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  • Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração  

    Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração  

    A primeira ideia que vem à mente quando surge uma dor no peito é um problema cardíaco, como infarto ou angina. Mas nem sempre a origem está exatamente no coração. Questões musculares, digestivas e até emocionais também podem provocar sintomas semelhantes.

    Para esclarecer quando a dor deve ser considerada um alerta sério, conversamos com o cardiologista Pablo Cartaxo. “A dor no peito é um sintoma que gera muita ansiedade, mas nem toda dor nessa região significa um problema no coração”.

    Quais são as possíveis causas da dor no peito?

    Um dos motivos mais frequentes para uma dor no peito é um problema osteomuscular, que envolve ossos, músculos ou articulações da região torácica. “Geralmente está ligada a esforço físico ou má postura”, destaca Pablo Cartaxo.

    Outra causa comum são os problemas gastrointestinais, frequentemente confundidos com dor cardíaca, sendo normalmente relacionados ao refluxo gastroesofágico. “Esses sintomas geralmente têm relação com a alimentação ou com a posição de deitar”, explica Cartaxo.

    Dor no peito e ansiedade também podem estar relacionadas. Crises de ansiedade e estresse ativam o sistema nervoso, liberando adrenalina e acelerando os batimentos cardíacos.

    Por fim, estão as causas cardíacas, que podem ser desencadeadas por esforço físico ou estresse e melhorar com repouso, podendo vir acompanhadas de suor frio, náuseas e sensação de morte iminente. Esse é o tipo de dor que deve ser considerado uma urgência médica.

    Confira: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Como é a dor típica de problema cardíaco?

    A dor cardíaca clássica está ligada à angina (falta de sangue e oxigênio no coração) ou ao infarto. Segundo Cartaxo, nesses casos, a dor causa “um aperto ou peso no centro do tórax, que pode irradiar para braços, mandíbulas ou costas, piorando com o esforço”.

    O médico alerta que outras doenças cardíacas também causam dor:

    • Pericardite: inflamação da membrana que envolve o coração. A dor piora ao deitar e ao respirar fundo, mas melhora quando a pessoa inclina o tronco para a frente.
    • Dissecção de aorta: emergência gravíssima. A dor surge de forma súbita, muito intensa, descrita como “rasgando” o peito e irradiando para as costas. Exige atendimento imediato.

    Segundo Pablo Cartaxo, um dos maiores mitos é acreditar que a dor no peito cardíaca é sempre insuportável. O cardiologista alerta: “A dor cardíaca pode se manifestar como um leve desconforto, uma pressão sutil ou até mesmo uma sensação estranha no peito”.

    Ele explica que mulheres, idosos e diabéticos muitas vezes apresentam sintomas atípicos, como dor abdominal, náuseas ou apenas mal-estar. Esses sinais discretos podem mascarar um infarto, tornando fundamental valorizar qualquer desconforto novo.

    Veja também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Sintomas que reforçam a suspeita de origem cardíaca

    Além da dor, outros sintomas são fortes indícios de problema no coração:

    • Falta de ar súbita ou ao realizar esforços leves;
    • Suor frio inesperado;
    • Náuseas, vômitos ou mal-estar geral;
    • Tontura ou sensação de desmaio iminente.

    Se esses sintomas estiverem presentes junto com a dor no peito, não deixe de procurar ajuda médica para uma avaliação detalhada.

    Leia mais: Apneia do sono e a saúde do coração: uma conexão perigosa

    Quando a dor pode não ser do coração?

    Esses sintomas citados acima normalmente relacionam a dor no peito a uma causa cardíaca, mas nem toda dor no peito tem relação com o coração. Algumas características ajudam a diferenciar:

    • Dor muscular: localizada, piora com movimento ou ao pressionar a região;
    • Dor digestiva: sensação de queimação que sobe do estômago ou piora após refeições;
    • Estresse e ansiedade: podem gerar dor no peito, palpitações e falta de ar.

    De qualquer forma, o recado do especialista é claro. “Na dúvida, procure ajuda. Interrompa o que estiver fazendo e repouse”, diz Cartaxo. “Se a dor for forte, nova ou vier com outros sintomas (falta de ar, suor), acione um serviço de emergência (SAMU 192) ou vá imediatamente a um pronto-socorro. Não dirija e nunca se automedique”.

    Exames que ajudam no diagnóstico

    O cardiologista explica que, assim que o paciente chega ao pronto-socorro com dor no peito, são realizados exames como o eletrocardiograma (ECG) e exames de sangue, como a troponina, para detectar danos no músculo cardíaco.

    “A partir daí, para uma investigação completa, o cardiologista pode solicitar exames de imagem como o ecocardiograma e a angiotomografia coronariana, ou testes para avaliar o coração em esforço, como cintilografia miocárdica. Em casos específicos, o cateterismo cardíaco pode ser necessário”.

    Confira:

    Perguntas Frequentes sobre dor no peito

    1. Toda dor no peito é do coração?

    Não. Ela pode ter origem muscular, digestiva, emocional ou respiratória.

    2. Como diferenciar dor cardíaca de muscular?

    A dor cardíaca é um aperto ou peso, muitas vezes irradiada para outras partes do corpo. Já a muscular é localizada e piora ao movimentar ou tocar a região.

    3. Dor no peito por ansiedade existe?

    Sim. A ansiedade pode causar dor torácica, mas essa causa só deve ser considerada após exames descartarem causas físicas.

    4. Dor cardíaca sempre é intensa?

    Não. Ela pode ser leve, discreta e até confundida com má digestão, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos.

    5. Que exames ajudam a diagnosticar dor no peito?

    Eletrocardiograma, exames de sangue (troponina), ecocardiograma, tomografia e, em alguns casos, cateterismo.

    6. Existem diferenças da dor no peito entre homens e mulheres?

    Sim. Nas mulheres, os quadros de infarto muitas vezes não incluem dor torácica intensa. É mais comum aparecer cansaço extremo, dor nas costas, estômago ou mandíbula, além de náuseas.

    7. Quando procurar ajuda urgente?

    Se a dor for nova, intensa ou vier acompanhada de falta de ar, suor frio, tontura ou mal-estar, deve-se acionar o SAMU (192) ou ir ao pronto-socorro imediatamente.

    Leia também: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

  • Coração de atleta: o que é e como diferenciar as alterações de uma doença cardíaca? 

    Coração de atleta: o que é e como diferenciar as alterações de uma doença cardíaca? 

    Você já ouviu falar no termo coração de atleta? Quando uma pessoa se exercita com regularidade, o coração passa por mudanças estruturais e funcionais que tornam o funcionamento mais eficiente e adaptado ao esforço.

    Segundo o cardiologista Giovanni Henrique Pinto, as mudanças fazem parte de uma resposta natural do organismo. Um coração adaptado ao exercício consegue bombear mais sangue a cada batimento e, ao mesmo tempo, trabalhar com uma frequência mais baixa, reduzindo o esforço necessário para manter o corpo em funcionamento.

    O especialista esclarece que as mudanças são visíveis em exames como ecocardiograma e eletrocardiograma, mas é importante que médicos e atletas saibam reconhecê-las para não confundi-las com doenças cardíacas. Afinal, o que é uma adaptação de alta performance para um maratonista pode ser um sinal de alerta para uma pessoa sedentária.

    O que acontece com o coração de quem treina pesado?

    Quando você treina com intensidade e regularidade, o coração (que é, essencialmente, um músculo) passa por um remodelamento cardíaco fisiológico. Segundo Giovanni, as mudanças variam conforme o tipo de exercício, mas algumas adaptações são comuns em quem mantém uma rotina de treinos:

    • Câmaras do coração maiores: o ventrículo esquerdo, que bombeia o sangue para o corpo, pode aumentar de tamanho. Isso permite que mais sangue seja enviado a cada batimento, algo muito comum em esportes de resistência, como corrida, natação e ciclismo;
    • Paredes do coração mais fortes: em atividades de força, como musculação e lutas, as paredes do coração podem ficar um pouco mais espessas. Isso acontece como resposta ao esforço e ao aumento da pressão durante o exercício;
    • Mais sangue a cada batimento: o coração treinado consegue bombear uma quantidade maior de sangue em cada contração. Com isso, ele não precisa bater tantas vezes para dar conta das necessidades do corpo;
    • Melhor relaxamento do coração: entre um batimento e outro, o coração consegue relaxar e se encher de sangue com mais facilidade, o que melhora ainda mais o funcionamento.

    Em pessoas com coração de atleta, também é possível observar a redução da frequência cardíaca em repouso, ou bradicardia sinusal, com frequências entre 40 e 60 batimentos por minuto, ou até abaixo disso em atletas de elite.

    Isso é consequência direta do maior volume sistólico: o coração não precisa bater com tanta frequência para cumprir sua função, segundo Giovanni.

    “Mas existe um ponto importante: a bradicardia só é saudável quando assintomática. Se a pessoa apresenta tontura, fadiga, síncope ou intolerância ao exercício com frequências baixas, é necessária avaliação médica, pois pode haver uma bradicardia patológica associada”, complementa o cardiologista.

