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  • Vasculite: o que é, sintomas e como é feito o tratamento da condição

    Vasculite: o que é, sintomas e como é feito o tratamento da condição

    A vasculite é uma inflamação que afeta os vasos sanguíneos, estruturas do sistema circulatório responsáveis por transportar o sangue por todo o corpo.

    Como elas estão presentes em praticamente todos os órgãos e tecidos, a condição pode se manifestar de formas diferentes. Por isso, os sintomas variam muito de uma pessoa para outra, indo de quadros leves até situações mais graves.

    Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para entender como ela afeta o organismo, os principais sintomas e como é feito o diagnóstico.

    O que é vasculite?

    A vasculite é uma condição caracterizada pela inflamação dos vasos sanguíneos. Quando isso acontece, as paredes dos vasos podem ficar mais espessas, estreitas ou até se fechar, dificultando a passagem do sangue, de acordo com Marcelo Dalio.

    Como os vasos sanguíneos estão distribuídos por todo o corpo, a vasculite pode atingir diferentes órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins, pulmões, nervos e cérebro. Isso explica porque os sintomas variam tanto de uma pessoa para outra, indo de quadros leves até situações mais graves.

    Como a vasculite afeta o corpo?

    A vasculite compromete o organismo por meio de um processo inflamatório que altera a estrutura física das paredes dos vasos sanguíneos, sejam eles artérias, veias ou capilares.

    Quando a parede vascular inflama, ela pode ficar mais grossa, diminuindo o espaço por onde o sangue passa, o que é conhecido como estenose.

    A obstrução parcial ou total restringe a passagem do fluxo sanguíneo, resultando em isquemia, que é a privação de oxigênio e nutrientes essenciais para a sobrevivência dos tecidos e órgãos.

    Se essa falta de circulação for intensa e durar muito tempo, pode ocorrer a morte do tecido, conhecida como necrose.

    Em outros casos, a inflamação pode levar ao enfraquecimento da parede do vaso sanguíneo, tornando-o vulnerável à pressão interna do sangue. O processo favorece a formação de aneurismas, dilatações anormais que apresentam risco elevado de ruptura e hemorragia.

    Quais os tipos de vasculite?

    A condição é classificada em dois grandes grupos: as vasculites primárias, que ocorrem de forma isolada, e as vasculites secundárias, que surgem como consequência de outros fatores ou doenças preexistentes.

    Vasculite primária

    As vasculites primárias são doenças raras em que o vaso sanguíneo é o principal alvo da inflamação, sem uma causa claramente definida. A classificação depende, principalmente, do tamanho do vaso acometido.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, elas podem ocorrer de duas formas:

    • Localizadas, quando atingem apenas um órgão ou tecido, como pele, olhos ou sistema nervoso central;
    • Sistêmicas, quando afetam vários órgãos ao mesmo tempo ou em momentos diferentes.

    Entre os principais exemplos estão vasculites de vasos grandes, médios e pequenos, cada uma com características próprias.

    Vasculite secundário

    As vasculites secundárias acontecem quando a inflamação dos vasos está relacionada a outra condição, como doenças autoimunes, infecções, câncer, uso de medicamentos ou exposição a determinadas substâncias. Nesses casos, a vasculite surge como consequência de outro problema de saúde.

    Classificação pelo tamanho dos vasos

    As vasculites também são classificadas de acordo com o tamanho dos vasos afetados, segundo Marcelo:

    • Vasculites de pequenos vasos: geralmente se manifestam na pele, causando manchas, púrpura ou feridas;
    • Vasculites de vasos médios: podem atingir artérias importantes, como as coronárias ou as artérias das pernas;
    • Vasculites de grandes vasos: acometem artérias maiores, como a aorta.

    Um exemplo de vasculite de vasos médios é a tromboangeíte obliterante, uma doença autoimune em que o tabagismo atua como gatilho da inflamação.

    Já entre as vasculites de grandes vasos, destaca-se a arterite de Takayasu, que afeta a aorta e pode comprometer a circulação em várias partes do corpo.

    O que causa a vasculite?

    Na maioria das vezes, a vasculite está relacionada a uma reação inadequada do sistema imunológico, que passa a atacar estruturas do próprio corpo. Nesse processo, os vasos sanguíneos se tornam o alvo da inflamação, como se o organismo os reconhecesse de forma equivocada como uma ameaça.

    No entanto, ela também pode estar associada a outros fatores que funcionam como gatilhos para o processo inflamatório, especialmente em pessoas com predisposição, como:

    • Doenças autoimunes sistêmicas: a vasculite pode surgir como complicação de outras doenças em que o sistema imunológico já funciona de forma desregulada, como lúpus, artrite reumatoide ou síndrome de Sjögren;
    • Infecções: alguns vírus e bactérias podem desencadear inflamação nos vasos sanguíneos. Entre os exemplos mais conhecidos estão os vírus das hepatites B e C, o HIV e infecções bacterianas mais graves, como a endocardite;
    • Reações a medicamentos: certos remédios, como antibióticos, anti-inflamatórios ou anticonvulsivantes, podem provocar uma reação exagerada do sistema imunológico, levando à inflamação dos vasos;
    • Câncer: embora seja menos comum, alguns tipos de câncer, especialmente leucemias e linfomas, podem estar associados ao surgimento de vasculite. Nesses casos, a inflamação ocorre como uma reação indireta do organismo à doença;
    • Fatores genéticos e ambientais: a combinação entre predisposição genética e contato com poluentes, toxinas ou outras agressões ambientais pode facilitar o desenvolvimento da vasculite em pessoas mais suscetíveis.

    Sintomas da vasculite

    Os sintomas de vasculite podem variar bastante, porque a inflamação pode atingir vasos sanguíneos de diferentes partes do corpo. Normalmente, os sinais aparecem de forma gradual e costumam persistir por semanas.

    Antes de surgir um sintoma específico, o corpo costuma dar sinais de inflamação, como:

    • Febre persistente;
    • Cansaço intenso;
    • Mal-estar geral;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Dores musculares e articulares.

    Quando a inflamação se concentra em determinados vasos, os órgãos correspondentes começam a apresentar sintomas, como:

    • Pele: sendo uma das partes mais afetadas pela vasculite, podem surgir manchas arroxeadas que não somem quando apertadas, lesões parecidas com alergia, feridas abertas que demoram a cicatrizar ou caroços doloridos sob a pele;
    • Sistema nervoso: podem aparecer dormência, formigamento, perda de sensibilidade ou fraqueza repentina em uma mão ou em um pé. Quando o cérebro é afetado, podem surgir dor de cabeça forte, confusão mental ou dificuldade para pensar com clareza;
    • Rins: no início, a inflamação dos vasos dos rins pode não causar sintomas. Com o tempo, podem surgir sinais como urina com sangue, urina espumosa ou aumento repentino da pressão arterial;
    • Aparelho respiratório: a pessoa pode sentir falta de ar, ter tosse que não melhora ou, em casos mais graves, tossir com presença de sangue;
    • Aparelho digestivo: podem ocorrer dores fortes na barriga, principalmente após as refeições, além de sangue nas fezes;
    • Olhos e ouvidos: é possível notar olhos vermelhos, visão embaçada, perda repentina da audição ou zumbido constante nos ouvidos.

    Diagnóstico de vasculite

    O diagnóstico começa com uma avaliação clínica cuidadosa, uma vez que a vasculite é uma doença rara e com sintomas variados. Segundo Marcelo, o médico observa os sinais apresentados pela pessoa e analisa quais vasos sanguíneos podem estar afetados, sejam vasos grandes, médios, pequenos ou microvasos.

    Durante o exame físico, o especialista pode identificar alterações importantes, como a diminuição ou ausência de pulso em algumas artérias, especialmente quando vasos grandes estão envolvidos.

    Já nos casos de vasculite de pequenos vasos da pele, Marcelo aponta que não há alteração do pulso, mas podem surgir manchas arroxeadas, púrpura, feridas ou outras lesões cutâneas, com padrões que ajudam a orientar o diagnóstico.

    Também podem ser necessários outros exames, como:

    • Exames de imagem, como tomografia, ressonância ou arteriografia, para visualizar estreitamentos ou inflamações nos vasos sanguíneos;
    • Exames laboratoriais, como a dosagem da proteína C-reativa (PCR) e do VHS, que costumam mostrar sinais de inflamação no organismo. Em alguns tipos de vasculite, existem exames específicos que ajudam a confirmar o diagnóstico.

    Nas vasculites que afetam apenas a pele, o diagnóstico muitas vezes é clínico, baseado nos sintomas e no aspecto das lesões, sem necessidade de exames de imagem.

    Como é feito o tratamento de vasculite?

    O tratamento inicial da vasculite costuma ser clínico, a fim de controlar a inflamação dos vasos sanguíneos, aliviar os sintomas e evitar danos aos órgãos. A escolha do tratamento depende do tipo de vasculite, dos vasos atingidos e da gravidade do quadro.

    Na maioria dos casos, o tratamento é clínico, feito com o uso dos seguintes medicamentos:

    • Corticoides, que reduzem rapidamente a inflamação e costumam ser a base do tratamento inicial;
    • Imunossupressores, usados quando a inflamação é mais intensa ou não responde apenas ao corticoide;
    • Medicamentos imunobiológicos, mais recentes, que ajudam a modular a resposta do sistema imunológico de forma mais direcionada.

    Se a vasculite for desencadeada por uma infecção (como a hepatite C) ou pelo uso de algum medicamento, o tratamento da infecção ou a suspensão da substância é necessária para a recuperação.

    Segundo Marcelo, o tratamento e o acompanhamento costumam ser feitos pelo reumatologista, especialista em doenças autoimunes.

    Com o controle da inflamação, os sintomas tendem a melhorar, as lesões de pele regridem, a dor nas articulações diminui e a progressão da doença é interrompida.

    Quando é necessário tratamento vascular?

    Em alguns casos, a vasculite pode causar sequelas nos vasos, como estreitamentos ou obstruções importantes. Quando isso acontece, o cirurgião vascular pode atuar para corrigir essas alterações, principalmente se houver risco de perda de função, dificuldade para andar, AVC ou comprometimento de órgãos como os rins.

    Marcelo explica que essas correções podem ser feitas por procedimentos cirúrgicos ou endovasculares, sempre após o controle da inflamação.

    Vasculite precisa de acompanhamento a longo prazo?

    Mesmo após a melhora dos sintomas, o acompanhamento continua sendo importante, já que a vasculite pode voltar em alguns casos e o controle precoce ajuda a evitar complicações.

    Algumas pessoas entram em remissão completa e conseguem suspender os medicamentos, mantendo apenas o seguimento regular. Outras, segundo Marcelo, podem precisar de tratamento contínuo ou intermitente ao longo da vida.

    Quando ir ao médico?

    A avaliação médica é importante sempre que surgirem sintomas persistentes ou sem causa aparente, principalmente quando envolvem mais de uma parte do corpo. Alguns sinais merecem atenção especial:

    • Febre que dura vários dias sem explicação;
    • Cansaço intenso e mal-estar constante;
    • Dores nas articulações ou músculos que não melhoram;
    • Manchas arroxeadas, feridas ou lesões na pele sem motivo claro;
    • Perda de peso sem mudança na alimentação;
    • Dormência, formigamento ou fraqueza em braços ou pernas;
    • Falta de ar, tosse persistente ou presença de sangue ao tossir;
    • Dor abdominal forte ou sangue nas fezes;
    • Inchaço, alterações na urina ou aumento repentino da pressão arterial.

    Também é importante procurar um médico se houver histórico de doenças autoimunes, uso recente de medicamentos novos ou infecções, já que essas situações podem estar relacionadas ao surgimento da vasculite.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. A vasculite é considerada um tipo de câncer?

    Não, a vasculite é uma doença inflamatória, normalmente de origem autoimune, e não uma neoplasia. Contudo, em casos raros, ela pode surgir como uma reação secundária a algum tipo de câncer.

    2. A vasculite é contagiosa?

    Não, a vasculite não é uma doença infectocontagiosa. Ela decorre de uma disfunção do sistema imunológico ou de reações internas do organismo.

    3. Existe cura para a vasculite?

    Muitas formas de vasculite podem entrar em remissão completa, onde o paciente fica livre de sintomas e pode levar uma vida normal. No entanto, em muitos casos, ela é tratada como uma condição crônica que exige monitoramento contínuo.

    4. É seguro praticar exercícios físicos?

    Durante a fase aguda de inflamação, o repouso é normalmente indicado. Após o controle da doença, a atividade física é recomendada para combater os efeitos colaterais dos medicamentos e melhorar a saúde vascular.

    5. A vasculite pode causar cegueira?

    Sim, particularmente na Arterite de Células Gigantes. A inflamação das artérias que suprem o nervo óptico pode causar perda de visão súbita e irreversível se não for tratada como uma emergência médica.

    6. Qual a relação entre a vasculite e o fumo?

    O tabagismo é um fator de risco crítico para a vasculite, especialmente para a Tromboangeíte Obliterante (Doença de Buerger), um tipo de vasculite que afeta as extremidades e está diretamente ligada ao consumo de tabaco, podendo levar à amputação se o hábito não for interrompido.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

    Diarreia constante: o que pode ser, sinais de alerta e quando procurar um médico

    Aumento da frequência das evacuações, fezes mais líquidas e dor ou desconforto abdominal são alguns dos principais sintomas da diarreia, que pode surgir de forma repentina ou se desenvolver ao longo de alguns dias, dependendo do que está causando o problema.

    Normalmente, o quadro é passageiro e melhora espontaneamente em poucos dias, mas quando dura 14 dias ou mais, ele é considerado persistente.

    “Quando [a diarreia] se prolonga por semanas, aumenta a chance de desidratação, perda de peso e de haver uma causa que precisa de investigação”, explica o cardiologista e clínico geral Giovanni Henrique Pinto.

    O que pode ser a diarreia constante?

    Quando a diarreia persiste por vários dias, ela pode estar relacionada a diferentes fatores, como aponta Giovanni:

    • Gastroenterites virais ou bacterianas, especialmente quando não tratadas adequadamente;
    • Parasitoses intestinais, mais comuns em locais com saneamento inadequado;
    • Uso de medicamentos, como antibióticos, metformina, suplementos de magnésio e laxantes;
    • Infecção por Clostridioides difficile, geralmente após uso recente de antibióticos ou período de internação hospitalar;
    • Intolerâncias alimentares, como lactose ou frutose;
    • Síndrome do intestino irritável, principalmente nas formas com predomínio de diarreia;
    • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

    Quais os riscos da diarreia constante?

    A desidratação é o principal risco da diarreia constante e acontece porque o corpo perde muita água e sais minerais pelas fezes. Quando o organismo não consegue repor rapidamente essas perdas, Giovanni explica que podem surgir queda da pressão arterial, tontura, fraqueza e até lesão renal aguda.

    Em pessoas idosas, o perigo é maior porque o organismo tem menos capacidade de se adaptar à perda de líquidos. Além disso, a sensação de sede costuma ser menor, o que facilita a desidratação, mesmo quando a diarreia parece leve.

    No caso de pessoas com problemas no coração, como insuficiência cardíaca, doença coronariana ou arritmias, a perda de líquidos reduz a quantidade de sangue circulando no corpo.

    Nesses casos, a diarreia persistente pode agravar sintomas, alterar o funcionamento do coração e aumentar o risco de complicações, tornando o acompanhamento médico ainda mais importante.

    Sinais de alerta para procurar atendimento médico

    Se você apresentar os seguintes sinais, procure atendimento médico imediatamente, pois a diarreia pode estar associada a um quadro mais grave e precisa de avaliação.

    • Presença de sangue nas fezes;
    • Fezes muito escuras ou com aspecto de borra de café;
    • Febre alta ou persistente;
    • Dor abdominal intensa ou que piora com o tempo;
    • Sinais de desidratação, como boca seca, diminuição da quantidade de urina, fraqueza intensa e tontura ou confusão mental;
    • Episódios de desmaio;
    • Piora do estado geral.

    A atenção deve ser redobrada quando os sintomas surgem em idosos, gestantes, pessoas com doenças cardíacas ou com o sistema imunológico comprometido, pois o risco de complicações é maior.

    O que tomar para diarreia constante?

    Em adultos saudáveis, sem febre e sem presença de sangue nas fezes, alguns medicamentos antidiarreicos podem ser usados por curto período. Mesmo assim, o uso deve ser cauteloso, pois nem toda diarreia deve ser interrompida com remédios.

    Quando há suspeita de infecção mais grave, o uso dos medicamentos deve ser evitado, já que podem mascarar sintomas importantes e aumentar o risco de complicações. Em casos persistentes ou com sinais de alerta, a avaliação médica é indispensável.

    Como é feita a investigação da causa?

    Para investigar a causa da diarreia constante, o médico realiza uma avaliação clínica detalhada, para entender a duração da diarreia, a frequência das evacuações, a presença de sintomas associados — além de hábitos alimentares, uso de medicamentos, viagens recentes e histórico de doenças intestinais.

    Também podem ser solicitados alguns exames específicos, como:

    • Exames de fezes: pesquisa de parasitas, bactérias, vírus, presença de muco, sangue ou sinais de inflamação;
    • Exames de sangue: avaliação de infecção, inflamação, anemia, desidratação e alterações de sais minerais;
    • Testes para intolerâncias alimentares: como lactose ou frutose, ou dieta de exclusão orientada;
    • Colonoscopia: indicada quando a diarreia é persistente ou há sinais de alerta, permitindo avaliar inflamações, lesões e doenças intestinais;
    • Outros exames de imagem ou endoscópicos: solicitados em situações específicas, conforme a suspeita clínica.

    Diarreia constante tem tratamento?

    O tratamento da diarreia constante depende da causa do problema e da gravidade dos sintomas. Em todos os casos, a reposição de líquidos e sais minerais é sempre necessária para prevenir a desidratação.

    Em casos de infecções, o tratamento varia de acordo com o agente causador. Infecções bacterianas ou parasitárias podem exigir o uso de medicamentos específicos, enquanto infecções virais costumam melhorar com medidas de suporte, como hidratação e alimentação adequada.

    Quando a diarreia está relacionada a intolerâncias alimentares, o principal cuidado é ajustar a dieta, com retirada temporária ou definitiva do alimento responsável.

    Já em doenças inflamatórias intestinais, o tratamento envolve acompanhamento médico contínuo e uso de remédios próprios para controle da inflamação.

    O uso de medicamentos para reduzir a diarreia pode ser indicado em situações selecionadas e por curto período, sempre com orientação profissional.

    Cuidados com a diarreia constante para evitar complicações

    Enquanto o quadro de diarreia constante não melhora, alguns cuidados simples no dia a dia ajudam a proteger o organismo, reduzir complicações e favorecer a recuperação, especialmente em pessoas mais vulneráveis. Alguns deles incluem:

    • Hidratação com sais minerais: dar preferência ao soro de reidratação oral, que repõe água e sais minerais de forma correta e funciona melhor do que beber apenas água;
    • Alimentação leve: escolher alimentos simples, como arroz, batata, banana e sopas, evitando álcool, comidas gordurosas e produtos industrializados;
    • Atenção aos sinais do corpo: observar se a urina diminuiu e se surgem tontura ou fraqueza;
    • Mais cuidado com grupos de risco: idosos e pessoas com problemas no coração precisam de acompanhamento mais próximo.

    Quem faz uso de diuréticos ou medicamentos para pressão arterial não deve ajustar doses por conta própria em caso de desidratação. Nesses casos, a orientação médica é importante para evitar queda de pressão ou sobrecarga nos rins.

    O que evitar se estiver com diarreia?

    Durante a diarreia, o intestino fica mais sensível e qualquer alimento inadequado pode piorar os sintomas, como:

    • Alimentos gordurosos ou frituras;
    • Leite e derivados;
    • Doces, açúcar e adoçantes artificiais;
    • Bebidas com cafeína, como café, chá preto e energéticos;
    • Álcool;
    • Alimentos muito condimentados ou apimentados;
    • Carnes processadas, como embutidos e fritos;
    • Vegetais crus e alimentos ricos em fibras insolúveis;
    • Refrigerantes e sucos industrializados;
    • Suplementos e laxantes.

    Assim que os sintomas melhorarem, a alimentação pode ser retomada de forma gradual, começando por alimentos leves e de fácil digestão.

    Veja também: Dor abdominal do lado esquerdo? Veja se pode ser diverticulite

    Perguntas frequentes

    1. Quando a diarreia passa a ser considerada “constante”?

    A diarreia é classificada como constante quando a alteração do hábito intestinal (fezes amolecidas ou líquidas) persiste por mais de 4 semanas.

    2. Por que sinto cólicas fortes junto com a diarreia?

    As cólicas são contrações musculares do intestino tentando expelir o conteúdo rapidamente. Se forem constantes, podem indicar inflamação ou sensibilidade exacerbada do órgão.

    3. É normal ter gases excessivos com a diarreia?

    Muitas vezes sim, especialmente se a causa for má absorção de carboidratos ou fermentação bacteriana excessiva no intestino (como no SIBO).

    4. Posso tomar remédios para “trancar” o intestino por conta própria?

    Não é recomendado. Se a diarreia for causada por uma infecção ou bactéria, segurar o fluxo pode piorar o quadro. O uso de medicamentos deve ser orientado por um médico.

    5. Qual especialista devo procurar?

    O gastroenterologista é o médico especialista indicado para investigar e tratar qualquer alteração intestinal que dure mais de um mês.

    6. O que é a esteatorreia (fezes gordurosas)?

    É um tipo de diarreia onde as fezes são volumosas, pálidas, têm odor muito forte e flutuam no vaso. Ela pode indicar má absorção de gordura, muitas vezes ligada a problemas no pâncreas ou no fígado.

    Confira: Diarreia: o que pode estar por trás desse sintoma tão comum

  • Trombose na gravidez afeta o bebê? Conheça os sintomas, os cuidados e como evitar

    Trombose na gravidez afeta o bebê? Conheça os sintomas, os cuidados e como evitar

    A trombose venosa profunda, conhecida pela sigla TVP, é a formação de um coágulo de sangue dentro de uma veia profunda, normalmente nas pernas. Ela pode acontecer em qualquer fase da vida, mas é especialmente frequente durante a gravidez, devido às mudanças naturais que ocorrem no corpo feminino.

    As veias profundas são responsáveis por levar o sangue de volta ao coração e, quando um coágulo se forma ali, a circulação sanguínea é prejudicada. O maior risco surge quando parte do coágulo se solta e viaja pela corrente sanguínea, podendo alcançar os pulmões e causar uma embolia pulmonar, uma condição grave que exige atendimento imediato.

    No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a trombose na gravidez corresponde a aproximadamente 1% das causas de morte materna.

    Por que a trombose venosa profunda é mais comum na gravidez?

    Na gravidez, as mudanças que ocorrem no corpo feminino, principalmente na circulação e nos hormônios, podem favorecer a formação de coágulos. O processo envolve alguns fatores, sendo eles:

    Hipercoagulabilidade

    O sangue da mulher se torna naturalmente mais espesso durante a gravidez, porque o organismo aumenta a produção de fatores de coagulação, como uma forma de prevenir hemorragias importantes durante o parto. É um mecanismo de proteção, mas a mudança favorece a formação de coágulos.

    Estase venosa

    Com o crescimento do útero, há uma pressão direta sobre as veias da pelve e sobre a veia cava inferior, responsável por levar o sangue das pernas de volta ao coração.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a compressão dificulta o retorno venoso, fazendo com que o sangue circule de forma mais lenta — o que aumenta o risco de trombose, especialmente no último trimestre.

    Alterações hormonais

    O aumento dos hormônios da gravidez, como a progesterona e estrogênio, provoca o relaxamento das paredes das veias. Com isso, as veias ficam mais dilatadas e menos eficientes para impulsionar o sangue, contribuindo para a lentidão da circulação e aumentando o risco de trombose.

    Quais os fatores de risco?

    Algumas mulheres apresentam risco aumentado de desenvolver trombose venosa profunda durante a gravidez, especialmente quando possuem um ou mais dos fatores a seguir:

    • Histórico pessoal de trombose;
    • Histórico familiar de trombose;
    • Doenças que aumentam a coagulação do sangue;
    • Obesidade;
    • Gravidez múltipla;
    • Necessidade de repouso prolongado.

    As situações pedem mais atenção durante o pré-natal, com avaliação do risco de forma individual e definição das melhores medidas para prevenir a trombose.

    Sintomas de trombose na gravidez

    Os sintomas de trombose durante a gravidez costumam aparecer, principalmente, nas pernas. O sinal mais comum é dor em uma perna só, normalmente acompanhada de inchaço, segundo Andreia.

    No geral, é importante observar:

    • Dor em uma perna só, na maioria das vezes;
    • Inchaço mais evidente em apenas uma perna;
    • Dor diferente do habitual, que não melhora com o repouso;
    • Sensação de dor muscular profunda, que não parece uma câimbra comum;
    • Endurecimento da musculatura da perna afetada;
    • Inchaço que não oscila ao longo do dia e não desaparece pela manhã;
    • Desconforto que pode melhorar levemente ao elevar a perna, mas não desaparece;
    • Dor localizada, que surge exatamente onde está a trombose, como na panturrilha, na coxa ou na região da bacia.

    Durante a gravidez, o diagnóstico pode ser mais difícil porque o inchaço e as dores nas pernas já são comuns, especialmente no último trimestre. Por isso, o principal alerta é quando uma perna fica visivelmente mais inchada e dolorida que a outra, com sintomas que persistem ao longo do tempo.

    Como é feito o diagnóstico de trombose na gravidez?

    O diagnóstico de trombose na gravidez é feito a partir da avaliação dos sintomas e do histórico da gestante.

    Em caso de suspeita, Andreia explica que o exame indicado para confirmar o diagnóstico é o ultrassom com Doppler, que avalia o fluxo de sangue nas veias das pernas e, quando necessário, também nas veias do abdômen. O exame é seguro para a gestante e para o bebê, além de não utilizar radiação.

    A ginecologista também destaca que exames de sangue, como o D-dímero, não costumam ajudar durante a gravidez, já que esse marcador biológico fica naturalmente elevado no período. Por isso, o resultado pode confundir e não confirma nem descarta trombose na gestação.

    Tratamento de trombose na gravidez

    O tratamento de trombose na gravidez é feito a partir da aplicação de injeções diárias de heparina, um medicamento que atua impedindo a formação e o crescimento de coágulos no sangue. Ele é considerado seguro durante a gestação, pois a heparina não atravessa a placenta e não oferece riscos ao bebê.

    Na maioria dos casos, é utilizada a heparina de baixo peso molecular, aplicada diariamente sob a pele. Segundo Andréia, o tratamento costuma ser mantido até o fim da gravidez e, em muitos casos, também durante o puerpério, período em que o risco de trombose ainda permanece elevado.

    A ginecologista também explica que medicamentos anticoagulantes de uso oral, comuns fora da gestação, não são indicados para grávidas, pois não possuem segurança comprovada no período.

    Então, mesmo que o uso de injeções cause desconforto, elas continuam sendo a opção segura para tratar a trombose durante a gravidez e no pós-parto.

    Por que o risco de trombose é prolongado no puerpério?

    Mesmo com o nascimento do bebê, o organismo da mulher não volta ao normal imediatamente.

    Os níveis de estrogênio no puerpério ainda permanecem elevados, o que mantém o sangue mais propenso à coagulação. O corpo também está se recuperando do parto, que pode causar lesões nos vasos sanguíneos, principalmente em casos de cesariana.

    Para completar, a redução da mobilidade nos primeiros dias após o parto podem fazer com que a mulher se movimente menos, o que favorece a circulação mais lenta nas pernas.

    Como evitar a trombose na gravidez?

    Apesar do aumento do risco durante a gravidez, a trombose pode ser prevenida a partir de algumas medidas, como aponta Andreia:

    • Movimentar as pernas ao longo do dia;
    • Evitar ficar muito tempo sentada ou em pé sem se movimentar;
    • Elevar as pernas ao final do dia;
    • Usar meia elástica, inclusive modelos próprios para gestantes.

    Em situações de risco mais elevado, pode ser indicada a prevenção com medicação. Nesses casos, o médico pode prescrever uma dose preventiva de heparina, menor do que a dose usada no tratamento da trombose, aplicada diariamente durante a gestação e também no puerpério.

    Mas, vale apontar que a decisão de usar heparina preventiva é sempre médica, baseada em critérios e evidências científicas, e deve ser discutida entre a gestante e o obstetra.

    As medidas sem remédio são indicadas para todas as gestantes, enquanto a heparina preventiva é reservada apenas para quem apresenta risco aumentado.

    No pré-natal, o obstetra avalia os fatores de risco, como histórico prévio de trombose, histórico familiar ou a presença de algumas doenças. Em alguns casos, o cirurgião vascular também participa dessa avaliação, por meio de interconsulta.

    Grávidas podem usar aspirina para prevenir a trombose?

    Em algumas situações, o uso do ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses é indicado por outros motivos, como a prevenção da pré-eclâmpsia ou em casos de restrição de crescimento fetal de origem placentária.

    Apesar da aspirina ajudar a evitar a formação de coágulos, a heparina continua sendo a opção mais eficaz e segura para prevenir e tratar a trombose durante a gravidez.

    Em casos específicos, o médico pode indicar a associação entre AAS e heparina, nas a decisão sempre é médica e leva em conta os riscos e benefícios de cada gestante, já que cada situação precisa ser avaliada de forma individual.

    Trombose na gravidez afeta o bebê?

    As complicações da trombose afetam o desenvolvimento da gestação, pois o coágulo reduz o fluxo de oxigênio e nutrientes para a placenta. Isso pode comprometer o crescimento do bebê, aumentar o risco de parto prematuro e, em situações mais graves, levar a complicações maternas que exigem acompanhamento e tratamento imediatos.

    Quem já teve trombose pode engravidar?

    Mulheres com histórico de trombose podem engravidar, desde que tenham acompanhamento médico adequado desde o início da gestação. Isso permite adotar medidas de prevenção, como mudanças de hábitos e, em alguns casos, o uso de medicação segura durante a gravidez.

    Com o controle correto e a prevenção adequada, a maioria das mulheres que já teve trombose consegue ter uma gestação segura, reduzindo bastante o risco de uma nova trombose, finaliza Andreia.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

    Perguntas frequentes

    1. O que fazer em caso de suspeita de trombose?

    Procure atendimento médico imediato (obstetra ou pronto-atendimento). Não massageie a região, pois isso pode desprender o coágulo.

    2. Qual o maior risco da trombose não tratada?

    O maior risco é a Embolia Pulmonar, que ocorre quando o coágulo se solta e viaja até os pulmões, o que pode ser fatal se não tratado rapidamente.

    3. Posso amamentar usando heparina?

    Sim, a heparina de baixo peso molecular é compatível com a amamentação e não passa para o leite materno em quantidades significativas.

    4. O que é trombofilia?

    É uma condição (genética ou adquirida) que faz com que o sangue da pessoa tenha uma tendência natural maior a coagular. Muitas mulheres só descobrem que têm após uma trombose ou perdas gestacionais.

    5. O uso de meias de compressão é obrigatório para todas as gestantes?

    Não é obrigatório, mas é altamente recomendado para quem passa muito tempo em pé ou sentada, ou que já possui varizes. Elas ajudam o sangue a subir, combatendo a “estase” (sangue parado). O uso deve ser indicado por um médico.

    6. Posso praticar musculação ou exercícios de impacto se tiver risco de trombose?

    Os exercícios de baixo impacto (caminhada, hidroginástica, natação) são os melhores durante a gravidez. Se você já tem um diagnóstico de trombose ativa, o exercício deve ser suspenso até que o médico libere, para evitar que o coágulo se desloque.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • 6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    O processo de envelhecimento é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças crônicas e degenerativas, incluindo as doenças vasculares, uma vez que, ao longo dos anos, os vasos sanguíneos passam por alterações estruturais e endoteliais progressivas que favorecem o surgimento de problemas na circulação.

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio, as doenças vasculares não surgem de forma repentina, mas se desenvolvem de maneira progressiva ao longo da vida.

    Muitas têm início por volta dos 40 ou 50 anos, mas costumam se manifestar entre os 60 e 70 anos, fase em que os sintomas passam a se tornar mais evidentes. Entenda mais, a seguir.

    Por que as doenças vasculares se tornam mais frequentes com o envelhecimento?

    Com o passar dos anos, os vasos sanguíneos vão perdendo elasticidade e a circulação fica mais lenta. Como resultado, o sangue circula com mais dificuldade, aumentando o risco de problemas nas artérias, veias e no sistema linfático.

    Para completar, fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e hábitos mantidos ao longo da vida acabam sobrecarregando a circulação, fazendo com que doenças que começaram de forma silenciosa passem a dar sintomas após os 60 anos.

    Entre algumas das doenças arteriais, venosas e linfáticas mais frequentes nessa fase da vida, é possível destacar:

    Doenças arteriais

    As doenças arteriais acontecem quando as artérias, responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio para todo o corpo, passam por alterações ao longo do tempo. A partir de certa idade, as estruturas tendem a ficar mais rígidas e estreitas, prejudicando a circulação.

    1. Aterosclerose

    A aterosclerose é uma doença que ocorre pelo acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, o que reduz a passagem do sangue, sendo uma das mais comuns após os 60 anos de idade. Segundo Marcelo, o processo pode afetar a:

    • Artéria carótida: quando a aterosclerose afeta a artéria carótida, localizada no pescoço e responsável por levar sangue ao cérebro, o risco de AVC aumenta. Muitas vezes, a pessoa não sente sintomas até que o problema esteja mais avançado;
    • Artérias das pernas: nas artérias dos membros inferiores, a aterosclerose pode causar dor ao caminhar, sensação de peso nas pernas e dificuldade para andar longas distâncias. Em casos mais graves, surgem feridas de difícil cicatrização, que podem evoluir para complicações importantes;
    • Aorta e artérias abdominais: a aterosclerose também pode atingir a aorta e as artérias do abdômen, comprometendo o fluxo de sangue para órgãos vitais. As alterações costumam ser silenciosas e normalmente são detectadas em exames de rotina.

    O cirurgião vascular explica que a aterosclerose começa muito cedo, ainda na infância, com o acúmulo progressivo de gordura nas paredes das artérias. Ao longo dos anos, essas placas aumentam de forma lenta e contínua.

    Aos 60 ou 70 anos, muitas vezes já existe um estreitamento significativo das artérias, capaz de provocar sintomas.

    2. Aneurismas

    O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria, causada pelo enfraquecimento da parede do vaso sanguíneo. Com o tempo, essa região dilatada pode aumentar de tamanho, tornando a artéria mais frágil e suscetível à ruptura.

    Segundo Marcelo, em algumas pessoas a parede do vaso é naturalmente mais frágil, mas, na juventude, ainda não houve tempo suficiente para que a dilatação se manifestasse. Com o avanço da idade, a artéria passa a se dilatar de forma lenta e progressiva, podendo se tornar perigosa após os 60 anos, devido ao risco de ruptura.

    Doenças venosas

    As doenças venosas estão relacionadas à dificuldade das veias em levar o sangue de volta ao coração, algo que tende a piorar com a idade.

    3. Varizes

    As varizes são veias dilatadas e tortuosas, comuns de surgirem nas pernas. Elas podem aparecer ainda na vida adulta e aumentar com o passar do tempo, principalmente quando não há tratamento adequado ou uso de meia de compressão.

    Além do desconforto estético, depois dos 60 anos, Marcelo aponta que o quadro pode evoluir para uma doença venosa mais avançada, com pernas inchadas, manchas na pele e até feridas, chamadas de úlceras venosas.

    4. Insuficiência venosa avançada

    Quando as varizes e a dificuldade de retorno do sangue não são tratadas, o quadro pode evoluir para insuficiência venosa crônica.

    Nessa fase, o inchaço passa a ser mais frequente, a pele das pernas pode ficar escurecida, mais dura e ressecada, além de surgir sensação constante de peso, cansaço e dor. Com o tempo, a circulação piora e o risco de complicações aumenta.

    5. Úlceras venosas

    As úlceras venosas são feridas abertas que aparecem, na maioria das vezes, nas pernas, perto do tornozelo, e demoram para cicatrizar. Elas surgem quando a doença venosa já está em estágio avançado e a circulação está bastante comprometida, e podem causar problemas como dor, desconforto e infecções.

    Doenças linfáticas

    As doenças linfáticas afetam o sistema linfático, responsável por drenar líquidos do organismo e ajudar na defesa do corpo.

    6. Linfedema

    O linfedema é caracterizado por inchaço persistente, normalmente em uma ou ambas as pernas, causado pela dificuldade de drenagem da linfa. Diferente do inchaço comum, o linfedema tende a não melhorar completamente com repouso.

    Com o avanço da idade, alterações no sistema linfático podem favorecer o aparecimento do problema, que exige acompanhamento e cuidados contínuos para controle dos sintomas.

    Quais sinais merecem atenção após os 60 anos?

    Alguns sinais merecem atenção especial e não devem ser atribuídos apenas à idade, como:

    • Inchaço nas pernas, principalmente quando é frequente ou persistente;
    • Dor nas pernas ou sensação de peso e cansaço ao longo do dia;
    • Desconforto ao caminhar ou dificuldade para andar por longas distâncias;
    • Mudanças na pele das pernas, como escurecimento, endurecimento ou ressecamento;
    • Feridas nas pernas que demoram a cicatrizar;
    • Cansaço excessivo sem causa aparente.

    Vale apontar que mesmo quando o tratamento é limitado, a avaliação médica continua sendo importante. Em muitos casos, medidas simples ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    O que fazer para prevenir ou controlar doenças vasculares na terceira idade?

    O foco deve ser o controle dos fatores de risco e a preservação de uma boa circulação sanguínea, por meio de medidas simples que ajudam a manter os vasos mais saudáveis, como:

    • Manter acompanhamento médico regular, mesmo na ausência de sintomas;
    • Investigar qualquer sinal persistente, como inchaço, dor ou cansaço nas pernas;
    • Praticar atividade física de forma regular, respeitando os limites do corpo;
    • Evitar longos períodos sentado ou em pé, movimentando as pernas ao longo do dia;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com pouco sal e rica em alimentos naturais;
    • Controlar fatores de risco, como pressão alta, diabetes e colesterol elevado;
    • Beber água ao longo do dia para ajudar no equilíbrio dos líquidos do corpo;
    • Usar meias de compressão quando houver indicação médica;
    • Seguir corretamente o tratamento indicado pelo profissional de saúde.

    De acordo com Marcelo, o ideal é não esperar que a doença se torne mais grave e difícil de tratar. Ao menor sinal de alteração, a avaliação médica permite identificar o problema ainda no início e adotar medidas que ajudam a controlar os sintomas, evitar complicações e preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. A genética influencia o surgimento dessas doenças na terceira idade?

    Sim, o histórico familiar de varizes, aneurismas ou aterosclerose precoce aumenta consideravelmente o risco, embora hábitos saudáveis possam retardar o aparecimento.

    2. Quais os sintomas de entupimento das artérias das pernas?

    O sintoma mais comum é a claudicação intermitente, caracterizada por dor, cãibra ou sensação de aperto na panturrilha que surge durante a caminhada e melhora poucos minutos após o repouso.

    O desconforto aparece porque o sangue não consegue chegar adequadamente aos músculos durante o esforço, sendo um sinal importante de comprometimento da circulação nas pernas.

    3. Qual a diferença entre inchaço comum e linfedema?

    O inchaço comum costuma melhorar com repouso. O linfedema é o acúmulo de linfa (líquido rico em proteínas) devido a falhas nos vasos linfáticos, resultando em um inchaço mais rígido e difícil de tratar.

    4. Como diferenciar uma dor muscular de uma dor vascular?

    As dores vasculares geralmente estão ligadas ao esforço (arterial) ou ao final do dia/calor (venosa). Já as dores musculares costumam estar relacionadas a movimentos específicos ou traumas.

    5. Meias de compressão podem ser usadas por qualquer idoso?

    Não. Idosos com doenças arteriais graves não devem usar meias de compressão, pois elas podem piorar a falta de sangue. O uso deve ser sempre prescrito por um médico.

    6. O consumo moderado de álcool ajuda ou atrapalha a circulação nesta idade?

    O excesso de álcool desidrata o corpo e pode inflamar os vasos. Embora se fale muito sobre o resveratrol no vinho, o benefício é pequeno comparado aos riscos do álcool para quem já toma remédios para pressão ou diabetes.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    Está em tratamento contra o câncer? Saiba como lidar com os efeitos colaterais

    A experiência do tratamento oncológico costuma provocar mudanças físicas e emocionais que afetam o cotidiano, a rotina de trabalho, a relação com o corpo e até mesmo a forma como a pessoa lida com emoções internas e expectativas.

    Os efeitos colaterais, tanto da quimioterapia quanto da radioterapia, podem surgir de formas diferentes para cada paciente, porque cada tratamento age no organismo de um jeito próprio. Ainda assim, existem alguns cuidados que podem ajudar a reduzir o desconforto, acolher as necessidades do corpo e tornar o processo mais leve — oferecendo mais qualidade de vida para uma fase tão delicada.

    Conversamos com o oncologista Thiago Chadid para entender quais os principais efeitos colaterais que podem surgir nas principais terapias oncológicas e como é possível amenizá-las.

    Quais são os efeitos colaterais mais comuns no tratamento contra o câncer?

    Os efeitos colaterais podem variar de acordo com o método utilizado, já que cada modalidade de tratamento oncológico interfere no organismo de um jeito particular.

    Quimioterapia

    A quimioterapia utiliza medicamentos capazes de destruir células tumorais ou impedir que continuem se multiplicando. Eles circulam pelo sangue e alcançam diferentes partes do corpo, o que permite atuar tanto no local do tumor quanto em áreas onde possam existir células malignas microscópicas.

    Como a quimioterapia atua em células que se multiplicam rapidamente, ela pode atingir também estruturas saudáveis de renovação acelerada, como folículos capilares, intestino e medula óssea, o que explica diversos efeitos colaterais, como aponta Thiago Chadid:

    • Náuseas e vômitos;
    • Queda de cabelo;
    • Sensação de fraqueza;
    • Perda de massa muscular;
    • Diarreia ou prisão de ventre.

    Segundo o especialista, a sarcopenia (perda de massa muscular) é um dos grandes problemas associados à quimioterapia convencional, contribuindo para indisposição, fraqueza, cansaço e até comprometimento da imunidade e da sobrevida.

    Radioterapia

    A radioterapia aplica radiação em doses controladas para eliminar células tumorais ou bloquear sua capacidade de continuar se multiplicando. A radiação é direcionada de forma precisa para a área afetada, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.

    Basicamente, as células cancerígenas têm maior dificuldade de reparar danos no DNA. Quando recebem a radiação, elas acumulam lesões que levam à morte celular. Já as células normais conseguem se recuperar mais facilmente, o que torna o tratamento possível.

    Os efeitos colaterais da radioterapia variam conforme a região tratada, a dose utilizada e as características individuais de cada paciente. Mas, segundo o Ministério da Saúde, o paciente pode apresentar:

    • Descamação, escurecimento e vermelhidão da pele na área tratada, principalmente em dobras como pescoço e virilha;
    • Queda de pelos na região irradiada;
    • Náuseas;
    • Diarreia ou prisão de ventre;
    • Mucosite (inflamação de mucosas);
    • Dificuldade para engolir;
    • Alterações de fertilidade, conforme a região tratada.

    Imunoterapia

    A imunoterapia é um tipo de tratamento que estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Em vez de atacar diretamente o câncer, como ocorre na quimioterapia, a imunoterapia fortalece ou direciona as defesas naturais do organismo para que identifiquem o tumor como uma ameaça e passem a combatê-lo de maneira mais eficaz.

    Existem diferentes formas de imunoterapia, como anticorpos monoclonais, inibidores de checkpoint imunológico, vacinas terapêuticas e células modificadas em laboratório.

    Por estimular respostas inflamatórias, a imunoterapia pode provocar efeitos colaterais específicos em órgãos como intestino, pele, pulmões, rins e tireoide. Por isso, de acordo com Chadid, é necessário monitorar o risco de insuficiência renal por inflamação dos rins, alterações intestinais inflamatórias, tireoidite (que pode evoluir para hipotireoidismo), inflamação pancreática que pode levar ao diabetes e perda de proteína na urina.

    Não existe uma medida específica capaz de prevenir esses efeitos, além de orientações gerais como hidratação adequada e prática regular de atividade física.

    Hormonioterapia

    A hormonioterapia é utilizada para combater tumores que dependem de hormônios para crescer, como alguns cânceres de mama e próstata, que têm células que se alimentam de estímulos hormonais — como estrogênio, progesterona ou testosterona, por exemplo. O tratamento atua justamente bloqueando a produção desses hormônios ou impedindo que eles se liguem às células tumorais.

    Como ele interfere nos níveis hormonais, os efeitos colaterais lembram os do climatério ou da menopausa, como ondas de calor, ressecamento, alterações de humor, cansaço e mudanças metabólicas.

    Terapias-alvo

    As terapias-alvo são medicamentos desenvolvidos para agir de forma precisa em alterações específicas presentes nas células tumorais. Em vez de atacar todas as células que se multiplicam rapidamente, as terapias-alvo miram estruturas, proteínas ou vias de crescimento que estão alteradas no câncer, poupando mais tecidos saudáveis.

    Elas podem bloquear receptores usados pelo tumor para crescer, impedir a formação de vasos sanguíneos que alimentam a massa tumoral, interromper sinais internos da célula cancerígena ou marcar células doentes para que o sistema imune as elimine. Para que funcionem, é necessário identificar a alteração genética ou molecular do tumor por meio de exames específicos.

    Os efeitos colaterais costumam ser mais brandos que os da quimioterapia, mas podem incluir fadiga, alterações de pele, diarreia, pressão alta e alterações no fígado, dependendo do alvo terapêutico. É uma das áreas que mais evoluiu na oncologia nos últimos anos.

    Como lidar com os efeitos colaterais do tratamento de câncer?

    Já ficou claro que os sintomas podem variar de acordo com o tipo de terapia, mas existem medidas gerais que melhoram o bem-estar e reduzem desconfortos. Thiago Chadid e o Ministério da Saúde apontam algumas das principais:

    Atividade física leve a moderada

    Quando é possível, a prática de atividades físicas leves a moderadas é recomendada para aliviar diversos efeitos colaterais do tratamento de câncer. O hábito de movimentar o corpo ajuda a reduzir fadiga, melhora a circulação, preserva a força muscular e contribui para regular o humor.

    Além de melhorar o condicionamento geral, a atividade física libera endorfinas, substâncias que promovem sensação de bem-estar e ajudam a controlar ansiedade e estresse, comuns durante o tratamento. A prática também favorece o sono, reduz dores musculares e facilita a recuperação após sessões de quimioterapia ou radioterapia.

    Quando existem limitações físicas ou a pessoa tem sintomas mais intensos, o treino deve ser adaptado por um profissional capacitado.

    Alimentação saudável

    Uma alimentação leve, rica em fibras e com boa ingestão de proteínas favorece a manutenção da energia, reduz o risco de sarcopenia e auxilia no funcionamento intestinal, diminuindo desconfortos como prisão de ventre ou diarreia.

    O ideal é dar preferência a alimentos com boa densidade proteica, como carnes magras, ovos, leguminosas, oleaginosas, leite e derivados, que ajudam a preservar massa muscular — além de frutas, verduras, água e preparações pouco gordurosas. Uma rotina alimentar equilibrada também contribui para melhorar o apetite, estabilizar o humor e manter o corpo hidratado, fatores importantes durante o tratamento.

    Para pacientes com náuseas frequentes ou perda de apetite, uma dica é fracionar refeições ao longo do dia, o que facilita a ingestão alimentar, evita longos períodos em jejum e reduz a irritação gástrica. Também pode ajudar manter líquidos entre as refeições, preferir chás suaves, optar por refeições mais secas quando há enjoo e evitar odores fortes.

    Vale lembrar que ter a supervisão de um nutricionista é sempre recomendado, principalmente quando há perda de peso, dificuldade para mastigar ou alterações intensas no paladar.

    Cuidados com o sono

    A qualidade do sono influencia diretamente o bem-estar físico e emocional, e é indispensável que ele seja restaurador durante o tratamento de câncer. O recomendado é estabelecer uma rotina regular de horários, manter o quarto silencioso e escuro, evitar telas antes de dormir e adotar hábitos calmantes, como banho morno ou leitura, que favorecem um descanso mais profundo.

    Quando o paciente apresenta um quadro de insônia persistente, o médico pode indicar remédios temporários para reorganizar o ciclo do sono. A melhora do repouso impacta positivamente o humor, a imunidade e a tolerância ao tratamento.

    Técnicas de meditação

    As técnicas de meditação e respiração guiada funcionam como práticas organizadas que ajudam a regular o corpo e as emoções, diminuindo o estresse e facilitando o controle dos sintomas.

    Elas podem ser realizadas em sessões curtas em casa, de cinco a quinze minutos, antes de dormir ou durante momentos de estresse. Além de auxiliarem no equilíbrio mental, técnicas como mindfulness colaboram para melhorar o sono, reduzir a tensão muscular e favorecer a adaptação às etapas do tratamento oncológico.

    Fitoterapia

    A fitoterapia pode ser integrada ao tratamento como medida complementar, sempre com avaliação médica ou de profissional habilitado. O uso de plantas medicinais e extratos padronizados pode ajudar no controle da ansiedade, no estímulo ao apetite, na qualidade do sono e no equilíbrio digestivo.

    O uso deve ser criterioso, já que podem acontecer interações com medicamentos oncológicos. Por isso, toda indicação precisa ser alinhada com a equipe responsável. Não se automedique!

    Outras medidas para aliviar os efeitos colaterais

    Além das indicações mais comuns, Thiago Chadid explica que, quanto aos tratamentos mais avançados, há diversas novidades que vêm sendo incorporadas para tornar os efeitos colaterais menos agressivos, reunindo tanto medicações que causam menos sintomas quanto protocolos que reduzem efeitos adversos.

    Além dos antieméticos tradicionais, como ondansetrona, proclorperazina e Plasil, hoje existem remédios que antes eram muito caros (como aprepitanto e fosaprepitanto) e que agora estão mais acessíveis, ajudando no controle das náuseas persistentes. Também há derivados de cannabis, como o cannabidiol, que podem ajudar a aumentar o apetite, reduzir náuseas e melhorar a sensação de dor.

    O oncologista também conta que existem medicações voltadas para reduzir efeitos colaterais da hormonioterapia. Na American Society of Clinical Oncology (ASCO), foram apresentados dois medicamentos utilizados nos Estados Unidos capazes de reduzir ondas de calor e mal-estar associados à menopausa induzida por tratamentos hormonais no câncer de mama.

    Apesar de ainda terem custo elevado, a expectativa é que se tornem mais acessíveis com o tempo, aumentando as possibilidades de condução do tratamento.

    Sinais que exigem atenção médica

    De acordo com Thiago, existem alguns sinais mais graves que devem ser comunicados ao médico imediatamente, como:

    • Febre ou sinais de infecção após a quimioterapia (mal-estar forte, cansaço extremo, secreção, diarreia com sangue);
    • Suspeita de trombose, com sintomas como inchaço repentino em peito, rosto, braço ou perna, com vermelhidão, dor ou endurecimento;
    • Sangramentos importantes, como urina com sangue, evacuação com sangue, sangramento nasal intenso, tosse ou vômito com sangue;
    • Sintomas de anemia forte, como fraqueza intensa, palidez, tontura, queda de pressão ou desmaio;
    • Diarreia intensa, mais de cinco episódios por dia, com muita perda de água, boca seca ou sangue em grande quantidade.

    Qualquer alteração que fuja do padrão explicado pelo médico na consulta deve ser comunicada rapidamente, pois muitos desses quadros podem evoluir com rapidez, sobretudo em períodos de baixa imunidade.

    Confira: Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Perguntas frequentes

    A fadiga é normal durante o tratamento de câncer?

    Sim, a fadiga é um dos efeitos mais frequentes e pode ser física, mental ou emocional. Ela ocorre pela combinação de fatores como anemia, inflamação, alterações do sono, estresse psicológico e impacto direto dos tratamentos no metabolismo do corpo.

    Mesmo sendo comum, é importante contar aos profissionais, que podem orientar ajustes na rotina, pausas programadas, exercício leve e suporte nutricional para amenizar o cansaço.

    Por que o cabelo cai durante a quimioterapia?

    A queda de cabelo acontece porque as drogas quimioterápicas afetam células de crescimento rápido, incluindo as que formam os fios. A perda costuma começar de duas a três semanas após o início do tratamento e pode incluir sobrancelhas e pelos corporais.

    Apesar de causar impacto emocional significativo, a queda é temporária, e o cabelo costuma crescer novamente alguns meses após o fim das sessões. Em alguns casos, a crioterapia no couro cabeludo ajuda a reduzir o problema.

    A radioterapia sempre causa queimadura ou vermelhidão na pele?

    Nem sempre, mas é comum a pele pode ficar vermelha, sensível, ressecada ou escurecida na área irradiada, especialmente em regiões de dobra, como pescoço ou virilha. Os efeitos são limitados ao campo de radiação e costumam melhorar dentro de semanas após o término do tratamento.

    Algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto, como cremes hidratantes, higiene adequada e orientações específicas da equipe de enfermagem.

    Os efeitos colaterais sempre aparecem logo no início do tratamento?

    Depende, pois enquanto alguns efeitos surgem nas primeiras horas ou dias, como náuseas e cansaço, outros aparecem após semanas de tratamento, como alterações de pele na radioterapia ou queda de cabelo na quimioterapia.

    Há ainda efeitos tardios, que podem surgir meses ou anos depois, dependendo do tipo de terapia.

    É possível evitar a queda de cabelo durante o tratamento?

    Em alguns casos, sim. O uso de crioterapia, que é o resfriamento do couro cabeludo durante a quimioterapia, pode reduzir a queda dos fios ao diminuir o fluxo de sangue na região. Entretanto, o método não funciona para todos os tipos de quimioterapia, de modo que o oncologista pode orientar sobre a aplicabilidade conforme o protocolo usado.

    O tratamento de câncer causa perda de peso?

    Sim, a perda de peso pode acontecer devido à redução do apetite, náuseas, alterações no paladar e aumento do gasto energético causado pela doença. A perda pode prejudicar a imunidade, a energia e os resultados do tratamento.

    Por isso, é importante ter a orientação de nutricionistas especializados em oncologia, que ajudam a montar planos alimentares de reposição calórica e proteica para prevenir agravamento do quadro.

    Veja mais: Radioterapia: o que é, como funciona e efeitos colaterais

  • PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV 

    PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV 

    A prevenção do HIV evoluiu muito nas últimas décadas. Além do uso de preservativos e da testagem regular, hoje existem estratégias eficazes baseadas em medicamentos que ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção em situações específicas. É nesse contexto que entram a PrEP e a PEP.

    Apesar de serem termos cada vez mais citados em campanhas de saúde, ainda existe confusão sobre o que cada um significa, quando usar e para quem são indicados. Entender essas diferenças é essencial para fazer escolhas informadas e buscar ajuda no momento certo.

    O que são PrEP e PEP

    PrEP e PEP são estratégias de profilaxia, ou seja, de prevenção do HIV por meio do uso de medicamentos antirretrovirais. Elas não substituem outras medidas preventivas, mas ampliam a proteção quando usadas corretamente.

    • PrEP é usada antes de uma possível exposição ao HIV;
    • PEP é usada depois de uma situação de risco.

    Cada uma tem indicações, prazos e formas de uso diferentes.

    O que é PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)

    A PrEP consiste no uso regular de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm HIV, mas que apresentam risco aumentado de exposição ao vírus.

    Como a PrEP funciona

    Quando tomada corretamente, a PrEP mantém níveis do medicamento no organismo capazes de impedir que o HIV se estabeleça, mesmo que haja contato com o vírus.

    Ela não age como uma vacina, mas como uma proteção contínua enquanto o medicamento está sendo usado de forma adequada.

    Para quem a PrEP é indicada

    A PrEP é indicada para pessoas que não vivem com HIV e que podem se expor ao vírus de forma recorrente, como:

    • Pessoas com parceiros(as) vivendo com HIV;
    • Histórico de episódios de infecções sexualmente transmissíveis;
    • Pessoas que não usam preservativo de forma consistente;
    • Homens que fazem sexo com homens;
    • Pessoas trans;
    • Contexto de relações sexuais em troca de valores financeiros, objetos, drogas, moradia ou outros benefícios;
    • Pessoas que usam drogas injetáveis.

    A indicação é sempre feita após avaliação em serviço de saúde.

    Como é o uso da PrEP

    • Uso contínuo, geralmente diário;
    • Acompanhamento regular com testes de HIV e outras ISTs;
    • Monitoramento clínico e laboratorial periódico.

    É importante lembrar que a PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, nem contra gravidez.

    O que é PEP (Profilaxia Pós-Exposição)

    A PEP é uma medida de emergência, usada após uma situação de risco para infecção pelo HIV.

    Quando a PEP é indicada

    A PEP pode ser indicada após situações como:

    • Relação sexual sem preservativo;
    • Rompimento do preservativo;
    • Violência sexual;
    • Acidente com material biológico (agulhas, perfurocortantes);
    • Compartilhamento de seringas.

    Prazo é fundamental

    A PEP só funciona se iniciada rapidamente:

    • Idealmente nas primeiras horas;
    • No máximo até 72 horas após a exposição.

    Quanto mais cedo, maior a eficácia.

    Como funciona o tratamento com PEP

    • Uso de antirretrovirais por 28 dias consecutivos;
    • Acompanhamento médico durante e após o uso;
    • Realização de testes para HIV e outras ISTs.

    A PEP não garante 100% de proteção, mas reduz significativamente o risco quando usada corretamente.

    Diferença entre PrEP e PEP

    Característica PrEP PEP
    Quando usar Antes da exposição Depois da exposição
    Objetivo Prevenção contínua Prevenção de emergência
    Duração Uso regular enquanto houver risco 28 dias
    Prazo para iniciar Planejado Até 72 horas após o risco
    Acompanhamento Contínuo Temporário

    PrEP e PEP substituem o preservativo?

    Não. Embora sejam estratégias altamente eficazes contra o HIV, preservativos continuam sendo fundamentais, pois:

    • Protegem contra outras ISTs;
    • Evitam gravidez;
    • Reduzem a exposição a múltiplos agentes infecciosos.

    A combinação de métodos é o que oferece maior proteção.

    Onde buscar PrEP e PEP

    No Brasil, PrEP e PEP são oferecidas gratuitamente pelo SUS, em serviços de saúde habilitados, como:

    • Unidades básicas de saúde;
    • Serviços especializados em IST/HIV;
    • Hospitais de referência.

    A orientação é sempre procurar atendimento médico para avaliação individual.

    Leia mais: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre PrEP e PEP

    1. PrEP é a mesma coisa que tratamento do HIV?

    Não. A PrEP é usada por pessoas sem HIV para prevenir a infecção.

    2. Posso usar PEP mais de uma vez?

    Pode, mas o uso repetido indica necessidade de avaliação para PrEP ou outras estratégias preventivas.

    3. PrEP protege contra todas as ISTs?

    Não. Ela protege apenas contra o HIV.

    4. Se eu esquecer doses da PrEP, ela perde o efeito?

    A eficácia depende da adesão. Esquecimentos frequentes reduzem a proteção.

    5. A PEP causa muitos efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas tolera bem, mas podem ocorrer náuseas, mal-estar ou fadiga, geralmente leves e transitórios.

    6. Preciso fazer teste de HIV para usar PrEP ou PEP?

    Sim. A testagem faz parte do protocolo antes, durante e após o uso.

    7. Quem usa PrEP precisa continuar fazendo exames?

    Sim. O acompanhamento regular é essencial para segurança e eficácia.

    Veja mais: HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje

  • HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje 

    HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje 

    Já faz um tempo que o HIV deixou de ser uma sentença inevitável para se tornar uma condição tratável, desde que seja identificada a tempo e acompanhada com regularidade. Ainda assim, o vírus continua circulando, e muita gente só descobre a infecção depois de meses (ou anos), quando o sistema imunológico já está mais vulnerável.

    A boa notícia é que hoje existem estratégias bem definidas para diagnóstico, início rápido do tratamento e prevenção. Em outras palavras: quanto mais cedo a pessoa sabe, mais cedo ela se protege e protege os outros.

    O que é HIV

    HIV é a sigla para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células de defesa (como os linfócitos CD4), enfraquecendo o sistema imunológico ao longo do tempo se não houver tratamento.

    HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não. HIV é o vírus. Aids é uma fase mais avançada da infecção, em que a imunidade fica muito comprometida e aumentam as chances de infecções oportunistas e algumas doenças associadas. Nem toda pessoa com HIV desenvolve Aids, especialmente quando trata a doença corretamente.

    Como o HIV é transmitido

    A transmissão acontece quando há contato com fluidos corporais capazes de carregar o vírus, principalmente:

    • Relação sexual sem proteção (vaginal e anal; o risco varia conforme práticas e presença de outras ISTs).
    • Sangue (compartilhamento de agulhas/seringas ou materiais perfurocortantes; exposição ocupacional).
    • Da gestação, parto ou amamentação para o bebê, quando a gestante não sabe que é portadora do vírus e/ou não está em tratamento.

    O que NÃO transmite HIV

    No dia a dia, o HIV não é transmitido por:

    • Beijo, abraço ou aperto de mão;
    • Uso de copos, talheres ou banheiro;
    • Suor, lágrima ou picada de mosquito.

    Sintomas do HIV

    Os sintomas podem variar muito. Há pessoas que passam um longo período sem notar nada, e isso é um dos motivos pelos quais testar periodicamente é tão importante.

    HIV na fase aguda (primeiras semanas após a infecção)

    Nas primeiras semanas após a infecção, algumas pessoas apresentam uma “síndrome gripal” mais intensa, com sintomas como:

    • Febre, dor no corpo e dor de garganta;
    • Ínguas (linfonodos aumentados);
    • Manchas na pele;
    • Mal-estar importante.

    Esses sinais não confirmam HIV sozinhos, mas, se houve comportamento de risco nas semanas anteriores, são um alerta para buscar testagem e avaliação.

    Fase crônica sem tratamento

    Sem tratamento, a pessoa pode ficar assintomática por um período prolongado, mas o vírus segue ativo, reduzindo gradualmente a imunidade.

    Aids (fase avançada)

    Quando a imunidade cai muito, podem surgir infecções e condições mais graves. Essa fase exige avaliação médica imediata e tratamento estruturado.

    Diagnóstico: como confirmar HIV

    O diagnóstico é feito por testes específicos, disponíveis gratuitamente na rede de saúde. Em geral, a confirmação segue fluxos definidos, com teste inicial e confirmação conforme o protocolo local.

    Por que o diagnóstico precoce muda tudo?

    Porque permite:

    • Iniciar o tratamento cedo;
    • Reduzir o risco de complicações;
    • Diminuir a transmissão, ao controlar a carga viral.

    Tratamento do HIV atualmente

    O tratamento é feito com terapia antirretroviral (TARV), que controla a replicação do vírus. A orientação atual é iniciar o tratamento o quanto antes, pois isso traz benefício individual e coletivo.

    Como funciona na prática

    De forma geral, o cuidado envolve:

    • Escolha de um esquema de antirretrovirais adequado;
    • Acompanhamento da carga viral e, quando indicado, de marcadores como CD4;
    • Manejo de efeitos adversos e comorbidades;
    • Manutenção da adesão ao tratamento.

    No Brasil, os protocolos reforçam o início rápido da TARV, inclusive com estratégias de início no mesmo dia quando indicado, e o monitoramento até alcançar supressão viral.

    Carga viral indetectável: o que significa

    Quando o tratamento funciona bem e a pessoa mantém boa adesão, é possível atingir carga viral indetectável. Isso está associado a:

    • Melhor proteção do sistema imunológico;
    • Menor risco de evolução para Aids;
    • Redução muito importante do risco de transmissão sexual quando a carga viral permanece suprimida, conforme evidências consolidadas.

    E se a pessoa parar o tratamento?

    Interromper ou usar a medicação de forma irregular pode levar a:

    • Retorno da multiplicação do vírus;
    • Queda da imunidade;
    • Maior risco de adoecimento;
    • Seleção de vírus resistentes aos medicamentos.

    Prevenção: como reduzir o risco

    Mesmo com tratamento eficaz, a prevenção continua sendo parte essencial do cuidado em saúde pública e individual.

    PrEP (profilaxia pré-exposição)

    A PrEP é uma estratégia preventiva para pessoas com maior risco de exposição ao HIV, com protocolo próprio de acompanhamento e testagem.

    PEP (profilaxia pós-exposição)

    A PEP é uma medida de urgência após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida, violência sexual ou acidente com material biológico. É fundamental procurar atendimento imediatamente, pois existe uma janela de tempo para início conforme os protocolos.

    Confira: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre HIV

    1. HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não. HIV é o vírus; Aids é uma fase mais avançada da infecção, quando a imunidade fica muito comprometida.

    2. Dá para ter HIV e não sentir nada?

    Sim. Muitas pessoas ficam assintomáticas por um período, por isso a testagem é tão importante.

    3. Quais são os sintomas do HIV no começo?

    Pode parecer uma virose forte, com febre, mal-estar, dor no corpo, dor de garganta, ínguas e manchas na pele em algumas pessoas.

    4. HIV pega por beijo, abraço ou talheres?

    Não. O HIV não é transmitido por contato social do dia a dia.

    5. O tratamento do HIV é para a vida toda?

    Em geral, sim. A TARV controla o vírus e protege a imunidade, mas exige uso regular e acompanhamento.

    6. O que é “carga viral indetectável”?

    É quando o tratamento reduz o HIV no sangue a níveis tão baixos que os exames não detectam; isso está associado a melhor prognóstico e redução importante do risco de transmissão com carga viral suprimida.

    7. O que fazer após uma situação de risco para HIV?

    Procurar atendimento imediatamente para avaliação e, quando indicado, iniciar PEP dentro da janela recomendada pelos protocolos.

    Veja também: Pouca dor, muito risco: o perigo da hepatite C

  • Síndrome de Guillain-Barré: quando a fraqueza surge de forma rápida 

    Síndrome de Guillain-Barré: quando a fraqueza surge de forma rápida 

    A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica considerada atualmente a principal causa de paralisia neuromuscular adquirida no mundo. Trata-se de uma condição potencialmente grave, que costuma surgir após uma infecção e envolve um mecanismo autoimune, no qual o próprio organismo passa a atacar estruturas do sistema nervoso.

    Nessa síndrome, os nervos periféricos são afetados, o que compromete a transmissão dos impulsos nervosos e leva à fraqueza muscular progressiva. Embora muitos pacientes apresentem boa recuperação com tratamento adequado, alguns casos evoluem de forma grave e exigem internação em unidade de terapia intensiva, especialmente quando há risco de insuficiência respiratória.

    O que é a Síndrome de Guillain-Barré

    A Síndrome de Guillain-Barré é caracterizada por um processo inflamatório que acomete os nervos periféricos. Na maioria das vezes, ocorre lesão da bainha de mielina, estrutura que reveste os nervos, e, em algumas variantes, também dos próprios axônios.

    A mielina funciona como uma espécie de “capa protetora” que permite a condução rápida e eficiente dos estímulos nervosos. Quando essa estrutura é danificada, a transmissão dos impulsos fica prejudicada, resultando nos sintomas típicos da doença, como fraqueza muscular e perda de reflexos.

    Causas e mecanismos da doença

    A Síndrome de Guillain-Barré tem origem autoimune e costuma ser desencadeada por um evento prévio, geralmente uma infecção.

    Reação autoimune cruzada

    Após uma infecção, o sistema imunológico produz anticorpos para combater o agente infeccioso. Em algumas pessoas, ocorre uma reação cruzada, porque determinadas moléculas dos microrganismos se assemelham a componentes dos nervos periféricos.

    Como consequência, o organismo passa a atacar:

    • A bainha de mielina;
    • Os axônios dos nervos periféricos.

    Esse processo inflamatório provoca lesões nessas estruturas e compromete a condução nervosa, dando origem aos sintomas da Síndrome de Guillain-Barré.

    Infecções associadas

    A infecção mais frequentemente associada à Síndrome de Guillain-Barré é causada pela bactéria Campylobacter jejuni, responsável por quadros de diarreia.

    Outras infecções que podem anteceder a síndrome incluem:

    • Dengue;
    • Zika;
    • Chikungunya;
    • Citomegalovírus (CMV);
    • Vírus Epstein-Barr (EBV);
    • Sarampo;
    • Outras infecções virais e bacterianas.

    Sintomas da Síndrome de Guillain-Barré

    Os sintomas clássicos da Síndrome de Guillain-Barré envolvem uma paralisia flácida de início rápido, que geralmente começa nos membros inferiores e progride para os membros superiores.

    Essa progressão costuma ocorrer de forma:

    • Ascendente (das pernas em direção ao tronco);
    • Simétrica;
    • Ao longo de aproximadamente duas semanas.

    Achados mais comuns no exame clínico

    • Fraqueza muscular em pernas e braços;
    • Reflexos diminuídos ou ausentes;
    • Sintomas oculares, como visão dupla, causados por paralisia dos músculos dos olhos;
    • Dificuldade para engolir, devido à fraqueza da musculatura da deglutição.

    Complicações graves

    Nos casos mais graves, ocorre comprometimento dos músculos responsáveis pela respiração, levando à insuficiência respiratória.

    Nessas situações, pode ser necessária:

    • Internação em UTI;
    • Intubação orotraqueal;
    • Ventilação mecânica.

    Por isso, reconhecer precocemente sinais de piora é fundamental para evitar complicações potencialmente fatais.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré é inicialmente clínico, baseado na história do paciente e no padrão dos sintomas apresentados.

    Análise do líquor

    Um exame importante para apoiar o diagnóstico é a análise do líquor (líquido cefalorraquidiano), obtido por punção lombar.

    Os achados típicos incluem:

    • Aumento significativo das proteínas;
    • Número normal ou discretamente elevado de células.

    Esse padrão é chamado de dissociação albumino-citológica e reflete o processo inflamatório da doença.

    Eletroneuromiografia

    A eletroneuromiografia pode ser solicitada para:

    • Avaliar a condução dos nervos;
    • Identificar se há desmielinização ou acometimento axonal;
    • Auxiliar na confirmação e classificação da síndrome.

    Tratamento da Síndrome de Guillain-Barré

    O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, especialmente nos pacientes com fraqueza progressiva.

    As duas principais formas de tratamento são:

    Plasmaférese

    A plasmaférese consiste na retirada do plasma do sangue, onde estão os autoanticorpos, com substituição por soluções adequadas. O objetivo é remover os anticorpos responsáveis pelo ataque ao sistema nervoso.

    Imunoglobulina intravenosa

    A imunoglobulina intravenosa atua modulando a resposta imunológica e neutralizando os autoanticorpos, reduzindo a inflamação e a progressão da doença.

    As duas abordagens apresentam eficácia semelhante, e a escolha depende do quadro clínico, da disponibilidade e da avaliação médica.

    Prognóstico e recuperação

    A maioria dos pacientes apresenta recuperação parcial ou completa, especialmente quando o tratamento é iniciado precocemente. Após a fase aguda, a fisioterapia é essencial para recuperar força muscular e função motora.

    No entanto, alguns pacientes podem evoluir com:

    • Recuperação mais lenta;
    • Fraqueza residual;
    • Fadiga crônica.

    Confira: Veja por que você pode pegar dengue até quatro vezes

    Perguntas frequentes sobre a Síndrome de Guillain-Barré

    1. A Síndrome de Guillain-Barré é contagiosa?

    Não. Ela não é transmitida de pessoa para pessoa.

    2. Sempre ocorre após uma infecção?

    Na maioria dos casos, sim, embora nem sempre o paciente se recorde do quadro infeccioso.

    3. A doença pode ser fatal?

    Pode ser grave, mas com tratamento adequado a maioria dos pacientes evolui bem.

    4. Quanto tempo dura a progressão da doença?

    Geralmente até cerca de duas semanas.

    5. Todo paciente precisa de UTI?

    Não. Apenas os casos com risco de insuficiência respiratória.

    6. A síndrome tem cura?

    Não existe uma “cura” específica, mas há tratamento eficaz e possibilidade de recuperação.

    7. Pode deixar sequelas?

    Em alguns casos, sim, especialmente quando o tratamento é iniciado tardiamente.

    Veja mais: Diferença entre dengue, zika e chikungunya

  • Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Sabe aquelas veias dilatadas e tortuosas que ficam abaixo da pele, em especial nas pernas? Conhecidas como varizes, elas não são apenas problemas estéticos e, ao longo do tempo, podem causar sintomas como dor, sensação de peso, cansaço e inchaço — além de favorecer alterações na pele e o surgimento de feridas.

    Os vasinhos, que são microvarizes finais e superficiais, também merecem attention, uma vez que podem indicar alterações na circulação e tendem a aumentar com o passar dos anos, especialmente quando não há acompanhamento ou cuidados adequados.

    Mas afinal, será que existe uma melhor época do ano para fazer o tratamento de remoção de varizes e vasinhos? Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para responder essa dúvida. Confira!

    Existe uma época certa para tratar varizes e vasinhos?

    Não existe uma época obrigatória para tratar varizes e vasinhos. Segundo o especialista, o tratamento pode ser feito em qualquer período do ano, desde que sejam seguidas corretamente as orientações médicas. Quando há urgência ou necessidade clínica, qualquer época do ano é adequada.

    No entanto, muitas pessoas preferem o inverno porque o clima mais ameno facilita o uso de meias de compressão, o repouso e a proteção da pele do sol, cuidados que costumam fazer parte do pós-tratamento.

    O tratamento de varizes no verão é possível?

    Não existe nenhuma contraindicação para realizar o tratamento de varizes e vasinhos no verão, desde que a pessoa siga corretamente as orientações médicas.

    Nessa época do ano, o principal cuidado costuma ser evitar exposição ao sol após procedimentos como aplicações e laser, além de respeitar o período de repouso indicado.

    Quando há um ambiente mais fresco e a pessoa consegue manter os cuidados, o tratamento pode ser feito com segurança, mesmo nos dias mais quentes.

    Quais cuidados são necessários após o tratamento?

    Os cuidados pós-tratamento de varizes e vasinhos podem variar de acordo com o tipo de procedimento realizado, mas, de forma geral, seguem algumas orientações comuns, como:

    • Usar meia de compressão pelo período indicado pelo médico;
    • Evitar exposição direta ao sol, principalmente após aplicações e laser;
    • Respeitar o tempo de repouso recomendado, especialmente após procedimentos cirúrgicos;
    • Manter as pernas elevadas sempre que possível, principalmente no fim do dia;
    • Evitar atividades físicas intensas nas primeiras semanas;
    • Seguir corretamente o uso de medicamentos prescritos;
    • Retornar às consultas de acompanhamento para avaliar a evolução do tratamento.

    Por que as manchas podem surgir no pós-tratamento?

    A pele passa por um processo inflamatório após procedimentos como aplicações e laser. Durante a recuperação, pode ocorrer liberação de pigmentos na região tratada, principalmente quando há exposição ao sol ou quando a pele é mais sensível.

    Pequenos vasos tratados também podem deixar resíduos de sangue sob a pele, o que também contribui para o aparecimento de manchas temporárias.

    Na maioria dos casos, as manchas tendem a clarear com o tempo, especialmente quando os cuidados pós-tratamento são seguidos corretamente. Por isso, lembre-se sempre do protetor solar, mesmo quando não há exposição solar.

    O que esperar após os procedimentos vasculares

    Depois do tratamento, é comum o corpo passar por um período de adaptação e recuperação. Na maioria dos casos, as reações fazem parte do processo normal de cicatrização e tendem a melhorar com o passar dos dias ou semanas. Entre alguns dos sinais possíveis, estão:

    • Leve dor ou desconforto na região tratada;
    • Inchaço temporário nas pernas;
    • Pequenos hematomas ou manchas na pele;
    • Sensação de peso ou sensibilidade local;
    • Endurecimento passageiro ao longo das veias tratadas.

    As alterações costumam ser temporárias e melhoram gradualmente, especialmente quando as orientações médicas são seguidas corretamente.

    Quando o tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado?

    O tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado quando não é possível seguir corretamente os cuidados necessários no pós-procedimento. Por exemplo, situações como viagens com exposição intensa ao sol, dificuldade para realizar repouso, impossibilidade de usar meia de compressão ou ausência de acompanhamento médico adequado podem comprometer a recuperação.

    Além disso, em casos de infecções ativas, feridas abertas, alterações clínicas descompensadas ou outras condições de saúde que aumentem o risco do procedimento, o ideal é postergar o tratamento até que o quadro esteja controlado.

    A decisão deve ser tomada junto ao médico, avaliando os riscos e o momento mais seguro para realizar o procedimento.

    E quando ele é uma emergência?

    O tratamento de varizes é considerado uma emergência em situações como dor intensa, inchaço importante, inflamação, sangramento das varizes, feridas nas pernas ou risco de complicações. Nessas situações, é necessária uma avaliação e intervenção imediata, independentemente da época do ano.

    A prioridade é controlar o problema, aliviar os sintomas e evitar a piora do quadro. Os cuidados após o tratamento continuam sendo importantes, mas a necessidade de tratar vem antes da escolha do período do ano.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Por que não posso tomar sol após as sessões de escleroterapia (aplicação)?

    O sol reage com os pequenos hematomas (roxos) ou com a inflamação do vaso tratado, fixando o pigmento do sangue na pele. Isso causa manchas escuras (hiperpigmentação) que podem demorar meses para sair.

    2. O protetor solar substitui a necessidade de evitar o sol?

    Não totalmente. O protetor ajuda, mas o calor excessivo do sol também causa dilatação dos vasos, o que pode atrapalhar o fechamento do vasinho que acabou de ser tratado.

    3. Se eu fizer cirurgia de varizes, quanto tempo fico longe da academia?

    Normalmente, de 7 a 15 dias para atividades leves (caminhadas) e até 30 dias para exercícios de alto impacto ou musculação pesada. No inverno, a pausa costuma ser menos frustrante para muitos pacientes.

    4. O laser transdérmico para vasinhos exige menos tempo de repouso?

    Sim, o laser é menos invasivo que a cirurgia convencional, mas ainda assim exige cuidados com o sol, pois a luz do laser sensibiliza a pele.

    5. Vasinhos tratados podem voltar?

    Os vasos tratados são eliminados, mas a predisposição genética continua. Por isso, tratar na “baixa temporada” (inverno) permite que você faça a manutenção anual necessária.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Menopausa precoce: o que é, sintomas, o que causa e se é possível reverter

    Menopausa precoce: o que é, sintomas, o que causa e se é possível reverter

    A menopausa é uma fase natural da vida marcada pelo fim definitivo da menstruação e da capacidade reprodutiva, causada pela redução na produção de hormônios femininos, como estrogênio e progesterona.

    Normalmente, ocorre entre os 45 e 55 anos, mas fatores genéticos, estilo de vida e condições de saúde podem antecipar esse processo. Nesses casos, a condição recebe o nome de falência ovariana precoce, popularmente conhecida como menopausa precoce.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a menopausa precoce acomete cerca de 1% das mulheres antes dos 40 anos e pode trazer impactos significativos para a saúde física e emocional. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é menopausa precoce?

    A menopausa precoce precoce é a interrupção definitiva da menstruação antes dos 40 anos de idade. Ela acontece quando ovários reduzem de forma progressiva a produção de hormônios femininos, especialmente o estrogênio e a progesterona, que regulam o ciclo menstrual e diversas funções do organismo.

    Em condições habituais, a menopausa surge entre 45 e 55 anos, mas nos quadros precoces, a falência ovariana ocorre antes do esperado, resultando na perda da função reprovutiva e em alterações hormonais semelhantes às observadas na menopausa que surge na idade considerada habitual.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, a principal preocupação da menopausa precoce é a redução dos hormônios femininos, que também exercem função protetora sobre a saúde óssea e cardiovascular, muitas vezes uma década antes do esperado.

    De acordo com a SBEM, mulheres com falência ovariana precoce apresentam risco quatro vezes maior de doenças cardíacas e sete vezes maior de osteoporose.

    O que causa a menopausa precoce?

    As causas podem variar bastante e, em muitos casos, não são completamente identificadas. Entre alguns dos fatores associados, é possível destacar:

    • Predisposição genética, quando há histórico familiar: se a mãe ou irmãs entraram na menopausa cedo, o risco é significativamente maior, sugerindo mutações em genes que controlam a reserva de óvulos;
    • Alterações cromossômicas: condições congênitas, como a síndrome de Turner (onde falta um cromossomo X total ou parcialmente) ou a síndrome do X Frágil, podem causar o desenvolvimento incompleto dos ovários ou a perda acelerada de folículos;
    • Doenças autoimunes: o sistema imunológico pode, por erro, produzir anticorpos que atacam o tecido ovariano. Isso é frequentemente observado em mulheres que já possuem outras condições, como tireoidite de Hashimoto, vitiligo ou lúpus;
    • Tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia: quimioterapia e a radioterapia (especialmente na região pélvica) são gonadotóxicas, ou seja, podem “matar” os folículos ovarianos durante o combate às células cancerígenas, resultando em uma menopausa imediata ou acelerada;
    • Cirurgias ginecológicas: a remoção cirúrgica dos dois ovários (ooforectomia bilateral) causa a chamada menopausa cirúrgica. No entanto, mesmo cirurgias que preservam os ovários, mas interferem na irrigação sanguínea da região, podem antecipar a falência do órgão;
    • Tabagismo intenso e prolongado: é o fator de risco evitável mais comum, uma vez que substâncias presentes no cigarro têm efeito tóxico direto nos ovários;
    • Em algumas mulheres, mesmo após investigação detalhada, não é possível apontar uma causa específica.

      Sintomas da menopausa precoce

      Os sintomas da menopausa precoce são semelhantes aos da menopausa em idade regular, mas tendem a ser mais severos e abruptos em algumas mulheres, já que o corpo não teve tempo de se adaptar à queda hormonal gradual.

      Entre os mais comuns, é possível destacar:

      • Ondas de calor e suor noturno;
      • Irregularidade menstrual antes da parada definitiva;
      • Alterações de humor, irritabilidade e ansiedade;
      • Insônia e sono fragmentado;
      • Ressecamento vaginal e desconforto nas relações;
      • Redução da libido;
      • Ganho de peso e mudanças na distribuição de gordura;
      • Queda de cabelo e pele mais ressecada;
      • Dores articulares e musculares;
      • Dificuldade de concentração e lapsos de memória.

      Como a menopausa é diagnosticada?

      O diagnóstico da menopausa precoce começa com uma avaliação clínica detalhada, levando em conta a idade da mulher, o histórico menstrual e a presença de sintomas compatíveis com queda hormonal. A partir dessa suspeita inicial, são solicitados exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico e, em seguida, investigar a causa.

      O principal teste é o exame de sangue de FSH (hormônio folículo-estimulante), que avalia os níveis produzidos pela hipófise. Segundo Andréia, valores elevados de FSH, geralmente acima de 30, associados a níveis baixos de estrogênio e estradiol, confirmam o diagnóstico de falência ovariana.

      Também pode ser solicitada a avaliação do hormônio anti-mülleriano, utilizado para analisar a reserva ovariana. A partir do valor encontrado, é possível estimar se essa reserva está dentro do esperado, reduzida ou mais comprometida.

      Após a confirmação, é necessário uma investigação para identificar o motivo da perda precoce da função dos ovários, a partir de diferentes exames, como exames genéticos, ultrassom e pesquisa de autoanticorpos, para investigação de doenças autoimunes.

      É possível reverter a menopausa precoce?

      Não é possível reverter o processo de falência ovariana, já que a perda da função dos ovários tende a ser permanente. Na maioria dos casos, os ovários deixam de responder de forma adequada aos estímulos hormonais, o que impede a retomada regular da ovulação e da produção hormonal.

      Quem tem menopausa precoce pode engravidar?

      A impossibilidade de reverter a menopausa precoce não significa que uma gravidez não seja possível. Em alguns casos, Andréia explica que a mulher ainda possui alguns óvulos viáveis, que podem ser estimulados e utilizados por meio de técnicas de reprodução assistida.

      Quando não há mais óvulos disponíveis, a doação de óvulos surge como uma alternativa viável para quem deseja engravidar.

      No caso de pessoas que vão entrar em tratamento oncológico e desejam engravidar, existe um protocolo para congelamento de óvulos ou embriões antes da quimioterapia. Assim, mesmo que ela perca a função ovariana depois, ainda terá essa possibilidade no futuro.

      Como é feito o tratamento de menopausa precoce?

      Se a paciente com menopausa precoce não deseja ter filhos, o tratamento é semelhante ao realizado na menopausa que ocorre na idade habitual. Ele é feito para repor os hormônios que o organismo deixou de produzir, aliviando os sintomas e protegendo a saúde a longo prazo.

      A terapia de reposição hormonal, quando não há contraindicações, costuma ser indicada até a idade em que a menopausa ocorreria naturalmente. Ela ajuda a controlar ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal e oscilações de humor, além de reduzir riscos como perda de massa óssea e alterações cardiovasculares.

      Além da reposição hormonal, o acompanhamento médico pode incluir orientações sobre alimentação, prática regular de atividade física, suplementação de cálcio e vitamina D, cuidados com a saúde óssea e avaliação periódica do coração.

      Cuidados na menopausa precoce

      Como a queda hormonal acontece mais cedo do que o esperado, alguns cuidados são necessários para preservar a saúde e a qualidade de vida ao longo dos anos, como:

      1. Acompanhamento médico regular

      O acompanhamento com ginecologista é necessário para avaliar sintomas, ajustar a terapia hormonal quando indicada e monitorar possíveis impactos da deficiência hormonal. As consultas periódicas permitem prevenir complicações e adaptar o tratamento conforme as necessidades de cada mulher.

      2. Cuidado com a saúde óssea

      A redução do estrogênio acelera a perda de massa óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. Por isso, pode ser necessário realizar exames específicos, além de avaliar a necessidade de suplementação de cálcio e vitamina D, sempre com orientação médica.

      3. Atenção à saúde cardiovascular

      Como o estrogênio atua como um escudo protetor para o sistema cardiovascular, auxiliando na manutenção da elasticidade dos vasos e no equilíbrio lipídico, a queda antecipada acende um alerta para a saúde do coração.

      A menopausa precoce pode aumentar o risco de doenças coronárias, tornando importante o controle constante da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de outros fatores de risco metabólicos

      4. Alimentação equilibrada

      Com uma alimentação saudável e equilibrada no dia a dia, é possível reduzir parte dos impactos da queda hormonal e proteger a saúde a longo prazo. Uma dieta adequada contribui para a manutenção da massa óssea, do equilíbrio metabólico e da saúde cardiovascular, além de auxiliar no controle do peso e da disposição física.

      O ideal é apostar em alimentos ricos em cálcio, proteínas, fibras, vitaminas e minerais, que ajudam a minimizar os efeitos da deficiência hormonal e a manter o organismo mais estável.

      Também é importante manter uma boa hidratação e evitar o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras em excesso, que podem aumentar o risco de alterações metabólicas e cardiovasculares.

      5. Prática regular de atividade física

      A prática regular de atividade física contribui para preservar a densidade óssea e a força muscular. Além dos benefícios físicos, o movimento libera endorfinas que estabilizam o humor e melhoram a arquitetura do sono.

      O ideal é uma rotina personalizada, que combine treinos de resistência (musculação) com atividades aeróbicas, respeitando as condições individuais. Uma profissional pode te ajudar nesse processo!

      6. Cuidados com a saúde vaginal e sexual

      O ressecamento vaginal e o desconforto íntimo podem surgir com mais intensidade. Existem tratamentos locais e orientações específicas que ajudam a aliviar os sintomas e a manter o bem-estar e a vida sexual confortável.

      7. Atenção à saúde emocional

      Com a falência ovariana precoce, alterações de humor, ansiedade e irritabilidade podem surgir ao longo do processo. O acompanhamento psicológico é importante para ajudar a mulher a compreender as mudanças hormonais, lidar com o impacto emocional do diagnóstico e desenvolver estratégias para manter o equilíbrio emocional.

      Confira: Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

      Perguntas frequentes

      1. Qual é a diferença entre menopausa e climatério?

      O climatério é o período de transição que antecede a menopausa, onde os hormônios começam a oscilar. A menopausa, tecnicamente, é apenas a data da última menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem sangramento.

      2. Com que idade a menopausa é considerada precoce?

      A menopausa é considerada precoce quando ocorre antes dos 40 anos. Se acontecer entre os 40 e 45 anos, é chamada de menopausa antecipada.

      3. O uso de anticoncepcionais pode causar menopausa precoce?

      Não. Os anticoncepcionais “poupam” a ovulação, mas não impedem o envelhecimento natural dos folículos ovarianos, nem antecipam esse processo.

      4. Ter tido a primeira menstruação muito cedo antecipa a menopausa?

      Não há uma relação direta comprovada. A reserva ovariana é determinada geneticamente e por outros fatores ambientais, não apenas pela data da primeira menstruação.

      5. O que é o “rejuvenescimento ovariano”?

      É um termo usado para técnicas experimentais (como a injeção de plasma rico em plaquetas nos ovários) que tentam “reativar” folículos dormentes. No entanto, ainda não possuem comprovação científica robusta para serem indicadas como tratamento padrão.

      6. O consumo de álcool interfere nos sintomas da menopausa?

      Sim. O álcool pode atuar como um gatilho para os fogachos (ondas de calor) e piorar a qualidade do sono, que já costuma estar fragmentado nessa fase.

      Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos