Faringite estreptocócica: quando a dor de garganta precisa de antibiótico

Garganta inflamada com placas esbranquiçadas típicas de infecção bacteriana.

Dor de garganta é uma queixa comum, especialmente em épocas mais frias ou em ambientes com maior circulação de vírus e bactérias. Na maioria das vezes, trata-se de um quadro leve e autolimitado. Mas, em alguns casos, a dor aparece de forma mais intensa, acompanhada de febre e dificuldade para engolir, levantando a suspeita de uma infecção bacteriana.

Entre essas causas, a faringite estreptocócica merece atenção. Embora seja menos comum que as infecções virais, ela exige diagnóstico adequado e, muitas vezes, tratamento com antibióticos para evitar complicações.

O que é a faringite estreptocócica

A faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana que afeta a faringe e, muitas vezes, as amígdalas, causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A.

Ela provoca inflamação intensa da garganta e pode estar associada à formação de placas de pus nas amígdalas.

Diferente das dores de garganta virais, que são mais comuns e geralmente leves, a faringite estreptocócica pode causar sintomas mais intensos e requer tratamento específico com antibióticos.

É mais frequente em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade.

Como acontece a transmissão

A transmissão ocorre principalmente por contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

As formas mais comuns são:

  • Gotículas eliminadas ao tossir ou espirrar;
  • Contato próximo com pessoas doentes;
  • Compartilhamento de utensílios contaminados.

Ambientes fechados, como escolas, favorecem a disseminação.

Principais sintomas

Os sintomas costumam surgir de forma súbita.

Entre os mais comuns estão:

  • Dor intensa na garganta;
  • Dificuldade para engolir;
  • Febre;
  • Amígdalas aumentadas e com placas de pus;
  • Ínguas no pescoço (linfonodos aumentados);
  • Mal-estar.

Diferente das infecções virais, geralmente não há tosse ou coriza.

Como diferenciar de uma faringite viral

Embora seja difícil diferenciar apenas pelos sintomas, alguns sinais sugerem infecção bacteriana:

  • Início súbito;
  • Febre alta;
  • Ausência de tosse;
  • Presença de placas nas amígdalas;
  • Linfonodos dolorosos no pescoço.

A confirmação pode ser feita com testes específicos.

Possíveis complicações

Quando não tratada adequadamente, a faringite estreptocócica pode levar a complicações.

Entre elas:

  • Febre reumática;
  • Glomerulonefrite (problema renal);
  • Abscessos ao redor das amígdalas.

Por isso, o diagnóstico e tratamento corretos são importantes.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e pode ser confirmado com exames.

Os principais métodos são:

  • Teste rápido para estreptococo;
  • Cultura de secreção da garganta.

Esses exames ajudam a confirmar a presença da bactéria.

Como é feito o tratamento

O tratamento envolve:

  • Antibióticos, que eliminam a bactéria;
  • Analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas;
  • Hidratação e repouso.

O uso de antibióticos reduz a duração dos sintomas e previne complicações.

Quando procurar atendimento médico

Procure avaliação médica quando houver:

  • Dor intensa na garganta;
  • Febre alta;
  • Dificuldade para engolir;
  • Suspeita de infecção bacteriana.

O diagnóstico adequado é essencial para definir o tratamento correto.

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Perguntas frequentes sobre faringite estreptocócica

1. Toda dor de garganta é bacteriana?

Não. A maioria é causada por vírus.

2. Precisa sempre de antibiótico?

Não. Apenas quando há confirmação de infecção bacteriana.

3. É contagiosa?

Sim. Pode ser transmitida por contato com secreções.

4. Pode dar febre?

Sim. Febre é um sintoma comum.

5. Quanto tempo dura?

Com tratamento, costuma melhorar em poucos dias.

6. Pode complicar?

Sim, se não tratada adequadamente.

7. Quando devo me preocupar?

Quando há dor intensa, febre alta ou dificuldade para engolir.

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