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  • Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Fibrilação atrial: a arritmia silenciosa que pode causar AVC

    Alterações no ritmo do coração nem sempre são notadas e, quando passam despercebidas, podem representar um risco ainda maior. Entre essas alterações, a fibrilação atrial se destaca não apenas pela frequência com que ocorre, mas também pelas possíveis consequências se não for identificada e tratada adequadamente.

    Nos últimos anos, avanços importantes no entendimento dessa arritmia mudaram a forma como ela é acompanhada e tratada, com estratégias mais personalizadas e foco na prevenção de complicações como o AVC. Entender o que é a fibrilação atrial e como ela evoluiu no cuidado médico é essencial para reconhecer sinais e buscar avaliação no momento certo.

    A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum vista pelos médicos, caracterizada por um ritmo irregular e desorganizado do coração.

    Ela pode causar sintomas como palpitações e cansaço, mas também pode ser silenciosa, o que a torna especialmente perigosa, pois aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

    Nos últimos anos, novas diretrizes trouxeram mudanças importantes no cuidado com a doença, com foco em tratamento individualizado, prevenção de complicações e abordagem mais precoce.

    O que é a fibrilação atrial

    A fibrilação atrial ocorre quando os átrios (câmaras superiores do coração) batem de forma desorganizada.

    Isso leva a:

    • Ritmo cardíaco irregular;
    • Perda da contração eficiente do átrio;
    • Maior risco de formação de coágulos.

    Esses coágulos podem se deslocar para o cérebro e causar AVC.

    Principais sintomas

    Os sintomas podem variar bastante.

    Os mais comuns são:

    • Palpitações (coração acelerado ou irregular);
    • Cansaço;
    • Falta de ar;
    • Tontura;
    • Dor no peito.

    É importante lembrar que algumas pessoas não apresentam sintomas.

    Por que a fibrilação atrial acontece

    A fibrilação atrial está associada a diversas condições que afetam o coração.

    Os principais fatores são:

    • Pressão alta;
    • Doenças cardíacas;
    • Diabetes;
    • Obesidade;
    • Apneia do sono;
    • Consumo excessivo de álcool.

    O envelhecimento também é um fator importante.

    Principais riscos da fibrilação atrial

    A principal complicação é o AVC. Isso acontece porque o sangue pode ficar parado nos átrios do coração, o que pode formar coágulos que se deslocam e chegam até o cérebro.

    Outros riscos são:

    • Insuficiência cardíaca;
    • Piora da qualidade de vida;
    • Internações frequentes.

    O que mudou nas novas diretrizes

    As diretrizes mais recentes trouxeram mudanças importantes no tratamento da fibrilação atrial.

    1. Tratamento centrado no paciente (modelo CARE)

    O tratamento passou a seguir um modelo integrado:

    • C (Comorbidades): tratar doenças associadas;
    • A (Anticoagulação): prevenir AVC;
    • R (Reduzir sintomas): controle da frequência ou ritmo;
    • E (Avaliação contínua): reavaliar regularmente.

    2. Nova forma de avaliar risco de AVC

    • Há um novo indicador para avaliar o risco de AVC;
    • O sexo feminino deixou de ser critério isolado;
    • A anticoagulação passou a ter indicação mais clara.

    3. Ablação mais precoce

    A ablação por cateter, um tratamento que ajuda a reestabelecer o ritmo cardíaco regular, passou a ser considerada opção inicial em muitos pacientes sintomáticos. Esse tratamento pode ser indicado mais cedo no curso da doença.

    4. Maior foco nos fatores de risco

    Tratar fatores como obesidade, apneia do sono, diabetes e hipertensão reduz a recorrência e progressão da doença.

    5. Mudança no tempo para cardioversão

    O tempo para considerar cardioversão precoce foi reduzido em alguns casos. A cardioversão é um procedimento médico que aplica um choque no coração para solucionar arritmias que causam batimentos muito acelerados.

    6. Reconhecimento da fibrilação atrial subclínica

    Episódios detectados por dispositivos eletrônicos ganharam maior relevância clínica.

    Como é feito o tratamento atualmente

    O tratamento envolve três pilares principais:

    1. Prevenção de AVC

    Uso de anticoagulantes em pacientes com risco elevado.

    2. Controle da frequência cardíaca

    Medicamentos para manter o coração em ritmo adequado.

    3. Controle do ritmo

    • Medicamentos antiarrítmicos;
    • Ablação por cateter;
    • Cardioversão elétrica, quando indicada.

    A fibrilação atrial tem cura?

    Nem sempre. Em muitos casos, é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

    Em alguns pacientes, especialmente com tratamento precoce, é possível manter o ritmo normal por longos períodos.

    Leia mais:

    Holter 24h: como o exame ajuda a flagrar arritmias ocultas

    Perguntas frequentes sobre fibrilação atrial

    1. Fibrilação atrial é grave?

    Pode ser, principalmente pelo risco de AVC.

    2. Sempre causa sintomas?

    Não. Pode ser silenciosa.

    3. Todo paciente precisa de anticoagulante?

    Não. Depende do risco individual.

    4. Ablação é segura?

    Sim, quando bem indicada.

    5. Pode voltar depois do tratamento?

    Sim. A recorrência é possível.

    6. Mudanças no estilo de vida ajudam?

    Sim. São parte fundamental do tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao apresentar palpitações ou irregularidade do pulso.

    Veja também:

    7 sinais de que suas palpitações podem ser arritmia e não apenas nervosismo

  • Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Bartolinite: o que é, sintomas, causas e tratamento

    Você já ouviu falar em bartolinite? O nome até pode parecer estranho, mas é uma condição relativamente comum, especialmente em mulheres jovens e na fase reprodutiva. Ela acontece quando as glândulas de Bartholin, que são pequenas estruturas localizadas na entrada da vagina, responsáveis pela lubrificação, ficam obstruídas ou infectadas.

    Apesar de normalmente começar como um inchaço indolor na região íntima, a condição pode evoluir rapidamente, causando dor ao andar, sentar ou durante o contato íntimo. Por isso, vale ficar atenta aos principais sintomas e quando ir ao médico.

    O que é bartolinite?

    A bartolinite é a inflamação ou infecção das glândulas de Bartholin, que estão localizadas na vulva (uma de cada lado da abertura da vagina) e são responsáveis por produzir o fluido que ajuda na lubrificação vaginal.

    Ela surge quando o canal da glândula fica entupido e impede a saída do líquido. Com isso, a secreção se acumula, formando um cisto que pode infeccionar e evoluir para um abscesso doloroso.

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, as glândulas de Bartholin são pequenas, com cerca de 1 a 1,5 cm de diâmetro, mas possuem um ducto longo e estreito. Por conta dessa característica, o canal pode entupir com facilidade.

    Qual a diferença entre cisto de Bartholin e bartolinite?

    A diferença está principalmente na presença de infecção e nos sintomas. O cisto de Bartholin acontece quando o líquido fica preso dentro da glândula, o que forma um caroço que não dói ou causa apenas um leve incômodo. Muitas mulheres percebem durante a higiene ou ao tocar a região, notando um lado da vulva mais inchado que o outro.

    Já a bartolinite ocorre quando o cisto infecciona por causa de bactérias. Nesse caso, surgem dor mais intensa, inchaço maior e dificuldade para atividades do dia a dia, como sentar, caminhar ou ter relação sexual.

    Causas da bartolinite

    O bloqueio das glândulas de Bartholin pode ter diferentes origens, desde traumas físicos até infecções bacterianas:

    • Acúmulo de bactérias da pele ou da região intestinal (como a E. coli) que entram no duto da glândula;
    • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente a clamídia e a gonorreia;
    • Traumas na região íntima, como pancadas, lesões ou atrito excessivo, que podem fechar a abertura do canal;
    • Marcas e cicatrizes de cirurgias prévias ou de partos, que podem estreitar ou bloquear o duto;
    • Espessamento do líquido, que ocorre quando o fluido produzido pela glândula fica mais denso, dificultando a saída natural;
    • Higiene inadequada, que facilita a migração de bactérias da região anal para a entrada da vagina.

    Bartolinite é transmissível?

    A bartolinite não é transmissível, mas algumas bactérias que causam a condição são sexualmente transmissíveis, como a Chlamydia trachomati, responsável pela clamídia.

    Quais os sintomas de bartolinite?

    Os sintomas da bartolinite costumam aparecer quando há infecção da glândula, principalmente na fase de abscesso. Os principais incluem:

    • Dor intensa na região da vulva, normalmente de um lado só;
    • Inchaço na entrada da vagina, com formação de um caroço;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade local;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou cruzar as pernas;
    • Dor durante a relação sexual;
    • Sensação de pressão ou pulsação no local;
    • Presença de pus, que pode drenar espontaneamente em alguns casos;
    • Febre e mal-estar, principalmente quando a infecção está mais avançada.

    No caso de um cisto de Bartholin, quando não há uma infecção, os sintomas costumam ser mais leves e podem até passar despercebidos no início:

    • Presença de um caroço indolor na entrada da vagina;
    • Sensação de leve desconforto ao caminhar, sentar ou durante a relação sexual;
    • Assimetria na vulva, com um lado mais inchado que o outro;
    • Sensação de peso ou de volume na região íntima.

    Em muitos casos, o cisto pode diminuir ou desaparecer sozinho, sem necessidade de tratamento, de acordo com Andreia.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da bartolinite é feito por um médico ginecologista, com base na avaliação médica e no exame físico da região íntima.

    Durante a consulta, o especialista observa a vulva e identifica o inchaço típico na entrada da vagina, frequentemente de um lado só. A presença de dor intensa, vermelhidão e aumento de volume já são sinais da infecção da glândula de Bartholin.

    Além do exame físico, o médico pode avaliar a presença de secreção ou pus na região, verificar sinais de abscesso (coleção de pus) e investigar o histórico de dor, tempo de evolução e episódios anteriores. Em alguns casos, também podem ser solicitados exames complementares, como:

    • Coleta de secreção para identificar a bactéria envolvida, especialmente quando há suspeita de infecção sexualmente transmissível;
    • Exames para ISTs, como clamídia e gonorreia;
    • Em mulheres acima dos 40 anos, pode ser indicada biópsia para descartar outras condições mais raras.

    Tratamento de bartolinite

    O tratamento da bartolinite depende da presença de infecção e da gravidade do quadro. Segundo Andreia, nos casos em que há a formação de um abscesso, é indicada uma drenagem cirúrgica, um procedimento rápido que consiste em uma pequena abertura para permitir a saída do pus.

    Após a drenagem, é indicado o uso de antibióticos para tratar a infecção, considerando inclusive que a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível, pode ser a causa da obstrução do ducto.

    Já quando existe apenas o cisto de Bartholin sem infecção, a condição pode surgir e desaparecer espontaneamente, muitas vezes sem precisar de um tratamento invasivo. Nesses quadros, o uso de anti-inflamatórios pode ser suficiente para auxiliar na desobstrução natural do canal e na drenagem da secreção acumulada.

    A ginecologista ainda destaca que medidas caseiras, como o uso de compressas quentes ou frias, não costumam resolver o problema e podem até agravar o desconforto.

    Autocuidados em casos de bartolinite

    Durante o tratamento, os autocuidados podem ajudar a aliviar o desconforto da bartolinite e desobstruir o duto da glândula de forma natural, mas eles funcionam melhor em cistos pequenos e não infectados:

    • Lave a região suavemente com sabonete neutro e limpe-se sempre de frente para trás;
    • Utilize calcinhas de algodão e evite calças muito apertadas (como jeans ou leggings) para reduzir o atrito e o calor;
    • Evite relações sexuais enquanto houver inchaço ou dor para não agravar a inflamação;
    • Dormir sem calcinha, que ajuda a manter a região ventilada e reduz a umidade local;
    • Jamais tente apertar, furar ou drenar o cisto por conta própria, pois isso pode causar uma infecção grave.

    Vale apontar que as medidas não substituem a avaliação médica, principalmente quando há dor intensa ou sinais de infecção.

    O que fazer em casos recorrentes de bartolinite?

    Mesmo depois do tratamento de uma infecção ou a drenagem de um cisto, o duto da glândula de Bartholin pode sofrer uma nova obstrução no mesmo local ou na glândula do outro lado.

    Quando os episódios de inflamação se tornam repetitivos, Andreia explica que o médico pode indicar a cirurgia para retirar a glândula afetada, depois que a infecção estiver controlada. A remoção não costuma causar problemas importantes na lubrificação vaginal, porque o corpo tem outras glândulas que também ajudam na função.

    Quando ir ao médico?

    É importante procurar atendimento médico sempre que surgirem sinais de inflamação ou infecção na região íntima, como:

    • Dor intensa na vulva;
    • Inchaço ou caroço na entrada da vagina;
    • Vermelhidão e aumento da sensibilidade;
    • Dificuldade para sentar, caminhar ou ter relação sexual;
    • Presença de pus ou secreção;
    • Febre ou mal-estar.

    Mesmo que a dor seja leve, vale buscar avaliação se o caroço persistir ou aumentar de tamanho. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.

    Veja também: Quando suspeitar de uma IST? Saiba identificar os principais sinais de alerta

    Perguntas frequentes

    1. Bartolinite é uma doença sexualmente transmissível (IST)?

    Não necessariamente, mas ISTs como clamídia e gonorreia são causas frequentes da inflamação. Bactérias comuns da pele e do intestino também podem causar o problema.

    2. Qual médico devo procurar?

    O ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar qualquer alteração na região vulvar.

    3. Como é feita a drenagem médica?

    O médico faz um pequeno corte sob anestesia local para retirar o pus. O alívio da dor costuma ser imediato após o procedimento.

    4. Como prevenir que a bartolinite apareça?

    Use preservativos para evitar ISTs, mantenha a higiene íntima adequada (limpando-se de frente para trás) e evite roupas excessivamente apertadas por longos períodos.

    5. Quanto tempo leva para curar a bartolinite?

    Após uma drenagem médica, o alívio da dor é imediato, mas a cicatrização completa e o fim do ciclo de antibióticos levam cerca de 7 a 10 dias.

    6. Como é o pós-operatório da retirada da glândula?

    É uma cirurgia que requer repouso de 7 a 15 dias. Pode haver inchaço e hematomas locais, sendo recomendado evitar exercícios físicos e relações sexuais por cerca de 4 semanas.

    7. A bartolinite pode causar câncer?

    Não, a bartolinite é uma inflamação benigna. No entanto, em mulheres com mais de 40 anos, os médicos costumam ser mais cautelosos e podem solicitar uma biópsia do cisto para descartar doenças mais raras.

    8. O que acontece se não tratar um abscesso?

    A infecção pode se espalhar para os tecidos vizinhos (celulite infecciosa) ou, em casos muito graves e raros, cair na corrente sanguínea, causando uma infecção generalizada.

    Leia mais: Ardor ao urinar pode ser gonorreia? Descubra os sintomas da doença

  • Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

    Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

    Dor de garganta é uma queixa comum, especialmente em épocas mais frias ou em ambientes com maior circulação de vírus e bactérias. Na maioria das vezes, trata-se de um quadro leve e autolimitado. Mas, em alguns casos, a dor aparece de forma mais intensa, acompanhada de febre e dificuldade para engolir, levantando a suspeita de uma infecção bacteriana.

    Entre essas causas, a faringite estreptocócica merece atenção. Embora seja menos comum que as infecções virais, ela exige diagnóstico adequado e, muitas vezes, tratamento com antibióticos para evitar complicações.

    O que é a faringite estreptocócica

    A faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana que afeta a faringe e, muitas vezes, as amígdalas, causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A.

    Ela provoca inflamação intensa da garganta e pode estar associada à formação de placas de pus nas amígdalas.

    Diferente das dores de garganta virais, que são mais comuns e geralmente leves, a faringite estreptocócica pode causar sintomas mais intensos e requer tratamento específico com antibióticos.

    É mais frequente em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

    As formas mais comuns são:

    • Gotículas eliminadas ao tossir ou espirrar;
    • Contato próximo com pessoas doentes;
    • Compartilhamento de utensílios contaminados.

    Ambientes fechados, como escolas, favorecem a disseminação.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam surgir de forma súbita.

    Entre os mais comuns estão:

    • Dor intensa na garganta;
    • Dificuldade para engolir;
    • Febre;
    • Amígdalas aumentadas e com placas de pus;
    • Ínguas no pescoço (linfonodos aumentados);
    • Mal-estar.

    Diferente das infecções virais, geralmente não há tosse ou coriza.

    Como diferenciar de uma faringite viral

    Embora seja difícil diferenciar apenas pelos sintomas, alguns sinais sugerem infecção bacteriana:

    • Início súbito;
    • Febre alta;
    • Ausência de tosse;
    • Presença de placas nas amígdalas;
    • Linfonodos dolorosos no pescoço.

    A confirmação pode ser feita com testes específicos.

    Possíveis complicações

    Quando não tratada adequadamente, a faringite estreptocócica pode levar a complicações.

    Entre elas:

    • Febre reumática;
    • Glomerulonefrite (problema renal);
    • Abscessos ao redor das amígdalas.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento corretos são importantes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e pode ser confirmado com exames.

    Os principais métodos são:

    • Teste rápido para estreptococo;
    • Cultura de secreção da garganta.

    Esses exames ajudam a confirmar a presença da bactéria.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento envolve:

    • Antibióticos, que eliminam a bactéria;
    • Analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas;
    • Hidratação e repouso.

    O uso de antibióticos reduz a duração dos sintomas e previne complicações.

    Quando procurar atendimento médico

    Procure avaliação médica quando houver:

    • Dor intensa na garganta;
    • Febre alta;
    • Dificuldade para engolir;
    • Suspeita de infecção bacteriana.

    O diagnóstico adequado é essencial para definir o tratamento correto.

    Leia mais:

    Dor de garganta, febre e placas: pode ser amigdalite?

    Perguntas frequentes sobre faringite estreptocócica

    1. Toda dor de garganta é bacteriana?

    Não. A maioria é causada por vírus.

    2. Precisa sempre de antibiótico?

    Não. Apenas quando há confirmação de infecção bacteriana.

    3. É contagiosa?

    Sim. Pode ser transmitida por contato com secreções.

    4. Pode dar febre?

    Sim. Febre é um sintoma comum.

    5. Quanto tempo dura?

    Com tratamento, costuma melhorar em poucos dias.

    6. Pode complicar?

    Sim, se não tratada adequadamente.

    7. Quando devo me preocupar?

    Quando há dor intensa, febre alta ou dificuldade para engolir.

    Veja mais:

    O que é febre reumática? Cardiologista explica os sintomas, tratamentos e se tem cura

  • Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Vacina contra raiva: em quais situações ela é realmente necessária

    Uma mordida de cachorro, um arranhão de gato ou até um contato inesperado com morcegos pode gerar uma dúvida urgente: preciso tomar vacina contra raiva? Embora muitas dessas situações sejam comuns no dia a dia, a decisão sobre vacinação exige atenção rápida e avaliação adequada.

    Isso acontece porque a raiva é uma doença rara, mas extremamente grave. Uma vez que os sintomas se iniciam, a evolução costuma ser fatal. Por outro lado, quando a prevenção é feita no momento certo, a infecção pode ser completamente evitada.

    A vacina contra raiva é uma medida essencial para prevenir uma doença grave e quase sempre fatal após o início dos sintomas.

    A raiva é uma infecção viral transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas.

    Apesar de rara em humanos, a doença exige atenção imediata após qualquer situação de risco, pois a vacinação precoce pode evitar a infecção.

    O que é a raiva

    A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central. Após a infecção, o vírus se desloca pelos nervos até o cérebro, causando sintomas neurológicos graves.

    Sem tratamento antes do aparecimento dos sintomas, a doença tem alta taxa de mortalidade.

    Como ocorre a transmissão

    A transmissão da raiva acontece principalmente por:

    • Mordidas de animais infectados;
    • Arranhões contaminados com saliva;
    • Lambedura em feridas abertas ou mucosas.

    Os animais mais associados à transmissão incluem:

    • Cães e gatos;
    • Morcegos;
    • Animais silvestres.

    Quando é necessário tomar a vacina contra raiva

    A vacinação pode ser indicada em duas situações principais:

    1. Após exposição (profilaxia pós-exposição)

    É a situação mais comum. A vacina deve ser considerada quando há:

    • Mordida de animal;
    • Arranhão que rompe a pele;
    • Contato de saliva com feridas ou mucosas;
    • Exposição a morcegos (mesmo sem perceber mordida).

    A necessidade depende de fatores como:

    • Tipo de contato;
    • Espécie do animal;
    • Situação vacinal do animal;
    • Gravidade da lesão.

    Em alguns casos, além da vacina, pode ser necessário o uso de soro antirrábico.

    2. Antes da exposição (profilaxia pré-exposição)

    Indicada para pessoas com maior risco ocupacional, como:

    • Veterinários;
    • Profissionais que trabalham com animais;
    • Pessoas que lidam com morcegos ou animais silvestres;
    • Trabalhadores de laboratório com o vírus.

    O que fazer após uma mordida de animal

    Em caso de acidente com animal, algumas medidas são fundamentais:

    • Lavar o local imediatamente com água e sabão;
    • Procurar atendimento médico o quanto antes;
    • Informar detalhes sobre o animal (se é conhecido, vacinado, comportamento).

    A avaliação médica define a necessidade de vacina e/ou do soro.

    A vacina contra raiva é sempre necessária?

    Não necessariamente. A indicação depende da avaliação do risco. Mordidas de animais domésticos saudáveis e vacinados podem não exigir vacinação imediata, dependendo da observação do animal, por exemplo.

    A exposição a animais silvestres geralmente indica vacinação. Por isso, a avaliação médica é essencial.

    Quantas doses são necessárias

    O esquema de vacinação varia conforme a situação:

    • Pós-exposição: geralmente envolve várias doses em dias específicos;
    • Pré-exposição: esquema diferente, com doses iniciais e reforços.

    A orientação deve ser feita por profissional de saúde.

    Por que é importante não atrasar

    A vacina contra raiva é eficaz quando administrada antes do início dos sintomas. Após o aparecimento dos sintomas, a doença é quase sempre fatal.

    Por isso, qualquer suspeita de exposição deve ser avaliada rapidamente.

    Confira:

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda

    Perguntas frequentes sobre vacina contra raiva

    1. Toda mordida precisa de vacina?

    Não. Depende do tipo de animal e da situação.

    2. Mordida de cachorro doméstico precisa?

    Depende. Se o animal for saudável e vacinado, pode ser apenas observado.

    3. Morcego sempre exige vacina?

    Sim. Em geral, toda exposição a morcegos é considerada de risco.

    4. A vacina é segura?

    Sim. É considerada segura e eficaz.

    5. Precisa de soro também?

    Em alguns casos, sim, especialmente em exposições mais graves.

    6. Posso esperar para ver se tenho sintomas?

    Não. A vacinação deve ser feita antes dos sintomas.

    7. Quando procurar atendimento?

    Imediatamente após qualquer suspeita de exposição.

    Veja também:

    Raiva humana: por que a prevenção precisa ser imediata

  • Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Fenômeno de Raynaud: entenda condição que faz com que dedos mudem de cor 

    Dedos que ficam extremamente pálidos no frio, mudam para um tom arroxeado e depois avermelham ao aquecer podem parecer apenas uma reação comum à temperatura. No entanto, quando esse padrão se repete, pode indicar o chamado fenômeno de Raynaud, uma condição vascular que afeta a circulação nas extremidades.

    Embora muitas vezes seja benigno, esse tipo de alteração chama atenção justamente pela intensidade visual e pelo desconforto que pode causar. Em alguns casos, pode estar associado a outras doenças, o que torna importante entender quando se trata de algo simples e quando merece investigação mais aprofundada.

    O fenômeno de Raynaud é uma condição em que ocorre uma redução temporária do fluxo sanguíneo para os dedos das mãos e dos pés, geralmente desencadeada pelo frio ou por estresse emocional.

    Essa redução da circulação provoca uma mudança característica na cor da pele, que pode passar por fases de palidez (branco), coloração azulada e, posteriormente, vermelhidão.

    Na maioria dos casos, trata-se de uma condição benigna. No entanto, em algumas situações, pode estar associada a doenças mais complexas, exigindo investigação.

    O que é o fenômeno de Raynaud

    O fenômeno de Raynaud é causado por um vasoespasmo, ou seja, uma contração dos pequenos vasos sanguíneos das extremidades.

    Essa contração reduz temporariamente o fluxo de sangue, levando às alterações de cor e temperatura nos dedos.

    Os episódios costumam ser reversíveis e duram minutos, podendo variar de intensidade.

    Principais sintomas

    Os sintomas são geralmente episódicos e desencadeados por frio ou estresse.

    Entre os mais comuns estão:

    • Mudança de cor nos dedos (branco para azul e, posteriormente, vermelho);
    • Sensação de frio nas extremidades;
    • Dormência ou formigamento;
    • Dor ou desconforto durante o retorno da circulação.

    Os dedos das mãos são os mais frequentemente afetados, mas os pés também podem ser envolvidos.

    Por que o fenômeno de Raynaud acontece

    O fenômeno ocorre devido a uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos a estímulos como frio ou estresse.

    Essa resposta leva à contração dos vasos e redução do fluxo sanguíneo.

    Existem dois tipos principais.

    1. Raynaud primário

    • Mais comum;
    • Não está associado a outras doenças;
    • Geralmente mais leve.

    2. Raynaud secundário

    • Associado a doenças, especialmente autoimunes;
    • Pode ser mais intenso;
    • Pode causar complicações.

    Quais doenças podem estar associadas

    O fenômeno de Raynaud secundário pode estar relacionado a condições como:

    • Doenças autoimunes (como lúpus e esclerodermia);
    • Doenças vasculares;
    • Uso de certos medicamentos;
    • Exposição a vibração (em algumas profissões).

    Nesses casos, é importante investigar a causa de base.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    O fenômeno de Raynaud é mais comum em:

    • Mulheres;
    • Pessoas jovens (no caso do tipo primário);
    • Indivíduos que vivem em regiões frias;
    • Pessoas com doenças autoimunes.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na história do paciente. Em casos suspeitos de Raynaud secundário, podem ser solicitados exames para investigar doenças associadas.

    A avaliação médica é importante para diferenciar os tipos e orientar o acompanhamento.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da causa.

    1. Medidas comportamentais

    • Evitar exposição ao frio;
    • Usar luvas e roupas adequadas;
    • Reduzir o estresse;
    • Evitar tabagismo.

    2. Tratamento medicamentoso

    Em casos mais intensos, podem ser utilizados medicamentos que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos.

    3. Tratamento da causa de base

    Nos casos secundários, é fundamental tratar a doença associada.

    Quando o fenômeno de Raynaud pode ser um sinal de alerta

    Alguns sinais sugerem necessidade de investigação mais detalhada:

    • Início em idade mais avançada;
    • Sintomas muito intensos;
    • Lesões na pele ou úlceras nos dedos;
    • Assimetria entre as mãos;
    • Presença de outros sintomas sistêmicos.

    Confira:

    Rash no rosto e dor nas articulações: pode ser lúpus? Entenda mais

    Perguntas frequentes sobre fenômeno de Raynaud

    1. Fenômeno de Raynaud é perigoso?

    Na maioria dos casos, não. Mas pode indicar doenças mais sérias em alguns pacientes.

    2. O que desencadeia as crises?

    Principalmente frio e estresse.

    3. Sempre está associado a doença?

    Não. O tipo primário não tem relação com outras doenças.

    4. Tem cura?

    O tipo primário não tem cura, mas pode ser controlado.

    5. Pode causar dor?

    Sim, especialmente durante a recuperação da circulação.

    6. Precisa de remédio?

    Depende da intensidade dos sintomas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando os sintomas são intensos, frequentes ou associados a outros sinais.

    Veja mais:

    Esclerodermia: como essa doença autoimune afeta o organismo

  • Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Esporotricose: a “doença do gato” que está crescendo nas cidades

    Lesões na pele que não cicatrizam, surgem como pequenos nódulos e podem se espalhar ao longo do braço ou da perna chamam atenção, especialmente quando há histórico de contato com gatos ou com terra. Nos últimos anos, esse tipo de quadro tem sido cada vez mais associado à esporotricose, uma infecção que ganhou relevância em áreas urbanas.

    Embora muitas vezes comece de forma discreta, a doença pode evoluir ao longo dos dias e semanas, o que costuma gerar dúvida e preocupação.

    A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que vivem no solo, plantas e matéria orgânica.

    Ela é conhecida como a “doença do jardineiro”, mas também ganhou destaque nos últimos anos pela transmissão por gatos infectados, especialmente em áreas urbanas.

    A infecção geralmente afeta a pele e o tecido subcutâneo, mas em alguns casos pode se disseminar, principalmente em pessoas com imunidade baixa.

    O que é a esporotricose

    A esporotricose é uma micose subcutânea, ou seja, uma infecção que acomete as camadas mais profundas da pele. O fungo entra no organismo por meio de pequenas lesões na pele, como arranhões ou cortes.

    Após a infecção, podem surgir nódulos que evoluem ao longo do trajeto dos vasos linfáticos.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre quando o fungo entra em contato com a pele lesionada.

    As principais formas são:

    • Arranhões ou mordidas de gatos infectados;
    • Contato com secreções de lesões em animais doentes;
    • Manipulação de solo, plantas ou madeira contaminados.

    Atualmente, a transmissão por gatos é uma das formas mais comuns em algumas regiões.

    Principais sintomas

    Os sintomas da esporotricose geralmente começam no local de entrada do fungo.

    Entre os mais comuns são:

    • Nódulo na pele que pode ulcerar;
    • Lesões que se espalham ao longo do trajeto dos vasos linfáticos;
    • Vermelhidão e inchaço local;
    • Dor leve ou ausência de dor.

    Em alguns casos, podem surgir múltiplas lesões.

    A esporotricose é grave?

    Na maioria das vezes, a forma cutânea é benigna e tratável.

    No entanto, em casos mais raros, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, pode ocorrer:

    • Forma disseminada;
    • Acometimento de órgãos internos;
    • Infecção mais extensa.

    Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são importantes.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    Alguns grupos têm maior risco de infecção:

    • Pessoas que lidam com solo ou plantas (jardineiros, agricultores);
    • Pessoas em contato com gatos infectados;
    • Veterinários;
    • Pessoas com imunidade baixa.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais.

    Os principais métodos são:

    • Cultura do fungo a partir da lesão;
    • Exames microscópicos;
    • Biópsia em alguns casos.

    A confirmação ajuda a orientar o tratamento adequado.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento da esporotricose é geralmente eficaz.

    As principais opções são:

    • Antifúngicos orais, como tratamento de escolha;
    • Tratamento prolongado, geralmente por semanas a meses;
    • Acompanhamento médico regular.

    Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento hospitalar.

    Como prevenir a esporotricose

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecção:

    • Evitar contato com lesões de gatos doentes;
    • Usar luvas ao lidar com solo ou plantas;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Procurar atendimento veterinário para animais suspeitos.

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    Perguntas frequentes sobre esporotricose

    1. Esporotricose é contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre principalmente por animais ou ambiente contaminado.

    2. Todo gato transmite a doença?

    Não. Apenas gatos infectados podem transmitir.

    3. Precisa de tratamento?

    Sim. O tratamento antifúngico é necessário para cura.

    4. Pode se espalhar pelo corpo?

    Sim, especialmente ao longo dos vasos linfáticos.

    5. É uma doença grave?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura o tratamento?

    Pode durar semanas a meses.

    7. Quando procurar um médico?

    Ao notar lesões suspeitas na pele, especialmente após contato com gatos ou solo.

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  • Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar: pode ser esporão de calcâneo 

    Dor no calcanhar ao acordar e dificuldade para dar os primeiros passos do dia são queixas comuns no consultório, e muitas vezes levantam a suspeita de esporão de calcâneo. Esse tipo de dor pode surgir de forma gradual e, com o tempo, interferir em atividades simples, como caminhar ou ficar em pé por longos períodos.

    Apesar de bastante conhecido, o esporão nem sempre é o verdadeiro responsável pela dor. Em muitos casos, ele aparece apenas como um achado em exames, enquanto o desconforto está relacionado à inflamação de estruturas próximas.

    O esporão de calcâneo é uma formação óssea em forma de bico que se desenvolve no osso do calcanhar. Ele está frequentemente associado à fascite plantar, uma inflamação da estrutura que sustenta o arco do pé.

    Muitas pessoas descobrem o esporão em exames de imagem, mesmo sem dor. No entanto, quando há inflamação associada, pode causar dor significativa ao caminhar, especialmente ao dar os primeiros passos do dia.

    Apesar de ser uma condição comum, o tratamento costuma ser eficaz com medidas conservadoras na maioria dos casos.

    O que é o esporão de calcâneo

    O esporão de calcâneo é uma projeção óssea que se forma na parte inferior do calcanhar, geralmente onde a fáscia plantar se insere no osso.

    Essa formação ocorre ao longo do tempo, como resposta a sobrecarga e microtraumas repetitivos na região.

    É importante destacar que nem todo esporão causa dor — o desconforto está mais relacionado à inflamação dos tecidos ao redor.

    Principais causas

    O esporão de calcâneo está associado a fatores que aumentam o estresse sobre o calcanhar.

    Os principais são:

    • Fascite plantar;
    • Sobrecarga repetitiva ao caminhar ou correr;
    • Excesso de peso;
    • Uso de calçados inadequados;
    • Alterações na pisada;
    • Permanecer muito tempo em pé.

    Esses fatores contribuem para microlesões que levam à formação do esporão.

    Principais sintomas

    O sintoma mais comum é a dor no calcanhar.

    As características típicas são:

    • Dor ao dar os primeiros passos pela manhã;
    • Desconforto ao caminhar ou ficar em pé por muito tempo;
    • Sensação de “pontada” no calcanhar;
    • Melhora parcial com o movimento ao longo do dia.

    A intensidade da dor pode variar de leve a incapacitante.

    Esporão de calcâneo sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas têm esporão de calcâneo sem apresentar sintomas. Nesses casos, o achado é incidental em exames de imagem.

    A dor geralmente está associada à inflamação da fáscia plantar e não apenas à presença do esporão.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e nos sintomas.

    Exames de imagem podem ser utilizados, como:

    • Radiografia, que mostra o esporão;
    • Ultrassonografia, para avaliar a fáscia plantar.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento é, na maioria das vezes, conservador.

    1. Medidas não cirúrgicas

    • Alongamentos da fáscia plantar e da panturrilha;
    • Uso de palmilhas ortopédicas;
    • Aplicação de gelo;
    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios;
    • Ajuste de calçados.

    Essas medidas costumam trazer melhora significativa.

    2. Outras opções

    Em casos persistentes, podem ser considerados:

    • Fisioterapia;
    • Terapias específicas, como ondas de choque.

    3. Cirurgia

    A cirurgia é rara e indicada apenas quando o tratamento conservador não é eficaz.

    Como prevenir o esporão de calcâneo

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Usar calçados adequados;
    • Evitar sobrecarga excessiva;
    • Manter peso saudável;
    • Realizar alongamentos regularmente;
    • Corrigir alterações na pisada.

    Veja mais:

    5 sinais de que sua dor nas costas não é normal e pode ser hérnia de disco

    Perguntas frequentes sobre esporão de calcâneo

    1. Esporão de calcâneo é a mesma coisa que fascite plantar?

    Não. O esporão é uma calcificação; a fascite plantar é a inflamação associada.

    2. Sempre causa dor?

    Não. Muitas pessoas não apresentam sintomas.

    3. Precisa de cirurgia?

    Raramente. A maioria melhora com tratamento conservador.

    4. Pode melhorar sozinho?

    Sim. Com medidas adequadas, os sintomas costumam melhorar.

    5. Palmilha ajuda?

    Sim. Pode reduzir a sobrecarga no calcanhar.

    6. Exercícios são importantes?

    Sim. Alongamentos são fundamentais no tratamento.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando a dor é persistente ou interfere nas atividades do dia a dia.

    Veja mais:

    Fascite plantar: quando a planta dos pés dói

  • Doença de Ménière: por que dá vertigem e perda auditiva?

    Doença de Ménière: por que dá vertigem e perda auditiva?

    Crises de tontura intensa, sensação de que tudo está girando e episódios de zumbido no ouvido podem surgir de forma inesperada e impactar significativamente a rotina. Para muitas pessoas, esses sintomas aparecem sem aviso e podem ser confundidos com quadros comuns, como a chamada “labirintite”.

    No entanto, em alguns casos, esse conjunto de sinais está relacionado a uma condição específica do ouvido interno: a doença de Ménière. Embora não tenha cura definitiva, o diagnóstico correto e o tratamento adequado ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    A doença de Ménière é uma condição do ouvido interno que afeta o equilíbrio e a audição. Ela é caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, associados a zumbido e perda auditiva.

    Essas crises podem surgir de forma súbita e causar bastante desconforto, interferindo nas atividades do dia a dia.

    Embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser controlada com tratamento adequado, reduzindo a frequência e a intensidade das crises.

    O que é a doença de Ménière

    A doença de Ménière é um distúrbio do ouvido interno relacionado ao acúmulo de líquido (endolinfa) em uma estrutura chamada labirinto.

    Esse acúmulo altera o funcionamento normal do sistema responsável pelo equilíbrio e pela audição.

    Como resultado, surgem sintomas típicos, especialmente durante as crises.

    Principais sintomas

    A doença de Ménière apresenta um conjunto característico de sintomas.

    Entre os principais estão:

    • Vertigem intensa, com sensação de que tudo está girando;
    • Zumbido no ouvido (tinnitus);
    • Perda auditiva, geralmente flutuante;
    • Sensação de pressão ou “ouvido cheio”.

    As crises podem durar de minutos a horas e variar de intensidade.

    Como são as crises de vertigem

    A vertigem na doença de Ménière costuma ser:

    • Súbita;
    • Intensa;
    • Associada a náuseas e vômitos;
    • Incapacitante durante o episódio.

    Após a crise, a pessoa pode sentir cansaço e instabilidade por algum tempo.

    Por que a doença de Ménière acontece

    A causa exata ainda não é completamente conhecida.

    No entanto, acredita-se que esteja relacionada a:

    • Alterações no volume ou na pressão do líquido do ouvido interno;
    • Fatores genéticos;
    • Possíveis alterações imunológicas ou inflamatórias.

    Esse desequilíbrio interfere na transmissão de sinais relacionados ao equilíbrio e à audição.

    Quem tem maior risco de desenvolver

    A doença de Ménière pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum em:

    • Adultos entre 30 e 60 anos;
    • Pessoas com histórico familiar;
    • Indivíduos com enxaqueca ou outras condições associadas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos.

    Podem ser realizados exames complementares, como:

    • Audiometria, para avaliar a audição;
    • Testes do equilíbrio;
    • Exames de imagem, quando necessário.

    Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e descartar outras causas.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento tem como objetivo controlar os sintomas e reduzir as crises.

    As principais medidas são:

    • Mudanças na alimentação, como redução do consumo de sal;
    • Uso de medicamentos para vertigem e náuseas;
    • Medicamentos que ajudam a controlar o equilíbrio do líquido no ouvido interno.

    Em casos mais graves ou refratários, podem ser considerados tratamentos mais específicos.

    Como conviver com a doença de Ménière

    Algumas medidas ajudam a reduzir o impacto da doença:

    • Evitar excesso de sal na alimentação;
    • Reduzir consumo de cafeína e álcool;
    • Controlar o estresse;
    • Manter acompanhamento médico regular.

    Essas estratégias podem ajudar a diminuir a frequência das crises.

    Confira:

    Sente zumbido no ouvido? Veja o que pode ser, causas e como tratar

    Perguntas frequentes sobre doença de Ménière

    1. Doença de Ménière tem cura?

    Não. Mas pode ser controlada com tratamento adequado.

    2. A vertigem é constante?

    Não. Ela ocorre em crises.

    3. Pode causar perda auditiva permanente?

    Em alguns casos, pode haver perda auditiva progressiva.

    4. É igual à labirintite?

    Não. Embora os sintomas sejam semelhantes, são condições diferentes.

    5. Estresse piora?

    Sim. Pode desencadear ou agravar crises.

    6. Precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, não. Apenas em situações específicas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver episódios de vertigem, zumbido ou perda auditiva.

    Veja também:

    Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): o que é, sintomas e como tratar

  • Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda 

    Arranhadura de gato pode causar infecção? Entenda 

    Arranhões de gato costumam ser vistos como algo simples no dia a dia, especialmente por quem convive com esses animais. No entanto, em alguns casos, uma pequena lesão na pele pode dar início a uma infecção que gera sintomas inesperados.

    Embora, na maioria das vezes, o quadro seja leve, o surgimento de ínguas dolorosas e febre pode causar preocupação.

    A doença da arranhadura do gato é uma infecção causada pela bactéria Bartonella henselae, transmitida principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados.

    Essa condição é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida de animais para humanos. Na maioria dos casos, apresenta evolução benigna, mas pode causar sintomas que preocupam, como o aumento de linfonodos (ínguas).

    Embora seja mais comum em crianças e adolescentes, pode ocorrer em qualquer idade.

    O que é a doença da arranhadura do gato

    A doença ocorre quando a bactéria entra no organismo através de uma lesão na pele. Após a infecção, o microrganismo pode se espalhar pelos vasos linfáticos, causando inflamação dos linfonodos próximos ao local da lesão.

    Apesar do nome, a transmissão não ocorre apenas por arranhões. Ela também pode acontecer por mordidas ou contato com feridas abertas.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre principalmente por contato com gatos infectados, especialmente filhotes.

    As formas mais comuns são:

    • Arranhões que rompem a pele;
    • Mordidas de gato;
    • Lambedura em feridas abertas;
    • Contato indireto com pulgas que infectam os gatos.

    Gatos jovens têm maior chance de carregar a bactéria.

    Principais sintomas

    Os sintomas costumam aparecer entre alguns dias e semanas após o contato.

    Entre os mais comuns estão:

    • Pequena lesão no local do arranhão;
    • Aumento dos linfonodos próximos (ínguas);
    • Dor local;
    • Febre leve;
    • Mal-estar.

    Os linfonodos podem permanecer aumentados por semanas.

    A doença é grave?

    Na maioria dos casos, não. A doença da arranhadura do gato costuma ser autolimitada e evoluir bem, especialmente em pessoas saudáveis.

    No entanto, em alguns casos mais raros, pode haver complicações, como:

    • Infecção disseminada;
    • Comprometimento ocular;
    • Alterações neurológicas.

    Quem tem maior risco de complicações

    Alguns grupos apresentam maior risco de formas mais graves:

    • Pessoas com imunidade baixa;
    • Pacientes em tratamento oncológico;
    • Pessoas com doenças crônicas;
    • Crianças pequenas.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é baseado na história de contato com gatos e nos sinais clínicos.

    Em alguns casos, podem ser solicitados exames laboratoriais e testes sorológicos para identificar a bactéria.

    Na maioria das situações, a avaliação clínica é suficiente.

    Como é feito o tratamento

    Muitos casos não necessitam de tratamento específico.

    Quando indicado, o tratamento pode envolver:

    • Analgésicos e antitérmicos;
    • Antibióticos, em situações selecionadas;
    • Drenagem de linfonodos, quando há dor intensa.

    A escolha do tratamento depende da gravidade do caso.

    Como prevenir a infecção

    Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

    • Evitar arranhões e mordidas de gatos;
    • Lavar as mãos após contato com animais;
    • Higienizar feridas imediatamente;
    • Controlar pulgas nos animais;
    • Evitar contato com gatos desconhecidos ou doentes.

    Leia também:

    Caruncho no arroz faz mal? Saiba o que são e como evitar os bichinhos nos alimentos

    Perguntas frequentes sobre doença da arranhadura do gato

    1. Toda arranhadura de gato causa a doença?

    Não. Apenas gatos infectados transmitem a bactéria.

    2. É contagiosa entre pessoas?

    Não. A transmissão ocorre a partir do animal.

    3. Sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitos casos são leves e autolimitados.

    4. Pode causar íngua?

    Sim. O aumento dos linfonodos é um dos principais sinais.

    5. É perigosa?

    Na maioria dos casos, não, mas pode complicar em pessoas com imunidade baixa.

    6. Quanto tempo dura?

    Os sintomas podem durar semanas, principalmente as ínguas.

    7. Quando procurar um médico?

    Quando houver febre persistente, dor intensa ou aumento importante dos linfonodos.

    Veja também:

    Brucelose: saiba mais sobre a infecção ligada ao leite cru

  • Finasterida: o que é e como funciona no corpo

    Finasterida: o que é e como funciona no corpo

    A finasterida é um medicamento bastante conhecido, especialmente entre pessoas que buscam tratar a queda de cabelo. No entanto, seu uso vai além da estética: ela também é indicada em condições relacionadas à próstata.

    Apesar de ser muito utilizada, muitos ainda têm dúvidas sobre como o medicamento funciona, quando é indicado o uso e quais são os possíveis efeitos, inclusive os colaterais. Entender essas questões é essencial para o uso seguro e orientado do medicamento.

    O que é a finasterida?

    A finasterida é um medicamento que atua sobre hormônios do corpo. Ela funciona inibindo uma enzima chamada 5-alfa-redutase, responsável por converter a testosterona em um hormônio chamado di-hidrotestosterona (DHT).

    O DHT está relacionado a diferentes processos no organismo, como queda de cabelo e crescimento da próstata.

    Para que serve a finasterida?

    A finasterida tem duas principais indicações médicas.

    Tratamento da queda de cabelo

    A finasterida é frequentemente usada para tratar a alopecia androgenética, também conhecida como calvície.

    Ela pode:

    • Reduzir a queda de cabelo;
    • Retardar a progressão da calvície;
    • Estimular o crescimento capilar em alguns casos.

    O efeito está relacionado à redução dos níveis de DHT no couro cabeludo.

    Tratamento do aumento da próstata

    A finasterida também é utilizada no tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB).

    Nesse caso, ela pode reduzir o tamanho da próstata, melhorar o fluxo urinário e diminuir sintomas urinários também.

    Como a finasterida funciona no organismo?

    Ao reduzir a ação da enzima 5-alfa-redutase, a finasterida diminui os níveis de DHT. Isso leva a uma menor ação hormonal nos folículos capilares e redução do estímulo de crescimento da próstata.

    Os efeitos costumam aparecer após alguns meses de uso contínuo.

    Quanto tempo leva para fazer efeito?

    Os resultados não são imediatos.

    No caso da queda de cabelo, geralmente são necessários:

    • 3 a 6 meses para perceber redução da queda;
    • Até 12 meses para avaliar resultados mais completos.

    A interrupção do uso pode levar à perda dos efeitos ao longo do tempo.

    Quais são os possíveis efeitos colaterais?

    Como qualquer medicamento, a finasterida pode causar efeitos adversos em alguns casos.

    Entre os possíveis efeitos estão:

    • Diminuição da libido;
    • Disfunção erétil;
    • Alterações na ejaculação;
    • Sensibilidade mamária.

    Esses efeitos são considerados incomuns, mas devem ser avaliados por um médico caso ocorram.

    Quem não deve usar finasterida?

    A finasterida não é indicada para todos. Deve ser evitada por:

    • Mulheres grávidas;
    • Mulheres em idade fértil sem orientação médica;
    • Pessoas com alergia ao medicamento.

    A exposição durante a gestação pode causar riscos ao feto masculino.

    Finasterida para queda de cabelo: funciona para todos?

    Nem sempre. A resposta ao tratamento pode variar de pessoa para pessoa. O medicamento tende a funcionar melhor em:

    • Fases iniciais da calvície;
    • Uso contínuo e orientado;
    • Associação com outros tratamentos, quando indicado.

    É seguro usar finasterida por conta própria?

    Não. O uso deve ser feito com prescrição e orientação médica, pois é o médico que vai avaliar a indicação correta, monitorar possíveis efeitos colaterais e ajustar o tratamento, se necessário. Não se automedique.

    Confira:

    Alopécia androgenética: o que é e por que acontece

    Perguntas frequentes sobre finasterida

    1. Finasterida realmente funciona para queda de cabelo?

    Pode ser eficaz em muitos casos, especialmente na alopecia androgenética.

    2. Quanto tempo preciso usar finasterida?

    O uso costuma ser contínuo para manter os resultados.

    3. Parar o medicamento faz o cabelo cair novamente?

    Sim, os efeitos podem ser perdidos com a interrupção.

    4. Finasterida causa impotência?

    Pode causar efeitos sexuais em alguns casos, mas não é comum.

    5. Mulheres podem usar finasterida?

    Depende do caso e da orientação médica, mas há restrições importantes.

    6. Finasterida é um hormônio?

    Não, mas atua sobre o metabolismo hormonal.

    7. Preciso de receita médica?

    Sim, é um medicamento que deve ser usado com prescrição médica.

    Veja mais:

    Queda de cabelo ou alopecia? Saiba quando investigar