Tag: saúde cardiovascular

  • Relógios inteligentes que medem frequência cardíaca: valem a pena? 

    Relógios inteligentes que medem frequência cardíaca: valem a pena? 

    Os relógios inteligentes, ou smartwatches, conquistaram espaço no pulso de quem gosta de tecnologia, esportes ou deseja acompanhar a saúde mais de perto no dia a dia. Entre suas funções mais usadas, em determinados modelos, está a medição da frequência cardíaca, recurso que transformou esses gadgets em pequenos monitores pessoais do coração.

    Mas, afinal, como esses dispositivos medem os batimentos? Eles são confiáveis? E até que ponto podem ajudar o médico a cuidar melhor do paciente?

    Como os smartwatches medem a frequência cardíaca?

    A maioria dos relógios inteligentes utiliza uma tecnologia chamada fotopletismografia:

    • Pequenos sensores de luz verde iluminam os vasos sanguíneos do pulso;
    • A variação na quantidade de luz refletida indica o fluxo de sangue a cada batimento;
    • O aparelho traduz esses sinais em números de frequência cardíaca (batimentos por minuto).

    Alguns modelos mais avançados também incluem sensores elétricos, parecidos com os do eletrocardiograma, capazes até de registrar um traçado básico da atividade elétrica do coração.

    Vantagens dos relógios inteligentes

    • Acompanhamento contínuo: monitoram os batimentos ao longo do dia, inclusive durante o sono e exercícios, permitindo observar variações que podem ser relatadas ao médico.
    • Alertas em tempo real: alguns modelos notificam quando os batimentos estão muito altos, baixos ou irregulares.
    • Incentivo à saúde: estimulam a prática de exercícios e a adoção de hábitos mais saudáveis.

    Limitações e cuidados

    • Precisão variável: movimento, suor, pele fria ou tatuagens podem interferir na leitura.
    • Não detectam todas as arritmias: mesmo os modelos avançados não substituem exames como o Holter de 24h.
    • Necessidade de interpretação médica: os números só têm significado quando avaliados por um cardiologista.
    • Risco de ansiedade: acompanhar batimentos constantemente pode gerar preocupações desnecessárias em pessoas saudáveis.

    Leia também: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

    O que os médicos pensam sobre os smartwatches?

    Para cardiologistas, os smartwatches são uma ferramenta complementar. Eles ajudam a levantar hipóteses e antecipar consultas quando alertas aparecem com frequência, mas não substituem uma avaliação clínica completa.

    Ou seja, são ótimos para acompanhar tendências e aumentar a consciência sobre a saúde, mas não devem ser usados como diagnóstico.

    Perguntas frequentes sobre relógios inteligentes e frequência cardíaca

    1. Os smartwatches podem substituir exames como o eletrocardiograma?

    Não. Eles fornecem dados úteis, mas não têm a mesma precisão dos exames médicos.

    2. Todo smartwatch mede batimentos cardíacos?

    Não. É preciso verificar se o modelo tem um sensor específico para frequência cardíaca.

    3. O relógio pode detectar arritmias?

    Alguns modelos avançados conseguem indicar ritmos irregulares, mas não substituem o diagnóstico feito por exames clínicos.

    4. É seguro confiar apenas no smartwatch para monitorar o coração?

    Não. Eles são ferramentas de apoio, mas o acompanhamento médico é essencial.

    5. Idosos podem usar esses dispositivos?

    Sim. Eles podem ser muito úteis, desde que haja orientação sobre como interpretar os dados.

    6. Os dados do relógio podem ser compartilhados com o médico?

    Sim. Muitos aplicativos permitem exportar relatórios, que podem auxiliar o cardiologista no acompanhamento.

    Leia mais: Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

  • Triglicérides: do combustível do corpo ao risco para o coração 

    Triglicérides: do combustível do corpo ao risco para o coração 

    O resultado do exame de sangue chegou e, entre colesterol, glicemia e outras siglas, lá estão eles: os triglicérides. Apesar do nome complicado, trata-se de um dos exames mais importantes para avaliar a saúde cardiovascular.

    Quando estão em níveis corretos, funcionam como reserva de energia para o corpo. Mas, quando se elevam demais, podem indicar risco aumentado para doenças do coração e até pancreatite. Por isso, sociedades médicas no Brasil e no mundo reforçam a importância de acompanhar esses valores.

    O que são triglicérides?

    Os triglicérides são um tipo de gordura que circula no sangue e que o corpo utiliza como fonte de energia. Sempre que uma pessoa se alimenta, parte do que consome — especialmente carboidratos e gorduras — é transformada em triglicérides e armazenada nas células de gordura. Entre as refeições, eles são liberados para fornecer combustível aos músculos e outros tecidos.

    Além da alimentação, o fígado também pode produzir triglicérides, principalmente quando há excesso de calorias. É por isso que dietas ricas em açúcar, massas, pães e bebidas alcoólicas aumentam os níveis dessa gordura no sangue.

    Ou seja: os triglicérides têm função importante, mas quando permanecem em níveis muito altos aumentam o risco de doenças cardiovasculares e, em casos extremos, de pancreatite.

    Valores de referência de exame de triglicérides

    • Normal: abaixo de 150 mg/dL
    • Limítrofe: entre 150 e 199 mg/dL
    • Alto: entre 200 e 499 mg/dL
    • Muito alto: acima de 500 mg/dL

    O que causa triglicérides altos?

    Entre os principais fatores estão:

    • Alimentação rica em açúcares, frituras e álcool;
    • Excesso de peso e obesidade;
    • Sedentarismo;
    • Doenças como diabetes descontrolado e hipotireoidismo;
    • Uso de alguns remédios (corticoides, diuréticos, anticoncepcionais).

