O que é ‘gripe K’? Entenda se ela é mais perigosa ou não 

Mulher com gripe K usa máscara para não transmitir o vírus a outras pessoas.

A chamada “gripe K” entrou no radar por ter sido identificada recentemente na Europa e por ter tido o primeiro caso registrado no Brasil em 2025, em uma mulher estrangeira proveniente das ilhas Fiji. Com a chegada do inverno no hemisfério Norte, o aumento de casos segue um padrão já conhecido: a sazonalidade típica das infecções por influenza.

Apesar do nome diferente, a explicação aponta para algo familiar. A Gripe K é causada pelo subtipo K do vírus influenza A H3N2, e os sintomas, em geral, acompanham os quadros de gripe já vistos. Ainda assim, reconhecer sinais de gravidade, entender como funciona o diagnóstico e saber quando o antiviral pode ser indicado faz diferença no cuidado.

O que é a gripe K?

A gripe K é uma infecção viral que foi identificada recentemente na Europa e teve seu primeiro caso registrado no Brasil em 2025, em uma mulher estrangeira proveniente das ilhas Fiji. Essa doença é causada pelo subtipo K do vírus influenza A H3N2. Com a chegada do inverno no hemisfério Norte, houve um aumento na incidência de casos, típico da sazonalidade das infecções por influenza.

Principais sintomas

Os sintomas da gripe K são semelhantes aos de outras infecções por influenza, começando geralmente com febre, coriza, tosse, dor de garganta, calafrios, mal-estar, dores no corpo e dor de cabeça. A duração dos sintomas costuma variar de 1 a 2 semanas, com a maioria dos pacientes se recuperando completamente.

Sinais de gravidade

Sinais de gravidade são:

  • Falta de ar com aumento da frequência respiratória;
  • Esforço para respirar;
  • Febre persistente;
  • Alterações no estado mental;
  • Pressão arterial baixa;
  • Diminuição do volume do xixi;
  • Desidratação;
  • Comprometimento da função dos rins.

Diagnóstico

O diagnóstico da Gripe K é feito com base no histórico clínico e nos sintomas apresentados, seguindo o raciocínio para outras infecções por influenza.

Exames laboratoriais podem ser feitos para identificar o vírus, enquanto exames de sangue e imagem ajudam a avaliar a presença de complicações e a gravidade da infecção.

Tratamento

O tratamento para a gripe K é, em geral, o mesmo que para outras infecções por influenza. A maioria dos casos varia de leves a moderados e se resolve espontaneamente com cuidados sintomáticos.

O antiviral Oseltamivir (Tamiflu) pode ser utilizado, especialmente se administrado dentro das primeiras 48 horas de sintomas, principalmente em pacientes com fatores de risco para complicações, como gestantes, idosos, crianças menores de 5 anos, menores de 19 anos com uso prolongado de AAS/aspirina, imunossuprimidos, portadores de doenças cardíacas ou pulmonares, problemas hepáticos, diabetes e obesos. Em casos graves, com comprometimento pulmonar, pode ser necessária a intubação e o uso de ventilador mecânico.

Não há razão para pânico

Em resumo, o subtipo K da influenza A H3N2 não apresenta variações significativas em relação a outros vírus já circulantes e, até o momento, não foi identificado como uma variante mais grave ou com maior taxa de mortalidade.

O vírus influenza A sofre mutações sazonais, o que justifica a atualização anual da vacina contra a gripe, que é essencial para manter a proteção contra os subtipos mais frequentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas preventivas, como a vacinação contra influenza já disponível, uma vez que a influenza A H3N2 é um dos tipos mais frequentes, e medidas comportamentais como cobrir a boca e nariz ao espirrar, usar máscara quando apresentar sintomas e higiene adequada das mãos após tossir ou espirrar com sabão ou álcool em gel.

Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

Perguntas frequentes sobre gripe K

1. O que é a gripe K?

A gripe K é uma infecção viral causada pelo subtipo K do vírus influenza A H3N2, identificada recentemente na Europa e com primeiro caso registrado no Brasil em 2025.

2. Quais são os sintomas mais comuns?

Febre, coriza, tosse, dor de garganta, calafrios, mal-estar, dores no corpo e dor de cabeça.

3. Quanto tempo os sintomas costumam durar?

A duração costuma variar de 1 a 2 semanas, com a maioria dos pacientes se recuperando completamente.

4. Quais sinais indicam gravidade?

Falta de ar com aumento da frequência respiratória, esforço para respirar, febre persistente, alterações no estado mental, pressão arterial baixa, redução da produção urinária, desidratação e comprometimento da função dos rins.

5. O Tamiflu pode ser usado?

O oseltamivir (Tamiflu) pode ser utilizado, especialmente se administrado dentro das primeiras 48 horas de sintomas, principalmente em pacientes com fatores de risco para complicações.

Veja mais: Como diferenciar dengue de gripe e covid-19?