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  • Zumbido no ouvido é grave? 7 fatores que podem causar o sintoma e o que fazer

    Zumbido no ouvido é grave? 7 fatores que podem causar o sintoma e o que fazer

    O zumbido no ouvido, também conhecido como tinnitus, é a sensação de ouvir sons como um apito, chiado, estalo ou batida, mesmo quando não há nenhum barulho externo por perto. Ele não é uma doença em si, mas um sintoma que pode indicar algo errado com o sistema auditivo ou mesmo outras partes do corpo.

    Normalmente, ele está associado ao acúmulo de cera ou ao envelhecimento natural, podendo surgir após a exposição a sons muito altos, como shows, fones de ouvido em volume elevado ou ambientes barulhentos por longos períodos. No entanto, quando ele é persistente, é importante procurar um profissional de saúde para investigar com mais atenção.

    O que é o zumbido no ouvido?

    O zumbido no ouvido é quando a pessoa escuta um som, mesmo quando não tem nenhum barulho no ambiente. Ele pode se manifestar de diferentes formas, como:

    • Apito agudo;
    • Chiado de rádio;
    • Som de cachoeira;
    • Batidas rítmicas;
    • Barulho de um inseto voando.

    Mesmo quando o zumbido é constante, é muito comum que ele se torne mais perceptível em ambientes silenciosos, como na hora de dormir, já que há menos estímulos externos competindo com o som percebido.

    Ele pode afetar apenas um ouvido (unilateral) ou ambos (bilateral), e a intensidade costuma variar ao longo do tempo. Para algumas pessoas, é apenas um incômodo leve e passageiro, enquanto, para outras, pode se manifestar como um som mais alto e persistente, que afeta a audição, a concentração e o bem-estar.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 280 milhões de pessoas convivem com o zumbido, o que representa aproximadamente 20% da população mundial.

    Tipos de zumbido

    O zumbido pode ser classificado em dois tipos principais, dependendo da sua origem e de quem consegue ouvi-lo:

    Zumbido subjetivo

    O zumbido subjetivo é o tipo mais comum, no qual apenas a própria pessoa consegue ouvir o som, sem que exista uma fonte externa ou um ruído detectável em exames. Em alguns casos, ele está associado a problemas nas vias auditivas, nos nervos que levam o som ao cérebro ou no próprio processamento cerebral da audição.

    Zumbido objetivo

    No zumbido objetivo, o som é produzido por estruturas próximas ao ouvido e, em alguns casos, o médico também consegue ouvir o barulho ao usar um estetoscópio ou aparelhos específicos.

    Ele costuma estar relacionado a problemas vasculares (fluxo de sangue), contrações musculares involuntárias na região da face e pescoço ou defeitos estruturais no ouvido médio.

    Classificação quanto à percepção do som

    Além da classificação mais técnica, o zumbido também pode ser descrito pelo tipo de som que a pessoa escuta, o que ajuda o médico a entender melhor a possível causa:

    • Zumbido pulsátil: a sensação é parecida com a de um coração batendo dentro do ouvido, acompanhando o ritmo do pulso, e frequentemente está relacionada a alterações na circulação sanguínea ou à pressão alta;
    • Zumbido tonal: é um som contínuo e mais “limpo”, como um apito ou uma nota musical constante, sendo bastante comum em casos de perda auditiva;
    • Zumbido não tonal: envolve sons mais variados e irregulares, como cliques, estalos ou um ruído semelhante à estática de rádio, podendo estar ligado a problemas musculares ou na articulação da mandíbula, conhecida como DTM.

    Zumbido no ouvido é grave?

    Na maioria das vezes, o zumbido no ouvido não é grave e não indica uma doença séria, sendo normalmente causado por situações comuns como acúmulo de cera, exposição a ruídos ou perda auditiva leve.

    No entanto, ele deve ser investigado se surgir de forma súbita, ocorrer em apenas um ouvido ou vier acompanhado de tontura e perda de audição, pois pode indicar condições que precisam de tratamento específico.

    O que pode ser o zumbido no ouvido?

    Quando as células do ouvido sofrem algum tipo de dano ou estímulo irregular, as vias auditivas podem começar a disparar sinais elétricos espontâneos, que o cérebro interpreta como som.

    • Acúmulo de cera: o excesso de cerume pode obstruir parcialmente ou totalmente o canal auditivo, o que aumenta a sensação de pressão dentro do ouvido e pode favorecer o surgimento de chiados ou zumbidos, além de causar desconforto e leve redução da audição;
    • Exposição a ruídos altos: sons intensos, como os de shows, fones de ouvido em volume elevado ou máquinas barulhentas, podem lesionar as células sensíveis do ouvido interno, que são responsáveis pela captação do som, e a lesão pode desencadear o zumbido de forma temporária ou até permanente;
    • Perda auditiva relacionada à idade: com o passar dos anos, ocorre um desgaste natural das estruturas do sistema auditivo, e o zumbido costuma ser um dos primeiros sinais percebidos, muitas vezes aparecendo antes mesmo da pessoa notar dificuldade para ouvir;
    • Disfunção da ATM: alterações na articulação da mandíbula, conhecida como ATM, podem provocar estalos, tensão muscular e até zumbido, já que a região fica muito próxima ao ouvido e compartilha estruturas e conexões nervosas importantes;
    • Problemas circulatórios: condições como pressão alta, alterações no fluxo sanguíneo ou problemas vasculares podem gerar o chamado zumbido pulsátil, no qual o som acompanha o ritmo dos batimentos cardíacos e pode ser mais perceptível em momentos de repouso;
    • Uso de medicamentos: alguns remédios, como certos antibióticos, anti-inflamatórios e doses elevadas de aspirina, podem ter efeito ototóxico, ou seja, podem afetar estruturas do ouvido e desencadear ou piorar o zumbido, principalmente quando usados por longos períodos ou sem acompanhamento;
    • Estresse e ansiedade: o cansaço mental, a tensão acumulada no corpo e a contração dos músculos da região do pescoço e da face podem aumentar a percepção do zumbido, fazendo com que ele pareça mais intenso ou mais presente no dia a dia.

    Como o zumbido é um sintoma multifatorial, a melhor forma de identificar a causa é através de uma consulta com um otorrinolaringologista, que poderá realizar exames como a audiometria.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do zumbido no ouvido é feito por um médico otorrinolaringologista a partir de uma avaliação detalhada, em que são analisadas as características do som, como frequência, intensidade e se ele ocorre em um ou nos dois ouvidos. Também é importante relatar outros sinais associados, como tontura, perda de audição, sensação de ouvido tampado ou dor.

    Em seguida, é feito um exame físico do ouvido, chamado otoscopia, que permite avaliar o canal auditivo e o tímpano, ajudando a identificar causas mais simples, como acúmulo de cera ou sinais de infecção.

    Dependendo da suspeita, o médico pode pedir exames complementares, como:

    • Audiometria: avalia a capacidade de ouvir diferentes sons e frequências, sendo necessário para identificar perda auditiva;
    • Imitanciometria: analisa o funcionamento do tímpano e das estruturas do ouvido médio;
    • Exames de imagem: como ressonância magnética ou tomografia, indicados em casos específicos para investigar alterações mais profundas;
    • Exames de sangue: podem ser pedidos para avaliar condições gerais de saúde, como alterações hormonais, metabólicas e circulatórias.

    Quando há suspeita de zumbido pulsátil, o médico pode investigar com mais atenção o sistema vascular, já que o tipo costuma estar relacionado ao fluxo sanguíneo.

    Como é feito o tratamento do zumbido no ouvido?

    O tratamento do zumbido depende especialmente da causa do sintoma. Se ele ocorre por um fator externo ou mecânico, pode ser necessária a remoção de cera, o controle da pressão arterial ou o ajuste de medicamentos que possam estar contribuindo para o sintoma.

    Quando o zumbido está associado à perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos costuma ser indicado, pois, ao amplificar os sons externos, o cérebro tende a reduzir o foco no ruído interno.

    Em casos crônicos, podem ser utilizadas estratégias como o mascaramento sonoro, com o uso de ruído branco ou sons suaves, e a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT), que tem como objetivo ajudar o cérebro a se acostumar com o som e diminuir a sua percepção ao longo do tempo.

    O que fazer para aliviar o zumbido?

    O alívio do zumbido depende muito da causa, mas algumas medidas simples no dia a dia já podem ajudar bastante a reduzir o incômodo, como:

    • Evitar o silêncio absoluto, mantendo um som de fundo leve, como um ventilador, uma música baixa ou um ruído branco, principalmente na hora de dormir;
    • Reduzir a exposição a ruídos altos e diminuir o volume de fones de ouvido para proteger as estruturas do ouvido;
    • Controlar o estresse e a ansiedade com técnicas de relaxamento, atividade física e momentos de descanso ao longo do dia;
    • Melhorar a qualidade do sono, criando uma rotina regular para dormir e acordar;
    • Moderar o consumo de cafeína, álcool e nicotina, já que as substâncias podem intensificar o zumbido;
    • Cuidar da saúde geral, com uma alimentação equilibrada e o controle de condições como pressão alta e diabetes;
    • Evitar o uso de medicamentos sem orientação, já que alguns podem piorar o sintoma.

    Vale destacar que, apesar das medidas ajudarem no controle do sintoma, elas não substituem a avaliação médica, principalmente quando o zumbido é frequente, intenso ou surge de forma repentina.

    Remédio caseiro para zumbido funciona?

    Não existe um remédio caseiro capaz de curar o zumbido de forma definitiva, pois ele é um sintoma de uma causa interna que precisa de diagnóstico. No entanto, algumas opções naturais podem ajudar a aliviar o desconforto e melhorar a circulação na região dos ouvidos, como o uso de compressas mornas no rosto e pescoço e a higiene do sono.

    Importante: evite colocar óleos, soluções caseiras ou qualquer substância dentro do canal auditivo, pois isso pode causar infecções graves ou perfuração do tímpano, piorando o problema.

    Zumbido no ouvido tem cura?

    o zumbido no ouvido tem cura na maioria das vezes, especialmente quando é causado por fatores reversíveis como acúmulo de cera, infecções, deficiências vitamínicas ou problemas na mandíbula. Nesses casos, o barulho desaparece assim que a causa base é tratada.

    Já em situações de perda auditiva definitiva ou lesões crônicas, pode não haver uma cura total, mas é possível alcançar o controle através da habituação. Com o uso de aparelhos auditivos e terapias sonoras, o cérebro aprende a ignorar o som, fazendo com que ele deixe de ser um incômodo no dia a dia.

    Veja também: Otite média: por que crianças têm tanta dor de ouvido?

    Perguntas frequentes

    1. Quando o zumbido no ouvido é preocupante?

    Quando surge de repente, vem acompanhado de perda de audição súbita, tontura intensa ou dor de cabeça forte.

    2. Por que o ouvido fica zumbindo ao deitar?

    No silêncio da noite, o cérebro não tem sons externos para focar, o que torna o zumbido interno muito mais perceptível.

    3. Qual médico trata o zumbido?

    O especialista indicado é o otorrinolaringologista. Em alguns casos, pode ser necessária a ajuda de um fonoaudiólogo ou dentista (se for DTM).

    4. O uso de fones de ouvido causa zumbido?

    Sim, se usados em volume muito alto por tempo prolongado, pois lesionam permanentemente as células que captam o som.

    5. O que é a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT)?

    É um tratamento que combina aconselhamento e uso de sons suaves para “treinar” o cérebro a classificar o zumbido como um som sem importância, fazendo com que o paciente pare de percebê-lo.