    Valores acima de 500 mg/dL exigem atenção imediata, pois aumentam o risco de pancreatite aguda. Já níveis muito baixos podem estar relacionados à desnutrição, dietas restritivas ou doenças do fígado.

    Leia mais: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

    Como manter os triglicérides sob controle?

    • Praticar exercícios físicos regularmente;
    • Reduzir consumo de açúcar, massas, pães e frituras;
    • Evitar bebidas alcoólicas;
    • Manter um peso saudável;
    • Seguir corretamente o tratamento médico, quando indicado.

    Perguntas frequentes sobre triglicérides

    1. Triglicérides e colesterol são a mesma coisa?

    Não. Ambos são gorduras no sangue, mas com funções diferentes: o colesterol participa da produção de hormônios e membranas celulares, enquanto os triglicérides armazenam energia.

    2. O exame de triglicérides precisa de jejum?

    Na maioria dos laboratórios, sim: entre 8 e 12 horas de jejum. O ideal é confirmar com o laboratório.

    3. Só dieta resolve triglicérides altos?

    Em muitos casos, sim. Mas quando os níveis estão muito elevados, pode ser necessário o uso de medicamentos prescritos pelo médico.

    4. Álcool aumenta triglicérides mesmo em pequenas quantidades?

    Sim. A bebida alcoólica é uma das principais causas de aumento dos triglicérides.

    5. Crianças podem ter triglicérides altos?

    Sim. Crianças com sobrepeso e má alimentação também podem apresentar triglicérides elevados.

    6. Triglicérides altos sempre causam sintomas?

    Não. Na maioria das vezes, a condição é silenciosa e só aparece no exame de sangue. Em casos extremos, podem surgir depósitos de gordura na pele, em forma de pequenas pápulas.

    7. É possível reduzir triglicérides rapidamente?

    Sim. Ajustes na alimentação — como reduzir açúcar e álcool — já podem diminuir os valores em semanas. No entanto, o acompanhamento médico é essencial.

    Veja também: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

  • Quantos infartos acontecem por ano no Brasil e o que aumenta esse risco 

    Quantos infartos acontecem por ano no Brasil e o que aumenta esse risco 

    Você já deve ter ouvido falar que o infarto é uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil, e isso não é exagero. Segundo o Ministério da Saúde, acontecem de 300 mil a 400 mil casos de infarto agudo do miocárdio por ano no país. Além disso, aproximadamente em cada 5 a 7 casos, há morte.

    Esse número alto importa para todo mundo, porque o infarto não escolhe idade. Embora seja mais comum em pessoas mais velhas, alguns fatores de risco — muitos deles ligados ao estilo de vida — aumentam muito a probabilidade de pessoas jovens também sofrerem um infarto.

    O que é infarto agudo do miocárdio

    O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma artéria do coração fica bloqueada por uma placa de gordura, coágulo ou outro impedimento, cortando ou reduzindo severamente o fluxo de sangue para parte do músculo cardíaco.

    Essa falta de sangue pode danificar ou matar células do coração e causa sintomas como dor no peito, falta de ar, suor frio e tontura. Quanto mais rápido chegar atendimento médico, maiores as chances de salvar o tecido cardíaco e reduzir danos.

    Fatores de risco: quem está mais vulnerável

    Pouca gente infarta por acaso. Há uma série de fatores que aumentam bastante as chances:

    • Tabagismo: um dos maiores inimigos do coração, prejudica os vasos, favorece placas de gordura nas artérias e provoca inflamação;
    • Colesterol alto: excesso de colesterol LDL e triglicerídeos altos elevam o risco de obstrução arterial;
    • Pressão alta: força os vasos, danifica artérias e facilita obstruções;
    • Diabetes: aumenta de 2 a 4 vezes o risco de infarto, devido ao impacto da glicose alta nos vasos;
    • Obesidade e gordura abdominal: aumentam inflamação e riscos metabólicos;
    • Sedentarismo: piora colesterol, pressão, glicemia e peso;
    • Histórico familiar: parentes próximos com infarto aumentam a vulnerabilidade;
    • Estresse, ansiedade e sono ruim: fatores psicossociais que também pesam no risco cardíaco.

    Outros fatores que merecem atenção

    • Idade: o risco cresce com o passar dos anos;
    • Sexo: homens têm infartos mais cedo; nas mulheres, o risco aumenta após a menopausa;
    • Condições socioeconômicas: acesso limitado à saúde e alimentação adequada aumenta a gravidade dos casos.

    O que você pode fazer hoje para evitar infartos

    • Parar de fumar ou não começar;
    • Praticar atividade física regular (caminhar, pedalar, nadar);
    • Manter alimentação equilibrada, com mais frutas, legumes e verduras;
    • Controlar glicemia, colesterol e pressão com acompanhamento médico;
    • Dormir bem e reduzir o estresse;
    • Fazer check-ups regulares, especialmente a partir dos 40 anos — antes, se houver histórico familiar.

    Perguntas frequentes sobre infarto no Brasil

    1. Quantos casos de infarto ocorrem por ano no Brasil?

    Estima-se que ocorram entre 300 mil e 400 mil casos de infarto agudo do miocárdio anualmente.

    2. Quantas pessoas morrem por infarto no país?

    Em cada 5 a 7 casos de infarto, ocorre um óbito. A taxa de mortalidade é alta.

    3. Jovens também infartam?

    Sim. Internações por infartos em pessoas de 30 a 40 anos estão aumentando, especialmente em quem tem fatores de risco como sobrepeso, sedentarismo e histórico familiar.

