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  • Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos 

    Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos 

    O diabetes é considerado uma epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas sua detecção ainda representa um desafio. Afinal, na maioria dos casos, os sintomas iniciais são sutis, inespecíficos e facilmente confundidos com sinais de estresse, rotina cansativa ou até envelhecimento natural.

    “O diabetes, especialmente o tipo 2, pode não causar dor ou qualquer sintoma evidente no começo. Por isso, ele é considerado uma doença silenciosa”, explica a endocrinologista Denise Orlandi.

    Nesta reportagem, detalhamos os sintomas mais comuns e os menos conhecidos, explicamos a diferença entre os tipos de diabetes e mostramos por que identificar cedo faz toda a diferença.

    Sintomas clássicos e sintomas silenciosos do diabetes

    Quando pensamos em diabetes, logo vêm à mente os sinais mais clássicos: sede em excesso, mesmo bebendo bastante água, vontade de urinar várias vezes, especialmente à noite, e aumento do apetite, principalmente por massas e doces.

    Esses são, de fato, os sintomas mais conhecidos. “Mas há outros sintomas menos conhecidos e, por isso, ignorados, que podem acontecer em outras situações do dia a dia”, fala a médica.

    A lista de sintomas silenciosos do diabetes pode incluir:

    • Cansaço constante, sem motivo aparente;
    • Perda de peso inexplicável, mesmo sem fazer dieta;
    • Mal-estar logo após uma refeição;
    • Infecções frequentes, como infecção urinária, candidíase ou resfriados.

    Esses sintomas não surgem de forma abrupta. Eles se instalam lentamente, fazendo com que muitos pacientes acreditem que se trata apenas de reflexo da idade ou de um período estressante. Esse mascaramento natural é um dos motivos pelos quais tanta gente demora a procurar ajuda médica.

    Por que o diabetes é chamado de doença silenciosa

    O diabetes tipo 2 pode evoluir por anos sem manifestar sintomas claros. Isso ocorre porque a resistência à insulina e a elevação progressiva da glicose são processos graduais que o corpo tenta compensar.

    “Às vezes, o diagnóstico só acontece anos depois do início da doença, quando já houve algum tipo de complicação, como problemas nos rins, nos olhos, nos nervos ou até infarto”, explica a médica.

    Esse caráter silencioso reforça a necessidade de exames periódicos, especialmente para pessoas com fatores de risco. Além disso, é importante ter atenção a outros sinais, como ressecamento ou coceira na pele (principalmente nas pernas), alterações na visão e urina com espuma ou presença de formigas no vaso sanitário.

    “Nem sempre todos esses sintomas significam que a pessoa tem diabetes, mas eles devem ser investigados”, enfatiza Denise. Muitos também podem ocorrer em situações como calor intenso, desidratação, infecções urinárias ou efeitos de medicamentos. A diferença está na persistência e na combinação dos sinais.

    “Quando sede intensa, urina frequente e cansaço se tornam constantes, especialmente se vêm acompanhados de perda de peso ou visão embaçada, o ideal é procurar um endocrinologista e fazer exames para descartar diabetes. O importante é não normalizar esses sintomas se eles persistirem no dia a dia”.

    Diferenças entre diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 1 tem origem autoimune, quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que produzem insulina. Já o diabetes tipo 2 tem relação mais forte com a hereditariedade, somada ao estilo de vida (alimentação, obesidade, sedentarismo).

    Embora ambos tenham em comum a elevação da glicose no sangue, os sintomas aparecem em velocidades distintas. O tipo 1, mais comum em crianças e adolescentes, costuma surgir de forma rápida e intensa, com sede extrema, urina excessiva, dor abdominal e emagrecimento acelerado. O diagnóstico acontece em poucas semanas.

    Já o tipo 2, o mais prevalente entre adultos, é lento e silencioso. Os sintomas podem levar anos para se manifestar e, quando aparecem, são leves e progressivos. Nesse caso, é possível prevenir: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso saudável e acompanhamento médico são medidas essenciais para reduzir os riscos.

    Leia mais: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia

    O perigo de viver com diabetes sem diagnóstico

    No caso do diabetes tipo 2, é possível conviver com a doença por anos sem saber. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas não saiba que tem diabetes. Esse atraso é perigoso porque, durante esse tempo, a glicose elevada danifica silenciosamente órgãos importantes.

    Sem diagnóstico, o risco de complicações aumenta significativamente:

    • Cegueira: provocada por retinopatia diabética;
    • Insuficiência renal: que pode levar à necessidade de diálise;
    • Infartos e AVCs: resultado do comprometimento dos vasos sanguíneos;
    • Amputações: decorrentes de neuropatia diabética e má cicatrização de feridas;
    • Complicações na gravidez: que afetam tanto a mãe quanto o bebê.

    “O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Ele permite controlar a doença e evitar complicações. E o mais importante: controlar o diabetes não significa perder qualidade de vida, pelo contrário, a pessoa ganha mais saúde, energia e bem-estar”, reforça Denise.

    Exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada são os principais métodos para identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue e devem ser realizados periodicamente, especialmente em pessoas com fatores de risco. Muitas vezes, esses exames são solicitados em check-ups anuais, mas em casos de suspeita clínica devem ser feitos o quanto antes.

    Leia mais: Exame mostrou glicemia alta? Veja quais são os próximos passos

    Perguntas e respostas

    1. Por que o diabetes é chamado de doença silenciosa?

    Porque, principalmente no tipo 2, ele pode evoluir por anos sem sintomas claros. Muitas vezes, o diagnóstico só ocorre após complicações como problemas nos rins, visão, nervos ou até um infarto.

    2. Quais são os sintomas clássicos do diabetes?

    Sede em excesso, vontade frequente de urinar (especialmente à noite) e aumento do apetite, sobretudo por massas e doces.

    3. E quais são os sintomas silenciosos que costumam ser ignorados?

    Cansaço sem motivo, visão embaçada que vai e volta, perda de peso inexplicável, mal-estar após refeições, infecções frequentes, formigamentos nas mãos e pés e alterações de pele, como coceira ou ressecamento.

    4. Qual a diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2?

    O tipo 1 é autoimune, surge de forma rápida e intensa, mais comum em jovens. Já o tipo 2 está fortemente ligado à hereditariedade e ao estilo de vida, evolui lentamente e pode levar anos para dar sinais.

    5. Por que é perigoso viver com diabetes sem diagnóstico?

    Porque o excesso de glicose danifica órgãos de forma silenciosa, podendo causar cegueira, insuficiência renal, infartos, AVCs, amputações e complicações na gravidez.

    6. Como identificar precocemente a doença?

    Com exames de rotina, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, especialmente em pessoas com fatores de risco.

    Leia também: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

  • Diabetes: por que controlar é tão importante para a saúde do coração 

    Diabetes: por que controlar é tão importante para a saúde do coração 

    Você provavelmente já ouviu falar de diabetes, mas talvez não saiba exatamente o que é ou por que os médicos batem tanto na tecla da importância de controlar a glicemia. O fato é que a doença pode afetar toda a saúde, inclusive o coração.

    Apesar de muita gente associar o diabetes apenas ao açúcar alto no sangue, ele é bem mais complexo. A condição mexe com todo o metabolismo, pode afetar órgãos importantes e, quando não controlada, abrir caminho para problemas sérios.

    O que é diabetes

    Quando comemos alimentos que contêm carboidratos, como pães, massas, arroz, frutas e doces, eles são digeridos e transformados em glicose, um tipo de açúcar que serve de combustível para as células do corpo.

    Em condições normais, a glicose passa do intestino para a corrente sanguínea e, com a ajuda da insulina (um hormônio produzido pelo pâncreas), entra nas células para ser usada como energia.

    Quando a pessoa tem diabetes, esse processo é prejudicado. Ou o corpo não produz insulina suficiente, ou a insulina não consegue fazer o seu papel direito. Como resultado, a glicose não consegue entrar nas células e se acumula no sangue. Esse excesso, com o tempo, pode danificar vasos sanguíneos, nervos e órgãos.

    Tipos de diabetes

    Existem diferentes tipos de diabetes, mas todos exigem cuidado e acompanhamento médico.

    • Diabetes tipo 1: de origem autoimune, costuma aparecer na infância ou adolescência, embora também possa surgir em adultos.
    • Diabetes tipo 2: mais comum em adultos, mas está cada vez mais frequente em jovens por conta de hábitos ruins de vida;
    • Diabetes gestacional: aparece durante a gravidez e exige atenção redobrada.

    Por que controlar o diabetes é tão importante para o coração

    O diabetes não tratado, segundo a cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, é um grande problema.

    “Ele aumenta consideravelmente o risco do desenvolvimento de outras condições de saúde, em especial as doenças cardiovasculares. A doença cardiovascular ainda é a principal causa de morte nos pacientes diabéticos”, conta a especialista.

    Quando o açúcar no sangue fica alto por muito tempo, ele favorece o acúmulo de gordura e placas nas artérias, processo conhecido como aterosclerose, que pode levar a infarto e AVC.

    “Além disso, o diabetes não tratado pode levar a alterações nos nervos e vasos sanguíneos com diminuição de sensibilidade, um processo chamado neuropatia, e que pode inclusive dificultar a percepção de infarto, pois o paciente com diabetes pode ter um infarto sem dor”, detalha a médica.

    Quem tem diabetes tipo 1 precisa ainda ficar mais atento. Além do endocrinologista, Juliana Soares recomenda acompanhamento com:

    • Nefrologista: para a saúde dos rins;
    • Oftalmologista: para prevenir retinopatia diabética que pode provocar perda de visão;
    • Cardiologista: para avaliar e proteger o coração;
    • Nutricionista: para ajustar a alimentação.

    A médica explica que portadores de diabetes tipo 1 têm mais risco de desenvolver doenças cardiovasculares, principalmente quando os controles dos níveis de glicose são inadequados.

    “Isso leva ao aumento do processo de formação das placas nas artérias e a lesão nos vasos sanguíneos e nervos. A doença cardiovascular é a principal causa de morte em adultos com diabetes tipo 1”, alerta.

    E o pré-diabetes?

    Se o diabetes é o sinal vermelho, o pré-diabetes é o sinal amarelo. Os níveis de açúcar já estão acima do normal, mas ainda não chegaram ao ponto de ser diabetes.

    A boa notícia, segundo Juliana Soares, é que mudanças no estilo de vida como melhora da alimentação, prática de atividade física e perda de peso são altamente eficazes.

    “Em algumas situações o uso de remédios, em especial a metformina, é muito benéfico e ajuda a conter a evolução para o diabetes”.

    Novos remédios: os agonistas do GLP-1

    Hoje há novos remédios que podem tratar diabetes, sendo que o mais falado atualmente é a semaglutida (Ozempic). Esse remédio pertence ao grupo dos agonistas do GLP-1, um hormônio que, como explica Juliana Soares, estimula a liberação de insulina quando o açúcar no sangue está alto, reduz o apetite e retarda o esvaziamento do estômago, evitando picos de glicose no sangue.

    Esses remédios também ajudam a reduzir risco de infarto e AVC, melhorando colesterol, pressão arterial e até a saúde dos vasos sanguíneos.

    Novos remédios: os agonistas do GLP-1

    Nos últimos anos, uma classe de remédios ganhou destaque no tratamento do diabetes tipo 2: os agonistas do GLP-1, como a semaglutida (Ozempic). O GLP-1 é um hormônio que o próprio corpo produz e que ajuda a regular a glicose no sangue de forma inteligente.

    A cardiologista explica que, quando os níveis de açúcar estão altos, os remédios agonistas do GLP-1 estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas e, ao mesmo tempo, inibem a liberação de um hormônio chamado glucagon, que atua na liberação de glicose pelo fígado. Ou seja, eles não só ajudam a colocar a glicose para dentro das células, mas também evitam que o fígado jogue mais açúcar na corrente sanguínea.

    Esse tipo de remédio também age no cérebro. Eles diminuem o apetite, aumentam a sensação de saciedade e ainda reduzem a velocidade com que o estômago esvazia após as refeições. Esse conjunto de ações faz com que a glicose seja absorvida mais devagar e evita picos de açúcar no sangue.

    “Os agonistas do GLP-1 podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC e até mesmo morte por causas cardiovasculares”, conta a médica. “A ação no controle dos níveis de açúcar e no peso são, por si, fatores protetores e que reduzem o risco cardiovascular através da melhora metabólica”.

    Como viver bem com diabetes tipo 2

    O diagnóstico de diabetes não precisa ser sinônimo de uma qualidade de vida ruim. “A vida do portador de diabetes pode ser saudável desde que um estilo de vida adequado e os cuidados necessários sejam seguidos. O foco no autocuidado, no tratamento adequado e na prevenção das complicações é fundamental”, reforça Juliana Soares.

    O tratamento conta com:

    • Alimentação equilibrada;
    • Atividade física regular;
    • Controle do colesterol e da pressão;
    • Monitoramento da glicemia;
    • Uso correto dos remédios;
    • Exames regulares.

    Leia também: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

    Perguntas frequentes sobre diabetes

    1. O diabetes pode ser curado?

    Não, mas pode ser controlado com tratamento e mudanças no estilo de vida.

    2. O que é hipoglicemia?

    É quando o açúcar no sangue fica muito baixo. Isso pode causar tontura, suor frio, desmaio e, se a queda de açúcar for muito intensa e não for revertida a tempo, pode levar até à morte.

    3. Como prevenir o diabetes tipo 2?

    Mantendo um peso saudável, fazendo exercícios e comendo de forma equilibrada.

    5. O que é pré-diabetes?

    É quando a glicose está acima do normal, mas ainda não ao ponto de ser caracterizada diabetes.

    6. Diabetes afeta só o açúcar no sangue?

    Não, pode atingir coração, rins, olhos e nervos, por isso é importante tratar a doença.

    7. O que é resistência à insulina?

    É quando o corpo não consegue usar a insulina de forma eficiente, e isso faz com que o açúcar no sangue fique mais alto.

    8. Quem tem diabetes pode comer doce?

    Sim, mas com moderação e dentro de um plano alimentar equilibrado.

    Veja também: É possível reverter o pré-diabetes? Endocrinologista explica

  • É possível reverter o pré-diabetes? Endocrinologista explica

    É possível reverter o pré-diabetes? Endocrinologista explica

    No Brasil, cerca de trinta milhões de pessoas convivem com o pré-diabetes, uma condição em que os níveis de glicose no sangue estão acima do normal, mas ainda não são altos o suficiente para configurar um quadro de diabetes tipo 2. Como normalmente não causa sintomas, é comum identificar a alteração apenas durante os exames de rotina.

    Apesar de não ser considerada uma doença propriamente dita, o pré-diabetes funciona como um sinal de alerta de que o corpo já está encontrando dificuldades para controlar a glicose. Sem o acompanhamento adequado, a condição pode evoluir para o diabetes tipo 2 e aumentar o risco de complicações cardiovasculares, como infarto e AVC.

    Mas afinal, como é possível reverter o pré-diabetes? Como o problem está relacionado principalmente à resistência à insulina, existem alguns hábitos que podem ajudar o organismo a utilizar o hormônio de forma mais eficiente e, consequentemente, reduzir os níveis de glicose no sangue.

    O pré-diabetes tem cura?

    Diferente do diabetes tipo 2, o pré-diabetes tem cura e o quadro pode ser totalmente revertido, de acordo com o endocrinologista André Colapietro. Como as células do corpo estão apenas começando a apresentar resistência à insulina, o pâncreas ainda consegue produzir o hormônio em boa quantidade e, por isso, é possível recuperar o controle da glicose por meio de mudanças no estilo de vida.

    Na prática, a reversão acontece quando os exames de sangue voltam a mostrar níveis de glicose dentro da faixa considerada normal:

    • Glicemia de jejum: deixa de ficar entre 100 mg/dL e 125 mg/dL e volta a apresentar valores abaixo de 100 mg/dL;
    • Hemoglobina glicada: deixa de ficar entre 5,7% e 6,4% e volta a apresentar valores abaixo de 5,7%.

    Vale destacar que, embora a reversão seja possível, isso não significa que o risco desaparece. Se você abandonar os hábitos saudáveis, os níveis de glicose podem voltar a subir ao longo do tempo, aumentando novamente o risco de desenvolver pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

    Como reverter o pré-diabetes?

    1. Ajuste na alimentação e a contagem de carboidratos

    As mudanças na alimentação são a primeira medida para reverter o pré-diabetes e fazer os níveis de glicose no sangue voltarem aos valores considerados normais.

    O recomendado é reduzir o consumo de carboidratos simples e refinados, como arroz branco, pães, massas, doces e refrigerantes, pois eles são digeridos rapidamente e causam picos de glicose no sangue.

    Em vez disso, a alimentação deve priorizar alimentos que ajudam a controlar os níveis de glicose e aumentam a sensação de saciedade ao longo do dia, como:

    • Vegetais e legumes como brócolis, couve, espinafre, abobrinha, cenoura, chuchu e berinjela, que são ricos em fibras e nutrientes importantes para a saúde;
    • Grãos integrais como aveia, arroz integral, quinoa, chia e linhaça, que ajudam a desacelerar a absorção do açúcar pelo organismo;
    • Frutas in natura como maçã, pera, laranja, morango e kiwi, consumidas preferencialmente com casca ou bagaço sempre que possível;
    • Proteínas magras como frango, peixe, ovos, tofu e cortes magros de carne, que contribuem para a manutenção da massa muscular e ajudam a prolongar a saciedade;
    • Leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha, que combinam fibras, proteínas e carboidratos de absorção mais lenta;
    • Gorduras saudáveis presentes no azeite de oliva, abacate, castanhas, nozes, amêndoas e sementes, que fazem parte de uma alimentação equilibrada e ajudam na saúde cardiovascular;
    • Laticínios com baixo teor de gordura, como leite, iogurte natural e queijos magros, quando indicados pelo profissional de saúde.

    Como as necessidades nutricionais variam de acordo com a idade, o peso, o nível de atividade física e a presença de outras condições de saúde, sempre que possível, a alimentação deve ser planejada com o acompanhamento de um médico ou nutricionista.

    2. Prática regular de exercícios físicos

    A prática regular de exercícios ajuda os músculos a utilizarem a glicose como fonte de energia, reduzindo a quantidade de açúcar circulando no sangue e melhorando a sensibilidade à insulina. Como resultado, o organismo passa a responder melhor à ação do hormônio, facilitando o controle da glicemia.

    A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que os adultos pratiquem entre 150 e 300 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada por semana, como caminhada rápida, ciclismo ou dança, ou entre 75 e 150 minutos de atividades vigorosas, como corrida e natação intensa.

    A OMS também orienta a realização de exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana e destaca a importância de reduzir o tempo sedentário, evitando permanecer muitas horas seguidas sentado.

    3. Perda de peso consciente e sustentável

    O acúmulo de gordura corporal, especialmente a gordura visceral, localizada na região abdominal, libera substâncias inflamatórias que bloqueiam a ação da insulina. Para pessoas que estão acima do peso ou convivem com a obesidade, a perda de peso é necessária para melhorar a sensibilidade à insulina e facilitar o controle dos níveis de glicose no sangue.

    “Mesmo a perda de 5 a 10% do peso corporal, para quem está acima do peso, já faz muita diferença. Quanto mais cedo agir, maiores as chances de evitar o diabetes”, explica André.

    4. Melhora na qualidade do sono

    Quando o corpo passa por noites de sono insuficientes ou de má qualidade (menos de 7 horas por noite), há um aumento na produção de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. O cortisol alto estimula o fígado a liberar mais glicose na corrente sanguínea e, ao mesmo tempo, aumenta a resistência à insulina nas células.

    Além disso, a privação de sono desregula os hormônios da saciedade, aumentando o apetite por alimentos calóricos e doces no dia seguinte.

    5. Uso de medicamentos quando indicado pelo médico

    O medicamento normalmente prescrito para o pré-diabetes é a metformina, que atua diminuindo a quantidade de glicose produzida pelo fígado e aumentando a sensibilidade dos músculos à insulina.

    O uso de remédios costuma ser indicado pelo endocrinologista para pacientes com maior risco de evolução para o diabetes tipo 2, como pessoas com obesidade severa, histórico de diabetes gestacional ou que não conseguiram baixar os níveis de glicose apenas com dieta e exercícios.

    Quanto tempo leva para reverter o pré-diabetes?

    O tempo necessário para reverter o pré-diabetes varia de pessoa para pessoa, pois depende de fatores como genética, idade, peso corporal e, principalmente, do comprometimento com as mudanças no estilo de vida.

    Nas primeiras semanas após a adoção de hábitos mais saudáveis, o organismo já começa a responder melhor à insulina, o que ajuda a reduzir os picos de glicose após as refeições. Em alguns casos, os níveis de glicemia de jejum também podem começar a apresentar melhora nesse período.

    No entanto, para confirmar que o pré-diabetes foi revertido, é necessário observar uma melhora consistente nos exames de laboratório, especialmente na hemoglobina glicada (HbA1c). Como o exame mostra a média dos níveis de glicose no sangue dos últimos dois a três meses, os resultados costumam aparecer de forma mais clara após cerca de 3 a 6 meses.

    O que acontece se o pré-diabetes não for tratado?

    Sem mudanças na alimentação, na prática de atividade física e em outros hábitos de vida, o pâncreas precisa trabalhar mais para produzir insulina, enquanto as células do organismo se tornam progressivamente mais resistentes à ação desse hormônio.

    Com o passar dos anos, a sobrecarga pode levar ao desenvolvimento do diabetes tipo 2 e aumentar o risco de diversas complicações de saúde, como:

    • Diabetes tipo 2, quando os níveis de glicose permanecem elevados de forma persistente;
    • Doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC);
    • Pressão alta e alterações do colesterol, que aumentam ainda mais o risco cardiovascular;
    • Doença hepática gordurosa (esteatose hepática), conhecida popularmente como gordura no fígado;
    • Problemas nos rins, que podem surgir devido aos danos causados pela glicose elevada;
    • Lesões nos nervos, provocando sintomas como formigamento, dormência e perda de sensibilidade, principalmente nos pés e nas mãos;
    • Alterações na visão, que podem comprometer a saúde dos olhos ao longo do tempo.

    Vale apontar que o pré-diabetes é uma condição silenciosa e não costuma causar sintomas evidentes, o que torna importante manter uma rotina periódica de exames de rotina.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

    Perguntas frequentes

    1. Qual exame detecta o pré-diabetes e o diabetes?

    Os principais exames são a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, que medem a quantidade de açúcar circulando no sangue.

    2. Qual o valor da glicemia em jejum no pré-diabetes?

    O resultado do exame de sangue fica entre 100 miligramas por decilitro e 125 miligramas por decilitro.

    3. Quem tem pré-diabetes pode comer doce?

    O consumo deve ser evitado ao máximo e reservado para ocasiões muito raras e em quantidades bem pequenas.

    4. O que é diabetes tipo 1?

    É uma doença autoimune onde o próprio corpo destrói as células do pâncreas que produzem a insulina.

    5. Quais são os sintomas clássicos do diabetes?

    Os principais sintomas são sede excessiva, aumento da vontade de urinar, perda de peso sem motivo aparente, fome frequente e visão embaçada.

    6. O que é a insulina e para que serve?

    A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que funciona como uma chave. Ela permite que o açúcar do sangue entre nas células para virar energia.

    7. O diabetes é uma doença hereditária?

    Existe um forte fator genético, principalmente no diabetes tipo 2. Quem tem pais ou irmãos com a doença tem maior risco de desenvolver a condição.

    8. Quais são as principais complicações do diabetes não tratado?

    A glicose alta por muito tempo danifica os vasos sanguíneos e pode causar infarto, derrame cerebral, problemas de visão, insuficiência nos rins e problemas de cicatrização nos pés.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • Exame mostrou glicemia alta? Veja quais são os próximos passos 

    Exame mostrou glicemia alta? Veja quais são os próximos passos 

    Receber um exame mostrando glicemia alta costuma assustar, principalmente porque muita gente associa imediatamente o resultado ao diagnóstico de diabetes. Embora o diabetes seja uma das principais causas, um exame alterado isoladamente nem sempre confirma a doença, e é justamente por isso que a investigação médica costuma envolver outros testes e avaliação clínica completa.

    Muitas pessoas também descobrem a glicemia elevada sem sentir absolutamente nada. Em outros casos, sintomas como sede excessiva, cansaço e vontade frequente de urinar começam a aparecer.

    É importante entender o que pode causar o aumento da glicose e quais são os próximos passos para reduzir a ansiedade e iniciar o acompanhamento adequado.

    O que é a glicemia

    A glicemia é a quantidade de glicose (açúcar) circulando no sangue. A glicose é uma importante fonte de energia para o organismo, mas níveis muito elevados podem causar danos ao longo do tempo.

    Quando a glicemia é considerada alta

    Os valores dependem do tipo de exame realizado.

    Os principais exames são:

    • Glicemia em jejum;
    • Hemoglobina glicada (HbA1c);
    • Teste oral de tolerância à glicose.

    Valores persistentemente elevados merecem investigação.

    Glicemia alta sempre significa diabetes?

    Não necessariamente. A glicemia pode subir temporariamente em situações como:

    • Estresse físico;
    • Infecções;
    • Uso de corticoides;
    • Internações hospitalares.

    Por isso, muitas vezes é necessário repetir exames antes de confirmar o diagnóstico.

    Quais sintomas podem estar associados

    Algumas pessoas não apresentam sintomas. Quando presentes, os mais comuns são:

    • Muita sede;
    • Urinar com frequência;
    • Cansaço;
    • Visão embaçada;
    • Perda de peso.

    Em casos mais importantes, podem surgir sintomas mais intensos relacionados à descompensação da glicose.

    Quais exames costumam ser solicitados

    Quando a glicemia vem elevada, o médico pode pedir exames complementares.

    1. Hemoglobina glicada (HbA1c)

    Avalia a média da glicose nos últimos meses.

    2. Repetição da glicemia em jejum

    Ajuda a confirmar o resultado.

    3. Teste oral de tolerância à glicose

    Avalia como o corpo responde ao açúcar.

    4. Exames adicionais

    Também podem ser solicitados:

    • Função renal;
    • Colesterol e triglicerídeos;
    • Avaliação do fígado;
    • Exame de urina.

    O que mais os médicos investigam

    Além de confirmar diabetes, os médicos avaliam:

    • Presença de complicações;
    • Pressão arterial;
    • Risco cardiovascular;
    • Histórico familiar;
    • Peso e hábitos de vida.

    O que é pré-diabetes

    O pré-diabetes é uma fase intermediária em que a glicose está acima do normal, mas ainda não atinge critérios para diabetes.

    Nessa fase, mudanças no estilo de vida podem evitar a progressão da doença.

    Como é feito o tratamento

    O tratamento depende da gravidade e da causa.

    1. Mudanças no estilo de vida

    São fundamentais em praticamente todos os casos:

    • Alimentação equilibrada;
    • Redução de açúcar e ultraprocessados;
    • Atividade física regular;
    • Controle do peso.

    2. Medicamentos

    Algumas pessoas precisam de medicações para controle da glicose.

    3. Insulina

    Pode ser necessária em alguns casos, especialmente:

    • Diabetes tipo 1;
    • Glicemias muito elevadas;
    • Situações específicas.

    Glicemia alta pode causar complicações?

    Sim. Quando mantida elevada por muito tempo, a glicemia alta pode afetar:

    • Rins;
    • Olhos;
    • Nervos;
    • Coração e vasos sanguíneos.

    Por isso, o acompanhamento médico é importante mesmo quando os sintomas são leves ou inexistentes.

    Quando procurar atendimento urgente

    Procure atendimento imediato se houver:

    • Sonolência excessiva;
    • Confusão mental;
    • Vômitos;
    • Falta de ar;
    • Glicemias extremamente elevadas.

    Veja mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

    Perguntas frequentes sobre glicemia alta

    1. Uma glicemia alta já confirma diabetes?

    Nem sempre. Pode ser necessário repetir exames.

    2. O que é hemoglobina glicada?

    É um exame que avalia a média da glicose nos últimos meses.

    3. Pré-diabetes tem tratamento?

    Sim, principalmente com mudanças no estilo de vida.

    4. Diabetes sempre precisa de insulina?

    Não, há diversos tratamentos para diabetes, e a insulina é apenas um deles.

    5. Glicemia alta pode não causar sintomas?

    Sim, a depender do valor, a glicemia alta pode ser silenciosa.

    6. Estresse pode aumentar a glicose?

    Sim, o estresse é capaz de elevar a glicemia.

    7. Quando procurar um médico?

    Sempre que houver glicemia elevada ou sintomas sugestivos de diabetes.

    Veja também: Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

  • 6 principais causas da sede excessiva (além do normal)

    6 principais causas da sede excessiva (além do normal)

    A sensação de sede é a maneira natural do corpo avisar que precisa de hidratação, especialmente após praticar atividades físicas, consumir alimentos salgados ou em dias de calor intenso. Mas, se a vontade de beber água se torna constante, persistente e parece nunca passar, pode indicar que o organismo está tentando compensar algum desequilíbrio interno.

    O quadro, conhecido como polidipsia, pode ter diferentes causas e merece investigação quando se mantém por vários dias. Em algumas situações, o organismo perde mais líquidos do que o habitual ou apresenta alterações na forma como regula o equilíbrio hídrico, o que mantém o estímulo de sede constantemente ativado.

    Beber muita água é sempre sinal de problema?

    A necessidade de ingestão de líquidos varia de forma significativa de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como o peso corporal, o nível de atividade física e o clima da região onde se vive. Em dias muito quentes ou após um treino intenso, é completamente normal sentir sede com frequência para repor o que foi perdido por meio do suor.

    Mas então, quando é necessário se preocupar? Quando a sede aparece de forma repentina, excessiva e desproporcional ao estilo de vida.

    Se você passou a beber muito mais água do que o normal, sem que tenha havido mudança na rotina de exercícios ou aumento da temperatura, isso pode indicar que o corpo está tentando compensar algum desequilíbrio interno. Nesses casos, vale procurar um médico para investigar o que está acontecendo.

    O que pode causar a sede constante?

    A sede persistente é um sintoma que pode ter causas variadas, desde hábitos alimentares até condições hormonais complexas.

    1. Diabetes

    Em quadros de diabetes, quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue estão muito altos, os rins não conseguem reabsorvê-la e precisam produzir mais urina para eliminar esse excesso do corpo. Como resultado, você perde muito líquido e o cérebro envia sinais constantes de sede para tentar evitar a desidratação.

    2. Desidratação

    A desidratação nem sempre acontece apenas por falta de ingestão de água. Na verdade, febre, episódios de diarreia ou vômitos são alguns dos fatores que fazem o corpo perder líquidos e eletrólitos rapidamente, gerando uma sede intensa que serve como um mecanismo de sobrevivência do organismo.

    3. Medicamentos diuréticos e anti-hipertensivos

    Os remédios utilizados para tratar a pressão alta ou o inchaço podem estimular os rins a eliminar mais água, aumentando a produção de urina ao longo do dia.

    Já os antidepressivos e os antipsicóticos podem provocar a sensação de boca seca (ou xerostomia), que o paciente muitas vezes confunde com a sede real, levando a uma ingestão de líquidos maior do que o necessário.

    4. Problemas nos rins

    Quando os rins não estão funcionando corretamente, eles podem perder a capacidade de concentrar a urina. Na prática, isso significa que o corpo elimina grandes volumes de água, mesmo sem necessidade, o que leva a uma perda contínua de líquidos. Para compensar, a sede aumenta, criando um ciclo em que a pessoa bebe mais água, mas continua urinando em excesso.

    5. Excesso de sal ou proteínas na dieta

    Uma alimentação muito rica em sódio ou o uso excessivo de suplementos proteicos exige que o corpo utilize mais água para processar essas substâncias e filtrá-las pelos rins. Se você aumentou o consumo de proteínas recentemente, a demanda por água tende a subir naturalmente.

    6. Anemia falciforme

    Em alguns casos, especialmente em crianças, a sede excessiva pode estar associada à anemia falciforme. A condição pode comprometer o funcionamento dos rins, dificultando a capacidade de concentrar a urina. Como resultado, há uma maior perda de líquidos e, consequentemente, um aumento da necessidade de hidratação.

    Sintomas que podem acompanhar a sede excessiva

    Quando a sede excessiva é causada por uma condição de saúde, ela pode aparecer acompanhada de sinais como:

    • Poliúria, que é o aumento do volume urinário, com vontade frequente de urinar ao longo do dia e também durante a noite;
    • Fome exagerada, conhecida como polifagia, aparece mesmo após as refeições, com sensação constante de falta de energia;
    • Visão turva ou embaçada, que ocorre quando o excesso de glicose no sangue afeta a nitidez da visão;
    • Cansaço extremo e a fraqueza que surgem mesmo sem esforço físico, devido à dificuldade do corpo em usar a energia;
    • Perda de peso inexplicável, que acontece sem mudanças na alimentação ou na rotina de exercícios;
    • Cicatrização lenta, o faz com que feridas e machucados demorem mais tempo para fechar;
    • Boca seca e os lábios rachados que persistem mesmo com a ingestão de líquidos;
    • Tonturas e dores de cabeça.

    Se a sede excessiva vier acompanhada de confusão mental, hálito com cheiro de fruta, vômitos persistentes ou dor abdominal forte, procure um pronto-atendimento imediatamente. Os sinais podem indicar complicações graves do diabetes, como a cetoacidose diabética.

    Como saber se a sede é emocional?

    A sede de origem emocional, conhecida como polidipsia psicogênica, normalmente está associada a um hábito compulsivo ou a uma tentativa do cérebro de aliviar o estresse e a ansiedade. Ela costuma surgir em momentos de tensão ou tédio, como uma forma de alívio, sem outros sinais físicos, como perda de peso ou alterações na glicose.

    Para diferenciar, vale observar se a necessidade de beber água desaparece quando você está distraído ou relaxado. Ao contrário das outras causas, como o diabetes, a sede emocional costuma acabar durante o sono e não te acorda durante a noite.

    Quando ir ao médico?

    É recomendado procurar um clínico geral ou endocrinologista se a sede excessiva persistir por mais de uma semana sem uma causa aparente, como calor intenso ou mudança na dieta. O diagnóstico precoce é importante para prevenir danos a longo prazo no corpo, como pode acontecer em casos de diabetes ou problemas renais, por exemplo.

    O que fazer para aliviar a sensação de boca seca?

    Para aliviar a sensação de boca seca, é preciso adotar medidas que estimulem a produção de saliva ou mantenham a mucosa oral protegida, como:

    • Estimular a salivação com o uso de chicletes ou balas sem açúcar ajuda a ativar as glândulas salivares; opções com xilitol também contribuem para prevenir cáries;
    • Hidratar-se de forma fracionada, com pequenos goles de água ao longo do dia, mantém a boca úmida por mais tempo e evita a ingestão excessiva de líquido de uma só vez;
    • Evitar irritantes como café, bebidas alcoólicas e tabaco reduz o ressecamento da mucosa bucal. Alimentos muito salgados ou picantes também podem aumentar o desconforto;
    • Utilizar saliva artificial, em spray ou gel, pode ajudar nos casos mais intensos, formando uma película protetora na boca, principalmente antes de dormir.

    Além das medidas, manter uma higiene bucal adequada e usar umidificadores de ar no quarto durante a noite podem ajudar a reduzir a secura ao acordar. Se o sintoma continuar mesmo com as mudanças, vale consultar um dentista ou um médico para investigar se o uso de algum medicamento pode estar causando o problema.

    Confira: Beber água demais é perigoso para a saúde?

    Perguntas frequentes

    1. Sede excessiva pode ser gravidez?

    Sim. Durante a gestação, o volume de sangue aumenta e os rins trabalham mais, o que pode causar mais sede. Também pode ser um sinal de diabetes gestacional.

    2. Beber 5 litros de água por dia faz mal?

    Sim, se for além da necessidade do corpo, pode causar hiponatremia (baixa de sódio no sangue), o que é perigoso para o cérebro.

    3. Pressão alta dá sede?

    A pressão alta, por si só, não costuma causar sede diretamente. No entanto, muitos dos medicamentos usados no tratamento, especialmente os diuréticos, aumentam a eliminação de líquidos pela urina e podem levar à sensação de sede ao longo do dia.

    4. Falta de qual vitamina causa sede?

    A deficiência de vitamina B12 pode provocar alterações na mucosa da boca e da língua, deixando a região mais sensível e ressecada. Com isso, pode surgir uma sensação de boca seca, que muitas vezes é percebida como sede.

    5. Café causa sede?

    Sim, a cafeína tem um leve efeito diurético, estimulando a produção de urina, o que pode contribuir para uma maior perda de líquidos, principalmente quando consumido em excesso.

    6. Por que idosos sentem menos sede?

    Com o envelhecimento, o centro da sede no cérebro torna-se menos sensível, o que aumenta o risco de desidratação grave.

    7. Beber água gelada mata mais a sede?

    A temperatura da água não altera a hidratação, mas a água gelada pode dar uma sensação maior de refrescância e alívio imediato na mucosa da boca, o que ajuda a acalmar o centro da sede mais rápido.

    8. Ressaca causa sede por quê?

    O álcool inibe o hormônio antidiurético (ADH), fazendo com que os rins eliminem muito mais água do que o normal. A sede no dia seguinte é o corpo tentando desesperadamente reverter a desidratação.

    Veja mais: Beber água não tratada pode causar o quê? Veja os riscos

  • Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

    Sintomas de diabetes: conheça os principais sinais de cada tipo (e como identificar)

    O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 13 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 6,9% da população, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Os sintomas podem se manifestar de maneiras diferentes, dependendo do nível de glicose no sangue e o tipo da doença.

    Em alguns casos, especialmente no início, a condição pode ser assintomática, o que faz com que ela só seja percebida quando já está mais avançada.

    Por isso, é muito importante conhecer os sinais do corpo e ficar atento a qualquer mudança fora do padrão. A seguir, vamos conhecer os principais sintomas de diabetes de cada tipo e como é feito o diagnóstico da doença.

    Sintomas de diabetes tipo 1

    O diabetes tipo 1 é uma doença crônica e autoimune em que o próprio sistema imunológico do corpo ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue.

    Ele tende a surgir na infância ou na adolescência, entre 10 e 14 anos de idade, mas também pode aparecer com menos frequência em adultos.

    Os sintomas do diabetes tipo 1 costumam aparecer de forma rápida, porque o corpo deixa de produzir insulina quase por completo. Os principais incluem:

    • Sede intensa, mesmo após beber água;
    • Vontade frequente de urinar, inclusive durante a noite;
    • Fome exagerada;
    • Perda de peso rápida, sem motivo aparente;
    • Cansaço e a fraqueza;
    • Visão embaçada.

    Em alguns casos, a pessoa com diabetes também pode apresentar náuseas e vômito, dor abdominal, hálito com odor de fruta, respiração rápida, sonolência ou confusão mental.

    Eles podem indicar uma complicação grave chamada cetoacidose diabética, que acontece porque, sem insulina, o corpo começa a queimar gordura para obter energia, gerando uma acumulação de ácidos (cetonas) no sangue. É uma emergência metabólica grave e precisa de atendimento médico imediato.

    Sintomas de diabetes tipo 2

    O diabetes tipo 1 é caracterizado pela resistência do organismo à insulina ou pela produção insuficiente do hormônio pelo pâncreas, o que impede que a glicose entre nas células e cause o acúmulo no sangue. É o tipo mais comum da doença, representando cerca de 90% a 95% dos casos de diabetes no mundo.

    Diferente do tipo 1, ele está muito relacionado a fatores como alimentação, sedentarismo, excesso de peso e também à genética.

    Frequentemente, o diabetes tipo 2 se desenvolve de forma lenta e silenciosa, podendo ficar anos sem causar sintomas evidentes. Quando aparecem, os sinais podem incluir:

    • Sede excessiva;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Cansaço;
    • Visão embaçada;
    • Infecções frequentes;
    • Formigamento nos pés;
    • Cicatrização lenta.

    Sintomas de diabetes infantil

    Os sintomas de diabetes infantil, principalmente do tipo 1, costumam aparecer de forma rápida e podem evoluir em poucos dias ou semanas. É importante que os pais ou responsáveis fiquem atentos aos sinais, como:

    • Sede excessiva, com a criança pedindo água o tempo todo;
    • Vontade frequente de urinar (inclusive voltar a fazer xixi na cama);
    • Fome aumentada;
    • Perda de peso sem motivo aparente;
    • Cansaço, a fraqueza ou a falta de energia;
    • Irritação ou mudanças de comportamento;
    • Visão embaçada;
    • Infecções frequentes.

    Sintomas de diabetes gestacional

    O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez, quando o corpo da gestante passa a ter dificuldade para controlar os níveis de glicose no sangue. Ele acontece porque os hormônios da gestação podem dificultar a ação da insulina, levando ao aumento do açúcar no sangue.

    Na maioria dos casos, o diabetes gestacional não causa sintomas claros e é descoberto nos exames de rotina do pré-natal. Quando aparecem, os sinais podem ser parecidos com os de outros tipos de diabetes, como a sede aumentada, vontade frequente de urinar e cansaço.

    Sintomas de pré-diabetes

    O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de açúcar no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não são suficientes para caracterizar diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, o quadro é um sinal de alerta do corpo, sendo importante porque pode ser revertido a partir de mudanças nos hábitos de vida.

    O pré-diabetes não causa sintomas, o que faz com que muitas pessoas só descubram a condição por meio de exames. Por isso, é recomendado que pessoas com mais de 45 anos e também pessoas mais jovens com sobrepeso associado a outros fatores de risco realizem avaliações periódicas.

    Como identificar o diabetes?

    Ao suspeitar de diabetes, o ideal é procurar um endocrinologista, clínico geral ou pediatra, em caso de crianças. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de glicose no organismo, sendo os principais:

    • Glicemia em jejum: mede a quantidade de açúcar no sangue após um período de jejum de pelo menos 8 horas;
    • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): avalia como o corpo reage após a ingestão de uma bebida com glicose, com medições feitas em intervalos de tempo;
    • Hemoglobina glicada (HbA1c): mostra a média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses.

    Em geral, o diagnóstico é confirmado quando os resultados estão acima dos valores de referência em mais de um exame, ou quando há sintomas claros associados a uma glicemia elevada.

    Leia mais: Diabetes: quando usar medicamentos orais e quando a insulina se torna necessária?

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre tipo 1 e tipo 2?

    O tipo 1 é uma doença autoimune onde o corpo para de produzir insulina (comum em jovens). O tipo 2 ocorre quando o corpo cria resistência à insulina, geralmente associado ao estilo de vida e idade.

    2. Por que o diabetes causa muita sede?

    Quando o açúcar sobra no sangue, os rins precisam de mais água para filtrá-lo e eliminá-lo pela urina, o que desidrata o corpo e gera sede.

    3. O que é hipoglicemia?

    É quando o nível de açúcar no sangue fica perigosamente baixo (abaixo de 70 mg/dL), podendo causar tontura, suor frio e desmaios.

    4. Quem tem mais risco de desenvolver diabetes tipo 2?

    Pessoas com sobrepeso, sedentarismo, histórico familiar da doença, pressão alta, colesterol alterado ou hábitos alimentares inadequados têm maior risco.

    5. Diabetes gestacional é perigoso?

    Quando não controlado, pode trazer riscos para a mãe e para o bebê, como aumento do peso do bebê e complicações no parto. Com acompanhamento adequado, a gestação tende a ser segura.

    6. Quem tem diabetes precisa usar insulina?

    Nem todos. O uso de insulina é obrigatório no diabetes tipo 1 e pode ser necessário em alguns casos de diabetes tipo 2, dependendo do controle da doença.

    7. Como prevenir o diabetes tipo 2?

    A prevenção envolve uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, o controle do peso e o acompanhamento da saúde ao longo da vida.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • 7 dicas para prevenir o diabetes com alimentação 

    7 dicas para prevenir o diabetes com alimentação 

    O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, que acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou quando a insulina produzida não funciona corretamente.

    O hormônio é responsável por permitir a entrada do açúcar nas células para gerar energia. Quando ocorre falha no processo, a glicose se acumula no sangue.

    Existem principalmente dois tipos mais comuns: a diabetes tipo 1, de origem autoimune, e a diabetes tipo 2, muito associada ao estilo de vida, especialmente à alimentação e ao sedentarismo. A forma tipo 2 representa a maioria dos casos e pode ser prevenida ou controlada com hábitos saudáveis de vida.

    Por que a alimentação influencia diretamente no risco de diabetes?

    Os alimentos consumidos diariamente afetam os níveis de glicose no sangue, o funcionamento da insulina e o metabolismo como um todo.

    Uma dieta rica em açúcares, farinhas refinadas e produtos ultraprocessados pode provocar picos frequentes de glicemia, sobrecarregando o organismo e favorecendo o desenvolvimento da resistência à insulina, condição que aumenta o risco de diabetes tipo 2.

    O excesso calórico associado a escolhas alimentares pouco nutritivas também contribui para o ganho de peso, especialmente o acúmulo de gordura abdominal. A gordura visceral está ligada a alterações hormonais e inflamatórias que dificultam a ação da insulina, tornando mais provável o aumento persistente da glicose no sangue.

    Por outro lado, escolhas mais saudáveis no dia a dia contribuem para o melhor equilíbrio da glicose no sangue e para o funcionamento adequado da insulina.

    Como prevenir o diabetes a partir da alimentação?

    1. Consuma frutas, legumes e verduras preferencialmente crus

    Uma das principais orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira é adicionar alimentos in natura na rotina. O consumo regular de frutas, legumes e verduras contribui para o fornecimento de fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes importantes para o equilíbrio metabólico.

    A ingestão preferencial na forma crua preserva parte dos nutrientes e favorece maior saciedade, além de ajudar no controle da glicemia. O ideal é que o prato esteja o mais colorido possível, o que indica uma maior diversidade nutricional.

    2. Fique atento aos carboidratos de alto índice glicêmico

    O índice glicêmico é uma medida que indica a velocidade com que um alimento rico em carboidratos eleva a glicose no sangue após o consumo. Em termos simples, ele mostra se um alimento libera açúcar rapidamente ou de forma mais lenta na circulação.

    Alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, arroz refinado, doces e bebidas açucaradas, costumam provocar elevação rápida da glicose, o que pode exigir maior liberação de insulina pelo organismo.

    A preferência por versões integrais e pela combinação com fibras, proteínas ou gorduras saudáveis ajuda a reduzir a velocidade da absorção do açúcar e favorece maior equilíbrio glicêmico.

    3. Aumente o consumo de fibras

    As fibras alimentares são um tipo de carboidrato presente principalmente em alimentos de origem vegetal que o organismo não consegue digerir totalmente.

    Elas contribuem para o controle da glicose, pois ajudam a retardar a absorção dos carboidratos e favorecem o funcionamento intestinal. Alguns exemplos de alimentos ricos em fibras incluem:

    • Feijões (preto, carioca, branco, fradinho);
    • Lentilha;
    • Grão-de-bico;
    • Aveia (em flocos ou farelo);
    • Quinoa;
    • Chia;
    • Linhaça (dê preferência à triturada para melhor absorção);
    • Frutas com casca;
    • Brócolis e couve-flor;
    • Couve, espinafre e acelga;
    • Cenoura e beterraba (preferencialmente cruas).

    A ingestão adequada também contribui para o controle do colesterol e para a manutenção do peso.

    4. Inclua proteínas e gorduras boas na refeição

    A presença de proteínas magras e de gorduras saudáveis nas refeições ajuda a aumentar a saciedade, reduz a fome ao longo do dia e contribui para evitar oscilações nos níveis de glicose no sangue.

    Os nutrientes desaceleram a digestão dos carboidratos, favorecendo uma liberação mais gradual da glicose na corrente sanguínea e ajudando no equilíbrio metabólico.

    Alguns exemplos incluem carnes magras, ovos, laticínios com menor teor de gordura, azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha e atum.

    5. Controle as porções e horário das refeições

    A quantidade dos alimentos ingeridos e a regularidade das refeições influenciam bastante o controle da glicose. As pessoas que exageram nas refeições ou passam longos períodos sem comer podem apresentar variações importantes nos níveis de açúcar no sangue, com picos ou quedas bruscas da glicemia.

    O ideal é manter os horários das refeições mais organizados e ter atenção às porções. As refeições distribuídas ao longo do dia, com combinações equilibradas de carboidratos, proteínas, fibras e gorduras boas, costumam ajudar na estabilidade da glicose e no controle da saciedade.

    6. Evite o consumo de bebidas alcoólicas

    O consumo frequente das bebidas alcoólicas pode interferir no metabolismo da glicose e favorecer o ganho de peso. Muitas bebidas apresentam alto teor calórico e açúcar adicionado, fator que pode contribuir para o aumento da glicemia e para maior risco metabólico.

    Além disso, o álcool pode alterar a percepção da fome e da saciedade, levando a escolhas alimentares menos equilibradas. A moderação ou a redução do consumo tende a trazer benefícios para a saúde metabólica e para o equilíbrio geral do organismo.

    7. Reduza e evite o consumo de ultraprocessados

    Os alimentos ultraprocessados costumam conter excesso de açúcar, gorduras saturadas, sódio e diversos aditivos químicos, como corantes, conservantes e aromatizantes artificiais. O consumo frequente está associado ao ganho de peso, à resistência à insulina e ao aumento do risco de doenças metabólicas, incluindo a diabetes tipo 2.

    8. Beba bastante água

    A ingestão adequada de água ajuda no funcionamento geral do organismo, incluindo o metabolismo da glicose. A hidratação adequada auxilia no transporte de nutrientes, no funcionamento dos rins e na regulação de diversas funções corporais.

    Além disso, beber água ao longo do dia pode ajudar na sensação de saciedade e evitar a confusão entre sede e fome, situação relativamente comum. Uma dica é manter uma garrafinha de água sempre por perto, e usar lembretes no celular ou smartwatch para lembrar.

    Não esqueça das atividades físicas!

    Ao lado da alimentação, a prática de atividades físicas também é necessária para prevenir o diabetes tipo 2. Os exercícios ajudam o organismo a usar melhor a glicose como fonte de energia, melhoram a ação da insulina e contribuem para o controle do peso corporal, fatores importantes para reduzir o risco da doença.

    De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação para adultos é realizar:

    • Entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada rápida, bicicleta ou dança;
    • Ou entre 75 e 150 minutos semanais de atividade intensa, como corrida ou treinos mais vigorosos. A combinação de diferentes intensidades também é válida.

    A OMS também orienta a inclusão de exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana, envolvendo grandes grupos musculares, como pernas, braços, costas e abdômen.

    Você não precisa começar com atividades muito intensas. Atividades como caminhada, bicicleta, dança, musculação ou qualquer exercício que proporcione movimento já traz vários benefícios quando feitos com regularidade.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante procurar um médico quando aparecem sinais que podem indicar alterações nos níveis de açúcar no sangue, como:

    • Sede excessiva ao longo do dia;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Fome constante, mesmo após as refeições;
    • Cansaço frequente ou sem motivo claro;
    • Perda de peso sem explicação;
    • Visão embaçada;
    • Dificuldade para cicatrizar feridas.

    Mesmo sem sintomas, os exames de rotina são importantes para acompanhar a glicose e avaliar a saúde metabólica. O acompanhamento médico pode te orientar quanto à alimentação, estilo de vida, atividades físicas e cuidados necessários para prevenir condições de saúde.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

    A principal diferença está na forma como o organismo lida com a insulina.

    Na diabetes tipo 1, o organismo praticamente não produz insulina. A condição costuma ter origem autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico ataca as células responsáveis pela produção do hormônio.

    Na diabetes tipo 2, a mais comum, o organismo ainda produz insulina, mas ela não funciona adequadamente ou é produzida em quantidade insuficiente. A condição está muito ligada aos hábitos de vida, principalmente à alimentação, ao excesso de peso e ao sedentarismo.

    2. O que é a pré-diabetes?

    A pré-diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue estão mais altos que o normal, mas ainda não são suficientes para caracterizar a diabetes. Ela funciona como um sinal de alerta de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar a glicose.

    3. Quem deve fazer o exame de rastreamento?

    Pessoas acima de 45 anos ou adultos de qualquer idade que estejam acima do peso e tenham um fator de risco adicional (como pressão alta ou histórico familiar).

    4. Quem tem diabetes pode comer frutas?

    Sim! Frutas são saudáveis, mas contêm frutose (açúcar natural). A dica é preferir frutas com casca e bagaço (fibras) e evitar sucos coados, que elevam a glicemia muito rápido.

    5. Produtos “diet” são liberados à vontade?

    É preciso ter cuidado, pois muitos produtos “diet” retiram o açúcar, mas aumentam a quantidade de gordura para manter o sabor e a textura, sendo muito calóricos. Além disso, alguns adoçantes em excesso podem causar desconforto intestinal.

    6. Como ocorre o diagnóstico da diabetes?

    O diagnóstico geralmente acontece por meio de exames de sangue que avaliam os níveis de glicose em jejum, a hemoglobina glicada ou o teste de tolerância à glicose.

    7. Quais complicações podem surgir sem controle da diabetes?

    Sem controle adequado, a doença pode afetar os olhos, os rins, o coração, os nervos e a circulação. O acompanhamento médico e os hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência

  • Índice glicêmico: o que é, como funciona e quais alimentos influenciam a glicose

    Índice glicêmico: o que é, como funciona e quais alimentos influenciam a glicose

    Se você é uma pessoa que convive com diabetes ou outra condição que precisa do controle da glicose, já deve saber que alguns alimentos podem elevar o nível glicêmico mais rápido do que outros depois de uma refeição.

    Mas, para entender esse efeito, vale observar a posição dos alimentos na escala do índice glicêmico — que é capaz de mostrar a rapidez com que eles aumentam o açúcar no sangue após o consumo.

    Os alimentos com índice glicêmico alto elevam a glicose rapidamente, enquanto alimentos com índice glicêmico baixo liberam o açúcar de forma gradual. A diferença influencia a saciedade, o controle do peso, o risco de diabetes e também a saúde do coração. Vamos entender mais, a seguir.

    O que é índice glicêmico?

    O índice glicêmico (IG) é uma classificação usada para medir a velocidade com que um alimento rico em carboidratos aumenta a glicose no sangue após o consumo. Isso significa que quanto maior o índice glicêmico, mais rápida costuma ser a elevação da glicemia.

    Vale apontar que o índice não avalia a quantidade de carboidrato presente na porção consumida, apenas a velocidade com que a glicose chega à corrente sanguínea.

    Por isso, um alimento pode apresentar índice glicêmico alto e, ainda assim, não provocar grande impacto glicêmico quando ingerido em pequenas quantidades.

    Como o índice glicêmico funciona?

    Nem todo carboidrato se comporta da mesma maneira no corpo. Enquanto alguns alimentos são absorvidos rapidamente e elevam a glicose em pouco tempo, outros passam por uma digestão mais lenta, liberando energia de forma gradual.

    O índice glicêmico é usado justamente para entender a diferença, ajudando a entender quais alimentos elevam a glicose mais rápido e quais mantêm níveis mais estáveis. Ele é dividido em três faixas:

    • Alto índice glicêmico (≥ 70): alimentos com índice glicêmico alto são digeridos rapidamente. A glicose sobe rápido no sangue e, depois, costuma cair também com mais rapidez. Isso pode causar cansaço, fome precoce ou vontade de comer doce pouco tempo depois;
    • Médio índice glicêmico (56 – 69): alimentos desse grupo têm absorção moderada. Eles podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, principalmente quando consumidos com fibras, proteínas ou gorduras, que ajudam a reduzir o impacto na glicose;
    • Baixo índice glicêmico (≤ 55): alimentos com baixo índice glicêmico são absorvidos mais lentamente. A glicose sobe de forma gradual, o que ajuda a manter energia por mais tempo e maior sensação de saciedade.

    É importante ressaltar que o efeito de um alimento pode mudar conforme a forma de preparo e a combinação no prato. Por exemplo, refeições com fibras, proteínas e gorduras tendem a reduzir a velocidade de absorção da glicose, o que contribui para um equilíbrio maior ao longo do dia.

    Qual a diferença entre índice glicêmico e carga glicêmica de um alimento?

    O índice glicêmico e a carga glicêmica são formas de avaliar como os alimentos influenciam a glicose no sangue, mas cada um analisa um aspecto diferente.

    O índice glicêmico indica a velocidade com que os carboidratos de um alimento são digeridos e absorvidos, elevando a glicose após o consumo. Quanto maior o índice glicêmico, mais rápido costuma ocorrer esse aumento.

    A carga glicêmica, por sua vez, avalia dois pontos ao mesmo tempo: a velocidade de absorção e a quantidade de carboidrato presente na porção consumida. Logo, o cálculo dá uma visão mais próxima do impacto real do alimento na glicemia.

    Exemplo: um alimento pode ter índice glicêmico alto, mas carga glicêmica baixa se a quantidade de carboidrato for pequena. Por outro lado, um alimento pode apresentar índice glicêmico moderado ou até baixo, mas ter carga glicêmica elevada quando consumido em grandes quantidades.

    O que influencia o índice glicêmico de um alimento?

    O índice glicêmico do alimento pode mudar completamente dependendo de como ele é preparado, colhido ou acompanhado. É possível apontar os seguintes fatores:

    • Quantidade de fibras: alimentos ricos em fibras costumam ter digestão mais lenta, reduzindo a velocidade de absorção da glicose;
    • Grau de processamento: produtos refinados e ultraprocessados tendem a elevar a glicose mais rapidamente do que alimentos integrais ou naturais;
    • Forma de preparo: cozinhar demais, triturar ou amassar alimentos pode facilitar a absorção dos carboidratos;
    • Presença de proteínas e gorduras: os nutrientes retardam a digestão e ajudam a diminuir picos glicêmicos;
    • Tipo de carboidrato: carboidratos simples são absorvidos mais rápido do que carboidratos complexos;
    • Combinação dos alimentos: consumir carboidratos junto com fibras, proteínas e gorduras reduz o impacto glicêmico da refeição;
    • Quantidade consumida: porções maiores aumentam o efeito na glicose, mesmo quando o índice glicêmico não é elevado.

    Alimentos com baixo, médio e alto índice glicêmico

    Para te ajudar, listamos alguns exemplos de alimentos divididos por suas categorias de índice glicêmico (IG):

    Alimentos de baixo índice glicêmico

    • Feijão, lentilha e grão-de-bico;
    • Maçã, pera, morango e pêssego;
    • Aveia em flocos e quinoa;
    • Iogurte natural sem açúcar e leite;
    • Amendoim, castanhas e nozes;
    • Vegetais verdes (brócolis, espinafre, abobrinha);
    • Cereja e ameixa fresca.

    Alimentos de médio índice glicêmico

    • Arroz integral e arroz parboilizado;
    • Milho e cuscuz;
    • Uva, manga, mamão e abacaxi;
    • Batata cozida com casca;
    • Farinha de trigo integral;
    • Pipoca (sem adição de açúcar ou excesso de gordura);
    • Uva-passa e figo.

    Alimentos de alto índice glicêmico

    • Pão francês e pão de forma branco;
    • Arroz branco e tapioca;
    • Batata inglesa (especialmente purê ou assada);
    • Melancia e tâmara;
    • Açúcar de mesa, mel e refrigerantes;
    • Biscoitos de arroz e cereais matinais refinados;
    • Macarrão instantâneo e bolos feitos com farinha branca.

    Vale lembrar que índice glicêmico sozinho não define se um alimento é saudável ou não. Outros fatores também contam, como qualidade nutricional, quantidade consumida, forma de preparo e combinação com outros alimentos no prato.

    O mais importante é ser o equilíbrio na alimentação, priorizando alimentos naturais ou minimamente processados, ricos em fibras, vitaminas e minerais.

    Quem deve prestar mais atenção ao índice glicêmico?

    O monitoramento do índice glicêmico é importante para qualquer pessoa prevenir doenças metabólicas no futuro, mas ele é indispensável para grupos específicos cujo corpo tem dificuldade em lidar com oscilações bruscas de açúcar, como:

    • Pessoas com diabetes ou pré-diabetes;
    • Quem tem resistência à insulina ou síndrome metabólica;
    • Quem busca emagrecimento ou controle do peso;
    • Pessoas que querem evitar picos de glicose e manter energia mais estável ao longo do dia.

    Como montar refeições equilibradas?

    Primeiro de tudo, a ideia é combinar diferentes grupos de alimentos para garantir energia, saciedade e nutrientes importantes ao longo do dia, além de ajudar a evitar picos de glicose. Isso pode ser feito com pequenas escolhas no dia a dia, com:

    • Inclua uma fonte de carboidrato de preferência integral, como arroz integral, aveia, batata-doce ou pão integral;
    • Acrescente proteínas, como ovos, carnes, peixe, frango, tofu, feijão ou lentilha;
    • Não esqueça das fibras, presentes em verduras, legumes, frutas e grãos integrais;
    • Inclua gorduras boas, como azeite, castanhas, abacate ou sementes;
    • Evite excesso de alimentos ultraprocessados, açúcar e farinhas refinadas.

    Outra dica é misturar carboidratos com fibras, proteínas e gorduras ajuda a reduzir a velocidade de absorção da glicose, favorecendo maior saciedade e níveis de energia mais estáveis.

    Leia mais: ‘Dietas da moda’ x alimentação equilibrada: o que realmente funciona a longo prazo

    Perguntas frequentes

    1. Comer alimentos de baixo índice glicêmico ajuda a emagrecer?

    Pode ajudar, porque costuma aumentar a saciedade e evitar picos de fome ao longo do dia. Ainda assim, o emagrecimento depende de uma alimentação equilibrada e do estilo de vida.

    2. Alimento doce sempre tem alto índice glicêmico?

    Nem sempre. Algumas frutas doces, por exemplo, têm fibras que reduzem a velocidade de absorção do açúcar. O impacto depende da composição e da quantidade consumida.

    3. Qual a diferença entre carboidratos simples e complexos?

    Os simples possuem cadeias moleculares curtas e são absorvidos rapidamente (energia imediata). Os complexos possuem cadeias longas e fibras,

    4. Como baixar o índice glicêmico de um pão francês?

    Uma dica é combiná-lo com fibras (alface), proteínas (ovo, frango) ou gorduras boas (azeite), o que atrasa a digestão total da refeição.

    5. O que acontece no corpo após comer um alimento de alto índice glicêmico?

    Ocorre um pico de glicose, seguido de um pico de insulina. Logo depois, a glicose cai bruscamente, o que pode causar tontura, sono e fome.

    6. Qual chocolate tem o menor índice glicêmico?

    O chocolate com alto teor de cacau (acima de 70%) tem IG baixo, pois possui mais gordura do cacau e menos açúcar. Já o chocolate ao leite ou branco tem IG alto.

    7. O índice glicêmico é igual para todo mundo?

    Não exatamente. Embora o valor do alimento seja padronizado, a resposta glicêmica é individual e depende da sua genética, flora intestinal, nível de atividade física e saúde do pâncreas.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Acantose nigricans: mancha escura no pescoço pode ser sinal de alerta 

    Acantose nigricans: mancha escura no pescoço pode ser sinal de alerta 

    Manchas escuras e espessadas na região do pescoço ou das axilas costumam gerar preocupação. Muitas vezes, as pessoas acreditam que se trata apenas de sujeira ou falta de higiene. No entanto, quando a pele apresenta aspecto aveludado e mais grossa, pode estar diante de um quadro chamado acantose nigricans.

    Na maioria dos casos, essa alteração está relacionada à resistência à insulina e à obesidade. Porém, em situações mais raras, pode ser um sinal de doenças hormonais ou até de câncer. Por isso, entender suas causas e características é fundamental para saber quando investigar.

    O que é acantose nigricans

    A acantose nigricans é uma alteração cutânea caracterizada por:

    • Escurecimento da pele;
    • Espessamento;
    • Aspecto aveludado;
    • Localização predominante em áreas de dobra.

    As regiões mais acometidas são:

    • Parte posterior do pescoço;
    • Axilas;
    • Virilha;
    • Dobras sob as mamas.

    As lesões costumam ter bordas pouco definidas e podem evoluir de manchas planas para placas palpáveis.

    Principais causas

    A acantose nigricans pode ter diferentes origens.

    1. Resistência à insulina e obesidade (forma mais comum)

    É a causa mais frequente. O excesso de insulina circulante estimula receptores semelhantes ao fator de crescimento (IGF-1), o que promove a proliferação de queratinócitos e fibroblastos.

    A perda de peso e o controle glicêmico costumam levar à melhora das lesões.

    2. Distúrbios endócrinos

    Pode estar associada a:

    • Síndrome dos ovários policísticos;
    • Hipotireoidismo;
    • Acromegalia;
    • Síndrome de Cushing;
    • Doença de Addison;
    • Síndromes graves de resistência à insulina.

    3. Uso de medicamentos

    Alguns medicamentos podem desencadear o quadro, como:

    • Glicocorticoides sistêmicos;
    • Anticoncepcionais orais combinados;
    • Hormônio do crescimento;
    • Insulina injetável;
    • Ácido nicotínico;
    • Inibidores de protease;
    • Estrogênios.

    Em muitos casos, as lesões melhoram após suspensão da medicação.

    4. Forma hereditária

    Pode ocorrer como traço autossômico dominante, manifestando-se na infância.

    5. Acantose nigricans maligna

    É rara, mas pode estar associada principalmente a:

    • Adenocarcinomas gastrointestinais, especialmente gástricos;
    • Câncer de próstata, mama e ovário;
    • Mais raramente pulmão e linfoma.

    Os sinais de alerta são:

    • Início súbito;
    • Evolução rápida;
    • Prurido intenso;
    • Múltiplas queratoses seborreicas (sinal de Leser-Trélat);
    • Espessamento palmar (“tripe palms”).

    Em parte dos casos, a alteração cutânea surge antes do diagnóstico do câncer.

    6. Outras variantes

    • Forma acral, mais comum em pessoas com pele escura;
    • Forma unilateral (nevoide);
    • Forma autoimune, associada a lúpus e outras doenças autoimunes.

    Como a doença se desenvolve

    O mecanismo mais comum envolve:

    • Ativação de receptores de IGF-1 por níveis elevados de insulina;
    • Proliferação de queratinócitos e fibroblastos;
    • Espessamento da pele (epiderme);
    • Hiperqueratose.

    Na forma maligna, fatores de crescimento produzidos pelo tumor estimulam diretamente a pele.

    Quadro clínico

    As pessoas geralmente apresentam:

    • Manchas escuras e espessadas;
    • Aspecto aveludado;
    • Localização em dobras;
    • Eventual coceira.

    Em crianças, o pescoço é o local mais acometido.

    Em casos raros, pode atingir:

    • Mucosa oral;
    • Nariz;
    • Esôfago;
    • Laringe;
    • Mamilos.

    Visualmente, não é possível diferenciar apenas pela aparência as formas benignas das malignas.

    Diagnóstico

    O diagnóstico é principalmente clínico. A investigação pode envolver:

    • Avaliação para resistência à insulina;
    • Dosagem de hemoglobina glicada;
    • Rastreamento para diabetes;
    • Investigação de neoplasias quando houver sinais suspeitos.

    Em casos selecionados, pode ser necessária biópsia de pele ou exames de imagem.

    Tratamento

    A acantose nigricans é um sinal clínico, não uma doença isolada. O tratamento depende da causa.

    Controle metabólico

    • Perda de peso;
    • Alimentação equilibrada;
    • Atividade física;
    • Controle glicêmico;
    • Uso de sensibilizadores à insulina, como metformina, quando indicado.

    Suspensão de medicamentos desencadeantes

    Quando a pessoa está usando remédios que podem provocar a acantose nigricans, o médico pode suspender o uso e indicar outros medicamentos.

    Tratamentos dermatológicos

    Podem melhorar o aspecto estético, mas com resultados variáveis:

    • Retinoides tópicos;
    • Lactato de amônio;
    • Análogos da vitamina D;
    • Peelings químicos;
    • Laser;
    • Dermabrasão.

    Na forma maligna, a melhora pode ocorrer após tratamento do tumor.

    Quando procurar avaliação médica?

    Procure atendimento se houver:

    • Escurecimento súbito e rápido da pele;
    • Lesões extensas ou com prurido;
    • Perda de peso inexplicada;
    • Suspeita de diabetes;
    • Histórico familiar de câncer.

    Confira: Diabetes MODY: o tipo raro que muita gente tem sem saber

    Perguntas frequentes sobre acantose nigricans

    1. Acantose nigricans é sujeira?

    Não. Trata-se de alteração da pele, não relacionada à higiene.

    2. Sempre indica diabetes?

    Não, mas é fortemente associada à resistência à insulina.

    3. Pode aparecer em crianças?

    Sim, especialmente em casos de obesidade ou predisposição genética.

    4. Toda acantose é câncer?

    Não. A forma maligna é rara.

    5. Clareadores resolvem?

    Não tratam a causa, apenas podem melhorar o aspecto superficial.

    6. Emagrecer melhora?

    Sim, em muitos casos a perda de peso reduz as lesões.

    7. Precisa fazer biópsia?

    Nem sempre. Geralmente o diagnóstico é clínico.

    Veja mais: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

  • Hemoglobina glicada: por que é tão importante no controle do diabetes?

    Hemoglobina glicada: por que é tão importante no controle do diabetes?

    Você sabia que mais de 10% da população adulta do Brasil convive com diabetes? A condição ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue usar o hormônio de forma adequada, levando ao aumento do açúcar no sangue.

    Com o tempo, o excesso pode causar danos ao organismo, o que torna fundamental manter um acompanhamento regular para avaliar se a glicose está dentro dos valores ideais.

    Além do tratamento, exames como a hemoglobina glicada ajudam a avaliar como a glicose se comportou nos últimos meses. Vamos entender mais, a seguir.

    Para que serve o exame de hemoglobina glicada?

    A hemoglobina glicada, também chamada de HbA1c, é um exame de sangue que serve para avaliar como a glicose no sangue tem se comportado ao longo do tempo, principalmente nos últimos dois a três meses.

    De forma geral, o resultado revela uma média, mostrando se a pessoa costuma ficar com a glicose alta, normal ou baixa na maior parte do tempo.

    Isso acontece porque a glicose se liga à hemoglobina, que é a proteína do sangue responsável por transportar oxigênio, e essa ligação permanece durante toda a vida da célula do sangue, que dura cerca de 120 dias.

    “Ele é usado para diagnosticar o diabetes e também para acompanhar o controle da doença ao longo do tempo. O exame é feito a partir de uma amostra de sangue colhida como em qualquer exame de rotina”, explica a endocrinologista Denise Orlando.

    Qual a diferença entre a hemoglobina glicada e a glicemia de jejum?

    A principal diferença entre a hemoglobina glicada e a glicemia de jejum é o tipo de informação que cada exame oferece sobre o açúcar no sangue.

    A glicemia de jejum mostra quanto de glicose está circulando no sangue naquele momento específico em que o exame é feito, após um período sem comer, geralmente de oito a doze horas. Por isso, o resultado pode variar bastante de um dia para o outro, dependendo do que a pessoa comeu, do estresse, do sono, de infecções ou do uso de medicamentos.

    Já a hemoglobina glicada, por outro lado, avalia a média dos níveis de glicose nos últimos dois a três meses, mostrando como o açúcar no sangue se manteve ao longo do tempo, e não apenas em um único dia.

    “A hemoglobina glicada não sofre influência direta da alimentação nos dias anteriores, porque ela mostra a média da glicose ao longo de várias semanas. Por isso, é um exame que não exige jejum e é mais estável do que a glicemia em jejum”, explica Denise.

    Por que a hemoglobina glicada é tão importante no diabetes?

    A hemoglobina glicada é capaz de mostrar como o açúcar no sangue tem se comportado no dia a dia, e não só em um único momento, como acontece na glicemia de jejum.

    Como o exame mostra a média dos níveis de açúcar nos últimos dois a três meses, é possível saber se a pessoa tem ficado com a glicose elevada com frequência, mesmo quando as medições do dia a dia podem parecer normais.

    Isso faz toda a diferença porque os problemas do diabetes aparecem quando o açúcar fica alto por muito tempo. Quanto mais alta a hemoglobina glicada, maior o risco de complicações nos olhos, nos rins, nos nervos, no coração e nos vasos.

    “Um resultado dentro da meta significa que a glicose tem estado estável, o que reduz o risco de complicações. Ela ajuda médicos e pacientes a ajustarem o tratamento de forma mais eficaz, com base em um panorama mais completo”, aponta Denise.

    Quais os sintomas da hemoglobina glicada alta?

    A hemoglobina glicada alta, por si só, não causa sintomas diretos, mas indica que a glicose no sangue tem permanecido elevada por um período prolongado. Isso significa que o diabetes está mal controlado, mesmo que a pessoa não esteja sentindo nada de diferente no dia a dia.

    Quando a glicose fica alta por muito tempo, podem surgir sinais como:

    • Sede excessiva;
    • Vontade frequente de urinar;
    • Cansaço;
    • Visão embaçada;
    • Fome constante;
    • Perda de peso sem explicação.

    No entanto, muitas pessoas podem passar meses ou até anos com a hemoglobina glicada elevada sem apresentar sintomas evidentes, o que torna o exame ainda mais importante.

    Valores de referência da hemoglobina glicada

    Segundo Denise, os valores de hemoglobina glicada são interpretados da seguinte forma:

    • Abaixo de 5,7% — considerado normal;
    • Entre 5,7% e 6,4% — pré-diabetes;
    • Igual ou acima de 6,5% — diagnóstico de diabetes (confirmado com mais de um exame ou associado a outros critérios);

    Com que frequência fazer o exame de hemoglobina glicada?

    O recomendado é realizar o exame a cada três meses, principalmente quando houve mudança no tratamento, ajuste de medicamentos ou quando o diabetes não está bem controlado

    Quando o diabetes está estável e bem controlado, o exame pode ser solicitado a cada seis meses, de acordo com a orientação médica.

    Veja também: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    1. Quem deve fazer a hemoglobina glicada?

    Pessoas com diabetes, pré-diabetes, histórico familiar de diabetes, sobrepeso, hipertensão ou outras condições que aumentam o risco da doença.

    2. É preciso estar em jejum para fazer o exame?

    Não, a hemoglobina glicada pode ser feita em qualquer horário do dia, independentemente de ter se alimentado.

    3. A hemoglobina glicada pode variar de um dia para o outro?

    Não. Como ela mostra uma média de meses, pequenas variações diárias não alteram o resultado de forma significativa.

    4. A hemoglobina glicada substitui a glicemia de jejum?

    Não, os dois exames se complementam. A glicemia mostra o valor do momento, e a hemoglobina glicada mostra o histórico dos últimos meses.

    5. O que fazer se a hemoglobina glicada estiver alta?

    É preciso rever alimentação, atividade física e medicamentos com orientação médica para melhorar o controle da glicose.

    6. O exame pode indicar riscos de complicações do diabetes a longo prazo?

    Sim, quanto mais alta a hemoglobina glicada, maior o risco de complicações do diabetes, como problemas nos olhos, rins, nervos e coração. Manter a HbA1c dentro da meta ajuda a reduzir esse risco ao longo do tempo.

    7. A perda de peso pode reduzir a hemoglobina glicada?

    Sim, em muitas pessoas, emagrecer melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a diminuir os níveis de glicose, refletindo na redução da hemoglobina glicada.

    Leia mais: Cetoacidose diabética: quando o diabetes vira emergência