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  • Nódulo na tireoide é sempre câncer? Entenda

    Nódulo na tireoide é sempre câncer? Entenda

    Comum especialmente em mulheres e em pessoas acima dos 40 anos, o nódulo na tireoide é uma pequena massa ou caroço que se desenvolve dentro da glândula tireoide, localizada na base do pescoço. Normalmente, ele é identificado durante exames de rotina, como um ultrassom, ou ao apalpar a região durante o banho ou ao se olhar no espelho.

    É comum sentir medo ou ansiedade pela possibilidade do caroço indicar um quadro de câncer, mas, na maioria dos casos, o nódulo na tireoide é benigno e não representa qualquer risco para a saúde. Ele costuma surgir por alterações naturais da glândula, cistos cheios de líquido ou pequenos crescimentos do tecido tireoidiano que não possuem características malignas.

    Ainda assim, qualquer alteração precisa ser avaliada por um médico, para identificar quais lesões apresentam baixo risco e quais precisam de acompanhamento mais próximo ou de exames complementares. Hoje, o ultrassom é a principal ferramenta utilizada para analisar o tamanho, a forma e outras características que ajudam a estimar a probabilidade de malignidade.

    Nódulo na tireoide é sempre câncer?

    Segundo o endocrinologista André Colapietro, a grande maioria dos nódulos não é câncer. Cerca de 90% a 95% dos nódulos na tireoide são benignos e costumam ser apenas cistos cheios de líquido, crescimentos localizados do próprio tecido da glândula (adenomas) ou alterações associadas a processos inflamatórios, como a tireoidite de Hashimoto.

    Apenas uma pequena parcela, aproximadamente 5% a 10% dos casos, corresponde a um tumor maligno, isto é, ao câncer de tireoide.

    Principais causas de nódulos na tireoide

    Geralmente, o aparecimento de um nódulo na tireoide acontece por um crescimento desordenado de células da própria glândula, mas que não tem nenhuma relação com o câncer. As principais causas benignas incluem:

    • Cistos na tireoide: são nódulos totalmente preenchidos por líquido. Eles quase sempre são benignos, mas podem crescer e causar algum desconforto local se ficarem muito grandes;
    • Bócio nodular ou multinodular: acontece quando a tireoide aumenta de tamanho e desenvolve um ou vários nódulos em sua estrutura. Isso pode ocorrer por predisposição genética ou, de forma mais rara hoje em dia, por falta de iodo na alimentação;
    • Adenoma tireoidiano: é um tumor benigno e consiste em um acúmulo de tecido tireoidiano normal que cresce em formato de caroço. Na maioria das vezes não causa problemas, mas alguns adenomas podem produzir hormônios da tireoide em excesso, levando ao hipertireoidismo;
    • Tireoidite de Hashimoto: é uma doença autoimune onde as defesas do corpo atacam a tireoide, gerando uma inflamação crônica. A inflamação pode deixar a glândula irregular e favorecer o aparecimento de nódulos.

    Como saber se o nódulo está crescendo?

    A forma mais segura de saber se o nódulo está crescendo é fazendo o ultrassom da tireoide periodicamente, conforme a orientação do endocrinologista.

    Como a maioria dos nódulos é interna e muito pequena, as variações de milímetros no tamanho só conseguem ser detectadas e comparadas de verdade através das imagens do exame de um ano para o outro.

    Em casos onde o crescimento é mais expressivo, você pode começar a notar sinais físicos na rotina, como perceber um caroço mais visível ao olhar no espelho, sentir uma assimetria ou um caroço endurecido ao apalpar o pescoço, ou notar que colares e golas de camisa começaram a apertar sem que você tenha engordado.

    Por fim, o crescimento do nódulo pode causar sintomas de compressão na região do pescoço. Se ele aumentar a ponto de pressionar as estruturas vizinhas, você pode começar a sentir dificuldade ou desconforto para engolir alimentos sólidos, uma sensação constante de pigarro ou aperto na garganta, e até mesmo rouquidão persistente sem uma causa gripal aparente.

    Sinais de alerta para procurar o médico com urgência

    Você deve procurar um endocrinologista ou um cirurgião de cabeça e pescoço se notar:

    • Dificuldade para engolir alimentos ou líquidos;
    • Sensação de que a comida fica presa na garganta;
    • Falta de ar ou sensação de sufocamento, principalmente ao deitar;
    • Rouquidão ou mudança na voz por mais de duas semanas;
    • Crescimento rápido do nódulo em poucas semanas ou meses;
    • Nódulo muito duro e que não se movimenta ao engolir;
    • Presença de ínguas persistentes nas laterais do pescoço.

    A presença dos sintomas não significa um diagnóstico de câncer, mas são sinais de alerta de que a região está sendo comprimida ou de que o nódulo precisa ser investigado pelo médico.

    Como saber se o nódulo na tireoide é maligno?

    Não é possível determinar se um nódulo na tireoide é maligno apenas pela palpação ou pela presença de sintomas. A confirmação depende de uma avaliação médica que combina exames de imagem e, quando necessário, a análise das células do nódulo.

    O primeiro exame utilizado é o ultrassom da tireoide, que permite avaliar características associadas a um maior risco de câncer, como a presença de microcalcificações, bordas irregulares, formato mais alto do que largo e áreas muito sólidas e escuras no exame.

    O médico também pode solicitar a realização de exames de sangue para avaliar o funcionamento da glândula, como TSH, T3 e T4. Embora não diagnostiquem o câncer diretamente, ajudam o médico a entender o comportamento do nódulo e a planejar os próximos passos.

    Segundo André, quando o nódulo apresenta características suspeitas ou atinge determinado tamanho, o médico pode solicitar uma punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Durante o procedimento, uma agulha fina é utilizada para coletar células do nódulo, que são enviadas para análise em laboratório.

    Atualmente, a punção é considerada o principal exame para diferenciar nódulos benignos de malignos.

    Como é feito o tratamento de nódulo na tireoide?

    O tratamento do nódulo na tireoide depende de alguns fatores, como tamanho, características observadas nos exames, presença de sintomas e do resultado da investigação.

    Quando o nódulo é benigno, pequeno e não causa desconforto, a medida mais comum é apenas o acompanhamento periódico com consultas médicas e exames de ultrassom para monitorar possíveis alterações de tamanho ou de aparência ao longo do tempo.

    Nos casos em que o nódulo cresce, provoca sintomas ou apresenta suspeita de malignidade, outras abordagens podem ser necessárias, como:

    • Acompanhamento regular com ultrassom e exames clínicos;
    • Punção aspirativa para avaliação das células do nódulo;
    • Cirurgia para retirada parcial ou total da tireoide;
    • Tratamento com iodo radioativo em situações específicas;
    • Procedimentos minimamente invasivos para alguns nódulos benignos selecionados.

    A cirurgia costuma ser indicada quando existe confirmação ou forte suspeita de câncer, quando o nódulo é muito grande ou quando causa sintomas como dificuldade para engolir, sensação de pressão no pescoço ou alterações respiratórias.

    Segundo André, os casos de câncer têm alta chance de cura, especialmente quando diagnosticados precocemente, o que torna importante manter exames de rotina.

    Leia mais: Tireoide: a pequena glândula que comanda o corpo inteiro

    Perguntas frequentes

    1. Quem tem nódulo na tireoide engorda?

    O nódulo em si não altera o peso. Porém, se o nódulo for causado por hipotireoidismo (tireoide lenta), a pessoa pode ter uma leve tendência a ganhar peso devido ao metabolismo mais lento.

    2. Qual é o tamanho de um nódulo na tireoide que preocupa?

    Os nódulos maiores que 1 cm costumam receber mais atenção e podem precisar de punção. No entanto, mais importante que o tamanho são as características visíveis no ultrassom, como formato e bordas.

    3. Cisto na tireoide é a mesma coisa que nódulo?

    O cisto é um tipo de nódulo, mas preenchido por líquido. A boa notícia é que cistos puros são praticamente 100% benignos.

    4. É normal ter vários nódulos na tireoide?

    Sim, isso é chamado de bócio multinodular. É uma condição muito comum, especialmente com o avanço da idade e em mulheres, e a maioria absoluta desses nódulos é benigna.

    5. Quem tem nódulo na tireoide pode fazer academia?

    Sim, a atividade física está liberada. Ter um nódulo não limita os movimentos ou o esforço físico, a menos que haja alguma recomendação médica específica pós-cirúrgica.

    6. Nódulo na tireoide altera a voz?

    A rouquidão ou mudança na voz só acontecem se o nódulo for muito grande ou se for um tumor maligno que esteja afetando os nervos que controlam as cordas vocais.

    7. Grávida pode ter nódulo na tireoide?

    Sim, devido às intensas alterações hormonais da gestação, novos nódulos podem surgir ou os já existentes podem crescer. Eles devem ser avaliados pelo obstetra e endocrinologista, mas a investigação (como o ultrassom) é segura na gravidez.

    Leia também: Cura ou remissão do câncer? Entenda a diferença entre os termos

  • Nódulos na tireoide: quando se preocupar e como diferenciar benignos de malignos 

    Nódulos na tireoide: quando se preocupar e como diferenciar benignos de malignos 

    Os nódulos na tireoide são achados comuns na prática médica e frequentemente despertam preocupação nos pacientes, sobretudo pelo medo de câncer. Estima-se que uma parcela significativa da população adulta possa apresentar nódulos detectáveis ao longo da vida, muitas vezes de forma silenciosa.

    Embora a grande maioria seja benigna, uma pequena porcentagem pode representar risco maior, exigindo investigação detalhada.

    Para esclarecer as principais dúvidas, conversamos com o endocrinologista André Colapietro, que explica como os nódulos aparecem, quais características merecem atenção e quais exames definem se há motivo para preocupação.

    O que são nódulos na tireoide e por que aparecem?

    Os nódulos na tireoide são pequenos aglomerados de células que se formam no interior da glândula tireoide, localizada na região anterior do pescoço.

    “Podem surgir por alterações celulares benignas, processos inflamatórios ou, mais raramente, câncer”, fala o médico. Fatores como envelhecimento, predisposição genética e inflamações da tireoide aumentam a probabilidade de surgimento desses nódulos.

    Apesar de muita gente associar os nódulos ao câncer logo de cara, o médico tranquiliza e esclarece que nem sempre a presença de um nódulo é motivo imediato de alarme. “Cerca de 90% dos nódulos de tireoide são benignos”.

    No entanto, o acompanhamento médico é essencial na presença de um nódulo na tireoide. A avaliação criteriosa garante que os casos suspeitos sejam investigados de forma precoce e que os pacientes com nódulos benignos não passem por intervenções desnecessárias.

    Quais sintomas indicam investigação detalhada?

    Grande parte dos nódulos é assintomática, descoberta apenas em exames de rotina. No entanto, alguns sinais merecem atenção especial, pois aumentam a suspeita de malignidade ou de complicações locais.

    • Crescimento rápido do nódulo
    • Dor local
    • Rouquidão persistente
    • Dificuldade para engolir (disfagia) ou para respirar (dispneia)

    Além disso, fatores de risco individuais, como histórico familiar de câncer de tireoide e exposição prévia à radiação na região cervical, elevam a necessidade de investigação cuidadosa.

    Confira: 7 sintomas iniciais de câncer que não devem ser ignorados

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico inicial pode ser feito no exame físico, por palpação do pescoço, ou como achado incidental em exames de imagem, como tomografia ou ressonância.

    “Mas o exame de primeira linha, que fornece as informações mais completas sobre as características do nódulo, é o ultrassom”, esclarece André.

    No ultrassom de tireoide, o médico não avalia apenas se há um nódulo, mas também suas características, como formato, bordas, consistência e presença de calcificações.

    Cada detalhe recebe uma pontuação e, ao final, o resultado é convertido em um escore chamado Ti-Rads, que varia de 1 a 5. Quanto maior o número, maior a chance de o nódulo ser suspeito.

    Nódulos de baixo risco geralmente só precisam de acompanhamento periódico, enquanto aqueles classificados como de risco mais alto podem exigir exames adicionais.

    “Lembrando que não existe uma idade recomendada para iniciar o rastreio. Alguns tipos raros de câncer de tireoide com determinadas mutações genéticas implicam em rastreio precoce, ainda na infância. Mas a grande maioria das indicações do exame ocorre na idade adulta”, esclarece o endocrinologista.

    Quais exames diferenciam nódulos benignos de malignos?

    Embora o ultrassom seja a principal ferramenta para avaliar os nódulos na tireoide, ele sozinho não consegue dizer com certeza se o nódulo é benigno ou maligno. O exame mostra características que ajudam a estimar o risco, mas o diagnóstico definitivo depende de uma investigação mais aprofundada.

    Para casos de maior risco, conforme características ultrassonográficas, histórico familiar ou evolução do nódulo, pode ser necessária a punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

    Nesse procedimento simples, feito em consultório, uma agulha fina retira uma pequena amostra de células do nódulo, que depois é analisada em laboratório.

    Isso permite identificar alterações típicas de benignidade ou malignidade, auxiliando na decisão sobre o tratamento do nódulo na tireoide.

    Leia também: Exames de rotina para prevenir câncer: conheça os principais

    Quando a cirurgia de tireoide pode ser indicada?

    Nem todo nódulo precisa ser removido. Os critérios para acompanhamento ou cirurgia de tireoide dependem de características clínicas e laboratoriais:

    • Acompanhamento periódico: indicado para nódulos benignos ou para aqueles que não tiveram indicação de PAAF. O seguimento é feito com ultrassom em intervalos regulares.
    • Cirurgia: recomendada para nódulos com diagnóstico compatível com câncer ou para nódulos muito volumosos, que comprimem estruturas vizinhas, causando sintomas como dificuldade para engolir ou respirar.

    Esse equilíbrio entre observar e intervir garante que apenas pacientes que realmente necessitam passem por cirurgia, evitando procedimentos desnecessários.

    Fatores de risco associados ao câncer de tireoide

    Alguns fatores podem aumentar o risco de câncer em pacientes com nódulos, embora não estejam diretamente relacionados à formação do nódulo em si. Entre eles:

    • Tabagismo: prejudica a saúde geral e pode impactar negativamente a evolução de doenças.
    • Obesidade grave: associada a alterações hormonais e inflamatórias.
    • Estresse crônico: pode impactar a saúde como um todo.

    O médico faz questão de esclarecer que não há uma medicação ou substância específica que atue nessa proteção. “Tanto no surgimento do nódulo quanto na sua evolução para maligno, a prevenção está ligada a bons hábitos de vida”.

    Perguntas e respostas sobre nódulos na tireoide

    1. O que são nódulos na tireoide e por que aparecem?

    São aglomerados de células que se formam dentro da glândula tireoide. Podem surgir por alterações benignas, inflamações ou, mais raramente, câncer, sendo mais comuns com o envelhecimento e predisposição genética.

    2. A maioria dos nódulos na tireoide é câncer?

    Não. Cerca de 90% dos nódulos são benignos, mas o acompanhamento médico é essencial para descartar casos suspeitos e evitar intervenções desnecessárias.

    3. Quais sintomas indicam investigação imediata?

    Crescimento rápido, dor, rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou respirar. Histórico familiar de câncer de tireoide e exposição prévia à radiação também elevam o risco.

    4. Como é feito o diagnóstico inicial?

    O exame físico pode identificar nódulos, mas o ultrassom é o principal método. Ele avalia características do nódulo e gera um escore de risco chamado Ti-Rads, que varia de 1 a 5.

    5. Quais exames diferenciam benignos de malignos?

    A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é usada em casos de maior risco. O material coletado é analisado em laboratório para definir se o nódulo é benigno ou maligno.

    6. Quando a cirurgia é indicada?

    É recomendada para nódulos com diagnóstico de câncer ou muito volumosos, que comprimem estruturas do pescoço e causam sintomas. Nódulos benignos geralmente só exigem acompanhamento.

    7. Quais fatores aumentam o risco de câncer de tireoide?

    Tabagismo, obesidade grave e estresse crônico podem impactar a evolução da doença, embora não causem diretamente os nódulos. Bons hábitos de vida ajudam na prevenção.

    Veja mais: Autoexame: como detectar precocemente diferentes tipos de câncer