    Coração de atleta é considerado saudável?

    Na maioria dos casos, sim. Giovanni explica que as modificações do coração do atleta estão associadas a menor risco cardiovascular, maior longevidade e melhor qualidade de vida.

    “Atletas e pessoas fisicamente ativas têm, em média, menor incidência de hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca e morte súbita do que sedentários. Isso está diretamente relacionado às adaptações positivas que o exercício regular promove no coração e em todo o sistema cardiovascular” explica o cardiologista.

    Vale destacar que as pessoas ativas também podem desenvolver doenças cardíacas, e alguns problemas que estavam silenciosos podem aparecer justamente durante exercícios mais intensos. Por isso a importância do acompanhamento com um cardiologista, principalmente para quem treina com frequência ou em alta intensidade.

    Como diferenciar o coração de atleta de uma doença cardíaca?

    É preciso fazer uma avaliação cuidadosa para diferenciar o que é uma adaptação saudável do que pode indicar um problema, já que algumas alterações vistas nos exames de atletas podem parecer, à primeira vista, iguais às de doenças cardíacas mais sérias.

    Segundo o Giovanni, alguns pontos ajudam nessa distinção:

    • História clínica e familiar: o médico avalia se existem casos de doenças cardíacas na família. Sintomas como desmaio durante o exercício, palpitações fortes ou dor no peito são um sinal de alerta;
    • Resposta ao tempo sem treino: quando a mudança no coração é apenas uma adaptação ao exercício, ela costuma diminuir ou até desaparecer após um período sem treinar, normalmente entre 3 e 6 meses. Isso não acontece em doenças cardíacas;
    • Exames complementares: podem ser necessários exames mais detalhados, como ressonância cardíaca, teste de esforço, Holter ou outros, para confirmar o diagnóstico.

    “Isso reforça que a avaliação de atletas de alto rendimento deve ser feita por cardiologistas com experiência em medicina esportiva”, diz Giovanni.

    Existe risco em treinar demais?

    A atividade física regular contribui com vários benefícios para o coração, mas existe um limite entre o que é uma adaptação saudável e o que pode virar sobrecarga. Isso vale principalmente para quem pratica esportes de resistência por muitos anos, com treinos muito intensos.

    Segundo Giovanni, a saúde do coração não melhora sem parar conforme você aumenta o treino. Para a maioria das pessoas, a recomendação de 150 a 300 minutos por semana de atividade moderada já é suficiente para fortalecer o músculo cardíaco, melhorar a circulação e prevenir doenças cardiovasculares.

    Treinar muito além disso pode até melhorar o desempenho, mas não significa, necessariamente, mais saúde.

    Riscos do treinamento extremo (ultra-endurance)

    Pessoas que treinam por muitos anos com volumes e intensidades muito altos, como maratonistas e triatletas, podem apresentar algumas alterações no coração:

    • Fibrilação atrial: aumento na incidência de arritmias cardíacas devido ao estresse crônico nas câmaras superiores do coração (átrios);
    • Fibrose miocárdica: pequenas cicatrizes no tecido do coração resultantes de anos de inflamação e esforço extremo;
    • Calcificação de artérias: em alguns casos, atletas de elite podem apresentar maior acúmulo de cálcio nas coronárias do que pessoas moderadamente ativas.

    Para quem treina em alta intensidade, o acompanhamento cardiológico regular é necessário para garantir que o coração está apenas se adaptando ao esforço, e não sofrendo uma sobrecarga que possa comprometer a saúde a longo prazo.

    Como o exercício transforma o coração sedentário (em qualquer idade)?

    O coração humano é extremamente responsivo à prática de atividades físicas, independentemente da idade em que se começa. Quando você começa uma rotina regular de treinos, nas primeiras semanas, já é possível observar reduções na frequência cardíaca de repouso, melhora da capacidade aeróbica e redução da pressão arterial.

    “Com meses a anos de treinamento progressivo, é possível observar adaptações estruturais no coração, como aumento do volume das câmaras e melhora da função diastólica, semelhantes (em menor grau) às observadas em atletas”, explica Giovanni.

    Segundo estudos, o exercício físico pode reverter danos do sedentarismo no coração. Mesmo em idades mais avançadas, o treino de endurance com supervisão médica atua diretamente contra o enrijecimento cardíaco, melhorando a performance do órgão e a longevidade.

    “Portanto, nunca é tarde para começar. O coração de quem começa a se exercitar hoje não será idêntico ao de um atleta que treina há décadas — mas será significativamente mais saudável do que o de quem permanece sedentário. E isso tem impacto direto na qualidade e na expectativa de vida”, finaliza o cardiologista.

    Leia mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Por que atletas têm batimentos cardíacos baixos?

    Como o coração de atleta ejeta um volume maior de sangue a cada batida, ele não precisa bater tantas vezes para manter o corpo funcionando em repouso.

    2. Qual é a frequência cardíaca de repouso normal para um atleta?

    Normalmente entre 40 e 60 bpm, mas atletas de elite de alto rendimento podem chegar a registrar entre 30 e 40 bpm.

    3. O que é hipertrofia ventricular esquerda fisiológica?

    É o espessamento das paredes do ventrículo esquerdo como resposta natural ao treino de força ou resistência, sem causar prejuízos à saúde.

    4. Qual o melhor exame para avaliar o coração de quem treina?

    O ecocardiograma e o eletrocardiograma (ECG) são os principais, mas o teste ergométrico ajuda a ver como o coração reage ao esforço.

    5. O que é o volume sistólico e por que ele aumenta no atleta?

    É a quantidade de sangue que o coração expulsa em cada batida. No atleta, o ventrículo se dilata e se torna mais elástico, permitindo que ele se encha mais e bombeie um volume maior de sangue a cada pulsação.

    6. Existe diferença entre o coração de quem faz crossfit e quem corre?

    Sim. As práticas de força (como crossfit ou musculação) tendem a promover mais o espessamento das paredes cardíacas. Já esportes de endurance (corrida, ciclismo) promovem mais a dilatação das câmaras para lidar com o volume de sangue.

    7. Por que é importante o histórico familiar na avaliação do atleta?

    Muitas doenças que causam morte súbita em esportistas são genéticas e silenciosas. Saber se houve casos de desmaios ou mortes precoces na família é crucial para garantir a segurança de quem treina em alta intensidade.

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

  • Esteroides anabolizantes: o que são, como funcionam e efeitos colaterais

    Esteroides anabolizantes: o que são, como funcionam e efeitos colaterais

    O ganho rápido de massa muscular, o aumento da força e a melhora da performance são alguns dos principais efeitos dos esteroides anabolizantes androgênicos (EAA), substâncias sintéticas que atuam no organismo imitando a ação da testosterona, o principal hormônio masculino.

    Elas são indicadas em situações médicas específicas, como no tratamento de deficiência de testosterona, perda de massa muscular associada a doenças crônicas e algumas condições que afetam o desenvolvimento hormonal. O uso é feito sob prescrição, com doses controladas para restaurar as funções fisiológicas sem ultrapassar os níveis hormonais saudáveis.

    Quando não há indicação médica, o uso recreativo e para fins estéticos dos anabolizantes é proibido no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Ele pode comprometer severamente o equilíbrio hormonal, causando danos que vão desde problemas dermatológicos até complicações cardiovasculares.

    O que são os esteroides anabolizantes?

    Os esteroides anabolizantes são substâncias sintéticas criadas em laboratório para imitar a função da testosterona, o principal hormônio sexual masculino, de acordo com o cardiologista Remo Furtado.

    Eles atuam no organismo ao se ligarem a receptores nas células, enviando sinais para aumentar a produção de proteínas. Com isso, o corpo passa a construir mais fibras musculares, reter mais nitrogênio e se recuperar mais rápido após o esforço físico, o que leva a um aumento acelerado de força e de volume muscular.

    Para que servem os anabolizantes?

    Os esteroides anabolizantes servem para promover o crescimento celular e a síntese proteica, sendo utilizados para restaurar níveis hormonais ou reverter a perda de tecido muscular e ósseo em pacientes debilitados. As principais indicações incluem:

    • Hipogonadismo: tratamento de homens com deficiência na produção de testosterona, ajudando a restabelecer níveis hormonais adequados e aliviar sintomas como fadiga e perda de massa muscular;
    • Puberdade tardia: estimulação do desenvolvimento em adolescentes com atraso hormonal importante, promovendo o aparecimento das características sexuais secundárias;
    • Sarcopenia e catabolismo: auxílio na recuperação da massa muscular perdida em doenças crônicas, como AIDS e câncer, ou após grandes cirurgias e queimaduras;
    • Anemias graves: estímulo à produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea, embora esse uso seja menos comum atualmente devido a alternativas mais modernas;
    • Angioedema hereditário: prevenção de episódios de inchaço subcutâneo em pessoas com condições genéticas específicas.

    Em todos os casos, o uso deve ser feito com indicação e acompanhamento médico, com doses ajustadas de acordo com a necessidade de cada paciente.

    Como são administrados?

    Os esteroides anabolizantes podem ser administrados por via oral, por meio de comprimidos, por via intramuscular, com aplicações injetáveis, ou por via transdérmica, na forma de géis ou adesivos aplicados na pele.

    Esteroides anabolizantes para uso estético

    Apesar de proibido no Brasil pelo CFM, o uso de anabolizantes para uso estético se tornou cada vez mais comum nas academias de musculação e luta. Segundo Remo, tanto homens quanto mulheres utilizam as substâncias para aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho físico, especialmente em atividades que exigem força.

    Ao contrário do uso médico, as doses usadas para fins estéticos costumam ser muito mais altas do que o normal, o que desregula o organismo e provoca desequilíbrios hormonais. Os esteroides anabolizantes estão diretamente associados a graves riscos para a saúde física e mental, inclusive aumentando o risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.

    Eles também não contam com controle sanitário, o que aumenta o risco de uso de produtos de origem duvidosa. Muitas das substâncias podem estar adulteradas, com doses diferentes das informadas no rótulo ou até contaminadas, o que eleva ainda mais os riscos à saúde.

    Efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes

    Os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes acontecem especialmente quando a utilização é indiscriminada, porque normalmente as doses superam a capacidade do corpo de processar hormônios.

    Quando o organismo recebe uma carga excessiva de testosterona sintética, ele tenta compensar desregulando o sistema endócrino e sobrecarregando órgãos vitais, podendo causar:

    • Aumento da pressão arterial (hipertensão): sobrecarga contínua do sistema cardiovascular, elevando consideravelmente o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC);
    • Hipertrofia cardíaca: crescimento anormal do coração, o que compromete o funcionamento do órgão a longo prazo e pode evoluir para insuficiência cardíaca;
    • Tumores hepáticos: o uso prolongado eleva o risco de lesões graves no fígado, podendo favorecer o desenvolvimento de câncer;
    • Hepatite medicamentosa: inflamação hepática severa causada pelas substâncias, gerando dor abdominal, mal-estar e alterações em exames de sangue;
    • Trombose: formação de coágulos nos vasos sanguíneos que podem obstruir a circulação e causar complicações fatais;
    • Acne severa: aumento acentuado da oleosidade da pele, provocando o surgimento de espinhas inflamadas, especialmente no rosto, peito e costas;
    • Olhos amarelados (Icterícia): sintoma que indica a dificuldade do fígado em metabolizar substâncias e eliminar toxinas do organismo;
    • Alteração do perfil lipídico: redução do colesterol HDL (o “bom” colesterol) e aumento do LDL, facilitando o acúmulo de placas de gordura nas artérias.

    Os danos também podem variar de acordo com o gênero, já que os efeitos hormonais se manifestam de formas diferentes em homens e mulheres. Em alguns casos, eles são irreversíveis.

    Efeitos colaterais em homens

    O uso excessivo de anabolizantes nos homens reduz a produção natural de testosterona pelo próprio corpo, podendo causar:

    • Ginecomastia: o excesso de hormônio pode ser convertido em estrogênio, estimulando o crescimento indesejado de tecido mamário;
    • Infertibilidade: a queda drástica na produção de espermatozoides pode levar à esterilidade temporária ou permanente;
    • Atrofia testicular: a suspensão da função glandular causa a redução física do tamanho dos testículos;
    • Disfunção erétil: a desregulação hormonal compromete a libido e dificulta a manutenção da ereção.

    Efeitos colaterais em mulheres

    Como o organismo feminino possui níveis naturalmente baixos de testosterona, a introdução de altas doses de anabolizantes provoca a virilização, um processo de masculinização em que as alterações são, em muitos casos, irreversíveis:

    • Alterações na voz, que pode ficar mais grave de forma permanente;
    • Aumento de pelos em regiões como rosto e tórax;
    • Crescimento do clitóris;
    • Irregularidades no ciclo menstrual e redução do volume das mamas.

    Efeitos psicológicos dos anabolizantes

    O uso de esteroides anabolizantes interfere diretamente no sistema nervoso, provocando oscilações mentais tanto durante o ciclo quanto no período de interrupção. A Associação Médica Brasileira (AMB) aponta alguns dos principais efeitos psicológicos:

    • Aumento súbito da irritabilidade e propensão a comportamentos violentos, fenômeno frequentemente chamado de “fúria do esteroide”;
    • Mania, em que há episódios de autoconfiança desmedida, impulsividade e percepção distorcida da própria capacidade;
    • Dismorfia muscular, em que a pessoa apresenta uma preocupação patológica com o corpo, nunca se sentindo suficientemente forte ou musculoso;
    • Em situações graves, a pessoa pode apresentar delírios ou perda de conexão com a realidade.

    Em casos de abstinência, como o corpo se acostuma com o uso contínuo de altas doses, a interrupção pode provocar uma síndrome de retirada, que causa depressão, cansaço intenso e desânimo persistente.

    Além do impacto emocional, a pessoa pode enfrentar insônia severa, perda de apetite e um desejo compulsivo (conhecido como craving) de retomar o uso para aliviar o mal-estar físico e psicológico.

    Anabolizantes podem causar dependência?

    O uso prolongado de esteroides, especialmente em dosagens altas, pode provocar alterações cerebrais e comportamentais que resultam em dependência física e psicológica. Diferente do que acontece com o uso de drogas recreativas, a dependência está associada especialmente à imagem corporal e necessidade de manter os efeitos no corpo.

    Segundo a AMB, cerca de 30% dos usuários desenvolvem um padrão de consumo dependente, mesmo sabendo dos riscos cardíacos, hepáticos e nas complicações na vida pessoal e profissional.

    Importante: a interrupção do uso em usuários crônicos deve ser feita com acompanhamento médico e, muitas vezes, psicológico.

    Como detectar o uso de anabolizantes?

    O uso de anabolizantes pode ser identificado por meio de exames laboratoriais que mostram alterações hormonais e metabólicas no organismo, como:

    • Dosagem de testosterona total e livre, que pode estar muito elevada ou suprimida após o uso;
    • LH e FSH, hormônios que costumam ficar baixos quando há uso de testosterona externa;
    • Perfil lipídico, com aumento do LDL (colesterol ruim) e redução do HDL (colesterol bom);
    • Enzimas hepáticas (TGO e TGP), que podem indicar sobrecarga no fígado;
    • Hemograma, que pode mostrar aumento de glóbulos vermelhos;
    • SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), normalmente alterada;
    • Estradiol, que pode estar elevado devido à conversão da testosterona.

    Na prática esportiva, é possível identificar o uso de anabolizantes através do exame antidoping (ou toxicológico específico), capaz de detectar não apenas a substância original, mas também os metabólitos, que são os rastros deixados no organismo após o processamento da droga.

    Os testes utilizam tecnologias avançadas, como a espectrometria de massas, para separar e identificar cada molécula presente na amostra.

    Quando procurar atendimento médico?

    É importante procurar atendimento médico nas seguintes situações:

    • Dor no peito, falta de ar ou palpitações;
    • Inchaço nas pernas ou aumento da pressão arterial;
    • Dor abdominal intensa ou pele e olhos amarelados (sinais de problema no fígado);
    • Alterações de humor importantes, como agressividade, ansiedade ou depressão;
    • Aparecimento de nódulos ou dor nas mamas (em homens);
    • Ausência de menstruação ou sinais de masculinização nas mulheres;
    • Redução do tamanho dos testículos ou infertilidade;
    • Acne severa ou lesões na pele que pioram rapidamente;
    • Sinais de infecção no local da aplicação, como dor, vermelhidão, inchaço ou presença de pus.

    Em caso de uso recente ou suspeita de efeitos colaterais, também é importante buscar avaliação médica para orientação e acompanhamento adequado.

    Confira: Anabolizantes fazem mal? Conheça os efeitos colaterais no corpo masculino e feminino

    Perguntas frequentes

    1. Quem toma anabolizante pode doar sangue?

    Não imediatamente. O uso de anabolizantes injetáveis sem prescrição médica gera um impedimento temporário (geralmente de 6 a 12 meses após a última dose) devido ao risco de contaminação por agulhas e à presença da substância no sangue, que pode prejudicar o receptor.

    2. O que são anabolizantes naturais?

    O termo é usado comercialmente para suplementos (como o tribulus terrestris ou maca peruana) que prometem estimular a produção natural de testosterona do corpo, sem conter hormônios sintéticos. Os efeitos são muito mais leves e não comparáveis aos esteroides.

    3. O uso de anabolizantes é crime?

    No Brasil, a venda e exposição à venda de anabolizantes sem receita médica é crime previsto no Código Penal, com penas de reclusão.

    4. Qual a diferença entre anabolizante oral e injetável?

    Os orais (comprimidos) passam primeiro pelo fígado, sendo normalmente mais tóxicos para o órgão quando o uso é indiscriminado. Os injetáveis caem direto na corrente sanguínea, mas apresentam riscos de infecções, abscessos no local da aplicação e transmissão de doenças por agulhas.

    5. Por que quem usa anabolizante fica com o rosto inchado?

    Isso ocorre devido à retenção de sódio e líquidos causada pelos hormônios, além de possíveis alterações nas glândulas adrenais, conferindo um aspecto arredondado e inflado à face.

    6. Existe dose segura para fins estéticos?

    Não. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), não existe evidência científica de uma dose segura para fins estéticos ou de performance esportiva. Os riscos à saúde superam qualquer benefício visual temporário.

    Leia também: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Trabalhar à noite faz mal? Descubra os efeitos do trabalho noturno para a saúde 

    Trabalhar à noite faz mal? Descubra os efeitos do trabalho noturno para a saúde 

    Profissionais de saúde, segurança, transporte, indústria e muitos outros setores frequentemente trabalham durante a noite. Embora essa rotina seja necessária em diversas áreas, ela pode trazer impactos importantes para a saúde.

    Isso acontece porque o corpo humano segue um relógio biológico, o chamado ritmo circadiano, que regula o sono, os hormônios e o metabolismo. Quando esse ritmo é alterado, como acontece no trabalho noturno, o organismo pode sofrer consequências ao longo do tempo.

    Por que trabalhar à noite pode afetar o corpo?

    O organismo humano é biologicamente programado para estar ativo durante o dia e descansar à noite.

    Esse funcionamento é regulado por fatores como:

    • Luz natural;
    • Produção de melatonina;
    • Rotina de sono.

    Quando alguém trabalha à noite, há um desalinhamento entre o relógio biológico e a rotina diária.

    O que é o ritmo circadiano?

    O ritmo circadiano é um ciclo de aproximadamente 24 horas que regula funções importantes do organismo.

    Ele influencia:

    • Sono e vigília;
    • Temperatura corporal;
    • Liberação de hormônios;
    • Metabolismo.

    A luz é um dos principais reguladores desse ciclo. Por isso, trabalhar à noite e dormir durante o dia pode dificultar esse equilíbrio.

    Quais são os possíveis impactos do trabalho noturno?

    Alterações no sono

    Dormir durante o dia costuma ser mais difícil e menos reparador.

    Isso pode causar dificuldade para dormir, sono fragmentado e sensação de cansaço constante.

    Impacto no metabolismo

    Estudos indicam que o trabalho em turnos pode estar associado a:

    • Maior risco de obesidade;
    • Alterações na glicemia;
    • Maior risco de diabetes tipo 2.

    Aumento do risco cardiovascular

    O desalinhamento do ritmo biológico pode influenciar fatores relacionados à saúde do coração.

    Entre os possíveis efeitos estão:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Inflamação crônica;
    • Maior risco de doenças cardiovasculares.

    Alterações no humor e na saúde mental

    O trabalho noturno pode afetar o bem-estar emocional e pode estar associado a irritabilidade, ansiedade e maior risco de depressão.

    Impacto na atenção e no desempenho

    A privação ou má qualidade do sono pode afetar a concentração.

    Isso pode levar à diminuição do desempenho, maior risco de erros e aumento do risco de acidentes.

    Trabalhar à noite sempre faz mal?

    Não necessariamente. Muitas pessoas conseguem se adaptar parcialmente ao trabalho noturno. No entanto, o risco de alguns problemas de saúde pode ser maior em comparação com quem trabalha durante o dia.

    Por isso, adotar estratégias para reduzir os impactos é muito importante.

    Como reduzir os danos do trabalho noturno

    Organizar um horário regular de sono

    Manter horários consistentes ajuda o corpo a se adaptar melhor.

    Procure:

    • Dormir sempre no mesmo horário;
    • Criar um ambiente escuro e silencioso;
    • Evitar interrupções durante o sono.

    Controlar a exposição à luz

    A luz influencia diretamente o ritmo circadiano.

    Algumas estratégias são:

    • Evitar luz intensa ao voltar para casa;
    • Usar cortinas blackout;
    • Buscar luz natural ao acordar.

    Cuidar da alimentação

    A alimentação também pode influenciar o metabolismo. Prefira refeições leves durante a noite, evite comer alimentos muito pesados e mantenha horários regulares para comer.

    Manter atividade física regular

    Exercícios ajudam a regular o organismo e melhorar a qualidade do sono, mas evite treinos muito intensos antes de dormir.

    Atenção ao uso de cafeína

    A cafeína pode ajudar na vigília, mas deve ser usada com cuidado. Evite consumir café próximo ao horário de dormir.

    Quando procurar ajuda médica?

    Procure orientação se houver:

    • Insônia persistente;
    • Muito cansaço;
    • Sonolência durante o trabalho;
    • Dificuldade de concentração frequente.

    Esses sinais podem indicar distúrbios do sono relacionados ao trabalho em turnos.

    Veja mais: Trabalho noturno: conheça os riscos para a saúde do coração

    Perguntas frequentes sobre trabalho noturno

    1. Trabalhar à noite reduz a expectativa de vida?

    Alguns estudos associam o trabalho em turnos a maior risco de doenças, mas isso depende de vários fatores.

    2. Dormir durante o dia é tão bom quanto à noite?

    Geralmente não. O sono diurno costuma ser menos reparador.

    3. Café ajuda quem trabalha à noite?

    Pode ajudar temporariamente, mas deve ser usado com moderação.

    4. É possível se adaptar completamente ao trabalho noturno?

    Algumas pessoas se adaptam melhor, mas o corpo ainda sofre alterações.

    5. Trabalho noturno aumenta risco de doenças?

    O trabalho noturno pode aumentar o risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.

    6. Cochilos ajudam durante o turno?

    Sim, pequenos cochilos podem melhorar o desempenho.

    7. Existe tratamento para distúrbios do sono relacionados ao trabalho?

    Sim, e pode incluir mudanças de rotina e acompanhamento médico.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

  • Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Quando se fala nos efeitos do cigarro, muitas pessoas pensam imediatamente nos pulmões. No entanto, um dos sistemas mais afetados pelo tabagismo é o cardiovascular, especialmente os vasos sanguíneos.

    Substâncias presentes na fumaça do cigarro podem causar inflamação, estreitamento das artérias e alterações na circulação. Com o tempo, esses danos aumentam o risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Entender como o tabagismo afeta os vasos sanguíneos ajuda a compreender por que parar de fumar traz tantos benefícios para a saúde.

    O que são os vasos sanguíneos?

    Os vasos sanguíneos fazem parte do sistema circulatório e são responsáveis por transportar sangue por todo o corpo.

    Entre os principais tipos estão:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Capilares.

    As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos, enquanto as veias fazem o caminho de volta. Já os capilares são vasos muito pequenos que permitem a troca de oxigênio e nutrientes com as células.

    O que acontece com os vasos sanguíneos quando alguém fuma?

    A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, como nicotina, monóxido de carbono e compostos oxidantes. Essas substâncias podem causar diferentes alterações no sistema circulatório.

    Lesão na parede dos vasos

    Uma das primeiras alterações ocorre no endotélio, camada interna que reveste os vasos sanguíneos.

    Quando essa camada é danificada, aumentam as chances de:

    • Inflamação;
    • Acúmulo de gordura nas artérias;
    • Formação de placas ateroscleróticas.

    Esse processo é chamado de aterosclerose.

    Estreitamento das artérias

    A nicotina presente no cigarro provoca contração dos vasos sanguíneos. Isso pode levar a:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Redução do fluxo sanguíneo;
    • Sobrecarga do coração.

    Com o tempo, o estreitamento das artérias pode comprometer a circulação em diferentes partes do corpo.

    Aumento do risco de coágulos

    O tabagismo também interfere nos mecanismos de coagulação do sangue.

    Isso pode favorecer:

    • Formação de coágulos;
    • Obstrução de vasos sanguíneos;
    • Maior risco de infarto e AVC.

    Quais doenças podem surgir por causa desses danos?

    Os efeitos do tabagismo sobre os vasos sanguíneos aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Entre as principais estão:

    • Doença coronariana;
    • Infarto do miocárdio;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial periférica.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares no mundo.

    O cigarro eletrônico também afeta os vasos?

    Embora muitas pessoas considerem os cigarros eletrônicos menos prejudiciais, estudos recentes indicam que eles também podem causar alterações nos vasos sanguíneos.

    Pesquisas sugerem que o vapor de dispositivos eletrônicos pode provocar:

    • Inflamação vascular;
    • Estresse oxidativo;
    • Alterações na função das artérias.

    Por isso, especialistas alertam que esses produtos também não são seguros para o sistema cardiovascular.

    O corpo se recupera após parar de fumar?

    Sim. Uma das boas notícias é que o organismo começa a se recuperar rapidamente após a interrupção do tabagismo.

    Alguns benefícios são:

    • Melhora da circulação sanguínea;
    • Redução da inflamação vascular;
    • Diminuição do risco de infarto ao longo do tempo.

    Quanto mais cedo a pessoa para de fumar, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular.

    Confira: Cigarro eletrônico (vape): conheça os riscos para o coração

    Perguntas frequentes sobre tabagismo e vasos sanguíneos

    1. O cigarro realmente afeta as artérias?

    Sim. O tabagismo pode causar inflamação e estreitamento das artérias.

    2. Fumar pouco também faz mal para os vasos?

    Mesmo pequenas quantidades de cigarro podem causar danos ao sistema cardiovascular.

    3. Quanto tempo após parar de fumar a circulação melhora?

    Algumas melhorias começam a ocorrer em poucas semanas.

    4. O cigarro eletrônico é mais seguro para os vasos?

    Estudos indicam que ele também pode causar alterações vasculares.

    5. O tabagismo aumenta risco de infarto?

    Sim. O cigarro é um importante fator de risco cardiovascular.

    6. Parar de fumar reduz o risco de AVC?

    Sim, especialmente com o passar dos anos após a cessação.

    7. Os vasos sanguíneos podem se recuperar totalmente?

    Muitas alterações podem melhorar, mas depende do tempo de exposição ao tabaco.

    Veja mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

  • Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

    Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

    Os medicamentos para reduzir o colesterol estão entre os tratamentos mais estudados e prescritos para cuidar da saúde cardiovascular. Ainda assim, muitas dúvidas e mitos cercam esse tipo de remédio, principalmente quando o assunto são possíveis efeitos colaterais ou a necessidade de tomar o medicamento por períodos mais longos.

    A verdade é que o colesterol alto geralmente não provoca sintomas, mas pode aumentar o risco de problemas graves, como infarto e AVC. Por isso, entender quando o tratamento é necessário e como esses medicamentos funcionam é muito importante para proteger a saúde do coração.

    Antes de continuar a leitura, veja neste vídeo uma explicação clara sobre alguns dos mitos mais comuns relacionados às medicações usadas para controlar o colesterol.

    Para que servem os medicamentos para colesterol

    Os medicamentos para colesterol têm como principal objetivo reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

    Eles ajudam a diminuir principalmente o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, que pode se acumular nas paredes das artérias e formar placas de gordura.

    Com o tempo, essas placas podem estreitar ou bloquear os vasos sanguíneos, aumentando o risco de:

    • Infarto;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial coronariana;
    • Outras complicações cardiovasculares.

    Entre os medicamentos mais utilizados estão as estatinas, consideradas atualmente um dos tratamentos mais eficazes na prevenção de eventos cardiovasculares.

    Mito: todo mundo que toma remédio para colesterol terá efeitos colaterais

    Esse é um dos mitos mais comuns.

    Embora algumas pessoas possam apresentar efeitos colaterais, a grande maioria utiliza essas medicações sem problemas.

    Os efeitos adversos mais relatados são:

    • Dor muscular;
    • Cansaço;
    • Sensação de fraqueza.

    Mesmo assim, esses sintomas ocorrem em uma pequena parcela dos pacientes — cerca de 3% a 5%, de acordo com estudos clínicos.

    Na maioria das situações, os benefícios da medicação em reduzir o risco de infarto e AVC são muito maiores do que os possíveis efeitos colaterais.

    Mito: se o colesterol melhorou, posso parar o remédio

    Outro equívoco bastante comum é acreditar que, após a melhora dos níveis de colesterol, o medicamento pode ser interrompido.

    Na maior parte dos casos, isso não é recomendado.

    Isso acontece porque essas medicações controlam o colesterol, mas não curam a tendência do organismo de produzi-lo em excesso.

    Quando o tratamento é interrompido sem orientação médica, os níveis de colesterol tendem a subir novamente.

    Por esse motivo, qualquer mudança na medicação deve sempre ser discutida com o médico.

    Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Perguntas frequentes sobre remédios para colesterol

    1. Todo remédio para colesterol causa dor muscular?

    Não. Embora a dor muscular seja um efeito colateral possível, ela ocorre em apenas uma pequena parcela dos pacientes.

    2. Posso parar o remédio se o colesterol normalizar?

    Na maioria dos casos, não. O medicamento controla o colesterol, mas não elimina a tendência do corpo de produzi-lo em níveis elevados.

    3. Estatinas são seguras?

    Sim. As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados da medicina e demonstraram grande segurança e eficácia na prevenção de infarto e AVC.

    4. Alimentação saudável pode substituir o medicamento?

    Em alguns casos de baixo risco cardiovascular, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Porém, muitas pessoas precisam da medicação associada a essas mudanças.

    5. Quem tem colesterol alto sempre precisa tomar remédio?

    Não necessariamente. A decisão depende do nível de colesterol, da idade e do risco cardiovascular de cada pessoa. O médico deve acompanhar cada caso e orientar da melhor maneira.

    6. O colesterol alto dá sintomas?

    Na maioria das vezes, não. Por isso, exames de sangue são essenciais para o diagnóstico.

    7. O tratamento do colesterol é para sempre?

    Em muitos casos, sim, especialmente quando a pessoa possui alto risco cardiovascular.

    Veja também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

    Exame de cálcio coronariano é útil para prevenir infarto? Saiba para que serve e quem deve fazer

    Uma das principais formas de avaliar o risco de doenças cardiovasculares, o exame de cálcio coronariano, ou score de cálcio coronário, é um método não invasivo que permite identificar e quantificar a presença de depósitos de cálcio nas artérias coronárias, responsáveis por levar o sangue ao músculo do coração.

    Realizado por meio de uma tomografia computadorizada do tórax sem contraste, ele é capaz de detectar sinais precoces de aterosclerose, mesmo em pessoas que ainda não apresentam sintomas. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, o exame é indicado especialmente para pessoas com risco cardiovascular intermediário.

    Afinal, como funciona o exame de cálcio coronariano?

    O exame de cálcio coronariano funciona por meio de uma tomografia computadorizada, sem contraste, capaz de identificar e medir depósitos de cálcio presentes nas artérias coronárias, responsáveis por levar sangue ao músculo do coração.

    Durante o exame, o paciente permanece deitado em uma maca que se desloca lentamente para dentro do aparelho de tomografia. Os sensores são posicionados no tórax para registrar os batimentos cardíacos, permitindo que as imagens sejam captadas de forma sincronizada com o ritmo do coração.

    A sincronização é importante porque reduz movimentos e garante maior nitidez das imagens das artérias coronárias. Assim, o equipamento realiza múltiplas imagens do coração em poucos segundos, enquanto o paciente prende a respiração por um breve período.

    Como o cálcio apresenta alta densidade, ele aparece de forma bem definida nas imagens, possibilitando a identificação das áreas onde existem placas calcificadas nas paredes das artérias.

    Após a aquisição das imagens, um software específico analisa automaticamente os pontos de calcificação e calcula uma pontuação chamada score de cálcio coronário. Ele representa a quantidade total de cálcio encontrada nas artérias e permite estimar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Como quantificar o score de cálcio coronariano?

    O score de cálcio coronariano é quantificado por meio de uma medida padronizada chamada escore de Agatston, que calcula a quantidade total de cálcio presente nas artérias coronárias a partir das imagens da tomografia.

    Após a realização do exame, um software específico analisa as imagens e identifica automaticamente as áreas onde há depósito de cálcio nas artérias coronárias. Como o cálcio é um material mais denso, ele aparece de forma mais evidente nas imagens, permitindo a medição com precisão.

    O sistema calcula tanto o tamanho quanto a densidade de cada área calcificada encontrada nas artérias. Cada depósito recebe uma pontuação individual, e, ao final, todos os valores são somados, gerando o número do score de cálcio coronário.

    O valor representa a quantidade total de cálcio presente nas artérias do coração e serve como um indicador indireto da presença e da extensão da aterosclerose.

    Classificação do score de cálcio

    O resultado costuma ser interpretado assim:

    • Zero: nenhuma placa calcificada detectável. Risco de eventos cardiovasculares muito baixo;
    • 1 à 10: quantidade mínima de cálcio. Risco baixo;
    • 11 à 100: doença aterosclerótica leve. Risco moderado;
    • 101 à 400: doença aterosclerótica moderada. Risco aumentado;
    • Acima de 400: doença aterosclerótica severa/extensa. Alto risco de eventos cardiovasculares (alto risco de infarto).

    É importante destacar que o score não mede diretamente o grau de entupimento das artérias, mas sim a carga de placas ateroscleróticas calcificadas.

    Por que o exame é tão útil para prevenir infarto?

    De acordo com Juliana Soares, idealmente, as artérias do coração não devem conter cálcio. Quando presente, ele funciona como um marcador da presença de aterosclerose, condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura na parede dos vasos sanguíneos.

    A identificação do cálcio nas artérias coronárias indica que já existe um processo de doença arterial em andamento, mesmo que o paciente ainda não apresente sintomas. Dessa forma, o exame permite detectar precocemente alterações que poderiam passar despercebidas em avaliações clínicas de rotina.

    Para completar, a quantidade de cálcio encontrada está diretamente relacionada ao risco de eventos cardiovasculares futuros, como o infarto do miocárdio. Quanto maior o score de cálcio, maior tende a ser a probabilidade de complicações ao longo dos anos, o que possibilita uma estratificação mais precisa do risco individual.

