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  • Pré-eclâmpsia: como identificar o risco já no início da gravidez?

    Pré-eclâmpsia: como identificar o risco já no início da gravidez?

    A pré-eclâmpsia, caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial, é uma complicação grave da gravidez que costuma surgir após a 20ª semana de gestação. No Brasil, a estimativa é que ela afete entre 5% e 10% das gestantes, sendo uma das principais causas de mortalidade materna e de partos prematuros no país.

    Mas será que é possível prever o risco logo nas primeiras semanas? Conversamos com a ginecologista e obstetra Andreia Sapienza para entender como a pré-eclâmpsia pode ser identificada precocemente, quais são os fatores de risco, os sinais de alerta e o que fazer para reduzir as complicações para a mãe e o bebê.

    Afinal, o que é a pré-eclâmpsia e por que ela acontece?

    A pré-eclâmpsia, conhecida como doença hipertensiva específica da gestação, é uma complicação da gravidez em que ocorre o aumento da pressão arterial após a 20ª semana de gestação. Em muitos casos, ela também causa alterações nos rins, levando à perda de proteína na urina, além de poder comprometer órgãos importantes, como fígado, cérebro e placenta.

    A condição está relacionada a uma formação inadequada dos vasos sanguíneos da placenta no início da gestação. Com isso, a placenta passa a funcionar de maneira insuficiente e libera substâncias inflamatórias na circulação materna, provocando alterações nos vasos sanguíneos e aumentando a pressão arterial.

    Quais os fatores de risco para a pré-eclâmpsia?

    Ainda não existe uma causa única totalmente definida, mas alguns fatores aumentam o risco de pré-eclâmpsia e podem ser identificados logo na primeira consulta de pré-natal. Andreia e o Ministério da Saúde destacam algumas delas:

    • Primeira gestação, já que mulheres grávidas pela primeira vez têm maior risco naturalmente;
    • Mudança de parceiro, devido à adaptação imunológica do organismo ao novo material genético do bebê;
    • Gravidez de gêmeos ou múltiplos, porque há uma maior sobrecarga da placenta e da circulação materna;
    • Hipertensão antes da gravidez;
    • Diabetes, incluindo diabetes tipo 1, tipo 2 ou diabetes gestacional;
    • Obesidade ou IMC elevado antes da gestação;
    • Doenças autoimunes, como lúpus;
    • Trombofilias, como a Síndrome Antifosfolípide (SAF);
    • Doença renal prévia;
    • Histórico familiar de pré-eclâmpsia, principalmente em mãe ou irmã;
    • Gravidez antes dos 18 anos ou após os 35 a 40 anos.

    Segundo a ginecologista, a presença de alguns desses fatores já pode classificar a gestante como de maior risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia, exigindo um acompanhamento mais próximo durante o pré-natal.

    Como identificar o risco logo no início da gravidez?

    Logo na primeira consulta de pré-natal, o obstetra avalia características que aumentam as chances de pré-eclâmpsia, como primeira gestação, idade acima de 35 anos e obesidade. Mesmo sem alterações nos exames, as pacientes já precisam de acompanhamento mais cuidadoso.

    A partir do rastreamento inicial, algumas avaliações são necessárias, como:

    • Doppler das artérias uterinas: realizado geralmente entre a 11ª e a 14ª semana, o exame avalia o fluxo sanguíneo nas artérias do útero. Alterações podem indicar dificuldades na formação da placenta e maior risco de pré-eclâmpsia;
    • Marcadores bioquímicos: alguns exames de sangue podem avaliar proteínas produzidas pela placenta, como o PlGF. A presença de alterações nos níveis podem sugerir maior risco para a doença;
    • Monitoramento da pressão arterial: a aferição da pressão em todas as consultas é importante para identificar aumentos precoces e iniciar a investigação rapidamente;
    • Cálculo de risco combinado: em alguns serviços, os médicos utilizam algoritmos que cruzam informações clínicas, como idade, peso e histórico da gestante, com exames como o Doppler das artérias uterinas e marcadores bioquímicos do sangue materno.

    Vale destacar que nenhum exame isolado consegue prever com certeza se a gestante terá pré-eclâmpsia. O objetivo do rastreamento é identificar pacientes com maior risco para permitir um acompanhamento mais próximo e iniciar medidas preventivas precocemente.

    Sinais de alerta para a pré-eclâmpsia

    A pré-eclâmpsia pode se desenvolver de forma silenciosa no início, mas alguns sinais merecem atenção, principalmente após a 20ª semana de gestação. Segundo Andréia, devem acender o alerta de níveis de pressão arterial acima de 14 por 9, mesmo quando a gestante não apresenta sintomas.

    Já valores iguais ou superiores a 16 por 11 são considerados uma emergência hipertensiva e precisam de avaliação médica imediata, devido ao alto risco de complicações graves para a mãe e o bebê.

    Além da pressão elevada, alguns sintomas podem indicar iminência de eclâmpsia, um quadro mais grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pelo surgimento de convulsões. Os mais comuns incluem:

    • Dor de cabeça forte e persistente, que não melhora facilmente;
    • Alterações visuais, como visão embaçada, pontos brilhantes, “luzinhas” na visão (fosfenas) ou áreas escuras no campo visual (escotomas);
    • Dor abdominal, principalmente na parte superior direita do abdômen, região próxima ao fígado;
    • Náuseas e vômitos intensos após a metade da gestação;
    • Falta de ar ou sensação de dificuldade para respirar;
    • Inchaço importante e repentino, especialmente no rosto e nas mãos;
    • Redução da quantidade de urina.

    Quando a interrupção da gravidez é necessária?

    A decisão de interromper a gravidez depende da gravidade da pré-eclâmpsia e das condições da mãe e do bebê. Andreia explica que assim que a pré-eclâmpsia é diagnosticada, a equipe médica inicia o controle da pressão arterial e passa a monitorar de perto a vitalidade fetal.

    • Se a mãe e o bebê estiverem estáveis, a gestação pode seguir com acompanhamento até próximo das 40 semanas;
    • Quando existem critérios de gravidade, a recomendação costuma ser a interrupção por volta de 37 semanas;
    • Já em situações mais graves, como iminência de eclâmpsia, alterações laboratoriais importantes ou sofrimento fetal, a interrupção da gestação pode ser necessária mesmo antes do tempo previsto, para proteger a vida da mãe e do bebê.

    É possível prevenir a pré-eclâmpsia?

    Nem sempre é possível prevenir completamente a pré-eclâmpsia, mas identificar o risco logo no começo da gravidez ajuda bastante a reduzir as chances de complicações graves. Quanto mais cedo a gestante inicia o pré-natal, maiores são as possibilidades de acompanhamento e intervenção precoce. Veja algumas medidas:

    • Em pacientes consideradas de alto risco, o obstetra pode indicar o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose;
    • Suplementação de cálcio, especialmente em mulheres que possuem uma dieta pobre no nutriente;
    • Controle de fatores que aumentam o risco da doença, como hipertensão, diabetes e obesidade;
    • Adoção de hábitos mais saudáveis de vida, como uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas leves.

    Segundo Andreia, o AAS costuma ser suspenso por volta das 36 semanas de gestação, perto do parto, porque o medicamento interfere na função das plaquetas. A medida ajuda a diminuir o risco de sangramentos excessivos durante o nascimento do bebê.

    Veja também: Cirurgia na gravidez é seguro? Saiba o que é feito em casos de emergência

    Perguntas frequentes

    1. O que é a síndrome HELLP?

    É uma variante muito grave da pré-eclâmpsia que causa a destruição das células vermelhas do sangue, aumento de enzimas do fígado e queda das plaquetas. Exige interrupção rápida da gravidez.

    2. A pré-eclâmpsia pode afetar o bebê?

    Sim. Como a placenta não funciona bem, o bebê pode receber menos oxigênio e nutrientes, levando à restrição de crescimento e, em casos graves, à necessidade de parto prematuro.

    3. Posso ter parto normal com pré-eclâmpsia?

    Sim, desde que a mãe e o bebê estejam estáveis. Se houver sinais de gravidade ou sofrimento fetal, a cesariana pode ser indicada como via mais rápida.

    4. O que é o exame de proteinúria?

    É um exame de urina (geralmente de 24 horas ou amostra isolada) que mede a perda de proteínas. Na pré-eclâmpsia, os rins “vazam” proteínas, o que ajuda a confirmar o diagnóstico.

    5. A pré-eclâmpsia pode causar descolamento de placenta?

    Infelizmente, sim. A pressão muito alta e as alterações nos vasos sanguíneos aumentam significativamente o risco de descolamento prematuro da placenta, o que é uma emergência para a mãe e para o bebê.

    6. A alimentação pode influenciar no tratamento?

    Sim. Uma dieta com controle de sal (sódio) e rica em nutrientes ajuda a não sobrecarregar o sistema circulatório. No entanto, a dieta sozinha não substitui o uso de medicações preventivas quando indicadas.

    7. Quanto tempo depois do parto a pressão volta ao normal?

    Na maioria das vezes, a pressão normaliza em até 12 semanas após o parto. Se a pressão continuar alta após esse período, a mulher pode ser diagnosticada com hipertensão crônica.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • 7 sintomas de pré-eclâmpsia na gravidez e como é feito o tratamento

    7 sintomas de pré-eclâmpsia na gravidez e como é feito o tratamento

    Uma das principais complicações que podem surgir na gravidez, a pré-eclâmpsia é uma condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial após a 20ª semana de gestação, com pressão arterial maior ou igual a 140×90 mmHg, associada a pelo menos um dos seguintes achados:

    • Presença de proteína na urina (proteinúria);
    • Baixa contagem de plaquetas no sangue;
    • Enzimas hepáticas elevadas, indicando comprometimento do fígado;
    • Líquido nos pulmões (edema pulmonar);
    • Novas dores de cabeça;
    • Novos distúrbios visuais.

    O quadro também pode provocar alterações em órgãos importantes, como os rins, o fígado, o cérebro e a placenta.

    Na maioria das situações, o problema é identificado durante o acompanhamento pré-natal, quando o profissional de saúde observa pressão arterial elevada e presença de proteína na urina, além de outros sintomas que podem indicar que o organismo da gestante não está funcionando normalmente.

    Para te ajudar, listamos a seguir 7 sintomas de pré-eclâmpsia que merecem atenção durante a gravidez. Caso algum deles apareça, lembre-se de procurar orientação médica para uma avaliação adequada.

    1. Pressão arterial persistentemente alta

    A pressão arterial alta é o principal sinal da pré-eclâmpsia. Normalmente, ela ocorre após a 20ª semana de gestação e se caracteriza por pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg ou diastólica maior ou igual a 90 mmHg, constatada em duas medições com intervalo mínimo de 4 horas, em gestantes com mais de 20 semanas que tinham pressão arterial normal anteriormente. A hipertensão, muitas vezes, não causa sintomas claros e só é identificada durante as consultas de pré-natal.

    2. Inchaço

    O inchaço da pré-eclâmpsia, também chamado de edema, costuma aparecer de forma repentina ou mais intensa e pode afetar especialmente as mãos, o rosto e os pés. Em alguns casos, a gestante pode perceber que os anéis ficam apertados nas mãos ou que o rosto parece mais inchado do que o normal.

    O sintoma acontece devido ao acúmulo de líquidos no organismo e pode estar relacionado às alterações na circulação sanguínea causadas pela pressão arterial elevada.

    3. Dores de cabeça

    A dor de cabeça forte e contínua pode acontecer devido ao aumento da pressão arterial e às alterações na circulação sanguínea. Quando a dor não melhora com descanso ou se torna muito intensa, é importante procurar avaliação médica.

    4. Ganho de peso repentino

    O ganho de peso rápido em um curto período de tempo normalmente ocorre devido à retenção de líquidos no organismo e não necessariamente ao aumento de gordura corporal.

    Quando o aumento de peso acontece de forma inesperada, especialmente em poucos dias, pode ser um sinal de que o corpo está acumulando líquidos em excesso. Por isso, o acompanhamento do peso durante as consultas de pré-natal é importante para identificar possíveis alterações.

    5. Náuseas e vômitos

    As náuseas e os vômitos são sintomas comuns no início da gravidez, mas quando surgem ou pioram depois do primeiro trimestre, podem estar associados a outras condições, como a pré-eclâmpsia. Em alguns casos, o sintoma pode aparecer junto com outros sinais, como dor na parte superior do abdômen, dor de cabeça intensa ou pressão alta.

    6. Alterações visuais

    Algumas gestantes podem apresentar visão embaçada, sensibilidade à luz ou enxergar pontos brilhantes, também chamados de “pontinhos” ou “manchas” na visão. As alterações podem ocorrer por causa do impacto da pressão alta no sistema nervoso e na circulação.

    7. Dor abdominal

    A dor na parte superior da barriga, especialmente do lado direito, pode estar relacionada a alterações no fígado causadas pela pré-eclâmpsia. A dor pode ser constante ou surgir como uma sensação de pressão ou desconforto.

    Como identificar a pré-eclâmpsia na gravidez?

    A pré-eclâmpsia é identificada durante as consultas de pré-natal, em que o profissional de saúde costuma medir a pressão arterial e solicitar exames de urina, que ajudam a verificar a presença de proteína na urina, um dos sinais característicos da pré-eclâmpsia.

    Além disso, o diagnóstico também pode envolver outros exames para avaliar a saúde da gestante e o desenvolvimento do bebê, como:

    • Exames de sangue, que analisam o funcionamento dos rins e do fígado;
    • Ultrassonografia, para acompanhar o crescimento do bebê e a quantidade de líquido amniótico;
    • Avaliação clínica dos sintomas, como dor de cabeça intensa, inchaço no rosto ou nas mãos e alterações na visão.

    Quando há suspeita da condição, o médico pode recomendar um acompanhamento mais frequente para monitorar a pressão arterial e a saúde da mãe e do bebê.

    Como tratar a pré-eclâmpsia na gravidez?

    O tratamento da pré-eclâmpsia depende da gravidade da condição e do tempo de gestação. Se a pré-eclâmpsia for considerada leve e o bebê ainda estiver muito prematuro, o médico pode orientar medidas como:

    • Repouso: pode ser recomendada a redução da atividade física e, em alguns casos, o repouso relativo para ajudar no controle da pressão arterial;
    • Aferição frequente da pressão: a pressão arterial pode precisar ser medida várias vezes ao dia para acompanhar possíveis alterações;
    • Exames de rotina: podem ser solicitadas coletas frequentes de sangue e urina para avaliar o funcionamento dos rins e do fígado;
    • Avaliação do bebê: exames como ultrassonografia com Doppler e cardiotocografia ajudam a verificar se o bebê está recebendo oxigênio e nutrientes adequados.

    Quando a pressão arterial está muito elevada ou existe risco de complicações, o médico pode indicar o uso de medicamentos para controlar a pressão arterial, como os anti-hipertensivos, que são seguros para uso durante a gestação.

    Em casos mais graves, pode ser necessária a internação hospitalar para um acompanhamento mais cuidadoso da gestante e do bebê. Durante a internação, a equipe de saúde monitora regularmente a pressão arterial, os reflexos neurológicos e o funcionamento de órgãos importantes, como os rins e o fígado, além de acompanhar o bem-estar do bebê.

    Leia mais: Primeiro trimestre de gravidez: sintomas, exames e cuidados

    Perguntas frequentes

    1. Qual a diferença entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

    A pré-eclâmpsia é o estado de pressão alta e sinais de alerta. A eclâmpsia é a progressão grave da doença, em que a gestante apresenta convulsões, o que coloca a vida da mãe e do bebê em risco imediato.

    2. Como diferenciar uma dor de cabeça comum da dor da pré-eclâmpsia?

    A dor da pré-eclâmpsia costuma ser muito forte, latejante, persistente e, em geral, não melhora com analgésicos comuns ou repouso.

    3. Quem tem mais risco de desenvolver a doença?

    Mulheres na primeira gravidez, com histórico familiar de pré-eclâmpsia, hipertensas antes de engravidar, com obesidade, com idade acima de 35 anos ou em gravidez de gêmeos.

    4. É possível prevenir a pré-eclâmpsia?

    Não é possível prevenir completamente, mas em mulheres de alto risco, os médicos costumam prescrever aspirina infantil (baixa dose) e suplementação de cálcio para reduzir as chances de desenvolvimento.

    5. Toda grávida com pré-eclâmpsia precisa fazer cesárea?

    Não. Se a condição estiver estável, o parto normal pode ser induzido e é frequentemente preferível, pois a cesárea é uma cirurgia que impõe estresse adicional ao corpo já fragilizado pela hipertensão.

    6. O que é a Síndrome HELLP?

    É uma variante muito grave da pré-eclâmpsia. A sigla vem do inglês e representa a destruição dos glóbulos vermelhos, a elevação das enzimas do fígado e a queda das plaquetas (responsáveis pela coagulação). É uma emergência médica que normalmente exige o parto imediato.

    Confira: Gravidez depois dos 35 anos é perigoso? Conheça os riscos e os cuidados necessários

  • Pré-eclâmpsia: o que toda gestante precisa saber 

    Pré-eclâmpsia: o que toda gestante precisa saber 

    A pré-eclâmpsia é uma das complicações mais temidas da gestação, e não sem motivo. Embora muitas vezes silenciosa, ela pode evoluir rápido e trazer riscos para a gestante e para o bebê.

    A condição costuma surgir a partir da 20ª semana de gestação e envolve aumento da pressão arterial associado à presença de proteína na urina. O acompanhamento rigoroso permite intervir no momento certo, reduzindo riscos graves como eclâmpsia, síndrome HELLP e problemas no desenvolvimento fetal. Entenda mais.

    O que acontece no corpo da gestante

    A pré-eclâmpsia provoca um estreitamento dos vasos sanguíneos, dificultando a circulação do sangue. Isso pode gerar:

    • Inchaço nas mãos, rosto e pernas;
    • Perda de proteínas na urina (proteinúria), indicando sofrimento renal;
    • Alterações no fígado, como dor na parte superior do abdômen e aumento de enzimas;
    • Distúrbios de coagulação;
    • Redução do fluxo sanguíneo para a placenta, prejudicando o crescimento do bebê.

    Nos quadros graves, o cérebro também pode ser afetado, o que causa convulsões. Quando isso acontece, chamamos de eclâmpsia, o estágio mais perigoso da doença.

    Sintomas que merecem atenção imediata

    Mesmo que a gestante se sinta bem, a pré-eclâmpsia pode evoluir sem sinais evidentes. Ainda assim, alguns sintomas devem ser considerados alertas importantes:

    • Ddor de cabeça forte e persistente;
    • Visão turva, manchas na visão ou sensibilidade à luz;
    • Inchaço repentino no rosto, mãos ou pés;
    • Dor na parte superior do abdômen;
    • Náuseas e vômitos persistentes;
    • Falta de ar;
    • Diminuição da quantidade de urina.

    Como a pressão alta pode ser silenciosa, o pré-natal regular, com aferição de pressão, exames de urina e sangue, é muito importante.

    Como é feito o diagnóstico?

    A pré-eclâmpsia é diagnosticada quando a gestante apresenta:

    • Pressão arterial ≥ 140 x 90 mmHg em duas medições separadas
    • Proteinúria, ou seja, presença de proteína na urina

    Além disso, podem ser solicitados:

    • Outros exames laboratoriais;
    • Ultrassonografias para avaliar o bem-estar e crescimento fetal.

    Fatores de risco

    Algumas mulheres têm maior chance de desenvolver pré-eclâmpsia. Os principais fatores de risco são:

    • Primeira gestação;
    • Histórico pessoal ou familiar de pré-eclâmpsia;
    • Pressão alta crônica;
    • Diabetes;
    • Obesidade;
    • Gravidez múltipla;
    • Idade materna acima de 35 anos;
    • Doenças autoimunes ou problemas de coagulação.

    Possíveis complicações

    Quando não tratada, a pré-eclâmpsia pode evoluir para quadros graves, como:

    • Eclâmpsia (convulsões);
    • Síndrome HELLP;
    • Lesões em órgãos como rins, fígado e cérebro;
    • Descolamento prematuro de placenta.

    Para o bebê, há risco de:

    • Restrição de crescimento;
    • Baixo peso ao nascer;
    • Parto prematuro.

    Em situações extremas, há risco de óbito materno e fetal.

    Tratamento e cuidados

    Toda gestante com pré-eclâmpsia precisa de acompanhamento rigoroso em ambiente hospitalar ou unidade de alto risco. A doença é imprevisível e pode se agravar rapidamente.

    O tratamento depende da gravidade e da idade gestacional:

    • Casos leves: controle da pressão com medicamentos, repouso orientado, exames frequentes e vigilância médica constante;
    • Casos graves: pode ser necessário antecipar o parto para proteger mãe e bebê.

    A importância do pré-natal

    A melhor forma de evitar complicações é um pré-natal bem feito. É nele que a equipe consegue identificar alterações na pressão arterial, proteinúria e sinais precoces da doença.

    Com diagnóstico precoce e manejo adequado, a maioria das mulheres com pré-eclâmpsia pode ter uma gestação segura e um bebê saudável.

    Prevenção: o que pode ajudar

    Embora não exista forma garantida de evitar a pré-eclâmpsia, algumas medidas reduzem o risco, especialmente em gestantes de alto risco:

    • Suplementação de cálcio (se indicada pelo médico);
    • Uso de medicamentos preventivos sob orientação;
    • Pré-natal regular;
    • Controle de peso;
    • Manejo adequado de diabetes e pressão alta;
    • Hábitos de vida saudáveis e manejo do estresse.

    Veja mais: 12×8 já não é normal: nova diretriz muda o que entendemos por pressão alta

    Perguntas frequentes sobre pré-eclâmpsia

    1. A pré-eclâmpsia sempre causa sintomas?

    Não. Muitas vezes é silenciosa, por isso o pré-natal é tão importante.

    2. Toda pressão alta na gravidez é pré-eclâmpsia?

    Não. A pré-eclâmpsia exige também proteinúria ou outros sinais de comprometimento.

    3. Quem teve pré-eclâmpsia em uma gestação terá novamente?

    O risco é maior, mas não é regra. O acompanhamento precoce ajuda a prevenir complicações.

    4. Como a doença afeta o bebê?

    Pode prejudicar o crescimento, causar parto prematuro e reduzir o fluxo sanguíneo para a placenta.

    5. A única cura definitiva é o parto?

    Sim. A placenta é parte central da doença. Após o parto, os sintomas costumam regredir.

    6. Pré-eclâmpsia pode acontecer no pós-parto?

    Sim. Pode surgir até 6 semanas após o parto.

    7. Exercícios ajudam a prevenir?

    Eles ajudam no controle do peso e da saúde geral, mas não garantem prevenção.

    Veja também: Tratamento de diabetes gestacional: como é feito?