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  • 6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    6 doenças vasculares mais comuns após os 60 anos (e como prevenir)

    O processo de envelhecimento é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças crônicas e degenerativas, incluindo as doenças vasculares, uma vez que, ao longo dos anos, os vasos sanguíneos passam por alterações estruturais e endoteliais progressivas que favorecem o surgimento de problemas na circulação.

    De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio, as doenças vasculares não surgem de forma repentina, mas se desenvolvem de maneira progressiva ao longo da vida.

    Muitas têm início por volta dos 40 ou 50 anos, mas costumam se manifestar entre os 60 e 70 anos, fase em que os sintomas passam a se tornar mais evidentes. Entenda mais, a seguir.

    Por que as doenças vasculares se tornam mais frequentes com o envelhecimento?

    Com o passar dos anos, os vasos sanguíneos vão perdendo elasticidade e a circulação fica mais lenta. Como resultado, o sangue circula com mais dificuldade, aumentando o risco de problemas nas artérias, veias e no sistema linfático.

    Para completar, fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e hábitos mantidos ao longo da vida acabam sobrecarregando a circulação, fazendo com que doenças que começaram de forma silenciosa passem a dar sintomas após os 60 anos.

    Entre algumas das doenças arteriais, venosas e linfáticas mais frequentes nessa fase da vida, é possível destacar:

    Doenças arteriais

    As doenças arteriais acontecem quando as artérias, responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio para todo o corpo, passam por alterações ao longo do tempo. A partir de certa idade, as estruturas tendem a ficar mais rígidas e estreitas, prejudicando a circulação.

    1. Aterosclerose

    A aterosclerose é uma doença que ocorre pelo acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, o que reduz a passagem do sangue, sendo uma das mais comuns após os 60 anos de idade. Segundo Marcelo, o processo pode afetar a:

    • Artéria carótida: quando a aterosclerose afeta a artéria carótida, localizada no pescoço e responsável por levar sangue ao cérebro, o risco de AVC aumenta. Muitas vezes, a pessoa não sente sintomas até que o problema esteja mais avançado;
    • Artérias das pernas: nas artérias dos membros inferiores, a aterosclerose pode causar dor ao caminhar, sensação de peso nas pernas e dificuldade para andar longas distâncias. Em casos mais graves, surgem feridas de difícil cicatrização, que podem evoluir para complicações importantes;
    • Aorta e artérias abdominais: a aterosclerose também pode atingir a aorta e as artérias do abdômen, comprometendo o fluxo de sangue para órgãos vitais. As alterações costumam ser silenciosas e normalmente são detectadas em exames de rotina.

    O cirurgião vascular explica que a aterosclerose começa muito cedo, ainda na infância, com o acúmulo progressivo de gordura nas paredes das artérias. Ao longo dos anos, essas placas aumentam de forma lenta e contínua.

    Aos 60 ou 70 anos, muitas vezes já existe um estreitamento significativo das artérias, capaz de provocar sintomas.

    2. Aneurismas

    O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria, causada pelo enfraquecimento da parede do vaso sanguíneo. Com o tempo, essa região dilatada pode aumentar de tamanho, tornando a artéria mais frágil e suscetível à ruptura.

    Segundo Marcelo, em algumas pessoas a parede do vaso é naturalmente mais frágil, mas, na juventude, ainda não houve tempo suficiente para que a dilatação se manifestasse. Com o avanço da idade, a artéria passa a se dilatar de forma lenta e progressiva, podendo se tornar perigosa após os 60 anos, devido ao risco de ruptura.

    Doenças venosas

    As doenças venosas estão relacionadas à dificuldade das veias em levar o sangue de volta ao coração, algo que tende a piorar com a idade.

    3. Varizes

    As varizes são veias dilatadas e tortuosas, comuns de surgirem nas pernas. Elas podem aparecer ainda na vida adulta e aumentar com o passar do tempo, principalmente quando não há tratamento adequado ou uso de meia de compressão.

    Além do desconforto estético, depois dos 60 anos, Marcelo aponta que o quadro pode evoluir para uma doença venosa mais avançada, com pernas inchadas, manchas na pele e até feridas, chamadas de úlceras venosas.

    4. Insuficiência venosa avançada

    Quando as varizes e a dificuldade de retorno do sangue não são tratadas, o quadro pode evoluir para insuficiência venosa crônica.

    Nessa fase, o inchaço passa a ser mais frequente, a pele das pernas pode ficar escurecida, mais dura e ressecada, além de surgir sensação constante de peso, cansaço e dor. Com o tempo, a circulação piora e o risco de complicações aumenta.

    5. Úlceras venosas

    As úlceras venosas são feridas abertas que aparecem, na maioria das vezes, nas pernas, perto do tornozelo, e demoram para cicatrizar. Elas surgem quando a doença venosa já está em estágio avançado e a circulação está bastante comprometida, e podem causar problemas como dor, desconforto e infecções.

    Doenças linfáticas

    As doenças linfáticas afetam o sistema linfático, responsável por drenar líquidos do organismo e ajudar na defesa do corpo.

    6. Linfedema

    O linfedema é caracterizado por inchaço persistente, normalmente em uma ou ambas as pernas, causado pela dificuldade de drenagem da linfa. Diferente do inchaço comum, o linfedema tende a não melhorar completamente com repouso.

    Com o avanço da idade, alterações no sistema linfático podem favorecer o aparecimento do problema, que exige acompanhamento e cuidados contínuos para controle dos sintomas.

    Quais sinais merecem atenção após os 60 anos?

    Alguns sinais merecem atenção especial e não devem ser atribuídos apenas à idade, como:

    • Inchaço nas pernas, principalmente quando é frequente ou persistente;
    • Dor nas pernas ou sensação de peso e cansaço ao longo do dia;
    • Desconforto ao caminhar ou dificuldade para andar por longas distâncias;
    • Mudanças na pele das pernas, como escurecimento, endurecimento ou ressecamento;
    • Feridas nas pernas que demoram a cicatrizar;
    • Cansaço excessivo sem causa aparente.

    Vale apontar que mesmo quando o tratamento é limitado, a avaliação médica continua sendo importante. Em muitos casos, medidas simples ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

    O que fazer para prevenir ou controlar doenças vasculares na terceira idade?

    O foco deve ser o controle dos fatores de risco e a preservação de uma boa circulação sanguínea, por meio de medidas simples que ajudam a manter os vasos mais saudáveis, como:

    • Manter acompanhamento médico regular, mesmo na ausência de sintomas;
    • Investigar qualquer sinal persistente, como inchaço, dor ou cansaço nas pernas;
    • Praticar atividade física de forma regular, respeitando os limites do corpo;
    • Evitar longos períodos sentado ou em pé, movimentando as pernas ao longo do dia;
    • Manter uma alimentação equilibrada, com pouco sal e rica em alimentos naturais;
    • Controlar fatores de risco, como pressão alta, diabetes e colesterol elevado;
    • Beber água ao longo do dia para ajudar no equilíbrio dos líquidos do corpo;
    • Usar meias de compressão quando houver indicação médica;
    • Seguir corretamente o tratamento indicado pelo profissional de saúde.

    De acordo com Marcelo, o ideal é não esperar que a doença se torne mais grave e difícil de tratar. Ao menor sinal de alteração, a avaliação médica permite identificar o problema ainda no início e adotar medidas que ajudam a controlar os sintomas, evitar complicações e preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. A genética influencia o surgimento dessas doenças na terceira idade?

    Sim, o histórico familiar de varizes, aneurismas ou aterosclerose precoce aumenta consideravelmente o risco, embora hábitos saudáveis possam retardar o aparecimento.

    2. Quais os sintomas de entupimento das artérias das pernas?

    O sintoma mais comum é a claudicação intermitente, caracterizada por dor, cãibra ou sensação de aperto na panturrilha que surge durante a caminhada e melhora poucos minutos após o repouso.

    O desconforto aparece porque o sangue não consegue chegar adequadamente aos músculos durante o esforço, sendo um sinal importante de comprometimento da circulação nas pernas.

    3. Qual a diferença entre inchaço comum e linfedema?

    O inchaço comum costuma melhorar com repouso. O linfedema é o acúmulo de linfa (líquido rico em proteínas) devido a falhas nos vasos linfáticos, resultando em um inchaço mais rígido e difícil de tratar.

    4. Como diferenciar uma dor muscular de uma dor vascular?

    As dores vasculares geralmente estão ligadas ao esforço (arterial) ou ao final do dia/calor (venosa). Já as dores musculares costumam estar relacionadas a movimentos específicos ou traumas.

    5. Meias de compressão podem ser usadas por qualquer idoso?

    Não. Idosos com doenças arteriais graves não devem usar meias de compressão, pois elas podem piorar a falta de sangue. O uso deve ser sempre prescrito por um médico.

    6. O consumo moderado de álcool ajuda ou atrapalha a circulação nesta idade?

    O excesso de álcool desidrata o corpo e pode inflamar os vasos. Embora se fale muito sobre o resveratrol no vinho, o benefício é pequeno comparado aos riscos do álcool para quem já toma remédios para pressão ou diabetes.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Quer tratar varizes e vasinhos? Saiba qual a melhor época do ano para fazer isso

    Sabe aquelas veias dilatadas e tortuosas que ficam abaixo da pele, em especial nas pernas? Conhecidas como varizes, elas não são apenas problemas estéticos e, ao longo do tempo, podem causar sintomas como dor, sensação de peso, cansaço e inchaço — além de favorecer alterações na pele e o surgimento de feridas.

    Os vasinhos, que são microvarizes finais e superficiais, também merecem attention, uma vez que podem indicar alterações na circulação e tendem a aumentar com o passar dos anos, especialmente quando não há acompanhamento ou cuidados adequados.

    Mas afinal, será que existe uma melhor época do ano para fazer o tratamento de remoção de varizes e vasinhos? Conversamos com o cirurgião vascular Marcelo Dalio para responder essa dúvida. Confira!

    Existe uma época certa para tratar varizes e vasinhos?

    Não existe uma época obrigatória para tratar varizes e vasinhos. Segundo o especialista, o tratamento pode ser feito em qualquer período do ano, desde que sejam seguidas corretamente as orientações médicas. Quando há urgência ou necessidade clínica, qualquer época do ano é adequada.

    No entanto, muitas pessoas preferem o inverno porque o clima mais ameno facilita o uso de meias de compressão, o repouso e a proteção da pele do sol, cuidados que costumam fazer parte do pós-tratamento.

    O tratamento de varizes no verão é possível?

    Não existe nenhuma contraindicação para realizar o tratamento de varizes e vasinhos no verão, desde que a pessoa siga corretamente as orientações médicas.

    Nessa época do ano, o principal cuidado costuma ser evitar exposição ao sol após procedimentos como aplicações e laser, além de respeitar o período de repouso indicado.

    Quando há um ambiente mais fresco e a pessoa consegue manter os cuidados, o tratamento pode ser feito com segurança, mesmo nos dias mais quentes.

    Quais cuidados são necessários após o tratamento?

    Os cuidados pós-tratamento de varizes e vasinhos podem variar de acordo com o tipo de procedimento realizado, mas, de forma geral, seguem algumas orientações comuns, como:

    • Usar meia de compressão pelo período indicado pelo médico;
    • Evitar exposição direta ao sol, principalmente após aplicações e laser;
    • Respeitar o tempo de repouso recomendado, especialmente após procedimentos cirúrgicos;
    • Manter as pernas elevadas sempre que possível, principalmente no fim do dia;
    • Evitar atividades físicas intensas nas primeiras semanas;
    • Seguir corretamente o uso de medicamentos prescritos;
    • Retornar às consultas de acompanhamento para avaliar a evolução do tratamento.

    Por que as manchas podem surgir no pós-tratamento?

    A pele passa por um processo inflamatório após procedimentos como aplicações e laser. Durante a recuperação, pode ocorrer liberação de pigmentos na região tratada, principalmente quando há exposição ao sol ou quando a pele é mais sensível.

    Pequenos vasos tratados também podem deixar resíduos de sangue sob a pele, o que também contribui para o aparecimento de manchas temporárias.

    Na maioria dos casos, as manchas tendem a clarear com o tempo, especialmente quando os cuidados pós-tratamento são seguidos corretamente. Por isso, lembre-se sempre do protetor solar, mesmo quando não há exposição solar.

    O que esperar após os procedimentos vasculares

    Depois do tratamento, é comum o corpo passar por um período de adaptação e recuperação. Na maioria dos casos, as reações fazem parte do processo normal de cicatrização e tendem a melhorar com o passar dos dias ou semanas. Entre alguns dos sinais possíveis, estão:

    • Leve dor ou desconforto na região tratada;
    • Inchaço temporário nas pernas;
    • Pequenos hematomas ou manchas na pele;
    • Sensação de peso ou sensibilidade local;
    • Endurecimento passageiro ao longo das veias tratadas.

    As alterações costumam ser temporárias e melhoram gradualmente, especialmente quando as orientações médicas são seguidas corretamente.

    Quando o tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado?

    O tratamento de varizes e vasinhos deve ser adiado quando não é possível seguir corretamente os cuidados necessários no pós-procedimento. Por exemplo, situações como viagens com exposição intensa ao sol, dificuldade para realizar repouso, impossibilidade de usar meia de compressão ou ausência de acompanhamento médico adequado podem comprometer a recuperação.

    Além disso, em casos de infecções ativas, feridas abertas, alterações clínicas descompensadas ou outras condições de saúde que aumentem o risco do procedimento, o ideal é postergar o tratamento até que o quadro esteja controlado.

    A decisão deve ser tomada junto ao médico, avaliando os riscos e o momento mais seguro para realizar o procedimento.

    E quando ele é uma emergência?

    O tratamento de varizes é considerado uma emergência em situações como dor intensa, inchaço importante, inflamação, sangramento das varizes, feridas nas pernas ou risco de complicações. Nessas situações, é necessária uma avaliação e intervenção imediata, independentemente da época do ano.

    A prioridade é controlar o problema, aliviar os sintomas e evitar a piora do quadro. Os cuidados após o tratamento continuam sendo importantes, mas a necessidade de tratar vem antes da escolha do período do ano.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar

    Perguntas frequentes

    1. Por que não posso tomar sol após as sessões de escleroterapia (aplicação)?

    O sol reage com os pequenos hematomas (roxos) ou com a inflamação do vaso tratado, fixando o pigmento do sangue na pele. Isso causa manchas escuras (hiperpigmentação) que podem demorar meses para sair.

    2. O protetor solar substitui a necessidade de evitar o sol?

    Não totalmente. O protetor ajuda, mas o calor excessivo do sol também causa dilatação dos vasos, o que pode atrapalhar o fechamento do vasinho que acabou de ser tratado.

    3. Se eu fizer cirurgia de varizes, quanto tempo fico longe da academia?

    Normalmente, de 7 a 15 dias para atividades leves (caminhadas) e até 30 dias para exercícios de alto impacto ou musculação pesada. No inverno, a pausa costuma ser menos frustrante para muitos pacientes.

    4. O laser transdérmico para vasinhos exige menos tempo de repouso?

    Sim, o laser é menos invasivo que a cirurgia convencional, mas ainda assim exige cuidados com o sol, pois a luz do laser sensibiliza a pele.

    5. Vasinhos tratados podem voltar?

    Os vasos tratados são eliminados, mas a predisposição genética continua. Por isso, tratar na “baixa temporada” (inverno) permite que você faça a manutenção anual necessária.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

  • Pernas inchadas no verão: por que acontece e como reduzir o desconforto

    Pernas inchadas no verão: por que acontece e como reduzir o desconforto

    Insolação, micoses e desidratação não são os únicos problemas que podem surgir durante os dias de verão. Com o calor intenso, o corpo precisa se adaptar para dar conta da temperatura alta — e uma delas é a dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode favorecer o surgimento de inchaço nas pernas e nos pés.

    Com os vasos dilatados, a circulação fica mais lenta, principalmente quando a pessoa passa muito tempo em pé ou sentada. O resultado é aquela sensação de pernas inchadas, pesadas e apertadas, que normalmente piora ao longo do dia e melhora quando há descanso.

    Apesar de ser um incômodo comum e normalmente passageiro, é preciso ter atenção quando o inchaço é intenso ou frequente. Em alguns casos, ele pode indicar problemas circulatórios ou retenção de líquidos associada a outras condições de saúde. Vamos entender mais, a seguir.

    O que causa inchaço nas pernas no verão?

    O inchaço nas pernas é causado pela vasodilatação, um processo em que os vasos sanguíneos se dilatam para ajudar o corpo a dissipar o calor e manter a temperatura do corpo estável.

    Com os vasos mais dilatados, a circulação fica mais lenta — o que facilita o acúmulo de sangue e líquidos nas regiões mais baixas do corpo, de acordo com o cirurgião vascular Marcelo Dalio.

    Ainda, o calor aumenta a permeabilidade dos vasos, permitindo que parte do líquido presente no sangue extravase para os tecidos ao redor. O resultado é a sensação de peso, aberto e inchaço nas pernas.

    Alguns fatores também podem intensificar o problema, como ficar muito tempo em pé ou sentado, consumir sal em excesso, beber pouca água e usar roupas muito apertadas.

    Quem tem mais risco de ficar com as pernas inchadas

    Algumas pessoas podem sentir os efeitos do calor de maneira mais intensa, especialmente quando existem fatores que dificultam o retorno de sangue e líquidos para o coração ou que favorecem a retenção de líquidos.

    Entre os grupos que precisam ter atenção, destacamos:

    • Idosos: com o envelhecimento, os vasos sanguíneos e as válvulas das veias perdem parte da eficiência, o que dificulta o retorno venoso e aumenta a chance de inchaço nas pernas;
    • Pessoas que ficam muito tempo na mesma posição: quem passa horas em pé ou sentado, como profissionais que trabalham em escritório ou motoristas, tende a apresentar mais inchaço, uma vez que a circulação nas pernas fica prejudicada;
    • Pessoas com sobrepeso ou obesidade: o excesso de peso exerce maior pressão sobre as veias das pernas, dificultando a circulação e favorecendo o acúmulo de líquidos.
    • Mulheres: alterações hormonais ao longo do ciclo menstrual, uso de anticoncepcionais, gravidez e menopausa favorecem a retenção de líquidos e tornam o inchaço mais comum;
    • Quem tem problemas circulatórios: quadros como insuficiência venosa, varizes e histórico de trombose aumentam significativamente o risco de pernas inchadas, principalmente no calor.
    • Pessoas com doenças crônicas: condições como insuficiência cardíaca, doenças renais, hepáticas ou alterações da tireoide podem causar retenção de líquidos e edema persistente.

    Segundo Marcelo, pessoas jovens e saudáveis não costumam apresentar inchaço significativo, independentemente do clima.

    Quando o inchaço merece atenção médica?

    Na maioria das vezes, o inchaço nas pernas no verão é passageiro e melhora com medidas simples, como repouso, hidratação e elevação das pernas. Mesmo assim, algumas situações servem como sinal de alerta e merecem avaliação médica, como:

    • Quando o inchaço surge de forma súbita, sem causa aparente, principalmente em apenas uma perna, pode indicar problema circulatório;
    • Quando o inchaço surge acompanhado de dor, pele avermelhada, endurecida ou quente ao toque, pois pode estar relacionado à inflamação, infecção ou trombose;
    • Inchaço nas pernas associado a falta de ar, cansaço excessivo ou dor torácica exige atendimento médico imediato, já que pode indicar comprometimento cardíaco ou pulmonar;
    • Quando o inchaço não melhora após alguns dias, mesmo com repouso, elevação das pernas e boa hidratação;
    • Sensação de pele extremamente esticada, brilhante ou dolorosa pode indicar retenção de líquidos mais importante;
    • Pessoas com histórico de doenças cardíacas, renais, hepáticas ou problemas circulatórios devem procurar orientação médica sempre que perceberem piora do inchaço;
    • Se o inchaço surgir após iniciar uma medicação, a avaliação médica é necessária para ajuste do tratamento.

    O que ajuda a reduzir o inchaço nas pernas?

    Nos dias mais quentes, você pode adotar algumas medidas simples para melhorar a circulação e reduzir o inchaço nas pernas, como:

    • Manter as pernas elevadas por alguns minutos ao longo do dia, acima do nível do coração;
    • Fazer caminhadas leves, alongamentos e movimentar os pés e tornozelos quando estiver sentado;
    • Beber bastante água ao longo do dia, o que ajuda a regular a retenção de líquidos;
    • Reduzir o consumo de sal, priorizando alimentos in natura;
    • Usar roupas e sapatos confortáveis;
    • Usar meias de compressão, quando indicado por um médico.

    Marcelo ainda complementa que a meia de compressão é indicada principalmente para quem tem doença venosa. Em situações em que o inchaço tem origem cardíaca ou renal, o benefício é menor e pode aumentar o desconforto térmico.

    Elevar as pernas realmente funciona?

    Se o inchaço nas pernas estiver relacionado ao calor ou à má circulação, elevar as pernas é uma das medidas mais simples para aliviar o problema.

    Quando as pernas ficam elevadas acima do nível do coração, a gravidade passa a ajudar o retorno do sangue e dos líquidos acumulados para o centro do corpo. Isso reduz a pressão dentro das veias, facilita a drenagem do excesso de líquido dos tecidos e alivia a sensação de peso e cansaço nas pernas.

    O ideal é elevar as pernas por cerca de 15 a 30 minutos, uma ou mais vezes ao dia. Uma dica é deitar e apoiar as pernas em almofadas ou encostar os pés na parede, o que costuma trazer um alívio rápido.

    Como aliviar o desconforto durante viagens e longos períodos sentado?

    Durante viagens longas ou períodos prolongados sentado, o desconforto e o inchaço nas pernas são comuns, mas podem ser aliviados com medidas como:

    • Flexionar e estender os pés, girar os tornozelos e contrair a panturrilha várias vezes ao longo do dia;
    • Em viagens de carro, parar a cada duas horas para andar alguns minutos. Em voos ou ônibus, levantar e caminhar pelo corredor;
    • Evitar cruzar as pernas por muito tempo, e priorizar manter os pés apoiados no chão;
    • Beber água ao longo do trajeto, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e café;
    • Elevar os pés após a viagem por alguns minutos.

    O inchaço nas pernas desaparece sozinho?

    Se o inchaço for causado pelo calor e esforço do dia, ele tende a desaparecer após o repouso noturno, uma vez que o corpo reabsorve o líquido quando você fica na posição horizontal e a temperatura diminui.

    No entanto, se ele persistir mesmo em dias frescos ou após o descanso, ele é um sintoma, não o problema em si, e deve ser avaliado por um angiologista ou clínico geral.

    Confira: Varizes: o que é, causas, tratamento e como evitar

    Perguntas frequentes

    1. É normal o inchaço piorar ao final do dia?

    Sim, a gravidade empurra o sangue e os líquidos para baixo enquanto você está de pé ou sentado. Ao final do dia, o acúmulo de horas sob o efeito da gravidade e do calor atinge o seu ápice.

    2. Posso usar meias de compressão no calor?

    Sim, desde que indicadas por um médico. Existem modelos modernos e mais leves feitos para o verão que ajudam a “espremer” o líquido de volta para a circulação

    3. Banho frio nas pernas ajuda?

    Sim, a água fria promove a vasoconstrição (o oposto do que o calor faz), ajudando a fechar os vasos e diminuir o volume de líquido extravasado.

    4. Quando devo procurar um angiologista com urgência?

    Se o inchaço vier acompanhado de dor forte, vermelhidão, calor em uma das panturrilhas ou se você sentir falta de ar súbita.

    5. Remédios diuréticos são recomendados para inchaço no calor?

    Nunca tome diuréticos por conta própria. Eles podem causar desidratação grave e desequilíbrio de sais minerais. O uso deve ser estritamente sob prescrição médica.

    6. Por que o inchaço nas pernas às vezes vem acompanhado de coceira?

    O acúmulo de líquido estica a pele e causa um processo inflamatório leve. O sangue estagnado também libera substâncias que irritam os nervos da derme, provocando a vontade de coçar, o que deve ser evitado para não criar feridas.

    Leia mais: Sente pernas pesadas no fim do dia? Confira dicas para aliviar