Falta de vitamina D: sintomas na pele, no cabelo e no humor que você deve notar

Mulher observa cabelos ressecados e quebradiços, alteração que pode estar associada à deficiência de vitamina D.

Conhecida como vitamina do sol, a vitamina D é um hormônio que o corpo produz naturalmente ao absorver a radiação UVB dos raios solares, responsável por ajudar na absorção do cálcio e do fósforo, fortalecer os ossos e os dentes e manter os músculos, o sistema imunológico e diversos outros órgãos funcionando corretamente. No entanto, como grande parte da rotina atualmente acontece em ambientes fechados, como escritórios, transportes e dentro de casa, a deficiência de vitamina D tornou-se uma das mais comuns no mundo e afeta mais de um bilhão de pessoas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.

A deficiência acontece quando os níveis de vitamina D no organismo ficam abaixo de 30 ng/ml, sendo identificada por meio do exame de sangue de 25-hidroxivitamina D (25-OH). Mas, antes mesmo da confirmação nos exames, alguns sinais no dia a dia podem servir de alerta e indicar que é hora de procurar um médico.

Quais os sintomas da falta de vitamina D?

Sintomas na pele

A vitamina D tem ação anti-inflamatória e participa da renovação das células da pele. Quando os níveis estão baixos, a barreira de proteção da pele fica mais frágil e podem surgir alguns sinais, como:

  • Pele muito seca: a deficiência reduz a capacidade da pele de reter água, favorecendo o ressecamento, a descamação, a coceira e o aspecto opaco;
  • Piora de doenças de pele: problemas como psoríase, dermatite atópica e acne podem se tornar mais intensos ou apresentar crises com maior frequência;
  • Cicatrização mais lenta: cortes, feridas e queimaduras tendem a demorar mais para cicatrizar, já que a vitamina D participa da regeneração dos tecidos.

Sintomas no cabelo

Os folículos capilares possuem receptores para a vitamina D, que participa do ciclo normal de crescimento dos fios. Quando há deficiência, podem surgir alterações como:

  • Queda de cabelo: é comum perceber uma perda de fios maior do que o habitual ao lavar ou escovar o cabelo.
  • Fios finos e quebradiços: o cabelo perde força, fica mais frágil e quebra com mais facilidade;
  • Piora da alopecia areata: estudos mostram que níveis baixos de vitamina D podem estar associados ao agravamento dessa doença autoimune, que provoca a queda de cabelo em áreas arredondadas.

Sintomas no humor

A vitamina D também atua no sistema nervoso e participa do funcionamento de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina. A deficiência pode provocar:

  • Cansaço excessivo: sensação constante de fadiga e falta de disposição, mesmo depois de uma boa noite de sono;
  • Alterações de humor: irritabilidade, desânimo e dificuldade de concentração nas atividades do dia a dia;
  • Maior risco de ansiedade e depressão: a deficiência de vitamina D está associada a um maior risco de sintomas depressivos, ansiedade e transtorno afetivo sazonal, embora nem sempre seja a causa dos quadros.

Sintomas no corpo

Como a principal função da vitamina D é ajudar na absorção do cálcio, a falta do nutriente afeta diretamente o sistema musculoesquelético:

  • Dores nos ossos e nas articulações: principalmente na região lombar, nas pernas e nas costelas;
  • Fraqueza muscular: sensação de pernas pesadas, perda de força e dificuldade para realizar atividades simples, como subir escadas ou levantar de uma cadeira;
  • Maior facilidade para infecções: a deficiência pode prejudicar o funcionamento do sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a gripes, resfriados e outras infecções respiratórias.

O que fazer para aumentar a vitamina D?

A principal forma de aumentar os níveis de vitamina D é por meio da exposição regular ao sol, já que a pele produz naturalmente o hormônio quando entra em contato com a radiação UVB.

O recomendado é tomar sol por cerca de 15 a 20 minutos, de duas a três vezes por semana, com braços e pernas expostos e sem protetor solar durante o curto período, sempre respeitando a orientação médica e evitando os horários de maior intensidade da radiação.

A alimentação também contribui para manter níveis adequados de vitamina D, mas responde por apenas cerca de 10% da quantidade que o organismo precisa. Os alimentos mais ricos no nutriente incluem peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, além de gema de ovo, fígado, cogumelos e alimentos fortificados, como alguns tipo de leite e cereais.

Quando a suplementação é necessária?

A suplementação de vitamina D é recomendada quando os exames de sangue comprovam que os níveis estão abaixo do ideal e quando o paciente apresenta fatores de risco que dificultam a produção natural do nutriente por meio da exposição ao sol.

Mesmo sem sintomas, algumas pessoas podem ter maior dificuldade para sintetizar a vitamina D, como:

  • Idosos;
  • Pessoas obesidade;
  • Gestantes;
  • Quem passa a maior parte do tempo em ambientes fechados;
  • Pacientes com doenças que prejudicam a absorção de gorduras, como doença celíaca, doença de Crohn e algumas doenças hepáticas e renais.

Em todos os casos, a suplementação deve ser indicada por um médico, que pode definir a dose e o tempo de tratamento de acordo com os resultados dos exames e as necessidades de cada paciente.

A automedicação não é recomendada, pois o excesso de vitamina D pode causar intoxicação, aumentar os níveis de cálcio no sangue e aumentar o risco de complicações, como cálculos renais e alterações cardiovasculares.

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Perguntas frequentes

1. Qual é o exame que detecta a falta de vitamina D?

É o exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D ou 25(OH)D.

2. Qual o valor ideal de vitamina D no sangue?

Para a população geral saudável, valores acima de 20 ng/mL são adequados. Para idosos, gestantes e pessoas com doenças ósseas, o ideal é estar acima de 30 ng/mL

3. Quem tem pele negra precisa de mais tempo ao sol?

Sim. Como a alta concentração de melanina funciona como um filtro natural, a pele negra absorve menos os raios ultravioleta, precisando de um tempo de exposição um pouco maior.

4. Tomar sol pela janela de vidro ajuda a produzir vitamina D?

Não. O vidro dos carros e das janelas bloqueia os raios UVB, que são justamente os raios necessários para o corpo sintetizar o nutriente.

5. Quanto tempo demora para normalizar a vitamina D com suplemento?

Normalmente, leva entre 6 a 12 semanas de suplementação correta para que os níveis no sangue voltem ao patamar ideal, dependendo da dose prescrita.

6. Qual a diferença entre vitamina D2 e D3?

A vitamina D2 (ergocalciferol) é de origem vegetal, enquanto a vitamina D3 (colecalciferol) é de origem animal e produzida pela pele humana, sendo a forma mais eficiente e utilizada nos suplementos.

7. Qual o melhor horário para tomar o suplemento de vitamina D?

O ideal é tomar o suplemento junto ou logo após as principais refeições, como almoço ou jantar.

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