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  • Apoio para os pés no trabalho: bobagem ergonômica ou necessidade da sua circulação?

    Apoio para os pés no trabalho: bobagem ergonômica ou necessidade da sua circulação?

    Quem passa boa parte do dia trabalhando sentado, seja em casa ou no escritório, provavelmente já viu aquele apoio para os pés embaixo da mesa e pensou: será que isso realmente serve para alguma coisa? Apesar de parecer apenas mais um acessório ergonômico, ele pode ajudar a deixar a postura mais confortável e evitar que os pés fiquem sem apoio durante horas.

    Para a circulação, porém, existe um detalhe importante: as pernas precisam se movimentar. A musculatura da panturrilha ajuda a empurrar o sangue de volta para o coração e, quando passamos muito tempo sentados e quase sem nos mexer, o retorno venoso pode ficar mais lento.

    Mas será que usar um apoio para os pés realmente ajuda a circulação ou o benefício é apenas para a postura? Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o apoio para os pés?

    O apoio para os pés é um acessório usado para deixar os pés bem apoiados enquanto a pessoa está sentada, principalmente quando eles não conseguem encostar completamente no chão. Ele ajuda a manter uma postura mais confortável, evitando que as pernas fiquem penduradas e diminuindo a pressão na parte de trás das coxas.

    Quando os pés ficam pendurados, a pessoa pode acabar escorregando na cadeira, inclinando o corpo para a frente ou adotando outras posições desconfortáveis para conseguir se apoiar. Com o suporte, fica mais fácil distribuir o peso do corpo e permanecer sentado de maneira confortável.

    Afinal, o apoio para os pés é frescura ou realmente funciona?

    O apoio para os pés realmente pode ajudar, principalmente para quem não consegue manter os dois pés totalmente apoiados no chão depois de ajustar a cadeira na altura correta da mesa.

    Quando os pés ficam pendurados, a borda da cadeira pode aumentar a pressão na parte de trás das coxas, causando desconforto e dificultando a circulação das pernas. Além disso, sem um ponto firme de apoio, a pessoa tende a procurar outras posições para ficar confortável, o que pode favorecer uma postura inadequada ao longo do dia.

    O acessório também permite movimentar os pés e os tornozelos com mais facilidade, o que ajuda a ativar os músculos das pernas e favorece a circulação, principalmente para quem trabalha várias horas sentado.

    Principais benefícios para o retorno venoso e para o corpo

    O apoio para os pés pode trazer diferentes benefícios para quem fica sentado durante boa parte do dia, principalmente quando a cadeira é alta e os pés não alcançam completamente o chão, como:

    • Melhora o apoio das pernas: evita que os pés fiquem pendurados e diminui a pressão na parte de trás das coxas;
    • Ajuda na circulação: uma posição mais confortável das pernas, associada aos movimentos dos pés e tornozelos, favorece o retorno do sangue;
    • Diminui o desconforto nas pernas: pode ajudar a reduzir a sensação de peso e cansaço causada por permanecer muito tempo na mesma posição;
    • Melhora a postura: com os pés bem apoiados, fica mais fácil manter o quadril e as costas em uma posição confortável;
    • Pode diminuir o desconforto na lombar: o apoio adequado dos pés ajuda a evitar que a pessoa escorregue ou fique torta na cadeira.

    Quem precisa usar o apoio para os pés?

    O apoio não é obrigatório para todo mundo. Se você consegue manter os pés totalmente apoiados no chão enquanto a cadeira está ajustada corretamente para a mesa, provavelmente não precisa do acessório.

    Ele pode ser especialmente útil para:

    • Pessoas mais baixas: principalmente quando os pés ficam pendurados depois que a cadeira é ajustada na altura da mesa;
    • Quem trabalha várias horas sentado: o suporte pode deixar a posição mais confortável ao longo do expediente;
    • Quem sente desconforto nas pernas: principalmente quando ficar sentado por muito tempo provoca sensação de peso ou incômodo;
    • Quem sente desconforto na lombar: manter os pés apoiados pode ajudar a melhorar a posição do corpo na cadeira.

    Como escolher e ajustar o apoio para os pés?

    Primeiro de tudo, o apoio para os pés precisa ter uma altura confortável e permitir que os dois pés fiquem completamente apoiados. O ideal é escolher um modelo com altura e inclinação ajustáveis, que possa ser adaptado à altura da pessoa e da cadeira, além de uma superfície antiderrapante para evitar que os pés escorreguem.

    A plataforma também deve ter espaço suficiente para acomodar os dois pés confortavelmente. Na hora de ajustar, os joelhos devem ficar aproximadamente na altura do quadril, sem que a borda da cadeira pressione a parte de trás das coxas.

    O mais importante é encontrar uma posição confortável, sem precisar esticar, encolher ou manter as pernas em uma posição forçada.

    Outros hábitos que ajudam a circulação das pernas

    Para melhorar a circulação nas pernas, é importante adotar medidas como:

    1. Faça pequenas pausas

    Levante da cadeira algumas vezes ao longo do expediente e caminhe um pouco pelo ambiente, mesmo que seja apenas por alguns minutos. As pequenas pausas ajudam a movimentar as pernas, ativar os músculos e evitar o desconforto causado por ficar sentado durante várias horas seguidas.

    2. Movimente os tornozelos

    Mesmo enquanto estiver sentado, procure movimentar os pés e os tornozelos ao longo do dia. Você pode levantar e abaixar as pontas dos pés ou fazer pequenos movimentos circulares, ajudando a ativar os músculos da panturrilha e favorecer a circulação das pernas.

    3. Evite ficar muito tempo na mesma posição

    Mesmo com uma cadeira confortável e um apoio para os pés adequado, permanecer várias horas na mesma posição pode causar dores e desconforto. Tente alternar a postura durante o expediente e aproveite pequenas pausas para levantar, caminhar ou alongar o corpo.

    4. Beba água regularmente

    Durante a correria do trabalho, é fácil esquecer de beber água, principalmente quando você permanece várias horas sentado. Deixar uma garrafa por perto pode ajudar a manter uma boa hidratação ao longo do dia e criar pequenos momentos para fazer uma pausa na rotina.

    5. Evite cruzar as pernas por muito tempo

    Cruzar as pernas por alguns minutos não costuma ser um problema, mas permanecer muito tempo na mesma posição pode aumentar o desconforto e a pressão em algumas regiões. O ideal é mudar a posição das pernas regularmente e manter os dois pés apoiados sempre que possível.

    Quando ir ao médico?

    O desconforto nas pernas depois de ficar muito tempo sentado costuma melhorar ao levantar, caminhar e mudar de posição. Mas se você apresentar os seguintes sinais, é importante procurar um médico:

    • Inchaço frequente nas pernas ou nos tornozelos;
    • Dor nas pernas que persiste mesmo após levantar e caminhar;
    • Varizes acompanhadas de dor, inchaço ou sensação de peso;
    • Formigamento ou dormência frequente nas pernas e nos pés;
    • Mudanças na cor ou na temperatura da pele;
    • Inchaço repentino em apenas uma perna, principalmente acompanhado de dor, vermelhidão ou calor.

    O inchaço repentino em uma única perna, principalmente quando aparece com dor, vermelhidão ou calor, precisa de avaliação médica rápida, pois pode ser sinal de um problema mais sério na circulação, como a trombose venosa profunda.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a altura ideal para o apoio dos pés?

