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  • Olho seco no inverno: o que fazer para aliviar os sintomas? 

    Olho seco no inverno: o que fazer para aliviar os sintomas? 

    Com a chegada dos dias frios, não são apenas a pele e os lábios que tendem a ficar mais secos. A combinação entre o ar seco e a baixa umidade também contribui para o ressecamento dos olhos, deixando-os mais irritados e causando sintomas como ardência, vermelhidão, coceira e a incômoda sensação de areia.

    Para quem já convive com o olho seco, os sintomas podem ficar mais intensos ao longo da estação, mas alguns cuidados simples ajudam a melhorar a lubrificação e proteger a saúde dos olhos. Dá uma olhada!

    Por que os olhos ficam mais secos no inverno?

    No inverno, a umidade do ar costuma diminuir, fazendo com que a lágrima que protege e lubrifica os olhos evapore mais rapidamente. O vento frio também pode aumentar o ressecamento, deixando a superfície dos olhos mais exposta e provocando sintomas como ardência, coceira, vermelhidão e sensação de areia.

    No dia a dia, alguns comportamentos comuns costumam contribuir para o ressecamento. Como as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados e usam aquecedores ou ar-condicionado, o ar dentro de casa pode ficar mais seco.

    Para quem usa lentes de contato ou fica várias horas diante do computador e do celular, o desconforto pode ser ainda maior, já que o uso das telas reduz a frequência das piscadas e, consequentemente, a distribuição das lágrimas sobre os olhos.

    Sintomas de olho seco que pioram no frio

    O olho seco pode causar diferentes sintomas e, durante os meses mais frios e secos, o desconforto tende a ficar mais intenso:

    1. Sensação de areia e ardência

    Um dos sintomas mais comuns é a sensação de ter pequenos grãos de areia dentro dos olhos, principalmente ao piscar. A pessoa também pode sentir ardência ou queimação, já que a superfície ocular fica menos protegida pela película lacrimal.

    2. Vermelhidão e sensibilidade à luz

    Quando os olhos não estão bem lubrificados, a superfície ocular pode ficar irritada e inflamada, deixando os vasos sanguíneos mais aparentes e provocando vermelhidão. Algumas pessoas também apresentam maior sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia.

    3. Visão embaçada e lacrimejamento

    Quando a superfície ocular fica irritada, o organismo pode produzir lágrimas em excesso como uma resposta de proteção. Porém, o líquido produzido nem sempre permanece tempo suficiente sobre os olhos para garantir uma boa lubrificação, podendo escorrer pelo rosto e provocar episódios de visão embaçada.

    Quem tem maior risco de sofrer com o problema?

    Qualquer pessoa pode sentir os olhos mais secos durante o inverno, mas alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver ou piorar os sintomas, como:

    • Pessoas que usam lentes de contato: as lentes dependem de uma boa lubrificação para permanecerem confortáveis sobre os olhos. Quando existe ressecamento, pode ocorrer maior atrito, provocando ardência, irritação e desconforto;
    • Pessoas que ficam várias horas diante das telas: ao usar o computador, o celular ou o tablet, costumamos piscar menos, o que reduz a distribuição das lágrimas sobre a superfície dos olhos e favorece o ressecamento;
    • Idosos e mulheres após a menopausa: a produção e a composição das lágrimas podem mudar com o envelhecimento e com as alterações hormonais, tornando algumas pessoas mais vulneráveis ao olho seco;
    • Pessoas que fizeram cirurgia refrativa: o ressecamento ocular pode ocorrer após algumas cirurgias refrativas, principalmente nos primeiros meses de recuperação. Por isso, os cuidados com a lubrificação devem seguir as orientações do oftalmologista.

    Olho seco no inverno: o que fazer para aliviar?

    Para aliviar o desconforto e evitar que o ressecamento piore, pequenas mudanças na rotina podem fazer bastante diferença:

    1. Use colírios lubrificantes com orientação

    As lágrimas artificiais ajudam a repor a lubrificação dos olhos e aliviar sintomas como ardência, coceira, vermelhidão e sensação de areia.

    Como existem diferentes tipos de colírios lubrificantes, o ideal é conversar com um oftalmologista para escolher o produto mais adequado, principalmente quando os sintomas são frequentes ou existe a necessidade de usar o colírio várias vezes ao dia.

    2. Aumente a umidade dos ambientes

    Os aquecedores e os aparelhos de ar-condicionado podem deixar o ar mais seco e aumentar a evaporação das lágrimas. Se você permanece várias horas em ambientes climatizados, o uso de um umidificador pode ajudar a manter uma umidade mais confortável.

    Também vale abrir as janelas e deixar o ar circular pelos cômodos sempre que as condições climáticas permitirem.

    3. Faça pausas ao usar as telas

    Quando estamos concentrados no computador, no celular ou no tablet, costumamos piscar com menos frequência, o que facilita a evaporação das lágrimas e aumenta o ressecamento. Por isso, tente fazer pequenas pausas e piscar de forma consciente ao longo do dia.

    Uma estratégia simples é seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos diante de uma tela, olhe por pelo menos 20 segundos para algum objeto que esteja a aproximadamente 6 metros de distância.

    4. Proteja os olhos do vento

    O contato direto com o vento frio pode acelerar a evaporação das lágrimas e aumentar a ardência e a irritação. Nos dias frios ou com ventos fortes, usar óculos ajuda a criar uma barreira de proteção para os olhos. Se optar pelos óculos de sol, escolha modelos com proteção contra os raios ultravioleta, que também ajudam a proteger a saúde ocular.

    5. Mantenha uma boa hidratação

    No inverno, é comum sentir menos sede e, como consequência, beber menos água ao longo do dia. Mesmo assim, manter uma hidratação adequada continua sendo importante para o funcionamento de todo o organismo.

    Quando o olho seco no frio acende o sinal de alerta?

    Na maioria das vezes, o ressecamento causado pelas condições ambientais melhora com alguns cuidados simples. Porém, quando os sintomas são intensos, persistentes ou acompanhados de alterações importantes na visão, é necessário procurar um oftalmologista. Veja alguns sinais de alerta para ficar de olho:

    • Dor ocular intensa ou persistente;
    • Vermelhidão intensa que não melhora;
    • Secreção amarelada ou esverdeada;
    • Inchaço importante nas pálpebras;
    • Feridas ou alterações na superfície dos olhos;
    • Piora repentina ou persistente da visão.

    O oftalmologista poderá avaliar a causa do ressecamento e indicar o tratamento adequado, que pode incluir lágrimas artificiais, medicamentos específicos ou outras opções, dependendo da gravidade e da origem do problema.

    Leia mais: Retinoblastoma: reflexo branco no olho da criança pode ser sinal de câncer raro

    Perguntas frequentes

    1. Qual o melhor colírio para olho seco no frio?

    Os colírios lubrificantes (lágrimas artificiais), de preferência os sem conservantes, pois agridem menos os olhos se usados várias vezes ao dia.

    2. Posso usar soro fisiológico nos olhos para lubrificar?

    Não é recomendado. O soro fisiológico não tem os mesmos componentes da lágrima e contém sal, o que pode aumentar a irritação a longo prazo.

    3. Usar óculos de sol no inverno ajuda no olho seco?

    Sim. Os óculos funcionam como um escudo físico que protege os olhos do vento gelado e direto, diminuindo o ressecamento.

    4. O que acontece se o olho seco não for tratado?

    Pode causar inflamações crônicas, ceratite (inflamação da córnea), microlesões na superfície ocular e, em casos muito graves, úlceras de córnea.

    5. Maquiagem piora o olho seco no inverno?

    Pode piorar se entupir as glândulas de gordura dos cílios. Evite passar lápis na linha d’água e retire a maquiagem completamente antes de dormir.

    6. Colírio para clarear o olho (vasoconstritor) serve para olho seco?

    Não. Os colírios que tiram o vermelho do olho apenas contraem os vasos sanguíneos e, se usados frequentemente, pioram o ressecamento e causam efeito rebote.

    7. Lavar os olhos com água fria ajuda a aliviar o olho seco?

    Dá uma sensação de alívio momentâneo pelo frescor, mas a água corrente remove a pouca hidratação natural que o olho tem. O ideal é usar o colírio lubrificante.

    Confira: Conjuntivite: o que é, sintomas, tipos e tratamentos

  • Doenças do inverno: quais mais lotam os hospitais e como se proteger 

    Doenças do inverno: quais mais lotam os hospitais e como se proteger 

    Com a chegada do inverno, hospitais e pronto-atendimentos costumam registrar um aumento expressivo na procura por atendimento médico. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que mais sofrem com os efeitos dessa época do ano.

    Embora o frio não seja responsável diretamente pelas infecções, ele favorece situações que aumentam a transmissão de vírus e bactérias. Ambientes fechados, menor circulação de ar e maior proximidade entre as pessoas criam condições ideais para a disseminação de doenças respiratórias. Algumas condições cardiovasculares e metabólicas também se tornam mais frequentes durante os meses mais frios.

    Por que as doenças aumentam no inverno?

    O aumento dos casos ocorre por uma combinação de fatores. Os principais são:

    • Permanência prolongada em ambientes fechados;
    • Menor ventilação dos ambientes;
    • Maior contato próximo entre as pessoas;
    • Ar mais seco;
    • Irritação das vias respiratórias;
    • Maior circulação de vírus sazonais.

    Essas condições facilitam a transmissão de infecções e podem agravar doenças já existentes.

    Gripe (influenza)

    A gripe é uma das principais causas de consultas médicas durante o inverno.

    Os sintomas costumam surgir de forma repentina e envolvem:

    • Febre alta;
    • Dor no corpo;
    • Dor de cabeça;
    • Tosse;
    • Calafrios;
    • Cansaço intenso.

    Idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas apresentam maior risco de complicações.

    Como prevenir

    • Vacinação anual;
    • Higienização frequente das mãos;
    • Ambientes ventilados;
    • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    Como é tratada

    A maioria dos casos melhora com:

    • Repouso;
    • Hidratação;
    • Controle dos sintomas.

    Em grupos de risco ou casos específicos, o médico pode indicar antivirais.

    Resfriado comum

    O resfriado costuma ser mais leve que a gripe, mas continua sendo um dos principais motivos de procura por atendimento.

    Os sintomas são:

    • Coriza;
    • Espirros;
    • Congestão nasal;
    • Dor de garganta;
    • Tosse leve.

    Como prevenir

    • Lavar as mãos regularmente;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Manter ambientes ventilados.

    Como é tratado

    O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas e geralmente pode ser feito em casa.

    Bronquiolite

    A bronquiolite é uma das principais causas de atendimento pediátrico durante o inverno. Ela atinge principalmente bebês e crianças menores de 2 anos, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR) o principal responsável.

    Os sintomas são:

    • Tosse;
    • Chiado no peito;
    • Respiração acelerada;
    • Dificuldade para respirar;
    • Dificuldade para mamar ou se alimentar.

    Como prevenir a bronquiolite

    • Higienizar as mãos com frequência;
    • Evitar contato de bebês com pessoas gripadas;
    • Manter ambientes ventilados;
    • Utilizar estratégias preventivas específicas para bebês elegíveis, conforme orientação médica.

    Como a bronquiolite é tratada

    O tratamento é baseado em suporte clínico e pode incluir:

    • Hidratação;
    • Lavagem nasal;
    • Oxigênio em casos mais graves;
    • Internação quando necessário.

    Pneumonia

    A pneumonia é uma das doenças mais importantes do inverno e pode levar à hospitalização, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

    Os sintomas mais comuns são:

    • Febre;
    • Tosse;
    • Catarro;
    • Falta de ar;
    • Dor ao respirar;
    • Fraqueza intensa.

    Como prevenir a pneumonia

    • Vacina da gripe;
    • Vacina contra pneumococo quando indicada;
    • Controle adequado de doenças crônicas;
    • Não fumar.

    Como a pneumonia é tratada

    Dependendo da causa e da gravidade, podem ser necessários:

    • Antibióticos;
    • Suporte respiratório;
    • Internação hospitalar.

    Crises de asma

    O ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e desencadear crises em pessoas predispostas.

    Os sintomas são:

    • Chiado no peito;
    • Tosse;
    • Falta de ar;
    • Sensação de aperto no peito.

    Como prevenir uma crise de asma

    • Manter o tratamento regular;
    • Evitar fumaça e poluentes;
    • Seguir corretamente as orientações médicas.

    Como a asma é tratada

    O tratamento pode envolver:

    • Broncodilatadores;
    • Corticoides;
    • Oxigênio em situações mais graves.

    Sinusite

    Infecções respiratórias e alergias podem favorecer o aparecimento de sinusite durante o inverno.

    Os sintomas incluem:

    • Congestão nasal;
    • Dor facial;
    • Dor de cabeça;
    • Secreção nasal;
    • Sensação de pressão no rosto.

    Como prevenir a sinusite

    • Manter boa hidratação;
    • Fazer lavagem nasal com soro fisiológico;
    • Controlar alergias respiratórias.

    Otites

    As infecções de ouvido são frequentes em crianças durante períodos de aumento das infecções respiratórias.

    Os principais sintomas incluem:

    • Dor de ouvido;
    • Febre;
    • Irritabilidade;
    • Sensação de ouvido tampado;
    • Alteração da audição.

    Doenças cardiovasculares também aumentam no inverno

    Muitas pessoas associam o inverno apenas às infecções respiratórias, mas doenças cardiovasculares também se tornam mais frequentes.

    Estudos mostram aumento de eventos como:

    • Infarto;
    • AVC;
    • Crises de pressão alta;
    • Descompensação de insuficiência cardíaca.

    As baixas temperaturas podem provocar contração dos vasos sanguíneos, aumento da pressão arterial e maior sobrecarga para o coração.

    Como reduzir o risco de adoecer no inverno

    Algumas medidas simples ajudam a diminuir significativamente o risco de doenças.

    1. Mantenha a vacinação em dia

    A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção contra formas graves de gripe e outras infecções.

    2. Higienize as mãos frequentemente

    Essa medida reduz a transmissão de vírus respiratórios.

    3. Ventile os ambientes

    Mesmo nos dias frios, é importante renovar o ar dos ambientes.

    4. Hidrate-se adequadamente

    No inverno muitas pessoas sentem menos sede, mas o organismo continua precisando de água.

    5. Controle doenças crônicas

    Asma, DPOC, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas devem permanecer bem acompanhadas durante toda a estação.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica se houver:

    • Falta de ar;
    • Febre persistente;
    • Dor no peito;
    • Queda da saturação de oxigênio;
    • Sonolência excessiva;
    • Piora importante do estado geral;
    • Dificuldade para se alimentar ou beber líquidos.

    Confira: H1N1: 8 coisas que você precisa saber para se prevenir e tratar a gripe

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/h1n1-o-que-voce-precisa-saber

    Perguntas frequentes sobre doenças do inverno

    1. O frio causa gripe?

    Não. A gripe é causada por vírus, mas o inverno favorece a transmissão porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados.

    2. Qual doença mais leva ao pronto-atendimento no inverno?

    As infecções respiratórias, especialmente gripe, resfriados, bronquiolite e pneumonia.

    3. A vacina da gripe realmente funciona?

    Sim. Ela reduz significativamente o risco de formas graves, internações e complicações.

    4. Crianças adoecem mais no inverno?

    Sim. Crianças pequenas têm maior exposição a vírus respiratórios e um sistema imunológico ainda em desenvolvimento.

    5. A pneumonia é mais comum nessa época?

    Sim. O inverno está associado ao aumento dos casos de pneumonia, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

    6. O inverno aumenta o risco de infarto?

    Pode aumentar. As baixas temperaturas favorecem a contração dos vasos sanguíneos e podem elevar a pressão arterial.

    7. Como prevenir doenças respiratórias no inverno?

    Vacinação, higiene das mãos, ambientes ventilados, hidratação adequada e controle das doenças crônicas são as principais medidas.

    Veja também: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

    https://proporhealth.ig.com.br/noticias/vacina-da-gripe-trivalente-quadrivalente