Escleroterapia (aplicação para varizes): como funciona o procedimento para secar vasinhos?

Profissional de saúde realizando aplicação de escleroterapia com seringa na perna para tratamento de vasinhos e varizes.

A escleroterapia, também conhecida como aplicação para varizes ou secagem de vasinhos, é um dos tratamentos mais procurados para remover aquelas pequenas ramificações avermelhadas ou arroxeadas que aparecem nas pernas. Os vasinhos costumam causar incômodo principalmente pela aparência, mas também podem indicar uma predisposição para problemas na circulação venosa.

Apesar de ser conhecida como uma técnica simples, a escleroterapia pode ser feita de diferentes maneiras e nem todo tipo de variz pode ser tratado apenas com a aplicação. A seguir, entenda como o procedimento funciona, quantas sessões podem ser necessárias e se os vasinhos podem voltar depois do tratamento.

O que é a escleroterapia e como ela funciona?

A escleroterapia é um tratamento usado para eliminar os vasinhos que ficam aparentes nas pernas. Segundo o cirurgião vascular Marcelo Bellini Dalio, o procedimento é indicado principalmente para os vasos pequenos e superficiais, chamados de teleangiectasias, que podem ter uma aparência avermelhada, arroxeada ou azulada.

Durante a aplicação, o médico usa uma agulha bem fina para colocar uma substância diretamente dentro do vaso que será tratado. O produto provoca uma reação controlada na parede interna do vasinho, fazendo com que ele se feche e deixe de receber sangue.

Depois disso, o próprio organismo começa a absorver aquele vaso aos poucos. O resultado não costuma aparecer imediatamente após a aplicação: o vasinho vai ficando menos visível ao longo do tempo até desaparecer ou diminuir bastante.

Marcelo explica que a escleroterapia é bastante utilizada para melhorar a aparência dos vasinhos, mas também é importante avaliar a circulação antes de iniciar o tratamento, principalmente quando a pessoa apresenta varizes maiores, dor, inchaço, sensação de peso nas pernas ou outras alterações.

Escleroterapia serve para qualquer tipo de variz?

A escleroterapia convencional não é indicada da mesma maneira para todos os tipos de veias dilatadas, pois a aplicação líquida é usada principalmente para os vasinhos pequenos que aparecem logo abaixo da pele. Quando existem varizes maiores, grossas ou saltadas, o tratamento pode precisar de outras técnicas.

Marcelo esclarece ainda que os vasinhos podem funcionar como um sinal de que existe uma predisposição para problemas na circulação venosa. Isso não significa que um vasinho pequeno necessariamente vai crescer e virar uma variz grande, mas a pessoa pode desenvolver outras veias dilatadas ao longo da vida.

Quando existem varizes maiores ou sintomas como dor, inchaço e peso nas pernas, pode ser necessário investigar como estão as outras veias, inclusive as que não conseguimos enxergar.

Tipos de aplicação: qual é a diferença entre os tratamentos?

Existem diferentes maneiras de fazer a aplicação, e a escolha depende do tamanho das veias, da localização dos vasos, das condições da pele e das necessidades de cada paciente.

1. Escleroterapia convencional (líquida)

A escleroterapia líquida é a forma mais tradicional de aplicação e costuma ser usada principalmente para os vasinhos pequenos e superficiais.

Durante o procedimento, uma substância líquida é aplicada diretamente no vasinho por meio de uma agulha bastante fina. O produto provoca uma reação na parede interna do vaso, fazendo com que ele se feche e seja absorvido gradualmente pelo organismo.

A aplicação geralmente pode ser realizada no próprio consultório e não precisa de cortes. Dependendo da quantidade de vasinhos, podem ser necessárias várias sessões para alcançar o resultado esperado.

2. Escleroterapia com espuma

Na escleroterapia com espuma, uma substância esclerosante é preparada em forma de espuma antes de ser aplicada dentro da veia. A técnica permite tratar determinados vasos sem a necessidade de fazer cortes.

Segundo Marcelo, a espuma pode ser uma alternativa principalmente em alguns casos de veias maiores ou de doença venosa mais avançada, mas a indicação precisa ser individualizada.

Uma das possíveis consequências do tratamento é o aparecimento de manchas ou áreas mais escuras na pele depois da aplicação. A pigmentação pode melhorar com o tempo, mas a possibilidade precisa ser considerada principalmente quando o objetivo do tratamento é estético.

3. Escleroterapia a laser

No caso do laser, existem técnicas diferentes, escolhidas de acordo com o tipo e o tamanho do vaso.

Nos vasinhos mais superficiais, por exemplo, determinados tipos de laser podem ser aplicados sobre a pele. A energia é absorvida pelo sangue dentro do vaso, provocando o seu fechamento gradual.

Já em algumas veias maiores, o laser pode ser utilizado por dentro do vaso, por meio de técnicas chamadas de endovenosas. Nesse caso, uma fibra é introduzida na veia e libera energia para fechá-la.

De acordo com Marcelo, as tecnologias atuais permitem tratar diferentes problemas venosos com procedimentos menos invasivos em vários casos, mas a indicação depende da avaliação da circulação de cada paciente.

O procedimento dói ou precisa de repouso?

Não existe um número certo de sessões para todo mundo. Quem tem poucos vasinhos pode precisar de poucas aplicações, enquanto quem apresenta uma quantidade maior pode precisar de mais sessões para chegar ao resultado esperado.

A quantidade também varia de acordo com o tamanho dos vasos, o tipo de tratamento escolhido, a resposta do organismo e a presença de outras veias que também precisam ser tratadas.

Os vasinhos podem voltar depois da aplicação?

Os vasinhos tratados tendem a fechar e ser absorvidos pelo próprio organismo, mas isso não significa que novos vasinhos não possam aparecer em outras partes das pernas com o passar do tempo.

A genética, as alterações hormonais, o excesso de peso, o sedentarismo e outros fatores podem aumentar a tendência ao surgimento de novos vasos. Mesmo depois de fazer a escleroterapia, é importante manter alguns cuidados no dia a dia, como praticar atividades físicas, evitar ficar muito tempo parado na mesma posição e manter um peso saudável.

Qual profissional pode fazer a aplicação para varizes?

Segundo Marcelo, o cirurgião vascular é o médico responsável por avaliar a circulação das pernas, identificar quais veias estão com problemas e indicar o tratamento mais adequado.

A avaliação é importante porque nem sempre os vasinhos que aparecem na pele mostram tudo o que está acontecendo com a circulação. Em alguns casos, também podem existir alterações em veias maiores que não conseguimos enxergar.

Dependendo do caso, o médico pode solicitar um ultrassom Doppler, exame que ajuda a observar como o sangue está circulando e como estão funcionando as veias das pernas.

Com as informações, o cirurgião vascular consegue decidir qual é a melhor opção de tratamento, como a aplicação líquida, a espuma ou o laser, além de identificar se alguma veia maior precisa ser tratada antes dos vasinhos.

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Perguntas frequentes

1. Vasinhos finos podem se transformar em varizes grossas?

Não, um vasinho nunca vira uma variz grande. No entanto, o surgimento de vasinhos é um sinal de alerta de que a pessoa tem predisposição para problemas circulatórios.

2. Posso voltar a treinar pesado no dia seguinte à aplicação de varizes?

Não. Embora a recuperação seja rápida, a recomendação é um período de repouso e moderação de atividades intensas que pode variar de uma semana até um mês, dependendo do caso.

3. A aplicação de varizes dói?

O desconforto é muito bem tolerado e as técnicas modernas tornam o procedimento tranquilo para o paciente

4. Escleroterapia faz o vasinho sumir para sempre?

Aquele vasinho específico que foi tratado fecha e é absorvido pelo corpo, mas o procedimento não impede que novos vasos surjam com o tempo devido à genética.

5. Escleroterapia a laser substitui a cirurgia?

Em muitos casos sim, pois o laser permite queimar e fechar veias doentes com mínimos furos ou sem cortes, acelerando a recuperação.

6. Grávidas podem fazer aplicação para secar vasinhos?

Durante a gestação, as alterações hormonais e o peso do bebê alteram a circulação, sendo recomendado aguardar a avaliação do cirurgião vascular após o período gestacional.

7. A aplicação de espuma serve para fechar a veia safena?

Sim, a técnica com espuma ou o uso do laser podem ser indicados para tratar veias maiores e a safena, servindo como alternativa para fechar o vaso sem a necessidade de cortes cirúrgicos.

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