Blog

  • Magnésio para o coração: como o mineral ajuda no controle da pressão arterial

    Magnésio para o coração: como o mineral ajuda no controle da pressão arterial

    O magnésio é um mineral essencial para o funcionamento do organismo, atuando em centenas de reações bioquímicas que garantem o funcionamento adequado das células, dos músculos, dos nervos e do coração.

    Ele participa da produção de energia, ajuda na contração e no relaxamento dos músculos, auxilia na formação dos ossos e regula diversas reações químicas dentro das células. No coração, em especial, o magnésio atua na estabilidade elétrica das células cardíacas, ajudando a manter um ritmo regular e evitando alterações que podem levar a palpitações ou arritmias.

    Como o corpo não produz o mineral, é preciso obtê-lo diariamente por meio da alimentação ou, quando necessário, por suplementação indicada por um profissional de saúde.

    Qual a importância do magnésio para o coração?

    O magnésio participa de mais de trezentas reações que mantêm o corpo em funcionamento adequado, incluindo processos fundamentais para o sistema cardiovascular.

    A cardiologista Juliana Soares explica que o mineral consegue bloquear canais de cálcio, responsáveis por estimular a contração muscular. A regulação dessa entrada de cálcio permite que o músculo se contraia e, logo depois, relaxe de modo correto.

    No coração, o mineral ajuda o músculo cardíaco a relaxar a cada batimento, garantindo um funcionamento mais eficiente e evitando contrações excessivamente tensas. Nos vasos sanguíneos, o efeito é semelhante: ao bloquear a entrada de cálcio, o magnésio favorece o relaxamento da parede das artérias, o endotélio, promovendo a vasodilatação.

    Com os vasos mais dilatados, o sangue circula com mais facilidade, reduzindo a resistência dentro das artérias e diminuindo a sobrecarga sobre o coração. Por isso, Juliana reforça que o magnésio tem papel direto no controle da pressão arterial e no bom funcionamento do sistema cardiovascular como um todo.

    Magnésio ajuda a regular a pressão arterial e o ritmo cardíaco

    Quando o magnésio promove o relaxamento das artérias, Juliana explica que o coração passa a bombear o sangue com uma força menor, já que os vasos estão mais relaxados. Isso contribui para a redução da pressão arterial.

    Para completar, ele atua diretamente no ritmo cardíaco, pois participa de um processo essencial chamado transporte de sódio e potássio. Ao ajudar a equilibrar esse transporte, o mineral mantém o ritmo cardíaco mais estável e auxilia na prevenção de alguns tipos de arritmia.

    Quais os alimentos ricos em magnésio?

    O magnésio pode ser obtido principalmente por meio da alimentação, já que o corpo não produz o mineral e depende totalmente da ingestão diária para manter níveis adequados. A maneira mais simples e natural de garantir a reposição é incluir no dia a dia alimentos ricos no mineral, como:

    • Vegetais verde-escuros, a exemplo de espinafre, couve e brócolis;
    • Sementes variadas, como chia, linhaça, gergelim e sementes de abóbora;
    • Oleaginosas, entre elas amêndoas, castanha-do-pará e castanha-de-caju;
    • Leguminosas, como feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico;
    • Grãos integrais, como aveia e arroz integral;
    • Cacau e chocolate amargo;
    • Peixes como salmão e atum.

    Quando a suplementação de magnésio é indicada?

    A alimentação equilibrada costuma atender boa parte das necessidades diárias, mas algumas pessoas podem precisar de suplementação, segundo Juliana, principalmente em situações como:

    • Deficiência de magnésio;
    • Pacientes com hipertensão, arritmias ou outras condições cardíacas;
    • Atletas de alto rendimento, que podem perder magnésio pelo suor;
    • Uso de diuréticos, que aumenta a eliminação do mineral;
    • Situação de estresse, que consome as reservas naturais de magnésio.

    Nesses casos, o recomendado é procurar orientação de um médico, que pode definir a dose ideal para cada pessoa. Não se automedique!

    Sintomas da deficiência de magnésio

    Existe um tipo de deficiência chamada deficiência subclínica, em que a falta de um nutriente não é grande o suficiente para aparecer nos exames básicos, mas já é capaz de provocar sintomas. Isso ocorre principalmente pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, que não possuem fontes naturais de magnésio, como explica Juliana.

    Alguns sinais que podem indicar baixa de magnésio no organismo incluem:

    • Cãibras;
    • Tremor na pálpebra;
    • Tensão muscular;
    • Palpitações;
    • Aumento da pressão arterial de difícil controle;
    • Insônia;
    • Ansiedade;
    • Cansaço crônico.

    Excesso de magnésio também faz mal?

    O excesso de magnésio no sangue, chamado hipermagnesemia, é difícil de ocorrer apenas pela alimentação, mas o uso de suplementação não supervisionada, especialmente em pessoas com problemas renais, pode levar ao acúmulo do mineral.

    Segundo Juliana, o excesso pode provocar queda acentuada da pressão (hipotensão), batimentos cardíacos extremamente lentos (bradicardia) e, em casos extremos, um relaxamento tão intenso do músculo cardíaco que pode ocorrer parada cardíaca. Por isso, a suplementação deve ser sempre orientada por um profissional de saúde.

    Confira: Circunferência abdominal: por que é tão importante medir?

    Perguntas frequentes

    1. O que pode causar deficiência de magnésio?

    A causa mais comum da deficiência de magnésio envolve alimentação pobre em vegetais, sementes e oleaginosas, além de uso de diuréticos, problemas gastrointestinais, consumo excessivo de álcool e perdas aumentadas pelo suor.

    2. Quem pode precisar de suplementação de magnésio?

    A suplementação pode ser indicada para pessoas com deficiência confirmada, quadros de arritmia, hipertensão difícil de controlar, uso prolongado de diuréticos, atletas de grande volume de treino ou indivíduos com dietas muito restritas.

    3. Magnésio ajuda no sono e no estresse?

    A contribuição ocorre porque o mineral participa da regulação neuromuscular e da produção de energia, favorecendo relaxamento, qualidade do sono e estabilidade emocional, principalmente em momentos de tensão prolongada.

    4. Existe diferença entre os tipos de magnésio para suplementação?

    A diferença entre os tipos ocorre na forma como cada composto é absorvido e utilizado pelo organismo, já que o magnésio glicina, malato, dimalato, treonato e citrato apresentam características próprias. Por isso, a escolha deve considerar objetivo, tolerância digestiva e orientação de um profissional de saúde.

    5. Bebidas alcoólicas interferem nos níveis de magnésio?

    Sim, porque o álcool aumenta a eliminação urinária do mineral e dificulta a absorção adequada, o que ao longo do tempo reduz níveis corporais e piora sintomas relacionados à falta de magnésio, como cansaço, cãibras e irritabilidade.

    6. Como saber a quantidade ideal de magnésio por dia?

    A definição da quantidade ideal depende da idade, do estágio da vida, das condições de saúde, do nível de atividade física e da alimentação habitual, sendo recomendada avaliação individual com um profissional para ajustar a ingestão.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

  • Isotônico ajuda na pressão baixa? Saiba quando funciona 

    Isotônico ajuda na pressão baixa? Saiba quando funciona 

    Se você é uma pessoa que treina com regularidade, já deve saber que as bebidas isotônicas podem ajudar na hidratação depois de um dia quente ou de uma corrida mais intensa. Também conhecidas como bebidas esportivas, elas foram formuladas para repor água, eletrólitos e carboidratos de maneira rápida, corrigindo perdas que ocorrem pelo suor durante atividades físicas prolongadas ou muito vigorosas.

    No caso de pessoas com pressão baixa, os isotônicos podem ser úteis em algumas situações. A queda de pressão muitas vezes está ligada à perda de líquidos ou ao esforço físico em ambientes quentes, casos nos quais a reposição de eletrólitos contribui para restabelecer equilíbrio entre a circulação e a temperatura corporal.

    No entanto, existem alguns cuidados importantes antes de incluir as bebidas isotônicas na rotina com a intenção de controlar os episódios de pressão baixa. Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para esclarecer quando o consumo faz sentido e quando é necessário procurar um médico.

    Afinal, o que são bebidas isotônicas e para que servem?

    Os isotônicos são bebidas formuladas para repor, de maneira rápida, a água e os eletrólitos perdidos pelo suor durante atividades físicas intensas ou prolongadas. A composição combina água, sódio, potássio e carboidratos em concentrações semelhantes às do plasma sanguíneo, o que facilita a absorção e ajuda a manter equilíbrio entre hidratação, temperatura corporal e desempenho físico.

    Eles servem especialmente para evitar desidratação durante treinos intensos, corridas longas, esportes em clima quente ou situações em que há perda de suor muito acima do normal. Ainda, os isotônicos ajudam a manter a temperatura do corpo estável, sustentam desempenho físico e aceleram a recuperação após bastante esforço.

    Qual a diferença entre isotônicos e água?

    Para entender a diferença, é importante conhecer o conceito de osmolaridade, de acordo com Juliana. A osmolaridade é a quantidade de partículas dissolvidas em um líquido, como eletrólitos (sódio, potássio), glicose e outras moléculas. Quanto mais partículas uma solução tem, maior é a osmolaridade.

    Com base nisso, as soluções podem ser divididas em três grupos, de acordo com a quantidade de partículas dissolvidas em comparação ao sangue:

    • Hipotônicas: apresentam concentração menor de partículas do que o sangue, e a água pura é um exemplo. Por terem poucas partículas, entram nas células com mais facilidade e servem principalmente para repor líquido, não eletrólitos;
    • Isotônicas: possuem concentração de partículas muito parecida com a do sangue, como é o caso das bebidas isotônicas. Como a osmolaridade é semelhante, a absorção acontece de forma rápida e eficiente, permitindo repor água, sais minerais e energia ao mesmo tempo;
    • Hipertônicas: têm concentração maior de partículas do que o sangue. Por serem mais “concentradas”, elas puxam água das células para o líquido ao redor, e não são indicadas para hidratação pós-exercício, já que podem aumentar a sede e não corrigem perdas de suor de maneira adequada.

    Conforme explica Juliana, a água tende a se deslocar da solução menos concentrada para a mais concentrada. Por isso, a osmolaridade influencia diretamente a forma como o corpo absorve líquidos.

    A hidratação com água tem como função principal repor apenas o líquido perdido. Como a água é hipotônica em relação ao sangue, ela hidrata, mas não repõe eletrólitos.

    Por outro lado, a bebida isotônica repõe água, eletrólitos (como sódio e potássio) e carboidratos. Por ter osmolaridade semelhante à do sangue, é absorvida com mais rapidez pelo intestino e ajuda a corrigir desidratação de forma mais eficiente.

    Isotônicos são bons para pressão baixa?

    A solução isotônica pode ajudar quando a queda de pressão está relacionada à desidratação. Nesses casos, Juliana explica que a pressão baixa ocorre porque o volume de sangue circulante diminui, situação conhecida como hipovolemia. Quando o organismo perde muito líquido, seja por calor intenso, suor excessivo ou atividade física prolongada, a circulação fica comprometida e a pressão tende a cair.

    Como a solução isotônica contém água, sódio e glicose em concentração semelhante à do sangue, a absorção no intestino acontece de forma mais rápida e eficiente. Isso favorece a reposição do volume sanguíneo e melhora o mal-estar de maneira mais eficaz do que a água pura, que repõe apenas o líquido perdido.

    Contudo, vale lembrar que a solução isotônica não é um tratamento para hipotensão crônica. Ela apenas auxilia em quedas de pressão causadas por desidratação ou redução temporária do volume sanguíneo, como em dias muito quentes ou após exercícios intensos. Quadros de hipotensão crônica devem ser avaliados por um médico.

    Quando as bebidas isotônicas são indicadas?

    As bebidas isotônicas são indicadas quando há perda significativa de líquidos e eletrólitos, situação em que o corpo precisa de reposição mais completa do que a água oferece. Assim, podem ser úteis em situações como:

    • Exercícios intensos ou prolongados, como treinos de mais de uma hora, corridas longas, ciclismo, futebol e treinos de alta temperatura;
    • Atividades em ambientes muito quentes, que provocam suor excessivo e maior risco de desidratação;
    • Competições ou treinos repetidos no mesmo dia, em que o corpo não tem tempo suficiente para recuperar eletrólitos apenas com água e alimentação;
    • Episódios de grande sudorese, como após trabalhar sob sol forte ou praticar exercícios ao ar livre;

    Elas não são indicadas para consumo diário, nem para tratar pressão baixa crônica ou sintomas que aparecem sem relação com calor ou esforço físico. Os isotônicos também não são necessários em atividades físicas curtas, leves ou quando o objetivo é apenas manter a hidratação do dia a dia. Substituir água por isotônico sem necessidade não é recomendado, porque isso aumenta o consumo de açúcar e eletrólitos de forma desnecessária.

    Quem tem pressão baixa crônica pode beber isotônicos no dia a dia?

    A pressão baixa crônica (hipotensão crônica) acontece quando a pressão arterial fica baixa o tempo todo, e não só em momentos isolados. Por isso, é importante procurar um médico para descobrir por que a pressão está sempre baixa.

    Segundo Juliana, quando a queda de pressão é causada por mecanismos neuromediados, como na hipotensão postural (situação em que a pessoa está deitada ou sentada, levanta rápido e sente mal-estar), normalmente é indicado o aumento da ingestão de líquidos e de sódio.

    Nesses casos, as bebidas isotônicas até podem ajudar, porque fornecem água e eletrólitos como sódio e potássio, o que melhora o volume de sangue circulante. Contudo, além de sais minerais, os isotônicos também contêm carboidratos e açúcares, o que pode ser prejudicial a longo prazo quando é consumido sem necessidade. Por isso, o consumo não deve ser diário nem usado como substituto de uma hidratação adequada com água.

    Cuidados com o consumo excessivo

    O uso de isotônicos frequentemente, sem necessidade, pode causar alguns efeitos metabólicos indesejáveis. No caso do açúcar, Juliana explica que o uso constante pode provocar picos repetidos de glicemia, que ao longo do tempo favorecem resistência insulínica e podem, em algumas pessoas, evoluir para diabetes tipo 2. Eles também contribuírem para ganho de peso e outras alterações metabólicas que se instalam de forma gradual.

    Quanto ao sódio, o excesso prolongado pode alterar níveis de pressão arterial e sobrecarregar os rins. No entanto, para que isso ocorra, seria necessário um consumo muito elevado por longos períodos, bem acima do que costuma acontecer no uso ocasional de isotônicos.

    Em todos os casos, o ideal é que o consumo ocorra apenas em situações em que realmente fazem diferença, como durante exercícios prolongados, em dias muito quentes ou após grande perda de suor, evitando incluí-los na rotina diária sem orientação.

    Em todos os outros momentos, a hidratação com água continua sendo a forma mais segura e adequada de manter o equilíbrio do organismo.

    Como evitar crises de pressão baixa?

    Primeiro de tudo, pessoas com hipotensão devem consultar um médico para entender por que a pressão está sempre baixa e definir quais medidas fazem sentido para cada caso. Normalmente, para evitar crises de pressão baixa, alguns cuidados simples podem ajudar bastante no dia a dia, como:

    • Beber água ao longo do dia: a hidratação adequada evita queda do volume sanguíneo, que é uma das causas mais comuns de tontura e mal-estar em quem tem pressão baixa;
    • Fazer refeições menores e mais frequentes: grandes volumes de comida desviam sangue para o sistema digestivo e podem piorar a sensação de fraqueza; ajustar o consumo de sal, quando o médico indicar, também ajuda a manter a pressão mais estável;
    • Levantar-se lentamente: ao sair da cama ou de uma cadeira, fazer movimentos graduais evita a hipotensão postural, que acontece quando a pressão cai repentinamente ao mudar de posição;
    • Evitar ambientes quentes e abafados: o calor provoca vasodilatação, o que facilita quedas de pressão, especialmente quando a pessoa já está desidratada ou ficou muito tempo em pé;
    • Não permanecer longos períodos em pé parado: movimentar as pernas, caminhar um pouco ou contrair a panturrilha melhora o retorno venoso e ajuda a prevenir tonturas;
    • Considerar meias elásticas quando houver orientação médica: elas podem ajudar a impulsionar o sangue de volta ao coração, reduzindo a chance de queda de pressão, mas só devem ser usadas após avaliação profissional.

    No caso de tontura ou mal-estar por queda de pressão, Juliana orienta que é importante se deitar imediatamente ou sentar e colocar a cabeça entre os joelhos. Se estiver deitado, elevar as pernas ajuda no retorno venoso e melhora o fluxo de sangue para o cérebro.

    Veja também: Tempo seco pode piorar as alergias? Saiba o que fazer para se proteger

    Perguntas frequentes

    Quais são os sintomas mais comuns de pressão baixa?

    Os sintomas de pressão baixa incluem:

    • Tontura;
    • Visão embaçada;
    • Fraqueza súbita;
    • Suor frio;
    • Palidez;
    • Náusea ou confusão mental.

    Os sinais surgem porque o cérebro recebe menos sangue por alguns instantes, gerando respostas rápidas do organismo. Em quadros mais intensos, a pessoa pode desmaiar, especialmente quando está desidratada ou permanece muito tempo em pé sem se mover.

    Pressão baixa é perigosa?

    A pressão baixa ocasional normalmente não representa risco, principalmente quando está ligada ao calor, a desidratação ou a mudanças bruscas de posição. Porém, quedas frequentes, desmaios repetidos ou sintomas intensos merecem investigação de um médico, porque podem indicar distúrbios hormonais, anemia, arritmias ou efeitos de medicamentos.

    Por que levantar rápido pode provocar pressão baixa?

    Quando a pessoa se levanta abruptamente, o sangue se desloca para as pernas por ação da gravidade. O corpo precisa contrair vasos rapidamente para manter circulação adequada no cérebro, e se essa resposta demora alguns segundos, ocorre a hipotensão postural. É por isso que algumas pessoas levantam e sentem escurecimento da visão, zumbido e instabilidade.

    Quem tem pressão baixa deve evitar exercícios físicos?

    Não, pois os exercícios regulares fortalecem o sistema cardiovascular e melhoram a capacidade de resposta do corpo. Mas, o ideal é que a pessoa evite treinos em ambientes muito quentes, se hidrate antes e durante a atividade e se levante lentamente após exercícios no chão. Um profissional pode ajustar a intensidade e duração do treino.

    Tomar café ajuda a subir a pressão?

    O café pode melhorar temporariamente a disposição e a sensação de alerta, mas não é um tratamento para pressão baixa. A cafeína causa leve vasoconstrição e pode reduzir a sensação de mal-estar por alguns minutos, mas o efeito é curto e não atua sobre as causas reais da queda. Na verdade, em algumas pessoas, excesso de café pode até piorar sintomas como ansiedade e palpitações.

    Quem tem pressão baixa pode tomar banhos quentes?

    A água quente provoca vasodilatação, o que reduz a pressão arterial e pode causar tontura ao sair do banho, então é importante evitar banhos muito quentes. Para quem tem tendência à hipotensão, é recomendado manter temperatura morna e evitar duchas muito prolongadas em ambientes abafados.

    Veja mais: Doenças autoimunes: 10 sinais para você ficar atento

  • O que muda no coração quando você se exercita? Veja os principais efeitos

    O que muda no coração quando você se exercita? Veja os principais efeitos

    Diminuição da pressão arterial, melhora na circulação e fortalecimento do músculo cardíaco são apenas alguns dos benefícios que a prática regular de exercícios físicos oferece ao sistema cardiovascular.

    Em adultos sedentários, o sistema circulatório trabalha com maior esforço para realizar tarefas simples. Já em pessoas que se exercitam, o músculo cardíaco se torna mais resistente, eficiente e econômico — o que reduz o risco de doenças crônicas e melhora a qualidade de vida.

    Vamos entender, a seguir, os principais benefícios da atividade física para o coração, a quantidade recomendada de exercícios e como treinar com segurança.

    Quais os benefícios para o coração de se exercitar com frequência?

    De acordo com a cardiologista Juliana Soares, assim como ocorre com outros músculos do corpo, a prática regular de atividade física torna o coração mais eficiente.

    O treinamento, especialmente aeróbico, promove um condicionamento cardíaco e melhora a capacidade de bombeamento do sangue, permitindo que o coração trabalhe com menor esforço para atender às demandas do organismo.

    Com o tempo, os benefícios se acumulam, como:

    • Redução da pressão arterial, favorecendo menor sobrecarga cardíaca;
    • Melhora da circulação sanguínea, com maior suprimento de oxigênio para órgãos e tecidos;
    • Aumento da eficiência do músculo cardíaco, que passa a bombear sangue com menor esforço;
    • Redução da frequência cardíaca de repouso, indicando melhor condicionamento;
    • Diminuição da inflamação sistêmica, contribuindo para proteção vascular;
    • Controle do colesterol, com aumento do HDL e redução do LDL;
    • Redução do risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca;
    • Melhora da sensibilidade à insulina, auxiliando no controle glicêmico;
    • Redução do estresse e melhora da regulação hormonal, importantes para a saúde cardiovascular;
    • Controle do peso corporal.

    Atividade física fortalece o coração?

    Durante a prática de atividade física, Juliana explica que ocorre uma contração dos músculos e dos vasos sanguíneos. O coração precisa bater com mais força para assegurar que o sangue circule por todo o organismo e que os órgãos recebam oxigênio de maneira adequada.

    Com o tempo, a necessidade de o coração trabalhar com mais força faz o ventrículo esquerdo, que envia o sangue para o corpo, se adaptar. Ele pode até aumentar um pouco de tamanho, como parte de um processo natural de fortalecimento.

    O resultado é um ventrículo que passa a receber mais sangue e a bombeá-lo de maneira mais eficiente a cada batida.

    Além do coração, quais outros sistemas se beneficiam das atividades físicas?

    A atividade física regular traz benefícios para todo o organismo e, segundo Juliana, é possível observar os efeitos positivos em diversos órgãos e funções:

    • No sistema nervoso, há melhora do humor, redução do estresse e diminuição da ansiedade, graças à liberação de endorfinas durante o exercício;
    • No sistema vascular, ocorre melhora da dilatação dos vasos, preservando a elasticidade das artérias, que se tornam menos propensas à hipertensão e ao acúmulo de placas de gordura;
    • No sistema respiratório, há aumento da capacidade pulmonar, favorecendo maior absorção de oxigênio;
    • No metabolismo, a prática regular contribui para o controle dos níveis de açúcar no sangue e melhora a sensibilidade à insulina;
    • No sistema músculo-esquelético, ocorre fortalecimento de músculos e ossos, o que ajuda a prevenir condições como osteoporose e sarcopenia (perda de massa muscular).

    Qual é a quantidade recomendada de exercícios físicos?

    A quantidade recomendada de atividade física depende da faixa etária e do estado de saúde de cada pessoa. No entanto, de acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde para adultos entre 18 e 64 anos, os parâmetros são:

    • 150 a 300 minutos por semana de exercícios físicos moderados, como caminhada acelerada, bicicleta leve, dança, natação em ritmo confortável;
    • ou 75 a 150 minutos por semana de atividade vigorosa, como corrida, ciclismo rápido, esportes de quadra, HIIT.

    Além disso, a OMS orienta incluir exercícios de fortalecimento muscular que trabalhem grandes grupos musculares pelo menos duas vezes por semana. A prática ajuda a preservar massa magra, melhora a postura, reduz dores articulares e contribui para um envelhecimento independente.

    Para pessoas acima de 65 anos, as recomendações permanecem parecidas, porém com atenção maior ao equilíbrio e à prevenção de quedas:

    • 150 a 300 minutos por semana de atividade moderada ou 75 a 150 minutos de vigorosa;
    • Fortalecimento muscular duas vezes por semana;
    • Atividades de equilíbrio (como tai chi ou exercícios funcionais) três vezes por semana são recomendadas para reduzir risco de quedas.

    Pessoas com problemas cardíacos podem se exercitar?

    Quem convive com doenças cardíacas deve se exercitar, segundo Juliana, desde que tudo aconteça após uma avaliação médica e com orientação adequada. Quando o treino é bem planejado e acompanhado por profissionais, a pessoa consegue ganhar condicionamento de forma mais segura.

    Para quem já passou por um evento grave, como infarto, a atividade física regular ajuda na recuperação e faz parte do tratamento. É por isso que existe a reabilitação cardiovascular: um programa organizado e acompanhado de perto por profissionais de educação física, fisioterapeutas e equipe médica.

    Durante as sessões, cada detalhe é acompanhado com atenção — desde a frequência cardíaca até o nível de esforço e sinais de cansaço. O treino combina exercícios aeróbicos e movimentos de força, sempre evoluindo aos poucos, para que o corpo ganhe confiança, resistência e segurança a cada passo.

    Veja mais: Por que o café acelera o coração? Veja quantas xícaras você pode tomar

    Perguntas frequentes

    Quem tem pressão alta pode treinar?

    Com certeza! Atividades aeróbicas moderadas ajudam a reduzir a pressão, aumentar elasticidade das artérias e melhorar a circulação sanguínea. Antes de começar, é fundamental consultar um profissional de saúde para ajustar medicamentos, avaliar riscos individuais e definir intensidade segura.

    O que acontece no coração durante os exercícios físicos?

    Durante exercícios físicos, o coração acelera batimentos e aumenta a força das contrações para enviar mais sangue e oxigênio aos músculos. Os vasos se dilatam, a circulação melhora e o corpo trabalha de forma mais eficiente.

    Com a prática regular, o coração fica mais forte e aprende a funcionar com menos esforço, aumentando a proteção contra problemas cardiovasculares ao longo dos anos.

    Exercícios físicos em excesso podem prejudicar o coração?

    Quando o corpo é colocado em treinos intensos todos os dias, sem tempo para se recuperar, ele passa a funcionar em estado de alerta constante. O coração, que reage diretamente a qualquer mudança de esforço, começa a lidar com uma carga maior do que consegue suportar por longos períodos.

    Com o tempo, isso pode elevar a pressão, favorecer arritmias e dificultar a recuperação após atividades mais pesadas. Em situações mais intensas, o corpo pode entrar em cansaço prolongado, afetando a imunidade, a qualidade do sono e o funcionamento dos hormônios.

    O que devo observar durante o treino para evitar riscos?

    É importante prestar atenção em sinais como dor no peito, falta de ar intensa, palpitações, enjoo, suor frio e tontura. Se eles surgirem, é importante parar imediatamente o treino e procurar ajuda médica.

    Medidas como boa hidratação, usar roupas leves, escolher horários menos quentes e evoluir o treino aos poucos também ajudam na prevenção de problemas.

    É normal sentir o coração acelerar durante o treino?

    É esperado sentir o coração acelerado no treino, pois o corpo precisa de mais oxigênio para sustentar o movimento. A aceleração ocorre de forma controlada e tende a se estabilizar conforme o condicionamento melhora.

    Contudo, se você apresentar palpitações muito intensas, dor no peito, tontura ou falta de ar, é importante interromper o treino e procurar avaliação médica.

    O que é treinamento intervalado e ele faz bem ao coração?

    O treinamento intervalado funciona alternando momentos curtos de esforço mais intenso com períodos de descanso ou esforço leve. Quando feito com orientação profissional, ele melhora o condicionamento cardiorrespiratório, aumenta resistência e acelera o gasto energético.

    Leia também: Suspeita de infarto: conheça os erros que colocam vidas em risco e saiba como agir

  • Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    Como as vacinas ajudam a proteger o coração? Cardiologista explica

    As vacinas são as principais ferramentas de prevenção contra infecções. Elas treinam o sistema imunológico para reconhecer e combater vírus e bactérias, protegendo o corpo contra doenças graves — inclusive complicações cardiovasculares.

    As infecções respiratórias, como a influenza, sobrecarregam o corpo e elevam significativamente o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Para se ter uma ideia, estudos mostram que, nas semanas seguintes a uma infecção viral, a chance de um ataque cardíaco pode ser até seis vezes maior, principalmente em adultos mais velhos.

    Isso acontece porque o vírus aumenta a viscosidade do sangue e provoca inflamação nas artérias, o que pode enfraquecer as placas de gordura acumuladas nas paredes dos vasos e favorecer a formação de coágulos. Quando esses coágulos bloqueiam a circulação, o resultado pode ser uma complicação grave, como infarto ou AVC. Vamos entender melhor, a seguir!

    Como as infecções respiratórias afetam o coração?

    As infecções respiratórias desencadeiam uma reação em cadeia no organismo que pode afetar de forma significativa o coração e os vasos sanguíneos — aumentando o risco de eventos cardíacos agudos. De acordo com a cardiologista Edilza Câmara Nóbrega, isso acontece por alguns mecanismos principais, como:

    • Inflamação sistêmica: a infecção viral provoca uma resposta inflamatória intensa em todo o corpo. A inflamação torna as placas de gordura (ateroscleróticas) nas artérias coronárias mais instáveis, elevando a probabilidade de rompimento;
    • Aumento da coagulação: o processo inflamatório também eleva a tendência do sangue a coagular. Com isso, podem se formar coágulos que bloqueiam completamente uma artéria (trombose), levando ao infarto;
    • Maior esforço cardíaco: a febre e a dificuldade para respirar aumentam a demanda de trabalho do coração, o que é perigoso em pessoas com doenças cardíacas prévias. A infecção pode causar taquicardia, elevação da pressão arterial e até agravar quadros de insuficiência cardíaca.

    O que a vacinação tem a ver com a saúde cardíaca?

    A vacinação contra a gripe é considerada uma das principais medidas de prevenção cardiovascular em pessoas com doenças do coração. Ao prevenir infecções respiratórias graves, a vacina reduz a inflamação no organismo e evita o pico inflamatório que pode desestabilizar as placas de gordura nas artérias.

    Além disso, “a vacinação demonstrou reduzir o risco de infarto, AVC e hospitalizações por insuficiência cardíaca e pneumonia em pacientes com cardiopatias. É, em essência, uma forma de proteger as artérias e o músculo cardíaco”, explica Edilza.

    Mesmo quando a pessoa vacinada contrai o vírus da gripe, a doença tende a ser mais leve e de curta duração, o que diminui o esforço do coração e contribui para uma recuperação mais rápida.

    Quem precisa ter atenção redobrada com a vacinação e o coração?

    Todos os pacientes com doenças cardíacas devem estar com o calendário vacinal em dia, mas alguns grupos merecem cuidado especial:

    • Pessoas com insuficiência cardíaca;
    • Pacientes que já tiveram infarto ou fizeram cirurgia cardíaca;
    • Indivíduos com doença arterial coronariana;
    • Pacientes com múltiplas comorbidades, como diabetes, hipertensão ou doença renal crônica.

    Além disso, idosos, gestantes e profissionais da saúde fazem parte dos grupos prioritários nas campanhas de vacinação.

    Além da gripe: quais vacinas ajudam a proteger o coração?

    Além da vacina da gripe, outros imunizantes também são importantes para proteger o sistema cardiovascular, como a vacina pneumocócica e a da covid-19.

    “A pneumonia é uma complicação grave da gripe e também pode levar ao infarto e à descompensação da insuficiência cardíaca. A vacinação reduz o risco de pneumonia e suas complicações cardiovasculares”, explica Edilza.

    Já a covid-19 pode causar inflamação sistêmica intensa, aumentando o risco de miocardite, trombose, infarto e AVC. A imunização reduz drasticamente a chance de quadros graves e complicações cardiovasculares.

    Cuidados antes e depois da vacinação

    Antes da vacinação

    • Em caso de febre alta ou infecção aguda, aguarde melhora;
    • Não interrompa medicamentos de uso contínuo;
    • Informe sempre ao profissional de saúde os tratamentos em uso.

    Depois da vacinação

    • Dor ou inchaço no local podem ocorrer por até dois dias;
    • Febre baixa e cansaço leve são comuns;
    • Reações intensas ou persistentes devem ser avaliadas pelo médico.

    Pacientes em tratamento oncológico também precisam se vacinar?

    A vacinação é recomendada e fundamental para pacientes em tratamento oncológico. “Embora o foco seja evitar infecções graves, a prevenção também protege o sistema cardiovascular ao reduzir inflamação e estresse no organismo”, afirma Edilza.

    Esses pacientes devem receber vacinas inativadas e seguir a orientação do oncologista quanto ao melhor momento para imunização.

    Leia também: Anemia e doenças cardíacas: por que requer cuidado redobrado?

    Perguntas frequentes sobre vacinação e coração

    A vacinação contra a gripe é indicada apenas para quem tem problemas cardíacos?

    Não. Ela é recomendada para toda a população, mas é ainda mais importante para pessoas com doença cardiovascular.

    Como a gripe pode causar infarto ou AVC?

    A inflamação causada pela infecção pode romper placas de gordura nas artérias e formar coágulos que bloqueiam a circulação.

    Pacientes com marcapasso ou stents podem tomar vacinas?

    Sim. A vacinação é segura e fortemente indicada nesses casos.

    Quem já teve infarto precisa se vacinar todo ano?

    Sim. A vacinação anual ajuda a reduzir o risco de novas complicações.

    É perigoso tomar várias vacinas no mesmo período?

    Não. O organismo está preparado para responder a múltiplas vacinas.

    O que fazer se eu tiver reação após a vacina?

    Reações leves são comuns. Caso os sintomas sejam intensos ou persistentes, procure orientação médica.

    Confira: Suspeita de infarto: conheça os erros que colocam vidas em risco e saiba como agir

  • Como saber se eu estou com diabetes gestacional? 

    Como saber se eu estou com diabetes gestacional? 

    Embora na maior parte das vezes o diabetes gestacional desapareça depois do parto, ele exige atenção especial durante a gestação. Isso porque níveis elevados de glicose podem trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, muitos deles evitáveis com orientação médica, alimentação equilibrada e monitoramento regular.

    Venha entender mais sobre essa condição que atinge grávidas e como descobrir se você tem a doença.

    O que é diabetes gestacional?

    O diabetes gestacional acontece quando os níveis de açúcar no sangue ficam mais altos do que o esperado durante a gravidez.

    Ao contrário do diabetes tipo 1 ou tipo 2, que já existem antes da gestação, o diabetes gestacional surge apenas durante a gravidez e costuma desaparecer após o parto.

    Quando a mulher já tem diabetes antes de engravidar, o quadro é chamado de diabetes prévio ou pré-gestacional, e não diabetes gestacional.

    Por que o diabetes gestacional acontece?

    Durante a gestação, a placenta produz hormônios que dificultam a ação da insulina, fenômeno chamado de resistência à insulina. Essa resistência é normal, mas em algumas mulheres ela acontece de forma mais intensa.

    Quando o corpo não consegue compensar essa dificuldade, a glicose começa a se acumular no sangue, levando ao diabetes gestacional.

    Quem tem mais risco de desenvolver diabetes gestacional?

    Fatores de risco

    • Ter tido diabetes gestacional em outra gravidez;
    • Estar com sobrepeso ou obesidade;
    • Idade materna acima de 35 anos;
    • Histórico familiar de diabetes;
    • Outras doenças metabólicas (triglicérides altos, pressão alta);
    • Síndrome dos ovários policísticos (SOP).

    Alguns fatores são modificáveis; outros, não. Mas identificar o risco ajuda a planejar o acompanhamento adequado.

    Diagnóstico: como é feito?

    O diagnóstico ocorre durante o pré-natal.

    1. Primeira consulta (antes da 20ª semana)

    O médico solicita o exame de glicemia em jejum. Com esse resultado, é possível:

    • Diagnosticar diabetes prévio;
    • Diagnosticar diabetes gestacional;
    • Ou seguir avaliando até um exame confirmatório.

    2. Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) — 24ª a 28ª semana

    Indicado quando:

    • O pré-natal começou tardiamente;
    • A glicemia de jejum inicial foi normal.

    A gestante coleta o sangue em jejum, bebe uma solução de glicose, e novas coletas são feitas após 1h e 2h.

    Riscos para a mãe e para o bebê

    Riscos para a mãe

    • Pressão alta na gravidez (pré-eclâmpsia);
    • Parto prematuro;
    • Maior chance de cesariana;
    • Infecções urinárias e candidíase;
    • Risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

    Riscos para o bebê

    • Crescimento exagerado no útero (macrossomia), principalmente acima de 4.000 g;
    • Prematuridade;
    • Malformações congênitas;
    • Hipoglicemia ao nascer;
    • Maior risco de obesidade e diabetes na vida adulta.

    Tratamento e cuidados

    Mesmo sendo um quadro que exige atenção, o diabetes gestacional pode ser controlado.

    Alimentação equilibrada

    • Pequenas refeições ao longo do dia;
    • Priorizar frutas, legumes, verduras e integrais;
    • Evitar doces e alimentos gordurosos.

    Atividade física

    Com autorização do obstetra, atividades físicas leves ajudam a controlar a glicose.

    Monitoramento da glicose

    O médico pode orientar medições regulares em casa.

    Uso de insulina

    Pode ser necessário quando dieta e exercícios não são suficientes. Os remédios antidiabéticos orais são reservados apenas para casos específicos.

    O parto

    Diabetes gestacional controlado (sem insulina)

    • O parto pode ser normal;
    • Pode ocorrer até 40 semanas, se mãe e bebê estiverem bem;
    • Cesárea pode ser indicada se o bebê estiver muito grande.

    Uso de insulina durante a gestação

    O parto pode ser antecipado para entre 38 e 39 semanas.

    Cuidados após o parto

    • Manter alimentação saudável e rotina de exercícios;
    • Interromper o uso de insulina após o parto (quando usada apenas na gestação);
    • Aferir glicemia em jejum nas primeiras 24 a 72 horas;
    • Repetir o Teste Oral de Tolerância à Glicose entre 6 e 12 semanas;
    • Manter acompanhamento médico.

    O diabetes gestacional costuma desaparecer, mas há maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 futuramente.

    Importância do acompanhamento

    O pré-natal é essencial para:

    • Diagnosticar cedo;
    • Reduzir riscos para mãe e bebê;
    • Ajustar o tratamento;
    • Monitorar o crescimento fetal.

    Seguir as orientações médicas é a melhor forma de garantir uma gestação segura.

    Leia também: Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação

    Perguntas frequentes sobre diabetes gestacional

    1. O diabetes gestacional sempre desaparece depois do parto?

    Na maioria das vezes, sim. Mas o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro aumenta.

    2. Ter diabetes gestacional significa que terei diabetes para sempre?

    Não. Mas é importante fazer acompanhamento.

    3. Posso ter parto normal?

    Sim, se o diabetes estiver controlado e o bebê não estiver muito grande.

    4. É possível evitar o diabetes gestacional?

    Não totalmente, mas manter peso saudável e praticar exercícios reduz o risco.

    5. O bebê sente algo durante o exame de teste oral de tolerância à glicose?

    Não. O teste é seguro.

    6. Se eu precisar de insulina, significa que meu diabetes é grave?

    Não necessariamente. Muitas vezes é apenas o método mais seguro para controlar a glicose.

    7. O diabetes gestacional pode voltar em outra gravidez?

    Sim, especialmente se houve fatores de risco persistentes.

    Confira: Perda gestacional: causas, tipos e cuidados necessários

  • Caminhada depois da refeição: conheça os benefícios e como começar

    Caminhada depois da refeição: conheça os benefícios e como começar

    A praticidade da caminhada a torna uma das melhores formas de exercício que existe, podendo ser feita em qualquer lugar, sem a necessidade de roupas específicas ou equipamentos caros.

    E, quando feita depois de uma refeição, ela pode trazer diversos benefícios para o organismo. Muitas pessoas costumam sentir algum desconforto após comer, como estufamento, gases ou sensação de peso na região abdominal — e a movimentação leve pode ajudar a tornar a digestão mais leve. Entenda mais, a seguir!

    Quais os benefícios de caminhar depois da refeição?

    Desde que feita de maneira adequada, a caminhada após a refeição contribui para regular a digestão, a glicemia e a circulação de forma natural. Segundo Juliana, a atividade leve estimula os movimentos digestivos do estômago e do intestino, chamados de peristalse, o que facilita o esvaziamento gástrico. Isso melhora o trânsito de gases no organismo e reduz a sensação de azia.

    Ao mesmo tempo, a cardiologista explica que, ao se alimentar, o nível de açúcar no sangue tende a subir — e o pâncreas precisa trabalhar para liberar insulina, ainda mais quando permanecemos parados depois da refeição.

    Mas, ao caminhar, os músculos das pernas acabam drenando a glicose para utilizar como energia, o que ajuda a reduzir o pico glicêmico pós-refeição e diminui a demanda de insulina pelo organismo. O efeito melhora o controle da glicemia, favorece a sensibilidade à insulina e contribui para evitar oscilações bruscas de açúcar no sangue, especialmente importantes para pessoas com pré-diabetes ou diabetes.

    Para complementar, a atividade física promove uma dilatação dos vasos sanguíneos, o que ajuda a controlar a pressão arterial e evita picos pressóricos, especialmente após uma refeição muito salgada.

    E durante a noite, o que é melhor?

    A noite costuma ser um período em que o organismo reduz o ritmo metabólico, então a caminhada leve costuma ser a melhor opção após o jantar. A prática ajuda a melhorar a digestão, a controlar o pico de glicose e a preparar o corpo para um sono mais tranquilo.

    O ideal é evitar atividades vigorosas, pois elas desviam o fluxo de sangue do estômago para os músculos, prejudicam o processo digestivo e aumentam a produção de adrenalina, o que dificulta o relaxamento necessário para dormir.

    Existe um tempo de espera após as refeições?

    A recomendação, segundo Juliana, é iniciar a caminhada logo depois de comer ou dentro dos primeiros 30 minutos após a refeição.

    A janela é importante porque corresponde ao momento em que a glicose começa a subir no sangue. Logo, caminhar neste período ajuda a reduzir o pico glicêmico, melhora a digestão e evita a sensação de peso no estômago.

    O ideal é que a caminhada seja leve, com ritmo confortável e sem esforço excessivo, justamente para não desviar o fluxo de sangue necessário para a digestão nem acelerar demais o metabolismo em um momento de maior sensibilidade do organismo. Ela pode durar entre 10 a 15 minutos.

    Como começar a caminhar após as refeições?

    Para quem está começando do zero, o melhor é começar bem devagar, com caminhadas curtinhas de três a cinco minutos logo depois da refeição. O tempo já é suficiente para ativar a musculatura, melhorar a digestão e reduzir o pico glicêmico, sem provocar cansaço excessivo. O ritmo deve ser leve e confortável, permitindo que a pessoa converse normalmente enquanto caminha.

    Com o passar dos dias, a duração pode aumentar para dez ou quinze minutos, respeitando sempre o limite de cada pessoa. A caminhada pode acontecer dentro de casa, no corredor do prédio, na rua ou em qualquer lugar plano e seguro. O mais importante é criar o hábito: caminhadas pequenas feitas todos os dias já trazem diversos benefícios ao metabolismo.

    Quando caminhar depois da refeição não é indicado?

    De modo geral, a caminhada é recomendada para a maioria das pessoas, mas algumas situações exigem cuidado.

    Se houver mal-estar após a refeição, como náusea, dor abdominal intensa, tontura ou sensação de estômago muito cheio, o ideal é evitar a caminhada até que o desconforto passe. Também não é indicada para quem apresenta limitações físicas ou ortopédicas que impeçam o movimento seguro, segundo Juliana.

    Caso apareça qualquer sintoma durante a caminhada, como dor no peito, falta de ar fora do habitual, tontura ou sensação de desmaio, a orientação é interromper a atividade imediatamente.

    Fora isso, a caminhada após a refeição costuma ser segura, bem tolerada e trazer benefícios vários digestivos e metabólicos.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

    Perguntas frequentes

    Qual é a duração ideal da caminhada pós-refeição?

    As caminhadas de 10 a 15 minutos já são suficientes para melhorar a digestão e reduzir picos de glicemia no sangue. Mas mesmo caminhadas muito curtas, como cinco minutos, são positivas para o controle do açúcar no sangue. A consistência tem papel mais importante do que a duração, desde que o hábito seja mantido de forma regular.

    Caminhar depois da refeição pode substituir o treino?

    A caminhada pós-refeição oferece benefícios importantes para digestão, glicemia e circulação, mas não substitui um treino estruturado. Ela atua como um complemento metabólico, ajudando o corpo a processar os alimentos e evitando picos glicêmicos que favorecem ganho de peso e resistência à insulina.

    No entanto, para melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, força muscular e capacidade funcional, as atividades físicas mais robustas são necessárias.

    Tenho intestino preso, posso caminhar depois da refeição?

    O intestino funciona melhor quando há movimento corporal, e a caminhada leve estimula diretamente a peristalse, que é a onda de contrações que move o alimento pelo trato gastrointestinal.

    Pessoas com intestino preso costumam sentir melhora na sensação de inchaço, eliminação de gases e regularidade intestinal ao incluir caminhadas curtas após refeições.

    Como a digestão se torna mais eficiente, o trânsito intestinal também melhora, reduzindo desconfortos ao longo do dia. A prática constante tende a corrigir parte da lentidão funcional do intestino.

    Como o horário das refeições influencia o metabolismo ao longo do dia?

    O horário das refeições tem impacto direto no metabolismo porque o organismo trabalha em ciclos regulados pelo ritmo circadiano. Pela manhã, a sensibilidade à insulina é maior, a temperatura corporal está em ascensão e a digestão ocorre de forma mais eficiente.

    À noite, porém, há redução natural da atividade metabólica, queda da temperatura interna e menor eficiência na liberação de enzimas digestivas e de insulina.

    Por isso, refeições tardias tendem a causar maiores picos glicêmicos e acúmulo de gordura. A distribuição das refeições ao longo do dia ajuda a manter níveis energéticos estáveis, melhora o controle hormonal e favorece o equilíbrio metabólico.

    Caminhar depois da refeição é seguro para quem está acima do peso?

    Sim, pessoas com sobrepeso ou obesidade frequentemente apresentam lentidão digestiva, maior tendência a refluxo e variações importantes na glicemia pós-prandial.

    O hábito de caminhar por alguns minutos após comer ajuda a aliviar os sintomas e melhora a resposta metabólica. O movimento leve também reduz o impacto nas articulações, tornando a prática segura.

    Para completar, a caminhada pós-refeição favorece perda de peso gradual ao melhorar sensibilidade à insulina, reduzir estocagem de gordura e estabilizar o apetite. Para evitar desconfortos, o ideal é intensidades baixas, passo estável e calçados adequados.

    Confira: Circunferência abdominal: por que é tão importante medir?

  • Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Se você é uma daquelas pessoas que costuma jantar muito tarde por causa da rotina puxada, provavelmente já se perguntou se isso faz algum mal ao organismo. A correria do dia, o trânsito, o trabalho e as tarefas acumuladas acabam empurrando a última refeição para perto da hora de dormir — mas o hábito pode interferir no modo como o corpo funciona durante a noite. Vamos entender mais, a seguir.

    O que acontece com o corpo quando comemos muito tarde?

    A digestão noturna funciona de um jeito diferente porque o organismo segue um relógio natural, chamado ritmo circadiano, que reduz o metabolismo durante a noite. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, quando escurece, o corpo começa a produzir melatonina, o hormônio do sono, que coloca o pâncreas em estado de descanso.

    Como o pâncreas libera a insulina, hormônio que ajuda a metabolizar o açúcar, comer tarde cria um descompasso entre a chegada do alimento e a capacidade do corpo de lidar com ele, já que o organismo reduz o ritmo metabólico à noite.

    Com isso, a cardiologista explica que a glicose permanece mais tempo circulando, e o pâncreas precisa trabalhar justamente quando deveria repousar, mas com menor eficiência. A liberação de insulina se torna mais lenta e menos eficaz, o que favorece o acúmulo de açúcar no sangue, o início da resistência insulínica e o aumento da gordura corporal.

    Comer tarde aumenta o risco de diabetes e pressão alta?

    Como a eficiência da insulina é menor durante a noite, há maior chance de o açúcar permanecer circulando no sangue (hiperglicemia), um efeito que pode se estender por toda a noite.

    Se isso acontece repetidamente, Juliana esclarece que o corpo passa a desenvolver resistência à insulina. O organismo entende que precisa produzir quantidades cada vez maiores do hormônio para metabolizar a glicose disponível, o que, com o tempo, pode evoluir para diabetes tipo 2.

    No caso da pressão arterial, durante a noite, acontece um processo natural chamado descenso noturno, fundamental para a regulação do sistema cardiovascular.

    Quando comemos muito tarde, a digestão mantém o organismo ativo e exige maior fluxo de sangue para o estômago, mantendo a pressão elevada mesmo durante o sono. A ausência dessa queda natural da pressão pode aumentar o risco de eventos como infarto e AVC.

    Por que não pode comer e dormir logo em seguida?

    O corpo não está preparado para realizar digestão intensa no momento em que deveria iniciar os processos de descanso e recuperação.

    A digestão exige gasto de energia, aumento do fluxo sanguíneo para o estômago e elevação da temperatura interna, enquanto o sono profundo depende justamente do contrário: redução da atividade metabólica e queda da temperatura corporal.

    Quando você deita logo após comer, alguns efeitos costumam ocorrer, como:

    • Digestão fica mais lenta e difícil, já que o estômago funciona melhor na posição vertical;
    • Temperatura interna aumenta, dificultando a entrada no sono profundo;
    • Sono se torna mais leve e fragmentado, levando a cansaço no dia seguinte;
    • Cortisol tende a subir pela manhã, porque o corpo precisa de estímulos extras para se manter alerta após uma noite de descanso ruim, favorecendo acúmulo de gordura abdominal;
    • Risco de refluxo aumenta, porque deitar logo após a refeição facilita o retorno do ácido ao esôfago.

    Qual deve ser o intervalo ideal entre a última refeição e o sono?

    Segundo Juliana, o recomendado é que a última refeição seja feita pelo menos três horas antes de dormir. O intervalo é suficiente para permitir o esvaziamento gástrico e para que os níveis de insulina e glicose diminuam após o processo de metabolização.

    O que deve ser evitado na refeição da noite?

    O horário da refeição é importante, mas o tipo de alimento pode intensificar ainda mais os efeitos no organismo.

    Juliana explica que carboidratos refinados, açúcares e gorduras saturadas são particularmente prejudiciais quando ingeridos à noite porque têm maior capacidade de desregular o relógio biológico, aumentar rapidamente a glicose e exigir um esforço maior do metabolismo justamente no período em que o corpo naturalmente reduz o ritmo.

    Quando não é possível comer mais cedo, seja por festas, imprevistos ou compromissos, a orientação é escolher refeições mais leves, de fácil digestão e com impacto menor na glicemia — como proteínas magras, vegetais, sopas e preparações simples.

    Além disso, optar por porções menores, mastigar com calma e evitar alimentos muito gordurosos ou ricos em carboidratos simples pode diminuir a sobrecarga sobre o sistema digestivo.

    Ao longo do dia, beber água e evitar bebidas alcoólicas próximas ao horário de dormir também contribui para uma digestão mais confortável e um descanso melhor, reduzindo os efeitos negativos de uma refeição tardia.

    Leia também: Pressão alta: quando ir ao pronto-socorro?

    Perguntas frequentes

    Deitar depois de comer é perigoso?

    O hábito de deitar logo após comer favorece o refluxo gastroesofágico, já que a posição horizontal facilita o retorno do conteúdo ácido para o esôfago. O estômago cheio também pressiona o esfíncter esofágico inferior, que funciona como uma válvula.

    Quando deitamos com o estômago ativo, aumentamos o risco de azia, sensação de queimação, tosse noturna e engasgos. Também prejudicamos a qualidade do sono, pois o corpo tenta digerir alimentos enquanto deveria iniciar o descanso metabólico.

    Quais são os melhores alimentos para comer à noite?

    À noite, o ideal é escolher alimentos de fácil digestão e com impacto menor na glicemia, como as proteínas magras. Elas não sobrecarregam o sistema digestivo, não elevam a glicose rapidamente e permitem que o organismo entre no descanso mais facilmente.

    Comer tarde engorda?

    O ganho de peso não é causado apenas pelo hábito de comer tarde, mas ele contribui para isso quando se torna frequente. Como o metabolismo está mais lento à noite, o corpo queima menos calorias enquanto digere o alimento.

    A liberação limitada de insulina também faz com que a glicose circule por mais tempo, favorecendo o armazenamento de gordura, especialmente na região abdominal.

    Para complementar, o sono piorado por refeições tardias altera hormônios da fome, como grelina e leptina, aumentando o apetite e diminuindo a saciedade no dia seguinte.

    O metabolismo de pessoas que trabalham à noite funciona de maneira diferente?

    O metabolismo de pessoas que trabalham à noite funciona de maneira alterada devido ao desalinhamento entre o ritmo circadiano interno e o horário de atividade laboral. Eles tendem a se alimentar em horários que o corpo reconhece como horários de repouso, o que aumenta o risco de resistência à insulina, ganho de peso e alterações do colesterol.

    Beliscar alimentos durante a madrugada é perigoso?

    Como o corpo está em ritmo de repouso e o metabolismo funciona de forma muito lenta, o hábito de beliscar alimentos na madrugada aumenta o risco de refluxo, piora do sono, ganho de gordura abdominal e desregulação da glicemia.

    Confira: Circunferência abdominal: por que é tão importante medir?

  • Comer em frente a telas faz mal? Conheça os riscos e como diminuir o hábito

    Comer em frente a telas faz mal? Conheça os riscos e como diminuir o hábito

    Seja para colocar as notícias em dia ou para distrair as crianças durante as refeições, o uso de telas (celular, televisão ou tablets) enquanto se come se tornou rotina de várias famílias, ainda mais quando o dia a dia é atribulado.

    Pode até parecer prático, já que o ambiente fica silencioso e tudo parece fluir com menos esforço, mas o hábito interfere diretamente na forma como o cérebro percebe o ato de comer.

    Para se ter uma ideia, um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou que, quanto mais tempo os adolescentes passam diante de celulares, TVs ou tablets, pior tende a ser a alimentação deles. O uso prolongado de telas também está associado a um risco maior de sobrepeso e obesidade, além de menos atividade física, menos horas de sono e uma sensação geral de bem-estar mais baixa.

    Durante as refeições, isso é especialmente prejudicial, pois a atenção se desloca totalmente para a tela, e o contato com o prato fica superficial. A mente entra em modo automático, e você come mais do que precisa sem notar, criando um padrão que favorece o excesso de calorias ao longo do dia.

    O que o uso de telas faz com o cérebro durante a refeição?

    Quando você come olhando para uma tela, o cérebro passa a concentrar quase toda a atenção no conteúdo que está sendo visto ou ouvido. A refeição deixa de ser uma experiência sensorial completa, porque mastigar, sentir a textura dos alimentos, perceber o sabor e engolir deixam de ser processados com clareza.

    “Quando comemos distraídos, o único foco que temos é no que está sendo assistido ou jogado. Assim, o cérebro recebe menos informações sensoriais sobre o ato de comer (mastigar, engolir…) e, consequentemente, os sinais de saciedade demoram mais tempo para aparecer”, explica a nutricionista Mariana Del Bosco.

    No caso das crianças, o uso de telas durante a refeição ativa o sistema dopaminérgico, ligado à sensação de recompensa. O estímulo visual e sonoro é tão marcante que toda a atenção se volta para o conteúdo da tela, deixando a comida em segundo plano.

    A criança passa a perceber menos os sinais do próprio corpo, reduz a autorregulação e demora mais para identificar quando já está satisfeita. O resultado é uma refeição automática, com maior risco de comer além do necessário.

    Comer na frente de telas interfere na qualidade da alimentação

    Além de comer mais do que o necessário, a nutricionista explica que o hábito causa maior preferência por alimentos ultraprocessados e fáceis de consumir — durante um jogo, por exemplo, é muito mais simples comer um salgadinho ou biscoito do que um prato completo de comida.

    O impacto é ainda maior em crianças pequenas, pois nessa fase, elas ainda estão formando a base do comportamento alimentar. Quando a refeição acontece sempre acompanhada de distração, o cérebro aprende a associar comida a estímulos externos, o que dificulta a construção de uma relação saudável com os alimentos.

    Quais os riscos do hábito em crianças e adolescentes?

    Quando a atenção da criança e adolescente se volta exclusivamente para o celular, a TV ou o tablet, o ato de comer deixa de ser consciente, abrindo espaço para problemas como:

    • Comer além do necessário, já que os sinais de saciedade ficam mais difíceis de perceber;
    • Mastigação rápida e insuficiente, o que pode causar desconforto e piorar a digestão;
    • Preferência crescente por alimentos ultraprocessados, mais fáceis de consumir durante o uso de telas;
    • Redução do interesse por frutas, legumes e preparações que exigem mais atenção;
    • Associação entre comida e entretenimento, criando o hábito de comer por tédio e não por fome real;
    • Aumento do risco de sobrepeso e obesidade ao longo do tempo;
    • Dificuldade para desenvolver autonomia alimentar, especialmente nas fases iniciais da infância;
    • Piora da qualidade geral da dieta, com escolhas menos nutritivas e maior ingestão calórica.

    Vale apontar que os hábitos alimentares aprendidos na infância e na adolescência tendem a acompanhar a pessoa ao longo da vida, o que pode elevar o risco de problemas de saúde no futuro, como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e obesidade.

    Como criar um ambiente mais consciente na hora da refeição

    A redução do uso de telas durante as refeições pode ser feita com pequenas mudanças no cotidiano, que ajudam a transformar o momento da comida em algo mais tranquilo. Veja algumas dicas:

    • Fazer as refeições sempre à mesa, com todos sentados juntos, sem celular, TV ou tablet por perto;
    • Estabelecer horários fixos para comer, criando uma rotina previsível que ajuda a criança a entender quando é hora da refeição;
    • Servir porções menores no início, permitindo que a criança tenha autonomia para repetir se ainda estiver com fome;
    • Envolver a criança em conversas durante a refeição, perguntando sobre o dia ou pedindo que ela conte alguma história;
    • Usar pratos, copos e talheres infantis e coloridos, que chamem a atenção para o alimento e deixem o momento mais interessante;
    • Quando possível, convidar a criança para participar do preparo dos alimentos, o que aumenta o vínculo com a comida e estimula a curiosidade pelos ingredientes.

    “Lembrando que a criança aprende a comer por exemplificação, então é muito importante que ela consiga se basear nos pais”, complementa Mariana.

    Quando buscar orientação de um profissional de saúde

    A busca por orientação profissional pode ser necessária quando o uso de telas durante as refeições começa a interferir na rotina alimentar, no comportamento ou na saúde da criança ou do adolescente.

    Os ajustes no dia a dia costumam ajudar, mas alguns sinais mostram que o apoio de um nutricionista, pediatra ou psicólogo pode ser necessário, como:

    • Dificuldade constante de comer sem telas, com irritação intensa ou recusa alimentar quando o aparelho é retirado;
    • Aumento rápido de peso ou risco de sobrepeso e obesidade;
    • Perda de apetite ou preferência quase exclusiva por alimentos ultraprocessados;
    • Problemas frequentes de digestão, como dores abdominais, engasgos ou mastigação insuficiente;
    • Uso de telas em todas as refeições, mesmo após tentativas de mudança da rotina.

    O acompanhamento profissional ajuda a entender o comportamento alimentar, ajustar hábitos familiares e orientar estratégias adequadas para cada idade. Com o tempo, é possível criar uma relação mais saudável com a comida, prevenindo o surgimento de problemas futuros à saúde.

    Qual o tempo máximo recomendado de telas para crianças?

    Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o limite de tempo para crianças estarem em contato com esses aparelhos são determinados pela faixa etária, sempre com supervisão:

    • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas ou videogames;
    • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia;
    • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia;
    • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia.

    Para substituir o uso de telas, o ideal é incentivar esportes, brincadeiras ao ar livre e contato com a natureza. As atividades físicas e ambientes externos oferecem estímulos mais variados, ajudam a gastar energia, melhoram o humor e fortalecem a convivência com outras crianças.

    Leia também: Capacete para criança: por que ele é importante nos esportes?

    Perguntas frequentes

    Comer na frente de telas também é ruim para adultos?

    O comportamento afeta pessoas de todas as idades, pois a distração durante a refeição reduz a atenção plena ao alimento, aumenta a ingestão calórica e favorece escolhas menos nutritivas.

    Os adultos que comem diante de celulares ou televisões também têm maior risco de exagerar nas porções e sentir fome novamente pouco tempo depois. A ausência de presença na hora da comida prejudica qualquer faixa etária, apesar do impacto sobre o desenvolvimento infantil ser mais significativo.

    O que fazer quando a criança só aceita comer com tela?

    A mudança precisa ser gradual, já que a retirada brusca da tela pode gerar frustração intensa na criança. Uma dica é reduzir o tempo de exposição durante a refeição ou desligar a tela apenas em momentos específicos, aumentando esse intervalo progressivamente.

    Comer com tela pode prejudicar o sono?

    O uso frequente de telas, especialmente no período da noite, interfere no sono por causa da luz azul emitida pelos aparelhos, que reduz a produção de melatonina.

    Quando o hábito se associa às refeições tardias, o corpo recebe estímulos demais no momento em que deveria estar desacelerando. O cérebro permanece ativo, processando imagens e sons, e a digestão fica mais pesada, dificultando o adormecer.

    Como consequência, as crianças e adolescentes tendem a dormir mais tarde, ter despertares frequentes e apresentar cansaço durante o dia.

    Por que comer distraído prejudica a digestão?

    A mastigação reduzida é um dos efeitos imediatos da distração. Pedaços maiores chegam ao estômago, dificultando a digestão e aumentando a possibilidade de refluxo, gases e desconforto abdominal.

    Além disso, o corpo não entra totalmente no estado de “modo digestivo”, no qual hormônios e enzimas são liberados de forma mais eficiente. A refeição automática resulta em digestão mais lenta e incômoda.

    Qual o horário ideal do jantar das crianças à noite?

    O horário ideal do jantar das crianças à noite costuma ser cerca de três horas antes de dormir, porque o organismo precisa de tempo para digerir a refeição com calma, evitando refluxo, desconforto abdominal e sono agitado.

    Confira: Vacinação infantil: proteção que começa cedo e dura a vida toda

  • Aneurisma de aorta abdominal: o que é, sintomas e quando operar 

    Aneurisma de aorta abdominal: o que é, sintomas e quando operar 

    O aneurisma de aorta abdominal é uma doença que costuma passar despercebida por muito tempo. Muitas pessoas só descobrem a dilatação da principal artéria do corpo durante exames de rotina, já que os sintomas, quando aparecem, geralmente indicam que o aneurisma está maior ou crescendo rapidamente. Isso torna o diagnóstico precoce essencial, especialmente em grupos de risco, como fumantes e homens acima dos 65 anos.

    Apesar de parecer assustador, hoje existem formas eficazes de monitoramento e tratamento, incluindo procedimentos minimamente invasivos que reduzem o risco de ruptura, uma emergência médica grave. Entender como a condição se desenvolve e quando é necessário intervir pode fazer toda a diferença.

    O que é o aneurisma de aorta abdominal?

    O aneurisma de aorta abdominal é uma dilatação da aorta na região abdominal que ultrapassa 50% do diâmetro normal da artéria. Ele costuma atingir a parte inferior da aorta, logo abaixo das artérias renais.

    Algumas características importantes:

    • O aneurisma cresce progressivamente ao longo do tempo
    • A velocidade de crescimento varia: aneurismas grandes crescem mais rápido
    • O risco de ruptura aumenta conforme o diâmetro aumenta
    • Rupturas são situações graves e exigem atendimento emergencial.

    Causas e fatores de risco

    O aneurisma ocorre devido ao enfraquecimento da parede da artéria, tornando-a mais suscetível à dilatação.

    Principais causas:

    • Aterosclerose (acúmulo de placas de gordura): a causa mais comum
    • Pressão alta
    • Traumas
    • Infecções da parede arterial
    • Doenças autoimunes

    Fatores de risco mais importantes:

    • Idade entre 65 e 80 anos
    • Sexo masculino
    • Histórico familiar
    • Tabagismo (um dos fatores mais determinantes)
    • Presença de aneurismas em outras artérias

    Maior risco de ruptura quando:

    • O aneurisma ultrapassa 5,5 cm
    • A pessoa é tabagista ativa
    • Há pressão alta descontrolada
    • O aneurisma cresce mais de 0,5 cm ao ano

    Principais sintomas

    A maioria dos aneurismas é assintomática.

    Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

    • Massa pulsátil no abdome
    • Dor abdominal profunda
    • Dor irradiando para costas ou laterais do abdome

    Em caso de ruptura:

    • Dor abdominal ou lombar intensa e súbita
    • Queda da pressão arterial
    • Mal-estar importante

    Essa é uma emergência médica com alto risco de morte e requer cirurgia imediata.

    Rastreio: quem deve fazer?

    Como muitos aneurismas não dão sintomas, o rastreio é fundamental para pessoas de maior risco.

    A U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) recomenda:

    • Homens fumantes ou ex-fumantes entre 65 e 75 anos: realizar um ultrassom abdominal para rastreamento

    Para mulheres, o rastreio não é de rotina devido à menor prevalência da doença, mas pode ser considerado caso exista:

    • Histórico familiar
    • Tabagismo
    • Outras comorbidades associadas

    A decisão deve ser compartilhada entre paciente e médico.

    Diagnóstico

    O diagnóstico pode ser feito:

    • Casualmente: ao realizar exames de imagem por outros motivos.
    • Em avaliação clínica: quando há sintomas como dor abdominal ou massa pulsátil.

    Exames utilizados

    • Ultrassonografia abdominal: primeira escolha para rastreio e acompanhamento
    • Tomografia abdominal: detalha tamanho e forma do aneurisma, importante para planejamento cirúrgico
    • Exames laboratoriais: podem indicar anemia em casos de ruptura

    Sinal clássico de ruptura:

    Tríade clínica:

    • Dor abdominal/lombar intensa
    • Queda da pressão arterial
    • Massa pulsátil

    Nesses casos, não é necessário aguardar exames: o tratamento é cirúrgico imediato.

    Tratamento

    O tratamento depende do tamanho, dos sintomas e da velocidade de crescimento.

    Pacientes assintomáticos

    Indicado para aneurismas menores que 5,5 cm:

    • Acompanhamento regular com exames
    • Aspirina e estatinas para controle do colesterol
    • Controle rigoroso da pressão arterial
    • Parar de fumar
    • Incentivo à atividade física

    Tratamento cirúrgico

    Indicado para:

    • Aneurismas maiores que 5,5 cm em homens
    • Aneurismas maiores que 5,0 cm em mulheres
    • Crescimento acelerado
    • Aneurismas associados a outras dilatações arteriais

    Opções cirúrgicas:

    Cirurgia aberta:

    • Reparo direto da aorta
    • Realizada com anestesia geral

    Endoprótese (EVAR):

    • Menos invasiva
    • Introdução da prótese pela região pélvica
    • Geralmente indicada para pacientes com maior risco cirúrgico

    Ruptura de aneurisma

    • Cirurgia de emergência
    • Pode ser aberta ou por endoprótese
    • Prognóstico depende da rapidez do atendimento

    Leia também: Por que a pressão arterial aumenta no frio? Cardiologista explica

    Perguntas frequentes sobre aneurisma de aorta abdominal

    1. O aneurisma sempre rompe?

    Não. Muitos permanecem estáveis por anos, desde que monitorados.

    2. Quem fuma tem mais risco?

    Sim. O tabagismo é um dos fatores mais importantes para formação e ruptura de aneurismas.

    3. É possível sentir o aneurisma?

    Às vezes. Alguns pacientes relatam sensação pulsátil no abdome.

    4. Ultrassom detecta todos os casos?

    Sim. É o exame ideal para rastreio e acompanhamento.

    5. Após a cirurgia, o aneurisma pode voltar?

    Pode ocorrer dilatação em outros segmentos, por isso o acompanhamento é contínuo.

    6. Mulheres também podem ter aneurisma?

    Sim, mas é menos comum. O limite para indicação cirúrgica é menor que o dos homens.

    7. Aneurisma pequeno precisa de cirurgia?

    Não. O acompanhamento periódico é suficiente na maioria dos casos.

    Confira: Dor no ombro esquerdo pode ser infarto? Saiba como identificar

  • Vacinação na gestação: o que grávidas podem (e não podem) tomar

    Vacinação na gestação: o que grávidas podem (e não podem) tomar

    A vacinação na gestação voltou a ganhar destaque entre médicos e autoridades de saúde, especialmente diante do aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas que podem trazer riscos para grávidas e bebês. Manter o calendário vacinal atualizado é uma das formas mais eficazes de reduzir complicações na gestação e garantir um início de vida mais protegido para o recém-nascido.

    Isso porque, ao se vacinar, a gestante não só fortalece o próprio sistema imunológico, que naturalmente fica mais vulnerável durante a gravidez, como também transfere anticorpos para o bebê ainda dentro do útero. Assim, o recém-nascido recebe uma proteção fundamental nos primeiros meses de vida, antes que ele possa tomar suas próprias vacinas.

    Por que é importante a vacinação durante a gestação?

    Vacinar-se na gravidez é seguro, eficaz e recomendado. A imunização protege tanto a mãe quanto o bebê, garantindo defesa contra infecções que podem causar complicações graves.

    Durante a gestação, o corpo da mulher passa por mudanças hormonais e imunológicas. Isso pode deixá-la mais vulnerável a infecções. Já o bebê depende da proteção materna até que seu sistema imunológico amadureça.

    Ao ser vacinada, a gestante produz anticorpos que atravessam a placenta e protegem o bebê dentro do útero e após o nascimento.

    Porém, nem todas as vacinas podem ser aplicadas nesse período, e por isso a orientação profissional é essencial.

    Vacinas recomendadas durante a gestação

    As vacinas abaixo são indicadas pelo SUS e são consideradas seguras para grávidas.

    Vacina contra a gripe (influenza)

    • Indicada em qualquer fase da gestação;
    • Grávidas não vacinadas têm maior risco de evoluir para formas graves da doença;

    Vacina dTpa (tríplice acelular adulto)

    • Protege contra difteria, tétano e coqueluche.
    • Essencial para prevenir coqueluche em recém-nascidos;
    • Para quem já recebeu dT anteriormente: 1 dose a partir da 20ª semana;
    • Para não vacinadas: esquema com 3 doses (dT + dTpa + dT);
    • Se não aplicada na gestação, recomenda-se no puerpério.

    Vacina contra hepatite B

    • Indicada para gestantes não vacinadas.
    • Esquema de 3 doses (0, 1 e 6 meses).
    • Pode ser completada mesmo se interrompida anteriormente.

    Vacina contra covid-19

    Recomendada em qualquer idade gestacional ou puerpério.

    Outras vacinas em situações especiais

    A critério médico, podem ser recomendadas em casos de risco:

    • Febre amarela: apenas para quem vive ou viajará para áreas endêmicas;
    • Meningococo: utilizada em bloqueio de surtos;
    • Pneumococo: indicada para gestantes de alto risco;
    • Raiva: profilaxia pós-exposição é permitida;
    • Poliomielite inativada: para não vacinadas que viajarão a áreas endêmicas.

    Vacinas contraindicadas durante a gestação

    Vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas, por risco teórico de transmitir a doença ao bebê.

    Contraindicadas

    • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
    • Varicela (catapora);
    • HPV;
    • BCG (tuberculose);
    • Dengue.

    Se aplicadas antes de descobrir a gravidez, geralmente basta acompanhamento médico, não há necessidade de medidas adicionais.

    Mulheres que desejam engravidar devem aguardar 1 mês após a aplicação dessas vacinas.

    Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR)

    Recém aprovada no Brasil (2024), protege contra bronquiolite no primeiro ano de vida. A aplicação durante a gestação tem como objetivo repassar anticorpos maternos ao bebê, o que reduz o risco de internação.

    Cuidados e orientações para gestantes

    Antes da gravidez

    • Atualizar o cartão de vacinas;
    • Evitar engravidar no primeiro mês após vacinas de vírus vivos.

    Durante o pré-natal

    • Revisar o histórico vacinal;
    • Receber orientações sobre vacinas indicadas e contraindicadas;
    • Seguir o calendário recomendado.

    Vacinar-se na gestação é uma forma simples e gratuita de proteger duas vidas ao mesmo tempo.

    Veja mais: Vacinação infantil: proteção que começa cedo e dura a vida toda

    Perguntas frequentes sobre vacinação na gravidez

    1. É seguro tomar vacinas na gravidez?

    Sim. As vacinas recomendadas são seguras para mãe e bebê.

    2. O bebê realmente recebe anticorpos da mãe?

    Sim. Os anticorpos atravessam a placenta e protegem o recém-nascido nos primeiros meses.

    3. Posso tomar vacina contra gripe no primeiro trimestre?

    Sim. A influenza é indicada em qualquer fase da gestação.

    4. Tomei uma vacina contraindicada sem saber que estava grávida. E agora?

    Geralmente não é necessário fazer nada além do acompanhamento médico.

    5. A vacina dTpa é obrigatória?

    É fortemente recomendada para proteger o bebê da coqueluche.

    6. Posso tomar vacina de covid-19 grávida?

    Sim, a vacina de covid-19 é indicada em qualquer fase da gestação.

    7. Quais vacinas não posso tomar grávida?

    Contra sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV, dengue e BCG, que são vacinas de vírus vivos atenuados.

    Leia também: Toxoplasmose: entenda a importância de evitar a doença na gestação