Categoria: Prevenção

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  • Por que é importante seguir um preparo para alguns exames de sangue? Médica explica

    Por que é importante seguir um preparo para alguns exames de sangue? Médica explica

    Você já passou pela situação de ter um exame desmarcado ou precisar repetir a coleta porque esqueceu de ficar em jejum? Pode até ser frustrante, mas o preparo para exames de sangue é necessário para que o resultado seja preciso e confiável e realmente represente como o organismo está naquele momento.

    Mesmo hábitos simples do dia a dia, como tomar um café fora do horário recomendado ou fazer um treino intenso na véspera, podem modificar componentes do sangue temporariamente e, consequentemente, alterar os resultados do exame.

    Conversamos com a patologista clínica Fábia Lima de Macedo Aidar para entender por que o preparo é tão importante antes dos exames laboratoriais e quais cuidados fazem realmente diferença. Confira!

    Por que é importante um preparo antes de alguns exames de sangue?

    De acordo com Fábia, o preparo antes dos exames é uma forma de reduzir interferências externas e garantir que o resultado realmente reflita o estado de saúde do paciente, e não o que ele comeu, tomou ou fez nas horas anteriores.

    No geral, o preparo ajuda a:

    Evitar interferências alimentares e de bebidas alcoólicas

    A alimentação e o consumo de bebidas alcoólicas podem alterar temporariamente diversos parâmetros do sangue, como glicose, triglicerídeos, LDL, insulina e proteínas circulantes. Por isso, muitos exames exigem jejum, normalmente entre 8 e 12 horas, para reduzir as interferências e tornar o resultado mais confiável.

    Reduzir o efeito de medicamentos e suplementos

    Remédios como corticoides, diuréticos e hormônios, assim como suplementos, incluindo biotina, vitaminas e fitoterápicos, podem interferir diretamente nas dosagens laboratoriais.

    A biotina, por exemplo, pode alterar exames hormonais e cardíacos realizados por imunoensaio. Por isso, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) orienta a suspensão de alguns produtos de 48 a 72 horas antes da coleta, sempre que possível com orientação médica.

    Evitar variações fisiológicas

    O organismo reage a fatores como exercício físico intenso, estresse, noites mal dormidas e consumo de álcool. De acordo com Fábia, tudo isso pode modificar temporariamente resultados como enzimas musculares (CK), cortisol e glicemia, o que pode levar a interpretações equivocadas e diagnósticos incorretos.

    Atenção aos exames hormonais

    Muitos exames hormonais sofrem influência do horário da coleta. A não observação do ritmo circadiano, especialmente fora do período entre 7 e 9 horas da manhã, quando ocorre o pico do cortisol e do ACTH, pode gerar resultados imprecisos.

    Além disso, exames como TSH, T3, T4, prolactina e estradiol podem ser influenciados por medicamentos como corticoides, biotina e anticoncepcionais. Ferro e ferritina também variam conforme a alimentação e o horário da coleta, segundo Fábia.

    Assegurar a comparabilidade dos resultados

    Quando um exame precisa ser repetido, seguir o mesmo preparo em todas as coletas permite comparar os resultados com mais segurança ao longo do tempo, evitando conclusões erradas sobre a evolução ou não de um quadro clínico.

    O que acontece se não seguir as orientações do exame?

    Não seguir as orientações de preparo ou deixar de informar algo importante no momento da coleta pode comprometer o resultado do exame. Isso pode levar a interpretações erradas e até a decisões médicas que não seriam necessárias.

    “O médico pode interpretar a alteração devido ao preparo inadequado como patológica, levando à realização de outros exames desnecessários, diagnósticos equivocados e até uso indevido de medicamentos”, explica Fábia.

    Um resultado incorreto também pode mascarar uma doença verdadeira, fazendo com que o diagnóstico seja atrasado ou até perdido. Além disso, exames com valores incoerentes costumam levar à necessidade de repetir a coleta, o que gera mais custos, perda de tempo e desconforto para o paciente.

    “Por isso, a colaboração entre paciente e laboratório é essencial para a segurança e qualidade do cuidado em saúde”, complementa a especialista.

    Quais os exames mais sensíveis a erros de preparo?

    Existem grupos de exames que são particularmente sensíveis a erros de preparo, alterando significativamente o resultado, segundo Fábia. Os principais incluem:

    Exames metabólicos

    • Glicose e insulina: apresentam variação importante após as refeições, sendo diretamente influenciadas pela ingestão de alimentos;
    • Triglicerídeos: são extremamente sensíveis à alimentação, especialmente ao consumo de gordura e álcool;
    • Colesterol total e frações: podem apresentar elevação do LDL calculado quando os triglicerídeos estão altos devido à falta de jejum.

    Exames hormonais

    Os exames hormonais são altamente influenciados por medicamentos, suplementos e pelo horário da coleta.

    • Cortisol e ACTH: sofrem variações ao longo do dia, de acordo com o ritmo circadiano, além de influência do estresse, sono e atividade física. O ideal é padronizar a coleta entre 7 e 9 horas da manhã;
    • TSH, T3, T4, prolactina, testosterona e estradiol: podem sofrer interferência de medicamentos como corticoides, anticoncepcionais e biotina.

    Vitaminas e minerais

    As vitaminas e minerais são sensíveis ao uso de suplementos, à alimentação e ao jejum.

    • Vitamina B12, vitamina D e ácido fólico: podem apresentar valores artificialmente elevados em pessoas que fazem suplementação.
    • Ferro e ferritina: variam conforme o uso de suplementos, alimentação, jejum e horário da coleta, sendo preferível a coleta pela manhã.
    • CPK, AST, ALT e LDH: podem aumentar após exercício físico, esforço muscular intenso ou aplicação de injeções intramusculares.
    • Cafeína: estimula a liberação de adrenalina e cortisol, além de influenciar a glicemia e o metabolismo lipídico.

    Por que o jejum é necessário em alguns exames e em outros não?

    O jejum ajuda a padronizar as condições do organismo no momento da coleta. Quando a pessoa se alimenta, vários componentes do sangue sofrem alterações temporárias, como glicose, insulina, colesterol e triglicerídeos.

    Em exames que avaliam esses parâmetros, o jejum evita que o resultado reflita apenas o que foi consumido recentemente.

    Por outro lado, Fábia explica que existem exames que não sofrem alterações significativas com a alimentação e podem ser realizados em condições habituais, para refletirem melhor o cotidiano do paciente, como hemograma, ureia e creatinina.

    “Hoje, já existem laboratórios trabalhando com valores de referência para pacientes que não estão em jejum, mas isso precisa ser comunicado ao laboratório e ao médico para uma avaliação adequada”, complementa a especialista.

    O que é permitido antes do exame de sangue?

    O que é permitido depende inteiramente do tipo de exame que você vai fazer. Normalmente, o que é liberado inclui:

    • Água: mesmo em jejum, a água pura não altera os índices de glicose ou colesterol. Pelo contrário: se manter hidratado facilita a visualização das veias e torna a coleta muito menos desconfortável;
    • Medicamentos de uso contínuo: na maioria dos casos, você não deve interromper seus remédios habituais (como para pressão ou tireoide), a menos que o seu médico tenha dado uma instrução específica. Uma dica é avisar a recepcionista do laboratório sobre todos os remédios que tomou nas últimas 24 horas;
    • Escovação de dentes e higiene: você pode escovar os dentes e usar enxaguante bucal normalmente. Apenas evite engolir o produto para não ingerir resíduos de açúcar ou álcool que alguns enxaguantes possuem.

    O laboratório consegue identificar uma alteração por erro de preparo?

    Na maioria das vezes, o laboratório não consegue identificar se o resultado foi alterado por erro de preparo, pois essas interferências costumam imitar alterações reais. Sem as informações fornecidas pelo paciente, não é possível saber se a alteração observada é fisiológica, medicamentosa, alimentar ou patológica.

    Em alguns casos, Fábia explica que o profissional do laboratório pode suspeitar de interferência ao identificar padrões incomuns ou resultados incompatíveis com o histórico do paciente, como CPK e AST muito elevados após atividade física, por exemplo.

    O que fazer em caso de dúvidas?

    O melhor caminho é conversar tanto com o laboratório quanto com o médico, já que cada um ajuda de um jeito diferente.

    Antes ou logo depois da coleta, vale procurar o laboratório para tirar dúvidas sobre jejum, preparo, uso de medicamentos, suplementos e possíveis interferências no exame. A equipe do laboratório pode orientar sobre como se preparar e explicar observações técnicas que aparecem no laudo.

    Depois que o resultado fica pronto, o ideal é conversar com o médico que solicitou o exame. Ele vai analisar o resultado junto com os sintomas, o histórico de saúde e o uso de medicamentos, e decidir se está tudo normal ou se é preciso acompanhar ou ajustar o tratamento.

    “Essa boa comunicação é o que garante um exame realmente útil e seguro”, finaliza Flávia.

    Leia mais: O que o cardiologista observa no seu exame de sangue

    Perguntas frequentes

    1. Pode mascar chiclete ou bala sem açúcar durante o preparo?

    Não é recomendado, pois mesmo as versões “zero açúcar” podem enganar o organismo. O ato de mastigar estimula a produção de saliva e sucos gástricos, o que prepara o corpo para uma digestão que não vai ocorrer.

    Isso pode alterar os níveis de alguns hormônios gastrintestinais e até a velocidade do metabolismo, interferindo em exames mais sensíveis. Além disso, muitos chicletes contêm adoçantes (como o sorbitol) que podem ser absorvidos e afetar a glicemia.

    2. O consumo de álcool 48 horas antes interfere em quais tipos de exame?

    O álcool altera o metabolismo do fígado e os níveis de gordura no sangue, afetando exames como triglicerídeos, glicose, ácido úrico e gama-GT e outras enzimas hepáticas.

    3. Pode ter relações sexuais antes de exames de sangue ou urina?

    Na maioria dos exames, ter relação sexual antes não costuma ser um problema. Ainda assim, existem algumas exceções importantes.

    Para exames de urina, o ideal é evitar relações nas 24 horas anteriores, pois isso pode alterar leucócitos e hemácias. Já nos exames de sangue, o principal cuidado é com o PSA, exame da próstata, que exige abstinência de 48 a 72 horas. Alguns exames específicos, como prolactina e culturas, também podem pedir essa restrição.

    4. A vitamina C ou suplementos multivitamínicos alteram os resultados?

    Sim, e muito. A vitamina C (ácido ascórbico) em doses altas pode interferir em testes de oxidação. Ela pode causar falso-negativo em testes de sangue oculto nas fezes ou glicose na urina e alterações na creatinina e bilirrubina.

    O ideal é suspender suplementos de 24 a 48 horas antes, sempre com o conhecimento do médico.

    5. Mulheres no período menstrual podem fazer qualquer exame de sangue?

    Sim, a maioria dos exames de sangue pode ser feita. No entanto, o ciclo menstrual altera drasticamente as dosagens hormonais (como LH, FSH, progesterona e estradiol).

    Por isso, os exames costumam ser solicitados em dias específicos do ciclo. Além disso, o ferro sérico e a ferritina podem baixar ligeiramente devido à perda de sangue.

    6. Crianças e bebês precisam de jejum?

    As regras são mais flexíveis para evitar a hipoglicemia infantil. No caso dos bebês que ainda mamam no peito, o jejum geralmente não é necessário, e a coleta pode ser feita pouco antes da próxima mamada. Já as crianças pequenas podem ter um jejum reduzido, de 3 a 4 horas, dependendo do exame.

    Em todo o caso, consulte o laboratório, pois o jejum prolongado em crianças pode ser prejudicial e alterar os resultados.

    7. Se eu quebrar o preparo, quanto tempo devo esperar para agendar uma nova coleta?

    Na maioria dos casos (como comer algo antes de um exame de glicose), 24 horas de espera são suficientes para que o metabolismo volte ao normal. Porém, se o erro envolveu bebida alcoólica, o ideal é aguardar 72 horas.

    Se você tomou algum medicamento que deveria ter sido suspenso, consulte seu médico sobre o tempo necessário para que a substância saia do organismo.

    Confira: Por que exames de rotina salvam vidas?

  • Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Cura milagrosa do câncer? Veja por que você deve ter cuidado com fake news

    Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer lidera o ranking de notícias falsas. Em tempos de redes sociais e informações instantâneas, notícias sobre curas milagrosas costumam se espalhar rapidamente — como promessas de pílulas revolucionárias, dietas restritivas ou chás “milagrosos”, que circulam com facilidade e podem despertar esperança em pessoas que estão vulneráveis.

    No entanto, a maioria das informações não possui qualquer comprovação científica e, em alguns casos, seguir orientações erradas pode atrasar o tratamento e comprometer a saúde. Entenda mais, a seguir!

    Por que surgem tantas notícias falsas sobre curas milagrosas?

    As fake news, de modo geral, são notícias falsas criadas para enganar ou manipular a opinião pública. No caso do câncer, elas costumam prometer curas rápidas, simples e naturais, como pílulas, chás ou dietas específicas.

    No entanto, a promessa de “cura natural” leva muitas pessoas a abandonarem tratamentos comprovadamente eficazes, como quimioterapia, radioterapia ou cirurgias — o que pode ser muito perigoso.

    Mas afinal, por que surgem tantas notícias falsas sobre a cura do câncer? O oncologista Thiago Chadid explica que, por ser uma doença que causa um impacto emocional forte, ela cria um ambiente fértil para o surgimento de promessas milagrosas. Diante do medo, da angústia e da incerteza, é natural que muitos se sintam atraídos por soluções aparentemente simples ou alternativas que prometem cura rápida.

    Ele complementa que muitas dessas fake news se apoiam em uma compreensão errada do que é o câncer. “Existe um entendimento muito errado da doença, de achar que ela é causada por uma causa única. Ou que todos os cânceres são iguais. Só que câncer é um nome dado a um conjunto de doenças. Cada câncer tem natureza, comportamento e motivos diferentes para surgir”, explica o oncologista.

    Além disso, o desejo de encontrar uma explicação lógica faz com que as pessoas busquem respostas simples para algo extremamente complexo. “Quando alguém chega com um discurso convincente sobre algum procedimento, alguma droga ou alguma formulação, isso pode convencer. Alimenta um desejo interno de curar e fugir do medo de ter câncer”, complementa Chadid.

    O perigo dos tratamentos milagrosos para câncer

    Normalmente, as promessas de cura milagrosa quase sempre vêm acompanhadas de frases como “a indústria não quer que você saiba disso” ou “médicos escondem a verdade”. Essa narrativa de conspiração cria uma falsa sensação de descoberta.

    Contudo, muitos desses “tratamentos” não apenas são ineficazes, como também podem representar sérios riscos à saúde. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) alerta que dietas restritivas, produtos sem registro e terapias alternativas sem respaldo científico podem comprometer o processo de recuperação, especialmente em pacientes fragilizados pelos efeitos da quimioterapia, radioterapia ou cirurgias.

    Um exemplo conhecido é o da fosfoetanolamina, popularmente chamada de “pílula do câncer”. Divulgada como uma possível cura para diferentes tipos de tumores, a substância nunca teve eficácia comprovada em estudos clínicos com seres humanos e não é reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento para o tratamento do câncer.

    Quais são as fake news mais comuns sobre câncer?

    “Carboidratos alimentam o tumor”

    Os carboidratos fornecem energia, na forma de glicose, para todas as células do corpo — inclusive as saudáveis. Cortá-los totalmente leva o organismo a quebrar proteínas dos músculos para gerar energia, causando perda de massa magra e piora da saúde geral.

    Apesar de as células tumorais também utilizarem glicose, isso não significa que retirar carboidratos impeça o crescimento do câncer. Pelo contrário, a restrição pode prejudicar a recuperação, reduzir a imunidade e agravar a desnutrição.

    O ideal é priorizar carboidratos saudáveis, presentes em frutas, legumes, cereais integrais e grãos, e evitar ultraprocessados.

    “Proteínas de origem animal alimentam o tumor”

    As proteínas são essenciais para manutenção muscular, produção de hormônios e regeneração dos tecidos. Durante o tratamento do câncer, manter ingestão adequada de proteínas ajuda o organismo a tolerar melhor os efeitos da quimioterapia.

    Elas podem vir tanto de fontes vegetais quanto animais. Carnes vermelhas podem ser consumidas com moderação, evitando as versões processadas.

    “Cogumelo do sol, graviola ou chá verde curam o câncer”

    Nenhum alimento cura o câncer. Uma alimentação equilibrada ajuda a fortalecer o sistema imunológico e melhora a tolerância ao tratamento, mas não substitui terapias médicas.

    “Bicarbonato de sódio cura o câncer”

    A ideia se baseia na falsa crença de que o câncer se desenvolve em ambientes ácidos. O pH do sangue é rigidamente controlado pelo organismo, e tentar alterá-lo artificialmente pode causar desequilíbrios graves e intoxicação.

    Como identificar uma fake news sobre câncer?

    • Promete cura rápida e sem esforço;
    • Afirma que médicos ou a indústria escondem a verdade;
    • Cita especialistas sem nomes ou instituições;
    • Usa apenas relatos pessoais como prova;
    • Tenta vender produtos ou serviços;
    • Não apresenta estudos científicos confiáveis.

    O INCA e o Ministério da Saúde reforçam que tratamentos eficazes passam por testes rigorosos antes de serem aprovados.

    O que o paciente pode fazer para se fortalecer?

    A recuperação no câncer depende de hábitos sustentados por evidências científicas:

    • Manter alimentação equilibrada e variada;
    • Praticar atividade física com orientação médica;
    • Evitar álcool, cigarro e ultraprocessados;
    • Garantir sono adequado;
    • Cuidar da saúde mental e buscar apoio emocional.

    Antes de usar suplementos, chás ou terapias complementares, converse sempre com o oncologista ou nutricionista, pois produtos naturais também podem interferir no tratamento.

    Leia também: Leucemia: saiba mais sobre a doença

    Perguntas frequentes

    Posso parar a quimioterapia se fizer um tratamento natural?

    Não. Abandonar o tratamento convencional aumenta significativamente o risco de progressão da doença. Métodos naturais podem ser apenas complementares, nunca substitutos.

    É possível usar terapias alternativas junto com o tratamento?

    Sim, desde que com supervisão médica. Práticas como meditação ou acupuntura podem ajudar no bem-estar, mas não substituem o tratamento.

    O jejum intermitente ajuda a combater o câncer?

    Não há evidências suficientes. Em pacientes oncológicos, pode causar desnutrição e comprometer o tratamento.

    Por que a desinformação é tão perigosa?

    Porque leva pessoas a abandonarem terapias eficazes, atrasarem diagnósticos e se exporem a riscos graves à saúde.

    O que fazer ao receber mensagens prometendo cura?

    Não compartilhe. Verifique a informação em fontes oficiais, como Ministério da Saúde, INCA ou OMS, e denuncie conteúdos enganosos.

    Veja mais: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença

  • Por que a automedicação pode ser perigosa? Veja 7 riscos e o que deve ser evitado

    Por que a automedicação pode ser perigosa? Veja 7 riscos e o que deve ser evitado

    Seja para tratar infecções ou doenças crônicas, os medicamentos fazem parte do dia a dia e ajudam a melhorar a saúde e o bem-estar, desde que usados da forma certa e com orientação de um profissional.

    O problema é que diversas pessoas utilizam os remédios como uma solução rápida para qualquer dor, febre ou mal-estar. Com isso, os riscos do uso errado acabam sendo ignorados, o que favorece a automedicação, um hábito cada vez mais comum no Brasil.

    De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 77% dos brasileiros costuma tomar remédios sem orientação médica, sendo que quase metade faz isso pelo menos uma vez por mês.

    Para completar, cerca de um quarto dos brasileiros se automedica com frequência ainda maior, chegando a usar medicamentos todos os dias ou ao menos uma vez por semana.

    Afinal, o que é automedicação?

    A automedicação é o hábito de usar remédios por conta própria, sem orientação de um médico ou outro profissional de saúde. Isso inclui:

    • Tomar medicamentos indicados por amigos ou familiares;
    • Reaproveitar receitas antigas;
    • Tomar sobras de tratamentos anteriores;
    • Escolher o remédio apenas com base nos sintomas.

    No Brasil, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos nas farmácias por pessoas que estão se automedicando, o que aumenta os riscos de efeitos colaterais, erros no tratamento e problemas mais graves para a saúde.

    Quais são os riscos da automedicação?

    Usar remédios sem orientação profissional pode causar problemas imediatos e também consequências a longo prazo, como:

    1. Reações alérgicas

    Alguns medicamentos podem provocar reações alérgicas inesperadas, mesmo em pessoas que nunca tiveram alergia antes. Em casos mais graves, as reações podem colocar a vida em risco. Os sintomas mais comuns incluem:

    • Coceira na pele;
    • Vermelhidão ou manchas;
    • Inchaço nos lábios, olhos ou rosto;
    • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
    • Chiado no peito;
    • Tontura ou sensação de desmaio.

    2. Resistência aos remédios

    A resistência medicamentosa é quando micro-organismos, como bactérias, vírus, fungos ou parasitas, deixam de responder aos medicamentos usados para combatê-los. Com isso, remédios que antes funcionavam passam a ter pouco ou nenhum efeito, dificultando o tratamento das doenças.

    O problema surge, principalmente, pelo uso incorreto dos medicamentos, como automedicação, doses erradas, interrupção do tratamento antes do tempo indicado ou uso sem necessidade.

    A resistência medicamentosa torna as infecções mais difíceis de tratar e representa um risco sério para a saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    3. Intoxicação

    O uso de doses maiores do que o recomendado ou a combinação de vários medicamentos sem orientação pode causar intoxicação — o que sobrecarrega órgãos como fígado e rins e pode causar sintomas como náuseas, vômitos, confusão mental e, em casos graves, falência de órgãos.

    4. Dependência

    Alguns medicamentos, principalmente analgésicos, calmantes e relaxantes musculares, podem causar dependência quando usados com frequência. Com o tempo, a pessoa passa a precisar de doses maiores para obter o mesmo efeito, o que aumenta ainda mais os riscos.

    5. Interação medicamentosa

    A interação medicamentosa acontece quando dois ou mais remédios são usados ao mesmo tempo e interferem um no efeito do outro. Isso pode reduzir a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos colaterais e reações adversas.

    6. Efeitos colaterais intensos

    Sem orientação médica, os efeitos adversos podem ser mais frequentes e intensos, como:

    • Náuseas e vômitos;
    • Dor no estômago ou queimação;
    • Diarreia ou constipação;
    • Tontura e dor de cabeça;
    • Sonolência excessiva ou agitação;
    • Aumento da pressão arterial;
    • Alterações no ritmo do coração;
    • Cansaço intenso;
    • Irritação na pele ou coceira.

    7. Agravamento do quadro

    O uso de um remédio inadequado pode piorar a doença em vez de ajudar. Quando o remédio não é indicado para o problema, os sintomas tendem a aumentar, a infecção pode avançar e o estado de saúde pode se tornar mais sério.

    Para completar, a automedicação pode atrasar o início do tratamento correto, fazendo com que a doença avance sem controle. Isso torna a recuperação mais lenta, exige tratamentos mais complexos e aumenta o risco de complicações, internações e danos à saúde.

    O que deve ser evitado?

    Independentemente do medicamento, o uso precisa ser feito com cuidado e responsabilidade. Por isso, é importante evitar algumas atitudes no dia a dia:

    • Uso de remédios indicados por amigos, familiares ou vizinhos;
    • Reaproveitamento de receitas antigas ou sobras de tratamentos anteriores;
    • Alteração da dose por conta própria;
    • Mistura de medicamentos sem orientação profissional;
    • Uso de antibióticos para tratar gripe, resfriado ou outras viroses;
    • Ignorar efeitos colaterais ou reações adversas;
    • Armazenamento e compartilhamento de antibióticos.

    Vale destacar que, durante um tratamento, o uso dos medicamentos não deve ser interrompido antes do tempo indicado, mesmo que os sintomas melhorem. Isso pode impedir a cura, fazer a doença voltar e aumentar o risco de resistência aos remédios, principalmente aos antibióticos.

    Leia também: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

    Perguntas frequentes

    Automedicação pode causar dependência emocional?

    Sim, algumas pessoas passam a usar medicamentos sempre que sentem desconforto, criando uma dependência psicológica e dificultando outras formas de cuidado com a saúde.

    Medicamentos naturais também oferecem riscos?

    Sim. Os produtos naturais, chás e fitoterápicos também têm substâncias ativas que podem causar efeitos colaterais, interações e contraindicações, especialmente quando usados sem orientação.

    Remédios vencidos ainda funcionam?

    Os remédios vencidos podem perder eficácia ou se tornar perigosos. O uso pode não tratar a doença e ainda causar reações adversas.

    Qual o risco de misturar remédio com álcool?

    O álcool pode reduzir o efeito do medicamento ou aumentar seus efeitos colaterais, afetando o fígado, o sistema nervoso e o coração.

    Por que seguir horários de remédios é tão importante?

    Os horários mantêm a quantidade certa do medicamento no organismo. Atrasos ou esquecimentos reduzem a eficácia do tratamento.

    Como identificar que um medicamento não está funcionando?

    Quando os sintomas persistem, pioram ou surgem novos sinais após o início do uso, é importante procurar orientação profissional para reavaliar o tratamento.

    Como reduzir o hábito da automedicação?

    Buscar orientação profissional, evitar estoques de medicamentos em casa e entender que nem todo sintoma exige remédio são passos importantes para reduzir esse hábito.

    Confira: Açúcar faz mal para o coração? Veja como o consumo afeta a saúde cardiovascular

  • Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Antibióticos: por que não devem ser usados sem prescrição médica?

    Usados para tratar infecções causadas por bactérias, os antibióticos são remédios que funcionam eliminando os micro-organismos ou impedindo que elas se multipliquem, ajudando o organismo a combater a infecção e a se recuperar — desde que sejam utilizados da forma certa, na dose indicada e pelo tempo recomendado pelo profissional de saúde.

    Quando usados de forma incorreta e sem orientação médica, os antibióticos podem causar resistência bacteriana, fazendo com que as bactérias deixem de responder ao tratamento. Isso torna as infecções mais difíceis de curar, mais longas e muito mais perigosas. Vamos entender mais, a seguir.

    Por que os antibióticos não devem ser usados sem prescrição?

    O uso inadequado de antibióticos pode causar diversos riscos à saúde, principalmente o desenvolvimento da resistência aos medicamentos, um problema considerado grave em todo o mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela pode acontecer com bactérias, vírus, fungos e parasitas, mas é especialmente preocupante no caso das bactérias.

    Um estudo da revista The Lancet estima que mais de 39 milhões de pessoas podem morrer até 2050 por causa da resistência aos antibióticos. Isso acontece quando as bactérias deixam de responder aos remédios que antes faziam efeito, se adaptam e passam a sobreviver ao tratamento, dificultando a cura e aumentando o risco de infecções mais graves, prolongadas e difíceis de tratar.

    Com menos opções de medicamentos eficazes, muitos tratamentos se tornam mais complexos, exigindo antibióticos mais fortes, internações mais longas e elevando o risco de complicações e mortes, tanto em ambientes hospitalares quanto na comunidade.

    Como surge a resistência bacteriana?

    A resistência bacteriana surge quando as bactérias passam por mudanças que permitem sobreviver à ação dos antibióticos. Isso acontece, principalmente, por causa do uso incorreto dos medicamentos, como nas seguintes situações:

    • Automedicação, sem prescrição ou acompanhamento médico;
    • Uso de antibióticos para tratar doenças causadas por vírus, como gripe e resfriado;
    • Interrupção do tratamento antes do tempo indicado, mesmo com melhora dos sintomas;
    • Uso de doses menores ou maiores do que as recomendadas;
    • Utilizar o medicamento fora dos horários indicado;
    • Reaproveitamento de sobras de antibióticos de tratamentos anteriores;
    • Compartilhamento de medicamentos com outras pessoas.

    Quando um antibiótico é usado de forma errada, algumas bactérias não são eliminadas do organismo. As que sobrevivem se adaptam, se multiplicam e se tornam mais fortes, fazendo com que o remédio deixe de funcionar em tratamentos futuros.

    Segundo o Ministério da Saúde, o problema já interfere no controle de diversas doenças, como infecções urinárias, respiratórias e sexualmente transmissíveis, além de pneumonias, tuberculose e muitas outras infecções que se tornam cada vez mais difíceis de tratar.

    Quais os riscos da resistência bacteriana?

    A resistência bacteriana representa um risco crescente para a saúde pública e afeta tanto pacientes quanto sistemas de saúde. Entre os principais riscos, é possível destacar:

    • Infecções mais prolongadas e com resposta limitada ao tratamento;
    • Dificuldade para controlar doenças comuns, que antes eram facilmente tratáveis;
    • Maior risco de complicações graves, como infecções generalizadas e falência de órgãos;
    • Necessidade de antibióticos mais potentes, caros e com maior chance de efeitos adversos;
    • Aumento do tempo de internação hospitalar;
    • Maior demanda por procedimentos invasivos e cuidados intensivos;
    • Elevação do risco de morte;
    • Maior propagação de bactérias resistentes entre pessoas;
    • Impacto direto em cirurgias, transplantes e tratamentos oncológicos;
    • Sobrecarga dos sistemas de saúde e aumento dos custos médicos.

    Efeitos colaterais do uso inadequado de antibióticos

    O uso inadequado de antibióticos pode provocar diferentes efeitos colaterais, que variam de leves a mais graves. Entre os mais comuns estão náuseas, diarreia, dor abdominal e reações alérgicas, que podem surgir mesmo em pessoas que nunca apresentaram alergia antes.

    Além disso, os medicamentos podem alterar a flora intestinal, prejudicando bactérias benéficas e favorecendo o surgimento de infecções oportunistas.

    Quando o uso de antibióticos é realmente necessário?

    Os antibióticos são usados apenas para tratar infecções causadas por bactérias, como algumas infecções urinárias, pneumonias, amigdalites e infecções de pele. Já doenças causadas por vírus, como gripe, resfriado e outras viroses, não melhoram com o uso dos remédios.

    Por isso, a necessidade de tomar antibiótico deve sempre ser avaliada por um profissional de saúde. Ele analisa os sintomas, o histórico do paciente e, quando necessário, solicita exames. Usar antibiótico sem orientação pode esconder sinais da doença, atrasar o tratamento correto e piorar o quadro de saúde.

    Como usar antibióticos de forma segura?

    Para que o tratamento funcione bem e seja seguro, os antibióticos devem ser usados exatamente como o médico orientou. Isso significa tomar a dose certa, nos horários corretos e durante todo o período indicado, mesmo que os sintomas melhorem antes.

    Também é importante não dividir antibióticos com outras pessoas, não usar sobras de tratamentos antigos e nunca tomar o medicamento por conta própria. Se surgirem efeitos colaterais ou dúvidas durante o uso, o ideal é procurar um profissional de saúde.

    Leia mais: Meningite bacteriana: veja tipos, sintomas e como se prevenir

    Perguntas frequentes

    1. Posso parar o antibiótico quando me sentir melhor?

    Não. Mesmo que os sintomas melhorem, o tratamento deve ser feito até o fim. Parar antes do tempo pode deixar bactérias vivas no organismo, favorecendo a resistência e a volta da infecção.

    2. O que acontece se eu tomar antibiótico errado?

    O antibiótico pode não funcionar, os sintomas podem piorar e o risco de resistência bacteriana aumenta. Além disso, podem surgir efeitos colaterais desnecessários.

    3. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

    Os efeitos mais frequentes incluem náuseas, diarreia, dor abdominal, enjoo e reações alérgicas. Alguns antibióticos também podem causar alterações na flora intestinal.

    4. Antibióticos enfraquecem o sistema imunológico?

    Não diretamente. Porém, o uso inadequado de antibióticos pode desequilibrar bactérias benéficas do organismo, o que pode afetar a saúde intestinal e a imunidade.

    5. Gestantes podem usar antibióticos?

    Alguns antibióticos podem ser usados na gravidez, mas apenas com prescrição médica. Outros são contraindicados e podem causar riscos ao bebê.

    6. A resistência bacteriana pode ser revertida?

    Na maioria dos casos, não. Quando uma bactéria se torna resistente, o antibiótico deixa de funcionar contra ela, e a reversão é difícil ou impossível.

    Confira: Por que as infecções virais aumentam o risco de infarto? Cardiologista explica

  • Vacinas salvam vidas: entenda por que a imunização é uma das maiores conquistas da medicina

    Vacinas salvam vidas: entenda por que a imunização é uma das maiores conquistas da medicina

    Responsável pela erradicação ou controle significativo de diversas doenças infecciosas em todo o mundo, como poliomielite, sarampo e tétano, a vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública.

    Por meio dela, milhões de vidas são protegidas todos os anos — reduzindo hospitalizações, complicações graves e mortes que antes faziam parte da rotina de muitas famílias.

    Para se ter uma ideia, além de proteger quem recebe a vacina, a imunização também ajuda a proteger toda a comunidade. Quando muitas pessoas estão vacinadas, a circulação dos vírus e bactérias diminui, criando uma barreira coletiva que protege idosos, bebês e pessoas com o sistema imunológico mais fragilizado.

    Atualmente, no Brasil, a política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

    O que são vacinas?

    As vacinas são preparações biológicas desenvolvidas para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e combater vírus e bactérias antes que provoquem doenças. Elas contêm partes dos microrganismos ou versões enfraquecidas e inativadas, suficientes para estimular a defesa do organismo sem causar a infecção.

    Na prática, elas funcionam como uma espécie de treinamento para o organismo: ao serem aplicadas, as vacinas induzem a produção de anticorpos e células de memória sem causar a doença — garantindo que, em um eventual contato real com o microrganismo, o corpo consiga reagir de maneira eficaz.

    Impacto das vacinas na saúde pública

    Antes da vacinação em larga escala, doenças como varíola, poliomielite, sarampo e difteria causavam epidemias frequentes, altas taxas de mortalidade e sequelas permanentes. Muitas famílias conviviam com perdas evitáveis e com limitações de saúde que comprometiam a qualidade de vida por toda a vida.

    Com a chegada das campanhas de imunização, milhões de vidas passaram a ser protegidas, o número de internações caiu e as pessoas começaram a viver mais e viver bem.

    Além de proteger quem recebe a vacina, a vacinação também contribui para a proteção de toda a população. Ao reduzir a circulação de vírus e bactérias na população, elas criam uma proteção indireta que beneficia pessoas mais vulneráveis, como bebês, idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido.

    Como as vacinas funcionam no organismo?

    As vacinas funcionam estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater agentes causadores de doenças antes que eles provoquem infecções graves.

    Os imunizantes aproveitam um mecanismo natural de defesa do próprio organismo, preparando o corpo para reagir de forma rápida e eficiente em contatos futuros com vírus ou bactérias.

    De forma simples, o processo acontece assim:

    • O corpo está constantemente exposto a germes presentes no ambiente, como vírus e bactérias;
    • A pele, as mucosas e as vias respiratórias atuam como barreiras iniciais, tentando impedir a entrada desses microrganismos;
    • Quando um agente causador de doença consegue ultrapassar essas barreiras, o sistema imunológico entra em ação.

    Cada microrganismo possui partes específicas, chamadas de antígenos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, quando o organismo entra em contato com um antígeno pela primeira vez, o sistema imunológico precisa de tempo para reconhecê-lo e produzir anticorpos. Durante esse período, a pessoa pode ficar doente.

    As vacinas contêm versões enfraquecidas ou inativadas desses microrganismos, ou informações para que o próprio corpo produza o antígeno. A exposição não causa a doença, mas estimula o sistema imunológico a responder, produzindo anticorpos e células de memória.

    Com isso, o organismo aprende a reconhecer o agente causador da doença, passa a produzir anticorpos específicos e mantém células de memória ativas, prontas para agir quando necessário.

    Em um contato posterior com o microrganismo verdadeiro, a resposta do sistema imunológico ocorre de forma muito mais rápida e eficaz, evitando a doença ou reduzindo sua gravidade. Algumas vacinas exigem mais de uma dose para reforçar essa memória e garantir proteção duradoura.

    Imunidade coletiva (ou de rebanho)

    A imunidade coletiva acontece quando uma grande parte da população está vacinada contra uma determinada doença. Com isso, a circulação de vírus e bactérias diminui de forma significativa, dificultando a transmissão entre as pessoas.

    Isso é especialmente importante para quem não pode ser vacinado, como bebês muito pequenos, pessoas com o sistema imunológico comprometido ou que apresentam alergias graves a componentes de algumas vacinas.

    Quando a maioria está imunizada, o risco de exposição a agentes causadores de doenças se torna muito menor. E, apesar de nenhuma vacina oferecer proteção total, a imunidade coletiva reduz de maneira importante a ocorrência de surtos e epidemias.

    Vacinas são seguras e eficazes!

    Antes de serem oferecidas à população, todas as vacinas passam por testes rigorosos para garantir que sejam seguras e eficazes. Os testes incluem estudos clínicos realizados em várias etapas, e apenas as vacinas que cumprem padrões elevados de qualidade e segurança recebem autorização para uso.

    As vacinas podem causar alguns efeitos leves e passageiros, como dor no local da aplicação, febre ou mal-estar. No entanto, eles costumam ser temporários e bem menos graves do que as doenças que elas ajudam a prevenir, que podem provocar complicações sérias, deixar sequelas e até levar à morte.

    Como funciona o calendário vacinal no Brasil?

    O calendário vacinal no Brasil é organizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e faz parte das ações do Sistema Único de Saúde, o SUS. Ele reúne as vacinas recomendadas para proteger a população ao longo de todas as fases da vida, desde o nascimento até a terceira idade.

    Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação contempla 19 vacinas oferecidas gratuitamente na rede pública, que protegem contra diversas doenças graves e potencialmente fatais, como poliomielite, sarampo, rubéola, tétano, coqueluche, hepatites, meningites e outras infecções importantes.

    As vacinas incluem:

    • BCG;
    • Hepatite B;
    • Pentavalente (Penta);
    • Poliomielite inativada;
    • Rotavírus;
    • Pneumocócica 10-valente (Pneumo 10);
    • Meningocócica C;
    • Febre amarela;
    • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
    • Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela);
    • DTP (difteria, tétano e coqueluche);
    • Hepatite A;
    • Varicela;
    • Difteria e tétano adulto (dT);
    • Meningocócica ACWY;
    • HPV quadrivalente;
    • dTpa;
    • Covid-19;
    • Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23).

    Além da vacinação de rotina, o Ministério da Saúde coordena campanhas nacionais ao longo do ano, em parceria com estados, municípios e o Distrito Federal.

    Atualmente, são realizadas três principais campanhas de vacinação:

    • Vacinação contra a Influenza, voltada especialmente para grupos prioritários;
    • Campanha de multivacinação, que busca atualizar a caderneta de vacinação digital de crianças e adolescentes menores de 15 anos;
    • Vacinação contra a COVID-19, que ocorre de forma contínua ao longo do ano.

    O calendário é estruturado para atender diferentes grupos da população, incluindo recém-nascidos e crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos.

    Existem contraindicações para a vacinação?

    Existem algumas contraindicações para a vacinação, mas elas são pouco frequentes. Na maioria dos casos, as vacinas podem ser aplicadas com segurança, desde que sejam seguidas as orientações do calendário vacinal e as recomendações dos profissionais de saúde.

    As principais contraindicações ocorrem em casos específicos, como:

    • Alergia grave (anafilaxia): pessoas que já tiveram uma reação alérgica grave após uma dose anterior da vacina ou a algum componente da fórmula, como gelatina, neomicina ou proteína do ovo, dependendo do tipo de vacina;
    • Imunossupressão severa: pessoas com o sistema imunológico muito enfraquecido, como pacientes em quimioterapia pesada, não devem receber vacinas feitas com vírus vivos ou bactérias atenuadas, como febre amarela, tríplice viral e BCG, pois existe o risco de a própria vacina causar a doença.

    Além disso, existem algumas contraindicações temporárias. Nesses casos, a vacinação não é cancelada, apenas adiada até que a situação esteja controlada:

    • Doenças agudas com febre: quando há febre moderada ou alta, o recomendado é aguardar a recuperação antes da vacinação;
    • Gestação: vacinas com vírus vivos costumam ser evitadas durante a gravidez, enquanto vacinas inativadas, como Influenza, Hepatite B e dTpa, são indicadas para proteger a gestante e o bebê.

    O que NÃO é contraindicação

    Muitas vezes, as pessoas deixam de se vacinar por motivos que não impedem a imunização, tais como:

    • Uso de antibióticos ou pomadas tópicas;
    • Resfriados leves ou coriza sem febre;
    • Histórico familiar de eventos adversos;
    • Alergias leves (que não causem anafilaxia);
    • Fase de amamentação (com raríssimas exceções, como a vacina da febre amarela em bebês muito pequenos).

    Antes de qualquer aplicação, os profissionais de saúde realizam uma triagem. É importante informar sobre o histórico de alergias e o uso de medicamentos contínuos.

    Como está a cobertura vacinal no Brasil?

    Após um período crítico entre 2016 e 2022, o Brasil voltou a registrar avanços na cobertura vacinal. De acordo com dados do Ministério da Saúde referentes ao primeiro semestre de 2025, houve aumento na cobertura de 15 das 16 principais vacinas do calendário nacional de imunização infantil.

    Isso é resultado especialmente da estratégia de vacinação nas escolas (implementada em cerca de 74% dos municípios brasileiros), que ajudou a aplicar mais de 1 milhão de doses em crianças e adolescentes ao longo de 2025.

    Mas, apesar dos números estarem subindo, muitas vacinas que precisam de múltiplas doses (como a da poliomielite) ainda estão abaixo da meta de 95%. Na prática, isso significa que a proteção coletiva ainda não está completa, o que aumenta o risco de doenças que já estavam controladas voltarem a circular, como o sarampo.

    Como se vacinar?

    Você pode se vacinar gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde em todo o país, basta procurar uma unidade de saúde e levar o cartão de vacinação.

    As UBS oferecem vacinas para todas as idades, acompanhando o calendário vacinal desde a infância até a vida adulta e a fase idosa, garantindo proteção ao longo de toda a vida.

    Importante: a ausência do cartão de vacinação não impede que você seja vacinado. No entanto, é importante informar ao profissional de saúde quais vacinas você lembra de ter tomado e, sempre que possível, procurar atualizar o cartão para facilitar o acompanhamento das doses futuras e manter o controle adequado da vacinação.

    Leia mais: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

    Perguntas frequentes

    Vacinas podem causar efeitos colaterais?

    Sim, algumas vacinas podem causar reações leves e temporárias, como dor no local da aplicação, febre baixa ou mal-estar. Os efeitos costumam passar em poucos dias, e reações graves são muito raras. O risco das doenças é muito maior do que o das vacinas.

    O mercúrio contido nas vacinas faz mal à saúde?

    Não. Em algumas vacinas, um derivado do mercúrio foi utilizado como conservante em frascos com várias doses, com a função de impedir a contaminação por bactérias e fungos após a abertura do frasco. As quantidades usadas sempre foram muito pequenas e controladas.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esse tipo de mercúrio não se acumula no organismo e é eliminado rapidamente pelo corpo. Por isso, o uso foi considerado seguro, sem evidências de danos à saúde nas doses presentes nas vacinas.

    Uma vacina pode fazer o bebê ficar doente?

    Não, as vacinas não causam a doença que previnem. O que pode acontecer é o bebê ter reações leves, como febre ou irritação, que tendem a desaparecer em poucos dias.

    Tomar a mesma vacina duas vezes faz mal?

    Não! Se você não tem certeza sobre quais vacinas já foram tomadas ou quando a caderneta de vacinação foi perdida, o mais indicado é procurar uma unidade de saúde. No local, a equipe de vacinação avalia a situação e orienta sobre quais doses são necessárias.

    Quais são as doenças que as vacinas previnem?

    As vacinas ajudam a prevenir diversas doenças, como sarampo, poliomielite, rubéola, tétano, coqueluche, hepatites, meningites, febre amarela, varicela, gripe, covid-19, entre outras infecções graves.

    Vacinas enfraquecem o sistema imunológico?

    Não, as vacinas fortalecem o sistema imunológico, pois ensinam o corpo a se defender melhor contra vírus e bactérias.

    Vacinas causam autismo?

    Não, isso é um mito! Não existe comprovação científica que relacione vacinas ao autismo.

    É seguro tomar mais de uma vacina no mesmo dia?

    Sim, é seguro e recomendado tomar mais de uma vacina no mesmo dia, pois isso ajuda a manter a carteira de vacinação em dia.

    Leia mais: Hepatite B: o que é, como pega e como se proteger

  • GLP-1: como Ozempic e Mounjaro atuam no sono, na glicose e na saúde do coração

    GLP-1: como Ozempic e Mounjaro atuam no sono, na glicose e na saúde do coração

    Os medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, ganharam popularidade nos últimos anos devido ao seu efeito no emagrecimento — só que esse não é o único aspecto positivo dos injetáveis na saúde.

    Na prática, quando aliados a hábitos saudáveis de vida, eles podem contribuir para uma melhora na qualidade do sono, ajudar no controle do açúcar no sangue e reduzir a sobrecarga sobre o coração, criando um efeito positivo em cadeia no funcionamento do organismo.

    Mas afinal, como isso acontece? Conversamos com a cardiologista Juliana Soares para entender de forma simples como o GLP-1 atua nessa conexão entre sono, glicose e saúde do coração e por que o equilíbrio faz tanta diferença no dia a dia. Confira!

    Qual a relação entre a qualidade do sono, glicemia e saúde cardiovascular?

    O sono, a glicemia e a saúde do coração estão diretamente ligados, de modo que, quando uma das áreas não vai bem, as outras acabam sendo afetadas, conforme explica Juliana.

    Por exemplo, após uma noite de sono ruim ou mal dormida, o organismo entende essa situação como um estado de estresse. Com isso, ocorre a liberação de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, além da ativação do sistema nervoso simpático, responsável pela reação de alerta do corpo.

    O aumento do cortisol faz com que mais glicose seja liberada na corrente sanguínea, elevando o açúcar no sangue e favorecendo a resistência à insulina, o que aumenta o risco de diabetes.

    Ao mesmo tempo, Juliana aponta que essa ativação mantém a frequência dos batimentos cardíacos e a pressão arterial mais altas durante a noite.

    O problema é que, de forma natural, a pressão e os batimentos deveriam diminuir durante o sono. Quando isso não acontece, o coração trabalha mais do que deveria, o que pode contribuir para o endurecimento das artérias e para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Como Ozempic e Mounjaro ajudam no sono?

    Os agonistas de GLP-1, ou canetas emagrecedoras, têm como principal função o controle da glicemia e o aumento da sensação de saciedade, o que acaba levando à perda de peso. A redução de peso, por sua vez, tem um papel importante na melhora do sono, especialmente em pessoas que sofrem com apneia do sono.

    Segundo a cardiologista, com a perda de gordura visceral e da gordura acumulada na região do pescoço, ocorre uma diminuição da pressão sobre as vias aéreas. Isso ajuda a reduzir o ronco e melhora a passagem do ar durante a noite, favorecendo um sono mais profundo e reparador.

    Além disso, os agonistas do GLP-1 possuem efeito anti-inflamatório, o que também contribui para uma melhor qualidade do sono. Por fim, o controle mais estável da glicemia evita picos ou quedas de açúcar no sangue durante a noite, o que reduz despertares noturnos e interrupções do sono.

    Dormir melhor ajuda no controle da pressão arterial e da glicose?

    Durante o sono, ocorre uma melhora na sensibilidade das células à insulina, fazendo com que elas respondam melhor à ação desse hormônio, o que é importante para o controle do açúcar no sangue.

    Ainda, no sono profundo, o sistema cardiovascular entra em um estado de descanso. Nesse momento, a pressão arterial tende a cair de forma natural, ajudando na regulação adequada dos mecanismos de controle da pressão.

    Mas, quando essa redução não acontece, o risco de desenvolver pressão alta aumenta.

    Hábitos de vida ajudam a potencializar o tratamento

    Para que qualquer medicamento funcione bem, Juliana explica que o estilo de vida precisa acompanhar o tratamento — e alguns cuidados simples no dia a dia podem ajudar, como:

    • Dormir bem e ter horários mais regulares de sono, pois o descanso ajuda o corpo a se equilibrar, regula hormônios e melhora o controle do açúcar no sangue;
    • Optar por refeições mais leves, principalmente à noite, evitando exageros que podem atrapalhar o sono e sobrecarregar o organismo;
    • Evitar comer perto da hora de dormir, dando um intervalo de 2 a 3 horas entre a última refeição e o sono, o que facilita a digestão e melhora a qualidade do descanso;
    • Manter alguma atividade física na rotina, mesmo que seja uma caminhada, já que o movimento ajuda a controlar a glicose, melhora a circulação e reduz o estresse;
    • Cuidar do estresse do dia a dia, buscando momentos de descanso, lazer ou relaxamento, porque o estresse em excesso atrapalha tanto o sono quanto a ação da medicação.

    Uso de canetas emagrecedoras precisa de acompanhamento médico

    Assim como qualquer medicamento, o tratamento com as canetas emagrecedoras exige acompanhamento de profissionais da saúde. Segundo Juliana, cada profissional tem um papel importante nesse processo, como:

    • Endocrinologista: responsável por ajustar as doses do medicamento, acompanhar os efeitos e garantir o controle adequado da glicose;
    • Cardiologista: que avalia a saúde do coração, o risco cardiovascular e faz o acompanhamento da pressão arterial;
    • Nutricionista: que orienta a alimentação para que a perda de peso seja saudável, evitando a perda de massa muscular e garantindo uma dieta equilibrada;
    • Profissional de educação física: que ajuda a incluir atividade física na rotina de forma segura e adequada para cada pessoa;
    • Psicólogo: em muitos casos essencial para lidar com questões emocionais relacionadas à alimentação, ao estresse e ao comportamento.

    Com o acompanhamento, é possível ter um tratamento mais seguro e com resultados que duram mais tempo.

    Leia mais: ‘Dietas da moda’ x alimentação equilibrada: o que realmente funciona a longo prazo

    Perguntas frequentes

    1. Quem dorme mal tem mais dificuldade para emagrecer?

    Sim, pois dormir mal aumenta o cortisol, o hormônio do estresse, que estimula a fome e dificulta o controle do peso.

    2. Quem tem problema no coração pode usar GLP-1?

    Depende do caso. Por isso, a avaliação com um cardiologista é importante antes e durante o tratamento.

    3. O GLP-1 causa hipoglicemia?

    Na maioria dos casos, não. O risco é maior quando usado junto com outros medicamentos para diabetes, pois isso a administração deve ser feita com orientação médica.

    4. As canetas emagrecedoras são de uso contínuo?

    Em muitos casos, sim. A interrupção sem orientação médica pode levar à recuperação do peso.

    5. É normal sentir enjoo no início do tratamento?

    Sim. Sintomas como náusea, sensação de estômago cheio e desconforto abdominal são efeitos comuns no começo, principalmente nas primeiras doses. Eles costumam diminuir com o tempo e com o ajuste gradual da medicação.

    6. Em quanto tempo começam a aparecer os resultados do GLP-1?

    Os primeiros efeitos, como redução do apetite e maior saciedade, costumam surgir nas primeiras semanas. A perda de peso e a melhora do controle da glicose aparecem de forma gradual, ao longo dos meses, variando de pessoa para pessoa.

    Leia mais: GLP-1 e compulsão alimentar: como os injetáveis podem ajudar no controle da vontade de comer?

  • O que fazer para manter o peso estável após os 60 anos e evitar riscos cardiovasculares

    O que fazer para manter o peso estável após os 60 anos e evitar riscos cardiovasculares

    Com o passar dos anos, o corpo passa por uma série de mudanças naturais, desde a desaceleração do metabolismo até alterações hormonais, que influenciam o peso corporal, a distribuição de gordura e a perda de massa muscular.

    Isso torna o corpo mais sensível a oscilações de peso e aumentam o risco de problemas de saúde quando não há acompanhamento adequado, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

    Por isso, para manter o peso estável partir dos 60 anos de idade, alguns cuidados devem ser tomados. Vamos entender melhor, a seguir.

    Por que o peso corporal tende a oscilar com o envelhecimento?

    Com o envelhecimento, a cardiologista Juliana Soares explica que ocorre uma alteração no metabolismo basal. O corpo passa a gastar menos calorias em repouso, o que facilita mudanças no peso.

    A queda do metabolismo está relacionada a diferentes fatores, principalmente às alterações hormonais. Nas mulheres, ocorre diminuição do estrogênio, e nos homens, da testosterona, o que favorece o acúmulo de gordura e a perda de massa muscular.

    A médica também destaca que a perda de massa muscular, chamada de sarcopenia, acontece naturalmente com a idade e interfere diretamente no metabolismo. Os músculos ajudam o corpo a queimar calorias, mesmo em repouso. Quando há menos músculo, o metabolismo fica mais lento.

    Além disso, com o passar dos anos, é comum reduzir a prática de atividade física, muitas vezes por dores nas articulações, o que contribui ainda mais para a diminuição do gasto energético.

    Ganhar peso após os 60 aumenta o risco de doenças cardíacas?

    O ganho de peso após os 60 anos pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, principalmente por causa da forma como a gordura se distribui no corpo. Não é apenas a quantidade de quilos que importa, mas onde a gordura fica acumulada, conforme explica Juliana.

    Após os 60 anos, ocorre maior tendência de concentração de gordura na região abdominal, com aumento da gordura visceral. Ela envolve os órgãos internos e libera substâncias inflamatórias no organismo, favorecendo o envelhecimento das artérias, processo conhecido como aterosclerose.

    Também ocorre aumento da pressão arterial e resistência à insulina, o que pode levar ao desenvolvimento de diabetes. Tudo isso sobrecarrega o coração e aumenta o risco de diversas doenças.

    Como a perda de massa muscular afeta a saúde do coração?

    O músculo funciona como um órgão endócrino e possui um metabolismo ativo muito importante para o organismo. Quando ocorre redução da massa muscular, o corpo passa a gastar menos energia em repouso e surgem diversas consequências para a saúde, como:

    • Diminuição do metabolismo, o que facilita o ganho de peso;
    • Aumento do acúmulo de gordura corporal, especialmente na região abdominal;
    • Redução da força física e maior tendência ao sedentarismo;
    • Dificuldade no retorno do sangue das pernas para o coração, podendo sobrecarregar a função cardíaca;
    • Pior controle dos níveis de açúcar no sangue, elevando o risco de diabetes;
    • Maior fragilidade física, com aumento do risco de quedas e perda de autonomia.

    Perda de peso excessiva também não é recomendada

    Os dois extremos no peso podem ser prejudiciais para a saúde. Uma perda rápida de peso pode causar redução de músculo e de osso, e não apenas de gordura, levando a um quadro de fragilidade.

    Segundo Juliana, a fragilidade aumenta o risco de quedas e de fraturas, como a fratura de quadril, que costuma estar associada a maior risco de complicações cardíacas e a taxas elevadas de mortalidade, especialmente após procedimentos cirúrgicos.

    Uma perda de peso importante sem mudança alimentar planejada também pode indicar a presença de problemas de saúde ocultos, como depressão, dificuldade na absorção de nutrientes ou até mesmo câncer.

    Como manter o peso estável após os 60?

    Nessa fase da vida, Juliana explica que manter uma alimentação com boa densidade nutricional é fundamental para cuidar da saúde e manter o peso equilibrado.

    Uma boa densidade nutricional envolve oferecer ao corpo os nutrientes necessários, mesmo quando o gasto de energia é menor. Algumas medidas ajudam nesse cuidado, como:

    • Aumentar a ingestão de proteínas, ajudando a reduzir a perda de massa muscular;
    • Distribuir a proteína ao longo do dia, favorecendo a síntese muscular;
    • Realizar treino de força, como musculação, para manter o metabolismo ativo e a força muscular;
    • Manter hidratação regular, mesmo sem sensação de sede, já que a percepção de sede tende a diminuir com a idade;
    • Priorizar sono de qualidade, pois o sono adequado participa da regulação do metabolismo e da saúde geral.

    Como deve ser o acompanhamento nutricional após os 60 anos de idade?

    Com o passar do tempo, a absorção de nutrientes tende a diminuir, o que torna necessário avaliar a alimentação com mais atenção, segundo Juliana.

    As consultas mais frequentes permitem ajustes na dieta e indicam, quando necessário, o uso correto de suplementos nutricionais. Para completar, mudanças de peso podem exigir ajustes nas medicações, especialmente no controle da pressão arterial e do diabetes.

    Perguntas frequentes

    Qual a importância da ingestão de proteínas na terceira idade?

    A proteína ajuda a preservar a massa muscular, reduz o risco de fraqueza física e melhora a recuperação do corpo. A ingestão adequada também contribui para a autonomia nas atividades diárias.

    Qual tipo de exercício é mais indicado para idosos?

    Quando indicados pelo médico, exercícios de força, como musculação ou exercícios com o próprio peso do corpo, aliados a caminhadas, alongamentos e atividades de equilíbrio, trazem bons resultados para a saúde geral.

    Manter horários regulares para refeições faz diferença?

    Os horários organizados ajudam a regular o metabolismo, evitam longos períodos de jejum e contribuem para melhor controle do apetite ao longo do dia.

    O que é sarcopenia?

    A sarcopenia é a perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento. O processo ocorre de forma gradual e pode afetar força, equilíbrio, metabolismo e autonomia.

    Oscilações de peso podem indicar problemas de saúde?

    Podem indicar, principalmente quando ocorrem sem mudanças na alimentação ou na rotina. A perda ou ganho de peso sem explicação merece avaliação de um médica.

    A perda de apetite é comum nessa fase da vida?

    A perda de apetite pode acontecer devido a alterações hormonais, uso de medicamentos ou mudanças no paladar, mas não deve ser ignorada, pois pode levar à perda de peso e de massa muscular.

    É normal sentir mais cansaço com o passar dos anos?

    Algum cansaço pode ocorrer, mas fadiga excessiva não deve ser considerada normal e pode indicar problemas como perda muscular, má alimentação ou alterações de saúde.

  • O que acontece com o coração ao envelhecer? Cardiologista explica as mudanças naturais

    O que acontece com o coração ao envelhecer? Cardiologista explica as mudanças naturais

    O envelhecimento é um processo biológico natural que, mesmo em pessoas saudáveis, provoca mudanças graduais no funcionamento do organismo — incluindo no coração.

    Com o passar dos anos, o músculo cardíaco pode perder parte da elasticidade, as paredes do coração tendem a ficar mais espessas e o relaxamento entre os batimentos pode se tornar menos eficiente, o que influencia o enchimento adequado do coração.

    Apesar de fazerem parte da vida, as mudanças ajudam a entender por que o coração ao envelhecer precisa de mais cuidados na terceira idade.

    O que acontece com o coração no envelhecimento?

    Mesmo em indivíduos saudáveis, o coração passa por alterações estruturais e elétricas naturais com o passar dos anos. De acordo com a cardiologista Juliana Soares, uma das principais mudanças ocorre no músculo cardíaco, que vai perdendo parte da elasticidade.

    Com isso, as paredes do coração tendem a ficar mais espessas, o que pode dificultar o enchimento e o relaxamento adequados entre os batimentos.

    O coração também possui válvulas, estruturas responsáveis por controlar o fluxo de sangue dentro do órgão e em direção aos vasos sanguíneos. Com o envelhecimento, elas podem sofrer espessamento e calcificação, o que pode interferir no seu processo de abertura e fechamento.

    Para completar, Juliana aponta que os batimentos cardíacos dependem de um sistema elétrico próprio do coração. As células chamadas de nó sinusal são responsáveis pela geração dos impulsos elétricos que comandam o ritmo cardíaco.

    Em pessoas mais velhas, tanto essas células quanto as vias da condução elétrica também envelhecem, o que pode tornar o ritmo dos batimentos mais lento ou aumentar a chance de falhas no ritmo.

    A pressão arterial e o ritmo cardíaco tendem a mudar com a idade?

    Ao longo do tempo, os vasos sanguíneos tendem a ficar mais rígidos, um processo chamado arteriosclerose. Isso pode levar ao aumento da pressão arterial sistólica, enquanto a pressão diastólica pode permanecer estável, aumentando a diferença entre as duas.

    Além disso, o ritmo cardíaco também pode sofrer mudanças. O ritmo dos batimentos cardíacos é controlado por estruturas presentes no coração, especialmente por uma estrutura chamada nó sinusal.

    Com o envelhecimento, ele pode perder parte da capacidade de controle dos batimentos, o que aumenta o risco de arritmias. Por isso, a incidência de arritmias tende a aumentar com o avanço da idade.

    Os efeitos do sedentarismo no envelhecimento

    O coração é um músculo e, como qualquer outro, precisa de estímulos para funcionar bem. Em pessoas sedentárias, Juliana explica que o músculo cardíaco tende a sofrer atrofia e endurecimento mais rapidamente, já que não recebe estímulos regulares, o que compromete a sua capacidade de adaptação ao longo do tempo.

    Por isso, a capacidade de bombear o sangue durante esforços físicos tende a diminuir de forma mais acentuada em indivíduos sedentários, se reduzindo progressivamente ao longo dos anos. Os vasos sanguíneos também tendem a ficar mais enrijecidos em quem não pratica atividades físicas.

    Já no caso de pessoas ativas, o coração tende a preservar melhor a elasticidade, tanto do próprio músculo cardíaco quanto dos vasos sanguíneos. Como consequência, ele consegue bombear uma maior quantidade de sangue a cada batimento em comparação com um coração sedentário.

    O que é natural do envelhecimento e o que é sinal de doença?

    Existem algumas mudanças que são esperadas com o passar dos anos e, sozinhas, não costumam ser motivo de preocupação.

    Por exemplo, Juliana conta que é comum haver uma redução da frequência cardíaca máxima, precisar de mais tempo de aquecimento antes de iniciar uma atividade física e perceber que a recuperação após o exercício fica um pouco mais lenta.

    Por outro lado, alguns sinais de alerta devem ser avaliados por um profissional da saúde, como:

    • Falta de ar muito intensa para um esforço leve;
    • Tontura;
    • Desmaios;
    • Dor no peito;
    • Palpitações frequentes;
    • Inchaço excessivo no corpo.

    Quais os exames cardíacos devem ser feitos a partir dos 60 anos de idade?

    À medida que envelhecemos, alguns exames se tornam importantes para acompanhar como o coração e os vasos sanguíneos estão funcionando, como:

    • Ecocardiograma;
    • Ultrassom Doppler de carótidas;
    • Holter;
    • Testes de esforço, como o teste ergométrico ou a cintilografia

    A indicação e a frequência dos exames devem ser definidas de acordo com a avaliação médica.

    Hábitos que ajudam o coração a envelhecer de forma saudável

    De acordo com Juliana, alguns hábitos podem ajudar a manter o coração saudável ao longo da vida, como:

    • Prática regular de atividade física: incluindo exercícios aeróbicos, como caminhadas, corrida, bicicleta ou natação, e também treinos resistidos, como musculação, que ajudam a fortalecer os músculos, preservar a força e prevenir a perda muscular conhecida como sarcopenia;
    • Alimentação equilibrada e nutritiva: com consumo adequado de vitaminas, proteínas e gorduras boas, priorizando alimentos naturais e evitando excessos, o que contribui para o bom funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos;
    • Sono de qualidade: respeitando as horas necessárias de descanso, já que dormir bem ajuda a regular a pressão arterial, o metabolismo e os processos de recuperação do organismo;
    • Vida social ativa e saudável: mantendo vínculos sociais, momentos de lazer e redução do estresse, fatores que também impactam positivamente a saúde cardiovascular.

    Também vale ficar atento aos sinais de alerta que podem indicar algum problema no coração e manter as consultas médicas em dia, já que o acompanhamento regular ajuda a prevenir doenças, identificar alterações mais cedo e cuidar melhor da saúde do coração.

    Leia mais: Comer muito tarde pode causar diabetes? Saiba os riscos de comer perto da hora de dormir

    Perguntas frequentes

    É normal o coração bater mais devagar com a idade?

    Sim, o sistema elétrico do coração pode ficar mais lento, o que reduz a frequência cardíaca máxima.

    O exercício físico consegue reverter mudanças no coração?

    O exercício não reverte completamente as mudanças naturais, mas ajuda a reduzir a velocidade das alterações. A prática regular melhora a circulação, preserva a força do músculo cardíaco e ajuda a manter os vasos mais flexíveis, o que contribui para um coração mais eficiente ao longo da vida.

    Qual tipo de exercício é melhor para o coração?

    A combinação de exercícios aeróbicos, como caminhada e bicicleta, com exercícios de força, como musculação, é a mais indicada.

    Quem tem histórico familiar de doença cardíaca precisa de mais atenção?

    Sim, o histórico familiar aumenta o risco e exige acompanhamento mais cuidadoso.

    O estresse prolongado acelera problemas cardíacos?

    Sim, o estresse crônico mantém o organismo em estado de alerta constante, elevando a pressão arterial e favorecendo inflamações, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

    Ficar muito tempo sentado faz mal para o coração?

    Sim, permanecer longos períodos sentado reduz a circulação, favorece o ganho de peso e aumenta o risco de pressão alta e problemas cardíacos, mesmo em quem se exercita algumas vezes por semana.

    É normal sentir o coração bater mais forte em algumas situações?

    Em momentos de estresse, ansiedade ou esforço físico, isso pode acontecer. Porém, se for frequente ou acompanhado de outros sintomas, precisa de avaliação médica.

    Veja também: Cirurgia marcada? Veja quando procurar o cardiologista

  • Queimadura por água-viva: o que fazer na hora

    Queimadura por água-viva: o que fazer na hora

    Durante o verão, é comum ouvir relatos de banhistas que sentiram uma dor intensa e repentina ao entrar no mar, muitas vezes causada pelo contato com águas-vivas ou caravelas. Esses animais, apesar da aparência frágil e translúcida, possuem estruturas capazes de liberar toxinas ao menor toque.

    Popularmente chamadas de queimaduras, essas lesões não são causadas por calor, mas por uma reação tóxica da pele ao contato com os tentáculos. Na maioria dos casos no Brasil, o quadro é limitado à pele e melhora com medidas simples, mas saber como agir corretamente faz toda a diferença para evitar complicações.

    O que é a queimadura por água-viva?

    A chamada queimadura por água-viva ocorre quando a pele entra em contato com os tentáculos desses animais marinhos. Neles existem células especiais, chamadas cnidócitos, que liberam toxinas ao serem estimuladas, como mecanismo de defesa.

    Apesar do nome, não se trata de uma queimadura térmica, mas de uma reação tóxica e inflamatória da pele, que pode causar dor intensa e lesões características no local do contato.

    Como a lesão acontece

    Ao tocar nos tentáculos, os nematocistos — estruturas presentes nos cnidócitos — injetam toxinas na em duas camadas da pele (epiderme e derme). Isso provoca inflamação local, dor e alterações visíveis na pele.

    Um sinal típico é que o desenho da lesão costuma reproduzir o formato dos tentáculos, aparecendo em linhas ou faixas avermelhadas sobre a pele.

    Causas mais comuns

    • Contato direto com águas-vivas vivas durante o banho de mar;
    • Pisões em tentáculos encalhados na areia;
    • Contato com tentáculos desprendidos, mesmo sem o animal visível.

    O risco aumenta em praias com maior presença desses organismos e quando não se utiliza proteção nos pés ao caminhar pela orla.

    Principais sintomas

    Os sintomas variam conforme a quantidade de toxina e a sensibilidade da pessoa:

    • Dor local intensa ou sensação de queimação imediata;
    • Vermelhidão em placas, pápulas, vesículas ou bolhas;
    • Lesões lineares ou em faixas, acompanhando o tentáculo;
    • Duração inicial dos sintomas: de 30 minutos até 24 horas.

    Na maioria dos casos leves, a pele melhora em dias ou semanas, embora possam permanecer manchas escuras ou cicatrizes temporárias.

    Sintomas sistêmicos (raros no Brasil)

    Em situações incomuns, pode haver:

    • Febre;
    • Dor de cabeça;
    • Náuseas e vômitos;
    • Espasmos musculares ou alterações do ritmo cardíaco.

    Esses quadros costumam estar associados a maior carga de toxina.

    Como é feito o diagnóstico

    O diagnóstico é clínico, baseado:

    • No relato de contato recente com água do mar;
    • No padrão típico das lesões na pele.

    Não há exames laboratoriais específicos na maioria dos casos. Sinais de gravidade, como dor intensa, dificuldade respiratória ou alterações nos sinais vitais, indicam necessidade de avaliação médica imediata.

    Tratamento

    Primeiros socorros imediatos

    • Retirar a pessoa da água e evitar novo contato;
    • Aplicar compressas frias ou gelo envolto em pano;
    • Água do mar fria pode ser usada; evite água doce, pois pode ativar toxinas remanescentes;
    • Remover cuidadosamente tentáculos visíveis com pinça ou luvas;
    • Aplicar vinagre (ácido acético 4–6%) para inativar cnidócitos de muitas espécies, conforme protocolos locais.

    Evite práticas populares prejudiciais, como:

    • Urina;
    • Álcool;
    • Água doce;
    • Esfregar areia ou toalha sobre a lesão.

    Quando procurar atendimento médico

    Busque avaliação se houver:

    • Dor intensa que não melhora;
    • Lesões extensas;
    • Sintomas sistêmicos;
    • Suspeita de reação alérgica.

    O tratamento médico pode incluir analgésicos, anti-histamínicos, corticoides tópicos ou sistêmicos em casos selecionados. Antivenenos são raramente necessários e dependem da espécie envolvida.

    Como prevenir acidentes com água-viva

    • Evitar áreas sinalizadas com presença de águas-vivas;
    • Respeitar avisos de salva-vidas e bandeiras lilás;
    • Não tocar em animais vivos ou tentáculos na areia;
    • Usar calçados de praia ao caminhar pela orla;
    • Redobrar a atenção no verão e em períodos reprodutivos;
    • Orientar crianças a não tocar nesses organismos.

    Confira: Viroses de verão: como evitar que elas estraguem suas férias

    Perguntas frequentes sobre queimadura por água-viva

    1. Queimadura por água-viva é realmente uma queimadura?

    Não. Trata-se de uma reação tóxica da pele, e não de uma queimadura por calor.

    2. Vinagre sempre deve ser usado?

    O vinagre ajuda a inativar cnidócitos de muitas espécies e é recomendado em protocolos locais. Quando houver dúvida, a orientação médica é indicada.

    3. Água doce pode aliviar a dor?

    Não. A água doce pode ativar toxinas remanescentes e piorar a lesão.

    4. Urina ajuda no tratamento?

    Não. Essa prática não é eficaz e pode agravar o quadro.

    5. É perigoso tocar em tentáculos na areia?

    Sim. Mesmo desprendidos, os tentáculos podem liberar toxinas ao contato.

    Veja mais: Vai para a praia? Cuidado com a intoxicação alimentar

  • Viroses de verão: como evitar que elas estraguem suas férias 

    Viroses de verão: como evitar que elas estraguem suas férias 

    Todo verão é a mesma história: praias cheias, piscinas lotadas, viagens, comidas fora de casa e, pouco depois, uma onda de pessoas com febre, diarreia, vômitos e mal-estar. As chamadas viroses de verão são extremamente comuns nessa época do ano e podem atrapalhar férias, viagens e causar desidratação, especialmente em crianças e idosos.

    Embora muitas dessas infecções sejam leves e autolimitadas, elas se espalham com facilidade. Na maioria das vezes, porém, a prevenção depende de cuidados simples, que podem ser feitos sem grandes dificuldades.

    O que são as viroses de verão?

    As viroses de verão são infecções causadas por vírus, mais frequentes nos meses quentes do ano. Elas costumam atingir principalmente o sistema gastrointestinal, mas também podem causar sintomas respiratórios e gerais.

    Os vírus mais comuns nessa época incluem:

    • Norovírus;
    • Rotavírus;
    • Adenovírus;
    • Enterovírus.

    Eles se espalham com facilidade por:

    • Água contaminada;
    • Alimentos mal higienizados;
    • Mãos e superfícies contaminadas;
    • Contato próximo entre pessoas.

    Quais são os sintomas mais comuns?

    Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente são:

    • Diarreia;
    • Náuseas e vômitos;
    • Dor abdominal;
    • Febre;
    • Dor de cabeça;
    • Cansaço e mal-estar.

    Em crianças pequenas e idosos, a desidratação é uma das principais preocupações e exige atendimento médico para reposição dos fluidos.

    Por que as viroses são mais comuns no verão?

    O verão reúne vários fatores que facilitam a transmissão dos vírus:

    • Calor favorece a proliferação de microrganismos;
    • Maior consumo de alimentos crus e mal conservados;
    • Uso coletivo de piscinas, praias e banheiros públicos;
    • Aglomerações em viagens e eventos;
    • Maior exposição a água de procedência duvidosa.

    Como se proteger das viroses de verão?

    1. Cuide da higiene das mãos

    Lavar as mãos é uma das medidas mais eficazes para evitar viroses.

    • Lave as mãos com água e sabão antes de comer;
    • Após usar o banheiro;
    • Depois de trocar fraldas;
    • Ao chegar da rua.

    Quando não houver água e sabão, use álcool gel, mas ele não substitui totalmente a lavagem.

    2. Atenção redobrada com alimentos e bebidas

    • Lave bem frutas, verduras e legumes;
    • Faça a desinfecção correta dos alimentos crus;
    • Evite alimentos expostos ao calor por muito tempo;
    • Desconfie de comida de procedência desconhecida;
    • Beba apenas água filtrada, fervida ou mineral.

    Gelo feito com água contaminada também pode transmitir viroses.

    3. Cuidado com água de piscinas, rios e praias

    • Evite engolir água de piscinas e do mar;
    • Não entre em piscinas com sinais de má manutenção;
    • Crianças com diarreia não devem usar piscinas.

    Água contaminada é uma das principais fontes de transmissão de viroses.

    4. Mantenha-se bem hidratado

    A hidratação ajuda o organismo a se recuperar mais rápido e previne complicações.

    • Beba água ao longo do dia;
    • Em casos de diarreia ou vômitos, use soluções de reidratação oral;
    • Evite bebidas alcoólicas.

    5. Atenção especial com crianças e idosos

    Esses grupos têm maior risco de complicações.

    • Observe sinais de desidratação;
    • Ofereça líquidos com frequência;
    • Procure atendimento médico se os sintomas persistirem.

    Quando procurar um médico?

    É importante buscar avaliação médica se houver:

    • Febre alta persistente;
    • Sangue nas fezes;
    • Dor abdominal intensa;
    • Vômitos frequentes;
    • Sinais de desidratação (boca seca, pouca urina, sonolência);
    • Sintomas em bebês, idosos ou pessoas com doenças crônicas.

    Viroses de verão geralmente precisam de antibiótico?

    Não. Antibióticos não tratam viroses. O tratamento é baseado em:

    • Repouso;
    • Hidratação;
    • Controle dos sintomas.

    O uso inadequado de antibióticos pode causar efeitos colaterais e resistência bacteriana, além de não solucionar o problema.

    Apenas o médico saberá dizer se o quadro é apenas viral ou há suspeita de envolvimento de alguma bactéria.

    Confira: Dicas para dormir melhor em dias de calor intenso

    Perguntas frequentes sobre viroses de verão

    1. Viroses de verão são contagiosas?

    Sim, muito. A transmissão é fácil, principalmente por contato com mãos, alimentos e água contaminados.

    2. Posso ir à praia ou piscina com virose?

    Não é recomendado, pois você pode piorar a desidratação e transmitir o vírus a outras pessoas.

    3. Crianças pegam virose mais fácil?

    Sim. O sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

    4. Quanto tempo dura uma virose de verão?

    Geralmente de 2 a 7 dias.

    5. Existe vacina contra virose de verão?

    Algumas viroses, como o rotavírus, têm vacina, principalmente para crianças.

    6. Posso tomar remédios por conta própria?

    Evite automedicação. Alguns remédios podem piorar o quadro.

    7. Dá para evitar totalmente?

    Não totalmente, mas os cuidados reduzem muito o risco.

    Veja mais: Aproveite as frutas do verão: 5 benefícios da manga para a saúde