    4. Ter diabetes realmente aumenta muito o risco?

    Sim. Pessoas com diabetes têm de 2 a 4 vezes mais chances de sofrer infarto.

    5. E o tabagismo? Qual é seu impacto?

    É um dos principais fatores de risco: fumar inflama e danifica os vasos, favorecendo o acúmulo de placas de gordura.

    6. Mudanças no estilo de vida realmente ajudam?

    Sim. Alimentação saudável, atividade física, controle de pressão, glicemia e colesterol, sono de qualidade e menos estresse reduzem significativamente o risco.

    7. O que fazer se alguém suspeita que está infartando?

    Diante de dor no peito intensa, irradiação para braço, mandíbula ou costas, falta de ar, suor frio ou náusea, procure atendimento de urgência imediatamente. Quanto mais rápido o atendimento, melhores as chances de recuperação.

  • Ecocardiograma na gestação: por que é essencial para cuidar do coração da mãe e do bebê 

    Ecocardiograma na gestação: por que é essencial para cuidar do coração da mãe e do bebê 

    A gravidez é um momento de intensas transformações no corpo da mulher e de grande expectativa para a chegada do bebê. Nesse período, cada exame de pré-natal é essencial para garantir que a gestação siga saudável. Entre eles, o ecocardiograma na gestação ganhou destaque, pois permite avaliar tanto o coração da mãe quanto o do bebê em formação.

    Indolor, seguro e feito por ultrassom, o exame ajuda a identificar alterações cardíacas precocemente, contribuindo para a prevenção de complicações e a escolha do tratamento mais adequado quando necessário.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que utiliza ondas de ultrassom para mostrar o coração em tempo real. Ele não usa radiação, é indolor e totalmente seguro durante a gestação.

    Com ele, é possível avaliar o tamanho do coração, o movimento das válvulas, a força de bombeamento e o fluxo de sangue. Na gravidez, os principais tipos são:

    • Ecocardiograma transtorácico: feito colocando o aparelho sobre o peito da mãe, avaliando seu coração.
    • Ecocardiograma fetal: semelhante ao ultrassom de rotina, em que um gel é aplicado no abdome da gestante e o transdutor gera imagens detalhadas do coração do bebê.

    Leia também: Gravidez e coração: o que muda e quais são os riscos

    Por que o ecocardiograma na gestação é importante?

    Para a mãe

    Durante a gestação, o coração da mulher trabalha mais, já que precisa bombear sangue para ela e para o bebê. O exame pode ser indicado em casos de:

    • Doença cardíaca já conhecida;
    • Sintomas como falta de ar, palpitações ou inchaço excessivo;
    • Histórico de pressão alta ou sopros no coração.

    O exame avalia válvulas, força do músculo cardíaco e circulação sanguínea, permitindo detectar alterações precocemente e orientar o tratamento adequado.

    Para o bebê

    O coração do bebê começa a se formar muito cedo e passa por várias etapas até estar completo. O ecocardiograma fetal ajuda a identificar malformações antes do nascimento, sendo recomendado especialmente em situações como:

    • Alterações suspeitas nos ultrassons de rotina;
    • Histórico familiar de cardiopatias congênitas;
    • Gestantes com diabetes, pressão alta, lúpus ou uso de certos medicamentos;
    • Gravidez de risco ou idade materna avançada;
    • Infecções virais durante a gestação, como rubéola.

    O exame pode ser feito a partir da 18ª semana, mas as melhores imagens costumam ser obtidas entre a 24ª e a 28ª semana.

    Como é feito o ecocardiograma na gestação?

    O procedimento é simples e semelhante ao ultrassom do pré-natal. A mãe permanece deitada, um gel é aplicado no abdome e o transdutor capta imagens em tempo real do coração do bebê.

    Não há necessidade de jejum e não existem riscos para a mãe ou o bebê.

    Confira: Bronquiolite em bebês: sintomas e quando procurar o médico

    Prevenção e cuidados gerais

    O ecocardiograma é uma parte do pré-natal que pode fazer diferença quando solicitado no momento certo. Algumas orientações incluem:

    • Manter o pré-natal em dia;
    • Relatar sintomas novos, como dor no peito, palpitações ou falta de ar;
    • Realizar todos os exames solicitados;
    • Seguir o tratamento indicado pelo médico para proteger mãe e bebê.

    Perguntas frequentes sobre ecocardiograma na gestação

    1. O ecocardiograma é seguro durante a gravidez?

    Sim. O exame é feito com ultrassom, não utiliza radiação e não traz riscos para a mãe nem para o bebê.

    2. Qual a diferença entre ecocardiograma fetal e transtorácico?

    O transtorácico avalia o coração da mãe, enquanto o fetal analisa o coração do bebê em formação.

    3. Quando o ecocardiograma fetal deve ser feito?

    Pode ser realizado a partir da 18ª semana, mas a janela ideal é entre a 24ª e a 28ª semana, quando as imagens são mais nítidas.

    4. Toda gestante precisa fazer ecocardiograma?

    Não necessariamente. Ele pode ser indicado para todas, mas é especialmente importante em casos de risco, como doenças cardíacas maternas ou suspeita de malformação no bebê.

    5. Preciso de algum preparo para o exame?

    Não. O ecocardiograma não exige jejum nem cuidados prévios.

    Leia também: Diabetes gestacional: o que é, sintomas, o que causa e como evitar

  • Primeiros socorros em emergências cardíacas: o que realmente salva vidas 

    Primeiros socorros em emergências cardíacas: o que realmente salva vidas 

    Dor no peito, falta de ar, palpitações, desmaios ou até uma parada cardíaca. Situações como essas assustam — e com razão. As emergências cardíacas são graves e podem colocar a vida em risco em poucos minutos. Por isso, saber os primeiros socorros em emergências cardíacas até a chegada do socorro especializado é fundamental.

    A cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein, reforça que, independentemente da situação, o essencial é agir com rapidez e manter a calma.

    Infarto: como reconhecer e agir

    O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma artéria do coração fica entupida e impede o fluxo de sangue para o músculo cardíaco. É uma emergência que requer atendimento imediato.

    Principais sintomas do infarto:

    • Dor no peito, que pode irradiar para costas, pescoço ou braço;
    • Falta de ar;
    • Náuseas;
    • Suor frio;
    • Tontura.

    O que fazer em caso de infarto:

    • Ligue imediatamente para o SAMU (192) e informe sintomas e localização;
    • Mantenha a pessoa calma, sentada ou deitada;
    • Afrouxe roupas apertadas;
    • Não ofereça água ou alimentos;
    • Pergunte sobre uso de medicamentos. Se o SAMU orientar, dê um comprimido de AAS 100 mg para mastigar.

    Desmaios: primeiros socorros

    Os desmaios (síncopes) podem ter diversas causas, incluindo alterações cardíacas.

    • Coloque a pessoa deitada de costas, em local seguro;
    • Levante as pernas para favorecer o fluxo de sangue para o cérebro;
    • Afrouxe as roupas e proteja a cabeça;
    • Verifique se está respirando;
    • Chame ajuda médica.

    Se o desmaio estiver associado a dor no peito, falta de ar ou palpitações, a situação é considerada uma emergência.

    Leia mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Palpitações: quando se tornam urgência

    As palpitações — aquela sensação de batimentos rápidos ou irregulares — podem assustar, mas nem sempre são graves.

    • Ajude a pessoa a se sentar ou deitar;
    • Mantenha a calma;
    • Se houver sintomas associados (dor no peito, falta de ar, tontura ou suor excessivo), chame o SAMU imediatamente.

    Parada cardíaca: cada minuto conta

    A parada cardíaca é a situação mais grave: o coração para de bater, a pessoa fica inconsciente e não respira ou apresenta respiração agônica.

    • Ligue imediatamente para o SAMU (192);
    • Deite a pessoa de barriga para cima, em superfície dura;
    • Inicie massagem cardíaca:
      • Posicione as mãos no centro do tórax;
      • Entrelace os dedos;
      • Faça compressões rápidas e firmes, de 100 a 120 por minuto;
      • Continue até a chegada do socorro;
      • Se possível, reveze a cada 2 minutos para não perder força.
    • Se houver desfibrilador externo automático (DEA), use-o conforme instruções.

    “Saber o que fazer nestes minutos iniciais pode fazer a diferença entre a vida e a morte”, reforça a cardiologista.

    Confira: Drogas e coração: os riscos reais que você precisa conhecer

    Perguntas frequentes sobre primeiros socorros em emergências cardíacas

    1. Qual a primeira coisa a fazer diante de um infarto?

    Ligar para o SAMU (192) imediatamente. Nunca tente dirigir até o hospital por conta própria.

    2. Posso dar água ou alimento a alguém com dor no peito?

    Não. A pessoa deve permanecer em repouso, sem ingerir nada, até avaliação médica.

    3. Quando devo suspeitar que uma palpitação é grave?

    Se vier acompanhada de dor no peito, falta de ar, tontura ou suor frio, é uma emergência.

    4. Como saber se é desmaio simples ou parada cardíaca?

    No desmaio, a pessoa retoma a consciência em segundos ou minutos. Na parada, ela permanece inconsciente, não respira e não responde a estímulos.

    5. E se eu não souber fazer massagem cardíaca?

    Mesmo sem treinamento, pressione com força e ritmo no centro do peito até o SAMU chegar. Isso aumenta muito as chances de sobrevivência.

    Veja também: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

  • Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

    Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

    A palavra arritmia costuma assustar, mas nem sempre ela representa um risco imediato. Antes de tudo, é importante entender o que significa: a arritmia é uma alteração no ritmo do coração, quando os batimentos ficam irregulares.

    O coração possui um sistema elétrico formado por células que geram e conduzem impulsos responsáveis pelos batimentos. Quando esse sistema falha, surgem as arritmias. Isso pode fazer com que o coração bata muito rápido (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de forma completamente desordenada.

    Sintomas da arritmia cardíaca

    Os sintomas podem variar bastante: algumas pessoas percebem apenas palpitações (aquela sensação de coração acelerado ou fora de ritmo), enquanto outras apresentam sinais mais sérios, como tontura, fraqueza, falta de ar, dor no peito ou até desmaios.

    É importante lembrar que nem todo mundo com arritmia apresenta sintomas, por isso é importante se consultar com um médico de tempos em tempos.

    Quando a arritmia é perigosa?

    Muitas arritmias são benignas e não representam risco imediato. No entanto, em alguns casos, elas podem trazer complicações sérias, como:

    • Acidente Vascular Cerebral (AVC): quando o sangue se acumula no coração, podem se formar coágulos que migram para o cérebro;
    • Insuficiência cardíaca: arritmias podem reduzir a capacidade do coração de bombear sangue adequadamente;
    • Parada cardíaca: em situações graves, a arritmia pode levar à interrupção total dos batimentos, sendo potencialmente fatal.

    Veja também: Eletrocardiograma: entenda para que serve e quem deve fazer o exame

    Sinais de alerta: quando procurar atendimento médico

    Procure ajuda médica imediatamente se a arritmia vier acompanhada de:

    • Tontura intensa;
    • Desmaio ou perda de consciência;
    • Dor no peito;
    • Falta de ar importante.

    Nessas situações, a avaliação rápida do médico é fundamental para reduzir riscos e evitar complicações.

    Tratamento da arritmia cardíaca

    O tratamento depende do tipo de arritmia e da gravidade dos sintomas. Em alguns casos, pode não ser necessário nenhum medicamento. Em outros, o médico pode indicar desde remédios até procedimentos mais específicos, sempre com o objetivo de regular o ritmo cardíaco e reduzir os riscos associados.

    Confira: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes sobre arritmia cardíaca

    1. Arritmia cardíaca sempre é grave?

    Não. Muitas arritmias são benignas, mas algumas podem causar complicações sérias. A avaliação médica é essencial para diferenciar.

    2. Como saber se estou tendo uma arritmia?

    A sensação de palpitações, coração acelerado, tontura, falta de ar ou desmaios podem indicar arritmia. O diagnóstico definitivo é feito com exames como eletrocardiograma ou Holter 24h.

    3. Arritmia pode causar morte súbita?

    Sim, nos casos mais graves, a arritmia pode levar a uma parada cardíaca. Por isso, os sinais de alerta não devem ser ignorados.

    4. Quem tem arritmia pode praticar exercícios físicos?

    Depende do tipo e da gravidade da arritmia. O médico deve avaliar caso a caso antes de liberar atividades físicas.

    5. Qual a diferença entre taquicardia e arritmia?

    A taquicardia é quando o coração bate muito rápido. Já a arritmia é um termo mais amplo, que inclui esses batimentos rápidos, os lentos ou os irregulares.

    6. Existe prevenção para arritmia cardíaca?

    Manter hábitos saudáveis, tratar doenças como pressão alta, além de evitar o excesso de álcool, cafeína e cigarro, ajudam a reduzir o risco.

    7. Toda palpitação é sinal de arritmia?

    Não. Palpitações podem acontecer em situações de estresse, ansiedade ou esforço físico. Mas se forem frequentes ou acompanhadas de sintomas, é importante investigar.

    Leia também: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

  • 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto 

    5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto 

    O infarto continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, mas grande parte desses episódios pode ser evitada. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein, mudanças no estilo de vida têm impacto direto na redução do risco de infarto.

    São pequenas escolhas no dia a dia que já fazem uma enorme diferença para manter o coração saudável. Confira cinco dicas simples.

    1. Mantenha uma alimentação equilibrada

    O prato é um dos maiores aliados (ou vilões) do coração. Prefira frutas, legumes, verduras, grãos integrais, leguminosas e peixes. Reduza frituras, ultraprocessados, excesso de sal e açúcar.

    A dieta mediterrânea é apontada em estudos como uma das mais protetoras contra doenças cardiovasculares.

    2. Faça atividade física diariamente

    Não tem como fugir: movimentar o corpo ajuda a controlar pressão, colesterol, glicemia e peso. O ideal é acumular pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, segundo a OMS. Caminhar, pedalar, nadar ou dançar já valem. O importante é começar.

    3. Não fume

    O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para infarto. As substâncias químicas do cigarro danificam as artérias e favorecem o acúmulo de placas de gordura.

    Parar de fumar pode reduzir o risco de infarto pela metade em poucos anos. Se necessário, procure ajuda para abandonar o cigarro. Atualmente, há diversos tratamentos contra o vício.

    4. Controle pressão, colesterol e glicose

    Esses parâmetros, muitas vezes silenciosos, dizem muito sobre a saúde do coração. Fazer exames com frequência ajuda a identificar alterações cedo e tratar antes de complicações.

    Saiba mais: Por que controlar o diabetes é tão importante para o coração

    5. Cuide do sono e do estresse

    Dormir mal e viver sob estresse constante prejudicam o coração. O sono ruim eleva a pressão arterial, enquanto o estresse estimula hábitos nocivos, como comer em excesso ou fumar.

    Procure dormir de 7 a 8 horas por noite. Para lidar com o estresse, aposte em meditação, alongamentos, pausas durante o dia e momentos de lazer.

    Leia também: Quando a falta de ar pode ser sinal de problema no coração

    Perguntas frequentes sobre prevenção do infarto

    1. O risco de infarto aumenta só com a idade?

    A idade é um fator relevante, mas hábitos ruins podem antecipar o risco de infarto em pessoas jovens.

    2. Existe exame específico para prever infarto?

    Não há um único exame para prever o infarto. O médico avalia pressão, colesterol, glicemia, ECG e, em alguns casos, exames de imagem para estimar o risco.

    3. Quem tem histórico familiar de infarto pode evitar a doença?

    Sim. Apesar da genética pesar, hábitos saudáveis reduzem bastante o risco.

    4. O risco de infarto é igual para homens e mulheres?

    Não. Homens jovens têm risco maior, mas após a menopausa o risco das mulheres se iguala ou até supera o dos homens, por isso é importante sempre fazer acompanhamento médico e ter hábitos saudáveis.

    5. Quem já teve um infarto pode evitar que aconteça de novo?

    Sim. Mudanças no estilo de vida, uso correto dos medicamentos e acompanhamento regular reduzem bastante as chances de um novo evento.

    6. Exercícios intensos aumentam o risco de infarto?

    Não, desde que a pessoa passe por avaliação médica antes. A atividade física regular protege o coração. O maior risco está em sedentários que fazem esforço repentino sem preparo.

    Confira também: Infarto em mulheres: sintomas silenciosos que merecem atenção

  • Teste ergométrico: o exame da esteira que coloca o coração à prova 

    Teste ergométrico: o exame da esteira que coloca o coração à prova 

    O teste ergométrico, popularmente conhecido como exame da esteira, é um dos recursos mais utilizados pelos cardiologistas para avaliar como o coração se comporta diante do esforço físico. Ao contrário dos exames em repouso, ele coloca o organismo em movimento e pode revelar alterações que passariam despercebidas em condições normais.

