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  • Café: amigo do foco ou vilão da ansiedade? Descubra os efeitos no cérebro 

    Café: amigo do foco ou vilão da ansiedade? Descubra os efeitos no cérebro 

    Amado por uns e ignorado por outros, o café é uma das bebidas mais consumidas do mundo. Para muitos, é indispensável para começar o dia ou enfrentar a fadiga da tarde. Mas afinal: o café faz bem ou mal para a saúde mental? Dois especialistas ajudam a responder.

    A neurologista Paula Dieckmann explica que a cafeína atua bloqueando os receptores de adenosina — uma molécula que induz sono e relaxamento.

    “Quando a adenosina se liga aos seus receptores, você se sente relaxado e cansado. A cafeína, por sua vez, se encaixa nesses receptores, mas não os ativa — e ainda impede que a adenosina aja. Como resultado, há redução da sensação de fadiga, aumento do estado de alerta e maior disposição”, explica a médica.

    É por isso que, depois de um café, você pode se sentir mais focado, desperto e até de melhor humor.

    Leia também: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

    Quando o café pode virar problema

    O psiquiatra Luiz Dieckmann lembra que o excesso pode trazer efeitos indesejados.

    “O consumo excessivo de café pode levar a efeitos adversos, que chamamos de cafeinismo: ansiedade, insônia e irritabilidade. E, com o uso contínuo, o cérebro pode acabar desenvolvendo tolerância, ou seja, você vai precisar de mais e mais cafeína para sentir o mesmo efeito de antes”, explica.

    Ou seja, se o café atrapalha o sono, aumenta a ansiedade ou causa irritação, pode ser hora de rever a quantidade consumida.

    Hoje, recomenda-se não ultrapassar 400 mg/dia de cafeína, que equivale a cerca de 3–5 xícaras de café filtrado.

    Café não é a única fonte de cafeína

    Quem resolve diminuir o café para evitar efeitos negativos deve ficar atento a outras fontes de cafeína.

    “Muita gente coloca toda a culpa no cafezinho, mas a cafeína está presente em mais de 60 plantas diferentes”, afirma o psiquiatra.

    Ele reforça: “Chá preto, chá mate, chá verde e várias outras bebidas também contêm cafeína. Então, não coloque a culpa só no cafezinho”, brinca o Dr. Dieckmann.

    Ou seja, mesmo sem café, é possível ingerir cafeína em quantidades significativas por meio de chás, refrigerantes e energéticos.

    Assista ao vídeo com a explicação dos médicos.

    Equilíbrio é o melhor caminho

    O café pode ser tanto amigo quanto inimigo. Em doses moderadas, melhora foco, disposição e humor. Em excesso, prejudica o sono, aumenta a ansiedade e pode causar tolerância.

    “Tudo o que é moderado pode ser bom. O café pode melhorar o humor e a atenção”, resume o psiquiatra.

    Perguntas frequentes sobre café e saúde mental

    1. O café pode ajudar na concentração?

    Sim, a bebida pode ajudar a pessoa a se concentrar melhor. A cafeína bloqueia a adenosina e aumenta o estado de alerta e favorece o foco e a disposição.

    2. Beber muito café pode causar ansiedade?

    Sim. O consumo exagerado pode gerar sintomas como ansiedade, irritabilidade e insônia.

    3. Só o café contém cafeína?

    Não. Chás como mate, verde e preto, além de refrigerantes e energéticos, também contêm cafeína.

    4. O café vicia?

    O café pode levar à tolerância — o organismo se acostuma e precisa de doses maiores para o mesmo efeito. Mas isso não equivale à dependência de drogas ilícitas.

    Leia mais: Tratamento da depressão em 2025: o que tem de novo

  • Depressão não é frescura ou falta de fé: veja mitos sobre a doença 

    Depressão não é frescura ou falta de fé: veja mitos sobre a doença 

    Você já ouviu algo como “depressão é frescura” ou “é só ter força de vontade”? Frases assim não apenas machucam, como também não têm qualquer fundamento científico. A neurociência desmonta esses preconceitos e mostra que a depressão é uma condição real, com alterações cerebrais e biológicas bem documentadas.

    Depressão não é tristeza passageira, não é preguiça e definitivamente não é frescura”, afirma o psiquiatra Luiz Dieckmann.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a depressão como a principal causa de incapacidade no mundo, afetando quase 300 milhões de pessoas. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 15,5% da população terá depressão ao longo da vida.

    Por que os mitos sobre depressão fazem tanto mal

    Quando alguém diz que a depressão é “frescura” ou “falta de Deus”, ignora todos os mecanismos biológicos envolvidos e desvaloriza o sofrimento de quem passa por isso. Esse preconceito aumenta o isolamento, dificulta a busca por ajuda e atrasa o tratamento — o que pode agravar os sintomas.

    O psiquiatra Luiz Dieckmann faz uma comparação: “Você não diria para uma pessoa com asma: ‘nossa, tem tanto ar para você respirar e você está aí com falta de ar’, certo?”.

    Na depressão, há desequilíbrio em diversos neurotransmissores, como serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato. “Os estudos mostram que pessoas com depressão têm inflamação crônica de baixo grau no cérebro, alteração no sistema imunológico e até mudanças na expressão genética”, detalha o médico especialista.

    Por que quebrar o preconceito sobre depressão é essencial

    O preconceito faz com que muitos não procurem tratamento, o que pode agravar o quadro. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) considera a psicofobia um crime. “Temos que quebrar esse preconceito”, alerta Dieckmann.

    Quanto antes a depressão é diagnosticada e tratada, melhores os resultados: menos sofrimento, menor risco de agravamento e recuperação mais rápida. A empatia, a informação correta e o acolhimento são fundamentais desde o início.

    Veja também: Depressão adolescente: sinais e como ajudar com empatia

    Perguntas frequentes sobre depressão

    1. A depressão é só tristeza?

    Não. A tristeza pode ser um dos sintomas, mas a depressão envolve alterações bioquímicas, genéticas, imunológicas e ainda influencia o sono, o apetite e o funcionamento no dia a dia.

    2. Depressão é preguiça ou falta de força de vontade?

    Não. Esses mitos não têm base científica. A depressão é uma condição médica real, com causas neurobiológicas e fatores de risco complexos.

    3. Quantas pessoas no Brasil têm depressão?

    Segundo o Ministério da Saúde, 15,5% dos brasileiros terão depressão ao longo da vida. Isso é um número bem alto, considerando o volume da população brasileira.

    4. Por que só algumas pessoas com depressão recebem diagnóstico?

    Por causa de barreiras como estigma, falta de informação, dificuldade de reconhecer sintomas, acesso limitado a serviços de saúde e desigualdades regionais.

    5. Se a depressão tem componentes biológicos, significa que não há tratamento?

    Pelo contrário. Entender os aspectos biológicos orienta o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida. A genética mostra caminhos, mas não define o destino.

    6. Vale a pena procurar ajuda médica mesmo que os sintomas pareçam leves?

    Sim. Buscar apoio desde o início ajuda a evitar agravamentos e facilita encontrar o tratamento certo.

    7. Como posso ajudar alguém que está sofrendo?

    Sem julgamentos: ouça, demonstre compreensão, incentive a busca por ajuda profissional e evite reforçar mitos como “isso é frescura” ou “é só ter força de vontade”.

    Leia também: Tratamento da depressão em 2025: o que tem de novo

  • Glúten e doença celíaca: o que você precisa saber 

    Glúten e doença celíaca: o que você precisa saber 

    Nos últimos anos, o glúten virou uma das palavras mais comentadas quando o assunto é alimentação. Ele está presente em pães, massas, bolos e biscoitos — ou seja, em muitos dos alimentos que fazem parte do cardápio do dia a dia. Para a maioria das pessoas, o consumo não traz problemas. Mas, para quem tem algumas condições de saúde, como a doença celíaca, o glúten pode se tornar um desafio.

    O que pouca gente sabe é que, além da doença celíaca, existem outras questões  relacionadas ao consumo dessa proteína, como a alergia ao trigo e a chamada sensibilidade ao glúten não celíaca. Cada uma delas tem mecanismos distintos, sintomas específicos e formas próprias de diagnóstico e tratamento.

    O que é o glúten

    O glúten é um composto formado principalmente por duas proteínas — a gliadina e a glutenina. Ele está presente em cereais como trigo, centeio, aveia e cevada, além de qualquer preparação feita com esses grãos.

    O consumo de glúten pode estar relacionado a diferentes doenças gastrointestinais, chamadas glúten-relacionadas: alergia ao trigo, doença celíaca e sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC).

    Alergia ao trigo

    A alergia ao trigo é uma reação alérgica do sistema imunológico a proteínas do trigo, principalmente às gliadinas. Os sintomas incluem:

    • Coceira, inchaço, erupções na pele, falta de ar e até anafilaxia;
    • Desenvolvimento rápido, minutos ou horas após a ingestão;
    • Possibilidade de sintomas gastrointestinais, mas sem causar dano permanente ao intestino.

    Sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC)

    A SGNC ainda não tem mecanismo definido, mas apresenta características próprias:

    • Sintomas parecidos com os da doença celíaca;
    • Melhora com a retirada do glúten e retorno dos sintomas quando ele é reintroduzido;
    • O diagnóstico só deve ser feito após descartar alergia ao trigo e doença celíaca.

    Doença celíaca

    Entre as condições relacionadas ao glúten, a doença celíaca é a mais séria, pois causa danos permanentes ao intestino e complicações graves se não for tratada. É uma doença autoimune induzida pelo glúten em pessoas geneticamente suscetíveis. O sistema imunológico reage contra as proteínas do glúten e inflama a mucosa intestinal, achatando as vilosidades — estruturas responsáveis por absorver nutrientes.

    Como consequência, ocorre má absorção de nutrientes e várias complicações clínicas.

    Leia também: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

    Causas e fatores de risco

    A doença celíaca resulta da combinação de predisposição genética, fatores imunológicos e ambientais (principalmente o consumo de glúten). Entre os fatores de risco estão:

    • Histórico familiar;
    • Doenças autoimunes, como diabetes tipo 1 e dermatite herpetiforme;
    • Síndrome do intestino irritável;
    • Síndromes genéticas como Down e Turner;
    • Fadiga crônica.

    Principais sintomas

    • Diarreia;
    • Emagrecimento;
    • Fraqueza e mal-estar;
    • Inchaço e gases;
    • Baixa estatura;
    • Mudança de humor;
    • Anemia.

    Complicações possíveis

    • Anemia por deficiência de ferro ou ácido fólico;
    • Osteoporose e osteomalácia;
    • Jejunite ulcerativa;
    • Linfoma do intestino delgado;
    • Carcinomas.

    Diagnóstico

    O diagnóstico é feito com:

    • Exames de sangue: avaliam anticorpos específicos;
    • Biópsia intestinal: confirma os danos e avalia as vilosidades intestinais.

    Tratamento

    Não existe cura medicamentosa. O único tratamento eficaz é a dieta sem glúten, de forma permanente e rigorosa.

    • A retirada do glúten melhora os sintomas e a absorção de nutrientes;
    • O acompanhamento com nutricionista é essencial;
    • Pode ser necessária reposição de vitaminas e minerais como ferro, cálcio e ácido fólico.

    Perguntas frequentes sobre glúten e doença celíaca

    1. Glúten faz mal para todo mundo?

    Não. Apenas pessoas com alergia ao trigo, doença celíaca ou SGNC precisam evitá-lo.

    2. A doença celíaca tem cura?

    Não. O único tratamento é a retirada total e permanente do glúten da dieta.

    3. É possível ter sintomas de doença celíaca sem dano ao intestino?

    Sim. Isso pode acontecer na SGNC, quando os sintomas desaparecem sem glúten e retornam com a reintrodução.

    4. Crianças podem desenvolver doença celíaca?

    Sim. A doença pode aparecer em qualquer idade, inclusive na infância.

    5. Quem tem doença celíaca pode consumir produtos “sem glúten” do mercado?

    Sim, mas é importante verificar os rótulos para evitar contaminação cruzada.

    6. Qual exame confirma a doença celíaca?

    A combinação de exames de sangue (anticorpos específicos) e biópsia intestinal.

    7. Posso retirar o glúten por conta própria para ver se me sinto melhor?

    Não é recomendado. Isso pode atrapalhar o diagnóstico correto. A retirada deve ser feita apenas sob orientação médica.

    Leia também: Como montar um prato saudável para todas as refeições?

  • Xixi na cama: saiba as causas, os impactos e as soluções segundo a urologia pediátrica 

    Xixi na cama: saiba as causas, os impactos e as soluções segundo a urologia pediátrica 

    O xixi na cama, conhecido como enurese noturna, é um dos problemas mais comuns da infância e um dos que mais afeta a autoestima da criança. Lidar com noites molhadas pode gerar frustração, vergonha e até afastamento social, mas é importante saber: há explicações claras e soluções eficazes.

    Conversamos com a urologista pediátrica Veridiana Andrioli, que explica o que é esperado no desenvolvimento, quando investigar e quais tratamentos funcionam de verdade quando o assunto é enurese noturna.

    O que é enurese noturna e por que a criança faz xixi na cama?

    Segundo a especialista, que cita a Sociedade Internacional de Incontinência, “enurese é a perda involuntária de xixi (mais do que duas vezes ao mês) em crianças com mais de 5 anos de idade”.

    A enurese é multifatorial, ou seja, não há uma única causa, mas um conjunto de fatores. “Sabemos que a hereditariedade e o fator genético são os mais importantes: quando um dos pais apresentou enurese, a chance de o filho apresentá-la é de 44%, e quando ambos os pais apresentaram, chega a 77%”.

    • Distúrbios da bexiga, que pode contrair fora de hora;
    • Alterações da vasopressina, hormônio que regula a produção da urina;
    • Dificuldade em despertar, mesmo com a bexiga cheia;
    • Distúrbios respiratórios, como apneia do sono;
    • Fatores emocionais, como ansiedade ou medo.

    Isso mostra que não se trata de preguiça ou desatenção da criança, mas de questões orgânicas, comportamentais e até genéticas que precisam ser avaliadas com cuidado por um especialista.

    Até quando o xixi na cama pode ser considerado normal?

    Muitos pais se perguntam se a criança vai “crescer e passar” dessa fase do xixi na cama. A especialista é clara: “Se a partir dos 5 anos completos a criança ainda não consegue ter todas as noites secas, e isso estiver causando incômodo, ela já merece ser avaliada.”

    Essa idade é o marco porque, na maioria das crianças sem alterações neurológicas ou anatômicas, a continência noturna já deveria estar estabelecida. Ultrapassar essa fase e continuar molhando a cama com frequência é sinal de alerta.

    Hábitos que podem ajudar — e seus limites

    Muitos pais tentam controlar a enurese limitando líquidos à noite. Mas essa estratégia, sozinha, não resolve.

    “Isso é controverso, porque muitos adultos bebem bastante antes de dormir e não molham a cama”, explica a médica. O problema central está na dificuldade de despertar com a bexiga cheia.

    De qualquer forma, vale reduzir líquidos próximos à hora de dormir, especialmente cafeína, chás, refrigerantes e ultraprocessados. E sempre estimular a criança a urinar antes de deitar.

    Quando é hora de procurar um especialista?

    O critério principal é a idade e o impacto na vida da criança. “A enurese deve ser tratada em crianças acima de 5 anos quando causa incômodo, e em todas acima de 7 anos”, esclarece a médica.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

    Sinais de que é hora de investigar o xixi na cama

    • Episódios frequentes após os 5 anos;
    • Persistência após os 7 anos;
    • Vergonha ou impacto social (não querer dormir fora de casa);
    • Sintomas associados, como constipação ou ronco/apneia.

    Além do desconforto físico, a enurese pode pesar no bem-estar psicológico, afetando a vida social da criança. A especialista lembra: jamais punir a criança. “Ela não faz isso de propósito. Não é preguiça, não é para chamar atenção. Família e equipe médica devem procurar juntos a melhor forma de ajudar”.

    Como funciona o tratamento da enurese noturna

    O tratamento é sempre individualizado. Primeiro, avalia-se a rotina de micção, constipação, consumo de líquidos e comportamento da criança.

    As principais medidas incluem:

    • Sensores de umidade: alarmes que despertam a criança ao detectar o início da urina;
    • Vasopressina (desmopressina): hormônio sintético que reduz a produção de urina à noite, indicado em alguns casos.

    Se não houver sucesso, o médico pode combinar estratégias ou indicar outros medicamentos. A persistência da enurese pode atingir até 10% das crianças após os 7 anos, 3% dos adolescentes e menos de 1% dos adultos — por isso, o tratamento é essencial.

    Perguntas e respostas sobre xixi na cama

    1. O que é enurese noturna?

    É a perda involuntária de xixi durante o sono em crianças com mais de 5 anos, ocorrendo mais de duas vezes ao mês.

    2. Até que idade o xixi na cama pode ser considerado normal?

    Até os 5 anos completos pode fazer parte do desenvolvimento. Após essa idade, já é motivo para avaliação.

    3. Quais fatores podem causar o xixi na cama?

    Genética, alterações da bexiga, produção insuficiente de vasopressina, dificuldade em despertar, distúrbios respiratórios e fatores emocionais.

    4. Hábitos como reduzir líquidos à noite resolvem o problema?

    Podem ajudar, mas não são solução definitiva do xixi na cama. O fator central é a dificuldade de despertar durante o estímulo da bexiga cheia.

    5. Quando os pais devem procurar um especialista?

    Se o problema persistir após os 5 anos e causar incômodo, ou em todas as crianças acima de 7 anos. Também se houver sintomas como constipação ou apneia do sono.

    6. Quais são os tratamentos mais indicados?

    Sensores de umidade e vasopressina. Em casos resistentes, outros medicamentos podem ser associados.

    7. O problema desaparece com o tempo?

    Na maioria sim, mas não em todos. Persistência ocorre em 5 a 10% das crianças após 7 anos, 3% dos adolescentes e menos de 1% dos adultos.

    Leia também: Criança que não consegue segurar o xixi: quando é normal e quando é problema

  • Tratamento da depressão em 2025: o que tem de novo 

    Tratamento da depressão em 2025: o que tem de novo 

    O tratamento da depressão tem evoluído rapidamente nos últimos anos. Em 2025, novas opções surgem para pessoas que já tentaram diferentes antidepressivos sem sucesso, além de alternativas específicas para situações como a depressão pós-parto.

    Essas inovações trazem esperança, mas é importante lembrar: os pilares do tratamento continuam sendo o acompanhamento médico, em que o psiquiatra define a melhor estratégia, a psicoterapia e os cuidados com o estilo de vida.

    O psiquiatra Luiz Dieckmann explica o que há de novo no tratamento da depressão em 2025.

    Escetamina em spray nasal: agora como tratamento único

    A escetamina em spray nasal já vinha sendo usada em casos de depressão resistente, mas precisava ser associada a outro antidepressivo oral.

    A novidade é que, em janeiro de 2025, ela foi aprovada nos Estados Unidos para uso como monoterapia, ou seja, pode ser prescrita sozinha. “Antes era necessário combiná-la com outro antidepressivo oral. Essa mudança abre novas possibilidades para pacientes que já tentaram vários remédios sem melhora”, conta o médico.

    Leia mais: O que é depressão e quais são os principais sintomas

    Psilocibina: psicodélicos no radar

    A psilocibina, substância presente em alguns cogumelos, ganhou destaque em 2025. Em junho, um estudo de fase 3 mostrou que uma única sessão, associada à psicoterapia, trouxe melhora significativa em pessoas com depressão resistente.

    “A psilocibina ainda não foi aprovada, mas o resultado reforça o potencial dos psicodélicos no tratamento, desde que usados em ambiente controlado”, detalha Dieckmann.

    Zuranolona: foco na depressão pós-parto

    Para mulheres com depressão pós-parto, uma novidade importante é a zuranolona, primeira medicação oral aprovada especificamente para essa condição. Ela foi aprovada em 2023 e, em 2025, já está disponível em alguns países.

    Essa opção representa um avanço, já que até então o tratamento era feito apenas com antidepressivos convencionais, sem foco específico nesse tipo de depressão.

    Veja também: O que é ansiedade e por que ela está aumentando

    Dextrometorfano + bupropiona: antidepressivo de ação mais rápida

    Outra combinação que ganhou espaço é a de dextrometorfano com bupropiona. Trata-se de um antidepressivo oral que age mais rápido do que os tradicionais e traz melhora em menos tempo para algumas pessoas.

    Essa rapidez pode ser decisiva em quadros graves, onde esperar semanas para o efeito dos antidepressivos comuns é um desafio.

    O que muda na prática?

    As novidades de 2025 ampliam as alternativas de tratamento. Agora, quem não responde aos antidepressivos convencionais tem opções como:

    • Escetamina em spray nasal, agora aprovada como monoterapia;
    • Psilocibina, ainda em estudo, mas com resultados promissores;
    • Zuranolona, voltada à depressão pós-parto;
    • Dextrometorfano associado à bupropiona, de ação mais rápida.

    Ainda assim, Dieckmann reforça: essas inovações não substituem os pilares do cuidado — acompanhamento médico regular, psicoterapia de qualidade e atenção ao estilo de vida.

    Leia mais: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

    Perguntas frequentes sobre o tratamento da depressão em 2025

    1. O que é depressão resistente?

    É quando o paciente não apresenta melhora mesmo após tentar diferentes antidepressivos convencionais.

    2. O que muda com a escetamina em spray nasal?

    Em 2025, ela passou a ser aprovada como monoterapia, podendo ser usada sozinha em casos de depressão resistente.

    3. A psilocibina já pode ser usada no tratamento da depressão?

    Ainda não. Apesar de estudos de fase 3 mostrarem bons resultados, a psilocibina não tem aprovação clínica.

    4. A zuranolona está disponível no Brasil?

    Por enquanto não. A zuranolona está disponível apenas em alguns países, sendo a primeira medicação oral aprovada para depressão pós-parto.

    5. O que é a combinação de dextrometorfano com bupropiona?

    É um antidepressivo oral de ação mais rápida, indicado quando a resposta imediata é importante.

    6. Esses novos medicamentos substituem a psicoterapia?

    Não. A psicoterapia segue sendo um pilar essencial do tratamento, mesmo com os avanços farmacológicos.

    7. Quem pode ter acesso a essas novidades?

    O acesso depende da aprovação em cada país e, principalmente, da indicação médica. Apenas o psiquiatra pode avaliar a melhor opção em cada caso.

    Confira: Depressão adolescente: sinais e como ajudar com empatia

  • Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina 

    Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina 

    O uso frequente de computadores e celulares já faz parte da rotina de milhões de pessoas — seja no trabalho remoto, em escritórios tradicionais ou no lazer. Mas passar horas diante de telas pode trazer consequências, como dores no pescoço, nos ombros e na coluna.

    A fisioterapeuta Valéria Amador explica: “O uso prolongado de computador e celular força o corpo a adotar posições não naturais por longos períodos”. Mas afinal, como evitar dores ao usar computador e celular e proteger o corpo?

    Dores ao usar computador e celular: por que o uso de telas prejudica a postura?

    O corpo humano não foi feito para ficar parado em frente a uma tela por horas. Olhar para baixo para usar o celular ou permanecer sentado de forma inadequada no computador gera sobrecarga na coluna.

    “Quando olhamos para baixo, a cabeça — que pesa em média 5 kg — sobrecarrega a coluna cervical, causando tensão e desgaste das vértebras. O mesmo acontece com a coluna lombar quando não há apoio correto”, explica a fisioterapeuta.

    Um estudo com milhares de adolescentes mostrou que o tempo de tela está diretamente associado a dores na lombar e no pescoço. Cada hora extra de uso do computador por dia aumentava em 8,2% o risco de dor lombar.

    Para trabalhar, ajustes ergonômicos são indispensáveis

    Ergonomia significa adaptar o espaço ao corpo, e não o contrário. Pequenos ajustes já fazem grande diferença, segundo Valéria:

    • Monitor na altura dos olhos: evita inclinar a cabeça para frente.
    • Cadeira com apoio lombar: mantém quadris levemente mais altos que os joelhos.
    • Pés apoiados: totalmente no chão ou em um suporte.
    • Teclado e mouse bem posicionados: cotovelos a 90° e ombros relaxados.

    Além disso, faça pausas de 5 a 10 minutos a cada hora para aliviar a sobrecarga muscular e prevenir dores ao usar computador e celular a longo prazo.

    Cuidado com a síndrome do “pescoço de texto” ao usar o celular

    O hábito de curvar a cabeça para olhar o celular é uma das principais causas de dor cervical. Essa condição ficou conhecida como síndrome do pescoço de texto.

    A prevenção é simples: leve o celular até a altura dos olhos, e não o contrário. Evite também usar o celular deitado, principalmente em ângulos desconfortáveis. “A posição ideal é manter a cabeça neutra, reta, com o aparelho na altura dos olhos. Sempre que possível, use um apoio para segurar o celular”, orienta Valéria.

    Veja também: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Alongamentos para postura: exercícios para aliviar e prevenir incômodos

    Além da ergonomia, pequenos alongamentos ajudam a reduzir rigidez muscular e prevenir dores ao usar computador e celular. A fisioterapeuta sugere:

    • Retração da escápula: puxe os ombros para trás como se fosse segurar um lápis entre as costas. Segure por 5 segundos e repita 10 vezes.
    • Alongamento do pescoço: incline a cabeça para o lado e pressione levemente com a mão. Segure por 20 segundos e troque de lado.
    • Rotação do tronco: sentado, gire o tronco para um lado com apoio das mãos. Mantenha por 15 segundos e repita no outro lado.

    Esses exercícios podem ser feitos em pausas rápidas no trabalho. Caminhar, levantar os braços e girar os ombros também ajudam a ativar a circulação e aliviar a tensão acumulada.

    Leia mais: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes sobre dores ao usar computador e celular

    1. Por que computador e celular causam dores no corpo?

    Porque forçam posições não naturais por muito tempo, sobrecarregando principalmente a coluna cervical e lombar.

    2. O que é a síndrome do pescoço de texto?

    É a dor e tensão no pescoço e ombros causada por olhar constantemente para baixo ao usar o celular.

    3. Qual é a posição ideal para usar o celular?

    Segurar o aparelho na altura dos olhos, manter a cabeça reta e evitar usá-lo deitado.

    4. Quais ajustes ergonômicos são essenciais no trabalho?

    Tela na altura dos olhos, cadeira com apoio lombar, pés bem apoiados e teclado/mouse posicionados corretamente.

    5. Quais exercícios ajudam a prevenir dores?

    Alongamentos de pescoço, retração da escápula e rotação do tronco, feitos regularmente ao longo do dia.

    Leia também: Exercícios para melhorar a postura no home-office: guia prático para evitar dores

  • 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto 

    5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto 

    O infarto continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, mas grande parte desses episódios pode ser evitada. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein, mudanças no estilo de vida têm impacto direto na redução do risco de infarto.

    São pequenas escolhas no dia a dia que já fazem uma enorme diferença para manter o coração saudável. Confira cinco dicas simples.

    1. Mantenha uma alimentação equilibrada

    O prato é um dos maiores aliados (ou vilões) do coração. Prefira frutas, legumes, verduras, grãos integrais, leguminosas e peixes. Reduza frituras, ultraprocessados, excesso de sal e açúcar.

    A dieta mediterrânea é apontada em estudos como uma das mais protetoras contra doenças cardiovasculares.

    2. Faça atividade física diariamente

    Não tem como fugir: movimentar o corpo ajuda a controlar pressão, colesterol, glicemia e peso. O ideal é acumular pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, segundo a OMS. Caminhar, pedalar, nadar ou dançar já valem. O importante é começar.

    3. Não fume

    O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para infarto. As substâncias químicas do cigarro danificam as artérias e favorecem o acúmulo de placas de gordura.

    Parar de fumar pode reduzir o risco de infarto pela metade em poucos anos. Se necessário, procure ajuda para abandonar o cigarro. Atualmente, há diversos tratamentos contra o vício.

    4. Controle pressão, colesterol e glicose

    Esses parâmetros, muitas vezes silenciosos, dizem muito sobre a saúde do coração. Fazer exames com frequência ajuda a identificar alterações cedo e tratar antes de complicações.

    Saiba mais: Por que controlar o diabetes é tão importante para o coração

    5. Cuide do sono e do estresse

    Dormir mal e viver sob estresse constante prejudicam o coração. O sono ruim eleva a pressão arterial, enquanto o estresse estimula hábitos nocivos, como comer em excesso ou fumar.

    Procure dormir de 7 a 8 horas por noite. Para lidar com o estresse, aposte em meditação, alongamentos, pausas durante o dia e momentos de lazer.

    Leia também: Quando a falta de ar pode ser sinal de problema no coração

    Perguntas frequentes sobre prevenção do infarto

    1. O risco de infarto aumenta só com a idade?

    A idade é um fator relevante, mas hábitos ruins podem antecipar o risco de infarto em pessoas jovens.

    2. Existe exame específico para prever infarto?

    Não há um único exame para prever o infarto. O médico avalia pressão, colesterol, glicemia, ECG e, em alguns casos, exames de imagem para estimar o risco.

    3. Quem tem histórico familiar de infarto pode evitar a doença?

    Sim. Apesar da genética pesar, hábitos saudáveis reduzem bastante o risco.

    4. O risco de infarto é igual para homens e mulheres?

    Não. Homens jovens têm risco maior, mas após a menopausa o risco das mulheres se iguala ou até supera o dos homens, por isso é importante sempre fazer acompanhamento médico e ter hábitos saudáveis.

    5. Quem já teve um infarto pode evitar que aconteça de novo?

    Sim. Mudanças no estilo de vida, uso correto dos medicamentos e acompanhamento regular reduzem bastante as chances de um novo evento.

    6. Exercícios intensos aumentam o risco de infarto?

    Não, desde que a pessoa passe por avaliação médica antes. A atividade física regular protege o coração. O maior risco está em sedentários que fazem esforço repentino sem preparo.

    Confira também: Infarto em mulheres: sintomas silenciosos que merecem atenção

  • Queda de cabelo: o que causa e quando é preocupante? 

    Queda de cabelo: o que causa e quando é preocupante? 

    A queda de cabelo é um processo natural do organismo e, na maioria dos casos, não deve ser um motivo de preocupação. Na verdade, faz parte do ciclo de crescimento capilar perder fios diariamente (em média, entre 50 e 150 por dia), já que novos cabelos estão sempre em formação para substituir os que caem.

    No entanto, quando a queda ultrapassa esse limite ou surge acompanhada de sintomas como afinamento dos fios, falhas visíveis no couro cabeludo ou queda localizada, pode ser sinal de algum tipo de alopecia ou de uma condição clínica que merece atenção. Entenda mais!

    Quando a queda de cabelo é normal?

    Perder cabelo diariamente é absolutamente normal, e segundo a dermatologista Flávia Grazielle Carneiro, uma pessoa saudável perde cerca de 50 a 150 fios por dia.

    Isso acontece porque o cabelo passa por um ciclo natural de crescimento, repouso e queda, chamado ciclo capilar, dividido em três fases:

    • Anágena (crescimento): dura de 2 a 7 anos e corresponde a cerca de 85 a 90% dos fios;
    • Catágena (transição): dura algumas semanas, quando o fio para de crescer;
    • Telógena (repouso e queda): dura de 2 a 4 meses, quando o fio antigo cai e dá espaço para o nascimento de um novo.

    Além disso, alguns fatores do dia a dia também podem provocar um aumento momentâneo da queda de cabelo, como:

    • Estresse emocional: situações de tensão, ansiedade ou cansaço físico podem desregular temporariamente o ciclo capilar e levar a uma queda um pouco mais intensa. Com a rotina estabilizada, os fios tendem a se recuperar naturalmente;
    • Procedimentos químicos e escovas frequentes: tinturas, alisamentos e uso contínuo de chapinha ou secador podem fragilizar o fio e gerar quebra, prejudicando a aparência e a resistência dos cabelos;
    • Troca de estação: algumas pessoas podem notar mais fios caindo no outono (eflúvio telógeno sazonal). Costuma ser discreto e autolimitado e não ocorre com todos.

    No geral, se a quantidade de fios caindo está dentro da faixa considerada normal e não há falhas visíveis no couro cabeludo, dificilmente há motivo para preocupação imediata. Observe a evolução ao longo das semanas e adote hábitos que preservem a saúde capilar.

    Idade influencia na queda de cabelo?

    Sim. “Com a idade, ocorre uma redução natural da densidade capilar e um aumento da queda. Uma avaliação minuciosa é necessária para diagnosticar o que é normal e o que é patológico”, explica a dermatologista Flávia Grazielle Carneiro.

    Quando a queda de cabelo merece atenção?

    É importante ter atenção quando a perda de cabelo vai além do esperado ou vem acompanhada de outros sinais, como:

    • Queda repentina e intensa, perceptível em poucos dias ou semanas;
    • Surgimento de falhas no couro cabeludo ou áreas com menos cabelo;
    • Afinamento progressivo dos fios (topo da cabeça e entradas);
    • Coceira, dor, descamação intensa ou vermelhidão no couro cabeludo;
    • Histórico familiar de calvície (alopecia androgenética);
    • Associação com perda de peso, fadiga, unhas frágeis ou alterações hormonais.

    Nessas situações, procure um dermatologista. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de controlar a queda e estimular o crescimento de novos fios.

    Leia mais: Como tratar a alopecia e prevenir a queda de cabelo

    O que causa a queda de cabelo?

    A queda excessiva pode ter diferentes origens, como:

    Alopecia androgenética

    Conhecida como calvície hereditária, é a forma mais comum de queda em homens e mulheres. Há predisposição genética e ação de hormônios androgênicos, levando ao afinamento progressivo dos fios.

    Nos homens, predomina na frente e no alto da cabeça; nas mulheres, há perda difusa de volume sem áreas totalmente carecas.

    Eflúvio telógeno

    Queda repentina em que muitos fios entram ao mesmo tempo na fase de queda. Pode ser desencadeado por:

    • Deficiências nutricionais (ferro, zinco, proteínas);
    • Alterações hormonais (tireoidianas, pós-parto, menopausa);
    • Doenças infecciosas;
    • Cirurgias ou uso de medicamentos;
    • Estresse físico e emocional.

    Alopecia areata

    Doença autoimune em que o sistema de defesa ataca os folículos, causando falhas arredondadas no couro cabeludo (podendo atingir sobrancelhas, barba e outros pelos). Costuma ter recidivas, mas há tratamentos que ajudam no controle e na rebrota.

    Alterações hormonais

    Oscilações hormonais podem causar queda temporária ou acelerar perdas em predispostos, como:

    • Gravidez e pós-parto: eflúvio meses após o parto;
    • Menopausa: redução de estrogênio, fios menos densos;
    • Disfunções tireoidianas: hipo/hipertireoidismo afetam o ciclo capilar.

    Doenças autoimunes e dermatológicas

    Lúpus, psoríase e dermatite seborreica podem inflamar o couro cabeludo, gerar descamação, coceira e enfraquecimento dos fios.

    Hábitos de vida

    Dieta pobre em nutrientes, sono ruim, tabagismo e álcool enfraquecem os fios. O estresse pode desencadear ou agravar a queda e aumentar a percepção dos fios perdidos.

    Quais exames podem ser feitos para investigar?

    Em quedas intensas ou persistentes, o dermatologista pode solicitar:

    • Tricoscopia: exame com aumento que avalia couro cabeludo e fios;
    • Exames de sangue: para checar deficiências, hormônios e autoimunidade;
    • Biópsia do couro cabeludo: em casos selecionados, para análise do folículo.

    O que fazer em caso de queda excessiva de cabelo?

    Se notar queda acima do normal (tufos, falhas visíveis ou afinamento progressivo), procure um dermatologista. Enquanto isso, adote cuidados:

    • Alimentação equilibrada, rica em proteínas, ferro e vitaminas;
    • Evitar excesso de químicas e calor;
    • Usar produtos adequados ao couro cabeludo;
    • Reduzir estresse: sono adequado e atividade física;
    • Evitar penteados que tracionem os fios.

    O tratamento pode incluir loções estimulantes, medicamentos, suplementos e terapias capilares, conforme o diagnóstico.

    É possível evitar a queda de cabelo?

    Nem sempre é possível evitar, mas hábitos saudáveis ajudam a preservar os fios e reduzir o risco de queda acentuada:

    • Cuidar do couro cabeludo e manter boa higienização;
    • Garantir proteínas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B na dieta;
    • Beber água ao longo do dia;
    • Alternar shampoo suave com fórmulas específicas (quando indicado);
    • Proteger do sol (chapéus/produtos com filtro UV);
    • Evitar químicas agressivas ou espaçá-las adequadamente;
    • Evitar dietas muito restritivas;
    • Reduzir estresse (exercícios, lazer, relaxamento);
    • Dormir bem;
    • Usar protetor térmico ao usar calor;
    • Evitar prender o cabelo molhado e elásticos muito apertados.

    Se notar sinais de queda acima do normal, associados a outros sintomas, busque orientação médica.

    Perguntas frequentes

    1. É normal perder cabelo todos os dias?

    Sim. Todo fio tem um ciclo de vida e, ao final, cai para dar lugar a outro. É normal perder de 100 a 150 fios/dia. Preocupe-se se a queda ultrapassa esse limite ou vier com afinamento e falhas.

    2. É verdade que o cabelo cai mais no outono?

    Alguns percebem queda um pouco maior (eflúvio sazonal). É discreto, temporário e não ocorre com todos; o crescimento costuma normalizar sozinho.

    3. A queda de cabelo pode estar ligada à alimentação?

    Sim. Deficiências de ferro, proteínas, zinco, vitamina D e vitaminas do complexo B estão associadas ao enfraquecimento e à queda. Dietas restritivas e jejum prolongado também prejudicam. Prefira dieta variada com carnes magras, ovos, leguminosas, oleaginosas, frutas, verduras e integrais.

    4. Quem faz química no cabelo tem mais chance de queda?

    Químicas não alteram o folículo, mas fragilizam o fio e aumentam a quebra (muitas vezes confundida com queda). Em excesso, pioram a densidade aparente.

    5. Lavar o cabelo todos os dias aumenta a queda?

    Não. A lavagem só desprende fios que já cairiam. Evitar lavar não reduz a queda e pode causar oleosidade excessiva, caspa, coceira e inflamação.

    Leia também: Queda de cabelo ou alopecia? Saiba quando investigar

  • IMC: o índice avalia o peso, mas não conta toda a história 

    IMC: o índice avalia o peso, mas não conta toda a história 

    No consultório médico, na academia ou em calculadoras online, o IMC (Índice de Massa Corporal) é um dos parâmetros mais usados para avaliar se uma pessoa está dentro do peso considerado saudável, pois relaciona o peso e a altura e classifica em faixas que vão de baixo peso até obesidade grave.

    Apesar de ser prático e útil para identificar riscos em populações, o IMC não é perfeito. Ele não diferencia massa muscular de gordura corporal, por exemplo, o que pode gerar distorções, como no caso de uma pessoa musculosa que aparece como acima do peso ou daquela com aparência magra, mas com alto percentual de gordura.

    Como calcular o IMC?

    É bem fácil fazer a conta:

    IMC = peso (kg) ÷ altura² (m)

    Uma pessoa com 70 kg e 1,70 m de altura, por exemplo, tem IMC de 24,2 kg/m².

    Valores de referência de IMC

    Os valores de referência para adultos são:

    • Abaixo de 18,5: baixo peso
    • 18,5 a 24,9: peso normal
    • 25 a 29,9: sobrepeso
    • 30 a 34,9: obesidade grau I
    • 35 a 39,9: obesidade grau II
    • 40 ou mais: obesidade grau III

    Essa tabela é usada como ferramenta de triagem para riscos ligados ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, pressão alta e problemas cardiovasculares.

    Leia mais: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como ter

    Limitações: quando ele pode enganar

    Embora seja importante, fácil de calcular e traga uma boa noção de que faixa a pessoa está, o exame tem algumas limitações:

    • Pessoas muito musculosas: o IMC pode apontar sobrepeso ou obesidade, mesmo quando o percentual de gordura é baixo;
    • Falsos magros: pessoas com peso considerado normal podem ter excesso de gordura corporal e baixo percentual de massa magra, o que aumenta o risco metabólico;
    • Diferenças individuais: idade, sexo e etnia influenciam na composição corporal, mas não são considerados no cálculo.

    Por isso, o ideal é que o IMC seja avaliado junto com outros parâmetros, como percentual de gordura, circunferência da cintura e exames laboratoriais.

    Percentual de gordura: por que também importa?

    O percentual de gordura corporal mostra de fato quanto do peso é composto por gordura e quanto corresponde a músculos, ossos e água. Ele pode ser medido com equipamentos como bioimpedância ou dobras cutâneas.

    Uma pessoa pode ter IMC normal, mas percentual de gordura elevado (falso magro). Outra, porém, pode ter IMC de sobrepeso, mas ser muito musculosa e saudável.

    Por isso, especialistas defendem que olhar apenas para o IMC é como ver só a capa do livro, e é preciso avaliar o conteúdo, nesse caso, a composição corporal.

    Obesidade pré-clínica

    A partir de 2025, o diagnóstico da obesidade ganha um olhar mais sofisticado, não só com o IMC. Com base em recomendações científicas, hoje se passou a diferenciar dois estágios da obesidade: pré-clínica e clínica.

    Obesidade pré-clínica

    É o excesso de gordura corporal em pessoas saudáveis, ou seja, ainda sem sinais claros de disfunção metabólica ou física, mas com risco de desenvolver complicações como diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares.

    Obesidade clínica

    É a obesidade que já manifesta impacto funcional em órgãos ou na capacidade de fazer atividades básicas do dia a dia. Essa distinção traz mais sensibilidade ao diagnóstico e permite tomar atitudes preventivas antes que o problema piore.

    Perguntas frequentes

    1. O IMC é confiável?

    Sim, mas é uma medida de triagem. Funciona bem em grandes populações, mas pode falhar em avaliações individuais.

    2. Crianças usam a mesma tabela de IMC?

    Não. Para crianças e adolescentes, existem curvas específicas de crescimento que levam em conta idade e sexo.

    3. O IMC serve para idosos?

    O índice pode não refletir bem a composição corporal em idosos, já que a perda de massa muscular é comum nessa fase da vida.

    4. Percentual de gordura é mais importante que IMC?

    Não é que seja “mais importante”, mas sim mais específico. O ideal é avaliar os dois em conjunto.

    5. Qual percentual de gordura é considerado saudável?

    Depende do sexo, da idade e do quanto de atividade física a pessoa faz, mas em geral:

    • Homens: 10% a 20%
    • Mulheres: 18% a 28%

    6. Só corro riscos se tiver IMC alto?

    Não. Mesmo com IMC normal, fatores como percentual de gordura, colesterol, pressão arterial e estilo de vida também contam muito para a saúde.

    Leia também: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia

  • Sabonete íntimo é necessário? Conheça os cuidados e quando usar

    Sabonete íntimo é necessário? Conheça os cuidados e quando usar

    Com embalagens delicadas e promessas de limpeza suave e frescor, o sabonete íntimo é um produto desenvolvido especialmente para a higiene da região vaginal. Normalmente indicado para pessoas com uma pele mais delicada, ele tem uma fórmula pensada para respeitar o pH da área, que é naturalmente mais ácido.

    Mas será que ele é realmente necessário? A vagina, por ser um órgão autolimpante, consegue manter sozinha o seu equilíbrio interno, sem precisar de produtos específicos. Ainda assim, existem situações em que o sabonete íntimo pode ser útil — desde que usado com atenção e alguns cuidados básicos.

    Para que serve o sabonete íntimo?

    O sabonete íntimo é um produto desenvolvido para a higienização da região da vulva, ou seja, a parte externa da genitália feminina. Ele é formulado para ter um pH mais próximo ao da pele dessa área, geralmente entre 4,5 e 5,5, o que ajuda a reduzir irritações em pessoas mais sensíveis.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Andrea Sapienza, o sabonete íntimo não deve ser usado internamente, ou seja, no canal vaginal. Isso porque a vagina tem sua própria flora — um conjunto de bactérias e fungos que convivem em equilíbrio, protegendo contra infecções. Quando há lavagens internas, o equilíbrio pode ser quebrado, aumentando o risco de corrimentos e infecções.

    Qual a diferença entre o sabonete íntimo e o sabonete comum?

    Tanto o sabonete íntimo quanto o comum fazem a mesma função, que é limpar a pele, mas existem algumas diferenças importantes entre eles.

    O sabonete comum, especialmente os em barra, costuma ser mais alcalino (pH mais alto) do que o ambiente natural da vulva — e isso faz diferença porque a mucosa da entrada vaginal é delicada e mais sensível ao ressecamento. Com o uso diário de sabonetes tradicionais, algumas pessoas podem sentir coceira ou até pequenas irritações.

    Já o sabonete íntimo foi formulado justamente para minimizar irritações. Ele apresenta um pH levemente ácido (em torno de 4,5 a 5,5), que se aproxima mais do equilíbrio natural da região vaginal. Isso significa que, em mulheres com maior sensibilidade, ele pode contribuir para reduzir incômodos e trazer uma sensação maior de conforto após o banho.

    A textura e a composição também podem ser diferentes. Os sabonetes comuns costumam ter fragrâncias mais fortes, corantes e detergentes que ressecam a pele, enquanto os sabonetes íntimos normalmente são líquidos, mais suaves e com fórmulas pensadas para não agredir a área.

    Leia também: Causas comuns de sangramento fora do período menstrual

    Existem benefícios de usar o sabonete íntimo?

    Os benefícios do sabonete íntimo são relativos. Para quem nunca apresentou irritação com sabonete comum, não existe necessidade de trocar. Ele já é suficiente para higienizar a região.

    No entanto, em casos de desconforto, ressecamento ou pele mais sensível, o sabonete íntimo pode ser uma boa alternativa. Segundo Andrea Sapienza, a suavidade da fórmula ajuda a reduzir incômodos.

    Vale destacar que o sabonete íntimo não previne infecções, nem altera a flora vaginal interna. Ele é apenas um produto complementar de higiene e deve ser usado corretamente.

    Quando o sabonete íntimo pode ajudar?

    Existem situações específicas em que o sabonete íntimo pode trazer maior conforto, como:

    • Sensibilidade cutânea: mulheres que sentem ardência ou ressecamento com sabonete comum;
    • Clima quente: durante o verão, o suor pode aumentar o desconforto na região;
    • Prática de atividades físicas: após exercícios intensos, a sensação de frescor pode ser maior com sabonete íntimo;
    • Pós-menopausa: nessa fase, a pele da região íntima tende a ficar mais ressecada, e sabonetes comuns podem agravar o quadro.

    É importante ressaltar novamente que, para mulheres sem queixas de irritação e desconforto, não há necessidade de usar um sabonete íntimo.

    Como usar sabonete íntimo?

    O sabonete íntimo deve ser usado apenas na parte externa da região genital (vulva), nunca dentro da vagina. Veja como fazer da forma correta:

    • Durante o banho, aplique uma pequena quantidade do sabonete íntimo na mão;
    • Passe suavemente na vulva (parte externa), sem esfregar em excesso;
    • Enxágue bem com água corrente, garantindo que não fiquem resíduos do produto;
    • Por fim, seque delicadamente com uma toalha limpa e macia, sem friccionar.

    Dica: o sabonete íntimo pode ser usado uma vez ao dia, durante o banho. Em excesso, pode causar ressecamento, mesmo sendo formulado para a região genital.

    Pode usar sabonete íntimo durante a menstruação?

    No período menstrual, é comum sentir a necessidade de caprichar na higiene íntima. O sabonete íntimo pode sim ser usado durante a menstruação, mas com moderação.

    A limpeza deve ser feita apenas na parte externa da vulva, pois a região já tem um sistema natural de proteção e não precisa de lavagens internas. O uso de produtos dentro da vagina ou duchas não é recomendado e pode causar um desequilíbrio na flora vaginal — o que aumenta o risco de infecções.

    Durante a menstruação, fatores como o uso de absorventes, o contato constante com o sangue e a transpiração deixam a região mais sensível. Por isso, é suficiente higienizar de forma suave, sem excesso de lavagens ao longo do dia.

    Leia mais: Seu ciclo está bagunçado? Saiba quando a menstruação irregular é sinal de alerta

    Como cuidar da saúde íntima?

    A vagina tem uma flora natural formada por bactérias boas que atuam como uma barreira de defesa, mas esse equilíbrio pode ser afetado por hábitos inadequados. Por isso, incluir alguns cuidados no dia a dia contribui para prevenir infecções, odores desagradáveis e desconfortos. Entre eles, é possível destacar:

    • Higienizar apenas a parte externa da vulva: não é preciso nem indicado lavar a parte interna, pois a vagina já possui um sistema natural de limpeza;
    • Preferir roupas íntimas de algodão: o tecido permite maior ventilação e evita o acúmulo de suor, reduzindo a chance de irritações;
    • Evitar roupas apertadas por longos períodos: peças muito justas aumentam a umidade local e podem facilitar a proliferação de fungos;
    • Trocar absorventes e calcinhas com frequência: manter a região sempre seca e limpa ajuda a evitar infecções;
    • Evitar duchas internas ou produtos perfumados: fragrâncias e substâncias químicas podem causar alergias e desequilibrar a flora vaginal.

    Além das medidas, é importante manter consultas ginecológicas regulares, que ajudam a identificar alterações precocemente, tirar dúvidas sobre higiene íntima e receber orientações específicas para cada fase da vida.

    Perguntas frequentes sobre sabonete íntimo

    1. Posso usar sabonete íntimo todos os dias?

    Sim, você pode usar o sabonete íntimo diariamente, mas sempre com moderação. O ideal é aplicá-lo apenas uma vez por dia, durante o banho. Usar o produto várias vezes ao dia pode ressecar a pele da vulva e até mesmo causar desconfortos.

    2. O sabonete íntimo pode ser usado dentro da vagina?

    Não, ele deve ser aplicado apenas na parte externa da região genital, nunca dentro da vagina. A cavidade vaginal já possui um sistema de autolimpeza eficiente, que mantém bactérias benéficas em equilíbrio.

    Inserir sabonetes, duchas ou qualquer produto interno pode causar desequilíbrio e irritação.

    3. Sabonete íntimo previne infecções?

    Não existem evidências científicas de que o sabonete íntimo possa prevenir infecções vaginais. Na verdade, quando usado de forma incorreta, principalmente em duchas internas ou em excesso, ele pode aumentar o risco de desequilíbrio da flora.

    O que realmente ajuda a prevenir infecções é a manutenção de bons hábitos, como usar roupas íntimas de algodão, evitar calças muito apertadas, trocar absorventes regularmente e ter uma alimentação equilibrada.

    4. Sabonete íntimo pode causar alergia?

    Sim, pode acontecer. Apesar de serem formulados para peles delicadas, alguns sabonetes íntimos contêm fragrâncias, corantes ou outros componentes químicos que podem causar reações alérgicas em pessoas mais sensíveis.

    Os sinais incluem coceira, vermelhidão, ardência ou inchaço. Nesses casos, o uso deve ser suspenso imediatamente e, se os sintomas persistirem, procure um ginecologista ou dermatologista.

    5. Qual o melhor sabonete íntimo?

    O melhor sabonete íntimo é aquele que respeita as características da sua pele e não causa irritação. Prefira fórmulas suaves, sem fragrâncias fortes, hipoalergênicas e com pH balanceado. Evite produtos com excesso de corantes, álcool ou substâncias muito químicas.

    O ideal é sempre testar com moderação no início e observar como seu corpo reage. Em caso de dúvidas, peça orientação ao seu ginecologista.

    Confira: Higiene menstrual: conheça os principais cuidados durante o ciclo