Categoria: Prevenção

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  • Cobre: para que serve e qual a importância para a saúde 

    Cobre: para que serve e qual a importância para a saúde 

    Você talvez nunca tenha parado para pensar no cobre, mas ele está presente em quase tudo o que mantém o corpo funcionando bem. Esse mineral essencial participa da formação do sangue, da estrutura dos ossos, da produção de energia e até do bom funcionamento do cérebro.

    Com a alimentação moderna cada vez mais baseada em alimentos processados e pobre em minerais traço, garantir cobre suficiente é um cuidado importante no dia a dia. A seguir, entenda por que o cobre é fundamental, como o corpo o utiliza, quais sinais indicam deficiência e onde encontrá-lo nos alimentos.

    O que é o cobre e por que é essencial

    O cobre é um mineral que o corpo não produz — portanto, precisa ser obtido pela alimentação. Embora seja necessário em pequenas quantidades, é vital para diversas funções do organismo:

    • Atua como cofator de enzimas envolvidas na produção de energia, no metabolismo do ferro e na síntese de neurotransmissores;
    • Ajuda na absorção de ferro, na formação da hemoglobina (células vermelhas do sangue) e no transporte de oxigênio;
    • É importante para a formação de tecidos conjuntivos (ossos e cartilagens), na proteção antioxidante e no funcionamento do sistema nervoso.

    Principais benefícios do cobre para a saúde

    1. Formação de sangue e metabolismo do ferro

    O cobre é essencial para o metabolismo do ferro. Quando há deficiência, a absorção de ferro é prejudicada e a produção de células vermelhas do sangue diminui, podendo causar anemia e fadiga.

    2. Sistema imunológico e defesa antioxidante

    O cobre participa da maturação dos glóbulos brancos e da formação de enzimas antioxidantes, que protegem as células contra os radicais livres e fortalecem o sistema imunológico.

    3. Ossos, articulações e tecido conjuntivo

    Esse mineral é necessário para a integridade dos ossos e das articulações. Bons níveis de cobre contribuem para um sistema esquelético mais resistente e saudável.

    4. Saúde cerebral e nervosa

    O cobre auxilia no desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso e participa da síntese de neurotransmissores ligados à memória, ao aprendizado e ao equilíbrio emocional.

    Fontes alimentares de cobre e absorção

    Uma alimentação equilibrada é suficiente para suprir as necessidades de cobre. As principais fontes são:

    • Fígado, ostras e outros frutos do mar;
    • Nozes e castanhas;
    • Sementes (girassol, abóbora);
    • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
    • Grãos integrais;
    • Chocolate amargo.

    A absorção do cobre pode ser reduzida quando há excesso de outros minerais, como o zinco, ou em dietas muito restritivas.

    Deficiência de cobre: sinais e fatores de risco

    Quando o consumo ou a absorção de cobre é insuficiente, podem surgir sintomas como:

    • Palidez, fadiga e anemia;
    • Neutropenia (redução de glóbulos brancos);
    • Problemas ósseos e articulares;
    • Crescimento comprometido em crianças;
    • Alterações neurológicas e imunológicas em casos graves.

    Os fatores de risco incluem dietas muito restritivas, absorção intestinal prejudicada, excesso de zinco e doenças que afetam a nutrição.

    Quanto cobre precisamos e quando suplementar

    Em adultos saudáveis, a ingestão diária recomendada é de aproximadamente 0,9 mg (900 µg). Gestantes e lactantes têm necessidades maiores.

    A suplementação deve ser feita somente com indicação médica. O excesso de cobre pode causar intoxicação, náuseas, danos hepáticos e até desequilíbrios neurológicos. Se houver suspeita de deficiência, é importante buscar orientação de um médico ou nutricionista antes de usar suplementos.

    Veja mais: Anemia carencial: o que acontece quando faltam nutrientes no sangue

    Perguntas frequentes sobre cobre

    1. O que acontece se eu tiver deficiência de cobre?

    A falta de cobre pode causar anemia, baixa imunidade, problemas ósseos e, em casos graves, alterações neurológicas.

    2. Posso tomar suplemento de cobre “só para garantir”?

    Não. A maioria das pessoas obtém o cobre necessário pela alimentação. A suplementação só é indicada em casos de deficiência comprovada ou risco específico, pois o excesso pode ser tóxico.

    3. Vegetarianos ou veganos têm mais risco de deficiência?

    Sim, pois as fontes vegetais de cobre podem ter absorção menor. A solução é garantir variedade na dieta e, se necessário, buscar acompanhamento nutricional.

    4. Como o cobre ajuda no cérebro?

    Ele participa da formação de neurotransmissores, protege as células cerebrais contra a oxidação e mantém o bom funcionamento do sistema nervoso.

    5. O que interfere na absorção de cobre?

    O excesso de zinco, dietas muito restritivas, distúrbios intestinais e algumas doenças podem reduzir a absorção do mineral.

    6. Cobre ajuda na cicatrização?

    Sim. O cobre faz parte de enzimas que participam da formação de colágeno e da regeneração dos tecidos, favorecendo a cicatrização.

    7. Quando devo me preocupar com excesso de cobre?

    O excesso ocorre principalmente por suplementação inadequada ou por doenças genéticas, como a doença de Wilson, que impede o corpo de eliminar o cobre. Nesses casos, há risco de danos hepáticos e neurológicos. Sempre consulte um profissional de saúde.

    Veja mais: Ferro: saiba mais sobre o papel do ferro no organismo

  • Melasma: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Melasma: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Afetando cerca de 35% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, o melasma é uma condição de pele caracterizada pelo surgimento de manchas escuras, acastanhadas ou amarronzadas, que aparecem principalmente nas áreas mais expostas ao sol, como o rosto, o colo e os antebraços.

    Apesar de ser benigna e não indicar riscos para a saúde, o melasma pode causar grande desconforto estético e emocional — e requer acompanhamento dermatológico e cuidados contínuos no dia a dia, já que tende a retornar com facilidade. Vem entender mais os detalhes sobre a condição!

    O que é melasma?

    O melasma é uma condição crônica da pele caracterizada por manchas escuras ou acastanhadas que surgem, principalmente, nas bochechas, testa, nariz e buço.

    Elas têm bordas bem definidas e formato irregular, e podem variar de intensidade conforme o tipo de pele e o nível de exposição solar. As manchas acontecem em função do aumento da produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele, cabelo e olhos.

    Vale ressaltar que o melasma não causa dor, coceira ou descamação — e nem representa risco de câncer, de acordo com a dermatologista Gabriela Capareli. No entanto, as manchas podem afetar profundamente a autoconfiança e o bem-estar emocional de quem convive com a condição.

    Causas do melasma

    A causa exata do melasma ainda não é totalmente compreendida, mas Gabriela e a Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam especialmente os seguintes fatores:

    • Predisposição genética: histórico familiar aumenta a tendência.
    • Exposição solar e luz visível: estimulam melanina e agravam as manchas; mesmo pequenas exposições (dirigir, caminhar) pioram o quadro.
    • Alterações hormonais: comum na gravidez (cloasma), com anticoncepcionais e TRH.
    • Estresse e sono ruim: elevação do cortisol pode desregular melanócitos.
    • Calor e inflamações: saunas, banhos muito quentes e inflamação cutânea podem desencadear/escurecer manchas.

    Quais os sintomas do melasma?

    • Manchas acastanhadas/amarronzadas;
    • Formato irregular e muitas vezes simétrico (em ambos os lados da face);
    • Localização predominante na face (bochechas, testa, nariz, lábio superior);
    • Possibilidade em áreas expostas (braços, pescoço e colo – melasma extrafacial).

    As manchas tendem a intensificar no verão e clarear no inverno. Em casos mais profundos, podem ter coloração acinzentada.

    O que piora o melasma?

    • Exposição solar sem proteção (inclusive em dias nublados);
    • Calor excessivo (saunas, banhos muito quentes, cozinhas industriais);
    • Tratamentos agressivos (peelings profundos, lasers inadequados);
    • Uso incorreto de clareadores/ácidos;
    • Falta de fotoproteção diária;
    • Uso contínuo de anticoncepcionais hormonais;
    • Estresse, sono irregular e dieta pró-inflamatória.

    Até entrar em um carro muito quente pode piorar as manchas. O acompanhamento com dermatologista é essencial para definir a melhor conduta.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico é clínico. Na maioria dos casos, o dermatologista identifica pela avaliação direta da pele; quando necessário, utiliza dermatoscopia.

    Classificação:

    • Epidérmico: superficial, responde melhor.
    • Dérmico: mais profundo, mais resistente.
    • Misto: pigmentação em múltiplas camadas.

    A definição do tipo orienta o tratamento e evita procedimentos que possam agravar o quadro.

    Tratamentos de melasma

    O plano terapêutico é individualizado e combina rotina, histórico de tratamentos, hábitos e possíveis alergias. A base é fotoproteção rigorosa (UV e luz visível) e, quando indicado, clareadores e procedimentos.

    Fotoproteção

    • Uso contínuo de protetor com FPS ≥ 50 e filtro com cor (protege também da luz visível);
    • Reaplicar a cada 4 horas, inclusive em ambientes internos;
    • Barreiras físicas: viseiras, chapéus, óculos; proteção corporal também;
    • Queimaduras em outras áreas do corpo podem induzir inflamação sistêmica e piorar o melasma.

    Clareadores tópicos

    Atuam inibindo a tirosinase e/ou acelerando a renovação celular. Opções comuns (conforme SBD): hidroquinona, ácido glicólico, retinoico e azeláico. Resultados geralmente começam a aparecer em ~2 meses. A combinação é frequente, mas o excesso irrita e pode gerar rebote.

    Peelings químicos

    • Superficiais (glicólico, mandélico, lático): bons para peles sensíveis e clareamento gradual;
    • Médios (retinoico, TCA): uso cauteloso, atingem camadas mais profundas;
    • Combinados: associações de ácidos/antioxidantes.

    Em geral, 3–6 sessões mensais. Fotoproteção rigorosa no pós-procedimento é obrigatória.

    Laser e Luz Intensa Pulsada (LIP)

    Podem fragmentar o pigmento e acelerar o clareamento. Nem todo laser é indicado para melasma: o calor pode escurecer a área. Indicação e parâmetros devem ser definidos por dermatologista experiente.

    Microagulhamento

    Microperfura a pele para induzir colágeno e facilitar a penetração de clareadores (drug delivery). Exige avaliação criteriosa quanto a tipo de pele, profundidade e histórico.

    Melasma tem cura?

    Não há cura definitiva. É crônico e recidivante, mas pode ser mantido sob controle com tratamento contínuo, disciplina e seguimento dermatológico — deixando as manchas quase imperceptíveis por longos períodos.

    Como prevenir o melasma?

    • Protetor diário FPS 50+ com proteção UVA/UVB/IV/luz visível (preferir com cor);
    • Reaplicar a cada 3–4 horas e sempre que suar/lavar o rosto;
    • Barreiras físicas: chapéus, viseiras, óculos; roupas com proteção UV;
    • Buscar sombra/guarda-sóis; evitar sol direto, especialmente 10h–16h;
    • Alimentação anti-inflamatória, manejo do estresse e sono de qualidade;
    • Evitar anticoncepcionais hormonais sem orientação médica.

    Veja também: Espinhas na vida adulta: entenda as causas os principais tratamentos

    Perguntas frequentes

    O melasma aparece só no rosto?

    Não. Embora a face seja a área mais afetada, pode surgir em pescoço, colo e braços (melasma extrafacial), geralmente mais resistente. A fotoproteção corporal é indispensável.

    Como saber se é melasma ou outro tipo de mancha?

    O diagnóstico é clínico/dermatoscópico. Outras manchas (acne pós-inflamatória, queimaduras, dano solar, lentigos) podem confundir. Em casos complexos, a luz de Wood ajuda a estimar a profundidade do pigmento.

    Grávidas podem tratar o melasma?

    O cloasma gravídico é comum. Na gestação, evitar procedimentos agressivos; o foco é fotoproteção rigorosa (filtros com cor, barreiras físicas). Após o parto/amamentação, o dermatologista pode introduzir clareadores e peelings suaves.

    O melasma pode desaparecer sozinho?

    Não. Pode clarear em épocas de menor exposição, mas retorna sem tratamento. Há “memória celular” do pigmento; por isso, manter cuidados diários mesmo quando as manchas estão controladas.

    O melasma pode ser tratado em casa?

    Sim, com orientação médica. Há clareadores domiciliares, ácidos leves, hidratantes calmantes e protetores com cor. Evite misturar produtos por conta própria para não irritar e agravar o quadro.

    Veja mais: Dermatite atópica: o que é, sintomas e cuidados

  • Cardiodesfibrilador implantável: o que é, quando é indicado e como é implantado

    Cardiodesfibrilador implantável: o que é, quando é indicado e como é implantado

    Você sabe o que é uma arritmia cardíaca? Ela acontece quando o coração sai do seu ritmo natural e começa a bater mais rápido, mais devagar ou de forma totalmente desorganizada. Em algumas pessoas, o coração acelera tanto que não consegue mais bombear sangue suficiente para o corpo — o que pode causar tontura, desmaios e, em casos mais graves, até uma parada cardíaca súbita.

    Quando esse risco existe, o cardiologista pode indicar o uso de um cardiodesfibrilador implantável (CDI), um pequeno aparelho que fica sob a pele do peito e monitora o coração 24 horas por dia. Se ele percebe que o ritmo ficou perigoso, aplica automaticamente um choque elétrico que faz o coração voltar ao normal.

    Na prática, ele oferece uma nova chance de vida para quem vive com doenças cardíacas graves ou já teve episódios de arritmia ventricular que poderiam ter sido fatais. Vamos entender, a seguir, como ele funciona, a implantação e os cuidados no dia a dia.

    O que é um cardiodesfibrilador implantável (CDI)?

    O cardiodesfibrilador implantável, também chamado de CDI, é um dispositivo médico de alta tecnologia projetado para monitorar continuamente o ritmo cardíaco e intervir em situações de risco. Ele atua de forma automática, identificando quando o coração passa a bater de maneira rápida e desorganizada a ponto de comprometer o bombeamento adequado de sangue para o corpo.

    Nesses casos, o aparelho libera um impulso elétrico controlado, restabelecendo o ritmo normal em questão de segundos.

    Cardiodesfibrilador implantável e marcapasso: qual a diferença?

    O marcapasso e o cardiodesfibrilador implantável (CDI) são dispositivos cardíacos eletrônicos, mas com finalidades diferentes:

    • O marcapasso é indicado para corrigir batimentos lentos ou irregulares (bradicardias), emitindo pequenos impulsos elétricos que mantêm o coração batendo no ritmo certo. Alguns modelos modernos ajustam automaticamente o ritmo conforme o esforço físico.
    • O CDI, por outro lado, é voltado para pacientes com risco de arritmias graves e fatais, como taquicardias ventriculares. Ele monitora continuamente o coração e aplica um choque interno automático se detectar uma arritmia perigosa.

    Em alguns casos, o paciente pode precisar de um CDI com marcapasso integrado, capaz de atuar em batimentos lentos e rápidos, oferecendo uma proteção mais completa. A escolha depende da avaliação do cardiologista, que considera o tipo de arritmia, o estado clínico e o risco de parada cardíaca súbita.

    Para que serve o cardiodesfibrilador implantável

    O objetivo principal do CDI é evitar a morte súbita cardíaca, que ocorre quando o coração para de bater por causa de uma arritmia grave. Ele monitora o coração 24 horas por dia e reconhece quando o batimento está normal, lento, rápido ou completamente irregular.

    Se o dispositivo percebe uma taquicardia ventricular (batimento muito acelerado), tenta corrigir o ritmo com pequenos estímulos elétricos. Mas se for uma fibrilação ventricular — quando o coração treme e deixa de bombear sangue — o CDI aplica um choque mais intenso para restaurar o ritmo normal em segundos.

    De acordo com o cardiologista Rodrigo Caligaris Cagi, o CDI funciona como um “backup” do coração — um sistema de segurança que entra em ação quando há uma arritmia potencialmente fatal, mantendo o coração funcionando até que o atendimento médico seja realizado. Ele salva vidas, mas não trata a causa da arritmia.

    Quem precisa usar um cardiodesfibrilador implantável?

    Segundo Rodrigo, o CDI é indicado para dois perfis de pacientes:

    • Prevenção secundária: quem já teve uma arritmia grave, desmaios sem explicação ou sobreviveu a uma parada cardíaca — o CDI evita que isso aconteça novamente.
    • Prevenção primária: pessoas com alto risco de morte súbita por doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca avançada, cardiomiopatia dilatada ou condições genéticas que alteram o ritmo do coração.

    Em ambos os casos, a decisão é feita após uma avaliação detalhada do cardiologista, considerando fatores clínicos e individuais.

    Como é feita a cirurgia para colocar o CDI?

    O implante do CDI é um procedimento seguro e relativamente simples, feito em hospital com sedação e anestesia local. O passo a passo inclui:

    • Pequena incisão na parte superior do tórax;
    • Introdução de um ou mais cabos até o coração (no caso do CDI tradicional);
    • Colocação do gerador sob a pele e conexão aos cabos;
    • Teste e programação do sistema;
    • Fechamento da incisão com pontos e curativo.

    A cirurgia dura entre 1 e 2 horas e, geralmente, o paciente pode ir para casa no dia seguinte. Nos primeiros dias, é comum sentir leve desconforto no local ou notar um pequeno volume sob a pele — o que é normal.

    Cuidados após a cirurgia

    Após o implante, alguns cuidados ajudam na recuperação:

    • Evitar levantar o braço esquerdo acima da cabeça nas primeiras semanas;
    • Não carregar peso com o braço do lado do implante;
    • Manter o local limpo e seco até a retirada dos pontos;
    • Evitar esportes de contato;
    • Realizar as revisões conforme orientação médica.

    Em cerca de 4 a 8 semanas, o corpo já se adapta ao CDI, permitindo retomar atividades normais, inclusive exercícios leves e o trabalho — com liberação do cardiologista.

    Possíveis riscos e complicações

    Embora seguro, o procedimento pode ter alguns riscos, como:

    • Infecção no local da cirurgia;
    • Sangramento ou inchaço;
    • Deslocamento do cabo ou gerador;
    • Perfuração de vasos ou músculo cardíaco (raro);
    • Reações a anestésicos ou medicamentos.

    Mesmo com o CDI, ainda existe risco de algo acontecer?

    O CDI é ajustado de forma personalizada conforme o tipo de arritmia e o estado do coração. Ainda assim, em casos muito graves, o coração pode não responder ao choque elétrico, especialmente quando há danos cardíacos extensos. Nesses casos, mesmo com a ação imediata, o paciente pode não resistir.

    Como é o acompanhamento com o cardiodesfibrilador implantável

    Após a cirurgia, o acompanhamento é feito periodicamente — geralmente a cada 6 meses — para verificar o funcionamento do aparelho e o estado do coração.

    O médico usa um computador que se comunica com o CDI por ondas de rádio, permitindo visualizar o histórico de batimentos e ajustar a programação. Modelos modernos têm monitoramento remoto, enviando dados automaticamente para o hospital ou clínica.

    Quanto tempo dura a bateria do CDI?

    A bateria de lítio do CDI dura, em média, de 5 a 7 anos, podendo chegar a 10 em modelos modernos. Quando está perto do fim, o gerador é trocado em uma cirurgia rápida, sem necessidade de substituir os cabos.

    Cuidados no dia a dia com o CDI

    Ter um CDI permite levar uma vida normal, desde que o paciente siga as orientações médicas e mantenha o acompanhamento. É possível praticar atividades leves, viajar e trabalhar normalmente.

    Alguns cuidados importantes incluem:

    • Evitar colocar o celular perto do peito (manter 15 cm de distância);
    • Apresentar o cartão do CDI em aeroportos e detectores de metal;
    • Avisar médicos antes de fazer exames de imagem (como ressonância magnética);
    • Evitar ímãs, motores potentes e soldas elétricas;
    • Continuar o tratamento clínico prescrito pelo cardiologista.

    Confira: Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas

    Perguntas frequentes

    É possível dirigir com cardiodesfibrilador implantável?

    Sim, mas depende da indicação. Se o CDI foi colocado por prevenção primária, geralmente é possível dirigir após uma semana, com liberação médica. Já quem passou por uma parada cardíaca precisa esperar alguns meses sem choques antes de voltar a dirigir, conforme avaliação do cardiologista.

    O CDI pode interferir com outros aparelhos?

    De modo geral, o CDI é bem protegido, mas deve-se evitar:

    • Ímãs e alto-falantes potentes;
    • Ferramentas elétricas industriais;
    • Aparelhos de solda ou motores grandes;
    • Fones de ouvido com ímãs próximos ao peito.

    Micro-ondas, TVs, Wi-Fi e computadores não oferecem risco — basta seguir as orientações básicas.

    O CDI pode ser desligado em situações de fim de vida?

    Sim. O CDI pode ser desligado em casos de fim de vida, mediante decisão médica e consentimento do paciente ou família. Isso evita choques desnecessários e garante conforto, sendo parte do cuidado humanizado.

    O choque do CDI dói?

    O choque de alta energia pode ser sentido como uma pancada forte e rápida no peito, mas dura apenas um segundo. Apesar do susto, ele salva vidas e restaura o ritmo cardíaco. Em arritmias leves, o CDI corrige o ritmo com estímulos menores, sem causar dor.

    O CDI emite algum som ou sinal?

    Normalmente, não. O aparelho funciona silenciosamente. Modelos mais modernos podem emitir vibrações ou sinais discretos quando há alertas, como bateria baixa ou necessidade de revisão. Caso o paciente perceba algum som, deve procurar a equipe médica para avaliação.

    Leia mais: Marcapasso: para que serve, como funciona e como é colocado

  • Por que beber água é tão importante para os rins e a bexiga?

    Por que beber água é tão importante para os rins e a bexiga?

    Você já deve saber que beber água diariamente é necessário para manter várias funções do corpo humano. Ela participa de praticamente todos os processos vitais e, quando não é consumida o suficiente, pode causar desequilíbrios no funcionamento do organismo.

    No caso do sistema urinário, a água é fundamental para que os rins filtrem o sangue de forma adequada e eliminem as impurezas por meio da urina. Quando não bebemos água em quantidade suficiente, o urologista Willy Baccaglini explica que os rins passam a concentrar a urina.

    Isso não significa, necessariamente, uma piora imediata de rins e bexiga — mas interfere em mecanismos fundamentais do dia a dia que mantêm o organismo equilibrado. Vamos entender mais essa relação, a seguir.

    Por que a hidratação é tão importante para o corpo humano

    A água representa cerca de 60% do peso corporal e participa de praticamente todas as reações químicas do organismo. Ela atua na digestão, ajuda na absorção de nutrientes, regula a temperatura corporal, lubrifica articulações e transporta substâncias vitais pelo sangue. Sem ela, o corpo não consegue realizar processos básicos — como eliminar resíduos e manter o equilíbrio de sais minerais.

    O corpo humano não armazena água por longos períodos, o que torna importante repor constantemente o que é perdido pelo suor, respiração e urina. Se uma pessoa bebe pouca água, o corpo começa a priorizar funções vitais e surgem sinais de desequilíbrio, como cansaço, tontura, dor de cabeça, queda de pressão e urina escura.

    Os rins, em especial, precisam de um fluxo constante de líquido para funcionar. Eles filtram o sangue e eliminam substâncias que o corpo não precisa mais. Já a bexiga armazena e expele a urina — algo que só ocorre de forma saudável quando o consumo de água é suficiente.

    Como a água ajuda a proteger a bexiga e os rins?

    O sistema urinário é formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, que atuam juntos para filtrar o sangue e eliminar substâncias não aproveitadas pelo organismo — garantindo equilíbrio interno e proteção contra toxinas.

    Ao longo do dia, a ingestão adequada de água mantém o fluxo urinário constante, dilui minerais presentes no sangue e favorece a eliminação de resíduos antes que eles se acumulem e formem cristais ou cálculos renais.

    Por outro lado, quando o corpo não recebe água suficiente, a urina fica mais concentrada, com maior quantidade de sais e substâncias que podem se depositar nas vias urinárias, aumentando o risco de infecções e pedras nos rins.

    Além disso, a filtração renal depende da pressão e do volume de sangue que chegam aos rins. Com uma boa hidratação, o sangue circula em volume ideal, garantindo a remoção constante das impurezas e ajudando a manter os níveis de pressão arterial equilibrados.

    No caso da bexiga, ela é responsável por armazenar a urina produzida pelos rins até o momento de ser eliminada. Quando bebemos a quantidade ideal de água, o enchimento ocorre com mais frequência, estimulando o ato de urinar ao longo do dia. Isso promove uma limpeza natural do trato urinário, impedindo que microrganismos permaneçam por longos períodos e se multipliquem — o que pode causar infecções.

    Por fim, a água também auxilia no controle da pressão arterial ao permitir que os rins mantenham o equilíbrio de sódio e potássio no sangue, preservando a saúde renal de forma contínua.

    Riscos da desidratação para o sistema urinário

    Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, o corpo logo dá sinais de desequilíbrio, que podem incluir:

    • Urina escura e com odor forte;
    • Dor lombar e desconforto, indicando sobrecarga nos rins;
    • Infecções urinárias recorrentes;
    • Cálculos renais (pedras nos rins), que podem causar dor intensa;
    • Retenção de líquidos e inchaço.

    Em casos mais graves, a desidratação crônica pode contribuir para insuficiência renal, quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue de forma eficiente.

    Quanta água devemos beber por dia?

    A quantidade ideal de água por dia varia conforme o peso e as necessidades de cada pessoa. De modo geral, recomenda-se cerca de 30 ml por quilo de peso corporal — o que corresponde a pouco mais de dois litros por dia para um homem com 75 quilos, por exemplo.

    De acordo com Willy Baccaglini, é importante ter cuidado ao substituir a água por outras bebidas. Água com gás, refrigerantes zero e até sucos não devem ocupar o lugar da água, especialmente as gaseificadas, que contêm muito sódio e podem causar desequilíbrios.

    As melhores opções complementares são sucos naturais e água de coco, que também hidratam, mas devem ser consumidos com moderação devido ao valor calórico e teor de eletrólitos. Em excesso, podem até provocar desidratação se substituírem a água pura.

    Sinais de que o corpo está desidratado

    A sede é o primeiro alerta, mas outros sinais mostram que o corpo precisa de mais líquido:

    • Urina escura e em pequena quantidade;
    • Boca seca e língua áspera;
    • Cansaço e dor de cabeça;
    • Pele seca e sem brilho;
    • Tontura e sonolência;
    • Irritabilidade e dificuldade de concentração.

    Willy complementa que, em muitos casos, a desidratação é confundida com fome ou ansiedade — e pode se manifestar com vontade de comer. Em situações graves, pode causar confusão mental, pressão baixa e aumento da frequência cardíaca. Crianças e idosos são mais vulneráveis, pois muitas vezes não percebem a necessidade de beber água.

    Beber muita água é perigoso?

    Na maioria das vezes, beber bastante água não representa riscos, pois o corpo tende a equilibrar naturalmente o volume ingerido. Apenas em casos de consumo exagerado e compulsivo — o que é raro — pode ocorrer uma condição chamada hiponatremia, caracterizada pela baixa concentração de sódio no sangue.

    Nessa situação, a pessoa pode apresentar sonolência e lentidão no raciocínio. Porém, é muito difícil ocorrer intoxicação por água, já que o corpo normalmente impede a ingestão excessiva antes de chegar a esse ponto.

    Veja mais: Bexiga hiperativa: entenda mais sobre quando o controle da urina fica difícil

    Perguntas frequentes

    Beber água ajuda a prevenir infecção de urina?

    Sim. A ingestão adequada de água mantém o fluxo urinário constante, impedindo que bactérias se fixem nas paredes da bexiga. Quando a urina é diluída e o trato urinário é “lavado” com frequência, as chances de infecção diminuem. Urinar após relações sexuais e não segurar a urina também são medidas preventivas importantes.

    Beber café, chá ou refrigerante ajuda na hidratação?

    Não. Apesar de conter água, essas bebidas têm cafeína e compostos com leve efeito diurético, o que aumenta a eliminação de líquidos e pode favorecer a desidratação se consumidos em excesso. Além disso, refrigerantes e chás industrializados contêm muito sódio e açúcar, o que sobrecarrega os rins.

    A cor da urina realmente indica o nível de hidratação?

    Sim. Urina clara ou levemente amarelada indica boa hidratação. Já urina escura e com odor forte mostra concentração de resíduos, sinal de que o corpo precisa de mais líquidos. Se a urina estiver muito escura ou avermelhada, procure um médico para investigar possíveis problemas renais ou urinários.

    Como saber se estou com pedra nos rins?

    As pedras nos rins causam dor intensa na região lombar, que pode irradiar para o abdômen, virilha ou órgãos genitais. Também podem ocorrer ardor ao urinar, vontade frequente de urinar e, às vezes, náuseas, vômitos ou febre. Apenas exames de imagem, como ultrassonografia, confirmam o diagnóstico.

    Ficar muito tempo sem ir ao banheiro urinar faz mal?

    Sim. Reter a urina por longos períodos pode causar inflamações, infecções e enfraquecimento dos músculos da bexiga. A urina parada também favorece a multiplicação de bactérias, aumentando o risco de infecção urinária.

    Como posso criar o hábito de beber mais água todos os dias?

    Inclua pequenas mudanças na rotina:

    • Beba um copo de água ao acordar;
    • Mantenha uma garrafinha por perto (no trabalho, bolsa, mesa de cabeceira);
    • Dê um gole sempre que fizer pausas ou checar o celular;
    • Use alarmes ou aplicativos de lembrete;
    • Não espere sentir sede — a sede é sinal de desidratação;
    • Coma alimentos ricos em água (melancia, laranja, pepino);
    • Estabeleça metas diárias de ingestão.

    Veja também: 5 hábitos diários que ajudam a prevenir doenças urológicas

  • Sedentarismo faz mal ao coração? Veja em quanto tempo o risco aumenta

    Sedentarismo faz mal ao coração? Veja em quanto tempo o risco aumenta

    Apesar da praticidade, os dias atuais também aumentaram significativamente o tempo em que as pessoas permanecem paradas. A rotina com longas horas sentado no trabalho, nos estudos ou em frente a telas está diretamente ligada ao sedentarismo, que basicamente significa ficar tempo demais sem se mover.

    Isso faz o corpo gastar menos energia, o sangue circular mais devagar e o coração trabalhar com mais esforço — o que aumenta o risco de doenças cardíacas graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

    Mas afinal, como esse processo acontece e em quanto tempo? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares e reunimos as principais informações de como a falta de movimento afeta o coração e em quanto tempo os danos começam a aparecer.

    O que acontece com o coração quando o corpo permanece parado?

    A permanência prolongada em posição sentada ou deitada provoca uma redução imediata da atividade muscular. A contração dos músculos das pernas é muito importante para impulsionar o sangue de volta ao coração, de modo que, quando isso não acontece, a circulação fica lenta e o coração precisa bater mais forte para manter o sangue circulando.

    A falta de movimento também diminui o gasto de energia do corpo, o que favorece o acúmulo de gordura no sangue. Como consequência, ocorre o aumento do colesterol ruim (LDL) e redução do colesterol bom (HDL), facilitando a formação de placas nas artérias e dificultando a circulação.

    Isso coloca o organismo em um estado de inflamação constante, alterando o funcionamento do coração e contribuindo para o endurecimento dos vasos sanguíneos.

    Devido a todos esses fatores, o corpo passa a receber menos oxigênio, a pressão arterial aumenta e as artérias envelhecem mais rapidamente. Para compensar a má circulação, o coração passa a bater mais vezes por minuto, aumentando o desgaste do músculo cardíaco.

    Por que o sedentarismo é tão prejudicial para o coração?

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, a inatividade contribui para o aumento de peso e pode levar à obesidade, o que eleva o risco de doenças como diabetes tipo 2. Além disso, ela aumenta os níveis de colesterol, com redução do colesterol HDL e elevação do colesterol LDL, o que favorece a formação de placas nas artérias.

    A falta de movimento também está associada a um estado de inflamação crônica no organismo, aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Para se ter uma ideia, um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC) apontou que passar mais de 10 horas por dia em comportamento sedentário pode aumentar significativamente o risco de insuficiência cardíaca e morte cardiovascular — mesmo entre pessoas que praticam exercícios regularmente.

    Quando o tempo parado começa a prejudicar o corpo?

    Quando a pessoa deixa de atingir a meta mínima recomendada de 150 minutos semanais de exercícios moderados, o corpo já começa a apresentar alterações negativas quase que imediatamente — na circulação, no funcionamento do coração e no metabolismo.

    A redução do estímulo físico faz com que o coração trabalhe com menor eficiência, diminuindo a capacidade de bombear sangue e distribuir oxigênio para os tecidos. Isso acontece mesmo em pessoas previamente saudáveis, indicando que o sistema cardiovascular depende do movimento contínuo para se manter em equilíbrio.

    Além disso, em termos de condicionamento físico, Juliana explica que é possível notar perda de capacidade cardiorrespiratória em poucas semanas — normalmente após uma ou duas semanas sem exercícios.

    Aliás, um estudo feito pela Universidade de Liverpool descobriu que apenas duas semanas de inatividade, mesmo em pessoas jovens e saudáveis, podem reduzir a massa muscular e causar alterações metabólicas que aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes tipo 2, problemas cardíacos e até morte prematura.

    Inatividade é perigosa mesmo para quem pratica atividades físicas

    O sedentarismo prolongado, que envolve passar muitas horas do dia sentado ou deitado, aumenta o risco de doenças cardiovasculares mesmo em pessoas que praticam atividades físicas regularmente. Isso porque o corpo precisa de movimento constante ao longo do dia para manter o funcionamento adequado do coração, do metabolismo e da circulação.

    Por isso, segundo Juliana, não adianta praticar uma hora de atividade física e passar o restante do dia em total inatividade. O ideal é fazer pequenas pausas durante o dia: levantar-se a cada 30 minutos, caminhar um pouco ou alongar-se já faz diferença para o organismo.

    Quanto de atividade física é recomendado?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos façam:

    • 150 a 300 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade moderada, como caminhadas rápidas, pedalar ou dançar;
    • ou 75 a 150 minutos semanais de atividade intensa, como corrida, HIIT ou esportes competitivos;

    A OMS também orienta incluir atividades de fortalecimento muscular, como musculação, pilates ou exercícios com peso corporal, em pelo menos dois dias da semana. Isso ajuda a proteger o coração, controlar o açúcar no sangue, fortalecer os ossos e prevenir doenças crônicas.

    Vale ressaltar que qualquer movimento conta: subir escadas, caminhar no trabalho, levantar-se com frequência e evitar longos períodos sentado também fazem parte da recomendação para manter o corpo saudável.

    Quem tem problemas cardíacos pode fazer atividades físicas?

    Na maioria dos casos, quem tem problemas cardíacos pode e deve fazer atividades físicas, desde que com orientação médica. O exercício regular é uma das principais formas de tratamento para melhorar a circulação, fortalecer o coração e reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares.

    Juliana explica que o ideal é iniciar com atividades leves, em intensidade progressiva, com acompanhamento de um profissional de saúde e, preferencialmente, de um cardiologista.

    Quais os sinais de alerta do sedentarismo?

    Ficar por muito tempo sem se mover faz com que o corpo comece a apresentar sinais de que algo está errado, como:

    • Aumento da fadiga mesmo após atividades simples;
    • Sensação de pernas pesadas ou inchaço nos tornozelos;
    • Falta de ar ao subir poucos degraus;
    • Alterações no sono e dificuldade para descansar;
    • Palpitações cardíacas ou batimentos acelerados em repouso;
    • Ganho de peso mesmo com alimentação habitual;
    • Dores nas costas, rigidez muscular e perda de flexibilidade;
    • Queda de disposição mental, com dificuldade de concentração.

    A presença dos sintomas indica que o coração está trabalhando em excesso para suprir um corpo parado e metabolicamente lento. O organismo começa a operar em modo de economia de energia, reduzindo a circulação, acumulando gordura e limitando a entrega de oxigênio aos tecidos.

    Como reduzir o tempo parado no dia a dia?

    A redução do comportamento sedentário pode começar com algumas atitudes simples, como:

    • A cada 30 minutos sentado, levantar e caminhar por dois ou três minutos;
    • Utilizar escadas em vez de elevadores;
    • Levantar-se para atender telefonemas ou fazer reuniões em pé;
    • Estacionar o carro em vagas mais distantes para aumentar o tempo de caminhada;
    • Realizar alongamentos durante o expediente;
    • Fazer pequenas caminhadas após as refeições para estimular a digestão e a circulação;
    • Utilizar aplicativos ou alarmes para lembrar de se movimentar.

    Com o tempo, você pode incluir mais atividades na rotina, como caminhadas regulares ao ar livre, aulas de dança, hidroginástica, musculação leve ou bicicleta. O importante é começar com o que está ao seu alcance e manter a regularidade.

    Veja também: 5 atividades físicas para quem tem problemas na coluna

    Perguntas frequentes sobre sedentarismo

    1. Caminhar só nos fins de semana é suficiente para evitar o sedentarismo?

    Em geral, realizar atividade física apenas em um ou dois dias da semana é melhor do que permanecer totalmente parado, mas não é o ideal para manter o coração saudável, pois o corpo precisa de estímulos contínuos. Quando a atividade ocorre apenas de forma pontual, os benefícios se perdem nos dias seguintes de inatividade.

    A Organização Mundial da Saúde recomenda distribuir os minutos de exercício ao longo da semana justamente para manter o metabolismo ativo e reduzir o risco cardiovascular. Caminhadas regulares, mesmo curtas, feitas diariamente, são mais eficazes do que longas caminhadas apenas nos fins de semana.

    2. Sedentarismo engorda mesmo quando a pessoa se alimenta pouco?

    A falta de movimento reduz bastante o metabolismo, fazendo o corpo gastar menos calorias para manter as funções vitais. Logo, mesmo comendo pouco, o organismo passa a estocar gordura mais facilmente, principalmente na região abdominal.

    Além disso, o sedentarismo altera o equilíbrio hormonal, reduz a produção de substâncias que promovem a queima de gordura e aumenta a inflamação interna. Tudo isso facilita o ganho de peso.

    3. Quais são os primeiros sinais de que algo está errado com o coração?

    Os primeiros sinais costumam ser discretos, mas é importante ficar de olho em:

    • Falta de ar ao realizar atividades simples;
    • Cansaço excessivo;
    • Palpitações;
    • Dores ou pressão no peito;
    • Inchaço nas pernas e tornozelos;
    • Tontura;
    • Sensação de aperto no pescoço ou mandíbula.

    Os sintomas indicam que o coração está trabalhando com dificuldade para bombear o sangue.

    4. Quem tem hipertensão pode praticar atividade física?

    Quem tem hipertensão deve praticar atividade física, desde que com acompanhamento médico. Os movimentos regulares ajudam a controlar a pressão, aumentar a elasticidade das artérias e reduzir o uso de medicamentos. Os mais indicados são os exercícios aeróbicos, como caminhada e bicicleta. O sedentarismo, por outro lado, aumenta os níveis de pressão e sobrecarrega o coração.

    5. Qual é a melhor atividade para fortalecer o coração?

    As atividades aeróbicas, como caminhada rápida, corrida leve, natação, dança e pedalada, são as mais eficazes para fortalecer o coração, pois trabalham a respiração, aumentam a circulação de sangue e ajudam a reduzir a gordura nas artérias. O ideal é escolher algo que traga prazer, pois a constância é mais importante do que a intensidade.

    6. Atividades domésticas contam como exercício físico para o coração?

    Atividades como varrer, lavar, cuidar do jardim ou subir escadas ajudam a movimentar o corpo e evitar o sedentarismo. No entanto, para garantir proteção cardiovascular, é importante praticar exercícios estruturados, com tempo e intensidade suficientes para elevar levemente os batimentos cardíacos.

    Confira: 7 erros comuns que atrapalham a saúde do coração

  • O que você precisa saber sobre o seu tipo de sangue 

    O que você precisa saber sobre o seu tipo de sangue 

    Um simples exame pode fazer toda a diferença entre uma transfusão segura e uma reação grave: a tipagem sanguínea. Descoberto no início do século XX, o sistema ABO revolucionou a medicina ao mostrar que nem todo sangue é igual, e que misturar tipos incompatíveis pode ser perigoso.

    Mais do que uma informação de laboratório, o tipo sanguíneo é um dado vital. Ele orienta transfusões, cirurgias e até investigações genéticas e forenses. Conhecer o próprio tipo e entender como funciona a compatibilidade é uma forma de cuidar da saúde e ajudar a salvar vidas.

    O que são os grupos sanguíneos

    O sistema ABO divide o sangue em quatro tipos principais: A, B, AB e O. Essa classificação se baseia em duas substâncias:

    • Antígenos: presentes na superfície das hemácias (glóbulos vermelhos);
    • Anticorpos: que ficam no plasma (parte líquida do sangue).

    A combinação entre eles determina o tipo sanguíneo:

    Tipo de sangue Antígenos na hemácia Anticorpos no plasma
    A A Anti-B
    B B Anti-A
    AB A e B Nenhum
    O Nenhum Anti-A e Anti-B

    Esses anticorpos começam a ser produzidos por volta dos seis meses de idade. Por isso, recém-nascidos ainda não têm anticorpos próprios e precisam de atenção especial em transfusões.

    Como o tipo sanguíneo é determinado

    O tipo de sangue é herdado geneticamente dos pais. Cada pessoa recebe dois alelos, um do pai e outro da mãe, que podem ser IA, IB ou i.

    As combinações determinam o tipo sanguíneo:

    • Tipo A: IA + IA ou IA + i;
    • Tipo B: IB + IB ou IB + i;
    • Tipo AB: IA + IB;
    • Tipo O: i + i.

    Os alelos IA e IB são dominantes, enquanto o i é recessivo. Isso explica, por exemplo, como pais de tipos diferentes podem ter filhos com sangue distinto do deles.

    Por que é importante saber o tipo de sangue

    Antes de qualquer transfusão de sangue, é feita a tipagem sanguínea, que identifica o tipo e verifica a compatibilidade entre doador e receptor — uma medida essencial para evitar reações graves.

    O exame é feito com dois testes complementares:

    • Tipagem direta: identifica os antígenos nas hemácias;
    • Tipagem reversa: detecta os anticorpos presentes no plasma.

    Esse duplo controle garante segurança durante transfusões, cirurgias e emergências.

    Compatibilidade entre os tipos sanguíneos

    Em casos de urgência, saber quem pode doar para quem pode salvar vidas:

    Tipo de sangue Pode doar para Pode receber de
    O A, B, AB, O O
    A A, AB A, O
    B B, AB B, O
    AB AB A, B, AB, O

    O tipo O é chamado de doador universal, pois pode doar para todos. O tipo AB é o receptor universal, pois pode receber de qualquer tipo.

    Nos recém-nascidos com menos de 4 meses, há um cuidado especial: os anticorpos no sangue do bebê ainda vêm da mãe, por isso o tipo materno também é considerado nas transfusões.

    Relação com doenças e condições clínicas

    O tipo sanguíneo também está relacionado à saúde. Pesquisas mostram que certos tipos podem ter maior predisposição a doenças como tromboses, câncer, doenças cardíacas e infecções.

    Além disso, há situações de incompatibilidade entre o sangue da mãe e do bebê. Quando os anticorpos maternos atacam as hemácias do feto, o bebê pode nascer com anemia e icterícia (pele amarelada). No caso do sistema ABO, essas reações costumam ser mais leves e tratáveis.

    Reações transfusionais

    Uma das complicações mais graves é a reação transfusional hemolítica, que ocorre quando o paciente recebe sangue incompatível. Os sintomas incluem:

    • Febre e calafrios;
    • Dor nas costas;
    • Urina escura;
    • Queda de pressão e insuficiência renal.

    Nessas situações, a transfusão deve ser imediatamente interrompida, e o sangue deve ser testado novamente para confirmar a compatibilidade.

    A importância do trabalho em equipe

    A segurança das transfusões depende do trabalho conjunto entre médicos, enfermeiros e profissionais do banco de sangue. Cada etapa — da coleta e análise até a aplicação — exige atenção rigorosa.

    Esse cuidado integrado garante que o paciente receba o sangue mais seguro e adequado, evitando complicações e salvando vidas todos os dias.

    Veja também: Exames de rotina para homens: como cuidar da saúde urológica?

    Perguntas frequentes sobre o sistema ABO

    1. O que é o sistema ABO?

    É a classificação dos tipos de sangue em A, B, AB e O, de acordo com os antígenos nas hemácias e os anticorpos no plasma.

    2. Como saber qual é o meu tipo de sangue?

    Através de um exame de tipagem sanguínea, feito em laboratórios ou bancos de sangue.

    3. Por que o sangue tipo O é considerado doador universal?

    Porque não possui antígenos A ou B, o que evita reações em receptores de outros tipos.

    4. O tipo sanguíneo pode mudar ao longo da vida?

    Não. O tipo é determinado geneticamente e permanece o mesmo.

    5. É perigoso receber sangue incompatível?

    Sim. Pode causar reações graves, com destruição das hemácias e risco de insuficiência renal.

    6. Qual tipo sanguíneo é mais raro?

    Depende da população, mas em geral o tipo AB negativo é o mais raro.

    7. O tipo sanguíneo influencia doenças?

    Alguns estudos mostram associação entre certos tipos e maior risco de trombose, úlceras ou doenças cardiovasculares.

    8. O que significa compatibilidade sanguínea?

    É a relação entre o tipo de sangue do doador e do receptor que garante transfusões seguras, sem reações adversas.

    Confira: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais

  • Consultas médicas para idosos: quais as mais importantes para quem vive sozinho?

    Consultas médicas para idosos: quais as mais importantes para quem vive sozinho?

    O envelhecimento é um processo natural marcado por mudanças que afetam a força, o equilíbrio, a memória e até o humor. Com o passar dos anos, os cuidados médicos também precisam ser adaptados para garantir que os idosos tenham acesso a cuidados de qualidade — que promovam não apenas o tratamento de doenças, mas também a prevenção, o bem-estar e a autonomia no dia a dia.

    No caso de idosos que moram sozinhos, a ausência de uma rede de apoio próxima pode aumentar o risco de acidentes domésticos, atrasar diagnósticos e dificultar o acesso aos serviços de saúde.

    Por isso, é fundamental que o acompanhamento médico seja contínuo e que envolva não apenas o controle de doenças crônicas, mas também a avaliação das condições de segurança, nutrição, cognição e saúde mental. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que consultas regulares são importantes?

    A terceira idade é um período em que o organismo passa por mudanças que afetam diversos sistemas, como cardiovascular, metabólico, musculoesquelético e cognitivo. Mesmo que a pessoa se sinta bem, doenças silenciosas podem se desenvolver ao longo do tempo, como hipertensão, diabetes e alterações hormonais.

    No caso de idosos que vivem sozinhos, o acompanhamento regular é ainda mais importante, porque a ausência de alguém no dia a dia que perceba pequenas mudanças (como tonturas, esquecimentos, perda de peso ou alterações de humor) pode atrasar o diagnóstico de problemas importantes. As consultas periódicas ajudam a manter o controle de doenças crônicas, ajustar medicamentos e prevenir complicações.

    Além disso, o médico pode identificar fatores de risco no ambiente doméstico, orientar sobre alimentação, sono, atividade física e uso seguro de medicamentos. O médico de família, em especial, tem uma visão ampla da saúde e consegue integrar os aspectos físicos, mentais e sociais, garantindo um cuidado completo.

    “O médico de família acompanha a trajetória de vida do paciente, integra informações sobre saúde física, mental e contexto social, e propõe cuidados individualizados. Esse vínculo fortalece a autonomia, favorece o envelhecimento ativo e promove segurança ao idoso que mora sozinho”, explica Lilian Ramaldes, médica de família e comunidade.

    Consultas médicas para idosos: quais as mais importantes?

    O acompanhamento dos idosos que vivem sozinhos deve incluir consultas periódicas com diferentes especialidades, conforme o histórico e as condições de saúde de cada pessoa. Entre algumas das principais, é possível destacar:

    • Médico de família: acompanha os idosos de forma integral, coordena o cuidado, solicita exames e monitora doenças crônicas. Também avalia aspectos mentais, emocionais e sociais, propondo intervenções além da prescrição de medicamentos;
    • Geriatra: especialista que atua no processo de envelhecimento, avalia a capacidade funcional, o uso de medicamentos, o estado nutricional, a memória e o equilíbrio. Ele também orienta adaptações em casa e estratégias para prevenir quedas;
    • Cardiologista: realiza avaliações da pressão arterial, colesterol e ritmo cardíaco. O acompanhamento regular previne complicações graves, como infarto e AVC;
    • Oftalmologista e otorrinolaringologista: cuidam da visão e da audição, fundamentais para a autonomia e a segurança. Alterações nesses sentidos aumentam o risco de quedas e isolamento social;
    • Nutricionista: avalia o estado nutricional e ajusta a dieta conforme as necessidades individuais, prevenindo desnutrição e deficiências nutricionais;
    • Dentista: consultas semestrais ajudam a prevenir infecções, ajustar próteses e tratar inflamações que interferem na alimentação e na fala;
    • Psicólogo: oferece apoio emocional para lidar com perdas, solidão e mudanças na rotina, reduzindo sintomas de depressão e ansiedade.

    “Idosos que vivem sozinhos necessitam de um cuidado integral, que abranja não apenas doenças já existentes, mas também prevenção. É fundamental avaliar condições crônicas (como pressão alta e diabetes), estado nutricional, uso correto de medicamentos, além da saúde mental e do suporte social disponível”, aponta Lilian.

    Quais exames básicos de rotina não podem faltar?

    Os exames preventivos ajudam a identificar doenças logo no início, quando o tratamento é mais simples. Lilian aponta os principais:

    • Exames laboratoriais de sangue e urina;
    • Avaliação cardiovascular (como eletrocardiograma e controle da pressão arterial);
    • Controle do diabetes (glicemia e hemoglobina glicada);
    • Rastreamento de cânceres prevalentes (mama, próstata e intestino);
    • Exames de imagem, conforme indicação médica;
    • Avaliação regular da visão e da audição.

    Como o médico avalia a cognição e a saúde mental dos idosos?

    A saúde cognitiva, que inclui memória, atenção, raciocínio e linguagem, precisa de acompanhamento constante para preservar a autonomia e a capacidade de comunicação na terceira idade. Pequenas falhas de memória podem ser normais, mas quando se tornam frequentes ou interferem nas atividades diárias, precisam de avaliação.

    Durante a consulta, o médico pode aplicar testes simples que medem atenção, orientação temporal e capacidade de lembrar informações.

    “O acompanhamento da cognição pode detectar precocemente quadros de demência e garantir intervenções que preservem a qualidade de vida”, aponta Lilian.

    A saúde mental também é observada por meio de conversas sobre sono, apetite, humor e engajamento social. O isolamento é um dos maiores fatores de risco para o declínio cognitivo e deve ser enfrentado com empatia, estímulo e acompanhamento profissional.

    Com que frequência os idosos devem fazer consultas médicas?

    A periodicidade das consultas depende do estado de saúde dos idosos. Para pessoas saudáveis e independentes, recomenda-se pelo menos uma avaliação médica completa a cada seis meses.

    Já aqueles com doenças crônicas, limitações físicas ou alterações cognitivas devem ser avaliados com maior frequência, conforme orientação do profissional de saúde. Em alguns casos, o acompanhamento é mensal ou trimestral.

    Além das consultas programadas, o idoso deve procurar o médico se notar sintomas estranhos, como tonturas, perda de peso inexplicada, quedas, esquecimento acentuado, falta de apetite ou mudanças de humor.

    Quais sinais indicam que o idoso precisa de mais atenção médica?

    É importante que o médico de família esteja atento aos seguintes sinais:

    • Perda de peso não intencional;
    • Fraqueza ou fadiga constante;
    • Lentidão nos movimentos;
    • Quedas frequentes;
    • Diminuição do apetite;
    • Esquecimentos mais intensos;
    • Mudanças de humor ou isolamento.

    Esses sintomas podem indicar um quadro de fragilidade, que aumenta o risco de quedas, internações e perda de independência. O médico deve avaliar força, equilíbrio, marcha e o ambiente da casa — tapetes soltos, escadas e pouca luz são riscos que podem ser evitados com adaptações simples.

    Como prevenir quedas e acidentes em casa?

    A segurança doméstica é uma das principais preocupações para quem vive sozinho, especialmente idosos. Algumas adaptações na casa podem fazer grande diferença, como:

    • Retirar tapetes e fios soltos;
    • Instalar barras de apoio no banheiro;
    • Garantir boa iluminação em corredores e escadas;
    • Evitar calçados escorregadios;
    • Manter os objetos mais usados ao alcance das mãos.

    O médico ou fisioterapeuta pode avaliar a necessidade de exercícios específicos para equilíbrio e coordenação. A prática regular de atividades físicas é uma das formas mais eficazes de evitar quedas e preservar a autonomia.

    Veja também: Envelhecimento saudável: 6 hábitos para manter a autonomia

    Perguntas frequentes

    1. Quais vacinas são obrigatórias para pessoas com 60 anos ou mais?

    Para pessoas com 60 anos ou mais no Brasil, o calendário de vacinação do SUS inclui as vacinas contra gripe (anual), pneumocócica 23-valente, dupla adulto (difteria e tétano – dT) e hepatite B, além da febre amarela para quem vive em áreas endêmicas.

    Também existem vacinas recomendadas, mas disponíveis apenas na rede privada, como as de herpes zóster e vírus sincicial respiratório (VSR). É importante manter o cartão de vacinação atualizado, respeitando reforços e complementos indicados.

    2. Como deve ser a alimentação ideal para idosos que vivem sozinhos?

    A alimentação na terceira idade precisa ser variada, equilibrada e adaptada às necessidades individuais. À medida que o metabolismo desacelera e o apetite diminui, é comum a ingestão de nutrientes cair — o que pode levar à perda de massa muscular, fraqueza e deficiências vitamínicas.

    O ideal é manter refeições leves, distribuídas ao longo do dia, com boa presença de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, proteínas magras e laticínios. Quanto mais colorido o prato, melhor!

    Já os alimentos ultraprocessados, ricos em sal e gordura saturada, devem ser evitados. E não se deve esquecer da hidratação: o idoso deve beber água regularmente, mesmo sem sentir sede.

    3. Os idosos precisam tomar vacina contra a febre amarela?

    Sim, mas com cautela. A vacina contra a febre amarela é recomendada para idosos acima de 60 anos que não foram vacinados, mas apenas após avaliação médica, pois a vacina contém vírus vivo atenuado e pode, em alguns casos, causar reações adversas.

    4. Quais atividades físicas são mais indicadas para idosos que vivem sozinhos?

    Para quem vive sozinho, os exercícios físicos ajudam não apenas na mobilidade e equilíbrio, mas também na saúde emocional e social. Caminhadas leves, alongamentos, hidroginástica, yoga e musculação supervisionada estão entre as atividades mais recomendadas nessa fase da vida.

    O ideal é realizar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, divididos em sessões curtas e regulares. Exercícios de força também ajudam a preservar a massa muscular e evitar quedas.

    5. O que fazer para evitar doenças crônicas?

    A prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, envolve a prática de exercícios, alimentação saudável, controle de peso, abandono do tabagismo e moderação no consumo de álcool. O acompanhamento médico regular também reduz complicações como infarto e AVC.

    6. Como identificar os primeiros sinais de perda de memória?

    Pequenos esquecimentos fazem parte do envelhecimento, mas é importante observar mudanças mais marcantes, como repetir perguntas com frequência, esquecer compromissos recentes, perder-se em locais familiares ou apresentar dificuldade para realizar tarefas do dia a dia.

    Esses sinais podem indicar um comprometimento cognitivo leve ou o início de demência. O diagnóstico precoce, realizado pelo médico de família ou geriatra, permite planejar o tratamento e adotar estratégias que retardam a progressão dos sintomas.

    Para manter o cérebro ativo, o idoso pode investir em leitura, jogos de raciocínio, conversas e aprendizado de novas habilidades — ótimas formas de socializar e fortalecer as conexões neurais.

    Veja mais: Médico de família e clínico geral: conheça as diferenças

  • Colonoscopia: o exame que avalia o intestino 

    Colonoscopia: o exame que avalia o intestino 

    A colonoscopia é um dos exames mais importantes para cuidar da saúde intestinal. Por meio de um tubo fino e flexível com uma microcâmera na ponta — o colonoscópio —, o médico consegue observar o interior do intestino grosso e, em alguns casos, a parte final do intestino delgado.

    Além de diagnosticar doenças, o exame também permite tratar pequenas lesões, como pólipos e sangramentos, no mesmo procedimento. Por isso, é considerado o método mais completo e eficaz para prevenir o câncer colorretal.

    O que é a colonoscopia

    A colonoscopia é um exame endoscópico que permite visualizar o cólon e o reto em tempo real. O médico introduz o colonoscópio pelo ânus e o conduz cuidadosamente pelo intestino grosso, registrando imagens detalhadas da mucosa intestinal.

    Durante o exame, é possível observar inflamações, úlceras, pólipos, tumores e outras alterações. Também podem ser feitas biópsias (pequenas amostras de tecido) e até procedimentos terapêuticos, como a retirada de pólipos.

    Preparação para o exame

    A preparação é fundamental para garantir que o exame seja preciso e seguro. Ela consiste principalmente em limpar completamente o intestino, para que o médico tenha boa visibilidade.

    Cuidados principais

    • Dieta: dois dias antes, prefira alimentos leves e de fácil digestão. Na véspera, adote líquidos claros como caldos, sucos coados, gelatina e água;
    • Laxantes: o médico pode indicar laxativos específicos para auxiliar na limpeza intestinal;
    • Medicações: pacientes que usam anticoagulantes, antidiabéticos ou remédios contínuos devem informar o médico, pois alguns precisam ser suspensos temporariamente;
    • Jejum: normalmente de 8 a 12 horas antes do exame;
    • Acompanhante: o exame é feito sob sedação, portanto é obrigatório ir acompanhado.

    Como o exame é feito

    O paciente é deitado de lado e recebe uma sedação leve ou moderada por via venosa, que o deixa relaxado e sem dor. O colonoscópio é introduzido com cuidado pelo ânus e percorre todo o intestino grosso, transmitindo imagens em alta definição.

    Durante o exame, o médico pode:

    • Visualizar o revestimento interno do intestino;
    • Fazer biópsias;
    • Remover pólipos;
    • Tratar pequenos sangramentos.

    O procedimento dura de 20 a 40 minutos e, em geral, causa apenas leve desconforto abdominal, que desaparece rapidamente.

    Quando a colonoscopia é indicada

    A colonoscopia é indicada tanto para investigação de sintomas quanto para rastreamento preventivo.

    Investigação de sintomas

    • Sangue nas fezes ou sangramento anal;
    • Dor ou cólica abdominal persistente;
    • Diarreia crônica ou constipação prolongada;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Anemia sem causa aparente;
    • Diagnóstico e acompanhamento de doenças inflamatórias intestinais (como retocolite ulcerativa e doença de Crohn).

    Rastreamento e prevenção

    • Prevenção do câncer colorretal, geralmente a partir dos 45 ou 50 anos;
    • Histórico familiar de câncer de cólon ou pólipos intestinais;
    • Seguimento de câncer colorretal após o tratamento.

    Colonoscopia terapêutica

    A colonoscopia não serve apenas para diagnosticar — ela também pode tratar durante o mesmo exame.

    Entre as intervenções mais comuns estão:

    • Retirada de pólipos (polipectomia);
    • Cauterização de pequenos sangramentos;
    • Dilatação de áreas estreitadas (estenoses);
    • Remoção de corpos estranhos.

    Esses procedimentos evitam cirurgias e ajudam a prevenir complicações futuras.

    Contraindicações

    Embora seja um exame seguro, a colonoscopia não deve ser feita em casos de:

    • Perfuração intestinal suspeita ou confirmada;
    • Diverticulite aguda;
    • Colite fulminante;
    • Ausência de consentimento do paciente.

    Possíveis complicações

    As complicações são raras, mas podem incluir:

    • Sangramento leve, após biópsia ou retirada de pólipo;
    • Reações à sedação, como queda de pressão ou sonolência prolongada;
    • Perfuração intestinal (rara);
    • Desconforto abdominal ou gases, que costumam passar em poucas horas.

    Recuperação após o exame

    Após a colonoscopia, o paciente permanece em observação até acordar completamente da sedação.

    As principais recomendações incluem:

    • Ir para casa acompanhado;
    • Evitar dirigir, trabalhar ou operar máquinas no mesmo dia;
    • Procurar atendimento médico se houver dor intensa, febre ou sangramento.

    Importância da colonoscopia

    A colonoscopia é o método mais eficaz para prevenir o câncer de intestino, pois permite detectar e remover lesões antes que se tornem malignas. Com preparo adequado e equipe especializada, o exame é seguro, rápido e salva vidas.

    Leia mais: Prisão de ventre: o que fazer quando o intestino trava

    Perguntas frequentes sobre colonoscopia

    1. O que é colonoscopia?

    É um exame que permite visualizar o interior do intestino grosso por meio de uma câmera acoplada a um tubo fino e flexível.

    2. A colonoscopia dói?

    Não. O exame é feito sob sedação, e o paciente não sente dor.

    3. Quando devo fazer a colonoscopia?

    A partir dos 45 a 50 anos, como exame preventivo. Também é indicada para investigar sintomas intestinais.

    4. Preciso fazer dieta antes?

    Sim. É necessário seguir uma dieta leve nos dias anteriores e adotar líquidos claros na véspera.

    5. Quanto tempo dura o exame?

    De 20 a 40 minutos, em média.

    6. Quais são os riscos?

    As complicações são raras, mas podem incluir sangramento leve e, muito raramente, perfuração intestinal.

    7. A colonoscopia pode prevenir o câncer de intestino?

    Sim. O exame detecta e remove pólipos antes que evoluam para câncer, sendo o principal método de prevenção.

    Confira: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais

  • Vitamina B6: saiba mais sobre a importância dela no cérebro e metabolismo das proteínas

    Vitamina B6: saiba mais sobre a importância dela no cérebro e metabolismo das proteínas

    Indispensável, a vitamina B6, também chamada de piridoxina, é uma das vitaminas que fazem o corpo funcionar em harmonia. Ela atua no cérebro, ajuda na produção de neurotransmissores, que são as substâncias que regulam o humor e o sono, e participa de reações que ajudam o corpo a obter energia a partir dos alimentos.

    Mesmo em pequenas quantidades, sua presença é muito importante. A deficiência pode causar sintomas como irritabilidade, fadiga, queda de imunidade e até problemas de pele. Por outro lado, manter bons níveis de vitamina B6 ajuda no equilíbrio físico e mental.

    O que é a vitamina B6

    A vitamina B6 é uma vitamina hidrossolúvel do grupo B, o que significa que não é armazenada em grandes quantidades no corpo e precisa ser obtida diariamente pela alimentação. Ela participa de mais de 100 reações químicas diferentes no organismo, com destaque para:

    • Metabolismo das proteínas e aminoácidos: ajuda o corpo a aproveitar melhor os alimentos;
    • Produção de neurotransmissores: serotonina, dopamina e GABA, que influenciam o humor, o sono e a concentração;
    • Síntese da hemoglobina: proteína que transporta oxigênio no sangue;
    • Sistema imunológico: ajuda na função imunológica.

    Para que serve a vitamina B6

    A piridoxina é importante para vários sistemas do corpo:

    • Função cerebral e emocional: ajuda na produção de serotonina e dopamina, que controlam o humor e a ansiedade;
    • Metabolismo energético: transforma proteínas, gorduras e carboidratos em energia;
    • Saúde do sangue: importante para a formação da hemoglobina;
    • Sistema imunológico: ajuda nas defesas naturais do organismo.

    Sinais de deficiência

    A carência de vitamina B6 não é comum, mas pode acontecer em dietas muito restritivas, alcoolismo ou uso prolongado de certos medicamentos, como anticonvulsivantes.

    Os principais sintomas são:

    • Fadiga e fraqueza;
    • Irritabilidade, ansiedade ou alterações de humor;
    • Feridas nos cantos da boca e rachaduras nos lábios;
    • Dermatite ou descamação da pele;
    • Dificuldade de concentração;
    • Formigamento nas mãos e pés (neuropatia periférica).

    Fontes alimentares de vitamina B6

    A piridoxina está presente em diversos alimentos, tanto de origem animal quanto vegetal. Boas fontes são:

    • Carnes magras: frango, porco, fígado;
    • Peixes: atum, salmão, sardinha;
    • Grãos integrais: aveia, arroz integral;
    • Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico;
    • Frutas: banana, abacate, melancia;
    • Nozes e sementes.

    Por ser solúvel em água, parte da vitamina pode ser perdida no cozimento. Variar as fontes e preferir preparações menos prolongadas ajuda a manter o aporte.

    Quanto consumir por dia

    As necessidades diárias variam de acordo com idade e sexo, mas, para adultos saudáveis em geral, a recomendação gira em torno de 1,3 a 1,7 mg/dia. Gestantes e lactantes têm necessidade ligeiramente maior.

    Como o corpo não armazena a vitamina B6, é importante mantê-la presente na alimentação todos os dias.

    Suplementação: quando é necessária

    A suplementação deve ser feita apenas sob orientação médica. Pode ser indicada em casos de:

    • Deficiência comprovada;
    • Uso prolongado de medicamentos que reduzem seus níveis;
    • Gravidez e lactação, quando há aumento da necessidade;
    • Transtornos do metabolismo ou condições neurológicas específicas.

    O excesso de suplementação pode causar formigamentos e danos nos nervos, por isso é importante não ultrapassar a dose recomendada.

    Veja também: O que acontece no corpo quando falta vitamina A

    Perguntas frequentes sobre vitamina B6

    1. Vitamina B6 e piridoxina são a mesma coisa?

    Sim. Piridoxina é o nome químico da vitamina B6, usada em suplementos e alimentos fortificados.

    2. A vitamina B6 melhora o humor?

    Sim. Ela ajuda na produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e dopamina.

    3. É possível ter excesso de vitamina B6?

    Sim, mas apenas com suplementação em altas doses. O excesso pode causar formigamento e danos nervosos.

    4. Vegetarianos precisam se preocupar com a B6?

    Não necessariamente, pois ela está presente em leguminosas, cereais integrais, banana e abacate — mas é importante manter variedade na dieta.

    5. B6 ajuda na imunidade?

    Sim, pois a vitamina B6 é necessária para a síntese de linfócitos e anticorpos, que fortalecem a resposta imune.

    Veja mais: Vitamina B3: o que essa vitamina faz pelo seu corpo

  • Como aferir a pressão arterial em casa? Cardiologista explica

    Como aferir a pressão arterial em casa? Cardiologista explica

    A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil. De acordo com a pesquisa Vigitel 2023, ela afeta cerca de 27,9% da população adulta brasileira — e muitas pessoas sequer percebem que têm o problema. Isso acontece porque, em muitos casos, a pressão alta não causa sintomas perceptíveis, evoluindo de forma silenciosa por anos até provocar complicações mais sérias.

    Nesse contexto, aliado ao acompanhamento médico regular, aferir a pressão arterial em casa é uma das formas mais eficazes de monitorar a saúde, além de ajudar a compreender como o corpo reage em diferentes situações do dia a dia, como momentos de estresse, descanso, sono ou após o consumo de café e sal.

    Conversamos com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, desde a escolha do aparelho até a forma correta de aferir a pressão em casa.

    Por que devemos medir a pressão arterial em casa?

    A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia para todo o corpo.

    Quando a pressão está muito alta, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, o que, com o tempo, pode danificar os vasos sanguíneos e sobrecarregar o coração, os rins e o cérebro. Se a elevação é constante, caracteriza-se a hipertensão arterial, uma condição que aumenta o risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca — mesmo sem sintomas aparentes.

    Portanto, medir a pressão arterial em casa ajuda a identificar alterações antes que causem problemas graves para a saúde e, segundo Giovanni, “permite acompanhar a pressão em diferentes momentos do dia, o que dá uma visão mais real da saúde cardiovascular e ajuda no ajuste do tratamento.”

    Ela também ajuda a evitar o “efeito do jaleco branco”, de acordo com o cardiologista, um fenômeno em que a pressão arterial da pessoa sobe momentaneamente quando ela é medida no consultório médico ou em um ambiente hospitalar.

    Normalmente, isso acontece porque algumas pessoas ficam ansiosas ou tensas na presença do profissional de saúde, do ambiente clínico ou do próprio ato de medir a pressão. A reação faz o corpo liberar adrenalina e outros hormônios do estresse, que aumentam temporariamente a frequência cardíaca e a pressão.

    Qual o melhor aparelho para medir a pressão em casa?

    Os aparelhos digitais automáticos de braço são os mais confiáveis para medir a pressão arterial em casa, orienta Giovanni. Eles oferecem resultados precisos, são fáceis de usar e não exigem nenhum treinamento técnico.

    Existem também os modelos de pulso, que são mais portáteis e leves. No entanto, eles podem sofrer interferências, principalmente se o braço não estiver apoiado corretamente na altura do coração, e por isso devem ser utilizados apenas quando não for possível medir no braço — como em pessoas com circunferência de braço muito grande ou limitações de movimento.

    Independentemente do tipo escolhido, é fundamental que o equipamento tenha certificação e seja validado por sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) ou entidades internacionais equivalentes. Isso garante que o aparelho passou por testes de precisão e qualidade.

    Também vale lembrar que o manguito (braçadeira) deve ser adequado ao tamanho do braço, cobrindo cerca de 80% da circunferência, pois tamanhos inadequados alteram o resultado da medição.

    Como medir a pressão arterial em casa?

    É bastante simples medir a pressão em casa, mas você deve ter alguns cuidados para que a leitura seja correta.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto orienta que, antes da medição, é importante descansar por pelo menos 5 minutos em ambiente tranquilo. Evite fazer o teste logo após esforço físico, café, cigarro, bebidas alcoólicas ou refeições — pois isso pode alterar os valores temporariamente.

    Depois, siga o seguinte passo a passo:

    • Sente-se corretamente: fique sentado, com as costas apoiadas, pés no chão (sem cruzar as pernas) e o braço apoiado na altura do coração. O manguito deve estar ajustado cerca de 2 a 3 cm acima do cotovelo, com o tubo voltado para baixo;
    • Fique em silêncio e imóvel: durante a medição, não fale, não se mova e não mexa o braço, pois pequenas distrações podem alterar a pressão momentaneamente e comprometer a leitura;
    • Repita a aferição: faça duas ou três medições, com intervalo de 1 minuto entre elas. Depois, calcule a média das leituras — ela representa o valor mais fiel da sua pressão;
    • Anote os resultados: registre as medições em um caderno, planilha ou aplicativo e leve o histórico às consultas médicas. Assim, o profissional poderá avaliar as variações e ajustar o tratamento, se necessário.

    Existe um horário do dia melhor para medir a pressão?

    O ideal é medir a pressão arterial sempre nos mesmos horários, para garantir comparações confiáveis entre as medições. Os momentos mais indicados são pela manhã, antes do café da manhã e antes de tomar qualquer medicamento, e à noite, antes de dormir e após alguns minutos de descanso.

    Medir nesses períodos ajuda a observar como a pressão se comporta ao longo do dia e a identificar variações que possam indicar hipertensão ou hipotensão.

    Valores de referência

    Veja abaixo os valores médios recomendados conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2023):

    Classificação Pressão arterial sistólica (mmHg) Pressão arterial diastólica (mmHg)
    Normal Menor que 120 Menor que 80
    Pré-hipertensão 120 – 139 80 – 89
    Hipertensão arterial estágio 1 140 – 159 90 – 99
    Hipertensão arterial estágio 2 160 – 179 100 – 109
    Hipertensão arterial estágio 3 180 ou mais 110 ou mais

    De acordo com a nova diretriz brasileira de hipertensão arterial, os valores de 12 por 8 (120/80 mmHg) até 13,9 por 8,9 (139/89 mmHg) passam a ser classificados como pré-hipertensão, uma condição que exige atenção e acompanhamento médico, embora o tratamento medicamentoso normalmente não seja o primeiro passo.

    A meta de tratamento para pessoas hipertensas também foi endurecida, passando a ser abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg).

    É importante lembrar que uma medida isolada alta não confirma o diagnóstico de hipertensão. O ideal é observar os valores ao longo de dias diferentes, em condições semelhantes, e discutir os resultados com o médico.

    Quando procurar um médico?

    A aferição em casa não substitui o acompanhamento médico, mas ajuda a identificar quando algo está fora do esperado. Giovanni orienta procurar atendimento de urgência se a pressão estiver persistentemente acima de 180/110 mmHg ou se vier acompanhada de sintomas como:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Visão turva;
    • Fraqueza em um lado do corpo;
    • Dor de cabeça súbita e intensa.

    Esses sinais podem indicar crise hipertensiva, uma emergência que exige avaliação médica rápida.

    É possível usar smartwatch ou aplicativo para medir a pressão?

    Os relógios inteligentes e aplicativos de celular podem ser bastante úteis no acompanhamento do estilo de vida, mas Giovanni aponta que eles não substituem os aparelhos validados de braço.

    Esses dispositivos estimam a pressão por sensores ópticos e algoritmos, o que pode gerar variações consideráveis. Até o momento, nenhum smartwatch é considerado confiável para diagnóstico ou controle médico da hipertensão.

    “Para diagnóstico e acompanhamento confiável, apenas aparelhos aprovados por órgãos de saúde devem ser usados”, orienta o cardiologista.

    Cuidados contínuos para controlar a pressão arterial

    No dia a dia, tanto para pessoas com diagnóstico de hipertensão quanto para aquelas que não têm a condição, alguns hábitos simples ajudam a fortalecer o sistema cardiovascular e manter o equilíbrio entre corpo e mente — contribuindo para o controle da pressão arterial. Entre os principais, podemos destacar:

    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais — alimentos in natura fornecem potássio, magnésio e fibras, nutrientes que ajudam a regular a pressão;
    • Reduzir o consumo de sal, embutidos, molhos prontos e ultraprocessados — o excesso de sódio retém líquidos e aumenta o volume de sangue circulante, elevando a pressão;
    • Praticar atividade física regularmente, como caminhada, ciclismo, natação ou musculação leve — o exercício melhora a circulação e fortalece o coração;
    • Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool, que prejudicam os vasos sanguíneos e elevam a pressão arterial com o tempo;
    • Dormir bem e controlar o estresse, pois noites mal dormidas e tensão emocional constante aumentam a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que podem elevar a pressão.

    Confira: 12×8 já não é normal: nova diretriz muda o que entendemos por pressão alta

    Perguntas frequentes

    1. O que é hipertensão arterial?

    A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição em que o sangue exerce uma força maior do que o normal contra as paredes das artérias. A pressão elevada faz o coração trabalhar mais intensamente para bombear o sangue e, com o tempo, pode causar danos aos vasos sanguíneos, coração, cérebro, rins e olhos.

    O problema é que a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram o diagnóstico após anos de alterações. Por isso, o controle e a medição regular são fundamentais para a prevenção de complicações.

    2. Quais são os sintomas da pressão alta?

    A pressão alta normalmente não causa sintomas aparentes, mas algumas pessoas podem apresentar sinais quando a pressão sobe demais, como:

    • Dores no peito;
    • Dor de cabeça;
    • Tonturas;
    • Zumbido no ouvido;
    • Fraqueza;
    • Visão embaçada;
    • Sangramento nasal.

    O ideal é não esperar sentir nada para medir a pressão, já que o corpo pode se adaptar aos valores altos e mascarar os sintomas.

    3. O que é a pré-hipertensão?

    A pré-hipertensão é uma fase intermediária entre a pressão normal e a pressão alta. De acordo com a nova diretriz brasileira, valores entre 120–139 mmHg (sistólica) e/ou 80–89 mmHg (diastólica) indicam atenção e risco aumentado de evolução para hipertensão.

    Nessa fase, normalmente não há necessidade de medicamentos, mas o médico orienta mudanças de hábitos, como reduzir o sal, praticar exercícios e controlar o estresse, para evitar que o quadro evolua. É o momento ideal para agir e prevenir complicações futuras.

    4. A alimentação pode influenciar a pressão arterial?

    Sim, e muito! O consumo excessivo de sal é um dos principais fatores que favorecem a pressão alta, pois o sódio retém líquidos e aumenta o volume de sangue circulante. O ideal é reduzir o sal do preparo dos alimentos e evitar produtos ultraprocessados — que costumam ter alto teor de sódio escondido.

    Por outro lado, frutas, verduras, legumes e grãos integrais ajudam a controlar a pressão por serem ricos em potássio, magnésio e fibras. Beber bastante água, evitar álcool em excesso e manter o peso corporal adequado também são atitudes que fazem a diferença.

    5. Quais são os riscos de não tratar a hipertensão?

    Com o tempo, a pressão elevada danifica as artérias e reduz o fluxo de sangue para órgãos vitais, o que aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e perda de visão. Além disso, a hipertensão acelera o envelhecimento dos vasos e prejudica a memória e a concentração. Mesmo sem sintomas, o corpo está sendo afetado lentamente.

    6. O que fazer em caso de crise hipertensiva?

    Uma crise hipertensiva ocorre quando a pressão atinge valores muito altos, geralmente acima de 180/110 mmHg, e pode vir acompanhada de dor no peito, falta de ar, visão turva, dor de cabeça intensa ou fraqueza em um lado do corpo.

    Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico imediato. Tentar resolver o problema em casa, tomando remédios por conta própria, pode agravar a situação. Após o controle da crise, o médico investigará as causas e ajustará o tratamento.

    Veja também: Potássio ajuda a reduzir a pressão alta? Cardiologista explica