Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

Homem idoso com zumbido no ouvido ajusta aparelho auditivo

Quem nunca sentiu um leve apito no ouvido depois de um show ou de um dia barulhento? Em muitos casos, o sintoma desaparece sozinho. Mas quando esse som persiste, é sinal de que algo pode estar acontecendo com a audição. O zumbido no ouvido, também conhecido como tinnitus, é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo e pode se manifestar em diferentes intensidades.

Embora não seja uma doença, o zumbido é um sintoma que pode ter várias causas, desde a exposição a ruídos altos até problemas auditivos, vasculares ou neurológicos.

O que é o zumbido no ouvido

O zumbido é a percepção de um som sem que exista uma fonte sonora real. É uma espécie de ilusão auditiva, que pode ser descrita como:

  • Apito
  • Chiado
  • Campainha
  • Ronco

Ele não é uma doença em si, mas sim um sintoma que pode estar ligado a diversas causas. Na maioria das vezes, não é grave, mas pode atrapalhar o sono, a concentração e o humor.

Quem pode ter zumbido

O zumbido é mais comum entre pessoas de 60 a 69 anos, embora possa aparecer em qualquer idade. Frequentemente está associado à perda auditiva neurossensorial, que é a perda da audição relacionada ao envelhecimento ou à exposição prolongada a sons altos.

Tipos de zumbido

Existem duas categorias principais:

1. Zumbido primário (mais comum)

Geralmente está relacionado à perda auditiva, mas sem uma causa específica identificável.

2. Zumbido secundário (mais raro, menos de 1%)

Surge quando há uma causa clara, como alterações vasculares, neurológicas, uso de certos medicamentos ou doenças como a Doença de Ménière.

Quando é importante investigar rapidamente

Alguns sinais exigem avaliação médica urgente, pois podem indicar algo mais sério:

  • Zumbido pulsátil (como batida de coração);
  • Zumbido em apenas um ouvido;
  • Zumbido acompanhado de perda auditiva súbita;
  • Presença de outros sintomas neurológicos (tontura intensa, desequilíbrio, fraqueza em parte do corpo).

Avaliação médica

O diagnóstico começa com uma consulta detalhada, em que o médico investiga quando o zumbido começou, se é constante ou intermitente, e se afeta um ou ambos os ouvidos.

Principais etapas da investigação:

  • Histórico clínico completo;
  • Exame físico da cabeça, ouvidos, pescoço e sistema cardiovascular;
  • Audiometria: exame auditivo recomendado para todos os pacientes com zumbido;
  • Exames de imagem (ressonância magnética ou tomografia): indicados em casos de zumbido de apenas um lado, pulsátil ou com sintomas neurológicos;
  • Exames laboratoriais: usados quando há suspeita de doenças associadas, como problemas da tireoide, deficiência de vitamina B12 ou infecções.

Possíveis causas do zumbido

O zumbido pode ter origens diversas, e em muitos casos mais de um fator pode estar envolvido. Entre os mais comuns:

  • Perda auditiva por idade (presbiacusia);
  • Exposição prolongada a sons altos (shows, fones de ouvido, máquinas);
  • Medicamentos ototóxicos, como alguns antibióticos, diuréticos e quimioterápicos;
  • Doenças neurológicas;
  • Doenças metabólicas, como diabetes;
  • Alterações vasculares;
  • Problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, que podem agravar o sintoma.

Tratamento do zumbido

O tratamento depende da causa identificada. Em alguns casos, o zumbido melhora quando o problema de base é tratado.

Principais abordagens:

1. Correção do que está causando o zumbido

Tratar doenças associadas (vasculares, metabólicas ou neurológicas) ou suspender o uso de medicamentos que prejudiquem a audição.

2. Aparelhos auditivos

Podem melhorar a audição e reduzir a percepção do zumbido, mesmo em perdas auditivas leves.

3. Terapia sonora

Uso de sons externos, como música suave ou ruído branco, para “mascarar” o zumbido e reduzir o incômodo.

4. Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Ajuda o paciente a lidar com a ansiedade e a insônia causadas pelo sintoma, o que melhora a qualidade de vida.

5. Apoio multiprofissional

O tratamento ideal costuma envolver uma equipe formada por otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e psicólogo.

Prevenção

Algumas coisas simples ajudam a proteger a audição e evitar o aparecimento do zumbido:

  • Evite exposição prolongada a ruídos intensos;
  • Use protetores auriculares em locais barulhentos;
  • Tome cuidado com o uso de medicamentos que fazem mal para os ouvidos (ototóxicos). Use sempre com orientação médica;
  • Procure um médico ao primeiro sinal de perda auditiva súbita ou zumbido em um único ouvido.

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Perguntas frequentes sobre zumbido no ouvido

1. O zumbido no ouvido tem cura?

Nem sempre tem cura definitiva, mas existem tratamentos eficazes para reduzir o incômodo e melhorar a qualidade de vida.

2. O zumbido pode indicar perda auditiva?

Sim. Em muitos casos, o zumbido é o primeiro sinal de perda auditiva neurossensorial.

3. É perigoso ter zumbido pulsátil?

Sim. Esse tipo de zumbido pode estar relacionado a problemas vasculares e deve ser investigado com urgência.

4. Zumbido pode piorar com ansiedade?

Pode. O estresse e a ansiedade aumentam a percepção do zumbido, criando um ciclo difícil de romper sem tratamento.

5. Fone de ouvido causa zumbido?

O uso prolongado e em volume alto pode danificar as células auditivas, levando à perda de audição e zumbido.

6. Qual o especialista certo para tratar zumbido?

O otorrinolaringologista é o médico indicado, e pode trabalhar junto a fonoaudiólogo e psicólogo, dependendo do caso.

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