    6. Zumbido no ouvido pode ser sinal de tumor?

    Em casos muito raros, o zumbido persistente em apenas um ouvido pode indicar um neurinoma do acústico (tumor benigno). Por isso, zumbidos unilaterais devem ser sempre avaliados por um médico.

    Leia mais: Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

  • Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

    Chiado ou zumbido no ouvido: por que você ouve sons que ninguém mais ouve

    Quem nunca sentiu um leve apito no ouvido depois de um show ou de um dia barulhento? Em muitos casos, o sintoma desaparece sozinho. Mas quando esse som persiste, é sinal de que algo pode estar acontecendo com a audição. O zumbido no ouvido, também conhecido como tinnitus, é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo e pode se manifestar em diferentes intensidades.

    Embora não seja uma doença, o zumbido é um sintoma que pode ter várias causas, desde a exposição a ruídos altos até problemas auditivos, vasculares ou neurológicos.

    O que é o zumbido no ouvido

    O zumbido é a percepção de um som sem que exista uma fonte sonora real. É uma espécie de ilusão auditiva, que pode ser descrita como:

    • Apito
    • Chiado
    • Campainha
    • Ronco

    Ele não é uma doença em si, mas sim um sintoma que pode estar ligado a diversas causas. Na maioria das vezes, não é grave, mas pode atrapalhar o sono, a concentração e o humor.

    Quem pode ter zumbido

    O zumbido é mais comum entre pessoas de 60 a 69 anos, embora possa aparecer em qualquer idade. Frequentemente está associado à perda auditiva neurossensorial, que é a perda da audição relacionada ao envelhecimento ou à exposição prolongada a sons altos.

    Tipos de zumbido

    Existem duas categorias principais:

    1. Zumbido primário (mais comum)

    Geralmente está relacionado à perda auditiva, mas sem uma causa específica identificável.

    2. Zumbido secundário (mais raro, menos de 1%)

    Surge quando há uma causa clara, como alterações vasculares, neurológicas, uso de certos medicamentos ou doenças como a Doença de Ménière.

    Quando é importante investigar rapidamente

    Alguns sinais exigem avaliação médica urgente, pois podem indicar algo mais sério:

    • Zumbido pulsátil (como batida de coração);
    • Zumbido em apenas um ouvido;
    • Zumbido acompanhado de perda auditiva súbita;
    • Presença de outros sintomas neurológicos (tontura intensa, desequilíbrio, fraqueza em parte do corpo).

    Avaliação médica

    O diagnóstico começa com uma consulta detalhada, em que o médico investiga quando o zumbido começou, se é constante ou intermitente, e se afeta um ou ambos os ouvidos.

    Principais etapas da investigação:

    • Histórico clínico completo;
    • Exame físico da cabeça, ouvidos, pescoço e sistema cardiovascular;
    • Audiometria: exame auditivo recomendado para todos os pacientes com zumbido;
    • Exames de imagem (ressonância magnética ou tomografia): indicados em casos de zumbido de apenas um lado, pulsátil ou com sintomas neurológicos;
    • Exames laboratoriais: usados quando há suspeita de doenças associadas, como problemas da tireoide, deficiência de vitamina B12 ou infecções.

    Possíveis causas do zumbido

    O zumbido pode ter origens diversas, e em muitos casos mais de um fator pode estar envolvido. Entre os mais comuns:

    • Perda auditiva por idade (presbiacusia);
    • Exposição prolongada a sons altos (shows, fones de ouvido, máquinas);
    • Medicamentos ototóxicos, como alguns antibióticos, diuréticos e quimioterápicos;
    • Doenças neurológicas;
    • Doenças metabólicas, como diabetes;
    • Alterações vasculares;
    • Problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, que podem agravar o sintoma.

    Tratamento do zumbido

    O tratamento depende da causa identificada. Em alguns casos, o zumbido melhora quando o problema de base é tratado.

