Categoria: Prevenção

isParent

  • Desfibrilador automático: o aparelho que pode salvar vidas em minutos 

    Desfibrilador automático: o aparelho que pode salvar vidas em minutos 

    Quando uma pessoa sofre uma parada cardíaca, o tempo é o fator mais crítico. A cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência caem em torno de 7% a 10%, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Por isso, encontrar um desfibrilador automático em locais como shoppings, aeroportos ou estádios pode ser a diferença entre a vida e a morte.

    Os desfibriladores externos automáticos (DEA) foram desenvolvidos justamente para esses momentos. Pequenos, portáteis e fáceis de usar, eles podem ser manuseados não apenas por médicos, mas por qualquer pessoa presente no local, seguindo as instruções do aparelho.

    O que é um desfibrilador e para que serve?

    O coração funciona a partir de impulsos elétricos que coordenam os batimentos. Quando há uma arritmia grave, como a fibrilação ventricular, esses impulsos ficam desorganizados e o coração perde a capacidade de bombear sangue. O desfibrilador emite um choque controlado, capaz de “resetar” o sistema elétrico e permitir que o coração volte ao ritmo normal.

    Sem essa intervenção rápida, a pessoa pode evoluir para morte súbita em poucos minutos.

    Como funcionam os desfibriladores automáticos (DEA)?

    • Ligar o aparelho: basta abrir a caixa e apertar o botão de ligar;
    • Instruções de voz e imagens: o aparelho orienta cada passo para salvar a vítima;
    • Colocação dos eletrodos: adesivos são fixados no peito da vítima, conforme indicado;
    • Análise do ritmo cardíaco: o DEA verifica automaticamente se o choque é necessário;
    • Aplicação do choque: se indicado, o aparelho avisa quando apertar o botão e alerta para que todos se afastem.

    Importante: o equipamento só libera o choque se realmente for necessário, garantindo segurança mesmo quando usado por leigos.

    Quem pode usar o DEA em locais públicos?

    O DEA foi desenvolvido para que qualquer pessoa possa usá-lo em emergências. O aparelho guia o socorrista com comandos de voz. Ainda assim, cursos de primeiros socorros e RCP aumentam a confiança de quem presta o socorro.

    Onde os desfibriladores automáticos estão disponíveis?

    É cada vez mais comum encontrar DEAs em locais como:

    • Aeroportos e rodoviárias;
    • Shoppings e centros comerciais;
    • Estádios e ginásios esportivos;
    • Escolas, universidades e academias;
    • Estações de metrô e prédios públicos.

    Geralmente, ficam em caixas de vidro sinalizadas e com alarmes que disparam quando abertas, indicando emergência.

    Confira: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Importância do DEA em espaços públicos

    • Velocidade: o tempo até a chegada da ambulância pode ser longo; o DEA aumenta as chances de sobrevivência até o socorro;
    • Maior chance de vida: quando usado nos primeiros 3 a 5 minutos, pode elevar em até 70% a chance de sobrevivência;
    • Complemento da RCP: o desfibrilador deve ser usado junto com compressões torácicas.

    Perguntas frequentes sobre desfibriladores automáticos

    1. O DEA pode ser usado em qualquer pessoa que desmaia?

    Não. Ele só é indicado em casos de parada cardíaca por arritmias graves. O aparelho identifica se o choque é necessário.

    2. Preciso ser médico para usar um desfibrilador automático?

    Não. O DEA foi projetado para uso por leigos, com instruções claras em voz alta e imagens.

    3. O choque do DEA pode machucar quem está por perto?

    Não, desde que todos se afastem no momento do disparo, conforme orienta o aparelho.

    4. O DEA substitui a massagem cardíaca (RCP)?

    Não. As compressões devem começar imediatamente e o DEA deve ser usado assim que possível.

    5. O aparelho pode errar na análise?

    Não. Ele só reconhece arritmias que exigem choque. Se não houver necessidade, não dispara.

    6. Qual a diferença entre desfibrilador automático (DEA) e manual?

    O manual é usado por profissionais em hospitais. O DEA é automático, guiado por voz, e pode ser usado em locais públicos por qualquer pessoa.

    Leia também: Ecocardiograma: saiba mais sobre o exame que mostra detalhes do coração

  • Hemoglobina glicada: o exame que revela a ‘memória’ da glicose 

    Hemoglobina glicada: o exame que revela a ‘memória’ da glicose 

    No mundo do diabetes, poucos exames são tão importantes quanto a hemoglobina glicada. Simples, rápido e realizado com uma coleta de sangue, ele é essencial para diagnosticar a doença e acompanhar se o tratamento está funcionando.

    Ao contrário da glicemia em jejum, que mostra apenas um retrato momentâneo, a hemoglobina glicada reflete a média da glicose no sangue nos últimos três meses.

    O que é a hemoglobina glicada?

    A hemoglobina é a proteína dos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio. Quando a glicose circula no sangue, parte dela se liga a essa proteína, formando a chamada hemoglobina glicada.

    O exame mede justamente essa ligação: quanto maior a glicose no sangue, maior será o valor encontrado.

    Para que serve o exame de hemoglobina glicada?

    O teste é utilizado para:

    • Diagnosticar diabetes;
    • Avaliar o controle da glicemia em pessoas com diabetes;
    • Monitorar se o tratamento está funcionando, seja com mudanças no estilo de vida ou medicamentos.

    Na prática, funciona como uma avaliação trimestral da glicemia no organismo.

    Como é feito o exame?

    Trata-se de um exame de sangue simples, feito em laboratório. Não é necessário jejum, e o resultado costuma sair em poucos dias.

    Valores de referência da hemoglobina glicada

    Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes e a American Diabetes Association (ADA):

    • Normal: abaixo de 5,7%;
    • Pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%;
    • Diabetes: 6,5% ou mais;
    • Meta de controle: em pessoas com diabetes, geralmente abaixo de 7% (podendo variar conforme orientação médica).

    Confira: Diabetes: por que controlar é tão importante para o coração

    Perguntas frequentes sobre hemoglobina glicada

    1. Qual a diferença entre hemoglobina glicada e glicemia em jejum?

    A glicemia em jejum mostra a glicose apenas no momento da coleta. Já a hemoglobina glicada reflete a média dos últimos três meses.

    2. Quem deve fazer o exame?

    Pessoas com fatores de risco (obesidade, histórico familiar, pressão alta) e todos os já diagnosticados com diabetes.

    3. Precisa estar em jejum para fazer?

    Não. Esse é um dos diferenciais: pode ser feito em qualquer horário do dia.

    4. A hemoglobina glicada pode variar mesmo sem diabetes?

    Sim, pequenas variações são possíveis, mas valores acima de 6,5% costumam indicar diabetes.

    5. Qual é o valor ideal para quem já tem diabetes?

    Na maioria dos casos, manter abaixo de 7%. Contudo, a meta pode ser ajustada pelo médico, de acordo com idade e condições de saúde.

    6. O exame pode ser feito pelo SUS?

    Sim. O exame de hemoglobina glicada está disponível na rede pública de saúde.

    Leia também: Sintomas silenciosos do diabetes: atenção aos sinais que podem passar despercebidos

  • Primeiros socorros em emergências cardíacas: o que realmente salva vidas 

    Primeiros socorros em emergências cardíacas: o que realmente salva vidas 

    Dor no peito, falta de ar, palpitações, desmaios ou até uma parada cardíaca. Situações como essas assustam — e com razão. As emergências cardíacas são graves e podem colocar a vida em risco em poucos minutos. Por isso, saber os primeiros socorros em emergências cardíacas até a chegada do socorro especializado é fundamental.

    A cardiologista Juliana Soares, do Hospital Albert Einstein, reforça que, independentemente da situação, o essencial é agir com rapidez e manter a calma.

    Infarto: como reconhecer e agir

    O infarto agudo do miocárdio acontece quando uma artéria do coração fica entupida e impede o fluxo de sangue para o músculo cardíaco. É uma emergência que requer atendimento imediato.

    Principais sintomas do infarto:

    • Dor no peito, que pode irradiar para costas, pescoço ou braço;
    • Falta de ar;
    • Náuseas;
    • Suor frio;
    • Tontura.

    O que fazer em caso de infarto:

    • Ligue imediatamente para o SAMU (192) e informe sintomas e localização;
    • Mantenha a pessoa calma, sentada ou deitada;
    • Afrouxe roupas apertadas;
    • Não ofereça água ou alimentos;
    • Pergunte sobre uso de medicamentos. Se o SAMU orientar, dê um comprimido de AAS 100 mg para mastigar.

    Desmaios: primeiros socorros

    Os desmaios (síncopes) podem ter diversas causas, incluindo alterações cardíacas.

    • Coloque a pessoa deitada de costas, em local seguro;
    • Levante as pernas para favorecer o fluxo de sangue para o cérebro;
    • Afrouxe as roupas e proteja a cabeça;
    • Verifique se está respirando;
    • Chame ajuda médica.

    Se o desmaio estiver associado a dor no peito, falta de ar ou palpitações, a situação é considerada uma emergência.

    Leia mais: 5 coisas para fazer hoje e proteger o coração contra o infarto

    Palpitações: quando se tornam urgência

    As palpitações — aquela sensação de batimentos rápidos ou irregulares — podem assustar, mas nem sempre são graves.

    • Ajude a pessoa a se sentar ou deitar;
    • Mantenha a calma;
    • Se houver sintomas associados (dor no peito, falta de ar, tontura ou suor excessivo), chame o SAMU imediatamente.

    Parada cardíaca: cada minuto conta

    A parada cardíaca é a situação mais grave: o coração para de bater, a pessoa fica inconsciente e não respira ou apresenta respiração agônica.

    • Ligue imediatamente para o SAMU (192);
    • Deite a pessoa de barriga para cima, em superfície dura;
    • Inicie massagem cardíaca:
      • Posicione as mãos no centro do tórax;
      • Entrelace os dedos;
      • Faça compressões rápidas e firmes, de 100 a 120 por minuto;
      • Continue até a chegada do socorro;
      • Se possível, reveze a cada 2 minutos para não perder força.
    • Se houver desfibrilador externo automático (DEA), use-o conforme instruções.

    “Saber o que fazer nestes minutos iniciais pode fazer a diferença entre a vida e a morte”, reforça a cardiologista.

    Confira: Drogas e coração: os riscos reais que você precisa conhecer

    Perguntas frequentes sobre primeiros socorros em emergências cardíacas

    1. Qual a primeira coisa a fazer diante de um infarto?

    Ligar para o SAMU (192) imediatamente. Nunca tente dirigir até o hospital por conta própria.

    2. Posso dar água ou alimento a alguém com dor no peito?

    Não. A pessoa deve permanecer em repouso, sem ingerir nada, até avaliação médica.

    3. Quando devo suspeitar que uma palpitação é grave?

    Se vier acompanhada de dor no peito, falta de ar, tontura ou suor frio, é uma emergência.

    4. Como saber se é desmaio simples ou parada cardíaca?

    No desmaio, a pessoa retoma a consciência em segundos ou minutos. Na parada, ela permanece inconsciente, não respira e não responde a estímulos.

    5. E se eu não souber fazer massagem cardíaca?

    Mesmo sem treinamento, pressione com força e ritmo no centro do peito até o SAMU chegar. Isso aumenta muito as chances de sobrevivência.

    Veja também: Saiba quando os batimentos acelerados estão relacionados a uma arritmia cardíaca

  • Autoexame: como detectar precocemente diferentes tipos de câncer

    Autoexame: como detectar precocemente diferentes tipos de câncer

    Um dos principais desafios de saúde pública no mundo, o câncer representa a segunda principal causa de morte no Brasil, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar da gravidade, quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de cura e menores os impactos dos tratamentos.

    Por isso, além de manter uma rotina de exames de prevenção (que dependem de questões como idade e fatores individuais), o autoexame pode ser usado como uma importante ferramenta no diagnóstico precoce.

    Ele não é um exame diagnóstico e não substitui consultas médicas ou exames de rastreamento, mas ajuda a pessoa a conhecer melhor o próprio corpo e perceber rapidamente quando algo não está normal — como um nódulo, uma mancha diferente ou uma ferida que não cicatriza.

    Nesse contexto, conversamos com um especialista para esclarecer as principais dúvidas sobre o autoexame e entender como ele pode contribuir na detecção precoce de diferentes tipos de câncer. Confira, a seguir, algumas orientações práticas e sinais de alerta para ficar de olho.

    O que é o autoexame e por que ele é importante?

    O autoexame é o hábito de observar, tocar e conhecer o próprio corpo para identificar alterações que possam ser sinais iniciais de alguma doença, como o câncer. Ele pode ser feito em casa, sem a necessidade de equipamentos ou técnicas complexas.

    Com ele, é possível perceber mudanças que normalmente passariam despercebidas, como um caroço, uma mancha que aumenta de tamanho, uma ferida que não cicatriza ou até uma secreção diferente.

    A prática fortalece a consciência corporal, isto é, ajuda a pessoa a conhecer melhor o funcionamento normal do seu corpo. Quando você cria o hábito de se observar com frequência, fica muito mais fácil notar algo que não estava ali antes ou que mudou de aspecto ao longo do tempo. Pequenas alterações podem ser percebidas logo no início, antes mesmo de causarem sintomas mais graves.

    Vale lembrar que o autoexame não deve substituir as consultas médicas de rotina nem os exames de rastreamento indicados para cada faixa etária, como a mamografia ou a colonoscopia.

    Como realizar o autoexame?

    Não existe um único método para realizar o autoexame, já que cada parte do corpo exige atenção específica. O mais importante é manter o hábito, observar a rotina normal do seu corpo e procurar ajuda sempre que notar alterações.

    Autoexame das mamas

    O autoexame das mamas ajuda a pessoa a conhecer melhor o próprio corpo e permite identificar possíveis alterações.

    Para realizá-lo, o melhor momento é de 7 a 10 dias após o início da menstruação, quando as mamas estão menos inchadas e doloridas. Mulheres que já não menstruam podem escolher sempre o mesmo dia do mês para manter o hábito.

    O autoexame das mamas pode ser feito das seguintes maneiras:

    • Diante do espelho: eleve e abaixe os braços. Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações.
    • Durante o banho: com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila. Faça o mesmo na mama esquerda.
    • Deitada: coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita.

    Entre os sinais de alerta para ficar de olho, o oncologista Thiago Chadid aponta:

    • Nódulo persistente e duro, pouco móvel;
    • Alterações de pele (aspecto “casca de laranja”, retrações);
    • Alteração/retração do mamilo;
    • Secreção anormal;
    • No caso de caroços dolorosos que surgem após uma batida, vale a avaliação se não melhorar com o tempo, pois pode ser inflamatório e indicativo de câncer.

    O especialista lembra que, na fase reprodutiva, a mama muda com o ciclo (glândulas incham), então caroços “cíclicos” podem ser benignos.

    Caso você encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que é importante procurar atendimento médico. Apenas um especialista pode orientar e realizar o diagnóstico adequado.

    Autoexame dos testículos

    O câncer de testículo é mais comum em homens jovens, entre 15 e 35 anos, e normalmente se manifesta a partir de um nódulo duro e indolor em um dos testículos, ou um inchaço ou aumento de volume do testículo.

    Para realizar o autoexame dos testículos, siga as orientações:

    • O momento ideal é após o banho quente, quando a pele do escroto está relaxada;
    • Com as duas mãos, segure cada testículo e palpe delicadamente usando os dedos indicador e médio, com o polegar em cima;
    • Sinta toda a superfície do testículo, procurando caroços, nódulos ou áreas endurecidas;
    • É normal sentir uma estrutura macia atrás de cada testículo, chamada epidídimo. Ela não deve ser confundida com um nódulo;
    • Compare o tamanho dos dois testículos. Pequenas diferenças são comuns, mas aumento repentino de volume deve ser investigado.

    O ideal é realizar o autoexame uma vez ao mês. Se você notar alterações, agende consulta com um urologista.

    Autoexame da pele

    O câncer de pele é o tumor mais comum no Brasil e no mundo, que surge do crescimento anormal das células da pele, frequentemente causado pela exposição excessiva à radiação solar. Durante o autoexame, o oncologista Thiago Chadid aponta que é importante observar sinais como:

    • Manchas que mudam (de tamanho, cor ou borda);
    • Feridas que não cicatrizam;
    • Manchas brancas na boca;
    • Alterações visíveis nos olhos.

    Para realizá-lo, escolha um ambiente bem iluminado, de preferência com um espelho grande. Examine todo o corpo, inclusive costas, couro cabeludo, plantas dos pés e entre os dedos. Se possível, peça ajuda de alguém para observar áreas difíceis.

    Use a regra do ABCDE para avaliar pintas:

    • A: Assimetria: uma metade diferente da outra;
    • B: Bordas irregulares;
    • C: Cor variada (preta, marrom, vermelha ou azul);
    • D: Diâmetro maior que 6 mm;
    • E: Evolução rápida: mudança de tamanho, forma ou cor.

    Além disso, desconfie de manchas que coçam, descamam ou sangram. Se identificar algo suspeito, procure um dermatologista.

    Autoexame da boca

    O câncer de boca é um tumor que afeta lábios, língua, gengivas, bochechas, céu da boca e assoalho da boca. Ele pode se apresentar como manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, feridas que não cicatrizam em até 15 dias, caroços na boca ou no pescoço e rouquidão persistente.

    Para realizar o autoexame, fique em frente ao espelho, em ambiente bem iluminado. Depois, abra a boca e observe:

    • Lábios: parte interna e externa;
    • Gengivas e bochechas: veja se há manchas ou feridas;
    • Língua: observe toda a superfície, inclusive a parte debaixo;
    • Céu da boca: observe a região próxima à garganta.

    Com as mãos limpas, apalpe a parte interna da boca e o pescoço para perceber nódulos ou áreas doloridas. Se encontrar qualquer lesão que não cicatrize ou manchas que persistam por mais de 15 dias, procure um dentista ou médico especializado.

    O autoexame ajuda a detectar câncer colorretal ou de estômago?

    Não, pois esses tipos de câncer não apresentam sinais visíveis no início. A detecção precoce depende de exames específicos, como colonoscopia ou endoscopia, indicados conforme idade e histórico familiar por um profissional da saúde.

    Leia também: Entenda a diferença entre tumor benigno e maligno

    Com que frequência o autoexame deve ser feito?

    A recomendação é mensal, de preferência em momentos em que o corpo esteja relaxado, como após o banho. O mais importante é a regularidade, para que pequenas mudanças sejam notadas com facilidade.

    É importante entender que o autoexame não precisa ser algo demorado: em poucos minutos você consegue observar e palpar as principais áreas do corpo, conhecendo melhor as características do próprio corpo.

    Existem pontos negativos?

    Apesar de ser uma prática útil, o autoexame também tem limitações. Primeiro, ele não substitui consultas médicas nem exames clínicos e de imagem, como mamografia, ultrassonografia, colonoscopia ou biópsia. Ele serve apenas como uma ferramenta de observação inicial, para identificar alterações suspeitas que merecem investigação.

    O oncologista Thiago Chadid aponta que o autoexame pode levar a um aumento de consultas desnecessárias, sobrecarregando o sistema de saúde com casos que não representam um risco real.

    Além disso, ele exige educação em saúde, pois nem sempre é fácil diferenciar o que é normal do que é suspeito. Assim, há chance de interpretações equivocadas, que levam tanto a falsos alarmes quanto ao risco de subestimar sinais importantes.

    Por isso, o ideal é que o autoexame seja sempre feito apenas como uma forma complementar de cuidado, em conjunto com o acompanhamento médico regular.

    Confira: Imunoterapia: a estratégia que transforma o corpo em arma contra o câncer

    Perguntas frequentes

    1. Homens também devem fazer autoexame das mamas?

    Sim. É raro e representa apenas cerca de 1% de todos os casos de câncer de mama diagnosticados, mas a doença pode afetar homens, uma vez que eles também possuem glândulas mamárias e hormônios femininos (estrogênio) em baixas quantidades.

    Eles devem ficar atentos a nódulos próximos ao mamilo, secreções com sangue, dor localizada ou alterações na pele da região.

    2. Qual a diferença entre autoexame e rastreamento?

    O autoexame é uma prática de autocuidado feita em casa pela própria pessoa. Ele serve para aumentar a consciência corporal e identificar alterações visíveis ou palpáveis, mas não é capaz de confirmar diagnósticos.

    Já o rastreamento é conduzido por profissionais de saúde, por meio de consultas e exames clínicos. O rastreamento deve ser orientado por um profissional, e depende de fatores como idade, sexo e fatores de risco, sendo fundamental para detectar doenças silenciosas que o autoexame não consegue identificar.

    3. Quanto tempo leva para fazer um autoexame completo?

    Um autoexame não leva muito tempo: você pode realizá-lo entre 5 e 10 minutos. É um tempo curto que pode ser encaixado na rotina mensal — especialmente após o banho, quando o corpo está relaxado. O mais importante é ter calma e atenção, sem pressa, para observar a pele, palpar as mamas ou testículos, e inspecionar a boca diante do espelho.

    4. Se eu encontrar um caroço, significa que é câncer?

    Não necessariamente. Muitos caroços podem ser cistos, lipomas (nódulos de gordura) ou inflamações benignas, que não oferecem risco. Apenas um médico pode diferenciar uma alteração benigna de um câncer.

    Por isso, qualquer caroço ou nódulo persistente deve ser avaliado em consulta médica, com exames complementares como ultrassonografia, biópsia ou ressonância.

    5. O autoexame substitui a mamografia?

    Não. Ele é apenas um complemento. A mamografia detecta tumores pequenos, invisíveis ao toque, e continua sendo o exame mais eficaz para rastreamento.

    6. Quais sinais devo procurar no autoexame das mamas?

    Durante o autoexame das mamas, fique atenta a presença das seguintes alterações:

    • Caroços endurecidos;
    • Retração ou ondulação da pele;
    • Secreção sanguinolenta ou transparente no mamilo;
    • Alterações no tamanho ou formato da mama;
    • Vermelhidão ou feridas na região.

    Leia também: 7 sintomas iniciais de câncer que não devem ser ignorados

  • Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais 

    Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais 

    Você está com seus exames de rotina em dia? Além de fundamentais para monitorar a saúde, eles ajudam a identificar precocemente condições graves — como o câncer, uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.

    Quando descoberto no início, as chances de sucesso do tratamento aumentam, os efeitos colaterais tendem a ser menores e, muitas vezes, é possível evitar procedimentos mais agressivos.

    Ao longo da vida, recomenda-se adotar o hábito de realizar exames de rastreamento com regularidade — que variam conforme idade, histórico familiar e fatores de risco individuais. A seguir, reunimos orientações essenciais com base em recomendações de especialistas.

    O que são exames de rotina para prevenir câncer?

    São avaliações médicas periódicas (sangue, análises clínicas e/ou imagem) realizadas mesmo em pessoas sem sintomas. Eles detectam alterações suspeitas no início, quando o tumor ainda está em fase inicial — ou até antes de surgir.

    De acordo com o Ministério da Saúde e o INCA, a detecção precoce ocorre de duas formas:

    • Rastreamento: para pessoas aparentemente saudáveis dentro de um grupo de risco/idade (ex.: mamografia; Papanicolau).
    • Diagnóstico precoce: investigação rápida diante de sinais de alerta (sangramentos, nódulos, dores persistentes) para aumentar a chance de cura e reduzir tratamentos agressivos.

    Quais exames de rotina para prevenir câncer são necessários?

    Há protocolos bem estabelecidos para mama, próstata, colorretal, colo do útero e, em situações específicas, pulmão. Um check-up anual a partir dos 30 anos (consulta clínica + exames básicos) é uma boa referência. Mediante sintomas ou riscos adicionais, o médico pode solicitar exames complementares.

    Exames de rotina para prevenir câncer de mama

    Segundo o INCA, é o câncer mais comum entre mulheres (excluindo pele não melanoma).

    • Ministério da Saúde: mulheres de 50 a 69 anos — mamografia a cada 2 anos.
    • Sociedades internacionais: iniciar aos 40 anos, anualmente, até ~75 anos.
    • Após os 75 anos: individualizar (saúde geral e expectativa de vida).
    • História familiar: começar 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem (mãe/pai/irmãos).

    Homens também podem ter câncer de mama (raro). Nódulos, secreção sanguinolenta ou alterações na pele da mama exigem avaliação.

    Exames de rotina para prevenir câncer de próstata

    Exames mais utilizados: PSA (sangue) e toque retal.

    • Sem histórico familiar: iniciar aos 50 anos; repetir anualmente.
    • Com parente de 1º grau ou homens negros: iniciar aos 45 anos.
    • Regra dos “10 anos antes”: antecipe conforme a idade do parente diagnosticado.

    Importante: Ministério da Saúde e OMS não recomendam rastreamento universal de assintomáticos devido a possíveis falsos-positivos, procedimentos desnecessários e sobrediagnóstico. Decisão deve ser individualizada após discutir riscos e benefícios com o médico.

    Exames de rotina para prevenir câncer colorretal

    Geralmente se origina de pólipos no intestino grosso/reto. O exame de referência é a colonoscopia.

    • Início: aos 45 anos na população geral.
    • História familiar: 10 anos antes da idade do parente mais jovem diagnosticado.

    Periodicidade (pode variar):

    • Condições normais: a cada 3 anos.
    • Duas colonoscopias consecutivas negativas: estender para 5–10 anos.
    • Achado de pólipos/adenomas: repetir em 1 ano.

    Exames de rotina para prevenir câncer do colo do útero

    Fortemente associado ao HPV. Prevenção: vacinação + Papanicolau.

    • Início: aos 25 anos (se já iniciou vida sexual) até 64 anos.
    • Periodicidade: anual; após dois exames normais consecutivos, a cada 3 anos.
    • HIV/imunossuprimidas: manter coleta anual.
    • Após histerectomia total por causas não neoplásicas: pode suspender (avaliar com o médico).

    Leia também: 7 sintomas iniciais de câncer que não devem ser ignorados

    Exames de rotina para prevenir câncer de pulmão

    Rastreamento indicado apenas para alto risco com tomografia de tórax de baixa dose.

    • Critério principal: ≥ 30 maços/ano.
    • Critério adicional: ≥ 20 maços/ano + fator de risco (DPOC, história familiar, exposição ocupacional relevante).

    Outras recomendações

    Câncer de pele não melanoma

    Mais comum no Brasil (~30% dos tumores). Faça autoexame periódico e observe a regra ABCDE:

    • Assimetria;
    • Bordas irregulares;
    • Cor variável;
    • Diâmetro > 6 mm;
    • Evolução (mudanças ao longo do tempo).

    Pele clara, história familiar e queimaduras solares na infância elevam o risco. Alterações exigem avaliação dermatológica.

    Câncer de boca

    Detectável em consultas médicas/odontológicas. Sinais: feridas que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas/avermelhadas, sangramentos, dor persistente.

    Fatores de risco: tabagismo, álcool e HPV. Consultas regulares ao dentista e abandono do fumo/álcool são estratégias-chave de prevenção.

    Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer?

    • Idade: risco aumenta com o envelhecimento.
    • Genética/hereditariedade: mutações (ex.: BRCA1/BRCA2) e histórico familiar.
    • Tabagismo: principal fator para pulmão; eleva risco de vários outros.
    • Alimentação inadequada: carnes processadas/vermelhas ↑ risco colorretal; baixa ingestão de frutas/verduras ↓ proteção.
    • Sobrepeso/obesidade: associados a maior risco (inflamação crônica, alterações hormonais).
    • Álcool: consumo elevado ↑ risco (boca, fígado, cólon, entre outros).
    • Infecções virais: HPV (colo do útero); HIV aumenta vulnerabilidade.

    Aproximadamente 30% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis: não fumar, moderar álcool, alimentação variada e pouco ultraprocessada, atividade física regular e controle do peso.

    Perguntas frequentes sobre exames de rotina para prevenção do câncer

    1. Quem deve começar o check-up anual e quando?

    Em geral, homens e mulheres a partir dos 30 anos, com consulta clínica e exames básicos — mesmo sem sintomas. Não substitui rastreamentos específicos (mamografia, Papanicolau, etc.).

    2. A partir de que idade fazer mamografia?

    MS/INCA: 50–69 anos, a cada 2 anos. Sociedades internacionais: iniciar aos 40, anual. Histórico familiar: começar 10 anos antes do caso mais jovem na família.

    3. Homens podem ter câncer de mama?

    Sim, embora seja raro. Fique atento a nódulos, retração do mamilo e secreção sanguinolenta.

    4. Todas as mulheres precisam fazer Papanicolau?

    Indicado para quem já teve atividade sexual. Não é necessário para mulheres sem vida sexual, pós-histerectomia total por motivos não oncológicos ou acima de 64 anos com histórico de exames normais (confirmar com o médico).

    5. E se um exame indicar alteração suspeita?

    São feitos exames confirmatórios (ex.: ultrassom, biópsia, colposcopia). O passo seguinte é não interromper a investigação até concluir o diagnóstico.

    6. Diferença entre diagnóstico precoce e rastreamento?

    Rastreamento: em assintomáticos, por faixa etária/risco. Diagnóstico precoce: investigação diante de sintomas. São estratégias complementares.

    7. Tomei vacina contra HPV. Ainda preciso do Papanicolau?

    Sim. A vacina não cobre todos os subtipos e muitas mulheres já tiveram contato com o HPV antes da imunização. Mantenha o exame até os 64 anos (ou conforme orientação médica).

    8. Câncer de mama hereditário é frequente?

    Não. Apenas 5%–10% dos casos são hereditários (BRCA1/BRCA2). A maioria é esporádica, ligada ao envelhecimento e fatores ambientais.

    Leia também: Imunoterapia: a estratégia que transforma o corpo em arma contra o câncer

    Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Procure seu(ua) médico(a) para um plano de rastreamento personalizado.

  • IMC: o índice avalia o peso, mas não conta toda a história 

    IMC: o índice avalia o peso, mas não conta toda a história 

    No consultório médico, na academia ou em calculadoras online, o IMC (Índice de Massa Corporal) é um dos parâmetros mais usados para avaliar se uma pessoa está dentro do peso considerado saudável, pois relaciona o peso e a altura e classifica em faixas que vão de baixo peso até obesidade grave.

    Apesar de ser prático e útil para identificar riscos em populações, o IMC não é perfeito. Ele não diferencia massa muscular de gordura corporal, por exemplo, o que pode gerar distorções, como no caso de uma pessoa musculosa que aparece como acima do peso ou daquela com aparência magra, mas com alto percentual de gordura.

    Como calcular o IMC?

    É bem fácil fazer a conta:

    IMC = peso (kg) ÷ altura² (m)

    Uma pessoa com 70 kg e 1,70 m de altura, por exemplo, tem IMC de 24,2 kg/m².

    Valores de referência de IMC

    Os valores de referência para adultos são:

    • Abaixo de 18,5: baixo peso
    • 18,5 a 24,9: peso normal
    • 25 a 29,9: sobrepeso
    • 30 a 34,9: obesidade grau I
    • 35 a 39,9: obesidade grau II
    • 40 ou mais: obesidade grau III

    Essa tabela é usada como ferramenta de triagem para riscos ligados ao excesso de peso, como diabetes tipo 2, pressão alta e problemas cardiovasculares.

    Leia mais: Alimentação saudável: o que é, benefícios e como ter

    Limitações: quando ele pode enganar

    Embora seja importante, fácil de calcular e traga uma boa noção de que faixa a pessoa está, o exame tem algumas limitações:

    • Pessoas muito musculosas: o IMC pode apontar sobrepeso ou obesidade, mesmo quando o percentual de gordura é baixo;
    • Falsos magros: pessoas com peso considerado normal podem ter excesso de gordura corporal e baixo percentual de massa magra, o que aumenta o risco metabólico;
    • Diferenças individuais: idade, sexo e etnia influenciam na composição corporal, mas não são considerados no cálculo.

    Por isso, o ideal é que o IMC seja avaliado junto com outros parâmetros, como percentual de gordura, circunferência da cintura e exames laboratoriais.

    Percentual de gordura: por que também importa?

    O percentual de gordura corporal mostra de fato quanto do peso é composto por gordura e quanto corresponde a músculos, ossos e água. Ele pode ser medido com equipamentos como bioimpedância ou dobras cutâneas.

    Uma pessoa pode ter IMC normal, mas percentual de gordura elevado (falso magro). Outra, porém, pode ter IMC de sobrepeso, mas ser muito musculosa e saudável.

    Por isso, especialistas defendem que olhar apenas para o IMC é como ver só a capa do livro, e é preciso avaliar o conteúdo, nesse caso, a composição corporal.

    Obesidade pré-clínica

    A partir de 2025, o diagnóstico da obesidade ganha um olhar mais sofisticado, não só com o IMC. Com base em recomendações científicas, hoje se passou a diferenciar dois estágios da obesidade: pré-clínica e clínica.

    Obesidade pré-clínica

    É o excesso de gordura corporal em pessoas saudáveis, ou seja, ainda sem sinais claros de disfunção metabólica ou física, mas com risco de desenvolver complicações como diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares.

    Obesidade clínica

    É a obesidade que já manifesta impacto funcional em órgãos ou na capacidade de fazer atividades básicas do dia a dia. Essa distinção traz mais sensibilidade ao diagnóstico e permite tomar atitudes preventivas antes que o problema piore.

    Perguntas frequentes

    1. O IMC é confiável?

    Sim, mas é uma medida de triagem. Funciona bem em grandes populações, mas pode falhar em avaliações individuais.

    2. Crianças usam a mesma tabela de IMC?

    Não. Para crianças e adolescentes, existem curvas específicas de crescimento que levam em conta idade e sexo.

    3. O IMC serve para idosos?

    O índice pode não refletir bem a composição corporal em idosos, já que a perda de massa muscular é comum nessa fase da vida.

    4. Percentual de gordura é mais importante que IMC?

    Não é que seja “mais importante”, mas sim mais específico. O ideal é avaliar os dois em conjunto.

    5. Qual percentual de gordura é considerado saudável?

    Depende do sexo, da idade e do quanto de atividade física a pessoa faz, mas em geral:

    • Homens: 10% a 20%
    • Mulheres: 18% a 28%

    6. Só corro riscos se tiver IMC alto?

    Não. Mesmo com IMC normal, fatores como percentual de gordura, colesterol, pressão arterial e estilo de vida também contam muito para a saúde.

    Leia também: 9 hábitos alimentares que ajudam a prevenir doenças no dia a dia

  • Teste ergométrico: o exame da esteira que coloca o coração à prova 

    Teste ergométrico: o exame da esteira que coloca o coração à prova 

    O teste ergométrico, popularmente conhecido como exame da esteira, é um dos recursos mais utilizados pelos cardiologistas para avaliar como o coração se comporta diante do esforço físico. Ao contrário dos exames em repouso, ele coloca o organismo em movimento e pode revelar alterações que passariam despercebidas em condições normais.

    Por conta disso, esse exame se tornou muito importante no diagnóstico precoce de doenças cardíacas e no acompanhamento de quem já tem fatores de risco.

    O que é o teste ergométrico?

    O teste ergométrico é um exame que avalia o funcionamento do coração durante o esforço físico. Ele registra a atividade elétrica do coração, a frequência e a pressão arterial enquanto a pessoa caminha ou corre em uma esteira ou pedala em bicicleta ergométrica.

    A intenção do exame é identificar alterações que só aparecem quando o coração precisa trabalhar mais.

    Como o exame é feito?

    • A pessoa fica com eletrodos colados no peito, ligados a um aparelho de eletrocardiograma;
    • Caminha em uma esteira que vai aumentando a velocidade e a inclinação em etapas programadas, respeitando o cansaço de cada um;
    • Durante todo o exame, a pressão arterial também é monitorada;
    • O médico interrompe o teste caso a pessoa sinalize cansaço extremo, dor no peito, ou o profissional identifique arritmias ou outros indícios preocupantes.

    Em média, o exame dura 15 a 20 minutos, contando já com o aquecimento e a recuperação.

    Confira: Como o estresse afeta o coração e o que fazer para proteger a saúde cardiovascular

    Para que serve o teste ergométrico?

    O exame pode identificar:

    • Isquemia cardíaca: quando falta oxigênio no músculo do coração;
    • Arritmias desencadeadas pelo esforço físico;
    • Capacidade física e condicionamento;
    • Resposta da pressão arterial ao exercício.

    Quem deve fazer o teste ergométrico?

    O médico pode solicitar o exame para:

    • Pessoas com dor no peito, palpitações ou falta de ar;
    • Avaliar o risco em pacientes com fatores como pressão alta, diabetes, colesterol alto ou histórico de infarto na família;
    • Atletas ou praticantes de atividade física que precisam de liberação para esportes de alta intensidade;
    • Pacientes em acompanhamento após infarto ou cirurgia cardíaca.

    Veja mais: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

    Quem não deve fazer?

    O teste pode não ser indicado em casos de doenças cardíacas graves, limitações físicas ou quando existe um risco considerável de complicações. Nessas situações, o cardiologista pode escolher outros exames para avaliar o coração.

    Perguntas frequentes sobre teste ergométrico

    1. Precisa de preparo para o teste ergométrico?

    Sim. É importante usar roupas leves e tênis para o exame. Alguns remédios ou alimentos podem precisar ser ajustados ou suspensos antes, mas tudo conforme orientação médica.

    2. O teste ergométrico detecta infarto?

    Ele não mostra se a pessoa já teve um infarto antigo, mas pode indicar risco de um infarto futuro se aparecerem sinais de isquemia durante o esforço.

    3. Todo mundo pode fazer o exame?

    Não. Pessoas com doenças cardíacas graves ou problemas ortopédicos importantes geralmente não fazem o exame, e o médico substitui o teste por outra avaliação cardiológica.

    4. É possível fazer o teste ergométrico pelo SUS?

    Sim, o teste ergométrico está disponível no SUS, mas pode ter fila de espera em algumas regiões.

    5. Crianças ou idosos podem fazer o teste?

    Sim, desde que o médico tenha indicado e seja feito um acompanhamento também.

    6. O resultado sai na hora?

    O traçado é registrado no momento, mas o cardiologista precisa interpretá-lo para fazer o laudo, e isso pode demorar algum tempo.

    7. O teste ergométrico é o mesmo que ergometria?

    Sim, são nomes diferentes para o mesmo exame.

    O teste ergométrico dói?

    Não. O que pode acontecer é a pessoa sentir cansaço ou falta de ar, pois o esforço é parte do exame. Mas tudo é feito de forma controlada e segura, com o acompanhamento do cardiologista.

    Leia também: Palpitações no coração: o que pode ser e quando procurar atendimento médico

  • Calendário de vacinas para adultos: quais doses você não pode esquecer 

    Calendário de vacinas para adultos: quais doses você não pode esquecer 

    Quando se fala em vacinação, muita gente ainda pensa só em criança. Mas a verdade é que o calendário vacinal não termina na infância. Mesmo depois dos 18 anos, existem vacinas muito importantes para manter a saúde em dia e se proteger contra doenças sérias que podem dar muita preocupação.

    Além das anuais, como aquela contra a gripe, por exemplo, algumas vacinas para adultos precisam estar atualizadas.

    Quais vacinas todo adulto deve manter em dia?

    Segundo a infectologista Clara Buscarini, as vacinas essenciais para adultos no Brasil são:

    • DT (difteria e tétano);
    • Hepatite B;
    • Influenza;
    • Covid-19;
    • HPV;
    • Tríplice viral (SCR);
    • Febre amarela (para áreas de risco).

    “A vacinação contra difteria e tétano (dupla adulto, dT) é indicada para todos os adultos, com reforço a cada 10 anos. Já a hepatite B deve ser feita em três doses, caso o adulto nunca tenha se vacinado”, diz a médica. Por isso, é bom checar a carteirinha de vacinação de tempos em tempos.

    Outras vacinas também entram na lista em situações específicas. “A vacinação contra coqueluche é recomendada principalmente para gestantes, não sendo universal para todos os adultos”, explica.

    E no caso da vacina contra influenza (gripe), a recomendação é que grupos prioritários a tomem anualmente. “Isso inclui gestantes, puérperas, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. Ela fica disponível em campanhas ampliadas ou no sistema privado”, explica a especialista.

    No caso da vacina contra covid-19, o ideal é o reforço anual. “Desde 2021, a vacinação contra o SARS-CoV-2 tornou-se recomendação universal para adultos, com diferentes plataformas vacinais e reforços periódicos (geralmente anuais)”, diz a infectologista.

    E os idosos, precisam de alguma dose de vacina a mais?

    Sim. A infectologista destaca que, para pessoas acima dos 60 anos, a vacina pneumocócica (PPV23) é indicada para ajudar a proteger contra pneumonias graves.

    É importante saber que no serviço privado já estão disponíveis vacinas que não fazem parte do calendário do SUS ou não fazem parte para todos os grupos da população, mas podem ser recomendadas em casos específicos, como a da dengue e a do herpes zoster.

    Vacinas são iguais para homens e mulheres?

    Sim. “Não há esquemas vacinais distintos para homens e mulheres, exceto no contexto de gestantes”, explica a médica.

    Isso significa que, de modo geral, homens e mulheres seguem o mesmo calendário, mas as gestantes precisam receber orientações especiais para proteger também o bebê.

    Por que alguns adultos precisam repetir vacinas que já tomaram?

    Muita gente acredita que estar vacinado na infância é garantia de proteção para a vida toda. Mas não é bem assim.

    “A imunidade conferida por algumas vacinas pode diminuir ao longo do tempo. Além disso, mudanças nos calendários vacinais ao longo das décadas podem deixar lacunas de proteção em adultos”, explica a infectologista.

    Ela dá um exemplo importante: “Indivíduos vacinados contra sarampo entre 1963 e 1989 podem ter recebido vacinas menos eficazes ou esquemas incompletos. Por isso, em grupos de risco, como profissionais de saúde e viajantes internacionais, é recomendada a revacinação”.

    Outra situação mais específica é quando acontece um transplante de medula óssea. “A imunossupressão induzida pelo transplante exige a revacinação completa de adultos, independentemente do histórico vacinal, pois a imunidade adquirida anteriormente pode ser perdida após o procedimento”, detalha a médica.

    Vacinas para adultos quem têm doenças crônicas

    Pessoas que têm determinadas doenças crônicas precisam de uma atenção ainda mais especial para a vacinação, e a recomendação depende da condição clínica.

    “Pessoas com pressão alta e com diabetes devem seguir o calendário já mencionado. Mas pacientes com hepatopatias graves, por exemplo, precisam se vacinar também contra meningite C (ACWY preferencialmente) e meningite B”, orienta.

    Ou seja, nesses casos a avaliação deve ser individualizada pelo médico.

    É seguro tomar várias vacinas no mesmo dia?

    Muita gente tem receio, mas a resposta é sim, é seguro.

    “A administração de várias vacinas no mesmo dia é segura, não compromete a eficácia imunológica e é recomendada para garantir proteção oportuna contra doenças preveníveis”, diz a infectologista Clara Buscarini.

    A única exceção são as vacinas vivas atenuadas (como tríplice viral e febre amarela, por exemplo). “Se não forem aplicadas no mesmo dia, precisam ter um intervalo de pelo menos 28 dias entre elas para evitar interferência na resposta imunológica”, diz a especialista.

    O risco de não completar o calendário vacinal

    Segundo a médica, deixar vacinas de lado pode trazer várias consequências sérias:

    • Maior risco de ficar doente e ter complicações graves, especialmente no caso de pessoas com saúde mais vulnerável, como idosos e quem tem outras doenças;
    • Diminuição da proteção coletiva, também conhecida como imunidade de rebanho. Isso aumenta a chance de doenças já erradicadas ou controladas voltarem (como sarampo, rubéola e poliomielite), e coloca em risco quem não está vacinado ainda ou pessoas imunossuprimidas;
    • Transmissão para pessoas vulneráveis, como bebês, crianças, idosos e pessoas com problemas de imunidade;
    • Impacto no sistema de saúde: o tratamento de doenças preveníveis com vacina onera o sistema de saúde, aumenta o custo e sobrecarrega o sistema.

    “A manutenção de um esquema vacinal completo ao longo da vida adulta é muito importante para prevenir doenças imunopreveníveis e suas complicações”, reforça a infectologista.

    Perguntas frequentes sobre vacinação em adultos

    1. Adultos precisam vacinar todos os anos?

    Sim. Especialmente contra influenza e covid-19, que têm reforços anuais. Mas é importante ficar de olho no calendário vacinal para eventuais reforços de outras vacinas, como a de tétano, por exemplo.

    2. Qual vacina é obrigatória para viajar?

    A vacina contra febre amarela é exigida em viagens para áreas de risco ou países que solicitam o certificado internacional.

    3. Vacina contra HPV é só para adolescentes?

    Não. “Adultos com 20 anos ou mais, não vacinados anteriormente, podem receber três doses da HPV9”, lembra a médica.

    4. Posso tomar vacinas mesmo gripado?

    Depende. Quadros leves não contraindicam, mas em caso de febre alta é melhor adiar.

    5. Se eu perder uma dose, preciso reiniciar a vacinação?

    Não. O esquema pode ser retomado de onde parou, sem necessidade de começar tudo de novo.

    Leia também: HPV: o que é, riscos e como a vacina pode proteger sua saúde

  • 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Passar horas sentado diante do computador, dirigir por muito tempo ou carregar peso de forma errada são alguns dos principais fatores que causam dores nas costas. É um incômodo tão comum que, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial terá ao menos um episódio significativo de dor nas costas ao longo da vida.

    Como a maioria dos casos está ligada a hábitos do dia a dia, pequenas mudanças na rotina (como corrigir a postura e praticar exercícios físicos regularmente) podem reduzir significativamente a ocorrência de dores e melhorar a qualidade de vida.

    Pensando nisso, listamos as principais causas da dor nas costas e as orientações práticas para preveni-la, com dicas que podem ser aplicadas tanto no trabalho quanto em casa. Confira!

    Afinal, o que causa dor nas costas?

    O ortopedista Caio Gonçalves de Souza explica que as dores nas costas podem ser causadas por diversos fatores, podendo atingir jovens, adultos e idosos. Entre os fatores mais comuns estão:

    • Má postura nas atividades diárias: sentar-se curvado, ficar horas no celular ou trabalhar com o monitor na altura errada sobrecarrega a coluna;
    • Levantamento incorreto de peso: pegar objetos no chão sem dobrar os joelhos aumenta o risco de lesões;
    • Sedentarismo: a falta de exercícios enfraquece a musculatura de sustentação da coluna;
    • Uso excessivo de dispositivos eletrônicos: olhar para baixo por horas mexendo no celular causa sobrecarga na cervical;
    • Movimentos repetitivos: atividades como varrer, carregar caixas ou digitar por longos períodos geram fadiga muscular;
    • Estresse e tensão emocional: aumentam a contração muscular e agravam as dores, principalmente na região cervical;
    • Envelhecimento: o desgaste natural dos discos intervertebrais e articulações leva a episódios mais frequentes de dor;
    • Traumas e quedas: desde pequenos impactos até acidentes maiores, podem desencadear dores importantes.

    Como prevenir a dor nas costas no dia a dia?

    Pequenas mudanças de postura, de rotina e de ambiente podem reduzir muito os episódios de dor, como:

    1. Mantenha uma boa postura

    Ao sentar, o ideal é apoiar totalmente as costas no encosto da cadeira, manter os ombros relaxados e os dois pés firmes no chão. Cruzar as pernas pode parecer confortável, mas favorece o desalinhamento da pelve e aumenta a sobrecarga lombar.

    2. Levante-se com frequência

    Ficar muito tempo sentado, em especial diante do computador, reduz a circulação sanguínea e aumenta a rigidez muscular. O recomendado é levantar por intervalos, dar alguns passos e realizar movimentos simples de alongamento.

    Você pode ir buscar um café, ir ao banheiro ou aproveitar o momento para esticar as pernas. O hábito reduz (e muito!) a fadiga dos músculos de sustentação e previne contraturas.

    3. Saiba como pegar peso

    O esforço sempre deve ser feito com as pernas, nunca com a coluna. Isso significa dobrar os joelhos, manter as costas retas e segurar o objeto bem perto do corpo. Também vale respeitar o próprio limite, não querer carregar mais do que aguenta e, sempre que possível, dividir a carga com outra pessoa.

    4. Pratique atividade física

    O sedentarismo está entre os principais fatores de risco para dor nas costas. “A ausência de movimento leva ao enfraquecimento muscular – especialmente dos músculos responsáveis por estabilizar a coluna (core) – e à perda de flexibilidade das articulações”, explica Caio.

    Exercícios que fortalecem a musculatura do abdômen, lombar e pelve (como pilates, yoga, musculação, caminhada e natação) contribuem para estabilizar a coluna e reduzir a chance de sobrecarga. A recomendação mínima é de 150 minutos de atividade física por semana, segundo orientações da OMS.

    “Antes de iniciar qualquer atividade física, principalmente pessoas com histórico de dor crônica ou limitações, é recomendável avaliação com profissional de saúde qualificado (médico, fisioterapeuta ou educador físico)”, aponta o ortopedista.

    5. Evite sobrecargas

    Carregar peso em um só braço ou usar mochilas de alças finas favorece o desequilíbrio postural e aumenta a sobrecarga na coluna e nos ombros. Quando o hábito se repete por muito tempo, pode causar dores musculares e até alterações na curvatura da coluna.

    O ideal é dividir o peso entre os dois lados do corpo e preferir mochilas de duas alças largas, acolchoadas e firmes, que distribuem melhor a carga e reduzem o risco de lesões. Também é importante evitar o excesso de peso em bolsas e mochilas para preservar a saúde da coluna no dia a dia.

    6. Adapte o ambiente de trabalho

    Um espaço mal ajustado faz com que o corpo compense de forma errada, adotando posições prejudiciais à coluna. Para evitar isso, recomenda-se o uso de cadeiras ergonômicas, que apoiem toda a região lombar, e mesas na altura correta, de modo que os braços fiquem relaxados ao digitar.

    O monitor deve estar alinhado à altura dos olhos, evitando que a cabeça se incline para frente. Para pessoas que utilizam notebooks, uma dica é utilizar suportes para erguer o aparelho.

    7. Inclua alongamentos na rotina

    Alongamentos leves de pescoço, ombros, braços e pernas são fáceis de fazer e ajudam a evitar rigidez muscular. Praticá-los logo ao acordar prepara o corpo para o dia, e repetir durante pequenas pausas no trabalho diminui a tensão acumulada. Não é necessário muito tempo: cinco minutos já fazem diferença para o bem-estar.

    8. Controle o estresse

    O estresse emocional também impacta o corpo, provocando contrações involuntárias na região cervical e lombar. Técnicas de respiração profunda, pausas curtas durante o dia, meditação guiada e atividades prazerosas, como caminhar ao ar livre ou ouvir música, ajudam a aliviar a tensão muscular.

    Orientações para pessoas que dirigem

    Ficar muito tempo ao volante exige que o corpo permaneça na mesma posição, com movimentos limitados. Isso aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais, dificulta a circulação sanguínea e favorece contraturas musculares, principalmente na lombar e no pescoço.

    Por isso, quem dirige por longos períodos precisa adotar alguns cuidados básicos. Caio orienta:

    • Ajuste o banco: mantenha o encosto levemente inclinado (100 a 110 graus), permitindo apoio total das costas;
    • Apoio lombar: use uma almofada ou toalha enrolada, se o carro não oferecer suporte;
    • Altura dos joelhos: devem estar levemente dobrados, em um nível ligeiramente mais alto que o quadril;
    • Evite objetos nos bolsos: carteira ou celular podem desalinhar o quadril;
    • Faça pausas a cada 2 horas: caminhe, alongue as pernas e movimente a coluna por, pelo menos, 15 minutos;
    • Controle o estresse no trânsito: respiração profunda e calma ajudam a evitar contrações musculares, causadas pelo nervosismo ao volante.

    Como o colchão e travesseiro podem ajudar na dor nas costas?

    Um colchão e travesseiro inadequados podem causar ou agravar dores ao manter a coluna desalinhada por várias horas seguidas, o que também prejudica a qualidade do sono.

    O colchão deve ser firme o suficiente para sustentar a coluna, sem ser excessivamente duro ou mole, já que ambos os extremos favorecem pontos de pressão e desconforto. Já o travesseiro precisa manter o pescoço alinhado ao restante da coluna:

    • Quem dorme de lado deve usar um modelo que preencha o espaço entre o ombro e a cabeça;
    • Quem dorme de barriga para cima deve escolher um travesseiro que preserve a posição neutra do pescoço.

    A posição de bruços, por outro lado, deve ser evitada, pois sobrecarrega a cervical e a lombar. O uso de almofadas pode ser um recurso complementar, ajudando a aliviar a pressão — entre os joelhos, no caso de quem dorme de lado, ou sob os joelhos, para quem prefere dormir de barriga para cima.

    De acordo com Caio, o colchão e o travesseiro devem ser trocados periodicamente, à medida que perdem a capacidade de suporte.

    Quando a dor nas costas é preocupante?

    Na maioria das vezes, a dor nas costas é passageira e melhora com repouso, mudanças de hábito e exercícios. No entanto, existem sinais de alerta que indicam a necessidade de avaliação médica urgente, já que podem estar relacionados a condições mais graves, como hérnias de disco avançadas, compressão nervosa, fraturas, infecções ou até tumores.

    O ortopedista Caio Gonçalves de Souza aponta alguns deles:

    • Dor intensa e de início súbito, sem causa aparente;
    • Dor que não melhora com repouso e persiste por mais de quatro a seis semanas;
    • Dores crônicas que não respondem a medidas simples;
    • Perda de força, dormência, formigamento ou sensação de choque elétrico nos braços ou pernas;
    • Alterações urinárias ou intestinais, como perda de controle da bexiga ou do intestino (pode indicar compressão da medula e é uma emergência);
    • Emagrecimento sem explicação associado a dor;
    • Febre persistente acompanhada de dor lombar, sinal possível de infecção;
    • Histórico de trauma recente, especialmente em idosos ou pessoas com osteoporose;
    • Histórico prévio de câncer, HIV ou uso crônico de corticoides, que aumenta o risco de complicações ósseas.

    Quando procurar ajuda médica?

    Buscar atendimento médico é fundamental sempre que a dor for incapacitante, persistente ou vier acompanhada de sinais de alerta. Ademais, qualquer sintoma neurológico novo, como perda de sensibilidade, fraqueza nos membros ou dificuldade para andar, deve ser considerado motivo para procurar um especialista com urgência.

    Perguntas frequentes

    1. Qual é o melhor exercício para prevenir dor nas costas?

    Não existe um exercício único para prevenir a dor nas costas. O ideal é combinar fortalecimento, alongamento e atividades aeróbicas.

    Pilates e yoga, por exemplo, melhoram a flexibilidade e a consciência postural. Já a musculação fortalece a região abdominal e lombar, conhecida como core, e caminhadas e natação mantêm o corpo ativo sem sobrecarregar as articulações.

    2. Como saber se a dor é muscular ou algo mais grave?

    As dores musculares geralmente aparecem após esforço ou má postura e tendem a melhorar com repouso, alongamento e analgésicos simples.

    Já as dores persistentes, que não melhoram após semanas, ou que vêm acompanhadas de formigamento, fraqueza ou perda de sensibilidade, exigem investigação médica, pois podem estar relacionadas a problemas estruturais na coluna.

    3. A dor nas costas pode ser sintoma de hérnia de disco?

    Sim. A hérnia de disco acontece quando o disco intervertebral sofre desgaste ou deslocamento e acaba comprimindo nervos próximos. Isso pode gerar dor intensa, muitas vezes irradiando para braços ou pernas, além de sintomas como formigamento e perda de força.

    No entanto, destaca-se que nem toda dor lombar é sinal de hérnia. Existem várias outras causas possíveis, então é essencial procurar um médico para uma investigação adequada e identificar o tratamento correto para cada caso.

    4. Sentir dor nas costas depois de exercícios físicos é normal?

    A dor leve após atividades pode estar relacionada ao esforço muscular e tende a desaparecer em poucos dias. No entanto, dores intensas, persistentes ou acompanhadas de formigamento e limitação de movimentos não são normais e devem ser avaliadas. Isso pode indicar lesão ou execução inadequada do exercício.

    5. Gravidez aumenta o risco de dor nas costas?

    Sim! Durante a gestação, o aumento de peso e as alterações hormonais modificam o centro de gravidade da mulher e alteram a postura, o que sobrecarrega especialmente a coluna lombar e a região pélvica.

    Além disso, os ligamentos ficam mais frouxos para preparar o corpo para o parto, deixando as articulações menos estáveis e mais suscetíveis a dor. Exercícios leves, fisioterapia e orientações de postura podem ajudar bastante a aliviar o desconforto, desde que feitos sempre com acompanhamento médico.

    6. Dormir de bruços faz mal?

    Dormir de bruços não é recomendado porque força o pescoço e a região lombar, deixando a coluna em desalinhamento por várias horas. As posições mais indicadas são de lado, com um travesseiro entre os joelhos, ou de barriga para cima, com apoio sob os joelhos.

    7. Os analgésicos resolvem a dor nas costas?

    Os analgésicos podem aliviar a dor momentaneamente, mas não tratam a causa do problema. O uso frequente sem orientação médica também não é recomendado, já que pode mascarar problemas mais graves. O ideal é associar alívio da dor a mudanças de hábitos e acompanhamento profissional, quando necessário.

    Leia também: Trabalha sentado o dia todo? Conheça os riscos para o coração e o que fazer

  • Cirurgia marcada? Veja quando procurar o cardiologista

    Cirurgia marcada? Veja quando procurar o cardiologista

    Se você está com uma cirurgia marcada, já deve saber que o preparo não envolve apenas jejum e exames laboratoriais. Na verdade, antes de entrar no centro cirúrgico, é fundamental avaliar se o coração está pronto para suportar o estresse da anestesia, da perda de sangue e da recuperação.

    A consulta, também conhecida como avaliação cardiológica pré-operatória, é necessária especialmente para pacientes com fatores de risco, como pressão alta, diabetes, histórico familiar de doenças cardíacas ou mais de 40 anos. Ela garante que o procedimento seja feito com mais segurança e reduz a chance de complicações graves, como infarto ou arritmias.

    Para entender melhor quando procurar esse acompanhamento e quais cuidados são indispensáveis, conversamos com a cardiologista Edilza Câmara Nóbrega, formada pelo InCor-HCFMUSP. Confira!

    Por que o coração precisa ser avaliado antes da cirurgia?

    Toda cirurgia gera estresse para o organismo. A anestesia, a perda de sangue, a dor e a inflamação desencadeiam respostas hormonais que elevam a pressão arterial, aceleram os batimentos e aumentam a demanda de oxigênio do coração.

    Na maioria dos pacientes saudáveis, o corpo dá conta dessa sobrecarga. Mas, para quem já tem fatores de risco ou doenças cardíacas, as alterações podem desencadear complicações sérias — como infarto agudo do miocárdio e até AVC.

    Estudos mostram que hoje os pacientes cirúrgicos são, em geral, mais idosos e com múltiplas doenças associadas. Preparar o coração e alinhar condutas entre médico, cirurgião e anestesista é essencial para a segurança do procedimento.

    Quando procurar o cardiologista antes da cirurgia?

    De acordo com Edilza Câmara Nóbrega, especialista em cardiologia perioperatória, a avaliação deve ser feita assim que a cirurgia for marcada.

    “O ideal é que essa avaliação seja feita com tempo hábil para que o cardiologista possa solicitar exames adicionais, se necessário, e para que haja tempo para qualquer otimização do seu estado de saúde, como ajuste de medicações ou investigação de alguma alteração”.

    A urgência depende do tipo de cirurgia:

    • Cirurgias eletivas: permitem maior planejamento e otimização.
    • Cirurgias de urgência: mesmo nesses casos, é feita uma checagem mínima do coração.

    Quem deve priorizar a avaliação cardiológica?

    A consulta é altamente recomendada para:

    • Pessoas com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, arritmias, doença arterial coronariana ou stent;
    • Pessoas com pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade ou tabagismo;
    • Pacientes que já tiveram AVC;
    • Adultos de meia idade e idosos (acima de 50-60 anos, conforme o caso);
    • Pessoas com sintomas cardíacos como dor no peito, palpitações, falta de ar ou inchaço;
    • Quem vai passar por cirurgias de médio ou grande porte.

    Sinais de alerta antes de operar

    Entre os sinais que exigem investigação estão:

    • Dor no peito;
    • Falta de ar;
    • Palpitações;
    • Inchaço nas pernas;
    • Cansaço sem causa aparente;
    • Desmaios ou tonturas frequentes.

    “Caso apresente algum desses sintomas ou condição cardíaca grave, cirurgias eletivas podem e devem ser suspensas se a avaliação cardiológica identificar um risco elevado de complicações. A segurança do paciente é a prioridade”, explica Edilza.

    E se o risco cirúrgico for considerado alto?

    Nesses casos, a cirurgia pode ser adiada ou adaptada. As condutas possíveis incluem:

    • Otimização do tratamento;
    • Exames adicionais;
    • Mudança do plano cirúrgico;
    • Adiamento da cirurgia;
    • Encaminhamento para tratamento cardíaco prévio;
    • Cirurgia em ambiente com monitoramento intensivo.

    O que pode acontecer se a avaliação for ignorada

    Ignorar essa etapa aumenta o risco de complicações como:

    • Infarto;
    • Arritmias graves;
    • Insuficiência cardíaca aguda;
    • AVC;
    • Complicações respiratórias;
    • Morte.

    O que acontece durante a cirurgia para proteger o coração?

    Durante o procedimento, o coração é monitorado constantemente com equipamentos de controle de pressão, frequência cardíaca, oxigenação e atividade elétrica. Medicamentos e manejo da dor ajudam a evitar sobrecarga cardíaca e prevenir complicações.

    Como cuidar do coração após a cirurgia?

    Mesmo após a cirurgia, há risco de complicações como arritmias, infarto e insuficiência cardíaca. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável, junto com fisioterapia e reabilitação cardíaca quando indicado.

    O estresse emocional também pode impactar. Técnicas de respiração, atitude positiva, apoio familiar e música ajudam na recuperação.

    Perguntas frequentes sobre avaliação cardiológica antes de cirurgias

    1. O que é avaliação cardiológica pré-operatória?

    É a consulta em que o cardiologista verifica se o coração está preparado para enfrentar a cirurgia e a anestesia, pedindo exames e ajustando remédios se necessário.

    2. Preciso procurar o cardiologista mesmo para cirurgias pequenas?

    Sim. Mesmo cirurgias simples podem sobrecarregar o coração, especialmente em quem tem fatores de risco.

    3. A cirurgia pode ser adiada por causa do coração?

    Sim. Se o risco for alto, a cirurgia pode ser adiada para estabilização do coração antes.

    4. Já tive infarto. Posso fazer cirurgia?

    Sim, mas com cuidado extra. O cardiologista avalia o tempo desde o infarto e pode solicitar exames adicionais.

    5. Quais são as principais complicações cardíacas no pós-operatório?

    Infarto, arritmias, insuficiência cardíaca e coágulos. Daí a importância da vigilância médica.

    6. Preciso suspender meus remédios antes da cirurgia?

    Apenas sob orientação médica. Anticoagulantes, por exemplo, podem precisar de ajuste.

    7. Sou idoso e vou operar. Meu risco é maior?

    Sim. Idosos têm mais fatores de risco, mas a avaliação ajuda a reduzir as chances de complicações.

    8. Como sei que estou pronto para a cirurgia?

    Quando o cardiologista confirma que exames e condições estão controlados. Isso não elimina totalmente o risco, mas o reduz ao máximo.

    9. Existe risco de AVC durante ou após a cirurgia?

    Sim, especialmente em quem tem hipertensão, diabetes ou arritmias. O controle desses fatores antes da cirurgia ajuda a reduzir a chance.