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  • Hipotireoidismo e ganho de peso: quantos quilos é possível engordar?

    Hipotireoidismo e ganho de peso: quantos quilos é possível engordar?

    O hipotireoidismo é uma disfunção em que a glândula tireoide não produz uma quantidade suficiente dos hormônios T3 e T4, responsáveis por regular o metabolismo e o funcionamento de praticamente todos os órgãos do corpo.

    Com a redução dos hormônios, o organismo funciona de maneira mais lenta, então o ganho de peso costuma ser um dos primeiros sinais notados pelos pacientes. Mas, ao contrário do que a maioria imagina, o hipotireoidismo costuma provocar um aumento de peso discreto, e não um ganho de dezenas de quilos.

    Na maioria dos casos, o peso extra varia entre 3 e 5 kg, sendo que os ganhos maiores normalmente estão associados a fatores como alimentação inadequada, sedentarismo ou outras condições de saúde.

    Quando o paciente inicia o tratamento médico adequado com a reposição do hormônio sintético, o corpo consegue eliminar os fluidos retidos e o peso da pessoa retorna ao padrão normal.

    Como o hipotireoidismo causa o ganho de peso?

    O ganho de peso no hipotireoidismo acontece porque os hormônios produzidos pela tireoide determinam a velocidade com que as células do corpo gastam energia. Quando os níveis de T3 e T4 estão baixos, o metabolismo basal, que representa a quantidade de energia necessária para manter as funções vitais em repouso, desacelera.

    Além da queima de calorias ficar mais lenta, a falta de estímulo hormonal também reduz a lipólise, processo responsável pela quebra das moléculas de gordura para a produção de energia.

    O organismo tende a gastar menos calorias ao longo do dia, o que pode favorecer um ganho gradual de peso quando associado a outros fatores, como alimentação inadequada e menor nível de atividade física.

    Por fim, o aumento de peso também pode ser causado pelo acúmulo de substâncias chamadas glicosaminoglicanos nos tecidos. As moléculas atraem água, provocando um inchaço difuso na pele e nos músculos, conhecido como mixedema. Logo, parte do aumento de peso observado no hipotireoidismo está relacionada à retenção de líquidos, e não ao acúmulo de gordura.

    Quantos quilos é possível engordar devido ao hipotireoidismo?

    De acordo com o médico endocrinologista André Colapietro, o ganho de peso causado diretamente pelo hipotireoidismo não acontece de forma ilimitada. Na maioria dos casos, o aumento costuma flutuar apenas entre três e cinco quilos, resultado da combinação entre a retenção de líquidos e a redução do metabolismo.

    O especialista ainda destaca que a disfunção não tem a capacidade de gerar um acúmulo tão massivo de tecido adiposo, e ganhos de peso de 10 ou 15 quilos não costumam ser justificados pelo hipotireoidismo.

    Caso a pessoa perceba um aumento de peso muito acentuado, os médicos precisam investigar outros fatores associados, como a presença de hábitos alimentares inadequados, a falta de atividade física diária ou a presença de outras doenças metabólicas.

    O peso acumulado é perdido após iniciar o tratamento?

    Na maioria dos casos, sim, mas nem todo o peso desaparece automaticamente. Quando o tratamento com levotiroxina normaliza os níveis dos hormônios da tireoide, o metabolismo volta a funcionar adequadamente e o organismo elimina boa parte da retenção de líquidos causada pelo hipotireoidismo.

    Segundo André, o médico ajusta a dosagem durante o acompanhamento do paciente para identificar qual é a quantidade de medicamento que ele realmente precisa em cada fase da vida.

    No entanto, se parte do ganho aconteceu por acúmulo de gordura corporal, apenas controlar o hipotireoidismo não será suficiente para emagrecer. Também é necessário manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e adotar hábitos saudáveis.

    O que fazer para emagrecer com hipotireoidismo?

