Categoria: Prevenção

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  • Pressão arterial em idosos: por que a pressão aumenta com a idade e qual deve ser a meta?

    Pressão arterial em idosos: por que a pressão aumenta com a idade e qual deve ser a meta?

    É comum ouvir que é normal a pressão subir depois de certa idade. De fato, o envelhecimento favorece o aumento da pressão arterial, mas isso não significa que toda pressão elevada seja normal ou possa ser ignorada.

    A hipertensão arterial continua sendo um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica, independentemente da idade.

    Ao mesmo tempo, a redução excessiva da pressão pode não ser bem tolerada por alguns idosos e provocar tonturas, desmaios e outros efeitos adversos.

    Por isso, embora atualmente a meta abaixo de 130/80 mmHg seja recomendada para a maioria dos idosos com hipertensão, o tratamento deve levar em consideração fatores como fragilidade, capacidade funcional, presença de outras doenças e tolerância aos medicamentos.

    Por que a pressão aumenta com o envelhecimento?

    O aumento da pressão arterial está relacionado a diversas mudanças que ocorrem no sistema cardiovascular ao longo dos anos. Uma das principais é o enrijecimento das artérias.

    Com o envelhecimento, os vasos sanguíneos perdem parte de sua elasticidade e tornam-se mais rígidos.

    Quando isso acontece, as artérias apresentam maior dificuldade para se expandir e acomodar o sangue bombeado pelo coração, o que favorece principalmente o aumento da pressão arterial sistólica, que corresponde ao primeiro número da medida.

    O que acontece com as artérias ao longo dos anos?

    As paredes das artérias possuem fibras elásticas que permitem que os vasos se expandam a cada batimento cardíaco.

    Com o avanço da idade, podem ocorrer alterações como:

    • Redução da elasticidade;
    • Aumento da deposição de colágeno;
    • Espessamento da parede dos vasos;
    • Calcificação arterial em alguns pacientes.

    Essas mudanças tornam os vasos mais rígidos e dificultam a acomodação do fluxo sanguíneo, favorecendo o aumento da pressão arterial.

    Por que a pressão sistólica sobe mais?

    Nos idosos, é muito comum ocorrer a chamada hipertensão sistólica isolada.

    Nesse quadro:

    • A pressão sistólica, que corresponde ao valor mais alto da aferição, está elevada;
    • A pressão diastólica, o valor mais baixo, permanece normal ou pode até diminuir.

    Esse padrão está diretamente relacionado à perda de elasticidade das grandes artérias e representa uma forma muito frequente de hipertensão após os 60 anos.

    Mesmo quando apenas a pressão sistólica está elevada, existe aumento do risco cardiovascular.

    Apenas a idade explica a hipertensão?

    Não. Embora o envelhecimento favoreça o aumento da pressão, diversos outros fatores contribuem para o desenvolvimento da hipertensão.

    Entre eles:

    • Excesso de peso;
    • Sedentarismo;
    • Alimentação rica em sal;
    • Diabetes;
    • Doença renal crônica;
    • Consumo excessivo de álcool;
    • Tabagismo;
    • Predisposição genética.

    Por isso, envelhecer não significa necessariamente desenvolver hipertensão. O estilo de vida e as condições de saúde acumuladas ao longo dos anos também exercem influência importante.

    Qual é o novo limite saudável da pressão em idosos?

    Essa é uma dúvida muito comum, e as recomendações mudaram nos últimos anos.

    De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, a meta recomendada para a maioria dos idosos com hipertensão é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.

    Em idosos muito frágeis, institucionalizados, com múltiplas doenças ou maior risco de quedas, metas menos rigorosas, como manter a pressão sistólica abaixo de 140 a 150 mmHg, podem ser mais apropriadas.

    Entretanto, o tratamento não deve ser igual para todos.

    Além da idade, devem ser considerados fatores como:

    • Estado funcional;
    • Grau de fragilidade;
    • Presença de outras doenças;
    • Tolerância ao tratamento;
    • Risco de hipotensão;
    • Expectativa de vida.

    Para idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, a recomendação é reduzir a pressão até o menor valor que seja bem tolerado pelo paciente.

    Ou seja, o objetivo é oferecer proteção cardiovascular sem provocar efeitos adversos pelo excesso de redução da pressão.

    Pressão mais baixa é sempre melhor?

    Não necessariamente. Embora o controle adequado da hipertensão reduza o risco cardiovascular, valores excessivamente baixos podem não ser tolerados por alguns pacientes.

    Isso pode provocar:

    • Tonturas;
    • Desmaios;
    • Hipotensão sintomática;
    • Lesão renal aguda em alguns pacientes.

    O cuidado deve ser ainda maior em idosos frágeis, pessoas com 80 anos ou mais e pacientes que apresentam queda da pressão ao se levantar, condição chamada hipotensão ortostática.

    Por isso, quando a meta abaixo de 130/80 mmHg não é tolerada, o objetivo passa a ser atingir o menor valor de pressão que o paciente consiga manter com segurança.

    Como os médicos definem a meta ideal?

    Mais importante do que considerar apenas a idade cronológica é avaliar as condições gerais daquele idoso.

    Além dos valores da pressão arterial, o médico pode observar:

    • Se o idoso é independente para as atividades do dia a dia;
    • Presença de comprometimento cognitivo;
    • Grau de fragilidade;
    • Histórico de quedas;
    • Doenças cardiovasculares;
    • Função renal;
    • Uso de múltiplos medicamentos.

    Esse conjunto de informações ajuda a definir a estratégia de tratamento mais segura e eficaz para cada pessoa.

    Um idoso de 80 anos independente, ativo e com boa condição funcional pode ter necessidades diferentes das de outro paciente da mesma idade que apresente fragilidade importante e várias doenças associadas.

    O que é hipotensão ortostática?

    A hipotensão ortostática é a queda da pressão arterial que acontece quando a pessoa se levanta.

    Ela pode provocar sintomas como:

    • Tontura;
    • Sensação de fraqueza;
    • Visão turva;
    • Desequilíbrio;
    • Desmaio.

    Essa condição merece atenção especial em idosos porque pode aumentar o risco de quedas.

    Por isso, durante o tratamento da hipertensão, não basta observar apenas se os números da pressão diminuíram. Também é importante avaliar como o paciente se sente e se apresenta sintomas ao mudar de posição.

    Como é feito o diagnóstico da hipertensão?

    O diagnóstico de hipertensão não deve ser baseado em uma única medida isolada da pressão.

    Em geral, são necessárias:

    • Aferições repetidas;
    • Medidas realizadas com técnica adequada;
    • Avaliação do comportamento da pressão ao longo do tempo.

    Em alguns casos, também podem ser utilizados exames como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) ou a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA).

    Esses métodos permitem acompanhar a pressão fora do consultório e ajudam a identificar situações como a hipertensão do avental branco e a hipertensão mascarada.

    Nos idosos, o acompanhamento fora do consultório também pode ser útil devido à maior variabilidade da pressão arterial.

    O tratamento sempre envolve medicamentos?

    Nem sempre. Mudanças no estilo de vida fazem parte do tratamento da hipertensão e continuam importantes mesmo quando também é necessário utilizar medicamentos.

    Entre as principais medidas estão:

    • Redução do consumo de sal;
    • Alimentação rica em frutas, verduras e legumes;
    • Controle do peso;
    • Prática regular de atividade física;
    • Limitação do consumo de álcool;
    • Suspensão do tabagismo.

    Quando essas medidas não são suficientes ou quando existe indicação de acordo com os níveis da pressão e o risco cardiovascular, medicamentos anti-hipertensivos podem ser necessários.

    É perigoso interromper o tratamento porque a pressão “normalizou”?

    Sim. Muitas pessoas acreditam que podem suspender os medicamentos quando percebem que a pressão voltou ao normal.

    Na realidade, em grande parte dos casos, a pressão está controlada justamente porque o tratamento está funcionando.

    Interromper os medicamentos sem orientação médica pode fazer com que os níveis voltem a subir e aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

    Isso também vale para idosos que apresentam valores mais baixos ao longo do tratamento.

    Caso surjam tonturas, fraqueza ou outros sintomas, o ideal é procurar o médico para avaliar a necessidade de ajustar as doses ou os medicamentos, e não interrompê-los por conta própria.

    Como medir corretamente a pressão em casa?

    A técnica utilizada para medir a pressão interfere diretamente no resultado.

    Para obter valores mais confiáveis:

    • Repouse por pelo menos cinco minutos antes da medida;
    • Evite café, cigarro e exercícios físicos nos 30 minutos anteriores;
    • Sente-se com as costas apoiadas e os pés no chão;
    • Apoie o braço na altura do coração;
    • Não converse durante a aferição;
    • Utilize aparelho validado e manguito adequado ao tamanho do braço.

    Também é útil registrar as medidas realizadas em dias diferentes.

    Esse acompanhamento ajuda o médico a avaliar como a pressão se comporta fora do consultório e se o tratamento está conseguindo atingir a meta proposta.

    Quando procurar atendimento imediatamente?

    Uma pressão elevada merece atenção especial quando aparece acompanhada de sintomas que podem indicar uma condição grave.

    Procure atendimento de urgência diante de sinais como:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Fraqueza em um lado do corpo;
    • Alteração da fala;
    • Perda da visão;
    • Dor de cabeça intensa e súbita;
    • Confusão mental.

    Esses sintomas podem estar relacionados a uma emergência hipertensiva ou a outras condições graves e precisam de avaliação imediata.

    Confira: Remédio para pressão e coração acelerado: como funciona o atenolol

    Perguntas frequentes sobre pressão arterial em idosos

    1. É normal a pressão aumentar com a idade?

    O envelhecimento favorece o aumento da pressão devido, principalmente, ao enrijecimento das artérias. Isso, porém, não significa que a hipertensão seja uma consequência normal da idade ou que possa ser ignorada.

    2. Qual é a pressão ideal para um idoso?

    Atualmente, a meta recomendada é manter a pressão abaixo de 130/80 mmHg para a maioria dos idosos com hipertensão.

    Em idosos frágeis, muito idosos ou com condições que comprometam a expectativa de vida, a meta deve considerar a tolerância individual, buscando o menor valor que possa ser mantido com segurança.

    3. A pressão sistólica alta é preocupante mesmo com a diastólica normal?

    Sim. A hipertensão sistólica isolada é muito comum nos idosos e também está associada ao aumento do risco cardiovascular.

    Por isso, a elevação apenas do primeiro número da pressão não deve ser considerada inofensiva.

    4. Pressão muito baixa pode ser perigosa?

    Pode. Em alguns idosos, uma redução excessiva da pressão pode provocar sintomas como tontura e desmaio e aumentar o risco de efeitos adversos.

    Por esse motivo, além dos números obtidos na aferição, é importante avaliar a tolerância do paciente ao tratamento.

    5. Mudanças no estilo de vida ainda ajudam na terceira idade?

    Sim. Alimentação saudável, redução do consumo de sal, atividade física, controle do peso, limitação do álcool e abandono do tabagismo continuam sendo medidas importantes para o controle da pressão arterial.

    6. Posso parar o remédio quando a pressão estiver normal?

    Não por conta própria. Na maioria das vezes, a pressão está normal justamente porque o tratamento está funcionando. Qualquer redução, troca ou suspensão do medicamento deve ser orientada pelo médico.

    7. Por que alguns idosos precisam de metas diferentes de pressão?

    Porque idade cronológica não é o único fator que determina o tratamento. Fragilidade, capacidade funcional, doenças associadas, risco de efeitos adversos e tolerância à redução da pressão também precisam ser considerados.

    O objetivo é oferecer proteção cardiovascular sem comprometer a segurança e a qualidade de vida do paciente.

    Veja mais: Artérias endurecidas: por que a condição aumenta o risco de infarto e AVC

  • Polifenóis: o que são e como contribuem para o sistema cardiovascular 

    Polifenóis: o que são e como contribuem para o sistema cardiovascular 

    Conhecidos pela ação antioxidante e anti-inflamatória, os polifenóis são compostos naturais encontrados em diversos alimentos que fazem parte do cotidiano, como o café, o chá, as frutas, o cacau, as oleaginosas e os vegetais.

    Eles ajudam a proteger as células contra os danos causados pelo excesso de radicais livres e, no sistema cardiovascular, podem contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos. Uma das principais ações acontece no endotélio, a camada de células que reveste o interior dos vasos sanguíneos e ajuda a regular a circulação.

    Ao combater o estresse oxidativo e a inflamação, os polifenóis ajudam a preservar o funcionamento da região, favorecendo o relaxamento e a dilatação dos vasos e, consequentemente, a passagem do sangue.

    Afinal, o que são polifenóis?

    Os polifenóis são compostos naturais encontrados principalmente nos alimentos de origem vegetal. Eles fazem parte do grupo de substâncias bioativas que, apesar de não serem nutrientes como as proteínas, as vitaminas ou os minerais, podem participar de vários processos importantes no organismo.

    Os polifenóis têm ação antioxidante, ajudando a proteger as células contra os danos provocados pelo excesso de radicais livres e pelo estresse oxidativo. O grupo reúne diferentes compostos, como os flavonoides, os ácidos fenólicos, as lignanas, os estilbenos e os taninos, que podem desempenhar diferentes funções no corpo.

    Na alimentação, os polifenóis aparecem em frutas, vegetais, café, chás, cacau, chocolate amargo, oleaginosas, leguminosas, sementes, especiarias e cereais integrais. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, por exemplo, aponta frutas, sucos, chás, café e vinho tinto entre as fontes alimentares importantes, além de mencionar legumes, cereais, chocolate e leguminosas secas.

    O que é o endotélio vascular e qual é a sua função?

    O endotélio vascular é uma camada fina de células que cobre a parte de dentro dos vasos sanguíneos e fica em contato direto com o sangue. Apesar de funcionar como um revestimento, ele também participa de várias funções importantes para a circulação, produzindo substâncias que ajudam a controlar o funcionamento dos vasos.

    Uma das funções do endotélio é ajudar os vasos sanguíneos a relaxarem ou se contraírem de acordo com a necessidade do organismo. Quando um vaso relaxa, ele fica mais largo e facilita a passagem do sangue. Já quando se contrai, fica mais estreito. A mudança interfere no fluxo sanguíneo e também participa do controle da pressão arterial.

    O endotélio também participa de processos ligados à coagulação, à inflamação e à interação das células sanguíneas com a parede vascular. Quando a camada funciona adequadamente, existe um equilíbrio entre substâncias que favorecem a dilatação e aquelas que promovem a contração dos vasos, assim como entre mecanismos pró e anti-inflamatórios.

    Quando existem condições como diabetes, colesterol alto e pressão alta, o endotélio pode sofrer danos ao longo do tempo e deixar de funcionar adequadamente, aumentando o risco de alterações nos vasos sanguíneos.

    Como os polifenóis ajudam a proteger o endotélio vascular?

    A proteção está relacionada principalmente às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias dos polifenóis. Os radicais livres são produzidos naturalmente pelo organismo, mas, quando aparecem em excesso e ultrapassam a capacidade das defesas antioxidantes, podem provocar o chamado estresse oxidativo e danificar diferentes estruturas celulares.

    Os polifenóis contribuem para a neutralizar parte dos radicais livres e reduzir os danos causados pelo estresse oxidativo, protegendo as células que revestem a parte interna dos vasos sanguíneos. A ação anti-inflamatória também ajuda a preservar o funcionamento do endotélio, já que a inflamação persistente pode prejudicar a saúde vascular ao longo do tempo.

    Vale destacar que os polifenóis não são capazes de retirar diretamente a gordura ou as placas que já estão acumuladas nas paredes dos vasos sanguíneos. A proteção acontece principalmente por ajudar a manter o endotélio saudável e reduzir processos que podem favorecer danos aos vasos sanguíneos ao longo do tempo.

    Qual é a relação entre polifenóis e óxido nítrico?

    O óxido nítrico é uma substância produzida pelo próprio endotélio que ajuda os vasos sanguíneos a relaxarem, fazendo com que as artérias consigam se dilatar quando o organismo precisa aumentar a passagem de sangue.

    Quando a produção e a disponibilidade do óxido nítrico estão adequadas, o sangue encontra menos resistência para circular pelos vasos, o que também contribui para o controle da pressão arterial e para uma boa função vascular.

    O estresse oxidativo pode diminuir a quantidade de óxido nítrico disponível e prejudicar o relaxamento dos vasos. Os polifenóis podem ajudar justamente pela ação antioxidante, combatendo o excesso de radicais livres e ajudando a preservar o óxido nítrico no organismo.

    Benefícios dos polifenóis para a saúde

    Devido a ação antioxidante e anti-inflamatória, os compostos dos polifenóis ajudam a proteger as células contra os danos provocados pelo excesso de radicais livres e participam de diferentes processos relacionados à saúde, contribuindo para:

    • Proteção do cérebro: alguns polifenóis podem ajudar a combater o estresse oxidativo e proteger as células nervosas, contribuindo para a prevenção de doenças neurodegenerativas;
    • Proteção cardiovascular: ajudam a preservar o funcionamento do endotélio e podem favorecer a dilatação dos vasos sanguíneos;
    • Controle da glicemia: alguns tipos podem melhorar a sensibilidade à insulina e interferir na digestão dos carboidratos, ajudando no controle dos níveis de açúcar no sangue;
    • Saúde intestinal: parte dos polifenóis pode atuar como prebiótico, favorecendo as bactérias benéficas que vivem no intestino;
    • Controle do peso: alguns compostos podem participar de mecanismos ligados ao gasto energético, à oxidação da gordura e ao controle da inflamação;
    • Saúde dos ossos: as isoflavonas e outros polifenóis com ação semelhante à do estrogênio podem contribuir para o equilíbrio entre a formação e a perda de tecido ósseo;
    • Sintomas da menopausa e da TPM: alguns polifenóis apresentam ação fitoestrogênica e podem ajudar a aliviar determinados sintomas relacionados às alterações hormonais.

    Os efeitos podem variar conforme o tipo de polifenol, a quantidade consumida e a alimentação como um todo, por isso não é necessário procurar um único alimento ou composto para obter os benefícios.

    Alimentos ricos em polifenóis

    Os polifenóis podem ser encontrados nos seguintes alimentos:

    • Frutas vermelhas;
    • Maçã;
    • Uva;
    • Chá verde;
    • Café;
    • Cacau e chocolate amargo;
    • Nozes e outras oleaginosas;
    • Aveia, centeio e trigo integral;
    • Cebola, brócolis, espinafre e couve;
    • Leguminosas, sementes e especiarias.

    Quanto de polifenóis devemos consumir por dia?

    Ainda não existe uma quantidade exata de polifenóis recomendada por dia, pois os alimentos podem ter concetrações muito diferentes e existem vários tipos de polifenóis.

    No dia a dia, o mais indicado é manter uma alimentação variada, incluindo frutas, verduras, legumes, cereais integrais, sementes e outros alimentos vegetais, que fornecem diferentes tipos de polifenóis naturalmente.

    Suplementos de polifenóis funcionam?

    Os polifenóis também são vendidos na forma de suplementos, principalmente em cápsulas ou extratos que concentram uma quantidade maior de determinados compostos. No entanto, tomar doses maiores não significa aumentar os benefícios para o coração e para os vasos sanguíneos.

    Quando usados em excesso, os suplementos podem causar efeitos indesejados e, por isso, não devem substituir os polifenóis encontrados naturalmente nos alimentos.

    Antes de usar cápsulas ou extratos, principalmente em doses altas ou por muito tempo, é recomendado conversar com um nutricionista ou médico para saber se há necessidade e qual é a forma mais segura de consumo.

    Veja também: Kiwi: 6 benefícios e por que essa fruta merece um lugar na sua alimentação

    Perguntas frequentes

    1. O corpo produz polifenóis naturalmente?

    Não. Os polifenóis vêm principalmente da alimentação, especialmente dos alimentos de origem vegetal.

    2. Cozinhar os alimentos destrói os polifenóis?

    Pode reduzir a quantidade de alguns tipos, principalmente quando o alimento fica muito tempo exposto a temperaturas elevadas. O efeito varia conforme o alimento e o método de preparo.

    3. O chocolate ao leite tem polifenóis?

    Tem, mas geralmente em menor quantidade que o chocolate com maior teor de cacau. Quanto maior a participação do cacau na composição, maior tende a ser a presença de compostos fenólicos.

    4. O suco de frutas fornece os mesmos polifenóis da fruta inteira?

    Pode fornecer parte dos polifenóis, mas a fruta inteira continua sendo uma opção mais interessante por preservar as fibras e outras partes do alimento que podem ser perdidas durante o preparo do suco.

    5. Os polifenóis podem baixar a pressão arterial?

    Alguns estudos relacionam o consumo de alimentos ricos em polifenóis a benefícios para a função vascular, mas os polifenóis não funcionam como medicamentos para controlar a pressão alta.

    6. É possível consumir polifenóis em excesso pela alimentação?

    Uma alimentação variada dificilmente fornece quantidades muito concentradas de um único polifenol. A preocupação é maior com suplementos e extratos concentrados.

    7. Quanto tempo os polifenóis permanecem no organismo?

    O tempo varia bastante conforme o tipo de polifenol, a quantidade ingerida e a forma como cada composto é absorvido e metabolizado pelo organismo.

