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  • Diabetes gestacional: o que é, sintomas, o que causa e como evitar 

    Diabetes gestacional: o que é, sintomas, o que causa e como evitar 

    Durante a gestação, o corpo da mulher passa por mudanças importantes, incluindo na forma como utiliza a glicose. Para ajudar no crescimento do bebê, a placenta libera hormônios que podem reduzir a ação da insulina, que é o hormônio responsável por controlar o açúcar no sangue.

    Como consequência, o pâncreas precisa produzir quantidades maiores de insulina para compensar essa resistência. Contudo, quando ele não consegue dar conta da demanda, a glicose começa a se acumular no sangue, resultando no diabetes gestacional, uma condição que exige atenção devido aos riscos que pode causar ao bebê e à mãe.

    “Ele acontece porque o corpo da mulher passa por muitas mudanças hormonais — além do ganho de peso e da tendência genética que elas podem ter para o diabetes. A gravidez é um momento de maior resistência à insulina para a mulher, o que dificulta o controle do açúcar no sangue”, explica a endocrinologista Denise Orlandi.

    Esclarecemos, a seguir, as principais dúvidas sobre o diabetes gestacional, desde os sintomas, tratamento e como prevenir. Confira!

    Afinal, o que é diabetes gestacional?

    O diabetes gestacional é uma condição caracterizada pelo aumento nos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez.

    Normalmente, ela é diagnosticada a partir do segundo trimestre, que é quando os os hormônios produzidos pela placenta aumentam a resistência à insulina. É uma adaptação natural para garantir que o bebê receba glicose o suficiente para se desenvolver, no entanto, em algumas pessoas, o pâncreas não consegue produzir insulina em quantidade adequada, resultando no diabetes.

    A condição geralmente desaparece após o parto, mas representa um alerta importante para a saúde da mãe e do filho, já que ambos ficam mais propensos a desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida.

    Causas da diabetes gestacional

    A causa principal do diabetes gestacional está associada à resistência insulínica provocada pelos hormônios da gravidez, mas alguns outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da condição, como:

    • Mudanças hormonais da gravidez, uma vez que a placenta produz hormônios que dificultam a ação da insulina;
    • Predisposição genética, de modo que mulheres com histórico familiar de diabetes têm mais chance de desenvolver a condição;
    • Excesso de peso;
    • Condições de saúde pré-existentes, como síndrome dos ovários policísticos (SOP) e resistência à insulina

    Fatores de risco da diabetes gestacional

    De acordo com a endocrinologista Denise Orlandi, alguns dos fatores de risco que aumentam a chance de ter diabetes gestacional incluem:

    • Idade materna acima de 25 anos;
    • Sobrepeso ou obesidade antes da gestação;
    • Histórico familiar de diabetes (pai, mãe ou irmãos);
    • Ter tido diabetes gestacional em gravidez anterior.
    • Já ter tido um bebê com mais de 4 kg ao nascer;
    • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP);
    • Histórico de parto prematuro, abortos ou complicações sem causa aparente.

    Quais os sintomas de diabetes gestacional?

    Na maioria dos casos, o diabetes gestacional não manifesta sintomas evidentes, então muitas mulheres só descobrem a condição em exames de rotina do pré-natal. Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

    • Sede excessiva.
    • Aumento da frequência urinária.
    • Cansaço.
    • Visão embaçada.

    Uma vez que os sintomas podem ser confundidos com sinais comuns da gravidez, é fundamental manter um acompanhamento pré-natal adequado, para identificar a condição precocemente.

    Como é feito o diagnóstico?

    O rastreamento do diabetes gestacional faz parte do pré-natal e costuma ser realizado entre a 24ª e 28ª semanas de gestação. Os exames mais utilizados no diagnóstico incluem:

    Curva glicêmica: é capaz de medir a velocidade com que o corpo absorve a glicose após a ingestão. Nele, a gestante ingere uma solução açucarada e é feita uma nova coleta de sangue (normalmente após 1 ou duas horas) após a ingestão.

    Glicemia de jejum: é um exame de sangue feito após jejum de 8 horas. Ele mostra a quantidade de glicose circulando no sangue em repouso, sendo o primeiro passo para identificar alterações no metabolismo da gestante.

    Diabetes gestacional: valores de referência

    Os exames feitos no pré-natal têm limites específicos para indicar se a gestante apresenta ou não diabetes gestacional. Eles variam de acordo com o tipo de teste realizado.

    No teste de curva glicêmica, os valores de referência são:

    • Jejum: resultado deve ser menor que 92 mg/dL;
    • Após 1 hora da ingestão: deve estar abaixo de 180 mg/dL;
    • Após 2 horas: precisa estar inferior a 153 mg/dL.

    Se em qualquer momento os valores forem iguais ou superiores a 200 mg/dL, o quadro de diabetes gestacional já é confirmado.

    Já na glicemia de jejum isolada, os valores de referência são:

    • Entre 92 mg/dL e 100 mg/dL: resultado alterado, mas próximo ao limite, e exige repetição do exame;
    • Acima de 100 mg/dL: é fortemente sugestivo de diabetes, devendo também ser reavaliado em nova coleta.

    Tratamento de diabetes gestacional

    O tratamento do diabetes gestacional tem como principal objetivo manter a glicose dentro de níveis adequados, e envolve especialmente mudanças no estilo de vida:

    Dieta para diabetes gestacional

    Seguir uma dieta para diabetes gestacional adequada é uma das principais maneiras de controlar os níveis de glicose no sangue. O ideal é que a gestante priorize o consumo de alimentos in natura e ricos em fibras, como:

    • Frutas frescas (banana, laranja, pera, maçã, kiwi, morango);
    • Laticínios (leite semi ou desnatado, iogurte natural, queijo branco);
    • Oleaginosas (castanha de caju, amendoim, avelãs, nozes e amêndoas);
    • Leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha);
    • Carnes magras (peixes, frango, ovo);
    • Vegetais (alface, tomate, rúcula, brócolis, abobrinha);
    • Cereais integrais (arroz integral, pão integral, quinoa, aveia).

    Também é importante reduzir o consumo de açúcares, doces, refrigerantes e ultraprocessados, além de distribuir as refeições em pequenas porções ao longo do dia. Assim, é possível evitar picos de glicemia, controlar o peso e garantir energia constante para mãe e bebê.

    Exercícios físicos para diabetes gestacional

    A prática de atividade física, quando orientada pelo médico, contribui para para o bem-estar emocional, reduz o estresse e favorece o preparo do corpo para o parto.

    Caminhadas leves, hidroginástica e até mesmo aulas de yoga específicas para gestantes também podem ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e a manter o peso sob controle.

    Remédios para diabetes gestacional

    Na maioria dos casos, uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos são suficientes para manter a glicemia em níveis adequados. No entanto, quando isso não acontece, o médico pode prescrever o uso de insulina para baixar o açúcar no sangue.

    Em alguns casos, pode ser indicado o uso de medicamentos via oral, como hipoglicemiantes, mas apenas um especialista pode definir a abordagem mais segura para a mãe e o bebê.

    Monitoramento da glicemia

    A gestante precisa realizar exames de sangue periódicos ou até medir a glicose em casa, com glicosímetro, conforme a orientação médica. O ideal é que o nível de açúcar no sangue seja verificado de quatro a cinco vezes por dia, de manhã em jejum e após as refeições.

    Isso permite ajustes imediatos no plano alimentar ou no tratamento sempre que necessário.

    O diabetes gestacional some depois do parto?

    Na maioria dos casos, sim. Contudo, a endocrinologista Denise Orlandi aponta que o risco não acabou.

    “A mulher deve continuar monitorando seus níveis de açúcar com exames periódicos, pois existe uma chance maior de desenvolver diabetes tipo 2 mais adiante”, explica.

    Riscos da diabetes gestacional

    Se não diagnosticada e tratada adequadamente, o diabetes gestacional pode causar complicações para a mãe e o bebê.

    Entre os riscos para o bebê, Denise ressalta:

    • Macrossomia (bebê muito grande);
    • Maior risco de parto cesárea ou traumatismos no parto;
    • Hipoglicemia logo após o nascimento;
    • Prematuridade;
    • Maior risco de obesidade e diabetes tipo 2 na vida adulta.

    Já para a mãe, o diabetes gestacional pode aumentar o risco de:

    • Maior risco de pré-eclâmpsia (pressão alta grave);
    • Infecções urinárias e candidíase recorrente;
    • Necessidade de parto cesárea;
    • Maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

    “Por isso, é importante manter o acompanhamento médico mesmo depois da gestação”, complementa Denise.

    Leia também: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

    Como evitar a diabetes gestacional?

    Nem sempre é possível prevenir, mas algumas atitudes no dia a dia contribuem para diminuir o risco, como:

    • Manter peso saudável antes da gestação;
    • Praticar atividade física regular;
    • Seguir uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras;
    • Evitar ganho de peso excessivo durante a gravidez;
    • Fazer acompanhamento médico regular e seguir todas as orientações do pré-natal.

    “Mulheres que tiveram diabetes gestacional têm um risco até 50% maior de desenvolver diabetes tipo 2 nos anos seguintes, especialmente se não adotarem hábitos saudáveis. Por isso, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e ter acompanhamento médico regular são atitudes importantes para prevenir o problema”, finaliza Denise.

    Leia também: 7 cuidados que você deve ter antes de engravidar

    Perguntas frequentes sobre diabetes gestacional

    1. O diabetes gestacional pode acontecer em qualquer gravidez?

    Sim, qualquer gestante pode apresentar diabetes gestacional. Isso acontece porque, mesmo mulheres jovens, sem histórico familiar e com peso adequado, estão suscetíveis às alterações hormonais típicas da gestação que aumentam a resistência à insulina.

    Por isso, todas as grávidas devem passar pelos exames de rastreamento entre a 24ª e a 28ª semana, mesmo que não tenham risco aparente.

    2. Existe diferença entre diabetes gestacional e diabetes tipo 2?

    Apesar de ambos envolverem resistência à insulina e níveis elevados de açúcar no sangue, eles não são a mesma doença. O diabetes gestacional aparece apenas durante a gravidez e costuma desaparecer após o parto.

    Já o diabetes tipo 2 é uma condição crônica, permanente, que exige tratamento contínuo. No entanto, ter diabetes gestacional aumenta significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida.

    3. O diabetes gestacional pode causar parto prematuro?

    Sim, pode. O excesso de glicose no sangue pode levar a complicações como polidrâmnio (aumento do líquido amniótico), que favorece a ruptura precoce da bolsa e, consequentemente, o parto prematuro.

    Além disso, a necessidade de antecipar o parto pode ser indicada pelo médico em casos de macrossomia ou de risco para a saúde materna.

    4. Mulheres magras também podem ter diabetes gestacional?

    Sim! A obesidade e o sobrepeso aumentam o risco de desenvolver diabetes gestacional, mas gestantes magras também estão suscetíveis, já que a condição não depende apenas do peso corporal, mas também de fatores hormonais e genéticos.

    Por isso, mesmo quem tem IMC considerado normal deve realizar os exames de rastreamento no pré-natal.

    5. Quem já teve diabetes gestacional pode ter novamente em outra gravidez?

    Sim. Mulheres que já tiveram diabetes gestacional em uma gravidez anterior têm mais chance de desenvolver o problema em outras gestações e também de apresentar diabetes tipo 2 no futuro.

    Nesse sentido, é importante manter hábitos saudáveis, priorizando uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o controle do peso.

    Leia também: Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos

  • Fimose em crianças: quando é normal e quando a cirurgia é necessária 

    Fimose em crianças: quando é normal e quando a cirurgia é necessária 

    A palavra fimose costuma assustar muitas famílias no consultório pediátrico. No entanto, nem sempre ela é sinônimo de problema. “A maior parte dos meninos nasce com fimose e ela é considerada algo natural”, explica a urologista pediátrica Veridiana Andrioli.

    Mas há, sim, situações em que a fimose em crianças pode trazer riscos, tornando-se patológica, exigindo intervenção médica e, em alguns casos, cirurgia. Vamos esclarecer as principais dúvidas sobre a fimose e quando procurar um médico.

    O que é a fimose em criança?

    Antes de entender quando ela pode ser um problema, é importante saber do que se trata. A fimose em crianças nada mais é do que a dificuldade ou a impossibilidade de retrair o prepúcio (a pele que recobre a ponta do pênis) e expor a glande (a “cabecinha” do pênis).

    Segundo Veridiana, com as manipulações naturais, as ereções e os hormônios fisiológicos, cerca de 75% dos meninos já têm exposição da glande até os 3 anos de idade, chegando a quase 90% perto dos 5 anos de idade.

    Ou seja, até essa faixa etária, a fimose em crianças é normal se não causa problemas reais e tende a se resolver sozinha.

    Quando a fimose em crianças pode trazer problemas de saúde?

    A fimose só se torna um problema quando deixa de ser fisiológica e passa a ser patológica, ou seja, quando a pele do prepúcio apresenta cicatrizes e não consegue mais deslizar para expor a glande.

    “Isso pode impedir a higiene adequada, aumentando o risco de infecções e doenças mais graves, incluindo câncer de pênis”, diz a médica.

    Esse é um dos pontos de atenção para os pais: observar os sinais de fimose patológica, que é quando a dificuldade natural de retração passa a trazer riscos.

    Sinais de alerta: quando procurar um urologista pediátrico?

    Há sinais claros de que a fimose em crianças deixou de ser natural e pode causar problemas mais graves. Nesse momento, o ideal é buscar avaliação médica.

    Os sinais de fimose patológica incluem:

    • Criança que apresenta balonamento da pele do pênis antes de urinar (a urina “estufa” a pele do prepúcio);
    • Dificuldades para fazer xixi;
    • Histórico de infecções urinárias ou de pele na região;
    • Falta de retração natural do prepúcio por volta dos 3 anos de idade.

    Nesses casos, a cirurgia de fimose pode ser indicada após consulta médica, mas nem sempre ela é necessária, já que existem outros tipos de tratamento de fimose. Vamos entender.

    Veja mais: Criança que não consegue segurar o xixi: quando é normal e quando é problema

    Quando a cirurgia de fimose em crianças é necessária e como ela é feita?

    A decisão pela cirurgia depende de critérios bem estabelecidos. “A cirurgia tem indicação na presença de cicatrizes ou em meninos em que se tentou o tratamento medicamentoso e não tiveram respostas”, explica a médica.

    Além disso, algumas malformações da pele do prepúcio podem precisar de correções cirúrgicas, como no megaprepúcio, uma malformação do prepúcio que se mostra com um balonamento da pele e deve ser corrigido com uma cirurgia reconstrutora, não uma simples cirurgia de fimose.

    A cirurgia de fimose consiste na retirada da parte final do prepúcio e da mucosa, deixando a glande permanentemente exposta. É um procedimento relativamente simples, em que a criança é internada e recebe alta no mesmo dia. A recuperação costuma ser rápida, embora haja algum desconforto nos primeiros dias, que pode ser controlado com medicações.

    “Uma outra técnica que pode ser usada é o uso de anéis (Plastbell)”, diz Veridiana. Essa é uma técnica alternativa em que o cirurgião posiciona um pequeno anel de plástico no prepúcio, que interrompe a circulação sanguínea da pele excedente. Com o passar dos dias, essa pele perde a vitalidade e o anel cai sozinho, geralmente em até duas semanas, sem necessidade de pontos.

    A médica ressalta que o procedimento cirúrgico não é obrigatório em todos os casos e deve ser indicado com cautela, sendo que existem tratamentos para a fimose que podem ser indicados antes, com uso de pomadas de corticoide.

    Tratamento de fimose: o que acontece se a fimose não for tratada?

    Ignorar a fimose patológica pode trazer complicações, como maior risco de infecções e a formação de cicatrizes que dificultam ainda mais a retração da pele. Além disso, podem surgir lesões dermatológicas, como a balanite xerótica obliterante, capaz de acometer a uretra e comprometer o esvaziamento adequado da bexiga. Em longo prazo, há também um aumento no risco de câncer de pênis, condição rara, mas relacionada à falta de higiene e à presença do vírus HPV.

    Por isso, quando há sinais de fimose em crianças, o ideal é procurar um médico para fazer o tratamento de fimose correto, sem querer resolver o problema em casa.

    “Não é recomendado o uso de pomadas sem orientações médicas e as ‘massagens’ durante o banho também não são indicadas, pelo risco de trações mais fortes que podem levar a pequenas lesões de pele e gerar cicatrizes. Também não há recomendação de ‘estourar a fimose’ fazendo o descolamento forçoso”, enfatiza a urologista.

    O recomendado é apenas a realização de leves trações durante o banho e nos xixis, puxando a pele até onde conseguir, mas sem forçar, sempre lembrando de secar e recobrir o pênis após essas manobras. Se o problema não se resolver sozinho e sinais de fimose patológica surgirem, procure ajuda médica.

    Leia mais: Xixi na cama: saiba as causas, os impactos e as soluções segundo a urologia pediátrica

    Perguntas e respostas sobre fimose em crianças

    1. O que é fimose?

    É a dificuldade ou a impossibilidade de retrair o prepúcio (pele que cobre a ponta do pênis) e expor a glande (a “cabecinha” do pênis). Na maioria dos meninos, é considerada natural e tende a se resolver até os 3 a 5 anos de idade.

    2. Quando a fimose deixa de ser normal?

    Quando passa a ser patológica, ou seja, quando a pele apresenta cicatrizes que impedem a retração, dificultando a higiene.

    3. Quais sinais indicam que é hora de procurar um urologista pediátrico?

    Quando há balonamento da pele antes de urinar (a urina “estufa” a pele), dificuldade para fazer xixi, histórico de infecções urinárias ou de pele e ausência de retração natural do prepúcio após os 3 anos.

    4. A cirurgia é sempre necessária?

    Não. Ela é indicada apenas em casos de cicatrizes, ausência de resposta ao tratamento com pomadas de corticoide ou malformações, como o megaprepúcio.

    5. Como a cirurgia de fimose é feita?

    Consiste na retirada da parte final do prepúcio e da mucosa, deixando a glande descoberta. Costuma ser de baixa complexidade, com alta no mesmo dia, recuperação rápida e uso de medicação para controlar o desconforto pós-operatório.

    6. O que acontece se a fimose não for tratada?

    Podem surgir infecções, cicatrizes, lesões, como a balanite xerótica obliterante (que pode comprometer o esvaziamento adequado da bexiga) e até aumento do risco de câncer de pênis.

    7. O que os pais não devem fazer em casa?

    Não usar pomadas sem orientação médica, não fazer massagens ou tentar “estourar a fimose”, pois isso pode causar lesões e cicatrizes. O correto é fazer apenas leves trações durante o banho, sem forçar.

    Leia também: Desfralde diurno: saiba a idade ideal para a criança controlar o xixi e quando procurar ajuda

  • Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Sinusite: o que é, causas, sintomas e como tratar

    Nariz entupido, dor de cabeça, pressão no rosto e uma sensação de mal-estar são alguns dos principais sintomas de sinusite, que pode surgir após uma crise alérgica, infecção viral ou até mesmo por mudanças bruscas de clima. Causada pela inflamação dos seios paranasais da face, ela pode comprometer a qualidade de vida e atrapalhar diversas atividades do cotidiano.

    Para entender por que ela acontece, o tratamento e como diferenciar a sinusite de outros quadros, conversamos com um especialista e esclarecemos tudo que você precisa saber, a seguir!

    O que é sinusite?

    A sinusite, também chamada de rinossinusite, é uma inflamação que atinge os seios paranasais, pequenas cavidades ocas localizadas ao redor do nariz, maçãs do rosto, olhos e testa. Elas são revestidas por uma mucosa que produz muco, responsável por filtrar o ar, aquecê-lo e impedir a entrada de impurezas.

    Quando ocorre uma inflamação da mucosa, a drenagem natural do muco é prejudicada — o que provoca acúmulo de secreção e facilita a proliferação de microrganismos, como vírus, bactérias e, em alguns casos, fungos. Isso leva ao surgimento de sintomas como congestão nasal, dor de cabeça, sensação de pressão no rosto e dificuldade para respirar.

    Causas da sinusite

    A sinusite acontece por uma combinação de fatores, como características individuais da pessoa, ambiente em que ela vive e presença de microrganismos. Entre as causas mais comuns, podemos destacar:

    • Infecções respiratórias: gripes, resfriados e outras doenças do trato respiratório inflamam e engrossam as membranas nasais, bloqueando a drenagem natural do muco. Isso favorece a proliferação de vírus, bactérias ou até fungos, resultando num quadro de sinusite.
    • Alergias respiratórias: pessoas com rinite alérgica apresentam inflamação frequente da mucosa nasal, o que facilita a obstrução e torna o organismo mais vulnerável a episódios repetidos de sinusite. Alguns dos gatilhos incluem poeira, pólen, mofo e pelos de animais.
    • Fatores anatômicos: alterações estruturais como desvio de septo, pólipos nasais ou conchas aumentadas podem dificultar a drenagem natural das secreções, favorecendo o surgimento de inflamação e infecção.
    • Fatores ambientais e hábitos: poluição, fumaça de cigarro, uso excessivo de ar-condicionado, mudanças bruscas de temperatura e ambientes fechados ou úmidos aumentam o risco de crises de sinusite.

    Sinusite aguda x sinusite crônica

    Primeiro, é importante ressaltar que sinusite aguda e a crônica não são a mesma coisa, e se diferem especialmente pelo tempo de duração dos sintomas.

    De acordo com o otorrinolaringologista Giuliano Bongiovanni, enquanto a sinusite aguda costuma durar até 12 semanas, a sinusite crônica se prolonga por mais tempo — e normalmente ocorre em pessoas que já têm predisposição genética ou alterações na mucosa.

    Os sintomas são parecidos nos dois tipos: nariz entupido, secreção, dor no rosto, tosse e alteração do olfato. A diferença está no tempo de duração e, no caso da forma crônica com pólipos, a obstrução nasal e a perda de olfato tendem a ser mais intensas.

    Alguns fatores como rinite, asma e tabagismo também aumentam o risco de desenvolver sinusite crônica.

    Quais os sintomas de sinusite?

    • Nariz entupido (obstrução nasal);
    • Secreção nasal espessa, amarelada ou esverdeada;
    • Dor ou pressão facial, especialmente na testa, maçãs do rosto e ao redor dos olhos;
    • Diminuição ou perda do olfato;
    • Tosse, mais comum à noite;
    • Febre baixa em alguns casos;
    • Mau hálito devido ao acúmulo de secreção.

    Como diferenciar a sinusite de um resfriado?

    Para diferenciar a sinusite e o resfriado, esteja atento à duração e intensidade dos sintomas.

    O resfriado é uma condição viral que costuma piorar nos primeiros três dias e, em seguida, melhora gradualmente. O tempo médio de duração é de 7 a 10 dias, podendo se estender um pouco mais em alguns casos, mas faz parte do curso normal da doença, conforme explica Giuliano Bongiovanni.

    No caso da sinusite, os sintomas tendem a persistir por mais de dez dias, com secreção nasal espessa e amarelada, dor no rosto, pressão na cabeça e sensação de congestão intensa. Isso implica que a inflamação nos seios paranasais se instalou e a pessoa pode precisar de tratamento específico.

    Sintomas de sinusite em crianças e idosos

    A sinusite pode afetar todas as idades, mas em crianças e idosos os sinais podem ser um pouco diferentes. No caso de pessoas mais velhas, os sinais tendem a ser parecidos com os dos adultos jovens, mas complicações podem ser mais sérias devido à imunidade reduzida ou presença de outras condições de saúde.

    Já no caso de crianças, Giuliano Bongiovanni aponta que a tosse costuma aparecer com mais frequência. Isso acontece porque a secreção que sai do nariz pode escorrer para a garganta, irritando a região e provocando o reflexo da tosse.

    O muco também pode ir para as vias respiratórias em pequenas quantidades, o que aumenta ainda mais a vontade de tossir.

    Leia também: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da sinusite é clínico, ou seja, feito principalmente pela análise dos sintomas e exame físico realizado pelo médico.

    Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como endoscopia nasal, que permite visualizar a região de drenagem dos seios.

    “Quando não é possível avaliar bem, pode-se pedir tomografia dos seios paranasais. Normalmente não é necessário fazer os dois exames ao mesmo tempo”, complementa Giuliano.

    Como tratar a sinusite?

    O tratamento de sinusite depende da gravidade do quadro, mas normalmente envolve o alívio dos sintomas a partir de:

    • Uso de analgésicos para aliviar a dor facial e a pressão na cabeça;
    • Uso de antitérmicos em caso de febre;
    • Lavagem nasal com solução salina para fluidificar secreções e melhorar a respiração;
    • Hidratação adequada e repouso para favorecer a recuperação.

    Só quando os sintomas são muito intensos, duram mais de 10 dias sem melhora ou pioram depois de alguns dias é que pode haver necessidade de antibiótico, sempre prescrito por um médico.

    E a sinusite crônica?

    A sinusite crônica é uma condição inflamatória, geralmente associada a fatores como rinite, pólipos nasais ou até tabagismo. Nesses casos, o tratamento é baseado principalmente no uso contínuo de corticoide nasal para controlar a inflamação.

    Em algumas situações, quando há presença de pólipos ou quando o tratamento clínico não é suficiente, pode ser indicada a cirurgia endoscópica dos seios da face, que melhora a ventilação e a drenagem.

    Mesmo após a cirurgia, porém, a pessoa geralmente precisa manter o uso do corticoide nasal, porque a sinusite crônica não tem cura definitiva, mas pode ser controlada.

    Hoje em dia, também existem imunobiológicos que atuam nas vias inflamatórias da mucosa nasal, conforme aponta Giuliano. São medicamentos indicados em casos selecionados, principalmente para pacientes com pólipos nasais e inflamação refratária. Não é para todos os casos, mas é uma opção de tratamento mais recente.

    Sinusite é grave?

    A gravidade da sinusite varia de pessoa para pessoa, de acordo com Giulliano. Em alguns casos, ela pode causar complicações mais sérias, como problemas nos olhos ou até no cérebro, mas isso é menos comum.

    De modo geral, é considerado grave quando os sintomas são intensos — como nariz muito entupido, secreção em excesso, dor forte ou mal-estar.

    Na maioria dos casos, a sinusite melhora apenas com analgésicos e lavagem nasal, mas se os sintomas forem intensos, o ideal é procurar um médico, pois pode ser necessário usar remédios específicos ou antibióticos.

    Perguntas frequentes

    1. A sinusite é contagiosa?

    A sinusite em si não é considerada uma doença contagiosa, pois se trata de uma inflamação dos seios paranasais. No entanto, a infecção viral que pode desencadear a condição, como um resfriado ou gripe, é transmissível.

    Isso significa que você não “pega sinusite” de outra pessoa, mas pode contrair o vírus que, em alguns casos, evolui para um quadro de sinusite. Portanto, manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar contato direto com pessoas gripadas, é fundamental para reduzir o risco.

    2. Qual a diferença entre sinusite e rinite?

    As duas são condições respiratórias, mas não são iguais. A rinite é uma inflamação da mucosa nasal, geralmente causada por alergias, e se manifesta com sintomas como espirros, coriza clara e coceira no nariz.

    Já a sinusite é a inflamação dos seios paranasais (cavidades ósseas ao redor do nariz), podendo gerar dor facial, secreção espessa e sensação de pressão. Muitas vezes, as duas condições podem ocorrer ao mesmo tempo, dificultando o diagnóstico.

    3. Sinusite crônica tem cura?

    A sinusite crônica pode ser controlada e tratada, mas não tem cura. Quando está associada a fatores estruturais, como desvio de septo ou pólipos nasais, pode ser necessário realizar cirurgia para corrigir o problema.

    Em casos relacionados a alergias, o controle é feito com medicamentos, lavagens nasais e acompanhamento médico, com o objetivo de reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

    4. Tenho sinusite, quando devo procurar um médico?

    É indicado procurar um médico se os sintomas de congestão, secreção espessa e dor no rosto persistirem por mais de 10 dias sem melhora, ou se houver febre alta, inchaço ao redor dos olhos, dor de cabeça muito forte ou visão turva. Os sinais podem indicar complicações que precisam de atenção imediata.

    5. Posso tratar sinusite em casa?

    Sim, em muitos casos é possível aliviar os sintomas em casa. Medidas como hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico, inalações com vapor e repouso ajudam bastante. No entanto, é importante não substituir a orientação médica, principalmente quando os sintomas são persistentes ou graves.

    6. Por que os seios paranasais ficam inflamados?

    Os seios paranasais inflamam quando a mucosa que os reveste incha e dificulta a drenagem natural do muco. Isso pode acontecer após resfriados virais, crises de rinite alérgica ou por alterações anatômicas, como desvio de septo.

    O acúmulo de secreção cria um ambiente favorável para vírus, bactérias ou fungos, o que desencadeia os sintomas.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

  • Fisioterapia preventiva: cuidar antes da dor aparecer pode mudar sua saúde 

    Fisioterapia preventiva: cuidar antes da dor aparecer pode mudar sua saúde 

    Nos últimos anos, a fisioterapia deixou de ser vista apenas como um recurso para tratar lesões e passou a ser uma aliada na prevenção de problemas de saúde. A chamada fisioterapia preventiva é uma forma de garantir mais qualidade de vida, reduzir riscos de lesões e evitar que dores ou limitações prejudiquem o dia a dia, seja para quem é sedentário, trabalha em escritório ou pratica esportes.

    Segundo a fisioterapeuta Valéria Amador, “a fisioterapia preventiva é uma abordagem proativa”. Ou seja, é focada em evitar que um problema se transforme em algo maior e limitante, botando luz sobre ele quando ele ainda está no início.

    A seguir, vamos entender melhor o papel da fisioterapia preventiva e quando ela é indicada!

    O que é fisioterapia preventiva e como ela se diferencia da reabilitadora

    Muita gente só procura o fisioterapeuta quando a dor já está instalada. Esse é o campo da fisioterapia reabilitadora, que atua de forma reativa. A missão é ajudar o paciente a recuperar movimentos e funções perdidos. “Ela é procurada após o surgimento da dor, lesão ou para a recuperação de uma cirurgia. Seu foco principal é tratar o problema existente para que o paciente recupere a função e a qualidade de vida”, resume Valéria.

    Já a fisioterapia preventiva, como o próprio nome indica, é uma abordagem voltada para evitar que dores, lesões ou limitações apareçam antes mesmo de se tornarem um problema. “O objetivo é avaliar e corrigir desequilíbrios musculares e posturais antes que se tornem um problema de saúde”, diz Valéria.

    Em resumo: a reabilitadora entra em ação depois do problema, enquanto a preventiva atua para que ele não aconteça.

    Em quais situações procurar a fisioterapia preventiva

    Muitos acreditam que apenas quem já sofre com dores precisa do fisioterapeuta, mas não é bem assim. A fisioterapia preventiva é indicada em diferentes contextos do cotidiano mesmo para quem não tem lesões instauradas. Por exemplo:

    • Para quem vai iniciar uma nova atividade física ou esporte;
    • Para profissionais que realizam movimentos repetitivos, como digitadores, músicos, cabeleireiros e operários;
    • Para quem trabalha muito tempo na mesma posição e percebe desconfortos no corpo;
    • Para aqueles que buscam ter uma postura correta no dia a dia;
    • Para esportistas que querem aumentar a performance com segurança.

    “Em resumo, a fisioterapia preventiva cuida para que você não se machuque”, diz Valéria. Trata-se de uma estratégia de cuidado contínuo que promove mais qualidade de vida e bem-estar a longo prazo.

    Como é uma sessão de fisioterapia preventiva

    Na sessão, o fisioterapeuta começa avaliando a biomecânica do paciente, ou seja, observa como ele se movimenta e identifica padrões que podem favorecer o surgimento de lesões.

    “A partir daí, corrige a postura por meio de exercícios e orientações específicas, ajudando a manter o alinhamento adequado tanto em pé quanto sentado ou em movimento”, fala Valéria.

    Outro ponto essencial é o fortalecimento dos músculos que não estão atuando corretamente, já que a fraqueza em determinadas áreas sobrecarrega outras regiões do corpo e aumenta o risco de lesões.

    “Além disso, o trabalho inclui exercícios para ampliar a flexibilidade, fundamentais para evitar rigidez e tensão muscular, que estão entre os principais causadores de dores”.

    Benefícios gerais da fisioterapia preventiva

    A fisioterapia preventiva não tem um público específico: serve tanto para quem passa horas sentado quanto para atletas de alto rendimento – e cada grupo colhe benefícios específicos com esse tipo de cuidado.

    Para pessoas sedentárias

    • Postura correta: corrige vícios posturais causados por longos períodos sentado;
    • Aumento da mobilidade: recupera flexibilidade e amplitude de movimento das articulações;
    • Redução do risco de dores: previne o surgimento de dores na coluna e nas articulações.

    Para atletas e esportistas

    • Prevenção de lesões: identifica pontos fracos e desequilíbrios musculares que poderiam causar lesões;
    • Melhora da performance: fortalece grupos musculares específicos para o esporte, aumentando a eficiência dos movimentos;
    • Recuperação mais rápida: prepara o corpo para responder melhor a treinos intensos, acelerando a recuperação.

    Ou seja, ela é indicada tanto para pessoas sedentárias, que sofrem com vícios de postura e rigidez, quanto para atletas, que podem aprimorar a performance e reduzir o risco de lesões.

    Sinais de alerta: quando procurar um fisioterapeuta preventivamente

    Sinais de alerta do corpo podem surgir de forma discreta, mas já indicam a necessidade de atenção. Não é preciso esperar que uma dor intensa se instale para procurar ajuda.

    Muitas vezes, pequenas manifestações no dia a dia funcionam como um aviso de que algo não vai bem e que a fisioterapia preventiva pode fazer a diferença.

    Entre esses sinais estão a rigidez frequente ao acordar ou após longas horas de trabalho, pequenas dores que aparecem e desaparecem em determinadas atividades, além de uma postura visivelmente desalinhada, como ombros caídos ou a cabeça constantemente projetada para a frente.

    Outro indicativo comum é a fadiga muscular precoce, quando músculos que deveriam ser fortes se cansam rapidamente até em tarefas simples.

    “Não espere a dor intensa aparecer: procure um fisioterapeuta preventivamente se você notar essas questões em seu dia a dia”, enfatiza a especialista. Afinal, esses indícios podem parecer pequenos, mas, quando ignorados, podem se transformar em dores persistentes ou até em lesões mais graves.

    Prevenção como investimento em saúde

    Um dos grandes desafios da saúde moderna é que a maioria das pessoas procura ajuda apenas quando a dor já limita a vida. A fisioterapia preventiva, ao contrário, é um investimento no futuro. Ela reduz gastos com tratamentos complexos, melhora o desempenho físico e ainda proporciona bem-estar duradouro.

    Não espere a dor intensa aparecer. Muitas vezes o corpo dá sinais antes, e se eles forem respeitados e tratados preventivamente, você evita problemas muito maiores lá na frente.

    Veja mais: Exercícios para melhorar a postura no home-office: guia prático para evitar dores

    Perguntas e respostas sobre fisioterapia preventiva

    1. Preciso ter dor para procurar a fisioterapia preventiva?

    Não. O objetivo é justamente evitar que a dor apareça ou se intensifique. Sinais como rigidez, fadiga muscular ou postura desalinhada já justificam a consulta.

    2. Qual a diferença entre fisioterapia preventiva e reabilitadora?

    A preventiva busca evitar dores e lesões antes que elas surjam. Já a reabilitadora entra em ação depois, quando o problema já está instalado.

    3. Em quais situações ela é indicada?

    Para quem vai iniciar um esporte, trabalha muito tempo sentado, realiza movimentos repetitivos ou deseja melhorar a postura. Também é recomendada para atletas que buscam performance com segurança.

    4. Como funciona uma sessão?

    O fisioterapeuta avalia a biomecânica, corrige a postura, propõe exercícios de fortalecimento e flexibilidade para evitar sobrecargas e prevenir dores.

    5. Quais são os principais benefícios?

    Para sedentários, melhora da postura e da mobilidade, além da prevenção de dores crônicas. Para atletas, prevenção de lesões, melhora da performance e recuperação mais rápida após treinos intensos.

    6. Quando os sinais indicam que é hora de procurar um fisioterapeuta?

    Se houver rigidez frequente, dores recorrentes, fadiga muscular precoce ou postura desalinhada, já é hora de procurar ajuda especializada.

    Leia também: Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina

  • É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso 

    É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso 

    Poucas imagens são tão associadas ao esforço físico quanto uma pessoa suada após o treino. Para muitos, é realmente preciso suar para emagrecer, quase como se a quantidade de suor fosse a régua do emagrecimento.

    De fato, um treino intenso pode proporcionar uma maior produção de suor, já que o corpo tem que se esforçar mais para manter a sua temperatura interna adequada. Mas a relação entre quantidade de suor e emagrecimento não é direta. Para entender, conversamos com a especialista em educação física Tamara Andreato.

    Preciso suar para emagrecer? O que o suor realmente indica

    Durante o exercício, o metabolismo se acelera e a temperatura corporal aumenta. Para evitar superaquecimento, entram em ação as glândulas sudoríparas, liberando água e sais minerais.

    “Com o suor, o corpo está tentando se resfriar. Esse mecanismo nada mais é do que um estabilizador de temperatura”, fala Tamara. Ou seja, é errado pensar que suor emagrece ou que, quanto mais suor, mais queima de gordura. Na verdade, ele indica apenas que o corpo está se resfriando.

    A especialista reforça que a transpiração é individual. Algumas pessoas suam muito, outras quase não transpiram, mesmo fazendo atividades de intensidade semelhante. Ou seja, a ideia de que é preciso suar para emagrecer não é verdade.

    Alguns fatores podem influenciar na quantidade de suor, como:

    • Genética: define a quantidade e a atividade das glândulas de suor
    • Condicionamento: pessoas treinadas suam mais para resfriar o corpo
    • Sexo e idade: homens e jovens costumam suar mais que mulheres e idosos
    • Composição corporal: mais peso gera mais calor e, portanto, mais suor
    • Hidratação: quem está bem hidratado sua mais
    • Clima e adaptação: calor e umidade aumentam a transpiração

    Ou seja, a quantidade de suor não significa que uma pessoa está emagrecendo mais do que a outra, mas apenas que seus organismos utilizam estratégias diferentes para manter o equilíbrio térmico.

    Suor emagrece? Mito! O estudo científico que reforça essa visão

    Essa percepção de que o suor não tem ligação direta com a perda de gordura foi testada em um estudo publicado no International Journal of Exercise Science. Os pesquisadores avaliaram jovens adultos com diferentes porcentagens de gordura corporal, submetidos a um treino de 45 minutos em ambiente controlado. No fim, mediram quanto cada um havia transpirado.

    O resultado mostrou que a quantidade de suor perdida variou bastante de pessoa para pessoa e, quando compararam esses dados com o percentual de gordura, não encontraram nenhuma relação: pessoas com mais gordura não suaram mais, nem quem tinha menos gordura suou menos.

    Em resumo, o estudo fortalece a ideia de que não é preciso suar para emagrecer. A transpiração é só uma forma do corpo se resfriar e não tem ligação direta com a queima de gordura. Esse achado reforça o que Tamara explica: “O que está relacionado com o emagrecimento é o gasto calórico e a ingestão calórica, e não a quantidade de suor ou de transpiração no treino ou no dia a dia”.

    Veja também: Energia no pré-treino: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo

    Treinar no calor emagrece: mito ou risco?

    Muitos acreditam que treinar no calor emagrece, como em salas abafadas ou debaixo do sol forte, por aumentar a transpiração. Tamara alerta que esse hábito não só não ajuda, como pode ser perigoso. “O que acontece ao se exercitar em lugares muito quentes é a possibilidade de desidratação, que não é nada saudável”.

    Por fazerem com que a pessoa sue mais, os treinos em ambientes quentes ou com muita roupa aumentam a produção de suor e, consequentemente, a perda de água. Isso pode realmente diminuir o peso corporal logo após o treino, mas não é uma perda de peso que vem da queima de gordura. Ou seja, assim que a pessoa se hidratar, o peso volta ao que estava antes.

    “O ideal em treinos em ambientes muito quentes é sempre se hidratar, de preferência com bebidas saudáveis. A água já ajuda bastante, mas também se pode pensar em bebidas com eletrólitos, como água de coco, suco de beterraba ou isotônicos”, esclarece a treinadora.

    O que realmente emagrece?

    Segundo Tamara, emagrecimento está relacionado à combinação de ingestão calórica e gasto calórico, ou seja, consumir menos calorias do que se gasta. A prática regular de exercícios é fundamental e o tipo de treino escolhido deve estar ligado ao equilíbrio entre intensidade, duração e consistência ao longo do tempo.

    Ela lembra que treinos de intensidade moderada, como corridas contínuas, além de treinos intervalados mais intensos, podem ser combinados para aumentar o gasto calórico e estimular o metabolismo. Musculação, natação e hidroginástica também entram como aliados.

    “O que importa mesmo é ter consciência do gasto calórico em relação à ingestão calórica, ter assiduidade, compromisso e comprometimento com o tempo dedicado à prática da atividade física”. Nesse ponto, o suor continua sendo apenas um “efeito colateral”. Ou seja, esqueça a ideia de que é preciso suar para emagrecer!

    Leia mais: Quero começar a correr: preciso ir ao cardiologista antes?

    Perguntas frequentes sobre suar para emagrecer

    1. Suar significa que estou queimando gordura?

    Não. O suor apenas regula a temperatura corporal, não indica queima de gordura.

    2. Pessoas que suam mais emagrecem mais rápido?

    Não. A quantidade de suor varia de pessoa para pessoa e não está relacionada à perda de gordura.

    3. O que realmente emagrece?

    O déficit calórico: gastar mais calorias do que se consome, aliando atividade física regular e alimentação equilibrada.

    4. Treinar em ambientes quentes ajuda a emagrecer?

    Não. Apenas aumenta o risco de desidratação e insolação. O emagrecimento não está ligado à transpiração.

    5. Como devo me hidratar durante os treinos?

    Água é suficiente na maioria dos casos. Em treinos mais longos ou ambientes quentes, bebidas com eletrólitos, como água de coco ou isotônicos, ajudam na reposição.

    6. Como emagrecer de forma saudável?

    Mantendo consistência em treinos, tendo alimentação equilibrada, hidratando-se bem e buscando acompanhamento profissional.

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  • Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Asma alérgica: o que é, sintomas, tratamentos e remédios

    Você sabe o que é asma alérgica? A condição, que é comum durante a infância e adolescência, acontece quando o organismo reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, pólen, mofo ou pelos de animais. Isso causa inflamação das vias aéreas, deixando a respiração mais difícil.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma afeta mais de 260 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é que cerca de 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, sendo a asma alérgica uma das formas mais comuns.

    Apesar de crônica, a condição pode ser controlada a partir de acompanhamento médico, tratamento adequado e mudanças no estilo de vida. Entenda mais, a seguir.

    O que causa a asma alérgica?

    A asma alérgica, também chamada de asma atópica, é desencadeada quando o sistema imunológico identifica como perigosa uma substância inofensiva, chamada de alérgeno. Ao entrar em contato com o agente, o corpo reage liberando substâncias químicas que causam inflamação nos brônquios e estreitamento das vias respiratórias.

    Entre alguns dos principais alérgenos, estão:

    • Ácaros da poeira doméstica, encontrados em colchões, travesseiros, cortinas e tapetes;
    • Mofo e umidade, que são comuns em casas pouco arejadas;
    • Pelos e epitélio de animais de estimação, como gatos, cães e até roedores;
    • Cheiros fortes, como perfumes, produtos de limpeza, tintas e solventes;
    • Fumaça de cigarro;
    • Poluição do ar;
    • Pólen.

    Além dos alérgenos clássicos, alguns alimentos podem provocar reações em pessoas sensíveis, como leite, ovos, frutos do mar, amendoim e nozes. Eles são menos comuns do que alérgenos inalados, mas crises causadas por alimentos podem ser mais graves.

    Quais os sintomas de asma alérgica?

    Os sintomas da asma alérgica podem variar de pessoa para pessoa. De acordo com a alergista e imunologista Brianna Nicoletti, eles podem variar ao longo do tempo e tendem a surgir ou piorar em situações específicas, como exposição a alérgenos, prática de esforço físico, contato com ar frio ou durante infecções respiratórias.

    Os sinais mais comuns incluem:

    • Falta de ar;
    • Chiado no peito (som semelhante a um assobio ao respirar);
    • Tosse persistente, especialmente à noite ou de manhã cedo;
    • Aperto no peito;
    • Respiração rápida e cansada.

    Se a pessoa também tiver rinite ou outras alergias, podem surgir sintomas como coriza constante, coceira nos olhos, nariz entupido e irritação na pele.

    Além disso, em situações mais graves, quando o alérgeno é ingerido (por exemplo, alimentos), os sintomas podem evoluir para:

    • Urticária;
    • Inchaço nos lábios, rosto ou língua;
    • Dificuldade para engolir;
    • Anafilaxia: uma reação alérgica grave, que exige atendimento médico imediato.

    Como diferenciar a falta de ar da asma alérgica de outras condições?

    A falta de ar é um sintoma que pode estar presente em diversas doenças respiratórias e cardíacas — então, para evitar confusão, é importante estar atento a alguns sinais.

    Em casos de asma alérgica, Brianna aponta que é possível observar que:

    • A falta de ar geralmente vem acompanhada de chiado no peito e tosse;
    • Os sintomas melhoram após o uso de broncodilatadores (medicações inalatórias);
    • Pode haver piora durante a noite, esforço físico ou contato com alérgenos.

    Já em outras condições, como doenças cardíacas ou DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), a falta de ar tem características diferentes: além de não responder tão bem ao broncodilatador, ela pode estar associada a inchaço nas pernas, dor no peito ou histórico de tabagismo prolongado.

    Leia também: 5 causas de alergia dentro de casa e o que fazer para evitar

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de asma alérgica é feito por um médico, geralmente pneumologista ou alergista, a partir de uma avaliação clínica, histórico de sintomas e exames complementares.

    Segundo Brianna, entre os exames que ajudam na identificação da condição, estão:

    • Espirometria: mede a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões, verificando se existe obstrução das vias aéreas;
    • Pico de fluxo expiratório: teste simples para acompanhar a variação da respiração ao longo do tempo;
    • Testes alérgicos (cutâneos ou IgE específica): ajudam a identificar quais alérgenos desencadeiam as crises;
    • Exames de inflamação tipo 2: como FeNO e eosinofilia, que ajudam a mostrar quando a asma tem origem alérgica.

    Como é feito o tratamento de asma alérgica?

    O tratamento da asma alérgica é feito para controlar a inflamação dos pulmões, aliviar os sintomas e evitar crises. De acordo com Brianna e o Ministério da Saúde, os principais cuidados são:

    1. Remédios de controle

    O uso de corticoides inalatórios é a forma mais eficaz de reduzir a inflamação das vias aéreas. Em alguns casos, podem ser combinados com o formoterol, um broncodilatador de ação prolongada. Eles devem ser utilizados de forma contínua, mesmo em períodos sem sintomas, pois ajudam a manter a doença sob controle.

    2. Remédios para aliviar os sintomas

    Os remédios broncodilatadores de curta duração são usados em situações de crise, quando há falta de ar ou chiado no peito. Eles promovem melhora rápida da respiração, mas não substituem o tratamento clínico indicado pelo médico.

    3. Evitar gatilhos e tratar comorbidades

    Identificar e reduzir o contato com alérgenos como poeira, mofo, pólen e pelos de animais é um dos principais passos para evitar crises. Além disso, Brianna destaca que o tratamento de condições associadas, como rinite alérgica e dermatite atópica, pode melhorar significativamente o controle da asma.

    4. Imunoterapia (vacinas de alergia)

    Em alguns casos, a imunoterapia sublingual (SLIT) ou subcutânea (SCIT) pode ser indicada. O tratamento consiste na aplicação gradual de doses do alérgeno, ajudando o organismo a desenvolver tolerância. A abordagem pode reduzir os sintomas, a frequência das crises e até a necessidade de remédio.

    Asma alérgica tem cura?

    Segundo explica a alergista Brianna Nicoletti, a asma é uma doença crônica, o que significa que ela não tem cura. Contudo, algumas pessoas podem passar anos sem sintomas ou com sintomas muito leves — isso é chamado de remissão clínica. Mesmo assim, existe a chance de a doença voltar, por isso é importante manter o acompanhamento médico.

    Perguntas frequentes

    1. Posso praticar atividade física mesmo tendo asma alérgica?

    Sim! A prática regular de exercícios físicos é recomendada, pois melhora a capacidade pulmonar e fortalece o organismo. O ideal é conversar com o médico para ajustar o tratamento e, se necessário, usar a medicação preventiva antes das atividades. Alguns esportes, como natação, costumam ser bem tolerados.

    2. A asma alérgica pode piorar à noite?

    Sim. Muitas pessoas percebem que a tosse e o chiado ficam mais intensos durante a madrugada — e isso pode estar relacionado à posição de dormir, à exposição a ácaros nos travesseiros ou ao maior contato com poeira acumulada no quarto. Algumas medidas simples no dia a dia, como trocar a roupa de cama semanalmente e manter o ambiente limpo, ajudam com os sintomas.

    3. O cigarro pode piorar a asma alérgica?

    Com certeza. A fumaça do cigarro é um dos principais irritantes das vias respiratórias, mesmo para pessoas que não têm asma. Em pessoas alérgicas, ela aumenta as crises e reduz o efeito dos medicamentos. Por isso, evitar o tabagismo ativo e passivo é uma das recomendações mais importantes no tratamento.

    4. O que fazer em caso de crise de asma alérgica?

    Durante uma crise, a pessoa deve usar imediatamente o medicamento de alívio prescrito pelo médico, geralmente o broncodilatador inalatório. É importante manter a calma, sentar-se ereto para facilitar a respiração e evitar esforço físico.

    Se não melhorar após o uso da medicação ou se os sintomas forem muito intensos, é fundamental procurar atendimento de emergência.

    5. A asma alérgica pode desaparecer com o tempo?

    Em algumas pessoas, principalmente crianças e adolescentes, os sintomas podem diminuir ou até desaparecer por alguns anos, o que é conhecido como remissão clínica. No entanto, como a asma é crônica, existe sempre a possibilidade de os sintomas voltarem em algum momento da vida.

    6. Mudanças climáticas influenciam na asma alérgica?

    O frio intenso, a mudança repentina de temperatura e até períodos de baixa umidade podem agravar os sintomas de asma. Por isso, é comum que as crises aumentem durante o inverno ou em dias muito secos.

    7. Existe relação entre rinite e asma alérgica?

    Pessoas com rinite alérgica têm maior chance de desenvolver asma, já que ambas as condições estão ligadas ao mesmo mecanismo inflamatório das vias respiratórias. Além disso, tratar a rinite é fundamental para melhorar o controle da asma, pois elas compartilham os mesmos gatilhos, como poeira, mofo, pólens e pelos de animais.

    Quando a rinite está bem controlada, a frequência e a intensidade das crises de asma tendem a diminuir, facilitando o tratamento.

    8. Qual a diferença entre bronquite e asma alérgica?

    A bronquite é a inflamação dos brônquios, que pode ser aguda (curta duração) ou crônica (geralmente em fumantes). Já a asma alérgica é uma doença crônica de origem alérgica, caracterizada por crises repetidas de falta de ar e chiado, que melhoram com tratamento específico.

    Leia também: Asma infantil: sintomas, diagnóstico e tratamento

  • Dicas para começar na academia: saiba o que fazer e erros a evitar

    Dicas para começar na academia: saiba o que fazer e erros a evitar

    Começar na academia é, para muitos, o primeiro passo em direção a uma vida mais saudável. Mas, nos primeiros dias, podem surgir dúvidas sobre o que fazer, medo de lesões, ansiedade por resultados rápidos e até insegurança diante de um ambiente novo.

    É por isso que, para a educadora física Tamara Andreato, é importante que o ambiente da academia seja receptivo, levando em conta essas inseguranças da primeira vez.

    “O espaço deve receber a pessoa com esse olhar de primeira vez: fazer uma anamnese (entrevista) e perguntar as dificuldades que ela tem”.

    Nesse contexto, o primeiro passo para quem começa na academia acaba sendo a avaliação física, que direcionará como serão montados os primeiros treinos de forma individualizada.

    Avaliação física: o primeiro passo para começar na academia

    Começar na academia sem conhecer seu próprio corpo pode ser um erro. A avaliação física inicial ajuda a identificar pontos fortes, fragilidades e riscos.

    A maioria das academias oferece anamnese, um questionário básico sobre dores, lesões, histórico de cirurgias ou doenças, que ajuda o profissional a conhecer melhor o aluno.

    “Essa avaliação física traz muito do que a gente às vezes não enxerga: quantidade de gordura corporal, quantidade de músculo, quantidade de água, circunferência abdominal”, explica Tamara. Na prática, esse é o momento de avaliar pontos importantes antes de dar os primeiros passos na academia, como:

    • Histórico de saúde: perguntas sobre doenças pré-existentes
    • Cirurgias ou lesões anteriores: verificar se já houve fraturas, estiramentos ou problemas articulares
    • Sintomas atuais: presença de dores, desconfortos ou limitações no dia a dia
    • Nível de atividade física: se já pratica algum exercício, qual a frequência e intensidade
    • Hábitos de vida: sono, alimentação, hidratação, tabagismo, consumo de álcool
    • Objetivos pessoais: emagrecer, ganhar massa muscular, melhorar condicionamento ou saúde geral
    • Medições básicas: peso, altura, circunferências, percentual de gordura

    Esse cuidado inicial previne sobrecarga e garante segurança. Afinal, o corpo precisa de tempo para se adaptar às novas demandas impostas pelo exercício. Depois que essa entrevista é feita, é hora de organizar os primeiros treinos na academia.

    Organização dos primeiros treinos na academia

    Um dos erros mais comuns de iniciantes é chegar empolgado e querer treinar todos os dias, com cargas altas e sem respeitar os limites do corpo. Essa pressa pode gerar frustração e lesões. O caminho mais seguro na hora de montar um treino para iniciantes é adotar a progressão gradual.

    “O primeiro mês exige cuidado: não trabalhar com sobrecarga, não colocar muito peso. É preciso entender o movimento, o músculo que está trabalhando e conhecer o próprio corpo. Assim, a evolução será gradativa e não haverá risco de lesão ou desconforto”, orienta Tamara.

    Ao começar na academia, o ideal é treinar em dias alternados e variar os segmentos musculares. Assim, cada grupo tem tempo adequado para recuperação. Um treino para iniciantes pode incluir:

    • Exercícios para pernas (como agachamentos ou leg press)
    • Exercícios para o tronco (como puxadas e remadas)
    • Fortalecimento de core (abdômen e lombar)
    • 10 a 20 minutos de esteira ou bicicleta para condicionamento cardiovascular

    Se o aluno for mais velho ou tiver limitações, adaptações são feitas para garantir segurança, como priorizar a bicicleta em vez da corrida, reduzindo o risco de quedas.

    “Também é importante entender a dinâmica do aluno. Se é uma pessoa que trabalha muito tempo sentada, podemos passar a maioria dos exercícios em pé, para fortalecer regiões enfraquecidas ou sobrecarregadas”, fala Tamara.

    Confira: Quero começar a correr: preciso ir ao cardiologista antes?

    Motivação na academia: disciplina e constância entram no jogo

    Muitos desistem da academia logo nas primeiras semanas. A motivação na academia é um dos fatores que mais impacta na continuidade e, consequentemente, nos resultados. Mas Tamara reforça que, mais do que motivação (que pode sofrer oscilações), o importante é ter paciência e disciplina:

    “Acho que é como não desistir na vida como um todo. Para começar, a gente tem que ter paciência, saber que o processo precisa de tempo, frequência e assiduidade. Tomar consciência disso ajuda bastante”.

    Para manter a motivação (e a assiduidade), estratégias simples podem fazer a diferença:

    • Treinar com amigos para transformar o treino em um momento social
    • Ouvir música ou podcasts que tragam prazer durante os exercícios
    • Escolher um horário em que o corpo esteja mais disposto
    • Pedir ao professor para variar treinos e atividades para evitar monotonia

    “Nesse momento, é preciso traçar metas acessíveis e palpáveis, e não aquelas coisas mirabolantes, porque aí fica fácil desistir”. Você pode, claro, mirar nos resultados futuros a longo prazo, mas tenha em mente que são as metas a curto e médio prazo, alcançadas com consistência, que trarão os resultados desejados.

    Leia também: Energia no pré-treino: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo

    Principais erros de iniciantes na academia

    Entrar na academia cheio de expectativas pode levar a deslizes que atrapalham os resultados. Segundo Tamara, os principais erros cometidos pelos “novatos” são:

    • Falta de paciência: esperar resultados imediatos e desanimar rápido
    • Exagero nas cargas: colocar mais peso do que o corpo suporta
    • Treinar sem descanso: ir todos os dias e sobrecarregar os mesmos grupos musculares
    • Desconexão com o estilo de vida: não associar treino a boa alimentação e sono adequado

    “Muitos acabam se lesionando rápido porque colocam mais peso do que podem, vão à academia todos os dias e repetem os mesmos treinos. O processo precisa ser cuidadoso para trazer resultado. Além disso, tudo está interligado: boa alimentação e sono adequado”.

    Veja mais: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

    A importância do todo: sono, alimentação e hidratação

    Boas noites de sono, alimentação equilibrada e hidratação são peças-chave no progresso. Dormir pouco prejudica a recuperação muscular e aumenta a sensação de fadiga. Já a falta de nutrientes compromete a performance e pode gerar tontura e dores de cabeça.

    “Se tudo isso não acontece de forma equilibrada, o resultado não vem, e a pessoa acaba desistindo”, reforça Tamara.

    Além disso, é importante buscar orientação médica antes de começar na academia e fazer um check-up. Nesse momento é possível avaliar esses fatores que muitas vezes passam despercebidos, como qualidade do sono, histórico de doenças, carências nutricionais e possíveis limitações físicas.

    Esse cuidado inicial ajuda a montar um plano de treino mais seguro, individualizado e eficaz, reduzindo riscos e aumentando as chances de manter a consistência a longo prazo.

    Perguntas frequentes sobre começar na academia

    1. Preciso fazer avaliação física antes de começar na academia?

    Sim. A avaliação ajuda a identificar a composição corporal, limitações e riscos. É fundamental para prescrever treinos individualizados e seguros.

    2. Quantos dias devo treinar nos primeiros meses?

    O ideal é treinar em dias alternados, de 3 a 4 vezes por semana, para permitir descanso e adaptação.

    3. Quais os erros mais comuns dos iniciantes?

    Falta de paciência, exagero nas cargas, treinar sem descanso e descuidar da alimentação e do sono.

    4. Como manter a motivação nos primeiros dias?

    Defina metas acessíveis, treine com amigos, use música ou podcasts e escolha horários em que se sinta mais disposto.

    5. Posso treinar todos os dias?

    Nos primeiros meses, não é recomendado. O corpo precisa de tempo para se recuperar e evoluir sem riscos de lesões.

    6. Além do treino, o que devo cuidar no início?

    Sono adequado, hidratação constante e uma alimentação equilibrada são tão importantes quanto os exercícios.

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  • Como manter a postura correta no trabalho? Veja dicas práticas  

    Como manter a postura correta no trabalho? Veja dicas práticas  

    Com a rotina acelerada e cada vez mais tempo diante de telas, seja no escritório ou no home-office, é comum passar horas seguidas na mesma posição e, em alguns casos, sem nem prestar atenção na postura correta no trabalho. Isso pode desencadear rigidez nos ombros, dores nas costas e fadiga, que afetam o bem-estar e a qualidade de vida.

    “Manter-se por muito tempo sentado prejudica a circulação, causa pressão nos discos intervertebrais e favorece o surgimento de dores e doenças musculoesqueléticas, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares. A pressão nos discos intervertebrais é maior quando estamos sentados que quando estamos em pé”, explica o ortopedista Caio Gonçalves de Souza.

    Mas afinal, como proteger a saúde da coluna em meio a tantas horas de trabalho? Com a ajuda do especialista, reunimos algumas dicas práticas para te ajudar a manter a postura correta no ambiente e evitar dores nas costas.

    Por que a postura é tão importante?

    A postura influencia diretamente o funcionamento da coluna e do sistema musculoesquelético. Quando está desalinhada, a coluna recebe uma sobrecarga extra e os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores entre as vértebras, acabam sendo pressionados de forma desigual, aumentando o risco de desgaste.

    Para compensar, músculos e ligamentos trabalham mais do que deveriam, o que resulta em dor e tensão no corpo.

    Entre as principais consequências da má postura, podemos destacar:

    • Dores crônicas nas costas, pescoço e ombros;
    • Problemas circulatórios, como inchaço nas pernas e varizes;
    • Dores de cabeça tensionais, ligadas à sobrecarga cervical;
    • Cansaço excessivo, já que o corpo gasta energia tentando se equilibrar;
    • Risco vascular maior, pois ficar muito tempo sentado reduz a circulação sanguínea.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os problemas musculoesqueléticos estão entre as principais causas de afastamento do trabalho em todo o mundo.

    O que é ter uma postura correta no trabalho?

    Uma postura correta é o posicionamento equilibrado do corpo que respeita as curvaturas naturais da coluna e distribui o peso de forma uniforme entre músculos e articulações.

    De maneira geral, é quando o corpo se mantém alinhado, sem sobrecargas desnecessárias, o que permite que os ossos, músculos e ligamentos trabalhem de maneira eficiente e sem esforço excessivo.

    No dia a dia, isso significa:

    • Coluna ereta, mas relaxada, com apoio total no encosto;
    • Ombros alinhados, sem tensão;
    • Quadris e joelhos em ângulo de 90°;
    • Pés firmes no chão ou em apoio adequado;
    • Cabeça erguida, olhando para a tela sem precisar inclinar para cima ou para baixo.

    Já em pé, a postura correta exige distribuir o peso igualmente entre os dois pés, manter joelhos levemente dobrados (nunca travados) e evitar inclinar o tronco para frente.

    Como manter a postura correta no trabalho?

    Algumas mudanças simples no dia a dia podem trazer vários benefícios, reduzindo desconfortos e prevenindo dores a longo prazo. Entre elas, podemos citar:

    1. Ajuste a cadeira

    Para pessoas que trabalham sentadas, o primeiro passo para manter a postura adequada é ajustar a cadeira. Primeiro, ela deve ser regulável em altura, de modo que os pés fiquem totalmente apoiados no chão e que os joelhos se mantenham em ângulo reto, em torno de 90 graus, sem deixar as pernas suspensas nem dobradas demais.

    Além disso, o encosto precisa acompanhar a curvatura natural da lombar, oferecendo suporte para que a coluna permaneça ereta e confortável. Apoios de braço ajustáveis também fazem diferença, já que ajudam a manter os cotovelos na altura correta em relação à mesa. Quando os pés não alcançam o chão, uma dica interessante é usar um apoio, como um barquinho ou uma caixa.

    “O ajuste correto desses elementos proporciona distribuição equilibrada do peso corporal, melhor alinhamento da coluna, menor fadiga muscular e menor risco de lesões”, explica Caio.

    2. Regule a altura da mesa e da tela

    Para uma postura correta no trabalho, a mesa deve estar na altura ideal para que os braços fiquem relaxados e os cotovelos formem um ângulo próximo a 90°. Já a tela do computador precisa ficar alinhada à altura dos olhos, evitando que você precise inclinar o pescoço para baixo ou para cima.

    Quem usa notebook diretamente sobre a mesa, por exemplo, quase sempre precisa abaixar a cabeça, o que causa tensão na cervical e dores nos ombros. Uma ideia é usar um suporte para elevar o aparelho ou mesmo empilhar livros, conectando teclado e mouse separados, o que garante um conforto maior.

    3. Mantenha o corpo alinhado

    Para manter o corpo realmente alinhado, é importante que o quadril esteja bem encaixado no encosto da cadeira, de modo que as costas fiquem totalmente apoiadas e a coluna respeite sua curvatura natural. Os ombros devem permanecer soltos e relaxados, sem tensão acumulada, evitando aquela tendência de encolhê-los em direção às orelhas.

    Cruzar as pernas por longos períodos também não é recomendável, pois compromete a circulação sanguínea, sobrecarrega uma das laterais do quadril e pode gerar desequilíbrio postural ao longo do tempo. Quanto mais alinhado o corpo estiver, menor a pressão sobre músculos e articulações.

    4. Faça pausas ativas

    Realizar pausas ao longo do trabalho não serve apenas para descansar, sabia? Elas ajudam a diminuir a rigidez muscular, melhoram a circulação e ainda ajudam a manter o foco. O hábito também impacta a produtividade, afinal a mente funciona melhor quando o corpo não está sobrecarregado.

    A recomendação é levantar-se a cada 30 a 60 minutos. Caminhe até a cozinha, vá ao banheiro, beba água, pegue um cafezinho ou faça alongamentos rápidos, como esticar os braços acima da cabeça. Mesmo movimentos pequenos já fazem diferença.

    Além dessas pausas maiores, pequenas interrupções também ajudam. A cada 20 minutos, alinhe a postura e desvie o olhar da tela por alguns segundos. Isso relaxa os olhos e dá um reset rápido no corpo.

    5. Respeite a distância da tela

    Trabalhar colado no monitor ou distante demais tem efeitos ruins tanto na visão quanto na coluna, e não é nada bom para uma postura correta no trabalho. Quando a tela fica muito próxima, é comum projetar a cabeça para frente sem perceber, aumentando a pressão sobre a região cervical.

    Já quando está muito longe, a tendência é inclinar o tronco, forçando a lombar e os ombros. A medida prática é manter a tela a aproximadamente um braço de distância.

    Leia também: Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina

    Acessórios que ajudam a manter a postura no dia a dia

    De acordo com Caio, alguns acessórios são comprovadamente úteis para auxiliar na correção e manutenção da postura, como:

    • Suporte ergonômico para notebook/monitor: eleva a tela à altura dos olhos;
    • Apoio para pés: mantém quadris e joelhos alinhados;
    • Teclado e mouse separados: fundamental para quem usa notebook;
    • Apoios lombares: oferecem suporte extra para a região da lombar;
    • Cadeiras ergonômicas: com ajustes de altura, encosto e apoio para braços;
    • Tapete antifadiga: indicado para quem trabalha em pé, reduz pressão nos pés;
    • Sensores de postura ou apps: alertam em caso de má postura.

    “Acessórios não substituem o hábito de se movimentar, alongar e manter conscientização corporal. Eles ajudam, mas não trabalham sozinhos”, lembra o especialista.

    Quanto tempo é saudável ficar sentado?

    Mesmo no caso de pessoas que mantêm uma boa postura, passar muitas horas sentado é extremamente prejudicial para a saúde. O tempo ideal não é ficar imóvel, mas alternar períodos de trabalho com pequenas pausas. Algumas recomendações incluem:

    • Pausas ativas a cada 30 a 60 minutos: levantar da cadeira, caminhar um pouco, se espreguiçar ou fazer alongamentos leves. Isso já ajuda a soltar a musculatura e estimular a circulação;
    • Intervalos maiores de 5 a 10 minutos por hora: sugeridos em protocolos oficiais, como os do INSS e da Organização Mundial da Saúde. O tempo é suficiente para reduzir a sobrecarga do corpo;
    • Micro pausas a cada 20 minutos: alinhar a postura novamente e desviar o olhar da tela por alguns segundos, para aliviar a visão e dar descanso rápido ao corpo.

    E para quem trabalha em pé?

    Ficar de pé por muito tempo também exige cuidados, uma vez que pode causar dores nas costas, pernas e pés, além de favorecer o aparecimento de varizes, de acordo com Caio. O especialista aponta algumas orientações:

    • Apoiar os dois pés no chão, dividindo o peso igualmente;
    • Evitar apoiar o corpo em um único lado ou cruzar as pernas;
    • Deixar os joelhos levemente dobrados, sem travá-los;
    • Alternar o apoio dos pés a cada 15-20 minutos, usando um suporte de 6 a 10 cm;
    • Usar tapete antifadiga para reduzir o impacto em pisos duros;
    • Escolher calçados confortáveis, de solado macio e anatômico.

    “Funcionários de balcão, professores e profissionais de saúde, mesmo em pé, devem adotar pausas para alongamentos rápidos e alternância de apoio dos pés”, finaliza o especialista.

    Fique atento aos sinais de má postura

    Com a rotina atarefada, é comum que os sinais de má postura passem despercebidos, mas é importante estar atento para evitar que o incômodo se torne um problema maior. Entre eles, podemos citar:

    • Dores frequentes nas costas, pescoço ou ombros;
    • Rigidez ao acordar que não melhora durante o dia;
    • Dor de cabeça recorrente no fim do expediente;
    • Formigamento ou dormência em braços e pernas;
    • Necessidade constante de se “ajeitar” na cadeira;
    • Sensação de cansaço mesmo após poucas horas sentado ou em pé.

    Mudanças nos hábitos tendem a ser suficientes para aliviar os sintomas, mas caso eles persistam, procure atendimento médico.

    Confira: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes sobre postura correta no trabalho

    1. Cruzar as pernas faz mal?

    Sim, quando é feito por longos períodos. Ao cruzar as pernas, a circulação sanguínea fica comprometida — o que favorece inchaço, sensação de formigamento e até o surgimento de varizes em quem já tem predisposição.

    A posição também desequilibra o apoio do quadril e altera o alinhamento natural da coluna, o que, com o tempo, pode causar dores lombares, tensão muscular e até desvios posturais.

    2. Dormir de bruços faz mal para a coluna?

    Sim, pois a posição força a curvatura da lombar e exige rotação do pescoço, o que pode gerar dores e rigidez. As posições mais recomendadas são de lado (com travesseiro entre os joelhos) ou de barriga para cima (com apoio embaixo dos joelhos).

    3. Usar salto alto piora a postura?

    Sim. O salto desloca o centro de gravidade do corpo para frente, o que obriga a lombar e os joelhos a compensarem, gerando dores e sobrecarga. Por isso, o ideal é limitar o uso diário e optar por modelos mais baixos ou com salto largo, que oferecem maior estabilidade.

    4. É possível corrigir postura depois de adulto?

    Sim. A correção costuma ser mais lenta do que em crianças, mas é totalmente possível! Com exercícios de fortalecimento, ajustes ergonômicos no ambiente de trabalho e hábitos conscientes, a postura melhora bastante. Em alguns casos, a fisioterapia pode acelerar o processo e corrigir vícios antigos.

    5. Trabalhar deitado ou na cama faz mal?

    Sim, pois sofás e camas não oferecem o apoio adequado para a coluna, braços e pernas, de modo que trabalhar assim por longos períodos sobrecarrega a lombar e a cervical — além de favorecer dores nos ombros. Pode até parecer confortável no início, mas a médio prazo pode desencadear rigidez e fadiga muscular.

    6. Usar celular deitado na cama pode causar dor?

    Pode. Apoiar a cabeça em travesseiro alto ou olhar para baixo por muito tempo aumenta a tensão cervical e pode causar dor no pescoço, ombros e até dor de cabeça. O recomendado é limitar o tempo nessa posição ou buscar um apoio que mantenha o olhar na altura dos olhos.

    7. O que é escoliose postural?

    A escoliose postural é um desvio lateral da coluna provocado por maus hábitos, como sentar torto ou carregar peso de um só lado. Diferente da escoliose estrutural, que possui origem genética, a postural não envolve alterações fixas nas vértebras.

    Na maioria dos casos, ela pode ser corrigida com mudanças de postura, fortalecimento dos músculos que dão sustentação à coluna (principalmente abdômen e lombar) e acompanhamento fisioterapêutico. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de reverter o desvio sem complicações.

    8. O que é risco ergonômico?

    Um risco ergonômico é todo fator no ambiente de trabalho que pode causar desconforto físico ou psicológico por conta de más condições de postura, esforço repetitivo ou organização inadequada das tarefas. Na prática, ele surge quando as exigências do trabalho ultrapassam os limites do corpo, como:

    • Posturas incorretas e prolongadas: sentar torto, ficar horas em pé sem pausa;
    • Movimentos repetitivos: digitar, operar máquinas, usar o mouse sem descanso;
    • Esforço físico excessivo: levantar peso de forma errada;
    • Jornada prolongada e monotonia: falta de pausas, excesso de horas na mesma posição;
    • Pressão psicológica: cobrança intensa, metas irreais, falta de pausas mentais.

    Situações assim podem gerar dores musculares, problemas de coluna, fadiga, estresse e até doenças ocupacionais como LER (Lesões por Esforço Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

    Leia também: Quando a dor nas costas pode ser preocupante? Entenda os sinais de alerta

  • Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores 

    Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores 

    Quando o assunto é treino, muito se fala sobre intensidade, carga e frequência. Mas a verdade é que a alimentação é um pilar igualmente decisivo para o desempenho. O que você consome antes e depois da academia influencia diretamente nos resultados, seja em energia para treinar, seja na recuperação muscular.

    Na rotina corrida, nem sempre é possível preparar refeições elaboradas, e é aí que entram os lanches para academia práticos: fáceis de levar, simples de armazenar e capazes de fornecer os nutrientes certos na hora certa. Para esclarecer o que não pode faltar nessas escolhas, conversamos com a nutricionista Serena del Favero.

    Como é o lanche ideal para a academia?

    Segundo a nutricionista, um bom lanche para academia precisa ser prático e equilibrado. “Um lanche ideal para levar para a academia deve reunir algumas características que favorecem tanto a praticidade quanto o desempenho no treino”, explica.

    Entre os pontos mais importantes estão:

    • Transporte fácil: precisa ser leve, resistente a variações de temperatura e não estragar facilmente;
    • Boa digestibilidade: deve evitar desconfortos durante o exercício;
    • Equilíbrio nutricional: conter carboidratos de boa qualidade e uma porção de proteína.

    Essa combinação garante energia rápida para o treino, evita fadiga precoce e favorece a recuperação muscular.

    Pré-treino e pós-treino: qual a diferença?

    A nutricionista destaca que existe diferença entre o lanche pré-treino e o lanche pós-treino — e ela está diretamente ligada ao objetivo de cada momento. “Antes do treino, o lanche deve priorizar fornecer energia para sustentar a intensidade do exercício. Depois do treino, o objetivo muda para recuperar os músculos e repor energia”, explica Serena.

    Ou seja:

    • No pré-treino: destaque para carboidratos de rápida ou moderada digestão, com pequenas quantidades de proteína;
    • No pós-treino: prioridade para proteína de boa qualidade e carboidratos que ajudem a repor glicogênio.

    Vamos falar primeiro dos lanches pré-treino, que devem ser fonte de carboidrato (mas sem dispensar a proteína).

    Carboidratos: o combustível do pré-treino

    São os carboidratos que garantem energia para manter a intensidade. No pré-treino, a escolha depende do tempo disponível até a atividade. “Carboidratos de rápida absorção são ideais quando o intervalo entre a refeição e o treino é curto”, explica a nutricionista.

    Carboidratos de rápida absorção para o pré-treino na academia incluem:

    • Frutas maduras;
    • Pão branco;
    • Suco natural;
    • Uva passa ou outras frutas secas;
    • Tapioca.

    “Nesse momento, uma pequena quantidade de proteína pode ser incluída para auxiliar na preservação da massa muscular, mas não é o foco principal”.

    Falando em proteínas, elas se tornam mais essenciais no lanche pós-treino. Veja a seguir em quais fontes desse nutriente você deve apostar!

    Proteínas é a protagonista do lanche pós-treino

    A proteína no pós-treino tem a função de reparar as microlesões causadas pelo exercício, fornecer aminoácidos para reconstruir as fibras musculares e estimular a síntese proteica, favorecendo a recuperação e o ganho de massa muscular.

    Confira alguns exemplos de proteínas que funcionam bem em lanches práticos para levar à academia:

    • Ovos cozidos (em recipiente térmico ou refrigerado);
    • Iogurte natural;
    • Queijo em porções (como queijo cottage em potinhos e queijos em palito);
    • Frango grelhado em tiras ou desfiado;
    • Grão-de-bico ou edamame cozidos;
    • Barras e shakes proteicos prontos para consumo;
    • Oleaginosas combinadas com sementes (castanhas, nozes, semente de abóbora).

    “Nesse momento, a proteína de boa qualidade assume papel central, pois fornece os aminoácidos necessários para a reparação e crescimento muscular. Mas o carboidrato continua importante, já que ajuda a repor o glicogênio utilizado durante o treino”, enfatiza a nutricionista.

    Ou seja, no lanche pós-treino, aposte nessas fontes de proteína combinadas com alguma das sugestões de carboidratos indicadas no pré-treino.

    O que evitar nos lanches

    Alimentos pesados podem atrapalhar o seu treino. “Para não prejudicar o desempenho ou causar desconforto, os lanches pré e pós-treino devem evitar alimentos muito gordurosos, frituras, doces ultraprocessados e preparações excessivamente ricas em fibras próximos ao exercício”, alerta Serena.

    Além disso, carboidratos de digestão mais lenta, como aveia, pão integral, batata-doce e arroz integral, funcionam melhor quando há algumas horas antes do treino. “Nesse caso, a escolha depende principalmente do tempo disponível antes da atividade e da tolerância individual, já que cada pessoa responde de forma diferente ao consumo de fibras ou açúcares simples próximos ao treino”.

    Ou seja, logo antes de treinar, o melhor mesmo é apostar em carboidratos de rápida absorção. Essas opções de média e lenta absorção são mais indicadas para quando você tem uma ou duas horas antes de treinar.

    Como manter os lanches frescos e seguros?

    De nada adianta escolher os lanches para academia perfeitos se eles não forem armazenados corretamente. A nutricionista orienta cuidados simples que fazem diferença:

    • Armazenamento adequado: usar potes bem vedados ou embalagens individuais;
    • Controle de temperatura: quando o lanche incluir perecíveis, como iogurte ou ovos, é fundamental o uso de bolsas térmicas com gelo;
    • Escolha estratégica: em locais sem refrigeração, prefira alimentos menos perecíveis, como castanhas, frutas secas ou barrinhas;
    • Higienização prévia: frutas, legumes e recipientes devem ser bem lavados;
    • Consumo no tempo certo: lanches não refrigerados devem ser consumidos em até 2 a 3 horas.

    Essas medidas reduzem os riscos de contaminação e preservam o sabor e a textura dos alimentos.

    Suplementos são práticos, mas não são obrigatórios

    Embora suplementos como whey protein sejam populares, não são indispensáveis. A nutricionista reforça: “Pensando em alternativas alimentares para substituir suplementos, é possível recorrer a opções como ovos cozidos, queijos magros, iogurte, frango desfiado, atum em lata, grão-de-bico e edamame”.

    Esses alimentos naturais, além de fornecerem proteína, entregam também vitaminas e minerais que contribuem para uma dieta mais completa. Uma barrinha de proteínas também pode ser útil, mas alimentos naturais são sempre uma opção melhor.

    Perguntas frequentes sobre lanches para academia

    1. Como devem ser os lanches para academia?

    Precisa ser prático, fácil de transportar, de boa digestibilidade e equilibrado em nutrientes, unindo carboidratos de qualidade e uma fonte de proteína leve.

    2. Qual a diferença entre o lanche para academia de pré e pós-treino?

    No pré-treino, a prioridade é energia rápida para sustentar o exercício, com foco nos carboidratos de rápida absorção. Já no pós-treino, a proteína é protagonista para reparar músculos, sem deixar de lado os carboidratos.

    3. Quais são os melhores carboidratos de rápida absorção para o pré-treino?

    Frutas maduras, pão branco, tapioca, suco natural e frutas secas, como uva passa.

    4. Quais são boas opções de proteínas práticas para o pós-treino?

    Ovos cozidos, frango grelhado ou desfiado, iogurte, queijos magros, grão-de-bico, edamame, castanhas, barras ou shakes proteicos.

    5. O que deve ser evitado nos lanches pré e pós-treino?

    Alimentos gordurosos, frituras, doces ultraprocessados e refeições muito volumosas ou ricas em fibras logo antes da atividade.

    6. Como manter os lanches frescos e seguros?

    Use recipientes bem vedados, prefira bolsas térmicas com gelo para alimentos perecíveis, higienize frutas e potes e consuma os lanches em até 2 a 3 horas fora da refrigeração.

    7. Suplementos são indispensáveis?

    Não. Eles podem ser práticos, mas alternativas naturais de lanches para academia como ovos, frango, queijos, iogurte ou leguminosas atendem bem às necessidades de proteína.

  • Alimentação pré e pós-treino: guia completo para potencializar a musculação 

    Alimentação pré e pós-treino: guia completo para potencializar a musculação 

    Treinar pesado é fundamental para quem busca hipertrofia, mas o combustível que garante energia durante a sessão e que acelera a recuperação depois vem da alimentação. Saber o que incluir na alimentação antes e depois da musculação faz diferença não só na performance, mas também nos ganhos de longo prazo.

    Para esclarecer como montar a estratégia nutricional em torno da musculação, conversamos com a nutricionista Serena Del Favero, que destaca a importância de ajustar carboidratos e proteínas de acordo com o horário e a intensidade do treino.

    Pré-treino: fontes de energia para sustentar o exercício

    A especialista reforça que, no pré-treino, o nutriente prioritário é o carboidrato, já que ele é a principal fonte de energia rápida e eficiente para sustentar a intensidade e o volume da musculação. Isso não significa que os outros nutrientes devam ser ignorados: ela lembra que a proteína também tem papel relevante.

    “Quando presente no pré-treino, a proteína ajuda a minimizar a degradação muscular durante o exercício e fornece aminoácidos que estarão disponíveis para o processo de recuperação e síntese muscular logo após o treino”.

    Nesse momento, as fontes de gordura são dispensáveis, já que esse nutriente retarda a digestão e pode causar desconforto durante o exercício.

    Quanto tempo antes do treino é ideal comer?

    O intervalo entre a refeição e o treino faz diferença na digestão e no aproveitamento dos nutrientes:

    • Refeições completas (carboidrato + proteína + pequena quantidade de gordura): devem ser feitas de 2 a 3 horas antes do treino, garantindo digestão adequada e energia estável;
    • Lanches leves (carboidratos de rápida a moderada absorção + proteína): funcionam melhor quando feitos 30 a 60 minutos antes do treino, sendo práticos para quem treina cedo ou não consegue comer muito tempo antes.

    Para obter energia antes de treinar, a nutricionista sugere combinações que equilibram nutrientes e digestibilidade. Veja a seguir!

    O que comer antes de treinar?

    Separamos algumas ideias de que comer no pré-treino de acordo com o tempo que você tem disponível:

    Refeições completas

    • Arroz integral, frango grelhado e legumes salteados;
    • Macarrão com molho de tomate e atum;
    • Batata-doce assada, ovos mexidos e salada verde.

    Lanches leves

    • Pão integral com queijo magro;
    • Iogurte natural com fruta;
    • Shake de proteína com banana;
    • Barra proteica acompanhada de fruta.

    Lembrando que as refeições completas precisam de mais tempo antes do treino para não causarem desconforto. Já os lanches leves podem ser feitos mais próximo ao treino.

    Pós-treino: o papel da proteína e do carboidrato

    O momento pós-treino é decisivo para recuperação muscular. A nutricionista ressalta que proteína e carboidrato têm papéis complementares e fundamentais nesse momento:

    • Proteína: fornece aminoácidos para reparar microlesões nas fibras e estimular a síntese de novas proteínas musculares, favorecendo o ganho de massa;
    • Carboidrato: repõe os estoques de glicogênio muscular usados durante o treino, acelerando a recuperação energética.

    Essa combinação garante tanto a preservação da massa magra quanto o suporte ao crescimento muscular. Os tipos de alimentos ingeridos podem ser os mesmos do pré-treino: no pós-treino imediato, prefira fontes leves de carboidratos e proteínas. Já na refeição completa depois de se exercitar, todos os nutrientes podem entrar, como nas sugestões de refeições completas.

    Suplementos: necessários ou não?

    “Não é obrigatório usar suplementos no pós-treino. A base deve ser sempre a alimentação, que já pode fornecer todos os nutrientes necessários para a recuperação muscular”, diz a nutricionista.

    Ela acrescenta que uma refeição balanceada, com fonte de proteína de boa qualidade (como carnes magras, ovos, laticínios ou leguminosas) e carboidratos (como arroz, batata, pão integral ou frutas), cumpre perfeitamente esse papel.

    Em situações de falta de tempo, suplementos, como whey protein, podem ser úteis pela praticidade. “No entanto, não trazem benefícios adicionais em relação à comida quando a dieta já está bem estruturada”.

    Diferença entre treinos pesados e leves

    Nem todo treino exige a mesma quantidade de nutrientes. A nutricionista destaca que, depois de treinos de força ou de alta intensidade, o corpo precisa de mais proteína para reparar os músculos e de mais carboidratos para repor a energia gasta, acelerando a recuperação.

    Já após sessões leves, a demanda é menor: “ainda é importante consumir proteína para manutenção muscular, mas a quantidade de carboidratos pode ser ajustada de acordo com o gasto do treino”.

    Consultar um nutricionista esportivo pode ser útil para saber a quantidade de proteínas e carboidratos adequada às suas necessidades.

    Leia também: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

    Como adaptar para quem treina à noite

    Muitas pessoas têm dificuldade em se alimentar bem antes e depois de treinar no fim do dia. “Para quem treina à noite, o ideal é optar por um pré-treino leve e de fácil digestão — como frutas com iogurte, pão integral com queijo magro ou um shake simples com fruta e proteína — para garantir energia sem causar desconforto”.

    Já no pós-treino, mesmo sendo tarde, a especialista diz que não é recomendável pular a refeição. Nesse momento, uma combinação equilibrada de proteína magra (frango, peixe, ovos) com uma fonte leve de carboidrato (batata-doce ou arroz integral em pequena quantidade) favorece a recuperação muscular sem comprometer a qualidade do sono.

    Perguntas frequentes sobre alimentação antes e depois da musculação

    1. O que é mais importante no pré-treino?

    Carboidratos, por serem a principal fonte de energia rápida para sustentar o treino, mas a inclusão de proteínas também é importante.

    2. Qual a função da proteína no pré-treino?

    Ela ajuda a reduzir a degradação muscular e fornece aminoácidos para recuperação.

    3. Quanto tempo antes do treino devo comer?

    Refeições completas devem ser feitas de 2 a 3h antes. Já lanches leves de 30 a 60min antes.

    4. O que comer no pós-treino?

    Uma combinação de proteína de boa qualidade com carboidratos para recuperação muscular e energética.

    5. Suplementos são obrigatórios?

    Não. Uma refeição completa já cumpre bem esse papel. Suplementos podem ser usados por praticidade.

    6. Preciso comer diferente em treinos leves e intensos?

    Sim. Após treinos pesados, a demanda de proteína e carboidrato é maior. Em treinos leves, a quantidade de carboidrato pode ser reduzida. Um nutricionista pode ajudar a calcular a quantidade adequada.

    7. Quem treina à noite precisa adaptar a alimentação?

    Sim. O pré-treino deve ser leve e de fácil digestão, enquanto o pós deve incluir proteína magra e carboidrato moderado, garantindo recuperação sem atrapalhar o sono.

    Leia também: Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas