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  • Infarto x angina: entenda a diferença entre os dois problemas no coração 

    Infarto x angina: entenda a diferença entre os dois problemas no coração 

    A dor no peito é um dos sintomas que mais assustam e fazem as pessoas correrem para o pronto-socorro. E não é à toa, afinal, essa dor pode estar relacionada a um infarto, uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Mas nem sempre o coração está em colapso. Em muitos casos, trata-se de angina, um aviso de que o músculo cardíaco está sofrendo por falta de oxigênio, condição que também precisa de atenção médica.

    Enquanto a angina funciona como um alerta e indica que há obstrução parcial das artérias, o infarto acontece quando o bloqueio é tão intenso que parte do músculo cardíaco começa a morrer.

    O que é a angina?

    A angina é uma dor ou desconforto no peito causado pela redução temporária do fluxo de sangue para o coração. Normalmente surge em situações de esforço físico, estresse ou emoções intensas. A angina tem algumas características:

    • A dor costuma durar poucos minutos e melhora com repouso;
    • Pode irradiar para braço, pescoço, costas ou mandíbula;
    • Pode indicar a presença de placas de gordura (aterosclerose) nas artérias coronárias.

    A angina não é um infarto, mas mostra que o coração já está sofrendo e precisa de investigação médica.

    O que é o infarto?

    O infarto agudo do miocárdio ocorre quando uma artéria do coração é bloqueada totalmente e impede que o sangue chegue a uma parte do músculo cardíaco. Sem o sangue que fornece oxigênio, as células daquela região começam a morrer.

    • A dor é mais intensa e prolongada, não melhora apenas com repouso;
    • A pessoa também pode sentir falta de ar, suor frio, náusea e sensação de desmaio;
    • É uma emergência médica grave, que exige atendimento imediato para reduzir o risco de morte.

    Leia mais: Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração

    Principais diferenças entre angina e infarto

    Característica Angina Infarto
    Causa Redução temporária do fluxo de sangue Bloqueio total de uma artéria
    Dor Surge por causa de esforço/estresse, dura minutos Intensa, prolongada, mesmo em repouso
    Alívio Melhora com repouso ou medicamentos Não melhora com repouso
    Gravidade É um sinal de alerta e o médico precisa ser avisado É uma emergência com risco de morte

    Quando procurar ajuda?

    Em qualquer situação de dor no peito, é importante não ficar esperando para ver se melhora. Na dúvida, procure atendimento médico imediato, especialmente se a dor vier acompanhada de sintomas como falta de ar, suor frio, tontura ou náusea. O diagnóstico precoce de infarto pode salvar vidas.

    Perguntas frequentes sobre infarto e angina

    1. A angina pode virar infarto?

    Sim. A principal causa de angina é o depósito de placas de gordura nas artérias (aterosclerose). Se não tratada a tempo, a obstrução da artéria pode causar infarto.

    2. Existe diferença na dor da angina e do infarto?

    Sim. A angina costuma durar poucos minutos e melhorar com repouso, já o infarto pode causar dor mais intensa e prolongada, que não passa sem tratamento.

    3. Quem tem angina precisa de cirurgia?

    Nem sempre. O tratamento pode incluir remédios, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, procedimentos como cateterismo ou ponte de safena.

    4. O que fazer se a dor no peito aparecer em casa?

    Ligue imediatamente para o serviço de emergência (192) e evite dirigir sozinho para o hospital.

    5. Mulheres têm sintomas diferentes de infarto?

    Sim. Nas mulheres, os sinais podem ser menos típicos, como falta de ar, cansaço intenso, dor no estômago ou náusea.

    6. Quem já teve angina precisa de acompanhamento para sempre?

    Sim. A angina indica doença arterial coronariana, que é crônica e requer acompanhamento contínuo para evitar complicações.

    Leia mais: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

  • Vitamina B12: o que é, para que serve e como identificar carência ou excesso 

    Vitamina B12: o que é, para que serve e como identificar carência ou excesso 

    Pouca gente pensa nela no dia a dia, mas a vitamina B12 é uma daquelas substâncias que fazem diferença em quase tudo no corpo. Do sangue ao cérebro, do metabolismo à energia, ela atua em processos vitais sem os quais não estaríamos funcionando direito. Quando falta, os sintomas podem ir muito além do cansaço: envolvem anemia, memória e muitas outras coisas.

    Apesar da importância, ainda há muita confusão sobre o tema. Será que só quem não come carne precisa se preocupar? É uma vitamina “milagrosa” para melhorar a memória? E será que o excesso pode fazer mal?

    As respostas não são tão simples quanto parecem, e entender o papel da B12, onde encontrá-la e como manter os níveis adequados é bem importante para a saúde em qualquer idade. Entenda mais.

    O que é a vitamina B12 e por que ela importa

    A vitamina B12, também chamada cobalamina, é uma vitamina solúvel em água e importante para tarefas essenciais no corpo:

    • Participa da formação de glóbulos vermelhos, e evita anemia por falta de vitamina B12;
    • Ajuda na saúde do sistema nervoso, pois mantém as células nervosas e suas respectivas capas protetoras (mielina);
    • Age na síntese de DNA e no metabolismo das células.

    Diferentemente de muitas vitaminas, nosso corpo consegue armazenar B12 no fígado, de modo que os estoques geralmente demoram até anos para se esgotar se a ingestão for interrompida.

    Benefícios comprovados da vitamina B12

    Quando os níveis de B12 estão adequados, observam-se benefícios como:

    • Produção saudável de sangue e prevenção de anemia macrocítica;
    • Manutenção da função neurológica, como equilíbrio, sensibilidade e memória;
    • Apoio para a energia celular em processos metabólicos;
    • Proteção do DNA e papel na regeneração celular.

    Sintomas da deficiência de vitamina B12

    A falta de B12 pode causar vários sinais, sendo que muitos deles são silenciosos no início:

    • Cansaço excessivo (fadiga persistente), um dos primeiros sintomas relatados;
    • Palidez, fraqueza e falta de ar, por conta da anemia macrocítica;
    • Formigamento, dormência nas mãos e pés; dificuldade de caminhar ou equilíbrio alterado;
    • Confusão mental, perda de memória, alterações cognitivas ou emocionais;
    • Outras manifestações, como língua inchada ou sensível, alterações de humor, dores musculares e digestão alterada.

    Se a deficiência for prolongada, alguns prejuízos neurológicos podem se tornar irreversíveis, por isso é importante ficar atento aos sintomas e consultar um médico quando necessário.

    Riscos do excesso de vitamina B12

    Embora seja raro, o excesso de B12 pode acontecer, especialmente por quem faz suplementação sem acompanhamento médico ou nutricional. Os possíveis sintomas de excesso de B12 são:

    • Erupções cutâneas, coceira ou reações alérgicas;
    • Náuseas, desconforto abdominal, vômitos ou diarreia;
    • Fadiga, fraqueza corporal.

    Felizmente, o organismo costuma eliminar o excesso de B12 pela urina em muitos casos, o que torna a hipervitaminose menos comum.

    Onde encontrar vitamina B12 (alimentos e fontes)

    A vitamina B12 é encontrada essencialmente em alimentos de origem animal. Algumas fontes ricas são:

    • Fígado bovino, carne vermelha, vísceras;
    • Carne de frango e ovos;
    • Peixes, frutos do mar (ostras, mariscos);
    • Leite, queijos e outros laticínios;
    • Alimentos fortificados (em alguns cereais, produtos vegetais fortificados).

    Para quem segue dietas veganas ou vegetarianas estritas, é comum precisar recorrer a alimentos fortificados ou à suplementação, mas sempre com orientação médica ou nutricional.

    Níveis ideais e diagnóstico

    A vitamina B12 é mensurada por meio de exame de sangue e os valores de referência podem variar entre laboratórios, mas uma faixa comum de normalidade é: entre aproximadamente 200 e 900 pg/mL.

    • Valores abaixo de aproximadamente 200 pg/mL sugerem deficiência significativa;
    • Valores entre 200–300 pg/mL são considerados uma “zona limite” e, nesses casos, alguns exames complementares podem ser solicitados pelo médico para confirmar a deficiência (como ácido metilmalônico ou homocisteína);
    • Valores acima de 900 pg/mL podem indicar excesso ou necessidade de investigação de outras causas.

    Se o nível de B12 estiver baixo, o médico ou nutricionista pode pedir exames adicionais para investigar absorção.

    Veja também: Proteína para ganhar massa muscular: veja quanto você precisa por dia

    Suplementação: quando e como fazer

    A suplementação de B12 só deve ser feita com indicação médica ou de nutricionista, após diagnóstico de deficiência ou necessidade específica.

    As formas de suplementação são:

    • Oral: doses elevadas de cianocobalamina ou outros compostos podem ser usados quando o trato digestivo ainda absorve;
    • Injeções (intramuscular ou subcutânea): em casos de má-absorção, lesão gástrica ou deficiência grave;
    • Spray nasal ou outras vias especiais: para quem não tolera comprimidos ou tem restrições digestivas.

    A dose utilizada varia conforme a gravidade da deficiência, a causa da deficiência e o paciente individualmente. É importante saber que interromper a suplementação ou ajustar a dose sem supervisão médica pode causar problemas ou mascarar outras doenças.

    Como prevenir a deficiência de vitamina B12

    • Consumir regularmente alimentos de origem animal ou produtos fortificados;
    • Fazer check-ups periódicos, especialmente em populações de risco (idosos, veganos, pós-cirurgias gástricas);
    • Evitar uso prolongado e sem acompanhamento de medicamentos que interfiram na absorção (inibidores de bomba de prótons, metformina);
    • Tratar doenças digestivas ou condições que prejudiquem absorção intestinal.

    Perguntas frequentes sobre vitamina B12

    1. A deficiência de vitamina B12 dá sinais claros, mesmo sem fazer exame?

    É possível suspeitar por sinais como fadiga constante, formigamentos, palidez, alterações de memória ou humor. Mas somente o exame de sangue pode confirmar.

    2. Um valor de 250 pg/mL é “normal”?

    Está num limbo, ou seja, nem claramente baixo, nem alto. Exames complementares podem ajudar o médico a entender se é normal ou não.

    3. Tomar suplemento de B12 engorda?

    Não. A B12 não é uma vitamina que acumula calorias e nem causa ganho de peso.

    4. Quem mais precisa monitorar B12?

    Veganos estritos, pessoas idosas, pacientes com doenças gástricas ou intestinais, após cirurgia bariátrica, uso de determinados medicamentos.

    5. Se estiver tomando multivitamínico com B12, preciso de mais?

    Depende. A dose presente no multivitamínico pode ser suficiente para manter níveis normais, mas não para corrigir deficiência. Avaliação médica é importante para entender se há deficiência ou excesso.

    6. Excesso de B12 é perigoso?

    Em geral, o corpo elimina o excesso. Mas níveis muito altos por suplementação inadequada ou doenças subjacentes devem ser investigados por médico.

    Leia também: Compulsão alimentar ou exagero pontual? Entenda as diferenças e quando procurar ajuda profissional

  • Teste de ovulação: saiba como identificar o período fértil com mais precisão 

    Teste de ovulação: saiba como identificar o período fértil com mais precisão 

    Para mulheres que desejam engravidar, reconhecer o período fértil pode ser decisivo. Embora existam sinais físicos que indicam a ovulação, como a mudança do muco cervical e a dor no baixo ventre, muitas mulheres buscam métodos mais objetivos. É aí que entram os testes de ovulação, vendidos em farmácias e cada vez mais populares.

    Mas até que ponto esses testes são confiáveis? Eles garantem que a ovulação realmente aconteceu? Para esclarecer essas dúvidas, conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, que explicou como funcionam os testes de ovulação, quando usá-los e quais são suas limitações.

    Como os testes de ovulação funcionam

    O funcionamento desses testes está diretamente ligado ao hormônio luteinizante (LH). Esse hormônio é responsável por desencadear a ovulação, promovendo o rompimento do folículo que libera o óvulo.

    “O LH faz um pico bem no momento da ovulação. Ele faz o folículo estourar e empurrar o óvulo para dentro da tuba. Então, quando o LH aumenta subitamente no sangue, é o momento em que é muito provável de ocorrer a ovulação”, explica Andreia.

    É importante reforçar: o teste não mede a ovulação em si, mas a subida do LH. “O LH é um bom preditor, aquele que prevê um evento, mas ele não é certeza do evento. Por exemplo, na síndrome dos ovários policísticos, o LH pode estar muito alto, mas a ovulação não vai ocorrer porque o folículo não consegue se romper”.

    Ou seja, os testes de ovulação ajudam a identificar o período fértil, mas não confirmam com 100% de precisão que houve liberação do óvulo.

    O que significa o resultado positivo no teste

    Quando o teste detecta a elevação do LH, indica que a ovulação deve ocorrer em até 24 a 36 horas. É por isso que os especialistas recomendam que as relações sexuais nesse período aumentem as chances de gravidez.

    Segundo Andreia, a janela fértil é relativamente curta: “O ideal é considerar 48 horas antes e 48 horas depois da ovulação. Isso porque o espermatozoide permanece viável por até dois dias dentro do trato reprodutivo, e o óvulo também se mantém viável por até dois dias depois de liberado”.

    Assim, relações sexuais nesse intervalo — dois dias antes até dois dias depois do pico de LH — oferecem maior probabilidade de concepção.

    Como usar os testes de ovulação corretamente

    Os testes de farmácia são semelhantes aos de gravidez: utilizam a urina como amostra. O ideal é usá-los em dias próximos ao meio do ciclo, de acordo com o padrão de cada mulher, e manter consistência no horário.

    “Não é proibido fazer em outro momento, mas é importante manter regularidade, mais ou menos no mesmo horário todos os dias. Pela manhã costuma ser melhor, porque a urina está mais concentrada e tende a capturar o hormônio de forma mais evidente”, recomenda Andreia.

    Dicas para melhor uso:

    • Escolher um período fixo do dia (preferencialmente manhã);
    • Evitar excesso de líquidos antes do teste para não diluir a urina;
    • Fazer o acompanhamento por alguns dias seguidos para perceber a curva de aumento do LH.

    Ou seja, os testes de ovulação funcionam como uma ferramenta prática para identificar o período fértil, mas exigem disciplina no uso para que sejam realmente eficazes.

    Alternativas aos testes de farmácia

    Embora práticos, os testes de ovulação não são a única forma de monitorar a ovulação. Outras estratégias incluem:

    • Acompanhamento do ciclo em aplicativos: ajuda a estimar o período fértil com base na duração do ciclo, embora não substitua sinais clínicos;
    • Temperatura basal: pequenas elevações (entre 0,5 e 2 graus) indicam que o pico de LH ocorreu recentemente. “É uma forma relativamente fácil: a paciente anota diariamente, e quando há esse aumento, é provável que tenha tido o pico do LH”, diz Andreia;
    • Ultrassonografia transvaginal seriada: mostra o crescimento do folículo e confirma a ovulação quando ele desaparece e dá lugar ao corpo lúteo. “Esse é o método mais preciso, porque consigo acompanhar a transformação do folículo em imagem”, afirma a médica;
    • Exames de sangue para LH: fornecem valores exatos do hormônio, mas são usados em contextos clínicos específicos.

    Enquanto aplicativos e temperatura basal podem ser usados em casa, métodos como a ultrassonografia transvaginal e exames de sangue oferecem maior exatidão, mas geralmente são aplicados em contextos clínicos. A escolha depende do objetivo da mulher.

    Em quais situações o monitoramento é mais indicado

    Para mulheres sem dificuldades reprodutivas, ter relações sexuais frequentes já é suficiente e o monitoramento não é necessário. “Se você tiver relações de duas a três vezes por semana, muito provavelmente vai cair na janela de ovulação. Não é obrigatório acompanhar o LH”, explica Andreia.

    No entanto, o monitoramento detalhado pode ser útil em casos de:

    • Tentativas de engravidar sem sucesso após meses de relações regulares;
    • Ciclos irregulares, em que é difícil prever o período fértil;
    • Preparação para técnicas de reprodução assistida, como coito programado, inseminação artificial e fertilização in vitro.

    O monitoramento da ovulação não é indispensável para todas as mulheres, mas pode fazer diferença em situações específicas.

    Reprodução assistida: papel do acompanhamento da ovulação

    Nos tratamentos de fertilidade, identificar o momento exato da ovulação é muito importante. Isso pode ser feito com ultrassonografias diárias durante o período fértil.

    “Você reconhece pelo ultrassom qual é o folículo dominante, aquele que vai romper. Em um dia você vê o folículo, no outro não vê mais — aparece o corpo lúteo. Isso mostra que houve ovulação”, detalha a ginecologista.

    Esse acompanhamento é utilizado em diferentes protocolos de reprodução assistida:

    • Coito programado: relações sexuais orientadas para dias específicos de acordo com o período de ovulação;
    • Inseminação intrauterina: o sêmen é coletado e introduzido diretamente no útero;
    • Fertilização in vitro (FIV): os óvulos são coletados após estimulação ovariana e fecundados em laboratório, sendo depois transferidos ao útero.

    Limitações e cuidados com os testes de ovulação

    Apesar de úteis, os testes de ovulação não devem ser interpretados isoladamente. Doenças como a síndrome dos ovários policísticos podem alterar os níveis de LH e gerar resultados falsamente positivos. Além disso, nem sempre o aumento do LH significa que a ovulação aconteceu.

    O teste sinaliza a possibilidade, mas a confirmação exige outros métodos, como ultrassonografia.

    Ou seja, os testes de ovulação são aliados importantes para mulheres que desejam engravidar, mas não substituem completamente a avaliação clínica. Para quem enfrenta dificuldades reprodutivas ou se prepara para tratamentos de fertilidade, o acompanhamento detalhado pode ser decisivo.

    Veja mais: Higiene menstrual: conheça os principais cuidados durante o ciclo

    Perguntas e respostas sobre testes de ovulação

    1. O que os testes de ovulação realmente medem?

    Eles detectam o aumento do hormônio luteinizante (LH) na urina, que antecede a ovulação. O teste indica que o corpo está se preparando para liberar o óvulo, mas não garante com 100% de certeza que a ovulação aconteceu.

    2. Quando é o melhor momento para usar os testes de ovulação?

    O ideal é fazer próximo ao meio do ciclo menstrual, de acordo com a duração do ciclo de cada mulher. A recomendação é usar sempre no mesmo horário, preferencialmente pela manhã, quando a urina está mais concentrada.

    3. O que significa um resultado positivo?

    Um teste positivo indica que a ovulação deve ocorrer nas próximas 24 a 36 horas. Esse é o período em que relações sexuais oferecem maiores chances de gravidez, já que o óvulo e os espermatozoides permanecem viáveis por até 48 horas.

    4. Os testes de ovulação são indicados para todas as mulheres?

    Não. Para mulheres sem dificuldades reprodutivas, manter relações sexuais frequentes (2 a 3 vezes por semana) já é suficiente para coincidir com a janela fértil. O monitoramento é mais útil em casos de ciclos irregulares, dificuldades para engravidar ou preparo para reprodução assistida.

    5. Quais são as alternativas aos testes de farmácia?

    Entre os métodos caseiros estão a observação do muco cervical e a medição da temperatura basal. Já exames de sangue para LH e ultrassonografia transvaginal são recursos clínicos que oferecem maior precisão e costumam ser usados em tratamentos de fertilidade.

    6. Quais são as limitações dos testes de ovulação?

    Eles podem dar falsos positivos em casos de condições como síndrome dos ovários policísticos (SOP), já que os níveis de LH podem se manter elevados sem que ocorra ovulação. Por isso, devem ser interpretados em conjunto com outros sinais e, em casos de dúvida, com apoio médico.

    Leia também: Odor vaginal: quando é normal, sinais de alerta e cuidados

  • Cateterismo cardíaco: o que é, para que serve e como é feito

    Cateterismo cardíaco: o que é, para que serve e como é feito

    Indicado para o diagnóstico de problemas nas artérias coronárias e no músculo cardíaco, o cateterismo é um exame minimamente invasivo que contribui para apontar se há entupimentos, estreitamentos ou alterações que podem comprometer a circulação do sangue no coração.

    Em alguns casos, ele também pode ajudar no tratamento imediato, já que muitas vezes é possível desobstruir a artéria no mesmo momento, devolvendo qualidade de vida e prevenindo complicações graves, como o infarto. Entenda mais para que serve, como é feito e quando o cateterismo é indicado.

    O que é cateterismo cardíaco?

    O cateterismo cardíaco é um exame em que um tubo fino e flexível, chamado cateter, é introduzido em uma artéria (normalmente pela virilha ou pelo pulso) e guiado até o coração. Ele é usado para diagnosticar e, em alguns casos, tratar problemas nas artérias coronárias e no músculo cardíaco.

    Durante o exame, um contraste é injetado para permitir a visualização em tempo real das artérias e estruturas cardíacas por meio de imagens de raio-X — processo conhecido como cinecoronariografia.

    Para que serve o cateterismo?

    O cateterismo tem diferentes finalidades, mas a principal função é diagnosticar e tratar problemas do coração e das artérias coronárias. Entre as aplicações mais comuns, a cardiologista Edilza Câmara Nóbrega aponta:

    • Identificar estreitamentos ou entupimentos nas artérias do coração;
    • Avaliar o funcionamento das válvulas cardíacas;
    • Medir a pressão dentro das câmaras cardíacas;
    • Preparar o paciente para procedimentos como cirurgia de revascularização (ponte de safena).

    Além do diagnóstico, o exame pode ser usado para intervenções terapêuticas, como implantar stents (pequenas molas metálicas que mantêm a artéria aberta) ou realizar angioplastia, procedimento que desobstrui a circulação sanguínea.

    Quando ele é indicado?

    O exame é indicado em situações específicas, normalmente quando outros métodos, como o eletrocardiograma, ecocardiograma ou teste ergométrico, não são suficientes para esclarecer o problema existente.

    Algumas das principais indicações incluem:

    • Dor no peito (angina) de causa não explicada;
    • Suspeita de infarto agudo do miocárdio;
    • Alterações em exames de imagem ou testes de esforço;
    • Avaliação antes de cirurgias cardíacas;
    • Suspeita de problemas nas válvulas cardíacas.

    Em casos de urgência, como no infarto, o cateterismo pode ser realizado imediatamente para abrir a artéria bloqueada e salvar o músculo cardíaco.

    Como é feito o cateterismo?

    O procedimento é relativamente simples, mas envolve alguns cuidados no preparo, conforme explica Edilza.

    Primeiro, o paciente recebe anestesia local no ponto de inserção do cateter, geralmente na virilha ou no braço. Dessa forma, ele permanece acordado durante todo o exame, o que é importante para que possa colaborar com pequenas instruções do médico, como prender a respiração por alguns segundos.

    Depois, o médico introduz o cateter pela artéria e o conduz até o coração com auxílio das imagens em tempo real. Em seguida, injeta um contraste iodado que permite visualizar o fluxo sanguíneo e possíveis obstruções.

    Em geral, o procedimento não causa dor significativa — o que a maioria das pessoas relata é apenas um leve desconforto no momento da punção ou movimentação do cateter.

    Quanto tempo dura?

    A duração média de um cateterismo é de 30 a 60 minutos, mas pode variar dependendo da complexidade do caso. Após o exame, o paciente é levado a uma sala de recuperação para monitoramento e repouso.

    “O tempo de internação costuma ser curto, e a maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte”, explica Edilza.

    Qual a diferença entre cateterismo diagnóstico e terapêutico?

    Existem dois tipos principais de cateterismo, como explicado por Edilza:

    • Cateterismo diagnóstico: feito apenas para avaliar as condições do coração e das artérias. Ao final do exame, o cateter é retirado;
    • Cateterismo terapêutico (angioplastia): quando durante o exame é identificado um bloqueio, o médico pode decidir intervir imediatamente, inserindo um balão e/ou stent para desobstruir a artéria e restaurar a circulação.

    Cateterismo é perigoso?

    Em geral, não. O exame é considerado seguro e realizado de forma rotineira em hospitais. No entanto, como qualquer procedimento invasivo, pode haver riscos, como:

    • Sangramento no local da punção;
    • Infecção;
    • Reação alérgica ao contraste;
    • Arritmias cardíacas;
    • Em casos muito raros, complicações mais graves, como infarto ou acidente vascular cerebral.

    Vale ressaltar que os riscos são muito baixos e a maioria dos pacientes realiza o exame sem maiores problemas.

    Cuidados após o cateterismo

    Depois do procedimento, o paciente é levado a uma sala de recuperação, onde permanece em observação por algumas horas. Dependendo do caso, pode ter alta no mesmo dia ou no dia seguinte.

    Alguns cuidados importantes após o exame incluem:

    • Repouso relativo nas primeiras 24 a 48 horas;
    • Evitar esforços físicos intensos na primeira semana;
    • Beber bastante líquido para ajudar a eliminar o contraste;
    • Observar sinais como dor, sangramento ou inchaço no local da punção.

    A recuperação costuma ser rápida, e a maioria das pessoas consegue retomar suas atividades normais em poucos dias.

    Confira: Doença coronariana: o que é, como identificar os sintomas e quais os tratamentos indicados

    Perguntas frequentes sobre cateterismo cardíaco

    1. O cateterismo cardíaco dói?

    A maioria dos pacientes relata que o cateterismo cardíaco não causa dor significativa, uma vez que o exame é feito com anestesia local no local da punção, normalmente no braço ou na virilha.

    Durante a introdução do cateter, pode haver apenas uma sensação de pressão ou um leve desconforto.

    Além disso, a injeção do contraste pode causar uma sensação passageira de calor pelo corpo, mas que dura poucos segundos.

    O que costuma incomodar mais é o repouso após o exame, principalmente se a punção for feita na virilha, já que será necessário ficar deitado por algumas horas para evitar sangramentos.

    2. Preciso ficar internado para fazer o exame?

    Na maioria dos casos, o cateterismo é feito em regime de internação curta, muitas vezes de apenas um dia. O paciente chega ao hospital, faz os exames preparatórios, realiza o procedimento e, após algumas horas de observação, pode receber alta.

    Em situações de maior complexidade, como quando há necessidade de angioplastia, o tempo de internação pode ser maior, chegando a dois ou três dias, para garantir uma boa recuperação e monitoramento do paciente.

    3. Quem tem alergia a contraste pode fazer cateterismo?

    Sim, mas é preciso alguns cuidados especiais. O contraste usado no cateterismo é iodado, e algumas pessoas podem ter reações alérgicas. Nesses casos, o médico pode prescrever medicamentos antialérgicos e corticoides antes do exame para reduzir o risco.

    Em pacientes com histórico de reação grave, pode ser necessário avaliar alternativas ou adiar o procedimento.

    4. Cateterismo cardíaco pode ser feito em crianças?

    Sim, o cateterismo também pode ser indicado em crianças, especialmente naquelas com malformações cardíacas congênitas. Nesses casos, o procedimento pode ter tanto caráter diagnóstico quanto terapêutico, ajudando a corrigir problemas estruturais do coração desde cedo.

    5. Quem tem marca-passo pode fazer cateterismo?

    Sim, pacientes com marca-passo ou desfibrilador cardíaco implantado podem realizar o cateterismo normalmente. O procedimento não interfere no funcionamento dos dispositivos, mas é fundamental informar o médico e o cardiologista, para que ele possa ser avaliado e, se necessário, ajustado antes e depois do procedimento.

    6. Existe limite de idade para fazer cateterismo cardíaco?

    Não há um limite de idade para realizar o exame. O que define se uma pessoa pode ou não passar pelo exame é o estado geral de saúde. Inclusive, pacientes idosos frequentemente realizam cateterismo, inclusive com bons resultados, já que muitos desenvolvem obstruções coronárias ao longo da vida.

    O que muda é o cuidado com doenças associadas, como insuficiência renal, diabetes ou problemas de coagulação, que podem demandar mais atenção.

    7. O cateterismo pode ser feito sem contraste?

    Não, pois o uso do contraste iodado é fundamental para visualizar as artérias coronárias. Em situações específicas, como pacientes com alergia grave ao contraste ou insuficiência renal avançada, podem ser avaliados outros exames para diagnóstico.

    Leia também: 12×8 já não é normal: nova diretriz muda o que entendemos por pressão alta

  • Polifarmácia: por que o uso de muitos remédios merece atenção 

    Polifarmácia: por que o uso de muitos remédios merece atenção 

    Você já ouviu falar em polifarmácia? O termo pode parecer complicado, mas descreve uma situação comum: quando uma pessoa faz uso de cinco ou mais medicamentos ao mesmo tempo, seja por prescrição médica ou por automedicação.

    Esse cenário é mais frequente entre os idosos, já que costumam conviver com múltiplas doenças crônicas que exigem tratamento contínuo. Mas não se engane: cada vez mais pessoas jovens também vivem essa realidade, principalmente diante de condições como obesidade, diabetes e pressão alta.

    Por que a polifarmácia acontece?

    O acúmulo de medicamentos pode ocorrer por vários motivos:

    • Presença de várias doenças ao mesmo tempo (multimorbidade);
    • Acompanhamento por diferentes médicos especialistas, que prescrevem novos remédios sem revisar os anteriores;
    • Automedicação;
    • Uso prolongado de medicações que já não são mais necessárias.

    Assim, é comum que o paciente se veja com uma lista extensa de medicamentos, nem sempre ajustada à sua real necessidade.

    Quais são os riscos da polifarmácia?

    Tomar muitos medicamentos ao mesmo tempo pode trazer consequências sérias, como:

    • Reações adversas: respostas indesejadas ou prejudiciais que ocorrem mesmo com doses corretas;
    • Interações medicamentosas: quando um remédio altera o efeito do outro — ou até é potencializado por alimentos, bebidas e substâncias químicas;
    • Intoxicação medicamentosa: em alguns casos, o excesso ou a combinação inadequada pode ser grave;
    • Não adesão ao tratamento: quanto mais complexa a rotina de medicamentos, maior a chance de esquecimento, confusão ou abandono;
    • Impacto emocional e funcional: pode gerar cansaço, perda de autonomia e até isolamento;
    • Impacto financeiro: gastos altos com medicamentos podem comprometer a renda familiar;
    • Maior risco de quedas, hospitalização e até morte.

    Envelhecimento e maior sensibilidade

    Nos idosos, a polifarmácia merece atenção redobrada. Além de usarem mais medicamentos, o corpo passa por mudanças com o envelhecimento, tornando-se mais sensível tanto aos efeitos benéficos quanto aos colaterais dos remédios. Isso aumenta o risco de reações adversas, quedas e complicações.

    Veja também: 10 alimentos ricos em fibras para regular o intestino

    Como prevenir os problemas da polifarmácia

    Alguns cuidados simples fazem toda a diferença:

    • Evitar a automedicação;
    • Informar sempre ao médico ou farmacêutico todos os medicamentos em uso, incluindo chás, suplementos e fitoterápicos;
    • Ter um médico de referência para revisar regularmente a lista de remédios;
    • Esclarecer dúvidas sobre a função de cada medicamento e como utilizá-lo corretamente;
    • Relatar qualquer sintoma novo ao profissional de saúde;
    • Investir em hábitos saudáveis, como boa alimentação e atividade física, que reduzem a necessidade de medicamentos.

    Perguntas frequentes sobre polifarmácia

    1. Polifarmácia significa que todos os medicamentos são desnecessários?

    Não. Em muitos casos, os remédios são essenciais. O problema está em quando eles não são revisados, acumulam efeitos ou deixam de ser necessários.

    2. Apenas idosos sofrem os efeitos da polifarmácia?

    Não. Embora mais comum nos idosos, jovens com doenças crônicas como diabetes, obesidade e hipertensão também podem precisar de vários medicamentos.

    3. Qual é o maior risco de tomar muitos medicamentos ao mesmo tempo?

    O principal risco é a interação medicamentosa, quando um remédio interfere no efeito do outro, podendo aumentar efeitos colaterais ou reduzir a eficácia.

    4. Como sei se estou em risco?

    Se você usa cinco ou mais medicamentos diferentes, já está dentro da definição de polifarmácia. Vale conversar com seu médico para revisar a lista.

    5. O que fazer se eu esquecer um dos remédios?

    Nunca dobre a dose no próximo horário. O ideal é seguir as orientações do médico ou farmacêutico sobre como proceder em cada caso.

    6. Como reduzir os riscos da polifarmácia?

    Revisando os medicamentos periodicamente com um médico de confiança, evitando automedicação e informando sobre todos os produtos usados — inclusive naturais e suplementos.

    Leia mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

  • Por que desmaiamos? O que pode estar por trás da perda repentina de consciência 

    Por que desmaiamos? O que pode estar por trás da perda repentina de consciência 

    Você já deve ter visto em filmes alguém ficando pálido, cambaleando e caindo de repente. Na vida real, o desmaio, chamado de síncope pelos médicos, é um evento comum, que pode assustar quem está em volta e também quem passa por ele. Em muitos casos, dura apenas alguns segundos e a pessoa logo desperta sozinha.

    Mas nem sempre é algo inofensivo. O desmaio pode ser provocado por situações simples, como calor intenso ou levantar-se rápido demais, mas também pode estar ligado a doenças cardíacas ou neurológicas.

    Entender as causas, reconhecer os sinais de alerta e saber quando procurar ajuda médica é importante para garantir segurança e saúde.

    O que é desmaio?

    O desmaio, conhecido na medicina como síncope, acontece quando o cérebro deixa de receber oxigênio suficiente por alguns segundos. Isso leva à perda temporária de consciência: a pessoa fica mole, pode cair e, na maioria dos casos, acorda sozinha pouco depois.

    Embora muitas vezes seja um episódio passageiro e sem maiores consequências, em alguns casos pode indicar uma condição mais séria que merece atenção médica.

    O que pode causar um desmaio?

    As causas de desmaio são variadas, mas as mais comuns são as abaixo.

    Síncope reflexa (vasovagal)

    É o tipo mais frequente. Acontece quando algo específico desencadeia o desmaio, como dor intensa, calor excessivo, ficar em pé por muito tempo, ir ao banheiro ou até ver sangue.

    Pressão baixa ao levantar (hipotensão ortostática)

    Acontece quando a pressão arterial cai de forma repentina, geralmente ao se levantar rápido. Também pode ocorrer em casos de desidratação, uso de certos medicamentos ou perda de sangue.

    Problemas no coração (síncope cardíaca)

    Mais grave, acontece quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o cérebro. Pode estar ligada a arritmias ou alterações estruturais do coração.

    Quais sinais podem aparecer antes do desmaio?

    Algumas pessoas sentem sintomas de alerta segundos antes de desmaiar, como:

    • Tontura;
    • Visão turva;
    • Suor frio;
    • Náusea;
    • Fraqueza.

    Mas em outros casos, o desmaio pode ocorrer de forma súbita, sem aviso.

    Confira: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Como o médico descobre a causa do desmaio?

    O diagnóstico do desmaio começa com a avaliação clínica: uma conversa detalhada sobre o episódio e o exame físico. Dependendo da situação, o médico pode solicitar exames complementares, como:

    • Eletrocardiograma (ECG): avalia os batimentos do coração;
    • Exames de sangue: investigam alterações metabólicas;
    • Ecocardiograma: mostra a estrutura e o funcionamento cardíaco;
    • Monitoramento cardíaco por alguns dias: útil para flagrar arritmias intermitentes.

    Como tratar desmaio?

    O tratamento depende da causa identificada:

    • Síncope reflexa: evitar os gatilhos que provocam o desmaio, como calor excessivo ou jejum prolongado;
    • Hipotensão ortostática: levantar-se devagar, manter boa hidratação e, se preciso, ajustar medicamentos;
    • Síncope cardíaca: pode exigir uso de remédios, procedimentos específicos ou até implante de aparelhos que corrigem o ritmo cardíaco.

    Quando o desmaio é sinal de alerta?

    Na maioria dos casos, o desmaio é benigno. Mas procurar atendimento médico é fundamental se os episódios forem recorrentes ou se vierem acompanhados de:

    • Dor no peito;
    • Palpitações;
    • Falta de ar;
    • Histórico de doenças cardíacas;
    • Perda de consciência prolongada.

    Perguntas frequentes sobre desmaio

    1. O desmaio sempre significa um problema grave?

    Não. Muitas vezes ele é passageiro e sem consequências, mas pode sinalizar condições sérias, especialmente cardíacas.

    2. Quais são as causas mais comuns de desmaio?

    As mais comuns são a síncope vasovagal, a queda brusca da pressão ao se levantar (hipotensão ortostática) e problemas cardíacos.

    3. O que fazer quando alguém desmaia?

    Deite a pessoa de costas, levante as pernas, afrouxe as roupas apertadas e verifique se ela está respirando. Se não acordar em alguns minutos ou tiver sintomas graves, chame o SAMU (192).

    4. O que pode ser feito para prevenir desmaios?

    Evitar jejum prolongado, manter boa hidratação, levantar-se devagar e controlar doenças crônicas como pressão alta ou diabetes ajudam a reduzir os episódios.

    5. Qual exame é mais importante para investigar desmaio?

    O eletrocardiograma (ECG) é um dos primeiros exames solicitados, mas o médico pode indicar outros, como ecocardiograma ou monitoramento cardíaco.

    Leia também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Higiene do sono: guia prático para dormir melhor e cuidar da saúde 

    Higiene do sono: guia prático para dormir melhor e cuidar da saúde 

    É esperado passar o dia inteiro de mau humor depois de uma noite mal dormida. O sono ruim afeta a disposição e pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e até prejudicar a memória e a saúde mental.

    É por isso que especialistas destacam a higiene do sono como um dos pilares da saúde, junto com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Pequenos ajustes na rotina e no ambiente podem fazer toda a diferença para conquistar noites de descanso reparador.

    Por que dormir bem é essencial para a saúde

    Durante o sono, o corpo não desliga, mas trabalha duro para recuperar músculos, reparar tecidos, produzir hormônios e fortalecer o sistema imunológico. Quando essa etapa é interrompida, surgem problemas que vão desde sonolência e irritabilidade até maior risco de acidentes, infartos e até AVC.

    Dormir mal também pode se associar a:

    • Pressão alta e arritmias;
    • Obesidade e resistência à insulina;
    • Ansiedade e depressão;
    • Dificuldades de memória e concentração.

    Quantas horas precisamos dormir?

    A quantidade ideal varia conforme a idade, mas para adultos a recomendação é de 7 a 9 horas por noite. Quem trabalha em turnos pode precisar adaptar o descanso para o dia, mas esse padrão muitas vezes favorece distúrbios de sono.

    Sintomas de noites mal dormidas

    Quando o sono não é de qualidade, alguns sinais começam a aparecer:

    • Dificuldade de iniciar ou manter o sono;
    • Sonolência excessiva durante o dia;
    • Cansaço e fadiga persistente;
    • Alterações de humor (irritabilidade, impulsividade, depressão);
    • Mudanças nos hábitos alimentares;
    • Prejuízos no trabalho, estudos ou vida social.

    Se esses sintomas se tornam frequentes, é hora de buscar avaliação profissional.

    O que é higiene do sono?

    A higiene do sono é um conjunto de hábitos e mudanças no ambiente que favorecem noites de descanso de qualidade. São medidas simples, mas com impacto direto na saúde.

    Hábitos e rotina

    • Estabeleça horários fixos para dormir e acordar (inclusive nos fins de semana);
    • Evite cafeína (café, chás, energéticos, refrigerantes), álcool e refeições pesadas 4 a 6 horas antes de deitar;
    • Pratique atividade física regularmente, mas não próximo da hora de dormir;
    • Se precisar cochilar, limite a até 45 minutos e nunca no final do dia;
    • Desconecte-se das telas pelo menos 1 hora antes de dormir: a luz inibe a melatonina, hormônio que regula o sono;
    • Reduza o tabagismo.

    Ambiente adequado

    • Mantenha o quarto escuro, silencioso e em temperatura agradável;
    • Use roupas confortáveis para dormir;
    • Reserve a cama apenas para dormir ou relaxar – não para trabalhar ou estudar.

    Técnicas de relaxamento

    Mindfulness, meditação, banho morno ou aromaterapia podem preparar corpo e mente para adormecer. O mindfulness, por exemplo, ajuda a focar no presente e reduzir a ansiedade, tornando o sono mais fácil e profundo.

    Confira: Como controlar o sono depois do almoço?

    Perguntas frequentes sobre higiene do sono

    1. O que é higiene do sono?

    É o conjunto de hábitos e ajustes no ambiente que favorecem um sono de melhor qualidade.

    2. Quantas horas de sono um adulto precisa por noite?

    De 7 a 9 horas, segundo recomendações médicas.

    3. Posso compensar noites mal dormidas com cochilos longos durante o dia?

    Não. Cochilos longos podem atrapalhar ainda mais o ciclo do sono. Prefira curtos, de até 45 minutos.

