Tag: saúde da pele

  • Por que o pé fica grosso e rachado? Saiba o que fazer e como prevenir

    Por que o pé fica grosso e rachado? Saiba o que fazer e como prevenir

    Os pés sustentam o peso do corpo todos os dias, sendo uma região que convive constantemente com pressão, atrito e impacto.

    O calcanhar, em especial, tende a ter uma sobrecarga maior durante a caminhada, ao ficar muito tempo em pé e até pelo uso de determinados tipos de calçados. Por isso, como mecanismo de proteção, a pele pode ficar mais espessa e endurecida para tentar reduzir os danos causados pelo atrito diário.

    Mas, quando há excesso de ressecamento e falta de cuidados, o calcanhar também pode perder elasticidade, ficar áspero e desenvolver rachaduras que, além do desconforto estético, podem causar dor e sangramentos. Vamos entender mais, a seguir.

    O que pode causar o calcanhar ressecado e grosso?

    O calcanhar ressecado e grosso, quadro conhecido como hiperqueratose, acontece quando a camada externa da pele se funde e endurece para se proteger.

    Se a região não receber os cuidados certos, a falta de elasticidade faz a pele se romper, causando rachaduras que podem ser dolorosas. Entre as principais causas, é possível destacar:

    1. Falta de hidratação na região

    Ao contrário de outras partes do corpo, a pele dos pés não possui glândulas sebáceas, responsáveis pela produção da oleosidade natural. A região conta apenas com glândulas sudoríparas, que produzem suor. Sem a aplicação regular de cremes específicos, a pele perde água com mais facilidade, ficando ressecada e endurecida.

    2. Uso frequente de calçados abertos ou inadequados

    Os chinelos, as sandálias e os tamancos deixam o calcanhar mais exposto e sem o suporte adequado durante a caminhada. A cada passo, a região sofre uma pressão constante e acaba se expandindo para os lados, aumentando o atrito contra o solo.

    Sem a proteção e a sustentação que um calçado fechado oferece, a pele reage criando uma camada mais grossa como forma de defesa natural. O hábito de andar descalço com frequência também pode provocar o mesmo efeito, principalmente em superfícies ásperas e secas.

    3. Longos períodos em pé ou excesso de peso

    Os longos períodos em pé ao longo do dia e o excesso de peso aumentam de forma significativa a pressão exercida sobre os pés, especialmente sobre os calcanhares.

    Como resposta à sobrecarga contínua, o organismo estimula uma produção maior de queratina, fazendo com que a pele da sola dos pés fique progressivamente mais espessa, rígida e ressecada.

    4. Banhos muito quentes e demorados

    Os banhos muito quentes e demorados também podem contribuir bastante para o ressecamento dos pés, porque a água em temperaturas elevadas remove a camada natural de proteção da pele, que ajuda a preservar a hidratação da região.

    Como os pés já possuem uma tendência natural ao ressecamento, a perda de proteção faz com que a pele fique ainda mais sensível, áspera e com aquele aspecto esbranquiçado bastante comum nos calcanhares ressecados.

    5. Doenças e condições de saúde subjacentes

    Em alguns casos, existem condições que podem interferir na circulação sanguínea, na renovação celular ou na capacidade natural da pele de manter a hidratação. Como consequência, o calcanhar pode ficar não apenas mais seco e grosso, mas também mais sensível, descamativo e propenso ao surgimento de rachaduras profundas. São elas:

    • Diabetes: os danos nos nervos periféricos, conhecidos como neuropatia diabética, podem reduzir a transpiração natural dos pés, deixando a pele extremamente seca e mais vulnerável ao aparecimento de fissuras e rachaduras;
    • Problemas na tireoide, como o hipotireoidismo: a redução dos hormônios tireoidianos desacelera o metabolismo e diminui a atividade das glândulas responsáveis pela hidratação natural da pele, favorecendo o ressecamento;
    • Psoríase e o eczema: as doenças inflamatórias crônicas da pele podem causar descamação intensa, vermelhidão, irritação e o acúmulo de pele mais grossa na região dos pés e calcanhares.

    Quando o ressecamento é muito intenso, surgem rachaduras frequentes, dor, descamação persistente ou alterações na sensibilidade dos pés, pode ser necessário buscar uma avaliação médica para identificar a causa correta e indicar o tratamento mais adequado.

    O que fazer para tirar o grosso do calcanhar?

    Para reduzir o aspecto grosso e ressecado do calcanhar, o mais importante é manter uma rotina contínua de hidratação e cuidados suaves com a pele.