    Por conta disso, esse exame se tornou muito importante no diagnóstico precoce de doenças cardíacas e no acompanhamento de quem já tem fatores de risco.

    O que é o teste ergométrico?

    O teste ergométrico é um exame que avalia o funcionamento do coração durante o esforço físico. Ele registra a atividade elétrica do coração, a frequência e a pressão arterial enquanto a pessoa caminha ou corre em uma esteira ou pedala em bicicleta ergométrica.

    A intenção do exame é identificar alterações que só aparecem quando o coração precisa trabalhar mais.

    Como o exame é feito?

    • A pessoa fica com eletrodos colados no peito, ligados a um aparelho de eletrocardiograma;
    • Caminha em uma esteira que vai aumentando a velocidade e a inclinação em etapas programadas, respeitando o cansaço de cada um;
    • Durante todo o exame, a pressão arterial também é monitorada;
    • O médico interrompe o teste caso a pessoa sinalize cansaço extremo, dor no peito, ou o profissional identifique arritmias ou outros indícios preocupantes.

    Em média, o exame dura 15 a 20 minutos, contando já com o aquecimento e a recuperação.

    Confira: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Para que serve o teste ergométrico?

    O exame pode identificar:

    • Isquemia cardíaca: quando falta oxigênio no músculo do coração;
    • Arritmias desencadeadas pelo esforço físico;
    • Capacidade física e condicionamento;
    • Resposta da pressão arterial ao exercício.

    Quem deve fazer o teste ergométrico?

    O médico pode solicitar o exame para:

    • Pessoas com dor no peito, palpitações ou falta de ar;
    • Avaliar o risco em pacientes com fatores como pressão alta, diabetes, colesterol alto ou histórico de infarto na família;
    • Atletas ou praticantes de atividade física que precisam de liberação para esportes de alta intensidade;
    • Pacientes em acompanhamento após infarto ou cirurgia cardíaca.

    Veja mais: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Quem não deve fazer?

    O teste pode não ser indicado em casos de doenças cardíacas graves, limitações físicas ou quando existe um risco considerável de complicações. Nessas situações, o cardiologista pode escolher outros exames para avaliar o coração.

    Perguntas frequentes sobre teste ergométrico

    1. Precisa de preparo para o teste ergométrico?

    Sim. É importante usar roupas leves e tênis para o exame. Alguns remédios ou alimentos podem precisar ser ajustados ou suspensos antes, mas tudo conforme orientação médica.

    2. O teste ergométrico detecta infarto?

    Ele não mostra se a pessoa já teve um infarto antigo, mas pode indicar risco de um infarto futuro se aparecerem sinais de isquemia durante o esforço.

    3. Todo mundo pode fazer o exame?

    Não. Pessoas com doenças cardíacas graves ou problemas ortopédicos importantes geralmente não fazem o exame, e o médico substitui o teste por outra avaliação cardiológica.

    4. É possível fazer o teste ergométrico pelo SUS?

    Sim, o teste ergométrico está disponível no SUS, mas pode ter fila de espera em algumas regiões.

    5. Crianças ou idosos podem fazer o teste?

    Sim, desde que o médico tenha indicado e seja feito um acompanhamento também.

    6. O resultado sai na hora?

    O traçado é registrado no momento, mas o cardiologista precisa interpretá-lo para fazer o laudo, e isso pode demorar algum tempo.

    7. O teste ergométrico é o mesmo que ergometria?

    Sim, são nomes diferentes para o mesmo exame.

    O teste ergométrico dói?

    Não. O que pode acontecer é a pessoa sentir cansaço ou falta de ar, pois o esforço é parte do exame. Mas tudo é feito de forma controlada e segura, com o acompanhamento do cardiologista.

    Leia também: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

  • Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular 

    Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular 

    Viver sob pressão constante virou quase regra no mundo moderno. Trabalho, boletos, responsabilidades, problemas familiares e outras demandas. A questão é que tudo isso ativa no corpo uma espécie de modo de alerta, que pode até ajudar em situações de emergência, mas se mantido por muito tempo cobra um preço alto.

    Além de afetar humor e sono, o estresse crônico mexe com o coração e os vasos sanguíneos, e isso aumenta a pressão arterial, as inflamações e o risco de doenças mais graves, como infarto e AVC. Ou seja, estresse e coração não combinam.

    O que acontece com o corpo quando estamos estressados

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, o estresse ativa uma resposta conhecida como “luta ou fuga”, liberando hormônios como adrenalina e cortisol.

    “Esses hormônios promovem de forma imediata a contração dos vasos sanguíneos e o aumento da frequência dos batimentos do coração. A longo prazo, essa situação pode levar à pressão alta, danos nos vasos sanguíneos e ao aumento do processo inflamatório no organismo, favorecendo a formação de placas de gordura dentro das artérias”, explica a médica.

    Estresse e coração: existe mesmo risco de infarto?

    Infelizmente, sim. “As alterações hormonais promovidas pelo estresse fazem com que o coração e os vasos sanguíneos trabalhem em uma situação de sobrecarga, levando a consequências graves como pressão alta, arritmias, alterações metabólicas e maior risco de infarto e acidente vascular cerebral”, afirma Juliana.

    Além disso, ela conta que o estresse crônico aumenta a chance de formação de coágulos no sangue, deixando a pessoa ainda mais vulnerável a AVC e infarto.

    Em outras palavras, não é apenas nervoso. O estresse pode desencadear processos fisiológicos que literalmente sobrecarregam o coração.

    O papel dos hormônios e do sistema nervoso

    O corpo humano é completamente conectado, e o estresse mexe com diversos sistemas ao mesmo tempo.

    “O estresse ativa uma parte do sistema nervoso chamada simpático, que libera adrenalina e noradrenalina. Esses hormônios aumentam a frequência cardíaca, a força de contração do coração e a pressão arterial. Já o sistema parassimpático, responsável por ‘acalmar’ o organismo, fica menos ativo durante o estresse”, explica a cardiologista.

    Outro ponto importante é a liberação contínua de cortisol. “Esse hormônio aumenta os níveis de açúcar no sangue, eleva o colesterol ruim (LDL), promove inflamação e retenção de líquidos. Esses fatores contribuem para hipertensão, diabetes, aterosclerose e, consequentemente, risco de infarto e AVC”.

    Quem é mais vulnerável?

    Embora o estresse seja prejudicial a todos, alguns grupos estão mais expostos. “Estudos mostram que as mulheres podem ser altamente impactadas pelo estresse em relação à saúde cardiovascular. Flutuações hormonais, dupla jornada de trabalho e pressão social aumentam esse risco”, explica a especialista.

    Também entram na lista pessoas com doenças crônicas, como pressão alta e diabetes, indivíduos com depressão ou ansiedade e aqueles em situações de vulnerabilidade social. “O estresse constante pela falta de acesso a serviços de saúde, moradia e alimentação adequada aumenta ainda mais o risco de doenças cardíacas”, acrescenta a médica.

    Sinais de que o estresse já está prejudicando o coração

    Segundo a cardiologista, é preciso prestar bastante atenção em sintomas como:

    • Pressão alta;
    • Batimentos cardíacos acelerados;
    • Sensação de cansaço constante.

    “O estresse crônico nos deixa em constante estado de alerta, e essa desregulação hormonal que ele provoca pode afetar diretamente o sistema cardiovascular”, alerta a especialista.

    Leia também: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

    Como reduzir os efeitos do estresse no coração

    Embora não seja possível eliminar completamente o estresse, dá, sim, para reduzir o impacto dele.

    “Hábitos simples, como alimentação adequada, prática regular de atividade física, rotina de sono de qualidade e momentos para atividades relaxantes, ajudam a minimizar os efeitos do estresse no coração”, explica a cardiologista.

    Ela destaca ainda a importância de evitar álcool em excesso, parar de fumar e priorizar momentos de descanso.

    Meditação, sono e exercício são amigos do coração

    A tríade sono de qualidade, exercício físico e técnicas de relaxamento pode ser poderosa.

    “O exercício físico fortalece a musculatura cardiovascular, controla pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue, além de liberar endorfinas, que promovem bem-estar”, diz a médica.

    Sobre meditação, ela destaca que a prática reduz a liberação de hormônios do estresse e melhora a capacidade do organismo em lidar com situações estressantes.

    E não dá para esquecer do sono. “Durante o sono ocorre parte da regulação da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, fundamental para a saúde do coração”.

    Perguntas frequentes sobre o impacto do estresse no coração

    1. Estresse pode causar infarto?

    Sim. O estresse crônico favorece aumento da pressão arterial, arritmias e inflamações, e tudo isso aumenta o risco de infarto.

    2. Estresse momentâneo também faz mal ao coração?

    O estresse pontual pode acelerar os batimentos e a pressão, mas o risco maior vem da exposição contínua, ou o chamado estresse crônico.

    3. Mulheres correm mais risco de problemas cardíacos relacionados ao estresse?

    Sim. Segundo a cardiologista Juliana Soares, fatores hormonais e sociais aumentam a vulnerabilidade feminina, bem como o excesso de trabalho.

    4. O estresse pode causar diabetes?

    Indiretamente, sim. O cortisol em excesso aumenta a resistência à insulina, e isso aumenta o risco de diabetes tipo 2.

    5. Dormir mal aumenta os efeitos do estresse no coração?

    Sim. O sono ruim impede a regulação da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, e isso aumenta o risco para o coração.

    6. Quais hábitos ajudam a controlar o estresse e proteger o coração?

    Alimentação equilibrada, exercícios físicos, sono de qualidade, meditação e diminuir ou abandonar álcool e cigarro.

    7. Quem já tem pressão alta deve se preocupar ainda mais com o estresse?

    Com certeza. O estresse descontrolado pode piorar a pressão arterial e aumentar o risco de complicações no coração.

    Saiba mais: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

  • Vai operar? Veja os cuidados para quem tem pressão alta ou já infartou

    Vai operar? Veja os cuidados para quem tem pressão alta ou já infartou

    Quando surge a necessidade de uma cirurgia, seja ela simples ou complexa, uma das principais preocupações dos médicos é avaliar como está o coração do paciente. Isso acontece porque o sistema cardiovascular é diretamente impactado pelo estresse da anestesia, pelo tempo de internação e pelo processo de recuperação.

    No caso de pessoas com pressão alta ou que já passaram por um infarto, a avaliação é ainda mais importante para prevenir complicações durante e após o procedimento. Para entender melhor quais são os principais cuidados e como reduzir riscos, reunimos algumas orientações práticas a seguir!

    Por que o coração precisa de avaliação antes da cirurgia?

    Durante um procedimento cirúrgico, o organismo é afetado por algumas alterações importantes: há liberação de hormônios de estresse, variação da pressão arterial, maior demanda de oxigênio e risco de sangramentos.

    Em pacientes saudáveis e sem histórico cardíaco, isso tende a ser bem tolerado. No entanto, para quem tem hipertensão ou já passou por infarto, a situação é mais delicada, uma vez que podem desencadear complicações durante e após a cirurgia, como:

    • Picos de pressão durante o procedimento, que podem sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos;
    • Sangramento ou dificuldade de controle da pressão arterial;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Infarto.