    Quando o exame de cálcio coronariano é indicado?

    A realização do score de cálcio coronário é particularmente útil em pacientes classificados como de risco cardiovascular intermediário. São pessoas que apresentam algum fator de risco, mas não possuem sintomas nem diagnóstico prévio de doença cardiovascular, conforme explica Juliana.

    A cardiologista explica que, nesses casos, pode surgir a dúvida durante a consulta de iniciar ou não um tratamento preventivo, como o uso de medicamentos para controlar o colesterol, por exemplo.

    O exame contribui para esclarecer a decisão, pois se o resultado mostrar a presença elevada de cálcio nas artérias do coração, indica maior risco cardiovascular e pode justificar o início precoce do tratamento.

    O exame normalmente não é necessário para pessoas com risco muito baixo, como indivíduos jovens, sem sintomas e sem fatores de risco. Também não costuma ser indicado para quem já teve infarto ou já apresenta doença cardiovascular conhecida, pois, nesses casos, o tratamento preventivo já deve ser realizado independentemente do resultado.

    Como o resultado muda o plano de tratamento ou prevenção?

    Quando o score de cálcio é zero, o risco de infarto nos próximos dez anos é muito baixo. Nessa situação, Juliana aponta que muitas vezes o médico pode optar por adiar o início de medicamentos, priorizando inicialmente as mudanças no estilo de vida, que continuam sendo fundamentais para a saúde cardiovascular.

    Por outro lado, o tratamento preventivo é importante quando o score de cálcio é elevado, especialmente acima de 100. Nesses casos, recomenda-se iniciar medidas mais intensivas, incluindo o uso de medicações e metas mais rigorosas para o controle do colesterol, com o objetivo de reduzir o risco de eventos cardiovasculares futuros.

    Exame de cálcio coronariano substitui outros exames, como o teste ergométrico?

    Os exames avaliam aspectos diferentes do coração e, por isso, não se substituem, mas se complementam.

    O score de cálcio coronário avalia a presença de placas nas artérias do coração, identificando depósitos de cálcio que indicam aterosclerose. Já o teste ergométrico é considerado uma prova funcional, que avalia o funcionamento do coração durante o esforço físico.

    Segundo Juliana, durante o teste ergométrico, são analisados o comportamento da pressão arterial, a presença de arritmias induzidas pelo esforço e possíveis alterações que possam sugerir isquemia, que ocorre quando o músculo do coração recebe menos sangue do que o necessário durante a atividade física.

    Assim, um indivíduo pode apresentar um score de cálcio elevado, indicando a presença de placas nas artérias, e ainda ter um teste ergométrico normal. Isso acontece porque, apesar da existência das placas, o fluxo de sangue pode ainda estar adequado naquele momento.

    Com que frequência o exame de cálcio coronariano deve ser feito?

    O exame de cálcio coronariano não precisa ser repetido com frequência. Quando o resultado é zero e não há cálcio nas artérias, o tempo para repetir o exame varia conforme o perfil de cada pessoa, mas, de modo geral, ele pode ser refeito após três a cinco anos.

    Já quando o score de cálcio está alterado ou positivo, Juliana explica que normalmente não há necessidade de repetir o exame. Ao identificar a presença de cálcio nas artérias, o médico já inicia o tratamento preventivo, e acompanhar a quantidade de cálcio ao longo do tempo não serve para avaliar se o tratamento está funcionando.

    Além disso, com o passar dos anos e com o uso de estatinas, pode ocorrer até um pequeno aumento do escore de cálcio, o que faz parte do processo de estabilização das placas e não significa piora da doença.

    Veja também: Gordura saturada: quanto é seguro consumir?

    Perguntas frequentes

    1. O que é aterosclerose?

    A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica onde placas de gordura, cálcio e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias, podendo causar estreitamento ou obstrução do fluxo sanguíneo.

    2. Existe algum sintoma que indique que meu escore de cálcio está alto?

    Não, pois o acúmulo de cálcio nas artérias é um processo silencioso. Você pode se sentir perfeitamente bem, correr maratonas e ter um escore acima de 400. Por isso, o exame é chamado de ferramenta de estratificação de risco para pessoas assintomáticas.

    3. O exame de score de cálcio usa contraste iodado?

    O exame não utiliza contraste, e isso o torna seguro para pacientes com alergia ao iodo ou com problemas renais leves a moderados, que teriam restrições a outros exames de imagem cardíaca.

    4. O score de cálcio pode ser feito durante a gravidez?

    Como qualquer exame que utilize radiação (raios-X), ele é contraindicado para gestantes, a menos que haja uma necessidade médica extrema e específica avaliada pelo cardiologista e obstetra.

    5. Por que o cálcio vai parar no coração?

    O cálcio é depositado pelo próprio organismo nas placas de gordura como uma tentativa de cicatrizar e estabilizar um processo inflamatório na parede do vaso sanguíneo. Portanto, onde há cálcio, houve ou ainda há a presença de uma placa de gordura.

    6. O exame utiliza muita radiação?

    A dose de radiação no exame de score de cálcio é considerada baixa, não sendo alto o suficiente para ser motivo de grande preocupação na maioria dos pacientes.

    7. O exame de cálcio coronariano é seguro?

    O exame de cálcio coronariano é considerado um procedimento muito seguro, rápido (menos de 30 segundos) e não invasivo. Ele não requer injeções, cateteres ou preparo especial (jejum raramente é necessário).

    Leia mais: Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

  • Gordura subcutânea e gordura visceral: quais as diferenças e porque a visceral é tão perigosa para a saúde

    Gordura subcutânea e gordura visceral: quais as diferenças e porque a visceral é tão perigosa para a saúde

    O excesso de gordura corporal é um fator de risco primário para o desenvolvimento de uma série de doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão, mas você sabia que o local em que o corpo armazena a gordura pode ser tão importante quanto a quantidade total presente?

    No nosso organismo, o tecido adiposo se distribui principalmente em dois depósitos diferentes: a gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, e a gordura visceral, que se esconde nas profundezas da cavidade abdominal, envolvendo órgãos vitais como o fígado, o pâncreas e os intestinos.

    A gordura subcutânea pode incomodar mais do ponto de vista visual, já que é possível percebê-la com facilidade no espelho, mas é a gordura visceral que precisa de atenção. Por apresentar alta atividade metabólica, ela libera substâncias inflamatórias diretamente na corrente sanguínea, o que pode desencadear alterações associadas ao aumento do risco de doenças.

    Afinal, o que é gordura subcutânea e gordura visceral?

    O organismo armazena a gordura em diferentes regiões do corpo, e cada tipo pode ter funções e impactos diferentes para a saúde.

    Gordura subcutânea

    A gordura subcutânea é a gordura que fica logo abaixo da pele, sendo aquela camada mais superficial que pode ser vista no espelho ou sentida ao toque, quando você aperta a região do abdômen, das coxas, dos braços ou do quadril.

    Ela apresenta algumas funções no organismo, como:

    • Reserva de energia para o organismo;
    • Isolamento térmico, ajudando na manutenção da temperatura corporal;
    • Proteção mecânica contra impactos.

    Apesar de ser um incômodo estético, a gordura subcutânea costuma apresentar menor associação direta com riscos metabólicos graves quando comparada à gordura visceral.

    Gordura visceral

    A gordura visceral fica armazenada em regiões profundas da cavidade abdominal, envolvendo órgãos importantes como o fígado, o pâncreas e os intestinos. Diferentemente da gordura subcutânea, ela apresenta uma alta atividade metabólica e hormonal.

    Isso significa que ela não funciona apenas como reserva de energia, mas é responsável por liberar substâncias inflamatórias e hormônios que podem interferir no funcionamento do corpo.

    A liberação contínua dessas substâncias mantém o corpo em um estado de inflamação crônica, favorecendo alterações como aumento da pressão arterial, piora dos níveis de colesterol e aumento da glicose.

    Por que a gordura visceral é mais perigosa para a saúde?

    A gordura visceral costuma ser considerada mais preocupante porque ela não funciona apenas como reserva de energia, diferente da subcutânea. Por ficar localizada ao redor de órgãos importantes e apresentar alta atividade metabólica, ela libera substâncias inflamatórias e hormônios que podem interferir no equilíbrio do organismo.

    A liberação contínua mantém o corpo em um estado de inflamação crônica, o que pode favorecer alterações importantes, como:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Elevação da glicose no sangue;
    • Piora dos níveis de colesterol;
    • Maior resistência à insulina;
    • Maior probabilidade de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

    Como a gordura visceral fica bem próxima de órgãos importantes, tudo o que ela libera chega muito rápido ao fígado. É como se o organismo recebesse um estímulo constante para produzir mais açúcar no sangue e mais partículas de gordura, conhecidas como VLDL.

    Com o tempo, as partículas podem se acumular nas paredes das artérias, formando placas que dificultam a circulação do sangue, o que aumenta o risco de problemas cardíacos, incluindo infarto e AVC.

    Como saber se tenho gordura visceral acumulada?

