Autor: Dra. Juliana Soares

  • Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece? 

    Desmaio por emoção ou susto: por que isso acontece? 

    É comum ver pessoas que desmaiam ao receberem uma notícia chocante, levarem um susto repentino ou passarem por uma emoção muito forte. Apesar de assustador, esse tipo de episódio, na maioria das vezes, tem uma explicação fisiológica clara e está relacionado à chamada síncope vasovagal.

    A síncope vasovagal é a causa mais frequente de desmaio em pessoas saudáveis. Ela acontece quando o sistema nervoso reage de forma exagerada a um estímulo emocional ou físico, provocando uma queda súbita da pressão arterial e, às vezes, da frequência cardíaca. Com menos sangue chegando ao cérebro por alguns segundos, ocorre a perda temporária da consciência.

    O que é a síncope vasovagal

    A síncope vasovagal é um tipo de desmaio provocado por um reflexo do sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções automáticas como batimentos cardíacos, pressão arterial e respiração.

    Nesse tipo de desmaio, dois mecanismos principais acontecem ao mesmo tempo:

    • Vasodilatação (vasodepressão): os vasos sanguíneos se dilatam de forma abrupta, fazendo a pressão arterial cair;
    • Bradicardia (cardioinibição): o coração pode bater mais devagar do que o esperado naquele momento.

    Essa combinação reduz temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro, levando ao desmaio.

    Por que o susto ou a emoção desencadeiam o desmaio?

    Situações de medo, ansiedade, susto ou emoção intensa ativam fortemente o sistema nervoso. Em pessoas predispostas, essa ativação pode, paradoxalmente, desencadear o reflexo vasovagal.

    Entre os gatilhos mais comuns estão:

    • Receber uma notícia chocante ou traumática;
    • Ver sangue ou passar por procedimentos médicos;
    • Ter medo intenso ou pânico repentino;
    • Ficar muito ansioso ou estressado;
    • Permanecer muito tempo em pé em ambiente quente.

    Nessas circunstâncias, o corpo reage de forma exagerada, causando queda súbita da pressão arterial e possível desmaio.

    O que a pessoa sente antes de desmaiar?

    Na maioria dos casos, o desmaio não acontece de forma totalmente inesperada. Antes de perder a consciência, muitas pessoas apresentam sinais de alerta, chamados pródromos.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Tontura ou sensação de cabeça leve;
    • Suor frio;
    • Palidez;
    • Náuseas;
    • Visão embaçada ou escurecimento visual;
    • Zumbido no ouvido;
    • Sensação de fraqueza nas pernas.

    Esses sinais indicam que o desmaio pode estar prestes a acontecer. Ao percebê-los, a pessoa deve tentar sentar ou deitar imediatamente para evitar quedas e traumas.

    O que acontece durante e depois do desmaio?

    A síncope vasovagal geralmente dura poucos segundos e raramente ultrapassa 1 a 2 minutos. Quando a pessoa cai ou se deita, o fluxo sanguíneo para o cérebro melhora rapidamente, permitindo a recuperação espontânea da consciência.

    Após o episódio, é comum sentir:

    • Cansaço ou sonolência;
    • Confusão leve e passageira;
    • Mal-estar geral.

    Esses sintomas costumam melhorar gradualmente em pouco tempo.

    Quando devo me preocupar?

    Na maior parte das vezes, a síncope vasovagal é benigna. Ainda assim, é importante procurar avaliação médica se:

    • Os desmaios forem frequentes;
    • Ocorrerem sem sintomas prévios;
    • Acontecerem durante exercício físico;
    • Houver histórico de doença cardíaca;
    • A pessoa se machucar durante a queda.

    Nessas situações, é fundamental investigar outras possíveis causas de desmaio, como alterações cardíacas ou neurológicas.

    Como prevenir novos episódios

    Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de novos episódios de síncope vasovagal:

    • Evitar ficar muito tempo em pé sem se movimentar;
    • Manter boa hidratação;
    • Evitar ambientes muito quentes;
    • Ao perceber os primeiros sintomas, sentar ou deitar imediatamente;
    • Seguir orientações médicas específicas em casos recorrentes.

    Em pessoas com episódios frequentes, o médico pode indicar estratégias adicionais para controle.

    Confira: Pressão arterial oscilante: o que pode causar e quando é perigoso

    Perguntas frequentes sobre síncope vasovagal

    1. Síncope vasovagal é perigosa?

    Na maioria dos casos, não. Ela é considerada benigna, mas deve ser avaliada se ocorrer repetidamente ou em situações atípicas.

    2. Desmaio por susto é sempre síncope vasovagal?

    Nem sempre, mas é a causa mais comum quando ocorre após emoção intensa.

    3. É possível evitar o desmaio?

    Sim. Ao perceber os sintomas iniciais, deitar-se ou sentar-se pode evitar a perda de consciência.

    4. Quem tem síncope vasovagal tem problema no coração?

    Geralmente não. A síncope vasovagal ocorre por reflexo do sistema nervoso, não por doença cardíaca estrutural.

    5. Pode acontecer mais de uma vez?

    Sim. Algumas pessoas são mais predispostas e podem ter episódios recorrentes.

    6. Crianças e adolescentes podem ter?

    Sim. A síncope vasovagal é comum em jovens e adultos jovens.

    7. Precisa fazer exames?

    Depende do contexto. Quando há fatores de risco ou sinais de alerta, exames podem ser solicitados para descartar outras causas.

    Veja mais: Desmaio: causas, o que fazer e quando procurar o médico

  • Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças 

    Enteroviroses: o que são e por que infectam tantas crianças 

    As enteroviroses são um conjunto de infecções causadas por vírus do gênero Enterovirus, da família Picornaviridae. Esses vírus têm grande capacidade de circulação na população e podem infectar o trato gastrointestinal e respiratório, com possibilidade de disseminação para outros órgãos.

    Muito comuns em todo o mundo, as enteroviroses afetam principalmente crianças, mas também podem acometer adultos. A maioria dos casos evolui de forma leve ou até assintomática, porém algumas infecções podem causar quadros mais graves, como meningite viral, inflamação do músculo cardíaco e manifestações neurológicas.

    O que são enteroviroses

    As enteroviroses incluem doenças causadas por diferentes tipos de enterovírus, como:

    • Coxsackievírus;
    • Echovírus;
    • Enterovírus humanos não-poliomielíticos;
    • Vírus da poliomielite, em regiões onde ainda há circulação.

    Esses vírus têm em comum a capacidade de se replicar inicialmente no trato gastrointestinal após infecção, principalmente pela via fecal-oral, e causar manifestações clínicas variadas.

    A infecção pode começar pelo contato com fezes contaminadas, água ou alimentos infectados. Em algumas situações, também ocorre disseminação por secreções respiratórias.

    Como as enteroviroses são transmitidas

    A principal forma de transmissão das enteroviroses é a via fecal-oral, ou seja, pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes que contêm o vírus. Pequenas quantidades virais já são suficientes para causar infecção.

    Outras formas de transmissão incluem:

    • Gotículas respiratórias ou contato com secreções de pessoas infectadas;
    • Superfícies contaminadas e mãos não higienizadas adequadamente.

    Essa combinação explica por que as enteroviroses se espalham com facilidade em creches, escolas e ambientes com grande circulação de crianças.

    Sintomas das enteroviroses

    Os sintomas variam conforme o tipo de enterovírus e a resposta do organismo da pessoa infectada.

    Sintomas inespecíficos

    Muitos casos cursam com manifestações leves ou até ausência de sintomas, especialmente em adultos. Os sinais mais comuns são:

    • Febre;
    • Mal-estar geral;
    • Dor de cabeça;
    • Náuseas;
    • Dor corporal.

    Esses sintomas podem se confundir facilmente com outras infecções virais comuns.

    Quadros respiratórios

    Alguns enterovírus causam infecções do trato respiratório superior, principalmente em crianças, com sintomas como:

    • Coriza;
    • Tosse;
    • Dor de garganta.

    Doenças específicas associadas

    Em uma parcela menor dos casos, podem ocorrer manifestações mais graves, como:

    • Meningite viral: cefaleia intensa, febre e rigidez de nuca;
    • Encefalite: inflamação do cérebro, com confusão mental e alterações neurológicas;
    • Miocardite e pericardite: inflamação do músculo cardíaco ou das membranas que envolvem o coração;
    • Doenças cutâneas e exantemas, incluindo a síndrome mão-pé-boca, mais comum na infância.

    Diagnóstico

    O diagnóstico das enteroviroses é baseado na avaliação clínica e no contexto epidemiológico, sendo complementado por exames laboratoriais quando necessário.

    Exames laboratoriais

    Os exames mais utilizados são:

    • PCR (reação em cadeia da polimerase) para detecção do RNA viral em fezes, líquor, sangue ou secreções respiratórias;
    • Cultura viral e sorologia, que podem ser úteis em investigações epidemiológicas ou para identificação do tipo viral, mas não são necessárias na maioria dos casos.

    A indicação dos exames depende da gravidade do quadro e da suspeita de complicações.

    Tratamento e cuidados

    Não existe tratamento antiviral específico para a maioria das enteroviroses. Por isso, o manejo é basicamente de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações.

    As principais medidas incluem:

    • Hidratação adequada;
    • Controle da febre e da dor com analgésicos ou antipiréticos;
    • Repouso;
    • Monitoramento clínico, especialmente de sinais neurológicos ou cardíacos.

    Em casos de meningite viral ou outras complicações, pode ser necessária internação e suporte clínico avançado.

    Prevenção

    Como não há vacinas disponíveis para todos os enterovírus, com exceção da poliomielite, incluída no calendário vacinal, a prevenção baseia-se principalmente em medidas de higiene:

    • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão;
    • Garantir saneamento básico adequado;
    • Consumir água tratada;
    • Evitar contato próximo com pessoas infectadas durante surtos.

    Essas medidas reduzem de forma significativa a transmissão fecal-oral e respiratória.

    Confira: Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

    Perguntas frequentes sobre enteroviroses

    1. Enteroviroses são contagiosas?

    Sim. A transmissão fecal-oral e respiratória facilita a disseminação, principalmente entre crianças.

    2. Todas as enteroviroses são graves?

    Não. A maioria causa sintomas leves ou nenhum sintoma, embora possam ocorrer formas graves.

    3. Existe vacina para enteroviroses?

    A única vacina amplamente disponível é contra a poliomielite. Para os demais enterovírus, ainda não há imunização específica.

    4. Crianças adoecem mais?

    Sim. Crianças em idade pré-escolar e escolar são mais afetadas devido ao contato próximo e à imunidade ainda em desenvolvimento.

    5. Como prevenir a infecção?

    Com higiene adequada das mãos, saneamento básico e consumo de água tratada.

    6. Enteroviroses podem ser fatais?

    Casos graves são raros, mas podem ocorrer quando há acometimento do sistema nervoso central ou do coração.

    7. Quando procurar atendimento médico?

    Se houver sinais de meningite, dificuldade respiratória, dor no peito, confusão mental ou piora rápida do quadro.

    Veja também: Piolhos (pediculose): o que são e como tratar corretamente

  • 9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato

    9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato

    Vegetais, fontes de proteína e gorduras boas são apenas alguns dos itens que fazem parte de um prato nutritivo, que contribui para o corpo funcionar melhor no dia a dia. E não é muito difícil montar esse tipo de refeição, sabia?

    Com escolhas simples e acessíveis, é possível deixar o prato mais completo, colorido e nutritivo, contribuindo para mais energia, saciedade e saúde a longo prazo.

    Para te ajudar, listamos 9 dicas para trazer mais nutrientes para o seu prato de forma simples! Confira!

    1. Enriqueça o feijão e as leguminosas

    Ao cozinhar feijão, lentilha ou grão-de-bico, adicione vegetais de consistência firme, como cenoura, beterraba ou abóbora. Isso eleva o teor de fibras e betacaroteno sem comprometer o paladar da preparação.

    2. Adicione frutas na salada

    Se a salada parece sem graça, você pode adicionar frutas como manga, morango, maçã ou gomos de laranja, que trazem um contraste doce e ácido. Além disso, a vitamina C das frutas cítricas ajuda o corpo a absorver melhor o ferro dos vegetais verdes-escuros.

    3. Aposte em sementes no dia a dia

    Durante as refeições, mantenha um pote com um mix de linhaça, chia, gergelim ou semente de girassol na mesa. Polvilhe uma colher de sopa sobre o arroz, a salada ou até no iogurte.

    É uma forma simples de incluir gorduras boas, como o ômega-3, além de minerais importantes para o funcionamento do corpo.

    4. Varie os refogados

    Para deixar a refeição mais nutritiva desde o começo, tente variar os temperos naturais do refogado. Além da cebola e do alho, use alho-poró, pimentão, talos de salsa ou outros legumes que tiver em casa.

    Quanto mais cores entram na panela no início do preparo, maior é a quantidade de compostos benéficos no prato final.

    5. Aproveite o alimento por inteiro

    Antes de jogar fora talos e folhas, pense em como aproveitá-los. Talos de couve, brócolis e até folhas de cenoura, por exemplo, são ricos em nutrientes e podem ser picados para refogados, arroz, recheios ou sopas, reduzindo o desperdício e aumentando o valor nutricional da refeição.

    6. Prefira molhos caseiros

    Sempre que possível, troque os molhos prontos por versões feitas em casa, como azeite de oliva, vinagre, limão ou iogurte natural. Assim, você evita o excesso de sal, conservantes e aditivos presentes nos produtos prontos.

    7. Use ervas para temperar

    Manjericão, alecrim, orégano, salsinha e outras ervas frescas ou secas deixam a comida mais saborosa. Além disso, ajudam a diminuir a quantidade de sal necessária e ainda fornecem compostos antioxidantes.

    8. Use ovos batidos em massas e recheios

    Ao preparar tortas, panquecas ou legumes assados, você pode usar ovos batidos para dar liga. Além de melhorar a textura, os ovos acrescentam proteínas de alta qualidade e colina, nutriente importante para a saúde do cérebro

    9. Monte o prato com equilíbrio

    Uma forma fácil para se orientar é preencher metade do prato com vegetais, crus ou cozidos. A outra metade você divide entre proteína e carboidrato, sempre tentando variar as cores.

    Lembre-se: evite os ultraprocessados!

    Os alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, refrigerantes, embutidos e comidas prontas congeladas costumam ter excesso de sal, açúcar, gorduras ruins e aditivos químicos. Eles passam por muitos processos industriais e acabam oferecendo poucos nutrientes de verdade para o corpo.

    Quando o consumo é frequente, aumenta o risco de ganho de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde.

    Por isso, sempre que possível, dê preferência a alimentos naturais ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos, ovos e carnes frescas.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

    Perguntas frequentes

    1. Colocar vegetais no feijão retira os nutrientes do grão?

    Não, pelo contrário, os nutrientes dos vegetais são incorporados ao caldo, enriquecendo a preparação. O cozimento conjunto é uma estratégia eficiente para aumentar o consumo de vitaminas e minerais.

    2. Comer a casca dos alimentos é seguro?

    Sim, desde que os alimentos sejam bem higienizados. A casca concentra a maior parte das fibras e muitos nutrientes que seriam descartados. Priorize consumir com casca batatas, cenouras, maçãs e pepinos.

    3. Fruta na salada não aumenta muito o açúcar da refeição?

    A quantidade de açúcar (frutose) em uma porção pequena de fruta na salada é baixa. Além disso, as fibras dos vegetais folhosos ajudam a controlar a absorção desse açúcar, tornando a combinação saudável.

    4. As sementes (chia, linhaça) precisam ser trituradas?

    A linhaça e o gergelim aproveitam-se melhor se forem levemente triturados, facilitando a absorção dos nutrientes pelo organismo. Já a chia pode ser consumida inteira ou hidratada.

    5. Congelar os alimentos faz perder nutrientes?

    O congelamento doméstico preserva a maioria dos nutrientes. Se os vegetais forem branqueados (passados rapidamente por água fervente e depois gelada) antes de congelar, eles mantêm ainda mais as suas propriedades.

    6. O consumo de ovos aumenta o colesterol?

    Para a maioria das pessoas, o consumo moderado de ovos não eleva significativamente o colesterol sanguíneo. O ovo é uma fonte acessível de proteínas e vitaminas, como a colina. O cuidado deve estar na forma de preparo, preferindo versões cozidas, mexidas ou pochê em vez de fritas em imersão.

    7. Como manter os nutrientes dos alimentos por mais tempo na geladeira?

    Primeiro de tudo, armazene os vegetais em recipientes fechados ou em sacos próprios para alimentos, retirando o excesso de ar sempre que possível.

    Também é importante evitar lavar os vegetais antes de guardá-los, pois a umidade favorece a proliferação de fungos e acelera a deterioração. A lavagem deve ser feita apenas no momento do consumo.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

  • 13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    13 benefícios do exercício físico para a saúde (e como começar a treinar)

    Você já deve saber que a prática de atividades físicas é necessária em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade. Mas, quando é feita de forma estruturada, como por meio de exercícios físicos, ela vai além do simples movimento do dia a dia.

    Por serem atividades planejadas e repetidas com frequência, elas promovem adaptações positivas no corpo, como aumento da força muscular, melhora do condicionamento físico e maior resistência.

    A seguir, listamos 13 benefícios do exercício físico para a saúde e dicas para você começar a treinar com segurança.

    1. Controle do peso corporal

    O exercício físico aumenta o gasto energético e ajuda a acelerar o metabolismo. Quando combinada a uma alimentação equilibrada, ela facilita a queima de gordura e a manutenção da massa magra, prevenindo a obesidade e as diversas complicações metabólicas associadas ao excesso de tecido adiposo.

    2. Melhora da saúde mental e humor

    Durante o esforço físico, o cérebro libera endorfina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e relaxamento. Ele também ajuda a diminuir o cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que se acumula em situações de tensão.

    3. Fortalecimento do sistema imunológico

    O exercício moderado auxilia na renovação das células de defesa e melhora a circulação dos glóbulos brancos. Isso permite que o sistema imune detecte e combata patógenos mais rapidamente, tornando o organismo mais resiliente contra infecções comuns, como gripes e resfriados.

    4. Prevenção de doenças cardiovasculares

    Assim como os outros músculos do corpo, o coração se fortalece com a prática de exercício físico. A atividade regular melhora a circulação sanguínea, ajuda a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol, além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

    5. Controle da glicemia

    A prática regular aumenta a sensibilidade à insulina, permitindo que as células utilizem melhor a glicose disponível no sangue. Para quem tem diabetes tipo 2 ou pré-diabetes, isso ajuda a manter os níveis de açúcar estáveis, reduzindo a dependência de medicamentos e prevenindo danos aos órgãos.

    6. Melhora da qualidade do sono

    Pessoas que treinam regularmente tendem a pegar no sono mais rápido e a atingir estágios mais profundos de descanso. O gasto de energia e a regulação do ritmo circadiano promovidos pela atividade ajudam a combater a insônia e garantem que o corpo realize os processos de reparação necessários durante a noite.

    7. Prevenção da osteoporose

    O exercício, especialmente os de impacto e resistência (como musculação ou caminhada), estimula a regeneração óssea.

    O estresse mecânico aplicado aos ossos durante a atividade sinaliza ao corpo para depositar mais cálcio e minerais, aumentando a densidade mineral óssea e reduzindo drasticamente o risco de fraturas e o desenvolvimento da osteoporose.

    8. Alívio de dores crônicas

    O movimento regular pode ajudar a reduzir dores crônicas, como na lombar ou articulações. Ao fortalecer a musculatura de suporte e aumentar a flexibilidade, o exercício retira a sobrecarga das articulações e melhora a lubrificação (líquido sinovial) nas juntas.

    9. Melhora da saúde digestiva

    A atividade física ajuda a estimular o peristaltismo, que são os movimentos naturais do intestino. Isso facilita a passagem dos alimentos pelo trato digestivo, combatendo a constipação (prisão de ventre) e auxiliando na manutenção de um bioma intestinal mais saudável.

    10. Aumento da capacidade cognitiva e memória

    O fluxo sanguíneo aumentado para o cérebro estimula a neuroplasticidade e a produção de proteínas que protegem os neurônios.

    De acordo com estudos, pessoas fisicamente ativas têm menor risco de declínio cognitivo e doenças degenerativas, como o Alzheimer, além de apresentarem melhor foco e clareza mental.

    11. Melhora da capacidade pulmonar

    Durante o esforço, os pulmões trabalham mais para oxigenar o sangue, o que fortalece os músculos envolvidos na respiração (como o diafragma). Com o tempo, o sistema respiratório se torna mais eficiente, permitindo que você respire com menos esforço durante atividades intensas e até em repouso.

    12. Melhora da autonomia e independência

    O exercício fortalece os músculos e melhora a coordenação motora, o que permite que indivíduos realizem tarefas do cotidiano — como subir escadas, carregar compras ou levantar-se de uma cadeira, sem ajuda externa, preservando a dignidade e a liberdade por muito mais tempo.

    13. Aumento da longevidade

    Ser uma pessoa ativa reduz o risco de mortalidade por todas as causas, garantindo não apenas que você viva por mais tempo, mas que esses anos sejam vividos com qualidade, energia e vitalidade.

    Como começar a treinar?

    Se você é iniciante e está pensando em começar uma rotina de treinos, o ideal é dar os primeiros passos com calma. Veja algumas dicas:

    • Comece devagar, respeitando os limites do corpo e aumentando a intensidade aos poucos;
    • Defina dias e horários fixos para criar uma rotina mais fácil de manter;
    • Use roupas e calçados adequados para evitar desconfortos e lesões;
    • Mantenha o corpo hidratado antes, durante e após o treino;
    • Respeite os intervalos de descanso entre os exercícios;
    • Faça alongamentos leves, principalmente após a atividade;
    • Mantenha atenção à postura para evitar sobrecarga e lesões;
    • Se possível, busque orientação de um profissional de educação física;
    • Em caso de problemas de saúde, converse com um médico antes de iniciar os exercícios.

    O mais importante no início é executar os movimentos corretamente e manter regularidade, sem ter pressa para ver resultados.

    Veja também: Micro-hábitos diários: por que eles têm tanto impacto na saúde a longo prazo?

    Perguntas frequentes

    1. Quanto tempo de atividade física devo fazer por semana?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, para adultos, pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada (como caminhada rápida) ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa por semana. Também é importante incluir dois dias de fortalecimento muscular.

    2. Qual o melhor horário para treinar: manhã, tarde ou noite?

    O melhor horário é aquele em que você consegue ser consistente. Treinar de manhã pode acelerar o metabolismo e garantir que a tarefa seja cumprida logo cedo; treinar à noite pode ajudar a desestressar, mas para algumas pessoas, pode interferir no sono se for muito intenso e próximo à hora de dormir.

    3. Posso treinar todos os dias?

    Sim, desde que você alterne a intensidade e os grupos musculares. O corpo precisa de descanso para recuperar as fibras musculares e evitar o overtraining. Se treinou as pernas intensamente hoje, amanhã foque em braços ou faça uma caminhada leve (descanso ativo).

    4. É necessário tomar suplementos para ter resultado?

    Não, a maioria das pessoas consegue todos os nutrientes necessários através de uma alimentação equilibrada. Suplementos como Whey Protein ou Creatina são apenas para facilitar e devem ser usados preferencialmente sob orientação de um nutricionista.

    5. Posso treinar em jejum?

    Isso depende da sua adaptação e da intensidade do treino. Os treinos leves podem ser feitos em jejum por algumas pessoas, mas atividades intensas podem causar tontura e queda de rendimento. O ideal é testar como o corpo reage ou consultar um especialista.

    6. Estou acima do peso, posso começar correndo?

    O ideal para quem está muito acima do peso é começar com atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou bicicleta, para proteger as articulações (joelhos e tornozelos) até que o corpo esteja mais fortalecido.

    7. Alongar antes ou depois do treino?

    O alongamento estático (parado) é mais indicado após o treino para relaxar a musculatura. Antes do treino, prefira o aquecimento dinâmico (movimentos circulares, polichinelos leves), que prepara as articulações e aumenta a temperatura corporal.

    Leia mais: Atividade física e produtividade: como mexer o corpo melhora o cérebro

  • PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV 

    PrEP e PEP: o que são e como ajudam a prevenir o HIV 

    A prevenção do HIV evoluiu muito nas últimas décadas. Além do uso de preservativos e da testagem regular, hoje existem estratégias eficazes baseadas em medicamentos que ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção em situações específicas. É nesse contexto que entram a PrEP e a PEP.

    Apesar de serem termos cada vez mais citados em campanhas de saúde, ainda existe confusão sobre o que cada um significa, quando usar e para quem são indicados. Entender essas diferenças é essencial para fazer escolhas informadas e buscar ajuda no momento certo.

    O que são PrEP e PEP

    PrEP e PEP são estratégias de profilaxia, ou seja, de prevenção do HIV por meio do uso de medicamentos antirretrovirais. Elas não substituem outras medidas preventivas, mas ampliam a proteção quando usadas corretamente.

    • PrEP é usada antes de uma possível exposição ao HIV;
    • PEP é usada depois de uma situação de risco.

    Cada uma tem indicações, prazos e formas de uso diferentes.

    O que é PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)

    A PrEP consiste no uso regular de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm HIV, mas que apresentam risco aumentado de exposição ao vírus.

    Como a PrEP funciona

    Quando tomada corretamente, a PrEP mantém níveis do medicamento no organismo capazes de impedir que o HIV se estabeleça, mesmo que haja contato com o vírus.

    Ela não age como uma vacina, mas como uma proteção contínua enquanto o medicamento está sendo usado de forma adequada.

    Para quem a PrEP é indicada

    A PrEP é indicada para pessoas que não vivem com HIV e que podem se expor ao vírus de forma recorrente, como:

    • Pessoas com parceiros(as) vivendo com HIV;
    • Histórico de episódios de infecções sexualmente transmissíveis;
    • Pessoas que não usam preservativo de forma consistente;
    • Homens que fazem sexo com homens;
    • Pessoas trans;
    • Contexto de relações sexuais em troca de valores financeiros, objetos, drogas, moradia ou outros benefícios;
    • Pessoas que usam drogas injetáveis.

    A indicação é sempre feita após avaliação em serviço de saúde.

    Como é o uso da PrEP

    • Uso contínuo, geralmente diário;
    • Acompanhamento regular com testes de HIV e outras ISTs;
    • Monitoramento clínico e laboratorial periódico.

    É importante lembrar que a PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, nem contra gravidez.

    O que é PEP (Profilaxia Pós-Exposição)

    A PEP é uma medida de emergência, usada após uma situação de risco para infecção pelo HIV.

    Quando a PEP é indicada

    A PEP pode ser indicada após situações como:

    • Relação sexual sem preservativo;
    • Rompimento do preservativo;
    • Violência sexual;
    • Acidente com material biológico (agulhas, perfurocortantes);
    • Compartilhamento de seringas.

    Prazo é fundamental

    A PEP só funciona se iniciada rapidamente:

    • Idealmente nas primeiras horas;
    • No máximo até 72 horas após a exposição.

    Quanto mais cedo, maior a eficácia.

    Como funciona o tratamento com PEP

    • Uso de antirretrovirais por 28 dias consecutivos;
    • Acompanhamento médico durante e após o uso;
    • Realização de testes para HIV e outras ISTs.

    A PEP não garante 100% de proteção, mas reduz significativamente o risco quando usada corretamente.

    Diferença entre PrEP e PEP

    Característica PrEP PEP
    Quando usar Antes da exposição Depois da exposição
    Objetivo Prevenção contínua Prevenção de emergência
    Duração Uso regular enquanto houver risco 28 dias
    Prazo para iniciar Planejado Até 72 horas após o risco
    Acompanhamento Contínuo Temporário

    PrEP e PEP substituem o preservativo?

    Não. Embora sejam estratégias altamente eficazes contra o HIV, preservativos continuam sendo fundamentais, pois:

    • Protegem contra outras ISTs;
    • Evitam gravidez;
    • Reduzem a exposição a múltiplos agentes infecciosos.

    A combinação de métodos é o que oferece maior proteção.

    Onde buscar PrEP e PEP

    No Brasil, PrEP e PEP são oferecidas gratuitamente pelo SUS, em serviços de saúde habilitados, como:

    • Unidades básicas de saúde;
    • Serviços especializados em IST/HIV;
    • Hospitais de referência.

    A orientação é sempre procurar atendimento médico para avaliação individual.

    Leia mais: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre PrEP e PEP

    1. PrEP é a mesma coisa que tratamento do HIV?

    Não. A PrEP é usada por pessoas sem HIV para prevenir a infecção.

    2. Posso usar PEP mais de uma vez?

    Pode, mas o uso repetido indica necessidade de avaliação para PrEP ou outras estratégias preventivas.

    3. PrEP protege contra todas as ISTs?

    Não. Ela protege apenas contra o HIV.

    4. Se eu esquecer doses da PrEP, ela perde o efeito?

    A eficácia depende da adesão. Esquecimentos frequentes reduzem a proteção.

    5. A PEP causa muitos efeitos colaterais?

    A maioria das pessoas tolera bem, mas podem ocorrer náuseas, mal-estar ou fadiga, geralmente leves e transitórios.

    6. Preciso fazer teste de HIV para usar PrEP ou PEP?

    Sim. A testagem faz parte do protocolo antes, durante e após o uso.

    7. Quem usa PrEP precisa continuar fazendo exames?

    Sim. O acompanhamento regular é essencial para segurança e eficácia.

    Veja mais: HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje

  • HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje 

    HIV: o que é, como se pega e como é o tratamento hoje 

    Já faz um tempo que o HIV deixou de ser uma sentença inevitável para se tornar uma condição tratável, desde que seja identificada a tempo e acompanhada com regularidade. Ainda assim, o vírus continua circulando, e muita gente só descobre a infecção depois de meses (ou anos), quando o sistema imunológico já está mais vulnerável.

    A boa notícia é que hoje existem estratégias bem definidas para diagnóstico, início rápido do tratamento e prevenção. Em outras palavras: quanto mais cedo a pessoa sabe, mais cedo ela se protege e protege os outros.

    O que é HIV

    HIV é a sigla para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células de defesa (como os linfócitos CD4), enfraquecendo o sistema imunológico ao longo do tempo se não houver tratamento.

    HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não. HIV é o vírus. Aids é uma fase mais avançada da infecção, em que a imunidade fica muito comprometida e aumentam as chances de infecções oportunistas e algumas doenças associadas. Nem toda pessoa com HIV desenvolve Aids, especialmente quando trata a doença corretamente.

    Como o HIV é transmitido

    A transmissão acontece quando há contato com fluidos corporais capazes de carregar o vírus, principalmente:

    • Relação sexual sem proteção (vaginal e anal; o risco varia conforme práticas e presença de outras ISTs).
    • Sangue (compartilhamento de agulhas/seringas ou materiais perfurocortantes; exposição ocupacional).
    • Da gestação, parto ou amamentação para o bebê, quando a gestante não sabe que é portadora do vírus e/ou não está em tratamento.

    O que NÃO transmite HIV

    No dia a dia, o HIV não é transmitido por:

    • Beijo, abraço ou aperto de mão;
    • Uso de copos, talheres ou banheiro;
    • Suor, lágrima ou picada de mosquito.

    Sintomas do HIV

    Os sintomas podem variar muito. Há pessoas que passam um longo período sem notar nada, e isso é um dos motivos pelos quais testar periodicamente é tão importante.

    HIV na fase aguda (primeiras semanas após a infecção)

    Nas primeiras semanas após a infecção, algumas pessoas apresentam uma “síndrome gripal” mais intensa, com sintomas como:

    • Febre, dor no corpo e dor de garganta;
    • Ínguas (linfonodos aumentados);
    • Manchas na pele;
    • Mal-estar importante.

    Esses sinais não confirmam HIV sozinhos, mas, se houve comportamento de risco nas semanas anteriores, são um alerta para buscar testagem e avaliação.

    Fase crônica sem tratamento

    Sem tratamento, a pessoa pode ficar assintomática por um período prolongado, mas o vírus segue ativo, reduzindo gradualmente a imunidade.

    Aids (fase avançada)

    Quando a imunidade cai muito, podem surgir infecções e condições mais graves. Essa fase exige avaliação médica imediata e tratamento estruturado.

    Diagnóstico: como confirmar HIV

    O diagnóstico é feito por testes específicos, disponíveis gratuitamente na rede de saúde. Em geral, a confirmação segue fluxos definidos, com teste inicial e confirmação conforme o protocolo local.

    Por que o diagnóstico precoce muda tudo?

    Porque permite:

    • Iniciar o tratamento cedo;
    • Reduzir o risco de complicações;
    • Diminuir a transmissão, ao controlar a carga viral.

    Tratamento do HIV atualmente

    O tratamento é feito com terapia antirretroviral (TARV), que controla a replicação do vírus. A orientação atual é iniciar o tratamento o quanto antes, pois isso traz benefício individual e coletivo.

    Como funciona na prática

    De forma geral, o cuidado envolve:

    • Escolha de um esquema de antirretrovirais adequado;
    • Acompanhamento da carga viral e, quando indicado, de marcadores como CD4;
    • Manejo de efeitos adversos e comorbidades;
    • Manutenção da adesão ao tratamento.

    No Brasil, os protocolos reforçam o início rápido da TARV, inclusive com estratégias de início no mesmo dia quando indicado, e o monitoramento até alcançar supressão viral.

    Carga viral indetectável: o que significa

    Quando o tratamento funciona bem e a pessoa mantém boa adesão, é possível atingir carga viral indetectável. Isso está associado a:

    • Melhor proteção do sistema imunológico;
    • Menor risco de evolução para Aids;
    • Redução muito importante do risco de transmissão sexual quando a carga viral permanece suprimida, conforme evidências consolidadas.

    E se a pessoa parar o tratamento?

    Interromper ou usar a medicação de forma irregular pode levar a:

    • Retorno da multiplicação do vírus;
    • Queda da imunidade;
    • Maior risco de adoecimento;
    • Seleção de vírus resistentes aos medicamentos.

    Prevenção: como reduzir o risco

    Mesmo com tratamento eficaz, a prevenção continua sendo parte essencial do cuidado em saúde pública e individual.

    PrEP (profilaxia pré-exposição)

    A PrEP é uma estratégia preventiva para pessoas com maior risco de exposição ao HIV, com protocolo próprio de acompanhamento e testagem.

    PEP (profilaxia pós-exposição)

    A PEP é uma medida de urgência após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida, violência sexual ou acidente com material biológico. É fundamental procurar atendimento imediatamente, pois existe uma janela de tempo para início conforme os protocolos.

    Confira: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes sobre HIV

    1. HIV e Aids são a mesma coisa?

    Não. HIV é o vírus; Aids é uma fase mais avançada da infecção, quando a imunidade fica muito comprometida.

    2. Dá para ter HIV e não sentir nada?

    Sim. Muitas pessoas ficam assintomáticas por um período, por isso a testagem é tão importante.

    3. Quais são os sintomas do HIV no começo?

    Pode parecer uma virose forte, com febre, mal-estar, dor no corpo, dor de garganta, ínguas e manchas na pele em algumas pessoas.

    4. HIV pega por beijo, abraço ou talheres?

    Não. O HIV não é transmitido por contato social do dia a dia.

    5. O tratamento do HIV é para a vida toda?

    Em geral, sim. A TARV controla o vírus e protege a imunidade, mas exige uso regular e acompanhamento.

    6. O que é “carga viral indetectável”?

    É quando o tratamento reduz o HIV no sangue a níveis tão baixos que os exames não detectam; isso está associado a melhor prognóstico e redução importante do risco de transmissão com carga viral suprimida.

    7. O que fazer após uma situação de risco para HIV?

    Procurar atendimento imediatamente para avaliação e, quando indicado, iniciar PEP dentro da janela recomendada pelos protocolos.

    Veja também: Pouca dor, muito risco: o perigo da hepatite C

  • Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê 

    Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê 

    A roséola, também chamada de exantema súbito, é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente pelos vírus Herpesvírus humano tipo 6 (HHV-6) e Herpesvírus humano tipo 7 (HHV-7). Ela acomete sobretudo bebês entre 6 meses e 1 ano de idade, sendo que cerca de 90% dos casos ocorrem antes dos 2 anos.

    Na maioria das vezes, trata-se de uma doença benigna e autolimitada, com um padrão clínico bastante característico: primeiro surge febre alta por alguns dias e, após a queda abrupta da febre, aparecem manchas avermelhadas na pele. Esse comportamento ajuda a diferenciar a roséola de outras doenças exantemáticas da infância.

    O que é roséola

    A roséola é uma infecção viral típica da primeira infância. Após a exposição ao vírus, ocorre multiplicação inicial nas glândulas salivares, seguida da disseminação pelo organismo.

    O período de incubação costuma ser de aproximadamente 9 a 10 dias até o início dos sintomas. A maioria das crianças desenvolve imunidade duradoura após a infecção.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre de forma simples e cotidiana, principalmente em ambientes com contato próximo entre crianças e adultos.

    As principais formas de transmissão são:

    • Contato com saliva;
    • Aerossóis respiratórios;
    • Compartilhamento de objetos levados à boca.

    Mesmo em famílias com bons hábitos de higiene, a roséola pode ocorrer, pois é uma infecção extremamente comum na infância.

    Sintomas da roséola

    A roséola apresenta um curso clínico clássico, dividido em duas fases bem definidas.

    Fase febril (primeira fase)

    A doença geralmente começa com febre alta, que dura de 3 a 5 dias e pode ultrapassar 40 °C em alguns casos.

    Durante essa fase, a criança pode apresentar:

    • Irritabilidade;
    • Mal-estar;
    • Conjuntivite;
    • Otite;
    • Corrimento nasal;
    • Tosse;
    • Diarreia e vômitos;
    • Aumento de linfonodos, principalmente no pescoço.

    Em muitos bebês, a febre alta é o principal — e às vezes o único — sinal inicial da doença.

    Defervescência e aparecimento do rash (segunda fase)

    Após alguns dias, ocorre a defervescência, ou seja, a febre desaparece de forma súbita. Logo em seguida, surge o rash cutâneo, característico da roséola.

    Esse rash é composto por:

    • Manchas avermelhadas;
    • Início no tronco e no pescoço;
    • Progressão para face e extremidades.

    As manchas costumam durar 1 a 2 dias, podendo desaparecer em poucas horas. Geralmente não causam coceira e não deixam marcas na pele.

    A roséola é perigosa?

    Na grande maioria dos casos, a roséola evolui de forma benigna e se resolve espontaneamente, sem deixar sequelas.

    No entanto, algumas complicações podem ocorrer, principalmente associadas à febre alta ou ao envolvimento neurológico, como:

    • Convulsões febris (a complicação mais comum);
    • Meningite;
    • Encefalite;
    • Púrpura trombocitopênica (rara).

    Essas situações são incomuns, mas exigem avaliação médica imediata.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da roséola é clínico, baseado na combinação de:

    • Idade da criança;
    • História de febre alta prolongada;
    • Desaparecimento súbito da febre;
    • Aparecimento do rash típico.

    Quando pedir exames?

    Na maioria dos casos, não são necessários exames laboratoriais ou de imagem. Eles são reservados para:

    • Quadros atípicos;
    • Suspeita de complicações;
    • Dúvidas no diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas.

    Tratamento

    Não existe tratamento específico para a roséola, pois a doença é autolimitada.

    As medidas recomendadas são de suporte, como:

    • Controle da febre com antitérmicos;
    • Hidratação adequada;
    • Repouso.

    Antibióticos não têm indicação, já que se trata de uma infecção viral.

    Prevenção

    Não há vacina específica contra a roséola. A prevenção baseia-se em medidas gerais de higiene, como:

    • Lavar as mãos com água e sabão;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Manter brinquedos e utensílios limpos.

    Mesmo com essas medidas, a infecção é muito comum na infância e, na maioria das vezes, faz parte do amadurecimento do sistema imunológico.

    Confira: Sarampo: conheça os sinais e veja o que fazer em caso de contato

    Perguntas frequentes sobre roséola

    1. Roséola é a mesma coisa que sarampo ou rubéola?

    Não. Apesar das manchas na pele, são doenças diferentes, com causas e evolução distintas.

    2. Toda febre alta em bebê é roséola?

    Não. A roséola é comum, mas outras infecções também podem causar febre alta.

    3. O rash da roséola causa coceira?

    Geralmente não provoca coceira nem desconforto.

    4. A criança pode ter convulsão?

    Pode, principalmente convulsão febril associada à febre alta.

    5. É necessário afastar a criança da creche?

    Durante a fase febril, sim. Após melhora clínica, a criança pode retornar.

    6. A roséola deixa sequelas?

    Não. Na maioria dos casos, a recuperação é completa.

    7. Adultos podem ter roséola?

    É raro, pois a maioria das pessoas já teve contato com o vírus na infância.

    Veja mais: Mão-pé-boca: entenda mais sobre essa infecção comum na infância

  • Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    Raiva pode causar infarto? Entenda como emoções intensas afetam o coração

    A raiva é uma das emoções mais comuns do dia a dia, presente em momentos de conflito, frustração e acúmulo de estresse. Na maioria das vezes, ela costuma ser pontual e não causa problemas maiores — mas quando é frequente e intenso, as crises podem desencadear reações físicas importantes no corpo.

    O cérebro e o sistema cardiovascular estão diretamente conectados pelo sistema nervoso autônomo.

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, emoções intensas ativam um eixo neuro-hormonal chamado eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação de diversos hormônios na corrente sanguínea, como a adrenalina e a noradrenalina.

    Como resultado, elas provocam alterações que podem predispor ao surgimento de uma série de problemas, como arritmias, espasmos das artérias, ruptura de placas de gordura e formação de coágulos.

    Como a raiva afeta o coração?

    As crises de raiva provocam reações no organismo que aumentam a demanda de oxigênio pelo coração e alteram o funcionamento do sistema cardiovascular.

    Para o corpo, a raiva funciona como uma situação de luta ou fuga, na qual o sistema nervoso libera hormônios do estresse, como adrenalina e noradrenalina, preparando o corpo para reagir rapidamente a uma ameaça percebida.

    Por consequência, os batimentos cardíacos se aceleram, aumenta a pressão arterial e os vasos sanguíneos se contraem. Segundo Juliana, o processo dificulta a passagem do sangue, prejudica a capacidade de relaxamento das artérias e pode causar disfunção da parede dos vasos sanguíneos.

    A adrenalina, em especial, é um hormônio que altera a condução dos impulsos elétricos cardíacos, favorecendo o surgimento de arritmias e podendo provocar espasmo das artérias coronárias.

    Em alguns casos, o excesso de adrenalina pode desencadear a síndrome de Takotsubo, também conhecida como cardiomiopatia induzida pelo estresse.

    Raiva pode causar um infarto?

    A resposta é sim. Quando os episódios de raiva são frequentes e intensos, o organismo é submetido repetidamente a picos de estresse, que sobrecarregam o sistema cardiovascular e aumentam o risco de infarto e AVC.

    Em pessoas que já têm placas de gordura nas artérias ou outros fatores de risco cardiovascular, o aumento da pressão arterial e dos batimentos do coração pode favorecer o rompimento de placas, a formação de coágulos e a interrupção do fluxo de sangue para o coração.

    Quem corre mais risco?

    O impacto da raiva sobre o coração é maior em pessoas que apresentam:

    • Hipertensão;
    • Placas de gordura nas artérias;
    • Tabagismo;
    • Sedentarismo;
    • Histórico familiar de doenças cardíacas;
    • Transtornos de ansiedade ou estresse crônico.

    Segundo Juliana, o aumento da demanda de oxigênio, a elevação da pressão arterial e a maior propensão ao espasmo das artérias durante episódios de raiva podem ter consequências mais graves nessas pessoas.

    Estresse emocional frequente aumenta o risco a longo prazo?

    O estresse emocional crônico funciona como um estado inflamatório persistente no organismo, segundo Juliana. Esse processo inflamatório de baixo grau favorece a formação de placas de gordura nas artérias, conhecida como aterosclerose.

    Além disso, o estresse crônico eleva os níveis basais de cortisol, o que provoca alterações metabólicas importantes, como:

    • Resistência à insulina;
    • Manutenção da pressão arterial em níveis elevados;
    • Aumento do acúmulo de gordura visceral.

    Os fatores, em conjunto, aumentam o risco cardiovascular e promovem um desgaste contínuo do sistema cardiovascular.

    Como proteger o coração?

    A proteção do coração envolve tanto o controle dos fatores de risco quanto o cuidado com a saúde emocional. Juliana aponta algumas estratégias ajudam a reduzir o impacto do estresse e da raiva sobre o coração:

    • Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia bem controlados;
    • Praticar atividade física regularmente, o que torna o coração mais preparado para lidar com picos de adrenalina;
    • Adotar técnicas de manejo do estresse, como meditação, exercícios de respiração e relaxamento;
    • Buscar acompanhamento psicológico quando há dificuldade em lidar com emoções intensas.

    Em situações específicas, o uso de medicamentos, como betabloqueadores, pode ser indicado para reduzir os efeitos do excesso de adrenalina sobre o coração, sempre com orientação médica.

    Veja também: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o período de maior risco após um acesso de fúria?

    De acordo com estudos, o risco de um ataque cardíaco é quase oito vezes maior nas horas seguintes a um episódio de raiva severa.

    2. Por que algumas pessoas sentem dor no peito quando se irritam?

    Isso geralmente ocorre porque a raiva aumenta a demanda de oxigênio do coração. Se as artérias não conseguem suprir essa demanda rapidamente, surge a angina (dor no peito por falta de oxigenação).

    3. Quais são os sinais de que a raiva está afetando meu coração agora?

    Numa crise de raiva, você pode sentir:

    • Palpitações ou batimentos irregulares.
    • Suor frio excessivo.
    • Falta de ar.
    • Pressão ou aperto no peito que irradia para o braço ou mandíbula.

    4. Quando devo procurar um médico?

    Se toda vez que você se irrita, sente tontura, dor de cabeça forte ou desconforto no peito, é hora de fazer um check-up. O cardiologista pode avaliar se sua resposta emocional está sobrecarregando seu sistema.

    5. Como diferenciar uma crise de ansiedade de um infarto causado por raiva?

    A dor do infarto costuma ser uma pressão opressiva (como um peso) que não muda com a respiração, enquanto na ansiedade a dor costuma ser em pontadas e acompanhada de formigamento nas mãos e rosto. Na dúvida, procure atendimento médico.

    6. Qual é o exame que detecta se o estresse está prejudicando o coração?

    O MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) por 24 horas e o Holter são exames normalmente indicados nesses casos. Eles registram como o coração e pressão reagem aos eventos reais do seu dia, incluindo momentos de irritação.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • 9 benefícios do abacaxi para a saúde (e como incluir na rotina)

    9 benefícios do abacaxi para a saúde (e como incluir na rotina)

    Conhecida pelo sabor doce com um toque ácido, o abacaxi é uma fruta tropical muito consumida no Brasil, rica em água e nutrientes importantes para o funcionamento do organismo.

    Além de refrescante e saborosa, a fruta é fonte de vitaminas, minerais e fibras que contribuem para a digestão, a hidratação e o fortalecimento do sistema imunológico. E não é só isso: sendo tão versátil, o abacaxi pode ser consumido de diferentes formas ao longo do dia, entrando em lanches, sobremesas, sucos e até em pratos salgados.

    A seguir, listamos alguns dos principais benefícios da fruta para a saúde e como você pode incluí-la na rotina alimentar. Confira!

    1. Auxilia na digestão

    A bromelina, presente no abacaxi, consiste em uma mistura de enzimas que decompõem as proteínas dos alimentos. Isso facilita muito a digestão, reduzindo aquela sensação de inchaço e peso no estômago após as refeições.

    2. Ajuda no controle do apetite

    O abacaxi é composto por cerca de 86% de água, sendo um ótimo diurético natural, combatendo a retenção de líquidos. Além disso, suas fibras ajudam a manter a saciedade por mais tempo.

    3. Fortalece o sistema imunológico

    A combinação de nutrientes presentes no abacaxi, como vitaminas, minerais e compostos bioativos, contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico.

    De acordo com um estudo publicado no Journal of Nutrition and Metabolism, o consumo regular do alimento pode estimular a produção de células responsáveis pela defesa do corpo, auxiliando na proteção contra infecções causadas por vírus e bactérias.

    4. Melhore o fluxo de sangue

    O abacaxi possui substâncias com efeito anti-inflamatório que ajudam o sangue a circular melhor pelo corpo. Com isso, diminui o risco de formação de coágulos, o que pode contribuir para a prevenção de problemas como a trombose.

    Por favorecer a circulação, a fruta pode ser uma ótima dica para comer antes de viagens longas, como voos de avião, especialmente quando associada ao uso de meias de compressão e, quando indicado pelo médico, medicamentos anticoagulantes.

    5. Combate os sinais do envelhecimento precoce

    O abacaxi possui uma alta concentração de vitamina C, um nutriente fundamental para a síntese natural de colágeno, que garante firmeza e elasticidade à pele.

    Além disso, a fruta contém bromelina e antioxidantes que ajudam a proteger as células contra os danos do dia a dia. As substâncias combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento da pele, contribuindo para uma aparência mais saudável, com menos manchas e menor risco de rugas precoces.

    6. Ajuda a prevenir doenças cardiovasculares

    O abacaxi contém nutrientes como fibras, potássio e vitamina C, que ajudam a controlar o colesterol ruim no sangue e contribuem para a saúde do coração.

    Ao melhorar a circulação e reduzir o acúmulo de gordura nas artérias, o consumo regular da fruta pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares, principalmente quando faz parte de uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis.

    7. Fortalece os ossos

    Diferente de muitas frutas, o abacaxi é rico em manganês, um mineral que contribui para manter a densidade óssea e fortalecer o tecido conjuntivo, auxiliando na saúde dos ossos e das articulações.

    Para completar, o manganês também participa da formação de enzimas importantes para o metabolismo ósseo, ajudando o corpo a absorver e utilizar melhor outros nutrientes essenciais.

    8. Facilita o ganho de massa muscular

    A bromelina presente no abacaxi ajuda o corpo a digerir melhor as proteínas dos alimentos, como carnes e ovos, facilitando a absorção dos aminoácidos pelos músculos. A fruta também possui efeito anti-inflamatório, que auxilia na recuperação após o treino, diminuindo o cansaço muscular.

    A fruta também fornece carboidratos de rápida absorção, que ajudam a repor a energia gasta durante a atividade física.

    9. Contribui para a saúde bucal

    Apesar de não clarear os dentes, o abacaxi pode ajudar a reduzir a formação de placas bacterianas. A vitamina C presente na fruta fortalece dentes e gengivas, diminuindo o risco de gengivite e outras doenças bucais.

    No entanto, vale ressaltar que comer o abacaxi não substitui a escovação e o uso de fio dental, que continuam sendo os métodos mais eficazes.

    Abacaxi ajuda a emagrecer?

    O abacaxi pode ajudar no processo de emagrecimento, desde que incluído numa rotina de atividades físicas e alimentação saudável. Ele contém poucas calorias, é rica em água e contém fibras, o que aumenta a sensação de saciedade e ajuda a controlar a fome ao longo do dia.

    Além disso, a bromelina presente no abacaxi auxilia a digestão, o que pode reduzir o inchaço abdominal e a sensação de peso após as refeições.

    Quando consumido com moderação e dentro de uma alimentação equilibrada, o abacaxi pode ser um aliado na perda de peso.

    Como incluir o abacaxi na alimentação diária?

    A melhor forma de consumir o abacaxi é in natura, já que assim a fruta mantém melhor suas fibras, vitaminas e enzimas naturais. No entanto, a fruta é bastante versátil e pode ser incluída em outras preparações, como:

    • Em sucos ou vitaminas, batido com água, água de coco ou outras frutas;
    • Em saladas de frutas, trazendo um sabor mais refrescante;
    • Grelhado ou assado, como acompanhamento de carnes e frango;
    • Picado em saladas verdes, combinando com folhas, queijo e sementes;
    • Em cubinhos congelados, para usar em sucos ou consumir nos dias mais quentes.

    Vale apontar que o consumo do abacaxi deve ser moderado, especialmente por pessoas com estômago sensível, refluxo ou gastrite, já que a acidez da fruta pode causar desconforto quando ingerida em excesso.

    Veja também: Dietas milagrosas ou perigosas? Conheça os danos à saúde a longo prazo

    Perguntas frequentes

    1. Grávidas podem comer abacaxi?

    Sim, o consumo é seguro e saudável durante a gestação, sendo uma excelente fonte de vitamina C e fibras que auxiliam na imunidade e na digestão.

    Apesar de conter bromelina, uma enzima que em altas concentrações (como em suplementos) pode amolecer o colo do útero, a quantidade encontrada na polpa do abacaxi é muito pequena para causar riscos.

    2. Como saber se o abacaxi está maduro?

    A forma mais prática é puxar uma das folhas centrais da coroa: se ela sair com facilidade, a fruta está pronta para o consumo. Além disso, observe se a casca apresenta tons amarelados, se a fruta exala um aroma doce e se ela cede levemente ao ser pressionada com os dedos.

    3. Quem tem gastrite pode comer abacaxi?

    Depende da tolerância individual e da fase da inflamação. Por ser uma fruta ácida, ela pode causar desconforto e queimação em algumas pessoas durante crises agudas, mas, para outras, a enzima bromelina ajuda tanto na digestão que acaba prevenindo o mal-estar após as refeições.

    4. Qual o melhor horário para comer abacaxi?

    O horário ideal é logo após o almoço ou jantar, pois a bromelina facilita a quebra das proteínas da refeição, otimizando a digestão e evitando a sensação de peso no estômago. Também é uma excelente opção para o pós-treino, ajudando na reposição de glicogênio e na recuperação muscular.

    5. Pode comer o abacaxi com leite?

    Não há problema algum em misturar os dois, e a ideia de que a combinação faz mal é apenas um mito popular. O único detalhe é que a bromelina do abacaxi pode começar a digerir as proteínas do leite se a mistura ficar descansando por muito tempo, o que pode dar um sabor levemente amargo ao preparo.

    6. O talo do abacaxi pode ser comido?

    Sim, o talo é perfeitamente comestível e é, na verdade, a parte da fruta que contém a maior concentração de fibras e da enzima bromelina. Apesar de ser mais fibroso e duro que a polpa, ele pode ser aproveitado picado em pedaços pequenos, batido em sucos ou cozido em receitas.

    7. Qual a diferença entre o abacaxi pérola e o saia-azul (smooth cayenne)?

    O abacaxi pérola é o favorito para consumo in natura no Brasil por ser mais doce, ter polpa branca e baixa acidez, enquanto o saia-azul (ou Smooth Cayenne) possui polpa amarela, é mais ácido, suculento e de tamanho maior, sendo mais utilizado pela indústria para a produção de sucos e conservas.

    8. Como conservar o abacaxi depois de cortado?

    Depois de descascado e fatiado, o abacaxi deve ser armazenado em um recipiente hermeticamente fechado e mantido na geladeira por, no máximo, 3 a 5 dias para preservar o sabor e os nutrientes.

    Se você não for consumir nesse período, a melhor opção é congelar os pedaços, o que mantém suas propriedades por até seis meses.

    Confira: Vai começar uma dieta? Saiba por que não é uma boa ideia fazer sem acompanhamento

  • Piolhos (pediculose): o que são e como tratar corretamente

    Piolhos (pediculose): o que são e como tratar corretamente

    A infestação por piolhos, chamada de pediculose capitis, é causada pelo parasita Pediculus humanus capitis, que vive no couro cabeludo e se alimenta de sangue humano. Trata-se de uma condição bastante comum, especialmente entre crianças em idade escolar, mas que pode afetar pessoas de qualquer idade.

    Os piolhos não voam nem pulam. A principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto cabeça a cabeça com uma pessoa infestada. O compartilhamento de objetos pessoais, como pentes, bonés e travesseiros, pode contribuir de forma menos frequente para a disseminação.

    O que é pediculose

    A pediculose capitis é a infestação dos cabelos e do couro cabeludo por piolhos. Esses parasitas passam todo o seu ciclo de vida no hospedeiro humano e depositam ovos, chamados de lêndeas, que ficam firmemente aderidos aos fios de cabelo.

    O ciclo de vida do piolho inclui:

    • Ovo (lêndea): firmemente grudado ao fio de cabelo;
    • Ninfa: forma jovem do piolho;
    • Adulto: capaz de se reproduzir e iniciar novas infestações.

    Uma fêmea pode depositar vários ovos por dia, o que explica por que a pediculose tende a persistir quando não tratada corretamente.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão dos piolhos acontece quase sempre por contato direto cabeça a cabeça, especialmente entre crianças que brincam próximas umas das outras ou compartilham espaços com contato físico frequente.

    A transmissão por objetos é menos comum, pois:

    • Os piolhos sobrevivem fora do couro cabeludo por pouco tempo (geralmente menos de dois dias);
    • As lêndeas não eclodem longe do hospedeiro humano.

    Sintomas da pediculose

    Os sinais mais comuns da infestação incluem:

    • Coceira intensa no couro cabeludo, causada pela reação à saliva do piolho;
    • Sensação de algo se movimentando nos cabelos;
    • Irritação, feridas ou crostas devido ao ato de coçar;
    • Presença visível de piolhos vivos ou lêndeas, especialmente na nuca e atrás das orelhas.

    Em algumas pessoas, principalmente na primeira infestação, a coceira pode demorar semanas para surgir, pois o organismo precisa se sensibilizar ao parasita.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da pediculose é feito por observação direta do couro cabeludo e dos fios de cabelo.

    O método mais eficaz é o uso de pente fino, passado cuidadosamente mecha a mecha, com boa iluminação, para identificar piolhos vivos ou lêndeas.

    Tratamento eficaz

    O tratamento deve combinar medidas medicamentosas e mecânicas, com o objetivo de eliminar piolhos e lêndeas.

    Produtos pediculicidas

    Os medicamentos mais utilizados são loções ou shampoos à base de:

    • Permetrina;
    • Piretrinas.

    Esses produtos atuam paralisando e eliminando os piolhos adultos. Em casos de falha terapêutica ou resistência, outras opções podem ser consideradas, como a ivermectina, conforme orientação médica.

    Uso do pente fino

    O pente fino deve ser utilizado diariamente após a lavagem dos cabelos, pois ajuda a remover:

    • Lêndeas aderidas aos fios;
    • Piolhos que não foram eliminados pelos produtos químicos.

    Repetição do tratamento

    Pode ser necessária uma nova aplicação do pediculicida entre 7 e 14 dias após a primeira, para eliminar piolhos que tenham surgido a partir de lêndeas remanescentes.

    Prevenção

    Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de infestação ou reinfestação:

    • Evitar contato direto cabeça a cabeça, especialmente em ambientes escolares;
    • Não compartilhar objetos pessoais, como pentes, escovas, bonés e travesseiros;
    • Inspecionar regularmente o couro cabeludo de crianças em idade escolar com pente fino.

    A lavagem de itens de uso recente, como lençóis e chapéus, também contribui para reduzir o risco de reinfestação.

    O que não fazer em caso de piolhos

    Algumas práticas devem ser evitadas, pois não são eficazes e podem causar danos à saúde:

    • Não usar produtos caseiros sem comprovação, como vinagre, maionese, azeite ou querosene;
    • Não aplicar calor excessivo diretamente na cabeça (secador quente, ferro), pois pode causar queimaduras;
    • Não esmagar piolhos com as unhas, já que isso não elimina as lêndeas;
    • Evitar afastar a criança da escola sem tratamento, pois isso não impede a transmissão;
    • Não confiar apenas em shampoos comuns ou lavagem frequente, pois piolhos sobrevivem mesmo em cabelos limpos.

    O que esperar

    Com tratamento adequado e persistente, a maioria dos casos de pediculose é resolvida em poucas semanas. A associação entre pediculicida tópico e remoção mecânica com pente fino aumenta significativamente as chances de sucesso.

    Reinfestações podem ocorrer, por isso é fundamental monitorar contatos próximos e repetir o tratamento quando indicado.

    Veja também: Verminoses ainda são comuns no Brasil: veja como prevenir

    Perguntas frequentes sobre piolhos

    1. Piolhos são sinal de falta de higiene?

    Não. A infestação não está relacionada à higiene e pode ocorrer em qualquer pessoa.

    2. Piolhos pulam ou voam?

    Não. Eles apenas rastejam durante o contato direto.

    3. Todos da casa precisam de tratamento?

    Somente quem estiver infestado, mas contatos próximos devem ser examinados.

    4. Lavar o cabelo todos os dias elimina piolhos?

    Não. A lavagem comum não elimina piolhos nem lêndeas.

    5. Tratamento com óleo ou maionese funciona?

    Não há evidências científicas consistentes de eficácia.

    6. Piolhos podem voltar após o tratamento?

    Sim, se houver novo contato com pessoas infestadas ou permanência de lêndeas.

    7. Quando procurar atendimento médico?

    Quando houver sinais de infecção no couro cabeludo, coceira intensa ou falha do tratamento mesmo após repetição correta.

    Confira: Mão-pé-boca: entenda mais sobre essa infecção comum na infância