    A altura ideal é aquela que permite que seus pés fiquem apoiados enquanto seus joelhos formam um ângulo de aproximadamente 90° em relação ao quadril.

    2. Como saber se preciso de um apoio para os pés?

    Se ao sentar seus pés ficam flutuando, tocando apenas as pontas no chão, ou se você sente pernas pesadas, inchaço e dor lombar no fim do dia, você precisa do apoio.

    3. Quem é alto precisa de apoio para os pés?

    Depende. Se a mesa de trabalho for muito alta e exigir que a cadeira seja elevada a ponto de os pés do usuário alto perderem o contato total com o chão, o apoio será necessário.

    4. Posso usar o apoio para os pés descalço?

    Sim, desde que o material seja confortável, higienizável e antiderrapante para evitar movimentos bruscos ou torções acidentais.

    5. Grávidas podem usar o apoio para os pés?

    Sim, é altamente recomendado. O uso ajuda a combater o inchaço e a sensação de pernas pesadas, muito comuns durante a gestação devido às alterações circulatórias.

    6. Posso improvisar um apoio para os pés com caixas ou livros?

    Temporariamente sim, desde que o improviso seja firme e não escorregue. Porém, modelos ergonômicos próprios são preferíveis por permitirem ajuste fino de ângulo e altura.

    7. Quanto tempo por dia devo usar o apoio para os pés?

    Durante todo o tempo em que você estiver trabalhando ou estudando sentado. O objetivo é que ele seja a sua posição padrão de descanso para as pernas.

    Leia mais: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

  • Gravidez e saúde venosa: por que os hormônios e o peso da barriga afetam a circulação?

    Gravidez e saúde venosa: por que os hormônios e o peso da barriga afetam a circulação?

    Náuseas, cansaço e aumento da frequência urinária não são os únicos incômodos que podem aparecer durante a gravidez. Com o crescimento do bebê, a mãe também pode apresentar alguns desconfortos nas pernas, como sensação de peso, inchaço no final do dia e o surgimento ou a piora de vasinhos e varizes.

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Bellini Dalio, médico assistente da USP de Ribeirão Preto e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular, as varizes são mais comuns nas mulheres por causa de fatores hormonais e das próprias mudanças que acontecem no corpo feminino.

    Na gravidez, as alterações ficam ainda mais intensas, o que pode favorecer o aparecimento ou a piora das varizes. Além da ação dos hormônios, o aumento do útero pode dificultar o retorno do sangue das pernas para o coração, ampliando a pressão sobre as veias dos membros inferiores.

    Por que a gravidez afeta a circulação sanguínea das pernas?

    A circulação venosa é responsável por levar o sangue das pernas de volta ao coração. O caminho já demanda um esforço maior do organismo, pois o sangue precisa subir contra a força da gravidade.

    Segundo Marcelo, a musculatura da panturrilha funciona como uma espécie de bomba, ajudando a empurrar o sangue para cima, ao mesmo tempo em que pequenas válvulas dentro das veias contribuem para impedir que o sangue volte em direção aos pés.

    Na gravidez, algumas mudanças no corpo podem dificultar o funcionamento da circulação. A ação dos hormônios e o crescimento do útero favorecem um retorno mais lento do sangue, aumentando a pressão nas veias das pernas. Como resultado, podem aparecer inchaços, sensação de peso, vasinhos e varizes.

    A influência dos hormônios femininos nas veias

    Segundo Marcelo Dalio, as mudanças hormonais podem deixar as paredes das veias mais relaxadas e favorecer a dilatação dos vasos.

    Na gravidez, os níveis hormonais mudam bastante para preparar o organismo para o desenvolvimento do bebê. Ao mesmo tempo, as veias podem ficar mais dilatadas e as válvulas responsáveis por ajudar no retorno do sangue podem ter mais dificuldade para funcionar corretamente.

    Por isso, algumas mulheres percebem o aparecimento de novos vasinhos e varizes durante a gestação, enquanto aquelas que já apresentavam o problema podem notar uma piora.

    O crescimento da barriga também interfere na circulação

    Além dos hormônios, o útero aumenta bastante de tamanho conforme o bebê cresce. Marcelo explica que o crescimento pode comprimir grandes veias localizadas no abdômen e dificultar a passagem do sangue que vem das pernas em direção ao coração.

    Com o retorno do sangue mais difícil, a pressão dentro das veias das pernas aumenta e parte do sangue pode ficar acumulada na região. O inchaço, o peso nas pernas e as varizes podem ficar mais evidentes principalmente conforme a gestação avança.

    Principais sintomas de problemas venosos na gravidez

    Nas gestantes, o quadro da doença venosa costuma se manifestar por meio dos seguintes sinais:

    • Surgimento ou piora das varizes: podem aparecer novos vasinhos avermelhados ou arroxeados na pele, enquanto as varizes que já existiam podem ficar maiores, mais tortuosas, dilatadas e aparentes durante a gravidez;
    • Inchaço nas pernas: o acúmulo de líquido pode deixar os pés, os tornozelos e as pernas mais inchados, principalmente no final do dia ou depois de passar muito tempo em pé ou sentada;
    • Sensação de peso e cansaço: as pernas podem ficar pesadas e cansadas ao longo do dia, com um desconforto que costuma aumentar após várias horas na mesma posição e melhorar com o descanso e a movimentação;
    • Dor nas pernas: algumas gestantes podem sentir dor, ardência, queimação ou outro tipo de desconforto nas pernas, principalmente quando também apresentam inchaço e varizes;
    • Cãibras e pernas inquietas: também podem surgir cãibras e uma sensação incômoda nas pernas, acompanhada de vontade de movimentá-las constantemente para tentar aliviar o desconforto.

    O cirurgião vascular enfatiza que os sintomas costumam se intensificar nos dias mais quentes e no final da tarde ou da noite, apresentando melhora significativa quando a mulher coloca as pernas para cima.

    Múltiplas gestações aumentam o risco de varizes?

    A frequência e a gravidade das varizes podem aumentar de acordo com o número de gestações que a mulher teve ao longo da vida.

    A cada gravidez, o organismo passa novamente por mudanças hormonais e pelo aumento da pressão sobre as veias causado pelo crescimento do útero. Segundo Marcelo, uma mulher na primeira gestação pode apresentar poucos vasinhos ou varizes, enquanto quem passou por três ou quatro gestações pode ter uma quantidade maior de veias dilatadas.

    Como aliviar as varizes e o inchaço na gravidez?

    No cotidiano da gestante, algumas medidas simples ajudam a melhorar a circulação e diminuir a retenção de líquidos:

    1. Use meias de compressão durante o dia

    As meias de compressão ajudam o sangue a voltar das pernas para o coração e podem aliviar o inchaço, a sensação de peso e o cansaço. Segundo Marcelo, a compressão costuma ser maior na região do tornozelo e vai diminuindo ao longo da perna.

    O ideal é colocar a meia pela manhã, antes que as pernas comecem a inchar, e retirá-la antes de dormir. O tipo de compressão deve ser indicado pelo médico.

    2. Mantenha o corpo em movimento

    A prática de atividades físicas ajuda a movimentar a musculatura das pernas, principalmente a panturrilha, que tem um papel importante no retorno do sangue ao coração. Caminhadas e outros exercícios liberados durante a gestação podem ajudar a melhorar a circulação e diminuir os desconfortos nas pernas.

    3. Evite ficar muito tempo na mesma posição

    Passar várias horas em pé ou sentada pode dificultar o retorno do sangue e aumentar o inchaço. Ao longo do dia, tente mudar de posição, movimentar os pés e fazer pequenas pausas para caminhar, principalmente durante o trabalho.

    4. Eleve as pernas nos momentos de descanso

    Colocar as pernas para cima durante alguns momentos do dia pode ajudar a diminuir o acúmulo de líquido nos pés e nos tornozelos. A medida também pode aliviar a sensação de peso e o cansaço, principalmente no final do dia.

    5. Evite usar salto alto por muitas horas

    O salto alto limita o movimento dos pés e pode diminuir a participação da panturrilha durante a caminhada. Durante a gestação, vale evitar o uso por períodos prolongados e dar preferência a calçados confortáveis, firmes e que permitam movimentar os pés com facilidade.

    As varizes da gravidez desaparecem depois do parto?

    Na maioria das varizes, as varizes que surgem na gravidez desaparecem ou diminuem significativamente após o parto. Conforme o útero volta ao tamanho normal e os níveis hormonais se estabilizam, a pressão sobre as veias é aliviada. Normalmente, a regressão natural ocorre dentro de três a seis meses.

    Mas quando a mulher já tinha varizes ou predisposição genética, algumas veias dilatadas podem permanecer. Como as varizes são uma doença crônica, o cirurgião vascular pode avaliar o quadro após a gestação e indicar o tratamento mais adequado, se necessário.

    Confira: Grávidas não podem usar de tudo: o que deve ser evitado durante a gestação

    Perguntas frequentes

    1. O que é a veia cava e como ela afeta as pernas na gravidez?

    A veia cava é a principal veia que traz o sangue das pernas de volta ao coração. Quando o útero cresce, ele a comprime no abdômen, dificultando o retorno do sangue e fazendo as pernas incharem.

    2. Se minha mãe teve varizes na gravidez, eu também terei?

    As chances são altas. A genética é a principal causa das varizes, e a tendência pode ser herdada tanto do lado materno quanto do lado paterno.

    3. Qual o melhor horário para a gestante colocar a meia elástica?

    A meia deve ser vestida logo cedo, ao acordar, ainda na cama. Se for colocada mais tarde, quando a perna já estiver inchada, será muito difícil de vestir e perderá eficiência.

    4. Usar cremes para varizes resolve o inchaço da gravidez?

    Os cremes e géis ajudam a aliviar a sensação de peso e o cansaço no final do dia, mas não tratam a veia doente, não somem com as varizes nem impedem a evolução do problema.

    5. É seguro fazer tratamentos de varizes (como cirurgia ou laser) durante a gravidez?

    Durante a gestação, o foco é o tratamento clínico preventivo (meias e elevação de pernas). Procedimentos invasivos, cirurgias ou aplicações só devem ser avaliados e realizados após o parto.

    6. Qualquer gestante pode comprar e usar meia de compressão sem receita?

    As meias de suave compressão (15 a 20 mmHg) podem ser adquiridas sem receita. Já meias com compressão mais forte necessitam de avaliação médica para evitar riscos à circulação.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

  • Escleroterapia (aplicação para varizes): como funciona o procedimento para secar vasinhos?

    Escleroterapia (aplicação para varizes): como funciona o procedimento para secar vasinhos?

    A escleroterapia, também conhecida como aplicação para varizes ou secagem de vasinhos, é um dos tratamentos mais procurados para remover aquelas pequenas ramificações avermelhadas ou arroxeadas que aparecem nas pernas. Os vasinhos costumam causar incômodo principalmente pela aparência, mas também podem indicar uma predisposição para problemas na circulação venosa.

    Apesar de ser conhecida como uma técnica simples, a escleroterapia pode ser feita de diferentes maneiras e nem todo tipo de variz pode ser tratado apenas com a aplicação. A seguir, entenda como o procedimento funciona, quantas sessões podem ser necessárias e se os vasinhos podem voltar depois do tratamento.

    O que é a escleroterapia e como ela funciona?

    A escleroterapia é um tratamento usado para eliminar os vasinhos que ficam aparentes nas pernas. Segundo o cirurgião vascular Marcelo Bellini Dalio, o procedimento é indicado principalmente para os vasos pequenos e superficiais, chamados de teleangiectasias, que podem ter uma aparência avermelhada, arroxeada ou azulada.

    Durante a aplicação, o médico usa uma agulha bem fina para colocar uma substância diretamente dentro do vaso que será tratado. O produto provoca uma reação controlada na parede interna do vasinho, fazendo com que ele se feche e deixe de receber sangue.

    Depois disso, o próprio organismo começa a absorver aquele vaso aos poucos. O resultado não costuma aparecer imediatamente após a aplicação: o vasinho vai ficando menos visível ao longo do tempo até desaparecer ou diminuir bastante.

    Marcelo explica que a escleroterapia é bastante utilizada para melhorar a aparência dos vasinhos, mas também é importante avaliar a circulação antes de iniciar o tratamento, principalmente quando a pessoa apresenta varizes maiores, dor, inchaço, sensação de peso nas pernas ou outras alterações.

    Escleroterapia serve para qualquer tipo de variz?

    A escleroterapia convencional não é indicada da mesma maneira para todos os tipos de veias dilatadas, pois a aplicação líquida é usada principalmente para os vasinhos pequenos que aparecem logo abaixo da pele. Quando existem varizes maiores, grossas ou saltadas, o tratamento pode precisar de outras técnicas.

    Marcelo esclarece ainda que os vasinhos podem funcionar como um sinal de que existe uma predisposição para problemas na circulação venosa. Isso não significa que um vasinho pequeno necessariamente vai crescer e virar uma variz grande, mas a pessoa pode desenvolver outras veias dilatadas ao longo da vida.

    Quando existem varizes maiores ou sintomas como dor, inchaço e peso nas pernas, pode ser necessário investigar como estão as outras veias, inclusive as que não conseguimos enxergar.

    Tipos de aplicação: qual é a diferença entre os tratamentos?

    Existem diferentes maneiras de fazer a aplicação, e a escolha depende do tamanho das veias, da localização dos vasos, das condições da pele e das necessidades de cada paciente.

    1. Escleroterapia convencional (líquida)

    A escleroterapia líquida é a forma mais tradicional de aplicação e costuma ser usada principalmente para os vasinhos pequenos e superficiais.

    Durante o procedimento, uma substância líquida é aplicada diretamente no vasinho por meio de uma agulha bastante fina. O produto provoca uma reação na parede interna do vaso, fazendo com que ele se feche e seja absorvido gradualmente pelo organismo.

    A aplicação geralmente pode ser realizada no próprio consultório e não precisa de cortes. Dependendo da quantidade de vasinhos, podem ser necessárias várias sessões para alcançar o resultado esperado.

    2. Escleroterapia com espuma

    Na escleroterapia com espuma, uma substância esclerosante é preparada em forma de espuma antes de ser aplicada dentro da veia. A técnica permite tratar determinados vasos sem a necessidade de fazer cortes.

    Segundo Marcelo, a espuma pode ser uma alternativa principalmente em alguns casos de veias maiores ou de doença venosa mais avançada, mas a indicação precisa ser individualizada.

    Uma das possíveis consequências do tratamento é o aparecimento de manchas ou áreas mais escuras na pele depois da aplicação. A pigmentação pode melhorar com o tempo, mas a possibilidade precisa ser considerada principalmente quando o objetivo do tratamento é estético.

    3. Escleroterapia a laser

    No caso do laser, existem técnicas diferentes, escolhidas de acordo com o tipo e o tamanho do vaso.

    Nos vasinhos mais superficiais, por exemplo, determinados tipos de laser podem ser aplicados sobre a pele. A energia é absorvida pelo sangue dentro do vaso, provocando o seu fechamento gradual.

    Já em algumas veias maiores, o laser pode ser utilizado por dentro do vaso, por meio de técnicas chamadas de endovenosas. Nesse caso, uma fibra é introduzida na veia e libera energia para fechá-la.

    De acordo com Marcelo, as tecnologias atuais permitem tratar diferentes problemas venosos com procedimentos menos invasivos em vários casos, mas a indicação depende da avaliação da circulação de cada paciente.

    O procedimento dói ou precisa de repouso?

    Não existe um número certo de sessões para todo mundo. Quem tem poucos vasinhos pode precisar de poucas aplicações, enquanto quem apresenta uma quantidade maior pode precisar de mais sessões para chegar ao resultado esperado.

    A quantidade também varia de acordo com o tamanho dos vasos, o tipo de tratamento escolhido, a resposta do organismo e a presença de outras veias que também precisam ser tratadas.

    Os vasinhos podem voltar depois da aplicação?

    Os vasinhos tratados tendem a fechar e ser absorvidos pelo próprio organismo, mas isso não significa que novos vasinhos não possam aparecer em outras partes das pernas com o passar do tempo.

    A genética, as alterações hormonais, o excesso de peso, o sedentarismo e outros fatores podem aumentar a tendência ao surgimento de novos vasos. Mesmo depois de fazer a escleroterapia, é importante manter alguns cuidados no dia a dia, como praticar atividades físicas, evitar ficar muito tempo parado na mesma posição e manter um peso saudável.

    Qual profissional pode fazer a aplicação para varizes?

    Segundo Marcelo, o cirurgião vascular é o médico responsável por avaliar a circulação das pernas, identificar quais veias estão com problemas e indicar o tratamento mais adequado.

    A avaliação é importante porque nem sempre os vasinhos que aparecem na pele mostram tudo o que está acontecendo com a circulação. Em alguns casos, também podem existir alterações em veias maiores que não conseguimos enxergar.

    Dependendo do caso, o médico pode solicitar um ultrassom Doppler, exame que ajuda a observar como o sangue está circulando e como estão funcionando as veias das pernas.

    Com as informações, o cirurgião vascular consegue decidir qual é a melhor opção de tratamento, como a aplicação líquida, a espuma ou o laser, além de identificar se alguma veia maior precisa ser tratada antes dos vasinhos.

    Leia mais: O que o cardiologista observa no seu exame de sangue

    Perguntas frequentes

    1. Vasinhos finos podem se transformar em varizes grossas?

    Não, um vasinho nunca vira uma variz grande. No entanto, o surgimento de vasinhos é um sinal de alerta de que a pessoa tem predisposição para problemas circulatórios.

    2. Posso voltar a treinar pesado no dia seguinte à aplicação de varizes?

    Não. Embora a recuperação seja rápida, a recomendação é um período de repouso e moderação de atividades intensas que pode variar de uma semana até um mês, dependendo do caso.

    3. A aplicação de varizes dói?

    O desconforto é muito bem tolerado e as técnicas modernas tornam o procedimento tranquilo para o paciente

    4. Escleroterapia faz o vasinho sumir para sempre?

    Aquele vasinho específico que foi tratado fecha e é absorvido pelo corpo, mas o procedimento não impede que novos vasos surjam com o tempo devido à genética.

    5. Escleroterapia a laser substitui a cirurgia?

    Em muitos casos sim, pois o laser permite queimar e fechar veias doentes com mínimos furos ou sem cortes, acelerando a recuperação.

    6. Grávidas podem fazer aplicação para secar vasinhos?

    Durante a gestação, as alterações hormonais e o peso do bebê alteram a circulação, sendo recomendado aguardar a avaliação do cirurgião vascular após o período gestacional.

    7. A aplicação de espuma serve para fechar a veia safena?

    Sim, a técnica com espuma ou o uso do laser podem ser indicados para tratar veias maiores e a safena, servindo como alternativa para fechar o vaso sem a necessidade de cortes cirúrgicos.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

  • Cremes e remédios para varizes realmente funcionam para sumir com as veias?

    Cremes e remédios para varizes realmente funcionam para sumir com as veias?

    Se você convive com vasinhos ou varizes, provavelmente já encontrou algum creme que promete melhorar a circulação, diminuir o inchaço e até fazer as veias sumirem. Nas farmácias e na internet, também existem diversos medicamentos vendidos para aliviar o peso, a dor e o cansaço nas pernas.

    Mas até onde os produtos realmente conseguem agir? Apesar dos cremes e dos remédios ajudarem a aliviar alguns sintomas, eles não conseguem fazer uma veia que já está dilatada voltar ao normal ou desaparecer.

    As varizes estão relacionadas a mudanças no funcionamento das próprias veias, um problema que não pode ser corrigido apenas com um produto aplicado na pele ou com um comprimido.

    Como ele acontece dentro dos vasos sanguíneos, o tratamento para eliminar as varizes pode exigir procedimentos que atuem diretamente nas veias afetadas, fechando ou retirando os vasos que não estão funcionando corretamente.

    Como surgem os vasinhos e as varizes?

    Os vasinhos e as varizes aparecem quando as veias das pernas começam a ter dificuldade para levar o sangue de volta ao coração. Para fazer o sangue subir, o corpo conta com a ajuda dos músculos das pernas, principalmente os da panturrilha, e de pequenas válvulas dentro das veias, que ajudam a impedir que ele volte para baixo.

    Quando as válvulas não funcionam bem, parte do sangue pode ficar acumulada nas pernas, aumentando a pressão dentro das veias. Com o tempo, os vasos podem ficar dilatados e mais aparentes, dando origem às varizes.

    Já os vasinhos, também chamados de telangiectasias, são vasos bem pequenos e superficiais, que costumam ter uma aparência avermelhada ou arroxeada. Apesar de também aparecerem nas pernas, eles são diferentes das varizes maiores e não necessariamente vão crescer e se transformar em uma variz.

    O histórico familiar é o principal fator de risco para o desenvolvimento das condições, mas elas também podem surgir devido à gravidez, às alterações hormonais, ao excesso de peso, ao envelhecimento e ao hábito de ficar muito tempo sentado ou em pé.

    Cremes para varizes somem com as veias?

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Bellini Dalio, os cremes para varizes não conseguem fazer as veias dilatadas desaparecerem. Eles agem apenas na superfície da pele ou proporcionam alívio temporário para sintomas como peso nas pernas, cansaço, queimação e coceira, principalmente no final do dia.

    O especialista aponta que alguns cremes também proporcionam uma sensação de refrescamento e conforto, mas não diminuem o tamanho das varizes, não impedem o aparecimento de novas veias e não tratam a causa do problema. Por isso, os produtos que prometem “secar” ou eliminar varizes não substituem os tratamentos indicados pelo cirurgião vascular.

    E os remédios para varizes, funcionam?

    A resposta é sim, mas é importante entender o que os medicamentos conseguem fazer e quais são os seus limites. Segundo Marcelo, os remédios usados no tratamento da doença venosa podem ajudar a aliviar sintomas bastante comuns, como dor, inchaço, sensação de peso e cansaço nas pernas, cãibras e desconforto no final do dia.

    Dependendo do caso, eles podem ser usados junto com outras medidas, como a prática de exercícios, as meias de compressão e mudanças nos hábitos do dia a dia.

    Por outro lado, tomar um remédio não faz uma variz desaparecer e também não consegue fazer uma veia que já está dilatada voltar ao tamanho normal. O cirurgião vascular explica que os medicamentos ajudam principalmente no controle dos sintomas, mas não corrigem o problema que fez a veia se tornar uma variz.

    Quais são os tratamentos que realmente eliminam as varizes?

    Quando existe a necessidade de remover uma veia doente, podem ser indicados outros tratamentos específicos, dependendo do tipo e do tamanho das varizes, dos sintomas e das características de cada pessoa.

    1. Escleroterapia

    A escleroterapia, também conhecida como “aplicação para varizes” ou “secagem”, costuma ser utilizada principalmente para tratar os vasinhos menores. Marcelo explica que uma substância é aplicada dentro do vaso para fazer com que ele se feche e seja absorvido gradualmente pelo organismo.

    2. Laser e radiofrequência

    O laser e a radiofrequência podem ser usados para tratar veias maiores e, em alguns casos, a veia safena. Segundo Marcelo, as técnicas utilizam calor para fechar a veia por dentro e podem ser realizadas por meio de pequenas punções, permitindo uma recuperação mais rápida do que algumas técnicas cirúrgicas tradicionais.

    3. Cirurgia de varizes

    A cirurgia convencional continua sendo uma opção para determinados casos, principalmente quando existem veias maiores e bastante dilatadas. Retirar ou fechar uma veia doente não costuma prejudicar a circulação, pois o sangue passa a seguir por outras veias saudáveis.

    Uso de meia de compressão

    A meia de compressão faz uma pressão suave e controlada nas pernas, que costuma ser maior nos tornozelos e vai diminuindo conforme sobe. Isso ajuda o sangue a circular de volta para o coração e pode aliviar sintomas como inchaço, sensação de peso, cansaço e dor nas pernas.

    Além de melhorar o desconforto, a meia pode fazer parte do tratamento da doença venosa e ajudar a controlar os sintomas ao longo do dia. Porém, existem diferentes tipos e níveis de compressão, por isso é importante escolher o modelo adequado para cada pessoa, principalmente quando há algum problema na circulação arterial.

    O que fazer para prevenir o aparecimento de novas varizes?

    A genética tem bastante influência no aparecimento das varizes, então nem sempre é possível evitar completamente o problema. Mesmo assim, Marcelo explica que alguns hábitos simples ajudam a melhorar a circulação das pernas e podem diminuir os fatores que favorecem o surgimento de novas varizes, como:

    • Praticar exercícios regularmente: caminhar, correr, pedalar e fazer musculação ajudam a fortalecer os músculos das pernas, principalmente a panturrilha, que participa do retorno do sangue para o coração;
    • Evitar ficar muito tempo na mesma posição: se você trabalha sentado ou em pé, tente mudar de posição e movimentar as pernas ao longo do dia;
    • Fazer pequenas pausas: levantar e caminhar por alguns minutos durante o expediente ajuda a movimentar as pernas e melhorar a circulação;
    • Manter um peso saudável: o excesso de peso pode aumentar a pressão sobre as veias das pernas e favorecer o aparecimento das varizes;
    • Manter uma rotina ativa: além dos exercícios, pequenas atitudes, como caminhar mais no dia a dia e evitar longos períodos parado, também ajudam a circulação.

    Quando procurar o cirurgião vascular?

    Segundo Marcelo, alguns sinais podem indicar que a circulação das pernas precisa ser avaliada, como:

    • Dor frequente;
    • Sensação de peso;
    • Inchaço nos tornozelos;
    • Aparecimento de varizes ou muitos vasinhos.

    O cirurgião vascular pode avaliar as veias e, quando necessário, pedir exames como o ultrassom Doppler para entender como o sangue está circulando.

    A avaliação também se torna especialmente importante quando aparecem alterações como escurecimento ou endurecimento da pele, feridas que demoram para cicatrizar ou um aumento importante do inchaço, pois os sinais podem estar relacionados a fases mais avançadas da doença venosa.

    Leia mais: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre varizes e vasinhos (telangiectasias)?

    Vasinhos são finos, avermelhados ou arroxeados e ficam na camada mais superficial da pele. Varizes são veias maiores, salientes, mais profundas e podem causar sintomas físicos.

    2. O que causa o aparecimento de varizes?

    A principal causa é a pré-disposição genética. No entanto, fatores como envelhecimento, gravidez, uso de anticoncepcionais, obesidade e sedentarismo aceleram o processo.

    3. Quais são os principais sintomas das varizes?

    Sensação de peso, dor, cansaço nas pernas, inchaço nos tornozelos, queimação, coceira e cãibras noturnas.

    4. Quanto tempo dura a recuperação do tratamento?

    Em procedimentos modernos (laser, espuma, escleroterapia), o retorno às atividades normais costuma ser imediato ou em poucos dias. Na cirurgia tradicional, pode levar de 1 a 2 semanas.

    5. Massagens ou drenagem linfática eliminam varizes?

    Não, elas ajudam a reduzir o inchaço e a retenção de líquidos nas pernas, trazendo alívio temporário, mas não somem com as veias dilatadas.

    6. Varizes podem voltar no mesmo lugar depois de operadas?

    A veia que foi retirada ou eliminada não volta. O que acontece é que veias saudáveis ao redor podem se dilatar com o tempo devido à natureza crônica da doença.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    O processo de envelhecimento é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças crônicas e degenerativas, incluindo as doenças vasculares, uma vez que, ao longo dos anos, os vasos sanguíneos passam por alterações estruturais e endoteliais progressivas que favorecem o surgimento de problemas na circulação.

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio, as doenças vasculares não surgem de forma repentina, mas se desenvolvem de maneira progressiva ao longo da vida.

    Muitas têm início por volta dos 40 ou 50 anos, mas costumam se manifestar entre os 60 e 70 anos, fase em que os sintomas passam a se tornar mais evidentes. Entenda mais, a seguir.

    Por que as doenças vasculares se tornam mais frequentes com o envelhecimento?

    Com o passar dos anos, os vasos sanguíneos vão perdendo elasticidade e a circulação fica mais lenta. Como resultado, o sangue circula com mais dificuldade, aumentando o risco de problemas nas artérias, veias e no sistema linfático.

    Para completar, fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e hábitos mantidos ao longo da vida acabam sobrecarregando a circulação, fazendo com que doenças que começaram de forma silenciosa passem a dar sintomas após os 60 anos.

    Entre algumas das doenças arteriais, venosas e linfáticas mais frequentes nessa fase da vida, é possível destacar:

    Doenças arteriais

    As doenças arteriais acontecem quando as artérias, responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio para todo o corpo, passam por alterações ao longo do tempo. A partir de certa idade, as estruturas tendem a ficar mais rígidas e estreitas, prejudicando a circulação.

