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  • Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Como o cigarro prejudica os vasos sanguíneos

    Quando se fala nos efeitos do cigarro, muitas pessoas pensam imediatamente nos pulmões. No entanto, um dos sistemas mais afetados pelo tabagismo é o cardiovascular, especialmente os vasos sanguíneos.

    Substâncias presentes na fumaça do cigarro podem causar inflamação, estreitamento das artérias e alterações na circulação. Com o tempo, esses danos aumentam o risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Entender como o tabagismo afeta os vasos sanguíneos ajuda a compreender por que parar de fumar traz tantos benefícios para a saúde.

    O que são os vasos sanguíneos?

    Os vasos sanguíneos fazem parte do sistema circulatório e são responsáveis por transportar sangue por todo o corpo.

    Entre os principais tipos estão:

    • Artérias;
    • Veias;
    • Capilares.

    As artérias levam sangue rico em oxigênio do coração para os tecidos, enquanto as veias fazem o caminho de volta. Já os capilares são vasos muito pequenos que permitem a troca de oxigênio e nutrientes com as células.

    O que acontece com os vasos sanguíneos quando alguém fuma?

    A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, como nicotina, monóxido de carbono e compostos oxidantes. Essas substâncias podem causar diferentes alterações no sistema circulatório.

    Lesão na parede dos vasos

    Uma das primeiras alterações ocorre no endotélio, camada interna que reveste os vasos sanguíneos.

    Quando essa camada é danificada, aumentam as chances de:

    • Inflamação;
    • Acúmulo de gordura nas artérias;
    • Formação de placas ateroscleróticas.

    Esse processo é chamado de aterosclerose.

    Estreitamento das artérias

    A nicotina presente no cigarro provoca contração dos vasos sanguíneos. Isso pode levar a:

    • Aumento da pressão arterial;
    • Redução do fluxo sanguíneo;
    • Sobrecarga do coração.

    Com o tempo, o estreitamento das artérias pode comprometer a circulação em diferentes partes do corpo.

    Aumento do risco de coágulos

    O tabagismo também interfere nos mecanismos de coagulação do sangue.

    Isso pode favorecer:

    • Formação de coágulos;
    • Obstrução de vasos sanguíneos;
    • Maior risco de infarto e AVC.

    Quais doenças podem surgir por causa desses danos?

    Os efeitos do tabagismo sobre os vasos sanguíneos aumentam o risco de diversas doenças cardiovasculares. Entre as principais estão:

    • Doença coronariana;
    • Infarto do miocárdio;
    • Acidente vascular cerebral (AVC);
    • Doença arterial periférica.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares no mundo.

    O cigarro eletrônico também afeta os vasos?

    Embora muitas pessoas considerem os cigarros eletrônicos menos prejudiciais, estudos recentes indicam que eles também podem causar alterações nos vasos sanguíneos.

    Pesquisas sugerem que o vapor de dispositivos eletrônicos pode provocar:

    • Inflamação vascular;
    • Estresse oxidativo;
    • Alterações na função das artérias.

    Por isso, especialistas alertam que esses produtos também não são seguros para o sistema cardiovascular.

    O corpo se recupera após parar de fumar?

    Sim. Uma das boas notícias é que o organismo começa a se recuperar rapidamente após a interrupção do tabagismo.

    Alguns benefícios são:

    • Melhora da circulação sanguínea;
    • Redução da inflamação vascular;
    • Diminuição do risco de infarto ao longo do tempo.

    Quanto mais cedo a pessoa para de fumar, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular.

    Confira: Cigarro eletrônico (vape): conheça os riscos para o coração

    Perguntas frequentes sobre tabagismo e vasos sanguíneos

    1. O cigarro realmente afeta as artérias?

    Sim. O tabagismo pode causar inflamação e estreitamento das artérias.

    2. Fumar pouco também faz mal para os vasos?

    Mesmo pequenas quantidades de cigarro podem causar danos ao sistema cardiovascular.

    3. Quanto tempo após parar de fumar a circulação melhora?

    Algumas melhorias começam a ocorrer em poucas semanas.

    4. O cigarro eletrônico é mais seguro para os vasos?

    Estudos indicam que ele também pode causar alterações vasculares.

    5. O tabagismo aumenta risco de infarto?

    Sim. O cigarro é um importante fator de risco cardiovascular.

    6. Parar de fumar reduz o risco de AVC?

    Sim, especialmente com o passar dos anos após a cessação.

    7. Os vasos sanguíneos podem se recuperar totalmente?

    Muitas alterações podem melhorar, mas depende do tempo de exposição ao tabaco.

    Veja mais: Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

  • Câncer de boca e garganta tem cura? Conheça os sintomas e como é feito o tratamento

    Câncer de boca e garganta tem cura? Conheça os sintomas e como é feito o tratamento

    O câncer de boca e garganta, também conhecido como câncer de cavidade oral ou câncer de lábio, é um dos principais tipos de câncer de cabeça e pescoço. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para 2025 era de mais de 15 mil novos casos no Brasil.

    Apesar de mais frequente em homens acima dos 40 anos, a doença pode acometer pessoas de todos os gêneros e idades, especialmente quando há exposição prolongada a fatores de risco conhecidos — como o tabagismo, consumo de álcool e infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

    O que é o câncer de boca e garganta?

    O câncer de boca e garganta é um tipo de câncer que se desenvolve nas células que revestem a cavidade oral e a orofaringe. Ele faz parte do grupo dos cânceres de cabeça e pescoço e pode acometer diferentes estruturas, como lábios, gengivas, língua, assoalho da boca, céu da boca, amígdalas, faringe e parte posterior da língua.

    Na maioria dos casos, o tumor se origina nas células da mucosa, sendo classificado como carcinoma espinocelular, responsável por cerca de 90% dos diagnósticos. Ele tende a se desenvolver de forma silenciosa no início, o que contribui para o diagnóstico tardio em muitas pessoas.

    Tipos de câncer de boca e garganta

    Os cânceres de boca e garganta podem se manifestar de diferentes formas, sendo classificados de acordo com a origem das células, as características do tumor e a região afetada. Entre eles, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica aponta:

    Carcinoma de células escamosas

    O carcinoma de células escamosas é o tipo mais comum, responsável por cerca de 95% dos casos de câncer de cavidade oral e orofaringe. Ele tem origem nas células escamosas, células planas que revestem a boca e a garganta.

    Nos estágios iniciais, recebe o nome de carcinoma in situ, quando as células cancerígenas estão restritas à camada superficial do epitélio. Quando ocorre invasão das camadas mais profundas da mucosa, passa a ser classificado como carcinoma de células escamosas invasivo, condição associada a maior agressividade e risco de disseminação.

    Câncer de boca relacionado ao HPV

    Também classificado como carcinoma de células escamosas, esse tipo de câncer está associado à infecção por determinados subtipos do papilomavírus humano (HPV), pertencentes ao grupo HPV positivo.

    Ele ocorre com mais frequência em pessoas mais jovens, muitas vezes sem histórico de tabagismo ou consumo excessivo de álcool — e acomete principalmente a orofaringe, como amígdalas e base da língua.

    Carcinoma verrucoso

    O carcinoma verrucoso é uma forma rara de carcinoma de células escamosas, normalmente encontrada na gengiva ou na mucosa da bochecha. Ele apresenta crescimento lento e pode surgir inicialmente como uma lesão aparentemente benigna.

    Apesar de representar menos de 5% dos casos, ele costuma ser menos agressivo e raramente produz metástases. Ainda assim, pode se expandir localmente, atingindo tecidos vizinhos, o que torna necessária a remoção cirúrgica.

    Carcinoma das glândulas salivares menores

    O carcinoma das glândulas salivares menores se desenvolve nas pequenas glândulas salivares distribuídas pela mucosa da boca e da região próxima à garganta. Existem diferentes subtipos, entre eles:

    • Carcinoma adenoide cístico, de crescimento lento, com tendência a se disseminar ao longo dos nervos e apresentar recidivas tardias;
    • Carcinoma mucoepidermoide, o mais comum entre os tumores das glândulas salivares, geralmente originado nas parótidas, podendo variar de baixo a alto grau;
    • Adenocarcinoma, originado nas células glandulares. Quando acomete glândulas salivares menores, costuma ser de baixo grau e apresenta altas taxas de cura.

    Linfomas

    Os linfomas são cânceres que se originam nos glóbulos brancos e afetam o sistema linfático, componente essencial da defesa do organismo. Como estruturas como as amígdalas e a base da língua fazem parte do tecido linfóide, esse tipo de câncer também pode se iniciar nessas regiões da boca e da garganta.

    Quais os fatores de risco do câncer de boca e garganta?

    O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de boca e garganta. O uso de cigarros, charutos, cachimbos ou qualquer produto derivado do tabaco provoca uma agressão contínua à mucosa da boca e da garganta.

    Quanto maior o tempo de exposição e a quantidade consumida ao longo dos anos, maior é o risco. Mesmo após a interrupção do hábito, o risco não desaparece imediatamente, diminuindo de forma gradual com o passar do tempo.

    Entre outros fatores de risco, é possível destacar:

    • Consumo frequente e excessivo de álcool: a ingestão regular de bebidas alcoólicas, principalmente em grande volume e por longos períodos, aumenta significativamente a chance de desenvolver a doença, sobretudo quando associada ao tabagismo;
    • Infecção pelo HPV (papilomavírus humano): o HPV tem se tornado um fator de risco cada vez mais importante, especialmente para os cânceres de orofaringe. Está relacionado principalmente à prática de sexo oral sem proteção e ao maior número de parceiros sexuais;
    • Obesidade: o excesso de peso está associado a alterações metabólicas e inflamatórias que podem aumentar o risco de diversos tipos de câncer, incluindo os de boca e garganta;
    • Exposição solar excessiva sem proteção: a exposição constante e prolongada ao sol, sem o uso de protetor solar labial, é o principal fator de risco para o câncer de lábio, especialmente o lábio inferior.

    De acordo com o oncologista Thiago Chadid, o câncer de boca e garganta sempre esteve, historicamente, ligado ao tabagismo e ao consumo de álcool, que continuam sendo as principais causas da doença em grande parte do mundo.

    No entanto, em países como Estados Unidos e nações do norte da Europa, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) passou a ser o principal fator de risco, superando o cigarro e o álcool. A estimativa é que cerca de 70% da população norte-americana já tenha tido contato com o vírus.

    No Brasil, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool ainda são os fatores de risco mais comuns, devido à alta exposição da população. Ainda assim, o HPV tende a ganhar espaço nos próximos anos, especialmente se não houver políticas eficazes de vacinação durante a infância e a adolescência.

    O uso de enxaguante bucal com álcool aumenta o risco?

    Ainda não há evidências suficientes de que o uso de enxaguantes bucais à base de álcool seja um fator de risco independente para o câncer de boca ou orofaringe.

    No entanto, Thiago Chadid explica que o principal problema, nesse contexto, está no contato direto do álcool com a mucosa oral, que atua como um agente irritante. O uso diário pode causar irritação contínua e favorecer o agravamento de lesões precursoras.

    Por isso, o recomendado é evitar enxaguantes bucais com álcool, especialmente quando utilizados com frequência. Existem versões sem álcool, consideradas menos agressivas, mas esse tipo de produto não é indispensável para a higiene bucal diária quando a escovação adequada e o uso regular do fio dental são mantidos.

    Quais os sintomas do câncer de boca e garganta?

    Os sintomas do câncer de boca e garganta podem variar conforme o tipo, a localização e o estágio do tumor. Em muitos casos, eles surgem de forma discreta no início, o que pode atrasar o diagnóstico.

    Entre os principais sintomas, estão:

    • Dor na boca ou na garganta que não melhora com o tempo;
    • Ferida ou lesão que sangra e não cicatriza;
    • Nódulo ou inchaço na parte interna da bochecha;
    • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na língua, gengivas, amígdalas, céu da boca ou mucosa oral;
    • Dificuldade para mastigar ou movimentar a mandíbula;
    • Dificuldade para movimentar a língua, falar ou engolir;
    • Dormência na língua ou em outras áreas da boca;
    • Inchaço na mandíbula, que pode causar desconforto ao usar próteses dentárias;
    • Enfraquecimento ou dor nos dentes sem causa aparente;
    • Rouquidão persistente ou mudanças no tom de voz;
    • Presença de caroço ou nódulo no pescoço.

    Diante dos sinais de alerta, Thiago orienta procurar um otorrinolaringologista, um cirurgião de cabeça e pescoço ou um cirurgião bucomaxilofacial, profissionais capazes de avaliar as lesões e indicar uma biópsia quando necessário.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do câncer de boca e garganta é feito principalmente por meio da avaliação clínica e da observação direta das lesões, já que não existe um exame de rastreamento de rotina para a população geral.

    O primeiro passo é o exame físico detalhado da cavidade oral e do pescoço, em que o especialista observa a presença de feridas que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, úlceras, nódulos e assimetrias — além de palpar o pescoço em busca de linfonodos aumentados.

    Quando há suspeita da doença, alguns exames podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do tumor, como:

    • Exame clínico da boca e do pescoço, com inspeção visual das mucosas e palpação dos linfonodos cervicais;
    • Nasofibrolaringoscopia, exame feito com um aparelho fino e flexível introduzido pelo nariz, que permite visualizar a garganta, a laringe e a base da língua;
    • Biópsia, procedimento fundamental para a confirmação do diagnóstico, no qual um fragmento da lesão é retirado para análise em laboratório;
    • Tomografia computadorizada, utilizada para avaliar a extensão do tumor e o comprometimento de estruturas vizinhas;
    • Ressonância magnética, indicada para uma análise mais detalhada dos tecidos moles;
    • PET-CT, exame que ajuda a identificar metástases e a atividade do tumor no organismo.

    Rastreamento do câncer de boca e garganta

    Para pessoas consideradas de maior risco, como tabagistas, o oncologista Thiago Chadid orienta a realização de uma avaliação anual de cabeça e pescoço. A consulta inclui exame clínico detalhado da cavidade oral, da garganta e do pescoço e, quando necessário, a nasofibrolaringoscopia.

    Os exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou PET-CT, não são indicados para rastreamento, pois não conseguem identificar lesões muito iniciais. O diagnóstico precoce depende, principalmente, da observação direta das mucosas e da avaliação clínica criteriosa.

    Tratamento de câncer de boca e pescoço

    O tratamento depende do tipo de lesão, do estágio da doença e da profundidade do tumor. Quando uma lesão pré-maligna é identificada, a cirurgia costuma ser a base do tratamento, especialmente nos casos diagnosticados em fases iniciais. Thiago explica que a conduta indicada é a ressecção completa da lesão, com margens adequadas, sempre que possível.

    A boca e o pescoço são regiões delicadas, ricas em vasos sanguíneos e nervos. Mesmo cirurgias consideradas pequenas podem causar impacto funcional e estético.

    Em algumas situações, não é possível fechar a área operada com pontos, sendo necessário recorrer a enxertos ou permitir a cicatrização por segunda intenção, um processo mais lento e, muitas vezes, doloroso.

    Quando a lesão pré-maligna é removida de forma completa, o tratamento cirúrgico costuma ser suficiente, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Após a retirada, realiza-se o estadiamento, uma etapa para avaliar a profundidade do tumor, a qualidade das margens cirúrgicas e o risco de disseminação da doença.

    Quando o tumor cresce mais profundamente, não é retirado por completo ou apresenta risco de espalhamento para outras partes do corpo, o médico pode indicar tratamentos complementares, como radioterapia — sozinha ou em conjunto com a quimioterapia, para reduzir a chance da doença voltar.

    Em casos mais avançados, a imunoterapia pode ser usada no tratamento. Ela ajuda o próprio sistema de defesa do corpo a reconhecer e combater as células do câncer, aumentando as chances de controlar a doença.

    Câncer de boca e garganta tem cura?

    Quando a doença é identificada precocemente, as chances de cura costumam ser elevadas, e os tratamentos tendem a ser menos agressivos. No entanto, o câncer de boca e garganta pode se tornar bastante agressivo quando o diagnóstico ocorre em fases mais avançadas.

    Tumores mais profundos ou extensos apresentam maior risco de metástases, principalmente para os linfonodos do pescoço, além de órgãos como pulmões, ossos, fígado e pele, o que torna o tratamento mais complexo e pode comprometer o prognóstico. Isso ressalta a importância do diagnóstico precoce.

    É possível prevenir o câncer de boca e garganta?

    A maior parte dos casos pode ser prevenida com mudanças de hábitos e cuidados simples no dia a dia, como:

    • Evitar o tabagismo, em qualquer forma, incluindo cigarro, charuto, cachimbo e fumo sem combustão;
    • Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente quando associado ao tabaco;
    • Manter boa higiene bucal e realizar acompanhamento odontológico regular;
    • Usar preservativo durante as relações sexuais, reduzindo o risco de infecção pelo HPV;
    • Vacinar-se contra o HPV, conforme orientação médica e faixa etária;
    • Proteger os lábios da exposição solar excessiva, utilizando protetor labial com filtro solar;
    • Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes;
    • Procurar avaliação médica ou odontológica diante de feridas na boca, rouquidão ou dor persistente que não cicatrizam em até duas semanas.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

    Perguntas frequentes

    Qual a população de risco para câncer de boca e garganta?

    A população de maior risco inclui pessoas que fumam ou já fumaram, consomem álcool com frequência, especialmente de forma associada ao tabagismo, e pessoas infectadas pelo HPV, principalmente os subtipos oncogênicos. A exposição solar crônica sem proteção, má higiene bucal e histórico familiar também elevam o risco.

    Como funciona o tratamento cirúrgico?

    A cirurgia busca remover completamente o tumor com margens de segurança. Dependendo da extensão, pode envolver estruturas importantes da boca ou garganta. Em alguns casos, é necessária reconstrução para preservar funções como fala, mastigação e deglutição.

    O câncer de boca e garganta pode causar caroço no pescoço?

    Sim, o surgimento de caroços endurecidos no pescoço pode indicar comprometimento dos linfonodos, um dos primeiros sinais de disseminação da doença. Todo nódulo persistente deve ser investigado.

    Quando a radioterapia é indicada?

    A radioterapia pode ser utilizada como tratamento principal ou complementar à cirurgia. É indicada quando há risco de recidiva, margens comprometidas ou tumores mais avançados. O tratamento é realizado ao longo de várias semanas.

    O tratamento afeta a fala e a alimentação?

    Pode afetar, dependendo do local e da extensão do tumor. Por isso, o acompanhamento com fonoaudiólogo e nutricionista é fundamental para recuperação funcional e qualidade de vida.

    Quando procurar um médico ou dentista?

    Sempre que houver feridas na boca, dor, rouquidão, dificuldade para engolir ou caroços no pescoço que persistam por mais de duas semanas. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento e o prognóstico.

    Leia mais: HPV: o que é, riscos e como a vacina pode proteger sua saúde

  • Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

    Câncer de pulmão: sintomas, tipos e como é feito o tratamento

    O câncer de pulmão ocupa a terceira posição entre os tipos de câncer mais comuns em homens e a quarta em mulheres no Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma, segundo dados do Ministério da Saúde. Além da alta incidência, a doença está entre as principais causas de morte por câncer no país.

    Normalmente, o câncer de pulmão apresenta poucos sintomas no início, o que faz com que o diagnóstico muitas vezes ocorra de forma tardia. Os primeiros sinais costumam ser inespecíficos, como tosse persistente, cansaço, falta de ar ou infecções respiratórias de repetição, facilmente confundidos com problemas comuns do dia a dia.

    Para entender como a doença se manifesta, os tipos e os principais tratamentos, conversamos com o oncologista Thiago Chadid. Confira!

    O que é câncer de pulmão?

    O câncer de pulmão é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais nos tecidos do pulmão. Elas se multiplicam de forma desordenada, formando tumores que podem comprometer a função pulmonar e, em alguns casos, se espalhar para outros órgãos do corpo.

    A doença pode se desenvolver nos brônquios, nos alvéolos ou em outras estruturas pulmonares e está bastante associada ao tabagismo, embora também possa ocorrer em pessoas que nunca fumaram, devido a fatores como poluição, exposição a substâncias tóxicas e predisposição genética.

    Tipos de câncer de pulmão

    O câncer de pulmão é classificado em dois tipos principais, de acordo com as características das células observadas ao microscópio. São eles:

    1. Carcinoma de células não pequenas

    O câncer de pulmão do tipo não pequenas células é o mais frequente, correspondendo a cerca de 85% dos casos. Ele é dividido em três subtipos principais:

    • Adenocarcinoma: costuma se desenvolver nas regiões mais periféricas do pulmão, a partir de células que produzem secreções. É o subtipo mais comum entre pessoas que nunca fumaram;
    • Carcinoma de células escamosas: surge nas células que revestem as vias aéreas dos pulmões e está fortemente associado ao tabagismo;
    • Carcinoma de grandes células: apresenta células pouco diferenciadas e pode aparecer em qualquer área do pulmão, normalmente com crescimento mais rápido e maior potencial de disseminação.

    2. Carcinoma de células pequenas

    O carcinoma de células pequenas é um tipo menos comum de câncer de pulmão, porém mais agressivo. Ele está fortemente associado ao tabagismo e costuma crescer de forma rápida, com maior tendência a se espalhar precocemente para outros órgãos.

    Fatores de risco para o câncer de pulmão

    De acordo com Thiago, o tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, estando relacionado à maioria dos casos diagnosticados. O risco aumenta de forma proporcional ao tempo de exposição e à quantidade de cigarros consumidos ao longo da vida, incluindo também o tabagismo passivo, quando há convivência frequente com fumantes.

    O oncologista ainda aponta que o risco é avaliado pelo cálculo conhecido como maços-ano, que considera a quantidade de cigarros fumados por dia ao longo dos anos. A partir de 20 maços-ano, o risco já é considerado elevado, e acima de 30 maços-ano o paciente passa a ser classificado como de alto risco.

    Além do cigarro, outros fatores também contribuem para o surgimento da doença, como:

    • Exposição prolongada à poluição do ar: a inalação contínua de poluentes, especialmente em grandes centros urbanos, pode causar inflamação crônica das vias respiratórias e danos às células pulmonares. Com o tempo, a agressão constante aumenta o risco de alterações celulares que podem evoluir para câncer;
    • Contato ocupacional com substâncias tóxicas: profissionais expostos a agentes como amianto, fumaça, poeiras químicas, carvão e outros produtos industriais apresentam maior risco de desenvolver câncer de pulmão. A exposição frequente e prolongada, muitas vezes sem proteção adequada, potencializa os danos ao tecido pulmonar;
    • Exposição ao gás radônio: o gás radônio é um gás radioativo, incolor e inodoro, que se origina do solo e pode se acumular em ambientes fechados. Em regiões específicas, a exposição contínua ao gás está associada a um aumento do risco de câncer de pulmão, inclusive em pessoas que nunca fumaram;
    • Fatores genéticos e histórico familiar: algumas mutações genéticas, como EGFR, KRAS e TP53, podem aumentar a predisposição ao câncer de pulmão. Pessoas com histórico familiar da doença tendem a apresentar maior risco, especialmente quando essas alterações genéticas estão associadas a outros fatores ambientais ou comportamentais, como tabagismo e poluição.

    Cigarro eletrônico também aumenta o risco de câncer de pulmão?

    Os cigarros eletrônicos funcionam por meio do aquecimento de uma solução líquida, transformada em aerossol inalado pela pessoa. Embora utilizem uma tecnologia diferente do cigarro convencional, apresentam riscos semelhantes à saúde, pois liberam compostos químicos nocivos que podem causar danos ao organismo e aumentar o risco de diversas doenças.

    Embora ainda faltem estudos de longo prazo, já que o uso desse dispositivo é relativamente recente, Thiago explica que há evidências de que o cigarro eletrônico provoca danos significativos ao pulmão. A inalação dos aerossóis pode causar inflamação, fibrose e lesões pulmonares graves.

    Além disso, a toxicidade das substâncias liberadas pode ser semelhante à do cigarro convencional. Por isso, existe a preocupação de que, com o passar dos anos, o uso do cigarro eletrônico também esteja associado a um aumento do risco de câncer e de outras doenças respiratórias.

    Sintomas do câncer de pulmão

    Os sintomas do câncer de pulmão normalmente não aparecem até que o tumor esteja em estágio mais avançado, mas algumas pessoas podem apresentar:

    • Tosse persistente;
    • Escarro com presença de sangue;
    • Dor no peito;
    • Rouquidão;
    • Piora da falta de ar;
    • Perda de peso e diminuição do apetite;
    • Pneumonia ou bronquite de repetição;
    • Sensação constante de cansaço ou fraqueza;
    • Em fumantes, mudança no padrão habitual da tosse, com crises em horários incomuns.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do câncer de pulmão começa, normalmente, a partir da suspeita clínica, baseada em sintomas persistentes ou em achados incidentais em exames de imagem. O primeiro exame mais utilizado é a tomografia computadorizada do tórax, que permite identificar nódulos, massas ou outras alterações pulmonares com maior precisão.

    Quando a tomografia mostra uma lesão suspeita, podem ser solicitados exames complementares, como:

    • PET-CT: utilizado para avaliar a atividade metabólica do tumor e verificar se há disseminação da doença para outros órgãos, auxiliando no estadiamento;
    • Broncoscopia: exame realizado para visualizar as vias aéreas e coletar amostras do tumor quando ele está localizado nos brônquios;
    • Biópsia pulmonar: confirma o diagnóstico. Pode ser feita por broncoscopia, punção guiada por tomografia ou cirurgia, dependendo da localização da lesão;
    • Exames moleculares e genéticos: realizados no material da biópsia para identificar mutações específicas, fundamentais para definir o tratamento mais adequado.

    Segundo Thiago, é comum que o diagnóstico de câncer de pulmão ocorra após tratamentos repetidos para pneumonia que não apresentam boa resposta. Em outros casos, a doença é identificada durante exames realizados por outros motivos, como tomografias solicitadas após um AVC, investigação de fraturas ósseas ou dores persistentes, muitas vezes quando já existem metástases.

    Tratamento do câncer de pulmão

    O tratamento de câncer de pulmão depende do estágio da doença, do tamanho do tumor, do acometimento de linfonodos e da presença de mutações genéticas, segundo Thiago. Entre as opções de tratamento, que podem ser combinadas, destacamos:

    • Cirurgia: indicada principalmente nos estágios iniciais da doença, quando o tumor está restrito ao pulmão. Consiste na remoção do tumor e, em alguns casos, de parte do pulmão e dos linfonodos próximos, com o objetivo de eliminar completamente o câncer;
    • Radioterapia: utiliza radiação de alta energia para destruir as células cancerígenas ou impedir seu crescimento. Pode ser usada como tratamento principal em pacientes que não podem ser operados, como complemento após a cirurgia ou em associação com outros tratamentos;
    • Quimioterapia: envolve o uso de medicamentos que atuam de forma sistêmica, atingindo células cancerígenas em todo o corpo. Pode ser indicada antes da cirurgia para reduzir o tumor, após a cirurgia para diminuir o risco de recidiva ou em casos mais avançados da doença;
    • Imunoterapia: estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas;
    • Terapia-alvo: utiliza medicamentos que atuam diretamente em alterações genéticas específicas das células tumorais. É indicado para pacientes que apresentam mutações específicas e tende a causar menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional.

    Segundo Thiago, pacientes que apresentam mutações genéticas como EGFR e ALK seguem protocolos de tratamento específicos, normalmente com terapias-alvo, e em muitos casos alcançam um melhor controle da doença, que pode se comportar de forma crônica por longos períodos.

    Como prevenir o câncer de pulmão?

    A prevenção do câncer de pulmão envolve a redução da exposição aos principais fatores de risco:

    • Não fumar e evitar o tabagismo em todas as suas formas;
    • Evitar a exposição ao fumo passivo, especialmente em ambientes fechados;
    • Reduzir a exposição à poluição do ar sempre que possível;
    • Utilizar equipamentos de proteção em ambientes de trabalho com exposição à fumaça, poeira ou substâncias tóxicas;
    • Evitar o uso de cigarro eletrônico;
    • Manter ambientes bem ventilados, principalmente em residências e locais fechados;
    • Realizar acompanhamento médico regular, especialmente em pessoas com maior risco;
    • Considerar o rastreamento com tomografia de baixa dose em fumantes e ex-fumantes de alto risco.

    Rastreamento de câncer de pulmão

    Diferentemente de outros tipos de câncer, o rastreamento do câncer de pulmão não é indicado para toda a população, sendo direcionado apenas a pessoas com maior risco de desenvolver a doença.

    As diretrizes internacionais, como as da U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF, 2021), recomendam o rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dose para pessoas entre 50 e 80 anos, com histórico de tabagismo intenso, definido como carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano, ou que tenham parado de fumar há menos de 15 anos.

    Ainda assim, existem riscos associados à investigação de achados positivos, como exames e procedimentos adicionais desnecessários. Por isso, a indicação do rastreamento deve ser individualizada e discutida de forma cuidadosa entre o paciente e o médico.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

    Perguntas frequentes

    Pessoas que nunca fumaram podem ter câncer de pulmão?

    Sim. Apesar de ser mais comum em fumantes, o câncer de pulmão também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram, especialmente devido à poluição, exposição ambiental, fatores genéticos ou contato prolongado com fumaça de terceiros.

    O que é estadiamento do câncer de pulmão?

    O estadiamento é a avaliação da extensão da doença. Ele mostra se o câncer está restrito ao pulmão ou se já se espalhou para linfonodos ou outros órgãos. Essa informação é essencial para definir o tratamento.

    O câncer de pulmão tem cura?

    A possibilidade de cura depende do estágio da doença no momento do diagnóstico. Em fases iniciais, a cirurgia pode ser curativa. Em estágios mais avançados, os tratamentos visam controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.

    Quem deve fazer rastreamento para câncer de pulmão?

    O rastreamento é indicado para pessoas de alto risco, como fumantes ou ex-fumantes com histórico de consumo elevado de cigarros, normalmente por meio de tomografia de baixa dose.

    A alimentação ou o estilo de vida influenciam no risco?

    Um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática de atividade física e controle de doenças crônicas, contribui para a saúde geral e pode ajudar na prevenção. No entanto, essas medidas não substituem a importância de evitar o tabagismo e exposições de risco.

    Câncer de pulmão pode dar metástase?

    Sim, o câncer de pulmão pode causar metástase, e essa é uma das principais características da doença quando não diagnosticada em fases iniciais.

    A metástase ocorre quando células cancerígenas se desprendem do tumor original no pulmão, entram na circulação sanguínea ou linfática e se instalam em outros órgãos, formando novos focos da doença.

    Confira: Carcinoma basocelular: entenda mais sobre o tipo de câncer de pele que mais afeta os brasileiros

  • 10 coisas para fazer hoje e ganhar mais anos de vida 

    10 coisas para fazer hoje e ganhar mais anos de vida 

    Viver mais é muito bom. Mas viver mais com saúde é ainda melhor. Hoje, a ciência já sabe que várias coisas simples na rotina podem ajudar a ganhar anos de vida no calendário e, de quebra, deixar o dia a dia muito mais leve.

    O cardiologista Giovanni Henrique Pinto, do Hospital Albert Einstein, resume bem. “Os 5 hábitos mais comprovados para viver mais são alimentação balanceada, atividade física regular, sono de qualidade, não fumar e evitar o consumo excessivo de bebida alcoólica”, conta.

    “A isso, somam-se manter peso saudável, controlar pressão, colesterol e glicemia e cultivar relações sociais, reduzindo o estresse”.

    O que fazer para viver mais – e bem

    Venha saber em mais detalhes e como você pode aplicar essas recomendações no seu dia a dia e ter mais longevidade.

    1. Coma bem, mas com prazer

    Nada de radicalismos. O que funciona mesmo é alimentação balanceada: muitos vegetais, frutas, grãos integrais, azeite, oleaginosas, peixes e carnes magras. “Padrões alimentares como o mediterrâneo ou DASH são cardioprotetores”, explica o cardiologista.

    E o que evitar? Afaste-se de alimentos ultraprocessados, ricos em sal, açúcar e gorduras ruins, como saturada e trans. Essas simples alterações já fazem parte de hábitos para viver mais.

    2. Mantenha-se em movimento

    Você não precisa correr maratonas para ter longevidade, a não ser que este seja um objetivo de vida. A atividade física regular, porém, é essencial para viver mais e melhor. Caminhar, pedalar, nadar ou dançar já valem muito. “A recomendação é de ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada”, reforça o médico.

    3. Durma bem

    Sono ruim não traz só uma aparência cansada. Ele realmente envelhece por dentro. “O sono inadequado e não reparador, com menos de 6h ou mais de 9h por noite, aumenta o risco de pressão alta, arritmias e diabetes”, alerta o cardiologista. A meta, então, é dormir de 7 e 9 horas de sono reparador por noite, para adultos, para ganhar mais anos de vida.

    4. Diga não ao cigarro

    O cigarro encurta a vida, e isso não é brincadeira. Parar de fumar aos 40 anos, por exemplo, elimina cerca de 90% do risco extra de mortalidade causado pelo tabagismo. “Mesmo entre 45 e 54 anos, parar de fumar pode fazer a pessoa recuperar cerca de 6 anos de vida”, afirma o médico.

    5. Consuma álcool com moderação

    Se você tem costume de ingerir bebidas alcoólicas, faça isso de forma moderada. O excesso está ligado a doenças do coração, do fígado e a vários tipos de câncer.

    6. Controle peso, pressão e exames

    Manter um peso saudável e fazer check-ups regulares é bem importante e fazem parte dos hábitos para viver mais. “Medir pressão, colesterol, glicemia e função dos rins, além de eletrocardiograma e, se necessário, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos ajudam a detectar doenças silenciosas”, orienta o especialista.

    7. Movimente os músculos também

    Aqui vai mais uma dica para viver mais. Não é só o exercício aeróbico que conta, o treino de força faz diferença e é recomendado também. O ideal é reservar dois dias por semana de musculação ou exercícios resistidos que ajudam a preservar ou aumentar os músculos.

    8. Cuide da sua mente

    O estresse crônico é um ladrão de anos de vida. “Ele eleva hormônios como adrenalina e cortisol, que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica o cardiologista.

    “Isso aumenta o risco de pressão alta, arritmias, infarto e até um problema no coração induzido pelo estresse, a síndrome de Takotsubo ou ‘síndrome do coração partido’”, detalha o especialista.

    Quem quer viver mais se programa para fazer pausas, ter hobbies e momentos de relaxamento na rotina.

    9. Cultive bons relacionamentos

    Amigos e família fazem bem para o coração além do sentido figurado. Estudos mostram que conexões sociais reduzem estresse e podem até prolongar a vida em comparação com quem vive na solidão. Cultivar essas amizades são hábitos saudáveis para viver mais.

    10. Nunca é tarde para começar

    Talvez você pense que já passou da idade para mudar e ter bons hábitos para viver mais, mas o cardiologista garante que não.

    “Mesmo começando aos 40 ou 50 anos, mudanças de estilo de vida reduzem rapidamente o risco cardiovascular e aumentam a expectativa e a qualidade de vida”, diz o médico.

    “Estudos mostram que mudanças saudáveis mesmo após os 50 anos reduzem risco de infarto, AVC e morte prematura. Nunca é tarde para parar de fumar, começar a se exercitar e adotar hábitos saudáveis”, aconselha.

    7 práticas que mais encurtam a vida

    • Fumar;
    • Excesso de peso, especialmente aquele na região da barriga;
    • Sedentarismo;
    • Alimentação ultraprocessada;
    • Pressão alta não tratada;
    • Colesterol alto;
    • Diabetes mal controlado.

    “Esses fatores, juntos, são responsáveis por mais de 70% das mortes cardiovasculares evitáveis”, alerta o médico.

    Perguntas frequentes sobre como viver mais

    1. Existe uma dieta ideal para viver mais?

    Sim. Padrões como a dieta mediterrânea e DASH, ricas em vegetais, frutas, grãos integrais, azeite e peixes, são protetores do coração.

    2. Quantos minutos de exercício devo fazer por semana?

    Pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de intensa, mais dois dias de treino de força, como musculação, por exemplo.

    3. Dormir demais faz mal?

    Sim. Mais de 9 horas por noite de forma habitual pode estar associado a maior risco de doenças. Dormir menos que 7 horas por dia, no entanto, também faz mal.

    4. Parar de fumar depois dos 50 anos ainda vale a pena?

    Sim. O risco de infarto e morte precoce cai significativamente, mesmo em idades mais avançadas. É sempre melhor mudar hábitos do que esperar ainda mais tempo.

    5. O estresse realmente pode matar?

    Sim. O estresse crônico eleva hormônios que sobrecarregam o coração e aumentam as chances de doenças graves.

    6. Quais exames médicos ajudam na prevenção?

    Pressão arterial, colesterol, glicemia, função dos rins, eletrocardiograma e, quando indicado, teste ergométrico ou outros exames cardiológicos.

    7. Posso viver mais mesmo se tiver histórico familiar de doenças cardíacas?

    Sim. Hábitos saudáveis podem reduzir o impacto da genética.

    8. Preciso cortar totalmente o álcool para viver mais?

    Não necessariamente, mas é preciso moderação. Quanto menos, melhor para a saúde a longo prazo.