    Como o espessamento acontece como uma forma de proteção contra o atrito e a pressão, remover toda a pele endurecida de uma vez pode acabar causando sensibilidade, dor e até mais rachaduras. Algumas dicas incluem:

    Faça um escalda-pés com esfoliação (1 a 2 vezes por semana)

    O calor ajuda a amolecer a queratina acumulada, facilitando a remoção da pele morta de forma suave. Para fazer o escalda-pés, basta mergulhar os pés em uma bacia com água morna por 10 a 15 minutos. Você pode adicionar um pouco de sabonete líquido ou óleo essencial de amêndoas na água, se quiser.

    Logo após o molho, use um esfoliante caseiro (como açúcar com óleo de coco) ou uma lixa de pés suave para massagear a região em movimentos circulares.

    Importante: nunca use lixas de metal, lâminas ou raladores de pé. Remover a pele de forma agressiva ou em excesso faz o cérebro entender que a região sofreu uma agressão grave. O resultado é o efeito rebote: o corpo produces ainda mais queratina e o calcanhar fica duas vezes mais grosso em poucos dias.

    Use cremes hidratantes com ativos queratolíticos

    Em alguns casos, os cremes hidratantes comuns de corpo podem não ser suficientes para tratar o calcanhar grosso. Nesse caso, pode ser necessário usar cremes específicos para os pés que contenham ativos capazes de quebrar as ligações das células mortas (ação queratolítica) e reter água, como:

    • Ureia (concentração entre 10% e 20%): é um ativo que penetra nas camadas mais profundas, hidrata e descama suavemente a pele grossa;
    • Ácido salicílico: que ajuda a afinar a camada da pele e a remover as células mortas de forma gradual;
    • Lanolina e vaselina: que são excelentes para aplicar antes de dormir, pois criam uma barreira física que impede a água de sair da pele.

    A aplicação deve ser feita de forma contínua, principalmente após o banho e antes de dormir, momento em que a pele costuma absorver melhor os ativos hidratantes. Uma dica é usar meias de algodão logo após a aplicação do creme, o que ajuda a manter a hidratação por mais tempo durante a noite.

    Evite andar descalço ou com sapatos abertos

    Durante o tratamento do calcanhar ressecado e grosso, o ideal é dar preferência a sapatos fechados com meias ou a sandálias que ofereçam um bom amortecimento na região do calcanhar. Isso ajuda a reduzir o atrito e a pressão excessiva sobre os pés, diminuindo o estímulo constante que faz a pele engrossar como mecanismo de proteção.

    Evite arrancar a pele solta com as mãos

    A tentativa de puxar, arrancar ou cortar a pele ressecada dos pés pode acabar causando pequenos machucados e fissuras que facilitam a entrada de bactérias e fungos. Além de aumentar o risco de infecções, o hábito também pode deixar a região mais sensível e favorecer o surgimento de rachaduras ainda mais profundas e dolorosas.

    Quando existe um excesso de pele endurecida, o ideal é investir em hidratação contínua e em uma remoção suave e gradual.

    Seque muito bem os pés após o banho

    A umidade acumulada nos pés, principalmente entre os dedos, cria um ambiente favorável para irritações, proliferação de fungos e desenvolvimento de micoses. Depois do banho, o ideal é secar os pés com cuidado e atenção, utilizando uma toalha macia e sem esfregar a pele com força para não aumentar a sensibilidade da região.

    Como prevenir o ressecamento dos pés?

    Como os pés convivem com atrito e pressão no dia a dia, o ideal é Adotar alguns cuidados simples de hidratação e proteção, como:

    • Hidrate os pés diariamente com cremes específicos, principalmente após o banho e antes de dormir;
    • Evite banhos muito quentes e demorados, já que a água quente favorece o ressecamento da pele;
    • Use calçados confortáveis e com bom suporte para reduzir o atrito e a pressão sobre o calcanhar;
    • Evite andar descalço com frequência, principalmente em pisos ásperos e secos;
    • Beba água ao longo do dia para ajudar na hidratação da pele de dentro para fora;
    • Faça esfoliações suaves ocasionalmente para remover o excesso de células mortas sem agredir a pele;
    • Seque bem os pés após o banho, especialmente entre os dedos, para evitar irritações e micoses;
    • Observe sinais persistentes, como dor, rachaduras profundas e ressecamento intenso que não melhora com os cuidados básicos.

    Quando ir ao médico?

    Se mesmo após duas semanas de hidratação intensa o calcanhar continuar muito grosso, se houver rachaduras profundas que sangram ou se você sentir dor ao pisar, é fundamental buscar ajuda profissional.

    O podólogo pode realizar o desbastamento seguro da pele (com aparelhos adequados) e o dermatologista pode avaliar se há alguma infecção por fungos ou psoríase associada.

    Leia também: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

    Perguntas frequentes

    1. Por que o calcanhar fica branco e descamando?

    O aspecto esbranquiçado é o sinal inicial de desidratação extrema e acúmulo de células mortas (queratina). Sem água e óleo natural, a pele perde a aderência entre suas camadas e começa a descamar e a esfarelar.

    2. Usar lixa no pé piora o calcanhar grosso?

    Sim, se for usada em excesso ou com muita força. Quando você lixa o pé agressivamente, o organismo entende que a região sofreu uma agressão mecânica e ativa um mecanismo de defesa conhecido como efeito rebote, produzindo ainda mais queratina e deixando a pele duas vezes mais grossa.

    3. Qual a diferença entre pele grossa e micose no calcanhar?

    O engrossamento comum é causado por atrito e falta de hidratação. Já a micose costuma causar descamação fina, coceira intensa, vermelhidão e pode apresentar um odor desagradável. Se houver coceira, o ideal é consultar um dermatologista.

    4. Passar limão no calcanhar ajuda a clarear e afinar?

    Não é recomendado. O limão contém ácido cítrico que pode causar queimaduras químicas graves e manchas escuras persistentes (fitofotodermatose) se a pele for exposta ao sol, mesmo dias após a aplicação. Existem alternativas seguras e testadas, como o ácido salicílico.

    5. Quanto tempo leva para recuperar um calcanhar rachado?

    Com uma rotina rigorosa de hidratação oclusiva noturna e esfoliação suave, as rachaduras superficiais e o aspecto áspero melhoram visivelmente em 7 a 14 dias. Rachaduras profundas que sangram podem levar de 3 a 4 semanas para fechar completamente.

    6. O que fazer quando a rachadura no calcanhar está doendo muito?

    Se houver dor crônica ou sangramento, limpe a região com soro fisiológico, aplique uma pomada cicatrizante e protetora e proteja o local com um curativo limpo e meias. Evite sapatos abertos ou andar descalço até que a ferida feche. Se notar sinais de infecção, como pus, calor local ou vermelhidão que se espalha, procure ajuda médica.

    7. Por que o calcanhar engrossa mais no verão?

    No verão, o uso de calçados abertos (chinelos, rasteirinhas e sandálias) aumenta drasticamente. Como eles não têm as laterais fechadas para segurar a gordura do calcanhar, o impacto do pé contra o chão esparrama a pele para os lados. Além disso, a exposição direta ao calor, vento e poeira acelera a evaporação da umidade natural.

    Leia mais: 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

  • Manchas roxas na pele de idosos: o que pode causar e quando são um sinal de alerta? 

    Manchas roxas na pele de idosos: o que pode causar e quando são um sinal de alerta? 

    Você já ouviu falar no termo púrpura senil? A condição é bastante comum em pessoas idosas e costuma aparecer como manchas roxas na pele, principalmente nos braços e nas mãos, mesmo depois de pequenos impactos ou sem uma batida muito evidente.

    Com o passar dos anos, a pele passa por um processo natural de afinamento. A perda de colágeno e da camada de gordura faz com que os vasos sanguíneos fiquem mais expostos e desprotegidos.

    Por isso, qualquer esbarrão ou até mesmo o simples ato de coçar a pele pode romper os vasos, resultando em hematomas ou roxos que demoram mais para desaparecer.

    Mas será que as manchas são apenas uma consequência estética do envelhecimento ou podem indicar algo mais sério, como o efeito colateral de um medicamento ou uma deficiência vitamínica? Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio e esclarecemos tudo que você precisa saber, a seguir.

    O que é a púrpura senil (manchas roxas)?

    A púrpura senil, também conhecida como púrpura de Bateman, é uma condição benigna caracterizada pelo surgimento de manchas roxas ou avermelhadas na pele de pessoas idosas, principalmente em áreas que ficaram muito expostas ao sol ao longo da vida, como o dorso das mãos, os antebraços e, ocasionalmente, o rosto e o pescoço.

    Com o processo natural de envelhecimento, a pele se torna mais fina, sensível e frágil. Além da redução do colágeno, também ocorre uma diminuição da gordura subcutânea que protege os vasos sanguíneos.

    Como consequência, Marcelo explica que os pequenos vasos capilares ficam mais vulneráveis e podem se romper com facilidade após mínimos traumas do dia a dia, o que pode causar uma equimose, uma mancha roxa plana, ou um hematoma, quando há acúmulo de sangue e relevo.

    A exposição solar acumulada ao longo da vida também contribui bastante para o problema, porque acelera o desgaste da pele e das fibras de sustentação. Por isso, a púrpura senil costuma aparecer principalmente em áreas mais expostas ao sol, como braços, antebraços e mãos.

    Na maioria dos casos, a púrpura senil é apenas uma questão estética e não indica uma doença grave.

    O que pode causar hematomas em idosos?

    No caso dos idosos, o surgimento de hematomas ou equimoses pode ser desencadeado por diversos fatores que vão além da idade, como:

    1. Fragilidade capilar e atrofia da pele

    A perda de colágeno e gordura subcutânea é uma das principais causas do surgimento de hematomas em idosso, uma vez que os vasos sanguíneos ficam mais vulneráveis e podem se romper com facilidade após pequenos impactos, como um aperto de mão mais firme ou um esbarrão em um móvel.

    2. Uso de medicamentos

    O uso de alguns medicamentos contínuos interferem na resistência da pele ou na coagulação do sangue. Por exemplo, Marcelo explica que os anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, como AAS e clopidogrel, dificultam a formação de coágulos. Com isso, pequenos rompimentos dos vasos podem provocar manchas roxas maiores e mais aparentes.

    Já o uso prolongado de corticoides, seja por via oral ou em pomadas, pode causar afinamento da pele, deixando a região mais sensível e suscetível a sangramentos.

    3. Exposição solar acumulada

    As décadas de exposição solar sem proteção aceleram o desgaste das fibras de sustentação da pele, processo conhecido como fotoenvelhecimento. Por isso, os hematomas e as manchas arroxeadas costumam surgir principalmente nos antebraços e no dorso das mãos, áreas mais expostas à radiação ultravioleta ao longo da vida.

    4. Deficiências vitamínicas

    A falta de algumas vitaminas também pode aumentar a fragilidade dos vasos sanguíneos e favorecer o aparecimento de manchas roxas. A vitamina C, por exemplo, é importante para a produção de colágeno e, quando está em níveis baixos, os vasos podem se tornar mais frágeis. Já a vitamina K participa diretamente do processo de coagulação do sangue.

    5. Doenças sistêmicas

    Em situações menos frequentes, o surgimento de manchas roxas pode ser um sinal de alerta para algumas condições de saúde que afetam a coagulação ou a produção das células sanguíneas.

    As doenças hepáticas podem reduzir a produção de proteínas importantes para a coagulação. Além disso, alterações nas plaquetas, células responsáveis por ajudar a conter sangramentos, também podem facilitar o aparecimento de hematomas espontâneos.

    Quando as manchas roxas são um sinal de alerta?

    É importante observar se o idoso apresenta outros sinais além das manchas roxas na pele, principalmente quando os hematomas começam a surgir com frequência, aumentam de tamanho ou aparecem sem nenhuma explicação aparente. Por isso, fique atento a:

    • Sangramentos recorrentes na gengiva ou nariz;
    • Presença de sangue na urina ou nas fezes;
    • Manchas roxas que surgem em áreas que não tomam sol (como barriga e costas) sem motivo aparente;
    • Hematomas que causam muita dor, calor local ou inchaço excessivo.

    Segundo Marcelo, nesses casos, a intervenção médica é necessária para ajustar a medicação ou realizar o diagnóstico de alguma doença de coagulação.

    Como prevenir e proteger a pele frágil do idoso?

    No dia a dia, alguns cuidados ajudam bastante a reduzir a fragilidade dos vasos sanguíneos e prevenir o aparecimento frequente de manchas roxas, como:

    • Manter a pele sempre hidratada, usando cremes hidratantes regularmente;
    • Evitar banhos muito quentes e demorados, que aumentam o ressecamento;
    • Utilizar protetor solar diariamente, principalmente nos braços e nas mãos;
    • Preferir roupas leves com mangas compridas em ambientes externos para proteger a pele de pequenos traumas e da exposição solar;
    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitamina C e outros nutrientes importantes para a saúde da pele;
    • Beber bastante água ao longo do dia;
    • Evitar coçar a pele com força;
    • Redobrar o cuidado com batidas em móveis e objetos da casa;
    • Revisar regularmente os medicamentos com o médico, principalmente anticoagulantes e corticoides.

    Em alguns casos, o profissional pode investigar deficiências vitamínicas, alterações na coagulação ou ajustar medicamentos que estejam aumentando o risco de sangramentos.

    Como tratar as manchas roxas em casa?

    Na maioria dos casos, as manchas roxas da púrpura senil melhoram sozinhas com o passar dos dias ou semanas. Como a pele do idoso é mais delicada, o cuidado em casa deve ser suave, evitando medidas agressivas ou produtos irritantes.

    Mas, no processo, algumas atitudes podem ajudar na recuperação da pele, como aplicar compressas frias nas primeiras 24 a 48 horas após o surgimento da mancha, manter a pele hidratada diariamente e, se o médico indicar, utilizar pomadas que ajudem na cicatrização e na proteção da pele fragilizada.

    Em geral, as manchas mudam de cor ao longo dos dias, passando do roxo para tons esverdeados e amarelados, até desaparecerem completamente.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Por que essas manchas aparecem mesmo sem eu ter batido em nada?

    Com o envelhecimento avançado, a pele perde sua “almofada” de gordura e colágeno. Por isso, atos simples como coçar a pele, secar-se com uma toalha áspera ou um aperto de mão podem ser suficientes para romper os vasinhos.

    2. As manchas roxas podem ser câncer?

    Geralmente, não, pois a púrpura senil é benigna. No entanto, manchas roxas que não cicatrizam, que mudam de cor de forma estranha ou que apresentam feridas devem ser avaliadas por um dermatologista para descartar lesões pré-cancerígenas causadas pelo sol.

    3. Por que as manchas aparecem mais nos braços e mãos?

    Porque essas são as áreas que mais receberam sol ao longo da vida. A radiação solar destrói as fibras de sustentação da pele, deixando-a com aspecto de “papel de seda” e muito vulnerável.

    4. Quanto tempo demora para uma mancha roxa de idoso sumir?

    Em média, de 1 a 3 semanas. Diferente dos jovens, nos idosos o processo de reabsorção do sangue é mais lento.

    5. Como prevenir o surgimento das manchas?

    A melhor forma é manter a pele muito bem hidratada com cremes à base de ureia ou óleos corporais, usar protetor solar diariamente e evitar traumas, como esbarrões em móveis.

    6. Existe algum exame de sangue para investigar isso?

    Sim. O médico pode solicitar um hemograma para verificar as plaquetas e um coagulograma para avaliar o tempo que o sangue leva para estancar.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Manchas roxas pelo corpo sem motivo: quando podem indicar um problema de saúde?

    Manchas roxas pelo corpo sem motivo: quando podem indicar um problema de saúde?

    Você já acordou, notou uma mancha roxa na perna ou no braço e tentou lembrar onde teria batido? Na maioria das vezes, os hematomas surgem após pequenos traumas do dia a dia que passam despercebidos.

    No entanto, quando surgem com frequência, em grandes quantidades ou acompanhadas de outros sintomas, elas podem ser um sinal de alerta do corpo para deficiências vitamínicas, efeitos colaterais de medicamentos ou até doenças que afetam a coagulação do sangue.

    Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para entender quando as manchas roxas são consideradas normais, quais podem ser as causas mais comuns e em quais situações é importante procurar avaliação médica.

    Afinal, o que são as manchas roxas que surgem do nada?

    As manchas roxas, conhecidas como equimoses, surgem quando pequenos vasos sanguíneos se rompem e o sangue se espalha sob a pele.

    Na maioria das vezes, a causa é um trauma simples do dia a dia, como uma pancada, um tropeço ou até um movimento mais brusco. Depois, o próprio organismo vai absorvendo aquele sangue aos poucos, fazendo com que a mancha desapareça espontaneamente.

    De acordo com Marcelo, pequenos microtraumas podem passar despercebidos. Em pessoas mais jovens, os vasos são mais firmes e a coagulação funciona melhor, fazendo com que o corpo repare rapidamente os pequenos sangramentos.

    Com o envelhecimento, a pele e a camada de gordura abaixo dela ficam mais finas e frágeis, o que faz com que os vasos se rompam com mais facilidade, favorecendo o aparecimento das manchas roxas, mesmo após pequenos impactos.

    Também existem pessoas mais jovens que apresentam a chamada fragilidade capilar, uma característica normalmente ligada à genética e à constituição do colágeno da pele e dos vasos. Nesses casos, a pessoa tende a ter manchas roxas desde cedo. Quando isso acontece de forma habitual e sem outros sintomas associados, normalmente não indica uma doença grave.

    Qual a diferença entre equimose e hematoma?

    A equimose é a mancha roxa mais superficial, causada pelo rompimento de pequenos vasos sanguíneos com espalhamento do sangue sob a pele. Ela costuma ser plana, sem relevo, e muda de cor ao longo dos dias até desaparecer.

    Já o hematoma, segundo Marcelo, acontece quando há um sangramento maior, geralmente envolvendo vasos mais calibrosos. Nesse caso, o sangue se acumula em uma região específica, formando um inchaço ou uma área elevada e dolorida.

    Principais causas de roxos espontâneos

    Na maioria das vezes, o surgimento de manchas roxas não indica uma doença grave, mas sim uma característica da estrutura dos seus vasos sanguíneos ou hábitos de vida. As causas mais comuns incluem:

    • Fragilidade capilar: algumas pessoas possuem vasos sanguíneos naturalmente mais sensíveis, então qualquer pressão mínima, como o peso de uma bolsa ou um toque um pouco mais forte, é suficiente para romper os capilares e gerar uma pequena equimose;
    • Envelhecimento cutâneo: com o passar dos anos, a pele fica mais fina e perde a camada de gordura que protege os vasos. Assim, os vasos ficam expostos e se rompem com facilidade, algo muito comum em idosos;
    • Deficiência de vitamina C: a falta da vitamina compromete a produção de colágeno, que mantém os vasos firmes. Quando os níveis estão muito baixos, quadro conhecido como escorbuto, os sangramentos espontâneos na pele e na gengiva se tornam frequentes;
    • Efeito colateral de medicamentos: o uso de remédios como aspirina, anticoagulantes ou de corticoides por tempo prolongado pode deixar os vasos mais finos ou dificultar o fechamento de micro-rompimentos, facilitando as manchas;
    • Microtraumas do dia a dia: muitas vezes batemos em móveis ou objetos enquanto estamos distraídos. Como a coagulação é eficiente, o roxo só aparece horas depois, quando já esquecemos o pequeno incidente.

    Doenças que podem causar manchas roxas

    Quando as manchas surgem de forma súbita, em locais incomuns ou acompanhadas de outros sinais, elas podem indicar condições que precisam de investigação médica, como:

    • Alterações nas plaquetas (púrpuras): as plaquetas são células responsáveis por interromper sangramentos. Se o número de plaquetas está muito baixo ou se elas não funcionam corretamente, o sangue extravasa para a pele sem motivo aparente;
    • Distúrbios de coagulação: doenças genéticas ou adquiridas que afetam a cascata de coagulação impedem que o corpo estanque pequenos rompimentos internos, levando ao surgimento de manchas maiores e persistentes;
    • Leucemia: algumas doenças hematológicas graves comprometem a produção de células saudáveis no sangue. Nesses casos, o surgimento de manchas roxas costuma vir acompanhado de cansaço extremo, palidez e perda de peso;
    • Vasculites: é uma inflamação na parede dos vasos sanguíneos. Quando o vaso inflama, ele pode se romper, causando manchas roxas que, normalmente, são acompanhadas de dores nas articulações, febre ou mal-estar generalizado;
    • Doenças hepáticas: como o fígado é responsável pela produção de várias proteínas que ajudam na coagulação, problemas graves no órgão (como a cirrose) podem aumentar a tendência a sangramentos e equimoses.

    Quando o roxo é sinal de alerta?

    As manchas roxas merecem atenção quando aparecem com muita frequência, surgem sem nenhum trauma aparente ou aumentam de tamanho rapidamente. O sinal de alerta também existe quando elas vêm acompanhadas de outros sintomas, como:

    • Sangramentos no nariz ou gengiva;
    • Cansaço excessivo;
    • Febre;
    • Perda de peso;
    • Manchas espalhadas pelo corpo.

    Também é importante observar se os hematomas demoram muito para desaparecer ou aparecem em locais incomuns, como costas, abdômen e rosto, principalmente sem explicação clara.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de manchas roxas que aparecem sem motivo aparente começa com a avaliação clínica e o histórico da pessoa, em que o médico investiga há quanto tempo eles aparecem, se existe histórico familiar, uso de medicamentos, presença de sangramentos e outros sintomas associados.

    Depois, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar a coagulação, a quantidade de plaquetas, possíveis anemias e deficiências vitamínicas. Em alguns casos, também é necessário investigar doenças hepáticas, vasculares ou hematológicas.

    Se os exames estiverem normais e não houver sinais de alerta, o quadro é normalmente diagnosticado como fragilidade capilar, uma característica constitucional que não representa um risco à saúde.

    Como tratar as manchas roxas?

    O tratamento das manchas roxas depende diretamente da causa do problema. Quando elas surgem após pequenos traumas do dia a dia e não estão relacionadas a nenhuma doença, normalmente desaparecem sozinhas ao longo de alguns dias ou semanas, conforme o organismo absorve o sangue acumulado sob a pele.

    Nesses casos, algumas medidas podem ajudar a diminuir o sangramento local, o inchaço e o desconforto, como:

    • Fazer compressas frias nas primeiras 24 horas;
    • Evitar massagear o local;
    • Manter a região elevada, quando possível;
    • Evitar novos traumas na área machucada;
    • Descansar a região afetada;
    • Usar roupas mais confortáveis para não pressionar o local;
    • Manter uma boa hidratação.

    Já quando os hematomas aparecem com frequência, sem motivo aparente ou estão associados ao uso de medicamentos, deficiências vitamínicas ou alterações na coagulação, é importante investigar.

    Dependendo da causa, o médico pode recomendar ajustes em medicamentos, suplementação de vitaminas, mudanças na alimentação ou exames complementares para avaliar possíveis problemas de saúde relacionados à coagulação ou à fragilidade dos vasos sanguíneos.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. É normal aparecerem roxos sem eu ter batido em nada?

    Sim, em muitos casos. Pode ser causado por fragilidade capilar, onde pequenos vasos se rompem com movimentos simples, ou por microtraumas do dia a dia que acabamos esquecendo.

    2. O estresse pode causar manchas roxas na pele?

    Indiretamente, sim. O estresse crônico pode fragilizar o sistema imunológico e afetar a saúde dos vasos, mas não é uma causa direta comum como traumas ou medicamentos.

    3. Quando devo me preocupar com uma mancha roxa?

    Se surgirem em grandes quantidades, em locais como tronco e rosto, se não sumirem após duas semanas ou se vierem acompanhadas de dor intensa e febre.

    4. Anticoncepcional pode causar manchas roxas?

    Embora raro, algumas mulheres podem notar maior fragilidade vascular ou alterações na circulação devido aos hormônios, mas deve-se investigar outras causas primeiro.

    5. Quanto tempo demora para uma mancha roxa sumir?

    Em média, uma equimose comum leva de 7 a 14 dias para ser totalmente absorvida pelo corpo, dependendo do tamanho da lesão.

    6. Exercícios físicos intensos podem causar roxos?

    Sim. O esforço extremo ou o levantamento de muito peso pode causar o rompimento de pequenos vasos devido à pressão aumentada, especialmente nos braços e pernas.

    7. O que pode ser mancha roxa na perna de quem tem varizes?

    Quem tem varizes possui uma circulação venosa deficiente. Isso aumenta a pressão nos vasos, facilitando o extravasamento de sangue para a pele, o que causa manchas roxas ou acastanhadas (dermatite de estase).

    8. Por que aparecem roxos após exames de sangue?

    Isso acontece quando o sangue extravasa pelo furo da agulha antes de o vaso cicatrizar. Pressionar o local por alguns minutos após a coleta e não carregar peso com aquele braço ajuda a evitar.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    7 sintomas de dermatite atópica (e quais as áreas mais afetadas)

    A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma doença inflamatória crônica da pele, que causa ressecamento intenso, coceira e lesões que podem surgir em diferentes partes do corpo. Apesar de comum na infância, principalmente nos primeiros anos de vida, ela pode persistir ou surgir na vida adulta, afetando frequentemente dobras dos braços e joelhos.

    Em pessoas com dermatite atópica, a pele costuma ser mais sensível e vulnerável, o que facilita a entrada de agentes irritantes e desencadeia inflamações frequentes. Os sintomas também podem variar ao longo do tempo, com períodos de melhora e fases de crise, e precisam de cuidados para manter a pele protegida e reduzir o desconforto.

    Para te ajudar, nós listamos, a seguir, os principais sintomas da dermatite atópica e o que pode desencadear as crises. Confira!

    1. Coceira intensa

    A coceira é o sintoma mais característico da dermatite atópica, podendo surgir de forma constante ou em crises. Em muitos casos, ela piora durante a noite, o que pode atrapalhar o sono e causar cansaço no dia seguinte.

    O hábito de coçar também acaba irritando ainda mais a pele, aumentando a inflamação e favorecendo o aparecimento de feridas.

    2. Pele muito seca

    Nos casos de dermatite atópica, a pele apresenta uma barreira cutânea fragilizada, o que facilita a perda de água e reduz a proteção contra agentes externos. Como resultado, ela fica mais ressecada, áspera ao toque e, muitas vezes, com descamação visível.

    O ressecamento também contribui para o surgimento das crises, já que a pele desprotegida se torna mais vulnerável a irritações.

    3. Lesões avermelhadas

    As lesões costumam aparecer como manchas vermelhas, que em alguns tons de pele podem ter aspecto acinzentado ou mais escuro. As áreas inflamadas surgem com mais frequência em regiões específicas do corpo, como dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço e rosto. Durante as crises, as lesões podem se tornar mais intensas, sensíveis e desconfortáveis.

    4. Pequenas bolhas e crostas

    Em fases mais ativas da dermatite atópica, podem surgir pequenas bolhas na pele, que liberam líquido ao se romperem. O processo, chamado de exsudação, pode evoluir para a formação de crostas, especialmente quando há coceira intensa.

    As lesões aumentam o risco de infecções secundárias, principalmente quando a pele está machucada.

    5. Descamação

    A pele pode se soltar em pequenas lascas ou em finas camadas, dando um aspecto ressecado e áspero ao toque, ainda mais após episódios de coceira intensa, quando a pele já está mais irritada e fragilizada. Em alguns casos, a descamação pode ser mais visível em áreas como braços, pernas e rosto, deixando a pele com aparência esbranquiçada e opaca.

    6. Espessamento da pele

    Com o tempo, o ato repetido de coçar pode levar ao espessamento da pele, conhecido como liquenificação. A pele fica mais grossa, endurecida e com marcas mais profundas, além de apresentar alteração na cor. Isso é comum especialmente em casos crônicos.

    7. Inchaço localizado

    O inchaço localizado pode surgir especialmente durante as fases agudas da doença, quando a inflamação está intensa. Ele costuma vir acompanhado de vermelhidão, coceira intensa, ressecamento e, às vezes, pequenas bolhas que podem soltar líquido.

    Quais as áreas mais afetadas pela dermatite atópica?

    A dermatite atópica pode aparecer em diferentes partes do corpo, e as áreas mais afetadas variam bastante conforme a idade:

    • Bebês: nos primeiros meses de vida, as lesões costumam aparecer principalmente no rosto (especialmente nas bochechas), couro cabeludo, testa e queixo. Também podem surgir no tronco e nas dobrinhas, mas o rosto é a região mais comum nos pequenos;
    • Crianças e adolescentes: com o crescimento, a dermatite tende a mudar de lugar e passa a afetar mais dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço, pulsos e tornozelos.
    • Adultos: nessa fase, a dermatite pode se tornar mais localizada ou persistente nas mãos, pálpebras, pescoço e áreas de dobra.

    O que pode piorar os sintomas de dermatite atópica?

    Os sintomas costumam aparecer em ciclos de crise e remissão, podendo ser desencadeados por:

    • Suor excessivo ou calor;
    • Uso de roupas de tecido sintético ou lã;
    • Banhos muito quentes e demorados;
    • Uso de sabonetes com muitos perfumes ou detergentes agressivos;
    • Estresse emocional.

    Como a dermatite atópica pode ser confundida com outros tipos de alergia ou irritações, o diagnóstico deve ser sempre confirmado por um dermatologista.

    Perguntas frequentes

    1. O que causa a dermatite atópica?

    A dermatite atópica é resultado de uma combinação de genética (histórico familiar de alergias) com falhas na barreira de proteção da pele, que perde água mais fácil e reage a estímulos externos.

    2. Dermatite atópica é contagiosa?

    Não, a dermatite atópica não é contagiosa. É uma doença inflamatória crônica da pele, de origem genética e imunológica, não sendo transmitida por toque, abraço ou compartilhamento de objetos.

    3. Qual a diferença entre dermatite atópica e psoríase?

    A dermatite causa coceira intensa e as lesões são mais “úmidas” ou descamativas em dobras; a psoríase forma placas avermelhadas com escamas brancas grossas, geralmente em cotovelos e joelhos.

    4. Existe cura definitiva para a dermatite atópica?

    Ainda não há uma cura definitiva, mas há controle. Com o tratamento adequado, a pessoa pode passar longos períodos sem nenhuma lesão ou sintoma (fase de remissão).

    5. Qual o melhor tipo de sabonete para usar?

    O ideal são os sabonetes sem detergentes agressivos, com pH fisiológico e sem fragrâncias fortes.

    6. Posso usar hidratante comum de farmácia?

    Para peles atópicas, o recomendado é usar hidratantes específicos para barreira cutânea, normalmente sem corantes, sem perfumes e com ativos como ceramidas.

    7. Quem tem dermatite atópica pode entrar na piscina ou mar?

    Sim, mas com cuidado, pois o cloro e o sal podem ressecar a pele. A dica é tomar uma ducha de água doce logo após sair e aplicar o hidratante imediatamente.

    8. Quando devo procurar um médico com urgência?

    Se houver sinais de infecção (pus, crostas amareladas, dor local), febre ou se a coceira estiver impedindo o sono e as atividades diárias.

    Veja mais: Tempo seco pode piorar as alergias? Saiba o que fazer para se proteger