Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria 

Mulher com hipotireoidismo sente sintomas como cansaço.

Cansaço constante, dificuldade para emagrecer, sensação de frio mesmo em dias quentes. Sintomas como esses são comuns e, muitas vezes, atribuídos à rotina ou ao estresse. Em alguns casos, no entanto, podem estar relacionados a alterações hormonais que passam despercebidas.

O hipotireoidismo é uma dessas condições. De evolução geralmente lenta e com sinais pouco específicos no início, ele pode impactar o funcionamento de todo o organismo. Por isso, reconhecer os sintomas e entender quando investigar é essencial para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O hipotireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz quantidade insuficiente de hormônios, levando a uma desaceleração do metabolismo.

Esses hormônios são essenciais para o funcionamento adequado de diversos órgãos, e sua deficiência pode causar sintomas variados, muitas vezes inespecíficos.

O diagnóstico é relativamente simples, e o tratamento costuma ser eficaz quando realizado corretamente.

O que é o hipotireoidismo

A tireoide é uma glândula localizada no pescoço responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo.

No hipotireoidismo, há redução na produção desses hormônios (T3 e T4), o que leva a um funcionamento mais lento do organismo. Essa condição pode se desenvolver de forma gradual.

Principais sintomas

Os sintomas podem variar de leves a mais intensos.

Os mais comuns são:

  • Cansaço excessivo;
  • Ganho de peso;
  • Intolerância ao frio;
  • Pele seca;
  • Queda de cabelo;
  • Constipação;
  • Lentidão mental;
  • Alterações de humor.

Em casos mais avançados, pode haver inchaço e sonolência importante.

Principais causas

O hipotireoidismo pode ter diferentes causas.

As mais comuns são:

  • Doença de Hashimoto (autoimune);
  • Remoção cirúrgica da tireoide;
  • Tratamento com iodo radioativo;
  • Deficiência de iodo (menos comum em alguns países);
  • Uso de certos medicamentos.

A causa mais frequente é a doença autoimune.

Quem tem maior risco de desenvolver

Alguns fatores aumentam o risco:

  • Sexo feminino;
  • Idade acima de 60 anos;
  • Histórico familiar de doença da tireoide;
  • Doenças autoimunes;
  • Pós-parto.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito por exames de sangue.

Os principais são:

  • TSH (geralmente elevado);
  • T4 livre (geralmente baixo).

Esses exames confirmam a função da tireoide e ajudam a definir o diagnóstico.

Como é feito o tratamento

O tratamento é simples e eficaz. A principal abordagem é o uso de levotiroxina, que repõe o hormônio da tireoide. A dose é ajustada individualmente e requer acompanhamento médico.

Como é o acompanhamento

O acompanhamento é feito com:

  • Monitoramento periódico do TSH;
  • Ajuste da dose conforme necessário;
  • Avaliação dos sintomas.

O tratamento costuma ser contínuo.

Hipotireoidismo tem cura?

Na maioria dos casos, não. É uma condição crônica, mas pode ser controlada com reposição hormonal adequada. Com o tratamento correto, porém, a pessoa pode levar vida normal.

Confira:

Quando o corpo ataca a própria tireoide: entenda a síndrome de Hashimoto

Perguntas frequentes sobre hipotireoidismo

1. Hipotireoidismo engorda?

Pode causar ganho de peso, mas geralmente discreto.

2. Tem cura?

Na maioria dos casos, não, mas é controlável.

3. O tratamento é para sempre?

Geralmente sim.

4. Pode causar cansaço?

Sim. É um dos sintomas mais comuns.

5. Como é feito o diagnóstico?

Por exames de sangue, principalmente TSH e T4.

6. A levotiroxina é segura?

Sim, quando usada corretamente.

7. Quando procurar um médico?

Quando houver sintomas sugestivos ou alterações em exames.

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