Remédio para colesterol faz mal? Veja mitos e verdades

Médico explica sobre medicamento para colesterol para paciente com receio de efeitos colaterais.

Os medicamentos para reduzir o colesterol estão entre os tratamentos mais estudados e prescritos para cuidar da saúde cardiovascular. Ainda assim, muitas dúvidas e mitos cercam esse tipo de remédio, principalmente quando o assunto são possíveis efeitos colaterais ou a necessidade de tomar o medicamento por períodos mais longos.

A verdade é que o colesterol alto geralmente não provoca sintomas, mas pode aumentar o risco de problemas graves, como infarto e AVC. Por isso, entender quando o tratamento é necessário e como esses medicamentos funcionam é muito importante para proteger a saúde do coração.

Antes de continuar a leitura, veja neste vídeo uma explicação clara sobre alguns dos mitos mais comuns relacionados às medicações usadas para controlar o colesterol.

Para que servem os medicamentos para colesterol

Os medicamentos para colesterol têm como principal objetivo reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Eles ajudam a diminuir principalmente o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, que pode se acumular nas paredes das artérias e formar placas de gordura.

Com o tempo, essas placas podem estreitar ou bloquear os vasos sanguíneos, aumentando o risco de:

  • Infarto;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Doença arterial coronariana;
  • Outras complicações cardiovasculares.

Entre os medicamentos mais utilizados estão as estatinas, consideradas atualmente um dos tratamentos mais eficazes na prevenção de eventos cardiovasculares.

Mito: todo mundo que toma remédio para colesterol terá efeitos colaterais

Esse é um dos mitos mais comuns.

Embora algumas pessoas possam apresentar efeitos colaterais, a grande maioria utiliza essas medicações sem problemas.

Os efeitos adversos mais relatados são:

  • Dor muscular;
  • Cansaço;
  • Sensação de fraqueza.

Mesmo assim, esses sintomas ocorrem em uma pequena parcela dos pacientes — cerca de 3% a 5%, de acordo com estudos clínicos.

Na maioria das situações, os benefícios da medicação em reduzir o risco de infarto e AVC são muito maiores do que os possíveis efeitos colaterais.

Mito: se o colesterol melhorou, posso parar o remédio

Outro equívoco bastante comum é acreditar que, após a melhora dos níveis de colesterol, o medicamento pode ser interrompido.

Na maior parte dos casos, isso não é recomendado.

Isso acontece porque essas medicações controlam o colesterol, mas não curam a tendência do organismo de produzi-lo em excesso.

Quando o tratamento é interrompido sem orientação médica, os níveis de colesterol tendem a subir novamente.

Por esse motivo, qualquer mudança na medicação deve sempre ser discutida com o médico.

Confira: Colesterol alto: entenda os riscos, causas e como prevenir

Perguntas frequentes sobre remédios para colesterol

1. Todo remédio para colesterol causa dor muscular?

Não. Embora a dor muscular seja um efeito colateral possível, ela ocorre em apenas uma pequena parcela dos pacientes.

2. Posso parar o remédio se o colesterol normalizar?

Na maioria dos casos, não. O medicamento controla o colesterol, mas não elimina a tendência do corpo de produzi-lo em níveis elevados.

3. Estatinas são seguras?

Sim. As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados da medicina e demonstraram grande segurança e eficácia na prevenção de infarto e AVC.

4. Alimentação saudável pode substituir o medicamento?

Em alguns casos de baixo risco cardiovascular, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Porém, muitas pessoas precisam da medicação associada a essas mudanças.

5. Quem tem colesterol alto sempre precisa tomar remédio?

Não necessariamente. A decisão depende do nível de colesterol, da idade e do risco cardiovascular de cada pessoa. O médico deve acompanhar cada caso e orientar da melhor maneira.

6. O colesterol alto dá sintomas?

Na maioria das vezes, não. Por isso, exames de sangue são essenciais para o diagnóstico.

7. O tratamento do colesterol é para sempre?

Em muitos casos, sim, especialmente quando a pessoa possui alto risco cardiovascular.

Veja também: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração