O zumbido no ouvido, também conhecido como tinnitus, é a sensação de ouvir sons como um apito, chiado, estalo ou batida, mesmo quando não há nenhum barulho externo por perto. Ele não é uma doença em si, mas um sintoma que pode indicar algo errado com o sistema auditivo ou mesmo outras partes do corpo.
Normalmente, ele está associado ao acúmulo de cera ou ao envelhecimento natural, podendo surgir após a exposição a sons muito altos, como shows, fones de ouvido em volume elevado ou ambientes barulhentos por longos períodos. No entanto, quando ele é persistente, é importante procurar um profissional de saúde para investigar com mais atenção.
O que é o zumbido no ouvido?
O zumbido no ouvido é quando a pessoa escuta um som, mesmo quando não tem nenhum barulho no ambiente. Ele pode se manifestar de diferentes formas, como:
- Apito agudo;
- Chiado de rádio;
- Som de cachoeira;
- Batidas rítmicas;
- Barulho de um inseto voando.
Mesmo quando o zumbido é constante, é muito comum que ele se torne mais perceptível em ambientes silenciosos, como na hora de dormir, já que há menos estímulos externos competindo com o som percebido.
Ele pode afetar apenas um ouvido (unilateral) ou ambos (bilateral), e a intensidade costuma variar ao longo do tempo. Para algumas pessoas, é apenas um incômodo leve e passageiro, enquanto, para outras, pode se manifestar como um som mais alto e persistente, que afeta a audição, a concentração e o bem-estar.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 280 milhões de pessoas convivem com o zumbido, o que representa aproximadamente 20% da população mundial.
Tipos de zumbido
O zumbido pode ser classificado em dois tipos principais, dependendo da sua origem e de quem consegue ouvi-lo:
Zumbido subjetivo
O zumbido subjetivo é o tipo mais comum, no qual apenas a própria pessoa consegue ouvir o som, sem que exista uma fonte externa ou um ruído detectável em exames. Em alguns casos, ele está associado a problemas nas vias auditivas, nos nervos que levam o som ao cérebro ou no próprio processamento cerebral da audição.
Zumbido objetivo
No zumbido objetivo, o som é produzido por estruturas próximas ao ouvido e, em alguns casos, o médico também consegue ouvir o barulho ao usar um estetoscópio ou aparelhos específicos.
Ele costuma estar relacionado a problemas vasculares (fluxo de sangue), contrações musculares involuntárias na região da face e pescoço ou defeitos estruturais no ouvido médio.
Classificação quanto à percepção do som
Além da classificação mais técnica, o zumbido também pode ser descrito pelo tipo de som que a pessoa escuta, o que ajuda o médico a entender melhor a possível causa:
- Zumbido pulsátil: a sensação é parecida com a de um coração batendo dentro do ouvido, acompanhando o ritmo do pulso, e frequentemente está relacionada a alterações na circulação sanguínea ou à pressão alta;
- Zumbido tonal: é um som contínuo e mais “limpo”, como um apito ou uma nota musical constante, sendo bastante comum em casos de perda auditiva;
- Zumbido não tonal: envolve sons mais variados e irregulares, como cliques, estalos ou um ruído semelhante à estática de rádio, podendo estar ligado a problemas musculares ou na articulação da mandíbula, conhecida como DTM.
Zumbido no ouvido é grave?
Na maioria das vezes, o zumbido no ouvido não é grave e não indica uma doença séria, sendo normalmente causado por situações comuns como acúmulo de cera, exposição a ruídos ou perda auditiva leve.
No entanto, ele deve ser investigado se surgir de forma súbita, ocorrer em apenas um ouvido ou vier acompanhado de tontura e perda de audição, pois pode indicar condições que precisam de tratamento específico.
O que pode ser o zumbido no ouvido?
Quando as células do ouvido sofrem algum tipo de dano ou estímulo irregular, as vias auditivas podem começar a disparar sinais elétricos espontâneos, que o cérebro interpreta como som.
- Acúmulo de cera: o excesso de cerume pode obstruir parcialmente ou totalmente o canal auditivo, o que aumenta a sensação de pressão dentro do ouvido e pode favorecer o surgimento de chiados ou zumbidos, além de causar desconforto e leve redução da audição;
- Exposição a ruídos altos: sons intensos, como os de shows, fones de ouvido em volume elevado ou máquinas barulhentas, podem lesionar as células sensíveis do ouvido interno, que são responsáveis pela captação do som, e a lesão pode desencadear o zumbido de forma temporária ou até permanente;
- Perda auditiva relacionada à idade: com o passar dos anos, ocorre um desgaste natural das estruturas do sistema auditivo, e o zumbido costuma ser um dos primeiros sinais percebidos, muitas vezes aparecendo antes mesmo da pessoa notar dificuldade para ouvir;
- Disfunção da ATM: alterações na articulação da mandíbula, conhecida como ATM, podem provocar estalos, tensão muscular e até zumbido, já que a região fica muito próxima ao ouvido e compartilha estruturas e conexões nervosas importantes;
- Problemas circulatórios: condições como pressão alta, alterações no fluxo sanguíneo ou problemas vasculares podem gerar o chamado zumbido pulsátil, no qual o som acompanha o ritmo dos batimentos cardíacos e pode ser mais perceptível em momentos de repouso;
- Uso de medicamentos: alguns remédios, como certos antibióticos, anti-inflamatórios e doses elevadas de aspirina, podem ter efeito ototóxico, ou seja, podem afetar estruturas do ouvido e desencadear ou piorar o zumbido, principalmente quando usados por longos períodos ou sem acompanhamento;
- Estresse e ansiedade: o cansaço mental, a tensão acumulada no corpo e a contração dos músculos da região do pescoço e da face podem aumentar a percepção do zumbido, fazendo com que ele pareça mais intenso ou mais presente no dia a dia.
Como o zumbido é um sintoma multifatorial, a melhor forma de identificar a causa é através de uma consulta com um otorrinolaringologista, que poderá realizar exames como a audiometria.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do zumbido no ouvido é feito por um médico otorrinolaringologista a partir de uma avaliação detalhada, em que são analisadas as características do som, como frequência, intensidade e se ele ocorre em um ou nos dois ouvidos. Também é importante relatar outros sinais associados, como tontura, perda de audição, sensação de ouvido tampado ou dor.
Em seguida, é feito um exame físico do ouvido, chamado otoscopia, que permite avaliar o canal auditivo e o tímpano, ajudando a identificar causas mais simples, como acúmulo de cera ou sinais de infecção.
Dependendo da suspeita, o médico pode pedir exames complementares, como:
- Audiometria: avalia a capacidade de ouvir diferentes sons e frequências, sendo necessário para identificar perda auditiva;
- Imitanciometria: analisa o funcionamento do tímpano e das estruturas do ouvido médio;
- Exames de imagem: como ressonância magnética ou tomografia, indicados em casos específicos para investigar alterações mais profundas;
- Exames de sangue: podem ser pedidos para avaliar condições gerais de saúde, como alterações hormonais, metabólicas e circulatórias.
Quando há suspeita de zumbido pulsátil, o médico pode investigar com mais atenção o sistema vascular, já que o tipo costuma estar relacionado ao fluxo sanguíneo.
Como é feito o tratamento do zumbido no ouvido?
O tratamento do zumbido depende especialmente da causa do sintoma. Se ele ocorre por um fator externo ou mecânico, pode ser necessária a remoção de cera, o controle da pressão arterial ou o ajuste de medicamentos que possam estar contribuindo para o sintoma.
Quando o zumbido está associado à perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos costuma ser indicado, pois, ao amplificar os sons externos, o cérebro tende a reduzir o foco no ruído interno.
Em casos crônicos, podem ser utilizadas estratégias como o mascaramento sonoro, com o uso de ruído branco ou sons suaves, e a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT), que tem como objetivo ajudar o cérebro a se acostumar com o som e diminuir a sua percepção ao longo do tempo.
O que fazer para aliviar o zumbido?
O alívio do zumbido depende muito da causa, mas algumas medidas simples no dia a dia já podem ajudar bastante a reduzir o incômodo, como:
- Evitar o silêncio absoluto, mantendo um som de fundo leve, como um ventilador, uma música baixa ou um ruído branco, principalmente na hora de dormir;
- Reduzir a exposição a ruídos altos e diminuir o volume de fones de ouvido para proteger as estruturas do ouvido;
- Controlar o estresse e a ansiedade com técnicas de relaxamento, atividade física e momentos de descanso ao longo do dia;
- Melhorar a qualidade do sono, criando uma rotina regular para dormir e acordar;
- Moderar o consumo de cafeína, álcool e nicotina, já que as substâncias podem intensificar o zumbido;
- Cuidar da saúde geral, com uma alimentação equilibrada e o controle de condições como pressão alta e diabetes;
- Evitar o uso de medicamentos sem orientação, já que alguns podem piorar o sintoma.
Vale destacar que, apesar das medidas ajudarem no controle do sintoma, elas não substituem a avaliação médica, principalmente quando o zumbido é frequente, intenso ou surge de forma repentina.
Remédio caseiro para zumbido funciona?
Não existe um remédio caseiro capaz de curar o zumbido de forma definitiva, pois ele é um sintoma de uma causa interna que precisa de diagnóstico. No entanto, algumas opções naturais podem ajudar a aliviar o desconforto e melhorar a circulação na região dos ouvidos, como o uso de compressas mornas no rosto e pescoço e a higiene do sono.
Importante: evite colocar óleos, soluções caseiras ou qualquer substância dentro do canal auditivo, pois isso pode causar infecções graves ou perfuração do tímpano, piorando o problema.
Zumbido no ouvido tem cura?
o zumbido no ouvido tem cura na maioria das vezes, especialmente quando é causado por fatores reversíveis como acúmulo de cera, infecções, deficiências vitamínicas ou problemas na mandíbula. Nesses casos, o barulho desaparece assim que a causa base é tratada.
Já em situações de perda auditiva definitiva ou lesões crônicas, pode não haver uma cura total, mas é possível alcançar o controle através da habituação. Com o uso de aparelhos auditivos e terapias sonoras, o cérebro aprende a ignorar o som, fazendo com que ele deixe de ser um incômodo no dia a dia.
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Perguntas frequentes
1. Quando o zumbido no ouvido é preocupante?
Quando surge de repente, vem acompanhado de perda de audição súbita, tontura intensa ou dor de cabeça forte.
2. Por que o ouvido fica zumbindo ao deitar?
No silêncio da noite, o cérebro não tem sons externos para focar, o que torna o zumbido interno muito mais perceptível.
3. Qual médico trata o zumbido?
O especialista indicado é o otorrinolaringologista. Em alguns casos, pode ser necessária a ajuda de um fonoaudiólogo ou dentista (se for DTM).
4. O uso de fones de ouvido causa zumbido?
Sim, se usados em volume muito alto por tempo prolongado, pois lesionam permanentemente as células que captam o som.
5. O que é a Terapia de Retreinamento do Zumbido (TRT)?
É um tratamento que combina aconselhamento e uso de sons suaves para “treinar” o cérebro a classificar o zumbido como um som sem importância, fazendo com que o paciente pare de percebê-lo.
6. Zumbido no ouvido pode ser sinal de tumor?
Em casos muito raros, o zumbido persistente em apenas um ouvido pode indicar um neurinoma do acústico (tumor benigno). Por isso, zumbidos unilaterais devem ser sempre avaliados por um médico.
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