    Confira: Morango é rico em quê? Veja 6 nutrientes importantes para o organismo

  • 7 hábitos que evitam o envelhecimento precoce das artérias

    7 hábitos que evitam o envelhecimento precoce das artérias

    O envelhecimento das artérias acontece naturalmente com o passar dos anos, mas alguns hábitos podem fazer o processo acontecer muito mais cedo do que o esperado.

    Uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, o cigarro, o excesso de álcool e até doenças mal controladas, como pressão alta e diabetes, podem favorecer o acúmulo de gordura, aumentar a inflamação e deixar os vasos sanguíneos mais rígidos. Aos poucos, as alterações dificultam a circulação do sangue e aumentam o risco de problemas cardiovasculares.

    Em contrapartida, a saúde das artérias também é influenciada pelas escolhas do dia a dia. Mesmo pequenas mudanças na rotina podem ajudar a preservar a elasticidade dos vasos e contribuem para que o coração trabalhe de forma mais eficiente.

    O que é o envelhecimento precoce das artérias?

    O envelhecimento precoce das artérias acontece quando os vasos sanguíneos ficam mais rígidos e perdem parte da elasticidade antes do esperado para a idade da pessoa. Normalmente, as artérias são flexíveis e conseguem se expandir e contrair conforme o coração bombeia o sangue.

    Quando o envelhecimento das artérias acontece de forma acelerada, os vasos perdem parte da capacidade de dilatação. Além disso, o acúmulo de placas de gordura, conhecido como aterosclerose, pode diminuir o espaço disponível para a passagem do sangue.

    Com o tempo, o endotélio, camada que reveste a parte interna das artérias, também pode deixar de funcionar adequadamente. A circulação fica prejudicada e o coração pode precisar fazer mais esforço para bombear o sangue pelo organismo.

    Por que ele acontece?

    O envelhecimento precoce das artérias está relacionado principalmente à inflamação crônica e ao estresse oxidativo, que podem danificar as paredes dos vasos sanguíneos. Alguns hábitos e problemas de saúde aumentam o risco, como uma alimentação pouco saudável, sedentarismo, tabagismo, pressão alta, diabetes, colesterol elevado e o estresse crônico.

    Os radicais livres produzidos pelo organismo também podem danificar o endotélio. Quando a camada interna das artérias sofre alterações, pode diminuir a produção de óxido nítrico, substância que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e se dilatar, facilitando a circulação.

    As alterações no endotélio também podem favorecer o acúmulo de colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias. Ao longo do tempo, podem surgir placas que dificultam a circulação e contribuem para a perda da elasticidade dos vasos.

    Como evitar o envelhecimento das artérias?

    1. Praticar exercícios aeróbicos regularmente

    As atividades como caminhada rápida, corrida, natação e ciclismo ajudam a cuidar da saúde do coração e das artérias. Durante o exercício, o fluxo sanguíneo aumenta e estimula o endotélio a produzir óxido nítrico, uma substância que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e se dilatar.

    A prática regular de exercícios também contribui para o controle da pressão arterial, melhora a circulação e ajuda a reduzir outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    2. Consumir alimentos ricos em antioxidantes

    As frutas, as verduras, os legumes, as sementes e outros alimentos de origem vegetal fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde.

    As frutas vermelhas, como o morango, o mirtilo e a amora, além das uvas roxas e dos vegetais verde-escuros, são fontes de compostos como os flavonoides e os polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres e o estresse oxidativo, fatores que podem danificar as células e favorecer alterações nas paredes das artérias.

    3. Reduzir o consumo de ultraprocessados e açúcares

    Os refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos e muitos outros alimentos ultraprocessados podem apresentar grandes quantidades de açúcar, sódio e gorduras. Para se ter uma ideia, o consumo frequente pode favorecer o ganho de peso, o aumento da pressão arterial, alterações na glicose e no colesterol e outros fatores relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Por isso, o ideal é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como as frutas, as verduras, os legumes, os grãos integrais, as leguminosas e as fontes de proteínas.

    4. Priorizar um sono de qualidade

    O sono também participa da manutenção da saúde cardiovascular, pois, durante a noite, a frequência cardíaca e a pressão arterial normalmente diminuem, permitindo um período de menor atividade para o sistema cardiovascular.

    Se você dorme pouco ou tem problemas que prejudicam a qualidade do sono, como a apneia, o organismo pode ter dificuldade para reduzir a pressão arterial durante a noite. Além disso, a falta de sono pode aumentar a liberação de hormônios ligados ao estresse, favorecer processos inflamatórios e, ao longo do tempo, prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos.

    O recomendado é manter uma rotina de sono adequada, buscando dormir de 7 a 9 horas por noite, o que pode ajudar a proteger o coração e as artérias. Os sintomas como ronco intenso, pausas na respiração durante o sono e cansaço excessivo durante o dia também merecem atenção médica, pois podem indicar problemas que afetam a qualidade do sono.

    5. Controlar o estresse crônico

    O estresse prolongado mantém o organismo em estado de alerta e aumenta a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina. Quando a situação acontece com frequência, pode afetar a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

    A adrenalina pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e provocar a contração dos vasos. Já o excesso de cortisol por longos períodos pode favorecer alterações na pressão, na glicose e no metabolismo, aumentando o risco de problemas cardiovasculares.

    Para controlar o estresse no dia a dia, você pode praticar atividades físicas, fazer exercícios de respiração e meditação, reservar momentos para o lazer e manter uma boa rotina de sono.

    6. Evitar o cigarro e o uso de vapes

    O cigarro contém diversas substâncias que prejudicam o coração e os vasos sanguíneos. A nicotina, por exemplo, pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a pressão arterial e provocar a contração dos vasos.

    O tabagismo também pode danificar o endotélio, que é a camada que reveste a parte interna das artérias, além de favorecer a inflamação e a formação de placas de gordura e coágulos. Com o passar do tempo, os danos aumentam o risco de problemas cardiovasculares, como o infarto e o AVC.

    Também vale destacar que os cigarros eletrônicos (ou vapes) oferecem riscos, pois podem conter nicotina e outras substâncias capazes de prejudicar os vasos sanguíneos e aumentar o risco cardiovascular.

    7. Manter uma boa hidratação ao longo do dia

    A água participa de várias funções importantes do organismo, incluindo a manutenção do volume de sangue e do equilíbrio dos líquidos corporais.

    Quando o organismo está desidratado, o volume de sangue circulante pode diminuir, fazendo o coração trabalhar mais para manter a circulação adequada. A desidratação também pode provocar alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial.

    A quantidade ideal de água por dia é de cerca de 35 ml por quilo de peso corporal para adultos, o que costuma representar entre 2 e 3 litros no total. No entanto, a necessidade pode variar de acordo com fatores como o peso, a idade, a prática de atividade física, a temperatura do ambiente e a alimentação.

    Como saber a saúde das suas artérias?

    A avaliação da saúde das artérias é feita por um cardiologista, que pode analisar o histórico de saúde, os hábitos de vida, os fatores de risco e o histórico familiar, além de realizar o exame físico.

    Dependendo do perfil de cada pessoa, alguns exames também podem ser solicitados, como:

    • Medição da pressão arterial: verifica a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias;
    • Perfil lipídico e glicemia: os exames de sangue ajudam a avaliar os níveis de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos e glicose;
    • Ultrassom Doppler das carótidas: permite avaliar as artérias do pescoço e pode identificar alterações na parede dos vasos e a presença de placas;
    • Velocidade da Onda de Pulso (VOP): é um método não invasivo utilizado para avaliar a rigidez das artérias;
    • Índice Tornozelo-Braquial (ITB): compara a pressão arterial medida nos braços com a pressão nos tornozelos e pode ajudar a identificar problemas na circulação das pernas.

    A necessidade de cada exame depende da avaliação médica e dos fatores de risco apresentados pela pessoa.

    Quando consultar um cardiologista?

    A consulta com o cardiologista também pode fazer parte dos cuidados preventivos, mesmo quando você não apresenta dor, falta de ar ou qualquer outro sintoma. O acompanhamento permite avaliar a saúde do coração e identificar fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares antes que apareçam complicações.

    De forma geral, os homens podem começar a fazer avaliações periódicas entre os 35 e 40 anos, enquanto as mulheres podem iniciar entre os 40 e 45 anos ou após a menopausa. A frequência das consultas pode variar de acordo com o estado de saúde e os fatores de risco de cada pessoa.

    O acompanhamento pode começar mais cedo quando há casos de infarto, AVC ou morte súbita em familiares próximos, principalmente pais ou irmãos que apresentaram o problema ainda jovens. As pessoas com diabetes, colesterol ou triglicérides elevados, obesidade, estresse crônico ou que fumam também precisam de atenção maior à saúde cardiovascular.

    A avaliação médica ainda pode ser recomendada antes de começar exercícios intensos ou treinos de alta performance, principalmente para quem está sedentário há muito tempo ou apresenta fatores de risco.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes

    1. O envelhecimento das artérias pode ser revertido?

    Parcialmente. O envelhecimento natural não pode ser revertido, mas hábitos saudáveis e o controle da pressão, do colesterol e de outros fatores de risco podem melhorar a função dos vasos e reduzir a rigidez arterial.

    2. Qual é o papel da vitamina K2 na saúde das artérias?

    A vitamina K2 participa da regulação do cálcio no organismo e pode ajudar a evitar o depósito do mineral nas artérias. No entanto, ainda são necessários mais estudos para confirmar os benefícios da suplementação para a saúde cardiovascular.

    3. Quem tem pressão baixa também pode ter artérias rígidas?

    Sim. A pressão alta favorece a rigidez arterial, mas outros fatores, como o diabetes, o tabagismo, o colesterol alto, a idade e a genética, também podem contribuir para o problema.

    4. O uso de ômega-3 ajuda a manter as artérias jovens?

    Sim, o ômega-3 pode ajudar a reduzir os triglicérides e apresenta efeitos benéficos para a saúde cardiovascular. No caso dos suplementos, o uso deve ser orientado por um médico ou nutricionista.

    5. Como o diabetes acelera o envelhecimento das artérias?

    O excesso de glicose no sangue danifica diretamente as células do endotélio e se liga às proteínas das artérias (glicação), tornando os vasos mais rígidos, espessos e propensos ao acúmulo de gordura.

    6. O consumo diário de chocolate amargo faz bem para as artérias?

    O cacau contém flavonoides associados a benefícios para a saúde dos vasos sanguíneos. O chocolate amargo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas deve ser consumido com moderação por também fornecer calorias, gorduras e, dependendo do produto, açúcar.

    7. Como a obesidade afeta a flexibilidade das artérias?

    A obesidade pode favorecer a inflamação, a pressão alta, a resistência à insulina e outras alterações metabólicas que, ao longo do tempo, prejudicam a saúde e a elasticidade das artérias.

    Leia mais: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

  • Ecocardiograma: entenda mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Ecocardiograma: entenda mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Quando o médico precisa olhar além do ritmo do coração e observar como ele realmente funciona por dentro, o ecocardiograma costuma ser o exame de escolha. Com a mesma tecnologia usada no ultrassom, ele mostra em tempo real as estruturas cardíacas em movimento e revela se as válvulas estão funcionando bem, se o músculo está contraindo como deveria e até como o sangue circula.

    Seguro, indolor e acessível, é um dos principais exames de diagnóstico das doenças do coração.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que usa ondas de ultrassom para visualizar as estruturas do coração. Ele mostra o tamanho, o formato, o funcionamento das válvulas e permite que o médico veja até como o sangue circula dentro das cavidades cardíacas.

    Enquanto o eletrocardiograma fala da eletricidade do coração, o ecocardiograma, também chamado de ecocardiografia, revela a anatomia e a forma com que o órgão funciona.

    Leia também: Falta de ar: quando pode ser problema do coração

    Como o exame é feito?

    O exame lembra muito um ultrassom de abdômen ou gravidez:

    • A pessoa fica deitada em uma maca;
    • O médico aplica um gel no peito;
    • Um transdutor (aparelho que emite ultrassom) é deslizado sobre a região do coração;
    • As ondas sonoras se transformam em imagens do coração em tempo real.

    O médico anota todos os parâmetros importantes para fazer o laudo.

    O procedimento é indolor, não invasivo e dura em média 20 a 40 minutos.

    Saiba mais: MAPA: o exame que analisa a pressão arterial por um dia inteiro

    Tipos de ecocardiograma

    Existem diferentes formas de realizar o exame, dependendo da necessidade de cada pessoa, e isso é definido pelo médico:

    • Ecocardiograma transtorácico: o mais comum, feito pelo tórax;
    • Ecocardiograma transesofágico: o transdutor é introduzido no esôfago para imagens mais detalhadas, exigindo preparo diferente;
    • Ecocardiograma com Doppler: avalia o fluxo de sangue e a pressão dentro das câmaras do coração;
    • Ecocardiograma de estresse: feito após esforço físico ou uso de medicamentos que simulam o comportamento do coração durante exercício.

    Para que serve o exame?

    O exame ajuda a diagnosticar e acompanhar condições como:

    • Doenças das válvulas cardíacas;
    • Avaliação após um infarto;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Cardiopatias congênitas, que são alterações de nascença;
    • Avaliação do impacto da pressão alta no coração.

    Quem deve fazer o exame?

    O ecocardiograma pode ser indicado para pessoas com sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações, desmaios ou histórico familiar de doenças cardíacas. É bem comum em check-ups de quem já tem diagnóstico de problemas no coração.

    Leia também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes sobre ecocardiograma

    1. Qual a diferença entre ecocardiograma e eletrocardiograma?

    O eletrocardiograma mostra a atividade elétrica do coração. O ecocardiograma mostra imagens estruturais do órgão em movimento.

    2. O exame precisa de preparo?

    O ecocardiograma transtorácico, que é o mais comum, não precisa de preparo. Já o transesofágico exige jejum e sedação, mas é o laboratório ou o médico que passam as informações de preparo para cada caso.

    3. Crianças e gestantes podem fazer o exame?

    Sim. O exame é seguro para todas as idades e durante a gestação.

    4. O resultado sai na hora?

    As imagens são geradas imediatamente, mas a análise final é feita pelo cardiologista, o que pode levar alguns dias para sair o laudo.

    5. Posso fazer o exame pelo SUS?

    Sim. O exame está disponível na rede pública, mas pode haver fila de espera dependendo da região.

    Leia também: Eletrocardiograma: o que é e quem deve fazer

  • Sentar no vaso sanitário fora de casa: dá mesmo para pegar infecção? 

    Sentar no vaso sanitário fora de casa: dá mesmo para pegar infecção? 

    Você já deixou de sentar em um vaso sanitário fora de casa por medo de pegar alguma infecção? A preocupação é bastante comum e costuma levar algumas pessoas a cobrir o assento com várias camadas de papel higiênico ou até fazer um verdadeiro malabarismo para usar o banheiro sem encostar no vaso.

    Mas, apesar do receio, o simples contato da pele com o assento dificilmente provoca uma infecção. Na prática, outros locais do banheiro podem representar uma fonte maior de contaminação, principalmente as superfícies tocadas pelas mãos.

    A seguir, esclarecemos quais são os riscos de usar um banheiro público e os cuidados que realmente ajudam a proteger a saúde.

    Dá mesmo para pegar infecção no vaso sanitário?

    As chances de contrair uma infecção apenas por sentar no assento de um vaso sanitário são muito baixas. A superfície pode conter bactérias, vírus e outros microrganismos, mas o contato com a pele das coxas ou das nádegas normalmente não é suficiente para provocar uma doença.

    Na verdade, para ocorrer uma infecção, vários fatores precisam estar presentes, como um microrganismo capaz de causar a doença, uma quantidade suficiente para provocar a contaminação e uma forma de entrada no organismo.

    A pele como uma barreira protetora

    Um dos principais motivos para o baixo risco de infecção ao sentar no vaso sanitário é a proteção oferecida pela própria pele. A camada mais externa funciona como uma barreira física contra a entrada de bactérias, fungos e vírus no organismo.

    Para provocar uma infecção, muitos microrganismos precisam encontrar uma porta de entrada, como as mucosas da vagina, da uretra, da boca ou dos olhos, ou alguma lesão na pele.

    Quando a pele das coxas e das nádegas está íntegra, os microrganismos que entram em contato com a região têm maior dificuldade para chegar ao interior do organismo. Por isso, apenas encostar a pele saudável no assento não costuma ser suficiente para causar uma infecção.

    É possível pegar uma IST no vaso sanitário?

    O risco de contrair uma infecção sexualmente transmissível (IST) ao sentar em um vaso sanitário é considerado extremamente baixo.

    As infecções como HIV, sífilis, gonorreia e clamídia são transmitidas principalmente por relações sexuais e pelo contato direto com fluidos corporais ou lesões infectadas, dependendo da doença. O HIV também pode ser transmitido pelo compartilhamento de agulhas e da gestante para o bebê, por exemplo.

    Os agentes responsáveis por muitas ISTs não encontram no assento sanitário as condições necessárias para uma transmissão eficiente. Além disso, como já explicado acima, a pele íntegra das nádegas e das coxas funciona como uma barreira contra a entrada de microrganismos.

    Quais são os riscos reais ao usar um banheiro público?

    Se o assento sanitário apresenta um risco muito baixo, significa que não é preciso ter nenhum cuidado no banheiro público? Na verdade, não. Os principais riscos de contaminação estão relacionados às mãos e ao contato com superfícies tocadas por várias pessoas.

    Depois de usar o banheiro, uma pessoa pode tocar na descarga, na torneira, na maçaneta ou em outras superfícies antes de lavar as mãos. Os microrganismos podem passar para outra pessoa que toca no mesmo local e, depois, leva as mãos à boca, ao nariz ou aos olhos.

    O que acontece quando damos descarga?

    Ao acionar a descarga, pequenas gotículas e partículas podem ser lançadas no ar ao redor do vaso, o que é conhecido como pluma de aerossóis.

    As partículas podem carregar microrganismos presentes no conteúdo do vaso e alcançar superfícies próximas, como o botão da descarga, a torneira do lavatório, o suporte do papel higiênico e até a maçaneta da porta. A distância e a quantidade de partículas espalhadas variam de acordo com o modelo do vaso, a força da descarga e outras características do ambiente.

    Por precaução, quando houver uma tampa disponível, vale fechá-la antes de dar a descarga. A medida ajuda a reduzir a dispersão de partículas pelo ambiente.

    Fazer xixi sem sentar no vaso pode fazer mal?

    No dia a dia, é comum que algumas pessoas, principalmente as mulheres, fiquem agachadas sobre o vaso para urinar, sem encostar no assento. Só que a prática pode dificultar o relaxamento adequado da musculatura do assoalho pélvico.

    Para fazer xixi normalmente, a bexiga precisa se contrair enquanto os músculos envolvidos na saída da urina relaxam. Quando a mulher permanece agachada e precisa fazer força para sustentar o próprio corpo, pode ser mais difícil relaxar completamente a região.

    Com isso, o fluxo da urina pode ser prejudicado e, em algumas pessoas, a bexiga pode não esvaziar completamente. Quando o hábito se repete com frequência, a pessoa também pode acabar se acostumando a fazer força para urinar, algo que não é recomendado.

    Mesmo com o receio de encostar no assento, quando o vaso estiver limpo, o ideal é sentar de maneira confortável, com os pés apoiados e sem manter o corpo suspenso. Se o assento estiver visivelmente sujo com urina, fezes ou sangue, procure outra cabine, se houver uma disponível.

    4 cuidados simples de higiene ao usar banheiros fora de casa

    Para usar um banheiro público com mais segurança, alguns hábitos podem ajudar a diminuir o contato com microrganismos:

    1. Higienize bem as mãos

    Depois de usar o banheiro, molhe as mãos, aplique sabonete e esfregue as palmas, o dorso, os espaços entre os dedos, os polegares e a região das unhas. A higienização deve durar cerca de 20 segundos.

    Depois, enxágue bem e seque as mãos. Quando não houver água e sabonete disponíveis, o álcool em gel 70% pode ser usado como alternativa, desde que as mãos não estejam visivelmente sujas.

    2. Feche a tampa antes de dar a descarga

    Quando houver uma tampa disponível, feche o vaso antes de acionar a descarga. A medida pode diminuir a dispersão de gotículas e partículas no ambiente.

    Caso o banheiro não tenha tampa, procure se afastar do vaso logo após acionar a descarga e evite permanecer próximo enquanto a água está em movimento. Depois, lave bem as mãos com água e sabonete e evite tocar no rosto antes da higienização.

    3. Limpe o assento se preferir

    Mesmo com um risco muito baixo de transmissão de infecções pelo contato da pele íntegra com o assento, é compreensível preferir fazer uma limpeza antes de sentar.

    Se o vaso estiver visivelmente sujo com fezes, urina ou sangue, procure outra cabine, se possível. Quando o assento estiver limpo, sentar normalmente permite uma posição mais confortável para urinar e facilita o relaxamento da musculatura do assoalho pélvico.

    Também não é necessário cobrir o vaso com várias camadas de papel higiênico. A medida pode aumentar a sensação de conforto, mas não substitui os cuidados realmente importantes, principalmente a higiene adequada das mãos.

    4. Evite colocar os pertences no chão

    Bolsas, mochilas e outros objetos pessoais não devem ser colocados no chão do banheiro quando houver uma alternativa, como um gancho ou suporte.

    Também é importante evitar usar o celular enquanto estiver no vaso. As mãos podem contaminar o aparelho durante o uso do banheiro e, mais tarde, o celular volta a entrar em contato com o rosto, as mãos e outras superfícies.