    A medida da circunferência abdominal é o principal indicador da quantidade de gordura visceral presente no organismo. Quanto maior a medida da cintura, maior costuma ser o acúmulo de gordura visceral, o que pode aumentar o risco de problemas no coração, alterações no colesterol, pressão alta e outras questões metabólicas.

    Mesmo pessoas com aparência magra ou com peso dentro do considerado normal podem ter excesso de gordura interna na região abdominal.

    Além da medida da cintura abdominal, exames como a bioimpedância ajudam a estimar a composição corporal, enquanto exames de imagem (como ultrassom, tomografia ou ressonância) conseguem identificar com mais precisão a quantidade de gordura visceral. A indicação dos exames deve sempre partir de um profissional de saúde.

    Também vale atenção para fatores de risco associados, que podem aumentar a chance de acúmulo de gordura visceral, como sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, estresse frequente, sono irregular e histórico familiar de doenças metabólicas.

    Em caso de dúvida, a recomendação é procurar um profissional de saúde, que ajuda a identificar riscos precocemente e a orientar os exames necessários.

    O que causa o acúmulo de gordura na barriga?

    O acúmulo de gordura na região abdominal pode acontecer por vários motivos, normalmente sendo uma combinação de fatores como:

    • Excesso de açúcar e farinha branca, como doces, refrigerantes, pães e massas, que aumentam a insulina, que dá ordem ao corpo para estocar gordura na cintura;
    • Consumo de álcool, pois o corpo para de queimar gordura para processar o álcool, e esse excesso de calorias vai direto para a região abdominal;
    • Estresse alto, uma vez que o corpo libera cortisol, um hormônio que favorece o acúmulo de gordura especificamente entre os órgãos (visceral);
    • A falta de exercícios, que faz com que a energia que sobra seja estocada como gordura, em vez de ser usada pelos músculos;
    • Noites mal dormidas, que desregulam os hormônios da fome e aumentam a vontade de comer alimentos calóricos;
    • Mudanças hormonais, como a queda de estrogênio na menopausa (mulheres) e da testosterona (homens);
    • Alimentos ultraprocessados, pois as gorduras ruins e conservantes inflamam o organismo e incham a região abdominal.

    Quando os fatores permanecem presentes por muito tempo, o corpo acaba tendo mais tendência a acumular gordura na região da barriga.

    Quando procurar um médico ou nutricionista?

    É importante procurar um médico ou nutricionista principalmente se a medida da cintura estiver acima dos valores considerados seguros (acima de 94 cm para homens e 80 cm para mulheres) mesmo que o restante do corpo pareça magro.

    Além das medidas, outros sinais de alerta indicam que o acúmulo de gordura pode estar prejudicando a sua saúde interna:

    • Dificuldade para reduzir a gordura abdominal mesmo com boa alimentação e exercícios;
    • Cansaço frequente ou sono de má qualidade;
    • Alterações em exames, como glicose, colesterol ou pressão altos;
    • Manchas escuras em dobras da pele, que podem indicar resistência à insulina.

    O acompanhamento profissional ajuda a avaliar possíveis riscos, orientar exames quando necessário e indicar mudanças seguras na alimentação e no estilo de vida para proteger a saúde.

    Veja também: Dietas milagrosas ou perigosas? Conheça os danos à saúde a longo prazo

    Perguntas frequentes

    1. Como medir a circunferência abdominal corretamente?

    Use uma fita métrica e posicione-a na metade do caminho entre a última costela e a crista ilíaca (osso do quadril), geralmente na altura do umbigo. Meça com o corpo relaxado após soltar o ar.

    2. Qual o valor ideal da cintura para homens e mulheres?

    Para evitar riscos à saúde, o ideal é que as mulheres tenham menos de 80 cm e os homens menos de 94 cm. Valores acima de 88 cm (mulheres) e 102 cm (homens) indicam risco muito alto.

    3. Qual o melhor exercício para eliminar a gordura visceral?

    A combinação de exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação) com musculação. A gordura visceral é metabolicamente ativa e responde bem ao exercício físico regular.

    4. Por que as mulheres ganham mais barriga após a menopausa?

    A queda do estrogênio altera a distribuição de gordura no corpo feminino. A gordura que antes ia para coxas e glúteos passa a se concentrar na região abdominal.

    5. Fazer abdominais queima a gordura da barriga?

    Não. O exercício abdominal fortalece o músculo que está por baixo da gordura, mas não queima a gordura especificamente daquela região. A queima de gordura acontece no corpo como um todo através de déficit calórico.

    6. É possível remover a gordura visceral com lipoaspiração?

    Não. A lipoaspiração remove apenas a gordura subcutânea (aquela que fica logo abaixo da pele). A gordura visceral fica atrás da parede muscular, entre os órgãos, e só pode ser eliminada com dieta, exercícios e mudanças de hábitos.

    7. O jejum intermitente é bom para perder gordura visceral?

    Sim, o jejum intermitente pode ajudar a reduzir os níveis de insulina no sangue por períodos mais longos, o que facilita o acesso do corpo às reservas de gordura visceral para usar como combustível. Contudo, o ideal é que ele seja feito com acompanhamento médico.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

  • Como evitar uma crise de pressão alta e o que fazer se ela acontecer

    Como evitar uma crise de pressão alta e o que fazer se ela acontecer

    A pressão alta costuma ser silenciosa e, justamente por isso, é perigosa. Muitas pessoas só descobrem que estão com níveis elevados quando já apresentam sintomas intensos ou durante uma consulta de rotina. Em alguns casos, a elevação acontece de forma abrupta, caracterizando uma crise de pressão alta, também chamada de crise hipertensiva.

    Saber como evitar uma crise de pressão alta é muito importante para reduzir o risco de complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência renal. Medidas simples e consistentes no dia a dia fazem grande diferença na estabilidade da pressão arterial.

    O que é uma crise de pressão alta?

    Uma crise de pressão alta acontece quando os níveis da pressão arterial sobem de forma significativa, geralmente acima de 180/120 mmHg.

    Ela pode ser classificada em:

    Urgência hipertensiva

    Quando a pressão está muito elevada, mas sem sinais imediatos de lesão em órgãos-alvo.

    Emergência hipertensiva

    Quando há elevação importante da pressão acompanhada de sinais como:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Alteração neurológica;
    • Confusão mental;
    • Alterações visuais.

    A emergência hipertensiva exige atendimento médico imediato.

    Quais são os principais sintomas?

    Nem toda crise causa sintomas, mas quando aparecem, podem incluir:

    • Dor de cabeça intensa;
    • Tontura;
    • Visão embaçada;
    • Palpitações;
    • Dor no peito;
    • Náusea;
    • Sensação de pressão na nuca.

    É importante lembrar que a ausência de sintomas não significa que a pressão não esteja elevada.

    O que pode desencadear uma crise de pressão alta?

    Diversos fatores podem contribuir.

    Interrupção do medicamento

    Parar ou esquecer o uso de remédios para pressão alta é uma das causas mais comuns de crise. Mesmo se a pressão estiver controlada, é fundamental manter o tratamento conforme orientação médica.

    Estresse emocional intenso

    Situações de ansiedade ou sobrecarga emocional elevam hormônios que aumentam a pressão. Técnicas de controle do estresse ajudam a evitar picos.

    Excesso de sal

    O consumo elevado de sódio favorece retenção de líquidos e aumento da pressão. Alimentos ultraprocessados costumam conter grandes quantidades de sal.

    Álcool em excesso

    Pode causar picos de pressão e interferir na ação dos medicamentos.

    Uso de substâncias estimulantes

    Alguns descongestionantes nasais, energéticos e drogas ilícitas aumentam a pressão e podem ser perigosos para quem já tem hipertensão.

    Como evitar uma crise de pressão alta?

    1. Tome os medicamentos corretamente

    Siga horários fixos e não interrompa o tratamento sem orientação médica.

    2. Reduza o consumo de sal

    Prefira alimentos naturais e evite produtos ultraprocessados.

    3. Monitore a pressão regularmente

    A medição domiciliar ajuda a identificar alterações precocemente e facilita o ajuste do tratamento.

    4. Controle o estresse

    Respiração profunda, atividade física leve e pausas ao longo do dia ajudam na regulação da pressão.

    5. Mantenha peso saudável

    O excesso de peso aumenta a resistência vascular e sobrecarrega o coração.

    6. Limite o consumo de álcool

    A moderação reduz oscilações de pressão.

    O que fazer se a pressão estiver muito alta?

    Se medir valores elevados:

    • Sente-se e descanse por 5 a 10 minutos;
    • Refaça a medição;
    • Se continuar alta ou houver sintomas, procure atendimento médico.

    Nunca tome doses extras de medicamentos por conta própria sem orientação médica.

    Quem tem maior risco de crise de pressão alta?

    • Pessoas com hipertensão mal controlada;
    • Idosos;
    • Pessoas com doença renal;
    • Pessoas com diabetes;
    • Quem já teve AVC ou infarto;
    • Pessoas com histórico familiar importante.

    É possível prevenir totalmente?

    Embora nem sempre seja possível evitar 100% das oscilações, o controle adequado da hipertensão reduz consideravelmente o risco de crise e complicações graves.

    O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar doses de medicamentos e estratégias conforme a necessidade.

    Veja mais: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre crise de pressão alta

    1. Toda pressão acima de 14 por 9 é uma crise?

    Não. É considerada elevada, mas crise envolve níveis muito mais altos.

    2. Dor de cabeça sempre significa pressão alta?

    Não necessariamente. A pressão pode estar normal mesmo com dor de cabeça.

    3. Posso medir a pressão todos os dias?

    Sim, especialmente se estiver em fase de ajuste de tratamento.

    4. Café pode causar crise de pressão alta?

    Em excesso, pode elevar temporariamente a pressão.

    5. Ansiedade pode aumentar a pressão?

    Sim, principalmente de forma transitória.

    6. Exercício ajuda a evitar crises?

    Sim, quando feito regularmente e com orientação.

    7. Pressão alta sempre dá sintomas?

    Não. Por isso é chamada de doença silenciosa.

    Confira: 12×8 já não é normal: nova diretriz muda o que entendemos por pressão alta

  • Sedentarismo na infância: quais os principais riscos para o coração? 

    Sedentarismo na infância: quais os principais riscos para o coração? 

    Sabia que os cuidados com a saúde do coração devem começar ainda na infância? Movimento, brincadeiras, alimentação equilibrada e sono adequado ajudam o organismo da criança a se desenvolver de maneira mais saudável. Quando a rotina infantil se torna sedentária, algumas mudanças silenciosas podem surgir no metabolismo, nos vasos sanguíneos e no próprio coração.

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, o sedentarismo na infância é definido principalmente pelo equilíbrio entre o nível de atividade física, ou seja, o quanto a criança se movimenta, e o comportamento sedentário, que corresponde ao tempo em repouso ou diante de telas, como celular, televisão, tablet e videogame.

    Diferentemente dos adultos, a avaliação na infância varia conforme a idade, porque acompanha o desenvolvimento físico, motor e neurológico da criança. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é considerado sedentarismo na infância?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria consideram sedentária a criança que não atinge a quantidade mínima de atividade física indicada para a própria faixa etária. As recomendações incluem:

    • Bebês: devem se movimentar várias vezes ao longo do dia, com brincadeiras, tempo no chão e estímulo à exploração corporal;
    • Crianças entre 1 e 2 anos: precisam acumular pelo menos 180 minutos diários de movimentação, de qualquer intensidade;
    • Crianças entre 3 e 5 anos: também devem atingir cerca de 180 minutos por dia, incluindo pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa;
    • Crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos: devem realizar no mínimo 60 minutos diários de atividade física com intensidade pelo menos moderada.

    O sedentarismo, nessa fase, não envolve apenas a falta de exercício, mas também o excesso de atividades de baixo gasto energético, como permanecer sentado, deitado ou muito tempo diante de telas.

    Sedentarismo na infância já pode afetar a saúde do coração?

    Mesmo durante os primeiros anos de vida, a falta de movimento pode provocar alterações no organismo que aumentam o risco cardiovascular no futuro. Segundo estudos, o processo de formação de placas de gordura nas artérias, conhecido como aterosclerose, pode começar ainda na infância.

    Quando a criança se movimenta pouco, o coração tende a ficar menos eficiente, os vasos sanguíneos podem perder parte da elasticidade e surgem condições como aumento de peso, colesterol alterado e pressão mais elevada.

    Além disso, hábitos criados na infância costumam continuar na vida adulta, o que pode favorecer obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares ao longo dos anos.

    Alterações metabólicas começam ainda na infância?

    As principais alterações metabólicas que podem surgir ainda na infância incluem, segundo Juliana:

    • Resistência insulínica: o corpo passa a produzir mais insulina para manter o nível de açúcar estável no sangue, o que pode sobrecarregar o pâncreas e aumentar o risco de diabetes;
    • Dislipidemia: alterações nos níveis de colesterol, com aumento dos triglicerídeos, redução do colesterol HDL (considerado protetor) e aumento do LDL (associado a maior risco cardiovascular);
    • Inflamação sistêmica: quando o sedentarismo se associa ao excesso de peso, o tecido adiposo libera substâncias inflamatórias que podem agredir o revestimento das artérias e favorecer o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Riscos do sedentarismo infantil para o coração

    O sedentarismo na infância pode trazer problemas importantes para a saúde do coração mesmo quando a criança ainda parece saudável. A falta de movimento reduz a capacidade do coração, favorece alterações metabólicas e pode aumentar o risco de doenças cardíacas ao longo da vida.

    Entre alguns dos principais riscos, é possível destacar:

    • Maior probabilidade de sobrepeso e obesidade desde cedo;
    • Alterações no colesterol e nos triglicerídeos;
    • Tendência ao aumento da pressão arterial;
    • Maior risco de resistência à insulina e diabetes;
    • Início precoce do acúmulo de gordura nas artérias;
    • Inflamação do organismo que prejudica os vasos sanguíneos;
    • Redução do condicionamento físico e da eficiência cardíaca;
    • Aumento do risco de doenças cardiovasculares na vida adulta.

    Segundo Juliana, o tempo excessivo diante de telas, como televisão, videogames e celulares, é atualmente um dos maiores preditores de sedentarismo.

    Além da redução do movimento, o excesso de telas costuma estar associado ao consumo de alimentos ultraprocessados, lanches calóricos e hábitos alimentares menos adequados. Também pode provocar privação de sono, o que desregula hormônios relacionados à fome, ao estresse e ao crescimento infantil.

    Alimentação na infância também influencia o risco cardiovascular futuro?

    O paladar e os hábitos alimentares começam a se formar na infância, e muitas preferências adquiridas na fase costumam acompanhar a pessoa ao longo da vida. Por isso, Juliana aponta que a qualidade da alimentação infantil tem impacto direto na saúde cardiovascular futura.

    O consumo frequente de sódio, presente em salgadinhos, embutidos e alimentos ultraprocessados, assim como o excesso de açúcar, comum em refrigerantes, doces e bebidas artificiais, pode favorecer o aumento da pressão arterial, o acúmulo de gordura visceral, a resistência à insulina e outras alterações metabólicas. Com o tempo, as condições aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

    Como fazer a criança se movimentar mais na infância?

    Segundo o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, incentivar movimento desde cedo ajuda no desenvolvimento físico, emocional e cardiovascular. Algumas dicas podem ajudar, como:

    • Priorizar brincadeiras ativas, como correr, pular, dançar, andar de bicicleta ou jogar bola;
    • Estimular tempo ao ar livre sempre que possível, em parques, praças ou quintal;
    • Reduzir tempo de telas e criar limites claros para celular, TV, videogame e tablet;
    • Participar das atividades junto com a criança, já que o exemplo familiar influencia muito;
    • Incentivar esportes ou atividades físicas que despertem interesse e prazer;
    • Variar atividades para evitar monotonia e manter motivação;
    • Organizar rotina com horários para movimento, sono e lazer ativo;
    • Valorizar deslocamentos ativos, como caminhar até locais próximos quando possível;
    • Evitar longos períodos sentados, incentivando pausas para se mexer;
    • Criar ambiente seguro e estimulante para brincadeiras dentro ou fora de casa.

    Também é importante manter acompanhamento pediátrico regular, com avaliação do peso, da altura, do crescimento e do desenvolvimento global da criança. Ele ajuda a identificar precocemente possíveis alterações relacionadas à saúde cardiovascular, ao metabolismo e ao estilo de vida.

    Confira: Importância de controlar o açúcar na infância e quais doenças previne

    Perguntas frequentes

    1. Crianças podem ter pressão alta?

    Sim, pois o sedentarismo, aliado à má alimentação, é uma das principais causas de hipertensão infantil. O excesso de peso força o coração a trabalhar muito mais do que o necessário.

    2. Como saber se meu filho é considerado sedentário?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como sedentária a criança que não pratica ao menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa.

    3. Existe algum sinal visível de que o coração da criança está sobrecarregado?

    Cansaço excessivo em brincadeiras leves, falta de ar desproporcional ao esforço e palpitações são sinais de alerta que exigem consulta médica.

    4. Crianças podem fazer musculação?

    Sim, desde que supervisionada e adaptada à idade. O foco não é hipertrofia (músculos grandes), mas o fortalecimento muscular que auxilia no metabolismo e protege as articulações.

    5. Quando devo levar meu filho ao cardiologista pediátrico?

    Se houver histórico familiar de doenças cardíacas precoces, se a criança apresentar obesidade, pressão alta ou se você pretende matriculá-la em esportes competitivos.

    6. A partir de qual idade deve-se medir a pressão arterial de uma criança?

    A recomendação atual é que a pressão seja aferida anualmente em todas as consultas de rotina a partir dos 3 anos de idade, ou antes, se houver fatores de risco (como prematuridade ou doenças renais).

    Leia mais: Puberdade precoce: o que é, por que acontece e os sintomas (em meninos e meninas)