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  • Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

    Resfriados, gripes, viroses intestinais, COVID-19 e dengue são apenas algumas das infecções causadas por vírus, que entram no organismo, se multiplicam e ativam uma resposta do sistema imunológico — que é importante para combater os microorganismos.

    No entanto, o processo também pode trazer efeitos colaterais importantes para o coração. Você sabia que uma infecção viral pode aumentar o risco de infarto?

    Isso ocorre porque, durante a infecção, o corpo entra em um estado inflamatório intenso. O sistema imune libera substâncias chamadas citocinas, que ajudam a combater o vírus, mas ao mesmo tempo causam um estresse significativo para o organismo, especialmente em pessoas com doenças crônicas, idosos ou pessoas com problemas cardiovasculares.

    Como a infecção viral afeta o coração?

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, durante um processo infeccioso, o organismo ativa uma resposta de defesa que, por diferentes mecanismos, pode afetar o funcionamento do coração.

    Um dos primeiros efeitos é o aumento da demanda metabólica: a febre e a própria infecção aceleram o metabolismo, fazendo com que o coração precisem bater mais rápido e com mais força para atender ao maior consumo de oxigênio do corpo.

    Quando a pessoa já apresenta algum grau de entupimento nas artérias, o esforço adicional pode reduzir o fluxo de sangue para o músculo cardíaco, levando à isquemia. Ao mesmo tempo, o sistema imunológico as citocinas, responsáveis por combater o vírus, mas que também provocam inflamação nos vasos sanguíneos.

    A inflamação pode danificar o revestimento interno das artérias e tornar instáveis placas de gordura que já existiam, aumentando a chance de ruptura. Além disso, durante a infecção, o sangue tende a ficar mais espesso, o que favorece a coagulação.

    Todo o processo é um mecanismo natural de defesa do organismo para evitar sangramentos, mas Juliana ressalta que ele eleva o risco de formação de coágulos, que podem obstruir uma artéria do coração, causando infarto, ou atingir o cérebro, provocando um AVC.

    Quais vírus estão mais associados a inflamações cardíacas?

    Diversos vírus podem afetar o coração, especialmente o músculo cardíaco e as estruturas que o envolvem. Entre os principais, se destacam:

    • Coxsackie B: causa clássica de miocardite, um processo inflamatório do músculo cardíaco, que acomete com frequência crianças e adultos jovens;
    • SARS-CoV-2 (COVID-19): apresenta grande capacidade de provocar inflamação do músculo cardíaco e formação de trombos, tanto na fase aguda da infecção quanto no período de recuperação;
    • Influenza (gripe): pode causar miocardite e descompensar doenças cardíacas pré-existentes, especialmente a insuficiência cardíaca;
    • Adenovírus: vírus comuns em infecções respiratórias, que também podem atingir o coração;
    • Parvovírus B19: frequentemente associado a resfriados e capaz de afetar o coração, sobretudo o pericárdio, a membrana que o reveste, causando pericardite.

    O risco de infarto é maior em pessoas com doenças cardíacas?

    Um coração saudável consegue lidar melhor com os efeitos da infecção, como o aumento da frequência cardíaca causado pela febre, segundo Juliana. No caso de pessoas com doenças cardíacas pré-existentes, o quadro é mais delicado porque o coração já trabalha sob maior esforço.

    Nesses casos, qualquer aumento adicional da demanda, provocado pela inflamação, pela febre e pelo maior consumo de oxigênio, pode levar à descompensação do quadro, piora da função cardíaca e até a eventos graves, como insuficiência cardíaca aguda ou infarto.

    Além disso, a cardiologista explica que quem já apresenta placas de gordura nas artérias têm maior risco de ruptura dessas placas durante a infecção, o que eleva significativamente a chance de complicações cardiovasculares.

    Sintomas que podem indicar complicações após uma infecção

    Alguns sinais podem indicar que uma infecção está evoluindo com complicações cardiovasculares, como:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar desproporcional, inclusive em repouso ou com pequenos esforços;
    • Palpitações;
    • Inchaço súbito nas pernas;
    • Episódios de desmaio ou perda de consciência.

    Como cuidar do coração após uma virose intensa?

    Durante uma infecção viral, o coração passa a trabalhar sob maior estresse. Por isso, alguns cuidados são importantes para reduzir o risco de complicações cardíacas:

    • Manter repouso enquanto houver sintomas, como febre, dor no corpo, cansaço ou falta de ar;
    • Evitar exercícios físicos por alguns dias após a melhora, especialmente se a infecção foi intensa, pois o coração ainda pode estar sensível ao processo inflamatório;
    • Manter boa hidratação, ingerindo água ao longo do dia, já que a infecção tende a tornar o sangue mais espesso, favorecendo a formação de coágulos;
    • Controlar a febre, pois temperaturas elevadas aumentam a frequência cardíaca e o consumo de oxigênio pelo coração, sobrecarregando o músculo cardíaco;
    • Usar medicamentos apenas com orientação médica, evitando automedicação, especialmente anti-inflamatórios, que podem interferir na função cardiovascular;
    • Observar sintomas de alerta, como dor no peito, falta de ar, palpitações, inchaço nas pernas ou desmaio, que exigem avaliação médica imediata;
    • Manter acompanhamento médico, sobretudo em pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto ou doença cardíaca prévia, que apresentam risco maior de complicações.

    Leia mais: HPV: o que é, riscos e como a vacina pode proteger sua saúde

    Perguntas frequentes

    1. Por que a febre sobrecarrega o coração?

    A febre acelera o metabolismo e eleva a frequência cardíaca. Com isso, o coração precisa bater mais rápido e com mais força, aumentando o consumo de oxigênio.

    Em pessoas com artérias já parcialmente obstruídas, esse esforço pode provocar isquemia e precipitar um infarto.

    2. O que são citocinas e por que elas são perigosas para o coração?

    As citocinas são substâncias liberadas pelo sistema imune para combater infecções. Em excesso, elas causam inflamação nos vasos sanguíneos, tornando placas de gordura mais frágeis e favorecendo sua ruptura, o que pode levar à formação de coágulos.

    3. Exercício durante uma virose é perigoso?

    Sim, a prática de atividade física durante infecções aumenta o risco de o vírus atingir o coração, causando miocardite e arritmias.

    4. Quanto tempo após uma infecção é seguro voltar a se exercitar?

    Depende da gravidade da infecção. Em geral, o recomendado é retomar atividades apenas após o total desaparecimento dos sintomas e, em casos mais intensos, com liberação médica.

    5. Arritmias podem surgir após uma infecção viral?

    Sim, a inflamação e a febre alteram o funcionamento elétrico do coração, favorecendo palpitações e batimentos irregulares.

    6. Quem fuma tem maior risco de infarto durante infecções?

    Sim, o cigarro já agride os vasos sanguíneos e, combinado com a inflamação da infecção, eleva ainda mais o risco de trombose e entupimento das artérias.

    Confira: Vacinação infantil: proteção que começa cedo e dura a vida toda

  • Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    Score de risco cardiovascular ajuda a prevenir infarto e AVC? Saiba como é feito o cálculo

    As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e, na maioria das vezes, se desenvolvem de forma silenciosa, ao longo dos anos, sem provocar sintomas no início. Isso torna importante identificar cedo quem tem maior risco de sofrer eventos graves, como infarto ou AVC — e hoje, isso pode ser feito por meio do score de risco cardiovascular.

    A ferramenta é usada para estimar a probabilidade de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares em determinado período, normalmente nos próximos 10 anos, de acordo com a cardiologista Juliana Soares.

    De forma geral, ela funciona como um “mapa de risco” que ajuda profissionais de saúde a decidir quando intensificar a prevenção, exames ou tratamento. Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o score de risco cardiovascular?

    O score de risco cardiovascular serve para estimar a probabilidade de uma pessoa desenvolver um evento cardiovascular, como infarto do miocárdio ou AVC, em um determinado período. Na prática, ele ajuda o médico a classificar o paciente em baixo, moderado ou alto risco, permitindo definir com mais precisão quais cuidados devem ser adotados.

    Por exemplo, pessoas com risco mais baixo costumam receber orientações focadas em hábitos de vida saudáveis, enquanto aquelas com risco elevado podem precisar de acompanhamento mais frequente, uso de remédios e controle mais rigoroso de fatores como pressão arterial, colesterol e glicemia.

    Além disso, o score de risco cardiovascular permite personalizar o tratamento, evitar intervenções desnecessárias e agir de forma mais precoce em quem realmente tem maior chance de apresentar complicações, contribuindo para a redução das doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

    Como o cálculo do score de risco cardiovascular é feito?

    O cálculo do score de risco cardiovascular é feito a partir da combinação de informações clínicas e dados de exames simples, que apontam os principais fatores ligados ao desenvolvimento de doenças do coração e da circulação.

    De forma geral, entram no cálculo os seguintes fatores:

    • Idade;
    • Sexo;
    • Pressão arterial;
    • Colesterol total e frações, como LDL e HDL;
    • Presença de diabetes;
    • Tabagismo;
    • Histórico prévio de doença cardiovascular, em alguns modelos;
    • Uso de algumas medicações, dependendo do score utilizado.

    O exame de sangue e o checkup ajudam a compor o score de risco cardiovascular e são fundamentais para esse cálculo, segundo Juliana. Isso porque vários dos dados utilizados nos scores vêm diretamente dos exames laboratoriais e das medições feitas durante a avaliação clínica.

    Nos exames de sangue, por exemplo, são analisados o colesterol total, o LDL, conhecido como colesterol ruim, e o HDL, o colesterol bom. Já no check-up, entram medidas como a pressão arterial. Todas as informações são variáveis importantes que alimentam as calculadoras de risco e permitem uma estimativa mais precisa do risco cardiovascular.

    Juliana explica que as informações são inseridas em calculadoras específicas, como o score de Framingham, o ASCVD ou o SCORE europeu, que utilizam fórmulas matemáticas para gerar um percentual de risco. A partir do resultado, o paciente é classificado em faixas de baixo, intermediário ou alto risco, o que ajuda o médico a definir a melhor estratégia de prevenção.

    Como interpretar o resultado?

    A interpretação do score de risco cardiovascular é feita com base no percentual apresentado pela calculadora, que mostra a chance de a pessoa ter um problema cardiovascular, como infarto ou AVC, nos próximos anos.

    Os resultados são classificados em faixas de risco:

    • Baixo risco: indica menor probabilidade de eventos cardiovasculares. Nesses casos, a orientação costuma ser manter hábitos de vida saudáveis e acompanhamento de rotina;
    • Risco intermediário: aponta uma chance moderada, e pode exigir acompanhamento mais próximo, ajustes no estilo de vida e, em algumas situações, uso de medicações;
    • Alto risco: mostra uma probabilidade elevada de infarto ou AVC. Nessa faixa, o tratamento tende a ser mais intensivo, com controle rigoroso da pressão arterial, do colesterol, da glicemia e, muitas vezes, uso de remédios específicos.

    Vale lembrar que o score não é um diagnóstico, mas apenas uma estimativa de risco. Por isso, o resultado precisa sempre ser avaliado pelo médico, considerando a história de saúde da pessoa e outros fatores que não entram diretamente no cálculo.

    Quando o cálculo pode ser solicitado?

    De acordo com Juliana, o cálculo do score de risco cardiovascular é indicado para todos os adultos, especialmente a partir dos 40 anos, mesmo quando não há sintomas. A avaliação ajuda a identificar riscos que ainda não se manifestaram clinicamente.

    Em pessoas mais jovens, o score pode ser solicitado principalmente quando há sintomas ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce, como pais ou irmãos que tiveram infarto em idade muito jovem.

    Também existem scores específicos para indivíduos com diagnóstico de hipercolesterolemia familiar, um distúrbio genético do colesterol associado a um risco elevado de infarto e AVC. Nessas situações, a avaliação do risco é feita mais cedo para permitir cuidados antecipados e reduzir complicações ao longo do tempo.

    É possível reduzir o risco?

    É possível reduzir o risco cardiovascular a partir da adoção de hábitos mais saudáveis, como:

    Entre as medidas importantes para essa redução estão;

    • Prática regular de atividade física, adaptada à idade e às condições de saúde;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com redução de sal, açúcar e gorduras saturadas;
    • Interrupção do tabagismo e evitação da exposição ao fumo passivo;
    • Controle adequado da pressão arterial, com acompanhamento médico regular;
    • Controle dos níveis de colesterol total e frações, especialmente o LDL;
    • Controle da glicemia, principalmente em pessoas com diabetes ou pré-diabetes;
    • Manutenção do peso corporal adequado;
    • Redução do sedentarismo no dia a dia;
    • Uso correto e contínuo das medicações prescritas;
    • Acompanhamento médico periódico para reavaliação do risco cardiovascular.

    Assim, Juliana explica que o paciente pode, eventualmente, sair de uma faixa de alto risco para um risco moderado. As medidas atuam diretamente sobre os fatores que compõem o score de risco cardiovascular e contribuem para a redução da chance de infarto, AVC e outras doenças do coração ao longo do tempo.

    Confira: Circunferência da cintura: quando ela indica obesidade e risco cardiovascular

    Perguntas frequentes

    1. O que são doenças cardiovasculares?

    As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração e os vasos sanguíneos, como infarto, AVC, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão e doença arterial periférica. Muitas delas se desenvolvem lentamente e podem permanecer sem sintomas por anos.

    2. O que significa ter baixo risco cardiovascular?

    Ter baixo risco cardiovascular significa que a chance de desenvolver infarto ou AVC nos próximos anos é menor. Mesmo assim, isso não exclui a necessidade de manter hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, já que o risco pode mudar ao longo do tempo.

    3. Pessoas jovens podem ter score de risco cardiovascular alto?

    Podem, especialmente se tiverem fatores de risco importantes, como diabetes, colesterol muito elevado, tabagismo ou histórico familiar forte de doença cardiovascular precoce. Por isso, idade não é o único critério de atenção.

    4. Com que frequência o score deve ser reavaliado?

    A reavaliação costuma ser feita periodicamente, conforme orientação médica. Em geral, o score é recalculado após mudanças importantes no estado de saúde, início de tratamentos ou alterações significativas nos hábitos de vida.

    5. O score de risco cardiovascular é igual para homens e mulheres?

    Não exatamente. Alguns scores utilizam cálculos diferentes para homens e mulheres, pois o risco cardiovascular e a forma de apresentação das doenças podem variar conforme o sexo.

    6. Diabetes aumenta o risco cardiovascular?

    O diabetes é um fator de risco importante para doenças cardiovasculares. Pessoas com diabetes têm maior chance de desenvolver infarto, AVC e outras complicações, mesmo quando não apresentam sintomas no início.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Suspeita de infarto: conheça os erros que colocam vidas em risco e saiba como agir

    Suspeita de infarto: conheça os erros que colocam vidas em risco e saiba como agir

    O infarto agudo do miocárdio continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo: estima-se que, apenas em território brasileiro, mais de 300 mil pessoas sejam acometidas todos os anos. Sendo uma emergência grave, a forma como se age nos primeiros minutos pode definir se o paciente terá sequelas ou mesmo se sobreviverá.

    O problema é que, diante do susto e da falta de informação quando se suspeita de infarto, muitas pessoas cometem erros graves, como ignorar sintomas, tomar medicamentos por conta própria ou tentar dirigir até o hospital. Essas atitudes, em vez de ajudar, aumentam o risco de complicações fatais.

    Para esclarecer quais comportamentos evitar e quais ações tomar imediatamente, ouvimos a cardiologista Edilza Câmara Nóbrega, que reforça: “Diante de uma suspeita de infarto, agir rápido e corretamente faz toda a diferença para o prognóstico”.

    Suspeita de infarto: por que agir rápido pode salvar o coração

    O infarto ocorre quando há obstrução em uma ou mais artérias coronárias, que levam oxigênio ao coração. Sem esse suprimento, o músculo cardíaco começa a morrer em questão de minutos.

    “O maior erro é achar que os sintomas, como dor no peito, falta de ar e suor frio, vão passar sozinhos. O tempo é crucial durante um infarto. Quanto mais tempo o músculo do coração fica sem oxigênio, maior é o dano. Não espere para ver se melhora”, alerta Edilza.

    Estudos mostram que a mortalidade em casos de infarto agudo do miocárdio pode ser reduzida em até 47% quando o atendimento médico ocorre na primeira hora após o início dos sintomas, conhecida como “hora de ouro”.

    Erros mais comuns em uma suspeita de infarto

    A reação imediata de quem presencia um quadro suspeito de infarto é determinante. No entanto, segundo a especialista, ainda existem condutas equivocadas que atrasam o socorro e comprometem a recuperação.

    Entre os principais erros estão:

    • Ignorar os sintomas: muitas pessoas acreditam que a dor no peito é apenas “gastrite” ou “ansiedade”. Esse atraso pode ser fatal;
    • Tomar medicamentos sem orientação médica: “Nunca tome analgésicos, anti-inflamatórios ou qualquer outro remédio por conta própria. Alguns podem piorar o quadro, além de mascarar os sintomas”, destaca a cardiologista;
    • Dirigir até o hospital: o paciente pode perder a consciência no caminho e provocar um acidente;
    • Fazer esforço físico: andar rápido ou subir escadas só aumenta a necessidade de oxigênio do coração, já em sofrimento;
    • Oferecer comida ou bebida: qualquer ingestão pode atrapalhar, pois o paciente pode precisar de procedimentos imediatos, como cateterismo ou cirurgia de emergência.

    “Na suspeita de infarto, o ideal é sempre chamar o SAMU (192) ou o corpo de bombeiros para que o atendimento comece o mais rápido possível, ainda no local”, fala a cardiologista.

    Leia também: Prolapso da válvula mitral: sinais de alerta, exames e tratamento

    O que fazer corretamente diante de suspeita de infarto

    Se os erros podem ser fatais, as ações corretas podem salvar uma vida. O protocolo básico recomendado por especialistas é claro:

    • Ligue imediatamente para o SAMU (192): esse deve ser sempre o primeiro passo. As equipes estão preparadas para iniciar o atendimento no local;
    • Mantenha a calma: tanto para o paciente quanto para quem ajuda, reduzir a ansiedade evita sobrecarga do coração;
    • Ajuste a posição: coloque a pessoa em uma posição confortável, de preferência sentada, com as costas apoiadas, para facilitar a respiração;
    • Deixe a equipe trabalhar: ao chegar, os socorristas precisam de espaço e objetividade nas informações.

    Lembre-se: quanto mais rápido o socorro especializado for acionado e iniciado, maiores são as chances de recuperação e de evitar sequelas. Por isso, reconhecer os sinais, agir com calma e chamar ajuda imediatamente são atitudes que podem salvar uma vida.

    Sintomas de infarto: típicos e atípicos

    O sintoma de infarto clássico é a dor no peito forte, descrita como pressão ou aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, mandíbula ou estômago. Mas nem sempre o quadro é tão evidente. Mulheres, idosos e diabéticos podem apresentar sintomas de infarto mais discretos, como:

    • Falta de ar sem dor no peito;
    • Queimação no estômago;
    • Náusea ou vômito;
    • Fraqueza súbita ou tontura;
    • Suor frio sem esforço físico.

    Por isso, é essencial estar atento a qualquer mudança súbita no estado de saúde, mesmo que os sintomas pareçam “menos intensos”. Isso também reforça a importância dos exames de rotina, especialmente o ecocardiograma e o teste ergométrico, para identificar riscos e prevenir complicações.

    Confira: Doença coronariana: o que é, como identificar os sintomas e quais os tratamentos indicados

    Prevenção de infarto: como reduzir o risco?

    Agir corretamente diante de uma suspeita de infarto é fundamental, mas prevenir continua sendo a melhor estratégia. Fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo, aumentam exponencialmente as chances de infarto.

    Medidas preventivas incluem:

    • Manter alimentação balanceada, rica em vegetais e pobre em ultraprocessados;
    • Praticar atividade física regular;
    • Controlar peso corporal;
    • Abandonar o cigarro e reduzir o consumo de álcool;
    • Realizar check-ups médicos periódicos.

    Essas ações não eliminam totalmente o risco, mas reduzem de forma significativa a probabilidade de um evento grave.

    Leia também: Cateterismo cardíaco: o que é, para que serve e como é feito

    Perguntas e respostas sobre suspeita de infarto

    1. Por que agir rápido em uma suspeita de infarto é tão importante?

    Porque o músculo do coração começa a morrer em minutos sem oxigênio. Atuar na chamada “hora de ouro” pode reduzir a mortalidade em quase 50%.

    2. Quais são os erros mais comuns que as pessoas cometem?

    Ignorar sintomas, tomar medicamentos por conta própria, tentar dirigir até o hospital, fazer esforço físico e oferecer comida ou bebida ao paciente.

    3. O que deve ser feito imediatamente?

    Chamar o SAMU (192), manter a calma, colocar a pessoa em posição confortável e deixar a equipe de socorro atuar sem interferências.

    4. Quais são os principais sintomas típicos de infarto?

    Dor ou pressão no peito, que pode irradiar para braço, mandíbula, costas ou estômago, geralmente acompanhada de suor frio e falta de ar.

    5. E quais são os sintomas atípicos que também merecem atenção?

    Queimação no estômago, náusea, vômito, tontura, fraqueza súbita e falta de ar sem dor no peito — mais comuns em mulheres, idosos e diabéticos.

    6. O que pode ser feito para prevenir o infarto?

    Adotar hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, exercícios regulares, controle do peso, abandonar o cigarro, reduzir álcool e manter consultas médicas periódicas.

    Confira: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

  • Infarto x angina: entenda a diferença entre os dois problemas no coração 

    Infarto x angina: entenda a diferença entre os dois problemas no coração 

    A dor no peito é um dos sintomas que mais assustam e fazem as pessoas correrem para o pronto-socorro. E não é à toa, afinal, essa dor pode estar relacionada a um infarto, uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Mas nem sempre o coração está em colapso. Em muitos casos, trata-se de angina, um aviso de que o músculo cardíaco está sofrendo por falta de oxigênio, condição que também precisa de atenção médica.

    Enquanto a angina funciona como um alerta e indica que há obstrução parcial das artérias, o infarto acontece quando o bloqueio é tão intenso que parte do músculo cardíaco começa a morrer.

    O que é a angina?

    A angina é uma dor ou desconforto no peito causado pela redução temporária do fluxo de sangue para o coração. Normalmente surge em situações de esforço físico, estresse ou emoções intensas. A angina tem algumas características:

    • A dor costuma durar poucos minutos e melhora com repouso;
    • Pode irradiar para braço, pescoço, costas ou mandíbula;
    • Pode indicar a presença de placas de gordura (aterosclerose) nas artérias coronárias.

    A angina não é um infarto, mas mostra que o coração já está sofrendo e precisa de investigação médica.

    O que é o infarto?

    O infarto agudo do miocárdio ocorre quando uma artéria do coração é bloqueada totalmente e impede que o sangue chegue a uma parte do músculo cardíaco. Sem o sangue que fornece oxigênio, as células daquela região começam a morrer.

    • A dor é mais intensa e prolongada, não melhora apenas com repouso;
    • A pessoa também pode sentir falta de ar, suor frio, náusea e sensação de desmaio;
    • É uma emergência médica grave, que exige atendimento imediato para reduzir o risco de morte.

    Leia mais: Dor no peito: aprenda a diferenciar quando é um problema do coração

    Principais diferenças entre angina e infarto

    Característica Angina Infarto
    Causa Redução temporária do fluxo de sangue Bloqueio total de uma artéria
    Dor Surge por causa de esforço/estresse, dura minutos Intensa, prolongada, mesmo em repouso
    Alívio Melhora com repouso ou medicamentos Não melhora com repouso
    Gravidade É um sinal de alerta e o médico precisa ser avisado É uma emergência com risco de morte

    Quando procurar ajuda?

    Em qualquer situação de dor no peito, é importante não ficar esperando para ver se melhora. Na dúvida, procure atendimento médico imediato, especialmente se a dor vier acompanhada de sintomas como falta de ar, suor frio, tontura ou náusea. O diagnóstico precoce de infarto pode salvar vidas.

    Perguntas frequentes sobre infarto e angina

    1. A angina pode virar infarto?

    Sim. A principal causa de angina é o depósito de placas de gordura nas artérias (aterosclerose). Se não tratada a tempo, a obstrução da artéria pode causar infarto.

    2. Existe diferença na dor da angina e do infarto?

    Sim. A angina costuma durar poucos minutos e melhorar com repouso, já o infarto pode causar dor mais intensa e prolongada, que não passa sem tratamento.

    3. Quem tem angina precisa de cirurgia?

    Nem sempre. O tratamento pode incluir remédios, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, procedimentos como cateterismo ou ponte de safena.

    4. O que fazer se a dor no peito aparecer em casa?

    Ligue imediatamente para o serviço de emergência (192) e evite dirigir sozinho para o hospital.

    5. Mulheres têm sintomas diferentes de infarto?

    Sim. Nas mulheres, os sinais podem ser menos típicos, como falta de ar, cansaço intenso, dor no estômago ou náusea.

    6. Quem já teve angina precisa de acompanhamento para sempre?

    Sim. A angina indica doença arterial coronariana, que é crônica e requer acompanhamento contínuo para evitar complicações.

    Leia mais: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

  • Doença coronariana: o que é, como identificar os sintomas e quais os tratamentos indicados

    Doença coronariana: o que é, como identificar os sintomas e quais os tratamentos indicados

    A doença coronariana, ou doença arterial coronariana (DAC), é uma das principais causas de morte no mundo. Seu desenvolvimento acontece quando placas de gordura, colesterol e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias coronárias.

    “Esse é um processo chamado aterosclerose. Com o tempo, essas placas podem endurecer e reduzir o fluxo de sangue, prejudicando a oxigenação do músculo cardíaco”, explica o cardiologista Giovanni Henrique Pinto.

    A seguir, vamos entender o processo de desenvolvimento da doença coronariana, os fatores de risco e seus sintomas mais característicos. Acompanhe!

    O que é a doença coronariana e por que ela acontece?

    O coração depende de um suprimento constante de sangue rico em oxigênio para funcionar adequadamente. Esse papel é das artérias coronárias, que circundam o órgão como uma rede de abastecimento.

    Quando essas artérias sofrem estreitamento ou obstrução, o músculo cardíaco recebe menos oxigênio, comprometendo seu desempenho.

    Esse processo está intimamente relacionado à aterosclerose. Inicialmente, pequenas lesões nas paredes internas das artérias facilitam o depósito de colesterol LDL (“ruim”), células inflamatórias e restos celulares. Com o tempo, forma-se a chamada placa aterosclerótica.

    “Quando as placas crescem, o espaço dentro da artéria diminui, dificultando a passagem do sangue. Isso faz diminuir o fluxo sanguíneo e pode causar dor no peito (angina) durante esforços ou situações de estresse”, fala o médico.

    Mais perigoso ainda é quando a placa se rompe. Nesse caso, ocorre a formação de um coágulo (trombo) que pode bloquear a artéria de forma súbita, interrompendo totalmente o fluxo de sangue e resultando em um infarto agudo do miocárdio.

    Quais são os fatores de risco para doença coronariana?

    O desenvolvimento da doença coronariana é multifatorial. Alguns fatores são modificáveis, ou seja, podem ser controlados com mudanças de hábitos e tratamento, enquanto outros são não modificáveis, como idade e histórico familiar.

    Principais fatores de risco para doença coronariana:

    • Hipertensão arterial (pressão alta)
    • Colesterol elevado (LDL alto e HDL baixo)
    • Diabetes mellitus
    • Tabagismo
    • Obesidade e sobrepeso
    • Sedentarismo
    • Histórico familiar de doença cardiovascular precoce
    • Estresse crônico
    • Envelhecimento (o risco aumenta com a idade)
    • Menopausa (nas mulheres, devido à queda de estrogênio)

    O cardiologista alerta: “Vale ressaltar que esses fatores podem atuar de forma somada, aumentando ainda mais a probabilidade de doença”.

    Sintomas da doença coronariana: como identificar sinais de comprometimento das artérias

    Na fase inicial, a doença coronariana pode ser silenciosa. Muitas pessoas só descobrem o problema durante exames de rotina ou após um evento agudo, como um infarto. Porém, alguns sinais podem indicar que as artérias já estão comprometidas.

    Entre os sintomas mais comuns estão:

    • Dor ou pressão no peito (angina), principalmente durante esforço físico ou situações de estresse
    • Falta de ar
    • Cansaço desproporcional
    • Dor irradiada para braço esquerdo, mandíbula, costas ou estômago
    • Sintomas atípicos em mulheres e diabéticos, como palpitações, náuseas, indigestão ou fadiga intensa

    Esses sintomas da doença coronariana devem sempre motivar uma investigação médica, especialmente se forem recorrentes.

    Como é feito o diagnóstico da doença coronariana?

    O diagnóstico da doença coronariana envolve uma combinação de avaliação clínica, análise de fatores de risco e exames complementares. O médico inicia com análise detalhada do paciente e exame físico, investigando sintomas, histórico familiar e hábitos de vida.

    Entre os exames mais utilizados estão:

    • Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração
    • Teste ergométrico (teste de esforço): avalia a resposta do coração durante exercício
    • Ecocardiograma de estresse: verifica alterações na função cardíaca sob esforço físico ou medicação
    • Cintilografia de perfusão miocárdica: identifica áreas do coração com menor irrigação sanguínea
    • Angiotomografia de coronárias: exame de imagem detalhado que mostra as artérias coronárias
    • Cateterismo cardíaco: exame invasivo que permite visualizar diretamente obstruções e, em alguns casos, realizar angioplastia (procedimento que desobstrui artérias entupidas com balão e stent).

    Esses exames não são, necessariamente, solicitados todos de uma vez. A escolha depende da gravidade dos sintomas, da presença de fatores de risco e da necessidade de confirmar ou descartar obstruções significativas.

    Em casos leves, muitas vezes os testes de esforço ou exames de imagem já fornecem informações suficientes. Já em situações mais graves, o cateterismo pode ser indicado para diagnóstico preciso e até intervenção imediata.

    Veja mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Prevenção e controle: mudanças de estilo de vida

    Grande parte dos fatores de risco para doença coronariana pode ser modificada. Isso significa que é possível reduzir consideravelmente as chances de desenvolver a condição ou, para quem já tem diagnóstico, controlar sua progressão.

    Medidas fundamentais incluem:

    • Alimentação saudável, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e pobre em sal, açúcar e gorduras saturada
    • Prática regular de atividade física (pelo menos 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado, como caminhada)
    • Não fumar
    • Controle do peso corporal
    • Sono adequado
    • Controle rigoroso da pressão arterial, colesterol e glicemia
    • Redução do estresse

    O cardiologista reforça: “Esses cuidados não apenas reduzem o risco de desenvolver a doença, como também ajudam a estabilizar as placas já existentes e a evitar complicações”.

    Tratamento da doença coronariana: medicamentos e procedimentos

    O tratamento da doença coronariana é individualizado e pode envolver três pilares principais: ajustes no estilo de vida, uso de medicamentos e, em casos selecionados, procedimentos ou cirurgias.

    • Medicamentos: estatinas e outros redutores de colesterol, aspirina em baixa dose (quando indicada), betabloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio, inibidores da ECA ou ARBs, nitratos e ranolazina
    • Procedimentos minimamente invasivos: como a angioplastia com colocação de stent, que expande a artéria com um balão e mantém o fluxo aberto com uma pequena malha metálica
    • Cirurgia de revascularização miocárdica (bypass coronariano): indicada em casos mais graves, cria novos caminhos para o sangue chegar ao coração

    Em todos os cenários, o acompanhamento regular com o cardiologista é essencial, tanto para ajustar o tratamento quanto para indicar programas de reabilitação cardíaca após cirurgias, que incluem educação, aconselhamento e treinamento físico supervisionado.

    Confira: Triglicérides: do combustível do corpo ao risco para o coração

    Perguntas e respostas sobre doença coronariana

    1. O que é a doença coronariana?

    É uma condição em que as artérias coronárias ficam estreitas ou bloqueadas devido ao acúmulo de placas de gordura e colesterol (aterosclerose). Isso reduz o fluxo de sangue e oxigênio para o coração, podendo levar à angina ou ao infarto.

    2. Quais são os principais fatores de risco?

    Hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, histórico familiar, estresse crônico, idade avançada e menopausa nas mulheres.

    3. Quais sintomas exigem atenção?

    Dor ou pressão no peito, falta de ar, cansaço desproporcional, dor irradiada para braço, mandíbula, costas ou estômago. Mulheres e diabéticos podem apresentar sinais atípicos, como náusea, palpitações ou fadiga intensa.

    4. Como a doença é diagnosticada?

    O diagnóstico combina avaliação clínica e exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma de estresse, cintilografia, angiotomografia ou cateterismo, dependendo do quadro clínico.

    5. É possível prevenir a doença coronariana?

    Sim. Alimentação equilibrada, atividade física regular, não fumar, controlar peso, pressão, colesterol e glicemia, dormir bem e reduzir o estresse são medidas fundamentais.

    6. Como é feito o tratamento?

    O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos (estatinas, aspirina, betabloqueadores, entre outros) e, em casos graves, procedimentos como angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização (bypass).

    Leia mais: Novas metas de colesterol em 2025: valores mais rígidos para proteger seu coração

  • Quantos infartos acontecem por ano no Brasil e o que aumenta esse risco 

    Quantos infartos acontecem por ano no Brasil e o que aumenta esse risco 

    Você já deve ter ouvido falar que o infarto é uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil, e isso não é exagero. Segundo o Ministério da Saúde, acontecem de 300 mil a 400 mil casos de infarto agudo do miocárdio por ano no país. Além disso, aproximadamente em cada 5 a 7 casos, há morte.

    Esse número alto importa para todo mundo, porque o infarto não escolhe idade. Embora seja mais comum em pessoas mais velhas, alguns fatores de risco — muitos deles ligados ao estilo de vida — aumentam muito a probabilidade de pessoas jovens também sofrerem um infarto.

    O que é infarto agudo do miocárdio

    O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma artéria do coração fica bloqueada por uma placa de gordura, coágulo ou outro impedimento, cortando ou reduzindo severamente o fluxo de sangue para parte do músculo cardíaco.

    Essa falta de sangue pode danificar ou matar células do coração e causa sintomas como dor no peito, falta de ar, suor frio e tontura. Quanto mais rápido chegar atendimento médico, maiores as chances de salvar o tecido cardíaco e reduzir danos.

    Fatores de risco: quem está mais vulnerável

    Pouca gente infarta por acaso. Há uma série de fatores que aumentam bastante as chances:

    • Tabagismo: um dos maiores inimigos do coração, prejudica os vasos, favorece placas de gordura nas artérias e provoca inflamação;
    • Colesterol alto: excesso de colesterol LDL e triglicerídeos altos elevam o risco de obstrução arterial;
    • Pressão alta: força os vasos, danifica artérias e facilita obstruções;
    • Diabetes: aumenta de 2 a 4 vezes o risco de infarto, devido ao impacto da glicose alta nos vasos;
    • Obesidade e gordura abdominal: aumentam inflamação e riscos metabólicos;
    • Sedentarismo: piora colesterol, pressão, glicemia e peso;
    • Histórico familiar: parentes próximos com infarto aumentam a vulnerabilidade;
    • Estresse, ansiedade e sono ruim: fatores psicossociais que também pesam no risco cardíaco.

    Outros fatores que merecem atenção

    • Idade: o risco cresce com o passar dos anos;
    • Sexo: homens têm infartos mais cedo; nas mulheres, o risco aumenta após a menopausa;
    • Condições socioeconômicas: acesso limitado à saúde e alimentação adequada aumenta a gravidade dos casos.

    O que você pode fazer hoje para evitar infartos

    • Parar de fumar ou não começar;
    • Praticar atividade física regular (caminhar, pedalar, nadar);
    • Manter alimentação equilibrada, com mais frutas, legumes e verduras;
    • Controlar glicemia, colesterol e pressão com acompanhamento médico;
    • Dormir bem e reduzir o estresse;
    • Fazer check-ups regulares, especialmente a partir dos 40 anos — antes, se houver histórico familiar.

    Perguntas frequentes sobre infarto no Brasil

    1. Quantos casos de infarto ocorrem por ano no Brasil?

    Estima-se que ocorram entre 300 mil e 400 mil casos de infarto agudo do miocárdio anualmente.

    2. Quantas pessoas morrem por infarto no país?

    Em cada 5 a 7 casos de infarto, ocorre um óbito. A taxa de mortalidade é alta.

    3. Jovens também infartam?

    Sim. Internações por infartos em pessoas de 30 a 40 anos estão aumentando, especialmente em quem tem fatores de risco como sobrepeso, sedentarismo e histórico familiar.

    4. Ter diabetes realmente aumenta muito o risco?

    Sim. Pessoas com diabetes têm de 2 a 4 vezes mais chances de sofrer infarto.

    5. E o tabagismo? Qual é seu impacto?

    É um dos principais fatores de risco: fumar inflama e danifica os vasos, favorecendo o acúmulo de placas de gordura.

    6. Mudanças no estilo de vida realmente ajudam?

    Sim. Alimentação saudável, atividade física, controle de pressão, glicemia e colesterol, sono de qualidade e menos estresse reduzem significativamente o risco.

    7. O que fazer se alguém suspeita que está infartando?

    Diante de dor no peito intensa, irradiação para braço, mandíbula ou costas, falta de ar, suor frio ou náusea, procure atendimento de urgência imediatamente. Quanto mais rápido o atendimento, melhores as chances de recuperação.

  • Infarto ou angina? Saiba quais são os principais sinais e fique atento 

    Infarto ou angina? Saiba quais são os principais sinais e fique atento 

    A dor no peito é sempre um sinal de alerta. Entre as causas mais conhecidas estão a angina e o infarto agudo do miocárdio. Embora possam parecer semelhantes, não são a mesma coisa. Saber diferenciar se é infarto ou angina é essencial para procurar ajuda rapidamente.

    Ambas fazem parte da doença arterial coronariana, relacionadas à isquemia miocárdica (redução do fluxo de sangue e oxigênio ao coração). Mas existem diferenças fundamentais em como surgem, são diagnosticadas e tratadas.

    O que é angina e como ela acontece

    A angina é caracterizada por dor ou aperto no peito causado por um desequilíbrio transitório entre a oferta e a demanda de oxigênio ao coração. É um quadro geralmente passageiro, que não causa aumento nos marcadores de lesão cardíaca (como a troponina).

    Tipos de angina

    • Angina estável: aparece durante esforço físico (subir escadas, caminhar rápido) ou estresse emocional. Melhora com repouso ou medicação.
    • Angina instável: pode surgir em repouso, é mais imprevisível e representa risco elevado de evoluir para infarto.

    Sintomas mais comuns da angina

    • Aperto ou pressão no peito;
    • Dor que pode irradiar para braço, mandíbula, pescoço ou costas;
    • Alívio dos sintomas com repouso ou uso de remédios prescritos.

    Confira: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

    O que é infarto

    O infarto acontece quando a isquemia é tão intensa e prolongada que causa morte das células do coração. Geralmente ocorre por obstrução súbita de uma artéria coronária por trombo, após ruptura de uma placa de gordura.

    O diagnóstico é confirmado por sintomas de isquemia + aumento de biomarcadores cardíacos (como troponina) e, muitas vezes, alterações no eletrocardiograma (ECG).

    Sintomas típicos do infarto

    • Dor forte no peito que dura mais de 20 minutos;
    • Dor que não melhora com repouso ou medicação;
    • Podem aparecer suor frio, falta de ar, náusea, tontura ou sensação de fraqueza intensa.

    Diferença entre angina e infarto

    • Angina: dor mais leve e curta, que melhora com repouso.
    • Infarto: dor intensa, prolongada e que não passa.

    Quando procurar atendimento? Sempre que houver dor forte no peito, diferente do habitual ou sem melhora com repouso, procure ajuda médica imediatamente.

    Exames e diagnóstico

    • Angina: pode ser investigada com teste ergométrico, ecocardiograma ou exames de imagem. Avaliação geralmente feita em consultório.
    • Infarto: exige diagnóstico de urgência, com eletrocardiograma e exames de sangue para confirmar lesão cardíaca.

    Tratamento da angina

    O tratamento se baseia em três pilares:

    • Mudança de hábitos: parar de fumar, controlar pressão, diabetes e colesterol, praticar exercícios, manter peso saudável.
    • Medicamentos: nitratos para crises, betabloqueadores, aspirina, estatinas e outros para prevenir complicações.
    • Procedimentos: angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização, indicados quando os sintomas persistem ou o risco é maior.

    Tratamento do infarto

    O infarto é uma emergência médica. O objetivo é desobstruir a artéria o quanto antes, para salvar o músculo cardíaco:

    • Angioplastia: idealmente em até 90 minutos após a chegada ao hospital.
    • Trombólise: uso de medicamentos que dissolvem o coágulo, indicada quando não há acesso imediato à angioplastia.

    Saiba mais: Infarto em mulheres: sintomas silenciosos para ficar atenta

    Fatores de risco e prevenção

    O que aumenta o risco

    • Pressão alta, colesterol elevado, diabetes;
    • Tabagismo;
    • Sedentarismo e obesidade;
    • Histórico familiar de doenças cardíacas.

    O que fazer para prevenir

    • Praticar atividade física regularmente;
    • Ter uma alimentação equilibrada;
    • Controlar pressão, glicemia e colesterol;
    • Evitar o cigarro;
    • Realizar consultas médicas de rotina.

    Em resumo: a angina é um alerta de que há falta de oxigênio no coração, mas sem morte celular. Já o infarto é a consequência mais grave, em que ocorre necrose do tecido cardíaco. Reconhecer os sinais e buscar ajuda imediata pode salvar vidas.

    Perguntas frequentes sobre angina e infarto

    1. Como saber se a dor no peito é infarto ou angina?

    A angina geralmente é mais leve, dura poucos minutos e melhora com repouso ou medicação. Já o infarto causa dor forte, prolongada, que não melhora com descanso e pode vir acompanhada de suor frio, falta de ar, náusea ou tontura.

    2. Angina pode virar infarto?

    Sim. A angina instável pode evoluir para um infarto, já que indica que o coração não está recebendo sangue de forma adequada.

    3. Existe exame específico para diferenciar angina e infarto?

    Sim. Na angina, os médicos podem solicitar testes de esforço, ecocardiograma ou exames de imagem. No infarto, o diagnóstico é feito com eletrocardiograma e exames de sangue que detectam lesão no coração, como a troponina.

    4. Quais são os sinais de alerta que exigem ajuda médica imediata?

    Dor intensa no peito ou diferente do habitual, que não melhora com repouso, especialmente se acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea ou desmaio, deve levar a uma busca imediata por atendimento médico.

    5. Quais hábitos ajudam a prevenir infarto ou angina?

    Praticar exercícios regularmente, manter uma alimentação equilibrada, controlar pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar e realizar acompanhamento médico frequente são medidas fundamentais para reduzir os riscos.

    6. Quem já teve infarto pode ter angina depois?

    Sim. Muitas pessoas que já tiveram infarto podem apresentar angina, indicando que ainda há obstrução nas artérias do coração. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.

    Leia mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

  • 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto 

    5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto 

    O infarto continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, mas grande parte desses episódios pode ser evitada. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein, mudanças no estilo de vida têm impacto direto na redução do risco de infarto.

    São pequenas escolhas no dia a dia que já fazem uma enorme diferença para manter o coração saudável. Confira cinco dicas simples.

    1. Mantenha uma alimentação equilibrada

    O prato é um dos maiores aliados (ou vilões) do coração. Prefira frutas, legumes, verduras, grãos integrais, leguminosas e peixes. Reduza frituras, ultraprocessados, excesso de sal e açúcar.

    A dieta mediterrânea é apontada em estudos como uma das mais protetoras contra doenças cardiovasculares.

    2. Faça atividade física diariamente

    Não tem como fugir: movimentar o corpo ajuda a controlar pressão, colesterol, glicemia e peso. O ideal é acumular pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, segundo a OMS. Caminhar, pedalar, nadar ou dançar já valem. O importante é começar.

    3. Não fume

    O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para infarto. As substâncias químicas do cigarro danificam as artérias e favorecem o acúmulo de placas de gordura.

    Parar de fumar pode reduzir o risco de infarto pela metade em poucos anos. Se necessário, procure ajuda para abandonar o cigarro. Atualmente, há diversos tratamentos contra o vício.

    4. Controle pressão, colesterol e glicose

    Esses parâmetros, muitas vezes silenciosos, dizem muito sobre a saúde do coração. Fazer exames com frequência ajuda a identificar alterações cedo e tratar antes de complicações.

    Saiba mais: Por que controlar o diabetes é tão importante para o coração

    5. Cuide do sono e do estresse

    Dormir mal e viver sob estresse constante prejudicam o coração. O sono ruim eleva a pressão arterial, enquanto o estresse estimula hábitos nocivos, como comer em excesso ou fumar.

    Procure dormir de 7 a 8 horas por noite. Para lidar com o estresse, aposte em meditação, alongamentos, pausas durante o dia e momentos de lazer.

    Leia também: Quando a falta de ar pode ser sinal de problema no coração

    Perguntas frequentes sobre prevenção do infarto

    1. O risco de infarto aumenta só com a idade?

    A idade é um fator relevante, mas hábitos ruins podem antecipar o risco de infarto em pessoas jovens.

    2. Existe exame específico para prever infarto?

    Não há um único exame para prever o infarto. O médico avalia pressão, colesterol, glicemia, ECG e, em alguns casos, exames de imagem para estimar o risco.

    3. Quem tem histórico familiar de infarto pode evitar a doença?

    Sim. Apesar da genética pesar, hábitos saudáveis reduzem bastante o risco.

    4. O risco de infarto é igual para homens e mulheres?

    Não. Homens jovens têm risco maior, mas após a menopausa o risco das mulheres se iguala ou até supera o dos homens, por isso é importante sempre fazer acompanhamento médico e ter hábitos saudáveis.

    5. Quem já teve um infarto pode evitar que aconteça de novo?

    Sim. Mudanças no estilo de vida, uso correto dos medicamentos e acompanhamento regular reduzem bastante as chances de um novo evento.

    6. Exercícios intensos aumentam o risco de infarto?

    Não, desde que a pessoa passe por avaliação médica antes. A atividade física regular protege o coração. O maior risco está em sedentários que fazem esforço repentino sem preparo.

    Confira também: Infarto em mulheres: sintomas silenciosos que merecem atenção

  • Vai operar? Veja os cuidados para quem tem pressão alta ou já infartou

    Vai operar? Veja os cuidados para quem tem pressão alta ou já infartou

    Quando surge a necessidade de uma cirurgia, seja ela simples ou complexa, uma das principais preocupações dos médicos é avaliar como está o coração do paciente. Isso acontece porque o sistema cardiovascular é diretamente impactado pelo estresse da anestesia, pelo tempo de internação e pelo processo de recuperação.

    No caso de pessoas com pressão alta ou que já passaram por um infarto, a avaliação é ainda mais importante para prevenir complicações durante e após o procedimento. Para entender melhor quais são os principais cuidados e como reduzir riscos, reunimos algumas orientações práticas a seguir!

    Por que o coração precisa de avaliação antes da cirurgia?

    Durante um procedimento cirúrgico, o organismo é afetado por algumas alterações importantes: há liberação de hormônios de estresse, variação da pressão arterial, maior demanda de oxigênio e risco de sangramentos.

    Em pacientes saudáveis e sem histórico cardíaco, isso tende a ser bem tolerado. No entanto, para quem tem hipertensão ou já passou por infarto, a situação é mais delicada, uma vez que podem desencadear complicações durante e após a cirurgia, como:

    • Picos de pressão durante o procedimento, que podem sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos;
    • Sangramento ou dificuldade de controle da pressão arterial;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Infarto.

    “O estresse do procedimento cirúrgico e da anestesia pode sobrecarregar o coração, especialmente se a pessoa já tem uma condição prévia. Em um coração já fragilizado, esse aumento de demanda pode ser insuportável, levando a um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio, o que pode causar um infarto ou outras complicações”, explica Edilza Câmara Nóbrega, cardiologista formada pelo InCor-HCFMUSP.

    Já tive um infarto, posso operar?

    Ter um histórico de problemas cardíacos, como infarto, não impede a realização de uma cirurgia. No entanto, segundo Edilza, exige um planejamento mais cuidadoso e uma avaliação rigorosa.

    “Esses pacientes precisam de um acompanhamento cardiológico mais detalhado no pré-operatório. A avaliação é muito importante para entender a condição atual do coração, a gravidade do infarto anterior e o risco de um novo evento”, explica a cardiologista.

    Quem precisa obrigatoriamente passar pelo cardiologista?

    A avaliação cardiológica pré-cirúrgica é importante para todas as pessoas, independentemente do tipo de cirurgia, mas existem situações em que a consulta é ainda mais recomendada:

    • Pessoas com pressão alta diagnosticada;
    • Pacientes que já tiveram infarto ou sofreram angina;
    • Quem possui insuficiência cardíaca ou já colocou stent;
    • Portadores de arritmias ou marcapasso;
    • Pessoas com colesterol alto, diabetes ou histórico familiar forte de doenças cardíacas;
    • Pacientes com mais de 65 anos, mesmo sem diagnóstico prévio, dependendo do tipo de cirurgia.

    Sinais de alerta para ficar de olho

    Mesmo que o paciente não tenha diagnóstico confirmado, existem sintomas que servem como alerta para investigar o coração antes da cirurgia. Entre eles:

    • Dor ou aperto no peito;
    • Falta de ar em atividades leves;
    • Palpitações frequentes;
    • Inchaço nas pernas e tornozelos;
    • Cansaço extremo sem causa aparente;
    • Desmaios ou tonturas recorrentes.

    Se algum desses sinais estiver presente, a recomendação é clara: não marcar cirurgia sem antes passar pelo cardiologista.

    O que fazer se a pressão estiver descontrolada no pré-operatório?

    Se, nos dias que antecedem a cirurgia, a pressão arterial estiver muito alta, o primeiro passo é entrar em contato imediatamente com o médico. A pressão elevada aumenta de forma significativa o risco de complicações durante o procedimento, como sangramentos, arritmias, AVC ou até um novo infarto.

    Na prática, o que pode acontecer é o seguinte: se a alteração for leve, o médico pode apenas ajustar a medicação ou recomendar medidas rápidas de controle, como repouso, redução de sal na dieta e monitoramento mais frequente da pressão.

    Porém, quando os valores estão muito altos e persistem mesmo com os remédios, a recomendação pode ser adiar a cirurgia até que a pressão esteja estabilizada.

    Como controlar a pressão arterial antes da cirurgia?

    Nos dias que antecedem a operação, Edilza ressalta que é fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas, como:

    • Não interromper o remédio de pressão alta sem orientação médica;
    • Monitorar a pressão diariamente em casa ou em farmácias;
    • Seguir uma dieta equilibrada, com pouco sal e alimentos leves;
    • Evitar álcool e cigarro;
    • Reduzir o estresse e garantir boas noites de sono.

    Se houver qualquer alteração significativa, como picos de pressão acima do habitual, o médico deve ser avisado imediatamente.

    Perguntas frequentes sobre cuidados antes da cirurgia

    1. Quanto tempo depois de um infarto é seguro fazer uma cirurgia eletiva?

    Não existe um prazo único e fixo para todos os pacientes. O tempo de espera para uma cirurgia eletiva após um infarto depende de uma avaliação médica detalhada, levando em conta diversos fatores, como condição geral do paciente e gravidade do infarto.

    2. Quais exames de coração são feitos antes da cirurgia?

    Os mais comuns são o eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração, o ecocardiograma, que mostra imagens do bombeamento do sangue e da função das válvulas cardíacas, e, em alguns casos, o teste ergométrico, que avalia como o coração responde ao esforço físico.

    Além desses, exames laboratoriais de rotina (como colesterol, glicemia e coagulação) ajudam a identificar fatores de risco que podem impactar a cirurgia. Em pacientes com histórico de infarto ou hipertensão descontrolada, o médico pode solicitar exames complementares.

    3. O que pode acontecer se a pressão estiver alta no dia da cirurgia?

    Se a pressão estiver muito elevada, o procedimento pode ser adiado. Isso acontece porque a pressão muito alta durante a cirurgia pode causar problemas sérios, como derrame ou infarto. Por isso, só o anestesista e o cardiologista podem decidir se é seguro seguir ou adiar o procedimento.

    4. O estresse emocional pode atrapalhar o coração antes da cirurgia?

    Sim, pois o estresse faz com que o corpo libere adrenalina e cortisol, hormônios que aumentam a frequência cardíaca e elevam a pressão arterial. Para quem já tem histórico de hipertensão ou infarto, isso pode ser perigoso. A ansiedade excessiva também pode provocar insônia, dificultar o controle da glicemia em diabéticos e até interferir na recuperação pós-cirúrgica.

    5. O álcool deve ser suspenso antes da cirurgia?

    Sim, especialmente em excesso. O álcool desregula a pressão arterial e interfere no funcionamento do fígado, responsável por metabolizar os anestésicos.