    Para pessoas com diagnóstico de hipotireoidismo, o primeiro passo para perder peso é seguir corretamente o tratamento prescrito pelo endocrinologista.

    Quando os exames emitem que os níveis hormonais estão controlados e a dose da medicação está ajustada, o emagrecimento passa a depender principalmente da adoção de hábitos saudáveis, assim como acontece com pessoas que não têm a doença. Veja algumas dicas importantes:

    1. Tome o medicamento da forma correta

    O tratamento do hipotireoidismo só funciona quando a levotiroxina é usada corretamente. Siga todas as orientações do médico e tome o medicamento diariamente, em jejum, com água, aguardando o tempo recomendado antes de comer ou ingerir outros remédios.

    Além disso, não interrompa o tratamento por conta própria, mesmo que os sintomas melhorem, e mantenha os exames e as consultas de acompanhamento em dia para que a dose seja ajustada sempre que necessário.

    2. Pratique atividade física com frequência

    A prática regular de exercícios ajuda o organismo a gastar mais calorias, preservar a massa muscular e facilitar a perda de gordura. Caminhadas, corridas, musculação e outras atividades também melhoram o condicionamento físico, aumentam a disposição e contribuem para a saúde de forma geral.

    3. Tenha uma alimentação equilibrada

    O ideal é dar preferência a frutas, verduras, legumes, proteínas magras, grãos integrais e alimentos ricos em fibras. Também vale diminuir o consumo de refrigerantes, doces, frituras e produtos ultraprocessados, visto que os alimentos industriais costumam ser ricos em calorias, açúcares, gorduras e sódio, favorecendo o ganho de peso.

    4. Tenha paciência e mantenha a constância

    Mesmo com os hormônios da tireoide normalizados, vale lembrar que a perda de peso não acontece de um dia para o outro. O emagrecimento saudável costuma ser um processo gradual e depende da combinação constante entre a alimentação saudável, a realização de atividade física e a continuidade do tratamento médico.

    Leia mais: Orforglipron: o que é e como funciona o novo remédio para emagrecer?

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo o medicamento leva para regular o peso?

    O processo de eliminação do inchaço causado pela retenção de fluidos costuma começar algumas semanas após o início do tratamento, dependendo da normalização do exame de TSH.

    2. Por que sinto tanto cansaço com o hipotireoidismo?

    A diminuição na produção de energia pelas células faz com que o corpo funcione em um ritmo muito mais lento, gerando sintomas como fadiga crônica, fraqueza muscular e sonolência excessiva.

    3. O hipotireoidismo tem cura?

    Na grande maioria dos casos clínicos, o hipotireoidismo decorrente de causas autoimunes é uma condição crônica que não tem cura, precisando do uso contínuo da medicação por toda a vida.

    4. O estresse pode afetar a tireoide?

    O estresse crônico altera a produção de cortisol e pode desregular o sistema imunológico, piorando a resposta inflamatória nos pacientes que possuem a doença autoimune de Hashimoto.

    5. Qual é o melhor exercício para quem tem hipotireoidismo?

    A combinação de exercícios de força, como a musculação, com atividades aeróbicas regulares é a melhor escolha, ajudando a elevar o gasto calórico e a construir massa muscular para acelerar o metabolismo.

    6. Como diferenciar o ganho de peso da tireoide do ganho de peso comum?

    O aumento provocado pela tireoide costuma vir acompanhado de outros sintomas característicos, incluindo pele muito seca, unhas quebradiças, queda de cabelo excessiva, intestino preso e intolerância ao frio.

    7. O que é o exame de TSH?

    O TSH é um hormônio produzido pela hipófise (no cérebro) que serve para mandar a tireoide trabalhar. Quando a tireoide funciona de menos, o TSH sobe para tentar estimulá-la; quando ela funciona demais, o TSH cai.

    Leia mais: Tireoide: a pequena glândula que comanda o corpo inteiro

  • Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria 

    Hipotireoidismo: o que acontece quando a tireoide funciona menos do que deveria 

    Cansaço constante, dificuldade para emagrecer, sensação de frio mesmo em dias quentes. Sintomas como esses são comuns e, muitas vezes, atribuídos à rotina ou ao estresse. Em alguns casos, no entanto, podem estar relacionados a alterações hormonais que passam despercebidas.

    O hipotireoidismo é uma dessas condições. De evolução geralmente lenta e com sinais pouco específicos no início, ele pode impactar o funcionamento de todo o organismo. Por isso, reconhecer os sintomas e entender quando investigar é essencial para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.

    O hipotireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz quantidade insuficiente de hormônios, levando a uma desaceleração do metabolismo.

    Esses hormônios são essenciais para o funcionamento adequado de diversos órgãos, e sua deficiência pode causar sintomas variados, muitas vezes inespecíficos.

    O diagnóstico é relativamente simples, e o tratamento costuma ser eficaz quando realizado corretamente.

    O que é o hipotireoidismo

    A tireoide é uma glândula localizada no pescoço responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo.

    No hipotireoidismo, há redução na produção desses hormônios (T3 e T4), o que leva a um funcionamento mais lento do organismo. Essa condição pode se desenvolver de forma gradual.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar de leves a mais intensos.

    Os mais comuns são:

    • Cansaço excessivo;
    • Ganho de peso;
    • Intolerância ao frio;
    • Pele seca;
    • Queda de cabelo;
    • Constipação;
    • Lentidão mental;
    • Alterações de humor.

    Em casos mais avançados, pode haver inchaço e sonolência importante.

    Principais causas

    O hipotireoidismo pode ter diferentes causas.

    As mais comuns são:

    • Doença de Hashimoto (autoimune);
    • Remoção cirúrgica da tireoide;
    • Tratamento com iodo radioativo;
    • Deficiência de iodo (menos comum em alguns países);
    • Uso de certos medicamentos.

    A causa mais frequente é a doença autoimune.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns fatores aumentam o risco:

    • Sexo feminino;
    • Idade acima de 60 anos;
    • Histórico familiar de doença da tireoide;
    • Doenças autoimunes;
    • Pós-parto.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito por exames de sangue.

    Os principais são:

    • TSH (geralmente elevado);
    • T4 livre (geralmente baixo).

    Esses exames confirmam a função da tireoide e ajudam a definir o diagnóstico.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é simples e eficaz. A principal abordagem é o uso de levotiroxina, que repõe o hormônio da tireoide. A dose é ajustada individualmente e requer acompanhamento médico.

    Como é o acompanhamento

    O acompanhamento é feito com:

    • Monitoramento periódico do TSH;
    • Ajuste da dose conforme necessário;
    • Avaliação dos sintomas.

    O tratamento costuma ser contínuo.

    Hipotireoidismo tem cura?

    Na maioria dos casos, não. É uma condição crônica, mas pode ser controlada com reposição hormonal adequada. Com o tratamento correto, porém, a pessoa pode levar vida normal.

    Confira:

    Quando o corpo ataca a própria tireoide: entenda a síndrome de Hashimoto

    Perguntas frequentes sobre hipotireoidismo

    1. Hipotireoidismo engorda?

    Pode causar ganho de peso, mas geralmente discreto.

    2. Tem cura?

    Na maioria dos casos, não, mas é controlável.

    3. O tratamento é para sempre?

    Geralmente sim.

    4. Pode causar cansaço?

    Sim. É um dos sintomas mais comuns.

    5. Como é feito o diagnóstico?

    Por exames de sangue, principalmente TSH e T4.

    6. A levotiroxina é segura?

    Sim, quando usada corretamente.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver sintomas sugestivos ou alterações em exames.

    Veja mais:

    Nódulos na tireoide: quando se preocupar e como diferenciar benignos de malignos