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  • Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê 

    Roséola: entenda doença que causa febre e manchas no corpo do bebê 

    A roséola, também chamada de exantema súbito, é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente pelos vírus Herpesvírus humano tipo 6 (HHV-6) e Herpesvírus humano tipo 7 (HHV-7). Ela acomete sobretudo bebês entre 6 meses e 1 ano de idade, sendo que cerca de 90% dos casos ocorrem antes dos 2 anos.

    Na maioria das vezes, trata-se de uma doença benigna e autolimitada, com um padrão clínico bastante característico: primeiro surge febre alta por alguns dias e, após a queda abrupta da febre, aparecem manchas avermelhadas na pele. Esse comportamento ajuda a diferenciar a roséola de outras doenças exantemáticas da infância.

    O que é roséola

    A roséola é uma infecção viral típica da primeira infância. Após a exposição ao vírus, ocorre multiplicação inicial nas glândulas salivares, seguida da disseminação pelo organismo.

    O período de incubação costuma ser de aproximadamente 9 a 10 dias até o início dos sintomas. A maioria das crianças desenvolve imunidade duradoura após a infecção.

    Como acontece a transmissão

    A transmissão ocorre de forma simples e cotidiana, principalmente em ambientes com contato próximo entre crianças e adultos.

    As principais formas de transmissão são:

    • Contato com saliva;
    • Aerossóis respiratórios;
    • Compartilhamento de objetos levados à boca.

    Mesmo em famílias com bons hábitos de higiene, a roséola pode ocorrer, pois é uma infecção extremamente comum na infância.

    Sintomas da roséola

    A roséola apresenta um curso clínico clássico, dividido em duas fases bem definidas.

    Fase febril (primeira fase)

    A doença geralmente começa com febre alta, que dura de 3 a 5 dias e pode ultrapassar 40 °C em alguns casos.

    Durante essa fase, a criança pode apresentar:

    • Irritabilidade;
    • Mal-estar;
    • Conjuntivite;
    • Otite;
    • Corrimento nasal;
    • Tosse;
    • Diarreia e vômitos;
    • Aumento de linfonodos, principalmente no pescoço.

    Em muitos bebês, a febre alta é o principal — e às vezes o único — sinal inicial da doença.

    Defervescência e aparecimento do rash (segunda fase)

    Após alguns dias, ocorre a defervescência, ou seja, a febre desaparece de forma súbita. Logo em seguida, surge o rash cutâneo, característico da roséola.

    Esse rash é composto por:

    • Manchas avermelhadas;
    • Início no tronco e no pescoço;
    • Progressão para face e extremidades.

    As manchas costumam durar 1 a 2 dias, podendo desaparecer em poucas horas. Geralmente não causam coceira e não deixam marcas na pele.

    A roséola é perigosa?

    Na grande maioria dos casos, a roséola evolui de forma benigna e se resolve espontaneamente, sem deixar sequelas.

    No entanto, algumas complicações podem ocorrer, principalmente associadas à febre alta ou ao envolvimento neurológico, como:

    • Convulsões febris (a complicação mais comum);
    • Meningite;
    • Encefalite;
    • Púrpura trombocitopênica (rara).

    Essas situações são incomuns, mas exigem avaliação médica imediata.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da roséola é clínico, baseado na combinação de:

    • Idade da criança;
    • História de febre alta prolongada;
    • Desaparecimento súbito da febre;
    • Aparecimento do rash típico.

    Quando pedir exames?

    Na maioria dos casos, não são necessários exames laboratoriais ou de imagem. Eles são reservados para:

    • Quadros atípicos;
    • Suspeita de complicações;
    • Dúvidas no diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas.

    Tratamento

    Não existe tratamento específico para a roséola, pois a doença é autolimitada.

    As medidas recomendadas são de suporte, como:

    • Controle da febre com antitérmicos;
    • Hidratação adequada;
    • Repouso.

    Antibióticos não têm indicação, já que se trata de uma infecção viral.

    Prevenção

    Não há vacina específica contra a roséola. A prevenção baseia-se em medidas gerais de higiene, como:

    • Lavar as mãos com água e sabão;
    • Evitar compartilhar objetos pessoais;
    • Manter brinquedos e utensílios limpos.

    Mesmo com essas medidas, a infecção é muito comum na infância e, na maioria das vezes, faz parte do amadurecimento do sistema imunológico.

    Confira: Sarampo: conheça os sinais e veja o que fazer em caso de contato

    Perguntas frequentes sobre roséola

    1. Roséola é a mesma coisa que sarampo ou rubéola?

    Não. Apesar das manchas na pele, são doenças diferentes, com causas e evolução distintas.

    2. Toda febre alta em bebê é roséola?

    Não. A roséola é comum, mas outras infecções também podem causar febre alta.

    3. O rash da roséola causa coceira?

    Geralmente não provoca coceira nem desconforto.

    4. A criança pode ter convulsão?

    Pode, principalmente convulsão febril associada à febre alta.

    5. É necessário afastar a criança da creche?

    Durante a fase febril, sim. Após melhora clínica, a criança pode retornar.

    6. A roséola deixa sequelas?

    Não. Na maioria dos casos, a recuperação é completa.

    7. Adultos podem ter roséola?

    É raro, pois a maioria das pessoas já teve contato com o vírus na infância.

    Veja mais: Mão-pé-boca: entenda mais sobre essa infecção comum na infância