siga apenas o esquema habitual;
    • Não tome duas doses ao mesmo tempo para compensar a dose esquecida.

    Em caso de dúvida, siga as orientações da bula ou entre em contato com o profissional de saúde.

    Por que é importante completar o tratamento?

    Mesmo que os sintomas desapareçam antes do previsto, o tratamento deve ser realizado pelo tempo indicado pelo médico. Interromper o uso do antibiótico antes da hora pode:

    • Favorecer a persistência da infecção;
    • Aumentar o risco de recorrência;
    • Contribuir para o desenvolvimento da resistência bacteriana.

    Quando conversar com o médico ou farmacêutico?

    Procure orientação se você:

    • Usa vários medicamentos ao mesmo tempo;
    • Tem dificuldade para engolir comprimidos;
    • Não sabe se pode tomar o antibiótico com alimentos;
    • Apresenta vômitos logo após a administração;
    • Desenvolve efeitos colaterais importantes durante o tratamento.

    Leia também: Alergia à penicilina: quais antibióticos podem substituir?

    Perguntas frequentes sobre como tomar antibióticos

    1. Qual é a melhor bebida para tomar um antibiótico?

    Na maioria dos casos, a água é a melhor opção.

    2. Posso tomar antibiótico com leite?

    Depende. Alguns antibióticos, como as tetraciclinas e algumas fluoroquinolonas, têm sua absorção reduzida pelo cálcio presente no leite.

    3. Posso tomar com suco?

    Na maioria dos casos, sim. No entanto, é preferível utilizar água, e o suco de grapefruit deve ser evitado com alguns medicamentos devido ao risco de interação.

    4. Café interfere no antibiótico?

    Em geral, não. Porém, algumas quinolonas podem aumentar os efeitos da cafeína no organismo.

    5. Posso consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento?

    O ideal é evitar. Alguns antibióticos, como metronidazol e tinidazol, apresentam interação importante com o álcool.

    6. Posso interromper o antibiótico quando me sentir melhor?

    Não. O tratamento deve ser concluído conforme a prescrição médica, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

    7. Quem pode esclarecer dúvidas sobre a forma correta de tomar o antibiótico?

    O médico e o farmacêutico são os profissionais mais indicados para orientar sobre horários, alimentação, possíveis interações e a maneira correta de utilizar cada medicamento.

    Veja também: Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

  • Como controlar pressão alta com mudanças no estilo de vida

    Como controlar pressão alta com mudanças no estilo de vida

    Você provavelmente já ouviu que comer bem ajuda a controlar a pressão alta. Mas o que talvez nem todo mundo saiba é que o estilo de vida pode fazer uma grande diferença no controle da pressão. E mais: em alguns casos, essas mudanças já são uma maneira de como baixar a pressão naturalmente sem precisar de remédio.

    Segundo o Ministério da Saúde, 27,9% dos brasileiros convivem com pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial. E o problema é que, na maioria das vezes, ela não dá nenhum sinal que te faça desconfiar de que algo está errado. É aquela velha história da doença silenciosa que pode passar anos sem sintomas e, de repente, causar algo mais sério como um infarto ou um AVC.

    Mas não dá para se render, pois hoje já sabemos que tem como prevenir e controlar a pressão alta. O bom é que não precisa de nada muito difícil de fazer, só um pouco de disposição e mudanças no dia a dia.

    Por que o estilo de vida afeta a pressão arterial

    O estilo de vida está ligado à pressão alta. Dormir mal, comer alimentos industrializados em vez de frutas, verduras e carnes magras, se estressar, além de não fazer nenhuma atividade física, são atitudes péssimas para a pressão arterial. Isso acontece porque esses hábitos ruins fazem o corpo trabalhar de forma desregulada, o que sobrecarrega o organismo.

    Com o tempo, isso eleva a pressão arterial e pode causar problemas sérios. É por isso que mudar hábitos é uma das formas mais eficazes para cuidar da saúde e controlar a pressão.

    Exercícios físicos para controlar a pressão alta

    O exercício para pressão alta deve ser considerado, com a orientação médica. O sedentarismo é um grande inimigo da saúde, e ficar parado o dia inteiro, só no sofá ou na frente do computador, não ajuda em nada quem tem pressão alta. Fazer atividade física diariamente de maneira leve ou moderada, como caminhada, dança ou até uma musculação leve, já é uma mão na roda no controle da pressão. De quebra, ainda melhora o humor, o sono e a disposição.

    Essas atividades aumentam a circulação, ajudam o coração a trabalhar melhor e reduzem os níveis de estresse, tudo o que a pressão alta não gosta.

    A importância do sono para a pressão arterial

    Quem dorme mal também tem mais chance de ter pressão alta. E, ao contrário do que muita gente pensa, de que tirar no cochilo depois de dormir mal à noite já é o suficiente, o corpo não funciona bem assim. Ter um sono ruim, insuficiente ou dormir de forma irregular pode aumentar a pressão arterial. O ideal é dormir de sete a oito horas por noite e com qualidade.

    Para ter um sono reparador, é importante criar um ambiente tranquilo, sem muita luz ou barulho, e manter uma rotina de horários para dormir e acordar.

    Como o estresse aumenta a pressão arterial

    Não adianta muito dormir bem, mas já acordar nervoso, correndo contra o relógio ou preocupado com tudo. Nesses casos, o estresse também pode empurrar a pressão lá para o alto.

    Cuidar do estilo de vida, portanto, é uma das melhores coisas a fazer para prevenir e controlar a pressão arterial. Parar um pouco durante o dia, aprender a respirar com calma, tirar um tempinho para fazer algo que gosta, como ouvir uma música, ler um bom livro ou cozinhar, por exemplo, pode ajudar a aliviar a mente e diminuir o estresse para evitar a pressão alta. Em outras palavras, controlar o estresse é uma das formas de como baixar a pressão naturalmente.

    “Essas medidas complementam a dieta e potencializam seus efeitos benéficos, promovendo melhor qualidade de vida”, explica o cardiologista Pablo Cartaxo, do Instituto do Coração da USP (InCor).

    Mudanças no estilo de vida podem substituir remédios?

    De acordo com o cardiologista, em muitos casos de hipertensão leve, só as mudanças no estilo de vida já são suficientes para normalizar a pressão.

    “Em estágios mais avançados, essas mudanças ainda são fundamentais para reduzir riscos e melhorar o efeito da terapia farmacológica”, destaca o cardiologista.

    Ou seja: mesmo quem já precisa de remédio pode se beneficiar muito de uma rotina mais saudável. E, com o tempo, pode até reduzir a dose, mas sempre com orientação médica.

    Leia mais: Dieta mediterrânea para pressão alta: como funciona

    Plano prático para mudanças graduais no estilo de vida

    Não adianta decidir mudar de vida e sair fazendo tudo de uma vez. A chance de dar errado é grande, afinal, nem todas as pessoas lidam bem com mudanças bruscas. O caminho, então, está na constância e no planejamento.

    Como organizar a alimentação

    Comece organizando o seu tempo, pois é a partir dele que todas as outras mudanças vão acontecer. É mais fácil comer bem quando se tem um tempo reservado para fazer compras saudáveis no mercado e preparar as refeições em casa já com pouco sal, mesmo que isso envolva cozinhar em maior quantidade e congelar marmitas para o resto da semana. Se um nutricionista puder ajudar, melhor ainda.

    “Valorizar os alimentos naturais, redescobrir temperos caseiros e adaptar o paladar gradualmente também facilita a adesão a um padrão alimentar mais saudável e sustentável para o controle da hipertensão”, completa o médico.

    Rotina de sono para quem tem pressão alta

    Depois de organizar a alimentação, é hora de organizar o sono. Procure dormir e acordar sempre no mesmo horário, e evite ficar no celular ou na TV pelo menos 1 hora antes de dormir. A luz emitida por esses aparelhos atrapalha a produção do hormônio do sono, a melatonina, e não te deixa repousar bem.

    Atividades físicas simples para começar

    Por fim, com o sono organizado, procure fazer atividade física. Se não tiver acesso a uma academia, por exemplo, faça caminhadas na rua, suba e desça escadas, jogue bola com seu filho, ande de bicicleta. O importante é não ficar parado.

    Dicas para manter as mudanças a longo prazo

    Não precisa virar atleta nem fazer dieta radical. Comece aos poucos, com passos possíveis, e o corpo vai agradecendo com mais saúde e disposição. E, sem dúvida, meça sua pressão com regularidade e siga todo e qualquer tratamento recomendado pelo médico. Mudanças no estilo de vida podem, sim, ajudar a controlar a pressão arterial.

    Confira: Por que a pressão aumenta só na consulta médica? Entenda mais sobre síndrome do jaleco branco

    Perguntas frequentes sobre estilo de vida e pressão alta

    Posso parar o remédio se controlar a pressão com exercícios?

    Não. Mesmo que a pressão melhore, nunca suspenda o uso de remédios por conta própria. Essa decisão deve ser tomada pelo médico, que vai avaliar sua evolução a segurança.

    Qual o melhor horário para fazer exercícios tendo pressão alta?

    Manhã ou final da tarde são os horários mais recomendados, especialmente para evitar o calor excessivo. Antes de iniciar qualquer atividade física, porém, converse com seu médico para receber orientação adequada.

    Quantas horas de sono são necessárias para controlar a pressão?

    O ideal é dormir entre 7 e 8 horas por noite. Dormir pouco, especialmente menos de 6 horas por dia, pode aumentar o risco de desenvolver ou agravar a pressão alta.

    O estresse influencia na pressão arterial?

    Sim. O estresse constante pode aumentar a pressão arterial, pois libera hormônios que contraem os vasos sanguíneos e aceleram os batimentos do coração. Técnicas de relaxamento, respiração, exercícios e lazer são importantes para diminuir o estresse. Na dúvida, consulte um cardiologista.

    Leia também: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda baixar sua pressão