    Principais abordagens:

    1. Correção do que está causando o zumbido

    Tratar doenças associadas (vasculares, metabólicas ou neurológicas) ou suspender o uso de medicamentos que prejudiquem a audição.

    2. Aparelhos auditivos

    Podem melhorar a audição e reduzir a percepção do zumbido, mesmo em perdas auditivas leves.

    3. Terapia sonora

    Uso de sons externos, como música suave ou ruído branco, para “mascarar” o zumbido e reduzir o incômodo.

    4. Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

    Ajuda o paciente a lidar com a ansiedade e a insônia causadas pelo sintoma, o que melhora a qualidade de vida.

    5. Apoio multiprofissional

    O tratamento ideal costuma envolver uma equipe formada por otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e psicólogo.

    Prevenção

    Algumas coisas simples ajudam a proteger a audição e evitar o aparecimento do zumbido:

    • Evite exposição prolongada a ruídos intensos;
    • Use protetores auriculares em locais barulhentos;
    • Tome cuidado com o uso de medicamentos que fazem mal para os ouvidos (ototóxicos). Use sempre com orientação médica;
    • Procure um médico ao primeiro sinal de perda auditiva súbita ou zumbido em um único ouvido.

    Leia mais: Teste da orelhinha: para que serve e como é feito

    Perguntas frequentes sobre zumbido no ouvido

    1. O zumbido no ouvido tem cura?

    Nem sempre tem cura definitiva, mas existem tratamentos eficazes para reduzir o incômodo e melhorar a qualidade de vida.

    2. O zumbido pode indicar perda auditiva?

    Sim. Em muitos casos, o zumbido é o primeiro sinal de perda auditiva neurossensorial.

    3. É perigoso ter zumbido pulsátil?

    Sim. Esse tipo de zumbido pode estar relacionado a problemas vasculares e deve ser investigado com urgência.

    4. Zumbido pode piorar com ansiedade?

    Pode. O estresse e a ansiedade aumentam a percepção do zumbido, criando um ciclo difícil de romper sem tratamento.

    5. Fone de ouvido causa zumbido?

    O uso prolongado e em volume alto pode danificar as células auditivas, levando à perda de audição e zumbido.

    6. Qual o especialista certo para tratar zumbido?

    O otorrinolaringologista é o médico indicado, e pode trabalhar junto a fonoaudiólogo e psicólogo, dependendo do caso.

    Veja também: Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): o que é, sintomas e como tratar

  • Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar 

    Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar 

    Você já ouviu um zumbido no ouvido? O sintoma é comum especialmente após shows, baladas e ambientes barulhentos, onde o som alto pode lesionar as células auditivas da cóclea, causando zumbido normalmente temporário.

    Segundo dados do Instituto Nacional de Surdez e outras Desordens de Comunicação (NIDCD), cerca de 10 a 15% da população mundial já apresentou algum grau de zumbido.

    O barulho interno pode se manifestar de formas diferentes: algumas pessoas descrevem como um chiado leve, outras como um apito contínuo ou até mesmo como o som de cigarras. Em muitos casos, ele é passageiro e não apresenta grandes riscos, mas quando se torna persistente ou surge de forma súbita e intensa, merece atenção de um médico.

    Para entender melhor o que pode estar por trás do sintoma e quando procurar atendimento, conversamos com o médico otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni e esclarecemos as principais dúvidas. Confira!

    O que é o zumbido no ouvido?

    O zumbido no ouvido é a percepção de um som que não vem de nenhuma fonte externa. Ele pode se manifestar de diferentes maneiras, como:

    • Apito constante ou intermitente;
    • Chiado parecido com o som de uma panela de pressão;
    • Estalos ritmados;
    • Som de batidas ou pulsações;
    • Ruído semelhante ao mar ou ao vento.

    O zumbido pode ser temporário, surgindo após exposição a ruídos altos, ou persistente, indicando algum problema mais sério no ouvido ou no organismo.

    Vale ressaltar que o zumbido não é uma doença, mas um sintoma. Logo, entender a causa é importante para definir o tratamento adequado.

