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  • IMC: o índice avalia o peso, mas não conta toda a história 

    IMC: o índice avalia o peso, mas não conta toda a história 

    No consultório médico, na academia ou em calculadoras online, o IMC (Índice de Massa Corporal) é um dos parâmetros mais usados para avaliar se uma pessoa está dentro do peso considerado saudável, pois relaciona o peso e a altura e classifica em faixas que vão de baixo peso até obesidade grave.

    Apesar de ser prático e útil para identificar riscos em populações, o IMC não é perfeito. Ele não diferencia massa muscular de gordura corporal, por exemplo, o que pode gerar distorções, como no caso de uma pessoa musculosa que aparece como acima do peso ou daquela com aparência magra, mas com alto percentual de gordura.

    Como calcular o IMC?

    É bem fácil fazer a conta:

    IMC = peso (kg) ÷ altura² (m)

    Uma pessoa com 70 kg e 1,70 m de altura, por exemplo, tem IMC de 24,2 kg/m².

    Valores de referência de IMC

    Os valores de referência para adultos são:

    • Abaixo de 18,5: baixo peso
    • 18,5 a 24,9: peso normal
    • 25 a 29,9: sobrepeso
    • 30 a 34,9: obesidade grau I
    • 35 a 39,9: obesidade grau II
    • 40 ou mais: obesidade grau III

    Essa tabela é usada como ferramenta de triagem para riscos ligados ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, pressão alta e problemas cardiovasculares.

    Leia mais: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como ter

    Limitações: quando ele pode enganar

    Embora seja importante, fácil de calcular e traga uma boa noção de que faixa a pessoa está, o exame tem algumas limitações:

    • Pessoas muito musculosas: o IMC pode apontar sobrepeso ou obesidade, mesmo quando o percentual de gordura é baixo;
    • Falsos magros: pessoas com peso considerado normal podem ter excesso de gordura corporal e baixo percentual de massa magra, o que aumenta o risco metabólico;
    • Diferenças individuais: idade, sexo e etnia influenciam na composição corporal, mas não são considerados no cálculo.

    Por isso, o ideal é que o IMC seja avaliado junto com outros parâmetros, como percentual de gordura, circunferência da cintura e exames laboratoriais.

    Percentual de gordura: por que também importa?

    O percentual de gordura corporal mostra de fato quanto do peso é composto por gordura e quanto corresponde a músculos, ossos e água. Ele pode ser medido com equipamentos como bioimpedância ou dobras cutâneas.

    Uma pessoa pode ter IMC normal, mas percentual de gordura elevado (falso magro). Outra, porém, pode ter IMC de sobrepeso, mas ser muito musculosa e saudável.

    Por isso, especialistas defendem que olhar apenas para o IMC é como ver só a capa do livro, e é preciso avaliar o conteúdo, nesse caso, a composição corporal.

    Obesidade pré-clínica

    A partir de 2025, o diagnóstico da obesidade ganha um olhar mais sofisticado, não só com o IMC. Com base em recomendações científicas, hoje se passou a diferenciar dois estágios da obesidade: pré-clínica e clínica.

    Obesidade pré-clínica

    É o excesso de gordura corporal em pessoas saudáveis, ou seja, ainda sem sinais claros de disfunção metabólica ou física, mas com risco de desenvolver complicações como diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares.

    Obesidade clínica

    É a obesidade que já manifesta impacto funcional em órgãos ou na capacidade de fazer atividades básicas do dia a dia. Essa distinção traz mais sensibilidade ao diagnóstico e permite tomar atitudes preventivas antes que o problema piore.

    Perguntas frequentes

    1. O IMC é confiável?

    Sim, mas é uma medida de triagem. Funciona bem em grandes populações, mas pode falhar em avaliações individuais.

    2. Crianças usam a mesma tabela de IMC?

    Não. Para crianças e adolescentes, existem curvas específicas de crescimento que levam em conta idade e sexo.

    3. O IMC serve para idosos?

    O índice pode não refletir bem a composição corporal em idosos, já que a perda de massa muscular é comum nessa fase da vida.

    4. Percentual de gordura é mais importante que IMC?

    Não é que seja “mais importante”, mas sim mais específico. O ideal é avaliar os dois em conjunto.

    5. Qual percentual de gordura é considerado saudável?

    Depende do sexo, da idade e do quanto de atividade física a pessoa faz, mas em geral:

    • Homens: 10% a 20%
    • Mulheres: 18% a 28%

    6. Só corro riscos se tiver IMC alto?

    Não. Mesmo com IMC normal, fatores como percentual de gordura, colesterol, pressão arterial e estilo de vida também contam muito para a saúde.

    Leia também: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia

  • Sabonete íntimo é necessário? Conheça os cuidados e quando usar

    Sabonete íntimo é necessário? Conheça os cuidados e quando usar

    Com embalagens delicadas e promessas de limpeza suave e frescor, o sabonete íntimo é um produto desenvolvido especialmente para a higiene da região vaginal. Normalmente indicado para pessoas com uma pele mais delicada, ele tem uma fórmula pensada para respeitar o pH da área, que é naturalmente mais ácido.

    Mas será que ele é realmente necessário? A vagina, por ser um órgão autolimpante, consegue manter sozinha o seu equilíbrio interno, sem precisar de produtos específicos. Ainda assim, existem situações em que o sabonete íntimo pode ser útil — desde que usado com atenção e alguns cuidados básicos.

    Para que serve o sabonete íntimo?

    O sabonete íntimo é um produto desenvolvido para a higienização da região da vulva, ou seja, a parte externa da genitália feminina. Ele é formulado para ter um pH mais próximo ao da pele dessa área, geralmente entre 4,5 e 5,5, o que ajuda a reduzir irritações em pessoas mais sensíveis.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andrea Sapienza, o sabonete íntimo não deve ser usado internamente, ou seja, no canal vaginal. Isso porque a vagina tem sua própria flora — um conjunto de bactérias e fungos que convivem em equilíbrio, protegendo contra infecções. Quando há lavagens internas, o equilíbrio pode ser quebrado, aumentando o risco de corrimentos e infecções.

    Qual a diferença entre o sabonete íntimo e o sabonete comum?

    Tanto o sabonete íntimo quanto o comum fazem a mesma função, que é limpar a pele, mas existem algumas diferenças importantes entre eles.

    O sabonete comum, especialmente os em barra, costuma ser mais alcalino (pH mais alto) do que o ambiente natural da vulva — e isso faz diferença porque a mucosa da entrada vaginal é delicada e mais sensível ao ressecamento. Com o uso diário de sabonetes tradicionais, algumas pessoas podem sentir coceira ou até pequenas irritações.

    Já o sabonete íntimo foi formulado justamente para minimizar irritações. Ele apresenta um pH levemente ácido (em torno de 4,5 a 5,5), que se aproxima mais do equilíbrio natural da região vaginal. Isso significa que, em mulheres com maior sensibilidade, ele pode contribuir para reduzir incômodos e trazer uma sensação maior de conforto após o banho.

    A textura e a composição também podem ser diferentes. Os sabonetes comuns costumam ter fragrâncias mais fortes, corantes e detergentes que ressecam a pele, enquanto os sabonetes íntimos normalmente são líquidos, mais suaves e com fórmulas pensadas para não agredir a área.

    Leia também: Causas comuns de sangramento fora do período menstrual

    Existem benefícios de usar o sabonete íntimo?

    Os benefícios do sabonete íntimo são relativos. Para quem nunca apresentou irritação com sabonete comum, não existe necessidade de trocar. Ele já é suficiente para higienizar a região.

    No entanto, em casos de desconforto, ressecamento ou pele mais sensível, o sabonete íntimo pode ser uma boa alternativa. Segundo Andrea Sapienza, a suavidade da fórmula ajuda a reduzir incômodos.

    Vale destacar que o sabonete íntimo não previne infecções, nem altera a flora vaginal interna. Ele é apenas um produto complementar de higiene e deve ser usado corretamente.

    Quando o sabonete íntimo pode ajudar?

    Existem situações específicas em que o sabonete íntimo pode trazer maior conforto, como:

    • Sensibilidade cutânea: mulheres que sentem ardência ou ressecamento com sabonete comum;
    • Clima quente: durante o verão, o suor pode aumentar o desconforto na região;
    • Prática de atividades físicas: após exercícios intensos, a sensação de frescor pode ser maior com sabonete íntimo;
    • Pós-menopausa: nessa fase, a pele da região íntima tende a ficar mais ressecada, e sabonetes comuns podem agravar o quadro.

    É importante ressaltar novamente que, para mulheres sem queixas de irritação e desconforto, não há necessidade de usar um sabonete íntimo.

    Como usar sabonete íntimo?

    O sabonete íntimo deve ser usado apenas na parte externa da região genital (vulva), nunca dentro da vagina. Veja como fazer da forma correta:

    • Durante o banho, aplique uma pequena quantidade do sabonete íntimo na mão;
    • Passe suavemente na vulva (parte externa), sem esfregar em excesso;
    • Enxágue bem com água corrente, garantindo que não fiquem resíduos do produto;
    • Por fim, seque delicadamente com uma toalha limpa e macia, sem friccionar.

    Dica: o sabonete íntimo pode ser usado uma vez ao dia, durante o banho. Em excesso, pode causar ressecamento, mesmo sendo formulado para a região genital.

    Pode usar sabonete íntimo durante a menstruação?

    No período menstrual, é comum sentir a necessidade de caprichar na higiene íntima. O sabonete íntimo pode sim ser usado durante a menstruação, mas com moderação.

    A limpeza deve ser feita apenas na parte externa da vulva, pois a região já tem um sistema natural de proteção e não precisa de lavagens internas. O uso de produtos dentro da vagina ou duchas não é recomendado e pode causar um desequilíbrio na flora vaginal — o que aumenta o risco de infecções.

    Durante a menstruação, fatores como o uso de absorventes, o contato constante com o sangue e a transpiração deixam a região mais sensível. Por isso, é suficiente higienizar de forma suave, sem excesso de lavagens ao longo do dia.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Como cuidar da saúde íntima?

    A vagina tem uma flora natural formada por bactérias boas que atuam como uma barreira de defesa, mas esse equilíbrio pode ser afetado por hábitos inadequados. Por isso, incluir alguns cuidados no dia a dia contribui para prevenir infecções, odores desagradáveis e desconfortos. Entre eles, é possível destacar:

    • Higienizar apenas a parte externa da vulva: não é preciso nem indicado lavar a parte interna, pois a vagina já possui um sistema natural de limpeza;
    • Preferir roupas íntimas de algodão: o tecido permite maior ventilação e evita o acúmulo de suor, reduzindo a chance de irritações;
    • Evitar roupas apertadas por longos períodos: peças muito justas aumentam a umidade local e podem facilitar a proliferação de fungos;
    • Trocar absorventes e calcinhas com frequência: manter a região sempre seca e limpa ajuda a evitar infecções;
    • Evitar duchas internas ou produtos perfumados: fragrâncias e substâncias químicas podem causar alergias e desequilibrar a flora vaginal.

    Além das medidas, é importante manter consultas ginecológicas regulares, que ajudam a identificar alterações precocemente, tirar dúvidas sobre higiene íntima e receber orientações específicas para cada fase da vida.

    Perguntas frequentes sobre sabonete íntimo

    1. Posso usar sabonete íntimo todos os dias?

    Sim, você pode usar o sabonete íntimo diariamente, mas sempre com moderação. O ideal é aplicá-lo apenas uma vez por dia, durante o banho. Usar o produto várias vezes ao dia pode ressecar a pele da vulva e até mesmo causar desconfortos.

    2. O sabonete íntimo pode ser usado dentro da vagina?

    Não, ele deve ser aplicado apenas na parte externa da região genital, nunca dentro da vagina. A cavidade vaginal já possui um sistema de autolimpeza eficiente, que mantém bactérias benéficas em equilíbrio.

    Inserir sabonetes, duchas ou qualquer produto interno pode causar desequilíbrio e irritação.

    3. Sabonete íntimo previne infecções?

    Não existem evidências científicas de que o sabonete íntimo possa prevenir infecções vaginais. Na verdade, quando usado de forma incorreta, principalmente em duchas internas ou em excesso, ele pode aumentar o risco de desequilíbrio da flora.

    O que realmente ajuda a prevenir infecções é a manutenção de bons hábitos, como usar roupas íntimas de algodão, evitar calças muito apertadas, trocar absorventes regularmente e ter uma alimentação equilibrada.

    4. Sabonete íntimo pode causar alergia?

    Sim, pode acontecer. Apesar de serem formulados para peles delicadas, alguns sabonetes íntimos contêm fragrâncias, corantes ou outros componentes químicos que podem causar reações alérgicas em pessoas mais sensíveis.

    Os sinais incluem coceira, vermelhidão, ardência ou inchaço. Nesses casos, o uso deve ser suspenso imediatamente e, se os sintomas persistirem, procure um ginecologista ou dermatologista.

    5. Qual o melhor sabonete íntimo?

    O melhor sabonete íntimo é aquele que respeita as características da sua pele e não causa irritação. Prefira fórmulas suaves, sem fragrâncias fortes, hipoalergênicas e com pH balanceado. Evite produtos com excesso de corantes, álcool ou substâncias muito químicas.

    O ideal é sempre testar com moderação no início e observar como seu corpo reage. Em caso de dúvidas, peça orientação ao seu ginecologista.

    Confira: Higiene menstrual: conheça os principais cuidados durante o ciclo

  • Como montar um prato saudável para todas as refeições? 

    Como montar um prato saudável para todas as refeições? 

    Quando o assunto é boa alimentação, é comum ter dúvidas de como montar um prato saudável. Afinal, ele precisa garantir energia, saciedade e todos os nutrientes que o corpo precisa ao longo do dia. E isso vale para todas as refeições — do café da manhã ao jantar, passando pelos lanches e até as bebidas que acompanham a comida.

    Na verdade, isso é mais simples do que parece: o segredo está em organizar bem os grupos alimentares, variar os ingredientes e dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados. Para esclarecer como aplicar isso na prática do dia a dia, conversamos com a nutróloga Flávia Pfeilsticker. Confira!

    O que significa ter um prato saudável?

    Um prato saudável e equilibrado é aquele que fornece ao corpo os nutrientes necessários na medida certa. Não existe alimento sozinho capaz de suprir tudo o que precisamos, logo, a base está na combinação.

    Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos, tubérculos, ovos, carnes, peixes e leite. Os alimentos devem ser combinados de maneira que ofereçam todos os nutrientes que o corpo precisa:

    • Carboidratos complexos: arroz integral, batata, mandioca, inhame, milho, pães e massas integrais;
    • Proteínas: feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, ovos, carnes magras, frango, peixe;
    • Verduras e legumes: fonte de vitaminas, minerais e fibras;
    • Frutas: ricas em fibras, vitaminas e antioxidantes;
    • Gorduras boas: azeite de oliva, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) e sementes (linhaça, chia, gergelim).

    “O equilíbrio vem não só da quantidade, mas também da qualidade dos alimentos escolhidos: carboidratos preferencialmente integrais, proteínas magras, gorduras boas e uma boa dose de vegetais coloridos”, complementa a nutróloga Flávia Pfeilsticker.

    É possível montar um prato saudável sem gastar muito?

    De acordo com Flávia, é totalmente possível montar um prato saudável com alimentos acessíveis e baratos. “Arroz, feijão, ovos, hortaliças da estação, frutas simples como banana e laranja, e azeite em pequenas quantidades já formam a base de uma alimentação nutritiva. A chave está em variar os alimentos ao longo da semana e evitar ultraprocessados”, explica a especialista.

    Na prática, isso significa apostar nos alimentos do dia a dia, comuns na mesa dos brasileiros, que são nutritivos e geralmente mais baratos. Comprar em feiras, sacolões e escolher produtos da safra ajuda a gastar menos e ainda garante variedade no prato.

    Confira: Qual a diferença entre nutricionista e nutrólogo?

    Como montar um prato saudável nas refeições?

    Café da manhã

    O café da manhã é considerado por muitos a refeição mais importante do dia, porque repõe a energia depois de horas de jejum. Quem costuma pular a refeição pode sentir queda de energia, dificuldade de concentração e fome exagerada ao longo do dia.

    Ele não precisa ser grande ou cheio de produtos industrializados, mas deve incluir carboidratos, proteínas e gorduras boas, presentes em alimentos como:

    • Pães integrais, aveia, tapioca, cuscuz;
    • Ovos mexidos, queijo branco, iogurte natural;
    • Banana, mamão, abacaxi, morango;
    • Castanhas, sementes ou um fio de azeite no pão.

    Almoço

    O almoço costuma ser a refeição mais completa do dia, fornece energia para a segunda metade do dia e, muitas vezes, concentra a maior variedade de alimentos. Para organizar o prato de forma prática e saudável, existe uma técnica bem simples, conhecida como “prato saudável”.

    A ideia é dividir visualmente o prato em quatro partes, garantindo equilíbrio entre nutrientes:

    • ½ do prato com vegetais: verduras e legumes crus ou cozidos, como alface, tomate, cenoura, abobrinha e brócolis;
    • ¼ do prato com proteínas: frango, peixe, carne magra, ovos ou leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico;
    • ¼ do prato com carboidratos de qualidade: arroz integral, batata, mandioca, macarrão integral, quinoa.

    De acordo com Flávia, as gorduras devem estar presentes em pequenas quantidades, mas diariamente, por meio de fontes saudáveis. A divisão é simples, mas traduz o equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras.

    Outra dica interessante é apostar em temperos naturais! “Alho, cebola, ervas frescas, cúrcuma, gengibre e especiarias não só dão sabor como também oferecem compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, reduzindo a necessidade de excesso de sal e melhorando a qualidade da refeição”, complementa a nutróloga.

    Jantar equilibrado

    O jantar deve ser mais leve que o almoço, mas sem deixar de ser nutritivo. Ele pode seguir a mesma lógica do almoço, só que com porções menores e ingredientes mais fáceis de digerir, como:

    • Verduras e legumes: saladas variadas, sopas, refogados;
    • Carboidratos leves: arroz integral, batata-doce, inhame, cuscuz, quinoa;
    • Proteínas magras: frango desfiado, peixe, ovos, tofu.

    É importante evitar frituras, carnes gordurosas e refeições muito pesadas à noite, porque dificultam a digestão e atrapalham o sono.

    Lanches equilibrados

    Com a rotina corrida, é comum recorrer a salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes durante os lanches, mas é possível ter opções práticas e e um prato mais saudável para incluir entre as refeições, como:

    • Frutas com oleaginosas, como banana e castanhas, maçã e amendoim torrado;
    • Iogurte natural com aveia, granola ou mel;
    • Sanduíche natural: pão integral com queijo branco e tomate;
    • Pipoca caseira: feita na panela, com pouco óleo e sal.

    Uma dica é ter sempre algumas opções à mão. Carregar uma fruta ou um mix de castanhas na bolsa evita recorrer a alimentos ultraprocessados.

    Quais bebidas posso tomar durante a refeição?

    Água deve ser sempre a primeira escolha, seguida de sucos naturais sem açúcar e chás não adoçados, como camomila ou hortelã. Durante as principais refeições, o ideal é consumir pequenas quantidades de líquidos, já que o excesso pode atrapalhar a digestão e até aumentar a ingestão calórica.

    Vale também ficar atento ao que evitar: refrigerantes, bebidas alcoólicas, sucos industrializados e outras opções ricas em açúcar.

    Leia também: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como ter

    Erros mais comuns ao montar um prato saudável

    Alguns deslizes no dia a dia podem comprometer a qualidade da refeição, como:

    • Exagerar em um grupo alimentar, normalmente carboidratos;
    • Deixar de lado os vegetais;
    • Usar proteínas em excesso;
    • Consumir muito pouco;
    • Uso excessivo de frituras e temperos industrializados.

    De acordo com a nutróloga Flávia Pfeilsticker, um erro frequente é acreditar que saudável é sinônimo de restrição — quando, na verdade, equilíbrio significa diversidade e moderação.

    “Manter uma alimentação equilibrada é essencial para a prevenção de doenças e para o bom funcionamento do organismo. Uma dieta adequada ajuda a controlar peso, glicemia, colesterol, pressão arterial e até processos inflamatórios. Além disso, fornece energia de forma estável ao longo do dia, melhora o sistema imunológico e reduz o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares”, finaliza a especialista.

    Perguntas frequentes sobre prato saudável

    Preciso comer salada em todas as refeições?

    Não é obrigatório em todas, mas é altamente recomendado. Verduras e legumes fornecem fibras, vitaminas e minerais essenciais que ajudam na digestão e na prevenção de doenças. Mesmo no café da manhã e nos lanches, é possível incluir vegetais em omeletes, sucos verdes ou até sanduíches naturais.

    Qual é a importância do arroz com feijão?

    O arroz com feijão é uma das combinações mais completas da alimentação brasileira. Enquanto o arroz fornece carboidratos e alguns aminoácidos, o feijão complementa com proteínas, fibras e ferro. Juntos, formam uma refeição que sustenta, é acessível e tem alto valor nutricional, sendo reconhecida como base saudável pelo próprio Guia Alimentar para a População Brasileira.

    Preciso cortar carboidratos para ter uma alimentação saudável?

    Não. Os carboidratos são a principal fonte de energia do corpo e não devem ser cortados sem necessidade. O que importa é escolher versões de melhor qualidade, como arroz integral, batata-doce, mandioca ou aveia, e equilibrar a quantidade no prato. Cortar carboidratos por completo pode levar à falta de energia e até a desequilíbrios nutricionais.

    Frutas entram no prato equilibrado ou só como sobremesa?

    As frutas podem ser consumidas como parte da refeição (em saladas, acompanhando pratos salgados ou até em preparações culinárias) ou como sobremesa natural, substituindo doces industrializados.

    O importante é que elas estejam presentes diariamente, já que fornecem fibras, vitaminas e antioxidantes que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, proteger as células contra o envelhecimento precoce e melhorar o funcionamento do intestino.

    Preciso comer sempre no mesmo horário?

    Não é obrigatório ter horários fixos para comer, mas ter regularidade ajuda o corpo a manter um ritmo saudável. Pular refeições pode levar a exageros mais tarde.

    O ideal é respeitar a fome e evitar grandes intervalos sem comer, priorizando três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e lanches leves se necessário.

    É melhor cozinhar em casa ou comprar pronto?

    Sempre que possível, cozinhar em casa é a melhor escolha. Além de mais econômico, permite controlar ingredientes e reduzir o uso de sal, açúcar, óleos e temperos industrializados. Refeições caseiras também mantêm a tradição cultural e fortalecem os laços entre a família.

    Quais temperos são mais saudáveis para usar no dia a dia?

    Prefira temperos naturais, como alho, cebola, ervas frescas (coentro, salsinha, manjericão), pimentas, açafrão e gengibre. Eles realçam o sabor e trazem benefícios à saúde. Já temperos prontos, como caldos em cubo ou molhos industrializados, são ricos em sódio e aditivos e devem ser evitados.

    Existe uma quantidade ideal de frutas por dia?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia. Isso pode ser alcançado, por exemplo, com duas a quatro porções de frutas e o restante de vegetais distribuídos ao longo das refeições.

    Isso ajuda a garantir uma boa ingestão de fibras, vitaminas e minerais essenciais, que atuam na prevenção de doenças crônicas, fortalecem a imunidade e contribuem para o bom funcionamento do intestino.

    Leia mais: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

  • Energia no pré-treino: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo 

    Energia no pré-treino: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo 

    Treinar logo cedo exige energia disponível, mas muitas vezes o tempo e o apetite reduzido pela manhã dificultam a escolha da refeição adequada, então o ideal é escolher refeições rápidas. Comer algo antes da atividade física pode ajudar na performance e na recuperação, mas não é algo indispensável, já que muitos treinam em jejum.

    “Quem treina logo cedo não precisa obrigatoriamente comer antes”, enfatiza a nutricionista Serena Del Favero. Segundo ela, tudo depende do objetivo, do tipo de treino e da individualidade.

    Café da manhã pré-treino: o que priorizar?

    A especialista explica que, no café da manhã pré-treino, os carboidratos devem ser a base, já que fornecem combustível imediato (energia) para os músculos, garantindo disposição e intensidade no treino.

    Além disso, as proteínas entram como suporte para reduzir a degradação muscular e fornecer aminoácidos que serão usados no processo de recuperação e síntese proteica após o exercício.

    E as gorduras? Segundo a especialista, elas devem aparecer em pequenas quantidades. “Elas ajudam na saciedade, mas em excesso podem atrasar a digestão”.

    Exemplos de refeições rápidas para quem treina cedo

    Quando o treino acontece cedo, a praticidade é muito importante, por isso refeições rápidas são ideais. A especialista sugere opções leves e equilibradas, que fornecem carboidratos de boa qualidade e proteínas de fácil digestão:

    • Banana com aveia e mel;
    • Iogurte natural com fruta picada;
    • Pão integral com queijo branco ou ovo;
    • Vitamina de fruta com leite ou bebida vegetal;
    • Shake de whey protein com banana;
    • Tapioca recheada com ovo ou frango desfiado;
    • Iogurte com granola.

    Essas combinações ajudam a manter energia sem causar desconforto, sendo ajustáveis conforme o tempo disponível antes do treino.

    Treinar cedo em jejum ou alimentado?

    Quem treina pela manhã pode optar por treinar em jejum caso não consiga fazer uma refeição logo cedo. “A escolha entre treinar alimentado ou em jejum depende do objetivo, da intensidade do treino e da tolerância individual”, diz a nutricionista.

    Treinar em jejum pode ser viável em treinos leves a moderados ou para pessoas bem adaptadas, já que o corpo utiliza estoques de glicogênio e gordura como energia.

    “Porém, em treinos intensos de força ou sessões longas, o jejum pode comprometer a performance e aumentar a degradação muscular”.

    Pessoas que preferem treinar em jejum devem dar uma atenção maior à última refeição do dia anterior, já que esse acaba sendo o seu pré-treino. Nesses casos, é importante fazer refeições completas, com boas fontes de proteínas, carboidratos e gorduras boas.

    Pré-treinos líquidos podem ser a solução

    Se você não gosta de treinar em jejum, mas também não se sente confortável em comer algo, os pré-treinos líquidos são uma ótima alternativa, já que são de fácil digestão.

    “Smoothies, shakes proteicos com fruta ou iogurte batido são boas alternativas, garantindo energia e aminoácidos de forma prática”.

    Apenas evite nesse momento ingerir gorduras e fibras, mesmo que seja apenas uma refeição líquida. Segundo a especialista, ambos podem retardar o esvaziamento gástrico e causar desconforto durante o exercício.

    Leia também: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

    Treino sem queda de energia

    Manter a energia no treino não depende apenas do tipo de alimento. Em treinos curtos, apenas a alimentação pré-treino com boas fontes de carboidratos pode ser suficiente.

    “Em sessões mais longas ou intensas, porém, pode ser necessário incluir reposição durante o exercício para garantir energia contínua e evitar queda de desempenho”, fala a especialista.

    Corredores de longas distâncias, por exemplo, costumam usar géis de carboidrato durante os treinos para manter a energia alta. Mas isso só é realmente necessário em treinos muito longos, o que não costuma ser a recomendação geral para a maioria das pessoas.

    Como resume a nutricionista, o segredo está no equilíbrio: escolher alimentos leves, ricos em carboidratos e proteínas, evitando exageros que atrapalhem a digestão. Assim, mesmo com pouco tempo pela manhã, é possível garantir energia, preservar a massa muscular e manter a qualidade do treino.

    Perguntas frequentes

    1. Preciso sempre comer antes de treinar cedo?

    Não. Quem tolera bem o jejum pode treinar sem comer, especialmente em treinos leves. Mas, para treinos de força e intensidade, um pré-treino, mesmo que leve, é recomendado. Aposte nas refeições rápidas.

    2. Como equilibrar os macronutrientes no café da manhã pré-treino?

    A base deve ser carboidratos, acompanhados de proteína magra. A gordura é dispensável nesse momento.

    3. Quais refeições rápidas funcionam melhor no pré-treino?

    Banana com aveia, iogurte com fruta, pão integral com ovo ou queijo, shake de proteína, tapioca com frango ou ovo.

    4. O que fazer se não tenho apetite de manhã?

    Pré-treinos líquidos, como shakes ou smoothies, são boas opções. O jantar do dia anterior também precisa ser reforçado, principalmente para quem treina em jejum.

    5. É melhor escolher comida sólida ou líquida?

    Depende da tolerância e do tempo disponível. As sólidas saciam mais, mas demoram a digerir; líquidas são práticas e rápidas. Ambas podem cumprir o papel, desde que os macronutrientes estejam em equilíbrio.

    6. Como evitar desconfortos gastrointestinais?

    Optando por refeições leves e evitando alimentos ricos em gordura e fibras antes do treino.

    Leia também: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

  • Drogas e coração: os riscos reais que você precisa conhecer 

    Drogas e coração: os riscos reais que você precisa conhecer 

    As drogas ilícitas não dão trégua ao coração. Em alguns casos, os efeitos são quase imediatos e podem ser fatais. Substâncias como cocaína e crack aceleram os batimentos, elevam a pressão arterial e aumentam o risco de arritmias. O resultado pode ser um infarto fulminante, mesmo em quem nunca teve histórico de problemas cardíacos.

    O uso frequente dessas substâncias também cobra um preço alto: pressão alta crônica, sobrecarga do sistema cardiovascular e maior risco de acidente vascular cerebral (AVC). Para se ter uma ideia, estudos mostram que a cocaína está ligada a cerca de um quarto dos infartos em pessoas com menos de 45 anos.

    Como as drogas afetam o coração

    Coração saudável e drogas ilícitas não combinam. Além da dependência química, cada substância provoca danos específicos ao sistema cardiovascular.

    Cocaína, crack e anfetaminas

    Essas drogas estimulantes aceleram o ritmo cardíaco (taquicardia), elevam a pressão e aumentam o risco de arritmias perigosas. Também podem causar vasoespasmo, um aperto súbito nas artérias, que reduz o fluxo de sangue para o coração.

    “Essa combinação de espasmo na artéria, pressão elevada e coração acelerado pode levar a um infarto fulminante e morte mesmo em pessoas jovens e sem histórico de doenças cardíacas. Em quem já tem doença no coração, o risco é ainda maior”, alerta a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein.

    Maconha recreativa

    Apesar da fama de mais leve, a maconha também oferece riscos. Pode aumentar a pressão, favorecer arritmias, prejudicar a circulação e facilitar a formação de coágulos. Tudo isso eleva o risco de infarto e AVC.

    “É importante ressaltar que a maconha é diferente da canabis medicinal”, explica a médica.

    “Enquanto a maconha como droga tem elevadas quantidades de THC (tetrahidrocanabinol), responsável pelos efeitos psicotrópicos da droga e também por grande parte dos efeitos nocivos sobre o sistema cardiovascular, a canabis medicinal possui concentração mais elevada de CBD (canabidiol) que tem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e ansiolíticas”, conta.

    Álcool associado a drogas ilícitas

    O combo álcool com drogas potencializa o perigo. No caso da mistura de cocaína com álcool, o corpo forma compostos químicos que elevam ainda mais o risco de inflamação, arritmias e infarto.

    Drogas injetáveis (heroína)

    Substâncias como heroína, quando aplicadas por via injetável, aumentam o risco de infecções graves no coração. Isso ocorre porque bactérias presentes nas seringas podem atingir as válvulas cardíacas, causando uma condição chamada endocardite.

    “O consumo de drogas é um perigo real para o coração. As drogas podem provocar danos irreversíveis independente de idade ou antecedentes cardiovasculares”, alerta a especialista.

    Leia mais: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

    Doenças cardíacas relacionadas ao uso de drogas

    • Miocardite: inflamação do músculo cardíaco, que pode evoluir para cardiomiopatia (enfraquecimento do coração) e levar à insuficiência cardíaca;
    • Endocardite: infecção que atinge a camada interna do coração (endocárdio) e suas válvulas. Além de danificar as válvulas, pode gerar coágulos que se deslocam para o cérebro (AVC) ou pulmões (embolia pulmonar).

    Quem tem mais risco de endocardite?

    A endocardite pode afetar qualquer pessoa, como aquelas que usam drogas ilícitas, mas alguns grupos são ainda mais vulneráveis:

    • Pessoas com doenças nas válvulas cardíacas;
    • Quem tem cardiopatias congênitas;
    • Pessoas com histórico de febre reumática;
    • Indivíduos que passaram por procedimentos odontológicos, como extração de dentes;
    • Pessoas com imunidade baixa ou que usam dispositivos como marcapassos.

    Perguntas frequentes sobre drogas e coração

    1. É verdade que a cocaína pode causar infarto em pessoas jovens?

    Sim. A cocaína pode provocar infarto fulminante mesmo em pessoas sem doenças cardíacas prévias.

    2. A maconha faz mal para o coração?

    Sim. A maconha recreativa pode aumentar a pressão arterial, o risco de arritmias, infarto e AVC. É diferente da cannabis medicinal, que tem outra composição e uso controlado.

    3. O que é vasoespasmo?

    É um estreitamento súbito das artérias, que reduz o fluxo sanguíneo para o coração. Ele é comum após o uso de drogas como cocaína e crack.

    4. Drogas injetáveis podem causar doenças no coração?

    Sim. O uso de drogas injetáveis aumenta o risco de endocardite infecciosa, uma infecção grave das válvulas cardíacas.

    5. Misturar drogas com álcool aumenta os riscos?

    Sim. A combinação potencializa os efeitos nocivos e aumenta muito as chances de inflamação, arritmias e infarto fulminante.

    6. O que é miocardite?

    É uma inflamação do músculo cardíaco, que pode ser causada pelo uso de drogas e evoluir para insuficiência cardíaca.

    7. Quem já tem problema no coração corre mais risco com o uso de drogas?

    Sim. Pessoas com doenças cardíacas pré-existentes são ainda mais vulneráveis e podem sofrer complicações fatais.

    Leia também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

  • Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca 

    Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca 

    Sentir o coração disparar de repente é uma experiência que assusta qualquer pessoa. Muitas vezes, essa aceleração é apenas uma resposta natural do corpo — pode acontecer durante a prática de exercícios, em situações de estresse ou logo após um susto.

    Mas nem sempre é algo passageiro. Em alguns casos, os batimentos rápidos e fora do ritmo podem indicar uma arritmia cardíaca, um distúrbio no sistema elétrico que comanda o funcionamento do coração. Reconhecer essa diferença é muito importante para saber quando é hora de procurar ajuda médica.

    O que causa batimentos acelerados?

    É normal que nosso coração acelere em resposta a vários fatores, como durante um exercício físico, uma emoção forte ou um susto. “Isso é chamado de taquicardia sinusal, um ritmo cardíaco normal, apenas mais rápido”, explica o cardiologista Pablo Cartaxo.

    Uma arritmia cardíaca, por outro lado, é uma alteração nesse ritmo considerado normal. Na arritmia, o coração pode bater rápido demais (taquiarritmia), mas também devagar demais (bradiarritmia) ou de forma totalmente irregular.

    “A arritmia é como uma falha no ‘circuito elétrico’ que comanda o coração, podendo ocorrer até mesmo em repouso”, diz o médico.

    Ou seja, os batimentos acelerados podem ter relação ou não com arritmias. Algumas causas são normais e fisiológicas, outras estão ligadas a doenças e a outros problemas:

    • Acelerações normais (sinusais): esforço físico, ansiedade, estresse, excesso de cafeína, febre e desidratação;
    • Causas não cardíacas: alterações da tireoide, apneia do sono, desequilíbrio de eletrólitos no sangue;
    • Causas cardíacas: cicatrizes de infarto, dilatação das câmaras do coração ou doenças congênitas que afetam o sistema elétrico.

    Além disso, ansiedade e estresse também podem causar aceleração sem ser, de fato, uma arritmia cardíaca. “Eles ativam o sistema de ‘luta ou fuga’ do corpo, liberando adrenalina, e um dos efeitos diretos é o aumento da frequência cardíaca”, diz o médico.

    Essa é uma sensação desconfortável, mas que não costuma representar perigo. No entanto, em pessoas com predisposição, picos de estresse podem servir de gatilho para arritmias verdadeiras.

    Sinais de alerta de arritmia cardíaca

    As palpitações já merecem investigação, mas há sintomas que exigem ainda mais atenção, já que podem estar relacionados a uma arritmia cardíaca:

    • Tontura ou sensação de desmaio;
    • Desmaio (síncope);
    • Falta de ar intensa;
    • Dor ou desconforto no peito.

    Esses sinais indicam que a arritmia cardíaca pode estar comprometendo a circulação sanguínea do corpo, o que requer atendimento médico imediato.

    Exames de diagnóstico e tratamento para arritmias

    O diagnóstico começa no consultório, com avaliação clínica detalhada. Mas, como muitas arritmias são intermitentes, exames complementares são indispensáveis:

    • Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração no momento do exame;
    • Holter 24 horas: monitora continuamente os batimentos ao longo de um dia inteiro;
    • Ecocardiograma: avalia a estrutura e a função do coração;
    • Teste ergométrico (teste de esforço): analisa como o coração reage durante atividade física.

    O médico destaca que nem toda arritmia cardíaca precisa de tratamento. Há arritmias benignas que não exigem intervenção, mas o tratamento é fundamental quando há risco de complicações.

    “A intervenção é indicada quando a arritmia causa sintomas, afeta a qualidade de vida ou, mais importante, quando representa risco de complicações graves, como AVC, interferência na função cardíaca ou morte súbita.”

    Nesses casos, o tratamento das arritmias depende do tipo e da gravidade. Em alguns pacientes, o controle pode ser feito apenas com medicamentos antiarrítmicos.

    Quando há maior risco, podem ser indicados procedimentos como a ablação por cateter, que elimina os focos elétricos anormais, ou o implante de dispositivos, como o marca-passo.

    Veja mais: Teste ergométrico: o exame da esteira que coloca o coração à prova

    Fatores de risco para arritmias e como prevenir

    Algumas condições aumentam a probabilidade de desenvolver arritmias:

    • Idade avançada;
    • Pressão alta;
    • Diabetes;
    • Obesidade;
    • Consumo excessivo de álcool ou cafeína;
    • Tabagismo;
    • Apneia do sono;
    • Presença de doença cardíaca prévia, como a coronariana.

    A prevenção de arritmias envolve cuidados com o estilo de vida e controle de doenças associadas.

    “Isso inclui dieta balanceada, atividade física regular, gerenciamento do estresse, sono de qualidade, moderação no álcool e na cafeína e, fundamentalmente, o tratamento adequado de condições como pressão alta e diabetes”, reforça o especialista.

    O check-up cardiológico regular é a melhor forma de identificar e tratar problemas precocemente.

    Leia mais: Falta de ar: quando pode ser problema do coração

    Perguntas Frequentes sobre arritmia e batimentos acelerados

    1. Batimentos acelerados sempre indicam arritmia cardíaca?

    Não. Eles podem ser apenas resposta a esforço físico, ansiedade, febre ou consumo de cafeína.

    2. Como diferenciar taquicardia normal de arritmia cardíaca?

    Na taquicardia sinusal (“normal”) o coração bate mais rápido, mas o ritmo continua organizado e previsível, comum em situações como esforço físico e estresse. Já nas arritmias, o ritmo se torna irregular ou anormal, podendo acelerar, desacelerar ou apresentar batidas fora de ordem, mesmo em repouso.

    3. A ansiedade pode causar palpitações perigosas?

    Geralmente não, mas pode funcionar como gatilho para arritmias em pessoas predispostas.

    4. Quais exames ajudam a diagnosticar arritmia?

    Eletrocardiograma, Holter de 24h, ecocardiograma e teste ergométrico são os principais.

    5. Toda arritmia precisa de tratamento?

    Não. Algumas são benignas. O tratamento é necessário quando causam sintomas, afetam a vida ou oferecem risco de complicações.

    6. Quais fatores aumentam o risco de arritmia?

    Idade avançada, pressão alta, diabetes, obesidade, álcool, cafeína, tabagismo, apneia do sono e doenças cardíacas.

    7. Como prevenir arritmias?

    Com estilo de vida saudável, controle de doenças como hipertensão e diabetes, sono de qualidade, menos estresse e check-ups regulares.

    Confira: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

  • Ecocardiograma: saiba mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Ecocardiograma: saiba mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

    Quando o médico precisa olhar além do ritmo do coração e observar como ele realmente funciona por dentro, o ecocardiograma costuma ser o exame de escolha. Com a mesma tecnologia usada no ultrassom, ele mostra em tempo real as estruturas cardíacas em movimento e revela se as válvulas estão funcionando bem, se o músculo está contraindo como deveria e até como o sangue circula.

    Seguro, indolor e acessível, é um dos principais exames de diagnóstico das doenças do coração.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que usa ondas de ultrassom para visualizar as estruturas do coração. Ele mostra o tamanho, o formato, o funcionamento das válvulas e permite que o médico veja até como o sangue circula dentro das cavidades cardíacas.

    Enquanto o eletrocardiograma fala da eletricidade do coração, o ecocardiograma, também chamado de ecocardiografia, revela a anatomia e a forma com que o órgão funciona.

    Leia também: Falta de ar: quando pode ser problema do coração

    Como o exame é feito?

    O exame lembra muito um ultrassom de abdômen ou gravidez:

    • A pessoa fica deitada em uma maca;
    • O médico aplica um gel no peito;
    • Um transdutor (aparelho que emite ultrassom) é deslizado sobre a região do coração;
    • As ondas sonoras se transformam em imagens do coração em tempo real.

    O médico anota todos os parâmetros importantes para fazer o laudo.

    O procedimento é indolor, não invasivo e dura em média 20 a 40 minutos.

    Saiba mais: MAPA: o exame que analisa a pressão arterial por um dia inteiro

    Tipos de ecocardiograma

    Existem diferentes formas de realizar o exame, dependendo da necessidade de cada pessoa, e isso é definido pelo médico:

    • Ecocardiograma transtorácico: o mais comum, feito pelo tórax;
    • Ecocardiograma transesofágico: o transdutor é introduzido no esôfago para imagens mais detalhadas, exigindo preparo diferente;
    • Ecocardiograma com Doppler: avalia o fluxo de sangue e a pressão dentro das câmaras do coração;
    • Ecocardiograma de estresse: feito após esforço físico ou uso de medicamentos que simulam o comportamento do coração durante exercício.

    Para que serve o exame?

    O exame ajuda a diagnosticar e acompanhar condições como:

    • Doenças das válvulas cardíacas;
    • Avaliação após um infarto;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Cardiopatias congênitas, que são alterações de nascença;
    • Avaliação do impacto da pressão alta no coração.

    Quem deve fazer o exame?

    O ecocardiograma pode ser indicado para pessoas com sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações, desmaios ou histórico familiar de doenças cardíacas. É bem comum em check-ups de quem já tem diagnóstico de problemas no coração.

    Leia também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes sobre ecocardiograma

    1. Qual a diferença entre ecocardiograma e eletrocardiograma?

    O eletrocardiograma mostra a atividade elétrica do coração. O ecocardiograma mostra imagens estruturais do órgão em movimento.

    2. O exame precisa de preparo?

    O ecocardiograma transtorácico, que é o mais comum, não precisa de preparo. Já o transesofágico exige jejum e sedação, mas é o laboratório ou o médico que passam as informações de preparo para cada caso.

    3. Crianças e gestantes podem fazer o exame?

    Sim. O exame é seguro para todas as idades e durante a gestação.

    4. O resultado sai na hora?

    As imagens são geradas imediatamente, mas a análise final é feita pelo cardiologista, o que pode levar alguns dias para sair o laudo.

    5. Posso fazer o exame pelo SUS?

    Sim. O exame está disponível na rede pública, mas pode haver fila de espera dependendo da região.

    Leia também: Eletrocardiograma: o que é e quem deve fazer

  • Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração  

    Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração  

    A primeira ideia que vem à mente quando surge uma dor no peito é um problema cardíaco, como infarto ou angina. Mas nem sempre a origem está exatamente no coração. Questões musculares, digestivas e até emocionais também podem provocar sintomas semelhantes.

    Para esclarecer quando a dor deve ser considerada um alerta sério, conversamos com o cardiologista Pablo Cartaxo. “A dor no peito é um sintoma que gera muita ansiedade, mas nem toda dor nessa região significa um problema no coração”.

    Quais são as possíveis causas da dor no peito?

    Um dos motivos mais frequentes para uma dor no peito é um problema osteomuscular, que envolve ossos, músculos ou articulações da região torácica. “Geralmente está ligada a esforço físico ou má postura”, destaca Pablo Cartaxo.

    Outra causa comum são os problemas gastrointestinais, frequentemente confundidos com dor cardíaca, sendo normalmente relacionados ao refluxo gastroesofágico. “Esses sintomas geralmente têm relação com a alimentação ou com a posição de deitar”, explica Cartaxo.

    Dor no peito e ansiedade também podem estar relacionadas. Crises de ansiedade e estresse ativam o sistema nervoso, liberando adrenalina e acelerando os batimentos cardíacos.

    Por fim, estão as causas cardíacas, que podem ser desencadeadas por esforço físico ou estresse e melhorar com repouso, podendo vir acompanhadas de suor frio, náuseas e sensação de morte iminente. Esse é o tipo de dor que deve ser considerado uma urgência médica.

    Confira: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Como é a dor típica de problema cardíaco?

    A dor cardíaca clássica está ligada à angina (falta de sangue e oxigênio no coração) ou ao infarto. Segundo Cartaxo, nesses casos, a dor causa “um aperto ou peso no centro do tórax, que pode irradiar para braços, mandíbulas ou costas, piorando com o esforço”.

    O médico alerta que outras doenças cardíacas também causam dor:

    • Pericardite: inflamação da membrana que envolve o coração. A dor piora ao deitar e ao respirar fundo, mas melhora quando a pessoa inclina o tronco para a frente.
    • Dissecção de aorta: emergência gravíssima. A dor surge de forma súbita, muito intensa, descrita como “rasgando” o peito e irradiando para as costas. Exige atendimento imediato.

    Segundo Pablo Cartaxo, um dos maiores mitos é acreditar que a dor no peito cardíaca é sempre insuportável. O cardiologista alerta: “A dor cardíaca pode se manifestar como um leve desconforto, uma pressão sutil ou até mesmo uma sensação estranha no peito”.

    Ele explica que mulheres, idosos e diabéticos muitas vezes apresentam sintomas atípicos, como dor abdominal, náuseas ou apenas mal-estar. Esses sinais discretos podem mascarar um infarto, tornando fundamental valorizar qualquer desconforto novo.

    Veja também: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Sintomas que reforçam a suspeita de origem cardíaca

    Além da dor, outros sintomas são fortes indícios de problema no coração:

    • Falta de ar súbita ou ao realizar esforços leves;
    • Suor frio inesperado;
    • Náuseas, vômitos ou mal-estar geral;
    • Tontura ou sensação de desmaio iminente.

    Se esses sintomas estiverem presentes junto com a dor no peito, não deixe de procurar ajuda médica para uma avaliação detalhada.

    Leia mais: Apneia do sono e a saúde do coração: uma conexão perigosa

    Quando a dor pode não ser do coração?

    Esses sintomas citados acima normalmente relacionam a dor no peito a uma causa cardíaca, mas nem toda dor no peito tem relação com o coração. Algumas características ajudam a diferenciar:

    • Dor muscular: localizada, piora com movimento ou ao pressionar a região;
    • Dor digestiva: sensação de queimação que sobe do estômago ou piora após refeições;
    • Estresse e ansiedade: podem gerar dor no peito, palpitações e falta de ar.

    De qualquer forma, o recado do especialista é claro. “Na dúvida, procure ajuda. Interrompa o que estiver fazendo e repouse”, diz Cartaxo. “Se a dor for forte, nova ou vier com outros sintomas (falta de ar, suor), acione um serviço de emergência (SAMU 192) ou vá imediatamente a um pronto-socorro. Não dirija e nunca se automedique”.

    Exames que ajudam no diagnóstico

    O cardiologista explica que, assim que o paciente chega ao pronto-socorro com dor no peito, são realizados exames como o eletrocardiograma (ECG) e exames de sangue, como a troponina, para detectar danos no músculo cardíaco.

    “A partir daí, para uma investigação completa, o cardiologista pode solicitar exames de imagem como o ecocardiograma e a angiotomografia coronariana, ou testes para avaliar o coração em esforço, como cintilografia miocárdica. Em casos específicos, o cateterismo cardíaco pode ser necessário”.

    Perguntas Frequentes sobre dor no peito

    1. Toda dor no peito é do coração?

    Não. Ela pode ter origem muscular, digestiva, emocional ou respiratória.

    2. Como diferenciar dor cardíaca de muscular?

    A dor cardíaca é um aperto ou peso, muitas vezes irradiada para outras partes do corpo. Já a muscular é localizada e piora ao movimentar ou tocar a região.

    3. Dor no peito por ansiedade existe?

    Sim. A ansiedade pode causar dor torácica, mas essa causa só deve ser considerada após exames descartarem causas físicas.

    4. Dor cardíaca sempre é intensa?

    Não. Ela pode ser leve, discreta e até confundida com má digestão, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos.

    5. Que exames ajudam a diagnosticar dor no peito?

    Eletrocardiograma, exames de sangue (troponina), ecocardiograma, tomografia e, em alguns casos, cateterismo.

    6. Existem diferenças da dor no peito entre homens e mulheres?

    Sim. Nas mulheres, os quadros de infarto muitas vezes não incluem dor torácica intensa. É mais comum aparecer cansaço extremo, dor nas costas, estômago ou mandíbula, além de náuseas.

    7. Quando procurar ajuda urgente?

    Se a dor for nova, intensa ou vier acompanhada de falta de ar, suor frio, tontura ou mal-estar, deve-se acionar o SAMU (192) ou ir ao pronto-socorro imediatamente.

    Leia também: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

  • Eletrocardiograma: entenda para que serve e quem deve fazer o exame 

    Eletrocardiograma: entenda para que serve e quem deve fazer o exame 

    Em consultórios, pronto-socorro e em exames de rotina, o eletrocardiograma está entre os testes mais pedidos pelos médicos. Simples de fazer, muito rápido e indolor, ele registra a atividade elétrica do coração e ajuda a identificar alterações discretas no ritmo cardíaco ou até mesmo sinais de infarto.

    Apesar de parecer um exame complexo pela quantidade de fios ligados ao peito, a verdade é que o procedimento é bem tranquilo e pode trazer respostas importantes em poucos minutos.

    O que é o eletrocardiograma?

    O eletrocardiograma é um exame que registra a atividade elétrica do coração. Cada batida cardíaca gera sinais elétricos que podem ser captados na pele por eletrodos, que são pequenas placas adesivas conectadas a fios.

    O resultado aparece como linhas em um papel ou tela, que mostram ao médico como está o ritmo e a condução elétrica do coração.

    Como o exame é feito?

    O exame é simples e bem rápido:

    • A pessoa deita em uma maca;
    • O técnico do laboratório ou hospital coloca eletrodos no peito, braços e pernas;
    • O aparelho capta os sinais elétricos por alguns minutos.

    Em menos de 10 minutos, o exame está concluído. Aí é só retirar os eletrodos e aguardar o resultado.

    Vale dizer que o exame é indolor, não invasivo e não envolve nenhum tipo de radiação. A parte mais “difícil” é retirar os adesivos que seguraram os eletrodos na pele, ou seja, o exame não causa nenhum sofrimento.

    Veja mais: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    O que o eletrocardiograma mostra?

    Afinal, por que ele é um dos exames mais solicitados por médicos cardiologistas? A resposta é simples. Ele consegue mostrar informações importantes do coração, como:

    • Frequência cardíaca: mostra se o coração bate rápido, devagar ou no ritmo certo;
    • Arritmias: sinaliza batidas fora do compasso;
    • Isquemia ou infarto: indica quando há sinais de falta de oxigênio no músculo do coração;
    • Aumento de câmaras cardíacas: consegue indicar quando o coração está dilatado;
    • Distúrbios da condução elétrica: identifica batimentos rápidos ou muito lentos.

    É importante dizer, porém, que nem sempre um eletrocardiograma isolado é suficiente para um diagnóstico. Muitas vezes ele é combinado com outros exames, como o ecocardiograma ou o teste ergométrico. Tudo isso fica a critério do médico e de acordo com cada caso.

    Veja também: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

    Para quem o exame é indicado?

    O médico pode pedir o eletrocardiograma em várias situações, como:

    • Check-up de rotina, especialmente em adultos e idosos;
    • Antes de cirurgias, para avaliar o risco cardíaco;
    • Sintomas suspeitos, como dor no peito, palpitações, falta de ar ou desmaios;
    • Acompanhamento de quem já tem doença no coração.

    Outro ponto importante é que, quando necessário, qualquer pessoa pode fazer o exame, pois não há contraindicações. Até gestantes podem realizar sem problemas.

    Entenda: Saúde do coração após a menopausa: conheça os cuidados nessa fase da vida

    Perguntas frequentes sobre eletrocardiograma

    1. O eletrocardiograma é igual ao ecocardiograma?

    Não. O eletrocardiograma analisa a atividade elétrica do coração, enquanto o ecocardiograma mostra imagens do órgão em movimento por ultrassom.

    2. Precisa de preparo especial?

    Não é necessário jejum nem suspensão de medicamentos, a não ser que o médico oriente. É bom evitar cremes na pele, pois podem atrapalhar os eletrodos.

    3. O resultado sai na hora?

    Sim. O traçado do coração aparece imediatamente, mas a interpretação final é feita pelo médico, e isso pode demorar algum tempo.

    4. Crianças podem fazer o exame?

    Podem, sim. O exame é muito seguro para qualquer idade.

    5. O exame detecta todas as doenças do coração?

    Não. Ele é muito útil, mas não substitui outros exames de imagem ou exames de sangue. Muitas vezes, o eletrocardiograma funciona como a primeira etapa da investigação de algum problema cardíaco.

    6. O eletrocardiograma serve para ver pressão alta?

    Não, ele não mede a pressão alta. Porém, pode ajudar o médico a identificar problemas no coração causados pela pressão alta de longa data.

    7. Qual a diferença entre eletrocardiograma de repouso e teste ergométrico?

    O eletrocardiograma tradicional é feito em repouso. Já o teste ergométrico avalia a mesma coisa no coração, porém durante o esforço físico.

    Leia mais: Teste ergométrico: o exame da esteira que coloca o coração à prova

  • Entenda a diferença entre tumor benigno e maligno 

    Entenda a diferença entre tumor benigno e maligno 

    Quando alguém recebe a notícia de que tem um tumor, o primeiro pensamento quase sempre é o mesmo: câncer. O medo é natural, já que a palavra carrega um peso enorme. Mas nem todo tumor significa malignidade.

    Por isso, é importante entender a diferença entre tumor benigno e maligno. Existem os tumores benignos, que têm um comportamento bem diferente e, em muitos casos, não oferecem o mesmo risco de vida que os malignos. A confusão acontece porque os dois envolvem o crescimento de células fora do padrão, mas as consequências são diferentes.

    Compreender essa questão é importante para diminuir a ansiedade diante de um diagnóstico e também para buscar o tratamento certo. Enquanto alguns tumores podem ser curados apenas com cirurgia, outros exigem acompanhamento constante e terapias mais complexas.

    Para esclarecer essas questões, conversamos com o oncologista Thiago Chadid, que explica de forma clara como distinguir um tumor benigno de um maligno e quais cuidados cada caso exige.

    O que é um tumor benigno?

    O tumor benigno é formado por um crescimento desordenado de células, mas que permanece restrito ao local onde surgiu. Ele pode até aumentar bastante de tamanho, mas não invade outros tecidos nem se espalha para órgãos distantes.

    “Pode até crescer bastante, mas se for retirado cirurgicamente, está curado”, explica o oncologista.

    Isso não significa, no entanto, que um tumor benigno nunca represente risco. “Se um tumor benigno crescer no cérebro, por exemplo, pode comprimir estruturas vitais e ser letal. Mas ele não se espalha para outros órgãos”, conta o médico.

    O que caracteriza um tumor maligno?

    O tumor maligno, por sua vez, tem a capacidade de invadir outros tecidos e se espalhar pelo corpo, o que se chama de metástase.

    “A partir do momento em que ele consegue lançar células na circulação sanguínea ou invadir outro órgão, é considerado maligno”, afirma o especialista.

    Esse comportamento invasivo torna o tumor maligno mais agressivo e com necessidade de acompanhamento e tratamento rápido.

    Aparência e diagnóstico: como diferenciar?

    De acordo com o oncologista, não existe um sinal clínico definitivo mostre a diferença entre tumor benigno e maligno. “O crescimento rápido, por exemplo, pode estar presente nos dois tipos, embora seja mais sugestivo de malignidade”.

    Em alguns casos, porém, a aparência ajuda a diferenciar. “Em termos de aparência, o tumor benigno tende a ser encapsulado, redondinho, enquanto o maligno é irregular, enraizado”, explica o especialista.

    Mas ele alerta que isso não é uma regra absoluta. “Existem tumores benignos que parecem malignos nas imagens. Só a biópsia confirma o diagnóstico correto”.

    Ou seja, a avaliação médica e os exames são fundamentais para diferenciar com segurança.

    Confira: Imunoterapia: a estratégia que transforma o corpo em arma contra o câncer

    Tumor benigno pode virar maligno?

    Alguns tipos de tumor benigno podem, sim, evoluir para maligno. “Alguns tumores benignos permanecem assim para sempre, porque a mutação celular não permite que evoluam. Outros, porém, podem sofrer alterações e se transformar em malignos. Isso depende do tipo e da natureza do tumor”, explica o médico.

    Por isso, mesmo tumores benignos não devem ser considerados inofensivos. “Em muitos casos, precisam ser retirados cirurgicamente para evitar riscos futuros de malignização”, detalha o oncologista.

    Perguntas frequentes sobre tumor benigno e maligno

    1. Todo tumor é câncer?

    Não. Nem todo tumor é maligno. Muitos tumores são benignos e não se espalham para outros órgãos, mas ainda assim precisam ser avaliados pelo médico e, muitas vezes, removidos por meio de uma cirurgia.

    2. Tumor benigno pode virar maligno?

    Sim, em alguns casos específicos. O oncologista Thiago Chadid explica que isso depende do tipo de tumor, por isso a biópsia é sempre importante para o acompanhamento.

    3. Tumor benigno precisa ser tratado?

    Na maioria das vezes, sim. Mesmo não se espalhando, um tumor benigno pode crescer e causar problemas dependendo da localização, como no cérebro ou em órgãos vitais.

    4. Qual é a principal diferença entre tumor benigno e maligno?

    O benigno cresce apenas no local onde surgiu, enquanto o maligno invade tecidos vizinhos e pode se espalhar pelo corpo (metástase).

    5. Como o médico descobre se o tumor é benigno ou maligno?

    O exame definitivo é a biópsia, que analisa o tecido em laboratório. Imagens de exames podem dar pistas, mas só a análise das células confirma.

    6. O tumor maligno sempre é agressivo?

    Sim, por definição ele é mais perigoso porque pode se espalhar para outros órgãos. Porém, cada tipo de câncer tem um comportamento diferente e o tratamento varia de acordo com o caso.

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