    Leia mais: IST ou infecção urinária? Saiba como diferenciar os sintomas

    Perguntas frequentes

    1. Posso pegar sapinho ou candidíase no vaso sanitário?

    Não, a candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que já habita naturalmente o corpo humano e se prolifera por desequilíbrios na flora íntima ou imunidade baixa, e não por contato com o assento.

    2. Soro fisiológico ou lenço umedecido servem para limpar o assento?

    O soro não mata os germes. Já o lenço umedecido comum apenas limpa a sujeira visível, mas não desinfeta. Para eliminar bactérias, o ideal é usar álcool 70% ou lenços desinfetantes próprios.

    3. Secador de mãos a ar quente é mais higiênico que papel toalha?

    Não. Segundo estudos, os secadores de ar podem espalhar bactérias do ar do banheiro de volta para as suas mãos. O papel toalha descartável continua sendo a opção mais segura e higiênica.

    4. Como usar o banheiro público de forma segura durante a gravidez?

    A gestante pode sentar no vaso normalmente (desde que limpo), pois o feto está protegido no útero. O importante é nunca segurar o xixi e não urinar agachada para evitar infecções urinárias.

    5. Quanto tempo posso segurar o xixi até achar um banheiro limpo?

    O ideal é não segurar o xixi por mais de 3 a 4 horas. Ficar se contorcendo para evitar o banheiro público pode deixar a bexiga muito cheia e favorecer problemas urinários.

    6. O que fazer se não houver sabão no banheiro público?

    Enxágue as mãos apenas com água para tirar a sujeira grossa, seque bem com papel toalha e, em seguida, aplique abundante álcool em gel 70% friccionando até secar completamente.

    7. Sentar em um vaso molhado de urina de outra pessoa pode transmitir infecção?

    O risco de infecção grave continua baixo pela proteção da pele, mas a urina alheia causa irritações e assaduras. Se o assento estiver molhado, limpe-o completamente com álcool/papel ou prefira trocar de cabine.

    Leia mais: Infecções dentárias aumentam o risco de doenças cardiovasculares? Entenda a relação e os sinais de alerta

  • Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas 

    Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas 

    O coração nem sempre mostra seus segredos durante os minutos de uma consulta médica ou em um eletrocardiograma comum. Algumas alterações, como arritmias e pausas nos batimentos, acontecem de forma intermitente e podem não aparecer no exame convencional.

    Nesses casos, o Holter 24h é indicado. Esse exame registra continuamente a atividade elétrica do coração ao longo de um dia inteiro e é considerado uma ferramenta essencial para avaliar palpitações, arritmias e outras alterações que surgem em momentos específicos da rotina.

    O que é o Holter 24h?

    O Holter 24h é um exame que monitora de forma contínua a atividade elétrica cardíaca por 24 horas ou mais (há versões de até 48h ou 72h). Ele funciona como um eletrocardiograma portátil, permitindo observar como o coração se comporta durante as atividades diárias e também durante o sono.

    Como o exame é feito?

    • A pessoa vai até o consultório ou laboratório para instalar o aparelho;
    • Pequenos eletrodos são fixados no peito e conectados a um gravador portátil preso à cintura, ombro ou peito;
    • O equipamento registra todos os batimentos cardíacos por 24 horas;
    • O paciente deve manter um diário com atividades, horários de alimentação e sintomas;
    • Após 24 horas, o aparelho é retirado para análise dos registros.

    Leia mais: Check-up cardíaco: quais exames fazer e com que frequência

    Para que serve o Holter 24h?

    O exame pode ser solicitado para:

    • Investigar arritmias cardíacas;
    • Avaliar sintomas como palpitação, tontura, desmaios e sensação de coração acelerado;
    • Monitorar se medicamentos para controlar os batimentos estão funcionando;
    • Observar o funcionamento de dispositivos como marcapassos;
    • Detectar alterações que não aparecem em exames de curta duração, como o eletrocardiograma.

    Veja mais: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

    Quem deve fazer o Holter 24h?

    O cardiologista pode recomendar o exame para pessoas com:

    • Palpitações frequentes;
    • Desmaios sem causa aparente;
    • Tonturas ou sensação de fraqueza;
    • Histórico de arritmias ou doenças cardíacas;
    • Acompanhamento após cirurgias cardíacas ou implante de marcapasso.

    Perguntas frequentes sobre Holter 24h

    1. O Holter 24h dói?

    Não. O exame é indolor e não invasivo.

    2. Posso tomar banho durante o exame?

    Não. O aparelho não pode ser molhado. O banho deve ser feito apenas após a retirada do equipamento.

    3. O Holter atrapalha o sono?

    Os aparelhos atuais são pequenos, então raramente atrapalham o sono.

    4. Crianças podem usar o Holter 24h?

    Sim. O exame é seguro em qualquer idade, desde que indicado pelo médico.

    5. O resultado sai na hora?

    Não. Os registros precisam ser analisados pelo cardiologista, que emite o laudo posteriormente.

    6. O Holter substitui o eletrocardiograma comum?

    Não. O exame é complementar: o ECG mostra um retrato do momento, enquanto o Holter acompanha o coração por um período mais longo.

    7. É possível usar o Holter por mais de 24 horas?

    Sim. Existem versões de 48h ou 72h, de acordo com a necessidade e indicação médica.

    Confira: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

  • Testosterona na mulher: quando a suplementação é realmente necessária? 

    Testosterona na mulher: quando a suplementação é realmente necessária? 

    Apesar de ser mais conhecida como um hormônio masculino, a testosterona também é produzida naturalmente pelas mulheres, principalmente nos ovários e nas glândulas suprarrenais, mas em quantidades bem menores.

    No corpo feminino, o hormônio participa de várias funções, como a manutenção dos músculos e dos ossos, o metabolismo e a função sexual.

    Nos últimos anos, a suplementação de testosterona ganhou espaço com promessas de aumentar a libido e a disposição, ajudar no emagrecimento e facilitar o ganho de massa muscular. Os “chips da beleza” e os implantes personalizados são alguns exemplos divulgados nas redes sociais e em clínicas de estética e bem-estar.

    Com tantas promessas, pode parecer que usar testosterona é uma forma simples de melhorar a saúde e a qualidade de vida. Mas, na prática, a suplementação é indicada apenas em situações específicas, e o uso sem necessidade ou em doses elevadas pode causar efeitos colaterais importantes.

    Para que serve a testosterona no corpo da mulher?

    No organismo feminino, a testosterona participa de diferentes funções relacionadas ao equilíbrio hormonal, ao metabolismo, à manutenção da massa muscular e da força, à saúde dos ossos e à função sexual, além de contribuir para alguns processos ligados à disposição e ao bem-estar.

    Por ser um hormônio androgênico, a testosterona precisa permanecer dentro dos níveis fisiológicos esperados para as mulheres, já que tanto a produção natural quanto o uso externo em quantidades elevadas podem causar mudanças no organismo.

    Quando as concentrações ficam muito acima do adequado, podem surgir alterações na pele, nos cabelos, na distribuição dos pelos e até na voz, além de possíveis impactos no sistema cardiovascular e no metabolismo.

    É preciso fazer exame para medir a testosterona feminina?

    O exame de testosterona não é indicado como teste de rotina para mulheres, principalmente porque um valor isolado no exame não permite determinar, com segurança, se existe falta do hormônio no organismo feminino.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a dosagem da testosterona deve ser solicitada de acordo com a avaliação médica e, principalmente, quando existem sinais ou sintomas que levantam a suspeita de alguma condição capaz de alterar os níveis hormonais.

    A investigação não deve se basear apenas em sintomas inespecíficos, como cansaço, falta de disposição ou redução da libido, já que diferentes fatores físicos, emocionais e relacionados ao estilo de vida também podem provocar sinais semelhantes.

    Por que os exames comuns de laboratório não são confiáveis para mulheres?

    Uma das dificuldades para avaliar níveis muito baixos de testosterona está relacionada ao próprio método utilizado pelos laboratórios. Andreia explica que muitos exames convencionais foram desenvolvidos principalmente para analisar concentrações encontradas no organismo masculino, que costumam ser muito superiores às observadas nas mulheres.

    Quando os mesmos métodos são utilizados para medir concentrações naturalmente muito baixas, a precisão pode ser menor, porque determinados exames não apresentam sensibilidade suficiente para diferenciar pequenas variações dentro da faixa feminina.

    Na prática, a margem de erro pode deixar mais difícil a interpretação dos valores e impedir que um número isolado seja usado para diagnosticar uma suposta deficiência de testosterona em mulheres.

    Quando a dosagem de testosterona é indicada?

    A dosagem da testosterona pode ser útil principalmente quando existe a suspeita de níveis elevados do hormônio, especialmente diante de sinais como aumento de pelos em áreas incomuns, acne intensa, queda de cabelo, alterações menstruais ou outras manifestações relacionadas ao excesso de andrógenos.

    Andreia esclarece que o exame pode fazer parte da investigação de doenças capazes de aumentar a produção de testosterona, incluindo alterações nas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, algumas doenças ovarianas e condições metabólicas.

    A síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, pode estar associada ao aumento dos níveis de andrógenos e, dependendo dos sintomas apresentados pela paciente, a dosagem hormonal pode ajudar o médico a complementar a investigação.

    Quando o excesso é identificado, o tratamento depende da causa e pode envolver medidas destinadas a controlar a produção hormonal ou reduzir os efeitos provocados pelos níveis elevados.

    Quando a suplementação de testosterona é realmente necessária?

    A suplementação de testosterona em mulheres possui indicações bastante restritas e deve ser realizada somente após uma avaliação médica cuidadosa, que considere os sintomas, o histórico de saúde e as possíveis causas das alterações apresentadas.

    Segundo a especialista, a única indicação com respaldo científico está relacionada ao Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), em mulheres na pós-menopausa, sempre utilizando doses baixas e próximas das concentrações fisiológicas femininas.

    Por outro lado, o uso da testosterona apenas com a promessa de melhorar a disposição, aumentar a energia, facilitar o ganho de massa muscular ou recuperar a libido, sem uma investigação adequada, não conta com respaldo científico e pode expor a mulher a riscos desnecessários.

    Na prática, algumas mulheres podem perceber mudanças na energia, na disposição ou no desejo sexual durante o uso, mas uma melhora percebida não significa necessariamente que havia falta de testosterona ou que a suplementação seja indicada.

    Diferença da reposição de estrogênio no climatério e a suplementação de testosterona

    A principal diferença está no objetivo de cada tratamento e nas situações em que os hormônios são indicados. No climatério e na menopausa, a produção de estrogênio diminui naturalmente, o que pode favorecer sintomas como ondas de calor, alterações no sono, ressecamento vaginal e desconforto durante as relações sexuais.

    Quando há indicação médica, a terapia hormonal com estrogênio pode ajudar a controlar os sintomas relacionados à queda hormonal e melhorar a qualidade de vida.

    Já a suplementação de testosterona não é indicada de forma rotineira para tratar os sintomas do climatério, nem deve ser utilizada apenas para aumentar a disposição, melhorar o desempenho físico ou facilitar o ganho de massa muscular.

    Nas mulheres, o uso possui indicações bastante específicas e deve ser feito em doses baixas, com acompanhamento médico.

    Riscos do excesso de testosterona no organismo feminino

    A presença de testosterona em níveis muito superiores aos fisiológicos pode provocar diferentes alterações no organismo feminino, como:

    • Queda acentuada de cabelo, acompanhada pelo aumento da acne e da oleosidade da pele;
    • Hirsutismo, caracterizado pelo crescimento de pelos grossos em áreas como o rosto, o tórax e outras regiões em que os pelos costumam ser menos frequentes nas mulheres;
    • Aumento do risco de alterações cardiovasculares e mudanças nas taxas de colesterol;
    • Clitoromegalia, caracterizada pelo aumento do tamanho do clitóris, além do engrossamento da voz.

    Algumas alterações relacionadas à pele e aos cabelos podem diminuir depois da interrupção do uso do hormônio, mas mudanças como o engrossamento da voz e o aumento do clitóris podem ser irreversíveis.

    Como identificar e evitar golpes com hormônios?

    Os tratamentos hormonais devem ser indicados por um médico, de acordo com os sintomas, o histórico de saúde e, quando necessário, os exames.

    Os “chips da beleza”, a “modulação hormonal” e os implantes personalizados podem parecer atraentes, mas isso não significa que tenham eficácia comprovada ou segurança estabelecida, principalmente quando envolvem promessas de mais disposição, emagrecimento, aumento da libido ou ganho de massa muscular.

    Para reduzir o risco de aderir a tratamentos inadequados, alguns sinais merecem atenção:

    • Promessas milagrosas: tratamentos que prometem ganho rápido de massa muscular, aumento imediato da energia, emagrecimento ou melhora da libido sem uma investigação completa das causas dos sintomas;
    • Uso de anabolizantes associados: prescrições que combinam testosterona com substâncias como gestrinona ou oxandrolona podem aumentar os riscos à saúde e precisam de uma avaliação médica criteriosa;
    • Doses não estudadas: concentrações muito superiores às fisiológicas podem provocar efeitos colaterais importantes e possuem riscos que ainda não são totalmente conhecidos no uso prolongado;
    • Profissionais sem formação adequada: os tratamentos hormonais devem ser conduzidos por médicos capacitados para avaliar alterações hormonais, identificar contraindicações e acompanhar possíveis efeitos adversos.

    Queda da libido nem sempre é problema hormonal

    Segundo Andreia, a libido é influenciada por diferentes fatores e depende não apenas das condições físicas, mas também do bem-estar emocional, da saúde mental, da qualidade dos relacionamentos, da rotina e da forma como cada pessoa vivencia a própria sexualidade.

    Quando a redução do desejo está ligada a fatores emocionais, psicológicos ou relacionados à rotina, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico, mudanças no estilo de vida, revisão de medicamentos e outras estratégias definidas de acordo com cada caso, sem que o uso de hormônios seja necessariamente indicado.

    Quando procurar um médico especialista?

    A consulta com um ginecologista ou endocrinologista pode ser indicada quando aparecem alterações menstruais, sinais de excesso de pelos, queda intensa de cabelo, acne importante, sintomas intensos durante o climatério ou mudanças persistentes na libido e na qualidade de vida.

    Durante a avaliação, o profissional poderá investigar diferentes causas para os sintomas, analisar o histórico de saúde, revisar os medicamentos utilizados e solicitar exames quando houver indicação clínica.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes

    1. Usar testosterona ajuda a emagrecer ou ganhar massa magra com segurança?

    Não de forma segura. O uso focado em fins estéticos exige doses acima do normal, o que traz riscos graves à saúde.

    2. O que são os chamados “chips da beleza”?

    São implantes hormonais manipulados que prometem fins estéticos e de libido, mas que não possuem regulamentação ou segurança comprovada.

    3. Quais são os riscos da testosterona para o coração?

    Doses altas alteram o perfil de colesterol (reduzem o HDL e elevam o LDL) e aumentam o risco de hipertensão e eventos cardiovasculares.

    4. A testosterona pode ser associada a anabolizantes como oxandrolona ou gestrinona?

    Não é recomendado, pois a mistura potencializa a toxicidade no fígado e eleva o risco do desenvolvimento de tumores hepáticos e de mama.

    5. A reposição de estrogênio na menopausa é a mesma coisa que tomar testosterona?

    Não. A reposição clássica utiliza estrogênio (e progesterona, quando necessário) para tratar fogachos e ressecamento; a testosterona é apenas um adjuvante pontual.

    6. Remédios de uso contínuo podem afetar a libido feminina?

    Sim. Antidepressivos, anti-hipertensivos e anticoncepcionais orais estão entre os medicamentos que frequentemente reduzem o desejo sexual.

    7. Qual profissional deve avaliar a necessidade desse hormônio?

    O acompanhamento deve ser feito estritamente por um ginecologista ou endocrinologista atualizado pelas diretrizes das sociedades médicas oficiais.

    Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

  • Apoio para os pés no trabalho: bobagem ergonômica ou necessidade da sua circulação?

    Apoio para os pés no trabalho: bobagem ergonômica ou necessidade da sua circulação?

    Quem passa boa parte do dia trabalhando sentado, seja em casa ou no escritório, provavelmente já viu aquele apoio para os pés embaixo da mesa e pensou: será que isso realmente serve para alguma coisa? Apesar de parecer apenas mais um acessório ergonômico, ele pode ajudar a deixar a postura mais confortável e evitar que os pés fiquem sem apoio durante horas.

    Para a circulação, porém, existe um detalhe importante: as pernas precisam se movimentar. A musculatura da panturrilha ajuda a empurrar o sangue de volta para o coração e, quando passamos muito tempo sentados e quase sem nos mexer, o retorno venoso pode ficar mais lento.

    Mas será que usar um apoio para os pés realmente ajuda a circulação ou o benefício é apenas para a postura? Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o apoio para os pés?

    O apoio para os pés é um acessório usado para deixar os pés bem apoiados enquanto a pessoa está sentada, principalmente quando eles não conseguem encostar completamente no chão. Ele ajuda a manter uma postura mais confortável, evitando que as pernas fiquem penduradas e diminuindo a pressão na parte de trás das coxas.

    Quando os pés ficam pendurados, a pessoa pode acabar escorregando na cadeira, inclinando o corpo para a frente ou adotando outras posições desconfortáveis para conseguir se apoiar. Com o suporte, fica mais fácil distribuir o peso do corpo e permanecer sentado de maneira confortável.

    Afinal, o apoio para os pés é frescura ou realmente funciona?

    O apoio para os pés realmente pode ajudar, principalmente para quem não consegue manter os dois pés totalmente apoiados no chão depois de ajustar a cadeira na altura correta da mesa.

    Quando os pés ficam pendurados, a borda da cadeira pode aumentar a pressão na parte de trás das coxas, causando desconforto e dificultando a circulação das pernas. Além disso, sem um ponto firme de apoio, a pessoa tende a procurar outras posições para ficar confortável, o que pode favorecer uma postura inadequada ao longo do dia.

    O acessório também permite movimentar os pés e os tornozelos com mais facilidade, o que ajuda a ativar os músculos das pernas e favorece a circulação, principalmente para quem trabalha várias horas sentado.

    Principais benefícios para o retorno venoso e para o corpo

    O apoio para os pés pode trazer diferentes benefícios para quem fica sentado durante boa parte do dia, principalmente quando a cadeira é alta e os pés não alcançam completamente o chão, como:

    • Melhora o apoio das pernas: evita que os pés fiquem pendurados e diminui a pressão na parte de trás das coxas;
    • Ajuda na circulação: uma posição mais confortável das pernas, associada aos movimentos dos pés e tornozelos, favorece o retorno do sangue;
    • Diminui o desconforto nas pernas: pode ajudar a reduzir a sensação de peso e cansaço causada por permanecer muito tempo na mesma posição;
    • Melhora a postura: com os pés bem apoiados, fica mais fácil manter o quadril e as costas em uma posição confortável;
    • Pode diminuir o desconforto na lombar: o apoio adequado dos pés ajuda a evitar que a pessoa escorregue ou fique torta na cadeira.

    Quem precisa usar o apoio para os pés?

    O apoio não é obrigatório para todo mundo. Se você consegue manter os pés totalmente apoiados no chão enquanto a cadeira está ajustada corretamente para a mesa, provavelmente não precisa do acessório.

    Ele pode ser especialmente útil para:

    • Pessoas mais baixas: principalmente quando os pés ficam pendurados depois que a cadeira é ajustada na altura da mesa;
    • Quem trabalha várias horas sentado: o suporte pode deixar a posição mais confortável ao longo do expediente;
    • Quem sente desconforto nas pernas: principalmente quando ficar sentado por muito tempo provoca sensação de peso ou incômodo;
    • Quem sente desconforto na lombar: manter os pés apoiados pode ajudar a melhorar a posição do corpo na cadeira.

    Como escolher e ajustar o apoio para os pés?

    Primeiro de tudo, o apoio para os pés precisa ter uma altura confortável e permitir que os dois pés fiquem completamente apoiados. O ideal é escolher um modelo com altura e inclinação ajustáveis, que possa ser adaptado à altura da pessoa e da cadeira, além de uma superfície antiderrapante para evitar que os pés escorreguem.

    A plataforma também deve ter espaço suficiente para acomodar os dois pés confortavelmente. Na hora de ajustar, os joelhos devem ficar aproximadamente na altura do quadril, sem que a borda da cadeira pressione a parte de trás das coxas.

    O mais importante é encontrar uma posição confortável, sem precisar esticar, encolher ou manter as pernas em uma posição forçada.

    Outros hábitos que ajudam a circulação das pernas

    Para melhorar a circulação nas pernas, é importante adotar medidas como:

    1. Faça pequenas pausas

    Levante da cadeira algumas vezes ao longo do expediente e caminhe um pouco pelo ambiente, mesmo que seja apenas por alguns minutos. As pequenas pausas ajudam a movimentar as pernas, ativar os músculos e evitar o desconforto causado por ficar sentado durante várias horas seguidas.

    2. Movimente os tornozelos

    Mesmo enquanto estiver sentado, procure movimentar os pés e os tornozelos ao longo do dia. Você pode levantar e abaixar as pontas dos pés ou fazer pequenos movimentos circulares, ajudando a ativar os músculos da panturrilha e favorecer a circulação das pernas.

    3. Evite ficar muito tempo na mesma posição

    Mesmo com uma cadeira confortável e um apoio para os pés adequado, permanecer várias horas na mesma posição pode causar dores e desconforto. Tente alternar a postura durante o expediente e aproveite pequenas pausas para levantar, caminhar ou alongar o corpo.

    4. Beba água regularmente

    Durante a correria do trabalho, é fácil esquecer de beber água, principalmente quando você permanece várias horas sentado. Deixar uma garrafa por perto pode ajudar a manter uma boa hidratação ao longo do dia e criar pequenos momentos para fazer uma pausa na rotina.

    5. Evite cruzar as pernas por muito tempo

    Cruzar as pernas por alguns minutos não costuma ser um problema, mas permanecer muito tempo na mesma posição pode aumentar o desconforto e a pressão em algumas regiões. O ideal é mudar a posição das pernas regularmente e manter os dois pés apoiados sempre que possível.

    Quando ir ao médico?

    O desconforto nas pernas depois de ficar muito tempo sentado costuma melhorar ao levantar, caminhar e mudar de posição. Mas se você apresentar os seguintes sinais, é importante procurar um médico:

    • Inchaço frequente nas pernas ou nos tornozelos;
    • Dor nas pernas que persiste mesmo após levantar e caminhar;
    • Varizes acompanhadas de dor, inchaço ou sensação de peso;
    • Formigamento ou dormência frequente nas pernas e nos pés;
    • Mudanças na cor ou na temperatura da pele;
    • Inchaço repentino em apenas uma perna, principalmente acompanhado de dor, vermelhidão ou calor.

    O inchaço repentino em uma única perna, principalmente quando aparece com dor, vermelhidão ou calor, precisa de avaliação médica rápida, pois pode ser sinal de um problema mais sério na circulação, como a trombose venosa profunda.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a altura ideal para o apoio dos pés?

    A altura ideal é aquela que permite que seus pés fiquem apoiados enquanto seus joelhos formam um ângulo de aproximadamente 90° em relação ao quadril.

    2. Como saber se preciso de um apoio para os pés?

    Se ao sentar seus pés ficam flutuando, tocando apenas as pontas no chão, ou se você sente pernas pesadas, inchaço e dor lombar no fim do dia, você precisa do apoio.

    3. Quem é alto precisa de apoio para os pés?

    Depende. Se a mesa de trabalho for muito alta e exigir que a cadeira seja elevada a ponto de os pés do usuário alto perderem o contato total com o chão, o apoio será necessário.

    4. Posso usar o apoio para os pés descalço?

    Sim, desde que o material seja confortável, higienizável e antiderrapante para evitar movimentos bruscos ou torções acidentais.

    5. Grávidas podem usar o apoio para os pés?

    Sim, é altamente recomendado. O uso ajuda a combater o inchaço e a sensação de pernas pesadas, muito comuns durante a gestação devido às alterações circulatórias.

    6. Posso improvisar um apoio para os pés com caixas ou livros?

    Temporariamente sim, desde que o improviso seja firme e não escorregue. Porém, modelos ergonômicos próprios são preferíveis por permitirem ajuste fino de ângulo e altura.

    7. Quanto tempo por dia devo usar o apoio para os pés?

    Durante todo o tempo em que você estiver trabalhando ou estudando sentado. O objetivo é que ele seja a sua posição padrão de descanso para as pernas.

    Leia mais: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

  • Quais as diferenças entre um remédio autorizado, falsificado e experimental?

    Quais as diferenças entre um remédio autorizado, falsificado e experimental?

    Quando precisamos comprar um remédio, o caminho mais comum é ir até uma farmácia, apresentar a receita quando necessário e escolher um medicamento que tenha sido autorizado para venda no Brasil. No entanto, nem todos os produtos anunciados como medicamentos passaram pelo mesmo caminho antes de chegar até o consumidor.

    Enquanto os medicamentos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam cumprir uma série de exigências relacionadas à qualidade, à segurança e à eficácia antes de serem comercializados, os medicamentos experimentais ainda estão sendo estudados e podem ser utilizados apenas em situações específicas, seguindo regras próprias.

    Já os produtos falsificados ou clandestinos circulam de maneira irregular e podem apresentar desde uma quantidade diferente do princípio ativo até substâncias desconhecidas, colocando a saúde de quem os utiliza em risco.

    Mas então como saber se um medicamento é realmente autorizado? Um remédio experimental pode ser usado por qualquer pessoa? Esclarecemos tudo que você precisa saber, a seguir.

    O que é um remédio autorizado pela Anvisa?

    Um remédio autorizado, ou medicamento registrado, é aquele que foi avaliado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser comercializado no Brasil. Para conseguir o registro, a empresa responsável precisa apresentar informações e estudos que permitam avaliar a qualidade, a segurança e a eficácia do produto para a finalidade indicada.

    Basicamente, são os remédios que podemos encontrar nas farmácias e drogarias, vendidos com ou sem receita médica, dependendo do tipo de produto.

    Antes de chegar às prateleiras, o medicamento precisa atender a uma série de exigências relacionadas à qualidade, à segurança e à eficácia para a finalidade indicada. A Anvisa também estabelece regras para a fabricação e o controle de qualidade, garantindo que o produto seja produzido de acordo com as normas sanitárias do país.

    Depois de aprovado, o medicamento recebe um registro na Anvisa e pode ser vendido legalmente no Brasil, seguindo as condições estabelecidas pela agência.

    O que é um remédio experimental?

    Um remédio experimental é um medicamento ou uma substância que ainda está sendo estudada e, por isso, ainda não recebeu a aprovação definitiva para ser vendida nas farmácias para determinada finalidade.

    Os pesquisadores realizam diferentes testes para entender se o medicamento funciona, quais doses devem ser utilizadas e quais efeitos colaterais podem aparecer.

    Antes de chegar ao mercado, um novo remédio percorre várias etapas de pesquisa, que incluem estudos pré-clínicos e ensaios clínicos com voluntários. Ao longo do processo, os cientistas reúnem informações para avaliar os possíveis benefícios e riscos do tratamento.

    Como o medicamento ainda está em fase de estudo, existem mais incertezas sobre o seu uso do que em um produto já aprovado, principalmente porque alguns efeitos colaterais e riscos de longo prazo podem ainda não ser totalmente conhecidos.

    Quando o uso de remédios experimentais é permitido?

    O acesso a medicamentos experimentais segue regras específicas para proteger a segurança dos pacientes. Uma das formas de utilizar um tratamento que ainda está sendo estudado é participar de uma pesquisa clínica autorizada. O paciente recebe informações sobre os possíveis benefícios e riscos e é acompanhado de perto pela equipe responsável pelo estudo.

    Em algumas situações, pacientes com doenças graves ou que colocam a vida em risco também podem ter acesso a medicamentos ainda não registrados no Brasil por meio de programas específicos, como o uso compassivo e o acesso expandido, seguindo as regras estabelecidas pela Anvisa.

    Para permitir o acesso, alguns fatores podem ser considerados:

    • A falta de outras opções de tratamento disponíveis;
    • A gravidade da doença e o estado de saúde do paciente;
    • As informações já disponíveis sobre os possíveis benefícios e riscos do medicamento;
    • A avaliação e o acompanhamento da equipe médica responsável.

    É importante lembrar que um medicamento experimental não é um remédio clandestino ou falsificado. O medicamento experimental está sendo pesquisado e segue regras de segurança e controle, enquanto o produto clandestino ou falsificado é produzido ou comercializado de forma irregular, sem seguir as exigências das autoridades sanitárias.

    O que é um remédio falsificado ou clandestino?

    Um medicamento falsificado é um produto feito para imitar um remédio verdadeiro e enganar o consumidor, podendo copiar a embalagem, o nome e até a aparência do medicamento original. Já os medicamentos clandestinos são aqueles fabricados, importados ou vendidos de forma irregular, sem seguir as regras exigidas pelas autoridades sanitárias.

    Como não existe um controle adequado sobre a produção, não há garantia de que o produto tenha realmente os ingredientes informados na embalagem. Ele pode conter uma quantidade errada do princípio ativo, não ter a substância necessária para fazer efeito ou até apresentar ingredientes desconhecidos e contaminantes, colocando a saúde de quem utiliza o produto em risco.

    Quais os riscos de tomar um remédio não autorizado?

    Como não existe garantia sobre a composição, a qualidade e a procedência, o uso de medicamentos sem registro ou de produtos clandestinos pode desencadear:

    • Intoxicação: ingredientes desconhecidos, contaminantes ou doses incorretas podem provocar uma intoxicação;
    • Reações alérgicas: substâncias que não aparecem na embalagem podem causar reações inesperadas;
    • Efeitos colaterais graves: dependendo da composição do produto, podem surgir complicações que exigem atendimento médico;
    • Falta de efeito: o medicamento pode não funcionar, fazendo com que a doença continue sem o tratamento adequado e piore com o tempo.

    Vale lembrar que um remédio sem registro na Anvisa não é, automaticamente, falsificado. Existem situações específicas envolvendo medicamentos experimentais, importados ou oferecidos por programas especiais, que seguem regras próprias das autoridades sanitárias.

    Como saber se um remédio é autorizado pela Anvisa?

    A forma mais segura de verificar a situação de um fármaco é consultar diretamente os canais oficiais da Anvisa. A pesquisa pode ser feita pelo nome do produto, pelo princípio ativo, pela empresa responsável ou pelo número de registro, dependendo das informações disponíveis.

    Também é importante observar os dados presentes na embalagem e comprar medicamentos somente em farmácias, drogarias e canais de venda confiáveis e regularizados. Se houver qualquer dúvida sobre a procedência do produto, você pode pedir orientação ao farmacêutico antes de utilizá-lo.

    Sinais de que o remédio pode ser falsificado

    Antes de utilizar um medicamento, vale observar atentamente a embalagem e a aparência do produto. Os principais sinais de podem indicar irregularidade incluem:

    • Erros de ortografia, impressão borrada ou informações pouco legíveis na embalagem;
    • Embalagem diferente daquela normalmente utilizada pelo fabricante;
    • Número do lote ou data de validade com sinais de alteração;
    • Diferenças entre as informações presentes na caixa e na embalagem interna;
    • Comprimidos com aparência, formato, tamanho ou cor diferentes do habitual;
    • Lacres violados ou embalagens danificadas;
    • Preço muito abaixo do praticado normalmente no mercado;
    • Venda por sites, redes sociais ou estabelecimentos sem procedência confiável.

    Se você desconfiar que um remédio é falsificado ou irregular, não utilize o produto e procure a orientação de um farmacêutico ou médico. Também é possível denunciar a suspeita à Anvisa ou à Vigilância Sanitária para que o produto seja investigado.

    Veja também: Paracetamol é perigoso? Entenda os usos do remédio

    Perguntas frequentes

    1. Onde posso comprar um remédio experimental?

    Os remédios experimentais não são vendidos em farmácias. O acesso a eles só ocorre por meio da participação em pesquisas clínicas gratuitas ou por autorização especial de uso compassivo da Anvisa.

    2. Um médico pode receitar um remédio experimental?

    Apenas em situações excepcionais e graves, quando não há mais tratamentos disponíveis no mercado e o paciente aceita os riscos assinando um termo de consentimento.

    3. Fitoterápicos e suplementos também precisam de autorização da Anvisa?

    Sim. Para serem vendidos como tratamentos de saúde com promessas terapêuticas, eles precisam de registro ou notificação válida na Anvisa.

    4. Remédio genérico é um remédio autorizado?

    Sim. O medicamento genérico passa pelos mesmos testes de qualidade e eficácia da Anvisa que o remédio de referência (de marca) e é totalmente seguro.

    5. Qual a diferença entre vacina emergencial e vacina experimental?

    A vacina emergencial já teve seus testes concluídos com eficácia comprovada e foi liberada para uso rápido na população em uma crise de saúde. A experimental ainda está na fase de testes em voluntários.

    6. O que significa a tarja preta em um remédio autorizado?

    Significa que o medicamento tem ação no sistema nervoso central e oferece riscos de dependência física ou psíquica. Ele é autorizado, mas o uso exige controle rígido e receita médica especial.

    7. Um remédio autorizado em outro país pode ser usado no Brasil?

    Apenas se ele também for registrado pela Anvisa ou se houver uma autorização especial de importação excepcional para uso pessoal, emitida pela própria agência.

    Confira: Remédios que podem ser perigosos quando combinados

  • Descobriu que está com pré-diabetes? Saiba por que ainda dá tempo de mudar o rumo da doença

    Receber o resultado de um exame mostrando pré-diabetes costuma gerar preocupação. Inclusive, muitas pessoas pensam que já estão com diabetes. Na verdade, o pré-diabetes é uma condição intermediária, em que a glicose no sangue está acima do normal, mas ainda não atingiu os critérios diagnósticos para diabetes.

    Essa fase é especialmente importante porque representa uma oportunidade de intervir antes que a doença se desenvolva. Mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, outras intervenções podem reduzir significativamente o risco de evolução para o diabetes tipo 2.

    Por isso, o pré-diabetes não deve ser encarado como uma doença inevitável, mas como um importante sinal de alerta.

    O que é pré-diabetes?

    O pré-diabetes ocorre quando o organismo começa a apresentar dificuldade para controlar a glicose. Na maioria dos casos, isso acontece porque existe resistência à insulina. O pâncreas continua produzindo esse hormônio, mas as células passam a responder menos à sua ação.

    Para compensar, nas fases iniciais, o organismo aumenta a produção de insulina. Com o passar do tempo, essa capacidade pode diminuir, favorecendo o aparecimento do diabetes tipo 2.

    Sem intervenção, uma parcela importante das pessoas com pré-diabetes pode evoluir para diabetes nos anos seguintes.

    Quais são os valores que definem o pré-diabetes?

    Segundo critérios amplamente utilizados por sociedades médicas internacionais, o pré-diabetes pode ser identificado por um ou mais dos seguintes exames:

    • Glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL;
    • Hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%;
    • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): glicemia entre 140 e 199 mg/dL, duas horas após a ingestão de glicose.

    Valores acima dessas faixas podem já configurar o diagnóstico de diabetes e devem ser avaliados pelo médico.

    O pré-diabetes causa sintomas?

    Na maioria das vezes, não. Essa é uma das razões pelas quais muitas pessoas descobrem a condição apenas durante exames de rotina.

    Os sintomas clássicos do diabetes são:

    • Sede excessiva;
    • Urinar com frequência;
    • Perda de peso inexplicada;
    • Visão embaçada.

    Esses sintomas geralmente aparecem apenas quando a glicemia está mais elevada, já atingindo os critérios para diabetes. Por isso, realizar exames periódicos em pessoas com fatores de risco é fundamental.

    Quem tem maior risco de desenvolver pré-diabetes?

    Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver resistência à insulina e pré-diabetes:

    • Sobrepeso ou obesidade;
    • Acúmulo de gordura abdominal;
    • Sedentarismo;
    • Histórico familiar de diabetes tipo 2;
    • Pressão alta;
    • Colesterol HDL baixo ou triglicerídeos elevados;
    • Síndrome dos ovários policísticos;
    • Histórico de diabetes gestacional.

    Quanto maior o número de fatores presentes, maior tende a ser o risco.

    O pré-diabetes sempre evolui para diabetes?

    Não. E justamente por isso esse diagnóstico é tão importante. Embora o risco de progressão seja maior do que na população geral, muitas pessoas não evoluem para diabetes, especialmente quando adotam mudanças consistentes no estilo de vida.

    Além disso, parte dos indivíduos consegue retornar a níveis normais de glicose. Ou seja, o diagnóstico de pré-diabetes não significa que o diabetes seja inevitável, desde que haja uma intervenção rápida.

    Por que essa é considerada uma “janela de ouro”?

    Porque o organismo ainda mantém uma produção significativa de insulina. Nessa fase, o principal problema costuma ser a resistência à ação desse hormônio.

    Algumas mudanças melhoram a sensibilidade à insulina e reduzem a sobrecarga sobre o pâncreas, como:

    • Redução do peso corporal;
    • Alimentação equilibrada;
    • Exercício físico regular.

    Quanto mais cedo essas medidas são iniciadas, maior a chance de evitar ou retardar o aparecimento do diabetes tipo 2.

    É possível reverter o pré-diabetes?

    Em muitos casos, sim. O termo mais adequado é retornar à normoglicemia, ou seja, voltar a apresentar níveis normais de glicose nos exames.

    Isso pode ocorrer principalmente quando há:

    • Perda de peso em pessoas com excesso de peso;
    • Aumento da atividade física;
    • Redução do consumo de alimentos ultraprocessados;
    • Melhora da qualidade do sono;
    • Controle do estresse.

    Mesmo quando os exames voltam ao normal, é importante manter esses hábitos, pois o risco pode aumentar novamente caso o estilo de vida anterior seja retomado.

    Qual é o papel da perda de peso?

    A perda de peso está entre as medidas mais eficazes para reduzir o risco de diabetes tipo 2. Estudos mostram que uma redução de aproximadamente 5% a 10% do peso corporal já pode melhorar significativamente a sensibilidade à insulina e o controle da glicemia.

    Quanto maior o excesso de peso inicial, maior tende a ser o benefício.

    Exercício físico realmente faz diferença?

    Sim. A atividade física aumenta a captação de glicose pelos músculos e melhora a ação da insulina.

    As recomendações para a maioria dos adultos incluem:

    • Pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica de intensidade moderada;
    • Exercícios de fortalecimento muscular em dois ou mais dias da semana;
    • Redução do tempo sentado ao longo do dia.

    Mesmo caminhadas regulares já oferecem benefícios importantes.

    Como deve ser a alimentação?

    Não existe uma única dieta ideal para todas as pessoas. O mais indicado é que a alimentação seja individualizada, preferencialmente com orientação de um nutricionista, para que o plano alimentar seja adaptado às necessidades, preferências e condições de saúde de cada pessoa.

    Entretanto, os padrões alimentares com melhores resultados costumam envolver:

    • Maior consumo de verduras, legumes e frutas;
    • Grãos integrais;
    • Leguminosas, como feijão e lentilha;
    • Proteínas magras;
    • Oleaginosas;
    • Azeite de oliva.

    Também é recomendado reduzir o consumo de:

    • Bebidas açucaradas;
    • Doces;
    • Alimentos ultraprocessados;
    • Farinhas refinadas;
    • Excesso de calorias.

    Além da qualidade dos alimentos, controlar o tamanho das porções é importante para quem precisa perder peso.

    Quando é necessário usar medicamentos?

    A base do tratamento do pré-diabetes é a mudança do estilo de vida. No entanto, algumas pessoas apresentam risco mais elevado de progressão para diabetes tipo 2, como:

    • Pessoas com obesidade importante;
    • Indivíduos mais jovens com múltiplos fatores de risco;
    • Mulheres com histórico de diabetes gestacional;
    • Pessoas cuja glicemia continua aumentando apesar das mudanças no estilo de vida.

    Nessas situações, o médico pode considerar o uso de medicamentos para complementar o tratamento. A metformina é o fármaco mais utilizado nesses casos, mas sempre sob orientação médica.

    O que acontece se o pré-diabetes não for tratado?

    Sem intervenção, aumenta o risco de:

    • Evolução para diabetes tipo 2;
    • Pressão alta;
    • Doença cardiovascular;
    • Infarto;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença renal crônica.

    Além disso, algumas alterações cardiovasculares podem começar ainda durante a fase de pré-diabetes. Por isso, o acompanhamento médico é importante mesmo antes do diagnóstico de diabetes.

    Como acompanhar o pré-diabetes?

    A frequência dos exames depende de cada caso. Em geral, o médico pode solicitar periodicamente:

    • Glicemia de jejum;
    • Hemoglobina glicada;
    • Perfil lipídico;
    • Pressão arterial;
    • Avaliação do peso e da circunferência abdominal.

    O acompanhamento periódico desses parâmetros permite avaliar se as mudanças adotadas estão funcionando ou se será necessário ajustar o tratamento.

    Confira: Hemoglobina glicada: por que é tão importante no controle do diabetes?

    Perguntas frequentes sobre pré-diabetes

    1. Pré-diabetes significa que eu já tenho diabetes?

    Não. O pré-diabetes é uma condição intermediária, em que a glicose está acima do normal, mas ainda abaixo dos critérios diagnósticos para diabetes tipo 2.

    2. O pré-diabetes tem cura?

    O termo mais apropriado é retorno à normoglicemia. Muitas pessoas conseguem normalizar os exames com perda de peso, alimentação saudável e atividade física, mas é necessário manter esses hábitos para preservar os resultados.

    3. Quanto de peso preciso perder para reduzir o risco?

    Mesmo uma perda de aproximadamente 5% a 10% do peso corporal pode trazer benefícios importantes para o controle da glicemia e reduzir o risco de evolução para diabetes.

    4. Exercício físico ajuda mesmo sem emagrecer?

    Sim. A atividade física melhora a sensibilidade à insulina e o controle da glicose, mesmo quando a perda de peso é pequena.

    5. Toda pessoa com pré-diabetes precisa tomar remédio?

    Não. Na maioria dos casos, mudanças no estilo de vida são a primeira e mais importante forma de tratamento. Medicamentos são indicados apenas para situações específicas.

    6. O pré-diabetes pode causar complicações?

    Embora o risco seja menor do que no diabetes, pessoas com pré-diabetes já apresentam maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, principalmente quando outros fatores de risco estão presentes.

    7. Vale a pena agir mesmo que eu me sinta bem?

    Sim. O pré-diabetes costuma ser silencioso e, justamente por isso, representa uma oportunidade de agir antes que ocorram danos mais importantes à saúde.

    Veja também: Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)