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  • 6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    O processo de envelhecimento é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças crônicas e degenerativas, incluindo as doenças vasculares, uma vez que, ao longo dos anos, os vasos sanguíneos passam por alterações estruturais e endoteliais progressivas que favorecem o surgimento de problemas na circulação.

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio, as doenças vasculares não surgem de forma repentina, mas se desenvolvem de maneira progressiva ao longo da vida.

    Muitas têm início por volta dos 40 ou 50 anos, mas costumam se manifestar entre os 60 e 70 anos, fase em que os sintomas passam a se tornar mais evidentes. Entenda mais, a seguir.

    Por que as doenças vasculares se tornam mais frequentes com o envelhecimento?

    Com o passar dos anos, os vasos sanguíneos vão perdendo elasticidade e a circulação fica mais lenta. Como resultado, o sangue circula com mais dificuldade, aumentando o risco de problemas nas artérias, veias e no sistema linfático.

    Para completar, fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e hábitos mantidos ao longo da vida acabam sobrecarregando a circulação, fazendo com que doenças que começaram de forma silenciosa passem a dar sintomas após os 60 anos.

    Entre algumas das doenças arteriais, venosas e linfáticas mais frequentes nessa fase da vida, é possível destacar:

    Doenças arteriais

    As doenças arteriais acontecem quando as artérias, responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio para todo o corpo, passam por alterações ao longo do tempo. A partir de certa idade, as estruturas tendem a ficar mais rígidas e estreitas, prejudicando a circulação.

    1. Aterosclerose

    A aterosclerose é uma doença que ocorre pelo acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, o que reduz a passagem do sangue, sendo uma das mais comuns após os 60 anos de idade. Segundo Marcelo, o processo pode afetar a:

    • Artéria carótida: quando a aterosclerose afeta a artéria carótida, localizada no pescoço e responsável por levar sangue ao cérebro, o risco de AVC aumenta. Muitas vezes, a pessoa não sente sintomas até que o problema esteja mais avançado;
    • Artérias das pernas: nas artérias dos membros inferiores, a aterosclerose pode causar dor ao caminhar, sensação de peso nas pernas e dificuldade para andar longas distâncias. Em casos mais graves, surgem feridas de difícil cicatrização, que podem evoluir para complicações importantes;
    • Aorta e artérias abdominais: a aterosclerose também pode atingir a aorta e as artérias do abdômen, comprometendo o fluxo de sangue para órgãos vitais. As alterações costumam ser silenciosas e normalmente são detectadas em exames de rotina.

    O cirurgião vascular explica que a aterosclerose começa muito cedo, ainda na infância, com o acúmulo progressivo de gordura nas paredes das artérias. Ao longo dos anos, essas placas aumentam de forma lenta e contínua.

    Aos 60 ou 70 anos, muitas vezes já existe um estreitamento significativo das artérias, capaz de provocar sintomas.

    2. Aneurismas

    O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria, causada pelo enfraquecimento da parede do vaso sanguíneo. Com o tempo, essa região dilatada pode aumentar de tamanho, tornando a artéria mais frágil e suscetível à ruptura.

    Segundo Marcelo, em algumas pessoas a parede do vaso é naturalmente mais frágil, mas, na juventude, ainda não houve tempo suficiente para que a dilatação se manifestasse. Com o avanço da idade, a artéria passa a se dilatar de forma lenta e progressiva, podendo se tornar perigosa após os 60 anos, devido ao risco de ruptura.

    Doenças venosas

    As doenças venosas estão relacionadas à dificuldade das veias em levar o sangue de volta ao coração, algo que tende a piorar com a idade.

    3. Varizes

    As varizes são veias dilatadas e tortuosas, comuns de surgirem nas pernas. Elas podem aparecer ainda na vida adulta e aumentar com o passar do tempo, principalmente quando não há tratamento adequado ou uso de meia de compressão.

    Além do desconforto estético, depois dos 60 anos, Marcelo aponta que o quadro pode evoluir para uma doença venosa mais avançada, com pernas inchadas, manchas na pele e até feridas, chamadas de úlceras venosas.

    4. Insuficiência venosa avançada

    Quando as varizes e a dificuldade de retorno do sangue não são tratadas, o quadro pode evoluir para insuficiência venosa crônica.

    Nessa fase, o inchaço passa a ser mais frequente, a pele das pernas pode ficar escurecida, mais dura e ressecada, além de surgir sensação constante de peso, cansaço e dor. Com o tempo, a circulação piora e o risco de complicações aumenta.

    5. Úlceras venosas

    As úlceras venosas são feridas abertas que aparecem, na maioria das vezes, nas pernas, perto do tornozelo, e demoram para cicatrizar. Elas surgem quando a doença venosa já está em estágio avançado e a circulação está bastante comprometida, e podem causar problemas como dor, desconforto e infecções.

    Doenças linfáticas

    As doenças linfáticas afetam o sistema linfático, responsável por drenar líquidos do organismo e ajudar na defesa do corpo.

    6. Linfedema

    O linfedema é caracterizado por inchaço persistente, normalmente em uma ou ambas as pernas, causado pela dificuldade de drenagem da linfa. Diferente do inchaço comum, o linfedema tende a não melhorar completamente com repouso.

    Com o avanço da idade, alterações no sistema linfático podem favorecer o aparecimento do problema, que exige acompanhamento e cuidados contínuos para controle dos sintomas.

    Quais sinais merecem atenção após os 60 anos?

    Alguns sinais merecem atenção especial e não devem ser atribuídos apenas à idade, como:

    • Inchaço nas pernas, principalmente quando é frequente ou persistente;
    • Dor nas pernas ou sensação de peso e cansaço ao longo do dia;
    • Desconforto ao caminhar ou dificuldade para andar por longas distâncias;
    • Mudanças na pele das pernas, como escurecimento, endurecimento ou ressecamento;
    • Feridas nas pernas que demoram a cicatrizar;
    • Cansaço excessivo sem causa aparente.

    Vale apontar que mesmo quando o tratamento é limitado, a avaliação médica continua sendo importante. Em muitos casos, medidas simples ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    O que fazer para prevenir ou controlar doenças vasculares na terceira idade?

    O foco deve ser o controle dos fatores de risco e a preservação de uma boa circulação sanguínea, por meio de medidas simples que ajudam a manter os vasos mais saudáveis, como:

    • Manter acompanhamento médico regular, mesmo na ausência de sintomas;
    • Investigar qualquer sinal persistente, como inchaço, dor ou cansaço nas pernas;
    • Praticar atividade física de forma regular, respeitando os limites do corpo;
    • Evitar longos períodos sentado ou em pé, movimentando as pernas ao longo do dia;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com pouco sal e rica em alimentos naturais;
    • Controlar fatores de risco, como pressão alta, diabetes e colesterol elevado;
    • Beber água ao longo do dia para ajudar no equilíbrio dos líquidos do corpo;
    • Usar meias de compressão quando houver indicação médica;
    • Seguir corretamente o tratamento indicado pelo profissional de saúde.

    De acordo com Marcelo, o ideal é não esperar que a doença se torne mais grave e difícil de tratar. Ao menor sinal de alteração, a avaliação médica permite identificar o problema ainda no início e adotar medidas que ajudam a controlar os sintomas, evitar complicações e preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. A genética influencia o surgimento dessas doenças na terceira idade?

    Sim, o histórico familiar de varizes, aneurismas ou aterosclerose precoce aumenta consideravelmente o risco, embora hábitos saudáveis possam retardar o aparecimento.

    2. Quais os sintomas de entupimento das artérias das pernas?

    O sintoma mais comum é a claudicação intermitente, caracterizada por dor, cãibra ou sensação de aperto na panturrilha que surge durante a caminhada e melhora poucos minutos após o repouso.

    O desconforto aparece porque o sangue não consegue chegar adequadamente aos músculos durante o esforço, sendo um sinal importante de comprometimento da circulação nas pernas.

    3. Qual a diferença entre inchaço comum e linfedema?

    O inchaço comum costuma melhorar com repouso. O linfedema é o acúmulo de linfa (líquido rico em proteínas) devido a falhas nos vasos linfáticos, resultando em um inchaço mais rígido e difícil de tratar.

    4. Como diferenciar uma dor muscular de uma dor vascular?

    As dores vasculares geralmente estão ligadas ao esforço (arterial) ou ao final do dia/calor (venosa). Já as dores musculares costumam estar relacionadas a movimentos específicos ou traumas.

    5. Meias de compressão podem ser usadas por qualquer idoso?

    Não. Idosos com doenças arteriais graves não devem usar meias de compressão, pois elas podem piorar a falta de sangue. O uso deve ser sempre prescrito por um médico.

    6. O consumo moderado de álcool ajuda ou atrapalha a circulação nesta idade?

    O excesso de álcool desidrata o corpo e pode inflamar os vasos. Embora se fale muito sobre o resveratrol no vinho, o benefício é pequeno comparado aos riscos do álcool para quem já toma remédios para pressão ou diabetes.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato

    9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato

    Vegetais, fontes de proteína e gorduras boas são apenas alguns dos itens que fazem parte de um prato nutritivo, que contribui para o corpo funcionar melhor no dia a dia. E não é muito difícil montar esse tipo de refeição, sabia?

    Com escolhas simples e acessíveis, é possível deixar o prato mais completo, colorido e nutritivo, contribuindo para mais energia, saciedade e saúde a longo prazo.

    Para te ajudar, listamos 9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato de forma simples! Confira!

    1. Enriqueça o feijão e as leguminosas

    Ao cozinhar feijão, lentilha ou grão-de-bico, adicione vegetais de consistência firme, como cenoura, beterraba ou abóbora. Isso eleva o teor de fibras e betacaroteno sem comprometer o paladar da preparação.

    2. Adicione frutas na salada

    Se a salada parece sem graça, você pode adicionar frutas como manga, morango, maçã ou gomos de laranja, que trazem um contraste doce e ácido. Além disso, a vitamina C das frutas cítricas ajuda o corpo a absorver melhor o ferro dos vegetais verdes-escuros.

    3. Aposte em sementes no dia a dia

    Durante as refeições, mantenha um pote com um mix de linhaça, chia, gergelim ou semente de girassol na mesa. Polvilhe uma colher de sopa sobre o arroz, a salada ou até no iogurte.

    É uma forma simples de incluir gorduras boas, como o ômega-3, além de minerais importantes para o funcionamento do corpo.

    4. Varie os refogados

    Para deixar a refeição mais nutritiva desde o começo, tente variar os temperos naturais do refogado. Além da cebola e do alho, use alho-poró, pimentão, talos de salsa ou outros legumes que tiver em casa.

    Quanto mais cores entram na panela no início do preparo, maior é a quantidade de compostos benéficos no prato final.

    5. Aproveite o alimento por inteiro

    Antes de jogar fora talos e folhas, pense em como aproveitá-los. Talos de couve, brócolis e até folhas de cenoura, por exemplo, são ricos em nutrientes e podem ser picados para refogados, arroz, recheios ou sopas, reduzindo o desperdício e aumentando o valor nutricional da refeição.

    6. Prefira molhos caseiros

    Sempre que possível, troque os molhos prontos por versões feitas em casa, como azeite de oliva, vinagre, limão ou iogurte natural. Assim, você evita o excesso de sal, conservantes e aditivos presentes nos produtos prontos.

    7. Use ervas para temperar

    Manjericão, alecrim, orégano, salsinha e outras ervas frescas ou secas deixam a comida mais saborosa. Além disso, ajudam a diminuir a quantidade de sal necessária e ainda fornecem compostos antioxidantes.

    8. Use ovos batidos em massas e recheios

    Ao preparar tortas, panquecas ou legumes assados, você pode usar ovos batidos para dar liga. Além de melhorar a textura, os ovos acrescentam proteínas de alta qualidade e colina, nutriente importante para a saúde do cérebro

    9. Monte o prato com equilíbrio

    Uma forma fácil para se orientar é preencher metade do prato com vegetais, crus ou cozidos. A outra metade você divide entre proteína e carboidrato, sempre tentando variar as cores.

    Lembre-se: evite os ultraprocessados!

    Os alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, refrigerantes, embutidos e comidas prontas congeladas costumam ter excesso de sal, açúcar, gorduras ruins e aditivos químicos. Eles passam por muitos processos industriais e acabam oferecendo poucos nutrientes de verdade para o corpo.

    Quando o consumo é frequente, aumenta o risco de ganho de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde.

    Por isso, sempre que possível, dê preferência a alimentos naturais ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos, ovos e carnes frescas.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes

    1. Colocar vegetais no feijão retira os nutrientes do grão?

    Não, pelo contrário, os nutrientes dos vegetais são incorporados ao caldo, enriquecendo a preparação. O cozimento conjunto é uma estratégia eficiente para aumentar o consumo de vitaminas e minerais.

    2. Comer a casca dos alimentos é seguro?

    Sim, desde que os alimentos sejam bem higienizados. A casca concentra a maior parte das fibras e muitos nutrientes que seriam descartados. Priorize consumir com casca batatas, cenouras, maçãs e pepinos.

    3. Fruta na salada não aumenta muito o açúcar da refeição?

    A quantidade de açúcar (frutose) em uma porção pequena de fruta na salada é baixa. Além disso, as fibras dos vegetais folhosos ajudam a controlar a absorção desse açúcar, tornando a combinação saudável.

    4. As sementes (chia, linhaça) precisam ser trituradas?

    A linhaça e o gergelim aproveitam-se melhor se forem levemente triturados, facilitando a absorção dos nutrientes pelo organismo. Já a chia pode ser consumida inteira ou hidratada.

    5. Congelar os alimentos faz perder nutrientes?

    O congelamento doméstico preserva a maioria dos nutrientes. Se os vegetais forem branqueados (passados rapidamente por água fervente e depois gelada) antes de congelar, eles mantêm ainda mais as suas propriedades.

    6. O consumo de ovos aumenta o colesterol?

    Para a maioria das pessoas, o consumo moderado de ovos não eleva significativamente o colesterol sanguíneo. O ovo é uma fonte acessível de proteínas e vitaminas, como a colina. O cuidado deve estar na forma de preparo, preferindo versões cozidas, mexidas ou pochê em vez de fritas em imersão.

    7. Como manter os nutrientes dos alimentos por mais tempo na geladeira?

    Primeiro de tudo, armazene os vegetais em recipientes fechados ou em sacos próprios para alimentos, retirando o excesso de ar sempre que possível.

    Também é importante evitar lavar os vegetais antes de guardá-los, pois a umidade favorece a proliferação de fungos e acelera a deterioração. A lavagem deve ser feita apenas no momento do consumo.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

  • Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    A experiência do tratamento oncológico costuma provocar mudanças físicas e emocionais que afetam o cotidiano, a rotina de trabalho, a relação com o corpo e até mesmo a forma como a pessoa lida com emoções internas e expectativas.

    Os efeitos colaterais, tanto da quimioterapia quanto da radioterapia, podem surgir de formas diferentes para cada paciente, porque cada tratamento age no organismo de um jeito próprio. Ainda assim, existem alguns cuidados que podem ajudar a reduzir o desconforto, acolher as necessidades do corpo e tornar o processo mais leve — oferecendo mais qualidade de vida para uma fase tão delicada.

    Conversamos com o oncologista Thiago Chadid para entender quais os principais efeitos colaterais que podem surgir nas principais terapias oncológicas e como é possível amenizá-las.

    Quais são os efeitos colaterais mais comuns no tratamento contra o câncer?

    Os efeitos colaterais podem variar de acordo com o método utilizado, já que cada modalidade de tratamento oncológico interfere no organismo de um jeito particular.

    Quimioterapia

    A quimioterapia utiliza medicamentos capazes de destruir células tumorais ou impedir que continuem se multiplicando. Eles circulam pelo sangue e alcançam diferentes partes do corpo, o que permite atuar tanto no local do tumor quanto em áreas onde possam existir células malignas microscópicas.

    Como a quimioterapia atua em células que se multiplicam rapidamente, ela pode atingir também estruturas saudáveis de renovação acelerada, como folículos capilares, intestino e medula óssea, o que explica diversos efeitos colaterais, como aponta Thiago Chadid:

    • Náuseas e vômitos;
    • Queda de cabelo;
    • Sensação de fraqueza;
    • Perda de massa muscular;
    • Diarreia ou prisão de ventre.

    Segundo o especialista, a sarcopenia (perda de massa muscular) é um dos grandes problemas associados à quimioterapia convencional, contribuindo para indisposição, fraqueza, cansaço e até comprometimento da imunidade e da sobrevida.

    Radioterapia

    A radioterapia aplica radiação em doses controladas para eliminar células tumorais ou bloquear sua capacidade de continuar se multiplicando. A radiação é direcionada de forma precisa para a área afetada, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.

    Basicamente, as células cancerígenas têm maior dificuldade de reparar danos no DNA. Quando recebem a radiação, elas acumulam lesões que levam à morte celular. Já as células normais conseguem se recuperar mais facilmente, o que torna o tratamento possível.

    Os efeitos colaterais da radioterapia variam conforme a região tratada, a dose utilizada e as características individuais de cada paciente. Mas, segundo o Ministério da Saúde, o paciente pode apresentar:

    • Descamação, escurecimento e vermelhidão da pele na área tratada, principalmente em dobras como pescoço e virilha;
    • Queda de pelos na região irradiada;
    • Náuseas;
    • Diarreia ou prisão de ventre;
    • Mucosite (inflamação de mucosas);
    • Dificuldade para engolir;
    • Alterações de fertilidade, conforme a região tratada.

    Imunoterapia

    A imunoterapia é um tipo de tratamento que estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Em vez de atacar diretamente o câncer, como ocorre na quimioterapia, a imunoterapia fortalece ou direciona as defesas naturais do organismo para que identifiquem o tumor como uma ameaça e passem a combatê-lo de maneira mais eficaz.

    Existem diferentes formas de imunoterapia, como anticorpos monoclonais, inibidores de checkpoint imunológico, vacinas terapêuticas e células modificadas em laboratório.

    Por estimular respostas inflamatórias, a imunoterapia pode provocar efeitos colaterais específicos em órgãos como intestino, pele, pulmões, rins e tireoide. Por isso, de acordo com Chadid, é necessário monitorar o risco de insuficiência renal por inflamação dos rins, alterações intestinais inflamatórias, tireoidite (que pode evoluir para hipotireoidismo), inflamação pancreática que pode levar ao diabetes e perda de proteína na urina.

    Não existe uma medida específica capaz de prevenir esses efeitos, além de orientações gerais como hidratação adequada e prática regular de atividade física.

    Hormonioterapia

    A hormonioterapia é utilizada para combater tumores que dependem de hormônios para crescer, como alguns cânceres de mama e próstata, que têm células que se alimentam de estímulos hormonais — como estrogênio, progesterona ou testosterona, por exemplo. O tratamento atua justamente bloqueando a produção desses hormônios ou impedindo que eles se liguem às células tumorais.

    Como ele interfere nos níveis hormonais, os efeitos colaterais lembram os do climatério ou da menopausa, como ondas de calor, ressecamento, alterações de humor, cansaço e mudanças metabólicas.

    Terapias-alvo

    As terapias-alvo são medicamentos desenvolvidos para agir de forma precisa em alterações específicas presentes nas células tumorais. Em vez de atacar todas as células que se multiplicam rapidamente, as terapias-alvo miram estruturas, proteínas ou vias de crescimento que estão alteradas no câncer, poupando mais tecidos saudáveis.

    Elas podem bloquear receptores usados pelo tumor para crescer, impedir a formação de vasos sanguíneos que alimentam a massa tumoral, interromper sinais internos da célula cancerígena ou marcar células doentes para que o sistema imune as elimine. Para que funcionem, é necessário identificar a alteração genética ou molecular do tumor por meio de exames específicos.

    Os efeitos colaterais costumam ser mais brandos que os da quimioterapia, mas podem incluir fadiga, alterações de pele, diarreia, pressão alta e alterações no fígado, dependendo do alvo terapêutico. É uma das áreas que mais evoluiu na oncologia nos últimos anos.

    Como lidar com os efeitos colaterais do tratamento de câncer?

    Já ficou claro que os sintomas podem variar de acordo com o tipo de terapia, mas existem medidas gerais que melhoram o bem-estar e reduzem desconfortos. Thiago Chadid e o Ministério da Saúde apontam algumas das principais:

    Atividade física leve a moderada

    Quando é possível, a prática de atividades físicas leves a moderadas é recomendada para aliviar diversos efeitos colaterais do tratamento de câncer. O hábito de movimentar o corpo ajuda a reduzir fadiga, melhora a circulação, preserva a força muscular e contribui para regular o humor.

    Além de melhorar o condicionamento geral, a atividade física libera endorfinas, substâncias que promovem sensação de bem-estar e ajudam a controlar ansiedade e estresse, comuns durante o tratamento. A prática também favorece o sono, reduz dores musculares e facilita a recuperação após sessões de quimioterapia ou radioterapia.

    Quando existem limitações físicas ou a pessoa tem sintomas mais intensos, o treino deve ser adaptado por um profissional capacitado.

    Alimentação saudável

    Uma alimentação leve, rica em fibras e com boa ingestão de proteínas favorece a manutenção da energia, reduz o risco de sarcopenia e auxilia no funcionamento intestinal, diminuindo desconfortos como prisão de ventre ou diarreia.

    O ideal é dar preferência a alimentos com boa densidade proteica, como carnes magras, ovos, leguminosas, oleaginosas, leite e derivados, que ajudam a preservar massa muscular — além de frutas, verduras, água e preparações pouco gordurosas. Uma rotina alimentar equilibrada também contribui para melhorar o apetite, estabilizar o humor e manter o corpo hidratado, fatores importantes durante o tratamento.

    Para pacientes com náuseas frequentes ou perda de apetite, uma dica é fracionar refeições ao longo do dia, o que facilita a ingestão alimentar, evita longos períodos em jejum e reduz a irritação gástrica. Também pode ajudar manter líquidos entre as refeições, preferir chás suaves, optar por refeições mais secas quando há enjoo e evitar odores fortes.

    Vale lembrar que ter a supervisão de um nutricionista é sempre recomendado, principalmente quando há perda de peso, dificuldade para mastigar ou alterações intensas no paladar.

    Cuidados com o sono

    A qualidade do sono influencia diretamente o bem-estar físico e emocional, e é indispensável que ele seja restaurador durante o tratamento de câncer. O recomendado é estabelecer uma rotina regular de horários, manter o quarto silencioso e escuro, evitar telas antes de dormir e adotar hábitos calmantes, como banho morno ou leitura, que favorecem um descanso mais profundo.

    Quando o paciente apresenta um quadro de insônia persistente, o médico pode indicar remédios temporários para reorganizar o ciclo do sono. A melhora do repouso impacta positivamente o humor, a imunidade e a tolerância ao tratamento.

    Técnicas de meditação

    As técnicas de meditação e respiração guiada funcionam como práticas organizadas que ajudam a regular o corpo e as emoções, diminuindo o estresse e facilitando o controle dos sintomas.

    Elas podem ser realizadas em sessões curtas em casa, de cinco a quinze minutos, antes de dormir ou durante momentos de estresse. Além de auxiliarem no equilíbrio mental, técnicas como mindfulness colaboram para melhorar o sono, reduzir a tensão muscular e favorecer a adaptação às etapas do tratamento oncológico.

    Fitoterapia

    A fitoterapia pode ser integrada ao tratamento como medida complementar, sempre com avaliação médica ou de profissional habilitado. O uso de plantas medicinais e extratos padronizados pode ajudar no controle da ansiedade, no estímulo ao apetite, na qualidade do sono e no equilíbrio digestivo.

    O uso deve ser criterioso, já que podem acontecer interações com medicamentos oncológicos. Por isso, toda indicação precisa ser alinhada com a equipe responsável. Não se automedique!

    Outras medidas para aliviar os efeitos colaterais

    Além das indicações mais comuns, Thiago Chadid explica que, quanto aos tratamentos mais avançados, há diversas novidades que vêm sendo incorporadas para tornar os efeitos colaterais menos agressivos, reunindo tanto medicações que causam menos sintomas quanto protocolos que reduzem efeitos adversos.

    Além dos antieméticos tradicionais, como ondansetrona, proclorperazina e Plasil, hoje existem remédios que antes eram muito caros (como aprepitanto e fosaprepitanto) e que agora estão mais acessíveis, ajudando no controle das náuseas persistentes. Também há derivados de cannabis, como o cannabidiol, que podem ajudar a aumentar o apetite, reduzir náuseas e melhorar a sensação de dor.

    O oncologista também conta que existem medicações voltadas para reduzir efeitos colaterais da hormonioterapia. Na American Society of Clinical Oncology (ASCO), foram apresentados dois medicamentos utilizados nos Estados Unidos capazes de reduzir ondas de calor e mal-estar associados à menopausa induzida por tratamentos hormonais no câncer de mama.

    Apesar de ainda terem custo elevado, a expectativa é que se tornem mais acessíveis com o tempo, aumentando as possibilidades de condução do tratamento.

    Sinais que exigem atenção médica

    De acordo com Thiago, existem alguns sinais mais graves que devem ser comunicados ao médico imediatamente, como:

    • Febre ou sinais de infecção após a quimioterapia (mal-estar forte, cansaço extremo, secreção, diarreia com sangue);
    • Suspeita de trombose, com sintomas como inchaço repentino em peito, rosto, braço ou perna, com vermelhidão, dor ou endurecimento;
    • Sangramentos importantes, como urina com sangue, evacuação com sangue, sangramento nasal intenso, tosse ou vômito com sangue;
    • Sintomas de anemia forte, como fraqueza intensa, palidez, tontura, queda de pressão ou desmaio;
    • Diarreia intensa, mais de cinco episódios por dia, com muita perda de água, boca seca ou sangue em grande quantidade.

    Qualquer alteração que fuja do padrão explicado pelo médico na consulta deve ser comunicada rapidamente, pois muitos desses quadros podem evoluir com rapidez, sobretudo em períodos de baixa imunidade.

    Confira: Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Perguntas frequentes

    A fadiga é normal durante o tratamento de câncer?

    Sim, a fadiga é um dos efeitos mais frequentes e pode ser física, mental ou emocional. Ela ocorre pela combinação de fatores como anemia, inflamação, alterações do sono, estresse psicológico e impacto direto dos tratamentos no metabolismo do corpo.

    Mesmo sendo comum, é importante contar aos profissionais, que podem orientar ajustes na rotina, pausas programadas, exercício leve e suporte nutricional para amenizar o cansaço.

    Por que o cabelo cai durante a quimioterapia?

    A queda de cabelo acontece porque as drogas quimioterápicas afetam células de crescimento rápido, incluindo as que formam os fios. A perda costuma começar de duas a três semanas após o início do tratamento e pode incluir sobrancelhas e pelos corporais.

    Apesar de causar impacto emocional significativo, a queda é temporária, e o cabelo costuma crescer novamente alguns meses após o fim das sessões. Em alguns casos, a crioterapia no couro cabeludo ajuda a reduzir o problema.

    A radioterapia sempre causa queimadura ou vermelhidão na pele?

    Nem sempre, mas é comum a pele pode ficar vermelha, sensível, ressecada ou escurecida na área irradiada, especialmente em regiões de dobra, como pescoço ou virilha. Os efeitos são limitados ao campo de radiação e costumam melhorar dentro de semanas após o término do tratamento.

    Algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto, como cremes hidratantes, higiene adequada e orientações específicas da equipe de enfermagem.

    Os efeitos colaterais sempre aparecem logo no início do tratamento?

    Depende, pois enquanto alguns efeitos surgem nas primeiras horas ou dias, como náuseas e cansaço, outros aparecem após semanas de tratamento, como alterações de pele na radioterapia ou queda de cabelo na quimioterapia.

    Há ainda efeitos tardios, que podem surgir meses ou anos depois, dependendo do tipo de terapia.

    É possível evitar a queda de cabelo durante o tratamento?

    Em alguns casos, sim. O uso de crioterapia, que é o resfriamento do couro cabeludo durante a quimioterapia, pode reduzir a queda dos fios ao diminuir o fluxo de sangue na região. Entretanto, o método não funciona para todos os tipos de quimioterapia, de modo que o oncologista pode orientar sobre a aplicabilidade conforme o protocolo usado.

    O tratamento de câncer causa perda de peso?

    Sim, a perda de peso pode acontecer devido à redução do apetite, náuseas, alterações no paladar e aumento do gasto energético causado pela doença. A perda pode prejudicar a imunidade, a energia e os resultados do tratamento.

    Por isso, é importante ter a orientação de nutricionistas especializados em oncologia, que ajudam a montar planos alimentares de reposição calórica e proteica para prevenir agravamento do quadro.

    Veja mais: Radioterapia: o que é, como funciona e efeitos colaterais

  • 13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    Você já deve saber que a prática de atividades físicas é necessária em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade. Mas, quando é feita de forma estruturada, como por meio de exercícios físicos, ela vai além do simples movimento do dia a dia.

    Por serem atividades planejadas e repetidas com frequência, elas promovem adaptações positivas no corpo, como aumento da força muscular, melhora do condicionamento físico e maior resistência.

    A seguir, listamos 13 benefícios do exercício físico para a saúde e dicas para você começar a treinar com segurança.

    1. Controle do peso corporal

    O exercício físico aumenta o gasto energético e ajuda a acelerar o metabolismo. Quando combinada a uma alimentação equilibrada, ela facilita a queima de gordura e a manutenção da massa magra, prevenindo a obesidade e as diversas complicações metabólicas associadas ao excesso de tecido adiposo.

    2. Melhora da saúde mental e humor

    Durante o esforço físico, o cérebro libera endorfina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e relaxamento. Ele também ajuda a diminuir o cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que se acumula em situações de tensão.

    3. Fortalecimento do sistema imunológico

    O exercício moderado auxilia na renovação das células de defesa e melhora a circulação dos glóbulos brancos. Isso permite que o sistema imune detecte e combata patógenos mais rapidamente, tornando o organismo mais resiliente contra infecções comuns, como gripes e resfriados.

    4. Prevenção de doenças cardiovasculares

    Assim como os outros músculos do corpo, o coração se fortalece com a prática de exercício físico. A atividade regular melhora a circulação sanguínea, ajuda a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol, além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

    5. Controle da glicemia

    A prática regular aumenta a sensibilidade à insulina, permitindo que as células utilizem melhor a glicose disponível no sangue. Para quem tem diabetes tipo 2 ou pré-diabetes, isso ajuda a manter os níveis de açúcar estáveis, reduzindo a dependência de medicamentos e prevenindo danos aos órgãos.

    6. Melhora da qualidade do sono

    Pessoas que treinam regularmente tendem a pegar no sono mais rápido e a atingir estágios mais profundos de descanso. O gasto de energia e a regulação do ritmo circadiano promovidos pela atividade ajudam a combater a insônia e garantem que o corpo realize os processos de reparação necessários durante a noite.

    7. Prevenção da osteoporose

    O exercício, especialmente os de impacto e resistência (como musculação ou caminhada), estimula a regeneração óssea.

    O estresse mecânico aplicado aos ossos durante a atividade sinaliza ao corpo para depositar mais cálcio e minerais, aumentando a densidade mineral óssea e reduzindo drasticamente o risco de fraturas e o desenvolvimento da osteoporose.

    8. Alívio de dores crônicas

    O movimento regular pode ajudar a reduzir dores crônicas, como na lombar ou articulações. Ao fortalecer a musculatura de suporte e aumentar a flexibilidade, o exercício retira a sobrecarga das articulações e melhora a lubrificação (líquido sinovial) nas juntas.

    9. Melhora da saúde digestiva

    A atividade física ajuda a estimular o peristaltismo, que são os movimentos naturais do intestino. Isso facilita a passagem dos alimentos pelo trato digestivo, combatendo a constipação (prisão de ventre) e auxiliando na manutenção de um bioma intestinal mais saudável.

    10. Aumento da capacidade cognitiva e memória

    O fluxo sanguíneo aumentado para o cérebro estimula a neuroplasticidade e a produção de proteínas que protegem os neurônios.

    De acordo com estudos, pessoas fisicamente ativas têm menor risco de declínio cognitivo e doenças degenerativas, como o Alzheimer, além de apresentarem melhor foco e clareza mental.

    11. Melhora da capacidade pulmonar

    Durante o esforço, os pulmões trabalham mais para oxigenar o sangue, o que fortalece os músculos envolvidos na respiração (como o diafragma). Com o tempo, o sistema respiratório se torna mais eficiente, permitindo que você respire com menos esforço durante atividades intensas e até em repouso.

    12. Melhora da autonomia e independência

    O exercício fortalece os músculos e melhora a coordenação motora, o que permite que indivíduos realizem tarefas do cotidiano — como subir escadas, carregar compras ou levantar-se de uma cadeira, sem ajuda externa, preservando a dignidade e a liberdade por muito mais tempo.

    13. Aumento da longevidade

    Ser uma pessoa ativa reduz o risco de mortalidade por todas as causas, garantindo não apenas que você viva por mais tempo, mas que esses anos sejam vividos com qualidade, energia e vitalidade.

    Como começar a treinar?

    Se você é iniciante e está pensando em começar uma rotina de treinos, o ideal é dar os primeiros passos com calma. Veja algumas dicas:

    • Comece devagar, respeitando os limites do corpo e aumentando a intensidade aos poucos;
    • Defina dias e horários fixos para criar uma rotina mais fácil de manter;
    • Use roupas e calçados adequados para evitar desconfortos e lesões;
    • Mantenha o corpo hidratado antes, durante e após o treino;
    • Respeite os intervalos de descanso entre os exercícios;
    • Faça alongamentos leves, principalmente após a atividade;
    • Mantenha atenção à postura para evitar sobrecarga e lesões;
    • Se possível, busque orientação de um profissional de educação física;
    • Em caso de problemas de saúde, converse com um médico antes de iniciar os exercícios.

    O mais importante no início é executar os movimentos corretamente e manter regularidade, sem ter pressa para ver resultados.

    Veja também: Micro-hábitos diários: por que eles têm tanto impacto na saúde a longo prazo?

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo de atividade física devo fazer por semana?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, para adultos, pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada (como caminhada rápida) ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana. Também é importante incluir dois dias de fortalecimento muscular.

    2. Qual o melhor horário para treinar: manhã, tarde ou noite?

    O melhor horário é aquele em que você consegue ser consistente. Treinar de manhã pode acelerar o metabolismo e garantir que a tarefa seja cumprida logo cedo; treinar à noite pode ajudar a desestressar, mas para algumas pessoas, pode interferir no sono se for muito intenso e próximo à hora de dormir.

    3. Posso treinar todos os dias?

    Sim, desde que você alterne a intensidade e os grupos musculares. O corpo precisa de descanso para recuperar as fibras musculares e evitar o overtraining. Se treinou as pernas intensamente hoje, amanhã foque em braços ou faça uma caminhada leve (descanso ativo).

    4. É necessário tomar suplementos para ter resultado?

    Não, a maioria das pessoas consegue todos os nutrientes necessários através de uma alimentação equilibrada. Suplementos como Whey Protein ou Creatina são apenas para facilitar e devem ser usados preferencialmente sob orientação de um nutricionista.

    5. Posso treinar em jejum?

    Isso depende da sua adaptação e da intensidade do treino. Os treinos leves podem ser feitos em jejum por algumas pessoas, mas atividades intensas podem causar tontura e queda de rendimento. O ideal é testar como o corpo reage ou consultar um especialista.

    6. Estou acima do peso, posso começar correndo?

    O ideal para quem está muito acima do peso é começar com atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou bicicleta, para proteger as articulações (joelhos e tornozelos) até que o corpo esteja mais fortalecido.

    7. Alongar antes ou depois do treino?

    O alongamento estático (parado) é mais indicado após o treino para relaxar a musculatura. Antes do treino, prefira o aquecimento dinâmico (movimentos circulares, polichinelos leves), que prepara as articulações e aumenta a temperatura corporal.

    Leia mais: Atividade física e produtividade: como mexer o corpo melhora o cérebro

  • Primeira consulta ginecológica: quando deve acontecer e como é feita

    Primeira consulta ginecológica: quando deve acontecer e como é feita

    O desenvolvimento das mamas, a chegada da menstruação e as alterações hormonais são algumas das principais mudanças que ocorrem na puberdade — e, com elas, a importância da orientação, da prevenção e do cuidado contínuo com a saúde feminina.

    É comum ter dúvidas sobre o funcionamento do corpo, o ciclo menstrual, a higiene íntima, que podem ser orientadas na primeira consulta ginecológica. Diferente do que a maioria das jovens imagina, não se trata apenas de exames ou do início da vida sexual, mas de um cuidado que te ajuda a conhecer o próprio corpo.

    Mas afinal, quando a primeira consulta deve acontecer? Conversamos com a ginecologista e obstetra Andréia Sapienza para esclarecer as principais dúvidas sobre o momento e como ele é conduzido.

    Quando deve acontecer a primeira consulta ginecológica?

    A primeira consulta ginecológica deve acontecer, de preferência, no início da puberdade, quando surgem as primeiras mudanças no corpo, como o desenvolvimento das mamas ou a chegada da menstruação.

    Além disso, com o início da menstruação, a adolescente já passa a ter uma vida reprodutiva, o que torna ainda mais necessário o acompanhamento ginecológico com foco em orientação e prevenção.

    Mesmo na ausência de problemas, a consulta ajuda a esclarecer informações, promover o autoconhecimento e identificar precocemente qualquer alteração.

    E quando ela deve ocorrer antes?

    A primeira consulta ginecológica deve acontecer antes da puberdade sempre que surgirem sinais que não são esperados para a idade, como corrimento vaginal persistente, inflamações na região vulvar ou sangramentos genitais em crianças pequenas, que devem ser investigados por um médico.

    Ainda, em casos de suspeita de puberdade precoce, a consulta ginecológica pode ser necessária para investigar as causas, acompanhar o desenvolvimento e orientar a família.

    Nesses casos, o atendimento não tem relação com vida reprodutiva ou sexualidade, mas com o cuidado da saúde e do desenvolvimento infantil.

    Como é conduzida a primeira consulta ginecológica?

    Segundo Andreia, a primeira consulta ginecológica é, antes de tudo, um momento de acolhimento, orientação e escuta. O foco principal é orientar, prevenir e esclarecer dúvidas, sempre respeitando a idade, o desenvolvimento e a realidade de cada jovem.

    Logo no início da consulta, o ginecologista costuma abordar temas importantes, como:

    • Prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs);
    • Cuidados com a saúde íntima e com a função sexual;
    • Métodos contraceptivos, quando indicado;
    • Espaço aberto para tirar dúvidas e receber orientações.

    Além das conversas iniciais, a consulta também inclui a avaliação de alguns fatores, como:

    1. Função menstrual

    Uma das etapas da consulta é a avaliação do ciclo menstrual, em que o médico investiga a idade da primeira menstruação, a regularidade do ciclo, o intervalo entre as menstruações, a duração e a quantidade do fluxo — além da presença de cólicas e de sinais de tensão pré-menstrual.

    Isso ajuda a identificar se o ciclo está dentro do esperado ou se existe alguma alteração que precise ser investigada.

    2. Antecedentes obstétricos

    Em pacientes que já engravidaram, Andreia aponta que também são avaliados os antecedentes obstétricos, como o número de gestações, a forma como ocorreram as gestações anteriores, o histórico de parto e a amamentação.

    Em adolescentes ou em pacientes sem histórico gestacional, essa etapa não faz parte da consulta.

    3. Antecedentes sexuais

    Quando faz sentido para a idade e para a realidade da paciente, o médico também conversa sobre a vida sexual, abordando questões como:

    • Idade da primeira relação;
    • Uso de preservativo;
    • Utilização de métodos contraceptivos;
    • Presença de dor ou sangramento durante as relações;
    • Possíveis alterações do desejo sexual.

    Caso a paciente informe que é virgem, essa parte da consulta não é realizada, e o atendimento segue focado em outros cuidados com a saúde.

    4. Anamnese geral

    Além das questões ginecológicas, a primeira consulta também inclui uma conversa mais ampla sobre a saúde como um todo. O médico costuma perguntar sobre doenças que a paciente já teve, cirurgias, uso de medicamentos, alergias, hábitos do dia a dia e histórico de doenças na família.

    Tudo isso ajuda a entender melhor o contexto de saúde de cada pessoa e permite orientar os cuidados de forma mais individual.

    Como é feito o exame ginecológico?

    O exame ginecológico é feito de forma simples, respeitando a idade, o histórico e o conforto da paciente. Andreia explica que, em adolescentes que nunca tiveram relação sexual, não é realizado exame ginecológico interno.

    Nesses casos, o médico avalia apenas a parte externa da região íntima e observa o desenvolvimento da puberdade, o que ajuda a entender em que fase a adolescente se encontra, se a menstruação deve surgir em breve e o que é esperado para naquele momento do crescimento.

    Quando a adolescente já iniciou a vida sexual ou está próxima disso, a consulta também inclui orientações sobre métodos contraceptivos e prevenção, sempre de acordo com a idade e a necessidade de cada paciente.

    Exame físico em quem nunca teve relação sexual

    Em pacientes que nunca tiveram relação sexual, é realizado o exame físico geral e o exame ginecológico dos órgãos genitais externos.

    Segundo Andreia, são avaliados o surgimento e desenvolvimento de pelos na área genital, o desenvolvimento mamário e a presença de lesões na vulva. Também é observada a integridade do hímen, para identificar possíveis alterações.

    Por exemplo, um hímen imperfurado pode causar dificuldade no escoamento da menstruação. Já um hímen microperfurado pode não provocar alterações menstruais, mas pode causar dificuldade na vida sexual.

    Também é examinada a região perianal, observando a presença de lesões, verrugas ou manchas.

    Exame físico em quem já teve relação sexual

    Pacientes que já tiveram relação sexual passam pela avaliação dos órgãos genitais externos e internos. A avaliação interna é feita por meio do exame especular, conhecido popularmente como “bico de pato”, que permite visualizar o colo do útero, o aspecto das paredes vaginais e a presença de corrimento.

    Além disso, pode ser realizado o toque vaginal, que permite avaliar o útero e os ovários, observando tamanho, superfície e a presença de possíveis tumorações.

    Exames preventivos e HPV

    Os exames preventivos, em geral, não são realizados na primeira consulta ginecológica, salvo em situações específicas, segundo Andréia.

    Atualmente, o rastreamento do câncer do colo do útero é feito, preferencialmente, por meio de testes biomoleculares para o HPV, seguindo as orientações do Ministério da Saúde.

    O teste para HPV é considerado mais preciso, pois consegue identificar com maior sensibilidade o risco de lesões que podem evoluir para câncer. Ele também ajuda a evitar biópsias desnecessárias e reduz a chance de deixar passar alterações importantes.

    Assim, o exame de Papanicolau passa a ter um papel complementar, sendo indicado principalmente quando o resultado para HPV é positivo.

    Por fim, vale lembrar que esses exames são indicados apenas para pacientes que já iniciaram a vida sexual.

    Orientações sobre higiene íntima na primeira consulta ginecológica

    A consulta ginecológica também inclui orientações sobre higiene íntima, sexualidade e autocuidado, sempre de forma individualizada.

    De maneira geral, não existem regras rígidas, mas algumas recomendações costumam ser feitas, como aponta Andreia:

    • Preferência por sabonetes neutros para a higiene íntima;
    • Uso de roupas e tecidos que não abafem nem aumentem o calor na região;
    • Utilização de protetor diário de calcinha apenas se houver conforto e ausência de sintomas, já que ele não é proibido quando não causa irritações.

    O mesmo vale para o uso de biquíni úmido. Enquanto algumas pessoas conseguem ficar com a peça molhada por mais tempo sem problemas, outras podem apresentar irritações em poucas horas.

    Por isso, as orientações devem sempre considerar como o próprio corpo reage e a experiência individual de cada paciente.

    Afinal, o que você deve perguntar na primeira consulta?

    Para te ajudar na primeira consulta e diminuir o receio, vale a pena anotar algumas dúvidas em um caderno ou no celular antes da consulta. Ter essas perguntas em mãos ajuda a aproveitar melhor o atendimento e a não esquecer assuntos importantes.

    Algumas sugestões de perguntas incluem:

    • O que é considerado normal no meu ciclo menstrual;
    • Quando devo me preocupar com atrasos, dores ou alterações no fluxo;
    • Como deve ser feita a higiene íntima no dia a dia;
    • O que é corrimento normal e quando ele deixa de ser esperado;
    • Quando é indicado usar métodos contraceptivos e quais são as opções;
    • Como se prevenir de infecções sexualmente transmissíveis;
    • Quando será necessário realizar exames ginecológicos;
    • Quais sinais indicam que devo procurar o ginecologista novamente.

    Lembre-se que a consulta é um espaço de conversa e acolhimento, então não existem perguntas bobas ou inadequadas. Quanto mais aberta for a troca, maior será a segurança para cuidar da própria saúde.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. É preciso estar depilada para a consulta?

    Não. O ginecologista é um profissional de saúde, não de estética. Os pelos são naturais e não atrapalham o exame ou a avaliação da saúde íntima.

    2. Pode ir ao médico se estiver menstruada?

    Depende. Se for apenas uma conversa, não há problema, mas se houver necessidade de exame físico ou coleta de preventivo, a menstruação pode interferir nos resultados. O ideal é marcar para uma semana após o término do ciclo.

    3. Precisa levar algum acompanhante?

    Se você for menor de idade, deve ir acompanhada por um responsável legal. No entanto, você tem o direito de ter um momento a sós com o médico para conversar com mais privacidade.

    4. A primeira consulta com o ginecologista dói?

    Não. Na maioria das vezes, a primeira consulta é apenas uma conversa. Se houver exame físico, ele é feito com delicadeza. O desconforto costuma ser mais causado pelo nervosismo do que pelo procedimento em si.

    5. Minha menstruação é muito irregular, isso é grave?

    Nos primeiros dois ou três anos após a primeira menstruação, é comum que o ciclo seja irregular enquanto o corpo ajusta os hormônios. O médico avaliará se está dentro do esperado.

    6. Com que frequência é importante voltar ao ginecologista?

    Geralmente, uma vez por ano para exames de rotina. Se houver alguma queixa específica (dor, coceira ou irregularidade), você deve retornar antes.

    7. O que é o exame Papanicolau?

    É uma raspagem suave de células do colo do útero para detectar precocemente o câncer ou lesões. Ele só é indicado para quem já iniciou a vida sexual.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

  • Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Dor de cabeça constante: o que pode ser e como aliviar

    Sabia que quase 40% da população mundial convive com algum tipo de dor de cabeça? O sintoma costuma surgir em diferentes momentos da rotina, principalmente em fases de estresse ou cansaço físico e mental. Nesses casos, o corpo reage mudando o fluxo de sangue no cérebro, aumentando a tensão muscular e liberando substâncias que intensificam a dor.

    Normalmente, o incômodo não indica nenhum problema de saúde, mas quando ele dura mais de três dias durante o mês e muda de padrão, pode ser necessário investigar alguma condição mais séria. Conversamos com a médica de família e comunidade Gabriela Barreto para entender quando é necessário procurar ajuda médica. Confira!

    O que pode causar dor de cabeça constante?

    A dor de cabeça constante pode ser causada por diferentes fatores, desde alterações benignas até condições de saúde que merecem atenção médica. Em geral, o quadro pode ser causado por:

    Cefaleia primária

    A dor de cabeça primária é aquela que não é causada por outra doença, e não há nenhuma alteração estrutural metabólica, estrutural ou outro fator que a explique. Em episódios frequentes, existem dois tipos principais, sendo eles:

    • Enxaqueca: surge por alterações no funcionamento das vias nervosas e dos vasos sanguíneos do cérebro. Segundo Gabriela, ela causa uma dor pulsátil, moderada a forte, geralmente em um lado da cabeça — e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz e ao som, e piorar com esforço físico. Em algumas pessoas, há sinais prévios chamados “aura”, como visão embaçada ou pontos luminosos;
    • Cefaleia de tensão (dor de cabeça tensional): é o tipo mais comum de dor e costuma ser leve a moderada, com sensação de aperto ou pressão ao redor do crânio, como se algo comprimisse a cabeça de maneira contínua. O quadro costuma estar associado a tensão muscular, estresse, noites mal dormidas e má postura, fatores que aumentam a rigidez na musculatura do pescoço.

    “Fatores como estresse emocional, noites mal dormidas, jejum prolongado, excesso de cafeína ou certos alimentos (como chocolates, queijos curados e bebidas alcoólicas) podem desencadear ou piorar crises de dor de cabeça, especialmente em indivíduos predispostos”, complementa Gabriela.

    Cefaleias secundárias

    As dores de cabeça secundárias são aquelas que aparecem por causa de algum fator identificável, isto é, uma condição clínica que provocou o sintoma. Diferentemente das cefaleias primárias, que surgem sem ligação com alguma doença, as secundárias aparecem como consequência de um problema específico do organismo.

    Entre as causas secundárias que podem causar dor de cabeça mais frequente na rotina, é possível destacar:

    • Problemas de visão, como astigmatismo e miopia, ainda mais quando a pessoa realiza atividades que exigem esforço visual prolongado, como leitura, uso de telas ou direção;
    • Sinusites e outras infecções respiratórias, que geram sensação de pressão na testa, nas maçãs do rosto e atrás dos olhos, piorando ao abaixar a cabeça ou ao acordar;
    • Crises de pressão alta, principalmente quando os níveis sobem de maneira abrupta, causando dor intensa na região da nuca ou sensação de peso na cabeça;
    • Desidratação, jejum prolongado e noites de sono ruins, que reduzem o aporte de energia para o cérebro e aumentam a sensibilidade à dor;
    • Traumas na cabeça, mesmo leves, que podem desencadear dor persistente por dias ou semanas e requerem avaliação médica;
    • Doenças neurológicas ou infecções mais graves, como meningite, hemorragias e tumores, que são menos comuns mas precisam ser identificadas rapidamente quando há outros sintomas associados.

    A dor costuma melhorar quando a causa de origem é tratada, fato o que torna o diagnóstico correto importante para a escolha do melhor tratamento.

    Excesso de analgésicos pode piorar a dor de cabeça?

    O uso excessivo de analgésicos comuns, como dipirona, paracetamol ou ibuprofeno, pode levar ao quadro conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicação, de acordo com Gabriela, no qual a dor se torna cada vez mais frequente, intensa e difícil de controlar.

    Quando o organismo passa a depender do alívio rápido proporcionado pelo remédio, instala-se um ciclo de melhora momentânea seguida de retorno rápido do incômodo, o que estimula novas doses e aumenta ainda mais a sensibilidade à dor. O ideal, em qualquer situação, é que o analgésico seja usado com moderação.

    Quando procurar ajuda médica?

    Segundo Gabriela Barreto, alguns sinais podem indicar que a dor está ligada a causas secundárias mais graves, exigindo avaliação rápida. Quando um desses sinais aparece, a orientação é buscar um pronto-atendimento sem demora:

    • Dor de cabeça que surge de forma súbita e muito intensa geralmente descrita como “a pior dor da vida”;
    • Dor que acorda a pessoa durante a noite ou piora progressivamente;
    • Dor após traumatismo craniano;
    • Dor associada a alterações na visão, fala, força ou sensibilidade;
    • Dor acompanhada de vômitos persistentes, febre alta, rigidez no pescoço ou confusão mental;
    • Início após os 50 anos de idade

    “Quando a dor muda de padrão, surge de forma súbita e intensa, ou vem acompanhada de outros sintomas neurológicos, é importante buscar avaliação médica para exclusão de alguma condição mais séria”, aponta Gabriela.

    Como é feita a investigação de dor de cabeça constante?

    A investigação de dor de cabeça constante começa com uma conversa detalhada entre o paciente e o médico. O profissional pergunta quando a dor surgiu, com que frequência aparece, quanto dura, onde dói e se há sintomas associados, como náuseas, tontura ou sensibilidade à luz e ao som. Ele também pode perguntar sobre o uso frequente de analgésicos, que pode agravar o quadro.

    Depois disso, o exame físico ajuda a identificar sinais de tensão muscular, problemas na coluna cervical, alterações neurológicas ou indícios de sinusite. Em muitos casos, a avaliação inicial já é suficiente para definir o tipo de dor e orientar o tratamento.

    De acordo com Gabriela, o uso de exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, é indicado apenas quando há sinais de alerta, mudança no padrão habitual da dor, ou quando há suspeita de causas secundárias.

    Como aliviar a dor de cabeça?

    A melhor forma de aliviar a dor de cabeça depende da causa, mas algumas medidas simples costumam ajudar a reduzir o desconforto no dia a dia, como:

    • Aplicar compressas frias na testa ou na nuca para reduzir a inflamação e aliviar a tensão;
    • Descansar em um ambiente silencioso, arejado e com pouca luz, o que diminui a sensibilidade a estímulos;
    • Beber água ao longo do dia para manter a hidratação e evitar crises relacionadas à desidratação;
    • Fazer refeições regulares, sem longos períodos de jejum, para estabilizar os níveis de energia;
    • Alongar pescoço, ombros e parte superior das costas após muitas horas sentado ou diante de telas;
    • Ajustar a iluminação do ambiente e diminuir o brilho de celulares, computadores e televisões;
    • Realizar pausas frequentes durante atividades que exigem foco visual ou postura fixa;
    • Manter uma rotina de sono regular, com horários definidos para dormir e acordar;
    • Praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou meditação, para reduzir o estresse.

    Em alguns momentos, o uso de analgésicos simples pode ajudar, mas ele deve ser pontual e sempre orientado por um médico, evitando que o quadro piore. Não se automedique!

    Veja mais: Dor de cabeça é sintoma de aneurisma cerebral? Saiba como identificar

    Perguntas frequentes

    O que diferencia a enxaqueca da dor de cabeça comum?

    A enxaqueca é uma condição neurológica, normalmente mais forte e incapacitante, com dor pulsátil que pode durar horas ou dias. Ela costuma vir acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade intensa à luz, aos sons e a cheiros.

    Já a dor de cabeça comum, como a cefaleia de tensão, tende a ser mais leve ou moderada, com sensação de pressão ao redor da cabeça. Enquanto a enxaqueca tem gatilhos específicos e crises recorrentes, a dor de tensão costuma surgir por estresse, postura inadequada e tensão muscular.

    O uso de telas pode causar dor de cabeça?

    O uso prolongado de computadores, celulares e tablets exige esforço visual contínuo e aumenta a tensão nos músculos ao redor dos olhos. Quando a pessoa passa horas sem pausas, com brilho excessivo ou má iluminação, a fadiga ocular aparece, causando dor na testa e nas têmporas.

    Algumas dicas podem ajudar nesses casos, como ajustar a iluminação, reduzir o brilho e fazer pausas a cada 30 a 40 minutos.

    Dor de cabeça pode ter relação com o período menstrual?

    Sim, pois a queda de estrogênio que acontece antes da menstruação pode sensibilizar os vasos sanguíneos e aumentar as chances de enxaqueca. Inclusive, muitas mulheres relatam crises mensais mais fortes e duradouras. Em alguns casos, ajustes hormonais ou estratégias preventivas podem ajudar.

    Dor de cabeça ao acordar é comum?

    Sim, muitas pessoas sentem dor logo ao acordar, e isso pode ocorrer por diferentes motivos, como noites mal dormidas, bruxismo, apneia do sono, postura inadequada ao dormir, desidratação e estresse.

    Quando a dor aparece quase todos os dias ao acordar, é importante investigar problemas respiratórios noturnos ou distúrbios do sono, que têm impacto direto no padrão da dor.

    Beber café pode provocar dor de cabeça?

    A cafeína presente no café é estimulante e, quando consumida em excesso, pode levar à vasoconstrição seguida de vasodilatação, mecanismo que desencadeia a dor de cabeça. Em pessoas que já têm sensibilidade, várias xícaras de café, energéticos ou chás escuros podem piorar o quadro.

    O que pode desencadear uma crise de enxaqueca?

    A enxaqueca pode ser engatilhada por diversos fatores, que variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns incluem:

    • Estresse emocional;
    • Noites mal dormidas;
    • Jejum prolongado;
    • Álcool;
    • Certos alimentos;
    • Variações hormonais;
    • Cheiros fortes;
    • Luz intensa;
    • Mudanças climáticas;
    • Uso excessivo de analgésicos.

    Quanto tempo dura uma crise de enxaqueca?

    Uma crise de enxaqueca pode durar horas ou até três dias, dependendo da intensidade, dos gatilhos e do tratamento. Algumas pessoas conseguem interromper a crise no início com medidas simples no dia a dia, mas outras necessitam de medicação específica, indicada por um médico.

    Confira: Dor latejante e sensibilidade à luz? Pode ser enxaqueca

  • Radioterapia: o que é, como funciona e efeitos colaterais

    Radioterapia: o que é, como funciona e efeitos colaterais

    Um dos métodos mais utilizados (e mais antigos) no tratamento do câncer, a radioterapia utiliza radiações ionizantes para destruir células tumorais ou impedir que elas continuem se multiplicando.

    Ela pode ser aplicada em diferentes fases do tratamento, antes ou depois da cirurgia — e também pode ser usada com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da pessoa. Entenda os principais detalhes sobre a terapia, a seguir.

    O que é radioterapia e como funciona?

    A radioterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que utiliza radiação em doses controladas para destruir ou impedir o crescimento das células tumorais, atuando diretamente no DNA delas. Ela pode ser indicada sozinha ou em combinação com outras terapias, como cirurgia e quimioterapia, dependendo do tipo e do estágio do tumor.

    A aplicação da radioterapia é feita de forma direcionada, para atingir o tumor com máxima precisão e preservar ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.

    De acordo com o oncologista Thiago Chadid, são aplicados vários feixes mais fracos, de diversos ângulos, apontando para o tumor. Esse é o princípio da radioterapia: criar um alvo 3D, onde os feixes se cruzam e concentram a radiação exatamente no tumor. Com o tempo, o próprio organismo elimina as células alteradas e o tumor reduz ou deixa de crescer.

    As sessões são programadas conforme a necessidade de cada caso e podem acontecer diariamente, ao longo de algumas semanas, seguindo a orientação do médico.

    Para que serve a radioterapia?

    A radioterapia pode ter objetivos diferentes no tratamento, conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e o plano definido pelo médico. Ela pode ser usada de várias formas:

    • Curativa: quando a intenção é eliminar completamente as células cancerígenas e buscar a cura;
    • Adjuvante: aplicada depois da cirurgia, para destruir possíveis células que tenham ficado no local e diminuir a chance de recidiva;
    • Neoadjuvante: utilizada antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar a remoção cirúrgica;
    • Paliativa: indicada quando o foco é aliviar sintomas causados pelo tumor, como dor, sangramento ou compressão de órgãos, melhorando a qualidade de vida da pessoa.

    Benefícios da radioterapia

    • Destrói as células tumorais diretamente na região afetada;
    • Ajuda a controlar o crescimento do tumor ao longo do tratamento;
    • Pode eliminar completamente o tumor em alguns casos específicos;
    • Reduz o risco de o câncer voltar após a cirurgia;
    • Pode diminuir o tamanho do tumor antes da cirurgia, facilitando a remoção;
    • Pode ser aplicada junto com outros tratamentos, como quimioterapia;
    • Alivia sintomas como dor, sangramento e compressão de órgãos em casos avançados.

    Como é feita a radiação?

    De acordo com a localização do tumor, a radioterapia pode ser feita de duas formas:

    Radioterapia externa

    A radioterapia externa é feita com um aparelho que fica fora do corpo, direcionando o feixe de radiação ao local do tumor. O paciente fica deitado na maca enquanto o equipamento é posicionado exatamente na área a ser tratada.

    Quando a radioterapia é na cabeça e no pescoço, uma máscara rígida é usada para manter a cabeça na mesma posição todos os dias. Em outras regiões, são feitas pequenas marcações na pele com tinta especial para garantir o posicionamento correto ao longo do tratamento.

    As etapas costumam incluir:

    • Consulta médica para definição do plano terapêutico;
    • Simulação e planejamento com exames de imagem;
    • Cálculos de física médica para ajuste da dose;
    • Aplicações diárias conforme o planejamento.

    Durante a aplicação, o paciente permanece sozinho na sala, mas é monitorado pela equipe por meio de câmeras e sistemas de comunicação.

    Braquiterapia

    A braquiterapia é uma forma de radioterapia em que a fonte de radiação é colocada dentro do corpo, próxima ao tumor, por meio de cateteres ou aplicadores. Em alguns casos, é necessária sedação.

    A radiação é aplicada por alguns minutos e, ao final, a fonte retorna ao aparelho. O paciente não permanece radioativo após a sessão e não há risco para outras pessoas.

    As etapas incluem avaliação médica, orientação de enfermagem, possível consulta com anestesista e planejamento no dia do procedimento.

    Quantas sessões de radioterapia são feitas?

    A quantidade de sessões varia conforme o tipo de câncer e a região tratada. O tratamento é fracionado em várias aplicações para reduzir a toxicidade e proteger os tecidos saudáveis.

    Radioterapia pode ser usada junto com quimioterapia?

    Sim. Em muitos casos, a combinação aumenta a eficácia do tratamento, pois a quimioterapia age de forma sistêmica e a radioterapia atua diretamente no tumor.

    Todos os pacientes com câncer fazem radioterapia?

    Não. A indicação depende do tipo de tumor, da localização e da estratégia terapêutica. Alguns tecidos respondem melhor à radiação do que outros, e há regiões do corpo em que a aplicação não é viável.

    Quais os efeitos colaterais da radioterapia?

    • Cansaço;
    • Vermelhidão e irritação da pele;
    • Ressecamento e descamação;
    • Alterações no paladar;
    • Boca seca e dor ao engolir;
    • Náuseas;
    • Alterações intestinais;
    • Desconforto urinário.

    Radioterapia causa queda de cabelo?

    A queda de cabelo depende da área irradiada. Ela ocorre apenas quando o couro cabeludo recebe radiação.

    Como cuidar da pele durante a radioterapia?

    • Aparar pelos com tesoura ou barbeador elétrico;
    • Chegar às sessões com a pele limpa e seca;
    • Usar hidratantes indicados pela equipe;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar fitas adesivas na pele tratada;
    • Tomar banho com água morna e sabonete neutro;
    • Evitar sol, mar e piscina durante o tratamento;
    • Usar roupas confortáveis e folgadas.

    O que acontece depois que o tratamento termina?

    Após o término, o corpo passa por um período de recuperação. Alguns efeitos colaterais podem persistir por semanas, e o acompanhamento médico é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar possíveis efeitos tardios.

    Leia mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

    Perguntas frequentes

    A radioterapia substitui a cirurgia?

    Em alguns casos, sim, mas o planejamento depende do tipo, localização e estágio do tumor.

    A radioterapia enfraquece o corpo?

    Pode causar cansaço, mas a intensidade varia entre os pacientes.

    A radioterapia deixa a pele queimada?

    A pele pode ficar avermelhada e sensível, mas isso costuma melhorar após o tratamento.

    A radioterapia começa a fazer efeito depois de quantos dias?

    Os efeitos começam nas primeiras sessões, mas o resultado completo é progressivo.

    A radioterapia funciona em metástase?

    Sim. Pode ser usada para controle do tumor, alívio de sintomas e melhora da qualidade de vida.

    Confira: Câncer colorretal: entenda mais sobre o terceiro tipo de tumor mais frequente no Brasil

  • Vitaminas: por que você não deve suplementar sem acompanhamento médico?

    Vitaminas: por que você não deve suplementar sem acompanhamento médico?

    Mesmo sendo vendidos como naturais, os suplementos vitamínicos são produtos concentrados, formulados para interferir diretamente no funcionamento do organismo — e não estão livres de efeitos colaterais!

    Diferente dos nutrientes obtidos por meio de uma alimentação equilibrada, em que o corpo absorve vitaminas de forma gradual e controlada, os suplementos entregam doses isoladas e, muitas vezes, em quantidades muito acima da ingestão diária recomendada.

    Isso pode causar desequilíbrios no organismo, sobrecarregar fígado e rins e provocar sintomas que nem sempre são associados à suplementação, como náuseas, desconforto intestinal e cansaço frequente.

    Por que vitaminas não são inofensivas?

    As vitaminas são essenciais para o funcionamento do corpo, mas quando usadas em forma de suplemento, elas deixam de agir apenas como nutrientes da alimentação e passam a atuar como substâncias concentradas, capazes de alterar o equilíbrio do organismo.

    Para se ter uma ideia, o corpo foi feito para receber vitaminas aos poucos, por meio dos alimentos. Na suplementação, a dose chega de uma vez e, muitas vezes, em quantidade maior do que o necessário.

    Quando não há deficiência, o excesso pode causar efeitos indesejados, sobrecarregar fígado e rins e causar sintomas como enjoo, dor de cabeça, alterações intestinais, cansaço e até problemas mais sérios, dependendo da vitamina e do tempo de uso.

    Quais vitaminas podem causar problemas quando usadas em excesso?

    De acordo com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto, as vitaminas que mais oferecem risco são as lipossolúveis, pois ficam armazenadas no organismo e não são eliminadas com facilidade. Nesse grupo entram vitaminas A, D, E e K. O uso contínuo, principalmente em doses altas, aumenta o risco de toxicidade.

    Algumas vitaminas hidrossolúveis, apesar de serem eliminadas pela urina, também causam danos quando consumidas em excesso por longos períodos. Um exemplo comum é a vitamina B6, que pode levar a formigamento, dormência e alterações neurológicas.

    O problema costuma surgir quando a suplementação acontece sem exames, sem indicação clara ou associada a vários produtos ao mesmo tempo, o que facilita o consumo acima do necessário.

    Quais os riscos da hipervitaminose?

    A hipervitaminose consiste no excesso de vitaminas no organismo, normalmente causado pelo uso indiscriminado de suplementos. Os riscos variam conforme a vitamina envolvida, a quantidade ingerida e o tempo de uso, mas podem afetar diferentes sistemas do corpo:

    Intoxicação silenciosa e progressiva

    Em muitos casos, a hipervitaminose se desenvolve aos poucos. Os sintomas iniciais costumam ser leves e inespecíficos, como dor de cabeça, enjoo, fadiga, tontura e alterações intestinais.

    Com o tempo, o excesso se acumula e o quadro se agrava, dificultando a identificação da causa.

    Sobrecarrega dos rins e fígado

    O uso inadequado de suplementos vitamínicos pode sobrecarregar órgãos responsáveis pela metabolização e eliminação dessas substâncias, como fígado e rins.

    Segundo Giovanni, o excesso de vitamina D pode elevar o nível de cálcio no sangue, condição conhecida como hipercalcemia. O desequilíbrio favorece a formação de cálculos renais e pode prejudicar a função dos rins, especialmente em pessoas que já convivem com doenças renais.

    Já a vitamina A, quando consumida em doses altas, está associada à toxicidade sistêmica, com impacto direto no fígado, além de alterações na pele e no sistema nervoso. Durante a gestação, o uso excessivo representa risco elevado para o desenvolvimento do bebê.

    Afeta o coração e a circulação

    A vitamina E, em doses altas, pode aumentar o risco de sangramentos, o que exige atenção em pessoas que utilizam anticoagulantes, antiagregantes plaquetários ou que apresentam doenças cardíacas.

    As interações muitas vezes passam despercebidas, pois o suplemento não é visto como algo que possa interferir em tratamentos em andamento.

    Impacto no sistema nervoso

    Determinadas vitaminas, quando usadas em altas doses por longos períodos, afetam o sistema nervoso. O consumo exagerado de vitamina B6 pode causar formigamento, dormência e perda de sensibilidade, sintomas que podem se tornar persistentes.

    Alterações hormonais e metabólicas

    O excesso de vitamina D, por exemplo, pode aumentar o cálcio no sangue, favorecendo cálculos renais, fraqueza muscular e alterações cardíacas. Já o excesso de vitamina A pode provocar alterações na pele, queda de cabelo e problemas no fígado

    Risco aumentado em gestantes e idosos

    Gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas apresentam maior sensibilidade ao excesso de vitaminas. Durante a gravidez, a hipervitaminose A está associada a risco de malformações fetais, tornando a suplementação sem orientação ainda mais perigosa.

    Minerais em polivitamínicos também merecem cuidado

    Além das vitaminas, muitos suplementos combinam minerais, como ferro, zinco e magnésio. O uso sem critério pode causar efeitos importantes, como desconforto gastrointestinal, sobrecarga renal e desequilíbrios metabólicos.

    O consumo de ferro sem indicação, por exemplo, pode ser prejudicial para pessoas que não apresentam deficiência comprovada.

    A suplementação só deve fazer parte da rotina quando existe necessidade real, avaliada por exames e acompanhamento profissional.

    Quem realmente precisa de suplementação?

    Na maioria das vezes, a suplementação só é indicada quando existe falta comprovada ou alguma condição que dificulte a absorção dos nutrientes, como aponta Giovanni:

    • Pessoas com deficiência comprovada em exames;
    • Quem segue dietas restritivas, como veganos;
    • Gestantes, que normalmente necessitam de ácido fólico e, em alguns casos, ferro;
    • Idosos, devido à menor ingestão alimentar ou dificuldade de absorção de nutrientes;
    • Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica;
    • Quem apresenta doenças intestinais que prejudicam a absorção de vitaminas;
    • Pessoas com osteoporose ou baixa vitamina D já documentada.

    Exames de sangue são necessários antes de indicar vitaminas?

    Os exames ajudam a confirmar se existe deficiência de verdade e evitam o uso desnecessário ou em excesso. Eles são ainda mais importantes quando se pensa em doses altas ou quando a pessoa tem outros problemas de saúde, como doenças nos rins ou no fígado ou histórico de pedra nos rins.

    Sinais de que você está tomando vitaminas de forma inadequada

    Se você está fazendo suplementação de vitaminas, é importante ficar atento aos seguintes sinais:

    • Náuseas, vômitos, dor abdominal e perda de apetite, que indicam que o corpo está tendo dificuldade para lidar com o excesso;
    • Fraqueza, confusão mental e sede intensa, sinais que podem estar ligados ao aumento do cálcio no sangue, situação associada ao excesso de vitamina D;
    • Sangramentos ou hematomas fáceis, que podem acontecer com doses altas de vitamina E ou pela interação com medicamentos;
    • Formigamento, dormência e outros sintomas neurológicos, possíveis sinais de excesso de vitamina B6.

    Ao perceber qualquer um dos sintomas, é importante interromper o uso do suplemento e procurar orientação médica.

    Leia mais: Cálcio: saiba o que esse mineral faz no seu corpo

    Perguntas frequentes

    1. Vitaminas “naturais” podem causar efeitos colaterais?

    Sim, o termo “natural” refere-se à origem, mas no suplemento a substância está em alta concentração. Isso pode causar desde desconforto gástrico e alergias até sobrecarga hepática.

    2. Suplementos de academia (como pré-treinos com vitaminas) são seguros?

    Muitos contêm doses cavalares de vitaminas do complexo B e estimulantes que podem causar taquicardia, ansiedade e sobrecarga metabólica se não forem indicados para seu nível de treino.

    3. Vitaminas podem interagir com anticoncepcionais?

    Algumas substâncias e ervas presentes em suplementos complexos podem reduzir a eficácia de hormônios, incluindo anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

    4. Qual a diferença entre suplemento e remédio?

    Legalmente, a regulação é diferente. Muitos suplementos não passam pelos testes rigorosos de segurança que os remédios passam, o que torna o acompanhamento profissional ainda mais vital.

    5. Qual a diferença entre suplemento manipulado e industrializado?

    O manipulado permite doses exatas para sua necessidade (personalização), enquanto o industrializado tem doses fixas. Ambos exigem prescrição, mas o médico decidirá qual o melhor veículo de absorção para o seu caso.

    6. Suplementos de colágeno contam como vitaminas?

    O colágeno é uma proteína, não uma vitamina. Ele não substitui vitaminas nem corrige carências nutricionais.

    Confira: Vitamina K: importante para coagulação do sangue e ossos fortes

  • PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV 

    PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV 

    A prevenção do HIV evoluiu muito nas últimas décadas. Além do uso de preservativos e da testagem regular, hoje existem estratégias eficazes baseadas em medicamentos que ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção em situações específicas. É nesse contexto que entram a PrEP e a PEP.

    Apesar de serem termos cada vez mais citados em campanhas de saúde, ainda existe confusão sobre o que cada um significa, quando usar e para quem são indicados. Entender essas diferenças é essencial para fazer escolhas informadas e buscar ajuda no momento certo.

    O que são PrEP e PEP

    PrEP e PEP são estratégias de profilaxia, ou seja, de prevenção do HIV por meio do uso de medicamentos antirretrovirais. Elas não substituem outras medidas preventivas, mas ampliam a proteção quando usadas corretamente.

    • PrEP é usada antes de uma possível exposição ao HIV;
    • PEP é usada depois de uma situação de risco.

    Cada uma tem indicações, prazos e formas de uso diferentes.

    O que é PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)

    A PrEP consiste no uso regular de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm HIV, mas que apresentam risco aumentado de exposição ao vírus.

    Como a PrEP funciona

    Quando tomada corretamente, a PrEP mantém níveis do medicamento no organismo capazes de impedir que o HIV se estabeleça, mesmo que haja contato com o vírus.

    Ela não age como uma vacina, mas como uma proteção contínua enquanto o medicamento está sendo usado de forma adequada.

    Para quem a PrEP é indicada

    A PrEP é indicada para pessoas que não vivem com HIV e que podem se expor ao vírus de forma recorrente, como:

    • Pessoas com parceiros(as) vivendo com HIV;
    • Histórico de episódios de infecções sexualmente transmissíveis;
    • Pessoas que não usam preservativo de forma consistente;
    • Homens que fazem sexo com homens;
    • Pessoas trans;
    • Contexto de relações sexuais em troca de valores financeiros, objetos, drogas, moradia ou outros benefícios;
    • Pessoas que usam drogas injetáveis.

    A indicação é sempre feita após avaliação em serviço de saúde.

    Como é o uso da PrEP

    • Uso contínuo, geralmente diário;
    • Acompanhamento regular com testes de HIV e outras ISTs;
    • Monitoramento clínico e laboratorial periódico.

    É importante lembrar que a PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, nem contra gravidez.

    O que é PEP (Profilaxia Pós-Exposição)

    A PEP é uma medida de emergência, usada após uma situação de risco para infecção pelo HIV.

    Quando a PEP é indicada

    A PEP pode ser indicada após situações como:

    • Relação sexual sem preservativo;
    • Rompimento do preservativo;
    • Violência sexual;
    • Acidente com material biológico (agulhas, perfurocortantes);
    • Compartilhamento de seringas.

    Prazo é fundamental

    A PEP só funciona se iniciada rapidamente:

    • Idealmente nas primeiras horas;
    • No máximo até 72 horas após a exposição.

    Quanto mais cedo, maior a eficácia.

    Como funciona o tratamento com PEP

    • Uso de antirretrovirais por 28 dias consecutivos;
    • Acompanhamento médico durante e após o uso;
    • Realização de testes para HIV e outras ISTs.

    A PEP não garante 100% de proteção, mas reduz significativamente o risco quando usada corretamente.

    Diferença entre PrEP e PEP

    Característica PrEP PEP
    Quando usar Antes da exposição Depois da exposição
    Objetivo Prevenção contínua Prevenção de emergência
    Duração Uso regular enquanto houver risco 28 dias
    Prazo para iniciar Planejado Até 72 horas após o risco
    Acompanhamento Contínuo Temporário

    PrEP e PEP substituem o preservativo?

    Não. Embora sejam estratégias altamente eficazes contra o HIV, preservativos continuam sendo fundamentais, pois:

    • Protegem contra outras ISTs;
    • Evitam gravidez;
    • Reduzem a exposição a múltiplos agentes infecciosos.

    A combinação de métodos é o que oferece maior proteção.

    Onde buscar PrEP e PEP

    No Brasil, PrEP e PEP são oferecidas gratuitamente pelo SUS, em serviços de saúde habilitados, como:

    • Unidades básicas de saúde;
    • Serviços especializados em IST/HIV;
    • Hospitais de referência.

    A orientação é sempre procurar atendimento médico para avaliação individual.

    Leia mais: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre PrEP e PEP

    1. PrEP é a mesma coisa que tratamento do HIV?

    Não. A PrEP é usada por pessoas sem HIV para prevenir a infecção.

    2. Posso usar PEP mais de uma vez?

    Pode, mas o uso repetido indica necessidade de avaliação para PrEP ou outras estratégias preventivas.

    3. PrEP protege contra todas as ISTs?

    Não. Ela protege apenas contra o HIV.

    4. Se eu esquecer doses da PrEP, ela perde o efeito?

    A eficácia depende da adesão. Esquecimentos frequentes reduzem a proteção.

    5. A PEP causa muitos efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas tolera bem, mas podem ocorrer náuseas, mal-estar ou fadiga, geralmente leves e transitórios.

    6. Preciso fazer teste de HIV para usar PrEP ou PEP?

    Sim. A testagem faz parte do protocolo antes, durante e após o uso.

    7. Quem usa PrEP precisa continuar fazendo exames?

    Sim. O acompanhamento regular é essencial para segurança e eficácia.

    Veja mais: HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje

  • HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje 

    HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje 

    Já faz um tempo que o HIV deixou de ser uma sentença inevitável para se tornar uma condição tratável, desde que seja identificada a tempo e acompanhada com regularidade. Ainda assim, o vírus continua circulando, e muita gente só descobre a infecção depois de meses (ou anos), quando o sistema imunológico já está mais vulnerável.

    A boa notícia é que hoje existem estratégias bem definidas para diagnóstico, início rápido do tratamento e prevenção. Em outras palavras: quanto mais cedo a pessoa sabe, mais cedo ela se protege e protege os outros.

    O que é HIV

    HIV é a sigla para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células de defesa (como os linfócitos CD4), enfraquecendo o sistema imunológico ao longo do tempo se não houver tratamento.

    HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não. HIV é o vírus. Aids é uma fase mais avançada da infecção, em que a imunidade fica muito comprometida e aumentam as chances de infecções oportunistas e algumas doenças associadas. Nem toda pessoa com HIV desenvolve Aids, especialmente quando trata a doença corretamente.

    Como o HIV é transmitido

    A transmissão acontece quando há contato com fluidos corporais capazes de carregar o vírus, principalmente:

    • Relação sexual sem proteção (vaginal e anal; o risco varia conforme práticas e presença de outras ISTs).
    • Sangue (compartilhamento de agulhas/seringas ou materiais perfurocortantes; exposição ocupacional).
    • Da gestação, parto ou amamentação para o bebê, quando a gestante não sabe que é portadora do vírus e/ou não está em tratamento.

    O que NÃO transmite HIV

    No dia a dia, o HIV não é transmitido por:

    • Beijo, abraço ou aperto de mão;
    • Uso de copos, talheres ou banheiro;
    • Suor, lágrima ou picada de mosquito.

    Sintomas do HIV

    Os sintomas podem variar muito. Há pessoas que passam um longo período sem notar nada, e isso é um dos motivos pelos quais testar periodicamente é tão importante.

    HIV na fase aguda (primeiras semanas após a infecção)

    Nas primeiras semanas após a infecção, algumas pessoas apresentam uma “síndrome gripal” mais intensa, com sintomas como:

    • Febre, dor no corpo e dor de garganta;
    • Ínguas (linfonodos aumentados);
    • Manchas na pele;
    • Mal-estar importante.

    Esses sinais não confirmam HIV sozinhos, mas, se houve comportamento de risco nas semanas anteriores, são um alerta para buscar testagem e avaliação.

    Fase crônica sem tratamento

    Sem tratamento, a pessoa pode ficar assintomática por um período prolongado, mas o vírus segue ativo, reduzindo gradualmente a imunidade.

    Aids (fase avançada)

    Quando a imunidade cai muito, podem surgir infecções e condições mais graves. Essa fase exige avaliação médica imediata e tratamento estruturado.

    Diagnóstico: como confirmar HIV

    O diagnóstico é feito por testes específicos, disponíveis gratuitamente na rede de saúde. Em geral, a confirmação segue fluxos definidos, com teste inicial e confirmação conforme o protocolo local.

    Por que o diagnóstico precoce muda tudo?

    Porque permite:

    • Iniciar o tratamento cedo;
    • Reduzir o risco de complicações;
    • Diminuir a transmissão, ao controlar a carga viral.

    Tratamento do HIV atualmente

    O tratamento é feito com terapia antirretroviral (TARV), que controla a replicação do vírus. A orientação atual é iniciar o tratamento o quanto antes, pois isso traz benefício individual e coletivo.

    Como funciona na prática

    De forma geral, o cuidado envolve:

    • Escolha de um esquema de antirretrovirais adequado;
    • Acompanhamento da carga viral e, quando indicado, de marcadores como CD4;
    • Manejo de efeitos adversos e comorbidades;
    • Manutenção da adesão ao tratamento.

    No Brasil, os protocolos reforçam o início rápido da TARV, inclusive com estratégias de início no mesmo dia quando indicado, e o monitoramento até alcançar supressão viral.

    Carga viral indetectável: o que significa

    Quando o tratamento funciona bem e a pessoa mantém boa adesão, é possível atingir carga viral indetectável. Isso está associado a:

    • Melhor proteção do sistema imunológico;
    • Menor risco de evolução para Aids;
    • Redução muito importante do risco de transmissão sexual quando a carga viral permanece suprimida, conforme evidências consolidadas.

    E se a pessoa parar o tratamento?

    Interromper ou usar a medicação de forma irregular pode levar a:

    • Retorno da multiplicação do vírus;
    • Queda da imunidade;
    • Maior risco de adoecimento;
    • Seleção de vírus resistentes aos medicamentos.

    Prevenção: como reduzir o risco

    Mesmo com tratamento eficaz, a prevenção continua sendo parte essencial do cuidado em saúde pública e individual.

    PrEP (profilaxia pré-exposição)

    A PrEP é uma estratégia preventiva para pessoas com maior risco de exposição ao HIV, com protocolo próprio de acompanhamento e testagem.

    PEP (profilaxia pós-exposição)

    A PEP é uma medida de urgência após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida, violência sexual ou acidente com material biológico. É fundamental procurar atendimento imediatamente, pois existe uma janela de tempo para início conforme os protocolos.

    Confira: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre HIV

    1. HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não. HIV é o vírus; Aids é uma fase mais avançada da infecção, quando a imunidade fica muito comprometida.

    2. Dá para ter HIV e não sentir nada?

    Sim. Muitas pessoas ficam assintomáticas por um período, por isso a testagem é tão importante.

    3. Quais são os sintomas do HIV no começo?

    Pode parecer uma virose forte, com febre, mal-estar, dor no corpo, dor de garganta, ínguas e manchas na pele em algumas pessoas.

    4. HIV pega por beijo, abraço ou talheres?

    Não. O HIV não é transmitido por contato social do dia a dia.

    5. O tratamento do HIV é para a vida toda?

    Em geral, sim. A TARV controla o vírus e protege a imunidade, mas exige uso regular e acompanhamento.

    6. O que é “carga viral indetectável”?

    É quando o tratamento reduz o HIV no sangue a níveis tão baixos que os exames não detectam; isso está associado a melhor prognóstico e redução importante do risco de transmissão com carga viral suprimida.

    7. O que fazer após uma situação de risco para HIV?

    Procurar atendimento imediatamente para avaliação e, quando indicado, iniciar PEP dentro da janela recomendada pelos protocolos.

    Veja também: Pouca dor, muito risco: o perigo da hepatite C