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  • Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Antibiótico cura gripe? Cardiologista aponta os riscos do uso sem necessidade

    Os antibióticos são medicamentos usados para combater infecções causadas por bactérias, atuando ao eliminar os microrganismos ou ao impedir que eles se multipliquem. Por isso, ao sentir os primeiros sintomas de mal-estar, febre e dor no corpo, não é incomum recorrer ao uso dos remédios por conta própria, na tentativa de acelerar a recuperação.

    Mas, ao contrário do que o senso comum sugere, o antibiótico não cura a gripe, nem o resfriado comum. A seguir, entenda por que o uso não é indicado, quais são os riscos envolvidos e em quais situações o antibiótico realmente pode ser necessário.

    Por que o antibiótico não funciona contra o vírus da gripe?

    Segundo a cardiologista Juliana Soares, o antibiótico não funciona contra a gripe porque a doença é causada por um vírus (o Influenza), enquanto os antibióticos são feitos para atacar apenas bactérias. Os dois microrganismos possuem estruturas e formas de reprodução completamente diferentes:

    • Bactérias: são organismos vivos complexos que possuem parede celular e metabolismo próprio. O antibiótico atua destruindo essa parede ou impedindo que a bactéria se multiplique;
    • Vírus: são estruturas muito mais simples que precisam invadir as células do corpo humano para sobreviver e se replicar. Como os vírus não possuem as estruturas que os antibióticos atacam, o medicamento se torna totalmente inútil contra eles.

    Em alguns casos, o antibiótico pode até ser necessário durante uma gripe, mas apenas quando surgem complicações bacterianas associadas, como uma pneumonia ou uma sinusite, sempre com indicação médica.

    Riscos de tomar antibiótico por conta própria

    Como os antibióticos alteram o funcionamento do organismo, o uso sem orientação médica pode causar:

    1. Resistência bacteriana

    A resistência bacteriana é a capacidade de microrganismos (bactérias, vírus, fungos e parasitas) de sobreviver aos efeitos de medicamentos, segundo Juliana. Quando você usa um antibiótico sem necessidade ou de forma incompleta, as bactérias que já vivem naturalmente no seu corpo não são totalmente eliminadas.

    As mais sensíveis morrem, mas as mais resistentes sobrevivem e continuam se multiplicando, tornando-se cada vez mais difíceis de combater. No futuro, se você tiver uma infecção bacteriana real, os antibióticos comuns podem não fazer mais efeito.

    2. Efeitos colaterais

    Quando usados sem necessidade, os antibióticos expõem o organismo a riscos desnecessários e aumentam a chance de efeitos colaterais, que podem variar de leves a mais intensos, como:

    • Diarreia;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Desconforto gastrointestinal.

    Normalmente, os sintomas acontecem porque o antibiótico também altera o equilíbrio da microbiota intestinal, afetando o funcionamento do sistema digestivo e causando desconforto ao longo do tratamento.

    3. Destruição da flora intestinal

    Os antibióticos não eliminam apenas as bactérias causadoras da infecção, mas também afetam as bactérias boas que vivem no intestino e são importantes na digestão, na produção de vitaminas e na defesa do organismo. O desequilíbrio pode levar a diarreia, infecções fúngicas, como candidíase, e queda da imunidade.

    4. Mascaramento de sintomas importantes

    O uso indevido de antibióticos pode aliviar temporariamente alguns sintomas ou alterar a evolução do quadro, dificultando a identificação da causa real do problema. Isso pode atrasar o diagnóstico de doenças mais sérias e comprometer o início do tratamento adequado.

    5. Interações com outros medicamentos

    Os antibióticos podem interferir na ação de outros remédios, como anticoncepcionais, anticoagulantes e medicamentos de uso contínuo. Sem orientação médica, as interações podem passar despercebidas e aumentar o risco de efeitos colaterais.

    Quando o antibiótico deve ser usado?

    O antibiótico deve ser utilizado apenas quando há confirmação ou suspeita médica de infecção bacteriana. O tipo de medicamento, a dose e o tempo de tratamento devem ser definidos exclusivamente por um profissional de saúde.

    O que realmente tomar para curar a gripe?

    Como a gripe é uma infecção viral, não existe um remédio que elimine o vírus instantaneamente. O tratamento consiste em ajudar o corpo a combatê-lo e em aliviar o mal-estar. As opções mais indicadas são:

    • Analgésicos e antitérmicos ajudam a baixar a febre e diminuir as dores de cabeça e no corpo enquanto o sistema imune combate o vírus;
    • Anti-inflamatórios auxiliam na redução da dor de garganta e no mal-estar geral mas devem ser utilizados sob orientação médica;
    • Lavagem nasal com soro fisiológico é fundamental para limpar as vias aéreas e facilitar a respiração ao remover o excesso de muco;
    • Antivirais específicos podem ser indicados por um médico para grupos de risco com o objetivo de reduzir a duração da doença e evitar complicações;
    • Hidratação constante por meio da ingestão de água e sucos naturais mantém as mucosas úmidas e ajuda na eliminação de secreções;
    • Repouso permite que o corpo direcione toda a sua energia para o sistema imunológico acelerando o processo de recuperação natural.

    “O antibiótico só deve ser usado quando há infecção bacteriana comprovada ou quando o médico suspeita fortemente que existe essa infecção. Para a gripe, o melhor tratamento é repouso, hidratação e controle dos sintomas”, explica Juliana.

    Como prevenir a gripe?

    Para prevenir a gripe e evitar a propagação do vírus, as medidas mais recomendadas envolvem uma combinação de cuidados diários, como:

    • Vacinação anual: a imunização contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção, sendo atualizado todos os anos para proteger contra as cepas mais circulantes do vírus Influenza;
    • Higiene das mãos: lavar as mãos com água e sabão com frequência ou usar álcool em gel ajuda a evitar a transmissão do vírus, principalmente após contato com superfícies ou pessoas doentes;
    • Evitar contato próximo com pessoas gripadas: o vírus é transmitido por gotículas respiratórias. Por isso, manter distância de quem está com sintomas reduz o risco de contágio;
    • Etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço ou com um lenço descartável, evita espalhar o vírus no ambiente;
    • Ambientes ventilados: manter os espaços bem ventilados diminui a concentração de vírus no ar, reduzindo a chance de transmissão;
    • Evitar levar as mãos ao rosto: o contato das mãos com olhos, nariz e boca facilita a entrada do vírus no organismo;
    • Cuidar da imunidade: ter uma alimentação equilibrada, manter uma boa hidratação, dormir bem e praticar atividade física regularmente ajudam o corpo a se defender melhor contra infecções.

    Quando ir ao médico?

    A maioria dos casos de gripe é tratado com repouso e cuidados em casa, mas é importante ficar atento a sinais de que a infecção pode estar evoluindo para algo mais grave, como uma pneumonia:

    • Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar mesmo em repouso;
    • Febre persistente que não baixa com o uso de antitérmicos ou que dura mais de três dias;
    • Dor ou pressão persistente no peito ou no abdômen;
    • Tosse que piora com o passar dos dias ou que apresenta catarro com sangue ou coloração muito escura;
    • Tontura súbita confusão mental;
    • Fraqueza extrema que dificulta atividades simples como levantar da cama ou tomar banho;
    • Piora dos sintomas após uma melhora aparente;
    • Vômitos persistentes que impedem a ingestão de líquidos.

    Os sinais de alerta podem variar de acordo com a idade e a condição de saúde da pessoa. No caso de crianças pequenas, idosos, gestantes ou indivíduos com doenças crônicas, a avaliação médica deve ser buscada de forma mais precoce para evitar complicações graves.

    Veja também: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Por que às vezes o médico receita antibiótico quando estou gripado?

    Isso acontece apenas quando o médico identifica uma complicação bacteriana secundária, como uma sinusite ou pneumonia, que surgiu porque a imunidade baixou durante a gripe.

    2. Pode tomar o antibiótico que sobrou de um tratamento anterior?

    Nunca. Cada infecção exige uma dosagem e um tempo específico. Usar sobras pode ser insuficiente para tratar o problema e gerar resistência bacteriana.

    3. Qual a diferença entre gripe e infecção bacteriana?

    A gripe geralmente causa febre súbita, dor no corpo e coriza. Já infecções bacterianas costumam apresentar sintomas localizados que pioram com o tempo, como pus na garganta ou dor intensa nos pulmões.

    4. Quem está gripado pode tomar vacina da gripe?

    Se houver febre, o ideal é esperar a recuperação total. Em casos de sintomas leves, como apenas coriza, a vacinação geralmente pode ser feita, mas consulte um profissional no local.

    5. Por quanto tempo devo tomar remédio para gripe?

    Analgésicos e antitérmicos devem ser tomados apenas enquanto houver dor ou febre. Já os antivirais devem seguir rigorosamente o período indicado pelo médico (geralmente 5 dias).

    6. Onde devo descartar antibióticos vencidos?

    Eles nunca devem ser jogados no lixo comum ou no vaso sanitário. Procure farmácias ou postos de saúde que possuam pontos de coleta para descarte de medicamentos.

    Leia mais: Trivalente ou quadrivalente: saiba qual vacina da gripe escolher e por quê

  • Já melhorou? Ainda não é hora de parar o antibiótico 

    Já melhorou? Ainda não é hora de parar o antibiótico 

    É comum que a pessoa comece a se sentir melhor após alguns dias de antibiótico e pense: “se os sintomas já passaram, talvez não precise continuar”. Essa dúvida é muito frequente em tratamentos de infecções.

    No entanto, interromper o antibiótico antes do tempo recomendado pode trazer consequências importantes. Além de aumentar o risco de retorno da infecção, essa prática também contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana, um problema que afeta não apenas o paciente, mas também a saúde pública.

    Por que o antibiótico é prescrito por um período específico?

    Antibióticos são medicamentos indicados para tratar infecções causadas por bactérias.

    O tempo de tratamento não é definido de forma aleatória. Ele leva em consideração diversos fatores, como:

    • Tipo de bactéria;
    • Local da infecção;
    • Gravidade do quadro;
    • Evidência científica disponível;
    • Risco de complicações.

    Mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, isso não significa que todas as bactérias foram eliminadas.

    O que pode acontecer se parar antes do tempo?

    Interromper o tratamento antes do período recomendado pode gerar diferentes problemas.

    1. Retorno da infecção

    Ao interromper precocemente, algumas bactérias podem sobreviver.

    Isso pode levar a:

    • Retorno dos sintomas;
    • Piora do quadro;
    • Necessidade de novo tratamento.

    Em alguns casos, a segunda infecção pode ser mais difícil de tratar.

    2. Desenvolvimento de resistência bacteriana

    Quando o antibiótico é usado de forma incompleta, pode ocorrer um processo de seleção das bactérias mais resistentes.

    Nesse cenário:

    • Bactérias mais sensíveis morrem;
    • Bactérias mais resistentes sobrevivem.

    Essas bactérias podem se multiplicar e tornar a infecção mais difícil de tratar no futuro.

    A questão é que a resistência bacteriana não afeta apenas o indivíduo que parou o tratamento antes da hora, mas sim outras pessoas, por isso é considerado um problema coletivo de saúde pública.

    3. Necessidade de antibióticos mais fortes

    Quando há falha terapêutica, pode ser necessário utilizar tratamentos mais complexos, como:

    • Antibióticos de espectro mais amplo;
    • Tratamentos mais longos;
    • Medicamentos com maior risco de efeitos colaterais.

    Isso pode tornar o tratamento mais difícil e mais custoso.

    4. Complicações da infecção

    Dependendo do tipo de infecção, interromper o antibiótico pode aumentar o risco de complicações.

    Entre os exemplos possíveis estão:

    • Infecção urinária evoluindo para pielonefrite (infecção nos rins);
    • Pneumonia com piora respiratória;
    • Amigdalite bacteriana com complicações locais.

    “Mas eu já estou sem sintomas”

    A melhora clínica geralmente ocorre antes da eliminação completa da bactéria.

    Isso acontece porque o antibiótico começa a reduzir rapidamente a quantidade de bactérias e a inflamação associada à infecção. No entanto, ainda podem existir microrganismos remanescentes.

    O tratamento continua justamente para:

    • Eliminar bactérias restantes;
    • Reduzir o risco de recaída.

    Existe exceção?

    Em alguns contextos específicos, o médico pode reavaliar o tratamento e encurtar o tempo de antibiótico com base na evolução clínica e em evidências científicas mais recentes.

    No entanto, essa decisão deve ser feita pelo profissional responsável pelo tratamento, nunca de forma autônoma pelo paciente.

    E se eu esquecer uma dose?

    Esquecer uma dose isolada não significa que o tratamento deixou de funcionar.

    O ideal é:

    • Tomar o medicamento assim que lembrar, se não estiver próximo da próxima dose;
    • Evitar dobrar a dose sem orientação médica;
    • Manter regularidade até completar o tempo prescrito.

    A continuidade do tratamento é fundamental para garantir eficácia.

    O que fazer se já interrompeu antes do tempo

    Se o antibiótico foi interrompido antes do período recomendado, o mais importante é buscar orientação adequada.

    Algumas medidas incluem:

    • Não reiniciar o antibiótico por conta própria;
    • Procurar orientação médica;
    • Avaliar se há necessidade de reiniciar o tratamento;
    • Observar sinais de retorno da infecção.

    A conduta dependerá da situação clínica.

    Leia também: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes sobre antibióticos

    1. Posso parar o antibiótico quando me sentir melhor?

    Não sem orientação médica. A melhora dos sintomas não significa que todas as bactérias foram eliminadas.

    2. Se a infecção voltar, posso usar o antibiótico que sobrou?

    Não é recomendado. O ideal é procurar avaliação médica antes de iniciar qualquer novo tratamento.

    3. Antibiótico sempre precisa ser tomado até o fim?

    Na maioria dos casos, sim. O tratamento deve seguir exatamente o tempo prescrito pelo médico.

    4. Interromper antibiótico causa resistência imediatamente?

    Não de forma imediata, mas aumenta o risco de seleção de bactérias resistentes.

    5. É perigoso tomar antibiótico por mais tempo do que o indicado?

    Sim. O uso prolongado desnecessário também pode causar efeitos colaterais e favorecer resistência bacteriana.

    6. Esquecer uma dose significa que o tratamento falhou?

    Não necessariamente. O ideal é retomar o esquema assim que lembrar e manter o restante do tratamento.

    7. Posso guardar antibiótico para usar no futuro?

    Não é recomendado. Antibióticos devem ser utilizados apenas com indicação médica.

    Confira: Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

  • Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Nem toda infecção precisa de antibiótico e você precisa entender o porquê

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir

    Dor de garganta, tosse, febre ou nariz escorrendo costumam gerar uma dúvida comum: “será que preciso de antibiótico?”. Muitas pessoas ainda associam infecção automaticamente a esse tipo de medicamento, mas, na maioria das vezes, ele não é necessário.

    Antibióticos são remédios que combatem bactérias, e não vírus. Usá-los quando não há indicação não acelera a recuperação e ainda pode trazer riscos individuais e coletivos, como efeitos colaterais e resistência bacteriana — situação em que as bactérias deixam de responder aos antibióticos.

    Por que antibiótico não funciona em muitas doenças?

    Antibióticos atuam em estruturas específicas das bactérias, como a parede celular ou mecanismos de multiplicação.

    Vírus não possuem essas estruturas. Por isso:

    • Antibiótico não mata vírus;
    • Não reduz a duração de doenças virais;
    • Não previne complicações de forma rotineira.

    Além disso, algumas condições nem sequer são infecciosas, como alergias, e também não respondem a antibióticos.

    Infecções comuns que geralmente NÃO precisam de antibiótico

    Gripe (Influenza)

    • Causada pelo vírus influenza;
    • Tratamento é sintomático;
    • Antiviral pode ser indicado em casos específicos;
    • Antibiótico não tem efeito.

    Resfriado comum

    • Geralmente causado por rinovírus e outros vírus respiratórios;
    • Antibiótico não reduz sintomas nem acelera a melhora;
    • Tratamento envolve repouso e hidratação.

    Covid-19 (na maioria dos casos)

    • Doença viral;
    • Antibiótico só é usado se houver infecção bacteriana associada.

    Laringite viral

    • Frequentemente causada por vírus;
    • Melhora com repouso vocal e medidas de suporte.

    Bronquite aguda

    • Na maioria das vezes é viral;
    • Pode causar tosse persistente;
    • Antibiótico raramente traz benefício.

    Situações respiratórias que geram dúvida

    Rinossinusite viral (sinusite viral)

    • Muitas sinusites nos primeiros dias são virais;
    • Antibiótico só é considerado se houver sinais de infecção bacteriana, como sintomas prolongados ou piora após melhora inicial.

    Dor de garganta viral

    • Grande parte das faringites é viral;
    • Antibiótico só é indicado quando há suspeita ou confirmação de bactéria, como o estreptococo.

    Otite média inicial (alguns casos)

    • Em muitas crianças e adultos pode melhorar sem antibiótico;
    • Pode haver conduta de observação, dependendo da idade e da gravidade.

    Infecções gastrointestinais que geralmente não precisam de antibiótico

    Gastroenterite viral

    • Causa comum de diarreia aguda;
    • Principal tratamento é hidratação;
    • Antibiótico só é usado em situações específicas.

    Condições que não são infecções bacterianas

    Rinite alérgica

    É um processo inflamatório, não infeccioso. Antibiótico não tem efeito.

    Tosse pós-viral

    Pode persistir por semanas após um resfriado e não significa infecção bacteriana ativa.

    Febre isolada

    Febre não significa automaticamente necessidade de antibiótico. A indicação depende da causa.

    Por que evitar antibiótico sem necessidade?

    Resistência bacteriana

    O uso inadequado facilita o surgimento de bactérias resistentes, que se tornam mais difíceis de tratar no futuro.

    Efeitos colaterais

    Podem incluir:

    • Diarreia;
    • Reações alérgicas;
    • Alteração da microbiota intestinal (conjunto de bactérias benéficas do intestino);
    • Infecções oportunistas.

    Diagnóstico mascarado

    O uso inadequado pode atrasar a identificação da causa real dos sintomas.

    Quando antibiótico pode ser necessário?

    Antibióticos são indicados quando há forte suspeita ou confirmação de infecção bacteriana, como:

    • Pneumonia bacteriana;
    • Infecção urinária;
    • Amigdalite estreptocócica;
    • Sinusite bacteriana confirmada;
    • Infecções de pele bacterianas.

    A decisão deve ser sempre médica.

    Sinais de alerta para procurar avaliação médica

    Procure atendimento se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Piora após melhora inicial;
    • Sintomas que duram muitos dias sem melhora;
    • Dor intensa localizada;
    • Falta de ar;
    • Idosos, bebês ou pessoas com imunidade baixa.

    Esses sinais ajudam a identificar possíveis infecções bacterianas.

    Mensagem principal

    A maioria das infecções do dia a dia, especialmente respiratórias, é viral e não precisa de antibiótico.

    Usar antibiótico apenas quando indicado é uma medida de segurança individual e de saúde pública.

    Antibiótico não é sinônimo de tratamento mais forte, mas sim um tratamento específico.

    Veja mais: Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Perguntas frequentes

    1. Antibiótico melhora gripe mais rápido?

    Não. Gripe é causada por vírus.

    2. Catarro verde significa bactéria?

    Não necessariamente. Infecções virais também podem produzir catarro espesso ou colorido.

    3. Sinusite sempre precisa de antibiótico?

    Não. Muitas sinusites são virais, principalmente nos primeiros dias.

    4. Dor de garganta sempre precisa de antibiótico?

    Não. Só quando há infecção bacteriana confirmada ou muito provável.

    5. Antibiótico previne complicações virais?

    Não de forma rotineira.

    6. Por que médicos às vezes não prescrevem?

    Porque não há indicação e o uso pode causar mais riscos do que benefícios.

    7. Posso guardar antibiótico para usar depois?

    Não é recomendado. O uso deve ser orientado especificamente para cada episódio.

    Confira: Doenças mais comuns em crianças em idade escolar e como agir