Categoria: Prevenção

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  • Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Vacina contra a dengue do Butantan: tudo o que você precisa saber sobre o imunizante

    Após mais de uma década de desenvolvimento, a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está disponível em cidades selecionadas, como Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025.

    Desenvolvida totalmente no Brasil, a vacina, chamada Butantan-DV, utiliza vírus vivos atenuados (versões enfraquecidas do vírus) para estimular o sistema imunológico a se proteger contra a doença. O imunizante foi projetado para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

    É o primeiro imunizante do mundo com dose única, o que pode facilitar a adesão da população e ampliar a cobertura das campanhas de vacinação.

    A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e, segundo projeções do Ministério da Saúde, cerca de 1,8 milhão a 2 milhões de casos podem ser registrados ao longo de 2026.

    A seguir, reunimos as principais informações sobre como funciona a vacina, quem pode se vacinar e quais são os resultados dos estudos científicos. Confira!

    O que é a vacina da dengue do Butantan e como funciona?

    A Butantan-DV é uma vacina tetravalente, desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

    A fórmula é feita a partir de versões enfraquecidas dos quatro tipos do vírus da dengue, que não são capazes de causar a doença. Após a aplicação da vacina, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos, que são proteínas de defesa capazes de identificar e neutralizar o vírus da dengue.

    Os anticorpos conseguem combater o vírus logo no início da infecção, o que reduz o risco da doença se desenvolver ou evoluir para formas mais graves.

    Além disso, por ser tetravalente, o Butantan-DV protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e prepara o organismo para reconhecer todos eles ao mesmo tempo.

    Isso é importante porque uma pessoa pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida, e uma segunda infecção por um tipo diferente do vírus pode provocar uma resposta imunológica mais intensa, aumentando o risco de desenvolver formas graves da doença.

    Qual é a eficácia da vacina da dengue?

    A eficácia da vacina Butantan-DV foi avaliada em um grande estudo clínico realizado no Brasil entre 2016 e 2024. A pesquisa acompanhou mais de 16 mil voluntários, em 14 estados do país, durante um período de até cinco anos.

    Os resultados mostraram que a vacina oferece uma proteção importante contra a doença:

    • 74,7% de eficácia geral contra dengue;
    • 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme;
    • 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações relacionadas à doença.

    Durante os cinco anos de acompanhamento, nenhum dos participantes que recebeu a vacina precisou ser internado por dengue, enquanto ocorreram hospitalizações no grupo que recebeu a versão placebo.

    Por fim, vale destacar que a vacina também funciona em pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar da proteção ser um pouco maior em quem já teve contato com o vírus anteriormente, os estudos os estudos mostram que o imunizante consegue reduzir o risco da doença em ambos os casos.

    Quem pode tomar a vacina da dengue?

    A vacina Butantan-DV foi aprovada para pessoas de 12 a 59 anos. Ela pode ser aplicada tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca tiveram contato com o vírus.

    Na fase inicial da campanha de vacinação, o público-alvo definido pelo Programa Nacional de Imunizações inclui principalmente pessoas entre 15 e 59 anos, com expansão gradual conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Quem não deve receber a vacina?

    Segundo as recomendações da bula, a vacina não deve ser aplicada em alguns grupos específicos:

    • Pessoas com histórico de reação alérgica grave a componentes da vacina;
    • Indivíduos com sistema imunológico comprometido;
    • Pessoas em tratamento com medicamentos imunossupressores;
    • Mulheres grávidas;
    • Mulheres em período de amamentação.

    Em todos os casos, é importante consultar um médico antes de tomar a decisão final, especialmente se você possuir alguma condição de saúde crônica ou estiver em tratamento médico contínuo.

    Como é feita a aplicação?

    A vacina é administrada em dose única de 0,5 mL, aplicada por via subcutânea, normalmente na região do braço. A aplicação deve ser feita por um profissional de saúde treinado, em unidades de vacinação ou campanhas oficiais.

    Quanto tempo dura a proteção da vacina da dengue?

    Os voluntários dos estudos clínicos foram acompanhados por cinco anos, período em que a vacina manteve níveis consistentes de proteção. Com a aplicação em larga escala na população, novos estudos de vida real devem indicar se haverá necessidade de doses de reforço no futuro.

    Efeitos colaterais da vacina da dengue

    Assim como qualquer vacina, o imunizante pode causar alguns efeitos colaterais, mas eles tendem a ser leves e temporários:

    • Dor ou vermelhidão no local da aplicação;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço;
    • Dor muscular ou nas articulações;
    • Náuseas;
    • Febre leve.

    Os estudos apontam que os efeitos colaterais são raros e, durante a pesquisa, ocorreram em menos de 0,1% dos participantes, com recuperação completa.

    Produção da vacina no Brasil

    O Instituto Butantan iniciou os estudos da vacina contra a dengue em 2009, após anos de pesquisa científica sobre o vírus. Hoje, o instituto possui capacidade inicial de produção de cerca de 1,2 milhão de doses por ano, com expansão planejada para atender à demanda nacional.

    Com transferência de tecnologia para um laboratório parceiro, a previsão é disponibilizar até 30 milhões de doses ao Ministério da Saúde em 2026, ampliando o acesso da população brasileira ao imunizante.

    Atualmente, ela está sendo aplicada nos municípios de Botucatu-SP, Maranguape-CE e Nova Lima-MG, a fim de avaliar o impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade.

    O Ministério da Saúde também iniciou a vacinação com profissionais da Atenção Primária à Saúde, incluindo equipes que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e realizam visitas domiciliares em diferentes regiões do país. A ideia é ampliar a imunização conforme aumenta a disponibilidade de doses.

    Leia mais: Dentro de casa e no quintal: os 7 esconderijos mais comuns do mosquito da dengue

    Perguntas frequentes

    1. Quais são os principais sintomas da dengue?

    Os sintomas clássicos incluem febre alta repentina, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele.

    2. O que diferencia a dengue comum da dengue grave (hemorrágica)?

    A dengue grave apresenta sinais de alerta como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas (gengiva ou nariz) e queda de pressão. Ela requer hospitalização imediata.

    3. Posso pegar dengue mais de uma vez?

    Sim, até quatro vezes. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, 2, 3 e 4). Pegar um tipo gera imunidade permanente contra ele, mas não contra os outros três.

    4. Qual a diferença entre a vacina do Butantan e a Qdenga (disponível no SUS)?

    A Qdenga exige duas doses com intervalo de três meses. A do Butantan exige apenas uma dose, o que facilita o controle vacinal em massa.

    5. Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito?

    O organismo leva, em média, de duas a quatro semanas após a aplicação para criar uma barreira de anticorpos protetora.

    6. A vacina do Butantan usa vírus vivo?

    Sim, ela utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado. O vírus é enfraquecido para não causar a doença, mas é suficiente para “ensinar” o sistema imune a se defender.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

  • Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    Pensando em cirurgia bariátrica? Entenda as principais técnicas 

    A cirurgia bariátrica é considerada um dos tratamentos mais eficazes para obesidade grave e para doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Para muitas pessoas, ela representa uma alternativa quando outras estratégias de perda de peso não tiveram resultado suficiente.

    Esse tipo de cirurgia atua no sistema digestivo para reduzir a ingestão de alimentos e, em alguns casos, a absorção de nutrientes. Atualmente, existem diferentes técnicas disponíveis, e entender como cada uma funciona ajuda a esclarecer dúvidas e alinhar expectativas antes do tratamento.

    O que é a cirurgia bariátrica

    A cirurgia bariátrica é um procedimento realizado no sistema digestivo com o objetivo de tratar a obesidade.

    Ela pode atuar por diferentes mecanismos:

    • Restrição alimentar, ao reduzir o tamanho do estômago;
    • Alteração da absorção de nutrientes, ao modificar o trajeto do intestino;
    • Mudanças hormonais, que influenciam a saciedade e o metabolismo.

    Esses efeitos combinados ajudam a reduzir a ingestão alimentar e promovem perda de peso significativa.

    Quando a cirurgia bariátrica é indicada

    A indicação da cirurgia segue critérios bem definidos.

    Entre os principais estão:

    • Índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m²;
    • IMC ≥ 35 kg/m² com doenças associadas, como diabetes tipo 2 ou hipertensão;
    • Falha de tratamentos clínicos para perda de peso.

    Antes do procedimento, o paciente passa por avaliação multidisciplinar, incluindo acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

    Principais técnicas de cirurgia bariátrica

    Atualmente, algumas técnicas são mais utilizadas no tratamento cirúrgico da obesidade.

    1. Bypass gástrico (bypass em Y de Roux)

    É uma das técnicas mais realizadas.

    Nesse procedimento:

    • O estômago é reduzido a uma pequena bolsa;
    • Parte do intestino é conectada diretamente a essa bolsa.

    Com isso, ocorre:

    • Redução da quantidade de alimento ingerido;
    • Diminuição da absorção de calorias;
    • Alterações hormonais que aumentam a saciedade.

    2. Sleeve gástrico (gastrectomia vertical)

    É outra técnica bastante utilizada.

    Nesse procedimento:

    • Cerca de 70% a 80% do estômago é removido;
    • O estômago passa a ter formato tubular.

    Os principais efeitos incluem:

    • Redução da capacidade gástrica;
    • Saciedade mais rápida;
    • Diminuição de hormônios relacionados à fome.

    Diferente do bypass, não há alteração do intestino.

    3. Duodenal switch (derivação biliopancreática)

    Essa técnica combina dois mecanismos.

    Ela promove:

    • Restrição alimentar;
    • Redução significativa da absorção de nutrientes.

    Embora seja eficaz, costuma ser indicada em casos específicos devido ao maior risco de deficiência nutricional.

    4. Bypass gástrico de anastomose única (mini bypass)

    É uma variação do bypass tradicional.

    Nesse procedimento:

    • É criada uma pequena bolsa no estômago;
    • Essa bolsa é conectada diretamente ao intestino com uma única ligação.

    A técnica pode ter bons resultados, mas a indicação depende da avaliação médica.

    Como é a recuperação após a cirurgia

    A cirurgia bariátrica geralmente é realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva com pequenas incisões.

    Após o procedimento, o paciente passa por etapas de adaptação alimentar:

    • Dieta líquida inicial;
    • Introdução gradual de alimentos pastosos;
    • Retorno progressivo à alimentação sólida.

    O acompanhamento com equipe multidisciplinar é essencial para garantir bons resultados e evitar deficiências nutricionais.

    Veja mais: O que significa ter o corpo inflamado por obesidade?

    Perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica

    1. Qual é a técnica mais comum?

    O bypass gástrico e o sleeve gástrico são as técnicas mais utilizadas atualmente.

    2. A cirurgia bariátrica cura a obesidade?

    Ela é uma ferramenta importante, mas o sucesso depende de mudanças no estilo de vida.

    3. Quanto peso é possível perder?

    A perda varia entre os pacientes, mas costuma ser significativa nos primeiros anos.

    4. A cirurgia é reversível?

    Depende da técnica utilizada. Algumas podem ser revertidas, outras não.

    5. É necessário tomar vitaminas após a cirurgia?

    Sim. Em muitos casos, é necessário suplementar vitaminas e minerais.

    6. A cirurgia ajuda no diabetes?

    Sim. Muitos pacientes apresentam melhora importante ou remissão da doença.

    7. A cirurgia pode ser feita por laparoscopia?

    Sim. A maioria dos procedimentos atualmente utiliza técnica minimamente invasiva.

    Confira: 5 fatores que levam ao desenvolvimento de obesidade (e quando intervir)

  • Pedra na vesícula após emagrecer: qual a relação? 

    Pedra na vesícula após emagrecer: qual a relação? 

    Perder peso traz benefícios importantes para a saúde, como melhora da pressão arterial, do controle da glicose e redução do risco cardiovascular. No entanto, quando esse processo acontece de forma muito rápida, o organismo pode sofrer algumas alterações que aumentam o risco de complicações.

    Uma delas é o surgimento de cálculo biliar, popularmente conhecido como pedra na vesícula. Esse problema é mais comum em pessoas que passam por dietas muito restritivas, emagrecimento acelerado ou após cirurgia bariátrica. Entender os mecanismos envolvidos ajuda a tornar o processo de perda de peso mais seguro.

    O que é o cálculo biliar ou pedra na vesícula?

    O cálculo biliar, também chamado de colelitíase ou pedra na vesícula, ocorre quando se formam pequenas pedras dentro da vesícula biliar.

    A vesícula é um órgão localizado abaixo do fígado, responsável por armazenar a bile, substância que auxilia na digestão de gorduras.

    Quando há alterações na composição da bile ou no funcionamento da vesícula, podem surgir cristais que, com o tempo, se transformam em cálculos.

    Essas pedras podem não causar sintomas ou provocar dor abdominal e complicações.

    Por que o emagrecimento rápido aumenta o risco

    A perda de peso acelerada provoca mudanças importantes no organismo, especialmente na forma como a bile é produzida e eliminada.

    Durante esse processo, podem ocorrer:

    • Aumento da liberação de colesterol pelo fígado na bile;
    • Redução do esvaziamento da vesícula biliar;
    • Maior concentração da bile.

    Esses fatores favorecem a formação de cristais de colesterol, que podem evoluir para cálculos biliares.

    Por isso, quanto mais rápido o emagrecimento, maior tende a ser o risco.

    Situações em que o risco é maior

    O risco de pedra na vesícula não é igual para todas as pessoas. Ele costuma ser mais elevado em algumas situações específicas.

    Entre elas:

    • Dietas muito restritivas, com baixa ingestão calórica;
    • Perda de peso acelerada, geralmente acima de 1,5 kg por semana;
    • Cirurgia bariátrica, principalmente nos primeiros meses;
    • Jejum prolongado ou dietas com pouca gordura.

    Essas condições alteram o funcionamento da vesícula e favorecem a formação de cálculos.

    Quais são os sintomas de cálculo biliar

    Muitas pessoas com cálculo biliar não apresentam sintomas e descobrem o problema apenas em exames.

    Quando os sintomas aparecem, os mais comuns incluem:

    • Dor intensa na parte superior direita do abdome;
    • Dor após refeições ricas em gordura;
    • Náuseas e vômitos;
    • Sensação de estufamento abdominal.

    Em casos mais graves, podem ocorrer complicações como inflamação da vesícula ou obstrução das vias biliares.

    Como reduzir o risco durante o emagrecimento

    A principal forma de prevenção é evitar perda de peso muito rápida.

    Algumas medidas ajudam a tornar o processo mais seguro:

    • Priorizar perda de peso gradual, entre 0,5 e 1 kg por semana;
    • Manter alimentação equilibrada, com inclusão de gorduras saudáveis;
    • Evitar dietas extremamente restritivas;
    • Realizar acompanhamento médico ou nutricional.

    Essas estratégias reduzem o risco de alterações na bile e ajudam a prevenir o surgimento de cálculos.

    Confira: Pancreatite aguda: quando o pâncreas inflama e exige atenção imediata

    Perguntas frequentes sobre emagrecimento rápido e pedra na vesícula

    1. Emagrecer rápido sempre causa pedra na vesícula?

    Não. Nem todas as pessoas que emagrecem rapidamente desenvolvem cálculos, mas o risco aumenta nessas situações.

    2. Quem faz cirurgia bariátrica tem mais risco?

    Sim. A perda de peso acelerada após a cirurgia pode favorecer a formação de cálculos biliares.

    3. Toda pedra na vesícula causa sintomas?

    Não. Muitas pessoas têm cálculos sem apresentar sintomas.

    4. O cálculo biliar pode desaparecer sozinho?

    Em geral, não. Uma vez formado, o cálculo tende a permanecer na vesícula.

    5. Dietas muito restritivas aumentam o risco?

    Sim. Dietas com poucas calorias e baixa ingestão de gordura favorecem alterações na bile.

    6. Como prevenir pedra na vesícula durante o emagrecimento?

    Evitar perda de peso rápida e manter alimentação equilibrada são as principais estratégias.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando surgirem sintomas como dor abdominal intensa, náuseas persistentes ou suspeita de problemas na vesícula.

    Veja também: Doenças da vesícula biliar: quando os cálculos viram problema

  • Queda de patente do Ozempic: o que muda para quem usa o remédio 

    Queda de patente do Ozempic: o que muda para quem usa o remédio 

    O fim da patente da semaglutida no Brasil reacendeu uma dúvida prática para quem acompanha o tema: afinal, o preço do Ozempic vai cair? A exclusividade patentária ligada ao princípio ativo expirou em 20 de março de 2026, depois de disputas judiciais em que a tentativa de prorrogação não prosperou. Isso abre caminho para a entrada de concorrentes no mercado brasileiro, desde que eles consigam aprovação regulatória.

    Mas isso não significa queda automática nem imediata de preço nas farmácias. O cenário mais provável é de uma redução gradual, porque novas versões ainda dependem de registro na Anvisa, estrutura de produção e disponibilidade de canetas aplicadoras.

    Além disso, no caso da semaglutida, a própria Anvisa tem tratado o tema com cautela por se tratar de um produto biotecnológico.

    O que é o Ozempic e para que ele serve?

    O Ozempic é um medicamento à base de semaglutida. No Brasil, ele foi aprovado pela Anvisa para uso em adultos com diabetes mellitus tipo 2, como adjuvante à dieta e aos exercícios, isoladamente em situações específicas ou em combinação com outros medicamentos.

    A Anvisa também aprovou nova indicação para redução do risco de piora da função renal e morte cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2 e doença renal crônica.

    A mesma molécula também aparece em outras marcas e apresentações. A Anvisa informa que o Wegovy é a formulação aprovada para controle de peso em pessoas com obesidade, ou com sobrepeso acompanhado de comorbidades relacionadas ao peso. Já o Ozempic continua sendo, oficialmente, um medicamento registrado para diabetes tipo 2 no país.

    Por que esse remédio ganhou tanta atenção?

    A semaglutida chama atenção porque atua em mecanismos ligados à saciedade e ao apetite. Os agonistas de GLP-1 ajudam a reduzir a ingestão de energia ao aumentar a sensação de saciedade e reduzir a fome, além de terem ação importante no controle glicêmico.

    Isso ajuda a entender por que o assunto ultrapassou o universo do diabetes e passou a ser associado também à obesidade. E esse ponto importa porque tanto o diabetes tipo 2 quanto a obesidade são doenças crônicas relevantes em saúde pública.

    O que exatamente muda com o fim da patente?

    Na prática, o fim da patente encerra a exclusividade da farmacêutica Novo Nordisk sobre a semaglutida no Brasil. Pela Lei de Propriedade Industrial, a patente de invenção tem prazo de 20 anos contados do depósito, e a Justiça não admitiu a extensão pretendida pela fabricante. Com isso, outras empresas passam a poder desenvolver e registrar produtos baseados na molécula, desde que cumpram as exigências regulatórias.

    O ponto mais importante, porém, é que o fim da patente não significa liberação imediata de versões concorrentes na prateleira. Só depois de aprovação e concessão de registro pela Anvisa outras empresas podem iniciar produção e distribuição.

    Então o preço do Ozempic vai cair?

    Provavelmente sim, mas não de uma vez. A expectativa divulgada em reportagens de mercado é de alguma redução com a chegada de concorrentes, mas o movimento deve ser gradual.

    Ou seja, a tendência econômica é de mais concorrência e, com o tempo, mais pressão para baixo nos preços. Mas isso depende de registro regulatório, escala de fabricação, estratégia comercial e disponibilidade do produto. Por isso, o impacto no bolso do consumidor pode levar meses para aparecer.

    Veja mais: Ozempic e similares podem reduzir risco de câncer ligado à obesidade?

    Perguntas frequentes sobre o fim da patente do Ozempic

    1. A patente do Ozempic acabou no Brasil?

    Sim. A exclusividade ligada à semaglutida expirou em 20 de março de 2026.

    2. O preço vai cair imediatamente?

    Não é o mais provável. A entrada de concorrentes ainda depende de registro e produção, então a queda tende a ser gradual.

    3. Ozempic é indicado para obesidade?

    No Brasil, Ozempic é registrado para diabetes tipo 2. A formulação de semaglutida aprovada para controle de peso é o Wegovy.

    4. Semaglutida serve para quê?

    Ela é usada em medicamentos aprovados para diabetes tipo 2 e, em formulações específicas, para obesidade ou sobrepeso com comorbidades.

    5. Vai existir genérico do Ozempic?

    Podem surgir versões concorrentes, mas a situação regulatória da semaglutida é mais complexa do que a de medicamentos químicos simples, e tudo depende de aprovação da Anvisa.

    6. Ainda precisa de receita?

    Sim. A Anvisa determinou retenção da receita para agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy.

    Leia também: GLP-1: como Ozempic e Mounjaro atuam no sono, na glicose e na saúde do coração

  • Pode treinar com gripe? Saiba quanto tempo você deve esperar antes de voltar

    Pode treinar com gripe? Saiba quanto tempo você deve esperar antes de voltar

    Você começou a semana com o nariz escorrendo, a garganta arranhando e aquela sensação de corpo pesado, mas o aplicativo de treino continua enviando notificações, lembrando que está na hora de se exercitar. Na dúvida, é comum se perguntar se vale a pena treinar ou se é melhor deixar o corpo descansar.

    Quando surgem sintomas de resfriado ou gripe, o organismo já está trabalhando para combater uma infecção. Durante o exercício físico, o corpo também precisa de energia e de esforço do sistema cardiovascular e respiratório. Por isso, em alguns casos, pode ser arriscado treinar durante a infecção.

    Conversamos com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto para entender quando o exercício pode (e quando definitivamente não pode) continuar durante um quadro de infecção viral, quais os riscos e como voltar aos treinos sem colocar a saúde em risco.

    É seguro treinar com gripe?

    Depende dos sintomas e da intensidade da gripe. Em muitas situações, o treino pode até ser mantido, mas com algumas adaptações para não sobrecarregar o organismo. Em outras, o melhor caminho realmente é descansar.

    “De forma geral, sintomas leves localizados na parte superior do corpo, como nariz escorrendo, leve congestão nasal ou dor de garganta sem febre, costumam ser tolerados com exercícios de baixa a moderada intensidade. Já sintomas que comprometem o corpo como um todo pedem repouso obrigatório”, explica Giovanni.

    Uma forma de avaliar a situação é observar onde estão os sintomas, a partir da regra do pescoço, que é usada para decidir se é seguro ou não praticar exercício físico quando surgem sintomas de resfriado ou gripe leve.

    Quando os sintomas ficam acima do pescoço

    Se os sintomas aparecem apenas acima do pescoço, em geral o exercício leve costuma ser considerado seguro. Os sinais mais comuns são:

    • Nariz entupido ou escorrendo;
    • Espirros;
    • Garganta arranhando;
    • Congestão nasal leve.

    Nesses casos, atividades leves, como caminhada, alongamento, yoga ou um treino moderado, costumam ser bem toleradas. Ainda assim, o ideal é reduzir a intensidade e observar a reação do corpo. Se você sentir o mal-estar piorar durante o exercício, o melhor é parar.

    Quando os sintomas ficam abaixo do pescoço

    Se os sintomas aparecem no corpo inteiro ou abaixo do pescoço, o mais indicado é evitar o treino. Os sinais de alerta são:

    • Febre;
    • Dores no corpo;
    • Tosse intensa;
    • Fadiga ou cansaço forte;
    • Dor no peito;
    • Calafrios.

    A regra do pescoço não é um diagnóstico médico, mas funciona como um guia prático para avaliar o próprio estado físico. Ela ajuda a separar os casos mais leves, em que uma atividade moderada pode ser possível, dos quadros mais sérios, que pedem descanso.

    Quais os riscos de treinar com uma infecção viral?

    Durante uma gripe ou resfriado, o organismo já está mobilizando energia para combater o vírus. Quando você adiciona um treino intenso na rotina, o esforço físico pode aumentar ainda mais a sobrecarga sobre o corpo.

    Sobrecarga no coração

    Segundo Giovanni, a febre, por si só, já eleva a frequência cardíaca e aumenta a demanda de oxigênio pelo coração. De forma geral, a cada aumento de cerca de 1 °C na temperatura corporal, a frequência cardíaca pode subir entre 10 e 15 batimentos por minuto.

    Quando você pratica exercícios físicos em estado febril, a sobrecarga sobre o organismo aumenta. O coração precisa bombear sangue para os músculos em atividade e, ao mesmo tempo, lidar com a temperatura corporal elevada, com a desidratação mais rápida e com o esforço do sistema imunológico para combater a infecção.

    Como consequência, o cardiologista explica que podem surgir arritmias cardíacas, queda brusca da pressão arterial, tontura, desmaio ou, em situações mais graves, lesões no músculo cardíaco.

    Desidratação e piora dos sintomas

    As infecções virais frequentemente vêm acompanhadas de febre, sudorese e perda de líquidos. O exercício físico também aumenta a transpiração. Quando as duas situações acontecem juntas, o risco de desidratação cresce, o que pode agravar o mal-estar, causar queda de pressão e prolongar a recuperação.

    O esforço físico também pode intensificar sintomas como a fadiga, as dores no corpo e a sensação de exaustão, atrasando o processo de recuperação.

    Inflamação no coração (miocardite)

    Alguns vírus respiratórios, como o vírus influenza, podem provocar uma inflamação do músculo cardíaco chamada miocardite. A condição surge quando a resposta inflamatória do organismo, ao combater o vírus, acaba afetando também o coração.

    Giovanni aponta que o quadro é leve e passa despercebido na maioria das vezes. Mas, em algumas pessoas, principalmente em jovens e atletas, pode causar sintomas como:

    • Palpitações e arritmias;
    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Queda abrupta do desempenho físico;

    Em situações raras, a miocardite pode evoluir para insuficiência cardíaca ou até morte súbita associada ao esforço físico.

    “Continuar treinando durante uma infecção viral, mesmo sem saber que há miocardite, pode acelerar a progressão da inflamação e aumentar o risco de complicações graves. Estudos em atletas mostram que a miocardite é uma das principais causas de morte súbita relacionada ao esporte”, esclarece o cardiologista.

    Quando parar o treino imediatamente?

    Independentemente da presença de gripe ou resfriado, alguns sintomas durante a prática de exercício físico indicam que a atividade deve ser interrompida imediatamente, como:

    • Dor ou sensação de pressão no peito;
    • Falta de ar desproporcional ao nível do esforço;
    • Palpitações intensas ou batimentos cardíacos irregulares;
    • Tontura, desmaio ou sensação de desmaio iminente;
    • Cansaço extremo e incomum;
    • Febre durante ou após o treino.

    Se você apresentar os sintomas durante um quadro de infecção viral, ou mesmo nos dias seguintes à recuperação, o mais indicado é procurar avaliação médica.

    Quanto tempo esperar antes de voltar a treinar?

    A recomendação geral, com base nas diretrizes da cardiologia esportiva, varia conforme a intensidade dos sintomas, como explica Giovanni:

    • Sintomas leves, sem febre: aguardar de 24 a 48 horas após a resolução completa dos sintomas antes de retomar os exercícios moderados;
    • Gripe com febre ou sintomas sistêmicos: aguardar pelo menos 7 dias após a resolução completa da febre e dos sintomas;
    • Suspeita de miocardite ou complicações: realizar uma avaliação médica com eletrocardiograma e, eventualmente, um ecocardiograma antes de qualquer retorno.

    Para quem tem doenças cardíacas pré-existentes, hipertensão ou diabetes, o retorno deve sempre ser acompanhado por um profissional de saúde.

    Como retomar os exercícios de forma gradual e segura?

    Após uma gripe, o organismo ainda está em fase de recuperação mesmo quando os sintomas desaparecem. Por isso, Giovanni orienta a seguinte estratégia:

    • Dias 1 e 2: caminhada leve por 20 a 30 minutos, sem esforço;
    • Dias 3 e 4: atividade aeróbica de baixa intensidade, como uma corrida leve ou um ciclismo tranquilo;
    • Dias 5 e 6: intensidade moderada, se o corpo responder bem;
    • A partir do dia 7: retorno progressivo à intensidade habitual.

    Uma boa referência: se após 10 minutos de atividade leve você já se sentir significativamente cansado, o corpo ainda precisa de mais tempo para se recuperar.

    “Durante esse retorno, preste atenção ao seu corpo. Cansaço excessivo, falta de ar ou palpitações são sinais de que o organismo ainda não está pronto. Não force”, finaliza o cardiologista.

    Confira: Imunidade de rebanho: o que é e por que é importante atualizar o calendário de vacinas

    Perguntas frequentes

    1. O treino pesado pode piorar uma dor de garganta?

    Sim. O exercício intenso causa um estresse temporário no sistema imune, a chamada “janela aberta”. Isso pode fazer com que uma irritação leve na garganta evolua para uma infecção bacteriana mais séria.

    2. Posso fazer musculação, mas evitar o cardio enquanto estou me recuperando?

    A musculação de alta intensidade também exige muito do sistema cardiovascular e do sistema nervoso central. Se optar por treinar, escolha cargas leves e descansos mais longos entre as séries.

    3. O uso de suplementos como whey e creatina deve ser mantido durante a gripe?

    Pode ser mantido, mas o foco principal deve ser a hidratação e a ingestão de micronutrientes (frutas e vegetais). Se não estiver conseguindo comer bem, o Whey pode ajudar a manter o aporte proteico.

    4. Tomar remédios para gripe me libera para treinar?

    Não. Os remédios antigripais apenas mascaram os sintomas (como dor e febre), mas a infecção viral continua presente no seu organismo. O risco cardíaco permanece o mesmo, mesmo que você se sinta melhor sob efeito do remédio.

    5. O que acontece com o meu VO2 máx (capacidade aeróbica) se eu parar de treinar por causa de uma gripe?

    Haverá uma queda leve na capacidade cardiovascular após 7 a 10 dias de inatividade, mas nada que não seja recuperado rapidamente nas primeiras duas semanas de volta aos treinos.

    6. É melhor treinar em casa para não infectar os outros ou nem treinar?

    Se você tem sintomas sistêmicos (abaixo do pescoço), não deve treinar nem em casa. O repouso é para o seu coração e sistema imune, não apenas para evitar o contágio alheio.

    7. O uso de pré-treinos com cafeína é perigoso durante a gripe?

    Sim, pois a cafeína aumenta a frequência cardíaca e esconde a fadiga real, o que potencializa o risco de arritmias em um coração já estressado pelo vírus.

    Confira: Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

  • O que realmente ajuda a fortalecer a imunidade 

    O que realmente ajuda a fortalecer a imunidade 

    O sistema imunológico é responsável por proteger o organismo contra vírus, bactérias e outros agentes que podem causar doenças. Quando ele funciona de forma adequada, o corpo consegue reconhecer e combater esses invasores com mais eficiência.

    Embora muitas pessoas procurem soluções rápidas para aumentar a imunidade, a ciência mostra que o funcionamento do sistema imunológico depende principalmente de hábitos de vida consistentes. Sono de qualidade, alimentação equilibrada, vacinação e atividade física regular são alguns dos fatores que ajudam o organismo a manter suas defesas funcionando de maneira eficiente.

    O que é o sistema imunológico

    O sistema imunológico é um conjunto complexo de células, tecidos e órgãos que trabalham juntos para defender o organismo contra microrganismos e substâncias potencialmente prejudiciais.

    Entre os principais componentes desse sistema estão:

    • Glóbulos brancos (leucócitos);
    • Anticorpos;
    • Linfonodos;
    • Medula óssea;
    • Baço.

    Essas estruturas atuam de forma integrada para identificar agentes invasores e eliminar infecções.

    Hábitos que ajudam a melhorar a imunidade

    Não existe um único alimento, suplemento ou medicamento capaz de fortalecer a imunidade de forma isolada.

    O que realmente faz diferença é a combinação de hábitos saudáveis no dia a dia.

    Entre os principais estão:

    • Sono adequado;
    • Alimentação equilibrada;
    • Prática regular de atividade física;
    • Vacinação atualizada;
    • Controle do estresse.

    Esses fatores ajudam o organismo a manter o sistema imunológico funcionando de maneira eficiente.

    A importância do sono para a imunidade

    Dormir bem é um dos fatores mais importantes para o funcionamento do sistema imunológico.

    Durante o sono, o organismo produz e regula substâncias importantes para a defesa do corpo, como citocinas e células de defesa.

    Quando a pessoa dorme pouco ou tem sono de baixa qualidade, podem ocorrer alterações que reduzem a capacidade do corpo de combater infecções.

    De forma geral, a maioria dos adultos precisa de 7 a 9 horas de sono por noite. Esse período ajuda o organismo a manter processos de recuperação e regulação do sistema imunológico.

    Alimentação equilibrada e sistema imunológico

    Uma alimentação variada e rica em nutrientes é muito importante para o bom funcionamento do sistema imunológico.

    Alguns nutrientes desempenham papel essencial nas defesas do organismo.

    Alguns deles são:

    • Vitamina C, presente em frutas cítricas, acerola e kiwi;
    • Vitamina D, associada à exposição solar e alguns alimentos;
    • Zinco, encontrado em carnes, castanhas e leguminosas;
    • Proteínas, essenciais para a produção de células de defesa.

    Dietas equilibradas, com frutas, verduras, legumes, proteínas e grãos integrais, ajudam a garantir a ingestão desses nutrientes.

    Vacinas também fazem parte da proteção do organismo

    A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para proteger o organismo contra diversas doenças infecciosas.

    As vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer microrganismos específicos. Assim, caso o organismo entre em contato com esses agentes no futuro, a resposta do sistema imunológico tende a ser mais rápida e eficiente.

    Manter o calendário vacinal atualizado é uma medida essencial de prevenção.

    Outros fatores que influenciam a imunidade

    Além do sono, da alimentação e da vacinação, outros hábitos também influenciam o funcionamento do sistema imunológico.

    Entre eles estão:

    • Prática regular de atividade física;
    • Redução do estresse crônico;
    • Evitar tabagismo;
    • Evitar consumo excessivo de álcool.

    Esses fatores ajudam a manter o organismo em equilíbrio e contribuem para reduzir o risco de infecções.

    Confira: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

    Perguntas frequentes sobre imunidade

    1. Existe algum alimento que aumenta a imunidade rapidamente?

    Não existe um alimento isolado capaz de aumentar a imunidade de forma imediata. O que faz diferença é manter uma alimentação equilibrada ao longo do tempo.

    2. Dormir bem ajuda a prevenir doenças?

    Sim. O sono adequado contribui para o funcionamento do sistema imunológico e pode reduzir o risco de infecções.

    3. Exercícios físicos melhoram a imunidade?

    Sim. A prática regular de atividade física ajuda a manter o organismo saudável e pode contribuir para o bom funcionamento do sistema imunológico.

    4. Suplementos são necessários para melhorar a imunidade?

    Na maioria das pessoas, uma alimentação equilibrada já fornece os nutrientes necessários. Suplementos devem ser utilizados apenas quando indicados por profissionais de saúde.

    5. Vacinas ajudam na imunidade?

    Sim. As vacinas estimulam o sistema imunológico a reconhecer e combater microrganismos específicos.

    6. Estresse pode prejudicar a imunidade?

    Sim. O estresse crônico pode interferir no funcionamento do sistema imunológico e aumentar a vulnerabilidade a doenças.

    7. O que mais ajuda a manter a imunidade saudável?

    A combinação de bons hábitos, como sono adequado, alimentação equilibrada, vacinação, atividade física e controle do estresse.

    Veja mais: Imunidade de rebanho: o que é e por que é importante atualizar o calendário de vacinas

  • Rótulo dos alimentos: 6 pontos que você deve prestar atenção

    Rótulo dos alimentos: 6 pontos que você deve prestar atenção

    Uma dieta rica em nutrientes, fibras e gorduras saudáveis reduz o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC. Por outro lado, dietas ricas em ultraprocessados, em excesso de sódio e em gorduras saturadas e trans aumentam a pressão arterial, favorecem o acúmulo de placas nas artérias e elevam o risco de inflamação no organismo.

    Mas como saber, na prática, se um produto é uma boa escolha para a saúde do coração? A resposta é simples: a partir do rótulo do alimento!

    Por que ler o rótulo é tão importante?

    Primeiro de tudo, a leitura do rótulo ajuda a entender o que realmente está sendo consumido. Em muitos casos, a embalagem destaca palavras como “leve”, “natural” ou “integral”, mas somente a tabela nutricional e a lista de ingredientes é capaz de mostrar a composição do produto de forma clara.

    Ao analisar o rótulo, é possível identificar a quantidade de sódio, de gorduras saturadas e de gorduras trans, nutrientes que, quando consumidos em excesso, aumentam o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares. Também é possível verificar a presença de fibras, que contribuem para o controle do colesterol e para o bom funcionamento do organismo.

    Assim, o rótulo permite que você filtre o que entra na despensa de acordo com o que o médico recomendou.

    O que observar no rótulo dos alimentos?

    1. Ordem dos ingredientes

    Os ingredientes devem ser listados do que está em maior quantidade para o que está em menor quantidade. Isso significa que o primeiro ingrediente da lista é o componente principal daquele alimento. O último da lista é o que aparece em menor proporção.

    Se os primeiros itens forem o açúcar, a gordura vegetal ou a farinha refinada, o alimento tem perfil ultraprocessado e tende a ser pobre em nutrientes protetores.

    Basicamente, uma longa, com muitos nomes técnicos e aditivos químicos, normalmente indica alto grau de processamento. Quanto mais simples e reconhecíveis forem os ingredientes, melhor para a saúde do coração.

    2. Gorduras trans

    A gordura trans é considerada uma das mais prejudiciais para o coração, uma vez que inflama os vasos sanguíneos, reduz o colesterol HDL, conhecido como colesterol “bom”, e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

    Como identificar?

    No Brasil, a legislação permite que as empresas declarem “0g de gordura trans” na tabela nutricional se o produto contiver até 0,2g por porção.

    Por isso, para identificar gordura trans, é necessário ler atentamente a lista de ingredientes no rótulo, procurando termos como: gordura vegetal hidrogenada, óleo vegetal parcialmente hidrogenado, ou simplesmente “hidrogenado”.

    3. Gorduras saturadas

    A gordura saturada, quando consumida em excesso, contribui para o aumento do colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”. O LDL elevado favorece a formação de placas nas artérias, processo que pode levar ao infarto ou ao AVC.

    Em alimentos sólidos, o ideal é que o valor de gordura saturada não ultrapasse 1,5 g por 100 g. Sempre que possível, compare marcas e escolha a opção com menor teor.

    Como identificar?

    Diferentemente da gordura trans, que muitas vezes aparece “escondida” em nomes técnicos, a gordura saturada deve constar obrigatoriamente na tabela nutricional.

    A gordura saturada deve estar listada logo abaixo de “gorduras totais”. Para entender se a quantidade é alta, vale olhar a coluna de 100 g (ou 100 ml, no caso de líquidos):

    • Baixo teor: até 1,5g de gordura saturada por 100g (sólidos) ou 0,75g por 100ml (líquidos);
    • Alto teor: mais de 5g de gordura saturada por 100g.

    Desde 2022, quando o alimento é considerado “Alto em gordura saturada” pela Anvisa, a embalagem precisa trazer a lupa preta na parte da frente. A presença da lupa já serve como um alerta rápido de que aquele produto deve ser consumido com cuidado.

    4. Teor de sódio

    O excesso de sódio está diretamente associado ao desenvolvimento de problemas como pressão alta, AVC, doenças do coração e problemas renais crônicos. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão não ultrapasse 5 gramas de sal por dia (ou 2g de sódio), o equivalente a cerca de uma colher de chá.

    Como identificar?

    No rótulo dos alimentos, ele pode estar presente sob nomes como glutamato monossódico, o bicarbonato de sódio e o benzoato de sódio, entre outros aditivos.

    De maneira prática, um alimento é considerado alto em sódio quando apresenta entre 400 mg e 600 mg por 100 g. Para uma escolha mais equilibrada, prefira produtos com menos de 120 mg por porção.

    O teor de sódio nos alimentos costuma ser elevado em produtos processados, como o macarrão instantâneo, os embutidos (como o presunto e o salame), os queijos maturados, as conservas e as refeições prontas.

    5. Açúcares adicionados

    Os açúcares adicionados são aqueles incluídos durante a fabricação do alimento para dar mais sabor, melhorar a textura ou aumentar a durabilidade. Em excesso, eles podem elevar os níveis de triglicerídeos no sangue, favorecer o ganho de peso e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

    Como identificar?

    O açúcar nem sempre aparece com a palavra “açúcar” na lista de ingredientes. Ele pode surgir com nomes como maltodextrina, xarope de milho, sacarose, dextrose, frutose, glicose ou açúcar invertido. Todos representam formas de açúcar adicionadas ao produto.

    Se o açúcar ou algum dos seus “nomes alternativos” aparecer logo no início, significa que o produto contém grande quantidade.

    6. Fibras alimentares

    Ao contrário das gorduras e açúcares adicionados, as fibras alimentares ajudam a reduzir a absorção de gordura e de açúcar no sangue, contribuem para o controle do colesterol e favorecem o bom funcionamento do intestino.

    Um alimento é considerado boa fonte de fibras quando possui pelo menos 3 g por 100 g. Quando apresenta mais de 6 g por 100 g, é classificado como alto teor de fibras.

    Como identificar?

    Na lista de ingredientes, procure por termos que indiquem alimentos integrais ou naturais logo no início da lista, como farinha de trigo integral, aveia, farelo de trigo, centeio, cevada, grãos inteiros, sementes (como linhaça e chia) ou leguminosas (como feijão e lentilha).

    Fique atento aos produtos que parecem saudáveis, mas que têm fibras adicionadas artificialmente, como a polidextrose ou a inulina. Elas podem ajudar o intestino a funcionar melhor, mas não oferecem todos os benefícios das fibras que já existem naturalmente nos alimentos integrais.

    Como identificar as novas lupas de alerta da Anvisa?

    Desde outubro de 2022, o Brasil adotou um modelo de rotulagem frontal mais claro. Agora, se um alimento é considerado alto em sódio, alto em açúcar adicionado ou alto em gordura saturada, ele deve exibir obrigatoriamente uma lupa preta na parte superior da embalagem.

    Para identificar, basta observar a parte frontal da embalagem, principalmente na região superior. Se houver uma lupa preta com as frases, significa que aquele alimento contém quantidade elevada do nutriente indicado.

    Vale apontar que a presença da lupa não significa que o produto esteja proibido, mas indica que o consumo deve ser moderado.

    Como escolher melhor os alimentos no supermercado?

    Com pequenas mudanças no dia de supermercado, é possível reduzir o consumo de sal, de açúcar e de gorduras trans/saturadas, como:

    • Faça uma lista antes de sair de casa e planeje as refeições da semana para evitar compras por impulso e reduzir a escolha de ultraprocessado;
    • Comece pelo setor de frutas, de verduras e de legumes e priorize os alimentos in natura para aumentar o consumo de fibras, de vitaminas e de minerais que protegem o coração;
    • Prefira versões integrais de verdade e dê prioridade aos produtos cuja farinha integral apareça como primeiro ingrediente na lista;
    • Escolha fontes de gorduras saudáveis e inclua o azeite de oliva, as oleaginosas, as sementes e os peixes na lista de compra;
    • Evite fazer compras com fome, pois a fome aumenta a chance de escolher alimentos mais calóricos e menos nutritivo;
    • Reduza os produtos prontos, como os molhos, os temperos industrializados e as refeições congeladas, que costumam ter alto teor de sódio

    Se você é uma pessoa que convive com condições de saúde, como diabetes, hipertensão ou doenças do coração, por exemplo, o acompanhamento com o nutricionista pode ajudar a organizar a alimentação de forma segura e adequada à sua realidade.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

    Perguntas frequentes

    1. Qual a quantidade máxima de sódio por porção que devo aceitar?

    O ideal para a saúde cardiovascular é escolher produtos com menos de 120mg de sódio por porção. Evite qualquer item que ultrapasse 400mg por porção individual.

    2. Gordura trans e gordura saturada são a mesma coisa?

    Não. A saturada vem de fontes animais ou óleos de palma/coco e deve ser limitada. A trans é uma gordura industrial (hidrogenada) extremamente inflamatória que deve ser evitada totalmente (zero consumo).

    3. O que é o %VD (Valor Diário) na tabela nutricional?

    É o percentual que aquela porção representa em uma dieta de 2.000 kcal. Para gorduras saturadas e sódio, procure produtos com baixo %VD (menos de 5%).

    4. Qual a diferença entre um alimento light e um comum?

    O light tem redução de pelo menos 25% de algum ingrediente (calorias, gorduras ou sódio). Mas atenção: um molho light em gordura ainda pode ser altíssimo em sódio.

    5. Como identificar aditivos químicos que inflamam o corpo?

    Busque termos como realçadores de sabor (glutamato monossódico), conservantes e corantes artificiais. Alimentos com listas de ingredientes muito longas costumam ser ultraprocessados e inflamatórios.

    6. Existe uma diferença entre sal e sódio no rótulo?

    Sim, o sódio é um componente do sal. Para transformar sódio em sal, você multiplica o valor por 2,5. Exemplo: 1g de sódio equivale a 2,5g de sal. A recomendação da OMS é de no máximo 5g de sal por dia (2g de sódio).

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Dormir pouco e acordar bem: entenda a síndrome do sono curto  

    Dormir pouco e acordar bem: entenda a síndrome do sono curto  

    A maioria das pessoas precisa dormir entre sete e nove horas por noite para manter o corpo funcionando bem. No entanto, existe um grupo pequeno de indivíduos que parece funcionar perfeitamente com muito menos tempo de sono. Eles dormem quatro, cinco ou seis horas e ainda assim acordam bem-dispostos e produtivos.

    Essas pessoas são conhecidas como dormidores curtos naturais (short sleepers). A condição é rara e tem relação com fatores genéticos. Mas é importante diferenciar quem realmente tem essa característica biológica, de dormidor curto, de quem simplesmente dorme pouco por rotina ou falta de tempo, o que pode trazer riscos à saúde.

    O que é ser um dormidor curto?

    O dormidor curto natural (natural short sleeper) são aquelas pessoas que precisam de menos horas de sono do que a média da população para se sentir descansadas.

    Esses indivíduos costumam dormir entre 4 e 6 horas por noite, sem apresentar sinais de privação de sono.

    Entre as características comuns estão:

    • Acordar naturalmente cedo;
    • Sentir-se descansado com poucas horas de sono;
    • Manter boa energia ao longo do dia;
    • Não precisar compensar com cochilos.

    Pesquisas indicam que essa característica pode ter base genética.

    A genética pode influenciar quanto precisamos dormir?

    Sim. Estudos identificaram mutações em genes relacionados ao ciclo do sono em pessoas que naturalmente dormem menos.

    Essas variações parecem permitir que o cérebro complete os processos restauradores do sono em menos tempo, mas é importante lembrar: esses casos são raros.

    Qual é a quantidade de sono recomendada?

    Adultos devem dormir, em média, 7 a 9 horas por noite. Dormir menos do que isso de forma crônica pode aumentar o risco de:

    • Doenças cardiovasculares;
    • Obesidade;
    • Diabetes;
    • Depressão;
    • Problemas cognitivos.

    Por isso, a maioria das pessoas não se encaixa no perfil de dormidor curto natural.

    Como diferenciar um dormidor curto de alguém com privação de sono?

    Essa distinção é muito importante. Dormidores curtos naturais dormem pouco e acordam descansados, sem apresentar sonolência ao longo do dia. Também não precisam compensar sono nos fins de semana e mantêm boa concentração mesmo com 4 a 6 horas de sono.

    Já quem dorme essa mesma quantidade de horas mas não é um dormidor curto costuma apresentar:

    • Cansaço frequente;
    • Sonolência durante o dia;
    • Dificuldade de concentração;
    • Irritabilidade;
    • Necessidade de dormir mais nos fins de semana.

    Se esses sinais aparecem, provavelmente a pessoa está dormindo menos do que precisa.

    Dormir pouco pode prejudicar a saúde?

    Para a maioria das pessoas, sim.

    A privação crônica de sono está associada a diversos problemas de saúde, como maior risco cardiovascular, alterações metabólicas, aumento da inflamação, redução da imunidade e prejuízo da memória e da atenção.

    É por isso que dormir pouco regularmente não deve ser considerado normal.

    É possível “treinar” o corpo para dormir menos?

    Não.

    Embora algumas pessoas tentem reduzir o tempo de sono para aumentar produtividade, o organismo continua precisando de descanso adequado.

    A adaptação costuma ser apenas parcial, e muitas vezes ocorre às custas de:

    • Queda de desempenho cognitivo;
    • Aumento do estresse;
    • Maior risco de doenças ao longo do tempo.

    Quando procurar ajuda médica?

    Vale procurar avaliação se houver:

    • Dificuldade frequente para dormir;
    • Sonolência excessiva durante o dia;
    • Sensação de cansaço constante;
    • Dificuldade de concentração.

    Esses sinais podem indicar distúrbios do sono.

    Veja também: Dormir pouco engorda? Entenda a relação entre sono, fome e metabolismo

    Perguntas frequentes sobre dormidores curtos naturais

    1. Algumas pessoas realmente precisam dormir menos?

    Sim, mas isso é raro e geralmente tem base genética.

    2. Dormir 5 horas por noite faz mal?

    Para a maioria das pessoas, sim.

    3. Dormidores curtos naturais precisam compensar o sono?

    Não. Eles costumam manter energia normal.

    4. É possível se tornar um dormidor curto?

    Não. Essa característica parece ser genética.

    5. Dormir pouco pode afetar o coração?

    Sim. Estudos associam privação de sono a maior risco cardiovascular.

    6. Cochilos compensam dormir pouco?

    Podem ajudar temporariamente, mas não substituem o sono noturno adequado.

    7. Dormir mais nos fins de semana resolve?

    Não totalmente. O ideal é manter rotina regular de sono.

    Veja mais: Dormir mal pode te deixar mais doente? Entenda os impactos do sono na saúde

  • Quanto sal é demais? O limite diário que você deveria conhecer 

    Quanto sal é demais? O limite diário que você deveria conhecer 

    O sal está presente em praticamente todas as cozinhas do mundo. Além de realçar o sabor dos alimentos, ele também tem papel importante no organismo, pois contém sódio — um mineral essencial para o equilíbrio dos líquidos corporais e para o funcionamento dos músculos e nervos.

    O problema surge quando o consumo ultrapassa o recomendado. O excesso de sal está associado ao aumento da pressão arterial e ao maior risco de doenças cardiovasculares. Por isso, organizações de saúde estabelecem limites claros para a ingestão diária.

    Quanto sal é considerado seguro por dia

    Segundo recomendações de organizações internacionais de saúde, o consumo de sal deve ser moderado.

    Para adultos, a recomendação geral é até 5 gramas de sal por dia, o equivalente aproximadamente a uma colher de chá rasa.

    Essa quantidade corresponde a cerca de 2 gramas de sódio por dia.

    O desafio é que muitas pessoas ultrapassam esse limite sem perceber, principalmente devido ao consumo de alimentos industrializados, que frequentemente contêm grandes quantidades de sódio.

    Por que o excesso de sal pode fazer mal

    O sódio influencia diretamente o equilíbrio de líquidos no organismo.

    Quando consumido em excesso, ele pode provocar retenção de líquidos e aumentar o volume de sangue circulante, o que eleva a pressão arterial.

    Os principais efeitos são:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Sobrecarga do coração;
    • Maior risco de doenças cardiovasculares;
    • Maior risco de acidente vascular cerebral (AVC).

    Com o tempo, o consumo elevado de sal pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas que afetam a qualidade e a expectativa de vida.

    Consequências do consumo excessivo de sal

    Dietas ricas em sal estão associadas a diversos problemas de saúde.

    Entre os principais estão:

    • Pressão alta;
    • Doenças cardíacas;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença renal crônica;
    • Retenção de líquidos e inchaço.

    Além disso, dietas muito ricas em sódio também podem estar relacionadas a alterações na saúde óssea e a maior risco de alguns problemas gástricos.

    Onde está o sal escondido na alimentação

    Grande parte do sal consumido diariamente não vem do saleiro, mas de alimentos industrializados.

    Entre os exemplos mais comuns estão:

    • Embutidos, como presunto, salsicha e linguiça;
    • Alimentos ultraprocessados;
    • Sopas instantâneas;
    • Temperos prontos e caldos industrializados;
    • Snacks salgados, como salgadinhos e batatas chips;
    • Molhos prontos.

    Reduzir o consumo desses alimentos é uma das formas mais eficazes de diminuir a ingestão de sódio.

    Existem alternativas para substituir o sal?

    Sim. Existem diversas maneiras de reduzir o uso de sal sem comprometer o sabor dos alimentos.

    Entre as alternativas estão:

    • Ervas naturais, como alecrim, manjericão, orégano e tomilho;
    • Temperos naturais, como alho, cebola, limão e pimenta;
    • Especiarias, como cúrcuma, páprica e cominho;
    • Misturas de ervas secas para temperar carnes e legumes.

    Esses ingredientes ajudam a realçar o sabor dos alimentos e permitem reduzir gradualmente a quantidade de sal na dieta.

    Algumas pessoas também utilizam sal com teor reduzido de sódio, mas o uso desse tipo de produto deve ser orientado por profissionais de saúde, especialmente em pessoas com doenças renais.

    Como reduzir o consumo de sal no dia a dia

    Algumas medidas simples podem ajudar a diminuir a ingestão de sal na alimentação.

    Entre elas:

    • Evitar adicionar sal extra à comida pronta;
    • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados;
    • Utilizar mais ervas e temperos naturais;
    • Ler rótulos e escolher produtos com menor teor de sódio;
    • Preparar mais refeições em casa.

    Pequenas mudanças no hábito alimentar podem contribuir significativamente para a saúde cardiovascular ao longo do tempo.

    Veja também: 9 alimentos ricos em potássio (além da banana)

    Perguntas frequentes sobre consumo de sal

    1. Quanto sal é considerado seguro consumir por dia?

    A recomendação geral para adultos é de até 5 gramas de sal por dia, o equivalente a aproximadamente uma colher de chá rasa.

    2. Comer muito sal pode causar pressão alta?

    Sim. O consumo excessivo de sal é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento de hipertensão arterial.

    3. Quem tem pressão alta precisa reduzir ainda mais o sal?

    Sim. Pessoas com pressão alta geralmente recebem orientação médica para reduzir ainda mais o consumo de sódio.

    4. O sal grosso é mais saudável que o sal refinado?

    Não necessariamente. Do ponto de vista do sódio, ambos possuem quantidades semelhantes.

    5. Temperos naturais podem substituir o sal?

    Sim. Ervas, especiarias, alho, cebola e limão ajudam a realçar o sabor dos alimentos e permitem reduzir o uso de sal.

    6. Alimentos industrializados têm muito sal?

    Muitos alimentos ultraprocessados possuem grande quantidade de sódio e são uma das principais fontes de sal na dieta.

    7. Reduzir o sal faz diferença na saúde?

    Sim. Diminuir o consumo de sal pode ajudar a controlar a pressão arterial e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

    Veja mais: 9 dicas para reduzir o consumo de sal no dia a dia (e quem precisa de atenção)

  • Usa análogos de GLP-1? Veja o que saber antes de fazer endoscopia ou colonoscopia 

    Usa análogos de GLP-1? Veja o que saber antes de fazer endoscopia ou colonoscopia 

    Medicamentos análogos de GLP-1, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, tornaram-se amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Esses medicamentos ajudam a controlar a glicemia, reduzir o apetite e promover perda de peso.

    Um dos efeitos desses remédios é o retardo do esvaziamento gástrico, ou seja, o estômago demora mais para esvaziar.

    Esse mecanismo é útil no tratamento das doenças metabólicas, mas pode ter implicações importantes quando a pessoa precisa realizar exames como endoscopia digestiva alta ou colonoscopia, especialmente quando há sedação envolvida. Por isso, informar o uso do medicamento à equipe médica é fundamental.

    O que são análogos de GLP-1

    Os análogos de GLP-1 são medicamentos que imitam a ação do hormônio incretina chamado GLP-1, responsável por regular diversas funções metabólicas.

    Entre seus principais efeitos estão:

    • Aumento da saciedade;
    • Redução do apetite;
    • Melhora do controle glicêmico;
    • Retardo do esvaziamento gástrico.

    É justamente esse último efeito que exige atenção quando o paciente vai realizar exames endoscópicos.

    Por que o uso de GLP-1 pode impactar endoscopia e colonoscopia

    Os análogos de GLP-1 podem retardar o esvaziamento do estômago.

    Isso significa que, mesmo após o período habitual de jejum, o estômago pode não estar completamente vazio.

    Essa situação pode aumentar o risco de:

    • Regurgitação;
    • Aspiração de conteúdo gástrico durante a sedação;
    • Complicações respiratórias.

    Esse risco é mais diretamente relacionado à endoscopia digestiva alta, mas também pode ter impacto em colonoscopias realizadas com sedação.

    Qual é o risco durante o exame

    Durante exames realizados com sedação, os reflexos de proteção das vias aéreas podem estar reduzidos.

    Se houver conteúdo residual no estômago, existe risco de aspiração pulmonar, que ocorre quando o conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias. Essa é uma complicação potencialmente grave, embora incomum.

    Por isso, protocolos de segurança anestésica levam em conta fatores que possam retardar o esvaziamento gástrico, como o uso de análogos de GLP-1.

    Como deve ser o preparo

    O preparo pode variar de acordo com diferentes fatores.

    Entre eles:

    • Tipo de exame;
    • Tipo de medicamento (uso diário ou semanal);
    • Dose utilizada;
    • Presença de sintomas gastrointestinais;
    • Orientação da equipe médica.

    De forma geral, algumas medidas costumam ser recomendadas.

    1. Informar previamente o uso do medicamento

    O ideal é informar o uso do medicamento no momento do agendamento do exame.

    Isso permite que a equipe avalie com antecedência se será necessário algum ajuste no preparo.

    2. Avaliação individualizada

    Dependendo do caso, a equipe médica pode orientar:

    • Suspensão temporária do medicamento antes do exame;
    • Ajuste do tempo de jejum;
    • Avaliação anestésica específica;
    • Mudança no plano de sedação.

    A conduta depende do contexto clínico de cada paciente.

    3. Seguir rigorosamente o jejum orientado

    Mesmo quando o jejum é feito corretamente, ele pode não ser suficiente se houver uso recente do medicamento.

    Isso reforça a importância de informar sempre a equipe médica sobre o uso de análogos de GLP-1.

    É sempre necessário suspender o GLP-1 antes do exame?

    Em muitos casos, recomenda-se a suspensão temporária dos análogos de GLP-1 antes do exame.

    O período de suspensão pode variar conforme o medicamento e o esquema de uso. Por isso, a orientação deve sempre ser individualizada e feita pelo médico responsável.

    A decisão leva em consideração fatores como:

    • Tipo de medicamento;
    • Frequência de uso;
    • Condição clínica do paciente;
    • Tipo de exame a ser realizado.

    Colonoscopia também exige cuidado?

    Sim. Embora o risco de aspiração esteja mais diretamente relacionado à presença de conteúdo no estômago, colonoscopias geralmente são realizadas com sedação.

    Além disso, sintomas como náuseas, vômitos e distensão abdominal podem interferir no preparo intestinal adequado para o exame.

    Sintomas que merecem atenção antes do exame

    Alguns sintomas podem indicar esvaziamento gástrico mais lento e devem ser comunicados à equipe médica.

    Entre eles:

    • Náuseas persistentes;
    • Vômitos;
    • Sensação de estômago cheio por tempo prolongado;
    • Dor abdominal importante.

    Se esses sintomas estiverem presentes, é importante avisar a equipe antes do procedimento.

    Por que é fundamental avisar o médico

    Muitos pacientes não consideram medicamentos para diabetes ou emagrecimento como algo relevante para exames digestivos.

    No entanto, no caso dos análogos de GLP-1, essa informação é importante para a segurança do exame.

    Ao saber que o paciente usa esse tipo de medicamento, a equipe pode:

    • Ajustar condutas;
    • Avaliar o risco de aspiração;
    • Planejar uma sedação mais segura;
    • Orientar suspensão adequada do medicamento.

    O objetivo não é cancelar exames desnecessariamente, mas garantir que sejam realizados com segurança.

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    Perguntas frequentes sobre GLP-1 e exames endoscópicos

    1. Uso semaglutida. Preciso avisar antes da endoscopia?

    Sim. É importante informar sempre o uso de análogos de GLP-1 antes de exames endoscópicos.

    2. Se fiz o jejum corretamente ainda há risco?

    Pode haver, porque esses medicamentos podem retardar o esvaziamento do estômago.

    3. Posso suspender o medicamento por conta própria?

    Não. A suspensão deve ser orientada pelo médico responsável.

    4. O exame será cancelado se eu estiver usando GLP-1?

    Nem sempre. A decisão depende da avaliação individual de cada caso.

    5. Quem usa GLP-1 sem sedação também precisa avisar?

    Sim. A equipe médica precisa dessa informação para avaliar a segurança do exame.

    6. Colonoscopia também exige esse cuidado?

    Sim. Embora o risco seja menor do que na endoscopia, o uso do medicamento pode influenciar o preparo e a sedação.

    7. Náusea ou estômago cheio antes do exame é sinal de alerta?

    Sim. Esses sintomas devem ser comunicados à equipe médica antes do procedimento.

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