    “O estresse do procedimento cirúrgico e da anestesia pode sobrecarregar o coração, especialmente se a pessoa já tem uma condição prévia. Em um coração já fragilizado, esse aumento de demanda pode ser insuportável, levando a um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio, o que pode causar um infarto ou outras complicações”, explica Edilza Câmara Nóbrega, cardiologista formada pelo InCor-HCFMUSP.

    Já tive um infarto, posso operar?

    Ter um histórico de problemas cardíacos, como infarto, não impede a realização de uma cirurgia. No entanto, segundo Edilza, exige um planejamento mais cuidadoso e uma avaliação rigorosa.

    “Esses pacientes precisam de um acompanhamento cardiológico mais detalhado no pré-operatório. A avaliação é muito importante para entender a condição atual do coração, a gravidade do infarto anterior e o risco de um novo evento”, explica a cardiologista.

    Quem precisa obrigatoriamente passar pelo cardiologista?

    A avaliação cardiológica pré-cirúrgica é importante para todas as pessoas, independentemente do tipo de cirurgia, mas existem situações em que a consulta é ainda mais recomendada:

    • Pessoas com pressão alta diagnosticada;
    • Pacientes que já tiveram infarto ou sofreram angina;
    • Quem possui insuficiência cardíaca ou já colocou stent;
    • Portadores de arritmias ou marcapasso;
    • Pessoas com colesterol alto, diabetes ou histórico familiar forte de doenças cardíacas;
    • Pacientes com mais de 65 anos, mesmo sem diagnóstico prévio, dependendo do tipo de cirurgia.

    Sinais de alerta para ficar de olho

    Mesmo que o paciente não tenha diagnóstico confirmado, existem sintomas que servem como alerta para investigar o coração antes da cirurgia. Entre eles:

    • Dor ou aperto no peito;
    • Falta de ar em atividades leves;
    • Palpitações frequentes;
    • Inchaço nas pernas e tornozelos;
    • Cansaço extremo sem causa aparente;
    • Desmaios ou tonturas recorrentes.

    Se algum desses sinais estiver presente, a recomendação é clara: não marcar cirurgia sem antes passar pelo cardiologista.

    O que fazer se a pressão estiver descontrolada no pré-operatório?

    Se, nos dias que antecedem a cirurgia, a pressão arterial estiver muito alta, o primeiro passo é entrar em contato imediatamente com o médico. A pressão elevada aumenta de forma significativa o risco de complicações durante o procedimento, como sangramentos, arritmias, AVC ou até um novo infarto.

    Na prática, o que pode acontecer é o seguinte: se a alteração for leve, o médico pode apenas ajustar a medicação ou recomendar medidas rápidas de controle, como repouso, redução de sal na dieta e monitoramento mais frequente da pressão.

    Porém, quando os valores estão muito altos e persistem mesmo com os remédios, a recomendação pode ser adiar a cirurgia até que a pressão esteja estabilizada.

    Como controlar a pressão arterial antes da cirurgia?

    Nos dias que antecedem a operação, Edilza ressalta que é fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas, como:

    • Não interromper o remédio de pressão alta sem orientação médica;
    • Monitorar a pressão diariamente em casa ou em farmácias;
    • Seguir uma dieta equilibrada, com pouco sal e alimentos leves;
    • Evitar álcool e cigarro;
    • Reduzir o estresse e garantir boas noites de sono.

    Se houver qualquer alteração significativa, como picos de pressão acima do habitual, o médico deve ser avisado imediatamente.

    Perguntas frequentes sobre cuidados antes da cirurgia

    1. Quanto tempo depois de um infarto é seguro fazer uma cirurgia eletiva?

    Não existe um prazo único e fixo para todos os pacientes. O tempo de espera para uma cirurgia eletiva após um infarto depende de uma avaliação médica detalhada, levando em conta diversos fatores, como condição geral do paciente e gravidade do infarto.

    2. Quais exames de coração são feitos antes da cirurgia?

    Os mais comuns são o eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração, o ecocardiograma, que mostra imagens do bombeamento do sangue e da função das válvulas cardíacas, e, em alguns casos, o teste ergométrico, que avalia como o coração responde ao esforço físico.

    Além desses, exames laboratoriais de rotina (como colesterol, glicemia e coagulação) ajudam a identificar fatores de risco que podem impactar a cirurgia. Em pacientes com histórico de infarto ou hipertensão descontrolada, o médico pode solicitar exames complementares.

    3. O que pode acontecer se a pressão estiver alta no dia da cirurgia?

    Se a pressão estiver muito elevada, o procedimento pode ser adiado. Isso acontece porque a pressão muito alta durante a cirurgia pode causar problemas sérios, como derrame ou infarto. Por isso, só o anestesista e o cardiologista podem decidir se é seguro seguir ou adiar o procedimento.

    4. O estresse emocional pode atrapalhar o coração antes da cirurgia?

    Sim, pois o estresse faz com que o corpo libere adrenalina e cortisol, hormônios que aumentam a frequência cardíaca e elevam a pressão arterial. Para quem já tem histórico de hipertensão ou infarto, isso pode ser perigoso. A ansiedade excessiva também pode provocar insônia, dificultar o controle da glicemia em diabéticos e até interferir na recuperação pós-cirúrgica.

    5. O álcool deve ser suspenso antes da cirurgia?

    Sim, especialmente em excesso. O álcool desregula a pressão arterial e interfere no funcionamento do fígado, responsável por metabolizar os anestésicos.