Categoria: Bem-estar

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  • Ela perdeu 25 kg: ‘Minha relação com o corpo e saúde antes do emagrecimento era das piores’

    Ela perdeu 25 kg: ‘Minha relação com o corpo e saúde antes do emagrecimento era das piores’

    Mudar de vida nunca é simples: exige coragem, persistência e dedicação. Foi exatamente assim com Suzane Nascimento, advogada de 35 anos, que durante anos conviveu com o sedentarismo, o tabagismo e hábitos alimentares desregrados até perceber que sua saúde estava em risco. Hoje, depois de um longo processo, ela celebra não apenas um corpo transformado, mas uma nova relação consigo mesma.

    “A minha relação com o meu corpo e a minha saúde antes do emagrecimento era das piores. Eu não era uma pessoa que me preocupava muito com isso, além de ser fumante. Eu fui fumante durante 15 anos e decidi parar de fumar logo quando comecei esse processo de perda de peso”, conta.

    O ponto de virada para a perda de peso

    Uma cena aparentemente banal foi o gatilho para Suzane repensar sua vida.

    “Eu fui ao parque com meu cachorro, com o meu noivo na época, e andei do estacionamento para dentro do parque. Era janeiro e fiquei muito cansada e suando muito. Até então eu honestamente nem lembro se tinha me pesado, mas lembro que aquilo me preocupou bastante. Aí resolvi, naquele mês de janeiro ou fevereiro, procurar um médico. Achei que aquilo não estava muito certo”.

    Mais do que o incômodo físico, o episódio trouxe uma sensação de alerta. Ela procurou um especialista, começou a prestar atenção ao corpo e, pela primeira vez, encarou a balança com seriedade. Decidiu então iniciar uma mudança radical: parou de fumar, contratou uma nutricionista, voltou para a academia e ajustou toda a rotina.

    “Eu mudei tudo ao mesmo tempo porque, para mim, não ia funcionar se eu fizesse as coisas aos poucos. Então foi superdifícil, obviamente. Mas se eu tivesse feito de outro jeito, não teria conseguido”.

    Essa decisão exigiu disciplina desde o início, mas também coincidiu com um desafio emocional inesperado. Durante o processo de emagrecimento, seu noivo foi diagnosticado com leucemia.

    “Pensei que eu poderia me afundar ou eu poderia pegar a tristeza que eu estava sentindo e focar em alguma coisa que fizesse bem para mim. Foi quando foquei ainda mais na academia”.

    Apoio da terapia e da psiquiatria para a mudança de hábitos

    O processo não foi apenas físico, focado apenas na perda de peso. Para dar conta da carga emocional e da mudança de hábitos, Suzane buscou ajuda psicológica e médica.

    “Fiz terapia para poder processar tudo isso da melhor forma e tive tratamento psiquiátrico”, lembra. No início do processo ela usou medicamentos para poder passar por essa fase.

    “Me ajudou muito. Eu era contra esse tipo de uso de medicamento, até mesmo os psiquiátricos de ansiedade e depressão, mas percebi que são mecanismos que ajudam a gente a chegar no objetivo e a melhorar”.

    Ela conta que, em primeiro lugar, começou a fazer terapia e depois buscou ajuda psiquiátrica. “Isso me fez entender que os medicamentos iam me ajudar ainda mais no processo e contribuíram muito para enfrentar a doença do meu noivo sem voltar para os velhos hábitos”, recorda.

    Reaprendendo a comer

    Uma das mudanças mais difíceis foi ter uma alimentação equilibrada. Suzane conta que cresceu com o chamado “paladar infantil”, muito ligado a frituras, doces e fast-food.

    “Eu sempre adorei fritura, fast-food e comidas de criança mesmo. Foi um processo difícil sair disso para escolher uma alimentação saudável”, conta.

    Para não se perder na rotina, adotou estratégias práticas:

    • Fazer marmitas e congelar refeições para não cair em desculpas após o trabalho;
    • Reservar parte do domingo para cozinhar toda a semana;
    • Comer em casa antes de ir a festas ou churrascos, evitando exageros.

    “No começo tive que cortar drasticamente as coisas que eu gostava para poder me acostumar com alimentação saudável. Hoje a minha relação com a comida é completamente diferente”, conta.

    “Mesmo fora de casa, sempre opto por refeições saudáveis. Coloco legumes e salada primeiro no prato, depois proteína, um pouco de arroz e feijão. Isso aprendi com o tempo, consultando nutricionista e mudando a alimentação”.

    Leia também: Como montar um prato saudável para todas as refeições?

    A disciplina nos treinos

    A rotina de exercícios se tornou a base da transformação de Suzane. “Às vezes acordo às 4h50 da manhã para treinar, porque a estratégia que funciona comigo é treinar cedo. Sei que o resto do dia pode dar errado, mas já garanti meu treino. A sensação do pós-treino é o que me motiva”.

    Suzane treina musculação seis vezes por semana, corre de quatro a cinco vezes e, às vezes, inclui pilates. “Descanso só no domingo. Quando estou animada vou ao parque correr, mas geralmente domingo é pra não fazer nada”, fala.

    Ela comenta que o desânimo às vezes faz parte do percurso. “Tem hora que você quer desistir de tudo, comer um McDonald’s e não acordar cedo para treinar. Mas vou falar: os resultados, quando aparecem, viram um vício. No começo é muito difícil, demora para ver, mas quando começam a aparecer, viram motivação”.

    Mais que estética: saúde física, mental e emocional

    Suzane conta que, para o processo de emagrecimento, teve que passar por mudanças em todas as esferas possíveis: físicas, mentais e emocionais.

    “Foi um conjunto. Do mesmo jeito que é um conjunto para chegar nos objetivos. Não dá para trabalhar só uma coisa. Se você não cuida da mente, não cuida do corpo. Eu não acho que funciona escolher só uma coisa. Para mim não funciona. Preciso fazer tudo de uma vez. Se fosse aos poucos, eu desistiria”.

    Essa visão integrada também foi o que a manteve longe do cigarro, mesmo em momentos de grande dor.

    “Quando meu noivo ficou doente, eu tinha uns quatro, cinco meses de processo, já tinha parado de fumar. Pensei: ‘se eu não voltar a fumar nesse momento, nunca mais volto’. E realmente não voltei”.

    Para isso, ela passou a focar ainda mais nas coisas que faziam bem sem se vitimizar.

    “Foi a melhor coisa que fiz. No final, não pude salvá-lo, mas fiquei bem comigo mesma. Poderia ter perdido tudo: autoestima, emprego, um monte de coisa. Ele não estaria aqui de qualquer forma, mas eu teria que recomeçar do zero. Então decidi minimizar esses impactos”.

    Conquistas e próximos objetivos

    O processo já dura mais de três anos e rendeu resultados expressivos: perda de cerca de 25 quilos de gordura e ganho de massa magra.

    “Não é uma coisa de meses. Ainda tenho gordura pra perder. Vou no meu tempo, respeitando meu corpo e meus limites, pois tenho muita coisa pra conquistar ainda. Não cheguei no meu objetivo. Sempre preciso ter uma meta pra não desistir. Quando melhoro uma coisa, coloco na cabeça que preciso melhorar outra”.

    Ela conta que, parte do processo, é sempre buscar algo para melhorar.

    “O corpo, a mente e o físico nunca vão estar num limite de dizer: ‘estou bem’. Às vezes até chega perto, mas é importante manter a melhor versão e não desistir. Os hábitos bons, quando a gente aprende, não quer largar. Quem entra nisso e vê os benefícios que traz para o dia a dia não desiste”.

    Conselho de quem viveu na pele

    Ao olhar para trás, Suzane faz questão de destacar a importância da paciência e da persistência. Vai ter desânimo, vontade de desistir, mas os resultados vêm!

    “Meu conselho para quem está começando é: não desistir. É um processo difícil, mudar hábitos não é fácil. Mas uma coisa eu garanto: uma vez que você começa e se dedica, só vai ter benefícios”.

    Ela lembra que orientação profissional é sempre importante no processo, principalmente com relação ao acompanhamento nutricional. Mas, para começar, basta força de vontade!

    “Há métodos como aplicativos de treino que já ajudam muito. Antes de ter personal trainer, comecei o processo usando treinos prontos ou com ajuda de professores de academias de rede. Já perdi uns 10 quilos assim”.

    “Para quem está começando, digo: continue, tenha paciência, porque os resultados vêm e, quando vêm, é a melhor sensação do mundo. Esse é meu conselho”.

    Benefícios do emagrecimento para a saúde

    A cardiologista Juliana Soares, que integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, explica que buscar e manter um peso saudável vai muito além da estética: é um investimento na saúde. O excesso de peso está associado a maior risco de pressão alta, diabetes tipo 2, colesterol alto e doenças cardiovasculares.

    Ao emagrecer de forma equilibrada, com acompanhamento profissional, o corpo reduz a sobrecarga sobre o coração, melhora a circulação, controla melhor a glicose no sangue e diminui a inflamação crônica que prejudica o organismo.

    Do ponto de vista cardiovascular, a perda de peso pode ajudar a regular a pressão arterial, reduzir o risco de infarto e AVC e melhorar a função do coração.

    Além disso, estar em um peso saudável significa ter mais disposição para atividades físicas, melhor qualidade do sono e mais bem-estar. Em resumo: emagrecer com saúde significa ganhar qualidade e expectativa de vida.

    *Cada caso é único. Consulte sempre um médico.

    Leia também: ‘Acordava com a sensação de que não conseguia respirar’: o relato de quem convive com ansiedade

  • Espinhas na vida adulta: entenda as causas os principais tratamentos 

    Espinhas na vida adulta: entenda as causas os principais tratamentos 

    As espinhas costumam ser associadas à adolescência, mas muitas pessoas continuam lidando com elas na fase adulta. O incômodo não é apenas no espelho, pois as espinhas podem impactar a autoestima, as relações sociais e até a saúde emocional. Mas afinal, por que as espinhas aparecem mesmo depois dos 30 anos?

    Segundo a dermatologista Gabriela Capareli, o primeiro passo é entender que a acne é uma doença crônica da pele que pode acontecer em qualquer idade.

    “Ela é dividida em graus de intensidade, desde uma pele oleosa com pequenos comedões (cravos) até lesões nodulares inflamadas que podem deixar cicatrizes (espinhas)”.

    Vamos entender a seguir em que casos as espinhas podem surgir na vida adulta e como lidar com esse problema!

    Espinhas na vida adulta: uma manifestação da acne

    Na adolescência, a acne (entupimento dos poros que causa cravos e espinhas) aparece sobretudo pela ação dos hormônios sexuais, que estimulam a produção de sebo. Isso aumenta a oleosidade da pele e favorece a inflamação dos folículos.

    “A alimentação também influencia, principalmente quando há um excesso de produtos lácteos”, explica Gabriela.

    Já as espinhas na vida adulta têm como causa principal o desequilíbrio hormonal.

    “Nas mulheres, a síndrome dos ovários policísticos tem como um dos sintomas o aparecimento de acne. É muito comum também na fase adulta o aparecimento de acne devido ao uso de hormônios anabolizantes, tanto por mulheres quanto por homens”.

    Além da questão hormonal, doenças endocrinológicas, estresse e predisposição genética também estão entre os fatores desencadeantes das espinhas na vida adulta. O estresse, por exemplo, estimula a produção de cortisol, um hormônio que pode causar a inflamação da pele. O excesso de açúcares e comidas gordurosas também pode influenciar.

    O erro mais comum: espremer as espinhas

    A cena é frequente: ao notar uma espinha inflamada, muitas pessoas recorrem ao espelho e tentam eliminá-la. Apesar de parecer um gesto inofensivo, a prática é arriscada e pode agravar muito o quadro. Quando a pele é manipulada de forma incorreta, a inflamação aumenta, há risco de introdução de bactérias e, em vez de desaparecer, a lesão pode evoluir para uma infecção mais séria.

    A dermatologista reforça o alerta: “Em hipótese alguma deve-se manipular as lesões de acne. Isso deve ser feito em consultório, por profissional especializado, com todos os métodos de assepsia da pele. Caso contrário, há risco de infecção grave e de formação de cicatrizes difíceis de eliminar.”

    A diferença entre a extração caseira e a feita em consultório é grande. No ambiente médico ou estético adequado, o profissional utiliza instrumentos esterilizados, técnicas específicas para reduzir o trauma da pele e, principalmente, protocolos de assepsia que impedem a entrada de micro-organismos causadores de infecção.

    Leia também: Acne na adolescência: 10 mitos e verdades sobre a condição

    Como tratar as espinhas na vida adulta

    O tratamento para espinhas precisa ser individualizado, considerando a causa e o grau da acne. Quando há desequilíbrios hormonais, é fundamental investigá-los e corrigi-los em parceria com endocrinologistas ou ginecologistas. Paralelamente, a dermatologia dispõe de diversas estratégias para controlar as lesões e reduzir a inflamação:

    • Medicamentos tópicos com ácidos: retinoico, salicílico e outros, que ajudam a controlar a oleosidade e desobstruir os poros;
    • Antibióticos orais: indicados para casos mais inflamatórios, quando há risco de piora ou disseminação das lesões;
    • Isotretinoína oral (Roacutan): usada em quadros severos ou resistentes, sob acompanhamento médico rigoroso;
    • Procedimentos dermatológicos: como laser, peelings químicos e limpezas profissionais, que auxiliam na redução das lesões.

    “O tratamento para espinhas na vida adulta tem que ser direcionado para a causa. Se a origem da acne é hormonal, precisamos corrigir isso, além de usar todas as possibilidades dermatológicas disponíveis, desde limpezas até isotretinoína oral (Roacutan)”, reforça a médica.

    Cuidados diários que fazem diferença

    A rotina de cuidados com a pele é essencial para prevenir e controlar as espinhas. Gabriela recomenda lavar o rosto apenas duas vezes ao dia com sabonete adequado.

    “Lavar mais vezes pode fazer com que a pele interprete que precisa produzir mais óleo para compensar a retirada excessiva do óleo”.

    Outros hábitos importantes incluem remover completamente a maquiagem, usar protetor solar oil free e evitar cosméticos que possam obstruir os poros. Além disso, manter hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, sono regular e manejo do estresse, ajuda a reduzir as crises.

    O essencial é buscar acompanhamento profissional para identificar a causa e adotar a melhor estratégia. Quanto antes o tratamento começa, maiores as chances de preservar a saúde e a beleza da pele.

    Perguntas e respostas sobre espinhas na vida adulta

    1. O que são espinhas?

    As espinhas são o resultado da inflamação da acne, uma doença crônica da pele causada pelo excesso de oleosidade e entupimento dos poros.

    2. Por que as espinhas aparecem na vida adulta?

    Na maioria dos casos, estão relacionadas a desequilíbrios hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos ou o uso de anabolizantes. Estresse, doenças endocrinológicas, genética e dieta rica em açúcares e gorduras também favorecem seu surgimento.

    3. E na adolescência, qual é a principal causa?

    O fator predominante são as oscilações hormonais típicas dessa fase, que aumentam a oleosidade da pele. O consumo excessivo de laticínios também pode agravar o quadro.

    4. É seguro espremer espinhas em casa?

    Não. A dermatologista alerta que “em hipótese alguma deve-se manipular as lesões de acne”, já que isso pode causar infecções graves e cicatrizes permanentes.

    5. Quais são os principais tratamentos disponíveis para espinhas na vida adulta?

    O tratamento é individualizado, podendo incluir ácidos tópicos (retinoico, salicílico), antibióticos orais, isotretinoína (Roacutan) e procedimentos dermatológicos, como laser, peelings químicos e limpezas de pele.

    6. Que cuidados diários ajudam a controlar as espinhas na vida adulta?

    Lavar o rosto no máximo duas vezes ao dia com sabonete adequado, retirar bem a maquiagem, usar protetor solar oil free e manter hábitos saudáveis de sono, alimentação e controle do estresse.

    Leia também: Acne: o que é, sintomas, causas e tratamento

  • Como controlar o sono depois do almoço? 

    Como controlar o sono depois do almoço? 

    Você já ouviu falar em letargia pós-prandial? O termo pode soar estranho, mas descreve aquela conhecida sensação de cansaço e sono depois do almoço. Apesar de comum, ela pode atrapalhar um pouco o dia a dia de quem precisa manter o ritmo e a produtividade no período da tarde.

    Para entender melhor por que isso acontece e como amenizar o problema, conversamos com a nutricionista Hágata Ramos, que aponta os principais fatores que favorecem essa sonolência e compartilha estratégias práticas para driblar a situação.

    Por que sentimos sono após o almoço?

    O sono depois do almoço acontece devido a uma combinação de fatores fisiológicos e comportamentais, como:

    Redistribuição da energia corporal

    De acordo com a nutricionista Hágata Ramos, após a refeição, o organismo precisa direcionar energia para o processo de digestão. Isso significa que parte do fluxo sanguíneo é deslocado para o trato gastrointestinal, reduzindo momentaneamente a oxigenação em outras áreas, como o cérebro.

    Com isso, pode acontecer a sensação de lentidão, relaxamento e sonolência. Quanto maior e mais pesada for a refeição (pratos muito calóricos ou cheios de gordura, por exemplo), mais forte será o efeito.

    Liberação de hormônios

    Além da redistribuição de energia, a digestão também estimula a liberação de hormônios e neurotransmissores que afetam diretamente a disposição. A insulina, por exemplo, é liberada para controlar os níveis de glicose no sangue, e variações bruscas da glicemia podem causar cansaço.

    Já a serotonina, conhecida por regular o humor e trazer sensação de bem-estar, também está ligada ao relaxamento e pode induzir a sonolência. Em alguns casos, a produção de melatonina, hormônio relacionado ao ciclo do sono, pode ser indiretamente estimulada, especialmente após refeições ricas em carboidratos.

    Tipo de alimento ingerido

    Segundo Hágata, refeições ricas em carboidratos simples provocam picos rápidos de glicose no sangue seguidos de quedas igualmente bruscas, o que pode causar sonolência e fadiga. Já os alimentos muito gordurosos tornam a digestão mais lenta e estimulam hormônios ligados ao relaxamento, aumentando a sensação de cansaço.

    “Já pratos equilibrados, com fibras, proteínas e carboidratos complexos, ajudam a equilibrar estes efeitos”, complementa a especialista.

    Tamanho da refeição

    Comer em excesso faz com que o sistema digestivo trabalhe além do normal para processar a grande quantidade de alimentos. Isso aumenta o fluxo de sangue para o estômago e intestino — reduzindo a energia disponível para outras funções do organismo. Como resultado, é comum sentir cansaço, sonolência e até uma sensação de “preguiça” logo depois do almoço.

    O sono após o almoço é normal?

    Sim, sentir sono depois do almoço é normal e consiste em uma resposta fisiológica esperada. Inclusive, Hágata lembra que, em muitas culturas, existe o hábito de descansar após as refeições — conhecido como sesta.

    Contudo, vale ressaltar que a sensação é comum quando é leve e passageira. Se a sonolência for intensa, a ponto de atrapalhar o dia a dia, pode indicar desequilíbrios alimentares ou problemas de saúde, como apneia do sono, resistência à insulina ou distúrbios metabólicos. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico.

    Como controlar o sono após o almoço?

    Apesar de comum, existem alguns hábitos simples que podem ajudar a minimizar o sono após o almoço, como:

    Aposte em refeições equilibradas

    Uma refeição bem montada, variada e colorida proporciona energia mais estável. A combinação de carboidratos complexos, proteínas magras e fibras ajuda a manter a glicemia sob controle, evitando picos de açúcar no sangue que resultam em queda abrupta de energia.

    Um prato com arroz integral, feijão, frango grelhado e salada de vegetais cozidos ou crus, por exemplo, conforme indica Hágata, fornece nutrientes de forma balanceada e mantém o organismo ativo por mais tempo.

    Evite exageros

    Uma vez que refeições grandes podem sobrecarregar o estômago, causando o redirecionamento de energia para lidar com a digestão, é importante respeitar os sinais de saciedade e evitar comer além do necessário. Ah, e mastigar devagar e saborear os alimentos também ajuda, já que o cérebro recebe mais tempo para identificar quando já houve quantidade suficiente para saciar a fome.

    Inclua fibras e proteínas

    Nutrientes, como fibras e proteínas, mantêm a glicemia mais estável e prolongam a sensação de saciedade — e também retardam a digestão dos carboidratos, evitando picos seguidos de quedas de energia. Incluir alimentos como leguminosas, vegetais crus, sementes, carnes magras e ovos contribui para que a energia seja liberada de forma gradual, reduzindo a sonolência.

    Faça caminhadas após o almoço

    A movimentação leve após a refeição estimula a circulação sanguínea, melhora a digestão e pode ajudar a diminuir o sono. Uma caminhada de dez a quinze minutos já é suficiente para auxiliar na disposição e ativar o corpo.

    Beba bastante água

    A desidratação, mesmo que leve, diminui o volume de sangue, o que faz com que o coração tenha que trabalhar mais para bombear o sangue e levar oxigênio e nutrientes para as células. Isso aumenta a sensação de sonolência após o almoço.

    Por isso, é importante se hidratar antes e depois das refeições, ajudando também na digestão. O ideal é beber pequenos goles de água várias vezes ao dia, em vez de ingerir grandes quantidades de uma só vez.

    Evite bebidas alcoólicas no almoço

    Mesmo quando consumido em pequenas doses, o álcool relaxa o corpo e potencializa a sensação de sono. Além de tirar a disposição, ele também pode dificultar a concentração à tarde – então, se a ideia é se manter produtivo, é melhor deixar a bebida para momentos de lazer, fora do horário de trabalho ou estudo.

    Tenha atenção ao café

    O café pode dar sensação de energia momentânea, mas não resolve a causa da sonolência, de acordo com Hágata. “Já o excesso de cafeína ou chás muito fortes logo após a refeição pode atrapalhar a absorção de alguns minerais, como ferro e cálcio. O ideal é esperar um pouco antes de consumi-los”, explica.

    Confira: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

    Quando procurar ajuda médica?

    É importante procurar ajuda médica se você apresentar os seguintes sinais:

    • Sono intenso todos os dias, mesmo com noites bem dormidas;
    • Dificuldade de concentração no trabalho ou nos estudos;
    • Queda de produtividade significativa;
    • Outros sintomas associados, como falta de ar, roncos frequentes, palpitações ou ganho de peso inexplicado.

    Algumas condições de saúde, como distúrbios metabólicos e alterações hormonais, podem provocar sonolência intensa. Apenas um especialista pode fazer o diagnóstico completo.

    Perguntas frequentes sobre sono depois do almoço

    1. Sentir sono depois do almoço é um sinal de problema de saúde?

    Não. Na maioria dos casos, a sensação é comum e acontece devido ao processo de digestão dos alimentos, que precisa de energia para acontecer. Contudo, quando a sonolência é muito intensa, frequente e atrapalha atividades diárias, pode indicar algum problema de saúde, que deve ser investigado por um médico.

    Por isso, fique atento a outros sintomas associados, como fadiga constante, dores de cabeça, palpitações ou perda de peso sem explicação.

    2. Posso cochilar depois do almoço?

    Sim, um breve cochilo após o almoço pode ser benéfico para a saúde, e melhora a memória, o humor e o desempenho — além de reduzir o estresse e ajudar na digestão.

    Porém, ele deve ser moderado, idealmente entre 15 a 30 minutos, para evitar entrar em fases mais profundas do sono, o que causa confusão mental ao acordar e pode prejudicar o sono noturno.

    3. Beber muita água junto com a refeição causa sono depois do almoço?

    Não. Na verdade, a água é fundamental para o bom funcionamento do corpo e ajuda até mesmo na digestão. O que pode acontecer é desconforto quando há ingestão de grandes quantidades de líquido em um curto período, causando distensão abdominal.

    O ideal é distribuir a ingestão de água em pequenas quantidades constantes, em vez de beber em excesso de uma só vez.

    4. Pessoas com diabetes sentem mais sono depois do almoço?

    Sim, a sonolência pode ser mais intensa em pessoas com diabetes ou resistência à insulina. Nesses casos, a regulação da glicemia está comprometida, o que aumenta a chance de picos e quedas bruscas de açúcar no sangue. Isso favorece a sensação de cansaço, especialmente após refeições ricas em carboidratos.

    5. Existe algum horário ideal para almoçar e sentir menos sono?

    Não existe um horário ideal para almoçar, mas algumas medidas ajudam a reduzir a intensidade da sonolência e favorecer a digestão, como:

    • Evitar almoçar muito tarde, quando a queda natural de energia já está em curso;
    • Fazer a refeição por volta do meio-dia ou início da tarde, em porções moderadas;
    • Manter regularidade nos horários, o que ajuda o organismo a se adaptar e reduz variações bruscas no ciclo de vigília.

    Leia também: Como montar um prato saudável para todas as refeições?

  • Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

    Deficiências nutricionais em adultos: aprenda a identificar sinais no dia a dia e prevenir riscos

    Ter uma alimentação aparentemente saudável não é garantia de que o corpo esteja recebendo todos os nutrientes. As deficiências nutricionais em adultos são cada vez mais comuns, muitas vezes passando despercebidas até causarem sintomas.

    “Elas são mais frequentes do que se imagina, mesmo em adultos que acreditam ter uma alimentação equilibrada”, explica a médica nutróloga Flávia Pfeilsticker.

    Nesta reportagem, você vai entender quais são as mais comuns, os principais sintomas de deficiência nutricional, exames que ajudam a diagnosticar, os riscos à saúde e as estratégias para prevenir e corrigir esses desequilíbrios.

    Deficiências nutricionais em adultos: quais as mais comuns?

    Segundo a médica, as deficiências nutricionais em adultos mais frequentes incluem falta de ferro, vitamina D, vitamina B12, ácido fólico, cálcio, magnésio e zinco. “Cada uma dessas carências pode comprometer tanto a saúde física quanto o bem-estar mental”, enfatiza.

    Entenda os riscos relacionados às deficiências nutricionais de acordo com cada nutriente:

    • Ferro: principal causa de anemia no mundo, manifestada por cansaço, queda de cabelo e dificuldade de concentração
    • Vitamina D: muito prevalente em regiões urbanas pela baixa exposição solar, pode fragilizar ossos e músculos e aumentar a suscetibilidade a infecções
    • Vitamina B12 e ácido fólico: compromete a produção de glóbulos vermelhos e afeta o sistema nervoso
    • Cálcio: sua carência está ligada à osteoporose e câimbras
    • Magnésio: pode causar palpitações e distúrbios do sono
    • Zinco: baixa imunidade e dificuldade de cicatrização

    Segundo Flávia, não essas não são deficiências raras, mas sim desequilíbrios cada vez mais diagnosticados em consultórios — e a culpa muitas vezes está na alimentação, que não atende todas as necessidades nutricionais.

    Como a alimentação contribui para deficiências nutricionais em adultos?

    Um dos fatores centrais é o padrão alimentar da vida contemporânea. Dietas baseadas em alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, açúcar, sal e gordura, e pobres em nutrientes, substituem alimentos naturais, como frutas, legumes, sementes e proteínas de qualidade.

    “Além da alimentação, outros fatores de risco incluem baixa exposição ao sol, uso prolongado de medicamentos (omeprazol, anticoncepcionais, metformina) e dietas restritivas sem acompanhamento (como vegetarianismo ou veganismo mal planejados)”, detalha a nutróloga.

    Porém, na maioria dos casos, o problema é mesmo a alimentação. Mesmo quem acha que se alimenta bem pode, muitas vezes, estar comendo alimentos com pouca densidade nutricional (aqueles naturais e ricos em nutrientes), e/ou exagerando no consumo de alimentos prontos para consumo, industrializados pobres em nutrientes.

    Sintomas de deficiência nutricional em adultos

    Embora muitas vezes sutis, o corpo costuma dar sinais de deficiências nutricionais. Entre os sinais mais comuns estão:

    • Cansaço persistente e queda de energia
    • Queda de cabelo e unhas fracas
    • Infecções frequentes ou baixa imunidade
    • Alterações de humor, irritabilidade ou lapsos de memória
    • Câimbras, dor muscular ou palpitações

    Nesses casos, o ideal é buscar orientação médica. “Esses sintomas de deficiência nutricional reforçam a importância de manter hábitos saudáveis e fazer check-ups regulares”, enfatiza a médica.

    Confira: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores

    Exames que detectam deficiências nutricionais

    O diagnóstico precoce é a chave para evitar complicações. A identificação das deficiências pode ser feita com exames laboratoriais simples, como:

    • Hemograma completo: avalia anemia e alterações nos glóbulos vermelhos
    • Ferritina sérica: mostra os estoques de ferro
    • Dosagem de vitamina D: fundamental para avaliar risco de osteoporose e imunidade
    • Vitamina B12 e ácido fólico: investigam saúde do sistema nervoso e hematológico
    • Exames de cálcio, magnésio e zinco séricos: checam níveis minerais

    Para a médica, esses exames devem fazer parte de check-ups regulares, principalmente em grupos de risco, como mulheres em idade fértil (mais vulneráveis à deficiência de ferro), idosos e pessoas em dietas restritivas. “Eles ajudam a detectar precocemente essas deficiências, evitando complicações maiores”.

    Alimentação e suplementação: como corrigir as deficiências

    A forma de reposição depende da gravidade do déficit. Em muitos casos de deficiências nutricionais em adultos, pequenas mudanças na dieta já resolvem o problema:

    • Vegetais verde-escuros (espinafre, couve, brócolis) para ferro e ácido fólico
    • Peixes e ovos para vitamina D e B12
    • Leite e derivados para cálcio
    • Sementes, castanhas e oleaginosas para magnésio e zinco

    “Porém, em quadros mais acentuados, é necessária suplementação oral ou até mesmo injetável, para restabelecer rapidamente os níveis adequados”, explica Flávia.

    O ponto central é não se automedicar. A suplementação deve ser orientada por médico ou nutricionista, já que o excesso também pode causar problemas, como cálculos renais pelo uso exagerado de cálcio ou toxicidade por vitamina D.

    Perguntas e respostas sobre deficiências nutricionais em adultos

    1. Quais são as deficiências nutricionais mais comuns em adultos?

    As mais frequentes envolvem ferro, vitamina D, vitamina B12, ácido fólico, cálcio, magnésio e zinco.

    2. Quais sintomas podem indicar uma deficiência nutricional?

    Os sinais mais comuns incluem cansaço persistente, queda de cabelo, unhas fracas, baixa imunidade, câimbras, palpitações, alterações de humor e lapsos de memória.

    3. A alimentação contemporânea aumenta o risco dessas carências?

    Sim. O consumo elevado de ultraprocessados, associado à baixa ingestão de frutas, legumes, sementes e proteínas de qualidade, favorece o surgimento de deficiências. Outros fatores incluem pouca exposição solar, uso prolongado de certos medicamentos e dietas restritivas sem acompanhamento.

    4. Como essas deficiências podem ser diagnosticadas?

    Exames laboratoriais simples, como hemograma, ferritina sérica, dosagem de vitamina D, vitamina B12, ácido fólico e análises de cálcio, magnésio e zinco no sangue, permitem identificar precocemente os déficits.

    5. É possível corrigir apenas com a alimentação?

    Em casos leves, sim — incluir vegetais verde-escuros, ovos, peixes, leite, castanhas e sementes já ajuda a repor nutrientes. Mas, em quadros mais graves, pode ser necessária suplementação oral ou injetável, sempre sob orientação médica.

    6. A suplementação por conta própria é segura?

    Não. O excesso de vitaminas e minerais também traz riscos, como cálculos renais (cálcio em excesso) ou intoxicação (vitamina D). Por isso, só deve ser feita com acompanhamento de um profissional de saúde.

    Leia também: Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia?

  • Exercícios para fortalecer a coluna: o guia completo para proteger sua postura e prevenir dores 

    Exercícios para fortalecer a coluna: o guia completo para proteger sua postura e prevenir dores 

    Manter a saúde da coluna é um desafio. Longas horas sentado, má postura no trabalho e o sedentarismo contribuem para dores lombares e problemas que comprometem a qualidade de vida. A boa notícia é que a prática regular de exercícios simples pode mudar esse cenário, pois é possível fazer em casa exercícios para fortalecer a coluna.

    “Uma rotina de exercícios para fortalecer a coluna melhora a consciência corporal e a mobilidade, contribuindo para uma melhor qualidade de vida”, afirma o ortopedista Caio Gonçalves. A seguir, entenda por que fortalecer a região é importante e veja exercícios seguros para fazer em casa.

    Por que exercícios de fortalecimento para a coluna são importantes?

    Fortalecer a musculatura que envolve e sustenta a coluna é essencial para manter a postura adequada, reduzir dores e evitar lesões.

    • Estabilidade: músculos fortes dão suporte ao peso corporal e permitem movimentos seguros no dia a dia.
    • Proteção contra sobrecargas: a musculatura distribui melhor as cargas sobre vértebras, discos e articulações.
    • Prevenção de desequilíbrios: reduz risco de desvios posturais (ex.: hiperlordose) e desgastes.
    • Consciência corporal e mobilidade: favorecem autonomia e um estilo de vida mais ativo.

    Exercícios para fortalecer a coluna: simples e seguros para fazer em casa

    Não é preciso equipamento sofisticado. “Exercitar-se em casa é uma excelente alternativa para quem busca saúde da coluna, qualidade de vida e mais autonomia”, explica Caio.

    Como começar: escolha 2–3 exercícios de cada grupo (força, mobilidade/alongamento e postura), 3x por semana. Movimentos lentos e controlados. Se sentir dor aguda, pare e procure orientação.

    Fortalecimento muscular

    1. Prancha frontal
      Como fazer: apoie antebraços e pontas dos pés, corpo alinhado. Contraia o abdômen por 20–40 s.
      Objetivo: fortalecer o core (abdômen, lombar e glúteos) para proteger a coluna.
    2. Ponte (elevação de quadril)
      Como fazer: deite de costas, joelhos flexionados e pés no chão. Eleve o quadril até alinhar ombros–quadris–joelhos. 10–15 repetições.
      Objetivo: trabalhar glúteos e lombar, estabilizando a pelve.
    3. Superman
      Como fazer: de bruços, eleve braços e pernas por 3–5 s. 8–12 repetições.
      Objetivo: ativar a cadeia posterior e fortalecer a região lombar.

    Alongamento e mobilidade

    1. Gato e Camelo (Cat–Cow)
      Como fazer: em quatro apoios, alterne arqueamento e extensão suave da coluna. 10 repetições.
      Objetivo: mobilizar a coluna e reduzir rigidez.
    2. Rotações de tronco deitado
      Como fazer: de costas, joelhos dobrados; leve-os para um lado e gire o rosto para o outro. Segure 20–30 s e troque.
      Objetivo: relaxar a lombar e melhorar a flexibilidade.
    3. Alongamento isquiotibial
      Como fazer: sentado ou em pé, leve as mãos aos pés com leve flexão dos joelhos. Segure 20–30 s.
      Objetivo: alongar posterior de coxas e aliviar tensão lombar.

    Exercícios de postura e consciência corporal

    1. Sentar na ponta da cadeira
      Como fazer: sente-se na borda, pés no chão, coluna ereta e abdômen ativo por 1–2 min.
      Objetivo: treinar postura e ativar o core.
    2. Respiração diafragmática
      Como fazer: deite-se, uma mão no peito e outra na barriga. Inspire pelo nariz expandindo o abdômen; expire lentamente.
      Objetivo: relaxar, melhorar estabilidade e consciência corporal.

    Atenção: quem tem histórico de dor crônica ou lesões deve adaptar os exercícios e, se possível, iniciar com supervisão.

    Diferença entre exercícios de força e alongamento

    São complementares: força aumenta estabilidade e proteção articular; alongamento amplia flexibilidade e reduz tensões. O equilíbrio entre ambos evita rigidez (muita força sem mobilidade) e instabilidade (muita flexibilidade sem força).

    Confira: Como manter a postura correta no trabalho? Veja dicas práticas

    Cuidados para quem tem histórico de lesões

    • Evite movimentos bruscos e grandes amplitudes.
    • Não force exercícios que provoquem dor aguda.
    • Comece leve e evolua gradualmente.
    • Priorize exercícios posturais e respiratórios.
    • Mantenha acompanhamento com ortopedista ou fisioterapeuta.

    Contraindicações: quando não fazer certos exercícios

    Em casos de hérnias avançadas, estenose ou osteoporose grave, evite cargas excessivas, impactos e flexões/rotações bruscas da coluna. Gestantes, idosos e pessoas em reabilitação devem adaptar movimentos com orientação profissional. Dor intensa é sinal para parar.

    Pilates e ioga também podem ajudar?

    • Pilates: fortalece o core, melhora estabilidade e postura.
    • Ioga: combina força, flexibilidade, respiração e relaxamento.

    Ambas reduzem dores e tensões; adapte as práticas se houver histórico de lesões.

    Perguntas frequentes sobre exercícios para fortalecer a coluna

    1. Por que devo fortalecer a musculatura da coluna?

    Para garantir postura correta, prevenir dores e lesões, distribuir melhor o peso corporal e aumentar a estabilidade nos movimentos diários.

    2. Exercícios simples em casa funcionam mesmo?

    Sim. Com poucos minutos e sem equipamentos é possível fortalecer, alongar e melhorar a mobilidade da coluna.

    3. Qual a diferença entre exercícios de força e alongamento?

    Força dá estabilidade e protege a coluna; alongamento amplia flexibilidade e alivia tensões. São complementares.

    4. Tenho hérnia ou dor crônica. Posso treinar?

    Sim, mas com orientação profissional, evitando sobrecargas e respeitando os limites do corpo.

    5. Pilates e ioga ajudam a coluna?

    Sim. O pilates fortalece o core e melhora a postura; a ioga trabalha força, flexibilidade e relaxamento.

    Leia mais: Alongamentos simples para aliviar dores musculares: veja quando e como praticar

  • Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia? 

    Intolerância à lactose: o que comer no dia a dia? 

    Você sabe o que é intolerância à lactose? A condição é caracterizada pela dificuldade parcial ou total do organismo em digerir a lactose, o açúcar natural do leite. Como consequência, podem surgir sintomas desconfortáveis após o consumo de leite e derivados, como gases, dores abdominais, diarreia e náuseas.

    Dependendo do caso, a intensidade pode variar: algumas pessoas conseguem consumir pequenas quantidades de queijos curados ou iogurtes, enquanto outras precisam cortar completamente a lactose da dieta.

    Por isso, é fundamental entender o seu nível de tolerância e buscar alternativas seguras no dia a dia, para manter um cardápio equilibrado e saudável. Entenda mais a seguir!

    O que é intolerância à lactose?

    A intolerância à lactose é a dificuldade parcial ou total do organismo em digerir a lactose. Isso acontece porque a enzima lactase, responsável por quebrar esse açúcar, está em menor quantidade no intestino de quem convive com a condição.

    Sem lactase suficiente, a lactose não é digerida corretamente e acaba fermentando no intestino, causando sintomas como:

    • Gases e inchaço abdominal;
    • Cólicas e dor abdominal;
    • Diarreia;
    • Náusea e mal-estar.

    Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite?

    A intolerância à lactose não é a mesma coisa que a alergia ao leite. Na alergia, há uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite, gerando sintomas imediatos (como urticária e falta de ar) ou tardios (como problemas gastrointestinais). Já na intolerância, não há envolvimento do sistema imunológico, mas sim dificuldade de digerir a lactose pela baixa produção da lactase.

    Na prática:

    • Alergia ao leite: deve-se evitar totalmente leite e derivados.
    • Intolerância à lactose: é preciso apenas restringir a lactose. Produtos sem lactose ou com a enzima lactase adicionada podem ser consumidos.

    O que não comer na intolerância à lactose?

    Nem sempre é necessário cortar todos os derivados. Tudo depende do nível individual de tolerância. Porém, alguns alimentos devem ser evitados:

    • Leite integral, desnatado ou em pó;
    • Iogurtes tradicionais;
    • Queijos frescos, como minas padrão e requeijão;
    • Manteiga e creme de leite;
    • Sorvetes feitos com leite;
    • Molhos e cremes prontos com leite em pó ou soro;
    • Produtos de confeitaria (bolos, biscoitos, chocolates ao leite);
    • Pães industrializados que contenham leite.

    Cardápio para intolerância à lactose

    Café da manhã

    • Leite ou iogurte sem lactose;
    • Queijos frescos (minas frescal, ricota) ou queijos com lactase adicionada;
    • Iogurtes vegetais e bebidas de amêndoas, aveia, coco ou castanhas;
    • Receitas adaptadas, como panquecas, tapiocas, bolos e smoothies.

    Almoço e jantar

    As refeições principais podem ser mantidas, apenas adaptando preparações que levem creme de leite. Exemplos:

    • Arroz integral e feijão;
    • Frango grelhado;
    • Salada de folhas com azeite;
    • Brócolis refogado;
    • Sopa de legumes;
    • Pães e saladas variadas.

    Lanches

    • Frutas com castanhas;
    • Iogurte vegetal com granola;
    • Smoothie de frutas com bebida vegetal;
    • Pão integral com homus ou guacamole;
    • Biscoitos integrais ou cookies caseiros;
    • Barras de cereal sem lactose;
    • Tapioca com queijo sem lactose ou pasta de amendoim;
    • Mix de castanhas e frutas secas.

    Lactose pode trazer benefícios?

    Para quem não tem intolerância, sim. A lactose pode ajudar na digestão e absorção de cálcio. Cortá-la sem necessidade pode reduzir a produção de lactase e até gerar intolerância transitória. O ideal é restringir apenas quando houver sintomas, sempre com orientação médica ou nutricional.

    Confira: Proteína para ganhar massa muscular: veja quanto você precisa por dia

    Fontes de cálcio além dos laticínios

    • Bebidas vegetais enriquecidas com cálcio (soja, aveia, coco, castanha);
    • Sementes de gergelim e tahine;
    • Verduras verde-escuras (couve, brócolis, espinafre);
    • Leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha);
    • Oleaginosas (amêndoas, castanhas).

    Dieta sem lactose emagrece?

    Não há evidências de que retirar lactose por si só cause emagrecimento. A perda de peso pode ocorrer indiretamente, ao cortar alimentos calóricos que contêm lactose. Versões magras de laticínios, inclusive, podem ajudar na saciedade e na perda de peso dentro de uma dieta equilibrada.

    Perguntas frequentes sobre intolerância à lactose

    1. Quais os sintomas?

    Dor abdominal, gases, inchaço, diarreia, náusea e mal-estar, geralmente entre 30 minutos e 2 horas após o consumo.

    2. Como saber se tenho intolerância?

    O diagnóstico é feito por avaliação médica, baseado nos sintomas. Existem testes específicos (teste de tolerância à lactose, teste genético), mas a confirmação depende da relação entre ingestão e sintomas.

    3. Pode surgir em qualquer idade?

    Sim. Costuma aparecer na adolescência ou vida adulta, mas também pode ser secundária a outras doenças. Em casos raros, existe a intolerância congênita, presente desde o nascimento.

    4. Tem cura?

    Não há cura definitiva. A forma secundária pode ser revertida quando a doença de base é tratada. Já a forma genética persiste, mas pode ser controlada com ajustes na dieta.

    5. Quem tem intolerância pode comer chocolate?

    O chocolate ao leite contém lactose. Já os meio amargos ou amargos têm menos e podem ser tolerados. Existem também chocolates sem lactose no mercado.

    6. Posso tomar café com leite?

    Sim, desde que seja usado leite sem lactose ou bebida vegetal. Algumas pessoas toleram pequenas quantidades de leite comum.

    7. O que acontece se continuar consumindo lactose?

    Pode haver sintomas como dor, gases e diarreia, mas não há lesões permanentes no intestino. O principal impacto é a queda na qualidade de vida.

    Leia mais: Lanches práticos para levar para a academia: saiba como escolher os melhores

  • Fisioterapia preventiva: cuidar antes da dor aparecer pode mudar sua saúde 

    Fisioterapia preventiva: cuidar antes da dor aparecer pode mudar sua saúde 

    Nos últimos anos, a fisioterapia deixou de ser vista apenas como um recurso para tratar lesões e passou a ser uma aliada na prevenção de problemas de saúde. A chamada fisioterapia preventiva é uma forma de garantir mais qualidade de vida, reduzir riscos de lesões e evitar que dores ou limitações prejudiquem o dia a dia, seja para quem é sedentário, trabalha em escritório ou pratica esportes.

    Segundo a fisioterapeuta Valéria Amador, “a fisioterapia preventiva é uma abordagem proativa”. Ou seja, é focada em evitar que um problema se transforme em algo maior e limitante, botando luz sobre ele quando ele ainda está no início.

    A seguir, vamos entender melhor o papel da fisioterapia preventiva e quando ela é indicada!

    O que é fisioterapia preventiva e como ela se diferencia da reabilitadora

    Muita gente só procura o fisioterapeuta quando a dor já está instalada. Esse é o campo da fisioterapia reabilitadora, que atua de forma reativa. A missão é ajudar o paciente a recuperar movimentos e funções perdidos. “Ela é procurada após o surgimento da dor, lesão ou para a recuperação de uma cirurgia. Seu foco principal é tratar o problema existente para que o paciente recupere a função e a qualidade de vida”, resume Valéria.

    Já a fisioterapia preventiva, como o próprio nome indica, é uma abordagem voltada para evitar que dores, lesões ou limitações apareçam antes mesmo de se tornarem um problema. “O objetivo é avaliar e corrigir desequilíbrios musculares e posturais antes que se tornem um problema de saúde”, diz Valéria.

    Em resumo: a reabilitadora entra em ação depois do problema, enquanto a preventiva atua para que ele não aconteça.

    Em quais situações procurar a fisioterapia preventiva

    Muitos acreditam que apenas quem já sofre com dores precisa do fisioterapeuta, mas não é bem assim. A fisioterapia preventiva é indicada em diferentes contextos do cotidiano mesmo para quem não tem lesões instauradas. Por exemplo:

    • Para quem vai iniciar uma nova atividade física ou esporte;
    • Para profissionais que realizam movimentos repetitivos, como digitadores, músicos, cabeleireiros e operários;
    • Para quem trabalha muito tempo na mesma posição e percebe desconfortos no corpo;
    • Para aqueles que buscam ter uma postura correta no dia a dia;
    • Para esportistas que querem aumentar a performance com segurança.

    “Em resumo, a fisioterapia preventiva cuida para que você não se machuque”, diz Valéria. Trata-se de uma estratégia de cuidado contínuo que promove mais qualidade de vida e bem-estar a longo prazo.

    Como é uma sessão de fisioterapia preventiva

    Na sessão, o fisioterapeuta começa avaliando a biomecânica do paciente, ou seja, observa como ele se movimenta e identifica padrões que podem favorecer o surgimento de lesões.

    “A partir daí, corrige a postura por meio de exercícios e orientações específicas, ajudando a manter o alinhamento adequado tanto em pé quanto sentado ou em movimento”, fala Valéria.

    Outro ponto essencial é o fortalecimento dos músculos que não estão atuando corretamente, já que a fraqueza em determinadas áreas sobrecarrega outras regiões do corpo e aumenta o risco de lesões.

    “Além disso, o trabalho inclui exercícios para ampliar a flexibilidade, fundamentais para evitar rigidez e tensão muscular, que estão entre os principais causadores de dores”.

    Benefícios gerais da fisioterapia preventiva

    A fisioterapia preventiva não tem um público específico: serve tanto para quem passa horas sentado quanto para atletas de alto rendimento – e cada grupo colhe benefícios específicos com esse tipo de cuidado.

    Para pessoas sedentárias

    • Postura correta: corrige vícios posturais causados por longos períodos sentado;
    • Aumento da mobilidade: recupera flexibilidade e amplitude de movimento das articulações;
    • Redução do risco de dores: previne o surgimento de dores na coluna e nas articulações.

    Para atletas e esportistas

    • Prevenção de lesões: identifica pontos fracos e desequilíbrios musculares que poderiam causar lesões;
    • Melhora da performance: fortalece grupos musculares específicos para o esporte, aumentando a eficiência dos movimentos;
    • Recuperação mais rápida: prepara o corpo para responder melhor a treinos intensos, acelerando a recuperação.

    Ou seja, ela é indicada tanto para pessoas sedentárias, que sofrem com vícios de postura e rigidez, quanto para atletas, que podem aprimorar a performance e reduzir o risco de lesões.

    Sinais de alerta: quando procurar um fisioterapeuta preventivamente

    Sinais de alerta do corpo podem surgir de forma discreta, mas já indicam a necessidade de atenção. Não é preciso esperar que uma dor intensa se instale para procurar ajuda.

    Muitas vezes, pequenas manifestações no dia a dia funcionam como um aviso de que algo não vai bem e que a fisioterapia preventiva pode fazer a diferença.

    Entre esses sinais estão a rigidez frequente ao acordar ou após longas horas de trabalho, pequenas dores que aparecem e desaparecem em determinadas atividades, além de uma postura visivelmente desalinhada, como ombros caídos ou a cabeça constantemente projetada para a frente.

    Outro indicativo comum é a fadiga muscular precoce, quando músculos que deveriam ser fortes se cansam rapidamente até em tarefas simples.

    “Não espere a dor intensa aparecer: procure um fisioterapeuta preventivamente se você notar essas questões em seu dia a dia”, enfatiza a especialista. Afinal, esses indícios podem parecer pequenos, mas, quando ignorados, podem se transformar em dores persistentes ou até em lesões mais graves.

    Prevenção como investimento em saúde

    Um dos grandes desafios da saúde moderna é que a maioria das pessoas procura ajuda apenas quando a dor já limita a vida. A fisioterapia preventiva, ao contrário, é um investimento no futuro. Ela reduz gastos com tratamentos complexos, melhora o desempenho físico e ainda proporciona bem-estar duradouro.

    Não espere a dor intensa aparecer. Muitas vezes o corpo dá sinais antes, e se eles forem respeitados e tratados preventivamente, você evita problemas muito maiores lá na frente.

    Veja mais: Exercícios para melhorar a postura no home-office: guia prático para evitar dores

    Perguntas e respostas sobre fisioterapia preventiva

    1. Preciso ter dor para procurar a fisioterapia preventiva?

    Não. O objetivo é justamente evitar que a dor apareça ou se intensifique. Sinais como rigidez, fadiga muscular ou postura desalinhada já justificam a consulta.

    2. Qual a diferença entre fisioterapia preventiva e reabilitadora?

    A preventiva busca evitar dores e lesões antes que elas surjam. Já a reabilitadora entra em ação depois, quando o problema já está instalado.

    3. Em quais situações ela é indicada?

    Para quem vai iniciar um esporte, trabalha muito tempo sentado, realiza movimentos repetitivos ou deseja melhorar a postura. Também é recomendada para atletas que buscam performance com segurança.

    4. Como funciona uma sessão?

    O fisioterapeuta avalia a biomecânica, corrige a postura, propõe exercícios de fortalecimento e flexibilidade para evitar sobrecargas e prevenir dores.

    5. Quais são os principais benefícios?

    Para sedentários, melhora da postura e da mobilidade, além da prevenção de dores crônicas. Para atletas, prevenção de lesões, melhora da performance e recuperação mais rápida após treinos intensos.

    6. Quando os sinais indicam que é hora de procurar um fisioterapeuta?

    Se houver rigidez frequente, dores recorrentes, fadiga muscular precoce ou postura desalinhada, já é hora de procurar ajuda especializada.

    Leia também: Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina

  • É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso 

    É preciso suar para emagrecer? Saiba se o suor realmente afeta a perda de peso 

    Poucas imagens são tão associadas ao esforço físico quanto uma pessoa suada após o treino. Para muitos, é realmente preciso suar para emagrecer, quase como se a quantidade de suor fosse a régua do emagrecimento.

    De fato, um treino intenso pode proporcionar uma maior produção de suor, já que o corpo tem que se esforçar mais para manter a sua temperatura interna adequada. Mas a relação entre quantidade de suor e emagrecimento não é direta. Para entender, conversamos com a especialista em educação física Tamara Andreato.

    Preciso suar para emagrecer? O que o suor realmente indica

    Durante o exercício, o metabolismo se acelera e a temperatura corporal aumenta. Para evitar superaquecimento, entram em ação as glândulas sudoríparas, liberando água e sais minerais.

    “Com o suor, o corpo está tentando se resfriar. Esse mecanismo nada mais é do que um estabilizador de temperatura”, fala Tamara. Ou seja, é errado pensar que suor emagrece ou que, quanto mais suor, mais queima de gordura. Na verdade, ele indica apenas que o corpo está se resfriando.

    A especialista reforça que a transpiração é individual. Algumas pessoas suam muito, outras quase não transpiram, mesmo fazendo atividades de intensidade semelhante. Ou seja, a ideia de que é preciso suar para emagrecer não é verdade.

    Alguns fatores podem influenciar na quantidade de suor, como:

    • Genética: define a quantidade e a atividade das glândulas de suor
    • Condicionamento: pessoas treinadas suam mais para resfriar o corpo
    • Sexo e idade: homens e jovens costumam suar mais que mulheres e idosos
    • Composição corporal: mais peso gera mais calor e, portanto, mais suor
    • Hidratação: quem está bem hidratado sua mais
    • Clima e adaptação: calor e umidade aumentam a transpiração

    Ou seja, a quantidade de suor não significa que uma pessoa está emagrecendo mais do que a outra, mas apenas que seus organismos utilizam estratégias diferentes para manter o equilíbrio térmico.

    Suor emagrece? Mito! O estudo científico que reforça essa visão

    Essa percepção de que o suor não tem ligação direta com a perda de gordura foi testada em um estudo publicado no International Journal of Exercise Science. Os pesquisadores avaliaram jovens adultos com diferentes porcentagens de gordura corporal, submetidos a um treino de 45 minutos em ambiente controlado. No fim, mediram quanto cada um havia transpirado.

    O resultado mostrou que a quantidade de suor perdida variou bastante de pessoa para pessoa e, quando compararam esses dados com o percentual de gordura, não encontraram nenhuma relação: pessoas com mais gordura não suaram mais, nem quem tinha menos gordura suou menos.

    Em resumo, o estudo fortalece a ideia de que não é preciso suar para emagrecer. A transpiração é só uma forma do corpo se resfriar e não tem ligação direta com a queima de gordura. Esse achado reforça o que Tamara explica: “O que está relacionado com o emagrecimento é o gasto calórico e a ingestão calórica, e não a quantidade de suor ou de transpiração no treino ou no dia a dia”.

    Veja também: Energia no pré-treino: veja ideias de refeições rápidas para quem treina cedo

    Treinar no calor emagrece: mito ou risco?

    Muitos acreditam que treinar no calor emagrece, como em salas abafadas ou debaixo do sol forte, por aumentar a transpiração. Tamara alerta que esse hábito não só não ajuda, como pode ser perigoso. “O que acontece ao se exercitar em lugares muito quentes é a possibilidade de desidratação, que não é nada saudável”.

    Por fazerem com que a pessoa sue mais, os treinos em ambientes quentes ou com muita roupa aumentam a produção de suor e, consequentemente, a perda de água. Isso pode realmente diminuir o peso corporal logo após o treino, mas não é uma perda de peso que vem da queima de gordura. Ou seja, assim que a pessoa se hidratar, o peso volta ao que estava antes.

    “O ideal em treinos em ambientes muito quentes é sempre se hidratar, de preferência com bebidas saudáveis. A água já ajuda bastante, mas também se pode pensar em bebidas com eletrólitos, como água de coco, suco de beterraba ou isotônicos”, esclarece a treinadora.

    O que realmente emagrece?

    Segundo Tamara, emagrecimento está relacionado à combinação de ingestão calórica e gasto calórico, ou seja, consumir menos calorias do que se gasta. A prática regular de exercícios é fundamental e o tipo de treino escolhido deve estar ligado ao equilíbrio entre intensidade, duração e consistência ao longo do tempo.

    Ela lembra que treinos de intensidade moderada, como corridas contínuas, além de treinos intervalados mais intensos, podem ser combinados para aumentar o gasto calórico e estimular o metabolismo. Musculação, natação e hidroginástica também entram como aliados.

    “O que importa mesmo é ter consciência do gasto calórico em relação à ingestão calórica, ter assiduidade, compromisso e comprometimento com o tempo dedicado à prática da atividade física”. Nesse ponto, o suor continua sendo apenas um “efeito colateral”. Ou seja, esqueça a ideia de que é preciso suar para emagrecer!

    Leia mais: Quero começar a correr: preciso ir ao cardiologista antes?

    Perguntas frequentes sobre suar para emagrecer

    1. Suar significa que estou queimando gordura?

    Não. O suor apenas regula a temperatura corporal, não indica queima de gordura.

    2. Pessoas que suam mais emagrecem mais rápido?

    Não. A quantidade de suor varia de pessoa para pessoa e não está relacionada à perda de gordura.

    3. O que realmente emagrece?

    O déficit calórico: gastar mais calorias do que se consome, aliando atividade física regular e alimentação equilibrada.

    4. Treinar em ambientes quentes ajuda a emagrecer?

    Não. Apenas aumenta o risco de desidratação e insolação. O emagrecimento não está ligado à transpiração.

    5. Como devo me hidratar durante os treinos?

    Água é suficiente na maioria dos casos. Em treinos mais longos ou ambientes quentes, bebidas com eletrólitos, como água de coco ou isotônicos, ajudam na reposição.

    6. Como emagrecer de forma saudável?

    Mantendo consistência em treinos, tendo alimentação equilibrada, hidratando-se bem e buscando acompanhamento profissional.

    Leia também: Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas

  • Dicas para começar na academia: saiba o que fazer e erros a evitar

    Dicas para começar na academia: saiba o que fazer e erros a evitar

    Começar na academia é, para muitos, o primeiro passo em direção a uma vida mais saudável. Mas, nos primeiros dias, podem surgir dúvidas sobre o que fazer, medo de lesões, ansiedade por resultados rápidos e até insegurança diante de um ambiente novo.

    É por isso que, para a educadora física Tamara Andreato, é importante que o ambiente da academia seja receptivo, levando em conta essas inseguranças da primeira vez.

    “O espaço deve receber a pessoa com esse olhar de primeira vez: fazer uma anamnese (entrevista) e perguntar as dificuldades que ela tem”.

    Nesse contexto, o primeiro passo para quem começa na academia acaba sendo a avaliação física, que direcionará como serão montados os primeiros treinos de forma individualizada.

    Avaliação física: o primeiro passo para começar na academia

    Começar na academia sem conhecer seu próprio corpo pode ser um erro. A avaliação física inicial ajuda a identificar pontos fortes, fragilidades e riscos.

    A maioria das academias oferece anamnese, um questionário básico sobre dores, lesões, histórico de cirurgias ou doenças, que ajuda o profissional a conhecer melhor o aluno.

    “Essa avaliação física traz muito do que a gente às vezes não enxerga: quantidade de gordura corporal, quantidade de músculo, quantidade de água, circunferência abdominal”, explica Tamara. Na prática, esse é o momento de avaliar pontos importantes antes de dar os primeiros passos na academia, como:

    • Histórico de saúde: perguntas sobre doenças pré-existentes
    • Cirurgias ou lesões anteriores: verificar se já houve fraturas, estiramentos ou problemas articulares
    • Sintomas atuais: presença de dores, desconfortos ou limitações no dia a dia
    • Nível de atividade física: se já pratica algum exercício, qual a frequência e intensidade
    • Hábitos de vida: sono, alimentação, hidratação, tabagismo, consumo de álcool
    • Objetivos pessoais: emagrecer, ganhar massa muscular, melhorar condicionamento ou saúde geral
    • Medições básicas: peso, altura, circunferências, percentual de gordura

    Esse cuidado inicial previne sobrecarga e garante segurança. Afinal, o corpo precisa de tempo para se adaptar às novas demandas impostas pelo exercício. Depois que essa entrevista é feita, é hora de organizar os primeiros treinos na academia.

    Organização dos primeiros treinos na academia

    Um dos erros mais comuns de iniciantes é chegar empolgado e querer treinar todos os dias, com cargas altas e sem respeitar os limites do corpo. Essa pressa pode gerar frustração e lesões. O caminho mais seguro na hora de montar um treino para iniciantes é adotar a progressão gradual.

    “O primeiro mês exige cuidado: não trabalhar com sobrecarga, não colocar muito peso. É preciso entender o movimento, o músculo que está trabalhando e conhecer o próprio corpo. Assim, a evolução será gradativa e não haverá risco de lesão ou desconforto”, orienta Tamara.

    Ao começar na academia, o ideal é treinar em dias alternados e variar os segmentos musculares. Assim, cada grupo tem tempo adequado para recuperação. Um treino para iniciantes pode incluir:

    • Exercícios para pernas (como agachamentos ou leg press)
    • Exercícios para o tronco (como puxadas e remadas)
    • Fortalecimento de core (abdômen e lombar)
    • 10 a 20 minutos de esteira ou bicicleta para condicionamento cardiovascular

    Se o aluno for mais velho ou tiver limitações, adaptações são feitas para garantir segurança, como priorizar a bicicleta em vez da corrida, reduzindo o risco de quedas.

    “Também é importante entender a dinâmica do aluno. Se é uma pessoa que trabalha muito tempo sentada, podemos passar a maioria dos exercícios em pé, para fortalecer regiões enfraquecidas ou sobrecarregadas”, fala Tamara.

    Confira: Quero começar a correr: preciso ir ao cardiologista antes?

    Motivação na academia: disciplina e constância entram no jogo

    Muitos desistem da academia logo nas primeiras semanas. A motivação na academia é um dos fatores que mais impacta na continuidade e, consequentemente, nos resultados. Mas Tamara reforça que, mais do que motivação (que pode sofrer oscilações), o importante é ter paciência e disciplina:

    “Acho que é como não desistir na vida como um todo. Para começar, a gente tem que ter paciência, saber que o processo precisa de tempo, frequência e assiduidade. Tomar consciência disso ajuda bastante”.

    Para manter a motivação (e a assiduidade), estratégias simples podem fazer a diferença:

    • Treinar com amigos para transformar o treino em um momento social
    • Ouvir música ou podcasts que tragam prazer durante os exercícios
    • Escolher um horário em que o corpo esteja mais disposto
    • Pedir ao professor para variar treinos e atividades para evitar monotonia

    “Nesse momento, é preciso traçar metas acessíveis e palpáveis, e não aquelas coisas mirabolantes, porque aí fica fácil desistir”. Você pode, claro, mirar nos resultados futuros a longo prazo, mas tenha em mente que são as metas a curto e médio prazo, alcançadas com consistência, que trarão os resultados desejados.

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    Principais erros de iniciantes na academia

    Entrar na academia cheio de expectativas pode levar a deslizes que atrapalham os resultados. Segundo Tamara, os principais erros cometidos pelos “novatos” são:

    • Falta de paciência: esperar resultados imediatos e desanimar rápido
    • Exagero nas cargas: colocar mais peso do que o corpo suporta
    • Treinar sem descanso: ir todos os dias e sobrecarregar os mesmos grupos musculares
    • Desconexão com o estilo de vida: não associar treino a boa alimentação e sono adequado

    “Muitos acabam se lesionando rápido porque colocam mais peso do que podem, vão à academia todos os dias e repetem os mesmos treinos. O processo precisa ser cuidadoso para trazer resultado. Além disso, tudo está interligado: boa alimentação e sono adequado”.

    Veja mais: Abdominais para perder barriga? Saiba o que realmente funciona

    A importância do todo: sono, alimentação e hidratação

    Boas noites de sono, alimentação equilibrada e hidratação são peças-chave no progresso. Dormir pouco prejudica a recuperação muscular e aumenta a sensação de fadiga. Já a falta de nutrientes compromete a performance e pode gerar tontura e dores de cabeça.

    “Se tudo isso não acontece de forma equilibrada, o resultado não vem, e a pessoa acaba desistindo”, reforça Tamara.

    Além disso, é importante buscar orientação médica antes de começar na academia e fazer um check-up. Nesse momento é possível avaliar esses fatores que muitas vezes passam despercebidos, como qualidade do sono, histórico de doenças, carências nutricionais e possíveis limitações físicas.

    Esse cuidado inicial ajuda a montar um plano de treino mais seguro, individualizado e eficaz, reduzindo riscos e aumentando as chances de manter a consistência a longo prazo.

    Perguntas frequentes sobre começar na academia

    1. Preciso fazer avaliação física antes de começar na academia?

    Sim. A avaliação ajuda a identificar a composição corporal, limitações e riscos. É fundamental para prescrever treinos individualizados e seguros.

    2. Quantos dias devo treinar nos primeiros meses?

    O ideal é treinar em dias alternados, de 3 a 4 vezes por semana, para permitir descanso e adaptação.

    3. Quais os erros mais comuns dos iniciantes?

    Falta de paciência, exagero nas cargas, treinar sem descanso e descuidar da alimentação e do sono.

    4. Como manter a motivação nos primeiros dias?

    Defina metas acessíveis, treine com amigos, use música ou podcasts e escolha horários em que se sinta mais disposto.

    5. Posso treinar todos os dias?

    Nos primeiros meses, não é recomendado. O corpo precisa de tempo para se recuperar e evoluir sem riscos de lesões.

    6. Além do treino, o que devo cuidar no início?

    Sono adequado, hidratação constante e uma alimentação equilibrada são tão importantes quanto os exercícios.

    Leia também: Correr desgasta o joelho? Saiba quando a corrida pode ser prejudicial e como evitar problemas

  • Como manter a postura correta no trabalho? Veja dicas práticas  

    Como manter a postura correta no trabalho? Veja dicas práticas  

    Com a rotina acelerada e cada vez mais tempo diante de telas, seja no escritório ou no home-office, é comum passar horas seguidas na mesma posição e, em alguns casos, sem nem prestar atenção na postura correta no trabalho. Isso pode desencadear rigidez nos ombros, dores nas costas e fadiga, que afetam o bem-estar e a qualidade de vida.

    “Manter-se por muito tempo sentado prejudica a circulação, causa pressão nos discos intervertebrais e favorece o surgimento de dores e doenças musculoesqueléticas, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares. A pressão nos discos intervertebrais é maior quando estamos sentados que quando estamos em pé”, explica o ortopedista Caio Gonçalves de Souza.

    Mas afinal, como proteger a saúde da coluna em meio a tantas horas de trabalho? Com a ajuda do especialista, reunimos algumas dicas práticas para te ajudar a manter a postura correta no ambiente e evitar dores nas costas.

    Por que a postura é tão importante?

    A postura influencia diretamente o funcionamento da coluna e do sistema musculoesquelético. Quando está desalinhada, a coluna recebe uma sobrecarga extra e os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores entre as vértebras, acabam sendo pressionados de forma desigual, aumentando o risco de desgaste.

    Para compensar, músculos e ligamentos trabalham mais do que deveriam, o que resulta em dor e tensão no corpo.

    Entre as principais consequências da má postura, podemos destacar:

    • Dores crônicas nas costas, pescoço e ombros;
    • Problemas circulatórios, como inchaço nas pernas e varizes;
    • Dores de cabeça tensionais, ligadas à sobrecarga cervical;
    • Cansaço excessivo, já que o corpo gasta energia tentando se equilibrar;
    • Risco vascular maior, pois ficar muito tempo sentado reduz a circulação sanguínea.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os problemas musculoesqueléticos estão entre as principais causas de afastamento do trabalho em todo o mundo.

    O que é ter uma postura correta no trabalho?

    Uma postura correta é o posicionamento equilibrado do corpo que respeita as curvaturas naturais da coluna e distribui o peso de forma uniforme entre músculos e articulações.

    De maneira geral, é quando o corpo se mantém alinhado, sem sobrecargas desnecessárias, o que permite que os ossos, músculos e ligamentos trabalhem de maneira eficiente e sem esforço excessivo.

    No dia a dia, isso significa:

    • Coluna ereta, mas relaxada, com apoio total no encosto;
    • Ombros alinhados, sem tensão;
    • Quadris e joelhos em ângulo de 90°;
    • Pés firmes no chão ou em apoio adequado;
    • Cabeça erguida, olhando para a tela sem precisar inclinar para cima ou para baixo.

    Já em pé, a postura correta exige distribuir o peso igualmente entre os dois pés, manter joelhos levemente dobrados (nunca travados) e evitar inclinar o tronco para frente.

    Como manter a postura correta no trabalho?

    Algumas mudanças simples no dia a dia podem trazer vários benefícios, reduzindo desconfortos e prevenindo dores a longo prazo. Entre elas, podemos citar:

    1. Ajuste a cadeira

    Para pessoas que trabalham sentadas, o primeiro passo para manter a postura adequada é ajustar a cadeira. Primeiro, ela deve ser regulável em altura, de modo que os pés fiquem totalmente apoiados no chão e que os joelhos se mantenham em ângulo reto, em torno de 90 graus, sem deixar as pernas suspensas nem dobradas demais.

    Além disso, o encosto precisa acompanhar a curvatura natural da lombar, oferecendo suporte para que a coluna permaneça ereta e confortável. Apoios de braço ajustáveis também fazem diferença, já que ajudam a manter os cotovelos na altura correta em relação à mesa. Quando os pés não alcançam o chão, uma dica interessante é usar um apoio, como um barquinho ou uma caixa.

    “O ajuste correto desses elementos proporciona distribuição equilibrada do peso corporal, melhor alinhamento da coluna, menor fadiga muscular e menor risco de lesões”, explica Caio.

    2. Regule a altura da mesa e da tela

    Para uma postura correta no trabalho, a mesa deve estar na altura ideal para que os braços fiquem relaxados e os cotovelos formem um ângulo próximo a 90°. Já a tela do computador precisa ficar alinhada à altura dos olhos, evitando que você precise inclinar o pescoço para baixo ou para cima.

    Quem usa notebook diretamente sobre a mesa, por exemplo, quase sempre precisa abaixar a cabeça, o que causa tensão na cervical e dores nos ombros. Uma ideia é usar um suporte para elevar o aparelho ou mesmo empilhar livros, conectando teclado e mouse separados, o que garante um conforto maior.

    3. Mantenha o corpo alinhado

    Para manter o corpo realmente alinhado, é importante que o quadril esteja bem encaixado no encosto da cadeira, de modo que as costas fiquem totalmente apoiadas e a coluna respeite sua curvatura natural. Os ombros devem permanecer soltos e relaxados, sem tensão acumulada, evitando aquela tendência de encolhê-los em direção às orelhas.

    Cruzar as pernas por longos períodos também não é recomendável, pois compromete a circulação sanguínea, sobrecarrega uma das laterais do quadril e pode gerar desequilíbrio postural ao longo do tempo. Quanto mais alinhado o corpo estiver, menor a pressão sobre músculos e articulações.

    4. Faça pausas ativas

    Realizar pausas ao longo do trabalho não serve apenas para descansar, sabia? Elas ajudam a diminuir a rigidez muscular, melhoram a circulação e ainda ajudam a manter o foco. O hábito também impacta a produtividade, afinal a mente funciona melhor quando o corpo não está sobrecarregado.

    A recomendação é levantar-se a cada 30 a 60 minutos. Caminhe até a cozinha, vá ao banheiro, beba água, pegue um cafezinho ou faça alongamentos rápidos, como esticar os braços acima da cabeça. Mesmo movimentos pequenos já fazem diferença.

    Além dessas pausas maiores, pequenas interrupções também ajudam. A cada 20 minutos, alinhe a postura e desvie o olhar da tela por alguns segundos. Isso relaxa os olhos e dá um reset rápido no corpo.

    5. Respeite a distância da tela

    Trabalhar colado no monitor ou distante demais tem efeitos ruins tanto na visão quanto na coluna, e não é nada bom para uma postura correta no trabalho. Quando a tela fica muito próxima, é comum projetar a cabeça para frente sem perceber, aumentando a pressão sobre a região cervical.

    Já quando está muito longe, a tendência é inclinar o tronco, forçando a lombar e os ombros. A medida prática é manter a tela a aproximadamente um braço de distância.

    Leia também: Como evitar dores ao usar computador e celular: um guia prático de ajustes na rotina

    Acessórios que ajudam a manter a postura no dia a dia

    De acordo com Caio, alguns acessórios são comprovadamente úteis para auxiliar na correção e manutenção da postura, como:

    • Suporte ergonômico para notebook/monitor: eleva a tela à altura dos olhos;
    • Apoio para pés: mantém quadris e joelhos alinhados;
    • Teclado e mouse separados: fundamental para quem usa notebook;
    • Apoios lombares: oferecem suporte extra para a região da lombar;
    • Cadeiras ergonômicas: com ajustes de altura, encosto e apoio para braços;
    • Tapete antifadiga: indicado para quem trabalha em pé, reduz pressão nos pés;
    • Sensores de postura ou apps: alertam em caso de má postura.

    “Acessórios não substituem o hábito de se movimentar, alongar e manter conscientização corporal. Eles ajudam, mas não trabalham sozinhos”, lembra o especialista.

    Quanto tempo é saudável ficar sentado?

    Mesmo no caso de pessoas que mantêm uma boa postura, passar muitas horas sentado é extremamente prejudicial para a saúde. O tempo ideal não é ficar imóvel, mas alternar períodos de trabalho com pequenas pausas. Algumas recomendações incluem:

    • Pausas ativas a cada 30 a 60 minutos: levantar da cadeira, caminhar um pouco, se espreguiçar ou fazer alongamentos leves. Isso já ajuda a soltar a musculatura e estimular a circulação;
    • Intervalos maiores de 5 a 10 minutos por hora: sugeridos em protocolos oficiais, como os do INSS e da Organização Mundial da Saúde. O tempo é suficiente para reduzir a sobrecarga do corpo;
    • Micro pausas a cada 20 minutos: alinhar a postura novamente e desviar o olhar da tela por alguns segundos, para aliviar a visão e dar descanso rápido ao corpo.

    E para quem trabalha em pé?

    Ficar de pé por muito tempo também exige cuidados, uma vez que pode causar dores nas costas, pernas e pés, além de favorecer o aparecimento de varizes, de acordo com Caio. O especialista aponta algumas orientações:

    • Apoiar os dois pés no chão, dividindo o peso igualmente;
    • Evitar apoiar o corpo em um único lado ou cruzar as pernas;
    • Deixar os joelhos levemente dobrados, sem travá-los;
    • Alternar o apoio dos pés a cada 15-20 minutos, usando um suporte de 6 a 10 cm;
    • Usar tapete antifadiga para reduzir o impacto em pisos duros;
    • Escolher calçados confortáveis, de solado macio e anatômico.

    “Funcionários de balcão, professores e profissionais de saúde, mesmo em pé, devem adotar pausas para alongamentos rápidos e alternância de apoio dos pés”, finaliza o especialista.

    Fique atento aos sinais de má postura

    Com a rotina atarefada, é comum que os sinais de má postura passem despercebidos, mas é importante estar atento para evitar que o incômodo se torne um problema maior. Entre eles, podemos citar:

    • Dores frequentes nas costas, pescoço ou ombros;
    • Rigidez ao acordar que não melhora durante o dia;
    • Dor de cabeça recorrente no fim do expediente;
    • Formigamento ou dormência em braços e pernas;
    • Necessidade constante de se “ajeitar” na cadeira;
    • Sensação de cansaço mesmo após poucas horas sentado ou em pé.

    Mudanças nos hábitos tendem a ser suficientes para aliviar os sintomas, mas caso eles persistam, procure atendimento médico.

    Confira: 8 dicas para prevenir a dor nas costas no dia a dia

    Perguntas frequentes sobre postura correta no trabalho

    1. Cruzar as pernas faz mal?

    Sim, quando é feito por longos períodos. Ao cruzar as pernas, a circulação sanguínea fica comprometida — o que favorece inchaço, sensação de formigamento e até o surgimento de varizes em quem já tem predisposição.

    A posição também desequilibra o apoio do quadril e altera o alinhamento natural da coluna, o que, com o tempo, pode causar dores lombares, tensão muscular e até desvios posturais.

    2. Dormir de bruços faz mal para a coluna?

    Sim, pois a posição força a curvatura da lombar e exige rotação do pescoço, o que pode gerar dores e rigidez. As posições mais recomendadas são de lado (com travesseiro entre os joelhos) ou de barriga para cima (com apoio embaixo dos joelhos).

    3. Usar salto alto piora a postura?

    Sim. O salto desloca o centro de gravidade do corpo para frente, o que obriga a lombar e os joelhos a compensarem, gerando dores e sobrecarga. Por isso, o ideal é limitar o uso diário e optar por modelos mais baixos ou com salto largo, que oferecem maior estabilidade.

    4. É possível corrigir postura depois de adulto?

    Sim. A correção costuma ser mais lenta do que em crianças, mas é totalmente possível! Com exercícios de fortalecimento, ajustes ergonômicos no ambiente de trabalho e hábitos conscientes, a postura melhora bastante. Em alguns casos, a fisioterapia pode acelerar o processo e corrigir vícios antigos.

    5. Trabalhar deitado ou na cama faz mal?

    Sim, pois sofás e camas não oferecem o apoio adequado para a coluna, braços e pernas, de modo que trabalhar assim por longos períodos sobrecarrega a lombar e a cervical — além de favorecer dores nos ombros. Pode até parecer confortável no início, mas a médio prazo pode desencadear rigidez e fadiga muscular.

    6. Usar celular deitado na cama pode causar dor?

    Pode. Apoiar a cabeça em travesseiro alto ou olhar para baixo por muito tempo aumenta a tensão cervical e pode causar dor no pescoço, ombros e até dor de cabeça. O recomendado é limitar o tempo nessa posição ou buscar um apoio que mantenha o olhar na altura dos olhos.

    7. O que é escoliose postural?

    A escoliose postural é um desvio lateral da coluna provocado por maus hábitos, como sentar torto ou carregar peso de um só lado. Diferente da escoliose estrutural, que possui origem genética, a postural não envolve alterações fixas nas vértebras.

    Na maioria dos casos, ela pode ser corrigida com mudanças de postura, fortalecimento dos músculos que dão sustentação à coluna (principalmente abdômen e lombar) e acompanhamento fisioterapêutico. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de reverter o desvio sem complicações.

    8. O que é risco ergonômico?

    Um risco ergonômico é todo fator no ambiente de trabalho que pode causar desconforto físico ou psicológico por conta de más condições de postura, esforço repetitivo ou organização inadequada das tarefas. Na prática, ele surge quando as exigências do trabalho ultrapassam os limites do corpo, como:

    • Posturas incorretas e prolongadas: sentar torto, ficar horas em pé sem pausa;
    • Movimentos repetitivos: digitar, operar máquinas, usar o mouse sem descanso;
    • Esforço físico excessivo: levantar peso de forma errada;
    • Jornada prolongada e monotonia: falta de pausas, excesso de horas na mesma posição;
    • Pressão psicológica: cobrança intensa, metas irreais, falta de pausas mentais.

    Situações assim podem gerar dores musculares, problemas de coluna, fadiga, estresse e até doenças ocupacionais como LER (Lesões por Esforço Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

    Leia também: Quando a dor nas costas pode ser preocupante? Entenda os sinais de alerta