Tag: embolia pulmonar

  • Recebeu diagnóstico de embolia pulmonar? Entenda o que acontece após a internação

    Recebeu diagnóstico de embolia pulmonar? Entenda o que acontece após a internação

    A embolia pulmonar, também conhecida como tromboembolismo pulmonar (TEP), ocorre quando um coágulo sanguíneo bloqueia uma ou mais artérias dos pulmões. A gravidade pode variar desde quadros leves até situações que colocam a vida em risco.

    Na maioria dos casos, o trombo se forma nas veias profundas das pernas ou da pelve, condição conhecida como trombose venosa profunda (TVP), e posteriormente se desloca pela corrente sanguínea até os pulmões.

    O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para reduzir a obstrução da circulação pulmonar e diminuir o risco de complicações.

    O que acontece durante uma embolia pulmonar

    Quando um coágulo chega aos pulmões, ele bloqueia parte do fluxo sanguíneo para determinadas regiões pulmonares.

    Como consequência, ocorre um desequilíbrio entre ventilação e circulação, prejudicando as trocas gasosas e a oxigenação do sangue.

    Dependendo do tamanho do trombo e da extensão da obstrução, podem surgir sintomas como:

    • Falta de ar;
    • Dor no peito;
    • Queda da saturação de oxigênio;
    • Tosse;
    • Palpitações;
    • Sobrecarga do coração.

    Nos casos mais graves, pode ocorrer instabilidade circulatória, choque e risco de morte.

    O tratamento começa ainda no hospital

    Após a confirmação ou forte suspeita diagnóstica, o tratamento geralmente é iniciado imediatamente.

    Os principais objetivos são:

    • Impedir o crescimento do coágulo;
    • Evitar a formação de novos trombos;
    • Reduzir o risco de complicações;
    • Permitir que o organismo dissolva gradualmente a obstrução.

    A estratégia terapêutica depende da gravidade do quadro e das condições clínicas do paciente.

    Anticoagulantes: a base do tratamento

    Os anticoagulantes são o principal tratamento da embolia pulmonar.

    Embora sejam popularmente chamados de “afinadores do sangue”, eles não dissolvem diretamente o coágulo já formado.

    Sua função é:

    • Impedir o crescimento do trombo;
    • Reduzir a formação de novos coágulos;
    • Diminuir o risco de recorrência.

    Dessa forma, o próprio organismo consegue remover gradualmente o trombo ao longo do tempo.

    Quais anticoagulantes podem ser utilizados?

    A escolha do medicamento deve ser individualizada, sempre indicada pelo médico.

    Entre as opções mais utilizadas estão:

    • Heparinas;
    • Rivaroxabana;
    • Apixabana;
    • Edoxabana;
    • Dabigatrana;
    • Varfarina em situações específicas.

    A decisão leva em consideração fatores como:

    • Idade;
    • Função renal;
    • Presença de câncer;
    • Risco de sangramento;
    • Outras doenças associadas.

    Quanto tempo dura o tratamento?

    A duração da anticoagulação depende da causa da embolia pulmonar e do risco de recorrência.

    Casos associados a fatores temporários

    Quando a embolia está relacionada a fatores transitórios, como:

    • Cirurgias recentes;
    • Imobilização prolongada;
    • Traumas.

    O tratamento costuma durar cerca de três meses, podendo variar conforme a avaliação médica.

    Casos sem causa identificada

    Quando não é encontrada uma causa evidente, o tratamento pode ser prolongado e reavaliado periodicamente.

    Casos de alto risco de recorrência

    Alguns pacientes podem necessitar anticoagulação por tempo indeterminado, especialmente aqueles com:

    • Trombofilias;
    • Episódios recorrentes de trombose;
    • Alguns tipos de câncer;
    • Fatores permanentes de risco.

    Quando a internação é necessária?

    Muitos pacientes permanecem internados nos primeiros dias para monitorização e estabilização clínica.

    A internação costuma ser indicada quando existe:

    • Falta de ar importante;
    • Baixa oxigenação;
    • Pressão arterial baixa;
    • Frequência cardíaca muito elevada;
    • Sinais de sobrecarga cardíaca;
    • Maior risco de complicações.

    Em casos selecionados e de menor gravidade, o tratamento pode ser realizado em regime ambulatorial.

    Casos graves podem exigir tratamentos mais agressivos

    Pacientes classificados como de alto risco podem precisar de intervenções adicionais.

    Trombólise

    Consiste no uso de medicamentos capazes de dissolver o coágulo de forma mais rápida.

    É um tratamento reservado para situações graves, devido ao maior risco de sangramento.

    Trombectomia por cateter

    Em alguns casos, procedimentos minimamente invasivos podem ser utilizados para remover ou fragmentar o trombo.

    Essa abordagem costuma ser reservada para pacientes selecionados.

    Oxigênio pode ser necessário?

    Sim. Pacientes com queda da oxigenação podem precisar de suporte respiratório, como:

    • Cateter nasal;
    • Máscara de oxigênio;
    • Ventilação não invasiva;
    • Suporte respiratório avançado nos casos mais graves.

    A necessidade depende da extensão da embolia e da repercussão clínica.

    Como os médicos investigam a causa?

    Após a estabilização do quadro, é importante identificar o fator que favoreceu a formação do coágulo.

    A investigação pode incluir:

    • Cirurgias recentes;
    • Internações prolongadas;
    • Imobilização;
    • Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal;
    • Gravidez e puerpério;
    • Câncer;
    • Trombofilias;
    • Histórico familiar de trombose.

    Essa etapa ajuda a definir a duração do tratamento e a prevenir novos episódios.

    Como é a recuperação?

    A recuperação varia de acordo com a gravidade da embolia pulmonar.

    Muitos pacientes apresentam melhora significativa nas primeiras semanas, mas alguns sintomas podem persistir temporariamente, como:

    • Cansaço;
    • Falta de ar aos esforços;
    • Menor capacidade física;
    • Sensação de recuperação lenta.

    A maioria das pessoas consegue retomar suas atividades habituais gradualmente.

    Existe risco de uma nova embolia?

    Sim. O risco é maior nos primeiros meses após o episódio inicial e depende da causa que levou à formação do trombo.

    Por isso, é fundamental:

    • Utilizar corretamente os anticoagulantes;
    • Comparecer às consultas de acompanhamento;
    • Controlar fatores de risco;
    • Seguir as orientações médicas.

    O que fazer após a alta hospitalar?

    Após a alta, os cuidados costumam ser os abaixo.

    1. Uso correto dos anticoagulantes

    A medicação deve ser tomada exatamente como prescrita.

    2. Comparecer às consultas de acompanhamento

    O acompanhamento permite avaliar a evolução e ajustar o tratamento quando necessário.

    3. Retomar atividades gradualmente

    O retorno ao trabalho e aos exercícios deve ocorrer de forma progressiva.

    4. Controlar fatores de risco

    Parar de fumar, manter peso adequado e tratar doenças associadas ajuda a reduzir novas tromboses.

    5. Reconhecer sinais de alerta

    Conhecer os sintomas de recorrência pode acelerar a busca por atendimento médico.

    Quando procurar atendimento urgente?

    Procure atendimento imediatamente se ocorrer:

    • Falta de ar súbita;
    • Dor no peito;
    • Tosse com sangue;
    • Desmaio;
    • Queda importante da oxigenação;
    • Inchaço ou dor em uma das pernas.

    Esses sintomas podem indicar recorrência da trombose ou outras complicações.

    Confira: Trombose na gravidez afeta o bebê? Conheça os sintomas, os cuidados e como evitar

    Perguntas frequentes sobre embolia pulmonar

    1. O principal tratamento da embolia pulmonar é a anticoagulação?

    Sim. Os anticoagulantes são a base do tratamento na maioria dos casos.

    2. Os anticoagulantes dissolvem o coágulo?

    Não diretamente. Eles impedem a formação de novos trombos enquanto o organismo remove gradualmente o coágulo existente.

    3. Toda embolia pulmonar precisa de internação?

    Não necessariamente. Alguns pacientes de baixo risco podem ser tratados em casa, mas muitos necessitam monitorização inicial.

    4. Quanto tempo dura o tratamento?

    O período varia conforme a causa e o risco de recorrência, podendo durar meses ou ser prolongado por tempo indeterminado.

    5. Existe risco de uma nova embolia pulmonar?

    Sim. Por isso é fundamental seguir corretamente o tratamento e o acompanhamento médico.

    6. Pode ser necessário usar oxigênio?

    Sim. Pacientes com baixa oxigenação podem necessitar suporte respiratório temporário.

    7. É possível voltar a ter uma vida normal após uma embolia pulmonar?

    Na maioria dos casos, sim. Com tratamento adequado e acompanhamento médico, muitos pacientes retomam suas atividades habituais.

    Veja mais: Essas 10 situações aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar

  • Quando voos longos se tornam perigosos para o coração e a circulação

    Quando voos longos se tornam perigosos para o coração e a circulação

    Passar horas sentado na mesma posição, a milhares de metros de altitude, pode ser cansativo para qualquer pessoa. Mas, para além do desconforto físico e do jet lag, as viagens longas de avião podem aumentar o risco de alguns problemas de saúde, inclusive aqueles associados à circulação sanguínea e a desidratação.

    Apesar de ser um meio de transporte seguro, as condições da cabine e a baixa movimentação das pernas dificultam o retorno do sangue para o coração, favorecendo o inchaço nos pés e tornozelos.

    Em casos mais raros, principalmente em pessoas com fatores de risco, também pode ocorrer a formação de coágulos sanguíneos, conhecida como trombose venosa profunda.

    Para entender como as viagens longas afetam o organismo e quais medidas ajudam a reduzir os riscos durante o voo, conversamos com o cardiologista Giovanni Henrique Pinto.

    Por que voos longos podem afetar o coração?

    Durante um voo longo, o corpo passa muitas horas em uma condition de pouca movimentação, baixa umidade e menor pressão de oxigênio dentro da cabine. Apesar do avião ser pressurizado, a quantidade de oxigênio disponível em grandes altitudes é menor do que em solo, o que faz o organismo trabalhar um pouco mais para manter o equilíbrio.

    Na maioria das pessoas saudáveis, isso não causa problemas graves. No entanto, em indivíduos com doenças cardiovasculares, pressão alta, insuficiência cardíaca ou arritmias, a combinação de imobilidade prolongada e desidratação pode aumentar as chances de complicações.

    “O principal perigo é o desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP), popularmente conhecida como ‘síndrome da classe econômica’. Isso ocorre porque durante o voo a pessoa permanece sentada por longos períodos, com pouco espaço para movimentar as pernas, o que favorece o acúmulo de sangue nas veias das pernas”, explica Giovanni.

    O cardiologista ainda explica que, uma vez que a pressão reduzida da cabine e o ar ressecado contribuem para a desidratação, o sangue fica mais espesso e propenso à formação de coágulos. Se um coágulo se forma e migra para os pulmões, ocorre uma embolia pulmonar, uma condição grave que pode ser fatal.

    Existe um tempo de voo considerado mais crítico?

    O risco de problemas circulatórios e cardíacos aumenta significativamente em voos com mais de quatro horas de duração. A partir do período de imobilidade, cresce a chance de o sangue se acumular nas pernas e formar coágulos.

    Quando a viagem ultrapassa oito horas, o risco se torna ainda maior devido à combinação entre desidratação e longos períodos sem movimentação adequada.

    “Também importa a frequência — quem faz voos longos repetidos em curto intervalo de tempo acumula risco. O período mais crítico costuma ser a segunda metade de voos muito longos, quando a imobilidade já se prolongou por horas”, explica Giovanni.

    Quem faz parte do grupo de risco?

    Segundo Giovanni, as pessoas com maior risco são aquelas que já têm histórico de:

    • Trombose ou embolia pulmonar;
    • Insuficiência cardíaca;
    • Arritmias graves, como fibrilação atrial não controlada;
    • Doença arterial coronariana grave;
    • Hipertensão arterial não controlada;
    • Obesidade severa;
    • Varizes importantes;
    • Mobilidade reduzida.

    Também fazem parte do grupo de maior vulnerabilidade as gestantes, as pessoas com mais de 60 anos, quem realizou cirurgia recente (especialmente ortopédica), os pacientes com câncer e os usuários de anticoncepcionais hormonais. Quanto maior a combinação de fatores de risco, maior a preocupação, ressalta o cardiologista.

    Sinais de alerta: quando se preocupar durante ou após o voo?

    Giovanni aponta que a atenção deve ser redobrada nas primeiras 72 horas após o voo, período em que há maior risco de manifestação de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.

    Os principais sinais de alerta nas pernas incluem:

    • Dor em uma das pernas, principalmente na panturrilha;
    • Inchaço em apenas uma perna;
    • Vermelhidão;
    • Sensação de calor local.

    Já os sinais de embolia pulmonar exigem atendimento de emergência imediato, pois a condição pode ser grave. Os mais comuns incluem:

    • Falta de ar súbita;
    • Dor no peito, especialmente ao respirar fundo;
    • Tosse com sangue;
    • Desmaio ou sensação de desmaio iminente;
    • Batimentos cardíacos acelerados;
    • Ansiedade intensa sem motivo claro.

    “Para quem tem doença cardíaca, qualquer sintoma diferente do habitual após a viagem, como cansaço excessivo, inchaço nas pernas ou piora da falta de ar, deve ser avaliado pelo médico preferencialmente no mesmo dia”, esclarece Giovanni.

    Pessoas com doenças cardíacas podem viajar de avião com segurança?

    Na maioria das vezes, desde que os fatores de risco estejam controlados e a viagem seja planejada com cuidado, é possível viajar de avião sem problemas. Contudo, Giovanni orienta consultar um cardiologista antes de qualquer voo longo.

    “Quem teve infarto recente deve aguardar pelo menos duas a quatro semanas antes de voar em casos não complicados, e até seis semanas em situações mais graves”, recomenda o cardiologista. Já pessoas com com insuficiência cardíaca descompensada, dor no peito frequente ou arritmias sem controle devem evitar viagens de avião até que o quadro esteja estabilizado.

    Em alguns casos, o médico pode fornecer uma autorização para a viagem e solicitar oxigênio suplementar durante o voo, que deve ser pedido com antecedência à companhia aérea.

    Como proteger o coração e a circulação em viagens longas?

    Alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir os riscos e tornar a viagem mais segura, especialmente em voos com muitas horas de duração, como:

    • Levantar e caminhar pelo corredor a cada uma ou duas horas;
    • Fazer exercícios com as pernas mesmo sentado;
    • Flexionar e estender os tornozelos;
    • Elevar os joelhos alternadamente;
    • Evitar cruzar as pernas por longos períodos;
    • Beber água regularmente durante o voo;
    • Evitar bebidas alcoólicas;
    • Evitar refrigerantes, que favorecem a desidratação;
    • Usar meias de compressão graduada em voos acima de quatro horas, com orientação médica;
    • Usar anticoagulantes preventivos antes das viagens, no caso de pacientes de alto risco.

    Giovanni também ressalta que é importante levar medicamentos na bagagem de mão em quantidade suficiente para todo o período, incluindo reserva para imprevistos.

    Também vale carregar um resumo do histórico de saúde, exames recentes (eletrocardiograma, ecocardiograma) e lista de medicamentos em uso, além de verificar a cobertura do seguro de viagem para condições preexistentes.

    Quando consultar o médico antes de viajar?

    O ideal é consultar o cardiologista com pelo menos duas a quatro semanas de antecedência, segundo Giovanni. Na consulta, o médico pode avaliar se os fatores de risco estão bem controlados, ajustando os medicamentos, se necessário, e indicando medidas preventivas individualizadas.

    A avaliação médica é ainda mais importante para pessoas com doenças cardíacas, histórico de trombose, pressão alta descontrolada ou outras condições que aumentam o risco de complicações durante voos longos.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. O que é a “síndrome da classe econômica”?

    É o termo popular usado para descrever a trombose venosa profunda que ocorre em passageiros de voos longos. O nome surgiu devido ao espaço reduzido entre as poltronas da classe econômica, que limita ainda mais os movimentos das pernas, embora o problema também possa acontecer na classe executiva se a pessoa não se mexer.

    2. Qual é o principal perigo de um coágulo se formar na perna?

    O maior risco é que esse coágulo (trombo) se desprenda da veia da perna e viaje pela corrente sanguínea até chegar aos pulmões. Se isso acontecer, ele pode bloquear a passagem de sangue local, causando uma condição grave chamada embolia pulmonar, que é uma emergência médica.

    3. Quais são os sintomas de trombose na perna após o voo?

    Os principais sinais de alerta nas pernas, que podem surgir durante o voo ou até semanas após a viagem, são:

    • Inchaço em apenas uma das pernas (assimétrico);
    • Dor ou sensação de peso na panturrilha que piora ao caminhar;
    • Vermelhidão ou pele arroxeada na região dolorida;
    • Região da panturrilha visivelmente mais quente que o resto do corpo.

    4. Quem tem varizes corre mais risco em voos longos?

    Sim. Pessoas com varizes calibrosas e insuficiência venosa crônica já possuem uma circulação nas pernas mais lenta e prejudicada por natureza. A imobilidade do voo agrava essa condição, tornando esse grupo mais propenso a inchaços severos e trombose.

    5. Quem já teve infarto ou usa marca-passo pode voar?

    Pessoas com marca-passo podem voar normalmente e devem apenas avisar a segurança do aeroporto antes de passar pelo detector de metais. Já quem sofreu um infarto recente ou passou por cirurgia cardíaca precisa de liberação do cardiologista. Normalmente, o recomendado é aguardar de 2 a 4 semanas para voar, dependendo da gravidade do caso.

    6. Como as meias de compressão ajudam a proteger o coração e as veias?

    As meias de compressão elástica exercem uma pressão graduada no tornozelo que vai diminuindo em direção ao joelho. Isso ajuda a pressionar as veias superficiais, direcionando o sangue para as veias profundas e facilitando o retorno do sangue para o coração, reduzindo drasticamente o inchaço e o risco de coágulos.

    7. O uso de remédios para dormir ou calmantes é recomendado?

    Eles devem ser evitados em voos longos. Os sedativos e indutores de sono fazem com que a pessoa durma profundamente por muitas horas sem mudar de posição ou acordar para esticar as pernas, o que aumenta drasticamente o tempo de imobilidade total e o risco de complicações vasculares.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • 10 sintomas de embolia pulmonar para ficar atento

    10 sintomas de embolia pulmonar para ficar atento

    A embolia pulmonar é uma condição médica grave que acontece quando um coágulo de sangue, também conhecido como trombo, bloqueia uma ou mais artérias dos pulmões. Na maioria dos casos, o coágulo se forma nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda) e depois se desloca pela corrente sanguínea até os pulmões. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

    Quando acontece o bloqueio, o sangue não consegue chegar a partes do pulmão, de modo que a troca de oxigênio fica prejudicada e o coração precisa fazer mais esforço para manter tudo funcionando. Vale destacar que a embolia pulmonar é uma emergência médica e precisa de atendimento rápido para evitar complicações.

    Os sintomas da embolia pulmonar podem variar dependendo da gravidade do bloqueio, mas os sinais mais comuns surgem de forma repentina. Para te ajudar a identificar o quadro, listamos os principais a seguir.

    1. Falta de ar repentina

    A falta de ar é um dos sinais mais comuns da embolia pulmonar e costuma aparecer de forma súbita, mesmo quando em repouso. Pode dar a sensação de respiração curta, dificuldade para encher os pulmões ou até uma leve sensação de sufoco.

    2. Dor no peito ao respirar

    A dor no peito normalmente piora ao respirar fundo, tossir ou se movimentar. Ela costuma ser descrita como uma dor aguda, semelhante a uma pontada ou fisgada.

    3. Tosse (com ou sem sangue)

    No quadro de embolia, a tosse pode ser seca ou com catarro. Em alguns casos, pode haver presença de sangue.

    4. Coração acelerado (taquicardia)

    Os batimentos cardíacos ficam mais rápidos porque o coração precisa compensar a dificuldade de circulação e a menor oxigenação do sangue.

    5. Tontura, fraqueza ou desmaio

    A redução da oxigenação no corpo pode afetar o cérebro, causando tontura, sensação de fraqueza ou até desmaio em casos mais graves.

    6. Cansaço intenso

    Como o corpo não está recebendo oxigênio suficiente, é comum sentir fraqueza muscular intensa e exaustão mesmo em repouso.

    7. Suor frio e sensação de mal-estar

    O mal-estar geral costuma vir acompanhado de suor frio, palidez e até sensação de ansiedade.

    8. Inchaço, dor ou vermelhidão nas pernas

    Esses sinais podem indicar trombose venosa profunda, que muitas vezes é a origem da embolia pulmonar.

    9. Respiração rápida (taquipneia)

    A respiração pode ficar mais rápida e superficial como tentativa do corpo de compensar a falta de oxigênio.

    10. Lábios ou unhas arroxeados (cianose)

    Em casos mais graves, pode surgir coloração azulada nos lábios ou nas unhas, indicando baixa oxigenação do sangue.

    Como identificar a trombose venosa profunda?

    A trombose venosa profunda (TVP) é uma das principais causas de embolia pulmonar e ocorre quando há formação de coágulo nas veias profundas, geralmente nas pernas.

    Os sinais mais comuns incluem:

    • Inchaço repentino em uma das pernas;
    • Dor semelhante a cãibra;
    • Pele avermelhada ou arroxeada;
    • Aumento da temperatura local;
    • Veias mais visíveis ou endurecidas.

    Vale destacar que a TVP pode não causar sintomas claros, por isso qualquer alteração em apenas uma perna deve ser avaliada.

    Perguntas frequentes

    1. A embolia pulmonar é perigosa?

    Sim. É uma condição grave que pode comprometer a oxigenação do sangue e sobrecarregar o coração.

    2. Quais são os principais fatores de risco?

    Cirurgias recentes, imobilidade prolongada, uso de anticoncepcionais, tabagismo, câncer, obesidade e predisposição genética.

    3. Qual a diferença entre trombose e embolia?

    A trombose é a formação do coágulo. A embolia ocorre quando ele se desloca até os pulmões.

    4. Como o médico confirma o diagnóstico?

    Com exames como angiotomografia, D-dímero, ultrassom Doppler e cintilografia pulmonar.

    5. Anticoncepcional aumenta o risco?

    Sim, especialmente quando associado a outros fatores de risco.

    6. Qual é o tratamento?

    O tratamento é feito principalmente com anticoagulantes. Em casos graves, podem ser usados trombolíticos ou cirurgia.

    7. Posso praticar exercícios depois?

    Sim, após liberação médica e de forma gradual.

  • 10 sintomas de embolia pulmonar que você não deve ignorar

    10 sintomas de embolia pulmonar que você não deve ignorar

    A embolia pulmonar é uma condição médica grave que acontece quando um coágulo de sangue, também conhecido como trombo, bloqueia uma ou mais artérias dos pulmões. Na maioria dos casos, o coágulo se forma nas veias profundas das pernas (Trombose Venosa Profunda) e depois se desloca pela corrente sanguínea até os pulmões.

    Quando acontece o bloqueio, o sangue não consegue chegar a partes do pulmão, de modo que a troca de oxigênio fica prejudicada e o coração precisa fazer mais esforço para manter tudo funcionando. Vale destacar que a embolia pulmonar é uma emergência médica e precisa de atendimento rápido para evitar complicações.

    Os sintomas da embolia pulmonar podem variar dependendo da gravidade do bloqueio, mas os sinais mais comuns surgem de forma repentina. Para te ajudar a identificar o quadro, listamos os principais a seguir.

    1. Falta de ar repentina

    A falta de ar é um dos sinais mais comuns da embolia pulmonar e costuma aparecer de forma súbita, mesmo quando em repouso. Ele pode dar a sensação de respiração curta, dificuldade para encher os pulmões ou até uma leve sensação de sufoco. Em alguns casos, pode piorar ao fazer pequenos esforços, como andar ou subir poucos degraus.

    2. Dor no peito ao respirar

    A dor no peito normalmente piora ao respirar fundo, tossir ou se movimentar. Ela costuma ser descrita como uma dor aguda, semelhante a uma pontada ou fisgada. O sintoma ocorre porque a região do pulmão afetada pelo coágulo sofre um processo inflamatório, irritando a membrana que o reveste.

    3. Tosse (com ou sem sangue)

    No quadro de embolia, a tosse pode ser seca ou com catarro. Em certos casos, pode haver presença de sangue, o que acontece quando há irritação ou lesão no tecido pulmonar.

    4. Coração acelerado (taquicardia)

    Os batimentos cardíacos ficam mais rápidos porque o coração precisa compensar a dificuldade de circulação e a menor oxigenação do sangue. É comum sentir o coração disparado ou palpitações persistentes, mesmo estando em repouso absoluto ou realizando atividades que não exigem esforço físico.

    5. Tontura, fraqueza ou desmaio

    A redução da oxigenação no corpo pode afetar o cérebro, causando tontura, sensação de fraqueza ou até desmaio em casos mais graves. Os sintomas indicam que o organismo está com dificuldade para manter o funcionamento adequado.

    6. Cansaço intenso

    Como o corpo não está recebendo oxigênio suficiente para manter a energia e o funcionamento normal, é comum sentir uma fraqueza muscular intensa e exaustão física mesmo em repouso, tornando simples tarefas do cotidiano, como falar ou mudar de posição, extremamente desgastantes.

    7. Suor frio e sensação de mal-estar

    O mal-estar geral costuma vir acompanhado de suor frio, palidez e até uma sensação de ansiedade ou inquietação. Eles acontecem porque o sistema nervoso entra em estado de alerta máximo devido à queda súbita de oxigênio e à sobrecarga do sistema circulatório.

    8. Inchaço, dor ou vermelhidão nas pernas

    Os sinais podem indicar a presença de uma trombose venosa profunda, que muitas vezes é a origem da embolia pulmonar. A perna pode ficar inchada, dolorida, quente e com a pele avermelhada, frequentemente em apenas um dos lados.

    9. Respiração rápida (taquipneia)

    A respiração pode ficar mais rápida e superficial como uma tentativa do corpo de compensar a falta de oxigênio. A pessoa pode perceber que está ofegante mesmo em repouso, com movimentos respiratórios curtos e frequentes, sem qualquer motivo aparente ou esforço prévio. Apesar de ser mais rápida, a respiração superficial é pouco eficiente, o que pode aumentar a sensação de cansaço e desconforto no peito.

    10. Lábios ou unhas arroxeados (cianose)

    Em situações mais graves, pode aparecer uma coloração azulada ou arroxeada, principalmente nos lábios, na ponta dos dedos e sob as unhas. Isso indica que os níveis de oxigênio no sangue estão muito baixos por causa da obstrução no pulmão. A cianose é um sinal de alerta que precisa de atendimento médico imediato.

    Como identificar a trombose venosa profunda?

    A trombose venosa profunda (TVP) é uma das principais causas de embolia pulmonar, causada pela formação de um trombo no interior das veias profundas, frequentemente nas pernas.

    Ela costuma estar relacionada à imobilidade prolongada, como em viagens longas, períodos de repouso após doenças ou cirurgias, e também em pessoas que passam muito tempo sentadas na mesma posição.

    A TVP pode ser identificada principalmente pelos seguintes sintomas:

    • Inchaço que surge de repente em uma das pernas, tornozelo ou pé;
    • Dor parecida com cãibra ou sensação de músculo repuxando;
    • Pele avermelhada ou arroxeada, indicando alteração na circulação da região;
    • Área afetada costuma ficar mais quente ao toque em comparação com a outra perna;
    • Veias mais visíveis ou endurecidas.

    Vale destacar que a TVP pode não causar sintomas claros em algumas pessoas, então qualquer mudança em apenas uma perna deve ser avaliada por um médico o quanto antes.

    Perguntas frequentes

    1. A embolia pulmonar é perigosa?

    Sim, é uma condição gravíssima porque o bloqueio impede a oxigenação do sangue e sobrecarrega o coração. O tratamento imediato é importante para reduzir o risco de morte.

    2. Quais são os principais fatores de risco?

    Os fatores de risco incluem cirurgias recentes (especialmente ortopédicas), imobilidade prolongada (viagens longas ou repouso absoluto), uso de anticoncepcionais orais, tabagismo, câncer, obesidade e predisposição genética (trombofilia).

    3. Qual a diferença entre trombose e embolia?

    A trombose é a formação do coágulo dentro de uma veia. A embolia ocorre quando o coágulo se solta e viaja até os pulmões.

    4. Como o médico confirma o diagnóstico?

    Os exames mais comuns são a angiotomografia de tórax, o exame de sangue D-dímero, o ultrassom Doppler das pernas e, em alguns casos, a cintilografia pulmonar.

    5. Quem toma anticoncepcional tem mais risco?

    Sim, os hormônios presentes em alguns anticoncepcionais podem aumentar a coagulabilidade do sangue, especialmente em casos de tabagismo, obesidade, idade superior a 35 anos e histórico familiar de trombose.

    6. Qual é o tratamento para embolia pulmonar?

    O tratamento principal é feito com medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e a formação de novos. Em casos críticos, podem ser usados trombolíticos ou cirurgia.

    7. Posso praticar exercícios após uma embolia?

    Sim, mas apenas após a liberação médica. Atividades leves costumam ser recomendadas após a fase aguda para ajudar na circulação.

  • Trombose e embolia pulmonar são a mesma coisa? Conheça as diferenças

    Trombose e embolia pulmonar são a mesma coisa? Conheça as diferenças

    Ao contrário do que muitos pensam, a coagulação do sangue é um processo natural do organismo, responsável por conter sangramentos e permitir a cicatrização de ferimentos. Quando você corta o dedo, por exemplo, o corpo reage formando um coágulo que interrompe o sangramento. O problema é quando esse mecanismo ocorre sem motivo, dentro de uma veia saudável.

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio, quando o sangue coagula sem necessidade e bloqueia o vaso, ocorre um quadro de trombose, que pode provocar dor, inchaço e vermelhidão, principalmente nas pernas. E, em alguns casos, esse coágulo pode se soltar e seguir pela corrente sanguínea até o pulmão, onde bloqueia a passagem do sangue — é o que chamamos de embolia pulmonar.

    Apesar de estarem diretamente relacionadas, trombose e embolia pulmonar não são a mesma coisa e saber identificar as diferenças é importante para reconhecer os sinais de alerta e procurar ajuda a tempo. Entenda mais, a seguir!

    O que é trombose?

    A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma em uma ou mais veias, impedindo o fluxo normal do sangue. O tipo mais comum é a Trombose Venosa Profunda (TVP), que costuma afetar as pernas, coxas e panturrilhas.

    Em alguns casos, o coágulo é pequeno e o próprio corpo consegue dissolvê-lo naturalmente. Mas, em situações mais sérias, o trombo pode crescer, causar inchaço, dor e até se desprender, viajando até órgãos vitais — o que resulta em uma embolia.

    A trombose costuma surgir após cirurgias, longos períodos de imobilização, gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais ou presença de doenças crônicas. Ainda assim, qualquer pessoa pode desenvolver o problema quando existe predisposição genética ou a combinação de fatores de risco.

    Quais são os tipos de trombose?

    A trombose pode ser aguda ou crônica, dependendo da evolução do coágulo e da resposta do organismo:

    • Trombose aguda: ocorre de forma repentina e pode se resolver naturalmente, já que o corpo possui mecanismos para dissolver o trombo. Quando isso acontece sem sequelas, o paciente recupera a circulação normal;
    • Trombose crônica: acontece quando, durante a dissolução do coágulo, a estrutura das válvulas das veias é danificada. Isso compromete o retorno do sangue, gerando inchaço persistente, escurecimento da pele, varizes e, em casos mais avançados, feridas.

    Sintomas de trombose

    Em alguns casos, a trombose se desenvolve de forma silenciosa, sem sintomas, principalmente nas fases inicias. Mas quando os sintomas aparecem, é importante agir rápido. Os mais comuns incluem:

    • Dor ou sensação de peso na perna (geralmente em apenas um lado);
    • Calor e vermelhidão local;
    • Inchaço que piora com o passar do dia;
    • Endurecimento da musculatura da panturrilha.

    A condição também é conhecida como “trombose do viajante”, porque pode surgir após longos períodos sentado, como em viagens de avião, ônibus ou carro. Nessas situações, a falta de movimentação faz com que o sangue circule mais devagar nas pernas, favorecendo a formação de coágulos.

    Por isso, o problema é relativamente comum em pessoas que passam muitas horas em voos internacionais ou trabalham em posições fixas.

    O que é embolia pulmonar?

    A embolia pulmonar é uma condição potencialmente fatal que ocorre quando um coágulo bloqueia uma ou mais artérias do pulmão, dificultando a passagem do sangue e a oxigenação do corpo. Isso aumenta a pressão sobre o coração e pode levar à insuficiência cardíaca ou parada cardiorrespiratória.

    Na maioria dos casos, a embolia pulmonar ocorre como consequência direta da trombose venosa profunda — quando um coágulo se forma nas veias das pernas e, posteriormente, se desprende, migrando até os pulmões.

    O tromboembolismo venoso é a terceira principal causa de morte cardiovascular, ficando atrás apenas do infarto e do AVC. A gravidade da embolia depende do tamanho e da quantidade de artérias pulmonares obstruídas. Quando a obstrução é grande, a primeira manifestação pode ser parada cardíaca e morte súbita, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

    Sintomas de embolia pulmonar

    Os sintomas da embolia pulmonar variam conforme a extensão do bloqueio, mas alguns sinais merecem atenção imediata, como:

    • Falta de ar súbita (mesmo em repouso);
    • Dor no peito, que piora ao tossir, espirrar ou inspirar fundo;
    • Tosse com sangue;
    • Tontura, palpitação e desmaio;
    • Batimentos acelerados;
    • Febre e suor excessivo;
    • Dor ou inchaço nas pernas (indicando trombose associada).

    Em 25% dos casos graves, a embolia pulmonar se manifesta diretamente como uma parada cardíaca — e, nesses casos, é muito importante que o atendimento médico seja imediato.

    O que aumenta os riscos de trombose e embolia pulmonar?

    Qualquer pessoa pode desenvolver coágulos, mas alguns fatores aumentam muito as chances. Entre os principais:

    • Ficar muito tempo parado (viagens longas, repouso hospitalar ou pós-cirurgia);
    • Cirurgias grandes, principalmente ortopédicas, ginecológicas ou oncológicas;
    • Uso de anticoncepcionais hormonais ou terapia de reposição hormonal;
    • Gravidez e pós-parto;
    • Varizes e insuficiência venosa;
    • Tabagismo;
    • Obesidade e sedentarismo;
    • Idade avançada;
    • Histórico familiar de trombose;
    • Câncer ou quimioterapia;
    • Doenças cardíacas e distúrbios de coagulação.

    Durante a gestação, por exemplo, o peso do bebê e as mudanças hormonais dificultam o retorno do sangue das pernas, favorecendo a formação de trombos. Já os anticoncepcionais aumentam o risco por alterarem a viscosidade do sangue.

    Trombose e embolia pulmonar: quais as diferenças?

    Trombose Embolia pulmonar
    Definição Formação de um coágulo sanguíneo (trombo) dentro de uma veia, normalmente nas pernas Bloqueio de uma ou mais artérias do pulmão causado por um coágulo que se desprendeu da trombose
    Causa principal Cirurgias, imobilização prolongada, uso de anticoncepcionais, gestação tabagismo e obesidade Deslocamento de um coágulo formado na trombose venosa profunda até o pulmão
    Local mais comum Veias profundas das pernas e coxas Artérias pulmonares
    Sintomas principais Dor, inchaço, calor e vermelhidão na perna (geralmente em apenas um lado) Falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue, palpitação e tontura
    Risco imediato Pode evoluir para uma embolia se o coágulo se desprender Pode causar insuficiência respiratória e morte súbita

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de trombose e embolia pulmonar começa com a avaliação dos sintomas e do histórico do paciente. No caso da trombose venosa profunda, o médico observa sinais como dor, inchaço, calor e vermelhidão na perna. Depois, costuma pedir um exame de ultrassom com doppler, de acordo com Marcelo, que mostra se há algum coágulo bloqueando a circulação nas veias.

    Já a embolia pulmonar é mais grave e costuma causar falta de ar repentina, dor no peito e sensação de desmaio. O diagnóstico envolve exames de imagem, como tomografia do tórax, que mostra se há um coágulo obstruindo as artérias do pulmão. De acordo com o cirurgião vascular, o ultrassom não é capaz de alcançar o pulmão.

    Tratamentos para trombose e embolia pulmonar

    O tratamento precisa começar imediatamente após o diagnóstico, pois quanto antes for iniciado, menores os riscos de complicações.

    Trombose

    No caso da trombose, o principal objetivo é impedir o crescimento do coágulo e evitar que ele se desprenda, o que poderia causar uma embolia pulmonar. Segundo Marcelo, é feito o uso de anticoagulantes, que impedem a formação de novos coágulos.

    Alguns pacientes podem precisar de filtros na veia cava, a principal veia do abdômen, que funcionam como uma barreira para evitar que coágulos das pernas cheguem aos pulmões. O uso de meias de compressão também é uma medida importante, pois melhora a circulação nas pernas, reduz o inchaço e ajuda no retorno venoso.

    Embolia pulmonar

    Quando o quadro evolui para uma embolia pulmonar, o tratamento se torna uma emergência. O uso de anticoagulantes continua sendo a principal abordagem, mas em doses mais altas, para impedir a formação de novos coágulos e facilitar a dissolução dos existentes.

    Em casos críticos, são usados trombolíticos, medicamentos capazes de dissolver o coágulo rapidamente, restabelecendo o fluxo de sangue para o pulmão. Em situações extremas, quando o trombo é volumoso e o paciente corre risco de vida, pode ser necessário realizar cateterismo ou cirurgia para remover o bloqueio.

    Em pacientes de alto risco, especialmente internados por longos períodos, os anticoagulantes podem ser administrados de forma profilática (ou seja, preventiva) para evitar a formação de trombos. No entanto, ele alerta que o uso desses medicamentos deve sempre ocorrer sob supervisão médica rigorosa, já que o uso inadequado pode causar sangramentos importantes.

    É possível prevenir?

    A melhor forma de evitar tanto a trombose quanto a embolia pulmonar é manter o corpo em movimento e cultivar hábitos saudáveis, como:

    • Levantar-se e andar a cada 1 hora se ficar muito tempo sentado;
    • Fazer alongamentos nas pernas, especialmente em viagens longas;
    • Usar meias elásticas, com orientação médica, para melhorar o retorno venoso;
    • Beber bastante água e evitar álcool em excesso;
    • Controlar o peso e parar de fumar;
    • Praticar atividades físicas regularmente.

    Por fim, é fundamental aprender a reconhecer sinais como dor repentina na perna, inchaço, calor local ou falta de ar súbita. Procurar ajuda médica imediata diante desses sintomas é a melhor forma de evitar que um quadro de trombose evolua para uma embolia pulmonar.

    Confira: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    A trombose pode acontecer em pessoas jovens e saudáveis?

    Sim! Apesar de ser mais comum em idosos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas, a trombose também pode atingir jovens aparentemente saudáveis. O risco aumenta quando há longos períodos de imobilidade — como passar horas estudando ou jogando sentado, viagens longas, ou mesmo durante o uso de anticoncepcionais hormonais.

    Além disso, fatores genéticos, como a predisposição à hipercoagulabilidade (tendência do sangue a coagular mais facilmente), podem causar trombose em pessoas sem outros problemas de saúde.

    Uma trombose superficial pode virar uma embolia pulmonar?

    É bem raro, mas pode acontecer. A trombose superficial se forma em veias logo abaixo da pele, geralmente associada a varizes. Por estar mais próxima da superfície, ela costuma ter menor risco de gerar êmbolos (fragmentos de coágulo que se deslocam).

    No entanto, se a inflamação alcançar veias mais profundas e houver comunicação entre elas, o trombo pode migrar para o sistema venoso profundo e, dali, para o pulmão. Por isso, até tromboses aparentemente leves merecem avaliação médica.

    Viagens longas realmente causam trombose?

    Sim, podem causar trombose pois ficar sentado por muitas horas, especialmente com os joelhos dobrados e pouca movimentação, dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração. A falta de mobilidade facilita a formação de coágulos — daí o nome “trombose do viajante”.

    O risco aumenta em voos internacionais, motoristas de longa distância e passageiros de ônibus ou carros que passam horas sem se levantar. O ideal é se movimentar a cada 1 ou 2 horas, fazer rotações nos tornozelos e manter boa hidratação durante o trajeto.

    O que é síndrome pós-trombótica?

    É uma complicação que pode surgir meses após uma trombose venosa profunda. Mesmo com o coágulo dissolvido, as válvulas das veias podem ficar danificadas, dificultando o retorno do sangue. O resultado é inchaço persistente, dor, sensação de peso nas pernas e escurecimento da pele.

    Em casos avançados, surgem feridas difíceis de cicatrizar. O uso de meias elásticas e o acompanhamento com angiologista ajudam a controlar o problema.

    Por que o anticoncepcional aumenta o risco de trombose?

    O anticoncepcional aumenta o risco de trombose principalmente por causa do estrogênio, um dos hormônios presentes na maioria das pílulas combinadas. Ele altera o equilíbrio natural do sangue, aumentando a produção de proteínas que favorecem a coagulação e reduzindo outras que ajudam a dissolver coágulos. O resultado é um sangue mais “espesso”, com maior tendência a formar trombos dentro das veias — especialmente nas pernas.

    Além disso, o estrogênio pode afetar as paredes dos vasos sanguíneos, deixando-as mais suscetíveis à inflamação e ao acúmulo de coágulos. Por isso, o uso de anticoncepcionais hormonais deve sempre ser avaliado de forma individual, levando em conta o histórico familiar, a idade e o estilo de vida da pessoa.

    Leia mais: Trombose do viajante: o que é, sintomas, causas e como evitar