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  • Dor abdominal forte? Conheça sintomas de pancreatite (aguda e crônica) que você NÃO deve ignorar

    Dor abdominal forte? Conheça sintomas de pancreatite (aguda e crônica) que você NÃO deve ignorar

    Com maior prevalência em homens adultos, a pancreatite é uma condição caracterizada pela inflamação do pâncreas, uma glândula localizada atrás do estômago responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios importantes, como a insulina.

    Quando acontece a inflamação, o funcionamento normal do processo digestivo é prejudicado, e as próprias enzimas produzidas pelo órgão podem começar a danificar o tecido pancreático, provocando dores intensas e uma série de riscos para a saúde.

    Em algumas situações, a condição pode surgir de maneira repentina, sendo conhecida como pancreatite aguda, mas costuma ter tratamento quando identificada rapidamente. Em outros casos, no entanto, ela pode evoluir para um quadro de pancreatite crônica, em que a inflamação se repete ao longo do tempo e provoca danos progressivos ao pâncreas.

    Por isso, identificar os sintomas antes é importante para evitar complicações graves, como infecções ou até falência de órgãos. A seguir, listamos quais são os principais sintomas da pancreatite e como diferenciar uma dor abdominal comum de um sinal de alerta que exige atendimento médico imediato. Confira!

    Quais os sintomas da pancreatite?

    Os sintomas da pancreatite podem variar de acordo com o tipo de inflamação do pâncreas.

    Sintomas da pancreatite aguda

    A pancreatite aguda é uma inflamação súbita que ocorre de forma rápida e intensa. Na maioria das vezes, o pâncreas volta ao seu estado normal após o tratamento, mas o quadro pode ser grave e precisar de hospitalização imediata. Entre os principais sintomas, é possível destacar:

    1. Dor intensa na parte superior do abdômen

    A dor abdominal é o sintoma mais comum da pancreatite aguda e costuma surgir na parte superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.

    Em muitos casos, a dor pode piorar após a ingestão de alimentos, especialmente refeições ricas em gordura. Muitas pessoas também relatam piora ao se deitar, o que faz com que permaneçam inclinadas para frente ou sentadas na tentativa de aliviar o desconforto.

    2. Náuseas e vômitos

    A inflamação do pâncreas também pode provocar náuseas persistentes e episódios frequentes de vômito. Em alguns quadros, os episódios de vômito não trazem alívio, diferentemente do que ocorre em outras condições gastrointestinais. Isso pode intensificar a sensação de fraqueza, desidratação e desconforto abdominal ao longo do quadro.

    3. Abdômen inchado e sensível

    Durante uma crise de pancreatite aguda, o abdômen pode se tornar visivelmente inchado ou distendido. Além da sensação de estufamento, a região abdominal costuma ficar sensível ao toque, podendo provocar dor quando pressionada.

    O inchaço ocorre devido ao processo inflamatório e às alterações no funcionamento do sistema digestivo. Por vezes, o abdômen pode ficar rígido ou muito doloroso, sinal que merece atenção médica imediata.

    4. Febre

    A febre pode surgir como resposta natural do organismo diante do processo inflamatório. O aumento da temperatura corporal indica que o corpo está reagindo à inflamação presente no pâncreas.

    Quando a febre aparece junto com dor abdominal intensa e mal-estar geral, ela pode indicar agravamento da inflamação ou até a presença de infecção associada. Nesses casos, a avaliação médica se torna ainda mais importante.

    5. Aumento da frequência cardíaca

    O corpo pode reagir à inflamação e à dor intensa com aumento dos batimentos do coração. A pessoa pode sentir o coração batendo mais rápido do que o normal, além de notar a respiração mais acelerada. Quando o sintoma aparece junto com dor abdominal intensa e febre, é importante procurar atendimento médico o mais rápido possível.

    Sintomas da pancreatite crônica

    A pancreatite crônica ocorre quando a inflamação do pâncreas se repete ou persiste por longos períodos. Com o tempo, o órgão pode sofrer danos permanentes, comprometendo tanto a digestão quanto a produção de hormônios. Os sintomas incluem:

    6. Dor abdominal persistente ou recorrente

    A dor abdominal continua sendo um sintoma comum na pancreatite crônica, mas ela se torna mais frequente e, em alguns casos, constante. Algumas pessoas relatam períodos de melhora seguidos por novas crises, o que pode afetar bastante a qualidade de vida.

    7. Perda de peso involuntária

    A perda de peso pode acontecer mesmo quando a pessoa mantém a mesma rotina alimentar, porque o pâncreas passa a produzir menos enzimas digestivas, que são responsáveis por ajudar o organismo a quebrar e absorver os nutrientes dos alimentos.

    Como consequência, o corpo passa a aproveitar menos proteínas, gorduras e vitaminas presentes na alimentação. Ao longo do tempo, isso pode levar à perda de peso, fraqueza e até deficiência nutricional.

    8. Fezes gordurosas e de odor forte

    A presença de gordura nas fezes, chamada de esteatorreia, é um sinal frequente de que a inflamação no pâncreas está prejudicando a digestão das gorduras presentes na alimentação.

    Isso acontece porque o pâncreas deixa de produzir quantidades adequadas de enzimas digestivas, que são fundamentais para quebrar e absorver os nutrientes dos alimentos.

    Quando o organismo não consegue digerir corretamente as gorduras, parte delas acaba sendo eliminada nas fezes. Por causa disso, as fezes podem apresentar algumas características diferentes do normal, como aparência mais clara, textura oleosa, maior volume e odor mais forte.

    9. Dificuldade na digestão

    Com a diminuição da produção de enzimas digestivas, o processo de digestão se torna mais difícil, o que pode causar desconforto abdominal após as refeições, sensação de estufamento, gases e digestão lenta.

    O consumo de alimentos ricos em gordura também costuma intensificar os sintomas, podendo inclusive desencadear episódios de diarreia, cólicas ou mal-estar digestivo.

    10. Desenvolvimento de diabetes

    Com o avanço da inflamação crônica, o pâncreas também pode perder parte da capacidade de produzir insulina, hormônio responsável por controlar o nível de açúcar no sangue.

    Quando isso acontece, algumas pessoas podem desenvolver diabetes ao longo da evolução da doença, o que torna necessário o acompanhamento médico regular para monitorar tanto a saúde digestiva quanto o controle da glicose no sangue.

    Quando procurar atendimento médico?

    A pancreatite pode evoluir rapidamente para quadros graves e, por vezes, exige atendimento médico imediato. Por isso, vale ficar atento aos sinais de alerta, como:

    • Dor forte na parte superior do abdômen, que não melhora com analgésicos comuns ou permanece por várias horas;
    • Episódios repetidos de vômito podem impedir a ingestão adequada de água e alimentos, aumentando o risco de desidratação;
    • Sensação de tontura, queda da pressão arterial ou episódios de desmaio;
    • Pele e olhos amarelados (icterícia), que pode indicar que há uma obstrução nas vias biliares;
    • Falta de ar, respiração acelerada, confusão ou dificuldade de concentração, que podem indicar que a inflamação está afetando todo o organismo.

    Se não for tratada a tempo, a inflamação pode causar a necrose pancreática (morte do tecido do órgão), infecções generalizadas e a falência de órgãos vitais, como rins e pulmões.

    Pancreatite tem cura?

    Na maioria das casos, a pancreatite aguda tem cura. Quando o tratamento é iniciado rapidamente, a inflamação do pâncreas costuma regredir e o órgão pode voltar a funcionar normalmente.

    Já a pancreatite crônica não tem cura, porque a inflamação prolongada provoca danos permanentes no pâncreas. Com o tempo, parte do órgão pode perder a capacidade de produzir enzimas digestivas e hormônios importantes. Ainda assim, o tratamento ajuda a controlar os sintomas e evitar a progressão da doença.

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    Perguntas frequentes

    1. Quem tem pancreatite pode beber álcool?

    Não, o álcool é um dos principais irritantes do pâncreas. Mesmo após a cura de uma crise aguda, o consumo de álcool pode causar novas crises ou levar à forma crônica da doença.

    2. Qual o exame que detecta a pancreatite?

    Os principais são os exames de sangue para medir as enzimas amilase e lipase. os exames de imagem, como tomografia computadorizada e ultrassonografia abdominal, também são fundamentais para confirmar o diagnóstico.

    3. O que comer durante a recuperação?

    A dieta deve ser pobre em gorduras e rica em carnes brancas grelhadas, frutas, vegetais cozidos e grãos. Evite frituras, embutidos, molhos prontos e manteiga.

    4. Qual a diferença entre pancreatite e cólica biliar?

    A cólica biliar geralmente passa em poucas horas e é localizada à direita. A dor da pancreatite é persistente (dura dias), muito mais intensa e costuma irradiar para as costas.

    5. É possível viver sem o pâncreas?

    Sim, mas é complexo. Se o pâncreas for removido (pancreatectomia), a pessoa precisará tomar injeções de insulina pelo resto da vida e cápsulas de enzimas digestivas em todas as refeições.

    6. O que é a pancreatite autoimune?

    É uma forma rara de pancreatite crônica onde o próprio sistema imunológico ataca o pâncreas. Ela costuma responder bem ao tratamento com corticoides, mas pode ser confundida com tumores em exames de imagem.

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