    O que pode ser o zumbido no ouvido?

    O zumbido pode ser causado por diversos fatores, desde condições auditivas até problemas de saúde geral. As principais incluem:

    • Exposição a sons altos: fones de ouvido em volume elevado, shows, baladas e ambientes barulhentos podem lesionar as células auditivas da cóclea, gerando zumbido temporário ou permanente;
    • Acúmulo de cera: o excesso de cerume pode obstruir o canal auditivo, causando sensação de ouvido tampado e zumbido;
    • Perda auditiva relacionada à idade: a presbiacusia, perda de audição natural do envelhecimento, é uma das principais responsáveis pelo surgimento de zumbido em idosos;
    • Doenças do ouvido interno: alterações como a doença de Ménière, otosclerose ou infecções podem provocar zumbido;
    • Problemas vasculares: o chamado zumbido pulsátil acontece quando há alterações na circulação sanguínea próxima ao ouvido e pode estar associado à hipertensão ou malformações vasculares;
    • Alterações na articulação temporomandibular (ATM): disfunções da mandíbula podem causar ruídos e zumbidos no ouvido;
    • Doenças metabólicas: diabetes, alterações da tireoide, colesterol elevado e hipertensão podem contribuir para o surgimento do sintoma;
    • Uso de medicamentos ototóxicos: alguns remédios, como antibióticos aminoglicosídeos, anti-inflamatórios e quimioterápicos, podem danificar o ouvido interno e causar zumbido.

    O estresse no dia a dia também pode piorar a forma como o paciente percebe o som, já que a relação psicológica com o sintoma intensifica o incômodo.

    Quando o zumbido no ouvido é preocupante?

    Nem sempre o zumbido no ouvido é sinal de algo grave. Segundo Giuliano, ele pode aparecer depois de festas ou shows com som alto e desaparecer em poucas horas ou após uma noite de sono.

    Porém, alguns sinais servem de alerta, como:

    • Zumbido súbito e intenso em apenas um ouvido;
    • Zumbido acompanhado de perda auditiva repentina;
    • Presença de tontura, vertigem ou desequilíbrio junto ao sintoma;
    • Barulho persistente que interfere no sono e na qualidade de vida.

    O zumbido crônico está presente em 6 a 20% dos adultos e pode afetar seriamente a saúde mental e o bem-estar do paciente se não for investigado. Por isso, no surgimento de qualquer um dos sintomas, procure atendimento médico.

    Diagnóstico do zumbido no ouvido

    O diagnóstico de zumbido no ouvido é feito a partir da avaliação clínica, considerando a história do paciente, os sintomas e fatores de risco como exposição a barulho, doenças como hipertensão ou diabetes, uso de certos medicamentos e histórico familiar.

    De acordo com Giuliano, a audiometria é o exame principal no diagnóstico, já que a perda de audição é uma das causas mais comuns do zumbido. Ela avalia a capacidade auditiva em diferentes frequências e ajuda a identificar se há algum grau de deficiência auditiva associado.

    Em alguns casos, uma ressonância da orelha interna pode ser solicitada para avaliar possíveis alterações no nervo auditivo ou estruturas internas, como tumores ou inflamações.

    Como tratar o zumbido no ouvido?

    Na maioria das vezes, é difícil descobrir e tratar exatamente a causa do zumbido. Ainda assim, existem algumas abordagens que podem reduzir a intensidade do sintoma e melhorar a qualidade de vida do paciente, como:

    Uso de remédios para zumbido no ouvido

    Alguns remédios podem ajudar a reduzir o zumbido, como o clonazepam, por exemplo, que diminui a atividade do nervo auditivo e pode deixar o zumbido menos intenso.

    Já o ginkgo biloba melhora a circulação de sangue na orelha interna, o que também pode trazer alívio, de acordo com Giuliano. Contudo, lembre-se que nenhum remédio deve ser tomado sem a orientação de um médico.