    1. Aterosclerose

    A aterosclerose é uma doença que ocorre pelo acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, o que reduz a passagem do sangue, sendo uma das mais comuns após os 60 anos de idade. Segundo Marcelo, o processo pode afetar a:

    • Artéria carótida: quando a aterosclerose afeta a artéria carótida, localizada no pescoço e responsável por levar sangue ao cérebro, o risco de AVC aumenta. Muitas vezes, a pessoa não sente sintomas até que o problema esteja mais avançado;
    • Artérias das pernas: nas artérias dos membros inferiores, a aterosclerose pode causar dor ao caminhar, sensação de peso nas pernas e dificuldade para andar longas distâncias. Em casos mais graves, surgem feridas de difícil cicatrização, que podem evoluir para complicações importantes;
    • Aorta e artérias abdominais: a aterosclerose também pode atingir a aorta e as artérias do abdômen, comprometendo o fluxo de sangue para órgãos vitais. As alterações costumam ser silenciosas e normalmente são detectadas em exames de rotina.

    O cirurgião vascular explica que a aterosclerose começa muito cedo, ainda na infância, com o acúmulo progressivo de gordura nas paredes das artérias. Ao longo dos anos, essas placas aumentam de forma lenta e contínua.

    Aos 60 ou 70 anos, muitas vezes já existe um estreitamento significativo das artérias, capaz de provocar sintomas.

    2. Aneurismas

    O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria, causada pelo enfraquecimento da parede do vaso sanguíneo. Com o tempo, essa região dilatada pode aumentar de tamanho, tornando a artéria mais frágil e suscetível à ruptura.

    Segundo Marcelo, em algumas pessoas a parede do vaso é naturalmente mais frágil, mas, na juventude, ainda não houve tempo suficiente para que a dilatação se manifestasse. Com o avanço da idade, a artéria passa a se dilatar de forma lenta e progressiva, podendo se tornar perigosa após os 60 anos, devido ao risco de ruptura.

    Doenças venosas

    As doenças venosas estão relacionadas à dificuldade das veias em levar o sangue de volta ao coração, algo que tende a piorar com a idade.

    3. Varizes

    As varizes são veias dilatadas e tortuosas, comuns de surgirem nas pernas. Elas podem aparecer ainda na vida adulta e aumentar com o passar do tempo, principalmente quando não há tratamento adequado ou uso de meia de compressão.

    Além do desconforto estético, depois dos 60 anos, Marcelo aponta que o quadro pode evoluir para uma doença venosa mais avançada, com pernas inchadas, manchas na pele e até feridas, chamadas de úlceras venosas.

    4. Insuficiência venosa avançada

    Quando as varizes e a dificuldade de retorno do sangue não são tratadas, o quadro pode evoluir para insuficiência venosa crônica.

    Nessa fase, o inchaço passa a ser mais frequente, a pele das pernas pode ficar escurecida, mais dura e ressecada, além de surgir sensação constante de peso, cansaço e dor. Com o tempo, a circulação piora e o risco de complicações aumenta.

    5. Úlceras venosas

    As úlceras venosas são feridas abertas que aparecem, na maioria das vezes, nas pernas, perto do tornozelo, e demoram para cicatrizar. Elas surgem quando a doença venosa já está em estágio avançado e a circulação está bastante comprometida, e podem causar problemas como dor, desconforto e infecções.

    Doenças linfáticas

    As doenças linfáticas afetam o sistema linfático, responsável por drenar líquidos do organismo e ajudar na defesa do corpo.

    6. Linfedema

    O linfedema é caracterizado por inchaço persistente, normalmente em uma ou ambas as pernas, causado pela dificuldade de drenagem da linfa. Diferente do inchaço comum, o linfedema tende a não melhorar completamente com repouso.

    Com o avanço da idade, alterações no sistema linfático podem favorecer o aparecimento do problema, que exige acompanhamento e cuidados contínuos para controle dos sintomas.

    Quais sinais merecem atenção após os 60 anos?

    Alguns sinais merecem atenção especial e não devem ser atribuídos apenas à idade, como:

    • Inchaço nas pernas, principalmente quando é frequente ou persistente;
    • Dor nas pernas ou sensação de peso e cansaço ao longo do dia;
    • Desconforto ao caminhar ou dificuldade para andar por longas distâncias;
    • Mudanças na pele das pernas, como escurecimento, endurecimento ou ressecamento;
    • Feridas nas pernas que demoram a cicatrizar;
    • Cansaço excessivo sem causa aparente.

    Vale apontar que mesmo quando o tratamento é limitado, a avaliação médica continua sendo importante. Em muitos casos, medidas simples ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    O que fazer para prevenir ou controlar doenças vasculares na terceira idade?

    O foco deve ser o controle dos fatores de risco e a preservação de uma boa circulação sanguínea, por meio de medidas simples que ajudam a manter os vasos mais saudáveis, como:

    • Manter acompanhamento médico regular, mesmo na ausência de sintomas;
    • Investigar qualquer sinal persistente, como inchaço, dor ou cansaço nas pernas;
    • Praticar atividade física de forma regular, respeitando os limites do corpo;
    • Evitar longos períodos sentado ou em pé, movimentando as pernas ao longo do dia;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com pouco sal e rica em alimentos naturais;
    • Controlar fatores de risco, como pressão alta, diabetes e colesterol elevado;
    • Beber água ao longo do dia para ajudar no equilíbrio dos líquidos do corpo;
    • Usar meias de compressão quando houver indicação médica;
    • Seguir corretamente o tratamento indicado pelo profissional de saúde.

    De acordo com Marcelo, o ideal é não esperar que a doença se torne mais grave e difícil de tratar. Ao menor sinal de alteração, a avaliação médica permite identificar o problema ainda no início e adotar medidas que ajudam a controlar os sintomas, evitar complicações e preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. A genética influencia o surgimento dessas doenças na terceira idade?

    Sim, o histórico familiar de varizes, aneurismas ou aterosclerose precoce aumenta consideravelmente o risco, embora hábitos saudáveis possam retardar o aparecimento.

    2. Quais os sintomas de entupimento das artérias das pernas?

    O sintoma mais comum é a claudicação intermitente, caracterizada por dor, cãibra ou sensação de aperto na panturrilha que surge durante a caminhada e melhora poucos minutos após o repouso.

    O desconforto aparece porque o sangue não consegue chegar adequadamente aos músculos durante o esforço, sendo um sinal importante de comprometimento da circulação nas pernas.

    3. Qual a diferença entre inchaço comum e linfedema?

    O inchaço comum costuma melhorar com repouso. O linfedema é o acúmulo de linfa (líquido rico em proteínas) devido a falhas nos vasos linfáticos, resultando em um inchaço mais rígido e difícil de tratar.

    4. Como diferenciar uma dor muscular de uma dor vascular?

    As dores vasculares geralmente estão ligadas ao esforço (arterial) ou ao final do dia/calor (venosa). Já as dores musculares costumam estar relacionadas a movimentos específicos ou traumas.

    5. Meias de compressão podem ser usadas por qualquer idoso?

    Não. Idosos com doenças arteriais graves não devem usar meias de compressão, pois elas podem piorar a falta de sangue. O uso deve ser sempre prescrito por um médico.

    6. O consumo moderado de álcool ajuda ou atrapalha a circulação nesta idade?

    O excesso de álcool desidrata o corpo e pode inflamar os vasos. Embora se fale muito sobre o resveratrol no vinho, o benefício é pequeno comparado aos riscos do álcool para quem já toma remédios para pressão ou diabetes.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Sabe aquelas veias dilatadas e tortuosas que ficam abaixo da pele, em especial nas pernas? Conhecidas como varizes, elas não são apenas problemas estéticos e, ao longo do tempo, podem causar sintomas como dor, sensação de peso, cansaço e inchaço — além de favorecer alterações na pele e o surgimento de feridas.

    Os vasinhos, que são microvarizes finais e superficiais, também merecem attention, uma vez que podem indicar alterações na circulação e tendem a aumentar com o passar dos anos, especialmente quando não há acompanhamento ou cuidados adequados.

    Mas afinal, será que existe uma melhor época do ano para fazer o tratamento de remoção de varizes e vasinhos? Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para responder essa dúvida. Confira!

    Existe uma época certa para tratar varizes e vasinhos?

    Não existe uma época obrigatória para tratar varizes e vasinhos. Segundo o especialista, o tratamento pode ser feito em qualquer período do ano, desde que sejam seguidas corretamente as orientações médicas. Quando há urgência ou necessidade clínica, qualquer época do ano é adequada.

    No entanto, muitas pessoas preferem o inverno porque o clima mais ameno facilita o uso de meias de compressão, o repouso e a proteção da pele do sol, cuidados que costumam fazer parte do pós-tratamento.

    O tratamento de varizes no verão é possível?

    Não existe nenhuma contraindicação para realizar o tratamento de varizes e vasinhos no verão, desde que a pessoa siga corretamente as orientações médicas.

    Nessa época do ano, o principal cuidado costuma ser evitar exposição ao sol após procedimentos como aplicações e laser, além de respeitar o período de repouso indicado.

    Quando há um ambiente mais fresco e a pessoa consegue manter os cuidados, o tratamento pode ser feito com segurança, mesmo nos dias mais quentes.

    Quais cuidados são necessários após o tratamento?

    Os cuidados pós-tratamento de varizes e vasinhos podem variar de acordo com o tipo de procedimento realizado, mas, de forma geral, seguem algumas orientações comuns, como:

    • Usar meia de compressão pelo período indicado pelo médico;
    • Evitar exposição direta ao sol, principalmente após aplicações e laser;
    • Respeitar o tempo de repouso recomendado, especialmente após procedimentos cirúrgicos;
    • Manter as pernas elevadas sempre que possível, principalmente no fim do dia;
    • Evitar atividades físicas intensas nas primeiras semanas;
    • Seguir corretamente o uso de medicamentos prescritos;
    • Retornar às consultas de acompanhamento para avaliar a evolução do tratamento.

    Por que as manchas podem surgir no pós-tratamento?

    A pele passa por um processo inflamatório após procedimentos como aplicações e laser. Durante a recuperação, pode ocorrer liberação de pigmentos na região tratada, principalmente quando há exposição ao sol ou quando a pele é mais sensível.

    Pequenos vasos tratados também podem deixar resíduos de sangue sob a pele, o que também contribui para o aparecimento de manchas temporárias.

    Na maioria dos casos, as manchas tendem a clarear com o tempo, especialmente quando os cuidados pós-tratamento são seguidos corretamente. Por isso, lembre-se sempre do protetor solar, mesmo quando não há exposição solar.

    O que esperar após os procedimentos vasculares

    Depois do tratamento, é comum o corpo passar por um período de adaptação e recuperação. Na maioria dos casos, as reações fazem parte do processo normal de cicatrização e tendem a melhorar com o passar dos dias ou semanas. Entre alguns dos sinais possíveis, estão:

    • Leve dor ou desconforto na região tratada;
    • Inchaço temporário nas pernas;
    • Pequenos hematomas ou manchas na pele;
    • Sensação de peso ou sensibilidade local;
    • Endurecimento passageiro ao longo das veias tratadas.

    As alterações costumam ser temporárias e melhoram gradualmente, especialmente quando as orientações médicas são seguidas corretamente.

    Quando o tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado?

    O tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado quando não é possível seguir corretamente os cuidados necessários no pós-procedimento. Por exemplo, situações como viagens com exposição intensa ao sol, dificuldade para realizar repouso, impossibilidade de usar meia de compressão ou ausência de acompanhamento médico adequado podem comprometer a recuperação.

    Além disso, em casos de infecções ativas, feridas abertas, alterações clínicas descompensadas ou outras condições de saúde que aumentem o risco do procedimento, o ideal é postergar o tratamento até que o quadro esteja controlado.

    A decisão deve ser tomada junto ao médico, avaliando os riscos e o momento mais seguro para realizar o procedimento.

    E quando ele é uma emergência?

    O tratamento de varizes é considerado uma emergência em situações como dor intensa, inchaço importante, inflamação, sangramento das varizes, feridas nas pernas ou risco de complicações. Nessas situações, é necessária uma avaliação e intervenção imediata, independentemente da época do ano.

    A prioridade é controlar o problema, aliviar os sintomas e evitar a piora do quadro. Os cuidados após o tratamento continuam sendo importantes, mas a necessidade de tratar vem antes da escolha do período do ano.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Por que não posso tomar sol após as sessões de escleroterapia (aplicação)?

    O sol reage com os pequenos hematomas (roxos) ou com a inflamação do vaso tratado, fixando o pigmento do sangue na pele. Isso causa manchas escuras (hiperpigmentação) que podem demorar meses para sair.

    2. O protetor solar substitui a necessidade de evitar o sol?

    Não totalmente. O protetor ajuda, mas o calor excessivo do sol também causa dilatação dos vasos, o que pode atrapalhar o fechamento do vasinho que acabou de ser tratado.

    3. Se eu fizer cirurgia de varizes, quanto tempo fico longe da academia?

    Normalmente, de 7 a 15 dias para atividades leves (caminhadas) e até 30 dias para exercícios de alto impacto ou musculação pesada. No inverno, a pausa costuma ser menos frustrante para muitos pacientes.

    4. O laser transdérmico para vasinhos exige menos tempo de repouso?

    Sim, o laser é menos invasivo que a cirurgia convencional, mas ainda assim exige cuidados com o sol, pois a luz do laser sensibiliza a pele.

    5. Vasinhos tratados podem voltar?

    Os vasos tratados são eliminados, mas a predisposição genética continua. Por isso, tratar na “baixa temporada” (inverno) permite que você faça a manutenção anual necessária.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Pernas inchadas no verão: por que acontece e como reduzir o desconforto

    Pernas inchadas no verão: por que acontece e como reduzir o desconforto

    Insolação, micoses e desidratação não são os únicos problemas que podem surgir durante os dias de verão. Com o calor intenso, o corpo precisa se adaptar para dar conta da temperatura alta — e uma delas é a dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode favorecer o surgimento de inchaço nas pernas e nos pés.

    Com os vasos dilatados, a circulação fica mais lenta, principalmente quando a pessoa passa muito tempo em pé ou sentada. O resultado é aquela sensação de pernas inchadas, pesadas e apertadas, que normalmente piora ao longo do dia e melhora quando há descanso.

    Apesar de ser um incômodo comum e normalmente passageiro, é preciso ter atenção quando o inchaço é intenso ou frequente. Em alguns casos, ele pode indicar problemas circulatórios ou retenção de líquidos associada a outras condições de saúde. Vamos entender mais, a seguir.

    O que causa inchaço nas pernas no verão?

    O inchaço nas pernas é causado pela vasodilatação, um processo em que os vasos sanguíneos se dilatam para ajudar o corpo a dissipar o calor e manter a temperatura do corpo estável.

    Com os vasos mais dilatados, a circulação fica mais lenta — o que facilita o acúmulo de sangue e líquidos nas regiões mais baixas do corpo, de acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio.

    Ainda, o calor aumenta a permeabilidade dos vasos, permitindo que parte do líquido presente no sangue extravase para os tecidos ao redor. O resultado é a sensação de peso, aberto e inchaço nas pernas.

    Alguns fatores também podem intensificar o problema, como ficar muito tempo em pé ou sentado, consumir sal em excesso, beber pouca água e usar roupas muito apertadas.

    Quem tem mais risco de ficar com as pernas inchadas

    Algumas pessoas podem sentir os efeitos do calor de maneira mais intensa, especialmente quando existem fatores que dificultam o retorno de sangue e líquidos para o coração ou que favorecem a retenção de líquidos.

    Entre os grupos que precisam ter atenção, destacamos:

    • Idosos: com o envelhecimento, os vasos sanguíneos e as válvulas das veias perdem parte da eficiência, o que dificulta o retorno venoso e aumenta a chance de inchaço nas pernas;
    • Pessoas que ficam muito tempo na mesma posição: quem passa horas em pé ou sentado, como profissionais que trabalham em escritório ou motoristas, tende a apresentar mais inchaço, uma vez que a circulação nas pernas fica prejudicada;
    • Pessoas com sobrepeso ou obesidade: o excesso de peso exerce maior pressão sobre as veias das pernas, dificultando a circulação e favorecendo o acúmulo de líquidos.
    • Mulheres: alterações hormonais ao longo do ciclo menstrual, uso de anticoncepcionais, gravidez e menopausa favorecem a retenção de líquidos e tornam o inchaço mais comum;
    • Quem tem problemas circulatórios: quadros como insuficiência venosa, varizes e histórico de trombose aumentam significativamente o risco de pernas inchadas, principalmente no calor.
    • Pessoas com doenças crônicas: condições como insuficiência cardíaca, doenças renais, hepáticas ou alterações da tireoide podem causar retenção de líquidos e edema persistente.

    Segundo Marcelo, pessoas jovens e saudáveis não costumam apresentar inchaço significativo, independentemente do clima.

    Quando o inchaço merece atenção médica?

    Na maioria das vezes, o inchaço nas pernas no verão é passageiro e melhora com medidas simples, como repouso, hidratação e elevação das pernas. Mesmo assim, algumas situações servem como sinal de alerta e merecem avaliação médica, como:

    • Quando o inchaço surge de forma súbita, sem causa aparente, principalmente em apenas uma perna, pode indicar problema circulatório;
    • Quando o inchaço surge acompanhado de dor, pele avermelhada, endurecida ou quente ao toque, pois pode estar relacionado à inflamação, infecção ou trombose;
    • Inchaço nas pernas associado a falta de ar, cansaço excessivo ou dor torácica exige atendimento médico imediato, já que pode indicar comprometimento cardíaco ou pulmonar;
    • Quando o inchaço não melhora após alguns dias, mesmo com repouso, elevação das pernas e boa hidratação;
    • Sensação de pele extremamente esticada, brilhante ou dolorosa pode indicar retenção de líquidos mais importante;
    • Pessoas com histórico de doenças cardíacas, renais, hepáticas ou problemas circulatórios devem procurar orientação médica sempre que perceberem piora do inchaço;
    • Se o inchaço surgir após iniciar uma medicação, a avaliação médica é necessária para ajuste do tratamento.

    O que ajuda a reduzir o inchaço nas pernas?

    Nos dias mais quentes, você pode adotar algumas medidas simples para melhorar a circulação e reduzir o inchaço nas pernas, como:

    • Manter as pernas elevadas por alguns minutos ao longo do dia, acima do nível do coração;
    • Fazer caminhadas leves, alongamentos e movimentar os pés e tornozelos quando estiver sentado;
    • Beber bastante água ao longo do dia, o que ajuda a regular a retenção de líquidos;
    • Reduzir o consumo de sal, priorizando alimentos in natura;
    • Usar roupas e sapatos confortáveis;
    • Usar meias de compressão, quando indicado por um médico.

    Marcelo ainda complementa que a meia de compressão é indicada principalmente para quem tem doença venosa. Em situações em que o inchaço tem origem cardíaca ou renal, o benefício é menor e pode aumentar o desconforto térmico.

    Elevar as pernas realmente funciona?

    Se o inchaço nas pernas estiver relacionado ao calor ou à má circulação, elevar as pernas é uma das medidas mais simples para aliviar o problema.

    Quando as pernas ficam elevadas acima do nível do coração, a gravidade passa a ajudar o retorno do sangue e dos líquidos acumulados para o centro do corpo. Isso reduz a pressão dentro das veias, facilita a drenagem do excesso de líquido dos tecidos e alivia a sensação de peso e cansaço nas pernas.

    O ideal é elevar as pernas por cerca de 15 a 30 minutos, uma ou mais vezes ao dia. Uma dica é deitar e apoiar as pernas em almofadas ou encostar os pés na parede, o que costuma trazer um alívio rápido.

    Como aliviar o desconforto durante viagens e longos períodos sentado?

    Durante viagens longas ou períodos prolongados sentado, o desconforto e o inchaço nas pernas são comuns, mas podem ser aliviados com medidas como:

    • Flexionar e estender os pés, girar os tornozelos e contrair a panturrilha várias vezes ao longo do dia;
    • Em viagens de carro, parar a cada duas horas para andar alguns minutos. Em voos ou ônibus, levantar e caminhar pelo corredor;
    • Evitar cruzar as pernas por muito tempo, e priorizar manter os pés apoiados no chão;
    • Beber água ao longo do trajeto, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e café;
    • Elevar os pés após a viagem por alguns minutos.

    O inchaço nas pernas desaparece sozinho?

    Se o inchaço for causado pelo calor e esforço do dia, ele tende a desaparecer após o repouso noturno, uma vez que o corpo reabsorve o líquido quando você fica na posição horizontal e a temperatura diminui.

    No entanto, se ele persistir mesmo em dias frescos ou após o descanso, ele é um sintoma, não o problema em si, e deve ser avaliado por um angiologista ou clínico geral.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. É normal o inchaço piorar ao final do dia?

    Sim, a gravidade empurra o sangue e os líquidos para baixo enquanto você está de pé ou sentado. Ao final do dia, o acúmulo de horas sob o efeito da gravidade e do calor atinge o seu ápice.

    2. Posso usar meias de compressão no calor?

    Sim, desde que indicadas por um médico. Existem modelos modernos e mais leves feitos para o verão que ajudam a “espremer” o líquido de volta para a circulação

    3. Banho frio nas pernas ajuda?

    Sim, a água fria promove a vasoconstrição (o oposto do que o calor faz), ajudando a fechar os vasos e diminuir o volume de líquido extravasado.

    4. Quando devo procurar um angiologista com urgência?

    Se o inchaço vier acompanhado de dor forte, vermelhidão, calor em uma das panturrilhas ou se você sentir falta de ar súbita.

    5. Remédios diuréticos são recomendados para inchaço no calor?

    Nunca tome diuréticos por conta própria. Eles podem causar desidratação grave e desequilíbrio de sais minerais. O uso deve ser estritamente sob prescrição médica.

    6. Por que o inchaço nas pernas às vezes vem acompanhado de coceira?

    O acúmulo de líquido estica a pele e causa um processo inflamatório leve. O sangue estagnado também libera substâncias que irritam os nervos da derme, provocando a vontade de coçar, o que deve ser evitado para não criar feridas.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar