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  • Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

    Perimenopausa: o que é, quais são os sintomas e em que idade a fase começa

    A menopausa é uma fase biológica que representa a última menstruação, confirmada após doze meses consecutivos sem sangramento menstrual. Ela indica o encerramento da fase reprodutiva e costuma ocorrer, na maioria dos casos, entre os 45 e 55 anos.

    Mas você conhece a fase que antecede a última menstruação? Antes da menopausa propriamente dita, o corpo passa por um período de transição chamado perimenopausa. A fase, que pode começar anos antes do fim definitivo dos ciclos menstruais, é caracterizada por oscilações hormonais importantes. Vamos entender mais, a seguir.

    Afinal, o que é a perimenopausa?

    Segundo a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, o climatério é o período de transição da vida reprodutiva para a menopausa e se divide em três fases: perimenopausa, menopausa propriamente dita e pós-menopausa.

    A perimenopausa corresponde a todo o intervalo que antecede a cessação definitiva da menstruação e é marcada, principalmente, por alterações hormonais e irregularidade dos ciclos menstruais.

    A fase funciona como um período de preparação do organismo para o fim da vida reprodutiva e também tem um papel importante no diagnóstico da menopausa.

    Quando, após a perimenopausa, ocorre a ausência completa da menstruação por doze meses consecutivos, é confirmado, de forma retrospectiva, que o último sangramento marcou a menopausa.

    Quais os sintomas da perimenopausa?

    Os sintomas da perimenopausa estão associados às oscilações hormonais que ocorrem na fase. O sinal mais comum é a irregularidade menstrual, com ciclos que podem ficar mais curtos ou mais longos, além de variações no fluxo e na duração da menstruação.

    A mulher também pode apresentar os seguintes sintomas:

    • Ondas de calor e suores noturnos;
    • Distúrbios do sono, como dificuldade para dormir ou sono não reparador;
    • Alterações de humor, incluindo irritabilidade, ansiedade e variações emocionais;
    • Cansaço e redução da energia;
    • Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
    • Sensibilidade ou dor nas mamas;
    • Dores de cabeça;
    • Inchaço e desconforto articular;
    • Diminuição da libido;
    • Ressecamento vaginal;
    • Alterações na pele e nos cabelos.

    A intensidade e a combinação dos sintomas variam de mulher para mulher. Para algumas, eles se manifestam de forma mais leve, enquanto para outras podem ser mais intensos, o que mostra a importância de uma avaliação individual durante a fase.

    Quanto tempo dura a perimenopausa?

    De acordo com Andreia, a duração da perimenopausa pode variar bastante. Em algumas mulheres, a fase dura apenas alguns meses, enquanto em outras pode se estender por vários anos.

    Em média, a perimenopausa dura de quatro a oito anos, estendendo-se até a confirmação da menopausa, que ocorre após doze meses consecutivos sem menstruação. Nesse período, é comum que os sintomas se tornem mais intensos nos anos que antecedem a última menstruação.

    É possível engravidar na perimenopausa?

    É possível engravidar durante a perimenopausa, mas a chance é bem menor, segundo Andreia. Isso acontece porque o número de óvulos disponíveis já é reduzido, mas ainda podem ocorrer ciclos menstruais com ovulação. Eles se tornam menos frequentes e mais irregulares, porém não desaparecem completamente.

    Por isso, o uso de métodos contraceptivos continua sendo importante nessa fase. Andreia explica que algumas mulheres engravidam perto da menopausa justamente por acreditarem que não há mais risco e acabam relaxando nos cuidados.

    Como a perimenopausa afeta a saúde?

    As oscilações do estrogênio durante a perimenopausa afetam o ciclo menstrual, o humor, o sono e a regulação da temperatura corporal, favorecendo sintomas como irregularidade menstrual, ondas de calor, irritabilidade e cansaço.

    Além disso, a queda gradual do estrogênio pode impactar a saúde dos ossos, aumentando o risco de perda óssea, e influenciar o metabolismo, facilitando o ganho de peso e alterações no colesterol. Algumas mulheres também notam mudanças na saúde cardiovascular, na pele, nos cabelos e na lubrificação vaginal.

    O acompanhamento médico ajuda a identificar essas mudanças logo no começo, orientar os cuidados certos e indicar tratamentos quando necessário, ajudando no controle dos sintomas e a manter a qualidade de vida durante a perimenopausa.

    Cuidados durante a perimenopausa

    Os cuidados na perimenopausa ajudam a aliviar os sintomas e a manter a saúde durante essa fase de transição, sendo os principais:

    • Acompanhamento médico regular, para avaliar os sintomas e orientar o tratamento;
    • Alimentação equilibrada, com nutrientes importantes para o corpo e para os hormônios;
    • Prática de atividade física, que ajuda no controle do peso, no humor, na saúde dos ossos e na redução das ondas de calor;
    • Atenção ao sono, buscando manter uma rotina que favoreça um descanso de qualidade;
    • Controle do estresse, com atividades que promovam bem-estar e relaxamento;
    • Uso de métodos contraceptivos, enquanto ainda houver chance de ovulação.

    A reposição hormonal pode ser considerada para aliviar sintomas como ondas de calor e fogachos, além de contribuir para a proteção da saúde óssea.

    Contudo, a indicação depende de uma avaliação médica cuidadosa, na qual a ginecologista analisa o histórico clínico e os possíveis riscos antes de definir o tratamento mais adequado.

    Veja também: Reposição hormonal na menopausa: benefícios e riscos

    Perguntas frequentes

    Qual a diferença entre perimenopausa e menopausa?

    A perimenopausa ocorre antes da menopausa e é marcada por ciclos menstruais irregulares. Já a menopausa é a última menstruação, confirmada após doze meses seguidos sem menstruar. A perimenopausa ajuda a identificar que a menopausa está se aproximando.

    Com que idade a perimenopausa costuma começar?

    A perimenopausa normalmente começa entre os 40 e 50 anos, mas pode surgir um pouco antes ou depois, dependendo de fatores genéticos, estilo de vida e condições de saúde.

    A menstruação para completamente na perimenopausa?

    Não. Durante a perimenopausa, a menstruação ainda acontece, mas de forma irregular. A parada definitiva só ocorre na menopausa.

    Exames são necessários para diagnosticar a perimenopausa?

    Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na idade. Os exames podem ser solicitados em situações específicas, mas não são obrigatórios.

    A perimenopausa pode causar ganho de peso?

    Sim, as mudanças hormonais afetam o metabolismo, facilitando o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Além disso, a perda de massa muscular e a redução do gasto energético contribuem para esse ganho.

    Toda mulher precisa fazer reposição hormonal na menopausa?

    Não, a reposição hormonal não é indicada para todas. A decisão depende dos sintomas, do histórico de saúde e da avaliação médica individual.

    Confira: Obesidade: quais são as alternativas hoje para tratar essa doença

  • TDPM: entenda o transtorno disfórico pré-menstrual e como identificar os sintomas

    TDPM: entenda o transtorno disfórico pré-menstrual e como identificar os sintomas

    Você já ouviu falar em transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)? Considerada uma forma mais grave da tensão pré-menstrual (TPM), ela é marcada por sintomas que podem interferir de forma significativa na rotina, nos relacionamentos pessoais, na vida social e no desempenho profissional.

    Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender o que diferencia o TDPM da TPM comum, quais são os principais sinais de alerta, como o diagnóstico é feito e quais são as opções de tratamento disponíveis para aliviar os sintomas.

    O que é transtorno disfórico pré-menstrual?

    O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma condição caracterizada por sintomas emocionais e psicológicos intensos que estão diretamente relacionados ao ciclo menstrual. Ele surge na fase final do ciclo, após a ovulação, período conhecido como fase lútea, e desaparece com o início da menstruação ou nos primeiros dias do sangramento.

    No TDPM, as alterações de humor são mais marcantes e podem incluir irritabilidade extrema, tristeza profunda, ansiedade, sensação de perda de controle emocional, dificuldade de concentração e impacto importante na vida social, profissional e nos relacionamentos.

    Qual a diferença entre a TDPM e TPM?

    A principal diferença entre a TPM comum e o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual está na gravidade, na frequência e no impacto dos sintomas na vida da mulher, segundo Andreia.

    Na TPM, os sintomas físicos costumam ser mais predominantes, embora os emocionais também possam estar presentes. Já no transtorno disfórico, os sintomas emocionais e psicológicos são mais intensos do que os físicos e podem ser incapacitantes.

    Andreia aponta que ele é reconhecido como um diagnóstico psiquiátrico e faz parte do manual que classifica os transtornos mentais. Nesses casos, os sintomas vão além de um simples desconforto e causam sofrimento importante.

    Fatores de risco para a TDPM

    Os principais fatores de risco associados ao transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) incluem:

    • Maior sensibilidade hormonal: mulheres com TDPM tendem a reagir de forma mais intensa às oscilações hormonais naturais do ciclo menstrual;
    • Predisposição genética: histórico familiar de TDPM pode elevar o risco;
    • Histórico de transtornos de humor: depressão, ansiedade ou outros transtornos emocionais, pessoais ou familiares, aumentam a vulnerabilidade;
    • Alterações na serotonina: níveis reduzidos desse neurotransmissor, ligado ao humor e à sensação de bem-estar, estão associados ao surgimento dos sintomas;
    • Tabagismo: embora as evidências não sejam conclusivas, fumar pode contribuir para o risco;
    • Disforia de gênero: mulheres com disforia de gênero apresentam risco aumentado para o desenvolvimento do transtorno.

    Quais os sintomas do TDPM?

    Os sintomas do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) são, em geral, mais emocionais e psicológicos do que físicos e costumam surgir na fase que antecede a menstruação, desaparecendo com o início do sangramento. Os principais incluem:

    • Irritabilidade intensa ou explosões de raiva;
    • Tristeza profunda, sensação de vazio ou desesperança;
    • Ansiedade acentuada ou tensão constante;
    • Mudanças bruscas de humor;
    • Sensação de perda de controle emocional;
    • Dificuldade de concentração;
    • Cansaço intenso ou falta de energia;
    • Alterações do sono, como insônia ou sono excessivo;
    • Diminuição do interesse por atividades do dia a dia;
    • Sensação de sobrecarga emocional.

    Também podem ocorrer sintomas físicos, como inchaço, sensibilidade nas mamas, dores de cabeça e alterações do apetite, mas eles costumam ser secundários em relação aos sintomas emocionais.

    Como é feito o diagnóstico de TDPM?

    O diagnóstico do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é clínico, ou seja, feito a partir da conversa detalhada com a paciente, sem necessidade de exames laboratoriais. O principal critério é a relação dos sintomas com o ciclo menstrual.

    Para confirmar o diagnóstico, é observado se os sintomas surgem de forma repetida na fase que antecede a menstruação e melhoram ou desaparecem com o início do sangramento. Também é avaliada a intensidade dos sintomas e o impacto na rotina, nos relacionamentos e na vida profissional.

    Tratamento de transtorno disfórico pré-menstrual

    O tratamento do transtorno disfórico pré-menstrual depende da intensidade dos sintomas e do impacto na vida da mulher. Em muitos casos, Andreia aponta que ele envolve o uso de antidepressivos e outras medicações que ajudam a controlar os sintomas emocionais, como irritabilidade intensa, ansiedade e tristeza profunda.

    Além dos medicamentos, é importante adotar algumas mudanças no estilo de vida, como:

    • Manter uma alimentação equilibrada;
    • Ter uma rotina de sono adequada e regular;
    • Praticar atividade física de forma regular;
    • Reduzir o estresse no dia a dia;
    • Observar o próprio ciclo menstrual para identificar períodos de maior sensibilidade;
    • Evitar situações ou hábitos que piorem os sintomas nesse período.

    Segundo Andreia, existem casos extremos em que mulheres apresentam ideação suicida associada ao período pré-menstrual, o que exige intervenção imediata e, em situações específicas, até internação.

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante procurar ajuda de um médico quando os sintomas começam a atrapalhar a rotina e a qualidade de vida. Assim, fique atenta especialmente se você perceber:

    • Irritabilidade muito intensa ou crises de raiva;
    • Tristeza profunda ou sensação constante de desânimo;
    • Ansiedade forte ou sensação de tensão o tempo todo;
    • Mudanças de humor que afetam os relacionamentos;
    • Dificuldade para trabalhar, estudar ou manter a rotina;
    • Sensação de perda de controle emocional;
    • Pensamentos de autolesão ou suicídio.

    O acompanhamento ajuda a identificar o problema, orientar o tratamento correto e oferecer suporte para atravessar o período com mais bem-estar.

    Perguntas frequentes

    Quais remédios podem ser usados no tratamento?

    Em muitos casos, são utilizados antidepressivos e outras medicações voltadas para o controle dos sintomas emocionais, sempre com acompanhamento médico.

    O TDPM pode surgir em qualquer idade?

    O TDPM costuma aparecer durante a vida reprodutiva, após o início dos ciclos menstruais. Ele pode se manifestar ainda na juventude ou surgir mais tarde, dependendo da sensibilidade individual às oscilações hormonais.

    O uso de anticoncepcional ajuda no TDPM?

    Em alguns casos, o anticoncepcional pode ajudar ao reduzir as oscilações hormonais do ciclo. No entanto, a resposta varia de mulher para mulher, e a indicação deve ser avaliada individualmente.

    Psicoterapia ajuda no tratamento do TDPM?

    Ajuda, sim. A psicoterapia pode auxiliar no controle emocional, na identificação de gatilhos e no desenvolvimento de estratégias para lidar melhor com os sintomas.

    O TDPM tem cura?

    O TDPM não tem uma cura definitiva, mas tem tratamento. Com acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar muito a qualidade de vida.

    A TPM é considerada uma doença?

    Não, a TPM não é uma doença, mas um conjunto de sintomas ligados às mudanças hormonais do ciclo menstrual. Ela só se torna um problema quando os sintomas passam a causar sofrimento importante.

    Quando a TPM merece atenção médica?

    Quando os sintomas são muito intensos, persistentes ou começam a atrapalhar a rotina, o trabalho ou os relacionamentos, é importante procurar avaliação médica.

  • Teste de ovulação: saiba como identificar o período fértil com mais precisão 

    Teste de ovulação: saiba como identificar o período fértil com mais precisão 

    Para mulheres que desejam engravidar, reconhecer o período fértil pode ser decisivo. Embora existam sinais físicos que indicam a ovulação, como a mudança do muco cervical e a dor no baixo ventre, muitas mulheres buscam métodos mais objetivos. É aí que entram os testes de ovulação, vendidos em farmácias e cada vez mais populares.

    Mas até que ponto esses testes são confiáveis? Eles garantem que a ovulação realmente aconteceu? Para esclarecer essas dúvidas, conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, que explicou como funcionam os testes de ovulação, quando usá-los e quais são suas limitações.

    Como os testes de ovulação funcionam

    O funcionamento desses testes está diretamente ligado ao hormônio luteinizante (LH). Esse hormônio é responsável por desencadear a ovulação, promovendo o rompimento do folículo que libera o óvulo.

    “O LH faz um pico bem no momento da ovulação. Ele faz o folículo estourar e empurrar o óvulo para dentro da tuba. Então, quando o LH aumenta subitamente no sangue, é o momento em que é muito provável de ocorrer a ovulação”, explica Andreia.

    É importante reforçar: o teste não mede a ovulação em si, mas a subida do LH. “O LH é um bom preditor, aquele que prevê um evento, mas ele não é certeza do evento. Por exemplo, na síndrome dos ovários policísticos, o LH pode estar muito alto, mas a ovulação não vai ocorrer porque o folículo não consegue se romper”.

    Ou seja, os testes de ovulação ajudam a identificar o período fértil, mas não confirmam com 100% de precisão que houve liberação do óvulo.

    O que significa o resultado positivo no teste

    Quando o teste detecta a elevação do LH, indica que a ovulação deve ocorrer em até 24 a 36 horas. É por isso que os especialistas recomendam que as relações sexuais nesse período aumentem as chances de gravidez.

    Segundo Andreia, a janela fértil é relativamente curta: “O ideal é considerar 48 horas antes e 48 horas depois da ovulação. Isso porque o espermatozoide permanece viável por até dois dias dentro do trato reprodutivo, e o óvulo também se mantém viável por até dois dias depois de liberado”.

    Assim, relações sexuais nesse intervalo — dois dias antes até dois dias depois do pico de LH — oferecem maior probabilidade de concepção.

    Como usar os testes de ovulação corretamente

    Os testes de farmácia são semelhantes aos de gravidez: utilizam a urina como amostra. O ideal é usá-los em dias próximos ao meio do ciclo, de acordo com o padrão de cada mulher, e manter consistência no horário.

    “Não é proibido fazer em outro momento, mas é importante manter regularidade, mais ou menos no mesmo horário todos os dias. Pela manhã costuma ser melhor, porque a urina está mais concentrada e tende a capturar o hormônio de forma mais evidente”, recomenda Andreia.

    Dicas para melhor uso:

    • Escolher um período fixo do dia (preferencialmente manhã);
    • Evitar excesso de líquidos antes do teste para não diluir a urina;
    • Fazer o acompanhamento por alguns dias seguidos para perceber a curva de aumento do LH.

    Ou seja, os testes de ovulação funcionam como uma ferramenta prática para identificar o período fértil, mas exigem disciplina no uso para que sejam realmente eficazes.

    Alternativas aos testes de farmácia

    Embora práticos, os testes de ovulação não são a única forma de monitorar a ovulação. Outras estratégias incluem:

    • Acompanhamento do ciclo em aplicativos: ajuda a estimar o período fértil com base na duração do ciclo, embora não substitua sinais clínicos;
    • Temperatura basal: pequenas elevações (entre 0,5 e 2 graus) indicam que o pico de LH ocorreu recentemente. “É uma forma relativamente fácil: a paciente anota diariamente, e quando há esse aumento, é provável que tenha tido o pico do LH”, diz Andreia;
    • Ultrassonografia transvaginal seriada: mostra o crescimento do folículo e confirma a ovulação quando ele desaparece e dá lugar ao corpo lúteo. “Esse é o método mais preciso, porque consigo acompanhar a transformação do folículo em imagem”, afirma a médica;
    • Exames de sangue para LH: fornecem valores exatos do hormônio, mas são usados em contextos clínicos específicos.

    Enquanto aplicativos e temperatura basal podem ser usados em casa, métodos como a ultrassonografia transvaginal e exames de sangue oferecem maior exatidão, mas geralmente são aplicados em contextos clínicos. A escolha depende do objetivo da mulher.

    Em quais situações o monitoramento é mais indicado

    Para mulheres sem dificuldades reprodutivas, ter relações sexuais frequentes já é suficiente e o monitoramento não é necessário. “Se você tiver relações de duas a três vezes por semana, muito provavelmente vai cair na janela de ovulação. Não é obrigatório acompanhar o LH”, explica Andreia.

    No entanto, o monitoramento detalhado pode ser útil em casos de:

    • Tentativas de engravidar sem sucesso após meses de relações regulares;
    • Ciclos irregulares, em que é difícil prever o período fértil;
    • Preparação para técnicas de reprodução assistida, como coito programado, inseminação artificial e fertilização in vitro.

    O monitoramento da ovulação não é indispensável para todas as mulheres, mas pode fazer diferença em situações específicas.

    Reprodução assistida: papel do acompanhamento da ovulação

    Nos tratamentos de fertilidade, identificar o momento exato da ovulação é muito importante. Isso pode ser feito com ultrassonografias diárias durante o período fértil.

    “Você reconhece pelo ultrassom qual é o folículo dominante, aquele que vai romper. Em um dia você vê o folículo, no outro não vê mais — aparece o corpo lúteo. Isso mostra que houve ovulação”, detalha a ginecologista.

    Esse acompanhamento é utilizado em diferentes protocolos de reprodução assistida:

    • Coito programado: relações sexuais orientadas para dias específicos de acordo com o período de ovulação;
    • Inseminação intrauterina: o sêmen é coletado e introduzido diretamente no útero;
    • Fertilização in vitro (FIV): os óvulos são coletados após estimulação ovariana e fecundados em laboratório, sendo depois transferidos ao útero.

    Limitações e cuidados com os testes de ovulação

    Apesar de úteis, os testes de ovulação não devem ser interpretados isoladamente. Doenças como a síndrome dos ovários policísticos podem alterar os níveis de LH e gerar resultados falsamente positivos. Além disso, nem sempre o aumento do LH significa que a ovulação aconteceu.

    O teste sinaliza a possibilidade, mas a confirmação exige outros métodos, como ultrassonografia.

    Ou seja, os testes de ovulação são aliados importantes para mulheres que desejam engravidar, mas não substituem completamente a avaliação clínica. Para quem enfrenta dificuldades reprodutivas ou se prepara para tratamentos de fertilidade, o acompanhamento detalhado pode ser decisivo.

    Veja mais: Higiene menstrual: conheça os principais cuidados durante o ciclo

    Perguntas e respostas sobre testes de ovulação

    1. O que os testes de ovulação realmente medem?

    Eles detectam o aumento do hormônio luteinizante (LH) na urina, que antecede a ovulação. O teste indica que o corpo está se preparando para liberar o óvulo, mas não garante com 100% de certeza que a ovulação aconteceu.

    2. Quando é o melhor momento para usar os testes de ovulação?

    O ideal é fazer próximo ao meio do ciclo menstrual, de acordo com a duração do ciclo de cada mulher. A recomendação é usar sempre no mesmo horário, preferencialmente pela manhã, quando a urina está mais concentrada.

    3. O que significa um resultado positivo?

    Um teste positivo indica que a ovulação deve ocorrer nas próximas 24 a 36 horas. Esse é o período em que relações sexuais oferecem maiores chances de gravidez, já que o óvulo e os espermatozoides permanecem viáveis por até 48 horas.

    4. Os testes de ovulação são indicados para todas as mulheres?

    Não. Para mulheres sem dificuldades reprodutivas, manter relações sexuais frequentes (2 a 3 vezes por semana) já é suficiente para coincidir com a janela fértil. O monitoramento é mais útil em casos de ciclos irregulares, dificuldades para engravidar ou preparo para reprodução assistida.

    5. Quais são as alternativas aos testes de farmácia?

    Entre os métodos caseiros estão a observação do muco cervical e a medição da temperatura basal. Já exames de sangue para LH e ultrassonografia transvaginal são recursos clínicos que oferecem maior precisão e costumam ser usados em tratamentos de fertilidade.

    6. Quais são as limitações dos testes de ovulação?

    Eles podem dar falsos positivos em casos de condições como síndrome dos ovários policísticos (SOP), já que os níveis de LH podem se manter elevados sem que ocorra ovulação. Por isso, devem ser interpretados em conjunto com outros sinais e, em casos de dúvida, com apoio médico.

    Leia também: Odor vaginal: quando é normal, sinais de alerta e cuidados

  • Sinais de ovulação: descubra como o corpo mostra que você está no período fértil 

    Sinais de ovulação: descubra como o corpo mostra que você está no período fértil 

    A ovulação é um dos momentos-chave do ciclo menstrual e também um dos mais aguardados por mulheres que desejam engravidar ou evitar uma gestação. Saber reconhecer os sinais de que ela está acontecendo ajuda não apenas no planejamento reprodutivo, mas também no autoconhecimento sobre a saúde.

    Mas como identificar a ovulação? Quais sinais o corpo dá? E é verdade que algumas mulheres conseguem até sentir de que lado ovularam? Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza, que detalhou como funciona o ciclo, quais mudanças ocorrem no corpo e de que forma esses sintomas de ovulação podem ser percebidos.

    O que é a ovulação e como funciona o ciclo menstrual

    O ciclo menstrual é dividido em fases que podem ser descritas tanto do ponto de vista dos ovários quanto do endométrio (a camada interna do útero). A ovulação marca o meio desse ciclo, quando um óvulo é liberado do ovário e segue em direção às tubas uterinas, onde pode ser fecundado.

    Óvulo

    Quando se fala em fase folicular, a análise está voltada para o ovário. Nesse momento, os folículos ovarianos estão em desenvolvimento: são várias pequenas estruturas, semelhantes a cistos, cada uma contendo um óvulo.

    “Entre eles, um se torna dominante, enquanto os demais sofrem atrofia. Esse folículo dominante rompe e libera o óvulo para dentro da tuba uterina”, explica.

    Depois da liberação, inicia-se a chamada fase lútea, porque o folículo que rompeu se transforma no corpo lúteo, responsável por produzir progesterona. Esse hormônio prepara o endométrio para sustentar uma possível gravidez.

    Endométrio

    Do ponto de vista do endométrio, as fases são chamadas de proliferativa e secretória. Enquanto o folículo se desenvolve até o rompimento, o endométrio cresce para preparar o tecido e deixá-lo pronto para receber o embrião.

    “Após a liberação do óvulo, esse tecido começa a secretar glicogênio, que serve como fonte de alimento e energia para o embrião. Por esse motivo, essa etapa é denominada fase secretória”, explica Andreia.

    Em resumo, a ovulação é o ponto central do ciclo menstrual. Nos ovários, um folículo amadurece, rompe e libera o óvulo, enquanto no endométrio o tecido cresce e depois passa a produzir nutrientes para sustentar uma possível gestação.

    Assim, cada fase tem um papel complementar, garantindo que o corpo feminino esteja preparado tanto para a fecundação quanto para a implantação do embrião.

    Quando ocorre a ovulação: cada ciclo é único

    Embora se fale muito no ciclo “padrão” de 28 dias, na prática há grande variação entre as mulheres. Em ciclos regulares de 28 dias, a ovulação geralmente acontece por volta do 14º dia. Porém, em ciclos mais longos, como os de 35 dias, ela pode ocorrer apenas na terceira semana.

    A médica destaca que a fase lútea (após a ovulação) tende a ser fixa, durando cerca de 14 dias. O que varia é a fase folicular, ou seja, o período anterior à ovulação, que pode ter de 10 até 20 dias e ainda ser normal.

    “Os últimos 15 dias são mais fixos, marcados pela ovulação”, afirma.

    Por isso, calcular a ovulação apenas pelo calendário pode ser impreciso. Observar os sinais do corpo é uma estratégia complementar importante.

    Principais sinais da ovulação no corpo da mulher

    Nem todas as mulheres conseguem perceber claramente quando estão ovulando. Algumas são mais sensíveis às mudanças hormonais, enquanto outras passam por esse momento sem notar alterações. Entre os sinais da ovulação mais comuns estão:

    • Dor ou pontada no baixo ventre: conhecida como dor do meio, acontece quando o folículo se rompe e libera líquido na cavidade pélvica. Esse líquido pode causar uma irritação leve, gerando dor pontual, diferente da cólica, e até indicar de qual lado ocorreu a ovulação;
    • Pequeno sangramento no meio do ciclo: chamado de sangramento do meio, é resultado das oscilações hormonais naturais do período ovulatório;
    • Mudança no muco cervical: a secreção vaginal fica mais elástica, transparente e parecida com clara de ovo, facilitando a chegada dos espermatozoides ao óvulo;
    • Alterações de humor ou irritabilidade: geralmente menos intensas do que na TPM, mas podem aparecer em mulheres mais sensíveis às variações hormonais;
    • Aumento da libido: algumas mulheres relatam maior desejo sexual durante a fase ovulatória, influenciado pelas mudanças hormonais.

    De forma geral, os sinais da ovulação são reflexos das transformações hormonais que acontecem no corpo feminino para favorecer a fecundação. Embora variem de intensidade entre as mulheres, essas alterações funcionam como indicativos de que o organismo está no período fértil.

    Reconhecê-los pode ajudar tanto quem deseja engravidar quanto quem busca compreender melhor o próprio ciclo menstrual.

    Nem todas as mulheres sentem os sintomas da ovulação

    É importante lembrar que a ausência de sintomas não significa ausência de ovulação.

    “Algumas mulheres não sentem nada e isso não quer dizer que não ovularam. Apenas significa que são menos sensíveis a esses sinais”, reforça Andreia.

    Essa variação individual explica por que algumas mulheres conseguem identificar até de qual lado ovularam, enquanto outras só percebem a ovulação por meio de exames laboratoriais ou de imagem.

    Exames que ajudam a identificar a ovulação

    Para mulheres que desejam engravidar ou monitorar melhor a saúde reprodutiva, alguns exames podem confirmar a ovulação:

    • Hormônio antimülleriano (AMH): exame de sangue que mede a reserva ovariana, ou seja, quantos óvulos a mulher ainda tem disponíveis ao longo da vida fértil. Não mostra diretamente se a ovulação está acontecendo, mas valores muito baixos indicam menor chance de ovular nos próximos meses;
    • Ultrassonografia transvaginal seriada: feita em consultas de acompanhamento, permite observar o crescimento dos folículos no ovário e identificar com precisão o momento em que ocorre a ovulação;
    • Temperatura basal: consiste em medir diariamente a temperatura do corpo ao acordar. Um pequeno aumento pode indicar que a ovulação já aconteceu.

    Esses exames são úteis principalmente para quem enfrenta dificuldades para engravidar ou precisa de acompanhamento médico mais próximo.

    Leia mais: Exame preventivo ginecológico: o que é e quando fazer

    Quando os sinais confundem: ovulação ou TPM?

    Muitas mulheres sentem dificuldade em diferenciar os sintomas da ovulação dos da tensão pré-menstrual (TPM). Isso acontece porque ambos envolvem mudanças hormonais e podem gerar sinais parecidos, como alterações de humor, dor abdominal e sensibilidade nos seios.

    Ainda assim, existem diferenças importantes que ajudam a identificar em qual fase do ciclo a mulher está.

    • Ovulação: ocorre no meio do ciclo e pode causar dor leve no baixo ventre (a chamada dor do meio), aumento da libido, maior sensibilidade nos seios, alterações de humor e presença de muco cervical transparente e elástico;
    • TPM: surge na segunda metade do ciclo, após a ovulação, devido à queda da progesterona. Os sintomas incluem inchaço, retenção de líquidos, cólicas mais intensas, fadiga, irritabilidade e maior sensibilidade emocional;
    • Diferença prática: a dor do meio e o muco cervical característico são sinais específicos da ovulação, enquanto cólicas fortes, inchaço e oscilações emocionais marcantes estão mais relacionados à TPM.

    Saber reconhecer esses sinais da ovulação permite compreender melhor o próprio corpo, identificar o período fértil com mais clareza e lidar de forma mais consciente com os sintomas típicos de cada fase.

    Ovulação, fertilidade e saúde reprodutiva

    Conhecer os sinais da ovulação é fundamental para mulheres que desejam engravidar, mas também traz benefícios para aquelas que apenas querem entender melhor o próprio corpo. Observar os sinais pode indicar se o ciclo está funcionando normalmente e ajudar a identificar possíveis irregularidades que merecem avaliação médica.

    Andreia destaca que sinais como dor leve, sangramento discreto e mudanças no muco fazem parte do processo fisiológico. Mas reforça: se houver dor intensa, sangramento fora do esperado ou ciclos muito irregulares, o ideal é procurar acompanhamento.

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    Perguntas e respostas sobre ovulação

    1. O que é a ovulação?

    A ovulação é o momento do ciclo menstrual em que um óvulo maduro é liberado do ovário em direção à tuba uterina. É o período em que a mulher está mais fértil e pode engravidar se houver relação sexual.

    2. Quando a ovulação acontece?

    Em ciclos regulares de 28 dias, ela costuma ocorrer por volta do 14º dia. Mas cada mulher tem um ritmo próprio: em ciclos mais longos, como os de 35 dias, a ovulação pode acontecer apenas na terceira semana.

    3. Quais são os principais sinais de ovulação?

    Entre os mais comuns estão: dor leve no baixo ventre (dor do meio), pequeno sangramento no meio do ciclo, muco cervical mais elástico e transparente, aumento da libido e alterações de humor leves.

    4. Toda mulher sente sintomas de ovulação?

    Não. Algumas mulheres percebem claramente as mudanças no corpo, enquanto outras não sentem nada. A ausência de sintomas não significa ausência de ovulação.

    5. Como diferenciar sintomas de ovulação da TPM?

    A ovulação acontece no meio do ciclo e tem sinais específicos, como dor do meio e muco cervical característico. Já a TPM surge na segunda metade do ciclo, após a ovulação, e está ligada à queda da progesterona, trazendo sintomas como inchaço, cólicas mais fortes e maior irritabilidade.

    6. Que exames podem confirmar a ovulação?

    Os principais são a ultrassonografia transvaginal seriada, que mostra o crescimento e rompimento do folículo, e exames de sangue que medem hormônios. A temperatura basal e o hormônio antimülleriano (AMH) também ajudam, mas têm funções específicas e limitações.

    7. Quando é importante monitorar a ovulação de perto?

    Em casos de dificuldade para engravidar após meses de tentativas, ciclos irregulares ou preparação para técnicas de reprodução assistida, como coito programado, inseminação artificial ou fertilização in vitro.

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