    Terapias sonoras

    As terapias sonoras usam sons externos para mascarar o zumbido — e isso faz o cérebro prestar menos atenção ao barulho interno e, com o tempo, pode reduzir a percepção do sintoma. Muitas pessoas relatam melhora quando convivem com o zumbido de forma crônica.

    Fisioterapia e relaxamento

    Se o zumbido vem de tensões nos músculos do pescoço ou da mandíbula, a fisioterapia pode ajudar a aliviar essas contraturas, com exercícios e técnicas de alongamento. O uso de relaxantes musculares também pode ser indicado nesses casos.

    Acupuntura e terapias complementares

    A acupuntura atua equilibrando fluxos de energia do corpo e, segundo alguns estudos, pode ajudar a reduzir a percepção do zumbido. Além dela, terapias alternativas como a meditação, a yoga e práticas voltadas ao controle do estresse também podem ajudar a diminuir o sintoma.

    Controle de doenças associadas

    Em alguns casos, o zumbido surge como consequência de doenças metabólicas ou cardiovasculares, como diabetes e hipertensão. Manter as condições sob controle, junto a hábitos saudáveis e consultas regulares, ajuda a reduzir a frequência e a intensidade do sintoma.

    Como prevenir o zumbido no ouvido?

    A melhor maneira de prevenir o zumbido no ouvido é cuidar da saúde auditiva no dia a dia. Isso envolve atenção a hábitos de escuta, ao ambiente e até ao estilo de vida, como:

    • Evitar sons muito altos, como em shows, boates e festas com som elevado;
    • Cuidar do volume dos fones de ouvido — o ideal é não ultrapassar 60% da potência máxima e limitar o uso contínuo a menos de 60 minutos por vez (regra dos 60/60);
    • Usar protetores auriculares em ambientes barulhentos, como obras, fábricas, aeroportos ou locais com ruído intenso;
    • Manter controle de doenças metabólicas, como hipertensão, diabetes e colesterol alto;
    • Evitar consumo excessivo de cafeína, álcool e nicotina;
    • Controlar o estresse com técnicas de relaxamento, sono adequado e atividades físicas;
    • Procurar atendimento precoce em casos suspeitos, se o zumbido surgir de forma súbita, for unilateral ou vier acompanhado de tontura e perda auditiva.

    Confira: Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

    Perguntas frequentes sobre zumbido no ouvido

    1. Quais alimentos podem piorar o zumbido no ouvido?

    Alguns alimentos e substâncias, especialmente quando em excesso, podem intensificar o barulho, como cafeína, bebidas alcoólicas, nicotina e alimentos muito industrializados. Já uma dieta equilibrada, com boa hidratação e consumo moderado de estimulantes, ajuda a controlar o sintoma.

    2. O zumbido no ouvido pode sumir sozinho?

    Em muitos casos, sim. Quando o zumbido é causado por exposição temporária a sons altos ou por fatores passageiros, como cansaço extremo, ele tende a desaparecer em poucas horas ou dias. Mas, se persistir, deve ser investigado por um médico.

    3. Crianças podem ter zumbido?

    O zumbido é mais comum em adultos e idosos, mas pode ocorrer em crianças por infecções, acúmulo de cera, problemas auditivos ou emocionais. É importante procurar um especialista para investigar.

    4. Zumbido no ouvido pode ser emocional?

    O fator emocional influencia na percepção do sintoma. Ansiedade, estresse e depressão podem agravar o incômodo, pois o cérebro foca no barulho interno e aumenta a sensação de desconforto. Embora nem sempre seja a causa, o estado psicológico pode piorar o quadro.

    5. Zumbido pode ser causado por acúmulo de cera?

    Sim. O excesso de cera pode dificultar a propagação do som e gerar ruídos internos. A remoção feita por um profissional costuma resolver o problema, mas nunca use hastes flexíveis, pois podem empurrar a cera e agravar a situação.

    Leia mais: Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar