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  • Síndrome da congestão pélvica: o que é, sintomas e como é feito o tratamento 

    Síndrome da congestão pélvica: o que é, sintomas e como é feito o tratamento 

    Uma dor persistente no baixo ventre, que piora após passar muito tempo em pé ou logo após o contato íntimo, é um dos principais sintomas da síndrome de congestão pélvica. A condição, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 45 anos, acontece devido ao surgimento de varizes nas veias próximas ao útero e aos ovários.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender por que a condição acontece, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis. Confira!

    O que é a síndrome da congestão pélvica?

    A síndrome da congestão pélvica é uma condição causada pela dilatação das veias na região da pelve, especialmente ao redor do útero e dos ovários. As veias ficam dilatadas e passam a acumular sangue, o que dificulta a circulação adequada na região pélvica, um quadro semelhante ao das varizes nas pernas, segundo Andreia.

    Como consequência, ocorre uma sensação de peso, pressão ou dor na parte inferior do abdômen, que pode se tornar crônica em alguns casos. A dor costuma piorar ao longo do dia, após longos períodos em pé ou durante e após a relação sexual.

    Além da dor, algumas mulheres podem apresentar cólicas mais intensas, piora dos sintomas no período pré-menstrual e alterações no funcionamento do intestino ou da bexiga. Em certos casos, também podem surgir varizes visíveis na região da vulva ou da vagina, que funcionam como um sinal de que as veias internas estão comprometidas.

    O que causa a condição?

    A síndrome da congestão pélvica acontece quando há uma dificuldade no retorno do sangue pelas veias da região pélvica. Como consequência, as veias se dilatam, acumulam sangue e formam um quadro semelhante aos das varizes.

    Segundo Andreia, alguns fatores podem favorecer o desenvolvimento da condição, como:

    • Gravidez: o aumento do volume do útero comprime as veias da pelve e dificulta a circulação, além de haver um aumento do volume sanguíneo no corpo;
    • Uso de estrogênio: o hormônio tem efeito vasodilatador, o que pode contribuir para a dilatação das veias ao longo do tempo;
    • Alterações anatômicas: algumas mulheres já têm uma predisposição a uma maior fragilidade ou dilatação das veias;
    • Presença de miomas ou outras massas pélvicas: podem comprimir as veias e dificultar o retorno venoso.

    Como diferenciar a congestão pélvica e a endometriose?

    A congestão pélvica e a endometriose são condições diferentes, mas que podem causar sintomas bastante parecidos, como dor pélvica crônica, desconforto abdominal, piora no período menstrual e dor durante a relação sexual.

    Para diferenciar, é preciso observar atentamente o tipo da dor e os momentos em que ela se manifesta, já que as causas são completamente diferentes:

    • Na endometriose: a dor é normalmente uma cólica aguda e intensa, tendo ligação muito forte com o ciclo menstrual, tornando-se quase insuportável nos dias que antecedem ou durante a menstruação. Na relação sexual, ela costuma ocorrer durante a penetração (dor profunda), causada pelo toque em regiões inflamadas ou com focos da doença;
    • Na congestão pélvica: a dor é descrita como um peso ou pressão. Ela tende a piorar ao longo do dia (devido à gravidade) e após a pessoa passar muito tempo em pé, mas costuma aliviar ao deitar ou elevar as pernas. A dor é mais comum depois da relação sexual, podendo durar horas ou até o dia seguinte.

    Como os sintomas são parecidos, muitas mulheres levam anos para descobrir qual das duas condições possuem e, em alguns casos, é possível ter as duas simultaneamente. Por isso, é necessário a avaliação de um ginecologista.

    Sintomas da síndrome da congestão pélvica

    De acordo com Andreia, em muitos casos a síndrome pode não causar nenhum sintoma e acaba sendo descoberta apenas em exames. No entanto, quando os sinais aparecem, eles costumam incluir:

    • Dor pélvica crônica, que pode piorar ao longo do dia;
    • Sensação de peso no baixo ventre, com pressão constante (semelhante à sensação de varizes nas pernas);
    • Dor após o contato íntimo, que pode surgir ou se intensificar e durar horas;
    • Surgimento de varizes (veias dilatadas) na região da vulva, nádegas ou na parte superior das coxas;
    • Aumento do fluxo sanguíneo ou períodos menstruais mais dolorosos do que o habitual;
    • Sensação de necessidade frequente de urinar, causada pela pressão das veias dilatadas sobre a bexiga.

    Os sintomas podem se intensificar durante a gravidez ou no período pré-menstrual, devido às flutuações hormonais que dilatam ainda mais os vasos sanguíneos.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da síndrome da congestão pélvica é feito a partir de uma avaliação detalhada, em que o médico analisa o histórico da paciente e as características da dor. Em seguida, o principal exame solicitado é o ultrassom transvaginal com Doppler, que permite avaliar o fluxo de sangue nas veias da pelve e identificar possíveis dilatações.

    Em alguns casos, Andreia esclarece que outros exames podem ser indicados para complementar a investigação:

    • Angiotomografia;
    • Angiorressonância;
    • Flebografia pélvica (mais invasiva e indicada em situações específicas).

    Nem todo ultrassom comum consegue identificar a condição, então o uso do Doppler e a experiência do profissional fazem diferença para um diagnóstico mais preciso.

    Como os sintomas podem se confundir com os de endometriose, síndrome do intestino irritável e doença inflamatória pélvica, é importante descartar outras causas antes de confirmar o diagnóstico.

    Tratamento da síndrome da congestão pélvica

    O tratamento da síndrome da congestão pélvica é individualizado, dependendo da intensidade dos sintomas e das causas identificadas. Segundo a Andreia, as abordagens podem incluir:

    • Acompanhamento clínico para casos leves, onde o desconforto é esporádico e não interfere significativamente na rotina;
    • O uso de analgésicos e anti-inflamatórios, que ajudam a aliviar a dor durante as crises. Além disso, podem ser prescritos medicamentos hormonais para reduzir a dilatação das veias;
    • Em alguns casos, o médico pode recomendar o ajuste, redução ou suspensão do uso de estrogênio, já que o hormônio favorece a dilatação dos vasos.

    Quando os sintomas são mais intensos ou persistentes, podem ser indicados procedimentos específicos, como a embolização das veias pélvicas. É um procedimento minimamente invasivo, realizado com um cateter, que bloqueia as veias dilatadas para melhorar a circulação e reduzir os sintomas.

    Em situações mais raras e complexas, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para ligar ou remover as veias afetadas, ou até mesmo a retirada do útero (histerectomia) em casos extremos onde outros tratamentos não surtiram efeito.

    Congestão pélvica tem cura?

    A síndrome da congestão pélvica não tem cura definitiva e, na maioria das vezes, o foco é o controle dos sintomas, já que o sistema vascular já foi afetado. Mesmo assim, Andreia aponta que é possível ter uma melhora significativa da qualidade de vida com o acompanhamento adequado.

    Quando a dor pélvica deve ser investigada com mais atenção?

    A dor pélvica deve ser investigada com mais atenção nas seguintes situações:

    • A dor é persistente ou crônica;
    • A dor interfere nas atividades do dia a dia e compromete a qualidade de vida;
    • Há associação com sintomas urinários ou intestinais, como dor ao urinar, alteração no hábito intestinal ou desconforto abdominal;
    • Existe dor durante ou após a relação sexual;
    • Há presença de sangramento genital fora do período menstrual ou com características diferentes do habitual;
    • São observadas varizes na região íntima, como na vulva ou na vagina.

    Muitas vezes, a mulher acredita que sentir dor na região pélvica é normal ou parte do ciclo menstrual. No entanto, a investigação precoce ajuda a diferenciar a síndrome da congestão pélvica de outros problemas sérios, como a endometriose, miomas ou até problemas inflamatórios intestinais.

    Confira: Parou o anticoncepcional? Veja 8 mudanças que podem acontecer no seu corpo

    Perguntas frequentes

    1. A síndrome da congestão pélvica pode causar infertilidade?

    Não diretamente. Ela não impede a concepção, mas a dor intensa pode dificultar a frequência das relações sexuais.

    2. Por que a dor piora ao ficar em pé?

    Porque a gravidade dificulta o retorno do sangue pelas veias dilatadas, aumentando a pressão e o represamento na região pélvica.

    3. Como diferenciar a congestão pélvica de uma cólica menstrual comum?

    A dor da congestão pélvica é um “peso” constante que melhora ao deitar, enquanto a cólica menstrual é aguda e ligada estritamente aos dias do período.

    4. Qual médico devo procurar?

    O ginecologista é o primeiro contato, mas o diagnóstico e tratamento definitivo muitas vezes envolvem o cirurgião vascular.

    5. A síndrome pode voltar após o tratamento?

    A taxa de sucesso da embolização é alta, mas como em qualquer problema vascular, novas veias podem se dilatar com o tempo em pessoas com forte predisposição.

    6. Alimentos específicos ajudam a melhorar a circulação pélvica?

    Alimentos anti-inflamatórios (como cúrcuma e ômega-3) e ricos em fibras (para evitar a prisão de ventre, que aumenta a pressão abdominal) podem auxiliar indiretamente no conforto pélvico.

    7. Quem tem a síndrome pode fazer musculação?

    Pode, mas com cautela. Exercícios que exigem muita força abdominal ou “manobra de valsalva” (prender a respiração para fazer força) podem aumentar a pressão nas veias pélvicas. O ideal é o acompanhamento profissional.

    8. Qual a idade mais comum para o surgimento do problema?

    Acomete principalmente mulheres entre os 20 e 45 anos, especialmente aquelas que já tiveram mais de uma gestação. É rara após a menopausa.

    Leia mais: Endometrioma: o que é, sintomas, qual o tratamento e se pode engravidar

  • Meia de compressão: diferenças entre os tipos e como acertar na escolha

    Meia de compressão: diferenças entre os tipos e como acertar na escolha

    A meia de compressão, também conhecida como meia elástica, é um tipo de meia terapêutica feita para apertar de forma controlada as pernas, ajudando a melhorar a circulação do sangue.

    Ela pode ser indicada para diferentes condições, desde varizes até durante a gravidez, além de ser útil na prevenção de trombose e no alívio de sintomas como inchaço, dor e sensação de peso nas pernas.

    Como existem diferentes níveis de compressão, a escolha adequada deve levar em consideração a necessidade de cada pessoa, sempre com orientação de um profissional de saúde. Vamos entender mais, a seguir.

    Como a meia compressão age na circulação?

    As meias elásticas funcionam por meio de uma compressão graduada, um aperto que é mais forte no tornozelo e vai diminuindo ao subir pela perna. Segundo o cirurgião vascular Marcelo Dalio, isso ajuda o sangue a subir de volta para o coração com mais facilidade, melhorando a circulação.

    A meia também ajuda no funcionamento das válvulas das veias, que são responsáveis por impedir que o sangue volte para baixo. Quando as válvulas não funcionam bem, como nos casos de varizes, o sangue pode se acumular. A compressão da meia dá suporte para que as válvulas fechem melhor, melhorando a circulação e aliviando sintomas como dor e sensação de peso.

    Para completar, a meia contribui para reduzir o inchaço, pois facilita a reabsorção do líquido que fica acumulado nos tecidos, ajudando o organismo a eliminar o excesso com mais facilidade.

    Quando a meia de compressão é indicada?

    A meia elástica é indicada quando existe alguma dificuldade na circulação das pernas ou quando há risco de problemas circulatórios, como:

    • Varizes;
    • Inchaço nas pernas e nos pés;
    • Sensação de peso ou cansaço ao final do dia;
    • Má circulação (insuficiência venosa);
    • Gravidez;
    • Pós-operatório, principalmente de cirurgias nas pernas;
    • Prevenção de trombose, como em viagens longas ou períodos de imobilidade;
    • Pessoas que ficam muito tempo sentadas ou em pé, como em alguns tipos de trabalho.

    Apesar de ser bastante útil, a escolha da meia precisa ser individualizada e sempre com orientação de um médico.

    Quais os tipos de meia de compressão?

    Segundo Marcelo, as meias de compressão são classificadas de acordo com a intensidade da pressão que exercem:

    • Compressão leve (15 a 20 mmHg): indicada para prevenção e para desconfortos leves, como inchaço ao final do dia ou durante viagens, e pode ser usada por pessoas sem doença venosa. Ela costuma ser vendida sem prescrição médica, em farmácias e lojas, e normalmente não oferece riscos para a circulação;
    • Compressão moderada (20 a 30 mmHg): indicada para quem já apresenta algum problema venoso, como varizes, vasinhos ou inchaço mais persistente. Nesse caso, é importante ter orientação médica, pois nem todas as pessoas podem usar esse tipo de compressão;
    • Compressão alta (30 a 40 mmHg): utilizada em casos mais graves, como doenças venosas avançadas ou presença de feridas. Deve ser usada apenas com indicação e acompanhamento médico, já que exige uma avaliação criteriosa.

    A orientação médica é importante porque algumas condições podem contraindicar o uso da meia, como doenças arteriais, alergias ao material ou outros problemas circulatórios. O uso inadequado pode não trazer benefício ou até piorar o quadro, segundo o profissional.

    Modelos de meias de compressão

    Além do nível de compressão, Marcelo explica existem diferentes modelos disponíveis de meia, como:

    • Meia até o joelho (3/4);
    • Meia até a coxa (7/8);
    • Meia-calça (até a cintura);
    • Modelos específicos para gestantes.

    Também existem variações no tipo de tecido e na forma de fabricação, como malha circular ou plana, além de modelos específicos para condições como linfedema e lipedema.

    Como usar a meia de compressão adequadamente?

    A meia de compressão deve ser colocada preferencialmente no início do dia, quando as pernas ainda estão menos inchadas. Marcelo explica que não é necessário colocar antes de levantar da cama, mas o ideal é usar logo pela manhã, depois de acordar.

    Se você só conseguir colocar mais tarde, o melhor é elevar as pernas por alguns minutos antes, para reduzir o inchaço. O uso noturno só é indicado em situações específicas, com orientação médica, como na prevenção de trombose ou em alguns casos de linfedema.

    O cirurgião ainda destaca que, para situações simples, como viagens longas ou inchaço leve, a meia de compressão leve pode ser usada sem grandes riscos. Em todos os outros casos, especialmente durante a gravidez ou quando há doenças venosas, apenas um médico pode indicar o melhor tipo de meia.

    Quando desconfiar de problemas circulatórios?

    As doenças vasculares costumam ser silenciosas em algumas pessoas e apresentam sintomas que muitas vezes passam despercebidos, mas alguns sinais no dia a dia, especialmente quando frequentes, precisam de mais atenção:

    • Inchaço nas pernas ou nos pés, com sapatos apertando no fim do dia ou marcas profundas das meias no tornozelo, além de pele que fica marcada ao pressionar;
    • Mudanças na cor ou na temperatura, como pés arroxeados, azulados, muito pálidos, frios demais ou com sensação de queimação;
    • Presença de varizes ou vasinhos aparentes, com veias mais grossas, tortuosas ou agrupamentos avermelhados;
    • Sensação de peso e cansaço nas pernas, que melhora ao elevar os membros;
    • Cãibras frequentes ou formigamento, especialmente à noite;
    • Dor na panturrilha ao caminhar, que melhora após alguns minutos de descanso;
    • Pele mais seca, fina, brilhante ou com manchas escuras na região das pernas;
    • Feridas que demoram para cicatrizar, mesmo quando são pequenas;

    Se houver inchaço repentino em apenas uma das pernas, acompanhado de dor forte, calor localizado e vermelhidão, procure um pronto-atendimento imediatamente.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre meia de compressão e meia esportiva?

    A meia de compressão medicinal tem pressão graduada (mais forte no tornozelo). Já as esportivas focam na redução da vibração muscular e na recuperação após o treino, nem sempre seguindo a graduação médica rigorosa.

    2. Posso dormir de meia de compressão?

    Não sem indicação médica. Ao deitar, a gravidade deixa de ser um problema e o retorno venoso flui naturalmente. Dormir com ela pode restringir o fluxo arterial desnecessariamente, a menos que haja uma recomendação médica específica (como pós-operatório imediato).

    3. Como saber o tamanho ideal?

    É preciso medir a circunferência do tornozelo, da panturrilha e, se for o caso, da coxa, de preferência logo ao acordar, quando as pernas estão menos inchadas. Cada fabricante possui uma tabela de medidas específica.

    4. Quanto tempo dura uma meia elástica?

    Em média, de 4 a 6 meses. Após esse período e com as lavagens constantes, o elastano perde a memória e a compressão deixa de ser eficaz, mesmo que a meia pareça inteira.

    5. Como lavar as meias para que durem mais?

    Lave à mão com sabão neutro e seque à sombra. Nunca use amaciante, não torça e não use máquina de secar, pois o calor e os produtos químicos destroem as fibras elásticas.

    6. A meia elástica emagrece as pernas?

    Ela reduz o inchaço causado pela retenção de líquidos, o que pode dar a impressão visual de pernas mais finas, mas ela não elimina gordura.

    7. É normal sentir a perna coçar ao usar a meia?

    A coceira pode ocorrer por dois motivos: a pele muito seca ou uma reação leve ao material da meia. O ideal é manter a pele hidratada (passando creme na noite anterior) e garantir que a meia não tenha resíduos de sabão da lavagem. Se houver vermelhidão, suspenda o uso e fale com um médico.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Sabe aquelas veias dilatadas e tortuosas que ficam abaixo da pele, em especial nas pernas? Conhecidas como varizes, elas não são apenas problemas estéticos e, ao longo do tempo, podem causar sintomas como dor, sensação de peso, cansaço e inchaço — além de favorecer alterações na pele e o surgimento de feridas.

    Os vasinhos, que são microvarizes finais e superficiais, também merecem attention, uma vez que podem indicar alterações na circulação e tendem a aumentar com o passar dos anos, especialmente quando não há acompanhamento ou cuidados adequados.

    Mas afinal, será que existe uma melhor época do ano para fazer o tratamento de remoção de varizes e vasinhos? Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para responder essa dúvida. Confira!

    Existe uma época certa para tratar varizes e vasinhos?

    Não existe uma época obrigatória para tratar varizes e vasinhos. Segundo o especialista, o tratamento pode ser feito em qualquer período do ano, desde que sejam seguidas corretamente as orientações médicas. Quando há urgência ou necessidade clínica, qualquer época do ano é adequada.

    No entanto, muitas pessoas preferem o inverno porque o clima mais ameno facilita o uso de meias de compressão, o repouso e a proteção da pele do sol, cuidados que costumam fazer parte do pós-tratamento.

    O tratamento de varizes no verão é possível?

    Não existe nenhuma contraindicação para realizar o tratamento de varizes e vasinhos no verão, desde que a pessoa siga corretamente as orientações médicas.

    Nessa época do ano, o principal cuidado costuma ser evitar exposição ao sol após procedimentos como aplicações e laser, além de respeitar o período de repouso indicado.

    Quando há um ambiente mais fresco e a pessoa consegue manter os cuidados, o tratamento pode ser feito com segurança, mesmo nos dias mais quentes.

    Quais cuidados são necessários após o tratamento?

    Os cuidados pós-tratamento de varizes e vasinhos podem variar de acordo com o tipo de procedimento realizado, mas, de forma geral, seguem algumas orientações comuns, como:

    • Usar meia de compressão pelo período indicado pelo médico;
    • Evitar exposição direta ao sol, principalmente após aplicações e laser;
    • Respeitar o tempo de repouso recomendado, especialmente após procedimentos cirúrgicos;
    • Manter as pernas elevadas sempre que possível, principalmente no fim do dia;
    • Evitar atividades físicas intensas nas primeiras semanas;
    • Seguir corretamente o uso de medicamentos prescritos;
    • Retornar às consultas de acompanhamento para avaliar a evolução do tratamento.

    Por que as manchas podem surgir no pós-tratamento?

    A pele passa por um processo inflamatório após procedimentos como aplicações e laser. Durante a recuperação, pode ocorrer liberação de pigmentos na região tratada, principalmente quando há exposição ao sol ou quando a pele é mais sensível.

    Pequenos vasos tratados também podem deixar resíduos de sangue sob a pele, o que também contribui para o aparecimento de manchas temporárias.

    Na maioria dos casos, as manchas tendem a clarear com o tempo, especialmente quando os cuidados pós-tratamento são seguidos corretamente. Por isso, lembre-se sempre do protetor solar, mesmo quando não há exposição solar.

    O que esperar após os procedimentos vasculares

    Depois do tratamento, é comum o corpo passar por um período de adaptação e recuperação. Na maioria dos casos, as reações fazem parte do processo normal de cicatrização e tendem a melhorar com o passar dos dias ou semanas. Entre alguns dos sinais possíveis, estão:

    • Leve dor ou desconforto na região tratada;
    • Inchaço temporário nas pernas;
    • Pequenos hematomas ou manchas na pele;
    • Sensação de peso ou sensibilidade local;
    • Endurecimento passageiro ao longo das veias tratadas.

    As alterações costumam ser temporárias e melhoram gradualmente, especialmente quando as orientações médicas são seguidas corretamente.

    Quando o tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado?

    O tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado quando não é possível seguir corretamente os cuidados necessários no pós-procedimento. Por exemplo, situações como viagens com exposição intensa ao sol, dificuldade para realizar repouso, impossibilidade de usar meia de compressão ou ausência de acompanhamento médico adequado podem comprometer a recuperação.

    Além disso, em casos de infecções ativas, feridas abertas, alterações clínicas descompensadas ou outras condições de saúde que aumentem o risco do procedimento, o ideal é postergar o tratamento até que o quadro esteja controlado.

    A decisão deve ser tomada junto ao médico, avaliando os riscos e o momento mais seguro para realizar o procedimento.

    E quando ele é uma emergência?

    O tratamento de varizes é considerado uma emergência em situações como dor intensa, inchaço importante, inflamação, sangramento das varizes, feridas nas pernas ou risco de complicações. Nessas situações, é necessária uma avaliação e intervenção imediata, independentemente da época do ano.

    A prioridade é controlar o problema, aliviar os sintomas e evitar a piora do quadro. Os cuidados após o tratamento continuam sendo importantes, mas a necessidade de tratar vem antes da escolha do período do ano.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Por que não posso tomar sol após as sessões de escleroterapia (aplicação)?

    O sol reage com os pequenos hematomas (roxos) ou com a inflamação do vaso tratado, fixando o pigmento do sangue na pele. Isso causa manchas escuras (hiperpigmentação) que podem demorar meses para sair.

    2. O protetor solar substitui a necessidade de evitar o sol?

    Não totalmente. O protetor ajuda, mas o calor excessivo do sol também causa dilatação dos vasos, o que pode atrapalhar o fechamento do vasinho que acabou de ser tratado.

    3. Se eu fizer cirurgia de varizes, quanto tempo fico longe da academia?

    Normalmente, de 7 a 15 dias para atividades leves (caminhadas) e até 30 dias para exercícios de alto impacto ou musculação pesada. No inverno, a pausa costuma ser menos frustrante para muitos pacientes.

    4. O laser transdérmico para vasinhos exige menos tempo de repouso?

    Sim, o laser é menos invasivo que a cirurgia convencional, mas ainda assim exige cuidados com o sol, pois a luz do laser sensibiliza a pele.

    5. Vasinhos tratados podem voltar?

    Os vasos tratados são eliminados, mas a predisposição genética continua. Por isso, tratar na “baixa temporada” (inverno) permite que você faça a manutenção anual necessária.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Qual a relação entre varizes e dor nas pernas?

    Qual a relação entre varizes e dor nas pernas?

    A dor nas pernas é um dos incômodos mais frequentes do dia a dia, especialmente na rotina de pessoas que passam muito tempo em pé ou sentadas. Ela pode ser causada por uma série de fatores, variando desde uma sensação de peso, que aparece no fim do dia, até dores intensas que atrapalham atividades simples.

    No entanto, quando a dor vem acompanhada de sinais típicos de varizes, como inchaço, sensação de peso e veias azuladas saltadas, é um sinal de alerta de alterações na circulação venosa. As varizes, além da estética, podem trazer desconfortos significativos e até indicar complicações vasculares mais graves.

    Mas afinal, como saber quando a dor nas pernas é sinal de varizes? Para esclarecer as principais dúvidas sobre essa relação, conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio. Confira!

    Afinal, como surgem as varizes?

    As varizes aparecem quando há falhas no retorno do sangue das pernas para o coração. Enquanto as artérias enviam o sangue para todo o corpo, o caminho de volta acontece pelas veias, que dependem da contração da musculatura, principalmente da panturrilha, e de pequenas válvulas internas que direcionam o fluxo para cima.

    Quando o mecanismo não funciona de forma eficiente, o sangue se acumula nos membros inferiores, provocando inchaço, peso e cansaço. Com o tempo, a sobrecarga favorece a dilatação dos vasos e o aparecimento das varizes, como explica Marcelo.

    Qual a relação entre varizes e dor nas pernas?

    A dor causada pelas varizes costuma ser descrita como um peso ou um cansaço nas pernas. Ela aparece, na maioria das vezes, nas duas pernas e tende a piorar ao final da tarde ou no fim do dia, especialmente depois de longos períodos em pé.

    Marcelo explica que situações comuns, como passar horas em um show, numa balada ou em trabalhos que exigem permanecer em pé (como segurança, limpeza ou comércio) favorecem o aparecimento do desconforto. Mas, quando a pessoa deita e eleva os pés, os sintomas costumam melhorar — justamente porque o sangue consegue fluir com mais facilidade.

    Além da dor, outros sintomas podem estar relacionados a varizes, como:

    • Inchaço nos tornozelos e pés;
    • Sensação de calor na região das veias;
    • Coceira na pele sobre as varizes;
    • Escurecimento da pele em estágios mais avançados.

    Dor nas pernas: o que mais pode ser?

    A dor nas pernas pode ser causada por uma série de fatores, desde causas simples e temporárias até condições que exigem avaliação médica, como:

    • Esforço físico: excesso de exercícios ou ficar muito tempo em pé pode gerar dor muscular e cansaço;
    • Problemas ortopédicos: alterações nos pés, quadris ou coluna podem sobrecarregar as pernas e provocar dor;
    • Lesões musculares: distensões, câimbras ou inflamações (como tendinite) provocam dor localizada;
    • Doenças articulares: artrite e artrose afetam joelhos e quadris, irradiando dor para as pernas;
    • Compressão nervosa: hérnia de disco ou ciático inflamado podem causar uma dor que desce pela perna;
    • Condições circulatórias graves: trombose venosa profunda, por exemplo, exige atenção médica imediata;
    • Outros fatores: obesidade, gravidez, uso de salto alto constante, sedentarismo e até alguns medicamentos podem contribuir para a dor.

    Se a dor nas pernas aparece com frequência e já começa a atrapalhar o dia a dia, o recomendado é procurar atendimento médico. Apenas um especialista pode investigar a causa, pedir exames se necessário e indicar o tratamento mais adequado.

    Como identificar as varizes?

    Não é difícil identificar as varizes, já que elas costumam ser visíveis sob a pele, formando veias azuladas, arroxeadas ou esverdeadas, dilatadas e tortuosas. No entanto, nem sempre os sinais externos aparecem logo de início. Em fases mais precoces, os sintomas podem se manifestar apenas como dor, inchaço e sensação de peso.

    Alguns sinais importantes para identificar incluem:

    • Veias aparentes: salientes, dilatadas e em formato irregular;
    • Sensação de peso: especialmente no fim do dia ou após longos períodos em pé;
    • Inchaço nos tornozelos: que pode piorar com o calor;
    • Alterações na pele: manchas, escurecimento ou descamação na região das pernas;
    • Câimbras noturnas: são comuns em pessoas com insuficiência venosa.

    Vale lembrar que existem também os vasinhos, que são menores, finos e superficiais. Eles costumam causar menos dor, mas podem ser um sinal inicial de insuficiência venosa. “Começa com um vasinho, depois eles vão se multiplicando, proliferando, e aí podem surgir sintomas”, explica Marcelo.

    O diagnóstico definitivo deve ser feito por um médico angiologista ou cirurgião vascular, geralmente com o auxílio do exame de ultrassonografia Doppler, que avalia o fluxo sanguíneo e confirma a presença de refluxo venoso.

    Quando procurar atendimento médico?

    É importante procurar um angiologista ou cirurgião vascular assim que surgirem os primeiros sinais de varizes ou qualquer sintoma relacionado, como:

    • Veias salientes e tortuosas;
    • Dor ou sensação de peso nas pernas;
    • Inchaço frequente ao final do dia;
    • Cãibras noturnas;
    • Formigamento;
    • Coceira;
    • Alterações na textura da pele ou até o aparecimento de manchas escuras na região das pernas e tornozelos.

    As varizes, de acordo com Marcelo, nunca são um problema apenas estético e o ideal é não esperar o problema agravar para procurar ajuda médica. Quanto antes o tratamento for iniciado, menores as chances de complicações, como úlceras varicosas, sangramentos ou trombose venosa.

    Leia mais: Pés inchados no fim do dia podem indicar problema no coração, mas há outras causas

    Perguntas frequentes sobre varizes e dor nas pernas

    1. As varizes sempre causam dor nas pernas?

    Nem sempre. Na verdade, muitas pessoas têm varizes bem visíveis e nunca sentem dor, enquanto outras podem sentir desconforto mesmo em casos leves. A dor típica das varizes costuma ser descrita como peso, queimação ou cansaço, principalmente no fim do dia ou após ficar muito tempo em pé.

    Isso acontece porque as veias não conseguem bombear o sangue de volta ao coração de forma eficiente, causando acúmulo de sangue e aumento da pressão dentro delas.

    2. Relaxante muscular serve para dor nas pernas?

    O relaxante muscular pode aliviar a dor nas pernas se ela for causada por tensão ou espasmos musculares, como depois de muito esforço físico, má postura ou câimbras. Nesses casos, o remédio pode trazer alívio temporário, porque age diminuindo a contração involuntária dos músculos.

    Quando a dor está associada a problemas de circulação, como varizes, insuficiência venosa ou até trombose, o relaxante muscular não resolve. Na verdade, ele pode até mascarar o sintoma, atrasando o diagnóstico. Por isso, não utilize nenhum medicamento sem orientação médica.

    3. Sentir câimbras frequentes à noite pode ser sinal de varizes?

    Pode ser. As câimbras noturnas são comuns em quem tem insuficiência venosa, já que a má circulação prejudica a oxigenação dos músculos. Isso deixa a musculatura mais sensível e propensa a contrações involuntárias.

    No entanto, as câimbras também podem estar ligadas à falta de magnésio, potássio, desidratação ou uso de certos remédios. Se elas vierem acompanhadas de varizes visíveis, inchaço ou dor, vale procurar orientação de um médico.

    4. As varizes podem provocar feridas dolorosas nas pernas?

    Sim, quando a insuficiência venosa não é tratada, a pressão dentro das veias e o acúmulo de líquido nos tecidos prejudicam a oxigenação da pele. Isso pode levar à formação de úlceras varicosas, feridas abertas, dolorosas e de difícil cicatrização, geralmente localizadas nos tornozelos. Elas exigem tratamento médico especializado.

    5. Tenho varizes e dor nas pernas, posso fazer exercícios físicos?

    Sim, e é até recomendado. A prática regular de atividade física ajuda a melhorar a circulação sanguínea, fortalece a musculatura da panturrilha e reduz os sintomas de peso, dor e inchaço nas pernas.

    Atividades como caminhada, bicicleta ergométrica, pilates, yoga são algumas das mais recomendadas, porque estimulam a circulação sem sobrecarregar as veias.

    Saiba mais: Varizes: o que são e como tratar