    4. É verdade que usar celular antes de dormir atrapalha o sono?

    Sim. A luz das telas inibe a melatonina, dificultando o adormecer.

    5. Beber álcool ajuda a dormir?

    Apesar de causar sonolência inicial, o álcool prejudica a qualidade do sono e pode gerar despertares noturnos.

    6. Quem trabalha à noite consegue ter sono de qualidade?

    Sim, mas exige mais cuidados: ambiente escuro e silencioso, rotina fixa e higiene do sono rigorosa.

    7. Quando procurar ajuda médica para problemas de sono?

    Se os sintomas forem frequentes, intensos ou afetarem a rotina, é importante procurar um especialista em sono.

    Leia mais: Apneia do sono e a saúde do coração: uma conexão perigosa

  • ‘Doença do beijo’: sintomas e tratamento da mononucleose infecciosa 

    ‘Doença do beijo’: sintomas e tratamento da mononucleose infecciosa 

    Se você já ouviu falar na famosa “doença do beijo”, saiba que ela tem nome científico: mononucleose infecciosa. Causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma infecção viral comum entre adolescentes e jovens adultos, mas que pode atingir pessoas de qualquer idade.

    Embora o apelido seja curioso, a mononucleose merece atenção: pode provocar febre, cansaço intenso e até complicações mais graves em alguns casos. A boa notícia é que, na maioria das vezes, a recuperação é rápida e sem sequelas, desde que sejam seguidas as orientações médicas.

    Como a mononucleose é transmitida?

    O vírus Epstein-Barr (EBV) é transmitido principalmente pela saliva, o que explica o apelido de “doença do beijo”. Mas não é apenas o beijo que pode passar o vírus: o compartilhamento de copos, talheres e escovas de dente também pode transmitir a infecção.

    Quais são os sintomas da mononucleose?

    Os sintomas típicos incluem:

    • Dor de garganta;
    • Linfonodos (ínguas) aumentados no pescoço;
    • Febre;
    • Calafrios;
    • Dores de cabeça;
    • Cansaço intenso e fadiga;
    • Mal-estar geral;
    • Dor abdominal;
    • Perda de apetite;
    • Erupções na pele.

    Em alguns casos, pode haver aumento do fígado e do baço. A maioria dos pacientes melhora em cerca de duas semanas, mas a fadiga pode durar mais tempo em algumas pessoas.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da mononucleose é clínico, ou seja, baseado na avaliação médica dos sintomas e do exame físico. Em alguns casos, podem ser solicitados exames de apoio, como:

    • Teste de anticorpos heterófilos: confirma a infecção;
    • Exames de sangue gerais: mostram alterações sugestivas;
    • Exames específicos para anticorpos contra o vírus Epstein-Barr: geralmente usados quando o quadro não é típico.

    Confira: Arritmia cardíaca: quando os batimentos fora de ritmo merecem atenção

    Tratamento da mononucleose

    Não existe medicamento específico para eliminar o vírus. O tratamento é de suporte, com foco em aliviar os sintomas:

    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios;
    • Repouso;
    • Boa hidratação;
    • Evitar atividades físicas de impacto, especialmente na região abdominal (já que o baço pode estar aumentado e frágil).

    Na maioria dos casos, a recuperação é completa em algumas semanas.

    Complicações: quando se preocupar?

    A mononucleose costuma ser uma doença benigna e autolimitada, mas em situações raras pode evoluir com complicações, como:

    • Problemas no sangue (anemia hemolítica, plaquetopenia);
    • Infecções neurológicas (meningite, encefalite, síndrome de Guillain-Barré);
    • Inflamações no coração (miocardite);
    • Síndrome da fadiga crônica ou depressão;
    • Ruptura do baço: complicação rara, mas grave e potencialmente fatal. Nesse caso, a pessoa apresenta dor abdominal intensa e súbita, que deve ser avaliada imediatamente em um pronto-socorro.

    Perguntas frequentes sobre mononucleose

    1. Mononucleose é sempre transmitida pelo beijo?

    Não. Apesar do apelido “doença do beijo”, a transmissão também ocorre pelo compartilhamento de objetos como copos, talheres e escovas de dente.

    2. A mononucleose é contagiosa por quanto tempo?

    A pessoa pode transmitir o vírus por semanas ou até meses após a infecção. Por isso, é importante evitar compartilhar objetos pessoais.

    3. Existe vacina contra a mononucleose?

    Ainda não existe vacina aprovada contra o vírus Epstein-Barr.

    4. Quem teve mononucleose pode ter de novo?

    É raro. Após a infecção, o vírus permanece no corpo em estado “latente”, e a maioria das pessoas desenvolve imunidade duradoura.

    5. É possível saber se uma bebida está contaminada com o vírus Epstein-Barr?

    Não. O vírus não altera cor, cheiro ou sabor de bebidas. A prevenção é evitar compartilhar copos e utensílios.

    6. Quando procurar um médico?

    Se os sintomas forem intensos, prolongados ou acompanhados de dor abdominal forte, deve-se procurar atendimento médico imediato.

    Leia também: Tipos de sinusite: veja as diferenças entre viral, bacteriana e fúngica

  • Sinais de ovulação: descubra como o corpo mostra que você está no período fértil 

    Sinais de ovulação: descubra como o corpo mostra que você está no período fértil 

    A ovulação é um dos momentos-chave do ciclo menstrual e também um dos mais aguardados por mulheres que desejam engravidar ou evitar uma gestação. Saber reconhecer os sinais de que ela está acontecendo ajuda não apenas no planejamento reprodutivo, mas também no autoconhecimento sobre a saúde.

    Mas como identificar a ovulação? Quais sinais o corpo dá? E é verdade que algumas mulheres conseguem até sentir de que lado ovularam? Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, que detalhou como funciona o ciclo, quais mudanças ocorrem no corpo e de que forma esses sintomas de ovulação podem ser percebidos.

    O que é a ovulação e como funciona o ciclo menstrual

    O ciclo menstrual é dividido em fases que podem ser descritas tanto do ponto de vista dos ovários quanto do endométrio (a camada interna do útero). A ovulação marca o meio desse ciclo, quando um óvulo é liberado do ovário e segue em direção às tubas uterinas, onde pode ser fecundado.

    Óvulo

    Quando se fala em fase folicular, a análise está voltada para o ovário. Nesse momento, os folículos ovarianos estão em desenvolvimento: são várias pequenas estruturas, semelhantes a cistos, cada uma contendo um óvulo.

    “Entre eles, um se torna dominante, enquanto os demais sofrem atrofia. Esse folículo dominante rompe e libera o óvulo para dentro da tuba uterina”, explica.

    Depois da liberação, inicia-se a chamada fase lútea, porque o folículo que rompeu se transforma no corpo lúteo, responsável por produzir progesterona. Esse hormônio prepara o endométrio para sustentar uma possível gravidez.

    Endométrio

    Do ponto de vista do endométrio, as fases são chamadas de proliferativa e secretória. Enquanto o folículo se desenvolve até o rompimento, o endométrio cresce para preparar o tecido e deixá-lo pronto para receber o embrião.

    “Após a liberação do óvulo, esse tecido começa a secretar glicogênio, que serve como fonte de alimento e energia para o embrião. Por esse motivo, essa etapa é denominada fase secretória”, explica Andreia.

    Em resumo, a ovulação é o ponto central do ciclo menstrual. Nos ovários, um folículo amadurece, rompe e libera o óvulo, enquanto no endométrio o tecido cresce e depois passa a produzir nutrientes para sustentar uma possível gestação.

    Assim, cada fase tem um papel complementar, garantindo que o corpo feminino esteja preparado tanto para a fecundação quanto para a implantação do embrião.

    Quando ocorre a ovulação: cada ciclo é único

    Embora se fale muito no ciclo “padrão” de 28 dias, na prática há grande variação entre as mulheres. Em ciclos regulares de 28 dias, a ovulação geralmente acontece por volta do 14º dia. Porém, em ciclos mais longos, como os de 35 dias, ela pode ocorrer apenas na terceira semana.

    A médica destaca que a fase lútea (após a ovulação) tende a ser fixa, durando cerca de 14 dias. O que varia é a fase folicular, ou seja, o período anterior à ovulação, que pode ter de 10 até 20 dias e ainda ser normal.

    “Os últimos 15 dias são mais fixos, marcados pela ovulação”, afirma.

    Por isso, calcular a ovulação apenas pelo calendário pode ser impreciso. Observar os sinais do corpo é uma estratégia complementar importante.

    Principais sinais da ovulação no corpo da mulher

    Nem todas as mulheres conseguem perceber claramente quando estão ovulando. Algumas são mais sensíveis às mudanças hormonais, enquanto outras passam por esse momento sem notar alterações. Entre os sinais da ovulação mais comuns estão:

    • Dor ou pontada no baixo ventre: conhecida como dor do meio, acontece quando o folículo se rompe e libera líquido na cavidade pélvica. Esse líquido pode causar uma irritação leve, gerando dor pontual, diferente da cólica, e até indicar de qual lado ocorreu a ovulação;
    • Pequeno sangramento no meio do ciclo: chamado de sangramento do meio, é resultado das oscilações hormonais naturais do período ovulatório;
    • Mudança no muco cervical: a secreção vaginal fica mais elástica, transparente e parecida com clara de ovo, facilitando a chegada dos espermatozoides ao óvulo;
    • Alterações de humor ou irritabilidade: geralmente menos intensas do que na TPM, mas podem aparecer em mulheres mais sensíveis às variações hormonais;
    • Aumento da libido: algumas mulheres relatam maior desejo sexual durante a fase ovulatória, influenciado pelas mudanças hormonais.

    De forma geral, os sinais da ovulação são reflexos das transformações hormonais que acontecem no corpo feminino para favorecer a fecundação. Embora variem de intensidade entre as mulheres, essas alterações funcionam como indicativos de que o organismo está no período fértil.

    Reconhecê-los pode ajudar tanto quem deseja engravidar quanto quem busca compreender melhor o próprio ciclo menstrual.

    Nem todas as mulheres sentem os sintomas da ovulação

    É importante lembrar que a ausência de sintomas não significa ausência de ovulação.

    “Algumas mulheres não sentem nada e isso não quer dizer que não ovularam. Apenas significa que são menos sensíveis a esses sinais”, reforça Andreia.

    Essa variação individual explica por que algumas mulheres conseguem identificar até de qual lado ovularam, enquanto outras só percebem a ovulação por meio de exames laboratoriais ou de imagem.

    Exames que ajudam a identificar a ovulação

    Para mulheres que desejam engravidar ou monitorar melhor a saúde reprodutiva, alguns exames podem confirmar a ovulação:

    • Hormônio antimülleriano (AMH): exame de sangue que mede a reserva ovariana, ou seja, quantos óvulos a mulher ainda tem disponíveis ao longo da vida fértil. Não mostra diretamente se a ovulação está acontecendo, mas valores muito baixos indicam menor chance de ovular nos próximos meses;
    • Ultrassonografia transvaginal seriada: feita em consultas de acompanhamento, permite observar o crescimento dos folículos no ovário e identificar com precisão o momento em que ocorre a ovulação;
    • Temperatura basal: consiste em medir diariamente a temperatura do corpo ao acordar. Um pequeno aumento pode indicar que a ovulação já aconteceu.

    Esses exames são úteis principalmente para quem enfrenta dificuldades para engravidar ou precisa de acompanhamento médico mais próximo.

    Leia mais: Exame preventivo ginecológico: o que é e quando fazer

    Quando os sinais confundem: ovulação ou TPM?

    Muitas mulheres sentem dificuldade em diferenciar os sintomas da ovulação dos da tensão pré-menstrual (TPM). Isso acontece porque ambos envolvem mudanças hormonais e podem gerar sinais parecidos, como alterações de humor, dor abdominal e sensibilidade nos seios.

    Ainda assim, existem diferenças importantes que ajudam a identificar em qual fase do ciclo a mulher está.

    • Ovulação: ocorre no meio do ciclo e pode causar dor leve no baixo ventre (a chamada dor do meio), aumento da libido, maior sensibilidade nos seios, alterações de humor e presença de muco cervical transparente e elástico;
    • TPM: surge na segunda metade do ciclo, após a ovulação, devido à queda da progesterona. Os sintomas incluem inchaço, retenção de líquidos, cólicas mais intensas, fadiga, irritabilidade e maior sensibilidade emocional;
    • Diferença prática: a dor do meio e o muco cervical característico são sinais específicos da ovulação, enquanto cólicas fortes, inchaço e oscilações emocionais marcantes estão mais relacionados à TPM.

    Saber reconhecer esses sinais da ovulação permite compreender melhor o próprio corpo, identificar o período fértil com mais clareza e lidar de forma mais consciente com os sintomas típicos de cada fase.

    Ovulação, fertilidade e saúde reprodutiva

    Conhecer os sinais da ovulação é fundamental para mulheres que desejam engravidar, mas também traz benefícios para aquelas que apenas querem entender melhor o próprio corpo. Observar os sinais pode indicar se o ciclo está funcionando normalmente e ajudar a identificar possíveis irregularidades que merecem avaliação médica.

    Andreia destaca que sinais como dor leve, sangramento discreto e mudanças no muco fazem parte do processo fisiológico. Mas reforça: se houver dor intensa, sangramento fora do esperado ou ciclos muito irregulares, o ideal é procurar acompanhamento.

    Confira: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Perguntas e respostas sobre ovulação

    1. O que é a ovulação?

    A ovulação é o momento do ciclo menstrual em que um óvulo maduro é liberado do ovário em direção à tuba uterina. É o período em que a mulher está mais fértil e pode engravidar se houver relação sexual.

    2. Quando a ovulação acontece?

    Em ciclos regulares de 28 dias, ela costuma ocorrer por volta do 14º dia. Mas cada mulher tem um ritmo próprio: em ciclos mais longos, como os de 35 dias, a ovulação pode acontecer apenas na terceira semana.

    3. Quais são os principais sinais de ovulação?

    Entre os mais comuns estão: dor leve no baixo ventre (dor do meio), pequeno sangramento no meio do ciclo, muco cervical mais elástico e transparente, aumento da libido e alterações de humor leves.

    4. Toda mulher sente sintomas de ovulação?

    Não. Algumas mulheres percebem claramente as mudanças no corpo, enquanto outras não sentem nada. A ausência de sintomas não significa ausência de ovulação.

    5. Como diferenciar sintomas de ovulação da TPM?

    A ovulação acontece no meio do ciclo e tem sinais específicos, como dor do meio e muco cervical característico. Já a TPM surge na segunda metade do ciclo, após a ovulação, e está ligada à queda da progesterona, trazendo sintomas como inchaço, cólicas mais fortes e maior irritabilidade.

    6. Que exames podem confirmar a ovulação?

    Os principais são a ultrassonografia transvaginal seriada, que mostra o crescimento e rompimento do folículo, e exames de sangue que medem hormônios. A temperatura basal e o hormônio antimülleriano (AMH) também ajudam, mas têm funções específicas e limitações.

    7. Quando é importante monitorar a ovulação de perto?

    Em casos de dificuldade para engravidar após meses de tentativas, ciclos irregulares ou preparação para técnicas de reprodução assistida, como coito programado, inseminação artificial ou fertilização in vitro.

    Leia também: Fluxo menstrual intenso: o que é, sintomas e como tratar

  • Ela perdeu 25 kg: ‘Minha relação com o corpo e saúde antes do emagrecimento era das piores’

    Ela perdeu 25 kg: ‘Minha relação com o corpo e saúde antes do emagrecimento era das piores’

    Mudar de vida nunca é simples: exige coragem, persistência e dedicação. Foi exatamente assim com Suzane Nascimento, advogada de 35 anos, que durante anos conviveu com o sedentarismo, o tabagismo e hábitos alimentares desregrados até perceber que sua saúde estava em risco. Hoje, depois de um longo processo, ela celebra não apenas um corpo transformado, mas uma nova relação consigo mesma.

    “A minha relação com o meu corpo e a minha saúde antes do emagrecimento era das piores. Eu não era uma pessoa que me preocupava muito com isso, além de ser fumante. Eu fui fumante durante 15 anos e decidi parar de fumar logo quando comecei esse processo de perda de peso”, conta.

    O ponto de virada para a perda de peso

    Uma cena aparentemente banal foi o gatilho para Suzane repensar sua vida.

    “Eu fui ao parque com meu cachorro, com o meu noivo na época, e andei do estacionamento para dentro do parque. Era janeiro e fiquei muito cansada e suando muito. Até então eu honestamente nem lembro se tinha me pesado, mas lembro que aquilo me preocupou bastante. Aí resolvi, naquele mês de janeiro ou fevereiro, procurar um médico. Achei que aquilo não estava muito certo”.

    Mais do que o incômodo físico, o episódio trouxe uma sensação de alerta. Ela procurou um especialista, começou a prestar atenção ao corpo e, pela primeira vez, encarou a balança com seriedade. Decidiu então iniciar uma mudança radical: parou de fumar, contratou uma nutricionista, voltou para a academia e ajustou toda a rotina.

    “Eu mudei tudo ao mesmo tempo porque, para mim, não ia funcionar se eu fizesse as coisas aos poucos. Então foi superdifícil, obviamente. Mas se eu tivesse feito de outro jeito, não teria conseguido”.

    Essa decisão exigiu disciplina desde o início, mas também coincidiu com um desafio emocional inesperado. Durante o processo de emagrecimento, seu noivo foi diagnosticado com leucemia.

    “Pensei que eu poderia me afundar ou eu poderia pegar a tristeza que eu estava sentindo e focar em alguma coisa que fizesse bem para mim. Foi quando foquei ainda mais na academia”.

    Apoio da terapia e da psiquiatria para a mudança de hábitos

    O processo não foi apenas físico, focado apenas na perda de peso. Para dar conta da carga emocional e da mudança de hábitos, Suzane buscou ajuda psicológica e médica.

    “Fiz terapia para poder processar tudo isso da melhor forma e tive tratamento psiquiátrico”, lembra. No início do processo ela usou medicamentos para poder passar por essa fase.

    “Me ajudou muito. Eu era contra esse tipo de uso de medicamento, até mesmo os psiquiátricos de ansiedade e depressão, mas percebi que são mecanismos que ajudam a gente a chegar no objetivo e a melhorar”.

    Ela conta que, em primeiro lugar, começou a fazer terapia e depois buscou ajuda psiquiátrica. “Isso me fez entender que os medicamentos iam me ajudar ainda mais no processo e contribuíram muito para enfrentar a doença do meu noivo sem voltar para os velhos hábitos”, recorda.

    Reaprendendo a comer

    Uma das mudanças mais difíceis foi ter uma alimentação equilibrada. Suzane conta que cresceu com o chamado “paladar infantil”, muito ligado a frituras, doces e fast-food.

    “Eu sempre adorei fritura, fast-food e comidas de criança mesmo. Foi um processo difícil sair disso para escolher uma alimentação saudável”, conta.

    Para não se perder na rotina, adotou estratégias práticas:

    • Fazer marmitas e congelar refeições para não cair em desculpas após o trabalho;
    • Reservar parte do domingo para cozinhar toda a semana;
    • Comer em casa antes de ir a festas ou churrascos, evitando exageros.

    “No começo tive que cortar drasticamente as coisas que eu gostava para poder me acostumar com alimentação saudável. Hoje a minha relação com a comida é completamente diferente”, conta.

    “Mesmo fora de casa, sempre opto por refeições saudáveis. Coloco legumes e salada primeiro no prato, depois proteína, um pouco de arroz e feijão. Isso aprendi com o tempo, consultando nutricionista e mudando a alimentação”.

    Leia também: Como montar um prato saudável para todas as refeições?

    A disciplina nos treinos

    A rotina de exercícios se tornou a base da transformação de Suzane. “Às vezes acordo às 4h50 da manhã para treinar, porque a estratégia que funciona comigo é treinar cedo. Sei que o resto do dia pode dar errado, mas já garanti meu treino. A sensação do pós-treino é o que me motiva”.

    Suzane treina musculação seis vezes por semana, corre de quatro a cinco vezes e, às vezes, inclui pilates. “Descanso só no domingo. Quando estou animada vou ao parque correr, mas geralmente domingo é pra não fazer nada”, fala.

    Ela comenta que o desânimo às vezes faz parte do percurso. “Tem hora que você quer desistir de tudo, comer um McDonald’s e não acordar cedo para treinar. Mas vou falar: os resultados, quando aparecem, viram um vício. No começo é muito difícil, demora para ver, mas quando começam a aparecer, viram motivação”.

    Mais que estética: saúde física, mental e emocional

    Suzane conta que, para o processo de emagrecimento, teve que passar por mudanças em todas as esferas possíveis: físicas, mentais e emocionais.

    “Foi um conjunto. Do mesmo jeito que é um conjunto para chegar nos objetivos. Não dá para trabalhar só uma coisa. Se você não cuida da mente, não cuida do corpo. Eu não acho que funciona escolher só uma coisa. Para mim não funciona. Preciso fazer tudo de uma vez. Se fosse aos poucos, eu desistiria”.

    Essa visão integrada também foi o que a manteve longe do cigarro, mesmo em momentos de grande dor.

    “Quando meu noivo ficou doente, eu tinha uns quatro, cinco meses de processo, já tinha parado de fumar. Pensei: ‘se eu não voltar a fumar nesse momento, nunca mais volto’. E realmente não voltei”.

    Para isso, ela passou a focar ainda mais nas coisas que faziam bem sem se vitimizar.

    “Foi a melhor coisa que fiz. No final, não pude salvá-lo, mas fiquei bem comigo mesma. Poderia ter perdido tudo: autoestima, emprego, um monte de coisa. Ele não estaria aqui de qualquer forma, mas eu teria que recomeçar do zero. Então decidi minimizar esses impactos”.

    Conquistas e próximos objetivos

    O processo já dura mais de três anos e rendeu resultados expressivos: perda de cerca de 25 quilos de gordura e ganho de massa magra.

    “Não é uma coisa de meses. Ainda tenho gordura pra perder. Vou no meu tempo, respeitando meu corpo e meus limites, pois tenho muita coisa pra conquistar ainda. Não cheguei no meu objetivo. Sempre preciso ter uma meta pra não desistir. Quando melhoro uma coisa, coloco na cabeça que preciso melhorar outra”.

    Ela conta que, parte do processo, é sempre buscar algo para melhorar.

    “O corpo, a mente e o físico nunca vão estar num limite de dizer: ‘estou bem’. Às vezes até chega perto, mas é importante manter a melhor versão e não desistir. Os hábitos bons, quando a gente aprende, não quer largar. Quem entra nisso e vê os benefícios que traz para o dia a dia não desiste”.

    Conselho de quem viveu na pele

    Ao olhar para trás, Suzane faz questão de destacar a importância da paciência e da persistência. Vai ter desânimo, vontade de desistir, mas os resultados vêm!

    “Meu conselho para quem está começando é: não desistir. É um processo difícil, mudar hábitos não é fácil. Mas uma coisa eu garanto: uma vez que você começa e se dedica, só vai ter benefícios”.

    Ela lembra que orientação profissional é sempre importante no processo, principalmente com relação ao acompanhamento nutricional. Mas, para começar, basta força de vontade!

    “Há métodos como aplicativos de treino que já ajudam muito. Antes de ter personal trainer, comecei o processo usando treinos prontos ou com ajuda de professores de academias de rede. Já perdi uns 10 quilos assim”.

    “Para quem está começando, digo: continue, tenha paciência, porque os resultados vêm e, quando vêm, é a melhor sensação do mundo. Esse é meu conselho”.

    Benefícios do emagrecimento para a saúde

    A cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, explica que buscar e manter um peso saudável vai muito além da estética: é um investimento na saúde. O excesso de peso está associado a maior risco de pressão alta, diabetes tipo 2, colesterol alto e doenças cardiovasculares.

    Ao emagrecer de forma equilibrada, com acompanhamento profissional, o corpo reduz a sobrecarga sobre o coração, melhora a circulação, controla melhor a glicose no sangue e diminui a inflamação crônica que prejudica o organismo.

    Do ponto de vista cardiovascular, a perda de peso pode ajudar a regular a pressão arterial, reduzir o risco de infarto e AVC e melhorar a função do coração.

    Além disso, estar em um peso saudável significa ter mais disposição para atividades físicas, melhor qualidade do sono e mais bem-estar. Em resumo: emagrecer com saúde significa ganhar qualidade e expectativa de vida.

    *Cada caso é único. Consulte sempre um médico.

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